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domingo, 24 de junho de 2018

ESTRELA DA MANHÃ...


                                                          ESTRELA DA MANHÃ...
A estrela da manhã tem vários significados diferentes na Bíblia. De acordo com o contexto, a estrela da manhã pode representar o diabo, Jesus ou a glória dos salvos.
Cientificamente, a estrela da manhã é o planeta Vénus. Antigamente, muitos povos não faziam distinção entre as estrelas, os planetas, os cometas e outros corpos celestes menores que viam no céu. Todas essas coisas eram chamadas de estrelas.
Vénus é uma das estrelas mais brilhantes no céu noturno e é a última estrela a desaparecer de manhã. Por isso, ela ficou conhecida em algumas culturas como a estrela da manhã. Várias culturas têm mitos associados à estrela da manhã.
Na Bíblia, a estrela da manhã é usada para representar algumas coisas diferentes:

O diabo

Na profecia de Isaías 14:12-14, Deus condena a estrela da manhã. Aqui, a estrela da manhã representa uma pessoa que tinha grande poder mas que se tornou arrogante. A “estrela da manhã” se achou superior e tentou roubar a glória de Deus. Por causa disso, Deus condenou essa pessoa ao inferno.
Essa passagem normalmente é interpretada como uma referência à queda de satanás. Ele foi criado por Deus mas se tornou arrogante e se rebelou contra Deus (1 Timóteo 3:6). A passagem também pode ser uma condenação a pessoas que caem no mesmo erro que o diabo e tentam ser superiores a Deus.
Nessa passagem, a estrela da manhã representa a glória que algumas pessoas alcançam. Seu poder brilha como a estrela da manhã, se destacando entre outros do seu gênero. Mas quem tem uma posição importante precisa tomar cuidado para não cair na arrogância. Os que se rebelam contra Deus perderão tudo, tal como a “estrela da manhã” nessa profecia, que caiu do céu.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 23 de junho de 2018

EU CREIO EM MILAGRES...


                                                       EU CREIO EM MILAGRES...
"Eu, Eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e Eu salvei, e Eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; Eu sou Deus. 13 Ainda antes que houvesse dia, Eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem o impedirá?"   Isaías 43:11 a 13

INTRODUÇÃO

Esta mensagem irá provocar um milagre em sua vida. Mas antes eu quero convidá-los a abrirem vossos corações para serem impactados, e cheios de uma unção que vem do alto.

Esta mensagem mudou a minha vida, pois como pregador da palavra de D’us, muitas vezes sou colocado em situações de lutas, situações adversas, para que eu possa pregar a mensagem, pois um profeta tem que viver aquilo que prega. E depois que eu preguei esta mensagem a vida de muitas pessoas mudou, pois no dia que ministrei na igreja via as pessoas chorarem pelo poder da palavra, pois quem não quer um milagre em sua vida? Você quer?

Então deixe que esta palavra caia em seu coração e assim venha germinar dando uma forte e estrondosa árvore, para que seus frutos abasteça sua casa e aqueles que estão ao teu redor.

QUEM FOI O PROFETA ISAÍAS?

O profeta Isaías, teria vivido entre 740 aC e 681 aC durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria, pela Assíria à resistência de Jerusalém o cerco das tropas de Senequeribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios em 701 aC.

Isaías, cujo nome significa Iavé salva ou Iavé é salvalção exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz.

O capítulo 6 do livro informa sobre o chamado de Isaías para tornar-e profeta através de uma visão do trono de Deus no templo, acompanhado por serafins, em que um desses seres angelicais teria voado até ele trazendo brasas vivas do altar para purificar seus lábios a fim de purificá-lo de seu pecado. Então, depois disto, Isaías ouve uma voz de Deus determinando que levasse ao povo sua mensagem.

Focando em Jerusalém, a profecia de Isaías, em sua primeira metade, transmite mensagens de punição e juízo para os pecados de Israel, Judá e das nações vizinhas, tratando de alguns eventos ocorridos durante o reinado de Ezequias, o que se verifica até o final do capítulo 39.

A outra metade do livro (do capítulo 40 ao final) contém palavras de perdão, conforto e esperança. Ou seja, a primeira metade é a velha aliança, ou o Velho Testamento e já a segunda metade do livro é a Nova Alicança, o Novo Testamento.

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta quem mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um servo sofredor que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça. Por isso, um dos capítulos mais marcantes do livro seria o de número 53 que menciona o martírio que aguardava o Messias:

De acordo com a tradição judaica, Isaías teria sido morto serrado ao meio na época do rei Manassés. Este é um pequeno relato sobre aquele o qual chamamos de o profeta maior, não que ele fosse maior do que os outros profetas da bíblia, mas pelo volume de profecias por ele ministradas.

No texto acima escolhido como texto base para esta mensagem, Hashem nos fala que se Ele quizer fazer alguma coisa, quem poderá impedí-lo? Ninguém! Pois ainda antes que ouvesse dia e noite ele já era D’us. Por isso quero lhe dizer que algo acontecerá em sua vida depois que você ler esta mensagem.

O QUE É UM MILAGRE

Para que você possa melhor assimilar esta mensagem profética para sua vida, se faz necessário que primeiramente saiba o que é um milagre, pois muito falamos em milagre, mas nem mesmo sabemos definir tal palavra. Talvez por isso Deus dissesse a Moisés: “o meu povo sobre por falta de sabedoria”. Então veja.

A palavra milagre é muito empregada nas igrejas atuais, e é bem verdade que se trata de algo que todos desejamos. Até mesmo o ateu quer receber um milagre, então que se dirá de nós, os cristãos fiéis.

Milagre:

Ato fora do comum; 
Ação inexplicável; 
Ato extraordinário; 
Ato sobre natural. 

O milagre não se explica, pois não se pode fazer. O milagre é sempre positivo, e seus efeitos alegram a alma. Um milagre sempre chega na hora que mais se precisa dele. É meu dever também dizer que o milagre não conserva uma pessoa na presença de D’us, senão o povo Hebreu ao sair do Egito jamais teria murmurado e assim vagado no deserto, mas uma coisa é certo, MILAGRE É BOM DEMAIS!!!!!!!

Talvez agora você queira ser um provocador de milagres. Mas creio que nessa altura da mensagem você esteja ansioso por saber como ser um provocador de milagre. Então assim como Jeová falou comigo, eu falarei contigo.

São apenas 5 passos que mudarão sua vida. Depois você me manda um e-mail contando seu testemunho.

PRIMEIRO PASSO


OBEDEÇA A PALAVRA DE DEUS CUSTE O QUE CUSTAR

Livro do profeta Daniel 3: 1 a 30

Neste contexto vemos três jovens determinados a provocarem um milagre, pois foi lhes informado que todos deveriam se curvar diante da estátua do rei Nabucodonosor, e aquele que não procedesse assim, seriam jogados na fornalha de fogo ardente. Mas a resposta daqueles jovens foi uma resposta determinada e justa. Escute isso:

“Ó rei Nabucodonosor, se o nosso D’us vai nos livrar da fornalha nós não sabemos, mas de uma coisa temos certeza, nós não vamos nos curvar diante dessa estátua”.

Bom. Eles poderiam se curvar, e naquele momento fazer uma oração ao D’us de Israel, e com certeza estaria tudo certo. Mas aqueles que querem provocar milagres vão mais além. O resto da história você já sabe. Eles foram jogados em uma fornalha e saíram de lá ilesos, sem nem terem cheiro de fumaça em seus corpos. Assim o rei decretou que a partir daquele momento todos somente reconhecessem o D’us de Sadraque, Mesaque e Abedenego, como o D’us verdadeiro.

Faça como estes jovens. Ainda que te afrontem, ainda que queiram te jogar no fogo, ainda que esteja em meio a uma fornalha, obedeçam às leis do Altíssimo. Eles se lembraram do primeiro dos dez mandamentos dado a Moisés.

SEGUNDO PASSO


JOGUE SE AOS PÉS DO SENHOR

Livro de II Reis 4:1 a 37

Aqui lemos sobre uma provocadora de milagres. Esta mulher não tem seu nome relatado na bíblia, mas a conhecemos pela mulher Sunamita, pois ela era de Suném. Diz a palavra que esta mulher era justa, temente a D’us, e tinha um olhar clinico, pois ao ver o profeta Elizeu, logo disse a seu marido que ele era um santo homem de Deus. Após tratar do profeta, ela recebe uma promessa de que teria um filho em seus braços.

Essa mulher é uma verdadeira provocadora de milagres, pois para receber a promessa ela provocou o milagre cuidando do profeta, depois para receber o filho que tanto sonhava, teve que insistir contra a esterilidade, não sei se dela ou do marido, pois Elizeu diz a ela que dentro de um ano ela teria um filho nos braços. Mas bem sabemos que a gestação é de nove meses, então ela levou três meses lutando contra as impossibilidades.

Ao nascer a criança chega a felicidade, mas quando o menino tinha sete anos, ele morre, então a Sunamita o tranca no quarto do profeta e vai ao monte carmelo. Você tem ido ao monte Carmelo?

Ao encontrar com Geazi, ela disse que estava tudo bem. Ela teria mentido? Claro que não, pois o problema dela não era com Geazi, mas com Elizeu. E chegando a Elizeu ela se joga aos pés do profeta e chora. O resto você já sabe. Elizeu vai e ressuscita o pequeno profeta Jonas. D’us tem promessas em sal vida, mas será que você pode provocar o seu milagre neste dia. Jogue-se aos pés do senhor e fique ali, se chorar, saiba que Ele recolherá suas lágrimas.

TERCERIO PASSO


LOUVE AO SENHOR EM TODO TEMPO

Livro de Atos dos Apóstolos 16:25

Perto da meia noite, Paulo e Silas cantavam e oravam ao Senhor, e então sobreveio um grande terremoto. Isso é que é provocar um grande milagre.

Muitas pessoas estão hoje presas no vicio, no pecado, nas enfermidades, e mesmo no sofrimento não louvam a D’us. Imagine que Paulo e Silas, haviam sido agredidos em praça pública e jogados em um calabouço, que era uma prisão subterrânea, sem ventilação e sem iluminação, e eu perguntei a D’us por nessa hora eles não procuraram dormir e descansar das surras. E então D’us me disse que ambos não dormiram, pois a dor que estavam sentindo era muito grande, seus corpos estavam feridos. Foi então que como servos de D’us decidiram louvar ao Senhor. E em decorrência a esta ação foi que aconteceu um estrondoso terremoto que culminou na entrega da vida a Jesus, do carcereiro e sua família.

Meus amados irmãos. Está na hora de nos tornarmos provocadores de milagres, pois tudo aquilo que provocarmos com nossos atos e nossa fé serão para honra e glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo e Silas fizeram a parte deles em provocarem seus milagres e deixaram o ensinamento para nós. Levantemos e provoquemos nossos milagres.

QUARTO PASSO


MOVA-SE, FAÇA ALGO, LEVANTE-SE.

Evangelho de Mateus 09:20 e21

Havia uma mulher que a dose anos sofria de uma hemorragia, havendo gastado tudo quanto tinha, porém sem proveito algum, e ela disse, se tão somente eu tocar nas vestes de Jesus, eu serei curada.   Queridos e amados irmãos. Aquela mulher nem conhecia a Jesus. Veja.

Quando aquela mulher tinha cerca de treze anos, ela recebe sua primeira menstruação, e como mandava a lei, ela foi para o arraial das impuras (Levítico-15) e lá ficaria até que se passasse o fluxo de sangue, porém com ela foi diferente, seu fluxo nunca terminou e pior, ela foi se definhando e enfraquecendo.

Quando ela entra no arraial das impuras, ela tinha cerca de treze anos e Jesus tinha dezenove anos, doze anos se passa, o ministério do mestre começa, e lá dentro ela só ouve as noticias dos milagres que Ele fazia. Certo dia ela fica sabendo que o mestre passaria por ali. Então ela entra no meio da história de Jairo, parecendo que sua atitude ira estragar o pedido de Jairo, mas Jesus tem milagres para todos. E fugindo do arraial, ela tem que se disfarçar para que ninguém a conhecesse, e pesando cerca de 37 kg, ela enfrenta uma multidão de 30.000 (trinta mil) pessoas, para tocar em Jesus. Pois em seu coração ela dizia: “eu preciso provocar um milagre em minha vida agora”.

Por isso mova-se, levante-se, faça alguma coisa, enfrente a multidão mas não fique parado, Jesus não quer te ver assim.

QUINTO PASSO


NÃO FIQUE CALADO. ABRA A SUA BOCA.

Evangelho de Marcos 10:46

Aqui lemos à história de mais um anônimo, pois preste atenção, a palavra hebraica para filho é BAR, e a bíblia relata que ele era bar-timeu, filho de Timeu, então logo Bartimeu não era seu nome, mas a sua referência. Quantos anônimos estão lendo esta mensagem agora, e precisando de um milagre. Segundo a bíblia, o filho de Timeu era mendigo e cego (não sei o que é pior) e vivia na entrada da cidade de Jericó. Agora veja. Jericó foi amaldiçoada por D’us, agora um homem abandonado por sua família, cego não podia trabalhar, mendigo vivendo de esmolas, na porta de um lugar amaldiçoado.

Muitas pessoas nesta nossa época estão semelhantes ao filho de Timeu, e precisam de um milagre em suas vidas miseráveis, digo: miseráveis não só na questão financeiras, mas miseráveis em áreas profissionais; sentimentais; emocionais; afetivas; ministeriais. Chega de viver de esmolas, vamos provar milagres. O filho de Timeu, ao saber que Jesus passava por ali, começou a gritar: “JESUS, FILHO DE DAVI. TEM MISERICÓRDIA DE MIM!” Isso nos mostra o reconhecimento da realeza de Jesus e todo seu poderio como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Então abra sua boca e comece a gritar por Jesus, e não pare, ainda que queiram te calar como foi com o filho de Timeu, não pare de clamar a Jesus, grite cada vez mais alto, reconheça a realeza e o poderio de Jesus em sua vida. Seja um verdadeiro provocador de milagres por onde quer que passe.

CONCLUSÃO

Provocadores de milagres; é o que D’us nos chamou para sermos, por isso comece agora a fazer a diferença dentro de sua igreja, de sua família, de sua comunidade, de seu local de trabalho, e que D’us te abençoe rica e poderosamente. Seja UM PROVOCADOR DE MILAGRES, agora!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 22 de junho de 2018

AS FILHAS DE JÓ...


                                                             AS FILHAS DE JÓ...
As Três Filhas de Jó Jó 42:13-14:“Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque.”. Quando lemos o livro de Jó, vemos que Jó vivia uma vida de vitórias e fracassos.O livro de Jó começa falando de um homem vitorioso, depois passa a falar de um homem fracassado, e logo em seguida volta a falar de um homem vitorioso. A Bíblia destrinchou a vida pessoal de Jó. Antes da ação do diabo na vida de Jó ele era um homem bem casado. E além de ser bem casado Jó tinha os dez filhos mais lindos do mundo. Sete rapazes e três moças. E além de ter os dez filhos mais lindos do mundo, Jó era o homem mais rico do oriente, da terra de Uz. Jó era um empresário de sucesso. Um fazendeiro bem sucedido. Trabalhava na agricultura, e também na criação de gado, ovelhas, camelos e assim por diante. Mas além de Jó ser o homem mais bem casado, o mais rico do mundo, de ter os filhos mais lindos do mundo, ele era o homem mais saudável do mundo. Jó não vivia tomando remédios, pois ele tinha uma saúde de ferro. Então, quando analisamos a vida de Jó, vemos que a vida de Jó era uma vida de vitórias, de sucesso.Mas logo em seguida começamos a conhecer o outro lado da vida de Jó. Passamos a conhecer também uma vida de fracasso. O casamento de Jó se tornou uma desgraça a ponto da sua esposa dizer: Suicida Jó. A esposa de Jó fez uma parceria com Satanás para acabar com Jó. Os dez filhos de Jó morreram em um só dia. Dez caixões em um só dia diante de Jó. O diabo acabou com o casamento de Jó; matou os seus dez filhos; provocando um terremoto sobre eles. E assim o nome “Jó” se tornou símbolo de miséria, de pobreza de fracasso, de fome. Jó perdeu tudo que possuía. E além, disso se tornou o homem mais doente da sua época. Tumores cancerosos surgiram em todo corpo de Jó. A vida de Jó passou a ser de fracasso e sucesso, vitórias e derrotas, alegria e tristeza, altos e baixos.E essa inconstância na vida é o que acaba com a paz, a saúde. É o que deixa as pessoas estressadas. Esse ciclo de sucesso e fracasso é a causa de esgotamento nervoso, da derrota, do sentimento de fracasso; nenhum ser humano tem forças para viver dessa maneira. E o pior é que este é o retrato da vida de milhares de pessoas: Um dia sucesso; outro dia fracasso. Um dia vitória; outro dia derrota.E veja bem que eu não estou falando de um homem carnal, mas sim, de um homem espiritual. Jó frequentava a igreja, e constantemente oferecia sacrifícios a Deus. Depois, que o mal abate a casa de Jó, mesmo sem ter força física para ir ao templo ele conversava com Deus e perguntava o por quê de estar doente, o por quê do casamento dele ir mal, o por quê dos dez filhos dele terem morrido. Até que um dia ele descobre, em meio ao sofrimento a causa da vida dele ser uma vida de altos e baixos:Jó diz: “antes eu te conhecia apenas de ouvir falar” (Jó 42:5). Jó, mesmo doente, cheio de tumores, na miséria, com os dez filhos mortos, reconhece que toda aquele fracasso era porque ele não conhecia Deus face a face. E no meio do sofrimento, no meio da dor, no meio da doença, no meio da angústia ele declara:“ ...mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42:6) O início do livro de Jó mostrava um homem bem sucedido, um homem vitorioso no casamento, nos negócios, na família, tudo contribuía para o sucesso de Jó, mas depois vem a fase da derrota, ele perde a riqueza, os filhos, a esposa, a saúde e quando ele já estava completamente arruinado ele diz:“ Tudo isto aconteceu comigo, porque eu conhecia a Deus apenas de ouvir falar . Mas agora os meus olhos te veem.”(Jó 42:6). DEUS MUDA O CATIVEIRO DE JÓ Jó havia perdido tudo o que tinha. Seus dez filhos, sua esposa, sua riqueza, a saúde e até os amigos. Os amigos de Jó viraram-se contra ele, porém, Deus diz: “Jó, Eu vou mudar o seu cativeiro. (Jó 42:10) Então Deus declara a Jó o que ele teria que fazer para mudar sua vida, restaurar seu casamento, ter outros filhos, sarar o seu corpo, receber de volta toda sua riqueza. DEUS ORDENA A JÓ QUE ELE SE TORNE UM ABENÇOADOR. “O Senhor, pois, mudou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; (Jó 42:10a) Após Jó abençoar seus três amigos Deus derrama sobre Jó três bênção BENÇÃO: JEMIMA, que quer dizer: Lugares altos. Sabe o que quer dizer lugares altos?- Lugar de sucesso.- Lugar de mais que vencedor.- Lugar de pessoas bem sucedidas. Deus diz: Jó todo homem quer ser “bem sucedido”, mas somente com seu esforço pessoal ele tem limites intransponíveis, porém se ele tornar-se um ABENÇOADOR, Eu o colocarei em lugares altos, lugares de sucesso, de vitórias, de homens mais que vencedores. Lugares que todos possam vê-lo, ao vê-lo, saberão que ele só está lá porque Eu o coloquei. Aleluia! JEMIMA, quer dizer: “lugares altos”. E é para lá que Jeová-Jiré, quer te levar.2ª BENÇÃO: QUEZIA: que quer dizer: Permanecer.- Ou seja, Deus vai colocá-lo em lugares altos e você vai permanecer lá;- Acabou os altos e baixos; você será colocado em lugares altos e vai permanecer lá;- Deus vai te levar para o alto e você permanecerá lá. QUEZIA, quer dizer: “permanecer”. Você será colocado em lugares altos e permanecerá lá. 3ª BENÇÃO: QUÉREN-HAPUQUE. Quer dizer: Riquezas escondidas.- Todo dia você descobrirá, riquezas escondidas. Um dos motivos da desgraça de Jó, é que ele mesmo tendo vivido antes de Abraão ele não era dizimista, pois a própria Bíblia declara que o primeiro dizimista não foi Jó, e sim Abraão.“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abraão deu-lhe o [dízimo] de tudo”. (Gênesis 14:20). Jó era o homem mais rico da sua época, porem não era dizimista. O maior interessado em que você não esteja na posição de abençoador é o diabo. Porque toda pessoa que se torna um abençoador recebe as mesmas três bênçãos que Jó recebeu.- Deus o colocará em lugares altos;- Ele permanecerá lá;- E ele descobrirá riquezas escondidas; As três filhas de Jô representavam a devolução de Deus em todas as áreas da sua Jô. Representam o Jubileu na vida de Jô. Por que será que Deus coloca nas filhas de Jó esses nomes de tão forte significado: Jemima (lugares altos), Quezia (permanecer), Queren-Hapuque (riquezas escondidas)? Porque elas eram a resposta para todas as aflições de Jó?Pois a palavra de Deus diz que os jovens são a nação Jubilar. A nação que Deus usa para trazer a restituição de tudo que o diabo tem roubado dos seus antepassados. Diz a Bíblia: “E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do SENHOR.”(IS 61:9).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 21 de junho de 2018

SOFRIMENTO CONJUGAL...


                                                       SOFRIMENTO CONJUGAL...
O que esperar em Deus significa para nós, os idealizadores do “Eu Escolhi Esperar”? A primeira coisa para nós é que “esperar em Deus” não se resume ao fato de esperar pelo grande amor da sua vida, o par perfeito ou sua outra metade. Esperar em Deus, ao contrário do que muitos interpretam,  não é ficar à espera que o grande amor da sua vida bata à sua porta. Muito menos se isolar das pessoas e evitar relacionamentos com o sexo oposto.
Muitos cristãos alimentam expectativas erradas em relação à vida amorosa. Aliás, muitas pessoas na igreja alimentam motivações equivocadas em relação a diversos assuntos como: finanças, prosperidade, bênçãos, como exercitar a fé, vida com Deus e prazeres do mundo.
Há uma ilusão no entendimento de muitas pessoas em relação ao romance, vida amorosa e casamento. Existem pessoas esperando demais. O amor não é loteria, pois não é feito de sorte, mas de escolhas que você faz ao longo da sua vida. Casamento não é Disneylândia, então não se iluda em um reino perfeito de príncipes e princesas encantadas. Alimentar expectativas erradas, nos levarão à exaustão que muitas vezes levam as pessoas a fazerem escolhas erradas e precipitadas.
Esperar em Deus não é passividade e muito menos omissão. A paciência é a arte de saber esperar. É não ter pressa, mas também não perder tempo.
Muitas pessoas estão frustradas em suas vidas emocionais, não somente pela pressa em ter alguém, mas porque vão em busca do par perfeito e com isso estão à espera da pessoa perfeita. Todos deveriam aprender as regras básicas sobre encontrar a pessoa perfeita: ela não vacila, não pisa na bola e não existe.
O amor “eros”, aquele entre homem e mulher, não precisa ser perfeito, basta que seja verdadeiro.  Procure uma pessoa comprometida com Deus e que viva um relacionamento de fidelidade com ele. Certamente se ela é fiel no seu relacionamento com o Senhor, consequentemente será em qualquer outro. 
Esperar em Deus é aprender que há um tempo determinado por Deus para todas as coisas (Ec 3.1-10), um momento certo e planejado por Ele para cumprir desígnios e propósitos em sua vida, incluindo sua vida sentimental. Esse tempo também inclui iniciar suas experiências sexuais somente no casamento. Portanto, esperar em Deus não é um estado civil, e muito menos  “a onda do momento”. É um tempo para se tornar uma pessoa saudável antes de se tornar casável. Para qualquer romance dar certo e tornar-se duradouro é necessário que duas pessoas estejam prontas, maduras e saudáveis. Pessoas bem resolvidas conseguem lidar melhor com os desafios de uma vida a dois.
Esperar em Deus é um tempo de amadurecimento, significa estarmos prontos. Isso não tem nada a ver com sua idade cronológica e sim com sua experiência de vida.
Não insista alimentando fantasias em seu coração.  Encontrar o amor da nossa vida não começa quando conhecemos uma pessoa interessante ou quando nos apaixonamos por alguém. O que poucos sabem, é que na verdade essa busca é uma jornada. Parece muito uma viagem por uma estrada, com ponto de partida, trajeto e  destino. E são as escolhas que você vai fazendo ao longo da sua vida que te aproximarão ou te distanciarão do seu desejo em encontrar.
Escolher a pessoa ideal para se casar é um conjunto de escolhas sábias e acertadas que você vai fazendo ao longo da estrada da vida, as quais te levarão ao lugar que muitos almejam chegar. Esperar em Deus é uma jornada que se faz com Ele e se você está parado, dê o primeiro passo em direção à vontade de Deus e não perca mais tempo.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A BÍBLIA E OS FARAÓS DO EGITO...


                                                 A BÍBLIA E OS FARAÓS DO EGITO...
Gênesis, o primeiro livro de Moisés, apresenta um breve esboço da história dos escolhidos de Deus desde a criação do mundo até o fim da era patriarcal, um período de muitos séculos. Entretanto, os primeiros dois capítulos de Êxodo como uma continuação do Gênesis, abrangem cerca de 80 anos e o restante do livro, apenas um ano, aproximadamente.
Embora a ausência de evidência arqueológica impeça de dogmatizar a respeito de vários pontos da história dos israelitas no Egito, parece haver razões suficientes para justificar a conclusão de que José e Jacó entraram no Egito durante a época dos hicsos. Esses governantes semitas eram amigáveis com seus irmãos étnicos, os hebreus, e, sob o domínio deles, José alcançou honra e fama. Porém, como invasores e governantes estrangeiros, os hicsos eram odiados pelos egípcios nativos, muito embora tenham governado com mão leve e trabalhado para o bem de seus súditos.
HICSOS
Após 150 anos de domínio hicso no Egito, Sekenenré se rebelou. Ele era príncipe egípcio de uma jurisdição no alto Egito e vassalo dos hicsos. O registro dessa rebelião aparece num relato lendário de uma data posterior e não revela o sucesso ou o fracasso da tentativa de Sekenenré em restaurar a independência do Egito. Sua múmia mostra terríveis feridas na cabeça, possivelmente recebidas no campo de batalha enquanto lutava contra os hicsos.
Egípcios na batalha contra os Hicsos
A verdadeira luta pela independência começou com Kamés, o filho e sucessor de Sekenenré. Ele teve êxito em expulsar os hicsos do alto e médio Egito e limitar o poder deles à região leste do Delta. Contudo, Kamés não viveu para ver a expulsão definitiva dos hicsos. Isso foi alcançado por seu irmãos mais novo, Ahmés, que derrotou os odiados inimigos e os forçou a entregar sua capital, Avaris. Com a queda de Avaris, os hicsos perderam sua última fortaleza no Egito. Então, foram para Saruhen, no sul da Palestina, que, por sua vez, foi conquistada por Ahmés depois de três anos de campanha militar. A perda de Saruhen e a fuga dos hicsos para o norte marcaram o fim de seu domínio, bem como seu desaparecimento da história.
18° DINASTIA EGÍPCIA
Após derrotarem os hicsos, os governantes de Tebas se tornaram monarcas absolutos de todo o Egito. Como reis da 18° dinastia, eles não apenas libertaram o Egito, mas subjugaram a Núbia e a Palestina, além de construir um império forte e próspero.
Era natural que esses governantes, que não conheciam José (Êx 1:8), considerassem suspeitos os israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta. Também é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles, pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram etnicamente aparentados e tinha sido favorecidos por eles.
Hatshepsut
Existe muitas controvérsias com relação a cronologia dos reis da 18° dinastia, já que sua datação ainda não foi fixada de forma definitiva.
As seguintes datas, embora baseadas nas melhores evidências disponíveis, são apenas aproximadas.
Ahmés foi sucedido por Amenhotep, que empreendeu campanhas militares no sul e no oeste.
Seu filho Tutmés I, que levou a cabo uma campanha militar na Síria e no Eufrates, foi o primeiro rei a registrar o trabalho de escravos asiáticos na construção de seus templos.
É possível que fossem os hebreus. Ele foi sucedido por seu filho, Tutmés II e, após a morte desse último, Hatshepsut, filha de Tutmés I, governou o Egito pacificamente por 22 anos.
É provável que ela tenha sido a mãe adotiva de Moisés [Êx 2:5-10], uma vez que os primeiros 40 anos da vida dele foram durante os reinados de Tutmés I, Tutmés II e Hatshepsut. De acordo com a cronologia bíblica adotada neste comentário, Moisés fugiu do Egito alguns anos antes que Tutmés III reinasse como único rei [Êx 2:15].
Eugene H. Merrill, historiador e professor do Antigo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, EUA, e autor do livro Kingdom of Priests, publicado pela CPAD em 2001, com o título História de Israel, apresenta os detalhes históricos que ligam Hatshepsut a Moisés.
Na questão das datas, ele usa como referência uma das melhores obras sobre o assunto, o livro Cambridge Ancient History, mas ressalta que qualquer divergência de datas é tão pequena que não afeta a conclusão.
“Cambridge Ancient History é uma publicação lançada por estudiosos imparciais, reconhecidos academicamente como autoridades da mais alta confiabilidade. Mesmo assim, quaisquer ajustes nas datas que aumentem ou diminuam alguns anos em nada afetarão as conclusões que propomos”, afirma Merrill.
O especialista compara as datas ligadas aos faraós com o relato bíblico do Êxodo.
“Admitindo a data de 1446 aC. Para o êxodo, podemos determinar a data de nascimento de Moisés. O Antigo Testamento informa que Moisés tinha a idade de 80 anos pouco tempo antes do êxodo (Ex. 7:7), e 120 anos na sua morte (Dt. 34:7). Visto que a sua morte ocorreu bem no fim do período no deserto, podemos datá-la de 1406 aC. Um simples cálculo então fornece o ano de 1526 aC para o seu nascimento. Por conseguinte Moisés nasceu no mesmo ano da morte do faraó” Amenotepe.
Ora, Amenotepe foi sucedido por Tutmose I, um plebeu que tinha casado com a irmã do rei. Provavelmente, foi ele o autor do decreto que ordenou o infanticídio, pois enquanto Moisés estava em iminente perigo de morrer, Arão, irmão de Moisés que havia nascido três anos antes (Ex. 7:7), parece ter estado isento.
Não seria difícil admitir que o faraó que promulgou esta política deve ter subido ao trono após o nascimento de Arão e antes do nascimento de Moisés.
Nesse caso, a evidência bíblica aponta diretamente para Tutmose I, que foi pai de Hatshepsut, explica Merrill.
O professor Eugene Merrill salienta detalhes históricos da vida da famosa rainha que se encaixam perfeitamente com o relato bíblico.
“O quadro geral de Hatshepsut leva-nos a identificá-la como a ousada filha do faraó que resgatou Moisés. Somente ela, dentre todas as demais mulheres da sua época, seria capaz de ir contra uma ordem do faraó, bem diante dele.Embora a data do seu nascimento seja desconhecida, sabe-se que Hatshepsut era bem mais velha do que o seu marido, Tutmose II, que morreu bem próximo dos seus 30 anos, em 1504 aC. Ela devia estar na sua adolescência em 1526 aC, data do nascimento de Moisés, que ocorreu sob o governo do pai de Hatshepsut, Tutmose I. Portanto, ela estava em condições da agir em favor de Moisés”.
Merrill ainda destaca a provável tensão no palácio entre Tutmose III e Moisés, protegido de Hatshepsut.
“Tutmose III era de menor idade quando assumiu o poder em 1505 aC e mais novo do que Moisés. Se Moisés foi filho de criação de Hatshepsut, há uma probabilidade de ele ter sido uma forte ameaça ao jovem Tutmose III”.
No início do reinado de Hatshepsut, uma revolução dos sacerdotes a forçou a aceitar a coocorrência de seu sobrinho, Tutmés III. Seu desaparecimento repentino pode ter sido resultado de violência ou causas naturais. Se Hatshepsut foi a princesa que adotou Moisés, essa revolta dos sacerdotes deve ter acontecido em decorrência da recusa de Moisés em se tornar membro da casta sacerdotal.
Na corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar. O rei resolvera fazer de seu neto adotivo o seu sucessor no trono, e o jovem foi educado para a sua elevada posição. “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.” Atos 7:22. Sua habilidade como chefe militar tornou-o favorito dos exércitos do Egito, e era geralmente considerado personagem notável.
Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o trono dos Faraós deviam fazer-se membros do sacerdócio; e Moisés, como o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião nacional. Este dever foi confiado aos sacerdotes. Mas, ao mesmo tempo em que era um estudante ardoroso e incansável, Moisés recusou-se a participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em sua adesão à fé hebraica.
Assim que Tutmés III se tornou o único governante, partiu para a Palestina numa campanha militar e derrotou uma coalizão de príncipes sírios e palestinos, em Megido. Seu império asiático se manteve unido graças a uma demonstração de força por meio de campanhas anuais. Como seu avô, ele afirmou que escravos asiáticos trabalharam em seus programas de construção de templos. Provavelmente, era ele o faraó de quem Moisés fugiu.
Amenhotep II
Depois de Tutmés III, seu filho Amenhotep II subiu ao trono. Ele deu início a um reinado de terror sistemático sobre suas possessões estrangeiras e se enquadra notavelmente bem no papel do faraó do êxodo. Por alguma razão, não mencionada em registros fora da Bíblia, não foi o príncipe herdeiro que sucedeu Amenhotep II no trono, mas seu outro filho Tutmés IV. O desaparecimento do príncipe herdeiro pode ter acontecido devido à morte de todos primogênitos na décima praga do Egito [Êx 11:5].
Esse é o contexto histórico dos eventos dramáticos descritos no livro de Êxodo. Não existem registros do êxodo além da Bíblia. Os egípcios nunca relatavam eventos desfavoráveis a si mesmos.
O PRIMOGÊNITO DE FARAÓ
Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro.
A estela da esfinge de Gizé registra que ele fez com que fosse removida a areia desse antigo monumento, em gratidão pela indicação divina que recebeu inesperadamente à sua sombra. Na inscrição ele conta que estava caçando próximo à esfinge num certo dia, e, enquanto tirava um cochilo à sombra do monumento, esse “grande deus” (a esfinge) lhe apareceu em visão e falou com ele como um pai se dirige a um filho, revelando que ele seria o futuro rei do Egito.
O fato de esse incidente estar registrado num monumento de pedra mostra que Tutmés IV originalmente não tinha sido designado como herdeiro da coroa, nem esperava ser rei. Revela também que atribuía sua ascensão ao trono à intervenção divina. Embora seu irmão mais velho, o herdeiro original da coroa, não seja mencionado, os especialistas em inscrições egípcias não tem dúvida de que algo incomum aconteceu ao filho mais velho de Amenhotep II.
Não se deve esperar resposta satisfatória dos registros egípcios quanto ao que aconteceu ao jovem. Mas, supondo que Amenhotep II tenha sido o faraó do êxodo, a morte de seu filho mais velho na décima praga resultaria na ascensão do filho mais jovem, Tutmés IV, como herdeiro do trono. Para não atribuir sua ascensão a uma tragédia que o Deus dos hebreus trouxe ao país, Tutmés IV poderia ter difundido a história de uma suposta visão celestial.
Como costume, uma sucessão irregular real era explicada como uma intervenção divina da parte dos deuses egípcios. Quando Hatshepsut sucedeu seu pai no trono, anunciou-se que o deus Amon a havia gerado e ordenado que ela fosse governante do Egito. Quando Tutmés III, sem direito legal ao trono, foi pronunciado rei durante uma rebelião num templo, um decreto específico do deus Amon foi publicado autorizando essa sucessão irregular.
Abraão
Quando Abraão (gn 12.15 e seg.) foi ao Egito, o faraó era Amenemete III, da 12ª dinastia, segundo algumas autoridades. foi este o primeiro rei que tomou certas medidas para que houvesse água suficiente, evitando, assim, aquelas terríveis fomes que eram frequentes. ele mandou construir o grande reservatório, que tinha o nome de lago moéris, distribuindo a água por meio de uma esplêndida série de canais. tão bem imaginada e executada foi aquela obra que, segundo dizem os engenheiros modernos, valeria a pena restaurar o antigo lago, reparando os restos da primitiva construção.
José
O Faraó da história de José (gn 37.28 e seg.) foi um dos primitivos Reis Hicsos, ou reis pastores. sabemos muitas particularidades a respeito deste soberano, mas não o seu nome. ele reinou cerca do ano 1700 a.c. O fato de ele repentinamente elevar o hebreu José a um lugar próximo do seu, mostra-nos o seu absoluto poder, que ele pôde exercer em beneficio do seu favorito ministro e da família deste. a opressão não principiou na vida de José, mas foi efetuada por um faraó pertencente a uma dinastia que não conhecera a José (êx 1.8).
Ahmés, (nebpehti-re) – 1550-1525 a.C. em 1550 a.C. Ahmés derrotou os hicsos e fundou a 18ª dinastia, tendo ocupado a palestina até charuhen (palestina meridional). Há também fontes históricas da época que referem vitórias de Ahmés sobre os fenehu (fenícios). Ahmés também reconquistou a Núbia (que se tinha tornado independente no terceiro período intermediário) até à primeira catarata. A referência bíblica encontra respaldo também na descoberta arqueológica de que o Rei Ahmose foi o monarca que expulsou os hicsos em 1570 a.C. Os Hicsos foram uma linhagem semítica de conquistadores asiáticos que assumiram o controle do país desde a 13ª dinastia. Com a expulsão destes, Ahmose fundou a 18ª dinastia, e foi ele quem mudou drasticamente o tratamento respeitoso então dispensado aos judeus. Essa alteração no comportamento dos egípcios confere com êx. 1: 8-11, onde o novo faraó que não conhecera José estimulou a desconfiança do seu povo em relação a Israel, que passou a ser qualificado como invasor e uma ameaça.
Faraó Amenemope
também chamado de faraó Siasmun, pertencia a 21a dinastia. Quando o príncipe de Edon, Hadade, fugiu de Davi, se refugiu no Egito na época deste faraó I Reis 11. 17, 18
Shishaq (provavelmente Sheshonk I), da dinastia vigésima segunda é um contemporâneo de Rehoboam e Jeroboão (I reis 11:40, II crônicas 12:2). O título faraó é adicionado ao seu nome na grande estela de Dahkla — como Pharaoh SheshonK
Sisaque ( 945 ac).
Sisaque começou a reinar, quando Salomão já estava no 25º ano do seu reinado (990 a.c.). durante seu reinado, Hirão era rei da fenícia. Em Israel, Salomão passa o reino para seu filho. Mas o reino de Israel se divide em dois estados: Israel e Judá. o faraó do tempo de Salomão conduziu uma expedição à palestina, apoderou-se de Jezer, e depois deu esta terra a sua filha, mulher de Salomão (I rs 9.16). Essa aliança foi desastrosa para os hebreus, porque os levou a manter relações de amizade com idólatras, fato do qual resultaram mais tarde os cativeiros e, por fim, a dispersão.
Quando governava o Rei Roboão, trouxe Sisaque um exército contra ele (II cr 12. 2 a 4).
Num muro de Tebas está uma lista das cidades conquistadas por este rei, as quais foram: Bete-Horom, Ajalom, Megido, Edom, e ‘Judahmele’, que o dr. Birch (hist. ofegypt, pág. 157) julga ser a cidade real de Judá, isto é, Jerusalém. Mas como algumas cidades do reino do norte são também mencionadas, é evidente que ele não atacou somente o reino de Judá.
Faraó-Neco
Conhecido popularmente como Neco II, era filho de Psamético I. O nome de Neco aparece na bíblia em 2° cronicas 35.20, 22; 36.4; e 2° reis 23.29, 33-35 e finalmente em Jeremias 46.2)
Neco era inimigo da Babilônia, pois não queria que este reino dominasse o oriente médio, tendo sido aliado na Assíria para deter o crescimento da Babilônia. No ano de 608 Neco enviu tropas para recuperar a cidade de Carquemis (I cronicas 35.20), Neco estava ajudando o rei Assur-Ubalit, o ultimo rei da Assíria ( II° reis 23.29).
Durante essa campanha militar para ajudar Assur-Ubalit, Neco conquistou Gaza que ficava no caminho ( Jeremias 47.1) mas sua empreitada para ajudar os assírios fracassou porque o rei de Judá, Josias, que apoiava a Babilônia, deteve o exército egípcio, tempo suficiente para provocar a extinção da Assíria.
Neco II fracassou em socorrer a Assíria, mas não em matar o rei de Judá, Josias ( II reis 35.20-24) Neco ainda manteve seu poderio na Siria e Fenícia por algum tempo, tendo deposto o filho de Josias do trono de Judá e constituiu Eliaquim como rei-vassalo do Egito.
Eliaquim ou Jeoaquim pagava tributo a Neco ( II reis 23.33-35 e II cronicas 36.3-4), mas no ano de 605 antes de Cristo Nabucodonosor, herdeiro do trono da Babilônia, com seus exércitos colocou Neco em fuga de Carquemis até o rio Nilo e só não consumou a derrota de Neco II porque o pai de Nabucodonosor morreu e ele teve que voltar Babilônia. No ano 601 a.c. Nabucodonosor voltou a enfrentar Neco II em uma batalha em que vários soldados morreram de ambos os lados. Nesta época Jeoaquim levantou-se contra a Babilônia, mas não teve apoio do Egito ( II reis 24.1)
Faraó Hofran
Esse foi o quarto rei da 26 dinastia, foi contemporâneo do profeta Jeremias ( jer 44.30), teria governado no delta do Nilo e reinou de 588 a 569 antes de Cristo. Seu nome em grego era Apries e durante o seu reinado continuou a luta contra o domínio mundial da Babilônia. Como já vinha fazendo alguns dos faraós anteriores ao seu reinado.
Durante o reinado de Zedequias, rei de Judá, Hofran mandou tropas para ajudarem Judá ( Jeremias 37.5-11 e Ezequiel 17.15,17) o profeta Ezequiel também profetizou contra o faraó Hofran ( Ezequiel 29.1-16; 30.20-26; 31.1-18). Jeremias profetizou sobre a morte de Hofran, que seria morto por um inimigo, o que de fato aconteceu, pois ele foi morto pelo em uma revolução liderada por Ahmose.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em |Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 19 de junho de 2018

OS DEMÔNIOS E OS CRISTÃOS...


                                                  OS DEMÔNIOS E OS CRISTÃOS...

As possíveis origens das manifestações sobrenaturais.

A visão bíblico-cristã da realidade espiritual nos coloca perante quatro níveis de existência racional (qualitativamente falando):
  1. Deus,
  2. Anjos e demônios (os demônios têm em Satanás o seu líder),
  3. O espírito dos seres humanos mortos, salvos e perdidos e
  4. Os seres humanos vivos - crentes e descrentes. 

As possíveis origens das manifestações sobrenaturais.

A visão bíblico-cristã da realidade espiritual nos coloca perante quatro níveis de existência racional (qualitativamente falando):
  1. Deus,
  2. Anjos e demônios (os demônios têm em Satanás o seu líder),
  3. O espírito dos seres humanos mortos, salvos e perdidos e
  4. Os seres humanos vivos - crentes e descrentes. 
Do ponto de vista moral, esta visão bíblico-cristã tem uma divisão, apenas: de um lado, o do bem e da justiça, estão Deus, os anjos, os espíritos dos mortos em Cristo e os discípulos vivos de Cristo; do outro lado, o do mal, estão Satanás e as hostes dos demônios, os espíritos dos mortos sem Cristo e os espíritos dos vivos que persistem no estado de rebelião contra Deus e sua revelação na natureza, em Cristo e na Bíblia. [1] A fonte final de todo o mal é Satanás (Ap 12.9). Na visão cristã da realidade não existe razão a priori que impeça que os espíritos do mal contatem e influenciem a vida na terra. Não existe impossibilidade lógica nem empírica.
Deus, sendo o soberano criador do universo, tem toda a liberdade para interferir sobrenaturalmente em a sua criação e isso ele o faz. Mas ele próprio nos informa que existiram, existem e existirão fenômenos inexplicáveis que não são o fruto direto de suas ações. Isto significa que mesmo que estejam abrigados no seu governo maior, mesmo que integrem o seu plano, mesmo que não sejam autônomos-no sentido de que não fogem ao seu controle, a sua realização não é prova inequívoca da presença de Deus, nem de sua aprovação aos seus realizadores, nem devemos traçar a sua origem imediata à pessoa de Deus.
Na realidade, Satanás e as hostes das trevas são responsáveis diretos por muitos dos fenômenos inexplicáveis. Coerentes com os seus propósitos e com as suas naturezas, eles utilizam estes fenômenos para enganar os homens e para imprimir autoridade aos seus emissários. Ao examinarmos esses aspectos dos fenômenos, somos atingidos por muitas perguntas sobre Satanás, sobre o mal e sobre os seus espíritos.
A doutrina dos demônios ou dos espíritos do mal é amplamente ensinada na Palavra de Deus. Existe, entretanto, um elevado grau de obscuridade nos fatos registrados. Além da linguagem alegórica e do seu íntimo entrelaçamento com situações históricas, [2] saímos de qualquer estudo sério com a impressão de que Deus decidiu não nos revelar, nem as respostas da origem do mal nem extensos detalhes do modus operandi do demônio e de seus anjos.
O testemunho bíblico sobre as ações de Satanás, ao mesmo tempo em que estabelece a sua realidade e caráter antagônico à justiça de Deus, é fragmentado e, com freqüência, apresentado de forma abrupta, sem intróitos ou considerações explicativas. Esta constatação é evidente desde a leitura das primeiras páginas da Bíblia. Ali encontramos um casal criado por Deus, vivendo em perfeita paz, inocência e harmonia. Estas características descrevem também todo o meio ambiente em que vivem. Repentinamente, um adversário aparece nesta cena e, imediatamente, acontece uma rápida transformação: toda aquela atmosfera paradisíaca dá lugar ao pecado, à maldição e ao caos. Imediatamente perguntamos: "De onde veio Satanás?" Mesmo a resposta dada por ele a Deus, no caso de Jó (Jó 2.2), não nos concede qualquer informação tangível. Verificamos, na realidade, que estamos lidando com um dos mais profundos mistérios do universo! [3]
Esta percepção deveria já servir de alerta aos autores dos inúmeros tratados sobre demonologia que têm surgido no campo evangélico apresentando detalhamentos, definições e conclusões que são estranhas à Bíblia. Na ânsia de explicar pontos obscuros do mistério, estes livros extrapolam o campo legítimo de pesquisa, que é a Palavra revelada e escriturada de Deus, e passam a especulações inócuas que confundem os crentes sinceros. Muitas vezes conclusões e declarações são feitas que abertamente contradizem passagens bíblicas e, na melhor das hipóteses, os fiéis são levados a desviar o foco prioritário de suas atenções, com um mórbido interesse pelo bizarro e na desenfreada busca pelo oculto. Essa situação é muito mais característica das religiões pagãs do que da fé cristã histórica.
A ausência de uma revelação mais extensa e detalhada não significa, entretanto, que fomos deixados sem rumo num mundo que é caracterizado como o campo de atuação dos poderes satânicos. Vemos na realidade que, em harmonia com as demais verdades espirituais, Deus nos revelou a essência do que necessitamos para o nosso posicionamento espiritual e para a nossa peregrinação nesta terra. Os seguintes pontos são claros e derivados da Palavra de Deus:
  1. Satanás é real (2 Co 11.3; 2 Tm 2.26).
  2. Satanás interage com as pessoas (Gn 3.1-15) e com o próprio Deus (Jó 1.6-12).
  3. Satanás possui anjos caídos que constituem o seu séquito maligno, emissários da morte e do engano, para corromper os homens (1 Tm 4.11).
  4. A rebelião satânica contra Deus teve o seu ápice na primeira vinda de Cristo, quando ele tentou frustrar o plano eterno da redenção (Mt 4.1-11) e, através de intensa atividade, resistir à derrota iminente que o espera.
  5. Satanás tem poder de realizar maravilhas (2 Co 11.14-15).
  6. O poder de Satanás é restringido pelo Espírito Santo, por amor dos eleitos e pelo exercício da Graça Comum, que abrange a todas as criaturas. Deus permitirá uma última rebelião, antes da 2ª vinda de Cristo, que será quando "aquele que o detêm" (2 Ts 2.11) deixar que Satanás exteriorize todo o seu mal
  7. Apesar de limitado e passível de ser resistido pelos crentes, (Tg 4.7) Satanás não deve ser considerado com desprezo (Jd 8-10), mas deve ser respeitado como um potente adversário que não descansa e está sempre pronto a apanhar a sua presa (1 Pe 5.8-9)
  8. A derrota de Satanás será pública, notória e final (Ap 12.9; 20.10).

O dever bíblico da Igreja de procurar discernir os espíritos

Considerando que a simples constatação de um fenômeno não é prova da presença e aprovação de Deus na vida dos realizadores ou recebedores, somos conscientizados, pela Palavra de Deus, de que é necessário exercer julgamento, examinar essas coisas com muito mais profundidade e termos discernimento quanto aos fenômenos e quanto aos operadores de maravilhas.
O Dom de Discernimento
Encontramos menção deste dom em 1 Co 12.10. Nos versos 8 a 10 Paulo enumera vários dons espirituais (12.1) como "manifestação do Espírito" (v. 7) concedida individualmente aos fiéis. No v. 10 ele menciona o dom de "discernimento de espíritos". Todos os dons, ensina Paulo, foram dados com o "fim proveitoso" (v. 7) de edificar a igreja. Em todo o capítulo 12, e nos seguintes (13 e 14), Paulo ensina que todas as manifestações procedem de um mesmo Espírito. São, portanto harmônicas, refletem a unidade do Espírito, não podem ser contraditórias.
Alguns autores apresentam uma mensagem confusa a esse respeito, pois por um lado chamam este "discernimento" de "dom especial", mas por outro lado, afirmam que este dom está "à disposição dos verdadeiros discípulos de Jesus". [4]Acreditamos que, sendo um dom específico, esta habilidade estaria presente de uma forma toda especial em algumas pessoas apenas. Se essa interpretação é certa, não seria correto esperarmos que todos os crentes possuíssem a capacidade de discernimento aqui apresentada.
Mas o que significa ser ele um dom especial? Será que o crente comum não tem a possibilidade de discernir, de avaliar a procedência de um fenômeno, de julgar o realizador? Será que vamos depender de uma casta espiritual, possuidora do dom de discernir que venha a dar o rumo normativo à igreja nessas questões? Para responder precisamos primeiramente examinar se realmente Paulo fala de um dom específico e depois verificar o que Deus espera de cada crente.
Genericamente temos três palavras gregas (e suas derivadas) que são traduzidas como discernir, julgar, provar, examinar-anakrinôdiakrinô e dokimazô. As duas primeiras incorporam a palavra krinô (julgar, determinar, concluir, sentenciar). Elas indicam o pronunciamento de um julgamento após a verificação dos dados apresentados. A última (dokimazô), parece enfatizar o caráter mais experimental de uma avaliação, isto é: "ao tomar contato com algo a ser  examinado, realize alguma prova por um critério de aferição, para chegar a uma conclusão". Neste sentido, é traduzida por tentar, provar, aprovar, além de discernir, examinar, refugar.
Existe um outro termo, que é o utilizado por Paulo em 1 Co 12.10. Este, além de estar substantivado (discernimento, em vez de discernir) e apesar de ser relacionado com diakrinô, é diferente. Trata-se de diakrisis - a conjunção de uma preposição (diá, que significa através de, por intermédio de) com a palavra krisis (de onde vem a nossa palavra crise). Krisis  é traduzida como acusação, condenação, julgamento. Especifica a atividade de Jesus, como juiz, especialmente no julgamento final. [5]Da mesma forma que a nossa palavra crise expressa uma situação indesejável, diakrisis parece expressar o pronunciamento de um julgamento, após a constatação prévia de uma situação errada ou incômoda. Se pudermos fazer referência a um procedimento jurídico forense, anakrino e diakrino seria o que se esperaria dos jurados antes e durante o julgamento-predisposição ao exame do casoDiakrisis, o que se esperaria depois do julgamento (na realidade, mais do juiz do que dos jurados)- tendo sido examinadas as provas e constatando-se a necessidade de uma sentença de condenaçãopronuncia-se o veredito.
Neste sentido, o dom, do qual fala Paulo em 1 Co 12.10, parece ser mesmo algo especial. Não apenas representa discernimento, no sentido de se aferir se um espírito é bom ou mal, mas a autoridade e capacidade de pronunciar um julgamento de condenação sobre o mesmo. Pedro aparenta exercitar este dom e prerrogativa em duas situações, no caso de Ananias e Safira (At 5) e no caso de Simão, o mago (At 8). [6] Neste último caso, além de aferir a oferta de dinheiro e as palavras de Simão ("...dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo"), Pedro discerne as intenções e o que está no coração ("...o teu coração não é reto diante de Deus... vejo que estás em fel de amargura, e em laços de iniquidade."). Ele vai, portanto, além e pronuncia uma maldição, como julgamento ("...Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus."). Numa situação histórica de extrema atividade dos espíritos e das hostes das trevas, era de se esperar que o Espírito assim capacitasse seus servos com este dom. [7]
Assim, o discernimento de espíritos, no sentido de pronunciar julgamento de condenação, sendo um dom específico não parece ser uma habilidade uniformemente distribuída a todos os crentes. Mas a questão do discernimento dos espíritos dentro da Igreja e, especialmente, a necessidade deste discernimento em função das ações dos espíritos malignos ocorre em várias outras passagens. Isso mostra que, no sentido de prontidão e alerta, o crente é comissionado a examinar todas as coisas e reter o bem (1 Ts 5.21). Assim deve ser com os fenômenos, aferindo estes por determinados padrões traçados na Palavra de Deus.
Mesmo neste trecho de 1 Co 12, falando do dom especial, Paulo já fornece um critério básico para o discernimento genérico, que deve estar presente na vida dos fiéis: "...ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus! senão pelo Espírito Santo" (v. 3). Isso significa que onde estiver a rejeição aberta ou a blasfêmia contra Jesus, não pode haver o verdadeiro Espírito de Deus, mesmo que haja uma pretensa exaltação a uma divindade. Por outro lado a verdadeira confissão seria indicadora da existência do verdadeiro Espírito de Deus.  Por confissão, Paulo não deve estar sugerindo a simples profissão externa, ou a utilização irracional de chavões evangélicos, ou até do nome de Jesus, utilizado como um talismã. A esse respeito somos ensinados em Mt 7.21 que a mera menção e até atuação no nome de Jesus não significa abrigo no Corpo de Cristo, quando as ações retratarem incoerência com os princípios cristãos ensinados e revelarem a verdadeira lealdade ao inimigo de Deus.
Provai os Espíritos
Na primeira carta de João (4.1-4) temos a seguinte admoestação:
Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo a fora.
Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anti-cristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente já está no mundo.
Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.
Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisso reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.
Temos aqui um critério adicional para o discernimento dos espíritos-nos versos 2 e 3 somos comissionados a provar(dokimazô) [8] os espíritos. Aquele que reconhece a realidade de Jesus (Confessar que Jesus Cristo veio em carne) é identificado como um espírito que procede de Deus. Entendemos este reconhecimento como sendo não apenas a constatação que Ele existiu na história mas um reconhecimento do que Ele representa, do que declara ser e do que ensina. Por outro lado, aquele que não confessa Jesus, não é de Deus. Interessantemente, não existe aqui menção à operação de maravilhas, como sendo a questão a ser testada, se provêm ou não de Deus. O teste é realizado pela profissão e conhecimento dos que estão sob observação. O aviso é feito (v. 4) explicitamente aos falsos profetas, sob os quais temos três características, que servem de critério adicional de teste:
  1. Eles procedem do mundo (mundo, aqui, já foi identificado no v. 3, como sendo o espírito do anticristo, ou seja, a estrutura antagônica às coisas e ao ensinamento de Jesus-a esfera de pensamento que se encontra sob a égide de Satanás).
  2. Eles falam da parte do mundo e
  3. O mundo os ouve.
A questão da resposta à mensagem passa a ser um critério de discernimento: a resposta positiva à pregação da sã doutrina ("aquele que conhece a Deus nos ouve") é uma demonstração em si de que o ouvinte atento e sincero é participante do Espírito da Verdade e não do espírito do erro. Vejamos em outras passagens as características e a operação desses espíritos de erro:
1 Tm 4.1 diz- "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios." A característica desses espíritos enganadores e demônios é que eles "falam mentiras" (v.2). Em Seus insondáveis propósitos Deus permite a ação desses espíritos enganadores por várias razões, mas uma delas é retratada em 2 Ts 2.11 -"...Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira...". Este verso fala de como o espírito de erro é enviado por Deus para agravar ainda mais a condenação dos que se entregam e que acolhem aqueles que, segundo a eficácia de Satanás, operam com todo o poder sinais e prodígios da mentira. É verdade que a passagem tem um aspecto futurístico pois o v.7 fala de uma época em que será  "... afastado aquele que agora o detém". Esta expressão ("...agora o detém...") é reconhecida como sendo uma referência ao trabalho do Espírito Santo de restrição do pecado, em sua operação da Graça Comum. Mas esta passagem não tem referência restrita a uma situação escatológica, apenas, ela é descritiva do que ocorre ao homem sem Deus no momento presente (v.7, "...o mistério da iniquidade já opera"). É, portanto, dever dos crentes e da Igreja identificar e evitar estes emissários de Satanás.
Em 2 Co 11.3 e 4, Paulo nos alerta para o fato de que se nos apartarmos da "pureza e simplicidade" devidas a Cristo (v. 3), ele receia que:
  • Iremos receber alguém que prega um outro Jesus, diferente do que ele mesmo pregou;
  • Chegaremos a aceitar um espírito diferente daquele que havia sido recebido e
  • Poderemos abraçar um evangelho diferente do que havia sido anteriormente ministrado (v. 4);
Nos versículos 14 e 15, ele avisa que isso "não é de admirar: porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (v. 14).  Esta atuação não está restrita a Satanás. Os seus ministros também se travestem em "ministros de justiça" (v. 15). Só podemos entender que essa impressão é passada aos incautos em função de uma mensagem e prática cheia de enganos e mentiras.
Ap 12.9 chama Satanás de "sedutor de todo o mundo". O trecho é uma clara referência à operação de mentiras que caracteriza as suas ações. Este mesmo verso indica o fim e a derrota final dele e dos seus anjos.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante