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sexta-feira, 12 de maio de 2017

AMOR DE MÃE, AMOR PERFEITO...


                                            AMOR DE MÃE, AMOR PERFEITO...
O segundo domingo de maio pauta sempre nossas reflexões: o dia das mães.
Como ponto de partida quero citar as palavras de Salomão no Salmo: "os filhos são herança do Senhor" (Sl 127:3).  Por crer que estas palavras são absolutamente verdadeiras, então devo começar entendendo que a maternidade é uma bênção dos céus.  Todos os filhos pertencem a Deus, mas ele os deixa como parte de sua eterna riqueza para que a partir deles sejamos abençoados.
1.      Eva, a primeira mulher e mãe.
Eva, a primeira mulher, nos faz lembrar a razão de ser “mulher”
Deus criou o homem conforme a sua imagem e semelhança (Gn 1.27): em pureza, inocência, sabedoria, bondade, verdadeiramente semelhante ao seu Criador. Colocou-o num jardim, que Ele mesmo plantara o Éden (ou “paraíso”, “lugar de deleite”).
Depois de algum tempo, após receber e cumprir uma tarefa especial, isto é, dar nomes aos animais criados, Adão sentiu-se só (Gn 2.19-20).
Não havia entre todos os animais nenhum sequer que se parecesse com ele, com o qual pudesse dividir seu coração, seus sonhos, seus anseios, projetos; que tivesse sensibilidade para compartilhar os pensamentos de seu coração.
O Senhor, então, fez Adão dormir o sono da anestesia. Que ele não sentisse dor alguma ao ser retirada uma costela de seu próprio corpo.
E esta seria transformada em doce companheira e ajudadora idônea (G 2.21-22).
Assim surgiu a mulher: foi feita sob medida para o homem. Foi formada da cálida matéria prima existente: do corpo de Adão.
Eva, a primeira mulher, nos faz lembrar a razão de ser “mulher”. Eva foi enganada pela serpente e trouxe para as mulheres atuais a mensagem da “cobertura” e da “proteção”, por meio da submissão. Terríveis e falsas doutrinas foram fundadas por mulheres que não estavam debaixo de autoridade e se perderam em heresias.
O nome “Eva” nos fala da maternidade. Do dom excepcional de gerar filhos e deixar a maior contribuição para a humanidade: pessoas bem criadas, equilibradas, felizes e que conhecem a Deus.
Ser mãe é privilégio indescritível e traz a doce recompensa de um filho sábio, que alegra o coração de Deus e de seus pais.
Que cada mãe, esposa, filha; que cada mulher de Deus seja fiel ao seu chamado, seja feliz cumprindo o seu digno e especial papel.
Ser mulher é ser joia preciosa
Cujo preço muito excede ao dos rubis.
Ser mulher é se vestir da dignidade,
Da força, do amor e da verdade.
É viver na humildade do serviço,
Da missão que a ela é confiada,
A tarefa mais gloriosa em recompensa:
Ser coluna, ser esteio, fortaleza,
É suster, com alegre mansidão,
A família, com doçura e gratidão.
Querida irmã: cumpra seu papel como mulher de Deus. Seja prestativa, delicada, mansa, obediente ao Senhor.
Deixe que Ele cuide de você e lhe conduza em seus caminhos, pois são perfeitos.
2.       Joquebede – a mãe de Moisés.
Joquebede, exemplo de mãe
“Então lhe disse a filha de Faraó: ‘Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário’. A mulher tomou o menino e o criou.” (Ex 2:9.)
Joquebede era judia, da tribo de Levi, e viveu no período do cativeiro de Israel no Egito.
O povo entrara naquela nação sendo convidado por Faraó, na época de José. Ficara no melhor da terra, na terra de Gósen, região boa para o gado, com muitas pastagens, entre a planície do delta do rio Nilo.
A Bíblia nos diz que, depois da morte de José e também do Faraó que o elevara a governador do Egito, os israelitas começaram a crescer muito naquela terra.
Eles se multiplicaram grandemente e a nova dinastia que assumira o poder no Egito teve medo de seu potencial.
Se continuassem se fortalecendo como nação, poderiam tomar o Egito.
O Faraó então lançou uma estratégia para enfraquecer Israel: baseava-se em matar os bebês do sexo masculino, ao nascerem.
As parteiras foram chamadas à presença de Faraó e receberam ordens para executar os bebês recém-nascidos. Mas estas mulheres temeram a Deus e não obedeceram às ordens reais.
Elas se desculparam com Faraó, dizendo que as mulheres hebréias eram fortes e, que, quando elas chegavam para ajudar no parto, a criança já havia nascido.
Deus abençoou as parteiras Sifrá e Puá pelo que fizeram ao seu povo, e elas puderam ter filhos também.
E o Faraó pôs em prática outro golpe para “frear” o crescimento de Israel. Ele ordenou aos pais hebreus que lançassem seus filhos no rio Nilo, caso fossem do sexo masculino. O terror pairava sobre as famílias de Israel.
Joquebede, nesta época, já tinha 2 filhos: Miriam e Arão. Ela se casara com o seu sobrinho Anrão (Êx 6.20).
Isto era comum naquela época, visto que os hebreus, por serem pastores de ovelhas, constituíam-se em “abominação” para os egípcios. Não aconteciam casamentos entre egípcios e hebreus normalmente.
Casavam-se primos e parentes entre si nas tribos israelitas. Levar o povo para o Egito foi uma forma que Deus encontrou para que o povo não se misturasse com os cananeus (em cuja terra habitou Abraão, Isaque e Jacó) e, assim, se diluísse como nação.
Aconteceu de Joquebede ficar grávida do seu 3º filho.
Ela escondeu como pôde, a sua gravidez. Com aquela lei em vigor, Joquebede precisava ter cautela e não permitir que alguém soubesse do filho que estava para nascer. E, que linda criança ela gerou!
Durante os 3 primeiros meses de vida do menino, ela conseguiu escondê-lo. Creio que ele era bem alimentado e dormia muito, pois ela deveria mantê-lo sem necessidades, para que seu choro não fosse ouvido ou denunciado.
Mas a criança precisaria tomar sol; precisaria aprender a engatinhar, a dar os primeiros passos... Seria impossível criá-lo sem que os outros o soubessem...
E Deus deu uma estratégia para Joquebede.
Ela fez um cestinho de junco: calafetou-o por dentro e por fora, impermeabilizando-o completamente. E colocou nele o menino.
Cobriu com a tampa o cestinho e ordenou à filha mais velha, Miriam, que acompanhasse a trajetória do cestinho pelas águas do rio Nilo. Joquebede revelou ser uma mãe zelosa.
Ela protegeu seu filhinho da morte ao nascer. Cuidou dele enquanto pôde... Não sabia o que aconteceria, mas confiava em Deus. Ele protegeria seu pequenino, livrando-o da morte...
O fato de calafetar o cestinho por dentro e por fora nos mostra o cuidado de uma mãe segundo os princípios da Palavra de Deus.
Ela não permitiria que as águas do mundo entrassem e destruíssem seu filho, mesmo que o contexto mundano cercasse sua vida.
Joquebede pediu à filha, Miriam, que ficasse vigiando o cestinho. A mãe zelosa não perde o filho de vista. A qualquer momento ela pode falar onde seus filhos estão; o que estão fazendo e com quem estão.
“Desceu a filha de faraó a banhar-se no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou. Abrindo-o viu a criança, e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus.” (Êx 2.5-6.)
Miriam ofereceu à princesa os serviços de sua própria mãe para cuidar do irmãozinho. Joquebede foi escolhida para amamentar o próprio filho, e ainda por cima, recebeu um salário por seu serviço. Que tremendo é o plano de Deus para seus filhos!
Cada mãe também recebe determinado “salário” para criar seu filho para Deus.
O Senhor nos dá sua Palavra para nos ensinar e transmitir ensino aos nossos pequeninos; o seu Espírito Santo para nos dar sabedoria para responder às perguntas deles; os seus anjos acampados ao redor de nossas crianças, protegendo-as e trazendo livramentos...
Você tem ensinado seu filho no caminho do Senhor? Tem orado com ele e por ele? Você tem
3.      A mãe de Sansão.  Chamada à consagração
“Porém sua mulher lhe disse: 'Se o Senhor nos quisera matar, não aceitaria de nossas mãos o holocausto e a oferta de manjares, nem nos teria mostrado tudo isto, nem nos teria revelado tais coisas'.” (Jz 13.23).
A Bíblia não nos fala o seu nome, mas o de seu marido, Manoá. Eles eram da tribo de Dã e moravam em Zorá. Esta mulher era estéril, não tinha filhos. O seu relacionamento com o marido era excelente.
Tinham um diálogo aberto e franco.
Havia respeito mútuo e cada um cumpria seu papel como cônjuge. Eles se valorizavam mutuamente, como recomendavam as Escrituras. Ambos tinham fé no Deus de Israel e eram pessoas de oração.
O contexto social em que viviam era de opressão do inimigo, o vizinho povo filisteu.
Estes mantinham Israel sob ameaças, pagando-lhes altos tributos, e lhes tolhia a liberdade completamente.
Vigiavam seus passos. Matavam sem piedade.
Aquele casal deveria ter o seu “culto doméstico”, o seu momento devocional para orar e buscar a resposta do Deus Todo-poderoso de Israel.
Manoá e sua esposa sabiam orar e esperavam em Deus.
Eles sabiam que o Senhor lhes responderia...
E o dia chegou. “Apareceu o Anjo do Senhor a esta mulher e lhe disse: 'Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém, conceberás, e darás à luz um filho.
”Agora, porém, guarda-te, não bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda; porque eis que conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus'.” (Jz 13.3-5).
Era maravilhoso o que ela ouvira do Anjo do Senhor. A resposta às suas orações.
Deus prometera um libertador para Israel. E, mais uma vez na história de seu povo, uma mulher estéril iria conceber um “filho da promessa divina”, assim como Sarah e Raquel, aleluia!
Entretanto, as orientações recebidas precisavam da aprovação do marido, de conformidade com os ensinos de Moisés. Se uma mulher fizesse um voto, jejum ou qualquer abstinência deveria ter a aprovação do marido, caso contrário, ela não estaria autorizada a cumprir o seu voto.
Aquela mulher foi imediatamente procurar o marido, Manoá, e lhe expôs o acontecido. Falou-lhe todas as palavras do Anjo.
Manoá ouviu atento e cheio de gratidão, e orou ao Senhor, pedindo-lhe que novamente lhes enviasse o Anjo para orientá-los quanto ao menino e sua criação. E Deus atendeu o seu pedido. O Anjo retornou e lhes confirmou as mesmas palavras.
Com a esposa de Manoá aprendemos lições muito importantes para as esposas.
Ela era uma mulher que valorizava o marido. Ela percebia a importância de dar ao esposo o lugar de “cabeça da família”.E como isto é importante para a educação dos filhos! Como é necessário que os filhos entendam que o pai é o líder e é respeitado! Há mulheres que têm, em primeira mão, uma revelação de Deus e passam a desprezar os maridos, achando que elas são mais importantes que eles... Como isto está errado! A esposa deverá compartilhar suas experiências espirituais e então ambos deverão orar pela confirmação de Deus.
Essa mulher sábia nos ensina que a consagração dos nossos filhos a Deus começa na gravidez e com nossa conduta em santidade.
4.      Ana – a mãe do grande Samuel.  Depois de orar e se quebrantar na presença do Senhor, Ana recebeu como resposta o nascimento do primeiro filho e o dedicou ao Senhor, como é dito nos primeiros capítulos de 1º Samuel.
A história de Ana já mereceria um estudo à parte, ela nos demonstra que a melhor atitude a se tomar em relação aos filhos que o Senhor nos dá é dedicá-los inteiramente ao Senhor.  E creio que este foi o segredo do sucesso de Samuel!
Ø  Ana, mulher que orou
“Levantou-se Ana  Ela, com amargura de alma, orou ao Senhor, chorou muito.” (1Sm 1.9a-10.)
A Bíblia nos conta a história de uma mulher extraordinária, Ana. Ela viveu no período dos juízes. Uma época em que “não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25). Seu esposo chamava-se Elcana, homem da tribo de Efraim, filho caçula de José.
Ana e Elcana moravam nas regiões montanhosas de Efraim, em Ramatain-Zofim.
Ele era amoroso e procurava sempre agradar sua amada esposa, quer com palavras de ânimo, quer por meio de atitudes de honra e confissões de seu amor sincero. Entretanto, Ana tinha uma grande angústia em seu coração: ela era estéril. Nunca poderia gerar filhos.
O passar dos anos ia consolidando sua tristeza. Sentia-se incapaz de corresponder ao amor de seu marido, dando-lhe um fruto desse amor: um filho; semente abençoada para perpetuar o nome da família e consagrar a união dos dois.
Além disso, a Escritura Sagrada relata que Ana tinha uma rival: Penina. Esta era a segunda esposa de Elcana e tinha filhos com ele. Talvez Elcana tenha se casado também com Penina exatamente por causa da esterilidade de Ana...
E Penina irritava excessivamente a pobre e sensível Ana, porque esta possuía o amor do marido. “No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas.
A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril” (1Sm 1.4-5.)
Todos os anos, por ocasião das festas fixas do calendário judaico, Elcana subia com sua família a adorar ao Senhor, levando seus dízimos e sacrifícios de louvor e gratidão, alegrando-se na presença do seu Deus.
Mas Ana não conseguia se alegrar nas festas anuais por causa da irritação de Penina, “pelo que chorava e não comia.” (1Sm 1.7.)
Há muitas mulheres que têm o amor do marido, são honradas por eles, mas não se sentem realizadas por causa de sua esterilidade. Muitas até sentem-se culpadas por não gerarem filhos. A angústia do coração faz adoecer fisicamente.
Outras mulheres experimentam lágrimas doídas, provocadas pela irritação constante da inveja declarada de quem está tão perto, no convívio diário. Irritação que soa como um gotejar contínuo que enlouquece e faz perder a alegria de desfrutar da vida.
São situações de conflito que amarguram o coração e, então, não se consegue ver o sol, mas apenas as sombras dos problemas crônicos. O que fazer? Ana nos dá a resposta: orar. Orar com intensidade e firmeza.
Orar com perseverança na direção da perfeita vontade de Deus. Arriscar pedir a realização do sonho de sua vida. Lançar sobre o coração de Deus toda a ansiedade do coração humano e esperar, com fé, o que vai acontecer...
Parecia que as palavras doces de Elcana não conseguiam entrar no coração de sua esposa: [...] “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1Sm 1.8.)
Ana não poderia trazer preocupações para seu marido. Ela precisava encontrar a solução e parar com sua atitude passiva de apenas chorar. Então, após terem comido e bebido, antes de retornarem para casa, naquele ano, “levantou-se Ana [...] ela, com amargura de alma, orou ao Senhor, chorou muito” (1Sm 1.9a-10).
Ela tomou a atitude decisiva de guerrear no mundo espiritual: orar com toda intensidade, com suas lágrimas, com o coração transparente e sincero. Ana se derramou em súplicas diante de Deus.
“E fez um voto, dizendo: 'Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha'.” (v.11.) Ana conhecia a história de Sansão, o campeão nazireu de Deus, que falhou por causa de seu pecado, mas ela sabia que Deus precisava de um “novo campeão” para ser usado por Ele naquela geração. Ana se dispunha a dar o seu melhor para Deus e para sua nação.
Há duas coisas muito importantes na oração de Ana a serem observadas: aqui, pela primeira vez, Deus é chamado nas Escrituras de “O Senhor dos Exércitos”, “Javé Sabaoh”.
Ana sabia que se encontrava em verdadeira batalha espiritual, no âmbito familiar e também nacional.
Sua nação estava vivendo sob o mau procedimento dos filhos do sacerdote Eli, que deixavam as ovelhas de Israel desprotegidas diante dos inimigos.
E havia guerra também dentro da casa de Elcana, com Penina constantemente provocando Ana e “espetando-lhe a carne” com palavras maldosas.
Ana então orou ao Senhor dos Exércitos. Ela creu num Deus que domina sobre todas as coisas. Ela creu que o Senhor ouve o clamor dos fracos, indefesos e angustiados...
É muito importante que nos aproximemos de Deus crendo em sua existência e que Ele é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). É preciso saber quem é o nosso Deus.
Qual a amplitude do seu poder.
Qual é a dimensão do amor que Ele demonstra por seu povo. É importante saber que “não sabemos orar como convém, mas que o Espírito de Deus nos assiste em nossas fraquezas e intercede por nós, sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26), aleluia! É preciso orar com fé.
“Demorando-se ela no orar perante o Senhor, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso Eli a teve por embriagada.” (v.12-13.) Ao orar com toda a intensidade de sua alma, Ana agora iria enfrentar um julgamento falso a seu respeito. Eli a teve por embriagada e chamou-lhe a atenção.
Ela poderia ter-se sentido ofendida e nunca mais querer retornar a Siló, perante o sacerdote Eli.
Mas sua luta não era no campo humano. Sua guerra era espiritual. Sua resposta estava nas mãos do Senhor e era para Ele que ela deveria olhar. Somente para Deus.
“Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o Senhor.
Não tenhas a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso de minha aflição é que tenho falado até agora.” (v.15.)
Como é importante manter os olhos postos no Senhor e não em nós mesmos! Como Ana nos dá uma prova de um coração firme e confiante, ao responder com respeito a quem a ofendia... Ela se explicou respeitosamente e não levou em conta o julgamento precipitado de Eli.
Quantos problemas seriam resolvidos de maneira mais fácil, se as pessoas não se sentissem tão facilmente ofendidas... Muitas mulheres criam verdadeiros “cavalos de batalha” com situações e palavras que não merecem tanta ênfase.
A verdade fala por si somente; não é preciso se importar com calúnias tolas a nosso respeito.
E o sacerdote Eli trouxe uma palavra profética para Ana:  “Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.” (v.17.)
Era exatamente dessa palavra que Ana precisava: paz e confirmação da vontade de Deus em seu coração. Ela tomou posse da paz, e o texto nos diz que ela, a seguir, seguiu seu caminho e comeu, e já não era triste o seu semblante, aleluia! Ali, naquele momento aconteceu a cura da alma de Ana.
Foi quando se derramou, de coração, diante do Senhor; quando enfrentou incompreensão e calúnia e manteve-se firme em seu propósito de buscar a Deus, é que Ana experimentou a paz para prosseguir vivendo, crendo e sonhando os sonhos de Deus para si...
Hoje já não é mais preciso que algum sacerdote nos diga as palavras de Eli, pois as Escrituras nos garantem que Deus ouve as nossas orações. O Senhor deseja que lancemos sobre Ele toda a nossa ansiedade porque tem cuidado de nós, aleluia!
A palavra profética para a nossa vitória em oração já foi pronunciada pelo Senhor Jesus: “Pedi e dar-se-vos-á...” ( Lucas 11.9-13.)
Ana se levanta no Velho Testamento como uma guerreira da oração. Ela recebe a resposta amada do Senhor: um filho, Samuel.
Ela cumpre o voto que fizera, devolvendo seu filho para o serviço do Senhor; deixando-o no templo em Siló: “Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver, pois do Senhor o pedi.” (v.28.)
Não haveria melhor lugar para seu pequeno Samuel do que na casa do Senhor, no serviço do Senhor dos Exércitos, aleluia!
E Ana com seu marido e o filhinho adoraram ao Senhor.
Ana entoou um belíssimo cântico ao Senhor. Muitos anos mais tarde, Maria, iria cantar também a glória do Senhor e o cumprimento de sua Palavra, também por meio de um cântico semelhante ao de Ana.
5.      Lóide – a mãe de Timóteo.
Numa citação rápida de 2 Timóteo, o nome desta serva de Cristo é apresentado como alguém que soube muito bem educar seu filho nos caminhos e na palavra de Deus.  Aqui está um modelo para uma mãe bem sucedida segundo os padrões bíblicos: incutir nele a semente do evangelho.
6.      Maria – a mãe de Jesus.  Exemplo de obediência
 “porque contemplou na humildade da sua serva. Pois desde agora todas as gerações me considerarão bem-aventurada...” ( Lc 1.48.)
“Alegra-te muito, favorecida! O Senhor é contigo!”
Saudou a jovenzinha o anjo Gabriel.
“Terás um filho. Seu nome: Emanuel.
E será grande, o Filho do Altíssimo,
Do céu virá, pois é santíssimo!
Receberá o trono de Davi,
E, para a multidão, será doce Rabi!”
Maria ouviu a boa-nova e nela creu,
Confiou na promessa, e aconteceu
Tudo o que fora pelo anjo prometido.
Mas, nem a família, nem José, tinham ouvido
O que Maria ouvira do Senhor.
Então, nesse momento delicado, de temor,
José pensa deixar Maria.
Sabia que, sem ele, ela sofreria,
Mas não podia acusá-la.
O filho não era seu.
Iriam apedrejá-la.
José não entendia o que aconteceu,
E, confuso, pedia a direção ao Senhor seu.
Foi então, que Gabriel lhe apareceu, e, em sonho lhe falou:
“Não pense que Maria te enganou. Ela é fiel.
Seu bebê é de Deus. O Emanuel!”
Então José a recebeu. O casamento enfim aconteceu.
E José não a conheceu até o momento em que ela deu a luz.
Que lindo infante! Seu nome: Jesus!
Maria é bem-aventurada: exemplo de perfeita obediência.
Que as mulheres todas tenham a ciência:
Que obedecer é sempre bem melhor!
Obedecer faz a beleza das mulheres bem maior.
Obedecer é proceder, viver;
É ser “favorecida” da parte do Senhor!
Maria é um dos maiores exemplos de obediência à Palavra de Deus. Ela era ainda uma adolescente, quando recebeu a notícia do anjo Gabriel, que seria a mãe do Salvador da humanidade.
O Filho prometido na visão angelical era o “descendente da mulher” (Gn 3.15), que haveria de esmagar a cabeça da serpente, destruindo o poder do pecado e o jugo de satanás na vida dos homens. Era grande demais o privilégio que estava diante de Maria.
E ela creu imediatamente. Ela se dispôs a cumprir imediatamente a vontade de Deus, dizendo: [...] “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim conforme a tua palavra...” (Lc 1.38).
Ah! Quantas mulheres gostariam de estar no lugar de Maria... Mas, na verdade, a situação dela, após o encontro com o anjo Gabriel, era muito embaraçosa. Era uma situação de alto risco para ela.
Qualquer mulher, naquela época, que estivesse noiva (desposada, comprometida) e que aparecesse grávida, antes do casamento, seria morta por apedrejamento, se o pai da criança não fosse o noivo. Nesse caso deveria acontecer imediatamente o casamento.
Maria assumiu o risco daquela situação. Ela sabia que a vontade de Deus é perfeita e nela não há injustiça.
Ela poderia confiar no Deus de seu povo. Ele prometera enviar o “Messias” ao mundo, e uma virgem iria conceber (Is 7.14). O nome da criança seria “Deus conosco”, “Emanuel”.
Para Maria era um misto de alegria e temor. Uma notícia radiante, mas cheia de riscos sérios e olhares desconfiados e intrigantes seriam colocados sobre ela.
Você estaria disposta a passar por tão grande prova? Estaria disposto a dar ao Senhor o que há de mais precioso para a mulher, a sua honra? Aceitaria que as outras pessoas pensassem e falassem mal de você, embora estivesse andando em santidade?
Maria não pensou em si, apenas em obedecer e olhar para a grandeza do presente que o Senhor lhe concedia: entregar-se para ser a mãe daquele ente celestial que se tornaria homem.
Como homem, Jesus precisaria de uma mãe. Como homem, o Filho de Deus precisaria ser cuidado e preservado em sua infância.
Alguns dizem que Maria é mãe de Deus – é claro que isso é tolice e totalmente contra a Palavra de Deus.
Maria é criatura como todos nós. Ela cantou a glória do Senhor, declarando-se também pecadora e necessitada de salvação (Lc 1.46-47):  “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador...”.
À semelhança de Maria, nós também carregamos em nosso interior a divina semente. O Filho de Deus habita em nós por meio de seu Espírito Santo, aleluia! Que privilégio maravilhoso! Mas também estamos sujeitas às incompreensões, perseguições, calúnias e zombarias por causa de nossa fé.
Coragem! Vale a pena ser cristã! Vale a pena dar ao Senhor o nosso coração, a nossa honra, pois Ele nos honrará naquele dia glorioso!
Além de agraciada com a maternidade miraculosa, Maria é o exemplo de mãe porque soube com sinceridade e santa humildade se colocar a disposição de Deus para que Este fizesse nela a sua vontade.
Não há atitude que melhor demonstre o modelo bíblico de mãe que uma serva de Deus que está disposta a fazer a vontade do Senhor em todas as suas ações e decisões.  Fazendo isso, todos os outros exemplos se completam.  Maria na sua dedicação se mostrou como a mulher e mãe cuja atitude deve ser copiada.
Neste dia das mães, que os exemplos bíblicos nos serviam como padrão e modelo.  E que o Senhor nos dê mães na estirpe de mulheres como aquelas, para a glória dele.
7. Rispa, a mãe incansável.
“Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco, e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.” (2Sm 21.10.)
Rispa era uma mulher forte e de caráter firme. Seu nome significa “pedra quente”. Ela era filha de Aiá, cujo nome vem da mesma raiz da palavra “intocável”.
Ela foi mulher do rei Saul e teve com ele dois filhos: Armoni e Mefibosete. Talvez por ser uma das esposas de Saul, Rispa e seus filhos se considerassem mesmo “intocáveis”.
Muitas mulheres pensam que sua posição social, sua riqueza, ou mesmo sua capacidade intelectual as colocam em um pedestal “intocável”.
Elas têm um peso de responsabilidade e compromisso. Não podem ser desfeitas de maneira leviana... Por isso, querida irmã, pense muito antes de se casar. Pense muito antes de romper um casamento.
Pense muito antes de fazer uma sociedade com alguém. Não somente pense, mas ore ao Senhor a respeito dessas decisões. Ouça a sua voz e não caia em armadilhas, para que, mais tarde, você não venha a se arrepender.
E Davi teve de escolher sete homens da família de Saul para serem enforcados, para que a chuva pudesse novamente cair sobre a terra de Israel. Davi escolheu os cinco filhos de Merabe, netos de Saul, e os dois filhos de Rispa, sua concubina.
A Bíblia diz que foram mortos nos primeiros dias da ceifa da cevada. Seus corpos foram esquecidos pelos seus executores; foram deixados no madeiro, ao relento... Então Rispa, a mãe de Armoni e Mefibosete, “tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu” (v.10).
Rispa assistiu ao milagre da chuva caindo, após a execução do castigo consequente da ira irrefletida de Saul e de seu “zelo” pelo Senhor, levado a efeito fora da sua suprema vontade. Rispa pôde ver o valor de uma aliança feita diante de Deus... As consequências do rompimento de uma palavra empenhada.
E ela, que era a “pedra quente”, firme como uma rocha colocou pano de saco sobre a penha em frente aos cadáveres de seus filhos e os ficou guardando de dia e de noite:  “e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.”(v.10.)
Ao colocar ali um pano de saco e não um tapete “persa”, ou uma almofada confortável, percebe-se a dor de Rispa; sua humilhação diante de Deus em favor de seus filhos.
O “pano de saco”, na Bíblia, sempre teve o significado de arrependimento e humilhação diante do Senhor.
Você pode imaginar a dor dessa mulher diante dos corpos em decomposição, dia e noite? Pode imaginar o que se passava em seu coração de mãe? Suas lágrimas e o desejo de vê-los com um sepultamento digno, pelo menos?
Ah! Quantas mães como Rispa choram por seus filhos que estão mortos em seus próprios pecados... Quantas mães que colocam “panos de saco” sobre a “Rocha”, que simboliza a Palavra de Deus e suas promessas, e vigiam seus filhos “mortos”.
Não seus filhos literalmente mortos, mas espiritualmente mortos. Seus filhos nas drogas, nos vícios, na prostituição, no homossexualismo, nas depravações da imoralidade, nas mais extravagantes seitas exalando o mau cheiro do pecado; decompondo-se dia-a-dia na podridão do mundo.
Mães que oram, crendo no impossível; que Deus irá ressuscitar seus filhos e lhes dará uma nova e maravilhosa vida. Elas creem que seus filhos receberão o “toque” de vida do Espírito Santo e serão ressuscitados, aleluia! E, por isso, elas não se cansam dia e noite de vigiar.
E orar... E crer... Até que o “rei” olhe para elas, tenha misericórdia e faça cessar a sua dor.
Rispa ficou em seu posto sozinha.
Espantava as aves de dia e as feras de noite. Ela não tinha medo. Não saía de sua “torre de vigia”, mas esperava que o rei se compadecesse e desse um sepultamento digno de nobres aos seus filhos. Ela ficou por muitos dias ali, passaram-se mais de dois meses, e isto foi dito a Davi.
E foi Rispa quem fez a mão do rei Davi trazer a bênção novamente sobre Israel.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 11 de maio de 2017

MENTIRA O GRANDE FLAGELO DA HUMANIDADE...


                            MENTIRA O GRANDE FLAGELO DA HUMANIDADE...
Gostaria que você lesse este estudo até o fim. Afinal, existem pessoas que têm o hábito de mentir.
Mentem para: Pastores, irmãos, pai, mãe, esposa, esposo, filhos, patrões, amigos, professores, médicos, vizinhos, taxistas, empregados, só não conseguem mentir para Deus.
Eu quero abençoar sua vida. E em nome de Jesus, se você está incluído aqui, nesta relação de mentiras praticadas, Deus vai te libertar. E se você é uma pessoa sincera, que fala a verdade, saiba que Deus se agrada de sua maneira de viver.
Mentir é pecado? Qual a consequência da mentira? Estarei respondendo, usando a Palavra de Deus.
PARA ONDE VÃO OS MENTIROSOS?
Apocalipse 21.8 - Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.
Apocalipse 21.23-27 - E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
24 E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.
25 E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
26 E a ela trarão a glória e honra das nações.
27 E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
Apocalipse 22.14-15 - Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
QUEM É O PAI DA MENTIRA?
João 8:44 - Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
O rei Davi, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, proferiu vários salmos, referindo-se a mentira:
Salmo 4.2 - Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá)
Salmos 5:6 - Destruirás aqueles que proferem a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.
Salmos 40:4 - Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e que não respeita os soberbos, nem os que se desviam para a mentira.
Salmos 52:3 - Tu amas mais o mal do que o bem; e mais a mentira do que o falar conforme a retidão. (Selá)
Salmos 63:11 - Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se tapará a boca dos que falam mentira.
Provérbios do rei Salomão
Provérbios 13:5 - O justo aborrece a palavra de mentira, mas o ímpio é abominável e se confunde.
Ímpio – Incrédulo, Não crê em Deus, não tem fé, ateu
Abominável - Nojento, impuro, reprovável, a idolatria e a magia, são uma abominação e afastam as pessoas de Deus.
Provérbios 19.5- A falsa testemunha não ficará inocente; e o que profere mentiras não escapará.
Provérbios 19.9- A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá.
Provérbios 20:17 - Suave é ao homem o pão da mentira, mas, depois, a sua boca se encherá de pedrinhas de areia.
O profeta Isaías anuncia o castigo de Efraim e de Judá
Isaías 28:15 -  Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio e debaixo da falsidade nos escondemos.
Isaías 28:17  E regrarei o juízo pela linha e a justiça, pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.
O profeta Jeremias faz uma lamentação em relação ao seu povo, que estava vivendo em total desobediência a Deus, e na prática da mentira.
Jeremias 9:3 - E estendem a língua, como se fosse o seu arco para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia e a mim me não conhecem, diz o SENHOR.
Jeremias 9:5 E zombará cada um do seu próximo, e não falam a verdade; ensinam a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em obrar perversamente.
O profeta Ezequiel também faz menção aos profetas mentirosos:
Ezequiel 13:9 - E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira; na congregação do meu povo, não estarão, nem nos registros da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o Senhor JEOVÁ.
Ezequiel 13:19 - Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer e para guardardes vivas as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira.
Ezequiel 22:28 - E os seus profetas têm feito para eles reboco de cal não adubada, vendo vaidade, e predizendo-lhes mentira e dizendo: Assim diz o Senhor JEOVÁ; sem que o SENHOR tivesse falado.
O profeta Habacuque fala sobre a imagem de fundição, que ensina a mentira
Habacuque 2:18 - Que aproveitará a imagem de escultura, que esculpiu o seu artífice? E a imagem de fundição, que ensina a mentira, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos?
Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios, exortando-os a falarem a verdade.
Efésios 4:25 - Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.
Carta do Apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, advertindo-os sobre a eficácia de Satanás para enganar e mentir.
II Tessalonicenses 2:9 - A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,
O Apóstolo João também faz um alerta a respeito da mentira
I João 2:21  Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
A seguir, estarei relatando diversos fatos registrados na Bíblia Sagrada, os quais trouxeram terríveis consequências, em decorrência da mentira:
O capítulo 13 de I Reis, narra um acontecimento, onde Deus havia enviado um profeta de Judá a Betel, para profetizar diante do rei Jeroboão, contra o altar, dizendo:
I Reis 13.2-10         
2  E clamou contra o altar com a palavra do SENHOR e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.
3  E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o SENHOR falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza que nele está se derramará.
4  Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai nele. Mas a mão que estendera contra ele se secou, e não a podia tornar a trazer a si.
5  E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara pela palavra do SENHOR.
6  Então, respondeu o rei e disse ao homem de Deus: Ora à face do SENHOR, teu Deus, e roga por mim, para que a minha mão se me restitua. Então, o homem de Deus orou à face do SENHOR, e a mão do rei se restituiu e ficou como dantes.
7  E o rei disse ao homem de Deus: Vem comigo à minha casa e conforta-te; e dar-te-ei um presente.
8  Porém o homem de Deus disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar.
9  Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água e não voltarás pelo caminho por onde foste.
10 E foi-se por outro caminho e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.
Em Betel morava um profeta velho, que sabendo deste acontecimento, mandou que seus filhos fossem em busca deste profeta de Deus e o trouxessem à sua casa. Encontrando seus filhos o homem de Deus, trouxe-o á casa do profeta velho, o qual  profetizou mentira para o homem de Deus,  dizendo que um anjo da parte de Deus havia dito que ele poderia sim, comer pão e beber água,  em Betel ,  leia:
Eis aí a consequência da mentira e da desobediência: Morte - Um leão matou o profeta que acreditou na mentira do profeta velho.
I Reis 13.18-24 - E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe).
19 E voltou ele, e comeu pão em sua casa, e bebeu água.
20 E sucedeu que, estando eles à mesa, a palavra do SENHOR veio ao profeta que o tinha feito voltar.
21 E clamou ao homem de Deus que viera de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR: Visto que foste rebelde à boca do SENHOR e não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus te mandara;
22 antes voltaste, e comeste pão, e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comerás pão, nem beberás água, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.
23 E sucedeu que, depois que comeu pão e depois que bebeu água, albardou ele o jumento para o profeta que fizera voltar.
24 Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou; e o seu cadáver estava lançado no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e o leão estava junto ao cadáver.
GEAZI, O SERVO DO PROFETA ELISEU FICOU LEPROSO
II Reis Capítulo 5, narra a história de um homem por nome Naamã, Ele era chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos siros; e era este varão homem valoroso, porém leproso.
Está escrito em I Coríntios 1:27
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.
Deus usou uma menina que fora levada cativa da terra de Israel para Síria, como escrava da mulher de Naamã, para dizer o seguinte:
II Reis 5.3 - E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
Então Naamã, foi até Samaria, mas não procurou o profeta e sim o rei de Israel, pensando que o rei curaria a sua lepra. Porém quando o profeta Eliseu tomou conhecimento de que o chefe do Exercito do rei da Síria estava em Samaria, mandou dizer ao rei o seguinte:
II Reis 5.8 - Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.
Então Naamã foi conduzido ao profeta Eliseu, e este o mandou que mergulhasse 7 vezes no rio Jordão, que ele ficaria curado de sua lepra. A principio, Naamã recusou, mas depois mergulhou as 7 vezes e ficou curado da lepra.
Naamã queria ofertar presentes ao profeta Eliseu, devido o grande milagre realizado em sua vida, e ofereceu presentes ao profeta, e este recusou.
II Reis 5.15-16 - Então, voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio, e pôs-se diante dele, e disse: Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; agora, pois, te peço que tomes uma bênção do teu servo.
16 Porém ele disse: Vive o SENHOR, em cuja presença estou, que a não tomarei. E instou com ele para que a tomasse, mas ele recusou.
Então Naamã partiu para sua terra com a sua comitiva, totalmente curado da lepra.
GEAZI É ATACADO DA LEPRA
Geazi, era o servo, o moço que acompanhava e servia o profeta Eliseu . Geazi havia contemplado alguns milagres realizados através deste profeta. Ele teve oportunidade de ser o seu sucessor, assim como Eliseu foi sucessor do profeta Elias.
Lamentavelmente Geazi deu lugar o pecado da cobiça e da mentira , e este se tornou leproso para sempre.
II Reis 5.20-27 - Então, Geazi, moço de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor impediu a este siro Naamã que da sua mão se desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o SENHOR, que hei de correr atrás dele e tomar dele alguma coisa.
21 E foi Geazi em alcance de Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo e disse-lhe: Vai tudo bem?
22 E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de vestes.
23 E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de vestes; e pô-las sobre dois dos seus moços, os quais os levaram diante dele.
24 E, chegando ele à altura, tomou-os das suas mãos e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se.
25 Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte.
26 Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?
27 Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve.
O QUE É A LEPRA?
Uma doença crônica infecciosa – sarna de cachorro, também é uma lepra – tumores que desfiguram a pele.
Leproso – Nojento repugnante.
Assim ficou Geazi, por consequência da cobiça e da mentira
Aprendemos uma grande lição através deste fato ocorrido na vida de Geazi. A cobiça e a mentira, o levou a se tornar um leproso por toda a sua vida.
Para você entender, o que representava uma pessoa leprosa naquela época, estarei citando aqui alguns textos da Bíblia.
Primeiro – O único leproso curado de lepra, (no tempo do profeta Eliseu) mencionado no Antigo Testamento, foi somente Naamã.
Lucas 4:27 - E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.
Segundo - O leproso era considerado imundo.
Levítico 13:44-45 - Leproso é aquele homem; imundo está; o sacerdote o declarará totalmente imundo; na sua cabeça tem a sua praga.
45 Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgados, e a sua cabeça será descoberta; e cobrirá o lábio superior e clamará: Imundo, imundo.
Terceiro – O leproso teria que habitar só, e fora do arraial .
Levítico 13:46 - Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.
Números 5.2-3 - Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todos os imundos por causa de contato com algum morto.
3  Desde o homem até à mulher os lançareis; fora do arraial os lançareis, para que não contaminem os seus arraiais, no meio dos quais eu habito.
Todo pecado produz sérias consequências.  A Bíblia diz:
Romanos 6:23  Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.
Encontramos na Bíblia Sagrada, outro fato terrível que aconteceu na vida de um casal, por consequência da mentira.  Safira e Ananias morreram.
Atos 5.1-11 - Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade
2  e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
3  Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
4  Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5  E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
6  E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7  E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.
8  E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto.
9  Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.
10 E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a sepultaram junto de seu marido.
11 E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas.
Ananias e Safira mentiram diante da igreja a respeito das suas contribuições. Deus considerou um delito grave essas mentiras contra o Espírito Santo. As mortes de Ananias e Safira ficaram como exemplos perpétuos da atitude de Deus para com qualquer coração enganoso entre aqueles que professam ser cristãos. Mentir ao Espírito Santo é a mesma coisa que mentir a Deus, logo o Espírito Santo também é Deus.
A raiz do pecado de Ananias e Safira era o amor ao dinheiro. Isto os fez tentar o Espírito Santo.
Quando o amor ao dinheiro e o aplauso dos homens tomam posse de uma pessoa, seu espírito fica vulnerável a todos os tipos de males satânicos.
I Timóteo 6.9-11- Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
11 Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão.
Ninguém pode estar cheio de amor ao dinheiro e, ao mesmo tempo, amar e servir a Deus.
Deus feriu com severidade a Ananias e Safira, para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de Deus.
Talvez você esteja questionando, então ser rico é pecado? Não de forma alguma.
Estarei citando aqui alguns homens da Bíblia que foram riquíssimos e abençoados por Deus, exemplos:
Abraão, Jô, Jacó, o rei Davi e outros.
Provérbios 22:2 O rico e o pobre se encontraram; a todos os fez o SENHOR.
Salmo 112.1-3 - Louvai ao SENHOR! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer.
2  A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada.
3  Fazenda e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.
Eclesiastes 5:19  E quanto ao homem, a quem Deus deu riquezas e fazenda e lhe deu poder para delas comer, e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isso é dom de Deus.
FALE A VERDADE. SEJA UM EXEMPLO PARA SUA FAMILIA. A MENTIRA SEMPRE SERÁ DESCOBERTA.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 10 de maio de 2017

DOZE HOMENS E UM DESTINO...


                                            DOZE HOMENS E UM DESTINO...
Veremos a seguir uma síntese da vida dos doze discípulos de Jesus, contendo, suas cidades, localidades de origens, profissão que exerciam antes de serem escolhidos por Jesus, pontos de suas personalidades, alguns fatos de seus ministérios e, como se deu a morte de cada um. A formação apresentada da ordem dos nomes dos discípulos, é a que encontramos em Mateus, capítulo 10, do versículo 1 ao 4.
“Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.”
1. SIMÃO PEDRO - Nasceu em Betsaida, mas residia em Cafarnaum, na Galiléia; Era pescador de profissão;Foi o primeiro líder da igreja cristã. Escreveu as epístolas que levam seu nome; Tinha pouco estudo, impulsivo, amoroso, tímido, explosivo e entendia com dificuldade os ensinamentos; Morreu em Roma, crucificado de cabeça para baixo;
2. ANDRÉ - Também era de Betsaida; Era sócio de seu irmão Pedro na indústria da pesca;Foi um homem zeloso, sincero e dedicado em sua tarefa de apóstolo;Foi quem apresentou Pedro à Jesus. Um dos primeiros discípulos e também o primeiro missionário no estrangeiro; Morreu martirizado na Acássia, onde pregou. Foi crucificado em uma cruz em forma de “X’’.
3. TIAGO - Era de Betsaida, onde trabalhava com a pesca; Tinha personalidade forte e ambiciosa; Foi um dos mais íntimos discípulos de Jesus. Pregou na Judéia; Tornou-se o primeiro mártir entre os apóstolos, morrendo pela espada de Herodes Agripa I.
4. JOÃO - Também era de Betsaida e trabalhava com seu irmão Pedro na pesca; A princípio era de espírito exaltado e indisciplinado; Fazia parte, também do rol dos discípulos mais chegados ao Mestre. Trabalhou pregando em Jerusalém. Escreveu o evangelho e as epístolas que levam seu nome, e também o Apocalipse. Terminou seu ministério em Éfeso e Ásia Menor; Morreu de morte natural, provavelmente com 100 anos de idade, o único que não foi martirizado.
5. FILIPE - Nascido em Betsaida, provavelmente exercia a profissão de pescador; Possuía uma personalidade tímida e inicialmente um pouco incrédulo; Teve um brilhante ministério na Ásia Menor, trabalhou também na Frigia; Foi sepultado em Hierápolis, desconhece-se, porém, o motivo de sua morte, provavelmente foi um mártir.
6. BARTOLOMEU - Era de Caná da Galiléia, sua profissão é desconhecida; Foi uma pessoa em quem não se via dolo, fraude, era honesto (Jo 1:47); Acredita-se que tenha trabalhado na Índia e na Grande Armênia;De acordo com o martirológio romano, ele foi esfolado vivo pelos Bárbaros e recebeu o golpe de misericórdia através da decapitação.
7. TOMÉ - Originário da Galiléia, onde era pescador por profissão; Foi uma pessoa determinada, mas no momento propício não creu na ressurreição de Jesus; Trabalhou pregando o evangelho na Síria, na Pártia, na Pérsia e na Índia; Sobre sua morte há duas versões, uma diz que foi traspassado por uma flecha enquanto orava, e a outra, é de que foi torturado próximo a Madras.
8. MATEUS - Era de Cafarnaum, onde trabalhava como cobrador de impostos (publicano). Podemos observar sua humildade quando seu nome aparece na lista dos Apóstolos após Tomé (Mt 10:3), em outras listas aparece antes de Tomé. O fato de ter abandonado a sua profissão que apesar de ser mui desprezada, também, demonstrava sua humildade. Recebeu poderes apostólicos de milagres e sinais. Esteve no cenáculo em Jerusalém (At 1:13 e 14) após a ascensão de Jesus ao céu. Escreveu o evangelho que leva o seu nome. Ao que se presume trabalhou em prol do evangelho na Judéia, no Egito, na Etiópia e na Pártia. A igreja ocidental o alista entre os mártires.
9. TIAGO, de Alfeu - Originário da Galiléia, sua profissão é desconhecida; Era o mais jovens dos apóstolos; Escreveu a epístolas que leva o seu nome, pregou na Palestina e no Egito;Há duas versões sobre sua morte, uma é que os judeus o expulsaram do templo e o apedrejaram, morrendo por fim através de um golpe de paulada; a segunda hipótese é de que foi crucificado no Egito.
10. JUDAS, o Tadeu - Nascido na Galiléia, a sua profissão também é desconhecida; Era bastante temeroso e um pouco incrédulo; Escreveu a epístola que leva o seu nome, pregou em Edessa na Síria, na Arábia e na Mesopotâmia; Morreu martirizado na Pérsia.
11. SIMÃO, o Zelote - Originário da Galiléia, a sua profissão está também entre as desconhecidas; Era uma pessoa zelosa e cuidadosa em sua vida e ministério; Pregou o evangelho na Pérsia; Morreu crucificado.
12. JUDAS ISCARIOTES - Nasceu na Judéia, provavelmente em Queriote-Hesrom; Sua profissão é desconhecida, mas é provável que tivesse uma formação administrativa, que fez com que exercesse o cargo de tesoureiro do grupo; Era egoísta, ambicioso e possuía um espírito egocêntrico; Suicidou-se após ter traído Jesus.
Creio que após estudarmos um pouco sobre a vida dos apóstolos, podemos aprender o quanto eram pessoas com muitas falhas na maneira de viver, em suas personalidades, como eram homens arrogantes, brabos, com espírito de dúvida muitas vezes. Observamos que durante o período em que Jesus ensinava entre os homens, muitas vezes eles entediam menos do que outras pessoas. Apesar de todas as suas falhas e problemas, após receberem o Espírito Santo, vemos que atuavam em um único objetivo, coesos, unidos e, já então com suas deficiências aperfeiçoadas em Cristo, pregavam o evangelho por toda a Terra. O que mais me impressiona é o fato de amarem tanto a Palavra, que levavam a mensagem de salvação sem temer a morte. As maneiras em que foram mortos, as dificuldades que enfrentaram, faz-me parar para analisar o quanto eu seria capaz de enfrentar e passar por amor à obra de Deus. Eles enfrentaram as mortes mais esdrúxulas, impostas, pelos que amavam assim fazer, com os que ameaçavam suas vidas extravagantes. Porém eles foram importantíssimos para que o evangelho se espalhasse de forma organizada, orientada, dentro dos padrões por Cristo ensinados. Então eu te pergunto, o quanto você ama a Cristo? O que você é capaz de enfrentar por amor à Palavra de Deus? Que assim como João esteve na ilha de Patmos preso por pregar a Palavra, que cada um de nós tenhamos a convicção de que quando estamos no centro da vontade de Deus, mesmo numa ilha aprisionado, mesmo num deserto, saibamos que Deus tem coisas maravilhosas e profundas para nos revelar, assim como foi com João.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 9 de maio de 2017

TRISTE REALIDADE O QUE ESCOLHER, CÉU OU LAGO DE FOGO...


             TRISTE REALIDADE O QUE ESCOLHER, CÉU OU LAGO DE FOGO...
Muita confusão tem sido feita em torno do “lago de fogo”, mencionado em Apocalipse como sendo onde os ímpios terão a “segunda morte” (cf. Ap.20:14). O lago de fogo não é um lugar onde as almas passam a eternidade queimando, o lago de fogo é a linguagem expressa por João para a morte final dos pecadores, a morte definitiva e irreversível (cf. Ap.20:14).
“Para os salvos, a ressurreição marca o galardão de outra vida mais elevada, mas para os perdidos marca a retribuição de uma segunda morte que é final. Como não há mais morte para os remidos (Apocalipse 21:4), assim não há mais vida para os perdidos (Apocalipse 21:8). A ‘segunda morte’, então, é a morte final e irreversível. Interpretar a frase de outro modo, como um tormento eterno e consciente ou separação de Deus, nega o significado bíblico da morte como uma cessação de vida”[1]
O lago de fogo é a segunda morte, é a morte física e espiritual, a morte final e irreversível. O lago de fogo é a morte da própria morte!
“Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte” (cf. Apocalipse 20:14)
Será a morte da morte!
O lago de fogo não é um lugar onde pessoas não-salvas passam a eternidade entre as chamas, mas é a morte da morte, é figurativamente a linguagem do completo fim a tudo: incluindo o Hades (sepultura) e a própria morte. Ignorar isso para seguir a crença popular de que o lago de fogo é um lugar que queima almas eternamente é desprezar o poder da morte sobre a morte. Em outras palavras, se a morte e a sepultura são tragadas pela “segunda morte” (lago de fogo), essa segunda morte tem que ser a morte final e definitiva, e não um prosseguimento eterno de existência. João trabalhava com figuras de linguagem no Apocalipse, e dentro dessa simbologia ele próprio nos dá alguns significados que nos auxiliam na compreensão textual do livro, e dentre eles destaca que o lago de fogo não é um lugar, mas é a segunda morte, é onde a própria morte será lançada.
A morte, em si, não é um lugar, mas uma condição de quem está morto, sem vida. Se o lago de fogo é a segunda morte, ele também não pode ser um lugar, mas deve ser uma condição, assim como a primeira morte. Assim como a primeira morte foi personificada por João no Apocalipse, como o “cavaleiro chamado morte” (cf. Ap.6:8), o que obviamente não significa que a morte seja literalmente um homem montado em um cavalo, da mesma forma a segunda morte foi personificada na imagem do “lago de fogo”, o que também obviamente não implica que o lago de fogo seja literalmente um lugar físico que existirá na terra.
Além disso, o fato de a morte ser lançada no lago de fogo prova que de fato este lago de fogo não é um lugar físico ou real, pois a morte em si mesma não é um lugar, mas apenas uma condição de quem está morto, e não há sentido em uma condição ser lançada em um lugar real. É evidente que, se a primeira morte é uma condição e não um lugar físico real, a segunda morte também é uma condição e não um lugar real, para dar sentido ao texto. Se, portanto, o lago de fogo não é um local físico e real, mas uma alegoria que o próprio João explica o significado e diz se tratar da segunda morte, é claro que os ímpios não passarão a eternidade nele, como pensam os imortalistas.
Ademais, seria um absurdo acreditar que o Hades é o “inferno”, como vertem algumas traduções[2] (já vimos ao longo de todo este livro que se trata apenas de uma figura da sepultura), pois se o Hades fosse o inferno e o lago de fogo também, teríamos um inferno sendo lançado dentro de outro inferno, um lago de fogo literal e físico sendo lançado dentro de outro lago de fogo literal e físico! Isso é um completo absurdo, o texto só faz sentido se de fato o Hades não é um lugar físico, mas uma figura simbólica da sepultura, e junto com a morte (que também não é um local físico) estar sendo lançada no lago de fogo (que também não é um lugar físico, mas a segunda morte).
Desta forma, tudo estaria sendo perfeitamente representado aqui. A “morte da morte” é na verdade é demonstração de que a primeira morte não era irreversível e definitiva, por causa da ressurreição futura para justos e ímpios. A segunda morte, por sua vez, é final e conclusiva, pois não há mais volta nem ressurreição para quem morre outra vez. É um fim completo, absoluto, irrevogável, sem volta, é para sempre. Isso explica perfeitamente a linguagem de “a morte ser lançada no lago de fogo que é a segunda morte”, isto é, da “morte da morte”, pois não há mais vida ou existência para quem é lançado no lago de fogo, mas apenas uma final, definitiva e irreversível morte.
Crer que o lago de fogo é um lugar para onde vão os não-salvos passar a eternidade é negar o fato de o lago de fogo ser a segunda morte (se a primeira morte não é um lugar, por que a segunda morte seria um lugar?), é negar o fato de ser a “morte da morte” (i.e, uma morte final e irreversível, e não um tormento eterno com permanência de vida para sempre) e é inferir também que nunca haverá uma morte final, a “morte da morte”, um fim absoluto de existência para aqueles que sofrem o dano da segunda morte, pois para sempre existiriam ímpios e demônios queimando conscientemente em vida neste lugar.
Isso sem mencionar o absurdo de se crer em um inferno literal sendo lançado dentro de um lago de fogo igualmente real e literal, o que só faz sentido na imaginação fértil de alguns imortalistas, que são obrigados a chegarem a essa conclusão por causa de seus conceitos completamente errôneos sobre o significado do Hades e do lago de fogo.
Debatam esse assunto no Comentário deste blog. Troquem ideias entre vocês. Respondam uns aos outros, além de minhas respostas. Trocar conhecimento é sempre enriquecedor para todos. Que nosso Pai nos conduza a TODA verdade. A sua verdade.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante