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sábado, 7 de agosto de 2021

DECEPÇÃO E A FÉ

 

DECEPÇÃO E A FÉ


“Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires.” (João 11.21-22)
Quero iniciar este sermão com uma pergunta: O que anda decepcionando seu coração a ponto de ofuscar sua fé? Esta narrativa expressa algo profundo que estava no coração de alguém que acabara de perder um ente querido. Uma decepção, às vezes, ofusca a fé e põe tudo a perder.
Marta vai ao encontro de Jesus com uma declaração que trazia uma ponta de decepção e ao mesmo tempo uma grande demonstração de fé. Vale a pena ressaltar que, quando Marta se encontra com Jesus, foi o seu coração que falou através de seus lábios. Marta lamenta a demora, mas crê que Jesus, em resposta à oração a Deus, pode reverter a situação humanamente irremediável. É importante frisar que Marta ainda não tem plena consciência de que Jesus é o próprio Deus.
O que podemos aprender nesta história tão interessante? O que podemos extrair desta narrativa para o nosso crescimento nesta área que tem nos destruído de forma profunda, chamada decepção?
Entre a decepção e a fé…
1. Não deixe a LÓGICA matar sua PROMESSA.
“Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui…” (v.21a)
A mente de Marta estava perambulando entre o natural e o sobrenatural, entre o conhecido e o desconhecido, entre a lógica e a fé. Podemos perceber que Marta não deixava de acreditar em Jesus, ela só perdeu a esperança para aquele tempo. A fala de Marta, em um primeiro momento, é de alguém que está sofrendo muito a sua perda, a ponto de deixar que a lógica tomasse todo o espaço de sua mente sucumbindo a fé.
Não posso dizer que Marta não sabia quem estava à sua frente. Posso dizer que, até então, ela não havia se atentado que aquele que estava à sua frente tinha poder para ressuscitar alguém imediatamente e não precisaria esperar até o ultimo dia como informava a religião judaica. Esse contexto é muito interessante de se pensar, pois, às vezes, agimos como Marta no início de sua pergunta, deixamos a lógica desmoronar nossa fé e caímos em uma profunda decepção. Deixamos a razão tomar todo o espaço, a ponto de matar a nossa fé.
Sei que está chegando o fim do ano, e muitas coisas que você sonhou ainda não aconteceram. Você deve ter feito alguns planos que, hoje, ao olhar para trás, não vê nada concreto. Marta possivelmente esteve assim entre aqueles dias pensando: “ele vai chegar a tempo!”, “Vai acontecer!”. Mas, conforme os dias foram passando, a decepção foi crescendo e tomando forma e força a ponto de matar a fé. Deixa eu dizer algo a você:

“Jesus não é gerenciador de derrota, mas sim emissor de benção!”

“Jesus não trabalha simplesmente pela lógica, mas, com certeza inteiramente pela fé!”

Não deixe a decepção tomar lugar total em sua mente e matar a fé, sua visão e sua promessa.
Entre a decepção e a fé…
2. Não deixe que os acontecimentos ruins do PRESENTE apaguem o PASSADO de glória e o FUTURO de benção.
“… meu irmão não teria morrido…” (v.21b)
Posso perceber nesta fala de Marta um tom de decepção e perda de esperança e expectativa. Marta, possivelmente, estava querendo dizer muito intrinsecamente para Jesus o seguinte: “acabou, não tem mais jeito, deixe para lá, já morreu!”. Aprendo uma coisa muito interessante aqui:

“Jesus não está preso às categorias do nosso tempo. Ele transcende o tempo para trazer a existência o nosso milagre.”

Marta crê no Jesus que poderia ter evitado a morte, ou seja, intervir no passado. Marta crê no Jesus que ressuscitará no último dia, ou seja, agindo no futuro. Mas Marta não crê que Jesus possa fazer um milagre agora, no presente. Nós também somos assim, não temos a dificuldade de crer nas coisas que Jesus já fez no passado, e sabemos que ele fará algo extraordinário no futuro. A nossa dificuldade é crer em Jesus para o presente quando tudo parece perdido, quando estamos tão decepcionados com tudo e com todos a ponto de duvidarmos de seu poder e de sua majestade e glória.
Talvez essa seja a sua angústia. Às vezes você tem orado por seu casamento e está vendo ele se findar, às vezes você tem orado pela conversão de cônjuge e o vê mais endurecido. Às vezes tem orado por seus filhos e eles têm se perdido cada vez mais. Às vezes tem orado por seu emprego e ele nunca chega. Às vezes você tem orado por sua vida emocional e ela ainda parece um deserto. Entenda uma coisa:

“Jesus pode, quer e fará suas decepções e frustrações se tornarem benção, basta você crer nele.”

Entre a decepção e a fé…
3. Lembre-se que todo o PODER foi dado a JESUS na TERRA e no CÉU.
“… Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires.” (v.22)
Ao olhar para este final posso perceber uma mudança no discurso de Marta. Agora Marta começa a dizer para Jesus que ainda que, a figueira não floresça e a vinha não produza fruto, ela acredita que tudo que Jesus pedir ao Pai, Ele o concederá. Acho muito impactante a mudança repentina de Marta. Sabemos que no contexto ela estava falando a respeito dos últimos dias e de tantas outras coisas. Mas quero aplicar ao seu coração esta quebra de contexto textual, para dizer a você que Jesus tem todo o poder na terra e no céu para mudar qualquer circunstância.
Jesus pode mudar suas decepções e ampliar sua fé, Jesus pode revolucionar seu casamento e ressuscitá-lo dos mortos, Jesus pode fazer seus filhos apaixonarem-se por ele, de tal forma, que se tornem mais envolvidos do que você, Jesus pode abrir uma solução para sua crise financeira, Jesus pode fazer tudo que Ele quiser e quando Ele quiser. Mas tem uma coisa: Jesus só fará se você, nesta manhã, aprender a viver entre a decepção e a fé. Jesus sofreu como você sofre, chorou como você chora, se decepcionou como você se decepciona, mas Jesus nunca deixou as decepções aparentes esmagarem a sua fé.
Conclusão:
Você está decepcionado com a vida que vive e isso tem maltratado seu coração? Tem esfriado sua fé? Tem lhe matado aos poucos? Eu quero orar com você nesta manhã e pedir a Jesus para ensiná-lo a andar entre a decepção e a fé sem perder a graça.
Entre a decepção e a fé…
1. Não deixe a LÓGICA matar sua PROMESSA.
2. Não deixe que os acontecimentos ruins do PRESENTE apaguem o PASSADO de glória e o FUTURO de benção.
3. Lembre-se que todo o PODER foi dado a JESUS na TERRA e no CÉU.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

A BONDADE DE DEUS.

 

A BONDADE DE DEUS.

Deus fez os cristãos idôneos, ou seja, Deus já os criou com capacidade plena para serem participantes da herança dos santos. Quando os cristãos creram na mensagem do evangelho, eles receberam poder para serem feitos filhos de Deus ( Jo 1:12 ), e quando foram criados, foram criados em verdadeira justiça e santidade ( Ef 4:24 ). Desta maneira Deus fez (criou) um novo homem (os cristãos) em Cristo. As novas criaturas (os cristãos) vieram à existência com direito pleno à herança guardada nos céus, não necessitando estar debaixo de tutores ou curadores como era próprio a lei ( Gl 4:1 -2).

O contexto do versículo 1 é de apresentação. Paulo faz uma apresentação pessoal, dele e de Timóteo.

O contexto do versículo 2 é de saudação, demonstrando Cristo nos cristão “…que é Cristo em vós, esperança da glória” ( Cl 1:27 ).

Paulo apresenta-se aos destinatários como sendo apóstolo designado por Cristo, e os saúda com graça e paz da parte de Deus e de Jesus Cristo. Na apresentação Paulo nomeia os cristãos de santos e fiéis.

Apresentação e Saudação

1 PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo,

Os remetentes da carta são: o apóstolo Paulo e o seu irmão em Cristo Timóteo.

O apostolado de Paulo decorre da vontade de Deus e segundo a pessoa de Cristo. Este versículo é uma pequena defesa do ministério apostólico de Paulo.

Paulo demonstra não ter se arrogado como apóstolo, antes, pela vontade de Deus, ele foi comissionado para este ministério “… e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” ( Cl 1:23 e 25).


2 Aos santos e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Os destinatários da carta são os ‘santos’ e ‘fiéis’ que estavam em Colossos.

Este versículo apresenta os seguintes elementos:

a) Aos santos – A carta de Paulo e Timóteo foi remetida aos cristãos de Colossos e estes são designados ‘santos’ em Cristo. Por estarem em Cristo, Paulo os chama de santos! Ao lermos textos como “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é” ( 2Co 5:17 ); “… mas sim o ser uma nova criatura” ( Gl 6:15 ); “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera pelo amor” ( Gl 5:6 ), percebemos que, ‘estar em Cristo’ significa ser uma nova criatura. ‘…em Cristo’ é uma maneira resumida de fazer referência à nova criatura, que é criada em verdadeira justiça e santidade “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” ( Ef 4:24 ). Paulo continua nomeando os cristãos de ‘santos’ por toda a carta: ( Cl 1:2 ; Cl 1:4 ; Cl 1:12 ; Cl 1:22 ; Cl 1:26 e Cl 3:12 );

b) Aos fiéis – Da mesma forma, Paulo chama os cristãos de ‘fiéis’. Em Cristo é que se dá a fidelidade dos cristãos, e não à parte d’Ele. Verifica-se que ‘santidade’ e ‘fidelidade’ decorrem de Cristo, condição que se adquire no novo nascimento. Perceba que o cristão não é ‘fiel a Cristo’, e sim, ‘fiéis em Cristo’. Esta fidelidade não decorre de esforço humano para se alcançar (é proveniente do novo nascimento). Compare esta fidelidade (v. 2) com a apresentada no (v. 7);

c) Colossos – cidade ou região onde os cristãos estavam;

d) Graça e paz – graça refere-se ao favor imerecido de Deus e que somente é possível alcançar pela fé em Cristo. Por intermédio de Cristo o homem passa a ter paz com Deus, visto que, sem Cristo o homem é inimigo de Deus “Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho” ( Rm 5:10 ).

Agradecimentos a Deus

3 Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós,

O apóstolo agradece e ora pelos cristãos. São duas ações distintas.

Estas duas ações, agradecer e orar, são provenientes de elementos distintos, como veremos a seguir.

4 Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos;

Paulo agradecia a Deus continuadamente após tomar conhecimento da fé dos cristãos. Paulo e Timóteo ouviram acerca da fé e do amor que os cristãos de Colossos nutriam por todos os santos.

Não há como deixar de agradecer a Deus, diante de tão maravilhosa graça: mais irmãos sendo conduzidos à gloria por Cristo.

O amor dos irmãos era demonstrado no Espírito (v. 8), como assevera o apóstolo João “…e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou” ( 1Jo 3:23 ).


5 Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,

O agradecimento de Paulo a Deus é por causa da esperança reservada nos céus aos que creem.

A esperança dos cristãos esta reservada nos céus, e os cristãos já haviam tomado ciência do que estava reservado, através da palavra da verdade do evangelho que haviam ouvido anteriormente ( Cl 1:23 e 27).

6 Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade.

A verdade do evangelho, além de ter chegado aos cristãos de Colossos, também estava se disseminado por todo o mundo conhecido à época. O mundo que o apóstolo Paulo refere-se diz das regiões da Europa, Ásia e África, ou seja, conforme o conhecimento geográfico da época.

O evangelho apresentava os seus frutos em todo o mundo, da mesma forma que estava apresentando frutos entre os de Colossenses.

Quando os cristãos ouviram o evangelho e creram, eles conheceram a graça de Deus em verdade. Passaram a conhecer a Deus, ou antes, foram conhecido Dele.

7 Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo,

Os cristãos de colossos aprenderam o evangelho de Epafras, que segundo Paulo era conservo e fiel ministro de Cristo.

Com esta declaração, Paulo demonstra que Epafras e ele desfrutavam de igual condição: Paulo, Timóteo e Epafras eram servos de Cristo.

Os cristãos de Colossenses deveriam ter em Epafras um fiel ministro de Cristo.

Há uma diferença muito grande entre ser ‘fiel em Cristo’ e ser ‘um fiel ministro de Cristo’. A condição de fiel somente é possível para o homem que esta em Cristo ( Cl 1:2 ). Com relação ao ministério, a fidelidade diz de uma qualidade própria de Epafras, ou seja, ele era fiel em Cristo, e desenvolvia o seu ministério com fidelidade.

Da mesma forma que Paulo desempenhou o seu ministério entre os gentios com empenho, Epafras também era fiel em seu ministério. A fidelidade a Deus é por meio da união com Cristo.

8 O qual nos declarou também o vosso amor no Espírito.

Paulo demonstra que tomou conhecimento do amor dos cristãos através do amado conservo Epafras.

O amor dos colossenses era no Espírito, ou seja, em Deus.

Para uma melhor compreensão das cartas paulinas é necessário observar o seguinte: o apóstolo Paulo agradece a Deus por aquilo que os cristãos já receberam, e quando ele ora pelos cristãos é solicitando a Deus por algo que eles ainda não haviam recebido.

Esta característica repete-se na carta aos Filipenses, Efésios, Tessalonicenses, etc:

“…não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações…” ( Ef 1:16 );

“Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós (…) E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente…” ( Fl 1:2 -11);

“Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações” ( 1Ts 1:2 ).

Quando Paulo agradece a Deus, geralmente agradece por elementos pertinentes à esperança proposta em Cristo, tais como: regeneração, justificação, santificação, eleição, predestinação, etc “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz…” ( Cl 1:12 ).

Mas, quando Paulo ora pelos cristãos, é em razão de elementos que eles ainda não haviam alcançado. Observando esta e outras cartas, verifica-se que os pedidos de Paulo em oração a Deus geralmente refere-se a conhecimento ( Cl 1:9 ; Ef 1:17 ; Fl 1:9 ).

Pedidos em Oração

9 Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;

Epafras anunciou a Paulo e Timóteo o ‘amor no Espírito’ dos cristãos em Colossos ( Cl 1:4 ), o que motivou Paulo a orar continuadamente em favor deles.

Paulo não cessou de orar a Deus desde que recebeu notícias acerca dos cristãos, o que demonstra a preocupação do apóstolo por causa do que ainda lhes faltava.

Na oração o apóstolo pede a Deus que eles fossem cheios do conhecimento da vontade divina em toda sabedoria e inteligência espiritual (v. 9).

Por que Paulo orou para que eles fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus? Qual o objetivo de eles obterem este conhecimento? Por que a sabedoria e a inteligência devem ser espirituais?
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

INVEJA E FALSIDADE O MAL DA HUMANIDADE.

 

INVEJA E FALSIDADE O MAL DA HUMANIDADE.

A inveja é algo extremamente nocivo. Se encontrar um ambiente que a alimente e consiga crescer, ela pode tomar dimensões catastróficas. Devemos evitá-la a todo custo, a despeito de todas as dificuldades e injustiças enfrentadas.

A palavra portuguesa inveja, vem do latim invidia. Significa olhar torto, mal olhado. Daí vem a expressão “olho gordo”. Dando a entender que o invejoso, olha para o próximo desejando o que ele tem, odiando-o por isso. O invejoso sofre em consequência da felicidade ou crescimento do próximo.

A bíblia nos exorta a não alimentar esse mal. Por isso, neste estudo bíblico você vai ver como podemos vencê-la em nosso coração e lidar com pessoas que sofrem com este mal. Leia até o final e aproveite!

Do Que São Capazes as Pessoas Invejosas?

O ciúme invejoso faz muito mal ao ser humano. Não apenas a saúde física, ela compromete a saúde espiritual, psicológica e pode levar pessoas a tomar atitudes horríveis. O sábio diz que ela apodrece os ossos (Provérbios 14:30), sua figura de linguagem mostra que a inveja enfraquece a estrutura do ser, tornando-o vulnerável.

Essa vulnerabilidade pode se manifestar de inúmeras formas, mas a principal delas é a infelicidade. A pessoa invejosa não é feliz.

Vemos isso na relação de Abel e Caim, por exemplo. Ao perceber que o Senhor Deus aceitou a oferta de Abel, por ser excelente e rejeitou a sua por ser medíocre, Caim ficou furioso.

O coração de Caim tornou-se invejoso, de tal maneira, que ele matou o seu irmão (Gênesis 4.4-8). É algo realmente lamentável.

Não é em vão que as Escrituras nos aconselham a não desejar de maneira invejosa os bens do próximo (Êxodo 20:17).

Ou seja, não devemos ser invejosos do nosso semelhante por causa do que ele tem. Mas será que podemos querer conquistar as mesmas coisas?

Sim! Só não posso querer tomá-las ou viver infeliz porque o próximo já conseguiu e você não.

Não Tenha Inveja de Quem Não Serve a Deus
Como servos de Deus há muitos caminhos e escolhas que nós não podemos fazer, isso porque queremos ser agradáveis a Deus. No Salmos 73, o sacerdote Asafe se torna cativo da inveja. Ele, um homem de vida consagrada se sente injustiçado, ao observar o ímpio.

Asafe percebe que o ímpio tem tudo que quer, embora viva uma vida sem se importar com o que Deus pensa, é feliz, faz e vai aonde quer. Enquanto isso, com justo, ele tem uma vida cheia de limitações de comportamento e posses (Salmos 73:3).

Asafe sente ciúme das pessoas que não temem a Deus! A forma de vida aparentemente tranquila dos ímpios o levou a pensar se a devoção, é algo que realmente vale a pena. (Salmos 73.4-15). Mas o sábio nos aconselha a não ter inveja dos ímpios, nem desejar estar com eles (Provérbios 24:1).

A concepção de Asafe mudou quando ele entrou na casa de Deus (Salmos 73.18,19).

A casa de Deus, a Igreja, tem a função de esclarecer a verdade, dentre as suas muitas características. Não é à toa que ela é a coluna da verdade (I Timóteo 3.15).

Enquanto estava na casa de Deus, Asafe recebeu a revelação do Espírito Santo de qual é o futuro das pessoas que vivem longe do Senhor. Após essa revelação ele percebe que o caminho melhor, embora estreito é o caminho trilhado com Deus.

Asafe percebe que não precisa ser invejoso dos ímpios, ele havia feito a melhor escolha. O sacerdote concluí com a percepção nova, de que é melhor estar perto do Senhor (Salmos 73.28).

Não Tenha Inveja de Autoridades Espirituais
A inveja contra autoridades espirituais é algo extremamente perigoso. É um cuidado que nós devemos realmente ter. Em determinado momento, após a libertação do Egito e a travessia do Mar Vermelho, Miriã e Arão sentiram ciúmes de Moisés e começaram a questionar sua autoridade (Números 12.2).

A Bíblia destaca que Moisés era um homem extremamente pacifico (Êxodo 12.3), ou seja, o mal que nasceu no coração de seus irmãos, não era fruto de provocação por parte dele.

Mas o que aconteceu foi algo grave. Imediatamente o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: “Dirijam-se à Tenda do Encontro, vocês três”. E os três foram para lá (Números 12.4). O episódio irritou a Deus. O Senhor feriu a Miriã com lepra por causa do seu erro contra o seu servo (Números 12.10).

Não importa o que aconteça, não se torne invejoso em relação a sua liderança espiritual. É algo extremamente perigoso e produz a indignação do Senhor Deus.

Não Use a Bíblia Para Dissemina-la
Ainda nos primeiros dias da Igreja o apóstolo Paulo percebe que algumas pessoas estavam usando as verdades de Deus para disseminar a inveja (Filipenses 1:15).

Em nossos dias, muitas vezes testemunhamos as pessoas cometendo o mesmo erro. Usando espaços consagrados à santa pregação, para desabafo pessoal. Há também um outro espaço bastante utilizado por alguns cristãos invejosos: internet e as redes sociais.

Trechos bíblicos, o nome de Deus, e as coisas santas são ferramentas de alguns cristãos para fundamentar suas mensagens de caráter invejoso.

Não podemos fazer isso!

Como Combatê-la?
A inveja é fruto de insatisfação. Essa insatisfação não é aquela que nos motiva a trabalhar mais, estudar, melhorar, etc. É uma insatisfação destrutiva que produz raiva e indignação pelo sucesso do próximo.

O apóstolo Paulo diz que se não quisermos ser invejosos, precisamos ser pessoas satisfeitas em Deus (1 Timóteo 6:8).

Isso não significa que você não pode lutar para melhorar. Significa que você deve prosseguir na vida sem murmuração contra Deus e inveja contra o próximo, em relação aquilo que você ainda não tem.

Oração Pelos Invejosos
O problema contra o invejoso só pode ser resolvido com oração. Quando estivermos sofrendo com qualquer problema, é natural para o cristão apresentá-los a Deus (Salmos 102:1).

Ser invejoso não é algo simples, ela é consequência de uma série de outros problemas. A oração é o antídoto contra essa enfermidade.

Passar tempo a sós com Deus, ser sincero diante dele, ler sua palavra de forma consistente e aberta são os passos que podemos dar para resolver o problema.

Conclusão
A inveja é um problema sério. Ceder as suas tentações pode acarretar uma série de consequências graves. Por isso, é algo que precisa ser tratado com seriedade e dedicação.

O Senhor Jesus Cristo nos dá uma série de conselhos nas bem-aventuranças que são extremamente úteis nesse tratamento.

E então, o que acha? Quer acrescentar algo? Deixe seu comentário. Sua opinião é muito importante. Compartilhe esse estudo bíblico com seus amigos e parentes.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.