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quarta-feira, 11 de março de 2015

ESTUDO COMO POSSO PERDOAR QUEM ME FEZ TÃO GRANDE MAL...


                        ESTUDO COMO POSSO PERDOAR A QUEM ME FEZ TÃO GRANDE MAL...
José tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Gênesis 37; 39).
Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que José experimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.
Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus:"Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13)...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 10 de março de 2015

POR QUE, SENHOR...?


                             POR QUE, SENHOR ...?
             Habacuque Questiona a Justiça de Deus
Vivemos num mundo violento, cheio de injustiça. Os jornais trazem notícias diárias de assaltos, assassinatos, atentados e ataques. Acreditamos que Deus domina tudo (Daniel 4:32), mas achamos difícil compreender a maldade que nos cerca. Pessoas inocentes são vítimas da crueldade de outros. Nações entram em conflitos uma contra outra. Olhamos para Deus com uma única pergunta: "Por que o Senhor permite tal violência e injustiça?"
O profeta Habacuque viveu, provavelmente, uns 600 anos antes de Cristo, na terra de Judá. O pequeno livro dele relata uma discussão entre o profeta e o próprio Deus. Habacuque pergunta e Deus responde. Habacuque se sente alarmado pela resposta de Deus e faz uma segunda pergunta. Deus responde de novo, e Habacuque aceita, humildemente, a réplica do Senhor, dando louvor a ele num cântico de adoração. Habacuque faz a pergunta que nós gostaríamos de fazer, e recebe a resposta com a atitude que devemos mostrar. Leia o livro de Habacuque, e observe os pontos principais da conversa.
Habacuque: Até quando, Senhor? (1:1-4)
Habacuque começa seu livro com uma série de perguntas: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão?" (1:2-3). Habacuque viu a violência de Jerusalém e a injustiça de seus líderes, e não entendeu a tolerância do Senhor. Nós, que moramos hoje em grandes capitais como São Paulo, poderíamos fazer a mesma pergunta, "porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida" (1:4). O profeta pediu justiça. Ele queria livramento divino para proteger os inocentes e castigar os malfeitores.
Deus: Trarei destruição (1:5-11)
Deus respondeu ao pedido de Habacuque, concordando plenamente com sua queixa. O povo violento e injusto merecia o castigo, e Deus o traria logo. Ele prometeu a justiça naquela geração. Mas, o instrumento da ira divina seria o povo caldeu, ou seja, os babilônios. Deus descreveu este povo forte e cruel. Disse que os caldeus faziam suas próprias leis (não respeitando a autoridade de ninguém), destruindo seus inimigos e adorando seu próprio poder como se fosse um deus.
Habacuque: Assim, não! (1:12-17)
Quando ele ouviu a resposta de Deus, Habacuque ficou apavorado. Podemos entender a reação dele, pensando em nossa circunstância atual. Imagine pedindo a justiça de Deus contra os malfeitores da sua cidade e ouvindo tal resposta assustadora. Deus chamaria um povo cruel e forte para destruir a cidade! Quando Habacuque pediu justiça, ele não imaginou medidas tão drásticas. Ele questionou este plano de Deus, utilizando uma série de argumentos. Leia este trecho cuidadosamente e considere as implicações de seus pontos principais, baseados no caráter de Deus:
1. O Deus eterno não pode destruir seu povo escolhido: "Não morreremos".
2. O Deus santo não pode contemplar o mal e a opressão: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar".
3. Como é que o Deus justo usaria um povo ímpio (Babilônia) para castigar um povo relativamente mais justo (Judá)?: "Por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?"
4. Como é que o Deus piedoso permitiria que o inimigo cruel alimentasse seu desejo de matar?: "A todos levanta o inimigo como o anzol, pesca-os de arrastão e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija.... Acaso, continuará, por isso, esvaziando a sua rede e matando sem piedade os povos?"
5. Como o Deus verdadeiro pode usar um povo que adora seu próprio poder militar?: "Por isso, oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua varredoura; porque por elas enriqueceu a sua porção".
Habacuque: Esperando a resposta de Deus (2:1)
Depois de fazer suas perguntas, Habacuque mostrou uma atitude admirável. Ele disse: "Por-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu teria à minha queixa." Habacuque questionou porque ele não compreendia os planos de Deus, mas ele mostrou reverência para com o Senhor. Ele não apontou o dedo de acusação para criticar as decisões de Deus. Aqui, aprendemos uma lição valiosa. Podemos perguntar, mas o homem jamais tem direito de contrariar a sabedoria de Deus. Habacuque não entendia e, por esse motivo, perguntou. Mas, ele não demonstrou a arrogância de algumas pessoas que se acham mais sábias que o próprio Deus. Ele não julgou a decisão de Deus. Habacuque simplesmente aguardou a resposta.
Deus: Motivos para castigar os caldeus (2:2-19)
Na primeira resposta, Deus prometeu trazer um povo cruel e violento (os caldeus ou babilônios) contra Judá. Mesmo assim, ele conheceu os pecados dos caldeus e traria castigo sobre eles. Os motivos dados aqui servem de advertência para todas as nações, inclusive as modernas. Deus preparou o castigo da Babilônia por estas razões:
1. Acumular bens de outros (2:6-8). Pelas práticas desonestas e violentas, os caldeus acumularam bens que não pertenciam a eles. Tanto nações como indivíduos devem adquirir os seus bens por maneiras honestas. Deus castigará as pessoas e os povos que roubam e que não pagam as suas dívidas.
2. Confiar nas fortalezas humanas (2:9-11). Os caldeus usaram a riqueza conquistada em guerras para fortalecer sua própria nação. Colocaram seu "ninho" em lugar alto, achando que nenhum inimigo teria condições de invadi-lo. Até hoje, as nações se enganam da mesma maneira. Confia nos seus sistemas de defesa e na força militar enquanto esquecem do princípio revelado por Deus há muitos séculos: "A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos" (Provérbios 14:34).
3. Edificar a cidade com sangue e iniquidade (2:12-14). Os babilônios, como muitos outros impérios, construíram com violência e opressão. Deus nunca aprovou a maldade de homens que procuram levar vantagem sobre outros. Os mais fortes devem proteger os mais fracos, ao invés de abusar deles. Os mais ricos devem ajudar os mais pobres, e não explorá-los.
4. Envolver outros no pecado (2:15-17). A Babilônia induziu outros países a participar de seus pecados. A imagem que o profeta usa aqui é de uma tática bem conhecida. Quando as filhas de Ló queriam induzir o pai a deitar com elas, deram-lhe vinho (Gênesis 19:30-38). Quando Davi queria convencer Urias a voltar para a casa dele, ele lhe deu bebida forte (2 Samuel 11:13). Deus prometer inverter a situação. Ele mesmo daria para Babilônia o cálice da ira dele.
5. Praticar idolatria. Nas sentenças contra povos na Bíblia, encontramos diversos pecados que merecem a punição. Nenhum desses pecados é mais abominável ao Senhor do que a idolatria. A idolatria envolve uma rejeição total e insensata do Criador. Rejeição total porque o único verdadeiro Deus é substituído por um ou mais falsos deuses. Deus, nesse segundo discurso a Habacuque, destaca a insensatez da idolatria. Deus zomba dos ídolos e de seus seguidores, mostrando que é absolutamente absurdo adorar uma imagem. Observe os argumentos dele: Î O ídolo é uma obra de mãos humanas que se torna maior do que seu criador. O homem faz uma imagem e confia nela! Ï O ídolo é totalmente impotente. Não fala, não se mexe, não ensina e nem respira. Paulo resumiu o argumento, alguns séculos depois, quando disse: "...sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus" (1 Coríntios 8:4).
Por todos esses motivos, Deus pretendia castigar os caldeus. Eles serviriam, primeiro, de instrumento dele para punir o povo de Judá. Mas, menos de 50 anos depois da destruição de Jerusalém por mãos babilônicas, o império da Babilônia caiu. Deus, na hora que ele determinou, trouxe a justiça sobre esse povo ímpio.
Habacuque: O servo diante do Deus santo (2:20 - 3:19)
Em contraste com os falsos deuses feitos por mão humanas, "O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra" (2:20). Habacuque ouviu a segunda resposta de Deus é se sentiu "alarmado" (3:2). Ele não questionou mais. O capítulo 3 é um cântico de louvor, no qual o profeta reconhece a sabedoria, a justiça e o poder de Deus e se mostra absolutamente submisso a ele. Observe, na sua leitura do capítulo, os seguintes pontos: 1. Habacuque pede misericórdia (3:2). Ele sabe que Deus age em justiça, mas ele também conta com a piedade do Senhor. 2. O profeta louva a Deus, dando glória pelo poder e pela sabedoria dele. 3. Ele destaca o poder divino, reconhecendo que Deus usa sua grande força para aplicar justiça. 4. Habacuque vê Deus como muito maior do que o universo e, obviamente, muito superior aos inimigos humanos que ameaçam os justos. 5. O profeta se sente fraco, suportando a grandeza da revelação com grande dificuldade. 6. Habacuque deposita sua plena confiança no Senhor, dizendo que continuará louvando a ele, mesmo se não sobrar nada para sua alimentação.
Conclusão: A mensagem consoladora (3:18-19)
Habacuque começou o livro tentando entender o que Deus faz, e o terminou sem compreender, totalmente, a justiça e a sabedoria de Deus. Mas, ele aprendeu o mais importante, a mensagem que nos sustenta no meio de angústias: Não precisamos compreender tudo que Deus faz, mas precisamos saber que é Deus que faz...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 9 de março de 2015

JOSÉ O CARPINTEIRO A SERVIÇO DE DEUS...


                                   JOSÉ O CARPINTEIRO A SERVIÇO DE DEUS...
Mateus 1:19
19 - Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.
Existe um afigura muito importante na Bíblia sobre quem não falamos muito. O personagem do Novo Testamento sobre o qual estamos falando é José, carpinteiro e pai de Jesus. A maioria das pessoas ignora o pai adotivo de Jesus. Uma grande parte se esquece dele, ignorando a importância dele na vida de Jesus. Em outras palavras, se foi importante na vida de Jesus, será importante em nossas vidas também. Naquele tempo e contexto, a figura do Pai era muito importante. Durante muito tempo Jesus foi conhecido como José, o carpinteiro. Jesus só poderia cumprir a profecia que seria da linhagem de Davi se tivesse nascido na família de José, ou seja, ser adotado por José.
Ap. 5:5 – o anjo diz a João que não chore porque o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi venceu para abrir o Livro e desatar os selos. Se Jesus não fosse aceito por José, a profecia sobre a linhagem de Davi não se cumpriria. Então surge uma pergunta: Maria era a melhor mulher ou ela era a mulher certa por que era a prometida para José? Ambos estão corretos. Maria era a mulher certa, assim como José o pai certo.
(Leia Mateus 1:19) – José era um homem justo. Ele não quis expor ou prejudicar Maria, por isso preferiu deixá-la. As mulheres, ao serem pegas em adultério deveriam ser apedrejadas. Se soubessem que Maria estava grávida, mesmo sem envolvimento com José poderia ter o mesmo destino: morrer apedrejada. Por causa disso, José resolveu deixá-la para que nçao fosse acusada de adultério. Contudo, Deus tinha outros planos e, sendo um homem justo, ele obedece ao Senhor e recebe sua esposa. (Mateus 1:24)
Não há dúvida. José foi escolhido por Deus para ser o homem que abençoaria a vida de Jesus. Dentro do ventre de Maria estava a profecia que foi entregue desde o Éden. José precisava entender que aquela mulher era muito especial. José soube discernir a situação e a tomou como esposa. O temor de José a Deus estava estampado em cada decisão e atitude dele. Era um homem forjado em Deus.
Por meio do anjo Gabriel, Deus falou a Maria uma única vez, enquanto que a José varias outras vezes. (Mateus 2:13; 2:22)Deus diz que ele deveria receber Maria como esposa, deveria fugir para o Egito e até mesmo que deveria voltar de lá, em segurança. Deus não passa por cima da posição de pai de José. Deus não anula o papel dele na formação de Jesus. O mundo carece de pais. Deus fala com os pais assim como falava a José. Deus não violenta ninguém. Você é quem decide ter Deus ou outra pessoa, em seu coração. Maria não foi violentada. Jesus nasce em mim, a partir da minha permissão.
Naquela época, o primogênito era cuidado pelo pai. Era função do pai ensiná-lo tudo o que deveria saber. O filho mais velho herdava o ofício do pai. Jesus foi ensinado por José, sendo conhecido como carpinteiro e também como filho de José. José salvou Jesus de ser um filho bastardo ou vítima do preconceito. (Leia Marcos 6:3; Mateus 13:55) Era também função do pai, ensinar a Torá ao filho mais velho. Na ocasião de João 1:45, a resposta dos discípulos sobre Jesus referia-se ao lugar de onde vinha e quem ele era. (Jesus de Nazaré, filho de José)
A Bíblia diz que devemos honrar nosso pai e nossa mãe. Esse mandamento é o mandamento da graça, com promessa, além de ser o mandamento do amor, pois o amor propõe, não retrai. É mandamento de Deus que nós cuidemos dos outros. Mesmo quando cuidamos de forma pedagógica, com sabedoria, estamos obedecendo a Deus. O governo federam tem tentado decretar a lei que diz que não devemos deixar abandonados os mais velhos. Esta lei já existe há muito tempo na Palavra de Deus.
Que hoje possamos refletir nesse modelo de pai, de homem, de marido, alguém que cuida de todos ao seu redor. José foi o homem que Deus escolheu para ser o pai do Seu filho. Hoje, você que é pai ou ainda será, entenda os níveis de valores de cuidar dos seus filhos, da esposa e todos os que estão debaixo da sua responsabilidade. Não existe um segredo para ser pai ou mãe. José abriu o coração para Jesus, o adotou como filho e o recebeu como filho legítimo. Se José fez isso, por que não podemos fazer o mesmo? Falar de Pai é falar de família. A língua hebraica, ao registrar a palavra “honra” significa: pesar, discernir, aprender e se possível melhorar.
Cuidar não significa apenas dar de comer, mas também alimentar a alma com palavras que edificam. O sentido hebraico de a palavra HONRAR é melhorar a postura de pai ou mãe, dentro de cada um deles. Que todos nós possamos ouvir e obedecer a voz de Deus, para que assim possamos nos tornar aquela pessoa que é abençoada ao abençoar outras pessoas...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


domingo, 8 de março de 2015

ESTUDO SOBRE COMO TER UM CORAÇÃO VERDADEIRAMENTE CRISTÃO...


            ESTUDO SOBRE COM TER UM CORAÇÃO VERDADEIRAMENTE CRISTÃO...
O CORAÇÃO
"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida." (Provérbios 4: 23)
 
DEFINIÇÃO DE CORAÇÃO
 
O povo da atualidade geralmente considera que o cérebro é o centro diretor da atividade humana. A Bíblia, no entanto, refere-se ao coração como esse centro; “dele procedem as saídas da vida” (4.23; cf. Lc 6.45). Biblicamente, o coração pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto, emoção e volição (ver Mc 7.20-23).

 
1. O coração é o centro do intelecto. As pessoas sabem as coisas em seus corações (Dt 8.5), oram no coração (1Sm 1.12,13), meditam no coração (Sl 19.14), escondem a Palavra de Deus no coração (Sl 119.11), maquinam males no coração (Sl 140.2), guardam as palavras da sabedoria no coração (4.21), pensam no coração (Mc 2.8), duvidam no coração (Mc 11.23), conferem as coisas no coração (Lc 2.19), crêem no coração (Rm 10.9) e cantam no coração (Ef 5.19). Todas essas ações do coração são primordialmente fatos a envolver a mente.

 
2. O coração é o centro das emoções. A Bíblia fala a respeito do coração alegre (Êx 4.14), do coração amoroso (Dt 6.5), do coração medroso (Js 5.1), do coração corajoso (Sl 27.14), do coração arrependido (Sl 51.17), do coração ansioso (12.25), do coração irado (19.3), do coração avivado (Is 57.15), do coração angustiado (Jr 4.19; Rm 9.2), do coração gozoso (Jr 15.16), do coração pesaroso (Lm 2.18), do coração humilde (Mt 11.29), do coração ardente pela Palavra do Senhor (Lc 24.32) e do coração perturbado (Jo 14.1).Todas essas atitudes do coração são, antes de tudo, de natureza emocional.

 
3. Por fim, o coração é o centro da vontade humana. Lemos nas Escrituras a respeito do coração endurecido que se recusa a fazer o que Deus ordena (Êx 4.21), do coração submisso a Deus (Js 24.23), do coração que decide fazer algo para Deus (2Cr 6.7), do coração que se dedica a buscar o Senhor (1Cr 22.19), do coração que deseja receber as bênçãos do Senhor (Sl 21.1-3), do coração inclinado aos estatutos de Deus (Sl 119.36) e do coração que deseja fazer algo pelos outros (Rm 10.1). Todas essas atividades ocorrem na vontade humana.

A NATUREZA DO CORAÇÃO DISTANTE DE DEUS

 
Quando Adão e Eva deram ouvidos à tentação da serpente para que comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, sua decisão afetou horrivelmente o coração humano, que ficou repleto de maldade. Desde então, segundo o testemunho de Jeremias: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).
 Jesus confirmou a descrição de Jeremias, quando disse que o que contamina uma pessoa diante de Deus não é o descumprimento de uma lei cerimonial, mas, sim, a obediência às inclinações malignas alojadas no coração tais como “os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7.21,22).
Jesus expôs a gravidade do pecado no coração ao declarar que o pecado da ira é igual ao assassinato (Mt 5.21,22), e que o pecado da concupiscência é tão grave como o próprio adultério (Mt 5.27,28; ver Êx 20.14 ; Mt 5.28).

 
Um coração entregue à prática da iniqüidade corre o grave risco de tornar-se endurecido. Quem se recusa continuamente a ouvir a palavra de Deus e a obedecer ao que Deus ordena e, em vez disso, segue os desejos pecaminosos do seu coração, verá que, depois, Deus endurecerá seu coração de tal modo que se tornará insensível para com a Palavra de Deus e os apelos do Espírito Santo (ver Êx 7.3 ; Hb 3.8 ). O principal exemplo bíblico desse fato é o coração de Faraó, na ocasião do êxodo (ver Êx 7.3, 13, 22-23; 8.15, 32; 9.12; 10.1; 11.10; 14.17).
 Paulo viu o mesmo princípio geral em ação na sociedade ímpia da presente era (cf. Rm 1.24,26,28) e predisse que também ocorreria o mesmo fato nos dias do anticristo (2Ts 2.11,12). O livro aos Hebreus contém muitas advertências ao crente, no para que não endureça o seu coração (e.g., Hb 3.8-12), para uma exposição dos passos que levam ao endurecimento do coração). Todo aquele que persistir na rejeição da Palavra de Deus, terá por fim um coração endurecido.
 
O CORAÇÃO REGENERADO
 
A solução de Deus para o coração pecaminoso é a regeneração, que tem lugar em todo aquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus, e pela fé aceita a Jesus como seu Salvador e Senhor pessoal.

 
1. A regeneração está ligada ao coração. Aquele que, de todo o coração, se arrepende e confessa que Jesus é Senhor (Rm 10.9), nasce de novo e recebe da parte de Deus um coração novo (cf. Sl 51.10; Ez 11.19).

 
2. No coração daquele que experimenta o nascimento espiritual, Deus cria o desejo de amá-lo e de obedecê-lo. Repetidas vezes, Deus realça diante do seu povo a necessidade do amor que provém do coração (ver Dt 4.29 ; 6.6 ). Tal amor e dedicação a Deus não podem estar separados da obediência à sua lei (cf. Sl 119.34,69,112). Jesus ensinou que o amor a Deus, de todo o coração, juntamente com o amor ao próximo, resume toda a lei de Deus (Mt 22.37-40).

 
3. O amor de todo o coração é o elemento essencial a uma vida de obediência. Repetidas vezes, o povo de Deus, no passado, procurou substituir o verdadeiro amor do coração pela observação de formalidades religiosas exteriores (tais como festas, ofertas e sacrifícios; ver Is 1.10-17; Nm 5.21-26; Dt 10.12 ). A observância exterior sem o desejo interior de servir a Deus é hipocrisia, e foi severamente condenada por nosso Senhor (ver Mt 23.13-28; ver Lc 21.1-4 ).

 
4. Muitos outros fatos espirituais têm lugar no coração da pessoa regenerada. Ela louva a Deus de todo o coração (Sl 9.1), medita no coração (Sl 19.14), clama a Deus do coração (Sl 84.2), busca a Deus de todo o coração (Sl 119.2, 10), oculta a Palavra de Deus no seu coração (Sl 119.11; ver Dt 6.6), confia no Senhor de todo o coração (3.5), experimenta o amor de Deus derramado em seu coração (Rm 5.5) e canta a Deus no seu coração (Ef 5.19; Cl 3.16)...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


sábado, 7 de março de 2015

JESUS A ROSA DE SARON...


                                                           JESUS A ROSA DE SARON...
EU sou a rosa de Saron,o lírio dos vales. Cantares 2:1 – Jesus é freqüentemente chamado de Rosa de Saron nos hinos, entendemos este significado?
Em que consiste o conteúdo de Cantares? Poemas “profanos”? Será um cântico erótico proclamado por um cancioneiro litúrgico? Não há motivos para assombros, pois, a Bíblia, de forma belíssima, descreve a paixão e o amor como expressões sensíveis, honestas e transparentes, revelando, no sincero amor humano, um Deus do carinho, da ternura, da relação íntima.
Que outros dados podem ser acrescentados?
Ao longo da história, nasceram várias interpretações, ou seja, caminhos diferentes que trouxeram considerações distintas com relação à intenção do texto.
Uma linha de interpretação, denominada de alegórica, ressalta Cantares como descrição da história de amor entre um homem e uma mulher, comparado com o amor de Deus pelo seu povo (de Cristo pela Igreja). Essa é a que resgatamos com maior freqüência, comparando o amor à labareda de Javé (Ct. 8, 6), porém vamos aqui neste estudo ver também um pouco do contexto histórico.
A Rosa de Saron e O Lírio dos Vales Como Tipo de Cristo.
(e um conseqüente reflexo em nossa vida)
A Origem de Saron.
Saron é uma região da Palestina entre montanhas do Efraim e Mar Mediterrâneo. Esta região era anos antes de Cristo de solo seco, rochoso e de água escassa. Entretanto, como plano de Deus, foi colocado ali o povo por Ele escolhido ( Is. 33:1,2) e a partir daí houve abundancia.
Esse povo, vendo a promessa de Deus se cumprindo em suas vidas, não se cansavam de contemplar, exaltar e adorar ao Deus vivo, pois viram a Glória do Senhor.Passaram a viver na terra que emanava vida e vida abundante, onde este povo passou a cultivar as rosas mais belas do mundo.
Rosa esta, que exala o mais puro perfume e beleza sem igual, nunca visto até os dias de hoje. Por tamanha beleza e perfeição, Jesus Cristo é chamado de A Rosa de Saron. (ct 2:1) Além das rosas eles também cultivam ervas e especiarias desta região onde se extrai aromas da terra, vejamos o Lírio:
“Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha querida entre as donzelas.” (Cantares 2:2)
“Sim você é um lírio entre os espinhos. Essa é uma boa comparação entre a minha amada e as outras moças”. (Bíblia Viva)
A Igreja é como um lírio entre espinhos para Jesus. O que o Senhor está nos ensinando com isso?
Essa comparação, sem dúvida, destaca a beleza do lírio. Jesus vê a beleza da Sua Igreja. Em meio a tanta sujeira, destruição, violência e miséria, há algo que enche os olhos do Senhor. Há algo que O agrada. Há algo que chama a Sua atenção.
E esse algo é a beleza da Sua Igreja. É a beleza da nova criação = você. Você tem a beleza da santidade de Cristo. Você tem a beleza da justiça de Cristo.
Jesus, ao morrer por nós, nos tornou justiça de Deus. Isso significa que, aos olhos de Deus, não somos mais considerados pecadores, mas sim justos – nós que recebemos Jesus como nosso Senhor e Salvador e aceitamos o Seu sacrifício. Veja 2 Coríntios 5:21 = “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Romanos 5:19 nos diz que pela obediência de Cristo, fomos constituídos justos.
No versículo 1 deste capítulo, Jesus diz que Ele é o lírio dos vales e, em seguida, diz que ela também é comparada a um lírio. Quando contempla Sua Igreja, Jesus vê a Si mesmo (lírio). Jesus Se vê em você. Ele vive em você e através de você. Você é como Cristo. Mas, a sua forma de agir tem mostrado que você se parece com Cristo ou que você tem se parecido mais como uma pessoa que não conhece o Senhor? O lírio é muito diferente dos espinhos. A Igreja se parece com Cristo, ela é diferente de todo o resto.
Aonde estivermos, podemos manifestar as qualidades de Jesus, pois somos como Ele. O pecado não precisa tirar a tua beleza de lírio. O pecado não pode ferir a justiça de Deus em você. Não deixe que esses espinhos firam a tua santidade em Jesus. Nenhuma tentação será maior do que aquilo que você pode suportar. Isso é promessa de Deus. Então, aguente firme, você já tem a habilidade para resistir ao pecado. Você pode dominá-lo.
Lírio tem perfume. Exale o bom perfume de Cristo em seu modo de viver. Você tem toda a habilidade que precisa para ser santo e continuar a encher os olhos do Senhor de alegria com a tua beleza. O mundo precisa sentir esse perfume, o mundo precisa enxergar a tua beleza. Deixe que tua beleza e teu perfume atraiam as pessoas a Cristo.
Você é lírio e não espinho. Você é justo e não pecador. Você é diferente, então seja diferente.
Contexto Histórico:
O livro de Cantares, em uma interpretação popular ou histórica do povo de Israel, pode ser contextualizado num clima pós-exílio (depois do exílio da Babilônia), em 450 a.C.
Este período é fortemente marcado pela emergência de projetos de reconstrução – redistribuição e ocupação da terra. Assim, questões referentes à Lei do puro e impuro; projetos de exclusão dos estrangeiros; o aprofundamento da Lei do Resgate e do Levirato (amparo da mulher, em caso de morte do marido);
E etc, são próprias deste tempo de reestruturação e reformas. No entanto, estas leis foram utilizadas como forma de exploração.
Aproximemo-nos de alguns versículos do capítulo oitavo:
“O amor é forte como a morte – 5 “Quem é essa que sobe do deserto , apoiada no seu amado?” 6.Grava-me, como um selo em teu coração,como um selo em teu braço; pois o amor é forte, é como a morte.
7. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor… Seria desprezado”.
Neste contexto, em que o sexo e o amor eram manipulados em vista de outros interesses, este livro reafirma o valor e a dignidade da sexualidade e do amor como elementos constitutivos e inalienáveis do ser humano. A mulher que sobe do deserto, representa este resgate, pois o deserto simboliza o lugar da gestação da esperança, da decisão e do cultivo das memórias populares.
Ao lado dos livros de Rute, Judite e Ester, Cantares reafirma, a dignidade da mulher no período pós-exílio, marcado pelo machismo e discriminação:
8 “Que faremos de nossa irmã, no dia em que nela se falar? 10 Sou mesmo um baluarte e meus seios são torres de verdade?! Então, sou a seus olhos como a que encontra a paz”.
Em Cantares aparece a determinação, um amor apaixonado de uma mulher em busca de seu amado pelos campos, pelas vinhas, macieiras fugindo dos irmãos que a perseguem (Ct. 8, 8), que querem comercializar seu corpo.
Em resumo, em Ct 8, 8-14, encontramos a denúncia da exploração do corpo de menina, associado à moeda, mercadoria e comércio. A amada está dizendo que a prata não compra a sua sexualidade. A casa dos irmãos é o lugar do comércio da sexualidade.
O valor da mulher está relacionado com os seios. No texto, a jovem grita e protesta não aceitando a comercialização de seu corpo.
Cantares, (cânticos), está voltado para a palavra SHALOM (PAZ), que significa estar por inteiro, alegria em todos os sentidos na relação com o outro, paz como plenitude do conhecimento mútuo. É um canto de paixão e rebeldia que valoriza a sexualidade como processo de aprendizado.
Tendo percorrido estes trechos de Cantares, fica a certeza de que o amor é celebrado em toda a sua alegria física. O amor humano é bom. Não precisa ser justificado por argumentos moralistas, que o desqualifiquem ou argumentos liberais, que o transformem em edonismo, fazendo do semelhante objeto para se obter interesses egoístas. O amor é poder que exige entrega total e relacional. É uma eterna tensão em busca da unidade.
Na lógica do mercado globalizado, a exploração econômica do amor é ainda mais intensa. Se outrora a mulher não podia escolher quem seria seu companheiro, hoje a mulher é, violentamente, reduzida à mercadoria sexual.
A realidade sócio-cultural, na qual estamos inseridos, faz um forte apelo ao pornográfico, usurpando de forma grotesca a sexualidade, coisificando o erótico, o sensual e promovendo uma exploração do corpo, especialmente do corpo feminino. Nossa linguagem é carregada de preconceitos e risos sarcásticos quando falamos de sexualidade, de amor, até mesmo porque estas dimensões humanas são compreendidas apenas como genitalidade. O amor foi reduzido a mercadoria, cujo consumo é estimulado e direcionado pela publicidade. Os pecados contra a sexualidade estão ligados às discriminações, explorações do trabalho, ao uso do outro, para se obter vantagens pessoais e à negação do lazer.
O livro dos Cânticos na história foi muito discutido. Alguns dos reformadores não viam o menor sentido de este texto estar na Bíblia.
Muitos estudiosos ainda hoje vêem no livro nada mais do que uma coleção de poemas eróticos. Uma celebração do amor. Bem, na verdade não resta dúvida de que são mesmo poemas de amor. Mas eles estão na Bíblia porque há uma riqueza nestes poemas que os tornam importantes para todos nós. Porque o amor não é algo a ser vivido apenas por jovens apaixonados. Mas também entre os cristãos e seu Deus. O nosso relacionamento com Deus, deve ser um relacionamento de amor. A ausência física de Cristo não pode transformar o nosso relacionamento com ele num mero lembrar de suas palavras.
É preciso ver nele alguém com quem podemos conversar. Alguém que podemos sentir, experimentar.
Apocalipse fala do fim escatológico do mundo como sendo um casamento. “A noiva, a esposa do cordeiro” somos nós, Igreja de Cristo. Somos nós, membros da Igreja que somos a noiva. Somos nós que devíamos estar apaixonados por Cristo. Ansiosos pelo casamento. Sonhando com o dia, com a festa, com a noite de núpcias.
É verdade que nem sempre nos sentimos prontos para o casamento. O próprio texto de Cântico nos diz que a noiva vem do deserto.
Depois de uma peregrinação, depois de uma caminhada difícil, dura.
O amado vem nos abraçar, mas ele nos encontra no deserto, na terra seca, árida, onde não há vida, onde há calor que consome. Algumas traduções usam a expressão: “aquela que vem encostada ao seu amado?” Encostada talvez ajuda dar mais a idéia de apoiada, sustentada. A caminhada foi difícil e cansativa. Ela precisa de apoio, de um ombro onde se encoste. No capítulo 1. 5 lemos: “Eu estou escura, mas sou bela”.
Escura de tão queimada no sol do deserto. Uma pele que já mudou a sua cor de tanta exposição ao sol. Ainda que continue bela e seja descrita como muito bela está desfigurada. Esta é Igreja e este,s somos nós. Passamos pelo sol forte da vida, que nos seca e nos envelhece. Viemos do deserto, onde nada se produz, onde a sede castiga.
Mas somos a bela e formosa noiva de Deus. Nós nos vemos sozinhos no deserto mais o amado está nos dando o braço.
A sua suavidade é confundida por ausência. Mas Ele está lá.
Olhar para o Cristo subindo, também é ansiar pelo Cristo descendo por entre as nuvens para a arrebatar a sua Igreja (noiva) para o Céu...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


sexta-feira, 6 de março de 2015

CUIDADO COM OS VOTOS QUE FAZES A DEUS LEMBRE-SE DE JEFTÉ...


                CUIDADO COM OS VOTOS QUE FAZES A DEUS LEMBRA-SE DE JEFTÉ?
A Bíblia narra a história de uma homem discriminado pelos seus irmãos por ser filho de prostituta, embora seu pai fosse um bom homem, porém seus próprios irmãos por parte de pai que já eram crescidos o discriminaram preconceituosamente expulsando-o da família para que Jefté não herdasse junto com eles.

Era então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté. (Jz 11:1)

Jefté(Quem Deus Liberta) se encontrava no exílio: fora rejeitado por seus irmãos por parte do seu pai devido ao fato de ser seu filho ilegítimo: sua mãe era uma prostituta. A lei de Moisés mandava "nenhum bastardo entrará na assembléia do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará nela" (Dt 23:2).

Jefté carregava consigo a dor do desprezo pela própria família, um homem marcado por profundas tristezas devido circunstâncias que ele não teve como evitar, mas Deus tinha com ele uma missão, tirar do desprezo e da tristeza uma grande vitória cheia de alegria, transformando o mau em bênção.

Deus permite que amonitas (povo - filhos de Amom) entram em guerra contra os filhos de Israel e logo foram os seus irmãos anciãos de Gileade buscar Jefté para liderar o exercito que guerreara conta os amonitas.

Através dessa guerra Deus levanta do pó o desprezado Jefté e estreita ainda mais os laços familiares pois quem outrora o desprezava, foi encontra-lo buscando uma reconciliação para conseguir uma vitória contra os amonitas.

A vitória era inevitável porque Deus estava com Jefté e a Bíblia diz que o Senhor entregou os amonitas nas mãos do exercito de Jefté e os amonitas foram feridos com grande mortandade e subjugaram cidades e os amonitas sob o domínio do povo de Deus.

Vejamos uma lição importante, uma guerra, algo que ninguém gosta de enfrentar, é uma luta, algo ruim, que gera gastos, tempo e sem duvidas causa problemas.

Deus usa uma situação problemática de guerra para reaproximar Jefté dos outros filhos de Gileade (seus irmão) e curar seu passado de tristezas e discriminações que recebera de seus irmãos.

Com a vitória na guerra, Deus elevou a auto-estima e a auto-confiança de Jefté e o colocou na posição de vencedor transformando um desprezado em um grande vencedor.

Não olhe para as dificuldades que você enfrenta em sua vida, olhe para a grande obra que Deus pode fazer através das suas lutas. Deus pode mudar a sua vida mesmo em meio aos problemas e as grandes lutas assim como fez com Jefté. Você a cada luta e obstáculo está se tornando melhor do que era antes. Deus está fortalecendo o seu caráter te moldando no perfil de vencedor assim como Cristo é.

É em meio aos problemas que alcançamos as vitórias e com as vitórias os limites do passado são rompidos ampliando a visão, abrindo a possibilidade de crescer a cada dia, superando as marcas tristes e frustrantes do passado marcado por desprezos e mágoas preparando um antigo perdedor para um presente e um futuro cheios de vitórias em Cristo Jesus!

Por causa de preconceitos e costumes da sociedade, vizinhança ou mesmo igrejas, existem pessoas que se acham isoladas ou afastadas da comunhão dos seus irmãos. Seu potencial não é usado. Sabemos que todo o crente tem um lugar na família de Deus. Procuremos ajudar essas pessoas a serem aceitas em virtude do seu caráter e dos seus dons. Deus poderá usá-los.

Depois de quarenta e cinco anos de paz, Israel estava novamente sendo atacado por seus inimigos, desta vez Amom, ao oriente do Jordão. Precisando de um homem valente para enfrentar esse inimigo, os anciãos da região de Gileade, que era a mais vulnerável por causa da sua proximidade de Amom, lembraram-se novamente de Jefté e foram buscá-lo no exílio onde se encontrava, propondo que ele chefiasse o seu exército.

Jefté não aceitou facilmente o convite: ele exigiu que, se o SENHOR lhe concedesse a vitória, os gileaditas o nomeassem chefe sobre todos os moradores de Gileade. Era uma humilhação para eles: tendo antes expulso Jefté do seu meio, agora teriam que se submeter à sua direção.

Eles engoliram o seu orgulho e aceitaram as suas condições, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento, diante do SENHOR. Jefté voltou a Gileade e recebeu sua nomeação pelo povo em uma cerimônia oficial, e depois solenemente declarou suas palavras diante do SENHOR em Mispa (Torre de Vigia). Vemos aqui que o seu Deus é claramente o SENHOR.

Tendo assumido o comando supremo, Jefté procurou primeiro resolver diplomaticamente o conflito com os filhos de Amon. Ele mandou emissários ao rei amonita para indagar porque estava atacando os israelitas em Gileade. Quando o rei respondeu que os israelitas haviam roubado a sua terra e ele a queria de volta, Jefté lembrou-o que:

1. Gileade nunca havia pertencido aos amonitas.

2. Israel devia possuir a terra que lhe fora dado pelo SENHOR, e Amon a terra que lhe fora dada pelo seu próprio deus, Camos.

3. Ninguém havia contestado a posse da terra por Israel desde sua conquista três séculos antes.

4. Pediu que o SENHOR fosse juiz entre eles. Israel durante esse período era liderado não por reis ou governadores, mas por juizes. Jefté reconheceu que o SENHOR era o supremo Juiz.

Mas o rei dos amonitas não lhe deu ouvidos.

O Espírito do SENHOR veio então sobre Jefté, e ele foi até onde estavam os amonitas.

Em seguida, lemos sobre um voto que Jefté fez ao SENHOR, que tem dado origem a diferentes interpretações. A tradução mais correta parece ser que, no caso do SENHOR lhe dar a vitória, Jefté promete:

1. quem primeiro saísse da sua casa ao seu encontro, seria do SENHOR (se fosse uma pessoa),

2. ele o ofereceria em holocausto (se aparecesse um animal).

O original hebraico permite essa tradução, que é mais coerente, pois:

1. A lei de Moisés proíbe o homicídio (Êxodo 20:13).

2. Também proíbe sacrifícios humanos (Levítico 18:21; 20:1-5, Deuteronômio 12:31).

O SENHOR deu a Jefté uma vitória absoluta sobre o inimigo.

Voltando, feliz, para casa, saiu-lhe ao encontro sua filha, festejando a vitória. Ele não tinha outros filhos, e por isto ele se entristeceu muito, lembrando-se do seu voto: ele teria que dedicar esta sua única filha ao SENHOR, significando que ela não poderia casar nem dar-lhe uma descendência.

Jefté cumpriu o seu voto, embora percebendo que eliminava a possibilidade dele ter descendência, e sabendo da tristeza que causaria à sua filha. A Bíblia diz que fazer um voto diante de Deus é coisa séria: "quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." (Ec 5:4,5).

Tem gente que, impulsionada por um apelo comovente, sem se dar tempo para refletir, prometem mundos e fundos a algum evangelista persuasivo, ou vão à frente prometendo dedicar-se em tempo integral à obra missionária. Mais tarde, não cumprem a sua promessa. Não devemos prometer mais do que podemos fazer.

A filha conformou-se, resignada, ao cumprimento do voto do seu pai. Era uma tragédia para ela, pois as jovens naquele tempo só se achavam realizadas quando casavam e tinham filhos, e as solteironas ou mulheres sem filhos eram desprezadas.

Ela nunca poderia se casar, nunca seria apresentada como noiva a algum homem, mas a sua vida seria dedicada ao SENHOR, provavelmente como humilde serva dos sacerdotes no tabernáculo.

Antes da sua dedicação, ela obteve permissão do pai para descer pelos montes por dois meses e lamentar o seu destino com as suas companheiras. É um caso inédito na Bíblia, tanto que tornou-se costume em Israel para as moças saírem todos os anos por quatro dias para celebrar a memória dessa jovem.

Enquanto isso, do outro lado do rio Jordão foram convocados os guerreiros da tribo de Efraim, e atravessando o rio chegaram até Zafom, onde estava Jefté, para reclamar que não haviam sido chamados para a batalha. Os efraimitas estavam movidos por inveja, e declararam que iriam por fogo à casa de Jefté, com ele dentro.

Os vitoriosos sempre distribuíam entre si o despojo do inimigo, e é óbvio que esses efraimitas estavam cobiçando o que os gileaditas haviam ganho com a sua vitória. Jefté os lembrou que a contenda era principalmente dos gileaditas, que estavam sendo ameaçados, mas que assim mesmo ele havia pedido a ajuda dos efraimitas, e eles haviam recusado.

Vendo que não podia deter os efraimitas do seu propósito, Jefté agiu rapidamente: reuniu novamente o seu exército, desfechou uma batalha contra eles, e, bloqueando o seu retorno pelos vaus do rio Jordão, matou quarenta e dois mil deles, conseguindo assim outra vitória decisiva para o seu povo.

Jefté provou ser um homem de fé, de palavra e de ação, apesar de ter sido desprezado e expulso pelo seu povo da sua terra por causa da sua origem. Ele confiava no SENHOR, cumpria as suas promessas, e agia com prudência mas sem hesitação. Primeiro procurava persuadir seus inimigos, o que não significava relutância em agir, mas era a fase inicial de sua ação, designada a tentar resolver os conflitos diplomaticamente, mas recorrendo em seguida à força das armas se não tivesse sucesso.

Ele julgou a Israel seis anos, e foi incluído com outros heróis da fé em Hebreus 11:32.

Deus não nos livra dos Problemas mas nos problemas! Contudo, está escrito, prometido, determinado e profetizado que “muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra”. (Sl 34.19).

Que Deus nos ajude a sermos imparciais com os nossos irmãos em Cristo independente da sua condição social espiritual ou moral, pois somos todos filhos do mesmo Deus, e toda atitude de discriminação por certo que será julgada perante o Tribunal de Cristo...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 5 de março de 2015

AMARÁS AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO, SERÁ QUE FAZES ISSO?


             AMARÁS AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO, SERÁ QUE FAZES ISSO?
“E eis que se levantou certo doutor da lei e, para experimentá-lo, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tiraram dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar”.
( Lucas 10:25-35)
Nos últimos três versos eu comparei o amor do Samaritano ao amor de Jesus. Pois muitas vezes Jesus nos acha caído cheio de feridas causado pelo salteador de nossas almas no caminho da vida,  então ele nos derrama do seu balsamo cura as feridas e nos leva a uma estalagem, ou seja, a uma igreja e como fez o Samaritano ao hospedeiro Jesus da aos pastores e irmãos condições para cuidar do ferido até que ele volte e ainda hoje nos faz a mesma promessa: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar.
Porem será que estamos cuidando destas almas feridas ou estamos fazendo como o sacerdote; que o vendo, passou de largo.Ou como o levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo.
Quantos Sacerdotes e levitas hoje passam de largo quando se deparam com um irmão caído a beira do caminho quantos de nós negligenciamos este mandamento de Deus dia após dia em nossas vidas? Então me lembro de 
outra parábola:
O Servo Vigilante 
“Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias; e sede semelhante a homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe. Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará reclinar-se à mesa e, chegando-se, os servirá. Quer venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar. Sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Estai vós também apercebidos; porque, numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. Então Pedro perguntou: Senhor, dizes essa parábola a nós, ou também a todos? Responderam o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?  Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Mas, se aquele servo disser em teu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis. O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas os que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá” (Lucas 12: 35-48)
Quantos são os que estão despercebidos achando que o Senhor tardará a voltar e fazem a obra de qualquer maneira, quantos ao invés de curar as feridas das ovelhas perdidas e conduzi-las ao aprisco tem se apoderado das lãs das ovelhas e quando elas pensão que encontraram um pastor descobrem que não passava de um mercenário que ferindo as deixa abeira das estradas da vida...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante