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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ESTUDO ARMAGEDON...


A Volta de Cristo, o Arrebatamento e o Armagedom


Nota: Entendemos a dificuldade que muitos terão em compreender diversos aspectos e detalhes deste estudo. Todavia, à medida que nos forem chegando comentários e dúvidas, como tem sido de costume, poderemos, se for o caso, detalhar e aprimorar ainda mais esta parte do estudo sobre o Apocalipse. Acreditamos que este estudo deverá ser ampliado, o que faremos progressivamente, devido à sua complexidade. Pretendemos que este estudo seja um primeiro passo. Ressaltamos, porém, que quanto maior for sua dedicação à leitura da Bíblia, tanto maior poderá ser sua compreensão sobre o último Livro da Bíblia, o Apocalipse.


“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” Apocalipse 19:11-16
Como dissemos em nosso artigo: O Apocalipse e a Expectativa do Fim, ainda que possível seja, não optamos por uma sequência de estudos do tipo versículo após versículo desde o início do Apocalipse, pois este último dos Livros da Bíblia requer uma abordagem toda especial, sobretudo por sua complexidade quanto à cronologia relativa aos últimos eventos do fim.
Neste Capítulo 19, o Apóstolo João viu o retorno do Senhor Jesus Cristo, e porque viu e ouviu, também escreveu, como o Senhor lhe ordenou que fizesse:
“Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas.” Apocalipse 1:19
João viu o céu aberto e o Senhor Jesus Cristo cavalgando um cavalo branco, retornando para julgar e pelejar com justiça. Que se trata da pessoa de Cristo, isto é incontestável, pois as referências a ele neste momento são inequívocas: É o Verbo de Deus, está vestido com um manto tinto de sangue, é ele próprio quem regerá as nações com cetro de ferro, e é chamado de o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
O Evangelho segundo João já nos revela que o Senhor Jesus Cristo é, ele próprio, o Verbo de Deus.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” João 1:14
Esta, aliás, é uma inequívoca afirmação das Escrituras sobre a divindade do Senhor Jesus, pois diz: e o Verbo era Deus”.
Interessante notarmos que João o descreve como vindo para julgar e para pelejar. Deste modo, o Senhor Jesus não virá como em sua primeira vez, quando se fez carne e habitou entre nós, cheio de ternos afetos de misericórdia, com a mão estendida para oferecer a amizade de Deus e a reconciliação a quem quer que nele cresse, ou viesse a crer. Desta vez, não virá o Senhor, em sua segunda vinda, como servo humilde ou como cordeiro para ser imolado, mas retornará com grande ira, a qual derramará, sem misericórdia sobre os inimigos de Deus, quer sejam anjos, quer sejam homens. E destas coisas também nos fala Habacuque.
“Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor. O seu resplendor é como a luz, raios brilham da sua mão; e ali está velado o seu poder. Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos. Ele pára e faz tremer a terra; olha e sacode as nações. Esmigalham-se os montes primitivos; os outeiros eternos se abatem. Os caminhos de Deus são eternos. Vejo as tendas de Cusã em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremem. Acaso, é contra os rios, SENHOR, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor, já que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? Tiras a descoberto o teu arco, e farta está a tua aljava de flechas. Tu fendes a terra com rios. Os montes te vêem e se contorcem; passam torrentes de água; as profundezas do mar fazem ouvir a sua voz e levantam bem alto as suas mãos. O sol e a lua param nas suas moradas, ao resplandecer a luz das tuas flechas sibilantes, ao fulgor do relâmpago da tua lança. Na tua indignação, marchas pela terra, na tua ira, calcas aos pés as nações. Tu sais para salvamento do teu povo, para salvar o teu ungido; feres o telhado da casa do perverso e lhe descobres de todo o fundamento. Traspassas a cabeça dos guerreiros do inimigo com as suas próprias lanças, os quais, como tempestade, avançam para me destruir; regozijam-se, como se estivessem para devorar o pobre às ocultas. Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas.” Habacuque 3:3-15
O que Habacuque viu foi a volta de Cristo, o Senhor, e ali é perguntado: “Acaso, é contra os rios, SENHOR, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor, já que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória?”. A conjunção do Capítulo 3 do Livro de Habacuque com o Capítulo 19 do Apocalipse nos mostra que o Senhor virá em ira, em indignação, e fará cair a sua ira sobre todos os que o desprezaram. Esta é a vez de Deus, é a sua hora, é o seu dia.
O Senhor não muda, como afirmam as Escrituras, portanto o que veremos quando da sua volta não será nenhuma mudança em seu caráter generoso, sobremodo benigno e amoroso, mas será o que poderíamos chamar de o lado terrível da personalidade de Deus, ou seja, a intolerância para com o mal, o qual se manifesta entre, e através, dos homens pelas injustiças que cometem.
“Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?”  Habacuque 1:13 
Por toda a história da humanidade, Deus tem, ininterruptamente, estendido às mãos aos homens, a fim de que se arrependam do mal que praticam e recebam de Deus o perdão dos pecados e a salvação de suas almas. Porém, quando retornar o Senhor, esta situação já estará encerrada eternamente, ou seja, terá findado o tempo, já não haverá mais remédio, fechou-se a porta. E no Livro de Salmos podemos ver como Deus tem se contido durante todo este tempo, para no grande dia, neste que viu o Apóstolo João, em Apocalipse 19, permitir que se lhe inflame a ira, e que a vingança seja dada a todos os seus inimigos.
“Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.”  Salmos 2:12 
“Bem-aventurados todos os que nele se refugiam” significa que buscar refúgio no Filho de Deus é o único modo de escaparmos à ira vindoura.
“Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.”  Hebreus 10:30 
Em outro estudo seguinte, se Deus assim nos conceder, estaremos falando sobre os sete selos, sobre as sete trombetas e sobre as sete taças da cólera de Deus. Porém aqui, apenas citaremos um trecho bíblico que fala sobre o que sucederá após a abertura do sexto selo do Livro que se encontra nas mãos do Cordeiro, que é Jesus.
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” Apocalipse 6:12-17
Esta citação tem por objetivo demonstrar, novamente, como virá o Senhor, ou seja, em ira e tomando vingança contra seus inimigos.
As Religiões das Estorinhas e das Fantasias. As Preferidas dos Povos.
Todo ser humano possui consciência do bem ou do mal que pratica, e por isso não são poucos os que amam as religiões que lhes contam falácias, fantasias e mentiras, deixando de lhes mostrar o verdadeiro conhecimento de Deus. E em grande destaque, nesse aspecto, se encontra a Igreja Católica Romana, o maior exemplo de apostasia (traição a Cristo) de toda a história.
Recentemente, exercendo um grande esforço de paciência, literalmente suportei uma pregação televisiva de um "Monsenhor sei lá de que" da Meretriz de Roma. O tal “teólogo”, após cansar e exaurir a paciência de quem o ouvia pregar sobre o Apocalipse, e isto porque rodeou a terra e o mar a fim de chegar à conclusão de sua pregação, qual seja: “O mal será eliminado da terra, haverá uma nova era de paz, de alegria e de felicidades sem fim no futuro que nos aguarda”, praticamente nada falou sobre o juízo de Deusum dos aspectos mais profundos, importantes e solenemente destacados no Apocalipse. Porém, pergunto eu, como poderia ele falar sobre alguém que não conhece? Por isso haverão, à semelhança dos fariseus e dos escribas, receber maior juízo, pois a si próprios se colocaram como mestres das coisas de Deus, sem que eles próprios desejassem abrir seus ouvidos aos ensinamentos de Cristo.
Semelhantemente, religiões do tipo conto da carochinha, como o Budismo, por exemplo, também atraem muitos adeptos, pois o aspecto inevitável da ira e do juízo de Deus não são mencionados. E nem mesmo poderiam ser, pois para o Budismo não há Deus, como você poderá entender no artigo Budismo e Ateísmo, Uma Relação Incontestável.
Todavia, para os que desejam a verdadeira salvação, temer o juízo de Deus é uma manifestação de sabedoria, pois está escrito que não devemos praticar o mal, primeiramente por amarmos a Deus, mas também por temê-lo.
“Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos.”  Malaquias 3:5 
A Espada de Dois Gumes
Quando nos é relatado, no Capítulo 1 do Apocalipse, que o Apóstolo João viu o Senhor Jesus Cristo ressuscitado e glorificado, dele é dito:
“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.” Apocalipse 1:12-16
A descrição do Senhor Jesus Cristo em Apocalipse 1 é idêntica à sua descrição neste Capítulo 19, olhos como chama de fogo e uma espada afiada saindo de sua boca. Esta espada afiada é uma referência às palavras que o Senhor tem falado aos homens ao longo da história, sobretudo pelo Evangelho, como está escrito:
“Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.”  João 12:48 
Diante das palavras do Senhor Jesus Cristo, há somente duas posições a serem tomadas: A aceitação ou a rejeição. Para os que se lhe sujeitam e submetem, sendo ele o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, suas próprias promessas lhes garantem o perdão e a vida eterna. Já os rebeldes e insubordinados serão tratados por ele com a justa ira devida, a qual se manifestará quando de sua vinda, como estamos estudando neste Capítulo 19 do Apocalipse.
O aspecto do juízo e da ira de Deus são de tal maneira enfatizados neste capítulo, que ao falar sobre o que viu João, a saber, o Senhor Jesus Cristo retornando em glória para julgar e pelejar com justiça, também ali é dito que ele, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso, deixando bem claro a quem quer que ouças as palavras deste Livro, o Apocalipse, que ele é o REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Em outras palavras, é o Senhor Jesus Cristo quem possui autoridade suprema sobre as mais elevadas autoridades deste mundo, o qual receberá a justa punição e o justo castigo por toda uma história de maldades e de perversidades cometidas, evidenciando o caráter rebelde e de rebelião no qual se encontra este mundo imerso.
O Arrebatamento e O Armagedom
“Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre. Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.” Apocalipse 19:17-21
No Apocalipse há 3 sequências compostas de 7 etapas cada uma delas, os sete selos, as sete trombetas e as sete taças, as quais são a chave para que possamos compreender a cronologia dos eventos apocalípticos. Se João viu o céu aberto e o Senhor vindo dos céus com grande poder e glória, isto é porque já terá ressoado a última das sete trombetas, como Paulo escreveu:
"Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." 1 Coríntios 15: 51,52.
"Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deusdescerá dos céuse os mortos em Cristo ressuscitarão primeirodepois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras." 1 Tessalonicenses 4:15-18
O Arrebatamento da Igreja ocorrerá no momento quando o Senhor descer dos céus, ao ressoar a última das 7 trombetas, como está escrito nos trechos bíblicos acima citados, e no Capítulo 19 do Apocalipse. Isto significa que a primeira ressurreição já terá ocorrido, e o restante dos mortos ainda não terão ressuscitado, e quando o restante dos mortos forem ressuscitados, o serão para a condenação, não para a salvação. Vejamos o que nos diz o Senhor:
"Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo." João 5:28,29
E vejamos esta mesma realidade, novamente, no Apocalipse, em um momento quando a primeira ressurreição já tiver ocorrido:
Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo. Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreiçãoBem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos." Apocalipse 20:1-6
Pois bem, o trecho de Apocalipse 19:17-21, citado acima, após o subtítulo, refere-se ao que sucederá aos que forem deixados para trás após a primeira ressurreição, ou seja, são os que serão deixados para que sirvam de banquete às aves que voam pelo meio do céu, aos abutres, como diz o Senhor ao falar sobre os que forem deixados para trás após o arrebatamento:
"Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro; duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e deixada a outra. Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro, deixado. Então, lhe perguntaram: Onde será isso, Senhor? Respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres." Lucas 17:34-37

E, novamente:
"Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes."
Esta é uma referência ao estado de desgraça em que se encontrarão os que forem deixados para trás após o arrebatamento, ou seja, quando a porta já tiver sido fechada. Esses abutres são os demônios, os quais terão a permissão de Deus, anunciada pelo anjo posto em cima do sol, para que possuam os corpos dos que tiverem ficado para trás, os quais, conduzidos por Satanás, sitiarão Jerusalém, que a Bíblia chama de o acampamento dos santos e a cidade querida e pelejarão contra o Cordeiro.
"Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos." Apocalipse 20:7-10
Diz-nos a Bíblia que após o arrebatamento da Igreja, todos os santos estarão com Cristo e reinarão como ele por um período que a Bíblia chama de mil anos. Isto se dará ainda aqui nesta terra, em Jerusalém, para que se cumpram as profecias do Antigo Testamento sobre o Reino do filho de Davi, ou Reino da sua descendência, como está profetizado.
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto." Isaías 9:6,7
"Eis que vem o Dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade. Então, sairá o SENHOR e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos, com ele. Acontecerá, naquele dia, que não haverá luz, mas frio e gelo. Mas será um dia singular conhecido do SENHOR; não será nem dia nem noite, mas haverá luz à tarde. Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e a outra metade, até ao mar ocidental; no verão e no inverno, sucederá isto. O SENHOR será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o SENHOR, e um só será o seu nome." Zacarias 14:1-9
Estes santos, então, são todos os que tiverem tido parte na primeira ressurreição, bem como serão também todos aqueles que tiverem sido arrebatados aos céus, mesmo sem terem passado pela morte. Viveremos e reinaremos com Cristo mil anos. No trecho acima citado, de Zacarias 14, nos são dados alguns detalhes sobre este dia, a saber o Dia do Senhor, o qual será "um dia singular conhecido do SENHOR; não será nem dia nem noite, mas haverá luz à tarde". Isto significa que este período chamado de mil anos, será um espaço de tempo que ocorrerá no último dia, no Dia do Senhor. E sobre este dia também falou o Apóstolo Pedro.
"Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia." 2 Pedro 3:8
O Grande Trono Branco
Após terem sido lançados para dentro do lago do fogo, tanto o Diabo, como a Besta e o Falso Profeta, e após ter se cumprido o período que a Bíblia chama de mil anos, haverá a segunda ressurreição, como nos é relatado nas Escrituras.
"Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." Apocalipse 20:11-15
 
Este grande trono branco de que fala o Apocalipse é o trono de Deus, como está escrito: "Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta", e será diante de Deus, e por Deus, que serão julgados os da segunda ressurreição, um por um, segundo as suas obras. E a segunda ressurreição aqui é vista quando é dito: "Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia". Esta é uma clara referência a todos os que morreram perdidos, cujos corpos serão entregues pelo mar e pela morte (uma referência aos lugares onde estiverem os corpos dos que serão condenados) e cujas almas serão entregues pelo Hades, nesta tradução para o português chamado de o além. Juntos, cada alma e cada corpo de cada indivíduo, reunidos na segunda ressurreição, serão todos lançados no lago do fogo, em consciência, e lá permanecerão pelos séculos dos séculos. São esses aqueles cujos nomes não foram achados inscritos no Livro da Vida.
 BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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