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terça-feira, 28 de outubro de 2014

VAMOS A PESCARIA....


                                                          VAMOS A PESCARIA...
Marcos 1.17
-Introdução: Jesus chamou seus discípulos quando estavam pescando e lhes chamou para pescar outras pessoas para o evangelho. A partir daquele momento os discípulos usaram suas técnicas de pesca para ganhar pessoas para Cristo.
Quais seriam as qualidades primordiais de um bom pescador?
Você é um bom pescador?
Vamos comparar algumas qualidades de um bom pescador com um evangelista:
 1- Paciência: Marcos 15.15,16.
A pesca exige espera e paciência para que o peixe venha e morda a isca. Às vezes é rápido, mas tem horas que demora muito até pegar o primeiro peixe.
O mesmo acontece com a pregação do evangelho. É preciso estar pronto e incansável, disponível para abençoar vidas e no momento certo a pessoa se entrega ao evangelho. Jesus mandou pregar para todas as pessoas sem exceção.
Você tem sido paciente ao evangelizar?
Tenha paciência com a pessoa que está evangelizando!
2- Coragem: I Coríntios 9.16
O pescador não pode ter medo de água, vento, frio, espinhos, mosquitos ou qualquer outro perigo. Deve ter coragem de pescar em rios, cachoeiras, lagos, açudes e até no mar.
O pregador do evangelho também precisa dessa coragem. Não pode temer às pessoas nem a satanás. Para isso deve pensar como o apóstolo que necessita ganhar almas e então esquecer toda dificuldade.
Você tem coragem para evangelizar?
Seja corajoso, ouse e não tenha medo de falar!
3- Perseverança: II Timóteo 4.2
Se o pescador chegar ao lugar da pescaria e desanimar no primeiro instante, ele não consegue pegar nada. Precisa continuar tentando até fisgar o primeiro peixe.
Na evangelização é necessário ter essa persistência. Insistir até a pessoa entender a mensagem. Não pode desanimar nunca, pois quem convence o homem do pecado é o Espírito Santo (João 16.8) a obra da conversão é dele e a nossa tarefa é anunciar.
Você tem sido perseverante na evangelização?
Persevere, tente outra vez, você consegue!
4- Conhecer o peixe: II Timóteo 2.2
Dependendo do gosto do pescador, este se dá ao prazer de escolher qual peixe quer pegar. Para isso precisa conhecer o peixe e preparar o anzol, a vara e a isca adequada. Esta é uma pescaria seletiva. Mesmo se não consegue o que quer, o pescador sempre se satisfaz pescando seja qualquer espécie.
No discipulado é preciso conhecer o tipo de pessoa que você deseja alcançar. Se você tem condições para fisgar tal pessoa. Por exemplo, jovens alcançam mais eficazmente outros jovens. Se você souber conviver no meio que a pessoa vive e falar os assuntos que conhece, poderá comunicar de maneira mais eficaz.
Você conhece a pessoa que está evangelizando?
Faça amizade com quem quer evangelizar!
5- Não envergonhar: Romanos 1.15-17
O pescador não tem vergonha de sair de casa com um monte de equipamentos, andar molhado da água, ficar cheirando peixe ou mesmo de assumir que pescou uns poucos peixinhos pequenos.
Um verdadeiro cristão não pode ter vergonha de ser crente, de falar de Jesus, carregar a Bíblia, falar em público, etc. Quando estava no mundo não tinha vergonha de fazer as coisas do mundo e muito menos agora deveria se envergonhar do que é certo.
Você tem vergonha de falar de Jesus?
Tenha orgulho de ser um evangelista!
6- Ser sábio: Provérbios 11.30
A sabedoria é o segredo de uma boa pescaria. A sombra do pescador deve ficar ao contrário da água para que o peixe não perceba. Evitar o reflexo da pessoa na água também é bom para não espantar os peixes. E sabe a hora e o jeito que o peixe morde na isca.
Também o pregador da Palavra deve ser sábio, não se mostrar demais e sim anunciar a Cristo. Não espante as pessoas assustando com exigências. Às vezes o silêncio pode falar mais que muitas palavras. Aqui também vale o testemunho de vida que ajuda a pessoa a crer mais.
Você tem buscado sabedoria para ganhar almas?
Peça a Deus para te dar sabedoria na Palavra!
7- Não pesca em lugar errado: II Coríntios 10.16
Um pescador sabe onde pode pescar. Não vai a lugares proibidos nem em períodos proibidos. Também conhece o lugar apropriado para cada espécie. Além disso, nunca deve entrar em terreno privativo sem permissão para não furtar peixes em território alheio.
Um bom evangelista não fica pregando para crentes. Não ‘pesca em aquário’. Não fica procurando membros de outras igrejas. O verdadeiro evangelista sempre prega para pessoas que ainda não conhecem a Jesus.
Você tem evangelizado pessoas sem Jesus?
Evangelize pessoas que não conhecem Jesus!
Seja um pescador de Almas!
-CONCLUSÃO:
A pescaria com anzol é como a evangelização pessoal. Você fisga uma pessoa de cada vez.
Procure ter estas qualidades na evangelização:
-PACIÊNCIA, espere que consiga;
-CORAGEM, nunca tenha medo;
-PERSEVERANÇA, tente sempre mais uma vez;
-CONHECIMENTO, faça amizade com as pessoas;
-NÃO TEM VERGONHA; enfrente a realidade;
- SABEDORIA; seja sensível às oportunidades;
-NÃO PESCA EM AQUÁRIO; prega para não cristãos...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SANTIFICAI-VOS ESSA É A ORDENAÇÃO DE DEUS...


                                    SANTIFICAI-VOS ESSA É A ORDENAÇÃO DE DEUS...

1Pe. 1.13-15
13 Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. 14 Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. 15 Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
O que significa santidade?
Qual a importância da santidade na vida cristã?
Começamos este estudo com essas preguntas por simples razões, que precisamos analisar. Quando falamos varias e varias vezes sobre um assunto, isso no trabalho, na escola, ou em quaisquer outras áreas da nossa vida, isso mostra a importância que este assunto, ou tema tem para aquela realidade. A importância de algo ou de alguém é percebida, na maioria dos casos, pelo número de vezes que se comenta a seu espeito.
Isso também acontece com relação a alguns estudos bíblicos, pois quando alguns assuntos se tornam relevantes, percebe-se claramente a insistência em aborda-lo. Assim sendo se a santificação é um assunto pouco discutido na igreja, talvez seja porque a sua importância, para a vida cristã, tenha sido desconsiderada ou desprezada. Faça uma pequena reflexão, há quanto tempo você é evangélico? Nesse tempo você já foi instruído por seu líder, ou pastor a respeito da santidade, e qual a importância que ela tem para aas nossas vidas?
Definindo o que é santidade:
Acredito que seja mais produtivo esse estudo, se dizer o que não é santidade, assim teremos uma compreensão melhor quando ela for definida.
1.    SANTIDADE NÃO É
A.    MERO MORALISMO
Notadamente, alguns cristãos se destacam por sua postura moral, seu comportamento ético, honestidade, firmeza de caráter e palavras. Espera-se exatamente isso de cada cristão e é indiscutível que uma postura moral elevado faça parte de uma vida santificada. No entanto uma pessoa não precisa ser necessariamente cristã para ter essas qualidades, um padrão moral e de conduta. Veja o que fala Jesus em:
Mt 5. 46,47. 46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! 47 E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Mt.19.16-22 16 Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? " 17 Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos". 18 "Quais? ", perguntou ele. Jesus respondeu: " ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’". 20 Disse-lhe o jovem: "A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? " 21 Jesus respondeu: "Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". 22 Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Lc. 6. 32,33 32 "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam”? Até os ‘pecadores’ amam aos que os amam. 33 E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os ‘pecadores’ agem assim.
Outros textos: Lc. 11.12; At. 10. 1,2; 16.14; Rm. 2.14,15.
Encontramos em vários seguimentos da sociedade, pessoas cujo caráter e excelência moral superam em muito os daqueles contados como cristãos. Não estou dizendo que essa pessoa não sejam cristãos, pois sabemos que valores e práticas morais são construídos e lapidados ao longo de todo um processo. Basta olhar para nós mesmos e ver o quanto ainda temos uma longa estrada a percorrer na construção de uma vida imprescindível diante de Deus.
B.     ATIVISMO RELIGIOSO
Geralmente se confunde santidade com ativismo religioso, eu fui um que passei por esse processo, achava que a minha atividade na igreja, como líder, chegava cedo, arrumava tudo para o inicio do culto e etc... Era uma vida de santidade, mas quando apertado pelo Senhor descobrimos a nossa fragilidade, e quando Deus quer que entendamos a nossa situação, ele nos balança de uma forma que, não conseguimos suportar a sua santidade. Tendemos a qualificar as pessoas como santificadas na medida em que elas assumem cargos de liderança na igreja, ou se envolvem nas mais diversas atividades do templo. Aprendi que servir a Deus tem que partir de um coração voluntário, esse sentimento nasce naturalmente, uma vida consagrada a Deus trará prazer em servi-lo e servir ao próximo, mas ativismo religioso não pode ser sinônimo de vitalidade espiritual e em muitos casos é sintoma de que alguma coisa não está bem. Lc. 10.40-42.
C.    CONHECIMENTO DOUTRINÁRIO
O conhecimento doutrinário é fundamental para a vida cristã sadia e equilibrada, mas existem pessoas que estudam e esse conhecimento vira uma doença na cabeça dessas pessoas, que começam a interpretar de uma forma errada e perigosa contra ele mesmo, contra o próximo e contra Deus. Esse conhecimento é extremamente necessário para os cristãos. No passado vemos relatos, estudos e a própria Bíblia trazendo informações, sobre este assunto, sobre crescer no conhecimento. 2Pe. 1. 2,3 Graça e paz lhes sejam multiplicadas, pelo pleno conhecimento de Deus e de Jesus, o nosso Senhor. 3 Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.
Porem se esse conhecimento, que nos foi dado em Jesus Cristo usarmos para o nossas próprias teorias e ideias, estamos em sérios apuros. o teo o conhecimento sozinho, não é sinônimo de santificação. É verdade que precisamos dos conhecimentos teológicos, bíblicos e doutrinários para crescer espiritualmente, todavia esses conhecimentos devem ser usados como uma ferramenta. A partir do momento em que ele se torna um objeto em si mesmo, perderá a sua razão de ser.
2 Pe. 1. 5-8 5 Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; 6 ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; 7 à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. 8 Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos.
D.    ESPERIENCIAS ESPIRITUAIS
Outra prática que se percebe em nossos dias é igualar a santificação com experiências espirituais. A vida cristã é uma comunhão diária e intensa com o Senhor Deus e não pode ser padronizada por ninguém, a não ser pela própria Bíblia. Assim como em todos os relacionamentos, o relacionamento com Deus é marcado por experiências individuais. Entretanto ninguém pode ser rotulado como mais ou menos santo pela qualidade e tipos de experiências que tem um exemplo à igreja de Corinto. “Eu sou de Paulo, outros, eu de Apolo e etc”.
2.       SANTIDADE É
a.      No Antigo Testamento
A Palavra hebraica usada para se referir ao que é santo é “qadosh”, cujo significado básico é “separar dentre outras coisas”. Entretanto, as opiniões sobre o significado da palavra santificar, no Antigo Testamento, oscilam entre “brilhar e cortar”. Uma da à ideia de pureza e a outra de separação. No entanto, o conceito de separação é mais forte e adequado para o uso do termo. Pessoas eram separadas para serviços específicos. LV. 21.8 e utensílios eram separados para serem usados no templo Êx. 35. 10-19. A palavra também se refere a uma separação de cunho moral e ético que distinguiria o povo de Israel dos demais. Em fim os termos relacionados à santificação. No Antigo Testamento, apontavam para a realidade de que Israel era o povo santo (separado) para o serviço de Deus e deveria evitar qualquer coisa que desagradasse a esse Deus. Ainda que o conceito de santidade tenha em si a realização de atributos morais e espirituais, ele tem muito mais a ver com um estado de relacionamento, de comunhão e consagração ao Senhor.
b.      No Novo Testamento
No Novo Testamento a palavra é “hagios”. Essa palavra é usada para descrever a santificação dos crentes em dois sentidos: O primeiro é a separação da prática do pecado deste mundo; O segundo é a consagração ao serviço de Deus.
c.       Definição
Em primeiro ligar devemos lembrar que o pecado trouxe a humanidade duas consequências das quais advém todos os demais problemas da raça humana:
A culpa e a corrupção. A culpa está relacionada com a penalidade pela desobediência do homem a Deus e a justa retribuição pela mesma. Neste caso, o homem se encontra condenado.
A corrupção. É o efeito do pecado sobre toda a natureza humana, levando assim o ser humano a cometer mais pecados ainda. Neste caso o home se encontra corrompido. A justificação é a solução para a culpa do pecado. Ela ocorre quando o pecador é declarado por Deus justificado da sua culpa, não pesando sobre o homem nenhuma condenação. Rm 5.1, é algo que acontece fora da pessoa e de modo definitivo. É um ato livre, soberano e gracioso do Senhor Deus, no qual o homem não tem nenhuma participação ou mérito. Todo esse processo tem como base a obra expiatória de Jesus Cristo, que morreu na cruz do Calvário.
A corrupção por sua vez, é tratada pela santificação. “Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão”. Essa obra da graça de Deus, diferentemente da justificação, é realizada dentro de nós. Seu agente é o Espírito Santo que aplica em nós os resultados da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a quem o crente está unido. A santificação também envolve a nossa participação responsável, e o seu objetivo é restaurar a imagem de Deus, que em nós ficou corrompida por causa do pecado, e nos habilitar a viver de forma a agradá-lo. Partindo dos conceitos bíblicos, pela santificação somos capacitados a um novo relacionamento com o Criador, tanto para servi-lo quanto para adora-lo.
3.      Aspectos da santidade na vida pessoal
Uma vez que a santidade não pode ser confundida com práticas externas, vejamos inicialmente como ela está intimamente ligada à vida de uma pessoa.
A santidade e o Coração
A palavra coração no sentido bíblico é usada como o centro da vida pessoal, a fonte de toda motivação, dos pensamentos e dos desejos, ou seja, o mais intimo do ser humano. Segundo o ensino bíblico, a santidade começa exatamente no coração, já que todas as atitudes humanas são praticamente, reflexos daquilo que se passa nele. Pv 27.19 Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós. O Antigo Testamento está repleto de referências que tratam da importância que tem o coração do homem diante de Deus.
Dt. 6. 5 Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.
Sl. 51.10 Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável.
Sl. 119.11. Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.
Pv. 4.23 Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.
Jesus Cristo em seu ministério, insistiu que, se o coração não estiver santificado, todo o corpo estará em pecado.
Mt. 15.19 Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias.
Mc.7.21 Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios,
Por isso, a análise que o Senhor Deus faz da vida de uma pessoa começa pelo coração. 1Sm 16.7 O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".
Rm.8.27 E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.
Assim, sendo, se alguém deseja trilhar o caminho da santificação deve começar examinando as suas motivações interiores, elas devem proceder do coração. Deste modo a santificação não será confundida com ascetismo, formalismo ou legalismo. A santificação deve ser uma resposta de gratidão do pecador pela graça recebida, reconhecendo não haver nele nenhum bem que o fizesse merecedor.
A santidade e o Temperamento
Geralmente as pessoas culpam seu temperamento para justificar as suas faltas. Diversos pecados são apontados, meramente como características de um determinado tipo de temperamento. Assim passou a ser a preguiça, ira, animosidade, cinismo, dentre tantos outros. Embora para algumas pessoas seus comportamentos sejam reações naturais da sua forma de ser, isso não significa que algumas das suas atitudes ou reações não sejam pecaminosas. O temperamento de cada pessoa também está sujeito ao pecado e precisa ser trabalhado na escola da santificação. (Gn. 4. 7 Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo"). Veja a repreensão que Deus estava dando a Caim, fala de procedimento, pensamentos pecaminosos, atitudes erradas. E no final do versículo Ele diz a Caim. Esses desejos você deve domina-lo. Tem muitos cristãos que se escondem nessas atitudes, agem de uma forma grosseira, arrogante pra com outras pessoas e se alicerça na sua verdade “ele tinha que escutar o que eu estou falando, ninguém fala dos erros dele, alguém tem que falar algumas verdades pra essa pessoa”. E usam de palavras fortes e erradas para tentar corrigir tal pessoa. O apostolo Paulo exortando aos gálatas ele diz. Gl.6. 1 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. O apostolo ainda orienta dizendo, cuide-se pra não cair no mesmo erro. Então, assim sendo, precisamos observar a nossa atitude, no falar, no temperamento, na nossa forma de agir.
A santidade e os relacionamentos pessoais
Viver uma vida isolada, distante das pessoas, ou das grandes cidades, ou em mosteiros etc. não nos leva a uma vida de santidade. Muitos acham que viver em uma vida isolada em mosteiros, ou, coisa desse tipo, o ajuda a ter uma vida de santidade. Errado!
Certamente existe a necessidade de cultivarmos momentos de comunhão com Deus, porém, definitivamente, não há santificação na busca do isolamento pleno. Cl 2.23 Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. Aliás, é exatamente por meio dos relacionamentos que haverá, ou não, a genuína demonstração de uma vida de fé e amor. 1Co. 13.2 Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.
Tg. 2.17 Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.
Na comunidade é que somos edificados e temos o nosso caráter testado e moldado. Na igreja, na família e na sociedade é que demostramos, ou não, os frutos do Espírito e as marcas de um coração santificado.
Ef. 4.11-16 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. 14 O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16 Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.
A importância da santidade para a igreja.
Numa época em que tanto se discute estratégias de crescimento e planejamento de igrejas, talvez a santidade, um dos principais itens, seja esquecido. Vejamos algumas verdades ministeriais do trabalho eclesiástico onde a santidade é fundamental.
1.      Pregação e ensino da Palavra de Deus. Não se vê mais pregação e estudo com esse tema. Existem todos os tipos de temas menos esse SANTIDADE PARA A IGREJA DO SENHOR.
2.      Liderança. A cada dia vem crescendo o número de seminários e escolas de estudos teológicos, escola de formação de lideres etc. Técnicas são desenvolvidas e uma quantidade enorme de livros é vendida anualmente sobre o assunto. E com isso muitos tem se afastado do verdadeiro ensinamento, muitos tem esquecido este principal quesito. Não se pode esquecer que o comprometimento com a santidade é indispensável àquele que quer servir como líder entre o povo de Deus. Gn.71; Js.1.7,8; 1Sm.15.22. Essa orientação bíblica deve ser aplicada com sabedoria por todos aqueles que estão imbuídos da tarefa de escolher seus lideres. At. 6.3; 1Tm. 3.1-7; Tt.1.5-9. Se deixarmos que o prestigio de uma pessoa, sua formação acadêmica, seu carisma ou apresentação pessoal nos fascinem, corremos o risco de fazer uma má escolha, assim como aconteceu, por exemplo com Israel ao escolher seu primeiro rei, Saul.
3.      Evangelismo. O conteúdo da atual evangelização também deve ser reavaliado segundo o proposito de Deus, que é a santificação para seus filhos. 1Ts 4.3ª A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. A mensagem do evangelho sempre foi pregada com ênfase ao arrependimento, que era uma exigência.
Mt. 3.2  Ele dizia: "Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo".
Mt.4.17 Daí em diante Jesus começou a pregar: "Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo".
At. 2.38 Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo”.
At. 17.30,31 No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam.
31 Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos".
At.26.20 Preguei em primeiro lugar aos que estavam em Damasco, depois aos que estavam em Jerusalém e em toda a Judéia, e também aos gentios, dizendo que se arrependessem e se voltassem para Deus, praticando obras que mostrassem o seu arrependimento.
Não basta um mero assentimento intelectual ou comprometimento social, porque o proposito de Deus na vida do pecador começa com a sua regeneração e caminha em direção à glorificação. A entrada que liga essas duas pontas é a santificação. Esse modelo bíblico de evangelização, onde o que é requerido do pecador é claramente explicado, deveria ser levado muito mais a serio, assim, o evangelho deixaria de ser apresentado como proposta de um bom negócio com Deus. Precisamos redescobrir a santidade, precisamos ver qual a importância que a santidade tem pra nossa vida cristã. Para finalizarmos meditemos nesse texto.
1 Pe.1.16
pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".
Tg. 1.4
E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.
Mt. 5.48
“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês”.
Que Deus nos ajude a vivermos uma vida de santidade...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 26 de outubro de 2014

JESUS OU BARRABÁS...


                                                    JESUS OU BARRABÁS...
Mateus 27:11-26
Introdução
Jesus está diante de um tribunal. Este tribunal é diferente de todos os outros tribunais já forjados na terra. De um lado estão os homens, representando a promotoria cujo papel é acusar. Do outro lado está Jesus, o Deus encarnado, na condição de réu. De um lado estão os homens, pecadores, corruptos e injustos. Do outro lado Deus, santo, onipotente e justo. Este foi o dia na história da humanidade onde os homens julgaram a Deus.
Jesus enfrentou seis julgamentos, sendo três julgamentos na esfera religiosa e três julgamentos na esfera civil.
• 3 julgamentos religiosos:
- Na casa de Anás (ex-sumo sacerdote);
- Na casa de Caifás (sumo sacerdote em exercício);
- No Sinédrio (Conselho de Anciãos – composto por 70 homens).
• 3 julgamentos civis:
- Diante de Pilatos;
- Diante de Herodes;
- Diante de Pilatos.
Em seus seis julgamentos, Jesus foi condenado em todas as instâncias. No tribunal religioso ele foi condenado à pena de morte pelo crime de blasfêmia, por se denominar Filho de Deus, ou seja, intitular-se como Messias. No tribunal civil Jesus foi condenado à pena de morte pelo crime de insurreição e rebelião, por se denominar rei. Diante do tribunal humano, Jesus foi considerado culpado.
Entretanto, existem duas marcas fortíssimas no julgamento de Jesus: ilegalidade e injustiça. Senão, vejamos:
1 - Todos os julgamentos de Jesus aconteceram de madrugada. Jesus foi preso entre duas e três horas da madrugada. Às nove horas da manhã já estava pendurado na cruz, ou seja, em menos de seis horas Jesus já havia passado por seis julgamentos diferentes.
2 – Jesus não teve direito a um advogado. Outro aspecto que merece ser pontuado é o fato que Cristo não teve direito a nenhum advogado, pois já naquela época havia a figura do defensor, amparado inclusive pela lei romana vigente. Nesse sentido, foi-lhe negado o direito ao contraditório e a ampla defesa. A Bíblia afirma que Jesus permaneceu em silêncio diante do seu julgamento. Assim o evangelista Marcos narra o julgamento de Pilatos: “Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem! Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar” (Mc 15:4,5).
3 – A sentença baseou-se em falsas testemunhas. O evangelista Marcos registra o depoimento das testemunhas: “E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não o achavam. Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os a depoimentos não eram coerentes” (Mc 14:55,56). O evangelista Mateus é mais enfático ao afirmar a busca dos sacerdotes por testemunhos acusatórios falsos: “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte” (Mt 26:59).
4 – A condenação veio sem que nada de concreto pudesse ser provado contra ele. No julgamento civil a Bíblia afirma: “Disse Pilatos aos principais sacerdotes e ás multidões: Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23:4).
Exatamente neste interstício do julgamento de Jesus que surge uma figura singular. Trata-se de um homem chamado Barrabás. Mas, afinal de contas, quem é Barrabás? Barrabás é um criminoso, assassino, rebelde e agitador. Alguém que queria tomar o poder através da violência. Charles Swindoll diz que a figura contemporânea que mais se aproxime de Barrabás é o terrorista. Barrabás estava na lista dos homens mais procurados do império romano.
A Bíblia afirma que Barrabás foi introduzido no julgamento de Jesus: “Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem. Naquela ocasião tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás. Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado o Cristo” (Mt 27:15-17).
Este é o cenário deste tribunal. De um lado Jesus (Deus, santo, justo, perfeito e puro) e do outro Barrabás (pecador, violento, assassino e rebelde). Mesmo diante da discrepância entre esses dois homens, a Bíblia diz que Jesus foi condenado e Barrabás foi liberto. Cristo foi sentenciado à morte e Barrabás foi absolvido de seus crimes. Jesus iria para a cruz e Barrabás voltaria para casa.
Diante disso, podemos questionar: Por que esse homem escapou da cruz?

I – Porque Jesus tomou o seu lugar (v. 17).
Três homens seriam crucificados naquela sexta-feira: um assassino e dois ladrões, Barrabás e outros dois homens. Aquela cruz do meio estava reservada para Barrabás.
Barrabás estava no corredor da morte, esperando apenas a execução da sua sentença. Portanto, Barrabás sabia que a cruz do meio era para ele. Aqueles cravos eram para ele. Aquele sofrimento estava reservado para ele.
Na teologia há o que chamamos de tipologia, ou seja, algo que simbolizava ou tipificava algo maior. Por exemplo, o reino de Davi tipificava o reino do Messias que seria estabelecido; Gênesis 22, quando Deus pede para Abraão sacrificar seu único filho Isaque, é uma tipologia do que Deus haveria de fazer com seu único filho; quando Oséias casa com uma prostituta o propósito é mostrar ao povo o adultério espiritual que a nação estava vivendo.
Sendo assim, neste texto Barrabás tipifica alguém: você! O que Cristo fez por Barrabás morrendo em seu lugar, foi exatamento o que Ele fez por nós: morreu no nosso lugar. Aquela cruz do meio era minha. Aquela cruz do meio era sua. Jesus ao invés de Barrabás significa Cristo ao invés de nós.
Deus não seria injusto se mandasse todos nós para o inferno. Na verdade, ele estaria exercendo sua justiça. Nós não merecemos ir para o céu. Nada do que você faça pode te levar para o céu. Por mais que você tente, por mais que você se esforce. A salvação não é alcançada por aquilo que fazemos, mas por aquilo que Cristo fez. Isso chama-se graça. Calvino chamou isso de Graça Irresistível. Charles Swindoll disse que “Deus construiu uma estrada para o céu. Esse caminho foi pavimentado com o sangue de Cristo”.
II – A morte de Jesus garantiu a sua liberdade (v. 26)
Páscoa significa libertação. A festa da Páscoa foi instituída para comemorar a libertação do povo do Egito (Êxodo 12). Não tem nenhuma ligação com coelho ou ovos de chocolate. Na noite que antecedeu a libertação do povo, Deus mandou a última praga: a morte dos Primogênitos. O povo de Deus deveria entrar em suas casas, sacrificar um cordeiro tomar o sangue do animal e aspergir sobre os umbrais e sobre as portas. Naquela mesma noite o anjo da morte iria passar por sobre a terra do Egito e ceifar a vida de todos os primogênitos, com exceção daqueles que estivessem nas casas marcadas pelo sangue do cordeiro morto na noite pascal. Assim diz a Bíblia: “O sangue vos servirá por sinal nas casas...” (Ex 12:13). A morte do cordeiro pascal garantiu a vida e a libertação do povo no Egito.
Por semelhante modo, o derramamento do sangue de Cristo, o cordeiro de Deus, garantiu a liberdade de Bartimeu. Jesus foi sentenciado para que ele pudesse alcançar a anistia. O apóstolo Paulo afirma que “Para liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl 5:1).
Conclusão
No ano de 2005 a revista Superinteressante publicou uma matéria com o seguinte título: Quem matou Jesus? No decorrer da matéria, os autores traziam cinco teses diferentes:
1 – os romanos;
2 – os judeus;
3 – a multidão insensata;
4 – os líderes judaicos que manipularam a multidão;
5 – Pilatos.
Biblicamente, todas estas respostas estão erradas. Conquanto, todas essas pessoas tenham tido participação na execução de Cristo, nenhuma delas pode ser responsabilizada individualmente. Segundo o ensino das Escrituras, somente uma pessoa pode ser declarada culpada pela morte de Jesus: você! Ele morreu por sua causa. Você é o grande motivo da morte de Jesus...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 25 de outubro de 2014

MULHERES USADAS POR DEUS...


                                                 MULHERES USADAS POR DEUS...
Introdução
Muito se tem dito a respeito de como deve ser o comportamento da mulher. Em todas as nações padrões são pré-estabelecidos. Regras e punições na não observância destes padrões são impostas às mulheres. Causando-lhes sentimentos de frustração, rejeição, desvalorização e medo.
Na igreja de Cristo, quando se fala na mulher que Deus quer usar, logo nos vem a mente uma supermulher. Formada em alguma renomada universidade estrangeira, mulher elegante, de posses, ótima mãe, esposa, enfim, uma mulher perfeita.
Mas, em contrapartida, Deus tem para a mulher, os SEUS padrões de comportamento, vida familiar e preparo. O Senhor quer que ela viva de acordo com o que ELE planejou e não de acordo com o que o sistema do mundo ensina ou espera da mulher. Isto porque nós, mulheres Cristãs, não somos do mundo. Vivemos sim no mundo, mas não pertencemos a ele. As regras que devem reger nossas vidas vêem do Céu. De Deus.
“Vós não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi…” João 15:19.
Deus sabe exatamente qual é o nosso lugar na família, na sociedade e no SEU Reino. Se toda mulher soubesse disto, trataria de correr para este lugar que é só seu. E, que através de Cristo, nos foi conquistado. Lugar de honra, de amor, paz e satisfação.
“TUDO O QUE JESUS CONQUISTOU NA CRUZ É DIREITO NOSSO, É NOSSA HERANÇA”.
Esta conquista vem por meio de Jesus e é vivida por Maria Madalena. Mulher de Deus cuja vida irá analisar no presente estudo.
1.         A mulher que Deus quer usar tem que ter um encontro com Jesus.
Lucas 7:37 narra que uma mulher pecadora (Maria Madalena), entra na casa de um fariseu e tem um encontro Jesus. Será que ela não sabia onde estava entrando? De forma alguma! Ela sabia que entrar naquela casa seria uma atitude extremamente ousada, que poderia causar-lhe muitos constrangimentos, acusações e quem sabe até alguma punição. Mas mesmo assim ela entrou. Com certeza ela já havia ouvido falar de Jesus, e percebeu o quanto necessitava DELE; do Seu amor, do Seu perdão e da Salvação.
O Fariseu quando a viu, indignou-se, pois sabia que se tratava de uma “pecadora”. Ele tinha uma imagem daquela mulher antes daquele encontro. A de “Pecadora”. Será que esta imagem mudou depois do encontro? Para muitas pessoas que conheciam aquela mulher com certeza, não.
O mundo age desta forma. Ele olha para nós, nos julga e nos condena. Não importa o quanto procuremos ser bons ou quantas mudanças possam ocorrer em nossas vidas. Uma vez “pecador” sempre “pecador”. Não importa o que tenha acontecido na vida de Maria que a levou àquela vida. Ela era vista como a “pecadora”, indigna, imunda!
O Ser humano tem uma grande preocupação com sua reputação. “O que vão dizer de mim? O que vão pensar de mim?” Exclamam apavorados!
Prezado Leitor, não importa o que as pessoas dizem a teu respeito. Importa sim, o que Cristo tem a lhe dizer. E Ele diz: “Vinde a mim todo o que estão cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”.
Depois que Maria encontrou Jesus, tudo se tornou diferente.
2.         A mulher que Deus quer usar tem que se arrepender do pecado.
A Necessidade de perdão, A tristeza de uma vida de pecado, foi o que impulsionou Maria até Jesus. E quando ela ficou frente a frente com o Mestre, sua reação foi de quebrantamento e rendição ao Senhor. Jesus é como um espelho que mostra a nossa real condição de pecadores e o quanto necessitam ser limpos através do sangue de Jesus.
A Santidade de Jesus nos impacta. Os grilhões do pecado são quebrados ante Jesus Cristo. E não há como ficar estático ou indiferente à Sua presença. Nosso espírito anseia por Cristo, nossa alma doente grita por misericórdia e perdão, e nosso corpo rende-se literalmente, de joelhos diante de tão gloriosa salvação.
3.         A mulher que Deus usa é uma adoradora.
O texto de Lucas mostra-nos também que ela ungiu-o com unguento. Naquela época, muitas pessoas guardavam unguento para vendê-lo em horas de necessidade. Já que era algo de valor significativo. Uma vez que não existiam esgotos, chuveiros, usar perfume era um luxo, e o comércio de especiarias era comparado ao de petróleo de nossos dias. Provavelmente, Maria adquiriu este unguento na prostituição, e no decorrer de um ano. Ela depositou o que possuía de mais valioso ante Jesus. Era uma pequena fortuna lançada a Cristo em adoração.
“Ela beijou os pés de Jesus, Lavou-os com suas lágrimas e enxugou-os com seus cabelos”. Normalmente as mulheres da época andavam com seus cabelos presos e cobertos. Mostravam-nos somente para seus maridos. Com certeza esta atitude chocou e escandalizou os presentes. Mas esta atitude mostra que a mulher despojou-se de si mesma. Ela literalmente rendeu-se a Jesus.
Com certeza Maria chorou muitíssimo. Quanto tempo ela permaneceu naquela casa a bíblia não menciona, mas imagino que durante o tempo em que permaneceu lá, comentários e cochichos dos presentes podiam ser ouvidos inclusive por ela. Mas ela não se importou. Ela olhou somente pra Jesus. Ela queria adorá-lo e receber perdão para sua alma cansada.
E Jesus? Jesus viu o pecado daquela mulher, a perdoou e a salvou. Ele não fixa os olhos em nossos pecados, mas fixa nas possibilidades que há em nós. Já o mundo olha o nosso pecado e nos marca para sempre!
4.         A mulher que Deus usa é uma discípula.
Depois deste acontecimento Maria resolveu verdadeiramente servir e seguir Jesus. Ela amou-o, serviu-o e aprendeu d’Ele.
Deus espera que sejamos suas discípulas.
O Discípulo era aquele que deixava toda a sua vida para trás e seguia Jesus. Nada era tão importante quanto conhecer e seguir Jesus. Nada era tão urgente quanto Proclamar o evangelho de Cristo e anunciar que o Reino de Deus está Próximo. E Maria era uma discípula. Não uma entre os 12, mas ela fez tudo o que pode para seguir Jesus. Ela esteve o mais próximo que pode do Mestre. Ela até ultrapassou os limites ditados na época para as mulheres, tanta era a sede e o amor que tinha pelo Senhor.
5.         A mulher que Deus usa é aquela que vai até o Fim.
Muitas vezes nos deparamos com situações que tenta nos desviar do plano de Deus para nossas vidas. Dificuldades que tentam desviar o nosso olhar de Cristo. Achamos que a nossa caminhada vai ser somente de flores, mas percebemos que não é assim. Muros se levantam à nossa frente. Bem no meio do caminho! Será que estamos dispostas a caminhar por este caminho Chamado “Plano de Deus”, seja ele como for, esteja ele como estiver? Temos visão de fé para tanto?
A Bíblia relata que dada à crucificação de Jesus, os discípulos fugiram. Pedro negou-o três vezes e os outros sumiram. Mas Maria Madalena, com seu coração em pedaços, na incerteza do que aconteceria logo após, manteve sua visão de fé no Mestre. Certamente ela lembrou-se de todos os Seus ensinamentos e foi isto, a palavra de Deus, que firmou a sua fé.
O Conhecimento da palavra de Deus. A amizade e confiança que depositava nele justamente por conhece-lo de perto. Maria esteve ao lado de Jesus até o último momento. A CRUCIFICAÇÃO (aparente morte).
6.         A Mulher que Deus usa é aquela que vai até o fim ao lado do Mestre.
Maria Madalena provou que realmente era uma mulher de Deus. Não apenas por que foi alcançada por Jesus, na ocasião do 1o- encontro, mas porque ela viveu para servir, adorar e aprender do Mestre. Todos os dias da sua vida foram dedicados a Cristo.
E Deus a honrou. Ele deu-lhe um privilégio tremendo que não foi dado a homem nenhum, nem aos discípulos! Mt 28:1 – Maria Madalena foi a primeira na tumba de Cristo, e saiu anunciando que Ele havia ressuscitado. Ele a incumbiu de ser a 1o- pessoa a anunciar: Jesus está vivo! Ele ressuscitou!
Conclusão:
Deus quer usar você Mulher, de forma plena, com poder e autoridade. Basta você querer e se dispor. Saiba que Deus não chama os capacitados, mas Ele capacita os chamados. Àquele que diz sim ao chamado de Deus, Ele Capacita, Ele Supre, Ele respalda e Ele envia. Não tenha medo do amanhã, mas, confie em Deus.
O Senhor te chama Hoje para fazer parte da grande comissão daqueles que levam o evangelho de Cristo. Chega de estar na igreja apenas ouvindo da palavra, recebendo das bênçãos de Deus e não fazendo nada para o Senhor. Muitas mulheres bebem abundantemente da água da vida que é Cristo e não oferecem nem um gole sequer àqueles que estão morrendo de sede à sua volta. Você não foi chamada apenas para ser diferente, mas para fazer diferença!
Deus quer te usar. Deixe-o te usar. Queira ser usada por Ele...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

HUMILHAÇÃO FAMILIAR...


                                                       HUMILHAÇÃO FAMILIAR...
Gênesis 16.6-13
-Introdução: Uma das coisas mais difíceis de suportar é a humilhação. Ser humilhado é ser considerado inferior do que realmente é. O desprezo, a afronta ou rebaixamento são formas de humilhar alguém. Como é doloroso ser humilhado.
Agar foi uma escrava de Sara e Abraão que foi usada para dar um filho ao casal. A humilhação já era algo comum na vida de Agar, como escrava. Mas neste momento ela foi expulsa de casa por sua patroa. Tudo começou porque Agar engravidou e quis se exaltar desprezando sua senhora (v.4,5).
O mais importante a fazer para não sofrer humilhação é nunca se exaltar “pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lucas 14.11). Se não quero ser humilhado também não devo humilhar ninguém e “tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7.12).  Se o homem te humilhar, deixe Deus te exaltar.
Como vencer a humilhação?
Com o exemplo de Agar vamos aprender a dar a volta por cima quando for humilhado:
1- Busque um Refrigério: v.6-8
A atitude de Agar ao ser humilhada por Sara foi fugir para um lugar deserto, contudo próximo a uma fonte de água. Foi neste momento que um anjo de Deus lhe apareceu para confortá-la.
Sair um pouco do clima de tensão. Fazer uma caminhada. Refletir bastante. Principalmente estar em um lugar agradável, faz muito bem para aliviar a pressão que sofremos quando passamos por humilhação. Deus pode te surpreender com sua presença. Às vezes não conseguimos sentir a presença de Deus em meio a confusão, por isso é tão importante sair um pouco para esfriar a cabeça e depois voltar sem tomar decisões precipitadas.
Jesus é a fonte de água vivia que nos refresca em meio aos desertos da vida. Sempre que precisar de ajuda, lembre-se que Ele também foi humilhado e agora pode ajudar você. Tenha temor de Deus antes de qualquer reação porque “o anjo do Senhor acampa-se ao redor daqueles que o temem e os livra” (Salmos 34.7). Procure um local e momento de refrigério em oração e meditação na Palavra de Deus.
Está cansado de ser humilhado?
Busque refrigério em Deus!
2 – Ouça a voz de Deus: v.9-12
A segunda atitude de Agar foi ouvir a voz de Deus através do anjo enviado pelo Senhor. A mensagem do anjo foi para que voltasse para a casa de sua patroa e se humilhasse diante dela. O que o anjo falou para ela não foi o que esperava, mas foi a vontade de Deus para sua vida.
Agar obedeceu porque sabia que seria exaltada pelo Senhor. Recebeu inúmeras promessas para o futuro de sua família. Mas por enquanto precisava se sujeitar ao convívio com Sara para esperar o tempo de gestação do filho de Abraão até que estivesse pronto para enfrentar a vida no deserto.
Quando alguém te humilhar, tome cuidado com palavras de pessoas que vêm te consolar com sentimentos de comiseração e te enchem de auto piedade. Deus é misericordioso, mas não te vê como um coitadinho. Você é capaz de vencer tudo e se for preciso suportar privações por um tempo, logo adiante conseguirá dar a volta por cima.
Existem situações na vida em que a humilhação precisa ser suportada durante um tempo. Por exemplo, quando você está em uma situação inferior num emprego ou quando você mora de favor com alguém. De nada adianta ‘chutar o balde’ de uma vez. Às vezes é melhor esperar um pouco e quando sentir que é a hora certa sair ou receber a recompensa.
Antes de fazer qualquer coisa, peça a direção de Deus. Busque o fruto do Espírito para vencer cada situação humilhante que você enfrenta (Gálatas 5.22,23). E se Deus não te falar nada? Então não faça nada.
Você busca a direção de Deus antes de reagir a uma humilhação?
Não faça nada até saber o que é que Deus tem para sua vida!
3- Confie que Deus está vendo tudo: v.13
A maior convicção da vida de Agar veio através da oração. Ela invocou ao Senhor. E a resposta que obteve foi que o Senhor está vendo tudo. A partir de então ela continuou sua vida baseada na certeza de que um Deus soberano estava olhando por ela.
Viver sob a perspectiva da soberania de Deus é algo maravilhoso. Esta confiança no poder infinito do Senhor nos ajuda a conformar com coisas que não conseguimos mudar, mas também acreditar que nada é impossível para Deus. Quando olhamos para as pessoas ou pensamos que estão nos olhando de maneira injusta, ficamos revoltados e cheios de amargura. Então vale mais a pena saber que Deus está nos contemplando com seus olhos cheios de amor, mas também de justiça porque não pode ver o erro e deixar impune.
Creia que Deus está vendo o que estão fazendo com você e fará justiça a seu favor. Sendo assim, não precisa fazer nada contra quem te humilhou, lembrando do ensinamento bíblico de “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12.19). O juízo final deve ser uma certeza na vida do crente, para pedir perdão por seus pecados e saber que a justiça de Deus se cumprirá.  Você nem precisa ficar dando explicações porque o seu Advogado te defende e o Justo Juiz testemunha a seu favor e te absolve.
Já pensou que Deus está vendo tudo?
Confie na justiça de Deus para te exaltar!
-CONCLUSÃO:
Agar voltou para a casa de Sara, suportou a humilhação por mais um tempo. Depois o mesmo anjo de Deus lhe abriu os olhos para ver um oásis no deserto onde foi feliz, construiu sua família com seu filho e com uma grande descendência (Gênesis 21). O tempo de humilhação de Agar acabou e ela foi exaltada por Deus. Até hoje Agar é reconhecida como uma mulher de fé.
A humilhação é a escola da humildade. Quando passamos por humilhação aprendemos a ser humildes. Ser humilde não é uma falsa modéstia e sim a capacidade de não se considerar superior aos outros (Filipenses 2.1-4). O maior exemplo de humildade que conhecemos foi o de Jesus que suportou a maior de todas as humilhações (Filipenses 2.5-10). Mesmo sendo Deus, se fez pequeno ao ponto de ser condenado pelos homens, mas foi exaltado até a sua glória nos céus.
Você está sendo humilhado por alguém?
Espere um pouco e Deus te exaltará...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

JESUS MEU, MESTRE E SENHOR...


                                              JESUS MEU REI, MESTRE E SENHOR...
Você já deve ter cantado várias canções com as seguintes expressões: “eu nasci para te adorar, eu quero ser um adorador etc.” Mas infelizmente muitos de nós sequer sabemos o real significado da adoração.
Vivemos num país que se diz laico, onde há uma diversidade de religiões em busca de diferentes deuses.
Muitos adoram o sol, a lua, a criação, objetos formados por mãos humanas, porém nós adoramos um Deus pessoal e único: Jesus Cristo o autor e consumador da nossa fé.
Sinceramente penso que estamos muito aquém do verdadeiro adorador, daquele tipo que o Pai procura para serem seus adoradores, não aqueles que adoram só aos domingos quando cantam os louvores e pensam que só na igreja é local de adoração, mas aquele tipo de adorador relatado em Jo. 4:24 que adoram ao Senhor em espírito e em verdade.
Como o tema desta mensagem é descobrindo a essência da adoração, o que devo fazer para Descobrir esta essência?
1° LUGAR DEVEMOS RECONHECER JESUS COMO NOSSO REI – V. 2
Naquela época os judeus aguardavam ansiosamente pela vinda do messias, eles se apegavam aos escritos do profeta Isaías que relatava firmemente a vinda de um salvador.
Quando Jesus nasce estes 3 magos foram em busca do Salvador e mesmo Jesus sendo um recém nascido eles o reconheceu como um Rei.
Nós temos grande facilidade de ver Jesus como amigo, aquele que advoga nossas causas, como o maravilhoso mestre, mas muitas vezes não conseguimos vê-lo como rei por quê? Por que rei governa e muitos não querem se sujeitar a um rei, querem agir por conta própria.
Portanto meus amados reconhecer Jesus como rei é muito mais do que expressar com palavras, mas é viver em santidade para agradar a um Deus Santo.
E viver em santidade nos dias de hoje parece cada vez mais difícil.
Vivemos num mundo onde os valores estão sendo invertidos onde a liberdade tem se tornado libertinagem, onde pessoas tem se tornado apóstatas, abandonando o verdadeiro sentido da vida Jesus.
PORTANTO MEUS AMADOS AMÉM A JESUS MAIS DO QUE QUALQUER OUTRA COISA EM SUA VIDA.
2° PARA DESCOBRIR A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO PRECISAMOS NOS PROSTRAR PERANTE O REI – V. 11A
Tanto no Hebraico, língua do AT, quanto no grego, Língua do NT, o significado do termo adoração estão relacionadas, por exemplo no hebraico HAVÃ que dizer prostrar-se, e no grego PROSKINEO que quer dizer adorar encurvando-se ou prostrando-se.
Entendo meus amados que o ser humano por si mesmo é orgulhoso, sua essência é egocêntrica, por que sua raiz é pecadora, e prostra-se parece se algo muito fácil, mas não é.
Em algumas situações o ser humano se rende ao Senhor não pelo amor mas pela dor, depois de lutar e não vencer, depois de buscar e não achar, depois de gastar todas as forças e não obter sucesso, depois de todas as tentativas falhas aí sim pela dor se rende ao Senhor, ou se prostra ao Senhor.
NÃO ESPERE A DOR PARA SE PROSTRAR AO SENHOR, RENDA-SE A ELE EM TODOS OS MOMENTOS, PORQUE O LUGAR MAIS ALTO QUE NÓS DEVEMOS ESTAR É AOS PES DE JESUS.
3° PARA DESCOBRIR A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO PRECISAMOS NOS ENTREGAR POR INTEIRO – V. 11B
Logo após prostra-se perante Jesus os magos ofertaram o que eles tinham de melhor.
Os 3 elementos ofertados por eles representava algo de muito valor, o que se tinha de melhor, um grande exemplo foi quando Jesus foi ungido por Maria em Betânia, Maria derramou nardo puro, isto é o melhor.
Trazendo para nossos dias eu gostaria que você refletisse nestas perguntas:
O QUE DE MELHOR VOCÊ TEM OFERTADO AO SENHOR?
O QUE DE PRECIOSO VOCÊ TEM ENTREGADO A JESUS?
SERÁ QUE TENS OFERTADO SUA VIDA A DEUS ENTREGANDO A ELE O MELHOR?
OU TEMOS DADO AS SOBRAS DE NOSSO TEMPO, O RESTO DE NOSSOS CORAÇÕES.
EM QUE GRAU NA ESCALA DE PRIORIDADE JESUS ESTÁ EM SUA VIDA?
Isto me faz lembrar de Caim e Abel em Genesis Cap 4: 3-5 que diz:
Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.
Conclusão Deus se agradou de Abel e reprovou Caim.
Não há glória se não houver entrega, não há adoração plena se não houver decisão de entrega.
CONCLUSÃO
MUITAS COISAS QUE NÃO ALCANÇAMOS ORANDO PODEMOS ALCANÇAR ADORANDO.
ORAÇÃO E LOUVOR ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO...

Bispo. Capelão. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante