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sábado, 15 de fevereiro de 2014

ANDANDO SE RUMOS E SEM DESTINO...


                                           ANDANDO SEM RUMOS E SEM DESTINO...
Atos 12.1-12
-Introdução: Existem situações em que pensamos que não podemos fazer mais nada. Você já se sentiu assim? Imobilizado? É uma sensação terrível de impotência diante dos problemas que assistimos e não conseguimos resolver.
Pedro estava com os pés e as mãos amarras. Preso e vigiado por “quatro escoltas de quatro soldados cada uma” (v.4), ou seja, 16 soldados. Não havia nada que pudesse fazer.
Tudo já estava preparado contra Pedro. Herodes o prendeu pensando em apresentá-lo ao povo para condená-lo e fazer como aconteceu com Jesus, Estevão e por último com Tiago (v.1,2). Talvez Pedro estivesse se preparando para o fim. A multidão aguardava ansiosa ajuntando pedras para atacar o apóstolo. Mas embora estes fossem os planos de Herodes e do povo, também era o medo de Pedro, não era o plano de Deus.
Assim como aconteceu com Pedro, quando achamos que está tudo perdido, Deus entra com sua ação poderosa nos livrando de todo mal. Quando não podemos fazer nada, Deus pode fazer tudo!
Você já tentou de tudo?
Vamos refletir em cada versículo lido (sermão textual) e aprender o que devemos fazer:
1- Deus está te GUARDANDO: v.5a “Pedro, pois estava guardado no cárcere”
A primeira coisa que precisamos saber nestas horas é confiar que Deus está nos guardando.
A Igreja e o próprio Pedro achavam que ele estava sendo preso pela maldade de Herodes.  Este achava que estava fazendo a sua vontade. Os soldados pensavam que ninguém os venceria. A multidão esperava pelo amanhecer para condenar Pedro.
Mas foi justamente por isso que Deus achou melhor guardar Pedro em segurança. Para isso Deus usou a guarda herodiana, mas preparada. Se Pedro não estivesse bem protegido naquele momento poderia ser morto pela turba enfurecida.
Preste bem atenção, o texto não diz que Pedro estava preso e sim que estava “guardado no cárcere”. Isso prova que Deus usa quem Ele quer para nos abençoar. Quando pensamos que tudo está dando errado, Deus pode concertar, porque “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28).
 Parece que tudo está dando errado na sua vida?
Confie que Deus está guardando você!
2- ORE incessantemente: v.5b “mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”
O diferencial deste texto é este “mas” que abre espaço para algo que faz diferença em nossas vidas: a oração. Não uma oração qualquer, mas uma oração incessante. Aquela igreja orava ao Senhor com fervor pela vida de Pedro. Contudo não oravam querendo que Deus fizesse a vontade deles, estavam preparados para aceitar a vontade de Deus. Isso é confiança plena em Deus.
Muitas pessoas passam por situações difíceis e não estão dispostas a orar. Querem que o pastor ore, que as irmãs de oração intercedam, ou até vão ao culto ou campanha esperando que Deus aja imediatamente. Não é assim. Deus não tem que fazer as coisas do seu jeito e na hora que você quer.
Precisamos aprender a “orar sem cessar” (I Tessalonicenses 5.17). Enquanto oramos somos preparados por Deus para receber Sua bênção.
Você está disposto a pagar o preço da oração?
Ore incessantemente e Deus fará um milagre em sua vida!
3- DESCANSE no Senhor: v.6 “Quando Herodes estava para apresentá-lo, naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere”
Imagine só. Possivelmente esta seria a última noite da vida de Pedro e ele estava desconfortavelmente acorrentado nas mãos e nos pés entre dois soldados. Não havia maneira nem de virar par ao lado. Mesmo assim Pedro dormia.
Mais tarde Pedro escreveria para a Igreja não se preocupar com as perseguições, mas descansar em Deus “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pedro 5.7).
Se confiarmos em Deus, podemos descansar nele. Não adianta se apavorar e ficar preocupado. Pode dormir tranqüilo, pois “inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem” (Salmos 127.2).
Você tem descansado em Deus ou se desespera facilmente?
Aprenda a confiar no Senhor em todo o tempo!
4- Deus enviará Seu ANJO: v.7a “Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor”
Aqui começamos a ver a ação de Deus ao enviar seu anjo. Primeiro você deve confiar que sua vida está guardada pelo Senhor, depois deve orar incessantemente e então descansar no Senhor sabendo que sua vida está em Suas mãos poderosas.
A Bíblia diz que os anjos “são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hebreus 1.14). Também que “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Salmos 34.7). Então se você é um servo de Deus, crê que vai herdar a salvação e teme ao Senhor, tenha certeza que os anjos de Deus estão junto contigo para te proteger.
Existem coisas que só conseguimos com batalha espiritual. Por isso Deus envia seus anjos para lutar ao nosso favor nas regiões celestiais (Efésios 6.12).
Você acredita que Deus envia seus anjos para nos livrar?
Quando você pensa que está só, Deus envia anjos para te ajudar!
5- Deus te dará uma LUZ: v.7b “e uma luz iluminou a prisão”
Estava tudo escuro na prisão quando uma luz muito forte brilhou naquele lugar incomodando os olhos de Pedro.
Há momentos em que não vemos uma alternativa sequer para agir. Não há uma luz nem no fim do túnel. Mas Jesus disse que “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12). Sempre que precisamos Jesus envia uma luz para nos clarear as esperanças.
Não podemos esquecer que a Palavra de Deus é uma luz que precisa ser mantida acesa em sua vida (Salmos 119.105).
Você está precisando de uma luz?
Peça a Jesus que ilumine o seu caminho, mas leia a Bíblia!
6- Sinta o TOQUE de Deus: v.7c “tocando ele o lado de Pedro”
Talvez Pedro pensasse que era um sonho (v.9), por isso o anjo tocou-o para acordá-lo e dar ânimo.
O toque de Deus restaura nossas vidas. Em ocasiões em que já estamos anestesiados de tanto levar pancada, Deus com seu toque suave nos fortalece.
Existem problemas que queremos resolver com as próprias mãos e não conseguimos, mas Deus com um toque apenas coloca tudo no seu devido lugar.
Deus toca de diversas maneiras. No caso de Pedro usou um anjo, mas pode usar uma pessoa ou qualquer outra forma para te tocar desde que você esteja sensível a isso.
Você já se sentiu tocado pelo Senhor?
Peça ao Senhor para tocar em sua vida!
7- DESPERTA e LEVANTA: v.7d “o despertou, dizendo: Levanta-te depressa!”
Pedro já tinha acordado com a luz e o toque do anjo, mas permanecia inerte sem fazer nada. Por um momento ficou deslumbrado com a maravilhosa visita angelical e se satisfez em ficar só contemplando. O anjo o despertou e ordenou que se levantasse, pois não era hora de ficar parado, chegou o momento de agir.
Muitos crentes querem ficar só na contemplação olhando o que Deus vai fazer, mas chega uma hora em que é preciso agir. Vamos fazer um trocadilho com a palavra oração: ORA+AÇÃO = orar e depois agir com fé. A Igreja costuma ser como um campo de futebol, onde a multidão fica gritando e na hora de trabalhar, só alguns aparecem.
Várias vezes Jesus após curar uma pessoa dizia “toma teu leito e anda” (Mateus 9.6; Marcos 2.11; Lucas 5.24; João 5.8) para mostrar que quando somos abençoados precisamos começar a trabalhar e fazer alguma coisa para agradar ao Senhor.
Não adianta querer que Deus faça tudo. Você precisa fazer sua parte para vencer e se não conseguir, pode contar com a ação sobrenatural de Deus agindo por você.
Você já se levantou para servir a Deus ou está parado só olhando?
Levante-se, chega de ficar só olhando, Deus quer te abençoar!
8- Seja LIBERTO: v.7e “Então, as cadeias caíram-lhe das mãos”
Até então Pedro ainda estava algemado, porém ao se levantar como uma atitude de fé, as algemas caíram de suas mãos e ele foi liberto.
Há pessoas que não são libertas por que não estão dispostas a fazer o mínimo por sua própria libertação. É preciso crer para receber a libertação. Crer é um verbo que designa ação, então significa uma ação movida pela fé.
Além de aceitar Jesus (novo nascimento) e iniciar o processo da conversão (mudança de vida), também é necessário se libertar de tudo o que impede sua vida espiritual para seguir santificando sua vida. Existem resmas de coisas mundanas que precisamos romper com elas radicalmente.
A libertação vem pelo conhecimento da verdade (João 8.32) que é a Palavra de Deus (João 17.17) revelada na pessoa de Jesus Cristo (João 14.6).
Você já foi liberto?
Jesus quer libertar sua vida de tudo o que te impede de vencer!
9- PREPARE-SE para o melhor: v.8a “Disse-lhe o anjo: Cinge-te e calça as sandálias. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Põe a capa”
Antes de sair da prisão o anjo mandou Pedro se aprontar. Não sairia de qualquer maneira sem estar preparado.
Assim como Pedro, após ser liberto, o crente tem que se preparar para servir a Deus, por que o inimigo volta com mais sete espíritos para piorar a situação (Lucas 11.24-26). Deus já proveu uma armadura espiritual para “revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Efésios 6.11).
Você está preparando sua vida?
Prepare-se espiritualmente para vencer!
10- SIGA em frente pela fé: v.8b e 9  “segue-me” “Então, saindo, o seguia, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; parecia-lhe, antes, uma visão”
Se Pedro saísse da prisão por conta própria achando-se independente do anjo, algo teria dado errado, por isso o anjo mandou que fosse atrás dele. Isso mostra a necessidade de seguir a vontade de Deus e deixá-lo conduzir a vida. Muitos problemas são apenas conseqüências de coisas erradas feitas antes.
Existem que parecem querer que Deus os siga concertando seus erros. Toma decisões e depois quer que Deus abençoe. Não é assim que deve ser. A Bíblia ensina primeira “agradar o Senhor”, “entregar teu caminho ao Senhor” e depois “Ele satisfará o desejo do seu coração”, “o mais Ele fará” (Salmos 37.4,5).
Você tem seguido a direção do Senhor para sua vida?
Deixe Deus te conduzir e tudo dará certo!
11- Deus ABRE AS PORTAS pra você: v.10 “Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhes abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se apartou dele”
O anjo ia à frente de Pedro e passaram por todas as portas da prisão até chegar a ultima que era reforçada. O portão de ferro se abriu automaticamente como se fosse eletrônico. Logo a seguir o anjo levou Pedro a uma rua onde ele já soubesse o restante do caminho e então o deixou.
Quando Deus está à frente de sua vida, as portas se abrem naturalmente. Se for preciso de uma intervenção milagrosa Deus abre portas até onde não existem. Mas como Pedro que teve que seguir o caminho sozinho, também é preciso bater nas portas para que se abram (Mateus 7.7).
A porta que o homem não pode abrir Deus abre. Mas as portas que são para você bater, Deus não vai abrir, compete a você bater e Ele prometeu que Ela se abrirá “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7.8).
Você tem batido nas portas para se abrirem?
Deus quer abrir portas para você!
12- Vá para o LUGAR CERTO: v.12 “Considerando ele a sua situação, resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam”
Pedro agiu de forma natural. Sentiu-se atraído até o lugar onde a Igreja estava reunida orando por ele.
Muitas pessoas fazem campanhas e quando recebem a bênção não voltam mais à Igreja nem pra agradecer. Por isso recebem apenas a bênção e não o Senhor Jesus.
O lugar certo de quem foi abençoado por Deus é a Igreja. Assim que Deus responder sua oração, dê seu testemunho, faça um culto de gratidão e tenham mais compromisso com Deus servindo ao Senhor na sua Casa e “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10.25). Mesmo com todos os defeitos das pessoas a Igreja ainda é o melhor lugar pra se conviver e buscar a presença de Deus.
Você tem compromisso com a Igreja?
O lugar certo para você e a Casa do Senhor!
Deus gosta de fazer o impossível!
-CONCLUSÃO: v.11 “Então, Pedro, caindo em si, disse: Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judaico”
Pedro saiu dali pensando que estava sonhando, mas teve certeza que Deus o havia livrado completamente dos interesses de Herodes e da fúria do povo. Quando chegou à casa onde estavam os irmãos, eles também ficaram assustados (Atos 12.13-16).
Às vezes quando somos abençoados “ficamos como quem sonha” (Salmos 126.1) e não entendemos o que está acontecendo de tão maravilhados.
Em situações que não tem nada que pode ser feito lembre-se que Deus está guardando sua vida, ore incessantemente e descanse em Deus. O Senhor enviará seu anjo par lutar por você, te dará uma luz e te tocará com seu poder. Mas não fique só olhando, levante-se. Deus vai te libertar de tudo o que te prende, vai te preparar e te guiar abrindo as portas pra você. Então permaneça na casa de Deus e cante louvores em gratidão ao Senhor.
Quando você não pode fazer nada, apenas orar, então você pode tudo...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

A QUEDA DA GRANDE PROSTITUTA...


                                               A QUEDA DA GRANDE PROSTITUTA...
Já conhecemos os personagens principais entre os inimigos do povo de Deus. Apareceu o dragão (capítulo 12), seguido pelas duas bestas (capítulo 13) e a grande meretriz (capítulo 17). Já sabemos o destino destes inimigos de Deus, pois o Cordeiro e seus fiéis são os vencedores, e seus adversários serão derrotados. Antes da identificação das características dos inimigos, a sétima trombeta já declarou: “O reino do mundo se tornou do nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (11:15). Antes da descrição da grande meretriz vem a declaração da queda dela (14:8). Este e os subseqüentes capítulos enfatizam o que já foi revelado – os verdadeiros vencedores são aqueles que adoram a Deus. Todos os outros – dos adoradores da besta à própria besta ao dragão que lhe dá poder – serão derrotados. A partir deste capítulo, veremos a queda desses inimigos do Senhor. Surgiram numa seqüência (dragão, bestas, meretriz) e cairão na ordem invertida (meretriz, bestas, dragão).
Um Anjo Anuncia a Queda da Babilônia (18:1-8)
18:1 – Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória.
Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo: A força que sustentava a meretriz vinha de baixo: das águas, da besta que surgiu do mar e dos reis da terra. Os próprios reis seriam os instrumentos de Deus no castigo dela, pois o anúncio da queda dela vem de cima. Um anjo já anunciou a queda da Babilônia (14:8), e um outro mostrou para João o significado da meretriz e o seu julgamento (17:1,7). Aqui, outro anjo desce do céu para confirmar a sentença contra a Babilônia.
Que tinha grande autoridade: A autoridade para falar vem do céu. Não há dúvida sobre a veracidade de sua mensagem.
E a terra se iluminou com a sua glória: Deus é a verdadeira luz, e a sua glória ilumina (21:23; 1 João 1:5). Pelo evangelho revelado, a glória de Deus traz iluminação (2 Coríntios 4:4-6; Efésios 1:17-18). Aqui, então, aguardamos uma declaração de Deus que trará boas notícias aos servos fiéis.
18:2 – Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável
Então, exclamou com potente voz: “Potente voz” vem da mesma expressão traduzida por “grande voz” em outros versículos: a voz de Jesus (1:10), a voz de anjos (5:2; 10:3; 14:7,9,15,18; 19:17), a dos adoradores de Deus (5:12; 7:10); a das almas dos mártires (6:10), a da águia que anuncia os três ais (8:13), a voz do céu que chamou as testemunhas a subirem (11:13); as da sétima trombeta que anunciam o reino do Senhor (11:15), a do céu que anuncia o poder de Deus e a expulsão do dragão (12:10), a do santuário ou do trono (16:1,17; 21:3).
Caiu! Caiu a grande Babilônia: Esta linguagem é a maneira profética de mostrar que Deus tiraria do poder aqueles que dominavam e abusavam dos outros. Isaías profetizou contra o rei da Babilônia histórica: “Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível. Já agora descansa e está sossegada toda a terra. Todos exultam de júbilo” (Isaías 14:4-7). Antes de prosseguir, devemos observar a importância do caso da Babilônia antiga na interpretação da Babilônia simbólica do Apocalipse. No Antigo Testamento, há várias profecias sobre a queda da Babilônia. Estas profecias foram cumpridas na queda do domínio babilônico e até na destruição da cidade, mas não literalmente de uma forma imediata e desastrosa. A cidade “caiu” ao líder persa, Ciro o Grande, em 539 a.C., data que geralmente marca o fim do império babilônico, mas as batalhas desta conquista ocorreram em outros lugares, fora da cidade. Sabemos que os persas e medos se juntaram para vencer os babilônicos. Isaías fala especificamente de Ciro (45:1-2; 48:14-15) e dos medos como instrumentos de Deus neste castigo (Isaías 13:17-20). Jeremias, também, foi específico quando disse que o castigo da Babilônia viria logo no fim dos setenta anos do cativeiro de Judá (Jeremias 25:12), que os medos seriam o instrumento de Deus para castigá-la (51:11), que a destruição dela seria repentina (51:8) e seria afundada como uma pedra jogada no rio (51:63-64). Não podemos forçar uma interpretação literal, pois a cidade permaneceu alguns séculos depois da invasão dos persas e medos, sendo desfeita aos poucos como resultado dos estragos de várias invasões nas épocas dos medo-persas, dos gregos e helenistas e até dos romanos. Não é possível mostrar cumprimento literal de todos os detalhes das profecias da queda da Babilônia antiga (alguns exemplos se encontram em Isaías 13:5,9-13,15-16; 14:22-23; 21:9; 43:14; 47:1,5; Jeremias 25:12-14; 50:1-2,9-10,21-46; 51:1-64). Usando o exemplo de profecias sobre a Babilônia histórica, percebemos que profecias de destruição nas Escrituras podem empregar linguagem poética e hiperbólica, podem usar figuras específicas para falar de castigos mais gerais e podem comprimir uma série de acontecimentos em um único evento. Com este entendimento, ainda mantemos a nossa confiança nas afirmações do Apocalipse que as profecias seriam cumpridas em breve. Não precisamos mostrar a destruição total e repentina da cidade de Roma, nem a queda iminente do império romano. A linguagem profética afirma a humilhação dos poderes que perseguiam os santos, e a história mostra que foram, de fato, humilhados e derrotados.
E se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável: A grande cidade que estava cheia de atividade e de pessoas poderosas e ricas se torna uma cidade abandonada e suja (cf. Isaías 13:19-22). Mais uma vez, o contraste entre as duas principais cidades do livro se torna evidente. A cidade mundana se torna lugar deserto e imundo, ocupado por demônios e espíritos imundos. A cidade santa, a nova Jerusalém, será habitada por multidões na presença do Senhor, e “Nela, jamais penetrará coisa alguma contaminada” (21:27).
18:3 – pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.Este versículo repete alguns dos motivos do castigo de Roma:
Pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra: A meretriz contaminou as nações com a sua maldade, avareza, etc.
Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria: Roma foi um grande consumidor, procurando e tomando para si tudo que traria prazer carnal ou glória material. Pelo fato do império controlar o comércio entre os continentes de Europa, África e Ásia, as nações exportadoras dominadas pelos romanos se enriqueceram por causa desse comércio. A luxúria é o desejo descontrolado, um termo que, muitas vezes, descreve a sensualidade e lascívia.
18:4 – Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos
Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados: Esta linguagem vem de Isaías 52:11, um trecho que fala sobre o fim do cativeiro dos israelitas. Deus promete trazer o seu povo remido de volta para Sião, mas exige que venha sem a impureza e a idolatria praticada por seus opressores. A purificação e a fidelidade do povo seriam essenciais para a comunhão com o santo Senhor (52:1-6).
Paulo emprega a mesma linguagem em um apelo à santidade (2 Coríntios 6:14 - 7:1). Para ser o povo de Deus e manter e gozar a comunhão com o Senhor, é necessário ser santificado. Esta santidade é oposta à imundícia e à luxuria da meretriz.
E para não participardes dos seus flagelos: Se participar dos pecados, receberiam o mesmo castigo. Deus chama o povo dele para ser separado. A santificação é uma exigência fundamental do evangelho como base da comunhão com Deus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus” (Hebreus 12:14-15).
18:5 – porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou.
Porque os seus pecados se acumularam até ao céu: A voz do sangue de Abel chegou ao Senhor, pedindo vingança (Gênesis 4:10). O clamor de Sodoma e Gomorra subiu até Deus, trazendo sua ira na destruição das cidades (Gênesis 18:20-21). A meretriz acumulou tanta iniqüidade que chegou até ao céu.
Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou: O Senhor não podia ignorar a maldade de Roma. Ela se exaltou em rebeldia contra Deus e contra a sua vontade. O castigo se tornou inevitável.
18:6 – Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela.
Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras: A justiça divina opera-se pelo princípio da colheita: “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Roma conduziu outras nações a participarem na sua iniqüidade e a sofrerem as conseqüências nos flagelos de Deus. Agora, veio a hora da retribuição.
No cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela: Induzir outros ao pecado não é ato de amor ou amizade. Causa sofrimento e os leva ao castigo. Por ter feito isso, a meretriz terá que beber do cálice da ira de Deus (cf. comentários sobre 14:8,10).
18:7 – O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!
O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto: O castigo na medida do crime cometido. Ele se entregou à luxúria sem limites, e agora sofreria tormento sem limites.
Porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!: Na sua arrogância, Roma se achou invencível. Ela dominava o mundo, e nem imaginou alguém capaz de tirá-la de sua posição exaltada. A cidade de Roma e os seus imperadores chegaram a ser adorados como deuses. A confiança exagerada dela nos lembra dos edomitas no Antigo Testamento: “A soberba do teu coração te enganou, ó tu que habitas nas fendas das rochas, na tua alta morada, e dizes no teu coração: Quem me deitará por terra? Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, de lá te derribarei, diz o SENHOR” (Obadias 3-4; cf. a profecia semelhante sobre a Etiópia e a Assíria em Sofonias 2:15). Os versículos 7 e 8 claramente tomam a sua linguagem de uma profecia sobre a Babilônia histórica: “Ouve isto, pois, tu que és dada a prazeres, que habitas segura, que dizes contigo mesma: Eu só, e além de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. Mas ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; virão em cheio sobre ti, apesar da multidão das tuas feitiçarias e da abundância dos teus muitos encantamentos” (Isaías 47:8-9). Compare, agora, o que viria sobre a Babilônia do Apocalipse.
18:8 – Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.
Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo: A auto-confiança da Babilônia a deixa totalmente despreparada e vulnerável quando vem o juízo de Deus. Mais um versículo de Isaías salienta o perigo que a Babilônia e Roma enfrentaram, o mesmo que enfrentamos hoje numa sociedade dominada pelos avanços da ciência e da tecnologia: “Porque confiaste na tua maldade e disseste: Não há quem me veja. A tua sabedoria e a tua ciência, isso te fez desviar, e disseste contigo mesma: Eu só, e além de mim não há outra” (Isaías 47:10). A palavra traduzida “flagelos” é a mesma que descreve, em outros livros do Novo Testamento, os açoites de castigo (Atos 16:23,33; 2 Coríntios 6:5; 11:23). Aqui e outras vezes no Apocalipse, identifica os “açoites” de castigo que vêm de Deus.
Porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou: Roma se achou poderosa, mas se enganou. Deus é o verdadeiro Onipotente, e ele julgou a meretriz. Ela não escapará deste castigo. Paulo disse: “A fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Coríntios 1:25).
As Reações à Queda da Babilônia (18:9-20)
As reações à queda da meretriz são duas: lamentação e exultação. Primeiro, encontramos a lamentação repetida por três grupos de dependentes de Roma: os reis, os mercadores e os pilotos. Todos se expressam com variações do mesmo refrão: “Ai! Ai da grande cidade” (10,16,19). Depois, três categorias dos dependentes de Deus (santos, apóstolos e profetas) são convidados a exultarem sobre a meretriz caída (20). Agora, as lamentações:
Os reis lamentam sobre a meretriz (18:9-10)
18:9 – Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio
Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra... quando virem a fumaceira do seu incêndio: Os mesmos reis que odiavam a meretriz e contribuíram à destruição dela (17:16) agora lamentam a queda da Babilônia. Apesar de detestar a meretriz que os dominava (17:18), eles viviam do comércio gerado pela luxúria dela. A destruição da meretriz teria um impacto econômico muito negativo para os países comerciantes.
18:10 – e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.
E, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento: As nações participaram dos lucros, e até dos erros, mas não querem se envolver na hora do castigo.
Dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo: A poderosa cidade que dominava os reis do mundo recebe a justa recompensa por seu erro. O juízo de Deus chega repentinamente, tomando a orgulhosa meretriz de surpresa.
Os mercadores lamentam sobre a meretriz (18:11-17a)
18:11 – E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria,
E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria: Confirmação do motivo egoísta da tristeza das nações! Não choraram por amor de Roma, e sim por perda de lucros! O egoísmo e o materialismo são características de pessoas carnais. Roma mostrou este mesmo espírito, e os sujeitos que participavam da prostituição dela, também, se mostraram carnais. “Mercadores” vem de uma palavra que sugere atacadistas, aqueles que transportaram mercadoria de longe para vender em grandes quantidades.
18:12-14 – mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore;
13 e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas.
14 O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca serão achados.
Mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas...: Esta lista de produtos mostra a extrema riqueza da meretriz. Consumia todo tipo de mercadoria de luxo, até escravos. A opulência de Roma levou a cidade ao exagero de um consumismo desenfreado, e as nações exportadoras lucraram com isso.
A lista de mercadoria nestes versículos é paralela, embora mais resumida, à lista de Ezequiel 27 e 28. Aquela profecia falou da mercadoria comprado por Tiro, um porto que controlava, na sua época, uma boa parte do comércio do Mediterrâneo. Os produtos citados vêm de diversos países em continentes diferentes. Roma, na época do Apocalipse, controlava o comércio no mar Mediterrâneo e, com isso, uma boa parte dos negócios entre os continentes da Ásia, África e Europa. A palavra traduzida “mercadoria” normalmente indica frete de um navio.
Estes versículos reforçam a interpretação da meretriz como símbolo de Roma e sua vida comercial e materialista.
Nunca serão achados: Depois de gerações de luxo, Roma não teria mais o domínio comercial e a facilidade de obter estas mercadorias. Perderia poder e prosperidade e, como consequência, sua capacidade de satisfazer seus próprios apetites.
18:15-17a – Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando,
16 dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas,
17 porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza!
Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo Ai! Ai da grande cidade: Os mercadores, como os reis (18:10), ficam longe da meretriz e repetem o refrão de lamentação: “Ai! Ai da grande cidade!”
Que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura...: A descrição da meretriz (17:4). Agora ele deixa claro o significado, frisando a prosperidade e materialismo da cidade.
Porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza: A Babilônia tinha tudo, e se achava superior a todos. Agora, pela declaração de Deus, perde tudo.
Os pilotos lamentam sobre a meretriz (18:17b-19):
18:17b – E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe.
E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe: Já observamos a importância do poder de Roma sobre o mar Mediterrâneo. As economias de nações dependiam do comércio com Roma e, por isso, os reis lamentaram (18:9-10). Os mercadores dependiam deste comércio, dando-lhes motivo para chorar (18:11-17). Os pilotos, também, dependiam do transporte de mercadoria. Mas, como os outros, eles ficam longe na hora do castigo da grande cidade, porque não querem sofrer com ela.
18:18 – Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade?
Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade?: As palavras de blasfêmia de novo! Os aliados do diabo se exaltaram diante dos homens tanto que os habitantes da terra acreditavam, por um tempo, nas suas arrogantes afirmações (cf. os comentários sobre Miguel e a besta do mar em 13:4, lição 22). Mas o motivo desta arrogância sumiu numa nuvem de fumaça subindo da cidade!
18:19 – Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!
Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Uma cena igual à lamentação dos pilotos quando Tiro caiu (Ezequiel 27:27-32). Lançar pó sobre a cabeça mostra angústia e tristeza (Jó 2:12; Ezequel 27:30).
Ai! Ai da grande cidade: O terceiro refrão destas lamentações.
Na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!: O motivo dos pilotos, como o dos mercadores, é egoísta. Nada de tristeza pela meretriz. Eles choram porque perderam os seus contratos como transportadores.
A Exultação dos Santos (18:20):
Os reis, mercadores e pilotos podem lamentar, mas a queda da Babilônia é ocasião de alegria para os servos do Senhor!
18:20 – Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.
Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa: Os habitantes da terra podem lamentar, mas os que habitam no céu celebram a vitória! A causa dos fiéis foi o assunto das orações dos santos (5:8; 8:4) e das petições das almas debaixo do altar no quinto selo (6:9-11). Santos, apóstolos e profetas foram perseguidos e oprimidos por aqueles que habitam sobre a terra. A queda da Babilônia, a meretriz que bebera o sangue dos santos (17:6), foi um passo importante na direção da vindicação total da causa dos servos do Senhor.
A Derrota Total da Babilônia (18:21-24)
A primeira vez que a palavra Babilônia aparece no Apocalipse foi para anunciar aqueda dela (14:8). A última vez que aparece (18:21) é para declarar a sua derrota total e final.
18:21 – Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.
Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar: Foi um anjo forte que procurou alguém para abrir o livro e revelar a vontade de Deus (5:2). Foi um anjo forte que desceu do céu e jurou que o mistério de Deus seria cumprido (10:1-7). Agora, um anjo forte joga a grande pedra no mar, declarando a finalidade do castigo previsto. Jesus usou a figura de lançar alguém no mar com uma grande pedra de moinho pendurada no pescoço para descrever a morte (Mateus 18:6; Marcos 9:42). Este ato simbólico do anjo declara a morte, a derrota total, da meretriz.
Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada: Em relação à interpretação literal ou figurada desta profecia, leia os comentários sobre 18:2. Da mesma maneira que entendemos as profecias sobre a Babilônia histórica, aceitamos estas profecias sobre a destruição da Babilônia simbólica. O ponto não é a forma do castigo, mas sua certeza. Ela afirmou, na sua arrogância, que nunca veria pranto (18:7). Deus declara que ela nunca será vista, e nunca verá a vida! A Babilônia foi jogada no mar e se afundou. Jamais levantará a sua mão contra os servos do Senhor. Compare a profecia sobre a Babilônia antiga em Jeremias 51:63-64.
O estado de morte da meretriz é descrito nas figuras nos versículos seguintes. É uma cidade morta. Não há nela os sons de festa, nem os sons do trabalho de fábricas, nem de produção de alimentos; não há luz, pois a cidade se escureceu. O que acha é apenas o sangue dos santos, motivo da morte da meretriz.
18:22 – E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho.
E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá: A festa acabou! A alegria da música, característica de uma cidade de luxúria e prosperidade, cessou. A Babilônia nunca voltaria a ter a mesma alegria.
Nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará: A cidade era um centro de atividade comercial, mas agora pararam para sempre as atividades de artesanato e produção.
Nunca em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho: Nenhum barulho de produção de alimentos. O silêncio da morte toma conta da cidade.
18:23-24 – Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.
24 E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.
Também jamais em ti brilhará a luz de candeia: Mais um sinal de uma cidade morta. Nenhum som e nenhuma luz.
Nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá: O casamento sempre é um sinal de esperança, de planos para o futuro (Mateus 24:38). Mas a Babilônia não tem futuro; não terá nela as vozes de noivos.
Pois os teus mercadores foram os grandes da terra: A Babilônia foi exaltada e exercia poder e influência sobre os outros. Os motivos do castigo dela são resumidos em dois pontos:
 Porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria: A meretriz seduziu as nações, que participaram com ela na sua prostituição. Este envolvimento dos povos com a Babilônia foi um dos pontos principais deste capítulo.
E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra: Mais uma vez, ele volta ao motivo maior do castigo de Roma. Perseguia os santos e se embriagou com o sangue deles (17:6). Deus castiga a Babilônia como ato de justiça, trazendo a merecida vingança pela perseguição do povo do Senhor. A súplica do quinto selo está sendo respondida!
Conclusão
O anjo de Deus desceu do céu e declarou: “Caiu! Caiu a grande Babilônia” (18:2). Seguiu-se o coro dos habitantes da terra lamentando a queda da grande meretriz. Os reis, os mercadores e os marinheiros repetiam o mesmo refrão: “Ai! Ai da grande cidade” (18:10,16,19). A cena final deste capítulo descreve a cidade, antigamente grande e ativa, tomada pelo silêncio de uma tumba. A Babilônia, por se exaltar e por se colocar em oposição a Deus, foi jogada no mar e totalmente derrotada pelo Senhor. E os santos, os fiéis que não cederam às pressões da perseguição, celebraram a vitória da justiça divina...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

JESUS O SOL DA JUSTIÇA...


                                                     JESUS O SOL DA JUSTIÇA...
Mas, para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e salvação trará debaixo das suas asas." (Malaquias 4.2).
Esta foi a última profecia do Velho Testamento a respeito da vinda do Messias ao mundo. Quando Jesus veio, Mateus testificou, dizendo: "O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na região da sombra da morte, a luz raiou." (Mt.4.16). Jesus é o sol da justiça.
Pensemos um pouco sobre o sol que conhecemos. Essa estrela magnífica nos ilumina todos os dias. Um único sol é capaz de iluminar todo o planeta terra, ao mesmo tempo em que ilumina outros planetas do nosso sistema. Se a terra fosse plana, ficaria toda iluminada ao mesmo tempo, mas como é redonda, tem sempre uma parte "de costas" para o sol, ficando então na escuridão. Da mesma forma, se muitos estão em trevas espirituais é porque deram as costas para Deus. Se muitos estão perdidos na maldade, na condenação, não é por culpa de Deus, nem por incapacidade divina. Está escrito: "A mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado para que não possa ouvir, mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados escondem o seu rosto de vós para que não vos ouça." (Isaías 59.1-2).
Outra questão interessante sobre o sol é que, quando chega a noite, acendemos milhares ou talvez milhões de lâmpadas em toda parte, mas todas elas juntas não chegam a produzir uma mínima porcentagem do calor ou da luz que o sol produz. Isso nos mostra a insignificância dos recursos do homem diante da grandeza das obras de Deus. Do mesmo modo, aquele que vira as costas para Jesus procura muitas lâmpadas para se iluminar e para se aquecer. São tantos falsos deuses, tantos santos, tantos guias, tantos amuletos, tantos talismãs, tantos objetos mágicos, mas tudo isso junto não produz nada que possa substituir a presença de Cristo na vida do homem.
Deixe de buscar luzes artificiais. Vire-se para a verdadeira luz, o sol da justiça, Jesus Cristo, o único Salvador. Ele mesmo disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas. Pelo contrário, terá a luz da vida." (João 8.12). Iluminados por Cristo não erraremos o caminho até às nossas moradas eternas nas regiões celestiais. Aleluia...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

NOEMI MESMO NA VELHICE UMA MULHER AGRADÁVEL A DEUS...

             NOEMI MESMO NA VELHICE UMA MULHER AGRADÁVEL A DEUS...
“Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.  Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.  Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá.” Rute 1:1-7
A vida de Noemi foi marcada de sofrimento e dor. Viveu em um tempo de grande fome e escassez pelas quais passou sua terra,  Belém (significa: casa de pão) de Judá, em Israel. Sua terra passava por um tempo de juízo de Deus. Faltava o suprimento básico para  a sobrevivência familiar.
Casada com o homem chamado Elimeleque, (significa: Meu Deus é Rei), gerou dele dois filhos e colocou os nomes de Malom (fraqueza, doença) e Quiliom (definhamento, tristeza). Os significados desses nomes já demonstram o drama que havia atingido  sua vida pessoal e familiar.
Foi um tempo de tomar decisões difíceis e infelizmente, erradas. Saiu de sua terra, Belém com seu marido e filhos e foi habitar em uma terra distante Moabe, com um povo que sistematicamente fazia guerra contra Israel, em busca de trabalho e provisão.
Nunca é bom tomar decisões em tempo de crise, se não for por absoluta direção de Deus.
Não é bom habitar em terra de inimigos e opositores, pois é terra de maldição.
Sempre, o melhor é estar no lugar e com pessoas que Deus quer que estejamos, mesmo que passemos por sofrimento e dor.
O tempo da escassez passará e virá o tempo de bênção e prosperidade.
Nos dez anos em Moabe, Noemi experimenta grandes tragédias em sua vida. Seu marido e seus dois filhos morrem. Perder seus entes queridos em terra estranha, longe da sua pátria, aumentou mais sua dor e o sofrimento.
Quantas mulheres têm perdidos seus maridos em pleno apogeu de suas vidas, tornando-se viúvas, órfãs do destino?
Quantas mães veem seus filhos serem ceifados no pleno vigor de sua mocidade. Quantas mães têm chorado por causa de tragédias familiares?
Para Noemi, o drama fica maior, quando uma de suas noras, Orfa, resolve também abandoná-la para seguir sua vida. Quando as tragédias nos alcançam são poucos aqueles que ficam ao nosso lado para chorar conosco as nossas dores.
No momento da dor e do fracasso, Deus nos dá um fio de esperança. Rute (significa: plena de beleza ou amiga) sua outra nora, diz para Noemi: ‘você não está só eu estou contigo e ficarei contigo em todo o tempo, nunca me afastarei de ti.’ “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” Rute 1:16,17
O nosso amado Deus sempre provê um consolador, para está conosco nos momentos mais difíceis de nossas vidas. Ele próprio está ao nosso lado para nos amparar e consolar. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.  Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” João 14:16-18
As virtudes de Noemi são bem evidenciadas no livro de Rute, demonstrando vários aspectos e decisões que passamos  tomar em tempo de  lutas e provações.
Ela decide enfrentar a sua dor frente a frente, sem sucumbir e nem estremecer. Retorna a sua terra, a Belém de Judá, terra na qual, mais tarde, nasceria o Salvador da Humanidade. Agora, procura refazer sua vida no centro da vontade de Deus. O melhor lugar para ficarmos é onde Deus está.
Noemi, não sucumbe diante das adversidades, não se paralisa, não morre e não se deixa abater. Uma mulher que acredita no recomeço.
Sabe minha irmã, creia que Deus pode recomeçar, onde as tragédias tentam ocultar as bênçãos que nos são prometidas.
Uma mulher de fibra, forte para suportar os ventos contrários e acreditar que a bonança viria soprar novamente.
Alguns atributos podem ser reputados a essa mulher: Bravura em meio às lutas, fidelidade ao seu Deus mesmo em face às perdas, não teme o recomeço, uma sogra exemplar, esperança quando tudo eram trevas. Boa conselheira, tenacidade para prosseguir cuidando do único tesouro que julgava ter: sua nora Rute.
Muitos dos sofrimentos tentam ocultar as riquezas que Deus tem para cada um dia nós.
Noemi voltando com Rute a Belém, à casa do pão, lugar do centro da vontade de Deus, é abençoada,  quando um parente de seu marido, Elimeleque, chamado Boaz, um homem muito rico, resgata a Rute, que segundo o costume Hebreu pertencia a outro parente. Pagando o preço devido, Boaz casa-se com Rute. Rute 2:1,-13; 3:12,13; 4:1-6,13
Do relacionamento de Boaz com Rute nasce Obede,  que vem a ser pai de Jessé, pai de Davi. Uma posteridade de bênção e prosperidade vem para a vida de Noemi. Rute 4:13-22
Noemi significa literalmente: agradável. Um dia sofreu grandes reveses na vida, mas, Deus transformou suas tragédias em bênçãos quando  ela voltou  ao centro da Sua vontade.
Deus também quer transformar as tuas dores, doenças, tristezas, fracassos, perdas e revertê-las em bênção para tua vida...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SENHOR GUIA O MEU CAMINHO...


                                                  SENHOR GUIA O MEU CAMINHO...
Introdução:
Havia dois caminhos para a terra prometida:
1. O caminho pela terra dos filisteus
2. O caminho através do deserto.
Somos informados que a rota do mediterrâneo podia ser percorrida sob
condições normais entre oito a dez dias.
A estrada levava através de uma área povoada e era fácil, rápida e segura.
Mas não foi o caminho escolhido por Deus.
A Filistia ficava no meio do caminho. Deus portanto os levou para o
sudeste, na direção do mar vermelho.
Ali não havia, estradas, pontes e nenhum sinal visível que os orientasse.
Nenhum recurso visível que suprissem suas necessidades. Deus faz tamvém
assim conosco porque o caminho do cristão é por fé e não por vista.
1. A PROVIDÊNCIA DO CAMINHO MAIS LONGO:
Deus os levava. As previdências eram tomadas por Deus. Não há acidentes para aqueles que andam na vontade de
Deus. Deus mesmo escolhera o caminho para o seu povo. Esse caminho será sem
acidentes.
(Ex 13.17, ver tb 3.17). “Tendo Faraó deixado ir o povo…Deus os levou
Israel. Deixaram de ser servos do Egito para ter outro Senhor. Foram
libertos de uma escravidão para entrar em outra: a escravidão do amor e da
graça.
“Os Judeus não estavam preparados para enfrentar os Filisteus”(1 Co 10.13).
Em previsão amorosa, Deus escolheu o caminho mais longo para seu povo. (Sl
103.13,14).
1.1 Alguns princípios da Estrada mais longa:
a) Vamos analisar primeiro o outro lado. O princípio do caminho mais curto:
Esse é o caminho do mundo; do julgamento; da aceitação humana.
b) Esse caminho que Deus rejeitou é conhecido no mundo como atalho:
caminhos dos atrativos e humanos; das inclinações. Os homens gostam desse
caminho para fugir da monotonia. Muitos entram pelo caminho da luxúria etc.
Esse é o caminho da mentira, do engano, do suborno, da fuga, da mudança
desnecessária etc.
c) Exemplos: Esaú escolheu o caminho mis curto quando vendeu sua
primogenitura por um prato de comida. Hipotecou o futuro em troca de lucros
imediatos; Ver Mt 7.13,14;Lc 13.24). O caminho é estreito. Demas; Saul;
Judas;Simão o mágico; Geazi etc.
1.2 A estrada mais longa inverte a ordem:
É uma caminhada pela fé, e não pela vista.
Caracteriza-se por uma disposição de esperar, confiar em Deus. Devemos ter
certeza de que o caminho do Senhor é o melhor. Cada filho de Deus deve
entender que não há sucesso sem sacrifício, e nenhuma recompensa sem
trabalho.
É preciso que haja obediência, antes que as bênçãos sejam concedidas. Na
obediência está também a renúncia.
A providência da estrada longa era levá-los a uma fé perfeita em Deus.
Educá-los. Essa é a pedagogia de Deus.
2. O PROPÓSITO DA ESTRADA MAIS LONGA:
O caminho do deserto foi o da disciplina. Autodisciplina. Palavra muito
difícil para muitos…
Primeiro Israel precisou conhecer a Deus. Deus os levou para onde o povo
ficava completamente dependente dos recurso divinos. Os homens raramente
aceitam a Deus no tempo da prosperidade.
Quanto mais negra a noite, mais brilhante são as estrelas( Is 55.8-9). Os
pensamentos de Deus são diferentes dos nossos! Deus levou a nação sozinha
através da solidão a lugares estéreis, onde o povo ficava totalmente
dependente dos recursos divinos.”Geralmente o caminho mais longo é o caminho
mais curto de volta para o lar”.
2.1 Propósitos:
a) Demonstrar seu poder (Milagres e maravilhas, no Egito,etc)
b) Receber as lei na solidão do deserto para que pudesse se organizar em
comunidade antes de entrar em Canaã.
c) Para que pudesse aprender a humildade.
d) Isso ficou bem exemplificado nas quatro grandes entregas de Abraão: 1)
Ele não foi chamado logo no começo para sacrificar o seu filho. Este foi o
teste final: Primeiro foi chamado para entregar a sua vida. Separar-se do
povo de sua terra. 2) Depois teve que entregar seus direitos permitindo
que seu sobrinho Ló, fizesse a melhor escolha. 3) Mais tarde, ele se
submeteu a oportunidade de tornar-se rico, quando rejeitou a riqueza
oferecida pelo rei de Sodoma. 4) A prova final veio quando foi chamado para
oferecer o seu filho Isaque como sacrifício.
O propósito da estrada mais longa ainda se discerne melhor quando
acompanhamos a história de Israel através do deserto. Mais tarde o povo
enfrentou muitas batalhas com os filisteus, contudo, no começo, Deus não
permitiu.
3. Duas lições importantes: Conhecer a si mesmo e conhecer a Deus. (Dt
8.2,3).
Deus os levou para o deserto para que Ele pudesse encontrá-los ali; falar
com eles; revelar-se a eles, ensinando-lhes a se conhecerem e a conhece-lo.
Israel jamais conheceria Deus numa estrada feita por Homens. Israel
destinava-se a ser uma nação sacerdotal. Você também jamais conhecerá a
Deus através de métodos
humanos…Quando os filhos de Israel deixaram o Egito, eram indisciplinados;
portanto, tinham que ser treinados na escola do deserto.
4. O Privilégio da Estrada mais longa:
4. 1. Depender de Deus. Você já aprendeu a depender de Deus? Quais são
suas experiências? Em nossa caminhada com Ele, há passagens luminosas, além
das sombras, alegrias além das tristezas, raios de sol além das chuvas ou
tempestades…
Freqüentemente Deus nos conduz a vales escuros para nos ensinar a bênção
da comunhão divina. (Sl 23.4). “Vale da sombra da morte”. O deserto e o
vale são experiências que nos preparam aqui para a estrada que jaz a nossa
frente.
5. As pessoas da Estrada mais longa:
5.1 José e sua trajetória;
5.2 Apóstolo Paulo: Queria pregar aos Romanos, contudo foi para lá preso;
mas da prisão saíram lindas epístolas.
5.3 Cristo: também passou pelo deserto.
5.4 Daniel e seus companheiros;
5.5 João Bunyan; David Livington;
5.6 Gunnar Vingler e Daniel Berg;
Constantemente há ziguezagues em nossos caminhos. Deus não nos prometeu
levar-nos ao céu pelo caminho mais curto
“Não os peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”. (Jo 17.15).
Temos a Escola da experiência. Aprender a não confiar na carne, para
representar Deus. Vamos nos conformar e aceitar a estrada mais longa sem
fazer atalhos...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ESTOU NA COVA DOS LEÕES, MAS DEUS É COMIGO...


                           ESTOU NA COVA DOS LEÕES, MAS DEUS É COMIGO...
Daniel 6
-Introdução: Babilônia é derrotada em uma única noite pelo Império Medo-Persa.
Dario, o Medo conquista a Babilônia: v.1-9
Dario organiza o império: v.1,2
Daniel sobrevive à invasão do Império Medo-Persa e é escolhido pelo rei Dario para ser presidente no Império: v.2,3
Todos tinham inveja de Daniel e procuravam alguma coisa contra ele. Mas Daniel era fiel ao rei e só desobedeceria ao rei para obedecer a Deus: v.5
Como sair da cova dos leões?
Vamos aprender com Daniel como foi perseverante e fiel:
1- A perseguição a Daniel: v.6-9
Os Presidentes, Governadores e Sátrapas foram ao rei Dario e pediram que assinasse um decreto: v.6
 A partir de então todas as pessoas deveriam considerar o rei Dario como um deus e orar somente a ele por trinta dias: v.7,8
Quem não obedecesse seria lançado numa cova para os leões.
O decreto foi assinado e divulgado: v.8,9
Todas as pessoas adoravam ao rei Dario fazendo-lhe pedidos.
2- O exemplo de Daniel: v.10-17
A reação de Daniel foi orar: v.10-17
Daniel orava 3 vezes ao dia em sua janela olhando para Jerusalém.
Por que Daniel orava em sua janela olhando para Jerusalém?
Porque as Escrituras já ensinavam: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.” Salmos 122.6
O exemplo de Daniel:
- Não teve medo;
- Não teve vergonha;
- Disciplina;
- Constância;
- Perseverança;
3- O livramento de Deus para Daniel: v.11-27
Eles vigiaram Daniel e pela janela o viram orando: v.11
Lembraram ao rei sobre o decreto que não podia ser mudado: v.12
Daniel é levado perante o rei Dario: v.13-15
Daniel foi lançado na cova dos leões: v.16
Dario deseja que Daniel se salve: v.16
Daniel passou a noite com os leões: v.18-28
O rei Dario não conseguiu comer nem dormir aquela noite: v.13-15
Mas os leões tiveram que dormir sem comer.
Por que Daniel não teve medo dos leões?
Por que não estava sozinho!
“O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.” Salmos 34.7
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” I Pedro 5.8
Pela manhã bem cedo o rei Dario vai à porta da cova: v.19-20
Daniel responde ao rei Dario: v.21
Daniel conta que um anjo de Deus fechou a boca dos leões: v.22
O rei Dario manda jogar os inimigos de Daniel na cova dos leões: v.21
O rei Dario desfaz o antigo decreto e ordena que o Deus de Daniel seja louvado: v.25-27
Viva em oração!
-CONCLUSÃO: v.28
Daniel sobrevive a impérios e reis: v.28
-Império Babilônio de com Nabucodonosor e Belsazar
-Império Medo-Persa com Dario, o Medo e Ciro, o Persa
E você?
Se você caísse em uma cova com leões? O que faria? Teria medo?
Que tipo de Leão você tem enfrentado?
Viva em oração Seja fiel a Deus.
 Não tenha medo.
 Seja disciplinado.
 Tenha compromisso.
 Cuidado com o pecado.
 Não tenha vergonha de servir a Deus.
 Não espere cair na cova para orar...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE