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segunda-feira, 8 de maio de 2017

SUPORTE AS TENTAÇÕES PARA OBTER VITÓRIAS...


                             SUPORTE AS TENTAÇÕES PARA OBTER VITÓRIAS...
Mateus 4:1-11
Introdução
Logo no início da história humana, o livro de Gênesis registra que Satanás tentou Adão e Eva no Edén. A ideia da palavra Tentação é a de seduzir alguém para que faça o mal, arrastando-o ao pecado, de forma que a pessoa escolha o caminho errado.
Foi exatamente este o proposito de Satanás no Edén. Satanás pretendia afastar a raça humana dos propósitos de Deus. Adão e Eva cedem a tentação e se tornam os primeiros seres humanos a pecar contra Deus. E assim Deus estabelece um plano para resgatar a humanidade decaída, enviando o seu próprio filho como nosso redentor para dar a sua vida por nós, nos livrando da culpa do pecado.
Sabendo que Jesus veio para destitui-lo Satanás tenta afastar Jesus de seu propósito. A cena descrita neste capitulo 4 de Mateus faz parte de um registro onde o evangelista Mateus procura nos mostrar como Satanás agiu para envergonhar a Cristo. Mas o plano de Satanás falhou.
Jesus prevaleceu. E sua tentação serviu para que toda criatura no céu, na terra ou abaixo dela, soubesse que Ele é o grande conquistador. Jesus desmascarou Satanás e o derrotou, e por causa da sua vitória, hoje podemos vencer a tentação.
Assim como Adão e Eva tiveram que enfrentar o diabo no Edén, Jesus o enfrentou no deserto em circunstâncias bem mais difíceis. Adão e Eva foram envergonhados e derrotados. Jesus prevaleceu e seu nome foi glorificado. A derrota de Adão e Eva só comprovaram que o homem sozinho não tem condições de vencer o inimigo. A vitória de Cristo, nos mostra que Ele mesmo sozinho num deserto é um grande vencedor e jamais poderá ser derrotado.
Onde Jesus foi tentado
O verso 1 diz: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto…”.
Jesus não foi tentado em um Jardim como o Eden, em um templo ou em seu batismo que havia acontecido pouco antes, mas no deserto, onde se sentia cansado, só e faminto, e quando estava mais vulnerável.
O diabo frequentemente nos tenta nestas condições, quando estamos sob tensão física ou emocional, nos sentindo solitários, cansados, precisando tomar importantes decisões, ou em duvida. Mas ele também costuma nos tentar em nossos pontos fortes, especialmente naqueles onde temos mais tendência ao orgulho.
Portanto devemos estar sempre vigilantes. Jesus nos recomenda em Marcos 14:38: “VIGIAI E ORAI PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO; POIS O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA.”
Apesar de estar no deserto, Jesus estava vigilante. O verso diz que Ele havia Jejuado durante 40 dias e quarenta noites. Quando estamos em “desertos espirituais”, precisamos estar vigilantes, precisamos estar exercitando nossa comunhão com o Senhor, precisamos nos fortalecer através do alimento da sua palavra.
Tenho aprendido que após momentos de regozijo na presença do Senhor veem as lutas e provações
As tentações de Jesus seguiram-se imediatamente após o batismo. Em seu batismo Jesus é visitado por uma maravilhosa presença do Espírito Santo, e ali o Pai confirma o seu chamado. E logo após este momento de profundo regozijo Jesus é levado para o deserto.
Tenho visto em alguns batismos que há uma grande manifestação de alegria e gozo da presença do Senhor na vida de muitos. No batismo muitos cristãos tem a sensação de que estão iniciando uma nova etapa na sua vida. Mas, quero adverti-los que também virão as lutas espirituais, e os desertos desta vida.
O que estamos querendo dizer é que depois de cada momento de vitória se produz um momento de reação de Satanás, e sempre nessa reação está o perigo maior de sermos atingidos por setas malignas.
Algo parecido aconteceu com Elias. Com extraordinária coragem Elias enfrenta 400 profetas de Baal. Aquele foi um momento de grande regozijo. Mas, a matança dos profetas de Baal provocou a ira da malvada Jezabel, e esta ameaçou tirar-lhe a vida. E Elias que antes havia enfrentando corajosamente os inimigos, agora fugia, motivado pelo medo. E vai para o deserto, onde começa a entrar em conflito interior. Mas pela misericórdia de Deus Elias não sucumbiu no deserto. Ali Ele foi renovado.
Mas agora, falemos um pouco das tentações de Cristo.
Primeira lição: A tentação de colocar as necessidades físicas acima das espirituais.
Vejamos o que diz Satanás: “3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”
Jesus poderia ter usado o seu poder espiritual, caso quisesse, para satisfazer sua necessidade material, pois com certeza ele estava com fome.
Mas naquele exato momento travava-se uma batalha espiritual extremamente grande entre as forças espirituais do bem e do mal. Satanás o confrontava, porque sabia que ele estava enfraquecido fisicamente. Porem Jesus tinha plena consciência de que o único pão que poderia alimenta-lo naquele instante era o da “….palavra que procede da boca de Deus…”.
Aprendemos com Jesus que em muitos momentos, precisaremos nos alimentar espiritualmente com a palavra de Deus para que tenhamos forças para vencer as lutas que se levantam.
Costumamos sempre cantar: “Pois Tua palavra é pura, Escudo para os que nele crêem…”
Segunda Lição: A tentação de usar o nome de Deus para dar cobertura a atitudes erradas.
A partir do verso 5, o texto declara: “Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.”
Será que nós acharíamos sensato um crente subir num prédio e dizer: “olha gente, eu vou me jogar deste prédio, porque esta ordenado por Deus aos anjos, que me guardem”. É claro que esta atitude esta totalmente errada. Não podemos colocar nossa vida em risco de forma tão irresponsável e ainda pedir ao Senhor que nos de proteção para um ato de tamanha irresponsabilidade. .
O que estamos aqui ensinando é que não podemos usar o nome de Deus para dar cobertura a comportamentos errados.
Me lembro de uma irmã que estava intrigada com outra irmã e todos os dias orava, pedindo a Deus que mandasse fogo de juízo sobre a outra. Sua atitude estava errada, e ao contrário deveria orar pela outra pedindo a Deus que a abençoasse e que aquele conflito fosse resolvido.
Nos dias de hoje temos visto muita gente usando o nome de Deus, e até a sua palavra para dar cobertura a comportamentos errados. Há poucos meses atrás vimos num noticiário sobre corrupção em nosso Brasil, algumas pessoas pedindo a Deus que abençoasse o dinheiro corrompido que eles haviam adquirido.
Se alguém anda orando para que seu time preferido ganhe uma partida de futebol, ou se há alguém orando para ganhar na loteria, saibam meus queridos, que com estas orações Deus não tem pacto, e estas não serão respondidas.
Não tentemos ao Senhor. Usemos a nossa fé e o nosso direito de reivindicar sua proteção com responsabilidade e compromisso com a sua palavra.
Terceira lição: A tentação de adorar a criatura em vez do criador
Vejamos o que o texto: “ 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.”
Satanás pretendia desviar Jesus da adoração ao Pai. O pai procura adoradores “…que o adorem em Espírito e em verdade”. João 4:23
Adorar a criatura em lugar do criador tem sido uma das grandes mentiras nos dias de Hoje. E vem a ser por isso que está ocorrendo tanta degradação moral e espiritual.
Em romanos 1:24-27, Paulo mostra as consequências que surgem a partir do momento que o homem deixa de ser um adorador do Deus:
O homem é entregue a corrupção moral espiritual. – “24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!”
O ser humano passa a cultivar relacionamentos afetivos contrários ao princípio de Deus. “ 26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro
Fomos criados para adorar a Deus, e quando nos desviamos deste alvo, experimentamos degeneração, e corrupção moral e espiritual.
Conclusão
Quantos querem ser vitoriosos sobre as tentações?
Só há um caminho, que nos é recomendado pelo salmista no salmo 119: 11: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.”
Em segundo lugar creiamos na promessa do Senhor que nos garante dar vitória: “…mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. I Corintios 10:13.
Que nos Deus em sua infinita misericórdia nos ajude a vencer.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 7 de maio de 2017

QUANDO DEUS CHAMA O HOMEM, PROFETA EZEQUIEL...


                     QUANDO DEUS CHAMA O HOMEM, PROFETA EZEQUIEL...
Ezequiel 2:1-10
I. JULGAMENTO SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1.1-24.27).
A. A primeira série de visões, a vocação, os atos simbólicos e os discursos relacionados de Ezequiel (1.1-7.27).
1. Visão e vocação (1.1-3.27) – estamos vendo agora;
2. Os atos simbólicos (4.1-5.4);
3. Discursos relacionados (5.5-7.27).
1. Visão e vocação (1.1-3.27) - continuação.
Como já dissemos, até 3.27, estaremos vendo a visão impressionante de Ezequiel e sua vocação. O livro inicia com o registro de Ezequiel a respeito de sua visão da impressionante carruagem de Deus (1.1-28) e a vocação recebida de Deus (2.1-3.27). Também aqui dividiremos em duas partes: a. A visão da carruagem de Deus (1.1-28) – já vista; b. A vocação de Ezequiel (2.1-3.27) – iniciaremos agora.
b. A vocação de Ezequiel (2.1-3.27).
Estaremos, neste capítulo, vendo o chamado de Ezequiel e como se deu a sua vocação.
Deus chamou Ezequiel para proclamar sua palavra aos israelitas no exílio, bem como aos que permaneceram em Judá. Ele instruiu o profeta a proclamar provações e destruição ao povo como evidência desse julgamento contra eles.
Em outras narrativas de chamado, depois que o juiz ou profeta tivesse sido iniciado na presença divina, Deus anunciava a sua vocação, a qual, normalmente incluía a afirmação de que Deus o estava enviando (2.3; Ex 3.10; Jz 6.14; Is 6.8; Jr 1.7).
Embora a vocação de Moises e de Jeremias estivesse centralizada ao redor do anúncio do julgamento divino às nações gentílicas (Ex 3.10; Jr 1.10), Ezequiel foi enviado para anunciar julgamento contra Israel.
A primeira frase que Deus diz para ele, depois dessa visão, ou melhor, no meio dela, por causa da voz que ele ouvia, a segunda voz, sendo a primeira em 1:25, de forma expressa, dizia a ele “Filho do homem”.
Deus fala a Ezequiel usando essa fórmula de tratamento mais de noventa vezes. A expressão significa "pessoa, ser humano", e enfatizava a humanidade e fragilidade de Ezequiel, ainda mais pronunciada diante dessa proximidade de sua visão da glória de Deus em seu trono.
Esse emprego da expressão "filho do homem" difere de sua utilização por mais de setenta e cinco vezes nos Evangelhos como a autodesignação preferida de Jesus (p. ex., Mt 8.20; 9.6; 10.23; 11.19; 12.8,32,40; 13.37,41 – são 69 delas nos evangelhos sinóticos , sendo 12 somente no evangelho de João).
O emprego dessa expressão por Jesus está relacionado a Dn 7.13-14, como sendo um ser sobrenatural trazendo o poder dos céus para a terra.
Ele disse a ele para pôr-se de pé que ele falaria a ele, no entanto, foi o Espírito que entrou nele que o pôs de pé e assim pode ouvir aquele que a ele se dirigia em palavras. Deus deu a ordem para ele ficar de pé, mas sem o Espírito não pode fazê-lo, do mesmo modo, Deus nos deu a ordem de evangelizar, mas sem o Espírito não podemos evangelizar.
No Antigo Testamento, o Espírito de Deus era preeminentemente o Espírito de profecia, o Espírito que capacitava o profeta a tomar-se um canal da revelação (Nm 11.25-26,29; 1Sm 10.6; 19.20; 1 Rs 22.23-24; 2Rs 2.15; JI 2.28; Zc 7.12).
Deus estava comissionando Ezequiel e o enviando aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra ele, aos seus próprios pais que tinham transgredido contra ele até aquele dia.
Deus o estava enviando a um povo rebelde, obstinado e de coração endurecido para a eles pregar a palavra de Deus. Seria para Ezequiel dizer a eles a sua palavra legítima, quer ouvissem, quer não ouvissem por que eram casa rebelde, no entanto, independentemente do efeito da pregação, haveriam de saber que ali estivera diante deles um profeta chamado e comissionado por Deus.
A tarefa de Ezequiel era duríssima, mas não deveria temê-los, nem a eles, nem as suas palavras, ou ameaças. Ainda que contra o profeta estivessem sarças, espinhos e escorpiões - figuras representando os perseguidores daqueles que comunicavam a palavra santa de Deus contra os desejos populares (cf. 1 Rs 18.4; Jr 20.7-18; Mt 23.29-31,34,37) – Ezequiel deveria permanecer firme.
A função de Ezequiel era transmitir-lhes a sua palavra, quer ouvissem, quer deixassem de ouvi-las – vs. 7. A mesma função temos hoje, hodiernamente, com a missão de anunciar o evangelho a toda criatura – Mc 16:15.
No verso 8, Deus aconselha o profeta, o filho do homem, a não se tornar também casa rebelde e ai lhe oferece um rolo para comer.
Dos versos 9 ao 3.3, a instrução era para comer esse rolo. Uma vez que o profeta havia recebido o seu chamado, Deus, com frequência, dava um sinal para confirmá-la (Êx 3.12; Jz 6.17-22; Jr 1.11-14). Moisés havia afirmado que Deus poria a sua palavra na boca dos profetas (Dt 18.18), e aqui isso é vividamente retratado. O que o alimento representava para o corpo, a Palavra de Deus representaria para o ministério de Ezequiel.
Comumente os rolos eram escritos apenas de um lado, mas compare também com Zc 5.3 e Ap 5.1.
Nesse rolo se achavam lamentações, suspiros e ais. A primeira parte de Ezequiel contém, quase exclusivamente, oráculos de julgamento contra Judá (caps. 1-24) e contra nações estrangeiras (caps. 25-32).
Ez 2:1 E disse-me:       
Filho do homem,
põe-te em pé,
e falarei contigo.
Ez 2:2 Então, quando ele falava comigo
entrou em mim o Espírito,
e me pôs em pé,
e ouvi aquele que me falava.
Ez 2:3 E disse-me ele:
Filho do homem,
eu te envio aos filhos de Israel,
às nações rebeldes que se rebelaram contra mim;
eles e seus pais têm transgredido contra mim
até o dia de hoje.
Ez 2:4 E os filhos são de semblante duro e obstinados de coração.
Eu te envio a eles, e lhes dirás:
Assim diz o Senhor Deus.
Ez 2:5 E eles,
quer ouçam quer deixem de ouvir
(porque eles são casa rebelde),
hão de saber que esteve no meio deles
um profeta.
Ez 2:6 E tu, ó filho do homem,
não os temas,
nem temas as suas palavras;
ainda que estejam contigo sarças e espinhos,
e tu habites entre escorpiões;
não temas as suas palavras,
nem te assustes com os seus semblantes,
ainda que são casa rebelde.
Ez 2:7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras,
quer ouçam quer deixem de ouvir,
pois são rebeldes.
Ez 2:8 Mas tu, ó filho do homem,
ouve o que te digo;
não sejas rebelde como a casa rebelde;
abre a tua boca,
e come o que eu te dou.
Ez 2:9 E quando olhei,
eis que tua mão se estendia para mim,
e eis que nela estava um rolo de livro.
Ez 2:10 E abriu-o diante de mim;
e o rolo estava escrito por dentro e por fora;
e nele se achavam escritas
lamentações,
e suspiros
e ais.
Não fomos chamados para convencer ninguém. Não fomos chamados para converter ninguém. Não fomos chamados para fazer os outros mudarem de opinião e serem conforme nós. Não fomos chamados para pressionar quem quer que seja a mudar de comportamento. Não fomos chamados para a tarefa de convencimento.
Nós fomos chamados para pregar a palavra legítima e pura de Deus que os convencerá, que os converterá, que os fará mudar de opinião, de comportamento, que os convencerão, pelo Santo Espírito Santo de Deus que fez com que Ezequiel se colocasse de pé, depois de Deus ter-lhe dado ordens explicitas de ficar de pé.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


sábado, 6 de maio de 2017

ASAFÉ ENTRE A DEPRESSÃO E A GRAÇA DO SENHOR...


                       ASAFÉ ENTRE A DEPRESSÃO E A GRAÇA DO SENHOR...
SALMO 73:1-28
"Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória"
Asafe era diretor de música nos dias de Davi e Salomão. Crente no Senhor, compôs 12 hinos que passaram a fazer parte dos Salmos. Da sua experiência com o Senhor, podia dizer "com efeito, Deus é bom" (v.1). Porém, durante uma fase de sua caminhada com o Senhor, enfrentou uma crise espiritual muito grande, a ponto de declarar "quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos" (v.2). Como Asafe, você pode estar vivendo momentos de dúvidas e quem sabe até tenha pensado em se afastar dos caminhos do Senhor. Vendo o que levou esse levita à beira do precipício e como ele saiu de sua crise espiritual, você descobrirá que mesmo em meio a lutas, vale a pena servir ao Senhor.
Comecemos com os motivos que quase levaram Asafe à descrença.
I. ASAFE OLHOU PARA O HOMEM
O erro de Asafe foi deixar de olhar para o Senhor para analisar o que acontecia com as pessoas à sua volta. Ao fixar os olhos na experiência dos homens, tirou conclusões que o levaram para muito perto da apostasia.
1. Asafe invejou os descrentes, (v.3-12)
O próprio Asafe confessa que "invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos" (v.3). O que ele viu nos seus dias é a mesma coisa que você vê ao reparar no estilo de vida dos descrentes de hoje. Os descrentes viviam sem preocupações com doenças, "o seu corpo é sadio e nédio" (v.4). Além disso, "não são afligidos" (v.5). A conseqüência dessa vida despreocupada é "a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto" (v.6). Chegam a blasfemar, "contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra" (v.9). Asafe também notou que os descrentes geralmente são pessoas populares. Quanto mais ímpios forem, mais "o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos" (v.10). Ao invés de serem castigados, os descrentes, estão "sempre tranquilos, aumentam suas riquezas" (v.12). Isso deixava Asafe arrasado.
Mas então, ele volta sua atenção para os crentes. E o que ele percebeu, não o fez sentir-se melhor.
2. Asafe lamentou a sorte dos crentes (v.13-14)
Olhando para si mesmo, ele concluiu tristemente que "inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência" (v.13). A sua avaliação era de que a santidade não compensava, pois apesar de manter-se fiel "de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado" (v.14). Talvez você tenha chegado à mesma conclusão de Asafe, de que enquanto os descrentes prosperam no mundo, os crentes vivem uma vida de aflição. Quem sabe você concorda que quanto mais se consagra, mais dificuldades enfrenta.
Antes de prosseguir, gostaria de dizer que você e Asafe não estão sozinhos. Cada um em seu tempo, tanto Jó, Davi, Isaías, Jeremias, Habacuque, Paulo como muitos outros observaram que poucos ricos serviam a Deus e no entanto pareciam prosperar cada vez mais. Enquanto que os crentes eram, nas palavras de Paulo, a "escória do mundo". Cada uma dessas pessoas reagiram a seu modo diante disso. A reação de Asafe quase o levou para longe da fé. E a sua? Qual a sua reação diante da prosperidade dos descrentes e do seu sofrimento?
II. ASAFE TORNOU-SE AMARGURADO
A reação de Asafe, como dissemos, quase o levou para fora do arraial da fé. Ele se tornou um crente amargurado com o que via à sua volta e dentro de si.
1. Não conseguia compreender, (v.16)
Primeiro, ele não conseguia compreender como as pessoas descrentes viviam melhores que os crentes. Nas suas palavras, "em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim" (v.16). Quanto mais pensava sobre o assunto, mais angustiado ficava. Como poderia um Deus justo deixar impune o perverso e diariamente submeter os crentes a uma disciplina rígida? Isso não entrava na cabeça de Asafe.
2. Não conseguia falar (v.15)
Como um líder na congregação, Asafe não podia compartilhar suas dúvidas com seus companheiros, pois poderia semear a dúvida em seus corações. Aquilo que esmagava o seu coração não podia ser divido com outros, que poderiam desviar-se. Asafe até pensava em se abrir com alguém, mas então pensava que isso seria trair a fé de seus irmãos. Dizia ele, "se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos" (v.15). É bom destacar que a atitude de Asafe foi louvável, pois visava poupar a fé de irmãos mais fracos. Porém, ao se calar, foi cada vez mais consumido pela dúvida.
3. Não conseguia aceitar (v.21-22)
Asafe não conseguia aceitar em seu coração essa situação. A amargura invadiu a sua alma. Mais tarde ele descreveria a sua situação nas seguintes palavras "quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença" (v.21-22). Você já veio alguma vez ao culto e de tão angustiado não conseguiu sentir a presença de Deus? Ao invés de prestar atenção ao que era ministrado, ficava remoendo sua situação? Então você entende como Asafe se sentia. Ele estava se tornando insensível às coisas de Deus.
Mas então aconteceu algo que o tirou da situação em que se encontrava. Preste atenção, pois é isso que precisa acontecer com você, para que todas as dúvidas se dissipem e você possa se regozijar na presença de Deus.
III. ASAFE ENTROU NA PRESENÇA DE DEUS
Até quando durou a crise espiritual de Asafe? Ele nos responde: "até que entrei no santuário de Deus" (v.17). Como ministro do louvor, é certo que ele estava sempre no templo. Porém, dessa vez, ele realmente se colocou diante de Deus. Ao invés de ficar olhando para o estilo de vida dos ímpios, olhou para o Senhor. Ao invés de procurar uma explicação racional para seu sofrimento dentro de si, voltou sua atenção para o seu Deus, e então as coisas se desanuviaram. Não é comparando a vida do descrente com a vida do crente que você encontrará as explicações que procura, mas colocando-se aos pés do Senhor, para aprender de Suas palavras.
1. Compreendeu o fim dos descrentes, (v.17-20; 27)
Após entrar no santuário, Asafe disse "atinei com o fim deles" (.v17), referindo-se aos descrentes. Até então, Asafe tinha reparado apenas na situação presente dos ímpios, mas agora o Senhor lhe mostrava o fim deles. Aparentemente seguros, na verdade os ímpios viviam sob um perigo mortal, pois "Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição" (v.18). Deus não os deixará impunes em sua iniquidade, mas "ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!" (v.19). Embora a sua prosperidade pareça nunca acabar "como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles" (v.20). Deus não esqueceu nem relevou a maldade dos ímpios, mas os está reservando para o dia do juízo, quando então terão a retribuição de sua maldade. Asafe comprendeu então que a longanimidade do Senhor não deve ser confundida com injustiça, pois "os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo" (v.27)
2. Descobriu a segurança dos crentes, (v.23-26; 28)
Porém, a maior descoberta de Asafe não foi saber como os ímpios acabam, mas como os justos permanecem para sempre. Ele lembrou-se de algo que só o crente pode dizer: "todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita" (v.23). Em meio ao sofrimento, o crente não está sozinho nem desamparado. Na estrada íngrime da fé, só o crente pode dizer "Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória" (.24). Ao pensar nessas verdades, Asafe só podia exclamar "quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra" (v.25). Ah! meu irmão, Deus te basta! O Senhor te é suficiente! Se você tem Deus no céu e se deleita dele na terra, então nem a maior prosperidade dos ímpios nem o maior sofrimento irá te tirar a alegria da salvação! O segredo que Asafe descobriu é que "ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre" (v.26).
O que é melhor, possuir todas as riquezas do mundo ou viver na presença de Deus? Depois de encontrar-se com Deus no santuário, Asafe não teve mais dúvidas: "quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos" (v.28). Você trocaria uma vida na presença de Deus e uma eternidade na glória por prosperidade material na terra e uma eternidade no inferno? Tenho certeza que não, logo, não há motivo para você duvidar da bondade de Deus e menos ainda para invejar a sorte dos que seguem a maldade.
CONCLUSÃO
Agora eu preciso falar de uma coisa muito séria. O que Asafe fez foi muito grave, pois quase o mergulhou na descrença. Mas foi ainda mais grave porque colocou em dúvida a bondade e a justiça de Deus. Se você, como ele, pensava que Deus agia de forma errada ao permitir que os ímpios prosperassem enquanto os crentes eram afligidos, também pecou contra o Pai. Por isso, precisa pedir perdão ao Senhor. Faça isso agora. E na mesma oração, confesse a Deus que Ele é teu socorro no céu e alegria na terra, e que tendo Ele em sua vida, nada lhe fará falta. Oremos a Deus.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ESTUDO SOBRE A SANTO GRAAL, VERDADE OU MITO...


                       ESTUDO SOBRE A SANTO GRAAL, VERDADE OU MITO...

O Cálice Sagrado em que Jesus teria bebido é um mistério muito maior do que uma simples leitura de romances arthurianos pode revelar. Ele teria realmente existido? Resistiu ao tempo? Quem eram seus guardiões?


Em um país de maioria católica como o Brasil, a figura do Graal é tida, comumente, como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimateia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado proveniente da ferida no flanco provocada pela lança do centurião romano Longino ("Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água" - João19:33-34). A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. É provável que as origens pagãs do cálice tenham causado descontentamento à Igreja. Em Os mistérios do Rei Artur, Elizabeth Jenkins ressalta que "no mundo do romance, a história era acrescida de vida e de significado emocional, mas a Igreja, apesar do encorajamento que dava às outras histórias de milagres, a esta não deu nenhum apoio, embora esta lenda seja a mais surpreendente do ponto de vista pictórico. Nas representações de José de Arimateia em vitrais de igrejas, ele aparece segurando não um cálice, mas dois frascos ou galheteiros". Alguns tomam o cálice de ágata que está na igreja de Valência, na Espanha, como aquele que teria servido Cristo mas, aparentemente, a peça data do século XIV. Independente da veneração popular, esta referência é fundamental para o entendimento do simbolismo do Santo Graal já que, como explica a própria Igreja em relação à ferida causada por Longino, "do peito de Cristo adormecido na cruz, sai a água viva do batismo e o sangue vivo da Eucaristia; deste modo, Ele é o cordeiro Pascal imolado".
Origem - A etimologia da palavra Graal é um tanto duvidosa, mas costuma-se considerá-la como oriunda do latim gradalis - cálice. Com o brilho resplandecente das pedras sobrenaturais, o Graal, na literatura, às vezes aparece nas mãos de um anjo, às vezes aparece sozinho, movimentando-se por conta própria; porém a experiência de vê-lo só poderia ser conseguida por cavaleiros que se mantivessem castos. Transportado para a história do Rei Arthur, onde nasce o mito da taça sagrada, encontramos o rei agonizante vendo o declínio do seu reino. Em uma visão, Arthur acredita que só o Graal pode curá-lo e tirar a Bretanha das trevas. Manda então seus cavaleiros em busca do cálice, fato que geraria todas as histórias em torno da Busca do Graal. É interessante notar que a água é uma constante na história de Arthur. É na água que a vida começa, tanto a física como a espiritual. Arthur teria sido concebido ao som das marés, em Tintagel, que fica sob o castelo do Duque da Cornualha; tirou a Bretanha das mãos bárbaras em doze batalhas, cinco das quais às margens de um rio; entregou sua espada, Excalibur, ao espírito das águas e, ao final de sua saga, foi carregado pelas águas para nunca mais morrer. Certo de que sua hora havia chegado, Arthur pede a Bedivere que o leve à praia, onde três fadas (elemento ar) o aguardam em uma barca. "Consola-te e faz quanto possas porque em mim já não existe confiança para confiar. Devo ir ao vale de Avalon para curar a minha grave ferida", diz o rei. Avalon é a mítica ilha das macieiras onde vivem os heróis e deuses celtas e onde teria sido forjada a primeira espada de Arthur - Caliburnius. Na Cornualha, o nome Avalon - que em galês refere-se à maçã - é relacionado com a festa das maçãs, celebrada durante o equinócio de outono. Acreditam alguns que Avalon é Glastonbury, onde tanto Arthur quanto Guinevere teriam sido enterrados. A abadia de Glastonbury, onde repousaria o casal, é tida também como o lugar de conservação do Graal.

José de Arimateia era assim conhecido por ser de Arimateia, cidade da Judeia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu. Também conhecido como `Sanhedrin´, formava a suprema magistratura judaica. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (Joao 19:38)

Segundo os evangelhos, José de Arimateia, juntamente com Nicodemos, providenciou a retirada do corpo de Cristo da cruz após solicitação feita a Pôncio Pilatos. Era o dono do sepulcro onde Jesus Cristo, seu amigo, foi embalsamado, numa esplanada a cerca de 30 metros do local da crucificação e de onde ressuscitou três dias depois da morte. Após a retirada do corpo de Jesus, foi preso por seguir a doutrina dele; ficou muitos anos preso. Caifás queria que ele ficasse preso até morrer, mas como José era muito inteligente para negócios lucrativos , o governador depois de Pôncio Pilatos, conversou com os membros do Sinédrio e convenceu a soltá-lo; ambiciosos pelos lucros que ele traria, libertaram Arimateia. José de Arimateia além de trazer riquezas para a sua região, aproveitou as viagens para divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo. Atribui-se também a José o lençol de linho em que Jesus foi envolvido, conhecido como Santo Sudário.

De acordo com algumas lendas, José de Arimateia, , teria ficado de posse do cálice da Santa Ceia, levando-o para a Europa. Este cálice ficou conhecido como o Santo Graal, tão mencionado nas Lendas Arturianas.

Diz-se que durante sua permanência na Cornualha, Jesus havia recebido em dádiva um cálice de um druida convertido ao cristianismo (isto entendido como "o que era pregado por Cristo"), e por aquele objeto Jesus tinha um carinho especial. Após a crucificação, José de Arimatéia quis levá-lo, santificado pelo sangue de Cristo, ao seu antigo dono, o druida, que era Merlin, traço de união entre a religião celta e a cristã. É na obra de Robert de Boron, José de Arimatéia, que o mito retrocede no templo até chegar a Cristo e à última Ceia. José de Arimatéia era um judeu muito rico, membro do supremo tribunal hebreu - o Sinédrio. É ele que, como visto nos evangelhos, pede a Pilatos o corpo de Jesus para ser colocado em um sepulcro em suas terras.

José de Arimateia, um "judeu-cristão"
Robert de Boron conta que os judeus, ao descobrirem José de Arimateia  prendem-no em uma cela sem janelas onde todos os dias uma pomba se materializa deixando-lhe uma hóstia, seu único alimento durante todo o cárcere, graças ao qual sobrevive. José esconde a taça que Jesus usou na Última Ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba. Ao ser libertado, viaja para a Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (conforme a Távola Redonda). No lugar de Cristo é colocado um peixe. O assento de Judas Escariotes fica vazio e quando alguém tenta ocupá-lo é "devorado pelo lugar" de forma misteriosa. 

A partir desse momento esse assento é conhecido como a Cadeira Perigosa (mesmo nome do assento da Távola Redonda que também ficava vazio e só poderia ser ocupado pelo "cavaleiro mais virtuoso do mundo". Em algumas versões, é o assento de Lancelot que sempre fica vazio. Lancelot, o mais dedicado cavaleiro, que assim como Judas em relaçao a Jesus, era o que mais amava Arthur e também o que o traiu).

José de Arimateia fundou sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado sua igreja com barro e palha há os restos de uma abadia muito posterior. A mesma onde se diz estarem enterrados Arthur e Guinevere e onde estaria o Santo Graal.

José de Arimateia foi, portanto, o primeiro custódio do Graal. O segundo teria sido seu genro, Bron. Algumas seitas sustentam que o ciclo do Graal não estará fechado enquanto não aparecer o terceiro custódio. Esta resposta parece vir com A Demanda do Graal, de autor desconhecido, que coloca Galahad como único entre os cavaleiros merecedor de se tornar guardião do Graal.

Até século 12, cálice da Santa Ceia não era famoso; poetas deram início à saga.
Trama de 'Código da Vinci' envolvendo Graal mistura fraudes e erros históricos.

Recipientes de cerâmica usados na Judéia durante o século 1 da Era Crista Graal usado na Santa Ceia teria aspecto parecido. 

A lenda do Santo Graal virou, nos últimos tempos, uma espécie de ímã para quase todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar as coisas em pratos limpos: o famoso objeto não tem absolutamente nada a ver com Maria Madalena, com os Cavaleiros Templários ou com a sociedade secreta fictícia conhecida como Priorado de Sião. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

CONFLITOS FAMILIARES...


                                               CONFLITOS FAMILIARES...
I Samuel 30.1-10 e 18-20
-Introdução: A cada dia somos surpreendidos por um novo desafio ou problemas, mas existem ocasiões em que não temos forças nem para reagir.
É nas reações que estão o perigo de errar. Às vezes não erramos de forma planejada e sim espontânea quando não temos tempo de pensar com a cabeça quente.
Davi foi pego de surpresa por um inimigo que não esperava e lutou com quem mais amava. Sua família foi raptada e teve que lutar para restituir.
Como a família de Davi, muitos pais hoje têm seus filhos levados pelos vícios, prostituição, violência e outros males. As famílias estão sendo assaltadas a cada dia com perigos e é preciso proteger nossa casa não somente contra ladrões, mas também espiritual e emocionalmente.
Como restituir minha família?
Vamos compreender a situação que Davi enfrentou para restituir sua família:
 I - Chore na presença de Deus: v.4:
"ergueram a vos e choraram, até não ter mais forças pra chorar"
Davi sabia tirar tempo com Deus e trabalhar primeiro suas emoções para depois lutar contra inimigos externos, por isso era sempre vencedor.
A palavra de Deus garante: "Bem aventurados os que choram porque serão consolados" (Mateus 5.4) e "os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão" (Salmo 126.4). Se tiver que ter uma reação chore antes pra desabafar. O choro lava a alma.
Não é errado chorar, pois até Jesus chorou (João 11.35) e não teve vergonha disso.
Quando você estiver triste por alguém de sua família, chore na presença de Deus que promete que “lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 7.17) e que “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30.5). Suas lágrimas regarão sementes e seus frutos brotarão (Salmos 126.6).
Você tem chorado na presença de Deus em oração?
Chorar na presença de Deus nunca é em vão!
II - Compreenda as pessoas: v.5b:
"o povo falava em apedrejá-lo,
porque todos estavam em amargura"
Muitas vezes as pessoas nos tratam mal porque estão
amarguradas e não sabem demonstrar carinho ou amor.
Precisamos compreender isso.
O povo de Deus no deserto, quando ficou sem água e com sede, pensou mal de Moisés e falaram contra ele porque estavam desesperados (Êxodo 17).
Passe a compreender melhor seus familiares, seu modo de agir e pensar para mudar não somente a vida do outro, mas a sua vida também. Quem sabe você também precisa mudar?
Jesus disse que os mansos herdarão a terra (Mateus 5.5) para nos ensinar que com rigidez e inflexibilidade não se chega a lugar algum.
Você está disposto a mudar para restaurar sua família?
A maneira como olhamos as pessoas muda a forma que somos vistos por elas!
III - Reanime-se em Deus: v. 5c:
"Davi muito se angustiou ...
porém Davi se reanimou no Senhor seu Deus"
Não adianta ficar apenas chorando e tentando compreender as pessoas. Precisamos nos levantar e agir. Em momentos de tristeza, só Deus pode nos ajudar a continuar a vida em família.
Talvez você não consegue ânimo em ninguém “pois vão é o socorro do homem” (Salmos 108.12), mas busque ânimo no Senhor por que Ele te fortalece (Filipenses 4.13) e “alegria do Senhor é a nossa força” (Neemias 8.10).
Davi escreveu o Salmo 46 que fala que Deus nos fortalece.
Em quem você tem buscado ânimo para restaurar sua família?
Busque se fortalecer no Senhor!
IV - Consulte ao Senhor: v.8:
"consultou Davi ao Senhor"
Antes de tudo precisamos orar a Deus buscando sua
confirmação para as decisões. Deus aprovou, por isso Davi foi. Ele sabia que se Deus dissesse não, perderia seu tempo, mas com a bênção do Senhor tinha a vitória garantida.
Não faça nada antes de orar. Se você sentir que Deus está na frente,  prossiga, mas se tiver dúvida pare imediatamente e espere uma confirmação do Senhor.
Primeiro devemos “agradar do Senhor” e depois “Ele satisfará os desejos do nosso coração” (Salmos 37.5). Tome cuidado para não estar saindo à frente de Deus. Seria errado primeiro tomar as decisões e depois exigir que Deus abençoe como está.
Você tem consultado a Deus em oração antes de tomar suas decisões?
Antes de tudo que fizer ore a Deus pedindo direção!
V - Lute como puder: v. 10:
"duzentos ficaram atrás, por não poderem, de cansados atravessar o ribeiro'
Alguns companheiros de luta de Davi não aguentaram a caminhada de tão difícil que estavam. Davi não se importou e reconheceu o esforço deles.
Na família não podemos esforçar as pessoas a uma caminhada que não aguentam e precisamos também nos esforçar como Jesus disse “Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5.41).
Cada pessoa tem um ritmo e uma força diferente. É necessário respeitar os limites do próximo.
Deus renova as nossas forças (Isaías 40.29), mas não
podemos obrigar as pessoas a lutar se não podem.
Se esforce o máximo que puder para o melhor de sua família e se estiver cansado pare um pouco e descanse. Até Jesus em situações de crise, parava e se retirava para renovar suas forças para depois continuar (João 6.15).
Mas parar um pouco e descansar não pode ser desculpa para relaxamento por que “o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mateus 11.12).
O Senhor te chama e te diz: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Josué 1.9).
Você tem se esforçado para salvar sua família?
Esforce-se um pouco mais, você conseguirá vencer!
Deus restitui as famílias!
-CONCLUSÃO: v.18-20:
"Davi salvou tudo ... e ninguém lhe
faltou, desde o menor até o maior"
Davi conseguiu restituir toda a sua família sem exceção alguma.
Não deixe sua família ser destruída. Não se conforme em perder nenhum de seus familiares por que Jesus quer que você seja salvo com “toda sua casa” (Atos 16.31). Então  lute para preservar sua família e salvar todos.
Para restituir sua família, chore na presença do Senhor em oração, aprenda a compreender as limitações das pessoas, reanime-se em Deus sempre, consulte a Deus em  oração antes de qualquer atitude e lute enquanto puder se esforçando para vencer.
Deus restitui completamente, não em parte (Filipenses 1.6) sua família. Deus não faz nada pela metade. Receba a vitória completa.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


quinta-feira, 4 de maio de 2017

O PIOR CEGO...

                                                 O PIOR CEGO...
(V. “13) E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
(V. 14) E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
(V.15) E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.
(V.16 ) “Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem”. (Lc 24.13-16)
O texto mostra uma situação vivida por dois discípulos que caminhavam desesperançados conversando, questionando até, quem sabe, o fato de alguém em quem depositaram tanta confiança estar morto;
Há um tipo de cegueira que pode levar o homem á sua total perdição: A cegueira espiritual! Aquele que está cego, espiritualmente, sofre males maiores do que o cego apenas fisicamente, pois este aceitando JESUS estará salvo da ira do SENHOR.
E a cegueira espiritual causa imenso mal ao homem e o impede de ter acesso ao Todo Poderoso JESUS.
Em João 12, a partir do vs 31, lemos que JESUS discursava em Jerusalém dizendo que quando fosse levantado da terra, atrairia muitos até Ele.
E a multidão, cega espiritualmente, respondia que em tom de pergunta: Quem é esse Filho do Homem? Jesus continuou seu discurso falando que eles não andassem em trevas, mas na LUZ que ali estava presente.
Eles estavam com os olhos cegos e com dureza de coração. “Não viam com os olhos e não compreendiam com o coração e não se convertiam o que impedia que JESUS os curassem“ (vs 40).
O cego espiritualmente não é capaz de reconhecer o seu estado triste e lastimável diante do SENHOR DEUS. “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu“(Ap 3:17).
O cego espiritual não consegue se converter a CRISTO JESUS: E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: “Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis“ (Mt 13:14). Leia também Jo 12:40 e Is 6:9-10. Aleluia!
Pela cegueira espiritual o homem não consegue enxergar a luz do Evangelho da Glória de JESUS CRISTO: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a Luz do Evangelho da Glória de Cristo, que é a imagem de Deus“ (2Co 4:4).
E não percebe, de modo algum, o real perigo bem à sua frente. São condutores de cegos: “Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova“ (Mt 15:14).
Portanto, amados e amadas de DEUS, a cegueira espiritual deve ser expulsa da vida do homem, para que ele venha se alegrar na luz do Evangelho e na presença do SENHOR JESUS, O Todo Poderoso.
Se você de alguma forma é um cego espiritual e nunca se deixou ser banhado pela luz do Evangelho da Salvação, não perca, agora, a oportunidade de aceitar a JESUS como seu único e suficiente salvador.
Três dias atrás eles haviam presenciado sua dolorosa morte na cruz do Calvário e agora sofriam tanto! Enquanto conversam, Jesus aparece e começa a caminhar com eles, conversa com eles, mas a Bíblia no verso 16 do cap. 24 de Lucas que "seus olhos estavam como que fechados, para que O não conhecesse."
Olhos fechados! Quantas pessoas por aí sofrendo por estarem com os olhos fechados, e não reconhecerem Jesus no meio da estrada da vida! Será que eu e você estamos assim também?
I. A PESSOA PASSA A VALORIZAR COISAS AO INVÉS DE PESSOAS (I Co 3.19) “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia”. Co 3.19, o apóstolo Paulo fala que a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus! Ter cultura aqui na terra é bom, mas não é o essencial.
As pessoas no mundo de hoje são valorizadas pelo que tem e não pelo que são. Será que você e eu não estamos agindo da mesma maneira? Valorizando coisas? Esta é uma atitude de alguém que tem seus olhos fechados para Jesus!
O texto da carta de Tiago 4.3 é uma espécie de "puxão de orelha" nos materialistas e carnais:” Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites". Característica de quem anda com os olhos fechados para Jesus, pois não percebe que um ser humano vale mais que qualquer bem material!
Que triste realidade! Deus abra nossos olhos! Queremos ver Jesus, sentir Sua presença, olhar para as pessoas com Seus olhos!
(Tg 4.1-3) “
(V.1) De onde vêm às guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
(V.2 ) Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.
(V. 3) Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
(V.4) Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
II. A PESSOA PASSA A ACHAR QUE TODOS ESTÃO ERRADOS, A MENOS QUE CONCORDEM COM ELE
(Tg. 4.11-12) “11 - Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
(V. 12) Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” Tiago fala neste texto sobre o relacionamento entre os irmãos na igreja! Quando o que eu penso não pode ser questionado por ninguém, eu começo a julgar meu irmão, falar mal dele, pois o mesmo não pensa e nem age como eu! Embora façamos parte da mesma comunidade, eu não admito que alguém me contrarie e aí começo a falar mal de todos!
Conviver com o diferente e amá-lo está além das minhas forças! Será que eu estou agindo assim? Como vou ajudar alguém a sair da lama se me isolo dela por não pensar como eu? Será mesmo que só eu estou certo? Só Deus e Sua Palavra não são questionáveis! Eu e você somos e as pessoas têm o direito de discordar da gente!
(Lc 6.31) “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também”. Deus abra nossos olhos Espirituais! Queremos ver tua face! Como estão nossos olhos?
III. A PESSOA PASSA A VER APENAS O LADO RUIM DAS COISAS
(Lc 24.21) “E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”.
Sim, pode ter certeza de que o pessimismo é uma marca de quem está com os olhos fechados! Alguém que não consegue perceber a presença de Deus cuidando dele, controlando a situação, que acha que tudo está ruim, nada presta, a vida é uma droga, só pode estar mesmo com os olhos fechados!
Assim como aqueles discípulos, muitos hoje estão vivendo assim; não percebem a presença de Jesus convidando-os a conhecerem a Verdadeira Vida! Estão sempre olhando para o lugar errado! Olhos espirituais fechados! Como estão os teus? Deixe que Jesus abra teus olhos, antes que seja tarde demais! É o que desejo, de coração.
Seja iluminado pela presença de JESUS, para ser curado da cegueira espiritual.
Que Deus nos ajude e nos projeta para mantermos os nossos olhos bem abertos para poder contemplar as coisas de Deus, amém.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. EdsonCavalcante