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sábado, 4 de setembro de 2021

A GUERRA DE JOSAFÁ.

 

A GUERRA DE JOSAFÁ.

As 3 Táticas de Josafá Para Alcançar a Vitória
Então, Jeosafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em toda a Judá.” (2 Cr 20.3)
Nenhum indivíduo está isento de contraírem inimizades, principalmente quando há conflitos envolvendo lideranças.
Jeosafá foi surpreendido no momento inesperado, e pelo que nos mostra o texto ele estava despreparado para o confronto militar, pois o seu contingente era muito menor do que o dos inimigos (2 Cr 20.1,2) foi isso que levou Jeosafá a temer (2 Cr 20.3).
Vejamos a reação de Jeosafá, a atitude, oração e vitória que ocorreu quando:.
Josafá temeu, buscou ao Senhor por meio de jejum e oração, pedindo-Lhe socorro.
Há oração e jejum, o Espírito do Senhor começa a agir no meio da congregação.
O Senhor escolheu para usar um levita, um dos cantores do Templo: JAAZIEL, cujo nome significa DEUS VIGIA SOBRE MIM. Este levita, inspirado pelo Espírito Santo, profetizou palavras de consolação divina, demonstrando O PODER DA VERDADEIRA PROFECIA.
Primeiramente, Deus tirou o temor do coração de Josafá, mostrando-lhe que a peleja é d`Ele ( Cr 20:3, 15).
Depois, o Senhor começou a traçar as estratégias, demonstrando a Sua onisciência, onipresença e onipotência, porquanto:
(A) - Sabia onde o inimigo se encontrava;
(B) - O que estava fazendo;
(C) - Haveria vitória sem haver luta corporal;
(D) - O Senhor era com eles (2 Cr 20.16-17)
(1) - Josafá reverenciou Deus, confiou no Seu poder e agradeceu, antecipadamente, pela vitória prometida ( 2 Cr 20:18);
(2) - Josafá não levou armas carnais; só espirituais: a fé e o louvor ( Cr 20:19);
(3) - Josafá exortou o povo a crer em Deus para alcançar segurança, e confiar nos profetas do Senhor, para que prosperidade fosse alcançada ( Cr 20:20);
(4) - O PODER DA VERDADEIRA PROFECIA foi tão grande, que Josafá ordenou cantores para o Senhor, que saíram marchando à frente do exército, louvando a Deus, e dizendo: RENDEI GRAÇAS AO SENHOR, PORQUE A SUA MISERICÓRDIA DURA PARA SEMPRE! Ou seja: A batalha já estava ganha pelo PODER DA VERDADEIRA PROFECIA! ( Cr 20:21)
(5) - Bastou o louvor ter início para Deus começar a agir! O Senhor pôs emboscadas contra os inimigos, que foram totalmente desbaratados, não havendo nenhum sobrevivente ( Cr 20.22-24)
A Reação do Rei Josafá
A reação de Jeosafá foi de grande medo, isso é muito natural acontecer quando o sujeito encontra-se ameaçado, ora os seus inimigos eram em grande número e mais forte do que ele, mas em toda ação uma reação, seja ela de covardia ou de coragem (2 Cr 20.3).

Vejamos agora “As 3 táticas de Josafá para alcançar a vitória”

1. Atitude
A atitude de Jeosafá foi a mais correta, buscar o SENHOR, ele enfrentou de maneira exemplar conduzindo o povo a ter a melhor saída para a situação.
a) Reuniu o povo; (2) Buscou o Senhor com jejum;
b) Reuniu outras pessoas para orar;
c) Confessou ser incapaz para vencer aquela batalha;
d) Obedeceu a voz do Espírito Santo;
e) Creu e confiou inteiramente na sua palavra (2 Cr 20.3-12).

2. Oração

No texto encontramos cinco verdades principais nas quais Jeosafá expressa a sua confiança no SENHOR;
a. Ele sabia que Deus tem poder sobre as pessoas em qualquer situação;
b. Para ele o Senhor tinha sido fiel no passado, presente e seria no futuro;
c. Ele sabia que sem o Senhor jamais alcançaria vitória;
d. Sabia que as promessas de Deus jamais falhariam, e que era um fundamento para a sua fé;
e. Sabia que a presença do Senhor resultaria numa grande vitória (2 Cr 20. 6,7,14-17,20).

3. Louvor
Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o SENHOR, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei Graças ao SENHOR, porque a sua misericórdia dura para sempre. (2 Cr 20.21).

Irmãos, harpas e flautas não são as armas mais potentes para se levar ao campo de batalha! Por outro lado poderia ter sido uma boa oportunidade para se livrar dos que cantam muito alto ou tocam desafinado! A orientação estranha de Deus tinha a finalidade de mostrar a Josafá que a vitória só vem por seu Espírito, não por armas ou exércitos.

À medida que os cantores começaram a cantar, vejam só o que aconteceu com os inimigos: Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. (2 Cr 20.22).

O segredo da nossa vitória sobre qualquer circunstância da nossa vida está exatamente neste ponto: louvar e cantar! Essa vitória memorável ensinou ao povo daquela época e também a nós nesta manhã, que o louvor e a adoração são elementos vitais na batalha espiritual.

Através do louvor e de uma vida de louvor, Deus pode alcançar uma pessoa. Este mundo não tem nada parecido com a música de louvor e adoração que cantamos. Talvez você pergunte: por quê? Porque Deus habita no meio dos louvores de seu povo! Porém tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel. (Sl 22.3).

A multidão pode cantar o hino nacional juntos num campeonato de qualquer modalidade ou pode cantar junto uma canção antiga e conhecida num concerto. Mas, a música de louvor e adoração ao nosso Deus é prerrogativa exclusiva da igreja que foi comprada com o sangue do Cordeiro. Irmãos, quando falo em superar as circunstâncias, não estou falando em usar a inteligência para resolver um problema.

Estou falando de fé além das circunstâncias. Estou dizendo que não importa qual seja a situação, Deus está no controle de cada detalhe de sua vida como cristão. O nosso Pai sabe o que está fazendo.

Ele nos prometeu que: Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. ( Rm 8.28b).

Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória, essa confiança deve ser permanente e em todas as circunstâncias. Deus sempre quer nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente como fez Jeosafá naqueles dias. Não devemos nos curvar e nem entristecer diante das situações, por mais danosa que ela seja, devemos crer que superaremos, essa é a garantia da nossa vitória. A vitória de Jeosafá aconteceu de forma milagrosa, porque a peleja não era dele, mas do Senhor (2 Cr 20.17), foi cantando e adorando que eles alcançaram a vitória.

Ele ainda é o mesmo, acreditemos sempre, porque nEle não há sombra, nem variação “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros” (2 Cr 20.20b).

Se quisermos ser vitoriosos jamais deveremos recorrer à ajuda ou recursos humanos e sim divinos; não é lutando fisicamente que obteremos a vitória, e sim tomando a atitude certa. Vivendo uma vida de constante oração e principalmente louvando a Deus.

Assim fazendo por certo que as barreiras cairão , os ferrolhos serão destruídos e as cadeias do cárcere se romperão, em nome de Jesus. Amém!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

A FEITICEIRA DE EN DOR

 

                                                             A FEITICEIRA DE EN DOR.

O caso de Saul e a feiticeira de En-Dor, em 1 Samuel 28, tem gerado muita polêmica e muitas especulações. Nossa posição é que não foi Samuel quem apareceu para Saul e, sim, houve ali uma manifestação de outro espírito ou fraude. A seguir analisaremos o caso.


I – Antes do encontro

O motivo que levou esse rei a recorrer à “médium”, “mãe de santo”, “macumbeira”, pessoa que consultava os mortos para resolver o seu problema, é o mesmo motivo que leva hoje milhões de brasileiros a buscarem uma solução para os seus problemas no Espiritismo, apesar de Saul saber que Deus não admitia esse procedimento.


Foi o desespero a causa principal, pois os inimigos de Israel, os filisteus, estavam prestes a atacar os israelitas, e quando viu o acampamento dos seus inimigos, com seu aparato militar, “foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (versículo 5). Após ter-lhe sido recusada a resposta divina foi que ele então procurou a médium.


Saul estava desesperado, perturbado espiritualmente, porque Deus não lhe respondia de forma alguma, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. Em outras palavras, O Senhor não lhe respondeu nem pessoalmente (por sonhos), nem por através dos sacerdotes (Urim) – os responsáveis pela intercessão do povo diante de Deus – e nem pelos profetas, os instrumentos de Deus para revelar sua vontade aos homens.


Antes da morte de Samuel, Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos, porém quando Saul procurou a “médium”, Samuel já estava morto (1 Samuel 25.1). Deus o rejeitara, pois o Espírito de Deus havia se afastado dele conforme 1 Samuel 16.14.


II – O encontro com a feiticeira

O capítulo 28 trata da suposta sessão espírita, em que o rei estava desesperado, atormentado, com urgência, porque os filisteus estavam próximos e o rei Saul sabia que era pecado, desobediência a Deus, consultar pessoas envolvidas com feitiçaria, espiritismo e consulta aos mortos, (Êxodo 22.18, 1 Samuel 28.3). Foi como se Saul dissesse: “Se Deus não me responde, então o diabo vai me responder”. E ele fez isso. O texto de 1 Samuel 28.7-25, que narra detalhadamente a sessão espírita, foi escrita por uma testemunha ocular, alguém que viu o que se passou naquele “terreiro”, (versículos 7,8). Provavelmente, tenha sido um servo de Saul, que o levou lá e acreditava no poder da “mãe de santo” e sabia muito bem onde ela poderia ser encontrada. Portanto provavelmente os fatos da sessão espirita foram registrados por alguém que não era temente a Deus. Assim Saul apelou à médium de En-Dor como o último recurso de um desesperado, em flagrante violação de uma lei divina que ele mesmo anteriormente procurara cumprir.


A própria médium sentiu-se receosa quando descobriu a identidade de Saul, que se apresentara a ela disfarçado. Depois de o rei ter-lhe assegurado que nenhum mal lhe aconteceria, a mulher deu início à sessão, evocando a presença de Samuel a pedido de Saul. É necessário notar que o rei não viu o pretenso Samuel que se manifestou na ocasião (versículo13).


III – Descrevendo a sessão 

Durante a sessão espírita, em momento algum, a Bíblia diz que o rei Saul viu com os seus próprios olhos, o “profeta Samuel”, como afirma a Bíblia: “Entendendo Saul que era Samuel…” Quando ele perguntou à mulher: “Que vês?”, ela respondeu: “Vejo um deus que sobe da terra” (versículo 13). Insatisfeito com a resposta, ele inquiriu novamente: “Como é a sua figura?”, ao que ela respondeu: “vem subindo um ancião, e está envolto numa capa”. A narrativa bíblica diz então que “entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou” (versículo 14) [Ênfase acrescentada] Saul deduziu que o vulto que subia da terra, ao qual ele não via, era o profeta Samuel.


Assim como acontece numa sessão espírita, o médium fala como se fosse a própria pessoa falecida, as pessoas não conseguem ver, mas somente ouvir a voz do espírito que fala por intermédio do médium. No caso, por exemplo, de Chico Xavier, ninguém ouve nem vê, mas simplesmente recebe a mensagem psicografada, ou seja, escrita.


IV – Analisando as profecias de “Samuel”

A profecia do falso Samuel, isto é, o que iria acontecer na vida de Saul foi clara, como se vê no versículo 19: “O SENHOR entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus” Essa profecia não se cumpriu na íntegra, conforme passaremos a observar: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus; ele se suicidou (1 Samuel 31:4) e seu corpo foi recolhido do campo de batalha pelos moradores de Jabes-Gileade (1 Samuel 31:11-13).


Também não morreram todos os filhos de Saul – este tinha seis filhos e três deles sobreviveram. Morreram na batalha Jônatas, Abinadabe e Malquisua (2 Samuel 31:8-10; 21:8). Esses fatos tornam essa profecia uma flagrante contradição com o testemunho divino a respeito de Samuel, pois está escrito que “o Senhor era com ele, e nenhuma das sua palavras deixou cair em terra” (1 Samuel 3:19).


É claro, portanto, que não foi Samuel quem se manifestou em En-Dor. Tudo não passou de uma fraude ou de artimanha de um espírito maligno.


V – Saul e Samuel no mesmo lugar?

O suposto Samuel disse a Saul, “… amanhã tu e teus filhos estareis comigo” (1 Samuel 28.19). Saul ao morrer, não foi para o mesmo lugar onde estava o verdadeiro Samuel, pois este se encontrava no paraíso no Sheol, conforme prometido por Deus em sua Palavra àqueles que o temem (conforme Lucas 16.19-31). Sobre o rei Saul, entretanto, foi pronunciado o juízo divino: na Bíblia encontra-se explicitada a causa de sua morte.


“Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante”. 1 Crônicas 10.13.VI


Conclusão

Admitir-se que o profeta Samuel apareceu naquela sessão espírita e conversou com o rei Saul é negar a moral de Deus. Se o Espírito do Senhor se afastara do rei Saul, se Deus não lhe respondera mais, ou seja, Deus não lhe respondia pelos meios legais, e se o profeta Samuel nunca mais o procurou até o dia em que faleceu, (1 Samuel 15:35), será que o nosso Deus permitiria que Samuel falasse com Saul numa sessão espirita proibida por Ele, e através de “mãe de santo”, uma “médium”?


A desobediência sempre traz o juízo divino. A consulta aos mortos é proibida por Deus (Dt. 18. 9-12) e qualquer tentativa de se estabelecer contato com eles é desobediência aos preceitos de Deus, e suas trágicas consequências não se farão esperar.


Isaías nos adverte: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva!” (Isaías 8.19,20).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

PROFETA SAMUEL UM VERDADEIRO HOMEM DE DEUS.

 

PROFETA SAMUEL UM VERDADEIRO HOMEM DE DEUS.

Samuel foi um dos maiores líderes do povo de Israel. Ele foi o último e o mais importante dos juízes, como também o primeiro da escola profética (Atos 3:24; 13:20). O profeta Samuel certamente é uma das figuras mais notáveis da Bíblia. A história de Samuel revela que ele era considerado a pessoa mais proeminente desde Moisés nos tempos do Antigo Testamento (cf. Jeremias 15:1).

O significado exato do nome “Samuel” é incerto, mas várias alternativas têm sido sugeridas pelos intérpretes. As principais são: “ouvido por Deus”, “aquele que provém de Deus”, “nome de Deus” e “prometido ou dado por Deus”. A vocalização do nome Samuel em hebraico sugere o significado de “ouvido por Deus”, mas isso é inconclusivo.

A história de Samuel na Bíblia
Samuel era filho de Elcana com Ana. Elcana era um homem piedoso da região de Efraim e de linhagem levítica. Sua mãe durante um longo tempo permaneceu estéril, uma condição que lhe entristeceu muito. Por não poder gerar filhos, Ana era provocada por Penina, a outra esposa de Elcana.

Elcana tinha o costume de todos os anos ir até Siló para adorar e sacrificar a Deus no Tabernáculo. Em uma dessas ocasiões Ana foi até o Tabernáculo e rogou ao Senhor que lhe desse um filho. Ela prometeu que entregaria esse filho ao Senhor, para ser um nazireu de Deus (1 Samuel 1:10ss; cf. Números 6:5).

O Senhor ouviu a suplica de Ana e lhe deu um filho, e depois dele mais outros cinco filhos. Samuel nasceu num dos períodos mais turbulentos da história do povo israelita. Os israelitas viviam sob constante opressão e ameaça da parte dos filisteus, e a nação encontrava-se em um terrível declínio espiritual.

O profeta Samuel como juiz de Israel
Ana cumpriu seu voto ao Senhor, e desde sua infância Samuel serviu no Tabernáculo sob os cuidados do sacerdote Eli. Nessa época ele já usava uma veste sacerdotal e um éfode de linho (Samuel 2:18; 3:1).

A Bíblia diz o Senhor se manifestava a Samuel desde quando ele era ainda muito jovem. Em certa ocasião de sua juventude, Samuel recebeu uma revelação divina acerca da destruição da casa de Eli. O texto bíblico informa que houve certa relutância de Samuel em comunicar a mensagem. Enquanto Samuel crescia, tornava-se evidente que o Senhor era com ele. Assim todo o povo entendeu que Samuel havia sido comissionado como profeta do Senhor (1 Samuel 3:1-21).

Conforme Deus havia falado a Samuel, a casa de Eli foi entregue à destruição, e o povo e a Arca da Aliança foram entregues aos filisteus. Após um intervalo de tempo, Samuel aparece na narrativa bíblica conclamando o povo ao arrependimento e a rededicação da verdadeira adoração em Israel abolindo a idolatria.

Ele foi usado por Deus para conduzir Israel à vitória contra os filisteus em Mispá. Depois ele erigiu um lembrete de tudo o que havia ocorrido com Israel, de como saíram de uma situação de derrota para uma grandiosa vitória por meio da submissão ao Senhor. Esse marco memorial Samuel chamou de Ebenézer, e disse: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Samuel 7:1-14).

Então Samuel construiu um altar em Ramá, onde estava a sua casa, e julgou a Israel. Para tanto, ele até estabeleceu um circuito pelas cidades próximas, a fim de exercer sua liderança sobre o povo (1 Samuel 7:15-16).

Samuel e a monarquia em Israel
A Bíblia não fornece muitas informações sobre a vida familiar de Samuel, mas destaca a conduta reprovável de seus filhos. Os filhos do profeta Samuel não seguiram seu exemplo e abraçaram a iniquidade. Eles até aceitavam subornos e pervertiam os julgamentos (1 Samuel 8:3).

Diante desse cenário, e sem vislumbrar um possível substituto para Samuel, o povo começou a pedir uma alternativa. Essa alternativa era a monarquia. Deus já havia prometido dar reis ao seu povo, mas os israelitas não estavam dispostos a esperar a ação divina nesse sentido (cf. Gênesis 17:16; 49:10; Deuteronômio 17:14-20).

Então eles buscaram um rei para si com a motivação errada, conforme suas próprias ambições, e sem se atentar à Lei de Deus. Aquela atitude do povo era uma rejeição direta ao próprio Deus, e não a Samuel. Então o Senhor autorizou Samuel a atender ao pedido do povo. Samuel ainda alertou acerca do preço que os israelitas teriam de pagar por escolher um rei fora do tempo oportuno (1 Samuel 8:11-18).

Então Saul foi o homem escolhido para ser o primeiro rei de Israel. Ele era um homem valente, corajoso, de boa aparência, e tinha certos dons carismáticos para a liderança. Então Samuel ungiu Saul como rei e comunicou essa unção publicamente em Mispá. Após a vitória dos israelitas sobre os amonitas, aconteceu uma cerimônia de coração (1 Samuel 9:1-11:15).

O profeta Samuel e Davi
Saul foi incapaz de discernir e valorizar o que era espiritual. Ele advogou para si privilégios sacerdotais ao oferecer pessoalmente sacrifícios. Depois ele violou as coisas consagradas ao Senhor e desobedeceu as ordens divinas na ocasião da vitória sobre os amalequitas (1 Samuel 13:9-15:10).

Diante de tudo isso, Samuel anunciou que Saul havia sido rejeitado como rei de Israel (1 Samuel 15:26-28). Então o Senhor deu instruções a Samuel acerca da sucessão ao trono de Israel. Ele foi enviado à casa de Jessé, onde segundo a direção do Senhor, ungiu Davi como o novo rei de Israel.

O episódio da unção de Davi demonstra com clareza a importância de Samuel em Israel. Os anciãos de Belém tremiam diante de sua presença. Eles reconheciam a autoridade da parte do Senhor que estava sobre a vida de Samuel (1 Samuel 16:4).

A unção de Davi foi o último ato oficial de Samuel registrado na Bíblia. Depois disso, Samuel aparece uma última vez em Ramá, na “casa dos profetas”, presidindo sobre eles. Naquela ocasião Davi lhe procurou ao fugir de Saul (1 Samuel 19:18-24).

A morte de Samuel
Depois da menção em Ramá entre os profetas, nada mais é dito sobre a vida de Samuel. Apenas dois versículos falam de sua morte (1 Samuel 25:1; 28:3). Samuel morreu e foi sepultado em Ramá, e houve grande lamento entre o povo. Isso demonstra que a reputação de Samuel permaneceu limpa até o fim de sua vida.

Samuel morreu antes mesmo de ver Davi, a que ungira como rei, assumir oficialmente o trono de Israel. Depois a Bíblia relata a tentativa patética e pecaminosa de Saul em tentar consultar a Samuel após a sua morte com ajuda de uma feiticeira de En-Dor (1 Samuel 28:15). Numa passagem de difícil interpretação, Saul escutou naquela ocasião uma predição de sua derrota contra os filisteus e ascensão de Davi ao trono.

O profeta Samuel foi uma das pessoas mais importantes da história de Israel, e uma figura notável do Antigo Testamento. Ele foi o primeiro de uma tradição profética em Israel, o último dos juízes e aquele que ungiu os primeiros reis da nação. Seu exemplo de fé atravessou os séculos, e por isso ele é mencionado pelo escritor de Hebreus entre os heróis da fé (Hebreus 11:32).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

SENHOR NOS ENSINA A ORAR.

 

SENHOR NOS ENSINA A ORAR.

A oração do Pai nosso é com certeza um dos marcos mundiais na história do cristianismo. É a oração que o próprio Jesus ensinou aos seus apóstolos, quando eles lhe pediram: “Senhor, ensina-nos a orar”.

É com certeza um tesouro. Há uma grande riqueza de princípios espirituais escondidos por trás de cada uma de suas belas palavras.

Cada uma delas foi, estrategicamente pensada pelo Mestre Jesus para que nós pudéssemos orar a Deus e sermos ouvidos. Mas há algumas verdades que precisamos saber sobre ela.

Por exemplo, é preciso repeti-la cotidianamente? Por quê Jesus a ensinou? Qual o sentido de suas palavras? Por quê vemos outras orações no Novo Testamento?

Qual o Significado do Pai Nosso?

Esta oração pode ser encontrada na Bíblia na passagem de Mateus 6.9 – 13 e em Lucas 11.1 – 4. O registro dos autores apresenta uma leve diferença, sendo o de Mateus mais extenso.

A oração nasceu de uma necessidade específica dos apóstolos: Eles queriam “saber orar” (Lucas 11.1 – 2). Essa necessidade provavelmente surgiu, da percepção de que Cristo orava continuamente. A vida de Jesus e seu ministério são marcados pela oração.

A tradição da Igreja, desde o primeiro século, considera que a oração do Pai nosso, é um modelo. Ou seja, devemos entender os princípios e pontos abordados, para de alguma forma orar de forma efetiva.

Percebemos que não é a intenção do Filho de Deus, que a nossa vida de oração seja baseada na repetição constante do Pai nosso. Neste mesmo contexto ele dá instruções aos discípulos de ao orar, eles não devem ficar repetindo a mesma oração (Mateus 6:7).

Não é difícil supor que as incessantes horas de oração de Jesus não eram baseadas apenas na repetição desta oração. Se observarmos apenas um desses momentos, como a oração de Jesus no Getsêmani, ele apresenta ao Pai uma petição diferente.

É importante notar também, que o Pai nosso é um ponto de partida. Perceba que ela não é uma oração feita em nome de Jesus, como Ele posteriormente ensinou (João 16:23,24).

Tendo isso em mente, que se trata de um modelo de oração que não deve ser continuamente repetida, prossigamos com o estudo.

“Pai Nosso Que Estais no Céu…”
O Senhor Jesus Cristo começa a oração do Pai nosso promovendo uma revolução no relacionamento com Deus, principalmente em seus dias.

Em seu contexto, as pessoas estavam acostumadas a chamar Deus de Senhor, Rei, Santo, Justo, Eterno, Soberano. Mas Pai? Com certeza não!

Jesus então aproxima: “Pai nosso…” (Mateus 6:9). Deus é o nosso Pai. Em Cristo somos feitos filhos de Deus, por meio da fé e da redenção em seu sangue.

Com isso, Jesus nos mostra que a oração é uma conversa íntima com Deus, que é nosso Pai. A partir deste ponto, devemos seguir nossas palavras com confiança.

Não estamos conversando com um estranho, alguém que não se interesse por nós. Estamos conversando com o nosso Pai, que é amor, consolação e graça.

É importante perceber, que o pai nosso possui seis pedidos. Os três primeiros estão relacionados a Deus e à Sua majestade. Os três últimos, estão ligados as nossas necessidades humanas, tanto terrenas quanto espirituais.

Assim como nos Dez Mandamentos, onde os quatro primeiros apresentam o nosso dever para com Deus e os seis últimos, nossas obrigações com o próximo.

Esta oração nos ensina a priorizar o Reino e sua justiça, na esperança de que todas as outras coisas, sejam acrescentadas.

Vamos prosseguir analisando cada uma delas!

“Santificado Seja o Teu Nome!”
O termo “santificado”, que aparece em Mateus 6:9, tem como base o original grego hagiazo, que significa: entregar ou reconhecer, ou ser respeitado ou santificado.

Isto quer dizer, que enquanto oramos devemos adorar a Deus e reconhecer Sua grandeza, Santidade e Glória. Na cultura moderna, é muito comum que os filhos tratem mal a seus pais. Sejam desrespeitosos, arrogantes e “malcriados”.

Na oração do Pai nosso, Jesus nos ensina que embora seja nosso Pai, Deus deve ser adorado, respeitado e reverenciado.

Enquanto oramos, temos a oportunidade de dizer ao nosso Pai, tudo quanto Ele é. Isto gera em nós fé, confiança e além disso temos o privilégio de nos unir ao grande número de seres celestiais que o adoram na beleza da Sua santidade.

A primeira petição refere-se ao nosso desejo de que Deus seja exaltado em nossas vidas e através dela. Deve haver em nós o anelo sincero de que outras pessoas o conheçam; conheçam a Sua bondade e sejam transformados por Sua santidade.

“Venha o Teu Reino”
À medida que o tempo passa a humanidade se torna cada vez mais egoísta, egocêntrica. Cada vez mais elas gostam deste mundo e das “coisas” deste mundo.

Na oração do Pai nosso, o Senhor nos leva para um nível mais intenso de desejar a vida, algo maior e mais profundo. Ele ora: “Venha o Teu Reino…” (Mateus 6:10).

Há algo muito maior no Reino de Deus preparado para nós . É certo que há paz infinita, alegria eterna, não haverá mais a morte, nem dor, nem tristeza…, mas não é só isso. Na manifestação do Reino de Deus, há muito mais de Deus.

Quando abrimos nosso coração em oração, O Senhor gostaria de ver ali, um desejo sincero pela revelação de todo o Seu projeto para a humanidade. Como Pai, o Senhor tem preparado para nós coisas grandiosas e profundas, como está escrito (1 Coríntios 2:9).

Por mais que sejamos inteligentes, estratégicos e comprometidos, a manifestação do Reino de Deus e Sua vontade, são completamente superiores, abundantes e extraordinários.

Além disso, ao orar: “Venha o Teu Reino”, estamos pedindo que o Senhor Deus se manifeste à humanidade. Que todos conheçam Sua Palavra e amor. É um pedido evangelístico. Somos embaixadores de Jesus Cristo. Isso nos torna responsáveis pela expansão e conhecimento do Reino dos Céus.

Precisamos orar pelas nações. Por seus problemas. Pela pobreza. Pelos governantes. Devemos pedir a Deus que tão logo, Seu Reino se manifeste entre nós.

“Seja Feita a Tua Vontade”
Ao orar pedindo: “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10). Estamos dizendo a Deus que sobretudo, Sua vontade é o mais importante para nós.

No Pai nosso, Jesus deseja que a vontade do Senhor seja manifesta e respeitada, na Terra, tanto quanto ela é no céu.

Ou seja, o Senhor se aflige ao ver a humanidade caminhando cada vez mais para longe dele. O ser humano está cada vez mais distante de seu Criador. Não respeita a Bíblia Sagrada, o casamento entre homem e mulher, a justiça e nem o amor ao próximo.

A vontade de Deus é preciosa. O apóstolo Paulo a descreve como “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12:2)

Quando o Senhor nos incentiva a orar sobre a vontade de Deus, ele está nos orientando a viver o melhor desta vida. Uma vida abundante!

“O Pão Nosso”
Começamos a oração do Pai nosso glorificando a Deus e pedindo a manifestação do Seu Reino e da Sua vontade. Ou seja, o lado espiritual da nossa vida.

Agora o Senhor Jesus coloca diante de Deus as questões do ser humano. Ele ora pedindo o pão de cada dia (Mateus 6:11). Não é algo sem importância, não é qualquer comida. É pão! Significa alimento bom, saudável e suficiente para a nossa vida diária. Refere-se as nossas demandas naturais.

Perceba, porém que não é uma oração de ostentação. Jesus não pede os reinos da Terra ou todos os tesouros dela. Ele pede o suficiente, dentro daquilo que Deus projetou para sua vida.

É isso!

Cada um de nós temos demandas e necessidades diferentes. O Senhor conhece cada uma delas. Portanto, se você tem muitas ou poucas necessidades diárias, Deus cuida de todas elas, desde que sejam necessárias.

Perdão Para as Dívidas
Como seres humanos, somos falhos, pecadores. Herdamos o erro de Adão e com isso, a fragilidade do pecado. Jesus concerta isso através da sua morte na cruz. Ele dá a todos os que creem em seu nome o perdão e a redenção.

Nesta oração, Jesus nos incentiva a demonstrar arrependimento de forma constante, diante de Deus. Assim, nossas palavras devem seguir este caminho: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12).

Isso mesmo!

É uma via de mão dupla. Devemos pedir perdão a Deus todos os dias, e também devemos liberar perdão todos os dias para quem nos magoar. Não haverá perdão para nós, se não perdoarmos.

Com essa prática, desenvolvemos parte do caráter de Deus: perdoador. Este deve ser um dos nossos objetivos. A vida é muito curta. Não há tempo para nutrir rancor, ódio, mágoa ou ressentimentos. Através da oração, devemos pedir que o Senhor Deus gere em nós um coração perdoador.

A Tentação
Como já vimos, somos frágeis. Isto é, o pecado encontra em nossa humanidade grandes oportunidades. Além dele há o Diabo, nosso adversário. Este deseja nos destruir e nos usar para a destruição.

Na oração do Pai nosso, Jesus então nos incentiva a orar: “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mateus 6:13). De toda forma do mal.

Neste pedido, suplicamos a Deus que nos fortaleça, para que a nossa humanidade não nos vença e sejamos levados a fazer aquilo que o desagrada.

Além disso, pedimos ao Senhor que nos livre de Satanás, nosso adversário. Ele nos odeia e fará o que for necessário para nos destruir (1 Pedro 5:8).

Pois bem, devemos reconhecer em oração, a nossa fragilidade e suplicar a força de Deus. A força que Ele nos concede através do Espírito Santo.

“Teu é o Reino!”
O Senhor Jesus encerra a oração do Pai nosso, com as seguintes palavras: “porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’” (Mateus 6:13).

É como se ele estivesse reforçando o reconhecimento da majestade e da glória de Deus. Mostrando o quanto depende de sua bondade e amor.

Em resumo seria: “Pai nosso, que estás nos céus…venha o teu Reino…porque teu é o Reino. Seja feita a tua vontade…porque teu é o poder. Santificado seja o teu nome… e a glória”.

O Senhor Deus é exaltado sobre todas as coisas. Não podemos pressioná-lo. Antes, devemos com atitude submissa e humilde orar incessantemente, com fé e perseverança, suplicando que Ele nos atenda.

Conclusão
Como vimos neste estudo, a oração do pai nosso é um modelo ensinado pelo Senhor Jesus Cristo, para que apliquemos os princípios dela a nossa oração diária e assim sejamos agradáveis a Deus.

Repetir esta oração, todas as vezes que for orar não garante que seremos ouvidos, pois o Senhor Deus reprova as vãs repetições.

A oração agradável a Deus é aquela que segue os princípios desta oração e é feita com fé, humildade e perseverança.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.