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sábado, 23 de setembro de 2017

CRUCIFICANDO O MEU “EU” EM JESUS CRISTO...


                                CRUCIFICANDO O MEU “EU” EM JESUS CRISTO...
“Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado.” (Rm 6:6)
Vivemos numa época em que as paixões pelas verdades eternas parecem estar perdendo as suas forças. As pessoas, na igreja e fora dela, vivem cada vez mais entediadas com o Evangelho. O cristianismo tem assumido uma identidade perigosa, e vê-se confrontado diante de três problemas grandes sérios
Cristãos inquietos, (aflitos, perturbados) A tristeza acabou com as minhas forças; as lágrimas encurtam a minha vida. Estou fraco por causa das minhas aflições; até os meus ossos estão se gastando. Sl 31:10
Igrejas mundanas, que oferecem os gozos e prazeres materiais em oposição a uma vida de renuncias e entregas. Vocês têm tido uma vida de luxo e prazeres aqui na terra e estão gordos como gado pronto para o matadouro. Tg 5:5
Líderes materialistas com um conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados por eles válidos, mais sem nenhum respaldo da Bíblia. porque os que fazem essas coisas não estão servindo a Cristo, o nosso Senhor, mas a si mesmos. Por meio de conversa macia e com bajulação, eles enganam o coração das pessoas simples. Rm 16:18
Com vista a estes problemas, a igreja tem transformado esta época numa época de ansiedades e culmina por colocar a nós os “crentes” num estado emocional angustiante acompanhado de alterações somáticas (cardíacas, respiratórias, etc.), e em que se prevêem situações desagradáveis, reais ou não. Ficamos “doentes” diante do medo e das incertezas.
O medo das doenças e da morte que geram ansiedade física (ôntica). “Aquilo que eu temia foi o que aconteceu, e o que mais me dava medo me atingiu.” (Jó 3:25)
O medo da culpa e da condenação com respostas inadequadas da igreja que produzem ansiedade moral. O meu coração está cheio de medo, e o pavor da morte cai sobre mim. (Sl 55:4) “ Eu tremo diante de ti e tenho medo dos teus julgamentos.” (Sl 119:120)
O medo de que a vida não tenha sentido nem propósito que faz nascer uma ansiedade existencial. “então me espantas com sonhos e com pesadelos me enches de medo.” (Jó 7:14)
Temos dúvidas a respeito de nós mesmo e do nosso futuro. Vivemos o hoje sem muitas expectativas para o amanhã. A resposta da teologia popular para estes males é simples: “esforce-se o máximo e espere o melhor”. Assim, a libertação das ansiedades não dependerão primariamente de Cristo, mas acontecerão pelo esforço da própria pessoa.  Sem demonstrar conhecimento do texto de Pedro e do convite a “lançar sobre Deus toda a ansiedade” Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês. 1Pe 5:7. Vagamos em busca de uma resposta instantânea, mas que independam de qualquer envolvimento mais profundo com a religião e a fé. Neste apelo frenético por esta resposta e pela cura, aparece um brado de alguém que consegue entender, ou pelo menos, não se conformar com o apelo da secularizam e da modernidade, partindo em busca de uma resposta segura e plausível para esta geração, quase que num grito de desabafo salta o brado, ou simplesmente sussurra!
I. CRUCIFICA O MEU “EU”
O sentido de “crucificar” é o de aplicar uma dura punição corporal, imposta, ou não, por sentença, através do suplício da cruz. Crucificação fala de tortura, fala de condenação a alguém de forma implacável e, pela gravidade da sentença, uma condenação injusta. Então Pilatos disse: Você não quer falar comigo? Lembre que eu tenho autoridade tanto para soltá-lo como para mandar crucificá-lo. Jo 19:10.
O tom dessa condenação pode ser melhor resumida pela palavra “excruciar”, (a raiz da palavra “cruciante”) a qual se refere a algo que causa grande agonia ou tormento. As raízes em Latim da palavra são: ”ex”, que significa por causa de ou sobre, e “cruciar”, que significa crucificar. A palavra “excruciar” vem do Latim para “por causa de, ou sobre, a cruz”. Pois eu lhes mandarei profetas, homens sábios e mestres. Vocês vão matar alguns, crucificar outros, chicotear ainda outros nas sinagogas e persegui-los de cidade em cidade. Mt 23:34.
Em suma, crucificar é “Matar, pregando numa cruz”. Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra de Israel, inclusive em Jerusalém. E depois o mataram, pregando-o numa cruz. At 10:39.
A cruz era um antigo instrumento romano de tortura e morte, reservado para escravos e criminosos. Formada por duas vigas, uma atravessada na outra, em que eram pregados ou amarrados os condenados. As cruzes eram de três feitios: em forma de xis, ou de tê maiúsculo, ou de sinal de somar, sendo mais longa a viga que ficava enterrada. Com Jesus, crucificaram também dois ladrões... Mc 15:27.
Era a pena mais dura e absurda que se podia impor a alguém, ao ponto de ser considerado “maldita” todas as pessoas que fossem submetidas a tal pena. Porém Cristo, tornando-se maldição por nós, nos livrou da maldição imposta pela lei. Como dizem as Escrituras: “Maldito todo aquele que for pendurado numa cruz! Gl 3:13.
Mas, depois que Jesus foi supliciado na cruz, a cruz se tornou o símbolo religioso do seguimento humilde e abnegado de Cristo. Seguir a Jesus e tomar a própria cruz passaram a ser elementos inseparáveis da vida cristã.
 “e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.” (Mt 10:38 RA).
II. O QUE É
Crucificar o “eu” pode ser um exercício prático elevando na efetiva realização das virtudes do cristianismo. E Jesus disse aos discípulos: Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Mt 16:24.
É o entendimento de que a cruz é uma teologia capaz de moldar nossa vida como crentes, e capaz de nos tornar pessoas “melhores” Às pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. Gl 5:24 .
É ver a cruz como o resumo de todo o Evangelho, pois foi por meio da cruz de Cristo que a redenção foi possível, e será, segundo a Bíblia, carregando a cruz, que o homem se torna participante desta mesma redenção em Cristo Jesus. “Pois, quanto à lei, estou morto, morto pela própria lei, a fim de viver para Deus. Eu fui morto com Cristo na cruz.” Gl 2:19
Assim, o grito é pela crucificação de uma constituição moral velha e pecadora, uma natureza humana contida no ser que está sempre pronta a nos conduzir em direção ao pecado. Esta crucificação é causa morte do pecado no homem interior, a morte da qualidade interior determinante da vida, e da força do pecado, e por fim, a libertação definitiva da escravidão. “Mas eu me orgulharei somente da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, por meio da cruz, o mundo está morto para mim, e eu estou morto para o mundo.” Gl 6:14

III. COMO É
“Pois, pela morte de Cristo na cruz, nós somos libertados, isto é, os nossos pecados são perdoados. Como é maravilhosa a graça de Deus,” Ef 1:7
Crucificar o “eu” é como dar um passo decisivo e determinante em direção a Deus, pois é na cruz que encontramos a formula bíblica de aproximação Dele, e é pela cruz que recebemos o direito de estarmos unidos com Cristo. “Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz.” Ef 2:13
Crucificar o “eu” é como um gesto sublime de alguém que entendeu a urgente necessidade de voltar para Cristo e para Sua Palavra, e de viver sua vida de forma a agradar aquele a quem ele deve a sua vida inteira. Mas agora, por meio da morte do seu Filho na cruz, Deus fez com que vocês ficassem seus amigos a fim de trazê-los à sua presença para serem somente dele, não tendo mancha nem culpa. Cl 1:22
Crucificar o “eu” é como alguém endividado descobrir que já não existe agora nenhum motivo para preocupações, pois toda sua dívida foi paga na cruz e a sua vida, a partir de então, está inteiramente nas mãos daquele que o comprou.
“e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” Cl 2:14
Crucificar o “eu” é simplesmente morrer e assim receber a cura de todos os males que assolam a nossa natureza pecaminosa sem Deus. E reviver numa nova vida, diferente de tudo aquilo que na nossa ignorância espiritual nunca tínhamos experimentado. “O próprio Cristo levou os nossos pecados no seu corpo sobre a cruz a fim de que morrêssemos para o pecado e vivêssemos uma vida correta. Por meio dos ferimentos dele vocês foram curados.” 1Pe 2:24
Conclusão:
Portanto, por meio do Filho, Deus resolveu trazer o Universo de volta para si mesmo. Ele trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na terra como no céu.  Antes, vocês estavam longe de Deus e eram inimigos dele por causa das coisas más que vocês faziam e pensavam.  Mas agora, por meio da morte do seu Filho na cruz, Deus fez com que vocês ficassem seus amigos a fim de trazê-los à sua presença para serem somente dele, não tendo mancha nem culpa.  Mas é preciso que vocês continuem fiéis, firmados sobre um alicerce seguro, sem se afastar da esperança que receberam quando ouviram a boa notícia do evangelho. Foi desse evangelho que eu, Paulo, me tornei servo, e é esse evangelho que tem sido anunciado no mundo inteiro. Cl 1:20-23.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

JESUS EU SOU VASO OU NARDO...


                                           JESUS EU SOU  VASO OU NARDO...
Marcos 14.3:9
3 – E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
4 – E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento?
5 – Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.
6 – Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra.
7 – Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.
8 – Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.
9 – Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.
Era o período da Páscoa, faltavam somente dois dias para a celebração. Jesus estava passando por um momento difícil, estava sendo perseguido pela cúpula religiosa de Israel e tramavam pelas suas costas a sua prisão, condenação e morte.
Ele está em Betânia e é convidado para jantar na casa de um homem, leproso, chamado Simão. Após o jantar, ainda reclinado sobre a mesa, uma mulher se aproxima de Jesus e com um vaso de alabastro em suas mãos o quebra e derrama sobre sua cabeça aquele óleo nobre, puro e de alto valor. Instantaneamente algumas pessoas presentes ali ficam indignadas, dentre elas, Judas faz a observação de que aquilo era um desperdício, pois poderia se vender aquele óleo caro, com valor estimado em 300 denários e dar aos pobres ao invés de usá-lo todo em Jesus.
Isto posto o texto acima serve de reflexão sobre algumas verdades que estão implícitas no texto e que estão esquecidas nos dias de hoje, verdades espirituais que descortinam para nós o real sentido e valor de servir a Cristo e ao seu Reino, e que geram consequências não somente no mundo espiritual, mas também, no natural.
O Alabastro era um vaso fabricado a partir de uma pedra encontrada nas imediações de uma cidade Egípcia chamada Alabastron. Era semelhante ao mármore, mas era mais maleável e facilmente se modelava os vasos de perfumes. Sua base era arredondada e ia afinando até o gargalo.
1º. QUEBROU O VASO DE ALABASTRO
Por que o vaso de alabastro ao chegar ao gargalo ia afinando? Porque como era um vaso especialmente para guardar perfumes, e algum muito caro servia para dosar a quantidade a ser utilizada. Quando essa mulher quebrou o vaso, ao quebrá-lo naquele momento ela quebraram várias outras coisas:
A religiosidade – 4 – E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de ungüento?
O ato dessa mulher era um ato de adoração. Ao criticarem esse ato, estavam criticando a forma dessa mulher adorar a Jesus. Essa mulher quebrou uma religiosidade que engessa as pessoas na sua forma de adorar a Deus. Uma religiosidade que aprisiona as pessoas em códigos de conduta, em ética de comportamento, uma religiosidade que determina um modelo correto de adoração a Deus. Não Pode bater palmas, não pode pular, não pode dançar, não pode correr, não pode gritar. Em II Samuel 6 a partir do versículo 16 a Arca da Aliança vinha sendo conduzida para Jerusalém, o povo se alegrando e à frente o rei Davi dançando e saltando de alegria, Mical esposa de Davi ao vê-lo, o criticou, o desprezou, tudo porque Davi estava livre de suas vestes reais e estava coberto apenas por uma túnica simples adorando a Deus. Existem algumas pessoas que estão vestindo capa de adorador, sapato de adorador, anel de adorador, mas o verdadeiro adorador veste túnica porque quem veste capa se encobre se esconde. Quando mostramos a túnica, nos revelamos, revelamos quem é, revelamos nossa essência. Despoje-se de toda veste real porque quando adoramos a Deus não precisamos nos cobrir precisamos nos revelar para Deus.
Quando se trata de adorar a Deus não se segue modelos estabelecidos por homens, mas o estabelecido por Deus, e o modelo estabelecido por Deus é este: O adorem em espírito e em verdade porque o Senhor procura os verdadeiros adoradores. Adore a Deus com o seu corpo dançando para Ele, adore a Deus com a sua voz louvando a Ele, adore a Deus com o extravasar de alegria de sua alma pulando, correndo, gritando para Ele!
A hipocrisia – 5 – Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.
A adoração dessa mulher quebra com a hipocrisia desses homens, entre eles Judas, que queria que ela não derramasse o nardo sob o pretexto de vendê-lo e o dinheiro dá-lo aos pobres. Mas isso era apenas um pretexto, pois a real intenção de Judas era vender o nardo e colocar o dinheiro na sacola para que, então, ele pudesse roubar e se dar “bem”. A atitude dessa mulher deixou uma verdade profunda para os dias de hoje: Quando se dá um presente valioso para alguém, o valor que fica em destaque não é o do presente em si, mas é o de quem recebe o presente! Por isso Jesus repreendeu aqueles homens dizendo: “Porque vocês molestam essa mulher? Ela fez uma boa obra. Os pobres vocês sempre os terão, e quando quiserem poderão fazer o bem a eles, mas a mim, nem sempre vocês me terão.”
O comprometimento dos valores espirituais – 7 – Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.
A atitude dessa mulher mostra-nos que os seus valores espirituais não estavam comprometidos pelos materiais, e, se em algum momento estiveram, a partir do encontro com Jesus isso foi quebrado.
Para ela pouco importava o valor do nardo, o quanto ela tinha pago por ele ou o que ele poderia render como lucro financeiro. Para ela o que importava era ungir o seu Rei, sim, alguns estudiosos dizem que ela o ungia como a um Rei e para ela era isso o que importava. Ele era o Rei da sua vida, da sua alma, do seu espírito.
Temos visto um “modismo evangélico” que cria fórmulas de persuasão do povo para encher suas igrejas. É o lenço, a rosa, o sabonete, a aliança, a chave, os selos, o carnê, tudo pelos milagres, pelas bênçãos, menos pelo próprio Deus. Criam-se campanhas megalomaníacas, deturpa-se a Palavra de Deus, criam-se mecanismos de busca de milagres de Deus, porque o que importa é a benção, é a vitória, é a conquista, mas não se busca a Deus pela sua essência. Os homens estão à procura de fama, poder, riqueza, notoriedade. Deus procura os fiéis Salmos 101:6 – Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. Quem são os fiéis? São os que como essa mulher, não se dobrou ao sistema religioso, não se venderam ao mundo, não se dobraram diante de Jezabel como Elias, não se contaminaram com as iguarias do rei como Daniel não se dobrou diante da estátua de Nabucodonosor como Sadraque, Mesaque e Abdenego, não esconderam para debaixo do tapete os seus pecados como Davi, não fugiram do propósito como Neemias, não fugiram ao chamado de Deus como Isaías. Na verdade a real intenção do coração comprometido com o mundo é o lucro financeiro, é o balanço contábil no final do mês, é a quantidade de dízimos e ofertas menos o próprio Deus. É o carro importado, é a lancha no iate clube, é a fazenda de milhares de alqueires. Resultado disso?
Criam-se pessoas doentes na alma, pessoas sem base bíblica, sem sustentação na Palavra de Deus, sem alicerces sólidos que serão capazes de suportar os embates da vida, e assim, tornam-se pessoas fracas espiritualmente a ponto se serem alvos fáceis das tentações do mundo e com isso comprometerem os valores espirituais em detrimento dos materiais e que poderão levá-las a perdição de sua salvação. Compromete-se a fidelidade, a santidade, a submissão, a aliança com Deus.
A si mesma diante de Deus, a sua natureza pecaminosa, com seus traumas, medos, angustias e aflições. – 3 – E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
Ao quebrar o vaso era como se essa mulher estivesse quebrando a si mesma diante de Deus. Mostrando a sua essência, não tendo medo de expor seus pecados, suas falhas, seus erros, pois não há como consertar um vaso rachado. Não tem como colocar um superbonder porque pode até colar, mas a marca, a cicatriz fica. Para ser um vaso novo, sem marcas ou cicatrizes tem que se quebrar diante de Deus e oferecer o seu melhor para Ele. Jeremias 18:4 – Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.
Ao quebrar o vaso essa mulher estava dizendo que iria derramar tudo, não teria volta, ou seja, não iria guardar nada, a última gota do nardo seria derramada sobre a cabeça de Jesus. Que somente Ele era digno de receber aquele óleo. Tudo era dEle, por Ele e para a glória dEle. Era uma entrega total!
O nardo era um óleo extraído da raiz de uma planta da Índia chamada Nardostachys jatamansi que crescia nas montanhas do Himalaya. A distância e a raridade da planta eram os ingredientes que tornava o nardo caríssimo e tão muito procurado.
Alguns estudiosos calculam que nos dias de hoje esse óleo valeria aproximadamente R$ 60.000,00.
 “O amor não calcula meticulosamente menos ou mais. Não se preocupa em saber quão pouco pode ser decentemente oferecido. Se deu tudo o que tinha, então deu o mundo inteiro, e ainda seria pouco.”
2º. DERRAMANDO O NARDO
300 denários equivaliam a um ano de salário de um trabalhador daquela época. Isso significava dizer que essa mulher deu a Jesus um ano de seu trabalho. Significava dizer que essa mulher pagou um alto preço pelo nardo. Significava dizer que ela ofereceu a Jesus algo de valor, algo que lhe custou muito. Esse óleo tornou-se mais valioso ainda por causa daquele em quem foi derramado. A mensagem dessa mulher ao derramar o nardo sobre a cabeça de Jesus foi essa: “O valor desse nardo puro não se compara ao valor de Jesus para minha vida!”
Isso me faz pensar: O que temos oferecido a Jesus?
Muitas vezes só oferecemos problemas, questionamentos, revoltas, críticas, mágoas.
Oferecemos o resto. O resto do nosso tempo, o resto da nossa dedicação, o resto do nosso compromisso, o resto da nossa atenção, o resto dos nossos esforços… Será que é isso que ele merece de nós?
Minha consciência me leva a pensar:
Como posso dar o resto de mim à alguém que me deu o melhor que eu sou?
Como posso dar o resto do que tenho à alguém que me deu tudo que tenho?
Tudo que tenho tudo que sou o ar que eu respiro tudo provém Dele.
A minha esposa, marido, filhos, ministério, trabalho, recursos, sentimentos, a vida, tudo provém Dele.
Por isso, dê o seu melhor para Deus. Dê o melhor tempo, o melhor louvor, a melhor adoração, a melhor oferta, a melhor atenção.
Deus não espera outra coisa de um filho.
Davi perguntou: Salmos 116:12 – Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?
Quando Davi foi oferecer sacrifícios a Deus depois de ter passado por uma prova muito grande ele disse a Araúna em II Samuel 24:24 – “Não oferecerei ao meu Deus aquilo que não me custe nada.”
3º. O BOM PERFUME DE CRISTO
Ao derramar o nardo sobre Jesus essa mulher estava fazendo um ato profético revelado pelo próprio Jesus: 8 – Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.
O nardo derramado sobre Jesus era o desejo da alma dessa mulher que o cheiro da morte não pairasse sobre Ele, estava dizendo que a morte não lhe deixaria o cheiro, porque não seria capaz de contê-lo ou detê-lo, como não pôde que Ele venceria a morte, como venceu e ressuscitou. Ela queria que aquele aroma perdurasse, se entranhasse pela eternidade, chegasse ao trono de Deus e inundasse o céu com seu aroma.
Essa mulher tinha amor, fé e era uma adoradora em potencial e isso não tem preço, e isso nem a morte tira. É hora de nos quebrarmos diante de Deus, derramar o nosso nardo, ou seja, a nossa alma diante de Deus, a essência da nossa adoração, do nosso amor e fé  e derramar sobre aquele que venceu a morte e está vivo em nós, pois nós somos o bom perfume de Cristo (II Co 2:15) e o seu nome é Jesus.
Ele é o meu Rei, o meu Senhor, o meu tudo, tudo que tenho e tudo que sou.
Só Ele pode exalar o bom perfume da salvação.
Nele, por Ele, para Ele.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

RESSURREIÇÃO UMA PROMESSA DE JESUS CRISTO...


                            RESSURREIÇÃO UMA PROMESSA DE JESUS CRISTO...
O que acontece dez minutos após a morte? O que há do outro lado dessa porta misteriosa? Dizem que algumas pessoas voltaram contando o que existe além da vida. Será que elas têm convicção do que dizem? Será que não estamos brincando com a morte?
Existe hoje uma verdadeira epidemia de filmes e peças sobre a morte. O interesse atual na morte está próximo da obsessão. O interesse pela morte está na moda. Há manuais sobre como morrer e a morte é considerada por muitos uma conquista!
Desde que foi banido do Céu, Satanás sabe que deverá sofrer a morte irreversível. Por isso ele está determinado, se possível, a levar toda a raça humana consigo para a destruição. Satanás e seus ajudantes pintam a morte como algo lindo, como algo que não deve ser temido de modo algum. Afinal, de que outro modo poderia atrair suas vítimas? Essa foi a sua estratégia no Jardim do Éden.
Deus alertou nossos primeiros pais de que a desobediência poderia resultar em morte. Mas Satanás falou a Eva através da serpente: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4).
Essa afirmação de Satanás significa: “Você não pode morrer. Na verdade, estará vivo em outro lugar, em outro estado de existência. Portanto, viva como quiser.” No âmago de todas as suas jogadas permanece a sua mentira original: você não morrerá. Por que essa jogada dá tão bom resultado? A resposta é muito simples. Se ele puder convencer você de que os mortos não estão de fato mortos, ficará fácil convencê-lo de que os mortos podem se comunicar. E, se você acreditar nisso, uma encenação bem feita dará a ele uma linha direta a sua mente. Satanás e seus ajudantes, os anjos caídos, são mestres do disfarce.
Eles têm levado milhões de pessoas solitárias às sessões espíritas, onde são facilmente convencidas de que estão em contato com os queridos que já se foram; e milhões, por não possuírem o conhecimento da Palavra de Deus, acreditam nessa manifestação sobrenatural. Jesus nos alertou sobre os enganos do final dos tempos: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).
Satanás e seus ajudantes raramente usam a abordagem direta para tornar sua identidade conhecida. Eles preferem usar um disfarce: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Coríntios 11:13 e 14). Quando o filme “O exorcista” estava fazendo grande sucesso, as pessoas que acabavam de assistir diziam: “Satanás é mesmo uma criatura horrível.” Ele adora que as pessoas digam isso, pois se elas acham que ele é um monstro horrível com cascos e chifres, então estarão totalmente despreparadas quando ele aparecer para elas disfarçado em anjo de luz. Ou, pior ainda, como uma pessoa amada que tenha falecido. Esse é o problema: milhões simplesmente não têm estudado a Palavra de Deus e ainda questionam a sua autoridade.
Essa única passagem teria impedido que ele continuasse sendo enganado. Isso é válido para nós também. A Bíblia Viva traduz Eclesiastes 9:5 assim: “Pois os vivos pelo menos sabem que morrerão! Mas os mortos nada sabem.” A Palavra de Deus afirma que os mortos, bons ou maus, simplesmente estão dormindo em suas sepulturas, onde permanecerão até a ressurreição.
Quando Lázaro morreu, Jesus disse que ele dormia. “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo” (João 11:11). No versículo 14, Jesus disse-lhes claramente: “Lázaro está morto.” E note que Lázaro, quando foi chamado do seu túmulo depois de quatro dias, não tinha nenhuma história para contar sobre onde ele tinha estado durante todo aquele tempo. Evidentemente, ele não tinha ido a parte alguma. O apóstolo Pedro, no dia do Pentecostes, disse que Davi não tinha ido para o Céu, mesmo depois de séculos da sua morte (Atos 2:29 e 34).
Vamos deixar que a Palavra de Deus esclareça mais ainda esse assunto. “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte à Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). Foi isso que você aprendeu, ou pensava que alguns dos espíritos subiam e outros desciam? Que espírito é esse que retorna para Deus? “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26).
O espírito é que mantém o corpo vivo. Então, o que é esse espírito que mantém o corpo com vida? A palavra “espírito”, no original hebraico do Velho Testamento é “ruach”; o mesmo que “pneuma”, no original grego do Novo Testamento e significa “sopro”. Dessa palavra, tiramos nossos populares pneus e câmaras cheias de ar. Espírito ou “pneuma” simplesmente quer dizer ar ou sopro. Quando falta o espírito, a tradução correta é “morte”, pois um corpo sem “ar” está morto. As duas palavras, “sopro” e “espírito”, são sinônimos nas Escrituras.
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Observe o Criador em ação: “e formou o Senhor Deus o homem do pó da terra”. Deitado no chão, completo em cada detalhe, o homem acaba de sair das mãos do Criador, pronto para viver, amar e agir, mas ainda não está vivo. “E soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
Não lhe foi dada uma alma, mas tornou-se uma alma vivente, um ser, uma pessoa vivente. O fôlego de Deus que foi colocado nas narinas do homem, o fôlego ou espírito, separa-se do corpo na morte e volta para Deus. O corpo retorna ao pó. Agora, esse espírito, o fôlego, não consegue pensar, não consegue adorar, nem cantar; esse espírito volta para Deus, quer a pessoa seja santa ou pecadora. O homem simplesmente deixa de ser uma alma vivente, um ser vivente, até o doador da vida reunir os dois (corpo e espírito) na ressurreição. As ilustrações têm seus pontos fracos, mas, a despeito disso, iremos usá-las. Imagine algumas tábuas e pregos, que usamos para montar uma pequena caixa. Assim, já não temos mais só tábuas e pregos – temos uma caixa. De onde veio essa caixa? Não veio de lugar algum. É apenas o resultado da união das tábuas e pregos. Vamos supor que não queremos mais a caixa. Assim, arrancamos os pregos e os colocamos de um lado e as tábuas de outro. Para onde foi a caixa? Para lugar nenhum, ela simplesmente deixou de existir como caixa. Os pregos ainda existem, as tábuas existem, mas não pode haver caixa enquanto os dois não forem unidos de novo.
Da mesma maneira, Deus formou o homem de dois elementos: o pó da terra e o sopro da vida. Como resultado da união desses dois elementos, o homem se tornou alma vivente. Quando ele morre, os dois se separam, mas não vão a parte alguma; simplesmente perdem seu estado de consciência até a ressurreição, quando o corpo e o fôlego serão de novo unidos. Duas perguntas nos ajudarão a tirar as dúvidas da mente. Eis a primeira delas: Você crê na ressurreição? As Escrituras ensinam que ela ocorrerá no último dia, quando Jesus retornar. Mas por que a necessidade dessa ressurreição no último dia, se já recebemos a nossa recompensa ou castigo quando morremos? Certamente não iríamos descer do Céu, ou subir do inferno e entrar em nosso corpo outra vez.
Agora a segunda pergunta: Você crê no julgamento? “é claro”, dirá você, porque a Palavra de Deus diz: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou” (Atos 17:31).
Mateus descreve a distribuição das recompensas para os bons e os maus, quando Jesus retornar. Portanto, eis a pergunta: Por que um julgamento no final dos tempos, se nós já temos a recompensa ou castigo quando morremos? Se uma pessoa estava sendo queimada no inferno por 212 anos, você acha que Deus mandaria alguém buscá-la para o julgamento?
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também” (João 14:1 a 3). Se já estivéssemos no Céu, qual seria o propósito de Jesus retornar? Nenhum, a Bíblia não ensina esse tipo de confusão!
Você pode pensar: E o ladrão na cruz? Jesus não disse ao ladrão que estaria com ele no paraíso naquele mesmo dia? Vamos ler Lucas 23:43: “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no paraíso.” E alguém diz: “Sim, é desse jeito que eu sempre entendi… isto é, até hoje! Parece haver um problema aqui, não parece? Esse único versículo contradiz todo o resto da Bíblia?
A morte por crucificação era um processo longo e lento. As vítimas geralmente resistiam diversos dias. Por isso, Pilatos ficou surpreso por Jesus ter morrido tão rápido. Ele não morreu da crucificação. Ele morreu de coração partido.
Examine agora João 20:17: “Disse-lhe Jesus: Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai para Meus irmãos e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.” No domingo de manhã, Maria foi ao túmulo. Ela procurou, mas não conseguiu encontrar o seu Senhor. No entanto, havia alguém em pé nas sombras daquele jardim. Ela pensou que fosse o jardineiro. “Onde foi que você O colocou?”, perguntou ela. E Jesus disse simplesmente: “Maria”. Na mesma hora, ela se lançou aos Seus pés e tentou abraçá-Lo, mas Jesus a conteve com a mão e disse: “Não toque em Mim pois Eu ainda não subi para o Meu Pai.” O próprio Jesus, no domingo pela manhã, ainda não tinha ido para o paraíso, como poderia ter estado lá na noite de sexta?
Não há provas de que Jesus tenha estado em algum reino naquela sexta-feira escura. Mas o ladrão viu muito além, nos corredores do tempo, até o dia em que Jesus iria receber o reino que por direito Lhe pertencia. E ele disse: “Lembra-te de mim quando entrares em Teu reino.” Aquela foi a única expressão de fé que chegou aos Seus ouvidos enquanto Ele estava pendurado na cruz.
E Jesus respondeu: “Eu te digo hoje, estarás Comigo no paraíso.” Hoje, quando até os Meus discípulos Me esqueceram de e fugiram; hoje, quando parece que jamais terei um reino; hoje, quando dá a impressão que jamais poderei salvar alguém; dou a certeza, a garantia. Eu digo a você hoje: “Você estará Comigo no paraíso.” Note que a mudança na pontuação altera todo o sentido do texto. Considerando que não existe pontuação no texto grego (esta foi uma adição por volta do IX século), em respeito ao contexto geral das Escrituras, o sentido do texto deve ser dado como o fez a versão trinitariana: “ Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43).
Concluímos que a morte não significa ir para o Céu, para o fogo do inferno ou para o purgatório, nem para o mundo dos espíritos. A morte significa apenas a cessação da vida até a ressurreição. O apóstolo Paulo descreve assim a ressurreição: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16 e 17).
Que dia! Que esperança! Para aqueles que faleceram, não haverá sensação do passar do tempo na sepultura. O próximo passo para eles será ver Jesus voltando. Ele vem triunfalmente para o planeta que uma vez O rejeitou, O açoitou e O crucificou, mas um planeta que Ele não consegue esquecer, e quando se aproxima desta Terra, Ele grita com voz de trovão: “Acordem, vocês que dormem no pó da terra, venham para a vida eterna”. Nosso Senhor nos oferece a realidade, não brincadeiras. Ele nos diz agora o que Ele disse a alguém há muito tempo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).
Não existe nada de bonito na morte. Ela é cruel; é uma porta fechada e não uma linda passagem. No âmago de todas as jogadas de Satanás, permanece a sua mentira original: você não morrerá. Esse é o problema: milhões simplesmente não têm estudado a Palavra de Deus e ainda questionam a sua autoridade. A Palavra de Deus afirma que os mortos estão dormindo em suas sepulturas, onde permanecerão até a ressurreição. A morte significa apenas a cessação da vida até a ressurreição.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SABEDORIA DIVINA...


                                                      SABEDORIA DIVINA...
“Nossa dúvida são traiçoeiras, e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar, por medo de tentar” William Shakespeare
Tiago em sua epístola nos apresenta duas formas de sabedoria, a vinda do céu (Deus) e a profana que usamos para prejudicar, ganhar méritos pessoais. A sabedoria vinda do alto é pura não mistura com o profano. Quem é sábio tem entendimento? Pergunta Tiago. Se a temos devemos mostrá-la em nossas atitudes, ela é o espelho de nossa alma. A humildade de nossas atitudes mostrará se é do céu ou não.
Porém, se em teu coração abriga amargura, inveja, ambição egoísta. Nossa sabedoria jamais veio do céu. Ela é própria e só resulta e, engano e miséria da alma. “Essa espécie de sabedoria não vem do céu; ela é deste mundo, é da nossa natureza humana e é diabólica.” (Tiago 3:15)
A sabedoria do alto não se adquire através do conhecimento humano como muitos pensam. Ela vem da busca do homem por Deus através de seu filho Jesus Cristo, no aprofundar do homem no relacionamento com Cristo por meio da Bíblia e da prática da mesma e da busca pelo Espírito Santo de Deus.
Onde existe apenas a sabedoria humana transforma-se em confusão e divisão de opiniões, pois cada um deseja mostrar maior conhecimento, quando esta vem de Deus junto nasce a humildade de saber reconhecer o próximo e o que foi feito por Cristo em cada vida e de cada forma manifesta pelo espírito de Deus.
A sabedoria vinda do alto tem algumas características bem marcantes, sendo elas: Pureza: sua mente não maquina contra o próximo, não vive apenas para se satisfazer. Sua mente está sempre em Cristo, em si e no próximo. Seu princípio e fim não estão em si mesmo, antes, porém na lei do Senhor ele medita sempre para manter uma mente livre de maldades.
É Pacífico: não quer nem semeia discórdia. Tem uma paz autêntica, não aceita nem vive na discórdia. É livre de atitudes que trazem contendas.
É manso: é manso e humilde, não para outros verem, mas mantêm assim seu estilo de vida. O espírito é manso, suas atitudes são mansas. Não é arrogante nem insensato.
Não é invejoso: a inveja e a cobiça é o veneno da alma, aonde ela chega contamina, trás morte, doenças graves. Cega a visão daquilo que é divino, só deixando á vista as ordens satânicas e destruidoras.
Tratável: é sempre disposto a ouvir e entender o próximo, fácil de lidar.
Misericordioso: a pessoa sábia não se deixa levar pela mesquinharia, antes se compadece do próximo.
Imparcial e não fingido: justo, reto, não leva engano e não é fraudulento “[…] produz uma colheita de boas ações, não trata os outros pela sua aparência e é livre de fingimento.” (v.17b)
O que nos leva a desejar a sabedoria vinda do alto e não sermos corruptos é reconhecer que somos dependentes de Deus em Cristo e que sem a sabedoria do alto só teremos e seremos engano. O desejo de satisfazer apenas a si mesmo destrói.
Para adquirir a sabedoria vinda do alto basta apenas a pedirmos a Deus que a todos dá, com liberalidade e mansidão. “Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.” (Tiago 1:5)
Nem por isso poderemos ignorar o conhecimento adquirido, devemos procurar o saber, estudar, pois é ele que nos fará crescer na profissão e na vida. A sabedoria vinda do alto é um dom de Deus, essa precisou buscar do alto.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 19 de setembro de 2017

GUERRA SANTA...


                                                      GUERRA SANTA...
Estamos em guerra! Numa guerra, ou você mata ou você morre! Enquanto discípulos do Senhor Jesus, homens e mulheres regenerados pela Palavra, lutamos diariamente contra as nossas inclinações pecaminosas oriundas do velho Adão(Rm 5.19), “porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus”(Rm 8.7).
Lutamos ainda contra as tentações e sutilezas do sistema maligno, desse mundo que busca tragar e desviar o ser humano do caminho da salvação, que é Cristo Jesus, pois ‘’ o mundo inteiro jaz no maligno’’(1Jo 5.19).
Por fim, lutamos constantemente também contra as forças demoníacas que almejam a nossa destruição, ‘porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes’’(Ef 6.12).
Parece-me que muitos de nós temos nos esquecido disso. Porém, o apóstolo Paulo bem sabia que a sua vida era uma “missão” e que ele estava em guerra! Para o missionário veterano, missão dada era missão cumprida. E para você?  Pense nisso. Sabemos que Satanás  astutamente tem conseguido neutralizar milhares de cristãos, a fim de que esses se tornem infrutíferos no Reino e na evangelização desse mundo.
O Diabo, nosso adversário, através das suas sutis investidas tem conseguido lograr êxito transformando ‘’soldados ativos’’ em ‘’combatentes inativos’’, às vezes até em ‘’desertores’’! Porém, não é apenas Satanás que consegue paralisar muitas pessoas. Aliás, sabemos que as próprias adversidades da vida fazem com que muitos fiéis se tornem inférteis no Reino, pois esses se ocupam diuturnamente em resolver os ‘’problemas’’ da vida familiar, profissional, sentimental, entre outros.
A realidade é que  notamos que muitos cristãos, sem perceber, estão se tornando  ‘’postes sem luz’’ devido aos seus inúmeros compromissos pessoais. Muitos alegam: – Não tenho tempo! Já tenho problemas demais! Como vou me envolver com o Reino?
Entretanto, permita-me dizer que nessa guerra de dimensões celestiais existe também um Batalhão Especial no Exército de Deus. Aleluia! Meu irmão(a), saiba que existe uma Tropa de Elite  nesse combate! Existem aqueles(as) que mesmo sangrando nas adversidades da vida,  conseguem pela Graça de Deus produzir muitos frutos.
Não são inférteis, nem se deixam paralisar. Estes ‘’combatentes’’ continuam pregando o Evangelho, sacrificando seus interessais pessoais e até seus recursos em favor da obra missionária. São estes que perdem para ganhar, morrem para viver, choram para fazer rir. São esses que investem suas vidas naquilo que é eterno. São esses ‘’heróis da Fé’’ que possuem seus nomes em destaque no Livro da Vida e são bem conhecidos no céu e no inferno. São esses que são os verdadeiros ‘’vasos de honra’’ aos olhos de Deus! Embora sofram as mais terríveis perseguições e lutas por causa da sua Fé, são esses que estão sempre motivados a prosseguir e nunca desistem do chamado Dele em suas vidas. Nunca param de trabalhar no Reino em favor da Igreja e em benefício do mundo.
Não pedem‘’arrego’’, nem pedem para sair! Não vão de baixa! Não são ‘’desertores’’! Esses são aqueles que são os primeiros a serem lembrados pelo Comandante para liderar as missões especiais. Esses, meu irmão(a), pertencem a Tropa de Elite do Exército de Deus! Aleluia! São as Forças Especiais da Igreja de Cristo. Não temem nada, nem ninguém! Andam com Deus e, por isso, são maioria! Meu amigo(a), e você ? De que lado você está? Quer fazer parte dessa Tropa de Elite? Reage!!! Pague o preço. Vale a pena. Ele espera por você! ‘’ Em Deus faremos proezas.’’

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

BATALHAS ESPIRITUAIS...


                                               BATALHAS ESPIRITUAIS...
Como vencer a guerra
 Texto: II Crônicas - 20:1-30 ( ref. Ver's. 3 e 15)
Tema: "Como vencer a guerra"
- Guerra nos fala de conflitos.
- Guerra nos fala de batalha.
- E gera dificuldades e transtornos
- E requer de nós empenho para nos dispor a vencer a guerra
- Na guerra espiritual requer de nós oração e jejum.
- Guerra gera medo, dúvida
- Guerra gera Angústia, pavor.
- A guerra rouba de nos nossa paz.
"Como vencer a sua guerra"
"Trazendo sempre a memória a palavra de Deus para nossas vidas"
I. Palavras de promessa ( II Cro. 20: 8-9)
- Deus faz promessa ao seu povo por intermédio de Salomão - (II Cro. 7:12-15)
II. Palavras de Encorajamento ( II Cro. 20:15)
- Deus aparece a Gideão e o encoraja, a continuar com a força demonstrada e com essa força livrar Israel de 7 anos de cativo - (Jz. 6:12)
- Através do Profeta Isaias, Deus traz uma palavra de encorajamento - (Is. 41:10) veja também quando Ele se refere ao povo chamado de bichinho de Jacó e povozinho de Israel - (Is. 41:14) - Mostrando a fragilidade do seu povo.
III. Palavras de Esperança (II Cro. 20:6)
- Através de Moisés Deus mostra ao seu povo a benção de guardar seus estatutos e mandamentos - Dt. 4:39-40.
- Através dessas palavras temos a promessa da salvação, por Jesus nosso precursor - (Hb.6:18-2)
- Dar ouvido as palavras proferidas pelas boca dos ungidos de Deus. (II Cr. 20:15)
- Elizeu recebe a porção dobrada do Espírito de Deus que estava sobre Elias - (II Rs. 2:14)
- De 32.000 homens Deus entregou nas mãos de Gideão seus inimigos com apenas 300 homens. ( Jz. 7:21-22)
- Dando graça ao Senhor porque a sua misericórdia dará para sempre -( II cor20:21)
- Nosso louvor deve expressar os atos poderosos do nosso Deus - (Sl. 150-2)
- Nosso Louvor deve expressar a excelência da sua grandeza.
- Nosso louvor alegra ao Senhor.
Conclusão
Nós Temos quatro razões para louvar a Deus, Escrita em (I Pe. 2:9)
Somos uma geração eleita.
Somos sacerdócio Real.
Somos uma Nação Santa.
Somos um povo adquirido, para anunciar a grandeza de Deus.
Devemos trazer sempre a memória a palavra de Deus para nossa vida, para vencermos nossas guerras.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 17 de setembro de 2017

JEJUANDO PARA OBTER VITÓRIAS...


                                         JEJUANDO PARA OBTER VITÓRIAS...
Jejuar significa ficar sem se alimentar por um período de tempo.
Quando jejuamos, estamos abrindo mão dos alimentos que o corpo necessita para buscar ao Senhor. Dizemos a Deus que estamos fazendo um sacrifício para estarmos com Ele. Esse é o jejum com propósito, veremos nesse estudo quais são os diferentes propósitos que o jejum pode ter. Quando apenas ficamos sem comer, sem nenhum motivo específico relacionado a Deus, não é jejum bíblico.
O que acontece quando jejuamos?
Nos tornamos sensíveis às coisas espirituais, isto é, nos aproximamos do Senhor e fortalecemos nosso espírito, temos mais entendimento espiritual e mais poder sobre o inimigo. O jejum cria uma atmosfera que chama a presença de Deus e sua autoridade. Os demônios reconhecem e perdem seu poder. O jejum aumenta o poder da oração e apressa a respostas.
Motivos do jejum: Devem ser espirituais, ou seja, pela salvação de almas, para receber poder para testemunhar ou pregar, por libertação e cura da alma, por mais revelação da Palavra, para pedir orientação de Deus, para proteção, por agradecimento, para santificação, etc. Não encontramos na Palavra, a prática de jejuns para adquirir bens, emprego, aumentar o salário, ter sucesso nos negócios, etc. O jejum é espiritual.
Como jejuar?
Em Mateus 6.16-18 lemos: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não parecer aos homens que jejuas, e sim, a teu Pai,  em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Não é preciso contar a ninguém, exceto, se necessário, quando insistirem a se alimentar. Não aparentar tristeza ou cansaço por estar sem comer, mas agir normalmente.
É importante procurar fazer jejum, se possível, em dias com menos atividade para se dedicar mais ao Senhor. Fazer o jejum corretamente é destacar essa atividade, como se fosse um momento muito importante do seu dia.
Para quem nunca jejuou: Comece tirando a refeição principal. Depois de algumas vezes, jejue o dia todo (Não tome café, não almoce e não lanche) até as 18 horas. Depois pode ir aumentando o tempo. Também pode-se começar fazendo um jejum parcial das delícias (não comer o que mais gosta) por um dia, ou comer só legumes e água ou só tomar sucos ou chá.
O que fazer durante o jejum?
Orar, ler a Palavra, louvar, adorar, falar em línguas, meditar nas Escrituras, etc. Se o jejum for para ter mais poder de Deus, então aproveitar para ministrar, evangelizar, visitar, orar pelos enfermos, etc, conforme está escrito em Isaías 58: 6,7
Benefícios do jejum segundo Isaías 58:6-12:
Revelação da Palavra
Cura e integridade
Recebe justiça
Recebe a presença da glória de Deus
Orações respondidas
Socorro na hora certa
Livramento e refrigério
Direção contínua
Restauração da alma, saúde e força
Bênçãos para a próxima geração com restauração e restituição
Quanto tempo jejuar?
Depende do tipo de jejum escolhido. Pode durar um dia, vários dias, semanas ou meses.
Tipos de jejum
Pode-se fazer jejum total, sem comida e água, por no máximo 3 dias por causa da desidratação. Pode-se fazer jejum parcial, tomando somente água, por muitos  dias, variando do organismo de cada um. Pode-se fazer jejum somente de certos alimentos, como o jejum de Daniel e seus amigos. Dn 1:3-21     Eles comeram somente legumes e água por 3 anos. Também se pode fazer jejum das “delícias”, ou seja, abrir mão de comer e beber tudo que mais agrada ao paladar da pessoa e se alimentar só do básico por tempo indeterminado, até ter a resposta do que deseja. Também pode-se tirar um único alimento como carne, ou sobremesa, café com leite, etc. Aquele que mais agrada. Ainda pode-se jejuar tomando só líquidos (sucos, chás ou chimarrão).
Como terminar o jejum?
Se for mais de 24 horas, comer primeiro alimentos leves e muito líquido para não haver nenhuma reação negativa do corpo.
Reações do corpo durante o jejum
Para quem toma café, chimarrão, chá preto, verde ou mate e refrigerantes, é muito comum ter dor de cabeça ou em outras partes do corpo pela falta da cafeína, que, neste caso, é prova de vício. Também pode haver essa dor pelo vício dos aditivos químicos colocados nos alimentos enlatados e plásticos, como bolachas, doces, frituras, balas, pães, achocolatados, todos os produtos diet e light e adoçantes. Para quem quer vencer os vícios, recomendo, em caso de dor de cabeça, tomar um medicamento leve para dor, mas não parar de jejuar. Com o tempo, as dores desaparecem, o corpo se habitua, e entramos em vitória na prática do jejum semanal.
Quantas vezes jejuar?
O jejum bíblico era praticado de 2 a 3 vezes por semana.  É bom adquirir esta prática para estarmos sempre prontos para qualquer eventualidade, pois Jesus disse, quando jejuardes e não se jejuardes, confira em Mt 6:16 e Mt.17:21.
Exemplos de jejum bíblico
Jesus fez um jejum por 40 dias e 40 noites no deserto sem comer (MT 4:2).
Moisés fez 2 jejuns sobrenaturais quando passou 40 dias e noites no monte, na presença de Deus. Ele não comeu nem bebeu nada. Foi sustentado por Deus, pois, senão, teria morrido (Dt 9:9-18).
Elias fez jejum sobrenatural.  Comeu 2 pães e tomou 2 botijas de água que um anjo lhe deu, e com isso, andou por 40 dias e 40 noites (1 Rs 19:3-8).
Daniel fez jejum parcial comendo só legumes e água por 3 anos. Dn. 1:3-20 Depois fez jejum das delícias, sem “nada desejável, nem carne, nem vinho”, durante 3 semanas (Dn 10:2,3).
Neemias jejuou por alguns dias, orando e lamentando pelo sofrimento do povo (Ne 1:4).
Josafá e toda tribo de Judá jejuou para pedir socorro ao Senhor (2 Cr 3,4,13-17), obtendo um dos maiores livramentos registrados.
O rei e o povo de Nínive (incrédulos) jejuaram em arrependimento por seus pecados, inclusive os animais (Jn.3:5-10) e Deus perdoou seus pecados e não destruiu a cidade.
Ester, suas servas e o povo de Israel fizeram jejum total de 3 dias para que não fossem mortos pelo mandado do rei (Et 4:16, 8:10-12,  9:2)
Esdras jejuou para pedir proteção de Deus em sua viagem (Ed 8:21-23)
Os discípulos de Jesus jejuaram em várias situações (At 9:9, At 13:2,3, At 14:23)
É bom para a Igreja ter a prática do jejum, especialmente nestes “tempos tão atribulados”, mas ainda assim, o Espírito Santo chamará indivíduos ou grupos ou ainda toda uma congregação para jejuar por algo específico quando julgar necessário. Se a Igreja já pratica o jejum, não será difícil obedecer. Estejamos, pois,  preparados como bons soldados de Cristo.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante