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sexta-feira, 24 de maio de 2013

O DEUS QUE TUDO VÊ...



                                                      O DEUS QUE TUDO VÊ...

Texto: Isaías 43:1-7
Introdução
* Medo: o sentimento natural de alarme causado pela expectativa de perigo iminente, dor ou desastre
* O medo é comum e generalizado: mais de 500 fobias documentadas (e algumas são muito engraçadas)
- Cacofobia: o medo da feiúra
- Dentofobia: o medo dos dentistas
- Ginofobia: o medo de mulheres
- Mageirocofobia: o medo de cozinhar
- Octofobia: o medo do número 8
- Scolionofobia: o medo da escola
- Fobofobia: o medo de fobias
* O medo tem uma natureza mais sinistra: é uma das ferramentas de Satanás que ele usa para tentar derrotar-nos
- Em si mesmo, o medo é amoral (nem bom nem mau); como nós respondemos a ele é importante
- Algumas pessoas controlam o medo, enquanto alguns se controlam pelo medo
* Se o medo não é derrotado, a fé não pode florescer e a confiança em Deus não pode ser estabelecida e fortalecida
* A Bíblia fala de superar o medo muitas vezes: mais de 300 vezes a frase "não temas" ou "não temais" é encontrada
- Mateus 10:31
- Romanos 8:15
- 1 João 4:18
* O mundo de hoje contém um monte de coisas assustadoras (catástrofes naturais, economia, governo, doenças, etc.)
* O medo invicto pode levar as pessoas boas e piedosas a fazer as coisas ímpias, o medo deve ser mantido sob controle
* Pano de fundo do nosso texto: a profecia a respeito de Judá causou temor, o povo iria perder tudo
* Neste contexto de medo Deus dá a seu povo esperança e conforto, ele dá-lhes uma razão para não temer, mesmo em uma situação de medo
* A sua situação pode ser diferente da nossa, mas a existência do medo é constante: as razões que eles tinham para não temer são as mesmas razões que temos
* Por que o povo de Deus não tem medo?
1. Não devemos ter medo porque nós pertencemos a Deus (v. 1)
* Deus era o seu Deus - eles pertenciam a ele por causa da aliança que Deus fez com Abraão
* Nós pertencemos a Deus por causa da aliança que Deus fez conosco através de Jesus Cristo
"Tu és meu" = pertencer a Deus implica propriedade, já que somos de Deus, mais ninguém ou nada mais pode nos possuir, portanto, não há necessidade de medo
* Deus fez um grande esforço para que nós pertencêssemos a Ele:
A. Ele nos fez: "criado e formado”
- Uma vez que ele é o criador da vida, ele também é o sustentador da vida (Salmo 139:16)
B. Ele nos salvou: "redimido”
- Deus chamou Israel para olhar para trás em seu êxodo (redimidos= comprar e retirar do mercado)
- Olhamos para a cruz: o preço pago para comprar-nos do pecado (Gálatas 3:13)
C. Ele nos chamou para si mesmo: "chamei-te pelo teu nome"
- Desde que ele nos escolheu ninguém mais pode fazer
- 1 Pedro 2:9
* Porque nós pertencemos a Deus, estamos fora dos limites do poder do medo (Hebreus 13:6)
2. Não devemos ter medo porque Deus está conosco (v. 2)
* A promessa específica é feita por Deus de estar com o seu povo (note v. 5)
* A presença de Deus não significa que eles não iriam encontrar momentos temerosos, mas que os momentos temerosos não iria destruí-los
* Deus não está apenas conosco, mas dentro de nós - a presença de Deus implica a proteção de Deus
* Romanos 8:31, 37
* Isaías 54:17
* Salmo 23
* A presença de Deus é garantida. Portanto, temos uma presença constante e proteção contra o medo (Hebreus 13:5).
3. Não devemos ter medo porque Deus é apaixonado por nós (v. 3-4)
* Impossível definir adequadamente ou descrever a paixão que Deus tem por nós
* Assim como Israel era o objeto da paixão de Deus no Antigo Testamento, do mesmo modo nós somos os objetos de sua paixão hoje
* Note como Deus está apaixonado conosco...
A. Assim como Israel, que são preciosos para Deus
- Em hebraico, "precioso" é um verbo (não um adjetivo): Deus ativamente nos considera como preciosos.
- Precioso = estimado, valorizado, ser valioso, ser caro
B. Como Israel, somos honrados por Deus
- Deus nos fez honrosos: capaz de viver uma vida que o honre
C. Como Israel, somos amados por Deus
- A paixão de Deus é mais claramente visto em seu amor por nós
- O tipo de amor que Deus tem por nós: o amor ágape (com base em quem é Deus)
* Lamentações 3:22-23
4. Não devemos ter medo porque este mundo não é o fim (v. 5-7)
* O que Deus está dizendo para o povo de Judá sobre o futuro ...
* O que Deus está nos dizendo sobre o futuro ...
* Nada neste mundo é digno de causar-nos medo (não importa o quão ruim) porque este mundo não é o fim... não é a nossa casa
* 1 Coríntios 15:19
* A nossa eternidade não está embrulhada nesta vida. Nossa cidadania não é aqui, mas lá (Filipenses 3:20).
* Porque tudo desta vida temporária desaparecerá, e porque este mundo está sujeito a eternidade, não faz sentido viver com medo neste mundo.
Conclusão: Você enfrenta o futuro com seu coração cheio de medo, ou você encara o futuro com seu coração cheio de fé na bondade de Deus?

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo”
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

quinta-feira, 23 de maio de 2013

SERMÕES VARIADOS, PREGANDO A PALAVRA DE DEUS...



                                 SERMÕES VARIADOS, PREGANDO A PALAVRA DE DEUS...

  (I Reis 19:16-21)

Há de se esperar de alguém que aspira o ministério pastoral que: 
a) Seja realmente chamado por Deus  (v. 16)
            Não é o pastor quem escolhe “ser pastor”, mas Deus quem o escolhe para esta obra.  Jesus deixa claro isto em João 15:16 Vós não me escolhestes... mas eu vos escolhi a vós...  O Senhor da Igreja é quem escolhe e dá o dom ao servo para exercer este ministério (Efésios 4:10 e 11).
 b)  Seja predisposto ao trabalho árduo  (v. 19)
            Elias encontrou o profeta escolhido por Deus no árduo trabalho de arar a terra.  Igualmente, o ministério exige, sempre, árdua labuta.  Jesus mesmo usou metáforas de trabalhos árduos para referir-se ao ministério: apascentar ovelhas, lançar mão do arado, pescar, cingir-se de madrugada, etc.  Na carta-testamento de II Timóteo, o apóstolo Paulo refere-se várias vezes ao seu próprio sofrimento e conclama seu filho na fé a participar dos sofrimentos inerentes ao ministério (1:8, 12, 2:3, 4:5).
 c) Dê prioridade ao Senhor e sua obra  (v. 20)
            Podemos comparar a atitude de Eliseu com a do homem que declarou a Jesus:  Senhor, eu te seguirei;  mas deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa  (Lucas 9:61).  Este diferencia-se de Eliseu porque desejava buscar a aprovação da família  (a palavra usada para “despedir” tem o significado de “buscar consentimento”).
 d) Seja humilde para servir ao próximo  (v. 21)
            Durante sete anos Eliseu serviu a Elias.  Em II Reis 3:11, mesmo depois da partida de Elias, Eliseu continuava a ser lembrado como aquele que deitava água nas mão de Elias.  Jesus deixou-nos exemplo ao lavar os pés dos apóstolos.  O ministério pastoral exige humildade para servir.          

2)  CRENTES QUE FAZEM DIFERENÇA   (II Reis 2:4-11)
            Há uma quantidade de cristãos nominativos, que nenhuma diferença faz a favor do Evangelho.  Percebamos nas atitudes de Eliseu como um cristão pode constituir-se nalguém que faz diferença onde vive.
 a)  Seguindo seu mestre de perto  (vs. 4 e 6)
            Eliseu fez questão de permanecer junto de Elias durante todo o tempo.  Diferentemente dos “filhos dos profetas”, ele acompanhou seu mestre até o fim.  Igualmente, o cristão autêntico, que diferencia-se neste mundo, segue Jesus de perto.  Em Lucas 22, na narrativa da prisão de Jesus, no verso 54 lemos:  “e Pedro seguia-o de longe”.  Em seguida, o evangelista nos afirma das três negativas de Pedro para com Jesus.  Hoje, muitos há que seguem Jesus de longe e o resultado disso é escândalo para o Evangelho.
 b)  Imitando o modelo de vida de Cristo  (v. 9)
            Eliseu pediu “porção dobrada” do espírito de Elias.  Podemos entender nisto o desejo do discípulo de ser tão ou melhor do que seu mestre.  Que ousadia!  Mas o desafio que a Palavra de Deus nos coloca é justamente este:  imitar a Cristo, sendo dignos da nomenclatura “cristãos” (vide I Cor 11:1).  “A Bíblia nos ensina a nos contentarmos com o que temos, mas nunca com o que somos” (J. Blanchard).
 c)  Fazendo uso do poder de Cristo  (v. 14)
            Eliseu apropriou-se da capa de Elias e, imediatamente, usufruiu do mesmo poder que habitava em Elias ao ferir as águas do Jordão com a capa.  Em conseqüência disto os discípulos de Elias, que aguardavam ao longe, logo notaram que Eliseu fora investido pelo mesmo poder (v. 15).  Igualmente, Jesus dá-nos poder, o poder do Seu Nome!  O crente que faz diferença neste mundo é alguém que usufruiu deste poder, a exemplo da Igreja apostólica em Atos (vide Atos 3:6, 16, 16:8).
             Para que Eliseu chegasse ao ponto de ocupar a função profética antes desenvolvida por seu mestre, Elias, foram necessários sete anos de intensa convivência e aprendizado, resultando num ministério tremendamente importante na vida de Israel durante décadas.  Somos desafiados como crentes em Jesus a seguí-lo de perto, ter comunhão com Ele, conhecer sua palavra e seu modelo de vida, imitá-lo, fazer a sua obra, representá-lo como seus embaixadores.          

3)  REMOVENDO A AMARGURA   (II Reis 2:19-22)
             Jericó era uma bela cidade, tinha de tudo para oferecer uma vida feliz aos seus habitantes.  Entretanto, seu povo era infeliz em virtude das “águas amargas”.  A Bíblia informa que suas águas eram péssimas (v. 19). Igualmente há vidas preciosas na Igreja do Senhor que, embora agraciadas com beleza, inteligência e capacidade, padecem da “amargura de coração”.
a) Amargura: um mal que aflige crentes!
            Convivemos em comunidade e não é raro que conflitos, desavenças, ressentimentos, se desenvolvam e contaminem o coração do crente com amargura.  Daí a Bíblia conter fatura de admoestações acerca da necessidade de “tirar do nosso meio toda amargura” (Efésios 4:31), de “não deixar que a raiz de amargura brote e contamine” (Hebreus 12:15).  O motivo pelo qual precisamos afastar a amargura de nós é claro: esterilidade.
b) O resultado da amargura:  esterilidade  (v. 19)
            Assim como em Jericó, cidade tão “agradável”, conforme o testemunho de seus habitantes, a amargura das águas impedia a felicidade do seu povo e o crescimento da cidade, a amargura de coração remove a alegria inerente ao servo do Senhor e o priva de frutificar na obra de Cristo.  Uma alma amargurada perde até mesmo a alegria de cultuar ao Senhor! (“Se você não tem alegria na vida cristã, existe vazamento em algum lugar no seu Cristianismo” Billy Sunday).
            Outro aspecto a destacar é a capacidade que a amargura enraizada tem de contaminar outras vidas:  “e que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12:15).  A esterilidade resultante da amargura tende a alastrar-se pela Igreja do Senhor!  É um mal terrível!  O que fazer contra isso?
c)  É preciso recorrer ao Senhor para purificar-se  (v. 21)
            Os habitantes de Jericó recorreram à pessoa certa.  Através de Eliseu, o Senhor operou operou o milagre da purificação daquelas águas.  É preciso recorrer à ajuda do Senhor para purificar nossas almas, nossos corações de ressentimentos e amarguras,  de ofensas que já deveriam ter sido perdoadas, de mágoas sem fundamento, de raízes que insistem em brotar e que roubam nossa alegria.
             Recorra ao Senhor e confesse a Ele a amargura que sente, a tristeza, o ressentimento, a dificuldade em perdoar...  Seja sincero diante dEle e, humildemente, peça-lhe ajuda.  Deus, então, removerá a amargura do seu coração.       

4)  A MAIS TERRÍVEL DAS BATALHAS  (II Reis 3:6-25)
                        Os reis de Israel, Judá e Edom se uniram para combater contra Moabe, que revoltara-se contra o domínio de Israel.  Três reis contra um - parecia fácil a vitória.  Porém, a vida lhes reservava uma surpresa, um obstáculo com o qual não poderiam lidar.  Você, também, mais cedo ou mais tarde, terá que reconhecer, se ainda não o fez, o maior embate da sua história.  Sua força, inteligência e recursos materiais não lhe bastam para ganhar esta luta:  a morte sempre vence os que insistem em enfrentá-la com estas armas.  O que fazer, então, para vencer a batalha contra a morte?
 a) Deus está ao alcance dos que o buscam  (v. 14)
            Não havia água para as tropas aliadas e a conclusão do rei Jeorão, de Israel, foi de que a derrota para os moabitas seria inevitável (v. 10).  Entretanto, ali estava Josafá, rei de Judá, homem que conhecia a Deus e que naquela situação desesperadora requisitou um profeta de Deus.  Avisaram-no de que Eliseu poderia ser encontrado naquela região e assim o fizeram.  Igualmente, Deus está ao alcance daqueles que o buscam e propenso a socorrê-los (vide Isaías 55:6).  Mas há uma condição para isto:
            - É PRECISO BUSCÁ-LO COM FÉ E HUMILDADE!  Deus não socorreu aos aliados por causa de Jeorão (v. 13), pois este era ímpio, idólatra.  Deus respondeu por meio de Eliseu em virtude de Josafá realmente confiar nEle (v. 14).
            E o que Deus faz por aqueles que o buscam, crédulos e humildes, para lhes dar vitória nesta batalha contra a morte?
b) Deus providenciou um rio de água da vida (v. 20)
            A ordem dada pelo profeta era que fizessem poços naquele vale.  Em nome do Senhor ele prometeu que, mesmo sem chuva, aqueles poços se encheriam de águas no dia seguinte (v. 17).  Quer surpresa, sem vento, sem chuva, conforme Deus falara, surgiu a tão preciosa água.  Jesus revelou-se como “a água da vida” (João 4:10, 7:37 e 38) e é a fé nEle que nos possibilita vencer nesta terrível batalha.  Jesus é o milagre de Deus para nos tornar vitoriosos e não somente sobre a morte, resultado do nosso pecado, mas também sobre o inimigo de nossas almas. 
            E o que Jesus fez para nos garantir esta vitória?
 c) A função do sangue na nossa vitória  (v. 23)
            A Bíblia ensina sobre o valor do sangue derramado por Jesus na cruz, em sacrifício por nós, para salvação de quem crê  (Mateus 26:28, Atos 20:28, Romanos 5:8 e 9).  Este foi o plano traçado por Deus na eternidade para nos salvar.  Interessantemente, as águas que jorraram naquele vale da terra de Edom tinham “cor de sangue”.  Isto levou os moabitas a pensarem que as águas estavam tingidas pelo sangue derramado pelos exércitos aliados que teriam se auto-destruído (v. 22).  Afoitamente, os moabitas correram em busca dos depojos, tornando-se presas fáceis.  A cor de sangue das águas possibilitou a esmagadora vitória.  O sangue derramado na cruz é que garante nossa vitória (Romanos 8:37).
            - A DIFERENÇA ENTRE JEOVÁ E O DEUS MOABITA  (vs. 26 e 27):  A batalha encerrou-se com um incidente terrificante.  O rei Moabita, Mesa, adorador do deus Canos, desesperado pela ineficiência do seu deus, decidiu sensibilizá-lo, matando seu filho primogênito sobre o muro da cidade, em sacrifício.  Isto indignou os soldados aliados.  Que diferença...  Jeová foi quem deu seu Unigênito para morrer na cruz para nos salvar!  Basta crer e invocá-lo em oração e Ele vai ouvi-lo.
             Seja vitorioso diante desta batalha contra a morte.  Creia no poder do sangue de Jesus, confesse-o como Senhor e Salvador.  Este é o caminho para tornar-se vitorioso  (“O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo, mas nada poderá pagar o prejuízo de perdê-lo” Richard Baxter).        

5)  A PROVIDÊNCIA DIVINA  (II Reis 4:1-7)
             Quantos de nós, crentes, podemos testemunhar de como Deus é fiel em suprir nossas necessidades?  Posso me lembrar de inúmeras vezes quando provei de quão fiel é Deus em suas promessas e digo “amém” à observação de Davi:  “nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmo 37:25).  Neste episódio do ministério de Eliseu encontramos um exemplo de como Deus age para sustentar seus servos.
a)  O sustento dos servos do Senhor é garantido  (v. 1)
            Aquela mulher viúva de um “filho de profeta” e seus dois filhos puderam recorrer a Eliseu na certeza de que seriam socorridos.  Afinal, o chefe daquela família fora homem temente a Deus, um servo do Senhor.  E a Bíblia diz que Deus cuida daqueles que a Ele servem e nele confiam  (vide Mateus 6:25-31,  10:29-31).  A oração é nosso recurso para encontrar auxílio divino (João 14:13, Filipenses 4:6).  Há um elemento fundamental para gozar da providência divina, sem ele as bênçãos ficam impedidas de nos alcançar: a fé.
b) Deus honra a fé dos seus servos  (vs. 4 e 6)
            O Deus Eterno se agrada da fé de seus servos (Hebreus 11:6) e a mulher que procurou Eliseu em busca de ajuda demonstrou fé diante da palavra do profeta.  Pediu emprestadas vasilhas aos visinhos e, exatamente como falara Eliseu, encheu-as de azeite miraculosamente multiplicado. A multiplicação do azeite durou até que a última das vasilhas fosse cheia;  nem mais, nem menos.
            Assim costuma Deus fazer conosco:  Ele honra nossa fé.  Jesus enfatizou esta questão, inclusive censurando seus discípulos pela “pequena fé” (Mateus 14:31).  Em Mateus 8:13 Jesus disse ao centurião que buscava cura para seu servo:  “vai-te, seja feito conforme a tua fé”.  Em Mateus 9:29 e 30  Jesus curou dois cegos dizendo:  “Faça-vos conforme a vossa fé”.  No capítulo 17 de Mateus o Senhor ensina das possibilidades de uma “fé do tamanho de um grão de mostarda”(v. 20).  Deus sustenta seus servos, na medida em que confiam nEle!
             Sirva ao Senhor fielmente.  Confie nEle e prove da fidelidade de Deus em prover nossas necessidades vitais.  Louvado Seja Deus porque, mesmo quando dormimos, Ele trabalha por nós e provê Seus filhos das bênçãos que precisamos;  sobretudo, daquelas que o dinheiro não compra (vide Salmo 127:2). 
     
  
6)  UMA SERVA DE DEUS APROVADA  (II Reis 4:8-37)
             Por não conhecermos o nome da mulher desta história nós a chamamos de Sunamita, face ter morado em Suném, cidade que ficava entre o Monte Carmelo e a cidade de Samária.  Nesta mulher agraciada com um filho mediante um milagre, visto que seu marido era de idade avançada (v. 14), encontramos características fundamentais à mulher cristã aprovada por Deus.
a) UMA DISPOSIÇÃO PARA SERVIR  (vs. 8 a 10)
            Sendo uma mulher rica, esta serva do Senhor dispunha-se a hospedar o profeta Eliseu em sua casa, gentilmente.  Bondade, benevolência e hospitalidade são qualidades inerentes às servas de Cristo.  Seu desejo de servir era tão acentuado que chegou a prover um quarto exclusivo ao profeta (v. 10).  Assim nos acostumamos a ver as mulheres cristãs agindo para com o Senhor Jesus:  servindo-o com seus bens (Mateus 27:55, Lucas 8:2 e 3).  Além da disposição em servir na obra do Senhor encontramos outra característica cristã na Sunamita:  o discernimento.
b) A SABEDORIA NO DISCERNIMENTO  (v. 9)
            Aquela mulher foi quem alertou seu marido:  “eis que tenho observado...”, disse ela, “e eis que este... é um santo homem de Deus”.  Ela teve olhos para notar que Eliseu não era uma pessoa comum;  observando-o reconheceu a presença do Espírito de Deus sobre ele.  Igualmente, a mulher cristã precisa ser sábia em observar e discernir a verdade e a vontade de Deus.  Tocante é a experiência narrada por João acerca do encontro de Maria Madalena com Jesus, à porta do sepulcro (João 20:15 e 16).  Chorava Maria Madalena por não ter encontrado o corpo de Jesus quando este lhe apareceu:  “Maria!”.  Ele falou e, imediatamente, ela o reconheceu:  “Raboni”.  A mulher cristã pode receber de Deus sabedoria e capacidade para discernir Sua vontade. 
            A Sunamita nos apresenta ainda outra virtude da mulher cristã aprovada: seu contentamento.
c) O CONTENTAMENTO (v. 13)            Eliseu queria recompensar a Sunamita, porém, esta nada quis lhe pedir!  Embora nenhum filho tivesse, recusou perdir-lhe alguma coisa.  E olhe que Eliseu lhe ofereceu qualquer tipo de auxílio.  Podemos entender assim sua resposta:  “Eu estou contente com o que tenho”.  Da mesma forma a Palavra nos aconselha a fugir da ambição:  “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes...” (Hebreus 13:5).  Que grande virtude!  Há ainda outra qualidade a destacar na Sunamita: sua confiança em Deus.
d) CONFIANÇA EM DEUS (v. 23)
            Ao ver seu filho morto a Sunamita não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou.  Pelo contrário, disse ela a seu marido:  “Tudo vai bem”.  Diante do infortúnio, decidiu recorrer ao profeta.  Ela não ficou a lamentar o ocorrido, mas partiu em busca de uma solução junto ao homem de Deus.  Eis aí mais uma das características da mulher cristã aprovada, a confiança no poder sem limites do nosso Deus.  Na adversidade, não lamenta, mas busca auxílio no seu Deus.
             Foi por estas qualidades que o Senhor abençoou a Sunamita, fazendo dela uma bênção até hoje.  O capítulo 8 de II Reis conta que esta mulher foi peregrinar junto com seu filho na terra dos filisteus, recomendada por Eliseu.  Passados sete anos, ao retornar, encontrou sua propriedade invadida.  A providência divina possibilitou que o rei de Israel estivesse a ouvir de Geazi, servo de Eliseu, a história dela quando chegou a Sunamita para requerer justiça.  Diante de tão grande testemunho o rei julgou com plena justiça sua causa.  Que o Senhor encha nossas Igrejas de mulheres com poderosos testemunhos de fé.      
  
7)  LIDANDO COM AS ADVERSIDADES  (II Reis 4:18-37)
             Eliseu é um bom exemplo de como devemos lidar com as adversidades.  Alguns anos antes o profeta prometera à Sunamita um filho.  Posteriormente, este filho faleceu e a mulher foi ter com o profeta.  A maneira como Eliseu lidou com o problema nos ensina lições preciosas. 
a)  OS SERVOS DO SENHOR ESTÃO SUJEITOS À ADVERSIDADES (v. 27)
            Eliseu foi pego de surpresa com a fatalidade.  Deus lhe encobrira o fato.  Repentinamente o profeta foi obrigado a lidar com um grave problema: a mãe aos seus pés, amargurada, a questionar a promessa que o mesmo profeta lhe fizera acerca do menino.  Isto nos ensina que, como crentes, estamos sujeitos às interpéries, às adversidades da vida.  No entanto, nunca esqueçamos que Deus tem propósitos nas nossas adversidades (Romanos 8:28).
b) ADVERSIDADES NOS ENSINAS A ORAR E A CONFIAR NO SENHOR (v. 33)             Eliseu nos deu um grandioso exemplo de confiança e persistência na oração.  O grave problema que tinha a resolver não o desesperou.  Ao contrário, orou e perseverou em buscar no Senhor a solução:  que o menino revivesse.  A Palavra de Deus nos conclama a agir assim:  “pedi... buscai... batei...” (Mateus 7:7),  “não andeis ansiosos... antes em tudo sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus pela oração...” (Filipenses 4:6). Quando Deus nos consente uma adversidade, Seu propósito é nos ensinar a confiar nEle.
c) NOSSA VITÓRIA TESTEMUNHA DO PODER DO SENHOR  (v. 37)
            O menino reviveu às custas da oração persistente de Eliseu e, em conseqüência, o fato tem sido narrado como demonstração do poder de Deus.  Em II Reis 8, encontramos o servo de Eliseu sendo chamado à presença do rei de Israel para narrar os feitos do profeta após 7 anos deste ocorrido.  A história contada por Geazi ao rei lhe causou profunda impressão (v. 5).  Da mesma forma nossas vitórias sobre as adversidades servem de testemunho para glória do nosso Deus.
            A maneira correta de lidar com as adversidades é, fugindo da murmuração, confiar no Senhor e aprimorar-se na oração fervorosa e persistente.  Além da edificação espiritual com a qual saímos da adversidade, nossa vitória testemunha do poder do Senhor.              

8)  A TENTAÇÃO DO GANHO FÁCIL  (II Reis 5:20-27) 
            Geazi, o servo de Eliseu, achou que poderia facilmente lucrar, desde que corresse até Naamã e lhe contasse uma boa e comovente história.  Ele não precisaria de toda a prata, ouro e vestidos que o general sírio trouxera e que o profeta recusara, bastariam um pouco de prata e duas vestes.  A conseqüência terrível que esta atitude de Geazi trouxe para si nos serve de alerta contra esta tentação a que estamos sujeitos.  Cuidemos de não cometer os seguintes equívocos: 
a) PENSAR QUE ‘TER’ É MAIS IMPORTANTE  (v. 20)
            Freqüentemente estamos sujeitos a pensar como Geazi, que o mais importante é ter a prata e as vestes, do que ser “irrepreensível e sincero” (Filipenses 2:15).  O Senhor Jesus lidou com esta tentação quando o Diabo o levou ao alto de um monte e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, disse-lhe:  “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8 e 9).  A resposta de Jesus foi que somente a Deus devemos adorar e só a Ele servir.  Não importa o prejuízo financeiro e material que isto traga, primeiro devemos buscar o Rei e Sua justiça (Mateus 6:33).  Lembre-se de que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e por isso muitos crentes trazem sofrimentos terríveis para suas vidas! (I Timóteo 6:10).
b) COMPROMETER O NOME DO SENHOR  (v. 26)
            O senhor de Geazi lhe perguntou:  “Porventura não foi contigo o meu coração...?  Era isto ocasião para receberes prata e roupa...?”  Geazi usara o nome de seu senhor para ludibriar Naamã.  O crente tem um Senhor, Jesus Cristo e, toda vez que cai em tentação, está comprometendo o Nome do seu Senhor!  Eis aí o escândalo.  É preciso resistir à tentação do ganho fácil para que o Nome do Senhor não seja blasfemado.
c) AS TERRÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS DO CAIR EM TENTAÇÃO  (v. 27)
            Geazi herdou a lepra de Naamã e sua descendência também colheu das conseqüências. São as muitas dores, com as quais alguns que se desviaram da fé, foram traspassados, segundo o apóstolo Paulo em I Timóteo 6:10.  Nesta mesma carta o apóstolo escreve, no capítulo 1, sobre os que “naufragaram na fé”.  Geazi naufragou quando caiu na tentação do ganho fácil.  Isto tem que servir de alerta para você!
            Cuide-se para não cair nesta tentação.  Lembre-se de que todos estamos sujeitos a cair (I Coríntios 10:12), mas que Deus mesmo está disposto a auxiliar-nos (I Coríntios 10:13)...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O CARÁTER DE NOEMI (AGRADÁVEL)



                                             O CARÁTER DE NOEMI (AGRADÁVEL)

“Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.  Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.  Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá.” Rute 1:1-7

A vida de Noemi foi marcada de sofrimento e dor. Viveu em um tempo de grande fome e escassez pelas quais passou sua terra,  Belém (significa: casa de pão) de Judá, em Israel. Sua terra passava por um tempo de juízo de Deus. Faltava o suprimento básico para  a sobrevivência familiar.
Casada com o homem chamado Elimeleque, (significa: Meu Deus é Rei), gerou dele dois filhos e colocou os nomes de Malom (fraqueza, doença) e Quiliom (definhamento, tristeza). Os significados desses nomes já demonstram o drama que havia atingido  sua vida pessoal e familiar.
Foi um tempo de tomar decisões difíceis e infelizmente, erradas. Saiu de sua terra, Belém com seu marido e filhos e foi habitar em uma terra distante Moabe, com um povo que sistematicamente fazia guerra contra Israel, em busca de trabalho e provisão.
Nunca é bom tomar decisões em tempo de crise, se não for por absoluta direção de Deus.
Não é bom habitar em terra de inimigos e opositores, pois é terra de maldição.
Sempre, o melhor é estar no lugar e com pessoas que Deus quer que estejamos, mesmo que passemos por sofrimento e dor.
O tempo da escassez passará e virá o tempo de bênção e prosperidade.
Nos dez anos em Moabe, Noemi experimenta grandes tragédias em sua vida. Seu marido e seus dois filhos morrem. Perder seus entes queridos em terra estranha, longe da sua pátria, aumentou mais sua dor e o sofrimento.
Quantas mulheres têm perdidos seus maridos em pleno apogeu de suas vidas, tornando-se viúvas, órfãs do destino?
Quantas mães vêem seus filhos serem ceifados no pleno vigor de sua mocidade. Quantas mães têm chorado por causa de tragédias familiares?
Para Noemi, o drama fica maior, quando uma de suas noras, Orfa, resolve também abandoná-la para seguir sua vida. Quando as tragédias nos alcançam são poucos aqueles que ficam ao nosso lado para chorar conosco as nossas dores.
No momento da dor e do fracasso, Deus nos dá um fio de esperança. Rute (significa: plena de beleza ou amiga) sua outra nora, diz para Noemi: ‘você não está só eu estou contigo e ficarei contigo em todo o tempo, nunca me afastarei de ti.’ “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” Rute 1:16,17
O nosso amado Deus sempre provê um consolador, para está conosco nos momentos mais difíceis de nossas vidas. Ele próprio está ao nosso lado para nos amparar e consolar. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.  Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” João 14:16-18
As virtudes de Noemi são bem evidenciadas no livro de Rute, demonstrando vários aspectos e decisões que passamos  tomar em tempo de  lutas e provações.
Ela decide enfrentar a sua dor frente a frente, sem sucumbir e nem estremecer. Retorna a sua terra, a Belém de Judá, terra na qual, mais tarde, nasceria o Salvador da Humanidade. Agora, procura refazer sua vida no centro da vontade de Deus. O melhor lugar para ficarmos é onde Deus está.
Noemi, não sucumbe diante das adversidades, não se paralisa, não morre e não se deixa abater. Uma mulher que acredita no recomeço.
Sabe minha irmã, creia que Deus pode recomeçar, onde as tragédias tentam ocultar as bênçãos que nos são prometidas.
Uma mulher de fibra, forte para suportar os ventos contrários e acreditar que a bonança viria soprar novamente.
Alguns atributos podem ser reputados a essa mulher: Bravura em meio às lutas, fidelidade ao seu Deus mesmo em face às perdas, não teme o recomeço, uma sogra exemplar, esperança quando tudo eram trevas. Boa conselheira, tenacidade para prosseguir cuidando do único tesouro que julgava ter: sua nora Rute.
Muitos dos sofrimentos tentam ocultar as riquezas que Deus tem para cada um dia nós.
Noemi voltando com Rute a Belém, à casa do pão, lugar do centro da vontade de Deus, é abençoada,  quando um parente de seu marido, Elimeleque, chamado Boaz, um homem muito rico, resgata a Rute, que segundo o costume Hebreu pertencia a outro parente. Pagando o preço devido, Boaz casa-se com Rute. Rute 2:1,-13; 3:12,13; 4:1-6,13
Do relacionamento de Boaz com Rute nasce Obede,  que vem a ser pai de Jessé, pai de Davi. Uma posteridade de bênção e prosperidade vem para a vida de Noemi. Rute 4:13-22
Noemi significa literalmente: agradável. Um dia sofreu grandes reveses na vida, mas, Deus transformou suas tragédias em bênçãos quando  ela voltou  ao centro da Sua vontade.
Deus também quer transformar as tuas dores, doenças, tristezas, fracassos, perdas e revertê-las em bênção para tua vida...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

BREVE NO CÉU JESUS HÁ DE APARECER...


                                            BREVE NO CÉU JESUS HÁ DE APARECER...

SERMÃO SOBRE A VOLTA DE JESUS

INTRODUÇÃO:

A. Existem nas Escrituras aproximadamente 2500 promessas da Volta de Jesus Cristo á Terra.

B. Uma das mais lindas foi feita pelo próprio Cristo. (João 14:1-3)

C. O livro do Apocalipse foi escrito valendo-se de vários métodos. Um deles é o Princípio do Desenvolvimento. Esse método ensina que o profeta inicia uma mensagem sem muitos detalhes e, pela inspiração de Deus, avança desenvolvendo-a até chegar ao seu clímax, podendo apresentar um segundo clímax.

D. A mensagem profética da Volta de Jesus no Apocalipse está apresentada pelo Método do Desenvolvimento

I. PRINCIPIO DO DESENVOLVIMENTO: Promessa ampla – para todos

A. APOCALIPSE 1:3 “Bem Aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.

B. APOCALIPSE 1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém.

Promessa específica – para a igreja de Deus.

Éfeso “... venho a ti...” Apoc. 2:5
Esmirna “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. 2:10
Pérgamo “... venho a ti sem demora...” 2:16
Tiatira “... até que eu venha”. 2:25
Sardes “... virei como ladrão...” 3:3
Filadélfia “... Venho sem demora...” 3:11
Laodicéia “Eis que estou a porta e bato...” 3:20 (na época em que Jesus viveu na terra, bater na porta era um sinal de apelo, de alerta e de preparo porque algo grandioso estava para acontecer).

C. APOCALIPSE 14:14 “Olhei e eis uma nuvem branca, e sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada”.

D. APOCALIPSE 19:11,14. ESTE É O CLIMAX. “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco... E seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro”.

E. APOCALIPSE 22:7. ESTE É O 2º CLIMAX. “Eis que cedo venho; bem aventurados os que guardam as palavras da profecia deste livro”. APOCALIPSE 22:12. “Eis que cedo venho; e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.

F. APOCALIPSE 22:20. “Eis que venho sem demora. Amém; Vem Senhor Jesus!”


II. AS SETE BEM-AVENTURANÇAS DO APOCALIPSE

A. Cada uma das Bem-Aventuranças fala da Volta de Jesus Cristo à Terra.

1.Apoc. 1:3 “... o tempo está próximo”. (comparar com Rom. 13:11-12; Heb. 10:37 e Apoc. 22:7)

2.Apoc. 14:13 “... bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor”. (comparar com ICor. 15:50-58 e I Tess. 4:13-18)

3.Apoc. 16:15 “Eis que vem como vem o ladrão...” (comparar com Mat. 24:43-44; Mar. 13:32-37; Luc. 12:39-40)

4.Apoc. 19:9 “... bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro...” (comparar com Mat. 22:1-14 e 25:34)

5.Apoc. 20:6 “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade...”

6.Apoc. 22:7 “Eis que venho sem demora...”

7.Apoc. 22:12 “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro para que lhes assista o direito à árvore da vida”

II. COMO JESUS VOLTARÁ?

A. Virá com as nuvens. Ap. 1:7
B. Todo olho O verá. Ap. 1:7
C. Com os anjos. Ap. 19:11-16
D. Poder e gloria. AP. 6:15-17
E. Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ap. 19:16

III. QUE ACONTECERÁ QUANDO ELE VOLTAR?

A. Vivos fieis serão transformados. (I Cor. 15:50-55).
B. Vivos infiéis serão destruídos. (II Tess. 1:8, 9; 2:8).
C. Mortos fieis ressuscitarão. (I Tess 4:13-18)
D. Mortos infiéis não ressuscitam (Ap. 20:5)

IV. A VOLTA DE JESUS (G.C.635-652)

• O mundo todo estará em trevas.
• O arco-íris, atravessando os céus, cerca os grupos de oração. Resplandece com a glória de Deus.
• O povo de Deus ouve a voz: “Olhai para cima”. E contemplam o Arco da Promessa. Vêem a Gloria de Deus.
• Contemplam o Filho assentado sobre o Trono.
• Ouvem: “Aqueles que me deste quero que, onde Eu estiver, estejam comigo”.
• Ouvem: “Eles vêm! Eles vêm! Santos incontaminados e inocentes. Guardaram a Palavra da Minha Paciência; andarão entre Anjos.”
• Nesse momento, proferem um brado de vitória.
• Jesus dirá: “Está Feito”.
• Os céus e a terra são abalados e um grande terremoto acontece.
• O firmamento parece abrir-se e fechar-se.
• As montanhas agitam-se como a cana ao vento.
• As rochas são espalhadas por todos os lados.
• O mar é açoitado com fúria.
• A terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar.
• As ilhas desaparecem.
• Os portos marítimos são tragados pelas ondas do mar.
• Uma chuva de pedra pesando 35kg, cai sobre a terra.
• As cidades são destruídas completamente.
• As paredes das prisões se fendem e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado.
• Abrem-se as sepulturas. Os que morreram na fé do terceiro anjo saem glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei.
• Os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo também ressuscitarão para ver que Aquele que eles mataram na cruz era Jesus o Filho do Deus vivo. Depois eles morrem e aguardam o juízo final.
• Os mais acérrimos inimigos da verdade e do povo de Deus, também ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes. Depois eles morrem também.
• Densas nuvens cobrem os céus.
• De quando em quando o sol irrompe, aparecendo como o olhar vingador de Deus.
• Relâmpagos terríveis estalam dos céus envolvendo a terra num lençol de chamas.
• Ocorrem trovões ribombando por todos os lados e vozes misteriosas declarando a sorte dos ímpios. Essas vozes não são entendidas por todos, somente pelos falsos ensinadores. Eles estremessem de medo.
• Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder.
• A glória da Cidade Santa emana pelas portas entreabertas.
• Aparece uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra.
• Os ímpios contemplam os preceitos sagrados.
• É impossível descrever o horror e desespero dos que pisaram os santos mandamentos de Deus.
• Os ímpios vêem que o Sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Agora é tarde demais.
• Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma única alma.
• Terrível será a condenação daquele a quem Deus disser: “Retira-te mau servo”.
• A voz de Deus é ouvida no céu declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e ecoa pela terra toda.
• O povo de Deus fica a ouvir e a olhar com o olhar fixo no alto. Tem o semblante iluminado com a glória de Deus à semelhança de Moisés quando desceu do monte Sinai.
• Os ímpios não podem olhar para o povo de Deus.
• E quando Deus pronunciar a Bênção sobre os que honraram a Ele e santificaram o Seu Sábado, haverá uma grande aclamação de vitória.
• Surge logo no oriente, uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, à distância, parece estar envolta em trevas; o povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do Homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca. Em cima dela um arco-íris e essa nuvem está rodeada a um fogo consumidor.
• Os anjos inumeráveis cantam com antífonas de melodias celestiais. O céu está repleto de anjos. São milhões de milhões e milhares de milhares.
• Aproxima-se mais e mais e todos contemplam o Príncipe da Vida. Com uma corôa de ouro.
• Sobre os que rejeitaram a misericórdia de Deus, cai o terror eterno. Os joelhos tremem, e o coração derrete. E os rostos de todos eles empalidecem.
• Os anjos param de cantar. Um silêncio terrível paira no ar.
• Ouve-se a voz de Jesus: “A minha graça de basta”. Alegria eterna enche os corações dos justos.
• Os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se da terra.
• Os céus enrolam-se como um pergaminho e a terra treme diante de Jesus Cristo.
• Os reis da terra, os grandes, os ricos e todo o servo se esconderam nas cavernas e clamaram: “Escondam-nos da face dEle.” (Ap. 6:15-17)
• Todos os que participaram de Sua morte estão a comtemplá-Lo em glória. E ficam pasmados, emudecidos.
• Os santos dizem: “Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará”.
• O Filho de Deus chama os santos que dormem.
• Com as mãos levantadas brada: “Despertai, despertai. Vós que dormis no pó, e surgi”.
• Todos os fiéis de todas as épocas saem das sepulturas glorificados e transformados. Dizendo: “Onde está ó morte, o teu aguilhão? Onde está a tua vitória?”.
• Os vivos justos são transformados também e unem-se com os ressurretos numa aclamação de vitória.
• Todos saem das sepulturas com a mesma estatura que para lá foram, porém, glorificados.
• Os anjos ajuntam todos os escolhidos.
• Todos os salvos sobem nos carros de anjos para a Corte real, o palácio de Deus, que é de ouro puro.
• Antes de entrar na cidade de Deus, Jesus organiza a entrada. Em forma de um quadrado. Cada um com um emblema de vitória.
• Jesus coloca uma coroa em cada um com um novo nome e também com uma palavra: “SANTIDADE AO SENHOR”.
• Recebem palmas de vencedor e harpas resplandecentes.
• Todos começam a tocar e cantar maravilhosamente bem acompanhados pelos anjos.
• Quando os portais de pérolas se abrirem, Jesus entrará e dirá com voz melodiosa: “Vosso conflito está terminado”. Vinde benditos de meu Pai, recebam por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

CONCLUSÃO:

Esse dia está próximo!! O que fazer para ser salvo de acordo com Romanos 13:11-14).

A. Despertar do sono espiritual
B. Deixar as obras das trevas
C. Revestir das armas da luz
D. Não viver em orgia
E. Não viver em bebedices
F. Não viver em impudicícias
G. Não viver em dissoluções
H. Não viver em contendas
I. Não viver em siúmes
J. Não viver na carne
K. Revestir de Jesus

2. O que fazer para ser salvo de acordo com a Bíblia?

A. Crer em Jesus Cristo. (Jo. 3:16; At. 16:30, 31)
B. Arrepender e converter. (At. 2:37,38; 3:19)
C. Confessar os pecados. (Pv. 28:13; IJo.1:9)
D. Obedecer os 10 mandamentos. (Mat. 19:16-17; Êx. 20:3-17)
E. Ser batizado. (Mat. 28:18-20; Mc. 16:16)
F. Ser perseverante e fiel até o fim. (Mt.24:13; Ap.14:12)

“PREPARA-TE”!!! (Amós 4:12)..

BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

terça-feira, 21 de maio de 2013

ISMAEL ABANDONADO PELO SEU PAI E AMADO POR DEUS...


                           ISMAEL ABANDONADO PELO SEU PAI E AMADO POR DEUS...

Gênesis 15:1-6, 16:1-16, 17:15-23, 21:8-21 e 25:12-18

SÉRIE DESCOBERTAS II
OS PATRIARCAS – CHAMADOS PARA IMPACTAR O MUNDO
 
INTRODUÇÃO
  • Abraão se precipitou?
  • Ismael àÁrabe: erro?? Maldição?
 
TEXTOS BÍBLICOS
  • Gênesis 15.1-6 – Abraão pensa que Eliezer, um de seus escravos, será o seu herdeiro.
  • Gênesis 16.1-16 – O Anjo do Senhor fala com Agar, mãe de Ismael, pela primeira vez.
  • Gênesis 17. 15-23 – Abraão pensa que as promessas de Deus se cumprirão por meio de Ismael.
  • Gênesis 21. 8-21 – O Anjo do Senhor fala com Agar pela segunda vez.
  • Gênesis 25.12-18 – Os descendentes de Ismael.
 
ENTENDENDO O CONTEXTO
 
  • Personagens Principais da História
  • O Deus único e verdadeiro.
  • Abraão, um homem de 75 anos.
  • Sara, esposa de Abraão. Aproximadamente dez anos mais nova que seu esposo.
  • Agar, escrava egípcia, serva de Sara.
  • Ismael, filho de Abraão e da escrava Agar.
  • O Anjo do Senhor. Enviado por Deus para comunicar sua mensagem de esperança para Agar e Ismael.
  • Um Drama Familiar
O que vemos nas passagens mencionadas acima é um casal vivendo um grande drama familiar.
 
Consideremos, por um minuto, uma situação hipotética. Suponhamos que um casal cristão herdou uma fortuna dos pais, que já faleceram. Eles são donos de uma das principais empresas do país. Já estão chegando aos 40 anos de idade e, por ainda não terem filhos, correm o risco de terem que deixar a herança para parentes distantes. Inclusive há comentários na mídia de que os acionistas minoritários já estão se reunindo para ver como poderão tirar vantagem desta situação.
 
Diante deste quadro, depois de desistirem da opção da adoção, eles resolvem buscar outras soluções para a triste realidade de que, por meios naturais, não será possível gerar um filho.
 

 
Sendo assim eles buscam opções que estejam dentro da lei e sejam culturalmente aceitáveis como, por exemplo, a fecundação in vitro ou outras técnicas modernas de fertilização.
 
Depois de algum tempo fica claro que nenhuma das alternativas anteriores deu resultado. Os anos vão se passando, a idade vai chegando, as orações aparentemente não são respondidas e a desesperança começa a tomar o lugar do que, um dia, foi a certeza de que Deus abençoaria o relacionamento matrimonial com filhos e uma grande família. E a desesperança torna-se tão forte que o casal começa, inclusive, a considerar algo que mostra claramente o grau de desespero a que haviam chegado: a barriga de aluguel. “Que outra mulher tenha o tão desejado filho ou filha que, até agora, não pudemos ter pelos meios naturais nem artificiais”, pensam eles.
 
Guardada as devidas proporções, isto era o que estava acontecendo com Abraão e Sara. Deus havia prometido que Abraão teria descendentes que se transformariam numa grande nação. Quando, depois de 10 anos de espera, Sara não engravida, o casal resolve buscar alternativas para solucionar o problema.
  • SITUAÇÃO SOCIAL E GEOGRÁFICA
Abraão viveu ao redor do ano 2000 a.C. numa sociedade politeísta. A Bíblia afirma que ele cresceu numa família que adorava diferentes deuses.
 
Sua cidade natal era Ur, situada no que hoje é o Iraque, bem próxima ao rio Eufrates. Ao leste a civilização chinesa já existia a pelo menos 500 anos. Ao oeste encontrava-se o Egito, que já era um grande império.
 
De acordo com Leonard Woolley, arqueólogo responsável pela escavação das ruínas de Ur, Abraão
 
Foi cidadão de uma grande cidade e herdou a tradição de uma civilização antiga e altamente organizada. As próprias casas denunciavam conforto, até mesmo luxo. Encontramos cópias de hinos relativos aos cultos do templo e, juntamente com eles, tabelas matemáticas. Nessas tabelas havia, ao lado de simples problemas de adição, fórmulas para a extração das raízes quadrada e cúbica. Em outros textos, os escribas haviam copiado as inscrições dos edifícios da cidade e compilado até uma resumida história do templo!
 
Portanto, Abraão não era um simples nômade: era filho de uma metrópole do segundo milênio antes de Cristo.
 
Na época de Abraão o seu povo já possuía um código de leis que certamente fazia parte da sua visão de mundo e que, sem sombra de dúvida, influenciou suas decisões durante os anos como nômade na Palestina.
  • Aspectos Culturais Importantes
  1. No contexto cultural de Abraão era normal que um casal com recursos econômicos, que não tivesse filhos, “adotasse” um de seus escravos como seu herdeiro. Isto nos ajuda a entender porque Abraão, em Gênesis 15, diz para Deus, em tom de reclamação, que Eliezer, um de seus servos, seria seu herdeiro.
  2. Da mesma maneira que hoje é aceitável que casais sem filhos façam tratamentos nos casos de infertilidade, no mundo antigo era perfeitamente aceitável que casais na mesma situação solucionassem o problema por meio de uma concubina. Um contrato de casamento, descoberto por arqueólogos na região mesopotâmica e redigido ao redor do ano 1500 a.C., diz o seguinte em um dos trechos:
    • Se Gilimninu [a esposa] gerar filhos, Shennima [o esposo] não tomará para si outra mulher. Mas se Gilimninu não gerar filhos, ela deverá buscar para seu marido uma escrava que será sua concubina. Em tal caso, Gilimninu terá autoridade sobre a criança que nascer.1
  3. Quando, depois de algum tempo após o casamento, ficasse claro que a esposa não podia ter filhos, as pessoas começavam a pensar que ela tinha sido amaldiçoada pelos deuses. Além disto, este fato poderia ser razão suficiente para que o esposo buscasse o divórcio. 2
  4. “As pessoas do mundo antigo não entendiam que a concepção era o resultado da fertilização do óvulo feminino pelo esperma masculino. Eles pensavam que o homem depositava a semente na mulher, que simplesmente atuava como incubadora para a criança”. Ou seja, sempre e quando o homem pudesse gerar descendência, “uma ‘incubadora’ era tão aceitável como qualquer outra”.3
 
ENTENDENDO O TEXTO
 
Um homem de 75 anos, criado no Iraque em uma família idólatra por volta do ano dois mil antes de Cristo, deixa sua cidade natal, uma metrópole moderna para os padrões da época, e vai para a Palestina.
 
Foi uma viagem extremamente longa, que o levou a passar por regiões que hoje são conhecidas como Turquia, Síria e Líbano, acompanhado de seus familiares, servos e rebanhos. Ele empreendeu esta viagem por ordem do Deus Único, criador dos céus e da terra, que lhe prometeu abençoar e fazer dele e de seus descendentes uma grande nação.
 
Depois de 10 anos de espera, sua mulher, já sem esperanças de ter filhos (e até, quem sabe, temendo algumas das conseqüências mencionadas anteriormente) , resolve sugerir a Abraão que, para resolver o problema, lancem mão de um recurso muito utilizado na época: ter descendência através de uma de suas escravas, no caso a egípcia Agar.
 
Como fruto desta decisão nasceu Ismael, o “filho da outra”.
 
O nascimento de Ismael trouxe uma série de dificuldades familiares. A primeira ocorreu inclusive antes do seu nascimento, quando Agar, sabendo que estava grávida, começou a ter uma atitude soberba em relação a Sara. Abraão, lavando suas mãos, autorizou Sara a fazer o que bem entendesse para resolver a situação. Como resultado, Agar foi tão humilhada por Sara que resolveu fugir, resultando no primeiro encontro dela com o Anjo do Senhor (Ler Gênesis 16.7-15).
 
Durante treze anos Abraão acreditou que Ismael seria seu herdeiro, e que as promessas de Deus se cumpririam por meio dele. Certamente Agar, a escrava, havia lhe contado que o Anjo do Senhor, no deserto, anunciou que os descendentes de Ismael seriam uma grande nação, que era a mesma promessa que Deus havia feito a Abraão. É por isso que ele pede a Deus que Ismael seja seu herdeiro (Gênesis 17.18). Isto era algo perfeitamente aceitável culturalmente, além de estar de acordo com os códigos legais da época.
 
Porém, Deus tinha outros planos. Vinte e quatro longos anos depois de ter recebido a promessa de Deus, e quando Ismael já tinha 13 anos, é que o Senhor lhe fala claramente que a promessa de que ele seria pai de uma grande nação se cumpriria através do filho que ele teria com Sara, sua esposa legítima, que naquela época tinha quase 90 anos (Gênesis 17.15-23), e não através de Ismael. Mesmo assim, o Senhor fez importantes promessas a Abraão sobre Ismael.
 
Quando Isaque, filho de Abraão e Sara, nasceu, Ismael tinha 14 anos. Dois ou três anos depois, numa festa em que se comemorava o dia que Isaque foi desmamado, Sara viu Ismael caçoando de Isaque e disse a Abraão que rejeitasse Agar e Ismael, para que Ismael não fosse herdeiro juntamente com Isaque (Gênesis 21.8-10).
 
Esta situação entristeceu sobremaneira a Abraão, mas Deus lhe disse que não temesse, pois apesar de que as promessas se cumpririam por meio de Isaque, por causa de Abraão Ismael também seria abençoado.
 
Abraão despediu Agar e Ismael, que perambularam pelo deserto até que os suprimentos de alimento e água terminaram e eles achavam que a morte seria o desfecho inevitável. Foi nestas condições que o Anjo do Senhor aparece mais uma vez para Agar, e repete as promessas feitas 17 anos antes, numa situação muito similar (Gênesis 21.11-21).
 
ISMAEL, UM ERRO? AS PROMESSAS DE DEUS PARA ISMAEL
(Gênesis 16.1-16; 17.15-23; 21.8-21)
  • Será selvagem e feroz; viverá em conflito e hostilidade com seus irmãos.
  • Sua descendência seria tão numerosa que seria impossível contá-la.
  • Será abençoado por Deus.
  • Será pai de 12 príncipes.
  • Será um grande povo
Além dessas promessas o texto bíblico nos afirma que Deus estava com Ismael durante seu crescimento.
 
Quando olhamos desta perspectiva, dificilmente podemos afirmar que Ismael foi um erro. Podemos até chegar à conclusão que Abraão e Sara se precipitaram, que lhes faltou fé. Mas, nenhum ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é um erro. Qualquer pessoa, por mais difíceis e complexas que tenham sido as circunstâncias envolvendo seu nascimento (o que claramente foi o caso de Ismael), merece respeito, dignidade e oportunidade para desenvolver todo seu potencial.
 
(O EXEMPLO DE ALGUÉM QUE PERGUNTOU: “Pastor, eu sou fruto de uma relação extra conjugal. Será que aos olhos de Deus eu sou um erro?)
 
DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
 
A Bíblia afirma, em Gênesis 21.21, que Agar e Ismael (que se casou com uma egípcia), habitaram no deserto de Parã, situado ao noroeste da Península do Sinai, que hoje pertence ao Egito.
 
Em Gênesis 25.12-18 vemos os nomes dos doze filhos de Ismael, “doze príncipes de seus povos”, mostrando o inicio do cumprimento das promessas de Deus sobre Ismael. De acordo com a mesma passagem eles habitaram na península arábica, no que hoje seria a Arábia Saudita e o Iêmen.4
 
Dos descendentes de Ismael formaram-se diferentes tribos árabes. Eles eram nômades e se estabeleceram “fronteiro a todos os seus irmãos” (Gen. 25-18), provavelmente referindo-se aos descendentes de Abraão por meio de Isaque.
 
Tudo isto ocorreu entre os anos 2000 e 1500 antes de Cristo.
 
Ao redor do ano 610 depois de Cristo, aproximadamente dois mil anos após a morte de Ismael, um árabe, afirmando ser descendente de Abraão através de Ismael, inicia seu “ministério profético”. Ele dizia ser enviado pelo Deus de Abraão para anunciar aos descendentes de Ismael que deveriam adorar o único e verdadeiro Deus, e que deveriam deixar os deuses que eram adorados por todas as tribos árabes.
 
Esta mensagem, proclamada por Maomé, teve tanta aceitação que as tribos árabes, antes inimigas, se uniram ao redor de uma única mensagem e um mesmo idioma e, em menos de 100 anos, conquistaram uma grande parte do mundo até então conhecido.
 
De acordo com o historiador Hamada,
“Na época do Império Árabe (632-1250), uma importante civilização mundial foi adicionada à história da humanidade. O árabe se tornou a lingua franca, e muita atividade intelectual e investigação científica floresceu em praticamente todas as áreas de conhecimento. A tocha de luz foi então levada pelos árabes, enquanto a Europa se via envolta na Idade das Trevas... Países que até então haviam estado sob a cruz adotaram o crescente como sua bandeira. A Palestina, lar de Jesus e dos apóstolos, tornou-se um protetorado dos califas árabes sob o Islã. O Egito, que era o centro da teologia desde os tempos de Orígenes e Atanásio, submeteu-se à autoridade de Meca.” 5
Na Espanha muçulmana, cidades como Sevilha, Córdoba e Granada tornaram-se importantes centros culturais e de progresso científico. Grandes obras arquitetônicas foram construídas. Sob a égide de pensadores e acadêmicos árabes, áreas de conhecimento como a filosofia, medicina, matemática e astronomia se expandiram a tal ponto que se transformaram na principal fonte de conhecimento dos europeus durante muitos anos.
 
Não é sem razão que, recentemente, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, num discurso realizado na Universidade do Cairo, no Egito, afirmou que os árabes carregaram
“A tocha do conhecimento, pavimentando o caminho para a Renascença européia e as Luzes”, pela sua capacidade de inovação nos campos da álgebra, dos instrumentos de navegação, da tipografia, da medicina, da arquitetura.6
 
Hoje, milhões de árabes ao redor do mundo se consideram “filhos de Ismael” e descendentes espirituais de Abraão e do seu Deus.
 
Nos últimos 1500 anos erros foram cometidos por judeus, cristãos e árabes muçulmanos. Os árabes, com seus exércitos, conquistaram terras consideradas cristãs. Os cristãos, com as cruzadas a partir do século XI, mataram cruelmente multidões de árabes muçulmanos. Os judeus, nos últimos 50 anos, estão fazendo o possível e o impossível para dizimar aldeias e cidades palestinas, matando milhares de crianças, mulheres e idosos.
 
Porém, não podemos imputar esta situação a um suposto erro de Abraão, ou mesmo a seu descendente Ismael.
 
Maomé começou a pregar sua mensagem sobre um Deus único, criador dos céus e da terra, no século VII d.C. Nesta época, ou seja, sete séculos depois de Cristo ter deixado o mandamento de anunciarmos o evangelho a todas as nações, os povos árabes ainda não tinham sido evangelizados, e a Bíblia ainda não havia sido traduzida para o idioma árabe.
 
Será que se nós, cristãos, tivéssemos chegado antes de Maomé pregando não somente o Deus único, criador dos céus e da terra, mas também a salvação que há em seu filho Jesus, a história não teria sido outra? Será que os Árabes não teriam deixado seus ídolos para seguir o Messias?
 
O QUE APRENDEMOS SOBRE DEUS NA HISTÓRIA DE ISMAEL
  • Deus é um Deus que vê e ouve os que estão sofrendo e necessitados; preocupa-se com os humildes. Ele viu e ouviu uma escrava egípcia, que já estava sem esperança, a resgatou e lhe prometeu o que ela jamais poderia esperar.
  • Deus é um Deus cujo coração se move ao ouvir o choro dos necessitados.
  • Ele é um Deus que se revela, que se aproxima, que busca.
  • É um Deus que remove obstáculos, mesmo aqueles criados por nós.
  • É um Deus que, na sua soberania, cumpre seus propósitos.
  • Ele é um Deus fiel. Na sua fidelidade, por conta da promessa que havia feito a Abraão, de que sua descendência seria por demais numerosa, Ismael, o filho da escrava, foi abençoado.
  • Preocupa-se com o ser humano antes mesmo de ele ter nascido.
  • Dá dignidade à mulher.
  • É um Deus de grandes e pequenos milagres.
  • É um Deus que abre nossos olhos para ver soluções que, apesar de estarem diante de nós, na nossa angústia não conseguimos ver (Gen. 21.19).
  • “Escreve certo por linhas tortas”.
  • Ele é o Deus do tempo. Ele cumprirá suas promessas, mas isto ocorrerá quando Ele, na sua soberania, decidir. Não podemos “torcer” o braço de Deus.
  • É misericordioso.
  • É um Deus que promete e cumpre.
  • É paciente com nossos erros. É perdoador.
  • Chama pessoas de posses, provenientes de grandes metrópoles, para deixar tudo e participar da Sua missão.
 
SERÁ QUE DEUS DESISTIU DE ISMAEL E SEUS DESCENDENTES?
 
Em Gênesis 25 vemos os nomes dos descendentes de Ismael. O primogênito foi Nebaiote e o segundo filho foi Quedar. Deles, povos foram formados.
 
No capítulo 60 do livro de Isaías, que trata sobre a glória de Israel no reino milenar em que Cristo reinará, vemos, no versículo 3, que os povos se encaminharão para a luz que emanará de Jerusalém. Entre estas nações vemos os nomes de Nebaiote e de Quedar, ou seja, representantes de povos árabes, descendentes de Ismael.
 
Em Apocalipse 5.9 vemos que o Cordeiro comprou para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação. Sem dúvida alguma aí estão incluídos os descendentes de Ismael, o menino filho de uma escrava estrangeira, que foi abençoado por Deus e cujo destino era se tornar uma grande nação.
 
Ao dizermos tudo isto não estamos negando o inegável. Obviamente Isaque foi o filho da promessa e foi através da linhagem de Isaque que foi formado o povo escolhido. Foi através da linhagem de Isaque que nasceu o Messias. E é através do Messias, descendente de Isaque, que a promessa feita por Deus a Abraão em Gênesis 12, de que todos os povos da terra serão abençoados, se cumprirá.
 
Porém, Deus também amou a Ismael e seus descendentes. Tanto foi assim que a Bíblia nos afirma que um dia eles serão reunidos no aprisco do Messias.
 
Se Deus também amou Ismael, nós, cristãos, devemos fazer o mesmo.
 
Por mais que uma minoria árabe muçulmana, descendente de Ismael, esteja causando morte e destruição por meio de ações terroristas, o mandamento de Cristo continua sendo o mesmo: ide e pregai a toda criatura, e não somente aos pacíficos e bem comportados...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE