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domingo, 31 de janeiro de 2021

QUANDO TUDO PARECE ESTÁ DANDO ERRADO.

QUANDO TUDO PARECE ESTÁ DANDO ERRADO.

(2Reis 6.1-7)

Dois séculos depois de fundada a escola de profetas, eis que chega ela agora a uma boa situação. Ao tempo do reitor anterior, Elias, os tempos foram difíceis. Ser profeta se tornara uma atividade clandestina. Assim mesmo, a instituição prosseguiu. Agora, sob a liderança de Eliseu, o sucessor de Elias, a profecia era uma atividade livre e a cada dia chegavam mais alunos. O espaço disponível não mais comportava tantos estudantes. E é preciso construir mais salas num local mais apropriado, não num lugar escondido, mas às margens conhecidas do rio Jordão.
Os próprios estudantes tomam a iniciativa da expansão, mas pedem a liderança do seu mestre principal. Animados, e na companhia do profeta-chefe, eles se põem ao trabalho. Todos deixaram suas leituras, suas orações, suas meditações e suas aulas para derrubar árvores, com os quais edificariam uma nova casa.
Suas ferramentas não eram muitas, mas podiam contar com um machado. Então, acontece o inesperado. O machado com que um deles trabalha se solta do cabo e cai nas águas do rio. Isto não era incomum, uma vez que a tecnologia era rudimentar, se comparada às tecnologias posteriores. O próprio código legal dos judeus previa a possibilidade desta tragédia: Se um homem for com o seu amigo cortar lenha na floresta e, ao levantar o machado para derrubar uma árvore, o ferro escapar e atingir o seu amigo e mata, ele poderá fugir para uma daquelas cidades [de refúgio] para salvar a vida (Deuteronômio 19.5). Desta feita, isto aconteceu: o machado não atingiu em ninguém.
De qualquer modo, os profetas-trabalhadores não poderiam prosseguir na tarefa. O profeta-operário do machado ficou desesperado, porque a ferramenta não lhe pertencia. Não aconteceu o pior, porque não atingiu em ninguém. Naquela época aquele era uma ferramenta rara; além de cara, não era facilmente encontrada. A culpa era inevitável.
Seu único recurso foi correr para o profeta e chorar. Foi um grito de desespero, não um pedido de ajuda. Não havia o que ser feito. Mas algo precisava ser feito: havia o impossível a ser feito. E o profeta Eliseu cortou um pau (um galho, uma parte da árvore), lançou-o na água e o machado flutuou como se fosse uma peça de madeira e foi resgatado pelo profeta-aprendiz. O que houve ali foi um milagre, não uma ação inteligente capaz de fazer o machado flutuar. O machado não tinha um furo por onde um galho pudesse entrar. O galho não tinha propriedades de atrair o ferro.

Esta é uma história que ilustra bem o que ocorre, ou pode ocorrer, conosco. Há duas experiências nesta história: a experiência da escassez e a experiência da tragédia.
A escassez foi experimentada por causa do sucesso da missão empreendida. Essa foi uma crise de crescimento. O espaço ficou pequeno para a continuidade da vida. Também podemos passar por esta experiência, que vem quando nos dispomos a ampliar nossos horizontes, seguindo asortunidades. Os profetas-aprendizes, diante da escassez de espaço, resolveram construir uma outra escola. Pode ser o nosso caso, quando trocamos de emprego, para um melhor, quando decidimos nos casar, quando resolvemos ter um filho, quando escolhemos fazer um novo curso, quando mudamos para uma casa melhor.
Há outras experiências de escassez, manifesta em tragédias, grandes ou pequenas, vivenciadas na falta de saúde, na falta de emprego, na falta de harmonia nos relacionamentos, na falta de sentido para a vida. No caso dos discípulos de Eliseu, tudo ia bem, mas o machado, que era emprestado, caiu no rio.
As oportunidades percebidas nos acompanham, mas as tragédias também nos tocam. Tocamos a nossa vida, mas somos (ou alguém de nossa família o é) acometidos por uma doença grave, que muda tudo, pára tudo, entristece tudo. Estamos nos realizando no trabalho, quando somos (ou alguém que garante a subsistência de casa) demitidos; o mundo parece desabar, o futuro é incerto, a fome se torna uma ameaça. Vamos tocando nossa vida familiar, quando um dos seus membros deixa que o mal governe sua mente, dite suas reações; o convívio se torna insuportável, cada meia hora junto parece um mês inteiro, a vontade é ir cada um para o seu lado.
Sentimos como se o nosso machado tivesse caído no rio. No contexto bíblico, perder o machado é perder o elemento essencial para continuar tocando o projeto tão sonhado. Perder o machado é perder a capacidade de avançar na vida. Ver o machado cair no rio é ver esvair-se a esperança, motora da vida. Uma vida com um machado perdido é uma vida sem força, sem alegria.

As atitudes dos aprendizes de profetas da Escola de Eliseu nos ensinam a desenvolver atitudes capazes de nos levar a superar os nossos problemas, para que todas as coisas venham a convergir para o nosso bem (Romanos 8.28).

1. Não aceite a estreiteza (verso 1).
Os aprendizes poderiam ficar acomodados naquele lugar, acotovelados, tendo que chegar cedo para encontrar lugar. Eles poderiam transferir a responsabilidade pelo problema, aguardando uma solução por iniciativa de Eliseu ou esperando um milagre divino pelo qual não oravam. Ao contrário, eles não aceitaram a estreiteza da sua casa e desejaram mais e se puseram em ação para realizar mais.
Diferentemente, muitas vezes recebemos as circunstâncias como senhoras de nossos destinos. Nossa atitude, entretanto, deve se inspirar na dos estudantes às margens do rio Jordão. Antes que uma tragédia acontecesse, como, por exemplo, ruir a casa onde estavam por excesso de lotação ou as pessoas começarem a deixar de participar das aulas pelo desconforto, eles decidiram tomar uma atitude positiva.
O que é que tem sido estreito na sua vida? Até quando você vai se conformar com esta estreiteza? Se sua visão é estreita, alargue-a. A promessa bíblica continua válida para todos os que confiam em Deus: Cante, oh estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto (...), diz o Senhor. Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas. Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas. Não tenha medo (Isaías 54.1-4a).
Tal como os profetas-aprendizes, que "cortaram madeira" (verso 4), ponha-se em ação. Não sucumba a tentação de querer que Deus faça tudo por você. Peça a liderança dEle sobre os seus projetos. Imagine Eliseu em casa e os meninos no rio Jordão cortando a lenha e o machado mergulhando nas águas. Não é assim que, por vezes, agimos? Deixamos Deus do lado de fora dos nossos sonhos e só nos lembramos dEle quando a tragédia vem...
A confiança em Deus não quer dizer que Deus terá que fazer tudo daí em diante. Para superar sua estreiteza, disponha-se a fazer a sua parte (verso 7). No início da história, eles saíram para cortar lenha. Eliseu não lançou mão de recursos sobrenaturais para construir a nova casa de profetas, deixando de lado a contribuição deles. Deus poderia fazer sozinho a nova casa, mas Eliseu não Lhe pede tal coisa. Antes, ele mesmo participa da construção junto com seus alunos. O que Deus providenciou foi uma ferramenta e mãos disponíveis para maneja. No final da história, a ação humana continua necessária: o homem que teve que indicar o lugar onde o machado caíra. Depois, teve que pegar o machado.

2. Não dispense quem pode lhe ajudar (verso 3).
Temos a triste tendência de fazer as coisas sozinhos, mas há coisas que não podemos fazer sozinhos. A maior delas, na verdade. Os alunos de Eliseu fizeram questão que seu mestre fosse com eles. Eles tinham a força, mas o profeta-chefe tinha a sabedoria.
Será que você não tem avançado porque tem querido avançar sozinho?
Talvez você diga que jamais dispensaria a ajuda de um profeta como Eliseu, embora tenha dificuldade de querer arrolar as pessoas sem muitas credenciais. Saiba que todas as pessoas são importantes; cada uma pode fazer algo para que o projeto de sua vida avance.
Não dispense quem possa, ou queira, lhe ajudar. Não se ache tão poderoso. Compartilhe com os outros as suas necessidades. Há casamentos que fracassam porque os cônjuges (ou um deles) não busca o apoio do outro ou apoio de outras pessoas para lhes ajudarem a entender o problema por que passam. Há projetos que não se realizam porque não são obra para uma pessoa só.
Nossa atitude deve ser a descrita pelo profeta Isaías: Cada um ajuda o outro e diz a seu irmão: "Seja forte!" O artesão encoraja o ourives, e aquele que alisa com o martelo incentiva o que bate na bigorna. Ele diz acerca da soldagem: "Está boa!" (Isaías 41.6-7a).
Saiba que há sempre alguém disposto a lhe emprestar um machado, alguém que, como Eliseu, não alega outros compromissos para não atender o seu pedido de ajuda. Há pessoas que são movidas pelo princípio da bondade e sempre têm um braço para se juntar ao nosso, uma lágrima para se misturar à nossa, um pé para caminhar conosco.

3. Não se ache imune à tragédia (verso 5).
Nós não conseguimos nos livrar da teologia do mérito. Se nós estamos ligados em Deus, fazendo a Sua vontade, nada de ruim nos pode acontecer. Afinal, os anjos do Senhor não se acampam ao redor daqueles que O temem para os livrar de todo mal? (Salmo 34.7). Ele não dá ordens aos seus anjos para nos guardar em todos os nossos caminhos? (Salmo 91.11) Não é assim que lemos na Bíblia?
No caso dos profetas, Eliseu representava a presença de Deus. O grande profeta estava com eles, mas isto não evitou que a tragédia acontecesse. No caso, como pode ocorrer com alguns de nós, eles estavam fazendo o bem.
Por buscarmos servir ao Senhor, não estamos livres das vitórias temporárias do mal sobre nós. Jesus nos ensinou que Deus faz nascer o sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos.
Ser cristão não é ser imune das tragédias. Ser cristão é saber que, não importa o que acontecer, Deus é sábio, misericordioso e soberano. Ele sabe do que o cristão realmente precisa; Ele concede ao cristão o que ele realmente precisa; Ele decide o que é melhor para o cristão, baseado na Sua sabedoria e na Sua misericórdia. Deus cuida das circunstâncias da nossa vida. Ele sabe pelo que passamos. Ele tem o hábito de fazer pequenas coisas ajuda para pessoas aflitas e necessitadas.

4. Não procure culpados (verso 5).
Eliseu não deu uma lição ao lenhador, exortando-o por sua falta de cuidado ao manejar ferramenta tão valiosa e que não lhe pertencia. Seus colegas também não gritaram para reprovar a sua aparente desatenção.
Eles sabiam que encontrar um culpado não resolveria o problema. Eles continuariam sem o machado. A maioria de nossas palavras culpabilizadoras não representa um passo sequer para melhorar as coisas. É claro que devemos analisar o que nos ocorreu, não para desenvolver um inadequado sentimento de culpa, mas para aprender novos caminhos.
Estamos cheios de amigos de Jó e, por vezes, nos comportamos como eles. Jó estava em desespero por causa das tragédias sobre a sua família, e seus amigos se dispuseram a explicar o que lhe sucedera, pondo em Jó toda a culpa. Já não lhe bastava sofrer; era preciso sofrer com a culpa pelo seu sofrimento...
Deus age conosco de modo diferente. Tipificando-O, Eliseu não berrou contra o provavelmente descuidado usuário do machado. Antes, buscou uma solução para o problema. Deus não vocifera contra nós, mas nos recebe com carinho.
Eliseu pediu que o homem que perdera o machado voltasse ao lugar onde acontecera o acidente. Se Deus lhe perguntar "onde caiu o seu machado", esteja atento e responda. Pode ser que tão somente ver a causa dos problemas em que nos atolamos já nos ajude a caminhar com mais segurança. Lembrarmo-nos quando foi que perdemos o controle sobre as coisas pode nos ajudar a retomar este controle. Se Deus nos pedir para voltar ao lugar onde o machado foi perdido, voltemos. Esta é a nossa ação obediente.

5. Não se entregue (verso 5).
O lenhador do machado deu um grito que o salvou: "Ah! meu senhor!".
Ele não se precipitou, mergulhando nas águas do rio, porque sabia que não encontraria seu valioso objeto. Ele não se desesperou, achando que tudo estava perdido, e não apenas o machado. Ele não se entregou diante da tragédia, como se a vida tivesse acabado.
Ele se voltou para quem podia fazer diferença na sua vida. Ele correu para o profeta. Sua oração foi bem estranha, com apenas três palavras ("Ah! meu senhor!"). Ele parecia dizer: "agora, é com o senhor".
Partindo do pressuposto que Eliseu representava a presença de Deus naquele projeto, podemos concluir que o lenhador buscou o poder de Deus para resolver o seu problema. Por confiar em Deus, o homem do machado pediu que Eliseu assumisse a liderança também naquele momento.
Eis o que você também deve fazer: não se esqueça do poder de Deus. No Israel antigo, alguns diziam: "O Senhor me abandonou, o Senhor me desamparou". No entanto, Deus lhes respondeu e continua a lhe responder: "Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquece, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos" (Isaías 49.14-16a)
Entregue-se ao poder de Deus. O lenhador não tinha a menor idéia do que o seu mentor faria, mas assim mesmo recorreu a ele. Mesmo que você não saiba o que Ele pode fazer, recorra a Ele. Busque-O. Confie em Deus. Lance sobre o Senhor a sua dificuldade (1Pedro 5.7), como fez o homem que perdeu o machado, não importa o que você tenha perdido.
Por confiar nEle, siga as suas instruções. Nossas ações mescladas com a vontade de Deus produzem resultados de valor eterno.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sábado, 30 de janeiro de 2021

APRENDENDO COM JAEL.

APRENDENDO COM JAEL.

Juizes 4:17
“Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas.” (Juízes 5:24)
Ela não era judia e, juntamente, com seu marido Héber, fazia parte de uma tribo nômade. Ela e seu esposo eram queneus. No versículo 11, vemos Héber, esposo de Jael, armar as suas tendas perto de onde se desenrolava as batalhas. A Bíblia nos diz que “… Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes.”
Nesta decisão de Héber e Jael, vemos a mão de Deus agindo para, lá na frente, dar vitória aos filhos de Israel que haviam tornado “a fazer o que era mau aos olhos do Senhor.”
ÉPOCA
Quando os israelitas ficavam em apuros, clamavam a Jeová. Ele lhes respondia por dar-lhes líderes valentes, para ajudá-los. A Bíblia os chama de juízes. Josué foi o primeiro juiz, e outros, depois dele, chamavam-se Otniel, Eúde e Sangar. Mas duas pessoas que ajudaram Israel eram mulheres, chamadas Débora e Jael.
Toda vez que o povo clamava por socorro, Deus levantada pessoas para que Ele pudesse agir.
Débora era profetisa. Jeová dava-lhe informações sobre o futuro, e ela as transmitia ao povo. Débora era também juíza. Sentava-se debaixo de certa palmeira, nos morros, e o povo vinha a ela para obter ajuda com os seus problemas.
Naquele tempo, Jabim era rei de Canaã. Ele tinha 900 carros de guerra. Seu exército era tão forte que muitos israelitas foram obrigados a se tornar servos de Jabim. O chefe do exército do Rei Jabim era Sísera.
SITUAÇÃO
Sísera chegou à tenda de Jael. Ela o convidou a entrar e deu-lhe leite, quando Sísera pediu água e Jael lhe deu leite, ela estava oferecendo o que havia de melhor em casa. “O povo daquela região apreciava esta bebida, feita com leite de cabra colocado num odre velho que, depois, era chacoalhado. O leite, então, azedava ou fermentava, quando misturado com as bactérias que permaneciam no odre já usado anteriormente.” Este o fez dormir. Então Jael tomou uma estaca de tenda e martelou-a na cabeça do homem mau. Depois, chegando Baraque, ela lhe mostrou o morto Sísera! Assim, a palavra de Débora se cumpriu.
O inimigo é derrotado com uma atitude ousada.
Jael foi sábia e paciente: esperou a hora certa de agir.
Jael não aceitou acordos. Não se pode servir a dois senhores (Mt 6:24), nem tampouco ser morno (Ap 3:16) Jael não cometeu o pecado da omissão (Tg 4:17) Jael valeu-se das armas que Deus lhe deu: estaca e martelo.

O Senhor espera de nós atitudes ousadas. Que venhamos romper com valores como Jael...
SOFRIMENTO
tudo o que estava acontecendo Jael estava no meio disso, ouvindo e vendo os acontecimentos, a qualquer momento os homens perversos poderiam entra e em sua tenda,viver com medo e insegurança é terrível.
Por mais escravizado que uma pessoa se sinta, nada lhe dá o direito de tirar a vida de uma pessoa, mas naquele tempo a guerra era a solução, essa atitude era louvável pela coragem. Imagine como Jael levou tempo para esquecer o que fez, matar alguém deve ser terrível mesmo que seja para salvar a própria vida.


ALEGRIA
Débora usada por Deus, profetiza quem iria matar o maior inimigo de Israel: uma mulher “Ela respondeu: Certamente, irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois às mãos de uma mulher o SENHOR entregará a Sísera. E saiu Débora e se foi com Baraque para Quedes.” Juízes 4: 9
Débora e Baraque honraram a Jael em seu cântico de vitória, a Bíblia não fala mais de Jael, esta mulher corajosa ficou na história do povo de Israel e nos deixa uma lição, muitas vezes os inimigos de nossa família estão dentro de nossa casa, sabemos que precisamos lutar contra o mal mas ficamos paradas, devemos tomar a decisão como Jael acabar com o mal, livrar nossos filhos e lares do pecado.
A nossa luta hoje não é contra pessoas, mas contra todas as forças malignas que se levantam diariamente para destruir o povo de Deus. Portanto devemos ser corajosas para revestir-nos de toda armadura de Deus e combatermos o bom combate. (Ef 6:12-18)
Além de corajosa, Jael foi sábia, pois esperou o momento certo para atacar o inimigo. Por ser um homem de guerra, provavelmente ela não ganharia na luta com espada ou corporal, mas esperou ele chegar na sua fraqueza, para atacá-lo e resolver um problema. Devemos buscar diariamente a sabedoria do Senhor antes de tomarmos qualquer decisão. (Pv 1:7)
LIÇÃO
mulher decidida e corajosa Que nos momentos das batalhas, estejamos sempre juntas dAquele que vai sempre nos orientar, dirigir e nos dar a vitória.
Jael significa literalmente, cabra selvagem. Seu nome denota a atitude de seu caráter e comportamento em enfrentar os desafios da vida.
Uma mulher corajosa e valente que foi muito importante na sua geração, derrotando o maior inimigo do povo de Israel: Sísera.
Jael, com sua atitude, mudou o curso de sua geração e um futuro contínuo de aprisionamento, de opressões, de angústias, pode transformar-se em tempo de paz e prosperidade, livre do perverso e maligno.
essas duas mulheres Débora e jael se levantaram, nós também devemos nos levantar diante de certas situações em nossas vidas, ou em prol de outra pessoa.
Jael não era combatente de uma causa perdida, nem infectada pelo espírito da inércia, descaso e da insensibilidade pelos conflitos sociais, políticos e religiosos de sua época.
Jael era uma militante ativa, pronta para ser usada por Deus, para o bom propósito que Ele tinha para ela. Deus a escolheu para vencer e destruir todos os gigantes que atormentavam seu povo.
Deus tem nos escolhido para vencer, e fazer a diferença em nossa geração!!!
Armar e desarmar tendas eram serviço de mulher; por isso, Jael tinha sempre à mão suas ferramentas de trabalho, e sabia como usá-las. A importância de saber como , quando e como usar as armas para uma batalha.
VAMOS ORAR
"Senhor, obrigada por seres um Pai sempre presente, me dê coragem, sabedoria e discernimento para entendermos quais são os Seus planos para a nossa vida.
Obrigada por me dar força, sabedoria e coragem naqueles momentos em que penso que tudo está perdido.
Que eu tenha sempre o coração aberto ao Teu chamado. Que Tu possas me usar nos teus planos perfeitos e que eu sinta que estás sempre comigo. Me ensine a usar as armas que me deste, e coragem para agir quando o momento aparecer. Que saiba usar a autoridade como diz em Lucas 10:19”Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.”

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

 


APRENDENDO EM MEIO AS TEMPESTADES

Texto: Mateus 14:22-33

Quebra-gelo: Em sua opinião, como superar uma tempestade (luta, adversidade)?

Introdução: Superar é transpor, ser superior. Na tipologia bíblica, “tempestade” representa luta, adversidade, tribulação. Aprendemos no culto de domingo, que sempre teremos que superar adversidades em nossas vidas. A cada tempestade é um novo desafio que enfrentamos. Geralmente a tempestade vem quando menos esperamos. De repente uma má noticia; uma enfermidade; uma perda; uma crise na família; uma crise financeira. Não devemos viver esperando tempestades em nossas vidas, mas precisamos aprender como lidar quando elas chegam. Nesta noite vamos aprender juntos:

COMO SUPERAR AS TEMPESTADES?

1) CONTINUE CONFIANDO EM DEUS – Mateus 14:22

Os discípulos estavam atravessando o mar em obediência à Palavra de Cristo, mas mesmo assim tiveram que enfrentar uma tempestade. Precisamos entender que as tempestades fazem parte da vida, elas são necessárias para o nosso crescimento espiritual. Através delas aprendemos a confiar mais em Deus. PERGUNTA: Em sua opinião, o que fazer para aprofundar nossa confiança em Deus?

2º) NÃO PODEMOS NOS DESESPERAR – Mateus 14:24-26

Os discípulos ficaram tão desesperados com a tempestade, ao ponto de achar que Jesus era um fantasma. Quando enfrentamos uma adversidade temos que manter a calma. O desespero, a angustia, rouba a nossa confiança em Deus, e nos leva a tomar decisões precipitadas e erradas. PERGUNTA: Como manter a calma quando chega a tempestade?

3º) ENTREGUE O CONTROLE DA SITUAÇÃO A DEUS, NÃO OLHE AS CIRCUNSTÂNCIAS– Mateus 14:27-30

O texto diz que Pedro sentindo o vento forte, teve medo e começou a afundar. Nunca podemos deixar que as circunstâncias nos façam tirar os olhos de Jesus. Se estamos caminhando alinhados com a Palavra de Deus, não precisamos temer, Deus está no controle. Nunca fique observando o que o diabo quer fazer, observe o que Deus já fez e está fazendo. PERGUNTA: Com suas palavras, fale sobre um benefício que recebemos quando realmente entregamos nossas adversidades a Deus?

4º) APRENDA A DEPENDER DE DEUS – Mateus 14:31-32 – Isaías 43:2 – Salmos 116:8

O v.31 diz que quando Pedro estava afundando, imediatamente Jesus estendeu a mão e segurou-o. Enquanto confiarmos e dependermos de Jesus, Ele nunca nos deixará afundar. Tudo que precisamos é aprender a depender somente Dele e não confiar na força dos nossos braços. PERGUNTA: Em sua opinião, o que é realmente depender de Deus?

Conclusão: Se nesta noite você chegou aqui enfrentando tempestades em sua vida, Jesus quer estender Suas mãos para você. Confia Nele, não se desespere, entregue o controle a Ele, ouça o que Ele diz e obedeça. Ponha em prática o que você aprendeu nesta noite e com certeza Jesus vai acalmar a tempestade de sua vida!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

CAMPO MISSIONÁRIO

 

CAMPO MISSIONÁRIO

Mt 13.38, Mc 16.15

Introdução:
E esse evangelho será pregado a todo mundo "cada coração com Cristo é um missionário, cada coração sem Cristo é um Campo missionário" basta você sair do portão do Templo para fora você já entrou no campo missionário.

1. O Campo Não é os Templos
Ainda que temos algumas conversões nos templos, lá é a casa de oração (Mt 21.12,13), devemos sair das quatro paredes e atingir as ovelhas perdidas, aqueles que estão sofrendo neste mundo cruel.

2. O Campo Não é Outras Igrejas - (II Co 10.46)
O lugar do missionário não é ficar com maletinha visitando igrejas e outras igrejas, nem também pescar em aquário alheio, é pescar em alto mar (representa os povos, nações) Lc 5.4.

3. O Campo Não é Somente Nossa Vila, Bairro, Cidade, Mas Onde Quer Que Ganhamos Almas Para Cristo Jesus
Onde tem um pecador lá está o missionário, o atalaia, o porta voz de Deus, aquele que lança seu pão sobre as águas vai com certeza ter grandes resultados, lança o pão, nas ruas, no trabalho, na escola, na família.

4. O Campo é o Mundo - (Mt. 13.38)
Não podemos tirar a nossa visão missionária, hoje fala muito em missões, mas poucos fazem, contribuem, ajudam, oram está na hora do Espírito Santo despertar você para ver que o campo já está branco e a seara em flor para colher ao Senhor, missões já, missões agora, missões urgentes, é agora ou nunca mais é hora de fazer missões:

Todas as Sinagogas (Mt 9.23)
Todas as Gentes (Mc 13.10)
Todas as Nações (Mt 28.19)
Todas as Aldeias (Mt 9.35)
Todo o Mundo e Povos (Mc 16.15)
Em Todo Lugas em Tempo e Fora de Tempo (At 17.30)
Até os Confins... (At 1.8)

CONCLUSÃO:
Não devemos retirar a visão missionária de nossos olhos, pois o convite de Cristo que chama todos a salvação eu e você devemos ser os seus mensageiros pessoais que estamos ainda fazendo este convite (Jo 3.16, Mt 11.28), dependente cor, raça, sexo, cultura e posição social, Deus quer contar com você para essa obra.
Apóstolo. Capelão/ Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante;

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

TEMPERAMENTOS, TRANSFORMANDO DEFEITOS EM VIRTUDES.

 

TEMPERAMENTOS, TRANSFORMANDO DEFEITOS EM VIRTUDES.

Introdução:

A teoria dos quatro temperamentos não é algo novo. O precursor dessa teoria foi Hipócrates (460 a 370 aC.). Este filósofo era diferente dos seus companheiros, pois não explicava as anomalias dos comportamentos através da intervenção dos deuses, como era o costume daquela sociedade grega politeísta.

Hipócrates distinguiu os quatro tipos básicos de comportamento: sanguíneo, melancólico, colérico e fleumático. Poder-se-ia “obter” um ou outro de acordo com a disposição dos “humores” do seu corpo: sangue, bílis preta, bílis amarela e fleuma. Essa crença bioquímica se contrapõe totalmente à visão politeísta que é sobrenaturalista.

As concepções de Hipócrates puderam chegar até os dias de hoje porque sobreviveram. Durante o resto da Antiguidade e toda a Idade Média, não houve grandes progressos neste campo e, portanto, a teoria não sofreu contestação, nem tampouco rejeição.

No século XIX, através do filósofo iluminista Emmanuel Kant, a teoria dos quatro temperamentos é difundida por toda Europa.

Somente no fim do século XIX, o estudo do comportamento humano recebeu um novo impulso com a Psicologia. Alguns passaram a relacionar os temperamentos às estruturas corporais e reduziram as personalidades aos cognatos introvertido e extrovertido.

A Psicologia não só simplificou os nomes das personalidades como também fez com que novos rumos fossem dados ao estudo do comportamento: Psicanálise.

O precursor deste método, o mundialmente conhecido Dr. Freud revolucionou o mundo inteiro com suas teorias. Mas, elas não condizem com a teoria dos quatro temperamentos.

Isto porque Freud era movido por uma corrente filosófica denominada determinismo, que atribui o comportamento humano à três aspectos básicos: o meio, a raça e o momento histórico. Em outras palavras, poder-se-ia dizer que homem não é culpado por seu mau comportamento e era isentado de suas responsabilidades.

No campo da ciência, havia ainda outra teoria levantada pelo biólogo Darwin, a qual dizia que o homem é um mero acidente biológico, produto da evolução de um primata. O homem foi acometido de duros golpes que o fizeram enxergar de outra maneira.

Mas, será que elas realmente estão em concordância com a Palavra de Deus? Muitos dos conceitos humanos não condizem com a palavra de Deus. O fato das pessoas terem diploma não significa que estejam certas.

A teoria dos quatro comportamentos é uma teoria idealizada por homens e, por isso, não é perfeita. Mas, apesar disso, é a que mais tem traços de compatibilidade com as Escrituras.

Da mesma forma que a Bíblia ensina que homens têm uma natureza pecaminosa, a teoria dos temperamentos ensina que todos os homens têm suas fraquezas. A Bíblia diz que o homem é provido de uma “velha natureza”; a teoria dos temperamentos nos fala de tendências natas, parte das quais são fraquezas.

Esta teoria não responderá a todas as suas dúvidas, mas ajudará cada um a fazer um exame interior e transformar-se. Entretanto, não se deve usá-Ia erroneamente; deve-se ter brandura, flexibilidade e construtividade.

O temperamento pode explicar o comportamento, mas não justificá-lo. Não podemos somente considerar que o comportamento é somente reflexo do temperamento, mas também o é dos hábitos significativos.

Devemos fazer algumas considerações preliminares:

a) Ninguém se caracteriza por apenas um temperamento: somos uma mescla de 2 ou até 3 temperamentos. Pessoas detentoras de temperamentos misturados não são extremistas. Se suas qualidades não forem salientes; os defeitos não o serão.

b) O temperamento está baseado no material ainda bruto com que nascemos: quanto mais um crente amadurece espiritualmente, mais difícil se torna diagnosticar seu temperamento básico. Portanto, é útil examinarmos o material bruto antes do Espírito Santo iniciar sua ação.

c) Idade: a melhor época para discernir um temperamento é a partir dos 15 anos em diante, pois a partir desta época as atitudes em geral não se alteram, sendo mais fácil analisar que atitudes são pertinentes a cada personalidade.

d) As condições físicas são fatores que interferem no comportamento: a pressão sanguínea e os hormônios podem ajudar alguém a cometer algo que jamais pensaria em cometer se estivesse em normais condições.

e) A criação e a educação são fatores que podem influenciar grandemente o temperamento bem como os traumas.

f) Um temperamento não é melhor do que outro: todos possuem pontos positivos e negativos e tem a mesma possibilidade de se modificar pela ação do Espírito Santo.

g) Os comportamentos não são eliminados e sim, modificados pela força das boas qualidades que o Espírito Santo oferece.

A classificação dos quatro temperamentos não é ensinada categoricamente na Bíblia, mas os estudos biográficos dos personagens bíblicos demonstrarão os pontos fortes e as fraquezas de cada um dos temperamentos. Senão, vejamos:

1. Pedro, o Sanguíneo:

Antes de ser somente Pedro, a Rocha, este tão conhecido discípulo chamava-se Simão.

a) IMPULSIVO: Simão agia de imediato, sem pensar. Este é o traço mais marcante do Sr. Sanguíneo. Esta característica contribuiu para direcionar Pedro para o bem (Mateus 4:20: Quando Jesus chamou a Pedro e imediatamente, ele deixou suas redes e o seguiu).

Mas, na maioria das vezes, este traço levou Simão à impetuosidade:
Mt 14:28-29: Quando Cristo andou por cima das águas, Simão imediatamente quis Ter com o Senhor sobre as águas;
João 18:10: Alguns soldados iam prender Jesus, mas Pedro interferiu imediatamente no episódio, cortando a orelha do servo Malco;
João 21:1-11: Após a ressurreição de Cristo, ao irem pescar, os pescadores pegam tantos peixes que não podem içá-los ao barco. De repente, o Senhor aparece e imediatamente, Simão pula nas águas e nada até a outra margem (abandonando um trabalho inacabado quando encontrou algo mais atraente).

Sempre quando pressionados, os sanguíneos agem e não pensam. Isso faz com que suas atitudes sejam muito mal dirigidas e muitas bênçãos sejam perdidas. Falta ao Sr. Sanguíneo o domínio próprio.

b) FALANTE: Simão é aquele que fala pelos discípulos. Sempre quando o silêncio tomava aqueles servos, era Simão quem sempre quebrava o gelo.. Este traço foi proveitoso em muitas ocasiões, como em Mt. 16:13-20, quando ele confessa que Jesus é o Filho de Deus ‘espontaneamente’.

Em João 6:69, muitos dos discípulos já não andavam mais com Cristo e este perguntou aos que restaram se estes queriam se retirar também. Foi Pedro quem fez uma declaração insuperável, dizendo: “Para quem iremos? Tu tens a palavra da vida eterna e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”.

Entretanto, em outras ocasiões, como em Mt. 16:22, não havia o Senhor terminado de louvar Simão e incumbi-lo da direção da Igreja, quando este fala: “Que Deus não permita isso! Isso não te acontecerá!”. Ora, Simão acabava de desejar que o filho de Deus não morresse por nós: “Afasta-te, Satanás! Tu és para mim pedra de escândalo!”.

É assim: quando o Sr. Sanguíneo não sabe o que fazer, ele fala.

c) VONTADE FRACA: Sr. Sanguíneo tem uma tendência à insegurança e por isso, ele tenta projetar-se pessoalmente, garganteando seus feitos.

Por isso, ele pode se mostrar muito predisposto a todos os seus compromissos e promessas. O único problema é que ele certamente não o cumprirá.

A verdade é que eles são facilmente influenciados pelo ambiente. Uma boa ilustração para este situação está em Mt. 26: 33-35, no qual Pedro, depois de muito ouvir que Jesus seria ferido, replicou:
“Ainda que venhas a ser um tropeço, não o seríeis para mim”.
Jesus, ouvindo isso, prosseguiu: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.
Pedro continuou: “Ainda que seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.

Pedro se mostrou muito predisposto a defender o Mestre, mas a própria história nos diz que isto foi um repente do momento (na verdade, uma profecia e que Pedro negou ter parte com o Mestre). As intenções do Sr. Sanguíneo são boas, mas a estrada não é feita somente de boas intenções e, sim, de comprometimento e ação.

d) INSEGURANÇA: Os sanguíneos podem parecer fortes, mas, na verdade, como já dito, são levados pelo ambiente e pelas pessoas e precisam desesperadamente do calor dos outros para se sentirem fortes.

Isso aconteceu também com Simão como legítimo representante desta classe de pessoas – João 18:18: Pedro aquecia-se no meio dos inimigos.

Diante das pressões, eles agem erroneamente ou fogem, postergando as decisões e acomodando-se – João 21:15:
Jesus depois de ressuscitado, perguntou a Pedro: “Simão, amas-me mais do que estes outros?”.
Pedro respondeu: “Sim, tu sabes que gosto de ti”.
Jesus prosseguiu: “Simão, filho de João, amas-me?”.
Simão replicou ainda: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti”.
“Simão, gostas mesmo de mim?”, disse Jesus.

Pedro entristeceu-se por lhe ter perguntado pela terceira vez e respondeu-lhe: “Sim, Senhor, Tu sabes que te amo”.

Aqui, há um jogo de palavras na tradução e vemos que somente na terceira vez, Pedro disse que amava Jesus, pois este já o havia negado três vezes. Evidentemente, Pedro estava arrependido e por isso, hesitou tanto em responder com segurança.

Uma mudança se operou na vida de Simão. Simão era o velho homem carnal e sanguíneo, mas Cristo, ao confiar-lhe a direção de sua Igreja, chamou-lhe somente de Pedro, que significa “Pedra”, algo estável e constante. A partir daí, vemos somente mudanças. . .

a) CONSTÂNCIA: O sermão de Pedro no dia de Pentecostes é um ótimo exemplo do que o Espírito Santo faz aquele que lhe entrega os caminhos. Pedro não falava de um “eu”, mas sim de algo maior.

O que aconteceu ali não foi um repente emocional, mas sim uma efêmera confiança em Deus. Em Atos 3:1-7, Pedro e João foram ao templo orar e encontram um coxo. Pedro disse: “Não possuo nem ouro, nem prata, mas em nome de Jesus, anda”.

O que falta na história? Claro, Simão, o sanguíneo. Pedro não mais glorificou-se, mas rendeu honras e glórias a Deus.

b) CORAGEM: Pedro resistiu ao medo, à insegurança. Em Atos 4:13, sendo chamado pelas autoridades judaicas, ele e João não morreram na prisão. Ao invés de negar a Cristo, Pedro respondeu a tudo dando glórias a Deus.

Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se e reconheceram que estiveram com Jesus. Pedro permitiu que o Espírito Santo controlasse a situação.

Além disso, Pedro usou muita fé para ter coragem. Estando ele prisioneiro em uma cadeia, estava tranquilo e não se preocupando com sua vida, enquanto poderia estar se descabelando – Atos 12:6.

c) SABEDORIA: Quando pressionados, o Sr. Sanguíneo cede. Nesta ocasião, Pedro, interrogado e pressionado, tinha a mente clara e suas emoções controladas.

Estando Pedro e João proibidos de ensinarem em nome de Jesus, responderam: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir antes a vós outros do que a Deus, deixando de falar as coisas que temos visto e ouvido” – Atos 4: 19-20.

d) PERCEPÇÃO DIVINA: Em Atos 5, Pedro, pelo poder de Deus, sentiu que Ananias e Safira haviam fraudado a oferta e agiu com justiça.

Em outra ocasião – Atos 5:29, Pedro, repreendido pelo sumo-sacerdote não se enfureceu e disse: “Antes importa obedecer a Deus do que a estes homens”.

e) ALEGRIA: Esta é a tendência natural do sanguíneo. Quando ele se ofende, responde, resmungando.

Em Atos 5:41, isso não foi bem assim e depois de ter apanhado dos oficiais, Pedro regozijou-se por Ter sido considerado digno de sofrer afrontas no seu nome.

f) HUMILDADE: Definitivamente, esta não é uma característica do sanguíneo. As tendências egoísticas fazem-no procurar a glória para granjear todo o reconhecimento.

Transformado, Pedro não é assim. Em Atos 9:36-42, Dorcas, a mulher muito reconhecida por suas esmolas, adoeceu e morreu.Como Pedro estava na região, fora chamado pelos líderes da assembléia daquele lugar. Ele fez com que todos saíssem, pôs-se de joelhos e disse: “Tabita, levanta-te”. Ela, abrindo os olhos, assentou-se. Depois que todos a viram com vida, Pedro ficou muito popular em Jope.

Em outros tempos, Pedro poderia ter chamado a todos para ver o milagre. Em outra ocasião, Cornélio, ao se ajoelhar aos pés de Pedro, este pediu que se levantasse.

g) AMOR DE PEDRO: Os sanguíneos geralmente tendem a recusar toda e qualquer opinião contrária a sua, sendo, por isso, preconceituosos e precipitados.

Pedro, como qualquer outro israelita, poderia ter preconceitos quanto aos gentios, mas ao se modificar, ele foi enviado perante aquele povo para levar o nome de Jesus a todos, começando por Cornélio – Atos 10:21.

h) AMABILIDADE: Sanguíneos costumam ser rudes e impacientes. Mas, em Pedro, isso desapareceu. Era agora, graça e moderação.

Em Atos 11:4, ao voltarem de Jerusalém, os da circuncisão começaram uma discussão, mas ao invés de se irar, ele passou a fazer-lhes uma exposição por ordem, explicando os detalhes que sucedera a Cornélio. Em decorrência disso, os judeus cristãos apaziguaram-se e glorificaram a Deus pela concessão do convite dos gentios.

i) LIDERANÇA: Sanguíneos são imaturos demais para serem líderes, pois não são objetivos e acabam tomando-se objeto de irritação. Mas, Pedro foi um líder eficiente. Em Atos 15:1-12, havendo controvérsias sobre o valo da circuncisão entre legalistas e Barnabé, ele tomou a palavra e restaurou a ordem da Igreja.

Muitas outras mudanças se efetuaram na vida de Pedro, mas se ele desse lugar à carne, ela novamente voltava como foi o caso em Gálatas 2.
Paulo está repreendendo Pedro por este Ter deixado se intimidar pela presença dos da circuncisão e abandonado os gentios, com quem comia. Mas, nem por isso, Deus deixou de continuar usando Pedro. Ele foi o instrumento de Deus em muitas outras ocasiões, pois já havia atingido a maturidade espiritual.

2. Paulo, o colérico:

Poucas das atividades de Saulo anteriores à sua conversão são mencionadas. Quase 95% das suas experiências ocorrem depois da transformação.

Antes de mais nada, deve-se falar que a maior parte dos maiores e mais cruéis ditadores são coléricos.

Saulo dirigiu a grande perseguição ao povo de Deus. Ele tinha ódio e grande aversão e procurava destrui-Ios sem misericórdia em nome da religião. Ele o era totalmente. Ele tinha fortes tendências à astúcia e a ardilosidade e talvez fizesse já parte do Sinédrio (conselho dos 70 anciãos). Logo que aparece pela primeira vez nas narrações das escrituras, ele já está a apedrejar Estevão, um fiel servo de Deus. Mas, no caminho de Damasco, aquela vida mudou. . .

a) FORÇA DE VONTADE: Esta é uma característica muito forte dos coléricos. Ele é determinado e insistente e por isso, prossegue até atingir seu alvo.

Por isso, em diversas cartas como em I Coríntios 9:24-27, ele fala em seguir para um alvo que é Cristo, como o atleta que corre em um estádio para alcançar o alvo. Sua autodisciplina e domínio são fortíssimos.

b) INTOLERANTE: A intolerância é um traço marcante. Em Atos 13:36-40, Paulo não admite que João, soprinho de Barnabé, continue a viagem com eles, já que este os havia deixado em Pege. Isso provoca a ruptura entre Barnabé e Paulo.

Em Atos 23, Paulo fora preso e levado ao Sinédrio e tendo sido repreendido pelo sumo-sacerdote no começo e sua fala, ele respondeu: “Deus há de ferir-te, hipócrita! Tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei e contra alei mandas me agredir”. Ele não sabia que falava ao sumo-sacerdote e rompeu em uma explosão de cólera.

c) AUTOSSUFICIENTE: Sempre que servia em alguma cidade, Paulo exercia sua profissão de fabricante de tendas. Ele não dependia da renda do trabalho apostólico, apesar de reconhecê-Ia como lícita e justa.

O colérico gosta de ser independente e seguir sozinho, como em Atos 12, em Atenas, quando Paulo pregava sozinho na Ágora da cidade a milhares de gregos.

O colérico deve tomar cuidado, pois com toda esta auto-suficiência, ele pode se gloriar e querer méritos próprios. Só quando humilhado pelas adversidades é que o colérico responde ao convite do Dom da vida eterna. Foi por isso, necessária uma luz do céu cegar Paulo para que ele se convertesse – Atos 26:14.

d) DINÂMICO: O colérico tem uma capacidade inata para a liderança. Em Atos 11:25-26, vemos que Barnabé era o cristão mais antigo que convidara Saulo, recém-convertido. Depois de algum tempo, já víamos Paulo se destacar e o grupo ser denominado Paulo e seus companheiros.

Em Atos 27:13-25, durante a viagem à Roma, estando cativo em um navio, uma grande tempestade os pegou no mar. Estando desesperada toda a tripulação, Paulo os admoestou a continuar persistindo e ganhou o controle do navio, sendo ele prisioneiro.

Vemos em diversas passagens de Atos 22, que Paulo era um brilhante pregador da palavra de Deus, sendo ele ousado frente aos judeus que odiavam Cristo, mostrando seu relacionamento com ele. Chegou a enfrentar Tertúlio, Félix e Agripa.

e) PRÁTICO: Além das cartas de Paulo estarem cheias de conselhos de direcionamento, elas possuem outros tantos sobre praticidade.

Os coléricos são comunicadores compulsivos e seus discursos são geralmente longos, mas conseguem deixar os ouvintes interessados. Uma prova disso está em Atos 20:1, quando estando em Trôade, Paulo prolongou seu discurso até a meia-noite e um moço, chamado Êutico, tendo cochilado durante a palestra, caiu de uma janela do 3° andar e foi levantado morto. Paulo debruçou-se sobre ele e não se deixando intimidar por isso, prolongou o discurso até o romper do dia.

f) LÍDER DE CAMPANHAS: O colérico tem o Dom de fazer palestras e instigar movimentos reformadores. Ele é “cabeça-dura” e indiferente às opiniões alheias. Ele tão pouco se cala perante injustiças.

Em Gálatas 2:11-14, ele repreendeu severamente Pedro por este ter deixado de comer com os gentios por ver chegar os da circuncisão.

g) CONTROVERSISTA: Os coléricos são pessoas motivos de diversas controvérsias: ou as pessoas os odeiam demais ou as amam. Paulo foi muito odiado. Havia até uma delegação de judeus zelosos o perseguindo em busca de sua morte. Mas, por outro lado, Lucas e Timóteo, amavam-no fervorosamente.

h) MOTIVAÇÃO: Paulo foi o ser humano mais otimista do mundo. Ele avançou sem recursos humanos à lugares desconhecidos levado pela convicção em Deus. Fora o discípulo que mais sofreu. Em II Coríntios 11, vemos uma lista de padecimentos: “Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, de salteadores…”.

Mas, o que faz o apóstolo ser tão motivado?Traçar metas contínuas – Filipenses 3:1314 “Esquecendo-me das coisas que ficam para trás, avanço para o alvo para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio do suprema vocação de Deus em Cristo Jesus”.

i) PAZ e ALEGRIA: O colérico só sente a paz quando está envolvido em um redemoinho de atividades. O Espírito Santo modificou o apóstolo de tal forma que ele percebeu que a paz não depende das circunstâncias externas.

Paulo estava em plena paz quando foi encarcerado e impedido de proclamar o Evangelho – Filip. 4:11-12: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer circunstância. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado. De tudo, já tenho experiência: tanto de fartura, como de fome; tanto de fartura como de escassez”.

j) AMABILIDADE: Um colérico não é bondoso e gentil por natureza. Mas, movido pelo espírito, ele pode apresentar estas características..

Apesar de ter recriminado Barnabé e Marcos, Paulo escreve depois: “Toma Marcos e traze-o, pois é útil para o ministério”. Ele apresenta uma atitude até agradável em relação às mulheres, em Atos 16.

I) HUMILDADE: Em certa feita, Paulo e Barnabé são aclamados deuses pelo povo de Listra. Revoltados, os apóstolos rasgaram suas vestes e asseveraram que eram apenas humanos. Foram até apedrejados.

Uma oportunidade de se fazer passara por um deus teria sido naturalmente aproveitada e explorada por um colérico carnal, mas com Paulo: “E que para não me ensoberbecesse com a brandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás para me esbofetear a fim de que não me exaltasse” – Coríntios 12:7. Paulo orou para que o espinho fosse removido e Deus lhe prometeu que sua graça lhe bastaria. Isso para que ele se fizesse de humilde.

Paulo entregou incondicionalmente sua vontade férrea e seus pesados passos coléricos a Cristo na estrada de Damasco, cumprindo Mateus 10:39: “Quem acha sua vida, perdê-Ia; quem todavia perder a vida por minha causa, achá-Ia-á “.

3. Moisés, o Melancólico:

Antes de mais nada, deve-se dizer que o Melancólico é o mais rico de todos os temperamentos. É uma mente privilegiada por Ter uma tremenda capacidade de experimentos e toda uma gama de emoções.

Os maiores gênios do mundo foram melancólicos e superdotados que desperdiçaram seus talentos em crises de angústia profunda, tomando-se apáticos e pouco produtivos. São grandes artistas, compositores, filósofos e teóricos. Nesta classe, Moisés é nosso personagem-chave.
Alguns melancólicos famosos: Jacó, Salomão, Elias, Isaías, Daniel, João Batista, dentre outros.

a) TALENTOSO: Em Atos 7: 22, vemos que Moisés era educado em toda ciência dos egípcios e poderoso em palavras e obras. Mas, Moisés não deixou-se levar pelos 1i conhecimentos egípcios impregnados de superstições. Moisés conduziu 3 milhões de pessoas através do deserto, controlando-as como juiz, profeta e mediador de relações a Deus. Desta maneira, ele demonstra que é bem-dotado.

São as pressões externas que impulsionam seu potencial latente. Uma vez, porém, retirada a pressão, eles tendem a voltar à apatia a não ser que sejam motivados pelo Espírito Santo.

b) ABNEGADO: É um desejo de auto-sacrifício. Os melancólicos têm inclinação a dedicar-se a causas que exijam sacrifício.

Isso aconteceu com Moisés, em Hebreus 11:23-27: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir os prazeres transitórios do pecado, porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplou o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, nem ficou amedrontado pela cólera do rei; mas antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível “.

Parece mais fácil para o Sr. Melancólico não deixar se iludir pelas recompensas vazias e falsas que este mundo oferece.

c) COMPLEXO DE INFERIORIDADE: Para o Sr. Melancólico, os talentos são negligenciados devido ao seu excessivo sentimento de inferioridade.

Como são perfeccionistas, conseqüentemente, é raro se satisfazerem com aquilo que fazem ou com aquilo que os outros fazem, porque não atingem os seus altos padrões de perfeição (eles se lembram mais dos erros do que o sucesso global).

Além disso, a crítica é uma seta mortífera para sua natureza sensível. Não há quem seja capaz de sentir as maiores amarguras ou nutrir os maiores ressentimentos do que o melancólico. Uma das grandes necessidades melancólicas é a fé que vem da palavra de Deus.

Como representante típico desta classe, Moisés também sofreu com isso:
– Não tenho talento algum!(Ex. 3:10): Deus disse que enviaria Moisés a Faraó para que tirasse o povo do Egito. Moisés lhe respondeu: “Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”.

-Ninguém acreditará em mim! (Ex. 2:11-15): O medo de ser rejeitado faz parte do complexo de inferioridade do temperamento melancólico. Moisés relembrou a rejeição que sofrera 40 anos antes por parte de alguns a quem quisera ajudar. Fracasso é uma experiência devastadora para os melancólicos, pois acabam envenenando-os. Dessa forma, os melancólicos acabam por pensar mais em si mesmo do que nas necessidades do próximo.

– Não posso falar em público! (Ex. 4:11-12): “Nunca fui eloquente, pois sou pesado em boca e língua”. Disse Deus: “Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo ou o surdo ou o que vê ou o cego? Não sou eu o Senhor? Vai, pois e eu serei com a tua boca e te ensinará o que hás de falar”.

Embora os melancólicos não sejam dinâmicos e carismáticos como os sangüíneos, o Espírito Santo pode lhes transformar em oradores eficazes. A desculpa de Moisés não só lhe privou do poder de Deus como fé-lo se submeter-se a um assistente, seu irmão Arão, que muitas vezes o prejudicou.

d) IRA: O melancólico é alguém que tem ira reprimida e uma incapacidade de controlar essa emoção. A ira acaba por destruir a saúde e cultivar a irritabilidade, além de desagradar a Deus.

Um perfeito exemplo disso na vida de Moisés está em êxodo 32:19, quando Moisés quebra as tábuas da lei ao ver o bezerro de ouro sendo adorado por aquele povo. Foi uma ira justa, mas que não foi controlada produzindo pecado (Tg. 1:20: “Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”).

É certo que Moisés foi submetido à pressão emocional fora do comum por longos 40 anos. Os israelitas descarregavam sobre ele sua frustação, seu calor, sua fome.

A cólera de Moisés explode novamente em Núm. 20: 3-12, quando o povo reclama de que dela saísse água. Mas, Deus cobrou Moisés por ele Ter desprezado o poder e a direção que ele oferecia a estes problemas, não permitindo que Moisés entrasse na Terra prometida.

e) DEPRESSÃO: Moisés é um dos três grandes servos de Deus que se deprimiram a ponto de pedir a Deus para que lhes tirasse a vida. Este é o maior dos problemas desta classe de pessoas.

A depressão provém da autopiedade, ou seja, a dó de si mesma. Em Núm. 11:10-15, vemos uma demonstração disso:“Por que fizeste mal ao teu servo e por que não achei graças aos teus olhos visto que puseste sobre mim o encargo deste povo? Concebi por acaso eu todo este povo? Gerei-o eu para que me dissesses: ‘Leva-o em teus braços ‘como a quem leva a criança ao colo, à terra que juraste aos teus pais? Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Contra mim, choram, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer ‘. Eu sozinho não posso levar todo este povo, é muito pesado para mim. Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu te peço se tenho achado graça aos teus olhos e não me deixes ver a minha própria ruína”.

Se concentrar nas circunstâncias desfavoráveis ao seu redor produz depressão com freqüência. Não foram as circunstâncias face aos acontecimentos que causou sua depressão. Certamente, Moisés confessou este pecado e Deus o perdoou, pois continuou usando-o mais durante muito tempo.

f) PERFECCIONISMO: Deus deu os detalhes de sua lei : cerimonial, administrativa e a introdução do sacerdócio. Deus forneceu as medidas específicas e o material exato para a construção do tabernáculo que foi o centro dos israelitas por centenas de anos. Tudo isso só poderia Ter confiado a um melancólico perfeccionista, já que o padrão divino de justiça era tão exato que só ele poderia ser o instrumento para esta tarefa.

Apesar disso, ele tem dificuldade em separar sua vida privada da sua vida profissional. Vemos isso também na vida de Moisés – Ex 18: O sogro de Moisés, Jetro, indo visitá-lo, mas encontrou o genro tão ocupado administrando as leis que não podia quase ocupar-se com sua própria família.

Trabalhando de manhã até a noite, voltava para sua tenda exausto, até que Jetro o aconselhou a escolher homens qualificados, dividindo assim a população em pequenos grupos e fazendo com que esses homens liderassem cada um o seu grupo.

Foi certamente um conselho sábio que Moisés aceitou e foi eternamente grato ao seu sogro.O que acontece é que grande parte do gênio criativo da pessoa melancólica se perde, porque ela reluta em delegar a outros o trabalho a ser feito. O Sr. Melancólico tem uma desconfiança inata da capacidade alheia e tende a fazer tudo por si mesma.

g) LEALDADE: Um dos traços mais admiráveis dos melancólicos é sua lealdade e fidelidade. Não é fácil para ele fazer amigos, mas é leal aos que adquire. Isso também ocorre no lado espiritual: quando cheios de Espírito Santo, é devotado a Deus de maneira especial. E isso aconteceu de maneira especial na vida de Moisés.

De inseguro, desconfiado, pessimista, impulsivo e deprimido que era, com o tempo, passou a ser um pai responsável, já que sua devoção aumentou. Em Ex. 14, vemos que as águas do Mar Vermelho se abriram quando Moisés as tocou com a vara em nome do Senhor. Em Ex. 16, vemos que quando o povo estava com fome, Moisés orou a Deus e este mandou maná do céu. Em Ex. 17, precisando e água, Moisés bateu na rocha e Deus os supriu em abundância.

Moisés é o típico exemplo de que nem sempre os homens espirituais são perfeitos. Quando dão lugar a sua velha natureza, eles também podem cometer erros.


4. Abraão, o Fleumático:

Os fleumáticos são as pessoas de mais fácil convivência.

a) CAUTELOSO: Os fleumáticos são indecisos e medrosos. Este é o motivo pelo qual hesitam tanto em tomar suas decisões. Veja o exemplo de Abraão. Ele morava em Ur dos caldeus, o “berço das civilizações”, uma cidade idólatra e pervertida. Deus queria que ele e sua esposa, escolhidos dentre as nações, se afastassem dali. Por isso: “Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai pata a terra que eu te mostrarei” – Gn. 12:1.

Por depender tanto de seus pais e parentes, Abrão não obedeceu de imediato, parou em Harã com a família e somente depois que seu pai Terá morreu, prosseguiu viagem ainda assim, levando seu sobrinho Ló, sua ‘muleta’.

Os fleumáticos são assim: relutam-se em aventurar-se nos mares não mapeados do desconhecido. Deus fez diversas promessas a Abraão:
– Farei de ti uma grande nação;
– Abençoar-te-ei;
– Engrandecerei teu nome;
– Serás uma benção;
– Abençoarei aos que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem e
-Em ti, serão benditas as nações da terra.

Mas, Abraão não confiou de pronto. Deus achou melhor o tempo passar até que fosse biologicamente impossível Abraão ser pai e cumpriu, então, sua promessa de forma milagrosa como exemplo de fidelidade.

b) PACÍFICO: os fleumáticos têm uma característica maior do que as outras: tem grande amor à paz. Veja o exemplo em Gn. 13:8-9 -os pastores de Abraão e os de Ló começaram a brigar uns com os outros quanto às fontes de água e pastagens já que não havia cercas.
Abraão ofereceu solução: “Não haja contenda entre os meus pastores e os teus pastores, pois somos parentes chegados. Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita e se fores para a direita, irei para a esquerda”.

c) LEAL: Diz um velho ditado: “a sua atitude quando pressionado, revela sua verdadeira personalidade”. A pressão não muda nosso caráter, apenas identifica a sua verdadeira natureza.

Os fleumáticos têm reação calma e eficiente em tempos de crise. Em Gen. 14, Abraão mostra que esta premissa é verdadeira: “Ouvindo Abraão que seu sobrinho estava preso, fez sair 318 homens dos mais capazes, nascidos em sua casa e os perseguiu até Dã. e, repartidos contra eles de noite, ele e seus homens, feriu-os e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. Trouxe de novo todos os bens e também a Ló, seu sobrinho, os bens dele e ainda as mulheres e o povo”.

Além demonstrar a lealdade para com seu parente, neste episódio, Abraão mostra características latentes de liderança e sua calma perante uma situação difícil.

d) PASSIVO: Os fleumáticos costumam se acomodar. E nisso, dão lado para que sejam dominados por outras pessoas. Abraão demonstra isso em sua vida com Sara. Em Gn. 1:16, vemos que foi a pressão impaciente de Sara que levou Abraão a tomar a serva Agar , e ter Ismael com ela. Isso, no futuro gerou conseqüências desastrosas, pois fez com que as duas nações que dali procederam estivessem perpetuamente em conflito. Devido à pressão de Sara, Abraão foi obrigado a mandar o seu filho Ismael, a quem amava, para o deserto.

e) TEMOROSO: Esta também é uma grande característica fleumática. Em Gen. 12, conhecemos Abraão temoroso. Uma grande fome assolava sua terra e Abraão resolveu ir para o Egito. Sabendo que lá o rei tinha um grande harém de mulheres casadas e solteiras, não hesitou em pedir que Sara se passasse por sua irmã a fim de impedir que o matassem..

No final, Abraão foi expulso daquela terra dando um péssimo testemunho do Senhor naquela região. Abraão não confiou no Senhor e lhe faltou fé para isso.

Mas, felizmente, Deus curou o medo de Abraão – Gn. 15: 1. A fé é uma das virtudes que mais faltam ao Sr. Fleumático. Entretanto, em Abraão vemos que isso foi o que não faltou. Ele foi chamado de o amigo de Deus pelo ato de sacrificar seu único filho, o qual geraria a descendência da terra e cumpriria a promessa de Deus. Nenhum homem atingiu o ponto de crer em Deus tão sinceramente que estava certo de que Ele teria ressuscitado Isaque se tivesse morrido no altar.


5. O Andar transformado:

Devemos saber que tudo é possível naquele que nos fortalece. Se quisermos, conseguiremos transformar nossa velha natureza e renascermos no Espírito. Não é necessário somente estar cheio do Espírito Santo, mas sim, andar no Espírito. Não sejamos inconstantes e momentâneos, mas sim contínuos e estáveis. Para isso, devemos:

a) Ler e estudar diariamente a palavra de Deus, pois “um homem torna-se santificado pela palavra e pela oração”.
Eis os benefícios que a palavra pode trazer:
– Js. 1:8: torna próspero nosso caminho e nos conduz ao sucesso;
– SI. 1: 3: faz-nos produzir bons frutos em quantidade;
– SI. 119: 11: protege-nos do pecado;
João 14:21: Deus se revela mais e mais aos que cumprem suas palavras;
– João 15:3: Palavra nos purifica;
– João 15: II: palavra nos dá alegria ao coração e
– João 2: 13-14: Palavra nos dá vitória sobre o maligno.

b) Evite entristecer o Espírito Santo: Ef. 4:30-32 “todas as formas de hostilidade, incluindo a ira, a amargura, inimizade, entristecem o Espírito”.

c) Louvor e ação de graças: às vezes, as lamúrias e as lamentações nos colocam num estado pior. Devemos, portanto, tentar uma terapia: o louvor. Ele é a ministração emocional do Espírito Santo (Rm. 6:11-13).

d) Bons pensamentos: O período mais importante do sai são os 30 primeiros minutos depois que você acorda. O que você pensa durante esse tempo, estabelece o seu período emocional durante o resto do dia. Portanto, regozijemo-nos e alegremo-nos no Senhor, pois este é o seu dia -SI 118:24.

e) Pedir perdão e confessar as culpas: esta é a base de tudo.

O objetivo deste trabalho foi adquirirmos um maior conhecimento sobre pessoas: suas qualidades e defeitos para sabermos lidar melhor com elas, sem atritos e pacificamente. Que este trabalho possa ser aplicado em nossas vidas, pois:
“E assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram e eis que tudo se fez novo” (I Cor. 5:17).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.