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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

COMO LIDAR COM OS JOVENS NA CASA DE DEUS


                               COMO LIDAR COM OS JOVENS NA CASA DE DEUS
O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: “Não é bom que o homem esteja só…”(Gn. 2: 18). Lemos, ainda, na Sua Palavra que “Melhor é serem dois do que um…” (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.

Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento. Quantas vezes já se ouviu: “Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)…” ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?
  
O que é ficar ?

Atualmente, a palavra “namoro” está fora de moda…para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens “ficam”. O que é há de diferente?

Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais.” Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre “namoro”, no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.

Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no “sexo livre”. O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.

Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar”, as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas. É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o “ficar” não deve ser uma prática para esses jovens.
  
E o transar ?

Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito “careta” quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho – de pessoas mais velhas e – pasmem! – de ”irmãos e irmãs” da igreja. Além disso, as jovens ficam com medo de “perder” aquele rapaz “lindo e maravilhoso” e cedem à tentação, quando ele diz: “Querida, prove que me ama realmente e transe comigo… “Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela – apenas ela – vai enfrentar! Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: “Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver “uma vida dupla: na igreja, são os 'certinhos'; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem.”

Mas a Palavra de Deus condena o “transar”, pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira.  “Em Gn. 2:24, lemos: 'Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.' Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do 'deixar pai e mãe', com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país. Num segundo passo, o homem 'se une à sua mulher'. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão 'uma só carne'. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16).”

Deus não estimula, de jeito algum, a “transa”. Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5. Entretanto, Hb. 13:4, Deus valoriza o casamento. Lemos ali: “Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”. Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. “Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em Dt. 22:13-21.”

Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você.

Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição. já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em Eclesiastes 12:1 “Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver.”

A oração ainda é essencial
Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração. Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus est
á abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

O fim do namoro é o casamento
A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.

É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem “transado” com a namorada – isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela. Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é “o templo do Espírito Santo” e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua “namorada” com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. “Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.

“Deus criou o sexo, e o chamou de casamento”

Por que muitos jovens cristãos praticam sexo antes do casamento?

Em setembro de 2002, a Igreja evangélica no Brasil foi surpreendida por uma alarmante pesquisa elaborada entre os anos de 1994 e 2000 pelo Ministério Lar Cristão (um ministério que promove valores cristãos às famílias e aos jovens) – e revelada pela revista Eclésia (edição 81). Segundo dados da pesquisa, “52% dos jovens crentes transam antes do casamento. A idade média da primeira relação sexual é de 15 anos; 17% das adolescentes acabam engravidando”. Além de espantoso, os dados dão margem para a seguinte discussão: Mesmo com todos os ensinamentos bíblicos, o que estaria acontecendo com os jovens evangélicos? Por que muitos não conseguem esperar o casamento?

Esta pesquisa é apenas a ponta de um iceberg do que está acontecendo no meio da Igreja. É cada vez maior o número de jovens e adolescentes que têm se entregado ao sexo precoce. Não são poucos os que procuram os gabinetes pastorais para relatar tal cousa.

Porém o assunto é mais sério do que se pensa, pois envolve o lado espiritual. E quando o lado espiritual é afetado, milhares de jovens se “esfriam”. Deixam de freqüentar os cultos e acabam de vez entrando numa vida de pecado e muitas vezes sem volta. Muitos cultos de jovens, antes lotados, hoje estão vazios. Onde estariam eles? É triste dizer, mas muitos deles estão entregando sua vida ao sexo descartável em motéis espalhados por aí, ou então na própria casa dos pais, quando estes se encontram ausentes.

“Infelizmente muitos jovens evangélicos não têm tido temor de Deus no que diz respeito ao seu relacionamento físico”. Quem afirma é o pastor e escritor Ciro Eustáquio Lima de Paula que, juntamente com sua esposa, Iara D`Arc Diniz Lima de Paula lidera a Rede da Família da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. O pastor Ciro ainda vai mais longe: “Os jovens têm sido envolvidos pela sensualidade, pela mente do mundo, dando vazão aos prazeres da carne. Atualmente os relacionamentos são avançados, por isso muitos jovens ficam abrasados; motivo pelo qual acabam acontecendo os “amassos” e as relações sexuais”.

O sexo precoce e antes do casamento é, sem dúvida, um desafio à Igreja do século XXI. É preciso desenvolver, à Luz da Palavra, estratégias para que os objetivos em relação a este assunto sejam alcançados. Os jovens precisam ser olhados de perto pelos seus líderes, que devem orientá-los para a necessidade de um relacionamento segundo o propósito de Deus.

O jovem cristão e a masturbação

Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo “livre” de vida…

Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo “livre” de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo. Em Gênesis 1:28, Deus disse ao homem: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”, ou seja, o sexo tinha uma função procriativa e fez Deus uma mulher idônea para Adão para que, dela, ele desfrutasse e, com ela, enchesse a terra (Gn 2:18).

Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. Com tamanha sobrecarga de “normal” (sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos drogados é normal, você tem que aceitar…), porque não devemos ensinar nossos filhos a se masturbarem? Não é normal?

Vamos falar de áreas cinzentas da moralidade

Ao considerar as questões sexuais que não estão especificamente relacionadas na Escritura, tenha em mente certas experiências pré-sexuais que conduzem facilmente à lascívia ou à luxúria.

Nossos pensamentos

A batalha pela pureza sexual sempre começa na mente. Aquilo em que pensamos constantemente, acabamos fazendo. Enchemos nossa mente com o bem ou o mal, o puro ou o impuro, o certo ou o errado. Muitos crentes tentam abrigar ambas as tendências em seus pensamentos.

O pecado sexual declarado é concebido na mente, desenvolvido em várias experiências pré-sexuais, e finalmente torna-se realidade, quando a oportunidade aparece. Não somente a imoralidade resultante é pecado – os pensamentos impuros também são pecados. As palavras de Jesus, no Sermão da Montanha, são freqüentemente citadas a este respeito: “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27,28). Não se confunda, a ponto de dizer: “Visto que já pequei em meu coração, posso também pecar com o corpo”. Estes pecados não são os mesmos! Um é o pecado da mente, e em pensamento apenas uma pessoa peca. O outro é um pecado da mente e do corpo, e, com o corpo, duas pessoas pecam. Na mente, não há união física. Com o corpo, os dois chegam a se conhecer um ao outro de maneira irreversível. Note que, em Mt 5:28, Jesus menciona não apenas olhar, mas olhar para cobiçar. Isto implica um desejo ativo, imaginando uma união ou contato sexual.

Paulo diz que o crente de espírito controlado, na batalha espiritual, está “levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (II Co 10:5). E Pedro diz: “Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios… não vos conformeis às concupscên
cias que antes tínheis na vossa ignorância” (I Pe 1:13,14). Não podemos impedir todo pensamento impuro de entrar na mente, porém somos realmente capazes de controlar os pensamentos que permanecem e se desenvolvem.

Nossos olhos

O que nossos olhos vêem e lêem produz e controla a maior parte de nossos pensamentos. As Escrituras ensinam que os olhos são a “candeia do corpo” (Mt 6:22,23) e que se os “olhos forem maus”, o corpo “será tenebroso”. Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.

O apóstolo João adverte contra a “concupiscência dos olhos” (I Jo 2:16). Salomão escreveu: “Dirijam-se os teus olhos para a frente e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos” (Pv 4:25,26). Salomão também diz: “Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. Porque cova profunda é a prostituta; e o poço estreito é a aventureira” (Pv 23:26,27).

Devemos nos afastar da pornografia que vem sendo despejada em nosso caminho, lembre-se: “os olhos são a candeia do corpo”. Se você não resiste à tentação, não olhe. Você não pode ser tentado a se masturbar se estiver lendo passagens da Bíblia.

Masturbação é pecado? A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.

Masturbação é pecado?

A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.

Há muitos mitos sobre a masturbação, em escritos católicos e protestantes antigos, a este respeito. Alguns destes mitos são que a masturbação causa danos físicos, que destruirá a habilidade sexual no casamento ou que causará distúrbios emocionais. Estes mitos eram basicamente táticas para amedrontar e tinham pouca base em fatos.

Não há passagem específica na Escritura que fale diretamente da questão da masturbação. Há quem chame a atenção para Gn 38:8-10 e I Co 6:9-10. Concordo com o escritor Herbert J. Miles, que estas passagens não falam de masturbação.

Mesmo assim, a Bíblia fornece orientações que lhe permitirão decidir se a masturbação é pecado ou não. Reflita sobre as seguintes observações:

1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos u indulgência para com o apetite; dedicado aos ou preocupado com os sentidos” e “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?

2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: ” Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27,28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?

3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.

4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3).

5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12). Paulo também diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12). Você é escravo da masturbação?

Reflita sobre os cinco enunciados acima, para determinar se, para você, a masturbação é pecado.

Liberte-se!

O impulso sexual é uma parte normal, dada por Deus, de qualquer homem ou mulher saudável. Envergonhar-se disto é duvidar da bondade de Deus para conosco. Abusar dele é contrariar a graça que Deus tenciona para nós. Ele nos criou com muitos impulsos e desejos, que podemos desenvolver ou usar de maneira errada. Como um deles, o impulso sexual ativa ou destrói os relacionamentos, de acordo com seu controle e aplicação.

A masturbação é um problema comum. Não devemos ter medo de conversar sobre ela nem de ajudar as pessoas a superá-la. Homens e mulheres acham que é um hábito igualmente opressivo, e buscam ajuda para a superação do problema. Compaixão, e não condenação, deve ser nossa resposta.

Minha conclusão é que a masturbação não deve fazer parte da vida do crente. I Coríntios 6:18-20, Gálatas 5:19 e I Tessalonicenses 4:3-7 são passagens que falam sobre a questão do uso de nossos corpos devidamente no sexo. Embora não possamos assentar todos os argumentos que dizem que a masturbação é pecado, não podemos negar que ela é resultado da lascívia e da paixão. Mas, na liberdade da graça de Deus, podemos escolher fazer o que é sagrado e direito aos olhos de Deus.

O Senhor nos chama para dar um testemunho diferente do que o mundo sugere

Quem andar pela cidade de Maceió e prestar atenção vai reparar na hora: os ipês-amarelos estão floridos. Nem é preciso ser um observador tão atento assim. As flores de um amarelo vivo se destacam em qualquer paisagem, seja entre os edifícios cinzentos ou em meio a outras árvores. Esteja onde estiver e seja de que altura for, um ipê-amarelo florido se destaca onde está. Ele faz a diferença, colorindo a paisagem com sua vida e com a sua beleza.

A metáfora do ipê amarelo devia fazer parte da vida do jovem cristão todos os dias. Em meio a situações adversas ou em um ambiente pouco favorável – como os edifícios cinzentos das cidades grandes – lá está ele, dando cor ao ambiente, com um testemunho diferente de todas as outras pessoas. Não há como passar sem observá-lo, sem admirá-lo.

Mesmo entre outros jovens – as demais árvores que estão por perto – sua postura é diferente, porque ele não se alegra em fazer o que os outros fazem ou em se omitir e passar despercebido onde está. O ipê sabe para o que foi criado: para florescer onde estiver, pintando o mundo com o colorido do amor de Deus.

Nos dias atuais, ser jovem não é fácil. Ser cristão, então, nem se fala. As pressões vêm de todos os lados, exigindo atitudes para ser aceito, para ser considerado moderno, para ser tido como “normal”. “Tem namorada?”, “Consegue ´pegar´ quantas em uma noite?”, “Vai à balada hoje? Nossa! Vai para aquela igreja de novo? Você não enjoa? Que chatice!”, “Vamos sair para tomar uma?”, “Já fez vestibular? Não?!”, “E aí, já arrumou emprego?”.

Quem não tem respostas para todas as perguntas, não usa roupa da moda e não se porta como o mundo deseja não pode fazer parte do grupo dos “normais”. Mas, peraí, quem disse que o jovem cristão quer e deve ser como
os demais?

A barulheira do mundo às vezes é tão ensurdecedora que nos faz esquecer do que almejamos para a vida. Não queremos fazer o que todo mundo faz. Não queremos ir aos lugares que os outros vão para nos sentir bem. Não precisamos de nada disso. Lembre-se da metáfora: não nascemos para ser como as outras árvores.

Só a certeza de que somos portadores de uma Verdade e de um amor transformadores pode nos fazer jovens de destaque. O Senhor nos chama a cada dia para essa difícil missão de dar um testemunho diferente do que o mundo sugere. Ele nos chama a cada dia para um compromisso que o mundo não é capaz de oferecer ou de cumprir.


Mas o desafio de florescer como ninguém mais, em um ambiente muitas vezes árido e insípido, não é para qualquer um, só para os corajosos. “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno.” (1 João 2.14.) Quando passear pela cidade e avistar um ipê-amarelo, pense nisso.

Creiam no que falo: Quando a Organização Mundial de Saúde-OMS, divulgar o número de pessoas IDEÉTICOS no mundo, aproximadamente 40% serão evangélicos, pois com esse modo de ficar e transar antes do casamento tem destruído muitas pessoas, porém, fazem vista grossa e o caso é sério, ouso dizer é uma das taças de Apocalipse sobre 1/3 da raça humana.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

JESUS ONTEM, HOJE E ETERNAMENTE


                                          JESUS ONTEM , HOJE E ETERNAMENTE
João 1.6-14
“Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem…”

Jesus é o centro do cristianismo e de nossa fé. Mas também é uma pessoa que deixou marcas profundas na história do mundo. O ser humano já produziu muito nos campos da religião, arte e lite­ratura inspirados em Sua pessoa. Muitos são os entendimentos sobre Jesus e as definições sobre Sua pessoa, mas existiu apenas um Jesus. Uma música cristã que cantávamos antigamente dizia: “Muito embora um só Jesus exista, nem todos sabem vê-Lo como é…” E é exatamente esse o assunto da lição. Quem é Jesus? Deus ou homem? Homem-Deus ou Deus-Homem?

1. A humanidade de Jesus

Cremos que Jesus era homem e Deus ao mesmo tempo. Primeiro vamos estudar alguns elementos que podemos notar na pessoa de Cristo os quais provam que Ele era 100% humano. Nesse estudo, precisare­mos usar muitas referências bíblicas. Então, tome a sua Bíblia e mãos à obra.
1.1 Ele teve um corpo humano
Nasceu como todo ser humano (Lc 2.7). O nascimento de Jesus foi natural, embora com diferencial milagroso. Sua concepção foi pelo Espírito Santo e Seu nascimento virginal. Jesus nasceu como humano e assim teve a natureza humana aliada à Sua divindade. Foi o nascimento virginal de Cristo que tornou-Lhe possível a existência da natureza hu­mana sem a herança do pecado. Jesus foi concebido pelo Espírito Santo e assim teve a herança do pecado de Adão quebrada ao nascer. Conforme Lucas 1.35, Deus declara que Seu filho nasceria Santo.
1.2 Ele teve desenvolvimento intelectual e físico (Lc 2.40,52)
Os versículos apontam para o crescimento de um menino nas áreas física, intelectual e espiritual.
1.3 Ele sentiu emoçőes humanas
Vamos ver alguns exemplos: compaixão (Mt 9.36), amor (Jo 11.36), pesar (Jo 11.35; Mt 26.38) e indignação (Mc 10.14).
1.4 Ele teve desejos humanos
– não sofrer (Mt 26.39);
– obedecer (Lc 9.51).

1.5 Ele teve necessidades humanas
Ele sentia fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), sono (Mt 8.24) e cansaço (Jo 4.6).
1.6 Ele foi reconhecido como homem
Por Si mesmo (Lc 19.10) e também pelos outros (Mt 13.55; 1Tm 2.5).
1.7 Ele foi chamado de “filho”
Essa palavra descreve não só descendência, mas também parentesco imediato. São três expressões diferentes no Novo Testamento: Filho de Maria (Mc 6.3), Filho de Davi (Mt 22.42-45) e Filho do Homem (Mt 9.6; Mc 2.10; Lc 5.24).
Você pode estar se perguntando: por que estudar a divindade de Cristo? Porque ela tem grandes implicações para a nossa fé. Millard Erickson nos dá algumas ideias que serão resumidas a seguir.
  • Ao ser enviado como membro da raça humana, Jesus qualificou-Se para ser o redentor, como representante da raça (Rm 5.12,18).
  • Ele experimentou tudo o que um ser humano experimenta: sentimentos, necessidades e limitações. Lemos em Hebreus 4.15 que por causa disso pode nos compreender me-lhor e demonstrar compaixão como nosso Sumo sacerdote, ou seja, alguém que é mediador do sacrifício para perdão dos nossos pecados.
  • Jesus mostrou o que era ser verdadeiramente humano. Algumas vezes resistimos à ideia da humanidade autêntica de Cristo porque sempre ligamos humanidade a erro e imperfeição. Mas Jesus, assim como Adão (antes da queda), era um exemplar perfeito da humanidade sem pecado.
  • Ele Se tornou nosso exemplo. Orou, dependeu de Deus e Se sujeitou à vontade do Pai, ainda quando isso incluiu sofrimento (1Pe 2.21).
  • Jesus Cristo, também chamado de Emanuel, foi Deus no meio de nós. Foi exemplo vivo da transcendência de Deus que veio viver no meio dos homens. Essa verdade nos dá confiança do interesse que Ele tem de ainda agir em nosso meio (Jo 1.14).

2. A divindade de Jesus

Você precisa ter em mente que cremos que Jesus era 100% homem e também 100% Deus. Usando a Bíblia como nosso instrumento principal, vamos estudar referências sobre a divindade de Cristo.
  1. Ele possui atributos que só Deus tem. Nenhum humano comum possui: autoexistência (Jo 5.26), imutabilidade (Hb 13.8), eternidade (Hb 7.3); onipresença (Mt 28.20).
  2. Ele fez coisas que só Deus pode fazer: criar o mundo (Jo 1.3), perdoar pecados (Mt 9.1,2), executar julgamento final (Jo 5.22).
  3. Ele recebe adoração. Os apóstolos eram homens consagrados, mas nunca aceitaram adoração (At 14.8-18). Jesus foi adorado por anjos (Hb 1.6; Ap 5.12,13) e por homens (Jo 9.38; 20.28; Mt 2.11; 14.33; 28.9,17).
  4. Ele possui títulos que só Deus tem, por exemplo: Jeová, que no Novo Testamento é tra­duzido por “Senhor” (Lc 2.11; 5.8), e “Filho de Deus” (Lc 1.35, Jo 5.18).
  5. Ele mesmo declarou ser Deus (Jo 5.18; 8.24,28,58; 10.30-33).
  6. Outras referências bíblicas (Jo 1.1; Rm 9.5; 1Jo 5.20).
Temos que pensar também em quais são as implicações da divindade de Cristo para nossa fé. Novamente com base em Erickson vamos resumir algumas delas:
  • podemos ter conhecimento real de Deus. Jesus não só anunciava a salvação, mas era o Deus que trazia salvação aos homens. Ele mesmo disse “quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9);
  • a redenção está à nossa disposição. O sacrifício de Jesus foi suficiente para a salvação de todo o que crê (1Pe 2.24);
  • Deus e os homens tiveram um novo relacionamento. Não houve intermediários, nem anjos e nem profetas. O próprio Deus veio até nós (Hb 10.19-22);
  • Ele é Deus e deve ser adorado como tal. Um dia será adorado por todos (Fp 2.10-11).

 3. A uniăo das duas naturezas

Nossa doutrina afirma que Jesus era, e é, plenamente Deus e plenamente homem. Essas duas naturezas não transformam Jesus em duas pessoas e, sim, numa pessoa com duas naturezas.
Estudamos isoladamente passagens que provam tanto a humanidade quanto a divindade de Cristo. Agora precisamos estudar algumas passagens que nos dão indicação das duas natu­rezas atuando juntas em uma única pessoa.
A primeira passagem é João 17.21-22. Nesse texto, o homem Jesus declara ser um só com o Pai. A referência nada declara sobre a humanidade de Jesus, mas o fato Dele mesmo declarar Sua divindade mostra que tinha o entendimento de que, mesmo sendo homem, possuía uma natureza em comum com o Pai, ou seja, a natureza divina.
Outros dois textos são importantes para nosso estudo (Jo 3.13 e 1Tm 3.16). Em João temos o uso do termo Filho do Homem (humanidade de Cristo) com a referência sobre ter descido do céu (divindade). Em Timóteo encontramos uma referência a Cristo no céu antes de Sua encarnação (contemplado por anjos – divindade), Sua encarnação como homem (ma­nifestado na carne – humanidade) e depois na Sua ressurreição e ascensão aos céus (recebido na glória – divindade e humanidade). Os dois textos sugerem harmonia e plenitude das duas naturezas. Nem esses e nem outros textos bíblicos sugerem revezamento, contradição ou mes­mo luta entre elas.
Na história da igreja, teólogos e intérpretes das Escrituras têm tentado propor soluções. Algumas delas boas, mas outras se tornaram desvios da doutrina bíblica de Cristo. O assunto é complexo, pois as duas naturezas têm características completamente opostas. Veja um resu­mo rápido de algumas delas.
  • Ebionistas – Séc II – Jesus era um homem notável com dons muito especias.
  • Docetistas – Jesus era Deus e parecia humano.
  • Gnósticos – Jesus e Cristo eram duas pessoas diferentes. Jesus era homem filho de Maria; Cristo era um espírito que veio sobre Jesus no batismo e O abandonou na crucificação.
  • Arianos – 280 d.C. – Jesus é a criação mais importante.
  • Eutiquianos – Jesus era só Deus e não humano.

Conclusăo

 Sinteti­zar o que estudamos nesta lição: “Permanecendo o que era, tornou-se o que não era”. Eterna­mente Deus quando Se encarnou, Jesus continuou sendo Deus e Se tornou humano. Ele era verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 22 de setembro de 2019

O GALARDÃO


                                                                 O GALARDÃO
Falar de Galardão não é tão simples assim, até poderia escrever muitas coisas sobre este assunto. Mas acho que devemos tomar cuidado com certos assuntos, pois eles podem nos desviar do tema principal: A Salvação em Cristo, Jesus.
A palavra grega que encontramos no Novo Testamento em grego, transliterada (escrita em caracteres da nossa própria língua) para galardão é misthós, que significa salário (Romanos 4.4) ou recompensa (Mateus 5.46). Galardão, portanto, pode ser entendido como recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Coríntios 5.10).
Podemos entender que existem várias categorias de galardões. A Bíblia os menciona em Mateus 10.41 através das expressões "galardão de profeta" e "galardão de justo" essa divisão em categorias. Entretanto ela não especifica quais são os galardões que pertencem a que categoria.
Encontramos também a explicação de COROAS que indicam “prêmios” recebidos (galardão) por desempenhar determinadas tarefas. No mundo antigo, a coroa tinha mais significado que hoje, claro porque havia mais reis! Mas em competições, por exemplo, o vencedor recebia uma coroa de louros ou depois de uma vitória em uma guerra havia vários tipos de coroas para identificar o grau de envolvimento e a intensidade da vitória alcançada. Assim, fica mais fácil de entender porque é usada essa forma de explicação para “recompensas” que os seres humanos receberão por ter desempenhado uma tarefa ou não, já que o texto Bíblico mostra que as pessoas receberão galardões de acordo com sua atitude, positivas ou não, galardões considerados bons ou não.
Existe até uma forma de classificar os “galardões positivos” e como são alcançados, de acordo com o que segue:
CoroaComo GanharFonte Bíblica
AlegriaGanhando almas  1Tessalonicenses2.19 - Filipenses 4.1
1Tessalonicenses2.19
Filipenses 4.1
VidaSuportando provas, aflições e tentações, e mesmo assim permanecer fiel -
 Tiago.1.12 - Apocalipse 2.10
Tiago.1.12
Apocalipse 2.10
IncorruptibilidadeNegando-se a si mesmo - 1Coríntios 9.251Coríntios 9.25
GlóriaCuidando do rebanho - 1Pedro 5.41Pedro 5.4
JustiçaAnsiando pela volta de Cristo - 2Timóteo 4.82Timóteo 4.8
    
Não podemos negar que a Bíblia relata que existem os galardões. Também não podemos negar que receberão galardões todas as pessoas, ou receberam galadões considerados bons ou receberão galardões considerados ruins, sempre levando em conta suas atitudes. Isso é fato!
Mas há um detalhe que quem se preocupa com a busca de galardões acaba esquecendo: para receber qualquer galardão considerado bom, qualquer um dos que foram apresentados acima, existe a necessidade de salvação primeiro. E, uma vez salvo, quem vai agir em nós e através de nós e o Próprio Senhor. Ele planta e rega! Ele dá inspiração, força e gera a atitude, se deixarmos. Quem fará, se deixarmos, será o Senhor através de nós e receberemos galardões por ter deixado o Senhor agir através de nós, por desprendimento, por negação da própria vontade.
Não haverá galardão, não haverá coroa, nada que consideramos bom se não nos preocuparmos primeiro com a Salvação. Haverá uma conseqüência, haverá galardão, de qualquer forma! Mas para recebermos esses que consideramos bons, só buscando a salvação. E naturalmente iremos agir da forma correta, pois será o Senhor agindo através de nós.
Por isso, registro: mais importante que se preocupar com os galardões (que virão, é inegável), devemos nos preocupar com que tipo de galardão iremos receber. Se estivermos Ligados ao Senhor através da Salvação, receberemos aqueles que estão registrados na tabela acima, de acordo com aquilo que o Senhor gerar em nós para realizarmos, de acordo com o que o Senhor quiser fazer através de nós e, claro, por deixarmos Ele agir através de nós. Ele poderá querer realizar muitas coisas através de nós, mas nós devemos deixar Ele agir. O galardão estará condicionado, assim, a deixarmos o Senhor agir através de nós. O quanto formos obedientes. Aí, haverá galardão.
Não haverá galardão apenas por ação, pois corremos o risco de fazer o que nós queremos e não o que o Senhor quer. Não é para realizarmos tudo o tempo todo! O Senhor tem tarefas específicas que quer nos usar para cada ser humano. Não são todos que precisam fazer todas as coisas...
A obediência ao chamado do Senhor para sua vida é que indicará o galardão que você terá para receber. Mas a sua preocupação não deve ser em procurar por esses galardões. Eles são conseqüência de uma vida entregue nas mãos do Senhor. O único galardão que entendo que devemos buscar é o da Salvação em Cristo. Os outros virão como conseqüência de nossa vida de obediência ao Senhor. E o que é conseqüência não pode ser tratado como principal. Conseqüência acontece naturalmente por conta de uma outra situação... Nós estaremos desenvolvendo um tema superimportante que é a recompensa dos fiéis, pois há diferentes graus de recompensa no céu, dependendo de nossa fidelidade a Cristo na terra. Jesus disse: "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Ap 22:12).

Paulo disse que a obra de cada crente vai ser provada pelo fogo e, "se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão" (1 Co 3:14).

Em 2 Coríntios 5 está escrito que todos nós haveremos de aparecer perante o tribunal de Cristo, "para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito" (v. 10)

A distinção entre dádiva e recompensa (galardão) nas Escrituras é bem clara.

A Graça é imerecida; é Dom Gratuito de Deus, recebida pela fé, sem dinheiro e sem preço.

Na Graça o melhor serviço é sem valor, a obrigação não é reconhecida e o valor não é considerado.

Porém, o Galardão é merecido; é o salário pelo serviço prestado, recebido pelas obras através do labor e sacrifício. No Galardão o menor serviço é lembrado, a obrigação é reconhecida e o valor é considerado.

O Galardão depende totalmente do crente; a Graça depende totalmente de Cristo. O Galardão olha para a fidelidade de crente; a Graça olha para a fidelidade de Deus. O galardão reconhece o mais simples serviço; a Graça ignora o melhor serviço.

A linguagem do Galardão é: “Vosso trabalho de amor.” A linguagem da Graça é: “não vem de vós.” A mensagem do Galardão é: “Servi ao Senhor.”

A mensagem da Graça é: “Àquele que não trabalha.” A voz do Galardão é: “Fostes fiel no pouco.” A voz da Graça é: “Nisto está o amor.”

Jesus disse que Ele está vindo de repente, e quando vier, Ele trará consigo recompensas para dar aos homens de acordo com o que fizeram. Isso nos ensina que haverá um tempo de galardão para os Cristãos.

Em 2 Timóteo 4, lemos as palavras de Paulo ao terminar seu ministério: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.

A distribuição das recompensas será logo depois da vinda de Cristo para arrebatar Sua igreja. Deixaremos esse mundo, encontraremo-nos com Jesus Cristo nos ares, iremos à casa do Pai e então haverá um momento para os galardões.

Apenas as obras que sobreviverem o fogo de purificação de Deus vão ter valor eterno e serão dignas de galardão. Aquelas obras preciosas são conhecidas como “ouro, prata, pedras preciosas” (1 Co 3:12) e são essas obras que foram construídas sobre o alicerce de fé em Cristo.

As obras que não serão recompensadas são chamadas de “madeira, feno, palha” na mesma passagem em Coríntios e representam não obras ruins, mas sim atividades superficiais, sem nenhum valor eterno.

Os galardões serão distribuídos no “Tribunal de Cristo”, um lugar onde as vidas dos crentes serão avaliadas apenas com o propósito de distribuir as recompensas. O julgamento dos crentes nunca se refere à punição do pecado.

Jesus Cristo foi punido pelo nosso pecado quando Ele morreu na cruz, e Deus disse: “Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8:12). Que pensamento glorioso!

O Cristão nunca precisa temer punição, mas pode antecipar coroas de galardão que poderemos colocar aos pés de nosso Salvador.

A palavra grega que encontramos no Novo Testamento em grego, transliterada (escrita em caracteres da nossa própria língua) para galardão é misthós, que significa salário (Rm4.4) ou recompensa (Mt 5.46).

Galardão, portanto, pode ser entendido como recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5.10).

Devemos lembrar que a recompensa é como espada de dois gumes: “Vós, servos, obedecei... sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da herança; servi a Cristo, o Senhor” porque “quem faz injustiça receberá a paga da injustiça que fez; e não há acepção de pessoas” (Cl 3:22-25).

Vejamos algumas das coisas que o Senhor há de retribuir naquele dia:

a) Piedade e Conduta Semelhantes de Deus: “Amais os vossos inimigos, fazei o bem, emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa e serei filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35).

Aqui a recompensa gira em torno da conduta e caráter à semelhança do nosso Pai celestial. Devemos amar a todos indistintamente assim como faz nosso Pai. Agindo assim é que seremos “filhos” (Ruiós = filhos maduros, grego) do Altíssimo.

b) Devoção Secreta: “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”(Mt 6:6). Tal oração será respondida e recompensada.

c) Nossa Atitude de Coração: “Não julgueis e não sereis julgados... perdoai e sereis perdoados” (Lc 6:37).

Um servo do Senhor disse que “nossa vida está colocando, palavra por palavra, à sentença sobre nós nos lábios de Cristo.

A bondade e a glória são apenas parte de um todo: a bondade é o lado do sofrimento da glória e a glória é o lado resplandecente da bondade” .

d) Nosso Serviço: “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42). Todo serviço que prestarmos ao Senhor será recompensado.

As medidas da recompensa serão devidamente pesadas pelo Senhor: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo” (Mt 10:41)

Estas declarações manifestam de forma clara a tremenda e bendita verdade conhecida como a “lei da semeadura”: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, na carne ceifará corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6:7, 8).

Lamentavelmente, quando lemos estas palavras nossas mentes se voltam para o problema do pecado. Entretanto, o sentido aqui é mais amplo, pois Paulo continua dizendo... “façamos o bem a todos, principalmente aos domésticos da fé” (v. 10), e no versículo 6 ele disse: “E o que está sendo instruído na palavra, faça participante em todas as boas coisas aquele que o instrui.”

Está claro que o contexto aqui é semear o bem através das boas obras. A expressão “levai as cargas uns dos outros” (v.2) está intimamente ligada com a questão das nossas posses.

Podemos entender que existem várias categorias de galardões. A Bíblia os menciona em Mateus 10.41 através das expressões "galardão de profeta" e "galardão de justo" essa divisão em categorias. Entretanto ela não especifica quais são os galardões que pertencem a que categoria.

Encontramos também a explicação de COROAS que indicam “prêmios” recebidos (galardão) por desempenhar determinadas tarefas.

No mundo antigo, a coroa tinha mais significado que hoje, claro porque havia mais reis! Mas em competições, por exemplo, o vencedor recebia uma coroa de louros ou depois de uma vitória em uma guerra havia vários tipos de coroas para identificar o grau de envolvimento e a intensidade da vitória alcançada.

Assim, fica mais fácil de entender porque é usada essa forma de explicação para “recompensas” que os seres humanos receberão por ter desempenhado uma tarefa ou não, já que o texto Bíblico mostra que as pessoas receberão galardões de acordo com sua atitude, positivas ou não, galardões considerados bons ou não.

Existe até uma forma de classificar os “galardões positivos” e como são alcançados, de acordo com o que segue:

Coroa Como Ganhar Fonte Bíblica

Alegria Ganhando almas (1Ts 2.19 ;Fp 4.1)

Vida Suportando provas, aflições e tentações, e mesmo assim permanecer fiel (Tg 1.12;Ap 2.10)

Incorruptibilidade Negando-se a si mesmo (1Co 9.25)

Glória Cuidando do rebanho (1Pe 5.4)

Justiça Ansiando pela volta de Cristo (2Tm 4.8)

A palavra grega para galardão é misthós , que significa salário (Rm.4:4) ou recompensa (Mt.5:46). Galardão, portanto, são as recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5:10).

A doutrina do galardão não é nenhum absurdo; ela encontra apoio escriturístico suficiente, tanto no Antigo Testamento (2 Cr 15:7; Is 40:10; Is 62:11), quanto no Novo Testamento (Mt 16:27; 1 Co 3:8,14; Ef 6:8; Ap 2:23; 11:18; 22:12).

Ocorre outra palavra grega no Novo Testamento que dá apoio a esta doutrina. Trata-se da palavra grega antapódosis cujo sentido é o de retribuição. Esta palavra é usada tanto no sentido positivo de recompensa (Cl 3:24; Lc 14:12) como no sentido negativo de punição (Rm11:9).

Existem várias categorias de galardões. A Bíblia os menciona em Mateus 10:41, através das expressões "galardão de profeta" e "galardão de justo". Entretanto ela não especifica quais são os galardões que pertencem a categoria de profeta ou de justo.

AS COROAS

Outras passagens do Novo Testamento mencionam os galardões, fazendo referência apenas aos seus nomes e à forma como se consegue obtê-los. São as coroas que se constituem em número de cinco: Coroa da Alegria, Coroa da Vida, Coroa da Incorruptibilidade, Coroa da Glória e Coroa da Justiça.

Coroa da Alegria (1Ts 2:19; Fp.4:1): Esta Coroa será concedida aos ganhadores de alma. Paulo se refere aos irmãos que ele levou à Cristo como sendo a sua alegria e coroa. Portanto aqueles que ganham muitas almas receberão a Coroa da Alegria. Às vezes a coroa é símbolo de alegria (Is 28:1; Ct 3:11; Ez.23:42), e a Bíblia declara que há alegria no céu quando uma alma é ganha para Cristo (Lc 15:7).

Coroa da Vida (Tg 1:12; Ap 2:10): Esta Coroa não é a vida eterna como pensam muitos cristãos. O galardão é dado com base nas obras; a salvação é dada exclusivamente com base na graça de Deus. De maneira nenhuma a vida eterna poderia ser concedida ou obtida por meio da fidelidade dos cristãos nos momentos de tribulação, embora se requeira tal fidelidade como prova de genuína salvação.

O fato é que muitos cristãos são reprovados em suas provações (Hb.12:5), mas apesar disso continuam salvos pela graça de Deus. Esta coroa, então, está vinculada à fidelidade nas tribulações. Aqueles que suportam provações e sofrimentos nesta vida, por causa do nome de Cristo, e permanecem fiéis no seu amor a Deus, receberão como prêmio a Coroa da Vida.

Coroa da Incorruptibilidade (2 Co 9:25,27): Esta Coroa será concedida àqueles que procuram viver uma vida incorruptível, de auto abnegação (Lc.9:23), renegando ao pecado, as obras da carne, e vivendo uma vida íntegra diante de Deus e dos homens.

Coroa da Glória (1ª Pe 5:2-4): Esta coroa será concedida aos pastores que desempenharem bem seus ministérios e também àqueles que liderarem com fidelidade sobre o povo de Deus, procurando sempre o bem das ovelhas de Cristo, sempre com intuito de fazê-las crescer, alimentando-as na fé e no amor de Deus.

Coroa da Justiça (2 Tm.4:8): Receberão esta Coroa aqueles cujas vidas foram entregues inteiramente em prol do reino de Deus (Mt.6:33), e àqueles que demonstram uma ardente expectativa pela volta de Cristo e a desejam ardentemente.

São estes aqueles que oram com intensidade no espírito: Maranatha (Ap 22:17,20).

PARA QUÊ COROAS?

Há quem pense que as Coroas devem ser desprezadas porque a salvação não é um evento competitivo, cujos ganhadores poderão exibir seus prêmios nos céus.

Tal raciocínio, no entanto, é errôneo, pois satisfazer-se somente com a salvação em si desvinculada de recompensas não é uma atitude cristã, embora pareça que os tais assim agem movidos apenas pelo amor a obra de Cristo, não visando prêmios nem interesse pessoal, exceto a própria salvação.

Os galardões serão oferecidos a Cristo (Ap 4:10,11; Rm 11;35,36), pois as obras que os cristãos realizam no Espírito, são também frutos da graça de Deus (Is 26:12; Fp 2:13; Hb 13:20,21).

Cada palavra, pensamento ou ato nosso é como uma semente que lançamos no solo. Um dia a colheita surgirá: será ela linda ou alarmante? Por isso devemos semear no Espírito e não na carne.

Devemos considerar seriamente estes quatro pontos: quando semeamos, os que semeamos, quanto semeamos e o porquê semearam.

“OLHAI POR VÓS MESMOS, PARA QUE NÃO PERCAIS O FRUTO DO VOSSO TRABALHO, ANTES RECEBEI A PLENA RECOMPENSA” (2 Jo 8).

Cada um de nó devemos fazer a obra de Deus da melhor maneira possível pois Deus não haverá de recompensar-nos pelas quantidade de obras realizadas e sim pela qualidade delas.

Ele irá considerar as obras cujas motivações foram sinceras e verdadeiras; porém aqueles que ao fazer algo para o Senhor tocam a trombeta já receberam o seu galardão aqui na terra não restando algo a receber nos céus.

A nossa oração a Deus é no sentido de que cada um de nós façamos a obra do Senhor para a Glória de Deus. Amém!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 21 de setembro de 2019

RESGATANDO MEU FILHO DAS DROGAS


                                         RESGATANDO MEU FILHO DAS DROGAS
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).
O vício (do latim “vitium”, que significa “falha” ou “defeito”) é um hábito repetitivo que destrói ou causa prejuízo ao viciado e aos que convivem com ele. A princípio, ele proporciona algum tipo de prazer, mas, com o tempo, tem como consequência dor, angústia, vergonha e solidão ao indivíduo. Ao contrário das virtudes (que são hábitos positivos ou qualidades morais), os vícios tendem a desmoralizar e aprisionar as pessoas que com eles compactuam. O ser humano não foi criado para viver escravizado e sim para ser livre ao dar glórias ao Seu Criador.
Muitas vidas têm sido destruídas por conta de vícios causados pelo uso de substâncias como álcool, drogas e fumo, além de jogos, compulsão por sexo, comida, exercícios físicos, e vários outros comportamentos que podem trazer prazer momentâneo, mas acabam aprisionando as pessoas que os praticam. A boa notícia é que elas podem se libertar desses vícios. Mas é necessário compreensão sobre o problema e esforço para mudar. Neste estudo, vamos obter orientações que poderão ajudar pessoas escravizadas por algum vício.
Sou viciado?
Algumas atitudes caracterizam o desenvolvimento de uma dependência:
  1. Tolerância – necessidade que a pessoa sente cada vez maior do uso de tal substância/prática a fim de obter o mesmo resultado que antes;
  2. Abstinência – aparecimento de sintomas físicos, cognitivos e comportamentais quando a substância/prática é diminuída ou retirada;
  3. Comportamento compulsivo – falta de controle com relação à substância/prática e a repetição do uso, mesmo que com frequências baixas, mas contínuas e necessárias;
  4. Prejuízos – comprometimento em diversas áreas da vida, como profissional, social, emocional e/ou física.

Por que pessoas se viciam?

Normalmente, os vícios são “válvulas de escape” para uma angústia que a pessoa não está conseguindo resolver, por enquanto, em sua vida. Esta angústia pode estar presente devido à morte de alguém, uma separação ou conflitos conjugais, baixa autoestima que leva a uma necessidade de autoafirmação e a falta de afeto no âmbito familiar. Tal angústia pode ser tão difícil de ser encarada que, para obter alívio, a pessoa se utiliza do vício. No entanto, ele traz somente um alívio temporário para esta angústia.
Certos comportamentos tornam-se vícios porque funcionam em um ciclo repetitivo: a pessoa sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio (o vício) – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba – a angústia volta – sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba, e assim sucessivamente.
Por que não fumar?
O tabaco é uma droga socialmente aceita. Ele é a segunda droga mais consumida entre os jovens no mundo e no Brasil. Estima-se que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade.[1]
Os perigos do uso do tabaco incluem[2]: expectativa de vida diminuída, câncer dos pulmões, da laringe, da boca, do esôfago, da bexiga, do pâncreas e outros cânceres, doenças cardíacas e vasculares como infarto, hipertensão, gangrena das extremidades e impotência, doenças pulmonares como bronquite crônica e enfisema pulmonar, osteoporose e menopausa precoce em mulheres, alergias e outras doenças do sistema imunológico, nascimentos prematuros e peso abaixo do normal em bebês de mães fumantes, problemas de desenvolvimento e de comportamento em crianças de mães fumantes tais como comportamento hiperativo e dificuldades de aprendizagem, úlceras pépticas, cataratas e outras doenças oculares.

O que posso fazer para vencer o vício do fumo?[3]

Parar de fumar exige dedicação, esforço e perseverança. Veja algumas dicas que poderão ajudar você:
  1. Beba o mínimo de oito a dez copos de água por dia.
  2. Tome banho mais de uma vez ao dia a fim de remover as toxinas eliminadas pelos poros.
  3. Faça exercícios físicos ao ar livre a fim de eliminar toxinas através do suor e diminuir a ansiedade, que geralmente leva a pessoa a fumar.
  4. Respire profundamente várias vezes ao dia, em vez de respirar aceleradamente e superficialmente. A respiração atua na limpeza dos pulmões através da renovação do oxigênio e também no alívio da ansiedade.
  5. Alimente-se de forma simples e mais natural possível com frutas, vegetais, cereais integrais, nozes, amêndoas, castanhas e sementes.
  6. Elimine todas as bebidas ou alimentos que contenham álcool e cafeína. Estas são substâncias estimulantes que aumentam o desejo do uso do fumo.
  7. Respeite sua necessidade de descanso e de sono, entendendo que o cansaço aumenta a ansiedade e esta pode levá-lo a fumar como forma de diminuí-la.

Efeitos do álcool

A Organização Mundial da Saúde identificou a ingestão de álcool como um dos 10 principais riscos para o desenvolvimento de doenças.[4] O álcool atua quimicamente como anestésico geral. O lobo frontal, que é responsável pelas nossas tomadas de decisões, é o primeiro a ser anestesiado e, portanto, a sofrer prejuízos. Portanto, se divide o efeito do álcool em quatro etapas consecutivas[5]:
  1. Em um primeiro momento, o álcool diminui a destreza manual e a autocrítica. Surge euforia pela falta de controle do lobo frontal. A pessoa fica muito sociável, aparentemente ainda consciente, mas esta é a etapa dos acidentes.
  2. Depois, há perda do controle das emoções e falta de coordenação motora. Pelo menos a metade de todos os crimes é cometida por indivíduos que nunca agiriam desta maneira se estivessem sem o efeito do álcool.
  3. Em seguida, sono, inconsciência e coma podem acontecer.
  4. Por último, as consequências podem ser a pele úmida, fria, defecação e urina involuntária, paralisia respiratória e morte.


E se eu beber com moderação?

A única conduta segura para a saúde em relação ao álcool é a abstinência total. Beber com moderação é intoxicar-se com moderação. A moderação não protege o corpo e a mente contra os efeitos do álcool, mas apenas diminui a probabilidade do desenvolvimento de deficiências no cérebro que geralmente são causadas em pessoas que bebem há bastante tempo e em grandes quantidades.

Vinho faz bem ao coração?

Muito se tem falado sobre os benefícios do vinho tinto para o coração. No entanto, estudos recentes mostraram que o que é eficaz na proteção do organismo contra doenças cardiovasculares não é o álcool contido no vinho, mas substâncias chamadas flavonóides e resveratrol que estão contidas na uva.[6] De acordo com um estudo feito pela Universidade de Barcelona, na Espanha, apenas o vinho sem álcool foi capaz de baixar a pressão sanguínea dos voluntários. Esta diminuição, segundo os pesquisadores, é suficiente para reduzir em 20% o risco de derrames e em 14% as chances de desenvolver doenças cardíacas.[7] Saiba sobre como parar de beber em “Como vencer os vícios?”, no final desta seção.

O uso de drogas

A dependência química é a doença da negação. O dependente químico inicialmente se recusa a admitir que tem problemas ou dificuldades e nega que está sofrendo e que precisa de ajuda. Mente e atua desonestamente, culpa aos outros, justificando-se com frases como: “Me drogo porque meus pais não me entendem!”, “Uso drogas porque minha mulher me rejeita!”. Dificilmente diz: “Estou viciado, perdi o autocontrole!” Falta humildade para assumir seu descontrole e tem dificuldade para assumir a realidade de que sozinho não pode vencer.
Geralmente é bastante difícil que o usuário aceite algum tipo de tratamento. Mas, existe saída para os que se submetem ao tratamento com humildade, submissão, verdade e honestidade. Além da ajuda médica psiquiátrica, a frequência aos grupos de Narcóticos Anônimos (NA) é indicada aos usuários de drogas.[8]

Como vencer os vícios?

A vitória contra os vícios não acontece naturalmente, sem que esforços sejam feitos. Existem condições pontuais para vencê-los. Saiba como:
  1. Admita que é impotente diante da substância/prática da qual você é dependente e que a sua vida se tornou incontrolável por causa deste comportamento.
  2. Ao reconhecer a sua impotência, decida procurar ajuda. Uma avaliação médica com um clínico geral é necessária a fim de checar a saúde física.
  3. Procure um psicólogo a fim de iniciar uma terapia que o ajude a lidar com ansiedades e angústias que o levam a permanecer utilizando-se de tais substâncias/práticas como forma ilusória de solução de conflitos e alívio do sofrimento.
  4. Procure grupos de ajuda mútua como o AA (Alcoólicos Anônimos), o NA (Narcóticos Anônimos), o JA (Jogadores Anônimos), o DA (Devedores Anônimos), o DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) e outros a fim de serem instruídos e motivados por pessoas que estão passando ou já passaram por este mesmo processo de recuperação do vício.
  5. Pense em quais são as ansiedades e angústias que levam você a procurar uma “válvula de escape” como forma de “fugir” destes sofrimentos. Pensar, neste contexto, em muitos casos é tudo o que a pessoa necessita para poder lembrar-se do que dói, extravasar sua dor, e, só então, ser liberta dela.
  6. Dependentes químicos devem evitar alimentos estimulantes como café, guaraná, refrigerantes com cola, chocolates, pimentas, e outros. Por serem estimulantes, podem colaborar para despertar na pessoa a vontade de ingerir mais substâncias estimulantes como o álcool e as drogas.
  7. Evite locais, companhias ou situações que o incentivem ao uso de substâncias ou de práticas contra as quais esteja lutando.
  8. No caso dos dependentes químicos, devem evitar o gole do álcool, o trago do cigarro ou o uso de droga, mesmo que em dose pequena. Quando sentirem esta vontade, devem procurar lidar com a ansiedade de outra forma que seja saudável. É comprovado cientificamente que os exercícios físicos diminuem consideravelmente quadros de ansiedade;
  9. Ter em mente que a angústia que você sente e que é acompanhada pela vontade de beber ou usar drogas não é maior do que você mesmo. Ela pode incomodar, mas passa.

VOCÊ E O CRIADOR

Talvez você esteja aprisionado por algum vício há dez, vinte ou cinquenta anos e ninguém mais nesse mundo sabe o quanto você sofre por estar nessa situação. Você não aguenta mais ser escravizado pelos vícios que tanto lhe atormentam. Saiba que esta prisão apenas será “perpétua” se você quiser. Existe luz no final do túnel para o seu problema. A Bíblia diz que “O Senhor liberta os encarcerados” (Salmo 146:7). Deus criou você para viver feliz, livre, em paz. Ele tem poder para tirá-lo de qualquer vício. Você crê nisso? Deseja ser liberto? Então procure ajuda. Busque o auxílio do Senhor e das pessoas que podem lhe ajudar. Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Jesus é a Verdade que irá libertar você. O que você precisa fazer é entrar em contato com Ele, através da oração e da leitura da Bíblia, pedindo forças para colocar em prática as orientações apresentadas. Faça isso e você será livre.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante