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sexta-feira, 6 de maio de 2016

ANGUSTIA DOR SEM FIM...


                                                 ANGUSTIA DOR SEM FIM...
"Está alguém entre vós sofrendo, faça oração" (Tg 5.13).
O que é angústia? Muitos poderiam dar uma resposta bem pessoal e subjetiva a essa pergunta. Falando de modo geral, angústia é um sentimento que acompanha o homem desde seu nascimento até a morte em todas as situações da vida; a angústia é companheira do ser humano. A angústia é uma das mais fortes opressoras da humanidade, é um sentimento da alma que pode atacar na mesma medida tanto o rei como o mendigo. Angústia é uma emoção que pode ser abafada, mas não desligada. O homem natural não pode se desviar nem escapar dela. Na verdade existiram e existem pessoas de caráter forte que, com sua determinação, se posicionam obstinadamente diante da angústia, mas elas também não conseguem vencê-la totalmente. Podemos tentar ignorar a angústia, mas não escaparemos de situações dolorosas.
O que a Bíblia diz sobre a angústia? Ela diz, por exemplo, que angústia e sofrimento podem se tornar visíveis. Gênesis 42.21 nos relata um exemplo disso quando os irmãos de José chegaram ao Egito para comprar cereal e se encontraram no palácio de José, e, não sabendo o que fazer disseram uns aos outros: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos..."A angústia, assim diz a Bíblia, não só paralisa a língua, mas também faz com que ela fale. Em Jó 7.11 ouvimos Jó dizer: "Por isso não reprimirei a minha boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma". Mas angústia também faz com que até ímpios cheios de justiça própria se sintam perturbados. Bildade descreve o ímpio em Jó 18.11 dessa maneira: "Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo". A Escritura também ensina que a angústia é mais forte do que a maior abastança. Zofar nos comunica isto em Jó 20.22: "Na plenitude da sua abastança, ver-se-á angustiado, toda a força da miséria virá sobre ele". Angústia também provoca trevas. Quando Isaías teve que anunciar uma punição sobre Israel, falou acerca das conseqüências desse juízo: "Bramam contra eles naquele dia, como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens" (Is 5.30). E em Isaías 8.22 o profeta tem que proclamar sobre o povo apóstata:"Olharão para a terra, eis aí angústia, escuridão, e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas".
Esses são exemplos negativos, mas também há exemplos positivos. No Salmo 119.143, Davi nos ensina que a palavra de Deus sempre é mais forte que a angústia: "Sobre mim vieram tribulação e angústia, todavia os teus mandamentos são o meu prazer". A angústia está presente, mas a alegria na palavra de Deus é maior. Uma outra tradução diz: "Fiquei cercado por sofrimento e desespero, mas os teus mandamentos foram a minha grande alegria". O poder de Deus também sempre é maior do que a angústia: "Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salva" (Sl 138.7). Em Isaías 9.2 temos a promessa: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz". No Novo Testamento, Paulo confirma essa gloriosa verdade: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?... Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.35;38-39).
E o que disse o Senhor Jesus sobre a angústia? É muito esclarecedor e elucidativo observar que Ele nunca afirmou que neste mundo não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, se prega que ao se tornar cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: "No mundo passais por aflições..." (Jo 16.33) . E então Ele acrescenta o glorioso ‘mas’: "mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Em outras palavras: o mundo é o reino de Satanás, mas Minha vitória sobre esse mundo pode ser a sua vitória também, isto é, em Mim vocês têm a possibilidade de vencer a própria angústia. Essa é a posição de Jesus em relação à angústia!
Quem foi o primeiro homem que se defrontou com a angústia? Foi Adão, logo após cair em pecado. Antes da queda, Adão não conhecia esse sentimento. Contudo, depois do pecado ter entrado em sua vida, ele foi invadido pelo terrível sentimento de temor: "E chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo e me escondi" (Gn 3.9-10). De repente Adão e Eva tiveram medo de Deus, seu Criador, com o qual antes formavam uma unidade , uma harmonia perfeita! Antes de caírem em pecado, eles se alegravam quando Deus vinha ao jardim, mas agora, de repente, foram invadidos pelo medo. Que conseqüências devastadoras tem a sua desobediência até os dias de hoje!
Agora chegamos à pergunta mais importante: quem provou os mais profundos abismos da angústia em todos os tempos? Foi o homem Jesus Cristo no Jardim do Getsêmani. Ali Ele sofreu uma angústia tão grande que não fazemos a menor idéia do que possa ter sido passar pelo que Ele passou. Quando temos medo, quando não sabemos mais o que fazer, podemos olhar para Jesus e nos lembrar de que Sua tribulação ainda foi muito maior. Desse sentimento angustiante do nosso Senhor já lemos profeticamente no Salmo 22: "Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda. Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem as bocas, como faz o leão que despedaça e ruge. Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se-me dentro de mim. Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim me deitas no pó da morte" (vv. 11-16). Essas palavras do Senhor sofredor descrevem a profundeza abismal e ilimitada que Jesus Cristo sofreu no Jardim do Getsêmani: a agonia da morte. Lucas 22.44 fala disso: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue, caindo sobre a terra". Ele lutou com a morte não só na cruz mas também no Getsêmani, pois ali Ele estava morrendo. Ali Ele estava em terríveis e pavorosas agonias de morte. Este fato é refletido nas palavras: "E, estando em agonia..." Ele se encontrava em agonia de morte porque Satanás estava a ponto de matá-lO. Satanás, o príncipe e dominador desse mundo, nessa ocasião, lutou pelo seu reino pois sabia muito bem que o Getsêmani era a última etapa antes do Calvário, e se Jesus alcançasse a cruz salvaria a humanidade. Por isso no Getsêmani, Satanás se lançou com todas as forças sobre o Cordeiro de Deus e tentou matá-lO. Ali Jesus estava à beira da morte; Ele lutou com a morte. Esse ataque à Sua vida e à Sua obra redentora provocou uma violenta e mortal angústia, uma verdadeira agonia de morte. Isso Ele suportou como homem e não como Deus, caso contrário Ele teria chamado legiões de anjos, e Satanás teria que retirar-se imediatamente. É uma grande mentira e uma ofensa à honra dizer que no Getsêmani Jesus teve medo da cruz. Aconteceu o contrário: Ele enfrentou a angústia de morrer no Getsêmani, de morrer antes da cruz, pelo que Seu sacrifício expiatório teria sido frustrado. Ele não teve medo da morte na cruz, pois Ele mesmo testificou de maneira bem clara: "Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (Jo 10.17-18). Jesus Cristo não quis morrer no Getsêmani, mas Ele estava morrendo, e isso O afligiu tanto que entrou em agonia e suou gotas de sangue. Jesus teve que experimentar as piores profundezas da angústia, o que significa que sofreu grande aflição. Isto deveria e pode nos ajudar e nos consolar em nossas angústias e tribulações.
Como podemos vencer nossas angústias? Depositando nossa confiança no Deus Todo-Poderoso. Como podemos fazer isso? Jesus já fez isso antes de nós e nos serve de exemplo. Em Hebreus 5.7 lemos algo maravilhoso a esse respeito: "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade...". Aqui se trata do momento no Getsêmani, quando Jesus, em Sua ilimitada angústia, confiou no Deus Todo-Poderoso e O invocou em oração. Isto não é novidade para nós. Mas talvez precisamos aprender de maneira totalmente nova a aplicar isto também em nossas vidas. Jesus nos deixou o melhor exemplo de como confiar no Deus Todo-Poderoso em nossa angústia. Em Hebreus 2.18 está escrito de maneira tão consoladora: "Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Com outras palavras: tendo sofrido e vencido e triunfado no Getsêmani, Ele também pode nos ajudar em nossos medos e angústias, e nos ajuda a vencê-los. Ele quer nos ensinar a orar com perseverança justamente nesses momentos. Ele próprio não viu outra maneira para sair da Sua angústia do que por meio de petições e súplicas. Quanto mais devemos nós também trilhar esse caminho para sair de todas as nossas angústias e apertos que nos surpreendem quase que diariamente. Tiago acentua muito esse aspecto quando diz: "Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores" (Tg 5.13). Será que não seria válido começarmos a considerar e interiorizar essa verdade de maneira totalmente nova em nossas vidas? Vamos começar a confiar nEle incondicionalmente em qualquer situação? Confiar significa orar, e orar significa confiar! Os seguintes exemplos da vida de Davi devem nos mostrar o quanto ele também acreditava nessa realidade:
 "Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração" (Sl 4.1).
 "Na minha angústia invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus" (Sl 18.6).
 "Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas" (Sl 32.6).
 "Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração" (Sl 61.2).
 "Não escondas o teu rosto do teu servo, pois estou atribulado" (Sl 69.17).
 "Em meio à tribulação invoquei o Senhor, e o Senhor me ouviu e me deu folga" (Sl 118.5).
Não são testemunhos maravilhosos? Davi creu que só havia uma escapatória na angústia: invocar o Senhor em perfeita confiança.
O que significa invocar o Senhor na angústia, orando? Essa pergunta é respondida pelas orações de Davi. Por exemplo, várias vezes aparece a expressão ‘clamar’: "Responde-me quando clamo, na minha angústia... gritei", "desde os confins da terra clamo por ti", "em meio à tribulação invoquei o Senhor". Percebemos que Davi pediu socorro ao céu. Aqui temos uma chave para sermos realmente libertos das angústias. Não se trata de simplesmente orar, mas temos de clamar e suplicar. Para compreender isso devemos também observar melhor as orações de nosso Senhor Jesus feitas ao Pai quando Ele se encontrava angustiado. Tomaremos como exemplo as Suas orações e Sua confiança no Deus Todo-Poderoso. Pois do ponto de vista bíblico, a expressão ‘invocar o Senhor‘ significa ainda muito mais. "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5.7). Quando se toma essa declaração literalmente, então chegamos irrefutavelmente à conclusão de que o Senhor, na verdade, gritou, clamou e até chorou de forma audível. Não sabemos a que distância os discípulos estavam do seu Senhor no Jardim do Getsêmani, mas eles devem ter dormido profundamente, pois aparentemente não ouviram a oração de Jesus. O que nosso Senhor padeceu ali nem conseguimos explicar nem entender a fundo, mas deve ter sido uma situação terrível. Em Lucas 22.44 está escrito: "E, estando em agonia, orava mais intensamente". Mas se queremos saber com mais precisão o que significa o que nosso Senhor "...ofereceu com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" a Deus, então devemos nos dar ao trabalho de estudar essas orações. Algo interessante chama a nossa atenção, ou seja: exceto no texto já citado de Hebreus 5.7, em nenhum evangelho é dito que o Senhor começou a clamar ou a gritar nessa oração. Somente Lucas indica tal situação com a expressão "...e orava mais intensamente". Mateus descreveu o episódio da seguinte maneira: "Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai: Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres! Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!... Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras" (Mt 26.39;42 e 44). E Marcos escreve: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres!... Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras... E veio pela terceira vez..." (Mc 14.35;36;39 e 41). Aqui vemos melhor o que a oração de nosso Senhor podia significar, pois duas cousas chamam a nossa atenção:
1. Jesus Cristo não pronunciou essa oração apenas uma vez, mas três vezes.
2. Ele orou três vezes, mas não deixou de submeter-se à perfeita vontade de Seu Pai cada vez que orou. Que profundo mistério está oculto nessas orações!
Nosso Senhor, portanto, orou três vezes. Se Hebreus 5.7 diz que o Senhor "nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" então não se trata, em primeiro lugar, da forma de Sua oração. Não se trata da questão se o Senhor clamou e gritou de maneira pungente, e, sim, que o Senhor fez esta oração três vezes! Em outras palavras: Ele orou com persistência. Jesus Cristo se encontrava na maior angústia, e esta angústia O levou a orar. Mas essa oração não foi apenas um grito curto e isolado ao Pai. Não, Ele orou três vezes de maneira muito consciente e lúcida repetindo sempre as mesmas palavras. Depois da primeira oração, a Bíblia diz claramente: "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo..." e depois da segunda vez: "E deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez...". " como seria bom se compreendêssemos isso para a nossa vida pessoal de oração!
Muitas vezes nos defrontamos com todo tipo de angústias e apertos, e o que fazemos então, quando somos tentados dessa maneira? No mesmo momento enviamos um fervoroso pedido de socorro ao céu. Mas assim que nos sentimos mais ou menos bem, seguimos novamente a rotina do dia. Não é de admirar se logo em seguida a mesma angústia nos surpreenda outra vez. A oração de nosso Senhor pronunciada conscientemente três vezes nos mostra de maneira bem clara que nós, se de fato queremos vencer as angústias que se repetem, não devemos apenas orar de vez em quando ao céu. Precisamos chegar ao ponto de levar uma vida de oração perseverante, regular. Somente assim nos tornamos filhos de Deus que conseguem lidar de maneira correta com suas angústias. Somente assim venceremos as nossas tribulações. Três testemunhos claros das Escrituras nos exortam a orar dessa maneira:
 "Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes" (Rm 12.12).
 "Perseverai na oração, vigiando com ações de graça" (Cl 4.2).
 "Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança..." (Ef 6.18).
Se a Bíblia diz em Hebreus 5.7 que a oração de Jesus foi ouvida e que Ele encontrou livramento da Sua angústia, então isso só aconteceu depois da Sua oração insistente e perseverante.
Mas ainda havia um outro ponto importante: nosso Senhor continuamente se entregava totalmente à vontade de Seu Pai: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres" (Mc 14.35-36). Não fazemos idéia de como isso é importante. Não apenas orando três vezes as mesmas palavras, mas, com isso, sempre se submetendo à vontade de seu Pai, Jesus demonstrou uma confiança tão grande que jamais haverá confiança maior. Foi algo grandioso, em Sua angústia, Ele ter se apresentado três vezes a fim de orar as mesmas palavras. Mas por Ele – por assim dizer no tom fundamental da sua oração – sempre voltar a Se submeter a Deus foi uma prova bem especial de Sua confiança no Seu Pai celestial. Ele sabia: Eu posso orar que este cálice passe de mim, mas se meu Pai celestial o quer de outra maneira, então eu aceito e me coloco totalmente em Suas mãos. Isso é confiança total no Deus Todo-Poderoso! Devemos ter isso em mente, pois apesar de irmos a Deus em oração, clamando e levando a Ele a nossa angústia, em última análise esperamos que Ele faça o que nós queremos. Reflitamos no que estava em jogo ali no Getsêmani: ou Ele morria ali mesmo, deixando de salvar a humanidade, ou Ele morria na cruz, como estava previsto, salvando a humanidade por tomar sobre Si a maldição do pecado. E embora a Sua obra redentora estivesse em jogo, Ele não fez a sua própria vontade, mas se submeteu totalmente à vontade de Seu Pai.
Você não quer se tornar uma pessoa assim, que aprenda a lidar com as suas angústias e a vencê-las? Então confie no Deus Todo-Poderoso, começando a levar uma vida de oração regular e perseverante. Mas nunca se esqueça de submeter-se totalmente à vontade do Senhor Jesus enquanto ora. Essa entrega, seja o que for, sempre deve ser expressa em cada oração que você faz. Se você segue esse caminho, você se tornará um cristão que, na verdade, ainda sente todas as angústias e apertos desse mundo, mas apesar disso permanece totalmente tranqüilo em tudo. Estará seguro nas mãos do Senhor, aconteça o que acontecer. O que Ele faz é sempre bom! "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33). Essas são palavras do Senhor Jesus. Você crê nelas? Então viva de acordo com esta fé, confiando – justamente quando o medo quer se apoderar de suas emoções – no Deus Todo-Poderoso e invocando-O em oração...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.



quinta-feira, 5 de maio de 2016

SALVAÇÃO A CASA DE CORNÉLIOS...


                                      SALVAÇÃO A CASA DE CORNÉLIOS...
Pedro Vai para a Casa de Cornélio (10:23-29)
- Pedro foi com os mensageiros de Cornélio a Cesaréia, onde Cornélio estava esperando com seus parentes e amigos (10:23-24)
- Quando Pedro chegou, Cornélio se prostrou e o adorou, mas Pedro não permitiu que ele adorasse um homem1 (10:25-26)
[1O contraste entre as reações de homens ou anjos e a reação de Jesus quando homens ofereceram adoração é uma das provas bíblicas da divindade de Jesus. Para ajudar no entendimento desta e outras evidências da posição divina de Cristo, veja Jesus Cristo- Pedro entrou na casa de Cornélio, e disse que Deus tinha mostrado para ele que não deveria considerar nenhum homem comum ou imundo (10:27-29)
Perguntas: 
1. Quando Pedro foi para Cesaréia com os mensageiros de Cornélio, quais outras pessoas foram com ele?
2. Quando chegaram na casa de Cornélio, eles acharam quais pessoas reunidas?
3. O que Cornélio fez quando Pedro chegou? Como Pedro reagiu?
4. O que Pedro tinha aprendido da visão que ele teve em Jope?
5. Desafios Adicionais:
a. Quando pessoas tentaram oferecer adoração aos apóstolos ou aos anjos, como estes servos de Deus reagiram? Por quê? (Veja Atos 10:25-26; 14:11-18; Apocalipse 19:10; 22:8-9; Mateus 4:10).
b. Jesus aceitou a adoração de homens? (Veja Mateus 8:2; 9:18; João 9:38). O que podemos aprender disso?
Cornélio Explica o Porquê Ele Chamou Pedro (10:30-33)
- Cornélio contou a história da visita de um anjo que mandou que ele enviasse alguém a Jope para chamar Pedro (10:30-32)
- Ele disse que as pessoas em sua casa estavam todas prontas para ouvir a palavra do Senhor (10:33)
Perguntas: 
1. Como Deus respondeu às orações de Cornélio?
2. Quando Pedro chegou, qual foi a atitude sobre a palavra de Deus por parte de Cornélio e as outras pessoas em sua casa?
Pedro Prega sobre Jesus (10:34-43)
- Deus não faz acepção de pessoas, mas aceita qualquer pessoa que o obedece (10:34-35)
- Pedro relatou a história da vida de Cristo, falando do seu trabalho, sua morte e ressurreição, e da missão dos apóstolos de divulgar o evangelho (10:36-43)
Perguntas: 
1. Diferenças de nacionalidade ou raça importam para Deus?
2. A salvação dos gentios é baseada na mesma mensagem que foi pregada aos judeus, ou os povos diferentes têm que obedecer evangelhos diferentes?
3. Quais foram os pontos principais que Pedro colocou nesta mensagem?
4. Desafios Adicionais:
a. O fato de que Deus "não faz acepção de pessoas" foi revelado aproximadamente 1.500 anos antes da pregação de Pedro (veja Deuteronômio 10:17). Como os acontecimentos do capítulo 10 mostraram para Pedro o sentido destas palavras?
b. Nos versículos 34, 35 e 43, Pedro falou do fato de que o evangelho foi revelado para a salvação de pessoas de todas as nações. Esta é a primeira vez que ele pregou assim? (Veja 2:39; 3:25)
Os Gentios na Casa de Cornélio Recebem o Espírito Santo e São Batizados (10:44-48)
- O Espírito Santo caiu sobre os gentios, dando-lhes o dom de línguas (10:44-46)
- Pedro entendeu este sinal de Deus como confirmação da aceitação dos gentios por Deus, e mandou que eles fossem batizados (10:46-48)
Perguntas: 
1. Que coisa extraordinária aconteceu quando Pedro estava pregando na casa de Cornélio?
2. Qual foi a evidência visível de que os gentios tinham recebido o Espírito Santo?
3. Desafios adicionais:
a. Achamos quantos batismos neste texto? (Veja o comentário de Pedro em 11:15-16). Existem quantos batismos hoje? (Veja Efésios 4:5). Qual batismo continua em vigor hoje? Qual batismo é exigido por Deus para receber remissão dos pecados? (Veja Atos 2:38; 8:36-38; 22:16).
b. Pedro vai comparar o derramamento do Espírito Santo na casa de Cornélio com o batismo com o Espírito que os apóstolos receberam. Observe bem os detalhes do relato aqui para que possam ajudá-lo...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

O BOM SOLDADO DE CRISTO...


                                              O BOM SOLDADO DE CRISTO...
O que nos ensina a epístola de II Tm. 2.3 “Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus”.
Paulo ao escrever para Timóteo exorta-o dizendo como deve ser o comportamento do bom soldado que se alistou no exercito de Deus. É esperado desse soldado firmeza para combater as falsas doutrinas, perseverar nas verdades contidas na Palavra de Deus através da pregação do Evangelho.
O nosso alistamento no exército de Deus acontece quando aceitamos a Jesus Cristo como nosso Salvador. Ao fazer essa decisão por Cristo, o nosso nome é colocado no livro da Vida, isto significa que fomos incluídos no exército de Deus.
Todo cristão que realmente deseja levar a sua carreira a sério precisa deixar o seu coração ser transformado em uma cisterna, ou seja, um poço, reservatório que retenha as verdades contidas na Palavra de Deus. Pois o soldado que não retém a Palavra em seu coração, é como uma cisterna rota, que não conserva a doutrina do Senhor e nos tempos de batalhas não consegue perseverar.
Todo soldado quando se alista para servir a sua nação, ele passa por um período de treinamento para saber como deve se defender e também quais as estratégias que deve usar para defender sua nação.
Pertencermos ao exército de Deus significa que fazemos parte da nação celestial, sendo assim, devemos ser treinados como soldados dessa nação, pois a nossa batalha não é enfrentada com as armas desse mundo, mas sim com as verdades contidas na Palavra de Deus.
Paulo exorta Timóteo, a ser firme em sua decisão e também a orientar aqueles que estão sobre sua responsabilidade para serem bons soldados de Cristo. Ele deixa claro que o importante não é começar uma boa carreira como soldado, mas ser fiel até a morte. Sabendo, pois que a nossa recompensa não é deste mundo. Portanto, como soldados de Cristo é Ele quem nos recompensará.
Na segunda epístola a Timóteo, que é regra de conduta para os soldados de Cristo, encontramos orientações necessárias para desempenhar bem a carreira, e ser mais que vencedor nas batalhas:
· Que a Palavra seja confiada a homens fiéis, para que possam ensinar a outros.
· Despertar o Dom de Deus.
· Não se envergonhar do Evangelho.
· Conservar o modelo da sã Doutrina.
· Guardar e permanecer na verdade.
· Fortificar-se na graça.
· Passar adiante a mensagem
· Sofrer as aflições pelo Evangelho como bom soldado.
· Ser diligente na Palavra.
· Acautelar-se da apostasia.
· Pregar a Palavra.
· Fazer a obra de um evangelista.
Se você ainda não faz parte desse exército, não perca tempo, pois há mais de dois mil anos que o Senhor Jesus está esperando pelo seu alistamento...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 3 de maio de 2016

OS VALENTES DE DAVI...


                                                      OS VALENTES DE DAVI...
“Depois dele, Eleazar..., entre os três valentes que estavam com Davi..., ele se levantou e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada...” (II Samuel 23:9,10)
Davi foi um homem segundo o coração de Deus. Como guerreiro, conquistou territórios e não experimentou derrota – “... E o senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que fosse” (II Sm.8:6). Mas, ao seu lado, teve homens que lhe apoiavam o tempo todo. Outrora foram homens sem perfil algum. Quando fugia de Saul, Davi os encontrou na caverna de Adulão: “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; eram com ele uns quatrocentos homens”. (I Sm.22:2). Davi se tornou chefe deles e os formou. Tornaram-se valentes debaixo de uma liderança forte. 

Eles se sobressaíam, eram homens valorosos – “Tinham por arma o arco e usavam tanto da mão direita como da esquerda em arremessar pedras com fundas e em atirar flechas com o arco... Dos gaditas passaram-se para Davi à fortaleza no deserto, homens valentes, homens de guerra para pelejar, armados de escudo e lança; seu rosto era como de leões, e eram ligeiros como gazelas sobre os montes... Estes, dos filhos de Gade, foram capitães do exército; o menor valia por cem homens, e o maior, por mil” (I Cr.12:2, 8, 14). 

Todo valente é reconhecido e tem uma marca. Todos aqueles que se destacam têm um sinal em sua vida. Os valentes são chamados para conquistar e nunca se intimidam.

Davi tinha uma equipe que se sobressaía como guerreira. A respeito de alguns foi registrado o que fizeram. Eleazar foi um deles e a seu respeito se registrou: “Feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada” (II Sm.23:10). Eleazar tinha algumas características, pelas quais ficou conhecido como um dos três maiores valentes de Davi.
Fidelidade

“... Entre os três valentes que estavam com Davi...” (v.9). Eleazar não era um problema, mas uma solução. Antes de se encontrar com Davi, sua situação era crítica, mas depois se tornou uma bênção. Isto é ser discípulo. Ele estava com Davi. Um dos segredos para a vitória e que destaca um valente é a fidelidade ao seu líder. Muitos são ingratos, desprezam o que receberam, e cedo se esquecem de quem eram. Alguns dizem: “Eu te amo, mas não quero mais andar com você”, como se isso tivesse algum cabimento. Eleazar tinha uma aliança com Davi e uma gratidão por ter sido Davi um instrumento de Deus para resgatá-lo da situação que vivia. Fidelidade é característica de alguém fiel, digno de fé. Ele era confiável. A pior insegurança para um líder é a infidelidade ou deslealdade. Quando temos uma aliança com Deus, honramos nossos líderes e passamos estar com eles. A conquista de Davi se deu por ter se cercado de homens valentes, não apenas fortes, mas fiéis.
Disposição para se cansar

Eleazar cansou a mão – “... Até lhe cansar a mão...”. Não existe guerra que não canse. Alguns ainda pensam que podem se tornar guerreiros e vencedores sem qualquer cansaço. O cansaço físico é natural naqueles que se esmera, se envolvem e se dedicam ao trabalho. O valente não tem preguiça, não se esconde, não foge, não escapa quando vê algo por fazer. O valente não fica preso dentro de sua casa preocupado com suas próprias coisas. Paulo diz a Timóteo: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (I Tm.2:4). Ele dá tudo de si, não tem “tempo ruim”. Tem uma mente excelente, uma visão de conquista; sabe qual é a sua função e não se desvia nem para a direita nem para a esquerda. 

Fomos chamados para uma conquista. Davi é uma figura de Jesus. Os que se acham em aperto, endividados, amargurados de espírito... são chamados à restauração para uma conquista. Quando Davi entendeu que fora Deus quem o tirou de detrás das malhadas e o colocou como príncipe sobre Israel, deu o melhor de si (II Sm.7:8). Seus discípulos seguiram seu exemplo, porque era modelo de valente.  Cansaço físico não é nada de mais. Noites mal dormidas e outras renúncias são comuns aos valentes. Mas a recompensa sempre vem, e estes colherão seus frutos.
Perseverança

“... Até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada”. Eleazar não parou. Lutou tanto que a espada se tornou a sua própria mão. Que tremendo! Não desistir é outra característica do valente. Ele persevera, não pára, vai até o fim, custe o que custar. De vez em quando ouço alguns dizerem que querem “dar um tempo”. Dizem que estão cansados, pretendem descansar um pouco para retornar mais tarde. Este é um dos maiores enganos de Satanás! Jesus nunca parou, por mais difícil que fossem as circunstâncias. Um atleta não pode parar de correr, pois perderá o ritmo e não chegará ao final. Diminuir a marcha é possível, mas parar, nunca! Paulo diz: “... Sedes firmem e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (I Co.15:58). A constância na guerra é um desafio para todos nós, mas é o que nos garante a vitória.
Apega-se à espada

Sua mão não se separou mais da espada. Paulo nos ensina que devemos tomar a espada do Espírito nessa guerra espiritual. É a palavra de Deus (Ef.6:17). Ele se apegou à espada, de tanto lutar! Ler e meditar na palavra, simplesmente, não surte efeito e não nos faz valentes. Valente é aquele que vive a palavra e a usa contra o inimigo. Ele profetiza, evangeliza, ensina, fala em tempo e fora de tempo. A espada derrota o inimigo sempre. De tanto usá-la, fica pegada à mão. A mão fala de nossas ações e atitudes. O valente tem a palavra de Deus como estilo de vida. Ele considera os princípios e tem temor de Deus. Eleazar não conseguia mais abrir a mão e soltar a espada. Sua mão ficou pegada à espada. 

Todo valente tem a espada, que é a palavra de Deus, pegada a sua mão e sua mão pegada à palavra. Dela não se desvia nem para direita nem para a esquerda. Pela palavra profética as trevas se dissipam, os demônios fogem, as maldições são quebradas, a salvação brota, a vida se estabelece... Paulo diz: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm.2:15). Manejar bem é ser adestrado na espada, saber responder com sabedoria e usar a palavra com autoridade.
Toma a causa de todos

Eleazar, o valente de Davi, guerreou como se tudo dependesse dele. Essa é a postura de um guerreiro. Ele sabe que cada um tem sua parte, que somos uma equipe; tem consciência de que somos um corpo e que a conquista é sempre coletiva, porém não descuida de sua parte. Eleazar lutou como se tudo dependesse dele e, ao mesmo tempo, tudo dependesse de Deus. Assim pensa e age um valente. Ele não espera pelos outros, mas age, tem iniciativa, assume sua responsabilidade, independente da atitude dos outros. 

“... E o povo voltou para onde Eleazar estava somente para tomar os despojos” (v.10). O valente disponibiliza os recursos, dá alimento, pensa na coletividade e não em si mesmo. Todos puderam usufruir do despojo, pois o valente é altruísta e não egoísta. 

Aquele foi um dia de grande livramento do Senhor. O Senhor honrou a atitude de Eleazar. Ele fez a sua parte, Deus fez a dEle. Foi porque Eleazar não desistiu, não parou, perseverou até o fim, que o livramento se manifestou. Muitos querem livramento sem guerra, sem esforço, sem dedicação. Livramento é a resposta de Deus a um coração cheio de fé, convicto de que vale a pena lutar.
Só os libertos são valentes e alcançam o livramento. Libertação acontece no interior, livramento é exterior. Os libertos já alcançaram, pela fé, a vitória; tomam a causa da coletividade e combatem até alcançar o livramento! 
Conclusão
Deus levantou Davi para tomar o lugar de Saul. Saul havia falhado como rei e por isso foi rejeitado. Era preciso retomar o propósito da conquista. Davi foi chamado para conquistar. Por ser valente, sua equipe era valente. Só valentes conquistam. A escolha é nossa.  Permaneceremos em nossas limitações e mediocridade, ou avançaremos para novas conquistas? Como Igreja, vamos continuar sendo apenas evangélicos, ou vamos transformar uma nação? Tudo depende da visão que temos do reino – “... O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt.11:12). É tempo de renunciar o medo, a covardia, a passividade, a letargia... 

O Senhor está selecionando os Seus valentes. Jesus escolheu doze valentes; estes revolucionaram o mundo. Agora é nossa vez. Está tudo em nossas mãos. Nossa postura determinará o que seremos como cidade e nação nos próximos anos.
Que registro ficará da sua existência? Qual feito extraordinário marcará sua trajetória de vida aqui na terra? Os valentes estão sendo gerados. É a sua vez. Valentes nasceram para vencer, conquistar e fazer história...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

PRECISO TIRAR A PEDRA...


                                                   PRECISO TIRAR A PEDRA...
Texto: João 11: 39 – 45. Então Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.
INTRODUÇÃO:

O texto que escolhemos hoje para meditarmos nos mostra que, na visão de Deus a participação de ser humano é indispensável para que Deus faça o milagre. Para o milagre acontecer, nós temos que dar a nossa participação. O ser humano tem que agir, Deus faz o milagre, mas nós devemos agir de acordo com a vontade de Deus.

I – TIRANDO A PEDRA.

1. O texto nos conta a história de Lázaro. O v. 3 diz “Lázaro a quem amas, está enfermo...”

2. O v. 5 continua dizendo que Jesus amava aquela família. E mandaram Lhe avisar para que Ele fosse vê-lo. Quem sabe para curá-lo de sua enfermidade. Talvez as irmãs tivessem pensado: “Ele fez tantos milagres, certamente Ele pode curar o nosso irmão.”

3. Mas o texto diz que Jesus foi imediatamente. Não é assim? O v. 6 diz que Jesus ainda ficou 2 dias no lugar onde estava.”

4. Mas havia uma pedra entre Lázaro e Jesus que precisava ser removida.


II – RECEBENDO A JESUS COM ALEGRIA.

1. Quando Jesus chegou havia muita tristeza naquela aldeia pois, Lázaro já havia sido enterrado a quatro dias. V. 17. As pessoas choravam a morte de Lázaro.

2. Mas agora Jesus tinha chegado, Jesus estava com eles. “quem sabe Jesus pode fazer alguma coisa para amenizar o nosso sofrimento?”

APLICAÇÃO: “Quando Jesus chega em um lugar, quando Ele entra na sua vida, tudo muda, tudo se transforma. Jesus pode amenizar todo o seu sofrimento, basta confiar nEle.


III – OBEDECENDO AS ORDENS DE JESUS.

1. Mas há um problema, (v. 38) – “tinham colocado uma pedra...” as pessoas tinham colocado uma “pedra” entre Jesus – a vida e Lázaro – o morto.

2. Nós temos esta grande capacidade de colocar “pedras”, atrapalhando a entrada para Jesus em nossa vida.

3. No v. 39 Jesus ordena: “Tirai a pedra!”

APLICAÇÃO:

1. Algumas pedras que são comuns em nossos dias:

a) A INCREDULIDADE – “Mas Senhor, já cheira mal, já se passaram 4 dias...”
quantas vezes fazemos como Marta: “Senhor tu não pode resolver o meu problema, tu não vai conseguir me transformar... já se passaram tantos anos, há tanto tempo eu estou nesta situação...
Mas o Senhor Jesus calmamente lhe diz: “Tirai a pedra...”

b) O DESÂNIMO – quantas vezes nos sentimos desanimados em nossa vida
espiritual, fracos, sem forças para continuar. Jesus nos diz: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei...” “Tirai a Pedra...”

TEXTO:

“Quando Satanás vem com as suas dúvidas e descrenças, fechai a porta do coração. Fechai os olhos para não vos demorardes em suas infernais sombras. Erguei os vosso olhos para onde possam contemplar as coisas que são eternas, e tereis forças em todas as horas.” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, 17.)

c) A NEGLIGÊNCIA – esta é uma das maiores “pedras” que existem, e tem separado muitas pessoas de Jesus. Muitas vezes parece que está tudo bem, mas é só aparência. Temos negligenciado o estudo da Bíblia, o culto doméstico, o trabalho missionário, até a oração individual.
Temos sido crentes de aparência. Mas Jesus nos diz hoje: “Tirai a pedra...”

d) FALTA DE FÉ E CONFIANÇA – esta pode ser a mais comum de todas as “pedras” em nossa vida cristã. Vivemos em uma época de visão filosófica humanista. Esta forma de crer não descarta completamente a existência de Deus. Eles dizem: “Deus existe, Deus é o nosso criador. Mas Ele não se importa conosco. Deus não se envolve na vida das pessoas. Ele nos criou e nos abandonou à nossa própria sorte”. Mas hoje Jesus está nos dizendo: “Tirai a Pedra da incredulidade para que Ele possa ressuscitar o Lázaro que está morto dentro de você...” Observem que da mesma forma que aquela pedra tumular, fechava o caminho entre Cristo – a vida e Lázaro – o morto. Ainda hoje, a negligência, a indolência, o desânimo, a falta de fé, são “pedras” que impedem o nosso encontro verdadeiro com Jesus.

ILUSTRAÇÃO: na casa de um missionário, o aquecedor deu um defeito, e o quarto em que o rapaz dormia estava cheio de fumaça. Quando as pessoas chegaram e abriram a porta, o jovem rapaz já estava inconsciente por ter inalado muita fumaça. Foi quando alguém disse:
- Vamos orar por ele!
- Primeiro vamos abrir a Janela. Disse outra pessoa.
As janelas foram abertas, o ar começou a circular pelo quarto. Depois eles se ajoelharam e oraram.

Deus poderia curar aquele rapaz com as janelas fechadas? Sem dúvida que poderia. Mas Ele espera que façamos a nossa parte.

CONCLUSÃO:

É possível que nossa vida espiritual esteja infestada de pedras, pequenas ou grandes, visíveis ou imaginárias, de todas as formas. Muitas vezes nem parece que é uma “pedra”, mas elas são perigosas, tiram a nossa paz de espírito, impedindo Jesus de se aproximar de nós. Tirando o nosso entusiasmo de viver uma vida cristã prazerosa.
Devemos tirar as pedras, recebendo Jesus com alegria, obedecendo as ordens de Jesus...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 1 de maio de 2016

VITÓRIAS DE JOSAFÁ...


                                                 VITÓRIAS DE JOSAFÁ...
2º livro das Crônicas de Israel 20.1-22
Josafá e toda a nação de Judá estão em grande aperto. A Palavra de Deus nos diz que o rei Josafá “andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto perante o Senhor” (2 Cr 20.32). 

No entanto, mesmo um rei como ele, que tomou medidas importantes quanto à justiça e à vida religiosa da nação de Judá (2 Cr 19.4-11), buscando colocar sua vida e a de todo o povo na presença de Deus, teve seus momentos dramáticos, de grandes dificuldades e aperto.

No texto lido, observamos que esteve diante de situação de medo, insegurança e desespero, quando se viu diante dos exércitos moabitas e Amonitas. Apesar disso, ele buscou em Deus a saída e saiu vitorioso.

Sabemos que nesses dias que precedem o fim dos tempos, os exércitos inimigos se levantam contra a Igreja de Jesus, procurando obter vitórias, levando muitos cristãos para situações semelhantes à de Josafá. É provável que estejam sofrendo esses ataques do inimigo (opressão, medo e insegurança), justamente no momento em que procuram acertar suas vidas com o Senhor.

É nessa hora que podemos observar as várias formas com que muitas pessoas se portam: uns murmuram, reclamam de Deus por permitir que tais coisas aconteçam, outros, abandonam a fé, a Igreja e seus projetos de permanecerem na presença do Senhor, mas outros, no entanto, buscam uma saída correta, agem como Josafá, que deu alguns passos estratégicos que o conduziram à vitória.


Vejamos agora “ As quatro atitudes de Josafá para vencer a crise”. 

1. Josafá reconheceu a sua situação e foi buscar socorro no Senhor (v.1-6).

A verdade é que há momentos em que até rei tem medo, até crente, cheio do poder, tem medo! É um erro grave não confessar isso diante do Senhor, pois pode sinalizar uma espiritualidade falsa. Confessar a Deus e buscar a solução é uma coisa, viver em função do medo é outra.  

Como filhos do Deus vivo, não podemos ser paralisados e vencidos pelo medo. Nossos medos, ao contrário, devem nos levar a buscar mais ao Senhor, e jamais fugir dEle ou da batalha, como muitos fazem, abandonando o Senhor, a fé, a Igreja, os amigos.

Toda crise deve nos levar à confissão, à busca do Senhor, à permanência com o povo de Deus. É preciso parar de murmurar, de reclamar da situação. A solução vem quando nos ajuntamos para buscar no Senhor a saída e a vitória. Na hora da crise é necessário o ajuntamento da família, da célula e do discipulado em jejum e oração diante do Deus de poder e das maravilhas.
 2. Josafá trouxe à memória as alianças e as promessas de Deus(v. 7-13). 

A questão não era se Deus tinha se esquecido ou não das Suas palavras, porque isto é impossível (a única coisa de que Deus se esquece é dos nossos pecados confessados e arrependidos). Confessar as alianças e promessas de Deus é para que nos lembremos que Ele tem compromisso conosco e é absolutamente fiel, o que nos fortalece na fé e na esperança.

A confissão sistemática das alianças e promessas de Deus tem pelo menos dois efeitos tremendos:1) enchem os céus sobre as nossas cabeças com as sementes de vitória, tirando nossos olhos das circunstâncias e do inimigo, voltando-os para o Senhor, e 2) são decretos proféticos contra as crises, porque se tornam palavras de ordem contra a voz do inimigo, neutralizando o caos que toda crise quer instalar. 

3. Josafá se colocou na posição certa, por isso ouviu o consolo e as estratégias do Senhor (v.14-17). 

Como é bom saber que o Senhor cuida de nós e toma para si as nossas batalhas. Estando com o Senhor, as “nossas” batalhas não são nossas, são dEle. Diz o texto bíblico que eles estavam em jejum, oração, quebrantamento e confissão, “então, veio o Espírito do Senhor… e disse”. Deus nunca deixa de nos responder; o problema é que às vezes não estamos na posição de ouvi-LO.

Precisamos nos treinar na prática do quebrantamento diante do Senhor, com jejuns, orações e confissões sinceras. Tais coisas nos “limpam” espiritualmente e nos habilitam quanto a ouvirmos a direção de Deus para nossas vidas em muitas situações. É preciso tempos de jejum e orações específicos em família, nas células, nas equipes de discipulado, para que o Deus de maravilhas seja glorificado no meio das adversidades. 

4. Josafá adorou, obedeceu e provou a vitória (v.18-22). 

Não basta saber Quem o Senhor é e nem o que Ele pode fazer. É preciso agir! Tomar uma atitude de fé, atitude de vencedor no Senhor! 
 Se o Senhor já falou, só nos resta obedecer, isto é, por em prática Seus conselhos e assumir uma atitude de louvor e adoração. Obediência assim mostra que descansamos n‘Ele, em plena crise, porque sabemos que a nossa vitória é certa. 
 Até porque adoração, obediência e fé andam de mãos dadas e são garantia de vitória para os santos de Deus.

É possível que você esteja passando por alguma crise. Talvez esteja lutando contra as hostes da maldade, enfrentando batalhas ferrenhas a favor do casamento, da família, da célula, do discipulado, das finanças, dos sonhos ministeriais. Primeiro, entenda que o inimigo não tem poder para decidir seu futuro; esta decisão é sua e você precisa tomar a decisão de ser vencedor(a). 

Segundo, creia que nem toda crise é selo de fracasso, caminho errado ou perda de unção: Josafá estava fazendo tudo certo e a crise bateu na sua porta. Terceiro, é claro que o Senhor pode nos livrar das adversidades, mas, em geral, quando Ele as permite, é porque Ele quer glorificar o Seu nome no meio delas e nos dar as vitórias mais expressivas de nossas vidas.

O rei Josafá vai nos mostrar como vencer multidões que se levantam contra nós. Você poderá ver isso no II livro de Crônicas cap. 20 do vers. 1 ao 26. Diz a Palavra de Deus que quando disseram isso para Josafá ele teve medo (sentimento natural do ser humano), convocou o povo para jejuar e buscou ao Senhor e todo o povo acompanhou ele.
 A primeira lição que nós aprendemos aqui é que Josafá jejuou e orou ao Senhor. Duas armas espirituais importantíssimas que vêm sido esquecidas pelos Cristãos.
 Muitos querem louvar, pregar, tocar, mas quem quer orar e jejuar?

Quantos estão dispostos a dedicar tempo com seus joelhos no chão e buscar à Deus em oração?

Josafá compreendeu que diante de uma grande multidão contra ele não tinha alternativa a não ser a de buscar à Deus em jejum e oração. Porque a força que está em nós não vem de mim e nem de você, mas vem do Senhor.

Feliz é homem que aprende a dobrar os seus joelhos e buscar à Deus. No vers. 5 nós vamos notar que Josafá se colocou em pé na congregação e aí fica outra lição para nossa vida.

Diante das dificuldades você tem que se colocar de pé.
 O seu posicionamento diante das suas dificuldades tem que ser de pé. Tem um monte de gente que sofre uma luta, uma perda e se abate de tal forma que não consegue se reerguer.

Ficam prostradas, ficam desanimadas e quando isso acontece o diabo manda mais luta e mais opressão.

Josafá se pôs de pé, porque ele era o rei, o comandante daquele povo e ele sabia que se o povo o visse abatido, eles desanimariam e entregariam os pontos para o adversário.
 Coloque-se de pé diante da luta meu irmão, levante a sua cabeça porque a sua posição é de pé, o Senhor te fez por cabeça e não por cauda. Você nasceu para vencer, porque em Cristo Jesus nós somos mais do que vencedores. 
Depois disto, Josafá então dos vers. 5 à 11 ele vai manter um diálogo com o Senhor e vai trazer de volta à memória os feitos gloriosos que o Senhor fez pelo seu povo (Israel) no passado.

Amados (as), a Palavra de Deus diz que aquele que está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo.
 Quando Deus diz isso, Ele está se referindo ao seu velho homem, à sua velha mulher, aos seus pecados, mas quando se trata de um passado com Deus, nunca poderemos nos esquecer.

Teremos que nos lembrar sempre dos milagres e das bênçãos que Deus nos concedeu.
 Primeiro, para glorificarmos e honrarmos o Seu nome; Segundo, para trazer a nossa memória aquilo que pode nos dar esperança. 
 Josafá então, depois de lembrar ao seu povo dos grandes feitos de Deus no passado, vai no vers. 12 fazer algo que todo o Cristão deve fazer na sua caminhada de fé. Reconhecer suas limitações. 

Ele vai dizer o seguinte: “Deus, nós não temos forças para resistir a esta grande multidão que vem contra nós, somos poucos diante deles.” “Deus, não sei mais o que pensar, nem o que dizer, e nem como agir, mas uma coisa eu quero te dizer, OS MEUS OLHOS ESTÃO POSTOS EM TI!” – Oh gloria, aleluia, aleluia, aleluia, eu sinto a presença de Deus aqui comigo amados (as) escrevendo essa mensagem… glorias a Deus, glorias, glorias… 

Não está agüentando a luta irmão(ã)? Não tem mais forças? Faça como Josafá, coloque os seus olhos no Senhor… Sl.121.1 – Elevo os meus olhos para os montes de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor,… 

Quando Josafá faz isso, o Espírito Santo de Deus por meio do profeta diz: “Não temais, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão que vem contra ti, porque a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã descerão até a ladeira de Ziz e lá ao encontrá-los não precisarão fazer nada, porque o salvamento virá do Senhor.” 

Saiba de uma coisa meu irmão e minha irmã, se você está passando por uma grande luta, ela não é sua, mas sim, de Deus, do Senhor Eterno sobre nossa vida. 

O Espírito Santo de Deus disse: Amanhã… Você pode estar passando por uma grande luta hoje, mas o Espírito Santo manda te dizer que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. 
 Versículo 18 diz que Josafá se prostrou diante de Deus e com ele o seu povo e adoraram ao Senhor. No versículo 5 vamos ver Josafá de pé diante das dificuldades.

Fica uma lição prática para nossa vida. Diante das lutas a nossa posição tem que ser de pé, mas diante do nosso Deus a nossa posição tem que ser prostrado aos seus pés. 
 Depois dessas atitudes, Josafá e o povo começaram a louvar à Deus, sabe porque? Porque nós somos o único povo que podemos cantar a vitória antes do tempo, porque servimos a Jeová Sabaoh, o Senhor dos exércitos. 

O resultado das atitudes de Josafá foi que os Moabitas e os Amonitas mataram-se uns aos outros e mais uma vez Deus foi fiel a um povo que o buscou. 

Quais são as tuas dificuldades (vícios, prostituição, idolatria, sodomia, homossexualismo, porfias, brigas, dissensões, fofoca, impurezas). Decida vencer e busque a Deus. Amém...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.