Subscribe:

quarta-feira, 3 de junho de 2020

COMO EDUCAR OS FILHOS




                                                     COMO EDUCAR OS FILHOS
Como Deus quer que eduquemos nossos filhos?
Dt 27:9
“Falou mais Moisés, juntamente com os sacerdotes levitas, a todo o Israel, dizendo: Guarda silêncio e ouve, ó Israel ! Hoje, vieste a ser povo do SENHOR, teu Deus. Portanto, obedecerás à voz do SENHOR, teu Deus, e lhe cumprirás os mandamentos e os estatutos que hoje te ordeno. ”
Dt 11:18-19
“Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos.”
Primeiro Deus nos quer diante Dele, a seguir, que nós levemos nossos filhos a estar diante Dele!
Pv 22:6
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Aqui temos uma ordem e uma promessa.
Pv 23:13
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.” Aqui mais uma ordem e uma promessa.
Pv 29:15
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” Aqui temos o fruto da correção e o fruto do descuido dos pais.
A RESPONSABILIDADE É DO PAI E DA MÃE!
Se os pais trabalham fora, os irmãos ou a vovó assumem essa responsabilidade? Não! Os pais não podem transferir essa responsabilidade!
Primeiro Deus nos quer diante Dele, a seguir, que nós levemos nossos filhos a estar diante Dele !
Ef 6:1-4
“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”
Este texto, como eu já falei, deve ser nosso tema de conversa familiar.
Quando nossos filhos são pequeninos tudo é mais fácil, mas eles crescem, não podemos adormecer, pois o mundo mau em que vivemos vai oferecer de tudo para que eles errem o caminho.
Quando os filhos entram na adolescência, começam a fazer escolhas próprias, começam a experimentar independência, pensam que sabem das coisas, isto porque “o mundo” vende esta ideia, que ser jovem é curtir a vida, experimentar coisas novas, etc.
A responsabilidade de mostrar o caminho é dos pais!
Deus nos manda ensinar o caminho a nossos filhos!
Deus não daria uma ordem que nós não tivéssemos condições de cumprir ! É isto que eu tenho que ter em mente!
Não sei o que fazer ? Tg 1:5 “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”
Nós temos o que o mundo não tem, um Pai que nos ensina e nos capacita.
Quem sabe tu te achas fraco! 2 Co 12:9 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.”
O Sl 127:3 “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.”
Teu filho é uma herança do Senhor para ti, é um presente! Não é um presente ruim.
Precisamos olhar com olhos espirituais! Devemos orar conforme a palavra! Deus meu filho é Teu.
Oh! Deus! Abre meus olhos espirituais.
Nossa tentação é desistir! Desistir é mais fácil, mas não nos deixa em paz, pois é contra a palavra.
1 Co 10:13 “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 2 de junho de 2020

A DOR DA REJEIÇÃO


A DOR DA REJEIÇÃO
“Ele era desprezado, rejeitado e abandonado pelos homens; um homem de sofrimentos e dores e que sabe o que é padecer e adoecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso, nem tínhamos qualquer estima por Ele.” (Isaías 53.3)
“Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá.” (Salmo 27.10)
De acordo com o dicionário, o verbo rejeitar significa lançar fora, expelir, repelir, recusar, negar, desaprovar, desprezar. Rejeição, portanto, significa ser posto de lado, significa ser descartado e sem valor. A rejeição faz a pessoa sentir-se preterida, colocada de lado. É como se ele ouvisse alguém dizendo: Eu não quero você, você não me serve, você não tem valor. Alguma vez em sua vida você já se sentiu rejeitado?
Há muitas pessoas ao nosso redor com esse sentimento em suas vidas. Quase todos experimentam algum tipo de rejeição de uma forma ou outra, e ninguém precisa ter vivido um abuso no passado para ter experimentado rejeição.

Alguns são rejeitados em algum relacionamento amoroso;
Alguns são rejeitados por causa de sua condição social;
Alguns são rejeitados por causa de sua raça;
Alguns são rejeitados por causa de um problema ou limitação física;
Alguns são rejeitados porque são considerados feios;
Alguns são rejeitados por causa do bairro onde moram;
Alguns são rejeitados porque possuem baixo rendimento escolar;
Alguns são rejeitados porque não se vestem como manda a moda;
Alguns são rejeitados por causa de sua religião;
Alguns são rejeitados por causa de sua origem;
Alguns são rejeitados por causa de sua baixa cultura ou linguagem.
Joice Meyer escreveu um livro com o seguinte título: “As raízes da rejeição”, no qual ela faz algumas afirmações muito interessantes sobre a rejeição. Preste atenção no que ela afirma:

A dor de rejeição emocional é um dos piores tipos de dor que uma pessoa pode enfrentar.

Eu acredito que é preciso trabalhar muito mais duro para evitar ou aliviar a dor emocional, do que a dor física.

Acontece que todo mundo enfrenta a rejeição aqui ou ali, hoje ou amanhã, mas quando chega a hora em que temos que enfrentá-la, ela sempre vem acompanhada de muita dor. Segundo os psicólogos, como é trabalhoso lidar com uma dor que não está localizada em qualquer parte do corpo humano.
Quando a dor está localizada numa junta, quando ela é resultado de uma inflamação, então os médicos pesquisam para saber onde está o ponto de origem dessa dor, e ali fazem o tratamento com analgésicos e medicação para alívio dessa dor.
Mas o que fazer quando está doendo muito, só que não existe um ponto físico de origem da dor? Qualquer pessoa que já experimentou esse sentimento de rejeição, sabe perfeitamente o que eu quero dizer.
A rejeição pode atacar uma pessoa enquanto ainda estiver no ventre materno. Isso pode ocorrer por intermédio de uma concepção indesejada, um aborto desejado ou tentado. Em alguns casos, as sementes de rejeição são plantadas ao nascer, quando pais que desejavam uma menina, mas descobrem que o novo bebê é um garoto, ou vice-versa.
Uma criança que nasce com algum tipo de deficiência e de inabilidade pode experimentar rejeição, assim como crianças que são comparadas frequentemente com um irmão ou irmã. Tais comparações podem abrir uma porta para o espírito de rejeição governar a vida das pessoas.
Adoção, abandono ou até a morte de um dos pais podem causar rejeição. O abuso não é necessariamente a única causa da rejeição, contudo é a causa principal. Todos os tipos de abuso, incluindo físico, verbal, sexual, emocional e retenção de amor, definitivamente, plantam sementes de rejeição.
Quando essas coisas acontecem na vida das pessoas, elas desenvolvem alguns comportamentos como os que veremos agora. Aqui estão os maiores resultados da raiz de rejeição:

Rebelião;
Ira;
Amargura;
Culpa;
Inferioridade;
Autoimagem pobre;
Crítica;
Pobreza;
Medo de todos os tipos;
Desesperança;
Pessoa defensiva;
Dureza;
Desconfiança;
Desrespeito;
Competição;
Ciúmes;
Perfeccionismo.
Qualquer pessoa que se sente rejeitada pode desenvolver um desses comportamentos. Mas tenho uma boa notícia. Se você é alguém que foi rejeitado nesta vida, saiba que você não é a única pessoa que passou por isso. Você não é o único que foi rejeitado ou está sendo rejeitado.
A rejeição fez parte ativa na vida de Jesus. O próprio Jesus não desfrutou aceitação ou aprovação dos homens quando esteve na Terra. Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens! Jesus enfrentou todas essas coisas e muito mais para que pudesse nos libertar da rejeição. Apenas três coisas bastam para provar isto:
A. A rejeição de Jesus foi PROFETIZADA
“Ele era desprezado, rejeitado e abandonado pelos homens; um homem de sofrimentos e dores e que sabe o que é padecer e adoecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso, nem tínhamos qualquer estima por Ele.” (Isaías 53.3)
Isaías está escrevendo 700 anos a.C. sobre Jesus. Sabe qual é a síntese da vida de Jesus na profecia de Isaías? “O servo sofredor” – o rejeitado, o desprezado. Jesus teve sua rejeição profetizada antes mesmo de nascer.
B. Jesus foi rejeitado PELOS SEUS
“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (João 1.11)
O verso bíblico diz: “os seus”. Uma coisa é quando você é rejeitado pelo homem da quitanda ou pelo trocador de ônibus, que você nem mesmo sabe o nome. Mas quando se é rejeitado pelo marido, pela esposa, pelo pai, pelo filho, pelo amigo chegado… É diferente. A Bíblia diz que Jesus foi rejeitado pelos “dele”, pelas pessoas mais próximas a ele. Jesus enfrentou a rejeição! Seu nascimento foi marcado pela rejeição. Você se lembra de que não havia lugar para ele nascer.
C. Jesus foi rejeitado PELO POVO
Houve uma época na vida de Jesus em que ele foi rejeitado pelo povo. Atentem para este texto:
“De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que vos solte? Responderam eles: Barrabás! Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado, responderam todos!” (Mateus 27.21,22)
O que Jesus fez pelo povo para que ele fosse rejeitado? Algumas ações de Jesus pelo povo: Jesus curou o povo, curou os coxos, Jesus deu atenção às mulheres abandonadas e desprezadas, deu atenção às crianças… Jesus ajudou o povo, orientou o povo, pregou ao povo! E mesmo assim, Jesus foi rejeitado. O filho de Deus, o Senhor Jesus, experimentou o sentimento de rejeição. Ninguém na face da terra foi tão rejeitado! Ninguém será tão rejeitado como o foi Jesus. Se você está sentindo-se rejeitado, sente-se jogado fora, se você se sente preterido, deixado de lado, você não está só… Jesus está do seu lado. Ele sabe o que significa ser rejeitado. Vamos ler de novo:
“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens…”. (Isaías 53.3)
Sendo assim, veja o que Deus oferece ao que se sente ou se sentiu rejeitado por alguma razão. Se alguma situação se formou, se configurou para que nascesse esse sentimento em seu coração, Deus quer oferecer a você três saídas para mudar sua vida.
Para aquele que se sente rejeitado…
1. Deus oferece ACEITAÇÃO e ACOLHIMENTO
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” (João 6.37)
Que promessa maravilhosa! De modo nenhum, de forma alguma eu o lançarei fora. Para aqueles que estão sofrendo com a rejeição, o filho de Deus oferece aceitação e acolhimento. Se alguém tem desprezo de um lado, rejeição de outro lado, ele tem aceitação diante de Deus. O senhor diz: “Aquele que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
Quando vamos a Jesus, ele cura nossas feridas, restaura as nossas forças, ele nos faz viver como pessoas aceitas e acolhidas por um Deus de amor. Portanto, não se sinta rejeitado. Jesus oferece aceitação e acolhimento.
Para aquele que se sente rejeitado…
2. Deus oferece ALÍVIO verdadeiro
“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28)
O mundo o rejeita? A pessoa em que você confiava o rejeitou? A pessoa que você amava o rejeitou? Alguém lhe disse: Fora daqui, vá embora? Jesus está dizendo: “Vinde a mim e eu vos aliviarei”. Jesus que aliviar a dor da sua alma, a dor do seu coração. Só Jesus pode aliviar a alma e o coração sobrecarregado e pesado. Se é assim que você se sente, venha a Jesus. Porque Jesus aceita você, Jesus acolhe você, Jesus alivia você de todo peso que tem sobrecarregado sua vida.
Para aquele que se sente rejeitado…
3. Deus oferece Sua PRESENÇA REAL
“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23.4)
É possível que a rejeição tenha gerado em seu coração um sentimento de abandono e solidão. No entanto, quero lhe afirmar que você não está sozinho e nem abandonado em sua dor. Existe um Deus que lhe oferece a Sua presença real. Presença segura para atravessarmos os nossos vales de sombra da morte.
Conclusão:
Há duas categorias de pessoas rejeitadas:

As pessoas que se fecham para Deus.
Essas pessoas se trancam dentro de si mesmas, sofrem e fazem sofrer aos que a rodeiam.

As pessoas que se abrem para Deus.
Essas pessoas recebem…

ACEITAÇÃO e ACOLHIMENTO;
ALÍVIO
PRESENÇA REAL do Pai
Qual será sua escolha? Se abrir para Deus e encontrar a cura para sua rejeição ou se fechar para Deus e permanecer escravo desse sentimento? A Decisão é sua?
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

ESTUDO COMO SE ADMINISTRAR BEM UMA IGREJA

                                     ESTUDO COMO SE ADMINISTRAR BEM UMA IGREJA.
Administração Geral, tesouraria, patrimônio, contadoria, auditoria, etc.
Entendemos que a administração é um dom de Deus, e enxergamos que esse dom está entre aqueles que são indispensáveis para o bom funcionamento de qualquer equipe de ministério e principalmente de toda uma igreja. O ministério de todo pastor será muito mais frutífero e bem sucedido se ele puder dedicar-se integralmente à liderança em lugar da administração. Por isso, necessitamos que na equipe pastoral tenha uma pessoa (ou mais) com esse dom, que possa tirar toda sobrecarga do pastor no que diz respeito às responsabilidades administrativas. Essa pessoa por sua vez deverá ter uma equipe competente que trabalhará no sentido de oferecer toda infra-estrutura de que a Rede Pastoral e Ministerial precisará para seu bom funcionamento e desempenho.
Diferença entre liderar e administrar:
Liderar Administrar
1. Dar direção 1. Dar estrutura
2. Mostra o caminho 2. Mostra processos
3. Motiva, inspira os liderados 3. Organiza as pessoas
4. Cria a visão 4. Desenvolve a visão (ação)
5. Tem a voz de comando 5. Facilita a comunicação

A. O que é Administração
“Administrar é arte de coordenar com eficiência, pessoas, processos, recursos e o tempo, com um propósito específico”.
B) Oito expressões Administrativas na vida de uma Igreja
Conhecer essas expressões administrativas ajuda a perceber o quanto que essa atividade é importante na vida de uma igreja.

1. Planejamento Estratégico: Igrejas bem administradas sabem para onde estão indo. Elas possuem uma declaração de visão e missão, tem estratégias e valores centrais claramente definidos, um cronograma que norteia suas atividades com objetivos e alvos a curto, médio e longo prazo, e um organograma que permite a todos visualizarem como a igreja está estruturada dentro da visão.
Uma visão sem plano (que inclua metas mensuráveis) é simplesmente um sonho. Dificilmente se realizará.
2. Liderança Descentralizada: Igrejas bem administradas investem tempo e recurso no treinamento de liderança e formação de equipes, para que os diversos serviços (ministérios) sejam realizados de forma eficiente, sem haver sobrecarga para uma minoria e principalmente para o pastor. As principais decisões são tomadas de forma interdependente com a participação das pessoas que precisam estar envolvidas, mas sem anular a direção e principal voz de comando.
3. Secretário (a) com dom administrativo e secretaria: Igrejas bem administradas valorizam um (a) bom (a) secretário (a), de preferência que seja voltado (a) para tarefas e estruturada, com iniciativa e habilidades específicas da função. A secretaria deve ter um espaço físico adequado reservado para fixar alguns móveis ou equipamentos indispensáveis a tarefa a ser realizada (mesas, arquivos, computadores, etc). Arquivo merece um destaque, pois aqui estarão guardados os documentos da instituição e que se forem extraviados podem causar sérios problemas ao Pastor que responde judicialmente pela igreja.
4. Formação de Administradores: Igrejas bem administradas tem a preocupação de descobrir pessoas com o dom de administração, para serem capacitadas e distribuídas nas mais diferentes equipes de ministério da igreja. Toda equipe para funcionar bem precisa ter pessoas com os seguintes dons: Liderança, Administração e Intercessão
5. Prestação de relatórios: Igrejas bem administradas desenvolvem uma cultura de prestação de contas através de relatórios simples e fáceis de serem preenchidos. Esse pequeno instrumento tem o poder de oferecer informações precisas que ajudam no diagnóstico dos pontos fortes e fracos da Rede Pastoral e Ministerial de uma igreja, bem com da própria rede administrativa. Isso permite que a cada três ou quatro meses, seja apresentado um relatório geral através de gráficos que mostrarão a saúde da igreja. Alguns modelos de relatórios incluem:
a) Relatório pastoral
b) Relatório dos grupos familiares, grupos de discipulado, grupos de apoio.
c) Relatório financeiro
d) Relatório das equipes de ministérios

6. Orçamento Financeiro: Igrejas bem administradas trabalham dentro de um orçamento financeiro anual. Sua receita não é gasta de forma improvisada, momentânea e irresponsável. O orçamento financeiro permite que todas as estratégias tenham os recursos necessários para serem aplicados durante o ano. Implantar Grupos Familiares, Restauração e outras estratégias em sua igreja e não separar recursos no orçamento para subsidiar o desenvolvimento do processo durante o ano é praticamente assinar o atestado de óbito dessas estruturas. O orçamento da igreja precisa refletir a visão e valores que foram abraçados.
7. Agenda Anual: Igreja bem administrada tem uma vida simples que não induz os membros da a inverterem as prioridades divinas. Suas atividades refletem a visão e missão, são organizadas dentro das estratégias e seguindo o critério de priorizar conforme sejam indispensáveis, importantes e opcionais. A agenda, tanto da Rede Pastoral como Ministerial, são trabalhadas com base nesses pressupostos e principalmente de forma interdependente. Portanto, algumas das perguntas chaves feitas nessa igreja são?
a) O que essa atividade tem haver com nossa visão e missão?
b) Essa atividade já estava prevista dentro dos objetivos do Planejamento Estratégico?
c) Como essa atividade poderia ser classificado para nosso momento: Indispensável, Importante ou Opcional?
d) Ela tem como entrar na coordenação sem trazer sobrecarga e inversão de valores?
8. Reuniões Facilitadoras: Igrejas bem administradas ensina sua liderança para fazerem reuniões objetivas, bem elaboradas com princípios, técnicas e dinâmicas facilitadoras, e acima de tudo com orientação e unção divina, onde as pessoas sentem prazer em participar e podem testemunhar a presença do Espírito de Deus.
9. Contabilidade: É impossível obter boa e legal administração sem uma contadoria bem elaborada. É imprescindível que o contador mantenha os documentos contábeis atualizados e devidamente atualizados; apresente o Q.D.F. (Quadro Demonstrativo Financeiro) mensal e anualmente para ser publicado no Diário Oficial, ao final de cada ano faça a Declaração do Imposto de Renda e seja responsável pela atualização do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).
C. Resultados de uma Administração Eficiente
1. Gera ECONOMIA: Igrejas, famílias, equipes, ministérios, que não atentam ou valorizam para as boas normas de administração, pecam pelo desperdício. Administrar bem é um exercício da mordomia cristã que nos ensina não sermos donos de nada, mas mordomos da dispensa do Senhor Jesus.
2. Gera ORGANIZAÇÃO: Administração e organização são palavras que caminham juntas. Você conhece uma igreja bem administrada quando existe ordem, organização em todas as áreas. Essa organização geral pode ser resumida nas seguintes palavras: a) Pessoas b) Tempo c) Recursos d) Processos.
3. Gera REALIZAÇÃO: Isso é uma conseqüência lógica e inevitável. Igreja bem administrada produz mais tendo a quantidade associada com a qualidade. Essa realização tem um efeito motivador que leva o pastor, líderes e toda a igreja a trabalharem com alegria por causa dos frutos visíveis que estão sendo colhidos.
D. Junta de Patrimônio
1. Definição e Deveres
A/850. Qualquer junta de patrimônio na Igreja Metodista Livre, seja no concílio ou na igreja local, deve ser composta de não menos de três pessoas, dos quais dois terços precisam ser membros plenos da Igreja Metodista Livre. Eles devem se organizar para poderem adequadamente cumprir com as suas atribuições, exceto no caso de um concílio anual incorporado, onde o número máximo de membros da junta de patrimônio é fixado de acordo com as leis civis vigentes, pelos artigos de incorporação e regimento interno que regem os departamentos de patrimônio. Em nenhum caso o total de membros eleitos e ex officio deve exceder quinze.
A/851. 1. Juntas de patrimônio são eleitas por seus respectivos órgãos: os do concílio pelo concílio anual, os de igrejas sob uma mesma designação pastoral, pela assembléia anual conjunta (Par. A/402), e os de uma igreja local pela assembléia dessa igreja.
2. As propriedade de uma igreja extinta, que não foi incorporada e esteja sob designação pastoral, terá seus administradores eleitos na assembléia anual.
3. A decisão sobre a continuação, fusão ou fechamento de uma igreja local por um concílio anual, quando recomendada por sua junta administrativa do concílio, será baseada nas seguintes considerações: índices recentes de crescimento, proximidade de outras Igrejas Metodistas Livres, prioridades atuais e a longo prazo em relação ao local, dependências e capacidade financeira.
No caso da membresia de uma igreja local diminuir para menos de dez membros plenos que sustentem a igreja, a junta administrativa do concílio poderá autorizar a junta de patrimônio do concílio a supervisionar a propriedade.
4. Os administradores * são eleitos somente da maneira permitida pelas leis civis e permanecem no seu cargo durante o mandato fixado pelo órgão que os elegeu e até que sejam eleitos os seus sucessores.
* NT: membros da junta de patrimônio serão designados aqui administradores.
A/852. Quando, por um período de um ano, um administrador devidamente eleito se recusar a freqüentar as reuniões legalmente convocadas pela junta de patrimônio, o órgão que o elegeu, deve declarar vago o seu lugar na junta e imediatamente eleger um sucessor para terminar o seu mandato. Sempre que um membro da Igreja Metodista Livre que seja membro da junta de patrimônio for demitido, desligar-se da igreja, for expulso ou mudar-se para além das fronteiras do órgão que o elegeu, esse órgão poderá declarar seu cargo vago e imediatamente eleger um sucessor para completar o seu mandato, salvo no caso dessas determinações conflitarem com a lei civil.
A/853. Uma junta de patrimônio é sempre subordinada à direção e ao controle do órgão que a criou e ao Livro de Disciplina da Igreja Metodista Livre. Administradores locais são subordinados à junta administrativa local, bem como à assembléia. Quando for exigida uma ação da junta de patrimônio, ela só poderá ser executada após a aprovação por votação oficial em uma reunião ordinária.
A/854. 1. O ofício de administrador é um cargo de responsabilidade e seus deveres devem ser tomados seriamente. A junta de patrimônio tem e é fiel depositária de todo e qualquer propriedade a ela confiada. Ela verifica se os documentos de posse são válidos; se as escrituras definitivas estão de acordo com a lei civil; se há o termo de boa fé em conformidade com o Par. A/856, item 1; se estão sendo registrados imediatamente; e os extratos e outros documentos de valor estão sendo guardados em segurança. A junta de patrimônio responde diante do órgão que o elegeu, pela supervisão geral do patrimônio a ela confiada, e, quando assim orientada por esse órgão, supervisiona os gastos em reparos, melhorias e reformas. Uma junta de patrimônio poderá ser designada como comissão de construção para uma nova construção.
2. Anualmente, e sempre que o presidente do órgão que o elegeu requerer, o presidente da junta de patrimônio dará relatório a esse órgão de todos os negócio transacionados, incluindo uma declaração da condição financeira e física de todo o patrimônio a ela confiada.
3. Medidas proibitivas. Uma junta de patrimônio não aceitará escritura definitiva que contenha uma cláusula pela qual o terreno transferido possa reverter-se ao outorgante original, aos seus herdeiros ou seus designados. Uma junta de patrimônio não permitirá que o patrimônio da igreja seja vendido, hipotecado ou de outra forma onerado, para cobrir despesas do momento. Nenhuma outra denominação terá permissão de realizar cultos ou outras reuniões específicas nas nossas dependências, sem o consentimento tanto do pastor como da maioria dos membro da junta de patrimônio.
2. INCORPORAÇÃO E ESCRITURAS DEFINITIVAS
A/855. Antes de um concílio anual ou Distrital, ou de uma igreja local comprar um imóvel, deve-se consultar um advogado de confiança e provido de uma cópia do nosso Livro de Disciplina para referência. Quando as leis civis permitem, dar prosseguimento à incorporação. Os artigos de incorporação, sempre que a lei permitir, devem estipular que a corporação esteja subordinada às regras, aos regulamentos, às doutrinas e ao Livro de Disciplina da Igreja Metodista Livre, especificando o seu nome completo como Igreja Metodista Livre (do Brasil) conforme aparece em seu registro de pessoa jurídica*, contanto que não infrinjam as leis civis e que as questões de natureza secular da incorporação sejam administradas por administradores eleitos, de acordo com as provisões deste capítulo. Quando a incorporação está completa, a escritura definitiva deve ser feita diretamente em nome do órgão que está efetuando a aquisição, no seu nome de pessoa jurídica, e deve incluir, sem exceção, o termo de boa fé apresentado seguinte (Par. A/856).
* no Brasil, o concílio nikkei tem o nome de Igreja Metodista Livre e o concílio brasileiro, de Igreja Metodista Livre do Brasil.
A/856. 1. Onde a lei exigir que o patrimônio da igreja esteja em nome dos administradores, e onde a incorporação não pode ser feita conforme estipula o parágrafo anterior, toda escritura deve ser feita em nome dos administradores, citando seus nomes e os nomes dos seus sucessores no cargo, e contendo o seguinte termo de boa fé:
“De boa fé para o uso e o benefício da Igreja Metodista Livre, incorporada sob o nome “Igreja Metodista Livre do Brasil” (concílio Brasileiro) ou “Igreja Metodista Livre” (concílio Nikkei), subordinada ao Livro de Disciplina, aos usos e costumes, e às designações pastorais dessa igreja, como autorizada e declarada de tempos em tempos. Se vendida, a renda será disposta e empregada de acordo com as provisões do Livro de Disciplina e da lei civil. E ainda de boa fé e confiança, as casas de adoração já edificadas ou que venham a ser edificadas em tais premissas aqui declaradas, os assentos serão utilizados gratuitamente para sempre. E ainda em boa fé e confiança, que os ditos administradores e seus sucessores no ofício sempre permitirão pregadores devidamente autorizados de acordo com o Livro de Disciplina da Igreja Metodista Livre, realizarem cultos nessas casas de adoração, de acordo com o Livro de Disciplina.”
2. Todo patrimônio adquirido por qualquer igreja local, concílio anual ou outro órgão, incorporado ou não, será mantido e regido segundo o termo de boa fé acima citado no Par. A/856, item 1, aparecendo na escritura ou não, nesse último caso omitida por engano, descuido, intencionalmente ou por qualquer outro motivo, e só poderá ser liberada de acordo com as provisões do Par. A/857 do Livro de Disciplina.
A/857. Sempre que aconselhável e que o órgão que os elegeu autorizar, os administradores poderão vender ou penhorar ou de outra maneira dispor do patrimônio da igreja, ou transferi-lo, ao receber o consentimento do superintendente do concílio, a quem pertence o patrimônio e da diretoria da pessoa jurídica da Igreja Metodista Livre (do Brasil), contanto que em todos os casos o resultado líquido da venda ou penhora seja utilizada para compra, ou melhorias no patrimônio da mesma pessoa jurídica ou administradores, ou que seja sujeito à decisão do concílio anual a que pertence esse patrimônio. Se dentro de três anos da data de venda ou penhora, esse valor não for assim utilizado, a junta administrativa do concílio anual poderá nomear uma comissão para colaborar com a igreja local a fim de traçar planos para o uso desse valor. Se, depois de dois anos desse trabalho de colaboração, não forem elaborados planos satisfatórios, o concílio anual poderá assumir o controle desse valor. No caso de patrimônio do concílio anual, a autoridade concedida poderá ser limitada a uma propriedade específica, ou poderá ser uma autorização geral referente a qualquer uma ou a todas as suas propriedades.
A/858. Sempre que qualquer propriedade deixar de ser permanentemente utilizada para os propósitos da igreja e for assim declarado pelo concílio anual, os administradores, se ainda existirem, deverão vendê-la e entregar o valor da venda ao concílio anual, ou transferi-lo ao concílio no seu nome de pessoa jurídica ou dos administradores (Par A/856) do concílio. Se os administradores se recusarem a fazê-lo, seus cargos serão declarados vacantes pelo concílio anual e substituídos pelos administradores do concílio anual. Se não houverem mais os administradores, os administradores do concílio anual tomarão posse da propriedade, conforme os devidos processos da lei. O concílio anual poderá autorizar a sua junta de patrimônio a vender ou transferir essa propriedade, sendo o resultado líquido da venda utilizado segundo diretrizes do concílio, de acordo com a lei civil.
3. CONSTRUÇÃO DE IGREJAS
A/859. 1. As dependências das nossas igrejas são um testemunho visual à comunidade ao nosso redor da nossa fé em Deus. Portanto, a arquitetura, a decoração interna e o paisagismo devem demonstrar honra e reverência a Deus. Todas as igrejas devem claramente identificar-se pelo nome Metodista Livre. Todo o edifício deve ser construído de acordo com as leis de zoneamento e códigos de obras e devem ser compatíveis com a arquitetura que prevalece na sua vizinhança. Novos prédios devem ser acessíveis aos deficientes físicos. Todo assento é gratuito. A arrumação interna deve contribuir para fazer da pregação das Escrituras o ponto central em nossos cultos. Um planejamento cuidadoso é necessário e deve levar em consideração os gastos com a utilização e manutenção, segurança, acústica e as necessidades da igreja à longo prazo.
2. Nenhum passo deve ser tomado que envolva obrigação financeira, na construção de igrejas ou casas pastorais, ou na compra de imóveis de qualquer espécie, até que o plano financeiro seja aprovado por escrito pelas comissões devidamente designadas pelo concílio anual.
3. Nenhuma igreja, casa pastoral ou outra edificação será comprada ou construída em terreno alugado, mesmo com contrato de leasing, exceto em reservas indígenas ou em outros lugares onde seja impossível conseguir uma escritura definitiva ou sem o consentimento unânime, e por escrito, da comissão de construção e locação do concílio anual em cujo território está situada a propriedade.
4. Cada concílio anual deve indicar não menos do que três pessoas para uma comissão de “Construção e Locação de Igrejas” e nenhum imóvel será comprado, nem prédio construído dentro das fronteiras do concílio, sem a aprovação por escrito dessa comissão, tanto do local como da planta do prédio e da escritura do terreno. Quando se trata da construção de uma igreja, essa comissão deve certificar-se de que foram feitas as devidas acomodações para a Escola Dominical, antes de dar a sua aprovação.
TESOURARIA
A Assembléia elege o tesoureiro da igreja, que deve ser um membro pleno da Igreja Metodista Livre, e sua função é manter o registro de todas as ofertas recebidas pela igreja e a maneira como foram gastas, devendo dar um relatório completo à Assembléia Anual. Deve-se eleger também um auditor. O tesoureiro deve trabalhar bem afinado com o contador da instituição.
O tesoureiro da igreja deve manter o registro de todas as ofertas recebidas e da maneira como elas foram usadas. O tesoureiro é responsável em elaborar, por escrito, um relatório mensal detalhado, e um relatório completo à Assembléia Anual da igreja.
Para salvaguardar o tesoureiro, recomenda-se que a Junta Administrativa Local eleja escrutinadores que devem contar cada oferta e providenciar os comprovantes necessários para a auditoria anual. O tesoureiro deve conservar todos os comprovantes, que devem ser colocados à disposição para a auditoria.
Recomenda-se, também, que um secretário financeiro seja eleito, se o tamanho da igreja e o movimento financeiro assim o exigirem. Os deveres do secretário financeiro serão definidos pela Junta Administrativa Local.
Mediante um pedido em conjunto do pastor e da Comissão de Finanças, os livros fiscais devem ser colocados à disposição para avaliação.
Recomenda-se que a Junta Administrativa Local eleja, dentre os membros da igreja, uma Comissão de Orçamento ou de Finanças (também chamado de comissão de exame de contas) na qual devem participar o pastor e o tesoureiro, a fim de preparar para a Junta Administrativa Local, uma estimativa da quantia necessária para o sustento dos pastores e outras despesas do cargo pastoral.
Compete aos membros da Comissão de Finanças solicitar a contribuição de cada membro da igreja para o sustento do trabalho local e encorajá-lo a contribuir regularmente (semanal, mensal, ou trimestralmente) de acordo com as suas possibilidades (Par. A/804: arrecadação de fundos).
DA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS
A/804.
1. O sustento da igreja provém dos dízimos, ofertas e donativos de seu povo.

2. Outros métodos para a arrecadação de fundos poderão ser usados pelos que participam em nossas igrejas, contanto que:
a. não substituam a contribuição dos dízimos e ofertas;
b. sejam consistentes com a ética e as práticas de nossa fé;
c. a igreja não sirva como agência de propaganda para produtos comercializados pelos seus participantes.
3. A igreja poderá apoiar campanhas feitas pela comunidade ao seu redor para a arrecadação de fundos visando projetos dignos, contanto que essas campanhas não beneficiem apenas a Igreja Metodista Livre, e que sejam condizentes com a ética da nossa fé e compromisso de membro.
4. Todo apelo para arrecadação de fundos feito fora dos limites do concílio anual por igrejas locais, precisa primeiro ser aprovado pela comissão Administrativa do concílio cuja área será alvo do apelo.
DETALHES DE ORDEM PRÁTICA
1. A arrecadação de fundos realizada nas reuniões de Domingo (manhã e noite) e quarta à noite, devem ser contadas e registradas por duas pessoas (normalmente tesoureiro + um diácono – ecônomo) em um formulário apropriado.
2. Todo recurso da igreja deve ser colocado no cofre (se a igreja o tiver) até que faça o depósito no banco. Todo dinheiro arrecadado deve ser depositado na conta da igreja, se possível no dia seguinte ao arrecadado.

3. Todo 1º domingo do mês é o dia de consagração de dízimos, deve ser colocado em cada assento (cadeiras) da igreja um envelope para facilitar o acesso das pessoas. Nos domingos seguintes coloca-se um envelope a cada 03 assentos, para algumas pessoas que porventura faltaram no 1º domingo.
a) Dizimo ao concilio anual até o dia 05
b) Salários até o dia 10 (pastoral e de pessoal) – se tem recursos deve ser pago antes
c) Aluguel do prédio até o dia 12 – se tiver recurso deve ser pago antes – vence no dia 02 de cada mês
d) Aluguel casa pastoral até o dia 20
e) Missionários – depositar imediatamente (dia seguinte) após a arrecadação no segundo domingo do mês – se houver recurso pode ser depositado até o dia 05 de cada mês
f) As demais despesas devem ser pagas prioritariamente no dia de seu vencimento (água, luz, telefone, etc).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 1 de junho de 2020

O DECLÍNIO DA FÉ


                                                                  O DECLÍNIO DA FÉ
APOSTASIA

O declínio da fé
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. – (I Timóteo 4:1-5)
I. DEFINIÇÃO DE APOSTASIA: A palavra apostasia deriva-se do seguinte termo grego: (απόστασις – apóstasis). Cujo sentido nos perpassa as seguintes conotações: abandono da fé outrora professada, profanação do sagrado dantes venerado, e rebeldia contumaz aos valores espirituais. Em fim, é uma forma de deserção dissidente. Convém salientar que não se trata meramente de um simples afastamento de convívio ou distanciamento dos compromissos. Em suma, a apostasia é uma resignação abdicada e resoluta da graça divina.
II. ASPECTOS DA APOSTASIA: Segundo alguns teólogos, existem dois aspectos distintos da apostasia, os quais são relacionados como: “Discrepância teológica e desvio moral”. Vejamos:
A. A apostasia teológica: É a rejeição total ou parcial da sã doutrina, por meio de deturpações levianas e divergências inconsequentes aos ensinamentos sagrados.
Texto Bíblico: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (2 Tm 4:3 – 4).
Passagens bíblicas sobre apostasia teológica: (I Tm4. 1; 2 Tm4.3; II Pe 2:1-3; II Pe 3.16, Jd 17-19 ).
B. A apostasia moral: É a hipocrisia instaurada no coração de determinados indivíduos que professam por meio de suas palavras que crê em Deus, no entanto o nega com suas obras. Apostatar moralmente é desviar-se do caminho ou caminhar desleixadamente.

Texto Bíblico: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”. (Tt 1:16).
Passagens bíblicas sobre a apostasia moral: (Is 29.13; Mt 23. 25-28; Rm 6.15-23; 8. 6-13; II Pe 2.22).


III. CONSIDERAÇÕES DA APOSTASIA:

A. FATORES QUE PROMOVEM A APOSTASIA NO MUNDO:
1 -Consequências dos últimos tempos:
“Ora, o espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé,” (I Tm 4.1a).
2 – Influencia maligna no mundo:
“… por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. (I Tm 4.1b).
3 – Hipocrisia de homens que ensinam mentiras. (I Tm 4.2).
“Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada” (I Tm 4:2).
4 – Coração perverso e incrédulo:
“Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo”. (Hb 13.2).
5 – Aumento da iniquidade que esfria o amor:
“por se multiplicar a iniquidade no mundo o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).
6 – Falsas ciências ou contradições do saber:
“ Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, evitando as conversas vãs e profanas e as oposições da falsamente chamada ciência; a qual professando-a alguns, se desviaram da fé”.(I Tm 6.20,21).
B. MOTIVOS QUE INDUZ ALGUNS A APOSTATAREM DA FÉ:
Ausência de conhecimento: (Os 4.6);
Falta de firmeza: (II Pe 3. 17,18);
Más companhias: (I Co 15.33);
Consciência cauterizada. (I Tm 4.2b).
Abando do primeiro amor: (Ap 2.4-5);
Avareza que provoca o desvio da fé: (I Tm 6.9-10; II Pe 2.1-3);
Torpes ganâncias: (Tt 1.11);
Soberba que corrompe o entendimento: (I Tm 6. 3-5);
Vaidades de pensamentos e dureza de coração: (Ef 4.17-19);
Resistência à verdade: (II Tm 3.8);
Amor ao presente século: (II Tm 4.10).
C. CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA:
Naufrágio na fé e corrupção: (I Tm 1.19; Jd 10);
Decadência e perca da graça: (Gl 5.4);
Perecerão no engano: (II Ts 2. 10);
Abandono total da parte de Deus: (Mt 7.22-23);
Serão entregues a satanás para castigo: (I Tm 1.18-20);
Sofrerão severa punição: (Ap 22.18,19);
Trevas eternas: (Jd 10-13; II Pe 2.17);
Juízo Divino: (Jd 14-16);
Segunda morte: (Ap 21.8);
Condenação e destruição: (II Pe 2.12).
D. COMO DEVEMOS REAGIR DIANTE DAS APOSTASIAS?

Devemos permanecer firme no que aprendemos: (II Tm 3.14).
Devemos examinar a nossa fé: (II Cr 13.5);
Devemos resistir firmes na fé: (I Pe 5. 9);
Devemos perseverar na verdade até o fim: (Mt 24.13);
Devemos viver sobriamente: ( II Tm 4. 1-5);
Devemos fugir das apostasias: ( Jr 51.45; Ap 18.4);
Devemos cuidar da sã doutrina: (I Tm 4.15,16; II Ts 2.15);
Devemos combater firme o bom combate: (I Tm 1.18);
Devemos manter a fé e a boa consciência (I Tm 1.19, I Tm 1.5);
Devemos ensinar somente o que convém a sã doutrina (Tt 2.1).
E. COMO DEVEMOS REAGIR DIANTE DOS APOSTATAS?
Devemos tentar cala-los (Tt 1. 10,11);
Admoesta-los a não ensinar outras doutrinas: (I Tm 1.3,4);
Reaprendê-los severamente: (Tt 1.13);
Evita-lo depois de exorta-lo e admoesta-lo. (Tt 3.10,11);
Não prestar-lhes atenção: (Tt 1.14);
Precisamos nos guardar dos tais (II Tm .15);
Evitar participar da comunhão com os tais: (Ef 5.11,12);
Afastar-se dos mesmos: (Rm 16.17; II Ts 3.6; I Tm 6. 3-5; II Tm 3.5);
Não devemos recebê-los, nem muito menos os saudá-los ( II Jo 1.10,11);
Não devemos nos associar com os mesmos: (II Ts 3.14; I Co 5. 11-13).
Apostasia é uma realidade instaurada no mundo por meio das forças antagônicas. E, lamentavelmente intensificada no decorrer dos tempos através dos corações pérfidos que visam às vãs jactâncias da ostentação humana, ignorando por vez, a revelação divina como manual de vida e segurança eterna. Jesus prevendo tal degradação nos deixou a seguinte incógnita: “… Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”. (Lc 18.8b).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.