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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

O LADRÃO NA CRUZ

 

O LADRÃO NA CRUZ

Jesus não foi crucificado sozinho. Dois ladrões ocuparam cruzes uma de cada lado dele (Mateus 27:38; Marcos 15:27; João 19:18). A princípio, ambos ridicularizaram Jesus (Marcos 15:29-32). Mas um deles evidentemente mudou de opinião. "Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:39-43).

O Bom Exemplo do Ladrão

Apesar da história criminosa deste homem, ele se tornou um bom modelo. Ele se arrependeu. Inicialmente, ele tinha se juntado às pessoas zombando de Jesus. Mas, acusado por sua consciência, ele mudou e começou a defender o Senhor. É frequentemente difícil mudar, duro admitir que estávamos errados. É muito mais fácil continuar nos velhos hábitos e ser levado pela maré. Este ladrão mudou de direção e começou a nadar contra a corrente.

Ele temia a Deus. Ele já estava sofrendo uma morte angustiosa, mas entendeu que havia castigos piores do que a crucificação. O próprio Jesus tinha dito, "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mateus 10:28). A ira divina não é satisfeita totalmente por sofrimentos que experimentamos nesta vida. O castigo eterno será bem pior do que qualquer dor física na terra (João 5:14; Hebreus 10:26-31).

Ele confessou sua culpa. Ele admitiu que o sofrimento dele e do seu companheiro foi justo. Vivemos numa época que gosta de transferir a culpa. As pessoas são artistas na fuga da responsabilidade por suas ações, culpando seus pais, seus amigos, sua natureza ou sua má sorte. Precisamos erguer a cabeça e encarar nossos pecados e suas consequências. Precisamos dizer, "pequei", sem acrescentar desculpas. Sempre que cometo um erro, a culpa é minha (1 Coríntios 10:13).

Ele defendeu Jesus. Ele proclamou a inocência de Jesus. Certamente este ladrão já sabia algo sobre ele anteriormente, talvez o tivesse ouvido pregar ou mesmo tivesse-o conhecido pessoalmente. Ele reconheceu o escárnio como injusto e reprovou o outro ladrão. Muitos naquele tempo não estavam dispostos a se expor à rejeição por defender o Senhor (João 12:42-43). Estou envergonhado de proclamar minha fidelidade a Cristo?

Ele acreditou na realeza de Jesus, porque pediu-lhe que se lembrasse dele quando se tornasse rei. Que admirável foi ele ter reconhecido que Jesus seria exaltado justamente no momento de sua maior humilhação. Havia muitos que o tinham visto ressuscitar os mortos e não creram; este homem viu Jesus sendo morto e creu.

Ele pediu misericórdia a Jesus. É difícil pedir socorro, porque não gostamos de nos humilhar e de admitir nossa necessidade. Muitos, mesmo em circunstâncias desesperadoras, como o outro ladrão, continuam a manifestar sua bravura proclamando orgulhosamente sua autossuficiência. Jesus exaltará somente aqueles que se humilham e pedem sua ajuda.

O bom exemplo deste ladrão mostra nossos próprios fracassos mais claramente. Somos tão bons como o ladrão arrependido?

O Ladrão e o Batismo

O Novo Testamento ensina que precisamos ser batizados nas águas para sermos salvos (Marcos 16:16; João 3:5; Atos 2:38; 22:16; Romanos 6:4; 1 Pedro 3:21, etc.). Alguns buscam fugir do peso desse ensinamento, alegando que querem ser salvos como o ladrão na cruz, isto é, sem batismo. A salvação do ladrão prova que não temos que ser batizados para sermos salvos?

1. Se pudéssemos provar que o ladrão nunca tinha sido batizado, não justificaria nossa recusa do batismo. Uma vez que o ladrão estava na cruz, ele não poderia ser batizado. Mas nós não estamos numa cruz e assim podemos ser batizados. Justificar nossa falta de sermos batizados com base no ladrão, seria como argumentar que não temos que confessar Cristo porque alguém não pode falar. Mas nós o podemos.

2. A verdade, contudo, é que o ladrão poderia ter sido batizado. De fato, a evidência favorece essa conclusão. João Batista batizou muitas pessoas com o batismo de arrependimento preparando o caminho para Jesus: "Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados" (Mateus 3:5-6). Quanto mais popular era o batismo de João, mais pessoas eram batizadas por Jesus e seus discípulos: "Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João (se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos)..." (João 4:1-2). A maioria do povo comum da Palestina, portanto, havia sido batizada. Mas o ladrão não era apenas "qualquer um"; ele creu em Jesus e evidentemente sabia bastante a respeito dele. Assim, fica ainda mais provável que ele foi batizado.

3. Não importa se o ladrão tinha sido batizado ou não. Ele viveu antes do batismo da grande comissão, o batismo na morte e ressurreição de Cristo (Mateus 28:18-20; Marcos 16:15-16; Romanos 6:3-4). Ninguém poderia ser batizado na morte de Cristo antes dele morrer, nem ressuscitado do batismo com Cristo antes de sua ressurreição. O novo testamento de Cristo tornou-se válido somente quando ele morreu (Hebreus 9:16-17).

Houve vários salvos pessoalmente por Jesus durante seu ministério (Mateus 9:1-8; Lucas 7:36-50; 19:1-10, etc.). Se essas pessoas tinham sido batizadas no batismo de João, não sabemos; mas certamente não foram batizadas na morte de Jesus, nem acreditaram que Jesus havia ressuscitado. No entanto, foram salvas. Abraão, Davi e muitos outros do Velho Testamento foram salvos sem batismo, e sem crerem que Jesus tinha ressuscitado. Antes da morte de Jesus ninguém tinha que ser batizado com ele na sua morte, nem crer que ele tinha sido ressuscitado, para ser salvo. Mas depois que ele morreu, ninguém poderia ser salvo sem acreditar tanto na ressurreição de Jesus como também ser batizado (Marcos 16:16).

Isto não deveria surpreender-nos. Ainda que eu tenha um testamento que estipula o que deverá ser feito com meus bens após minha morte, enquanto eu estou vivo posso dispor deles como me aprouver. Quando eu morrer, contudo, o testamento entrará em vigor e os meus bens terão que ser distribuídos de acordo com as determinações contidas nele. Enquanto Jesus estava vivo na terra, ele concedia a salvação a quem ele queria; mas depois de sua morte, seu testamento tornou-se a regra pela qual a salvação é herdada. Porque ele viveu antes da lei que determina esse imposto. Mas nós vivemos sob essa lei; portanto, temos que pagá-lo. O ladrão viveu antes da lei que exige o batismo na morte de Jesus. Vivemos sob essa lei, portanto, temos que ser batizados.

Em vez de ressaltar o que Jesus disse ao ladrão, precisamos considerar o que Jesus nos diz. "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Marcos 16:16). Seus apóstolos e profetas pregaram a mesma coisa: "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo" (Atos 2:38). "E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele" (Atos 22:16). "... a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo" (1 Pedro 3:21). É Jesus quem salva, por isso é necessário ouvi-lo para descobrir o que fazer para ser salvo. Tragicamente, alguns olham para a cruz do ladrão em busca da salvação. Por favor, estude O Batismo e a Salvação para ter mais informação.

Apesar de qualquer outra realização do ladrão, esse foi o maior momento de sua vida. Nada é tão valioso como a salvação (Mateus 16:26). É triste que, enquanto Jesus morreu também pelo outro ladrão, o espírito rebelde deste impediu-o de recebê-la. E quanto a nós?
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

EL CANÁ (DEUS ZELOSO).

 

EL CANÁ (DEUS ZELOSO).

Introdução

Toda a criação proclama a glória de Deus (Salmo 19).
Todo o ser que respira, louve ao Senhor (Salmo 150).
Deus manifesta Sua glória através da Sua criação.
Natureza, planetas, galáxias e partículas microscópicas.
Todo ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Os escritores da Bíblia usam emoções humanas para descrever a Deus.
Ele se alegra, Ele sofre, Ele chora, Ele vê e sente.
Êxodo 20:1 “E Deus falou todas estas palavras: 2 “Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. 3 “Não terás outros deuses além de mim. 4 “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. 5a Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus, sou Deus zeloso”.

Duas características de Deus que são refletidas nas mães:
- Amizade

- Zelo

1. Amizade

Deus dá muito valor aos relacionamentos.
4 mandamentos para o relacionamento com Ele.
+6 mandamentos para o relacionamento com o próximo.
Ele criou cada ser humano para ter um relacionamento com Ele.
Você precisa de amigos.
- Honestidade.

- Tempo.

Sabiam que inclusive mães precisam de amigas?
Maridos/pais: devemos dar este tempo para nossas esposas.
Amizades não terminam com uma discussão – ou não era amizade.
Romanos 12:15 “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram”.

2. Zelo

Já reparou como o cuidado de uma mãe é extremo?
Êxodo 34 – nova Aliança (após bezerro de ouro) – ‘sou Deus zeloso’.
Zelo: comprometimento profundo, entusiasmo, ciúmes.
Zelo: sentimento baseado no desejo de se envolver.
Zelo leva a atitudes extremas.
Deuteronômio 4:23 “Tenham o cuidado de não esquecer a aliança que o SENHOR, o seu Deus, fez com vocês; não façam para si ídolo algum com a forma de qualquer coisa que o SENHOR, o seu Deus, proibiu. 24 Pois o SENHOR, o seu Deus, é Deus zeloso; é fogo consumidor”.

A ‘ira zelosa’ de Deus era despertada quando o povo o desobedecia.
O zelo de Deus é provocado quando Israel adora outros deuses (muitas vezes chamado de ‘prostituição’).
O zelo é uma das virtudes de Deus em que Ele se revela à humanidade.
Nosso zelo em manter a honra de Deus e Sua casa.
Romanos 10:1 “Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. 2 Posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. 3 Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus. 4 Porque o fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê.

Zelo precisa de conhecimento. Ambos devem crescer em harmonia.
Desenvolvemos nosso zelo na medida em que conhecemos a Deus.
Provérbios 19:2 “Não é bom ter zelo sem conhecimento, nem ser precipitado e perder o caminho”.

Romanos 10:1 “Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. 2 Posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. 3 Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus. 4 Porque o fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê”.

Desenvolver nosso zelo pelas coisas de Deus quando O conhecemos.
Deuteronômio 32:21 “Provocaram-me os ciúmes com aquilo que nem deus é e irritaram-me com seus ídolos inúteis. Farei que tenham ciúmes de quem não é meu povo; eu os provocarei à ira por meio de uma nação insensata”.

Zelo sem conhecimento é terrorismo.
Recomendações finais para as mães:

Descreva o teu relacionamento com Deus. Tem evoluído como uma amizade saudável? Tem altos e baixos? Como você compararia tua amizade com Deus com outra amizade com uma pessoa?
A quantidade de tempo que você dispõe para conversas regulares com Deus parece suficiente para desenvolver uma intimidade crescente?
Como o zelo de uma mãe pode te inspirar a tratar das coisas de Deus? Compartilhem histórias das suas mães que podem ilustrar o cuidado de Deus pelos Seus filhos.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

LACÍVIA ENTRE OS CRISTÃO

 

LACÍVIA ENTRE OS CRISTÃO

O pecado de lascívia é algo que no momento atual da igreja tem passado por despercebido , mas afinal o que é o ato em si?
A lascívia é um pecado meio .... transparente, apertado, curto, mostrado, olhado, chamado a atenção de pessoas que não são libertas dentro de templos (igrejas) ou qualquer local.
Parece que não faz mal mas é um abismo terrível para nossas vidas, estamos vivendo dias em que satanás tem se infiltrado em algumas mentes fracas, que não vigiam e dão lugar mesmo ao inimigo de nossa alma, a verdade é essa.
Vamos começar pela parte que mais tem afetado, os irmãos.
Há um desfile de moda em várias igrejas por aí, chega no domingo é salto alto pra lá, desfile de saías novas bem justinhas, blusas mostrando degotes de seios firmes, para chamar a atenção mesmo, olhares para todos os lados da igreja, reparando se tem alguém novo ou se não vê um irmão bonitinho....
E poucos dobram seus joelhos para orarem quando chegam na igreja, a maioria ficam zanzando, para todos os lados.
Eu me a trevo a perguntar para você irmã solteira e casada, quantas vezes você reparou em um rapaz, ou passou perto e deu uma olhadinha que fez ele tremer? Teve vezes que você até roçou seu corpo no dele, ou vice e versa, sentiu o calor do seu corpo?

Qual o jogo de sedução você tem feito na igreja? E no seu trabalho idem, não foge da regra quem faz na igreja, no trabalho é pior.
Conheço casos de casais que, na intimidade de seu lar, fantasiam estar com outra pessoa. É chato tocar neste assunto mas preciso, tem casais fazendo fetiche na sua cama. Geralmente os dois sabem quem eles estão imaginando até falam um para o outro, digo isso porque sei de casos pois já escutei de pessoas aflitas pois tinham, quase destruído seu casamento com essa brincadeira em seus leitos. Isso é muito sério mas ocorre.
Por que usar uma roupa que vai perturbar o seu irmão ou você gosta de perturbar os homens? Tem muitos que não são libertos ainda.
Isso é pecado de lascívia, provocar o outro fazer o próximo ti desejar.

Qual o teu caso?
Não tem mais vontade com seu marido ou esposa? Não será isso um claro sinal de que você está longe da vontade de Deus ou isso não é mais importante para você. As coisas espirituais são do passado, hoje vê as novelas que tem sexo, adultério, traição, tem também o big Brothers, ver tudo e muito mais.
Eu nem vou colocar versículo bíblico aqui pois é muito claro mas procure em Eclesiastes cap. 6 e 7, leia com atenção tudo que ali está relatado.
Se há um desejo incontrolável em seu coração de pecar corra ... fuja ... deste que causa este desejo em teu coração.
O pecado da provocação é a porta de entrada para outros que te levaram a perdição espiritual.

Tem irmãs(Os) que gostam do jogo da sedução, mas e o preço?
Tem mulheres casadas que seduzem jovens, para eles se masturbarem em casa, usadas pelo diado. Já vi irmãs sentadas no coral que abriam as pernas mostrando as calcinhas para provocarem os homens.
Quero dizer que somos homens e as mulheres atraem os homens, somente com muita oração para nós livrar deste terrível engano de satanás.
Quantos irmãos preso no pecado da masturbação e não conseguem largar, são casados tem filhos mas continuam a se masturbar, há uma razão para isto.
A masturbação começa aos poucos depois vai aumentando até, não satisfazer mais e começa a ver filmes pôrnos, revistas, até que sai de carro e toma umas cervejas, e pega uma prostituta, primeiro para fazer sexo oral pois o diabo diz que sexo oral não é sexo ... e aí vai, mas tudo começou dentro do templo onde foi adorar ao Senhor.
Mulheres e homens brincam com algo que deixa cicatrizes profundas.
Nunca mais tu serás o mesmo, não pense que hoje vai pecar um pouco e depois volta e fica tudo bem ,engana-se que pensa desta forma.
Vai demorar para restabelecer teu ministério, não pense que é fácil ... pare com isso agora mesmo enquanto tu lê este estudo.
Não é só as irmãs que provocam, os irmãos também, se vestem bem colocam perfumes caros, chegam na igreja com seus carrões, para chamar atenção etc... Tudo isso gera morte espiritual.
Por isso vemos hoje na igreja, tanto marasmo pessoas que entram doentes saem doentes, entram com conflitos de almas saem piores.
Líderes usem o cajado, para levar suas ovelhas para o aprisco. Mensagens de sabedoria humana e nada mais, adulam o pecado nos púlpitos.
A única solução é ver onde tens errado, procurar com Jesus esquecer o que tem te levado a se perder, negar-se a si mesmo, orar e fazer o que você acha que ninguém vai fazer na igreja, seja humilde, procure irmãos que tem uma vida de oração e jejum, procure estar sempre que puder em cultos de libertação, mas importante é VOCÊ QUERER largar todo esse lixo pornográfico de sua vida.
Quantos tem tv a cabo pirata e com tv sexo aberta dentro de sua casa e na calada da noite, os dois vêm juntos os filmes de sujeira diabólicos.
Larga isso!
Quer fazer parte do povo que vai subir para o céu?
Santifique-se mais ainda, ou suje-se mais ainda.
Deus vem buscar uma igreja ou um povo zeloso e de boas obras, peça libertação se esse for seu caso.
Leia a palavra de Deus e tenho certeza que sua vida vai mudar.

Desejo felicidade a todos e paz de Jesus e graça.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

                                      CASAMENTO CRISTÃO SEM A DIREÇÃO DE DEUS

O número de casamentos infelizes está crescendo. O número de divórcios reflete isso. Nos Brasil indicam que a porcentagem de divórcios entre os que se chamam evangélicos é igual a da população de forma geral. Uma pesquisa Gallup indicou que 10% dos protestantes e 10% dos católicos são divorciados e que 26% dos protestantes e 23% dos católicos já foram divorciados em algum momento. Mais de um milhão de crianças, nos Estados Unidos, sofrem o divórcio de seus pais a cada ano e mais de 50% das que nascerão este ano experimentarão o divórcio de seus pais antes de completarem 18 anos. (Veja o Relatório Executivo ao final deste artigo.)

Será que o Brasil seguirá esse rumo? Será que as igrejas evangélicas andarão nesse caminho? Afirmamos categoricamente que Deus ama os divorciados, que a igreja deve ser um lugar seguro para eles, oferecer esperança e um contexto apropriado para restaurar suas vidas. Ao mesmo tempo, se a igreja reflete a sociedade de forma geral quanto ao número de seus membros que procuram o divórcio, temos que admitir que o evangelho perdeu seu poder. A igreja precisa ser um lugar seguro não apenas para divorciados, mas também para os que acreditam no casamento e estão dispostos a lutar por um casamento saudável.Por que o casamento é tão importante para Deus? Por que Ele insiste “que o que Deus uniu, ninguém separe” (Mt 19.6)? Os propósitos de Deus para o casamento incluem:• Revelar a imagem e semelhança d’Ele e os Seus propósitos em nos criar, abrindo um espaço para experimentarmos a comunhão que Ele tem na Trindade (Gn 1.26, 27).• Resolver a solidão que aflige o homem desde antes da queda (Gn 2.18).• Dar a cada pessoa a oportunidade de formar uma nova família, principalmente para aquele cuja família de origem era disfuncional (Gn 2.24; Mt 19.5, 6; Ef 5.31).

• Celebrar, no ato sexual, uma intimidade não apenas física, mas emocional e espiritual. Deus faz questão que esse ato expresse verdadeiro amor, pureza e aliança (pacto), reservando-o, por essa razão, para o casamento (Gn 2.24).

• Dar-nos alguém com quem podemos ser transparentes, autênticos, sem experimentar vergonha (Gn 2.25). O desejo d’Ele é que possamos amar e ser amados sem medo, porque o verdadeiro amor expulsa o medo (1 Jo 4.18).

• Revelar a grandeza do amor de Cristo por nós como sua Noiva, a Igreja (Ef 5.22-32). A história, de Gênesis a Apocalipse, enfatiza o amor de Jesus por sua Noiva e nós recebemos o privilégio de ser um espelho desse amor. Sua aliança, Sua fidelidade e Seus propósitos eternos revelam-se no casamento.

Dessa forma, não devemos ficar surpresos ao saber que Satanás empenha todos os seus esforços para acabar com casamentos saudáveis, prejudicando a muitos, tornando essa união numa relação intensamente infeliz para muitas pessoas. Se Deus, por Sua vez, não fizesse um compromisso de aliança conosco no casamento, não teríamos chances de nos aproximar dos Seus propósitos eternos. Um casamento saudável é realmente glorioso! E um infeliz, pode tornar-se num inferno, destruindo não apenas o casal, mas a família, e espalhando essa herança negativa às gerações seguintes.

Débora e eu trabalhamos com restauração de vidas. Deus nos permitiu fundar o ministério REVER (Restaurando Vidas, Equipando Restauradores). Aprendemos que as dores das pessoas são reais e devem ser levadas à sério para que sejam restauradas. Empatia, chorar com os que choram e ajudá-los a desabafar, a liberar a dor e a experimentar Jesus levando essa dor sobre si são partes fundamentais na restauração de pessoas feridas. Ao mesmo tempo, precisamos entender bem os propósitos de Deus no sofrimento e não nos enganarmos em pensar que a felicidade das pessoas é o supremo alvo da vida ou de nosso ministério.

Tenho conversado com muitas pessoas crentes que experimentam diversos graus de abuso emocional em seus casamentos. Dizem não agüentar mais. Querem, de qualquer forma, algum escape, alguma saída. Isso é preocupante, pois cada um que se divorcia acaba influenciando outros e, se continuar assim, haverá uma epidemia de divórcio na igreja. Mas algo é ainda mais inquietante: perdemos a visão de Deus para o casamento e não acreditamos quando Ele comunica claramente Seu coração quanto a como agir em casamentos infelizes. A Bíblia traduz o coração d’Ele nesse sentido em quatro passagens, com os seguintes temas:

• Mal 2.10, 13-17 – Deus odeia o divórcio e a violência. • Mt 19.3-12 – Não devemos nos divorciar a não ser no caso de adultério. • 1 Co 7.1-17 – Bases bíblicas para o divórcio e novo casamento da parte dos crentes. • 1 Pe 3.1-9 – Como tratar um cônjuge descrente. Quando peço que pessoas infelizes leiam esses textos para ouvir a Deus sobre sua situação, muitas simplesmente desprezam a perspectiva bíblica e continuam focalizando a sua dor, seu sofrimento, sua infelicidade.

O mundo, a carne e o diabo juntam-se para nos convencer de que nossa felicidade é o que deve nortear nossas vidas. Esta crença, e os espíritos atrás dela, enganam o mundo e querem enganar os santos. A teoria do humanismo exalta o ser humano como um deus, ele é o mais importante. O espírito do individualismo exalta o indivíduo e sua realização pessoal. O hedonismo exalta o prazer e o “direito” de orientar a vida pela busca a qualquer preço da felicidade.

Muitas pessoas que sofrem em seus casamentos estão desnorteadas; focalizam mais sua dor que Cristo; preocupam-se mais com seu sofrimento do que em serem fiéis a Ele. Em parte é compreensível, porque quem sofre muito tende a perder a perspectiva sã e equilibrada. O problema aprofunda-se quando os pastores destas pessoas se perdem na dor delas também, apoiando-as na procura de sua felicidade através do divórcio. Essa procura da felicidade perde totalmente de vista as palavras de Jesus, quando disse: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará” (Mt 10.38, 39).

Precisamos lembrar que o sofrimento é parte natural do chamado cristão.

Somos bem-aventurados quando insultados, perseguidos e caluniados por causa de Jesus (Mt 5.11). Paulo considerou tudo como lixo, como perda, como esterco para poder realmente conhecer a Cristo. Ele resume sua visão, dizendo: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte” (Fp 3.10). Deus e a Bíblia lidam seriamente com o assunto do sofrimento. Um livro inteiro da Bíblia é dedicado ao sofrimento injusto (Jó), os Salmos expressam com muita honestidade a dor e sofrimento do salmista; 1 Pedro foi escrito especificamente para crentes que sofrem nas mais diversas situações (na sociedade, no emprego e no casamento). Pedro ressalta que Jesus é nosso exemplo de como enfrentar o sofrimento e que devemos andar em Seus passos (1 Pe 2.21).

Todos sofremos, crentes e não-crentes, doenças, problemas financeiros, morte de alguém querido, assalto, casamento difícil… Como o cristão responde a esse sofrimento pode ou não refletir a glória de Deus e o exemplo de nosso Senhor e Salvador. Caráter forma-se na fornalha. Paulo considera que “os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18). Conheço poucas pessoas que têm sofrido fisicamente tanto quanto minha filha, Karis, que, com uma doença crônica, passou grande parte de sua vida com dor, internada em hospitais e diversas vezes desenganada pelos médicos. Mas a glória de Deus que vejo nela me emociona. Quem sofre no casamento tem um convite para esse caminho de glória. Há também a opção de fugir desse caminho estreito, trocando a glória de Deus por sua própria felicidade.

Lembremos: felicidade e alegria não são sinônimos. Felicidade é circunstancial, afetada por muitas coisas, como desemprego, dor, conflitos e adversidade. Alegria é um fruto contínuo do Espírito (Gl 5.22, 23) e uma expressão fundamental do reino de Deus (Rm 14.7). Saber a diferença e viver nessa alegria não é algo automático; é um aprendizado. Paulo aprendeu a adaptar-se e contentar-se em “toda e qualquer circunstância” através da graça de Deus que o fortalecia (Fp 4.11-13). Deus quer que tenhamos uma alegria que não dependa do nosso cônjuge. Este não tem o poder de dominar nossos sentimentos. Nós mesmos é que escolhemos e somos responsáveis por nossas escolhas. Quando deixamos o nosso cônjuge ter um poder indevido sobre nós, permitimos um tipo de idolatria em nossas vidas que gera uma série de seqüelas, não só para nós, mas também para nossos filhos.

Isso significa que Deus não se importa com nosso sofrimento, que Ele não dá ouvidos ao nosso clamor? De maneira alguma! As Escrituras nos falam constantemente do amor, da misericórdia e da compaixão de Deus. É exatamente por causa do Seu imenso amor que Ele não permite que adotemos práticas que irão nos prejudicar ainda mais. A pergunta mais pertinente é se nós confiamos o suficiente n’Ele para acreditar que os Seus mandamentos existem para nosso maior bem-estar, e que o caminho da obediência é o caminho de bênção para nós e para nossos filhos. Vejamos, rapidamente, o intuito das passagens que falam da visão divina sobre como agirmos em casamentos infelizes. Iniciemos por 1 Coríntios 7, que fala especificamente a pessoas crentes casadas com descrentes. Aqui, Deus chama o cônjuge cristão a olhar para o casamento à luz da eternidade. O alvo não é ser realizado, alegre ou sentir-se bem. O alvo é a salvação do cônjuge e a santificação dos filhos. Se o cristão procura o divórcio quando o cônjuge não quer isso, o não-crente terá bastante razão para sentir-se ferido, magoado e amargurado não apenas com o cônjuge, mas também com o Deus dele (e com a igreja que apóia o divórcio, se for o caso).

Quanto aos filhos, alguém pode até achar que eles viverão muito melhor longe do cônjuge não-crente. Com certeza, se houver violência no lar, uma separação temporária seria indicada. Mas os efeitos negativos do divórcio nos filhos são bem documentados. Também existe um impacto sério no mundo espiritual. Quando Paulo fala que o cristão deve ficar casado para que os filhos sejam santificados (1 Co 7.14), eu entendo que quando um cristão honra a aliança de casamento, obedece a Deus e se comporta com fidelidade e amor num contexto difícil, os filhos ganham uma herança espiritual abençoada que de outra forma não poderiam adquirir. Se houver a quebra da aliança, o afastamento dos planos de Deus, a procura de sua própria felicidade acima de qualquer coisa, também será transmitida uma herança no mundo espiritual para as crianças, porém, amaldiçoada.

Meus pais e sogros tiveram casamentos bem difíceis. Sofreram muito. Mas a herança que eu tenho e a visão que tenho do casamento, de que ele permanece “até que a morte os separe”, fortalece-me tremendamente nos momentos que eu também lido com dificuldades. Passar esse legado para meus filhos é muito maior do que qualquer dinheiro ou posses que poderíamos deixar. Não apenas meus filhos, mas a igreja inteira e o mundo, com todo seu desespero, ganham confiança e esperança de que um casamento saudável é possível. Essa herança alcançará pessoas e gerações muito além da minha família.

1 Coríntios 7 mostra-nos que existe um padrão de comportamento mais elevado para o crente do que para o não-crente. O não-crente não conhece Jesus, não tem o poder do Espírito Santo, não sente obrigação alguma de evitar o que Deus odeia e não sente nenhuma necessidade de obedecer à Palavra de Deus. Ele pode divorciar-se. Paulo diz, porém, que o crente não pode (falaremos de uma exceção que vejo quanto a isso). O crente não pensa primeiro em si mesmo. O propósito de Deus ao criar o homem não é a sua auto-realização e sim que ele O glorifique e desfrute do Pai pela eternidade. O cristão pensa primeiro na glória de Deus e, em segundo lugar, conforme esta passagem, nas conseqüências eternas para seu cônjuge e filhos.

Por incrível que pareça, nas passagens indicadas neste artigo, Jesus, Paulo e Pedro não mencionam sobre a felicidade da pessoa num casamento difícil. Também não mencionam o amor ou a falta do mesmo. Ao falar de razões justificáveis para o divórcio, estes textos tratam de comportamentos objetivos e visíveis: o adultério (Mt 19) e o abandono (1 Co 7). Ainda que, em outro contexto, Jesus fale do adultério que acontece no coração (Mt 5.27-30), em Mateus 19 e 1 Coríntios 7, Jesus e Paulo não estão falando de adultério ou de abandono emocional. Falam de comportamentos objetivos e visíveis que um tribunal de justiça reconheceria.

Jesus, Paulo e Pedro não fazem alusão de como uma pessoa não-crente trata seu cônjuge. Não se referem ao abuso físico ou emocional. O profeta Malaquias sim, indica que Deus odeia o divórcio e a violência (2.16). Uma pessoa casada com um cônjuge violento deve tomar as medidas necessárias para se proteger, colocando limites saudáveis e afastando-se dele quando agir de forma violenta. 

Se alguém não consegue se proteger da violência de seu cônjuge, crente ou não-crente, talvez precise separar-se. Infelizmente, pessoas crentes também podem ser abusivas. Quase sem exceção, abusadores foram vítimas de abuso no passado, provavelmente na infância. A igreja e o cônjuge abusado precisam reconhecer isso e procurar uma forma de tratamento para seus problemas. Ao mesmo tempo, se o abusador for resistente a tratar-se, a prioridade é dar apoio para que o cônjuge e os filhos não continuem a sofrer atos de violência. A igreja nunca pode estipular que se submeter a qualquer forma de violência seja parte do que significa ser “submisso” dentro de um casamento. Se o abusador for membro da igreja, é preciso confrontá-lo e corrigi-lo, seguindo os passos de Mateus 18.15-17 que pode, na pior das hipóteses, chegar à disciplina máxima da igreja. Ela deve ser um lugar seguro, onde pessoas abusadas podem falar a verdade sobre suas vidas e seus relacionamentos e receber a proteção e o apoio necessários.

Existem casos onde uma separação temporária ou até prolongada é indicada. Mas já que Paulo deixa claro que não deve haver separação, eu entendo que a mesma precisa ser feita sob a perspectiva de reconciliação. O alvo da separação temporária é a restauração do casamento. O motivo da separação é a proteção emocional e física da pessoa abusada, visto que, na separação temporária, haverá maiores chances de cura e crescimento da parte de ambos os cônjuges, para que o casamento possa ser restaurado.

Quando um casamento é tão penoso a ponto de um cônjuge agir como se fosse inimigo (sendo ele crente ou não), precisamos voltar às palavras de Jesus sobre como tratar nossos inimigos (Mt 5.43-48; Lc 6.27-36). Seja debaixo do mesmo teto ou separados, Ele nos ensina pelo menos quatro atitudes em relação a esse cônjuge “inimigo”:

1. Amá-lo. Este amor não é um sentimento romântico, mas uma atitude de desejar o melhor para o outro, agindo segundo esse desejo. Muitas pessoas em casamentos delicados queixam-se de que perderam seu amor pelo cônjuge. O amor ágape indicado aqui vem de Deus; não é natural a nós. Esse amor se perde apenas se perdermos o vínculo com Deus. Se perdermos esse amor, nosso problema é maior e diferente do que a falta de um sentimento especial pelo nosso cônjuge.

2. Orar pela pessoa que nos maltrata, intercedendo por seu arrependimento, para que ela caia em si, encontre a Jesus e O veja em nós.

3. Fazer o bem para quem nos odeia. Uma expressão desse “bem” pode ser insistir para que o cônjuge procure aconselhamento ou passe por algum tratamento de restauração como uma condição de continuarem juntos, ou de voltarem a morar juntos, se já estiverem separados.

4. Abençoar quem nos amaldiçoa. Precisamos lembrar que pessoas abusadas naturalmente abusam também. Pessoas feridas naturalmente machucam outras. José do Egito, abusado por seus irmãos, em sua dor, não percebeu que ele também os machucou profundamente. Precisamos abençoar nosso cônjuge, pois, do contrário, faremos mal para ele (veja 1 Pe 3.9).

Eu não tenho dúvida de que essas atitudes são impossíveis para qualquer ser humano que dependa apenas de si mesmo. Precisamos rogar que o Espírito Santo nos encha para amar como apenas Ele pode. Ora, se até as dicas que Paulo dá para casamentos bons e saudáveis, em Efésios (5.21-31), são baseadas na condição de sermos cheios do Espírito (Ef 5.18), quanto mais num casamento disfuncional ou abusador!

Paulo fala de submissão da esposa ao marido (Ef 5.22-24). Não é uma submissão cega. Existem dois níveis de autoridade acima da autoridade humana em nossas vidas: as Sagradas Escrituras e a nossa consciência. Se, por exemplo, o marido quer forçar sua mulher a fazer algo que ela entende ser contrário ao ensino bíblico ou contra sua consciência, ela deve desobedecê-lo, ao mesmo tempo que demonstra respeito e até aceita possíveis punições. (Veja o exemplo de Pedro e João que, respeitosamente, desobedeceram os líderes religiosos, em Atos 5.27-42, aceitando as conseqüências. Essa atitude se tornou famosa através da “desobediência civil”, da parte de grandes líderes, como Gandhi e Martin Luther King.)

Ser maltratado não é algo que necessariamente vai contra nossa consciência. Pedro dá instruções claras e profundas a escravos cristãos para se submeterem não apenas aos bons e amáveis chefes, mas também aos maus. Ele elogia o suportar aflições injustas por causa do nome de Cristo ou por fazer o bem. Chama-os a andar nos passos de Jesus que “quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças” (1 Pe 2.18-23a). Após descrever todo o contexto do escravo e de como Jesus agüentou ser maltratado, Pedro inicia tanto as instruções para a esposa, como para o marido no capítulo seguinte, com as palavras “Do mesmo modo” (1 Pe 3.1, 7). Ele orienta como agir quando somos maltratados pelo governo (1 Pe 2.13-17) ou no trabalho (1 Pe 2.18-21); essas orientações se aplicam aos maus-tratos ou abuso no casamento. Ao mesmo tempo, como já mencionado, isso tem seus limites. Se a saúde física, a vida da pessoa ou a saúde emocional estiverem ameaçadas, uma separação temporária seria indicada.

Retomando o ensino bíblico para casamentos em crise, Jesus enfatiza que o que Deus uniu, ninguém deve separar (Mt 19.6). A aliança do casamento se dá entre três pessoas: Deus, um homem e uma mulher. Em primeiro lugar, divórcio vai contra a natureza de Deus, contra o caráter d’Ele, contra demonstrar que somos parte de um povo fiel que cumpre Sua palavra e mantém Sua aliança. Não deve nos surpreender que Deus odeie o divórcio.

Quando o crente toma a iniciativa para se divorciar, age como um não-crente, não acredita que Deus sabe melhor do que ele, não se submete a obedecer Sua Palavra, escolhe fazer o que Deus odeia e, provavelmente, afasta seu cônjuge ainda mais da presença do Deus Eterno. Paulo ensina que, sendo paciente e perseverando no casamento, poderemos ver uma de duas coisas: o cônjuge arrepender-se ou arrebentar-se. No primeiro caso, salvamos nosso cônjuge e o casamento e resgatamos algo imensuravelmente precioso para nossos filhos. No segundo caso, se o não-crente optar por sair do casamento ou adulterar, ele nos libera dessa aliança, dando-nos até a opção de casar novamente (1 Co 7 e Mt 19).

O que fazer se o cônjuge não-crente ou abusador nunca se arrepende e muda, mas permanece dentro do casamento? Isso talvez seja o maior medo dos cristãos que sofrem em casamentos infelizes. Ainda se for necessário se separarem por motivos de abuso, eles devem continuar com as atitudes indicadas sobre nossos “inimigos”. Alguém que está num estado prolongado de separação pode perguntar “nunca poderei me casar de novo e ser feliz?” Eu entendo que Jesus menciona esse assunto de forma indireta, em seu ensino em Mateus 19. Quando os discípulos acham que a visão de Jesus para o casamento é pura utopia, ele responde: “Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite.” (vv. 11, 12).

Eu enxergo que alguns se fazem eunucos (celibato) por causa do Reino, optando por não entrar na felicidade de um novo casamento porque seus olhos estão fixos em Jesus e Seus propósitos eternos. Aguardando a salvação do cônjuge, entregam suas vidas para Jesus (incluindo suas vidas sexuais), agindo, assim, como verdadeiros discípulos ou filhos de Deus. Isso implica evitar intimidade e qualquer situação que possa levá-los a se envolver emocional ou fisicamente com o sexo oposto. Se, por motivos da violência do cônjuge, um cristão precisa ficar separado fisicamente dele, deve assumir a atitude que Paulo relata no final de 1 Coríntios 7, sobre dedicar-se a Jesus com toda sua energia e tempo, como se fosse solteiro. Ao mesmo tempo, ele precisa ter o cuidado de não deixar o ministério ser um motivo para se afastar das quatro atitudes já indicadas, sobre como se relacionar com seus inimigos.

Seria um pecado a igreja ou um líder pastoral apenas apontar tudo isso e dizer que vai orar pela pessoa que sofre num casamento complicado. Fé sem obras é morta (veja Tg 2.14-17). A igreja precisa oferecer diversas formas de ajuda para essa pessoa. As três principais são:

1. Grupos familiares, um contexto onde a pessoa abusada pode experimentar um lugar seguro, um ambiente familiar saudável e aprender, se não sabe ainda, como relacionar-se de forma sadia.

2. Grupos de apoio compostos especificamente de pessoas com problemas que não conseguem resolver. Aqui ela encontra companheiros de jugo, um lugar onde pode ser realmente honesta, transparente e autêntica em seus altos e baixos, e um contexto no qual tratar seus próprios problemas emocionais. 

3. Casais apoiadores. Estudos feitos nos Estados Unidos (que são citados no site, indicado no relatório ao final deste artigo) demonstram que a porcentagem de divórcios caiu de forma marcante e visível não apenas em uma igreja, mas em cidades inteiras, onde casais saudáveis e capacitados adotaram e acompanharam casais com dificuldades.

igreja precisa acordar, erguer-se e ser eficaz em resgatar casamentos em crise. Precisamos parar de oferecer apenas “curativos” para pessoas que sofrem de câncer no seu casamento, e dar apoio, esperança e formas práticas para que elas passem de vítimas a sobreviventes e vencedoras. Quando um cristão se divorcia do seu cônjuge, de alguma forma muito profunda, está comunicando que falhou na relação mais fundamental de sua vida. Mas ele não falhou sozinho. A igreja precisa reconhecer que também falhou ao não dar o apoio, o conselho e a ajuda necessários.

Se a igreja oferecer tudo isso e o crente ainda decidir divorciar-se, resta ainda um passo difícil do “amor que tem que ser firme”, um passo que muitas igrejas hoje em dia não têm coragem ou integridade para tomar. Quando uma pessoa decide violar consciente e abertamente o ensino bíblico, os passos de confronto e disciplina em Mateus 18.15-17 devem ser seguidos. Como podemos dizer que levamos o casamento a sério se passamos a mão na cabeça de pessoas que optam em, explicitamente, desobedecer o ensino bíblico nesta área? Em nome de enxergá-las como vítimas, coitadas, doloridas, feridas e não sei quantas outras coisas, apoiaremos a desobediência explícita à Palavra de Deus? Se fizermos isso, abandonamos tanto o amor verdadeiro, como a autoridade das Escrituras. Desafio a igreja a erguer-se, tanto no consolo, aconselhamento e apoio verdadeiro, como em defender o ensino e a prática da visão bíblica do casamento.

Deus tem uma visão gloriosa da aliança do casamento que demonstra Seu caráter e propósitos divinos. O cristão casado com uma pessoa difícil ou abusadora precisa manter essa visão. Seu alvo deve ser glorificar a Deus e amar seu cônjuge com a esperança de ver a sua salvação e a salvação de seus filhos. A igreja deve apoiar de forma palpável na procura de restauração de seu casamento, incluindo ensino bíblico e disciplina, se for necessário. Se alguém precisa separar-se para proteger-se da violência, isso deve ser um passo temporário com vistas à restauração do casamento. Dentro ou fora da mesma casa, devemos amar nosso cônjuge, orar por ele, fazer o bem a ele e abençoá-lo. Nosso supremo alvo não é a nossa realização ou felicidade, mas glorificar a Deus e desfrutar d’Ele para sempre.

A cada ano, mais de um milhão de crianças americanas sofrem o divórcio de seus pais; além disso, metade das crianças que nascerão este ano de pais que estão casados, irão vê-los divorciando-se antes de completarem 18 anos. A evidência crescente nos jornais de ciências sociais demonstra que os efeitos devastadores físicos, emocionais e financeiros que o divórcio gera nas vidas destas crianças continuarão na idade adulta e afetarão as gerações futuras.

Esses danos extensos incluem:

• Uma crescente frequência de abusos de todos os tipos. Filhos de pais divorciados demonstram mais problemas emocionais, de saúde e de comportamento; envolvem-se mais em crimes e drogas, e têm níveis maiores de suicídio.

• Crianças de famílias divorciadas têm mais dificuldade em ler, escrever, soletrar e aprender matemática. Também têm maior probabilidade de repetir o ano, de não completar o colégio e de não completar a faculdade.

• Estas famílias que antes do divórcio não eram consideradas pobres veem sua renda cair até 50%. Quase 50% passam para a pobreza após o divórcio.

• A sua vida religiosa, que tem sido ligada à saúde melhor, casamentos mais duradouros e melhor qualidade de vida de família, tende a cair depois do divórcio dos pais. Para maiores informações.

Apóstolo. Comendador Doutor Edson Cavalcante