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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O TABERNÁCULO...


                                                             O TABERNÁCULO...
A PORTA
Todas as vezes que era armado, sua única porta (10m x 2,5m) ficava para o nascente. As 12 tribos faziam acampamento ao redor do Tabernáculo, formando grupos de 03 tribos à frente, 03 do lado direito, 03 do lado esquerdo e 03 na retaguarda. O Tabernáculo ficava sempre no meio do acampamento, indicando que Deus deseja estar no centro do nossas vidas. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão pôr mim. – João 14:6.

“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” – Malaq. 4:2.

Uma cortina muito bonita, também chamado de “reposteiro” nas cores púrpura, carmesim, estofo azul e fundo branco, davam as boas vindas para os judeus ao adentrarem no átrio. Estas cores falam da santidade, realeza, servidão e divindade de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é a única porta para se chegar a Deus.
Disse Jesus em João 10:9: “Eu sou a porta; se alguém entrar a casa; o filho fica entrará e sairá, e achará pastagens.”
Outras referências: Ex. 27:9-19, 38:9-20, Hb 10:19-22, Ef. 2:11-13, Sl. 65-4, 96:8, Lv. 9:1-6, 6:9.
O Altar de Bronze’ (Êx 27:1-5)

Quando o Israelita se aproximava do tabernáculo com o seu sacrifício e atravessava aquele portão de entrada ele encontrava entre ele e o tabernáculo um altar com um sacerdote ao lado. O altar de forma quadrada. Sua largura e comprimento era exatamente igual à altura da cerca de linho branco ao redor do átrio com 5 cúbitos (2,25 metros). Sua altura era de 3 cúbitos (1,35 metros) e foi feito de madeira de acácia revestida com bronze com chifres em cada canto.
Fora do altar de bronze não havia outro modo de se aproximar de Deus. A aliança com Yahweh, era uma aliança de sangue e então o animal inocente representava o pecador, e tomava o lugar dele no altar. É por isso que se colocava as mãos na vítima inocente, a seguir o violento corte na garganta. Uma imagem que faria sua pele se arrepiar, que trazia uma incrível consciência do pecado, e do seu salário que é a morte. Só então ele seria aceito e declarado limpo. O sangue do animal cobriria até o próprio Deus (O Cordeiro de Deus) que levaria o pecado de uma vez por todas.
O sacerdote então pegaria o sangue em uma bacia, e despejava o sangue ao pé do altar, e fazia o sacrifício, e o pecador iria para casa perdoado até o próximo pecado. Eram feitos sacrifícios ao longo do ano, mas o sacrifício anual era feito pelo sumo sacerdote no Dia da Expiação (Yom Kippur), uma vez por ano .para expiar os pecados da nação.
A Pia de Bronze’ (Ex 30:17-21)

Era aqui, na Pia de bronze que os sacerdotes lavavam as suas mãos e seus pés antes de entrarem e saírem do Santo Lugar. A Pia foi feito com os espelhos de bronze das mulheres, e enchidas de água, para limpeza constante dos sacerdotes que ministravam na Casa do Senhor.
Seu Nome
A palavra “pia” significa um lavador, ou bacia de lavagem que contém água para lavagem. Os sacerdotes judeus foram ordenados a lavar as suas mãos e pés continuamente durante o serviço do tabernáculo.
Sua Posição
A pia foi colocada entre a porta do Santo Lugar e o altar.
(1) Ela estava depois do altar (primeiro o sacrifício)
O sacerdote em serviço, que entrava no portão do átrio exterior, tinha à frente o altar onde ele sacrificava como qualquer outro Israelita. Uma vez além do altar ele estava pronto para agir como sacerdote, pois na pia ele se preparou para o serviço de Deus. Então ele poderia ministrar no altar ou no Santo Lugar porque ele estava limpo.
O altar sempre veio primeiro para o sacerdote. Salvação e então o serviço. Deus se aproximou por meio do sangue e da água.
(2) Ela estava antes da porta (lave-se antes de entrar)
Dentro da porta do Santo Lugar haviam vasos que representavam o próprio Deus. Nenhum sacerdote ousaria entrar com qualquer rastro de impureza. ” Sede santos como eu sou santo ” foi ordenado aos sacerdotes.
(3) Ela vinha logo após a saída do Santo Lugar (lave-se antes de sair)
No átrio exterior tudo era de bronze. Dentro do Santo Lugar tudo era de ouro. Como o sacerdote saía da Presença de Deus após o serviço ele se lavava na pia.
Seu tamanho (Imensurável)
Nenhuma instrução acerca da medida, ou da forma e do tamanho são determinadas sobre a pia. A única coisa mencionada é que tinha uma base (Êx 31:9) o que facilitava o lavar, e foi feita de bronze sólido, sem nenhuma madeira. Também foi feito de espelhos:
Os sete candelabros de ouro (memorah)

O menorah dentro do Santo Lugar do tabernáculo era uma obra de beleza extraordinária e consistia em três partes principais: a base, a haste principal e as hastes filiais. Acima da base surgia uma haste vertical e dos dois lados desta haste, saíam três hastes filiais que se encurvam para o lado e acima. Cada uma das seis hastes filiais e a haste central terminavam em um pote feito em forma de uma flor de amêndoa aberta. No mesmo topo as pétalas abertas da flor seguravam uma luminária de óleo. Foram decoradas habilmente a haste central as filiais com aquele mesmo desenho de flor de amêndoa abertos com três em cada haste e quatro na haste central.
Nenhuma medida é determinada acerca do seu tamanho exato (quem pode medir a luz de Deus?). As sete luminárias de óleo que descansam nas pétalas de flor estavam como pequenos potes. Uma linha ou pavio de linho eram colocados na luminária, e o fogo nunca poderia apagar (Lv. 24:2).
1 Revelação do Mistério
Depois de toda essa explicação sobre o Candelabro vem a revelação do que seria exatamente os Sete Candelabro de Ouro, eles representam as Sete Igrejas da Ásia. Em Daniel 2.22 diz que “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” , e assim se fez foi revelado para nós o que significa os candelabro em Ap 1.20 “O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.”, outro detalhe interessante é que haviam outras igrejas estabelecidas exemplo: Jerusalém, Antioquia da Síria, Colossos, Tessalônica, Roma, Filipos etc.

A MESA DO PÃO NO TABERNÁCULO

A mesa de pão, um dos instrumentos existentes dentro do Tabernáculo, era feito de madeira de acácia, e revestida com ouro puro. Medindo dois cúbitos (90 cm : 3 pés) de comprimento, um cúbito e meio (67.5 cm : 2.2 pés) de altura, e um cúbito (45 cm : 1.5 pés) de largura. Na mesa de pão 12 pedaços de pães cozidos eram sempre colocados, e este pão podia ser comido só por sacerdotes (Levítico 24:5-9).
Entre as características da mesa de pão estão: tinha uma armação de uma moldura ao redor dela; uma moldura de ouro estava ao redor desta armação; quatro argolas de ouro foram colocadas nos quatro cantos; e as argolas seguraram as varas de madeira de acácia revestida com ouro que eram usadas para transportar a mesa. Os utensílios na mesa – suas tigelas, copos, vaso, e cântaros para despejar – também
O Altar de Incenso

O altar de incenso era feito de madeira de acácia, e ele era quadrado, medindo um cúbito (45 cm : 1.5 pés) em ambos seu comprimento e largura, e 2 cúbitos em sua altura. Colocado dentro do Santo Lugar, o altar de incenso era revestido com ouro completamente, com uma borda de ouro ao redor deste. Quatro argolas de ouro foram colocadas debaixo de sua moldura para segurar as varas usadas para levá-lo. Neste altar de incenso, nada mais, mas só o santo óleo ungido e o doce incenso estavam para serem usados (Êxodo 30:22-25).
O altar de incenso estava onde o incenso de oração era oferecido a Deus. Mas antes de orarmos no altar de incenso, nós devemos primeiro descobrir se estamos qualificados orar a Deus neste altar ou não. Quem busca ser qualificado a clamar ao Deus santo deve primeiro estar sem pecado limpando seu pecado pela fé. Para fazer isso, deve se ser limpo de todos seus pecados pela fé do holocausto e da pia.
Deus não ouve as orações dos pecadores (Isaias 59:1-3). Por que? Porque Deus aceita só aqueles que foram lavados de todos os seus pecados crendo no evangelho da água e o Espírito. Porque Deus limpou todos os nossos pecados pela verdade manifestada nos fios azul, púrpura, e escarlate e o tecido de linho retorcido. Deus, em outras palavras, se agrada em ouvir somente as orações dos justos (Salmos 34:15, 1 Pedro 3:12).
A Arca da Aliança

Segundo se lê em Êxodo, 25:10:22, o Senhor instruiu os hebreus para construírem a Arca da Aliança
Mistério
Porque tantas estranhas e esotéricas instruções para a construção de um recipiente que se destinava a guardar as instruções de Deus aos seus eleitos? Algum motivo haveria de ter.
Em primeiro lugar, é sabido que a Arca deveria servir para depósito de três objetos de suma importância religiosa para os israelitas, porque representavam manifestações divinas de primeiro grau junto aos seus eleitos. Esses objetos eram as tábuas da Lei, contendo os Dez Mandamentos escritos diretamente pelas mãos de Deus; o outro era um pote contendo o Maná (alimento que Deus fez cair do céu para alimentar o faminto povo hebreu no deserto), e o terceiro objeto era o cajado de Arão, um pedaço de pau que floresceu milagrosamente, como prova de sua indicação para Sumo-Sacerdote da nascente religião hebraica. Esses três objetos eram símbolos da graça de Deus, manifestada para organização (a lei), o sustento (o maná) e o governo (o cajado) do povo de Israel.

Segredos Arcanos : Mas tanto a Arca da Aliança quanto o Tabernáculo construído para hospedá-la são claras alegorias que estão conectadas com ensinamentos iniciáticos do mais alto significado.
Em primeiro lugar os materiais de que ela era feita denotam um simbolismo estreitamente ligado ao ensinamento arcano: ouro e madeira de acácia. O ouro, desde as mais remotas eras é o metal sagrado por excelência. Considerado metal incorruptível, ele é o símbolo da perfeição entre os elementos da natureza e o corolário da mais fina obra universal. Dai a sua importância na arte da alquimia, por exemplo, onde a transformação do metal comum em ouro significa também o ideal do aperfeiçoamento espiritual no mais alto grau. Já a madeira de acácia era o símbolo da regeneração. Consta que os faraós, ao sentirem a aproximação da morte pediam para serem colocados aos pés de uma acácia para que ela os encontrasse embaixo dessa árvore sagrada. Essa providência ajudava o espírito a se libertar e encontrar o caminho da regeneração. Na Maçonaria a acácia também é cultuada como símbolo da regeneração espiritual.(1)


Quanto às características de tamanho da Arca, estas tinham a ver com a geometria sagrada. Dois côvados e meio de comprimento por um côvado e meio de largura, e a mesma medida da largura para a altura. Um côvado media aproximadamente 44,45 cm, o que perfaz cerca de 1,11cm para o comprimento e 66,6 cm para a largura e a altura da Arca. Esses números, na tradição cabalística, são representativos de verdades iniciáticas. Primeiro, os números ímpares são considerados divinos, enquanto os números pares são humanos. Na simbologia do oriente eles são positivos (Yin) e negativos (Yang). Na geometria sagrada o 1 é o número da divindade, enquanto o 6 é “número de homem”.(2)
Um gerador de energia?
Assim, as medidas pares e ímpares da Arca denotam a aliança entre o humano e o divino e condensam o segredo da manifestação da energia universal. Sua disposição geométrica, em termos arquitetônicos, foi especialmente planejada para servir como uma espécie de “pilha”, onde a energia universal seria acumulada. Segundo antigas tradições, esse era um artefato já conhecido pelos sacerdotes egípcios, que costumavam construir equipamentos semelhantes em seus templos.
Uma tradição egípcia muito antiga sustentava que esse tipo de artefato era proveniente da cultura Atlântida, que o usava como sendo um equipamento capaz de gerar a energia vital. Essa energia, chamada pelos Kahunas (indígenas da Polinésia) de Mana (Maná) é a mesma que os hindus denominam prana, os japoneses ki e os chineses chi. Ela é captada a partir das propriedades dos alimentos e do ar que respiramos. Dai o desenvolvimento de práticas iogues destinadas a captar essa energia através de exercícios apropriados. Dessa forma se entende a alimentação dos hebreus no deserto com o maná que caia do céu como um exercício por eles praticado para captar essa energia, capaz de mitigar inclusive a fome. Jesus também se referiu a essa energia em uma passagem do seu Evangelho quando ele diz aos seus discípulos: “eu para comer, tenho um manjar que vós não conheceis.”(3)
Tradições cabalistas também ensinam que as Tábuas da Lei, que Moisés guardou dentro da Arca, não continha somente os Dez Mandamentos. Estes eram, na verdade, apenas regras escritas acerca de comportamentos que Deus teria ditado aos hebreus. A energia que fluía da Arca Sagrada, entretanto, não provinha diretamente das pedras que continham a lei, mas sim do testemunho que Deus deu a Moisés, ou seja, o ensinamento secreto que Ele lhe comunicou. Esse ensinamento seria a correta interpretação e a utilização da Árvore da Vida, fórmulas sagradas que lhe permitia invocar o Nome Sagrado de Deus para ativar a energia que essa fórmula mágica encerrava. Daí a ênfase colocada nos comandos “porás na Arca o testemunho que eu te dei”, que aparecem duas vezes no texto que ensina como a Arca deve ser construída. (4)
Por isso somente os sacerdotes levitas (consagrados) poderiam transportá-la ou tocá-la. E apenas o Sumo-Sacerdote, uma vez por ano, no dia da expiação, quando a Luz da Shekinah se manifestava, entrava no Altar do Santo dos Santos, onde ela estava depositada, para invocar o Santo Nome.(4)

A história e o mito
O Mito da Arca da Aliança sempre excitou a imaginação dos povos. Não é toa que todos os inimigos de Israel, ao invadir Jerusalém, tinham em mente se apossar desse glorioso artefato. Segundo a narrativa bíblica, a Arca da Aliança desapareceu após a pilhagem do Templo de Jerusalém, feito pelos soldados de Nabucodonosor, em 587 a.C. Alguns historiadores acreditam que os próprios judeus a esconderam ou a destruíram para evitar que caísse em mãos inimigas. Outros acham que ela foi levada para a Babilônia onde desapareceu entre os tesouros capturados pelos caldeus .
Já o segundo livro dos Macabeus informa que o profeta Jeremias teria ordenado que a Arca fosse levada até o Monte Nebo, para ali ser escondida em uma caverna. Esse lugar, segundo o profeta, deveria ficar desconhecido até que Deus reunisse novamente seu povo e dele tivesse misericórdia. Mas segundo acredita a maioria dos historiadores, a Arca foi capturada pelos egípcios por ocasião da guerra travada entre o Egito do faraó Necao e o rei Josias, de Judá, no século VII a. C. Nesse caso, ela teria sido levada para o Egito e depositada no templo de Amon-Rá. Mais tarde, quando os persas conquistaram o Egito ela teria sido levada para a Etiópia, onde até hoje estaria depositada, numa capela da cidade de Aksum.(5)
O Arquétipo
Arca da Aliança não era, como se pensa, uma criação originariamente israelita. Ela era um artefato utilizado por muitas civilizações antigas como símbolo da Matriz Natural, onde se guardava o Segredo da Criação. Nesse sentido, a Arca da Aliança também é um símbolo compartilhado pelo inconsciente coletivo da humanidade. Na mitologia grega ela simboliza a Caixa de Pandora, onde todas as energias do Universo estavam encerradas na forma das virtudes e desejos humanos. Na mitologia japonesa ela aparece na lenda de Urashima Taro, como o invólucro que encerra o tempo. Em alquimia ela simboliza o athanor (recipiente hermético) onde o “ovo filosófico” é chocado. Simbolicamente ela é o inconsciente do homem, onde a sabedoria(a energia do universo) está depositada, mas só é revelada a quem dela se faz merecedor. Dessa forma, a Arca da Aliança é um dos mais fascinantes arquétipos que o inconsciente coletivo da humanidade já desenvolveu.
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A TENDA

Era o Tabernáculo propriamente dito. Composto de dez cortinas e dez cobertas, sustentadas pôr uma armação de tábuas de cetim (acácia) recobertas de ouro. Eram todas iguais no comprimento e largura.
Montada, a tenda formava um retângulo 15m de comprimento, 5m de largura e 5m de altura.
Em sua entrada encontrava-se um novo reposteiro (cortina) com as mesmas cores do reposteiro da entrada do átrio: púrpura, carmesim, azul e branco. Este, igualmente à porta do átrio, media 10m de comprimento. Esta porta dava acesso ao primeiro compartimento da tenda que se chamava “santo”.

Você está na porta da tenda, já passou pelo altar do holocausto, pela pia de bronze com a água, agora está diante de toda a riqueza do tabernáculo.
Observe à sua esquerda e veja o candelabro (candeeiro) todo de ouro e à sua direita a mesa com os pães da propiciação. À frente, próxima à cortina (véu) que dividia o Santo do Santíssimo (Santo dos Santos), podia-se localizar o Altar de Incenso.
Após a Cortina (véu), ficava o Santo dos Santos. O único imobiliário do Santíssimo era a Arca da Aliança e seu Propiciatório (tampa), que estava justamente no santíssimo, cujas medidas formava um cubo perfeito (5x5x5m). A Nova Jerusalém tem a mesma característica.

Compare com Ap. 21:16 – “A cidade era quadrangular; e o seu comprimento era igual à sua largura. E mediu a cidade com a cana e tinha ela doze mil estádios; e o seu cumprimento, largura e altura eram iguais.”

Observe a seqüência dos mobiliários procurando visualizar tudo de uma só vez, desde o Altar até a Arca. Não lhe lembra algo muito familiar? Não formaria uma cruz esses objetos?
“os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais” – Hebreus 8:5.

MATERIAL
Todo material usado no Tabernáculo constituem tipos que merecem destaque.
Madeira
Madeira de lei, chamada de cetim ou acácia foi a usada para a construção. A Madeira simboliza a humanidade de Jesus. Todas as tábuas do tabernáculo e seus móveis eram feitos com essa madeira, exceto a pia (cobre) e o castiçal que era de ouro maciço. A árvore que dava esta madeira crescia no deserto e faz-nos pensar na humanidade do Senhor Jesus como diz o profeta Isaías: “raiz duma terra seca” (Is 53:2).

Linho
O Linho Branco fala-nos da pureza e santidade de Jesus, homem perfeito.

Cobre
Era usado para revestir as colunas do pátio, suas bases e o altar para holocausto. A pia (ou lavatório) e os cravos (pregos) eram de cobre maciço. Este metal nos fala do juízo e julgamento do pecado.

Prata
Este metal foi usado para confeccionar os ganchos de sustentação das cortinas e nos capitéis que as ornamentavam e as bases das tábuas. Simboliza o resgate, redenção pelo sangue de Jesus

Ouro
Metal mais precioso empregado no Tabernáculo. Foi usado para recobrir a mesa dos pães, o altar do incenso, a Arca, e as cinco colunas que sustentavam o cortinado da entrada. De ouro maciço era o Candelabro, o Propiciatório (tampa da arca) e os dois querubins. Simboliza a glória de Deus, sua realeza e divindade de Cristo.

AS CORES
Nos dois reposteiros (cortinas) do átrio e da tenda, aparecem as mesmas cores: púrpura, carmesim, branco e azul. Todas essas cores apontam para Jesus e são descritas nos quatro evangelhos.
Púrpura
Cor da realeza. O evangelho de Mateus cita Jesus como o “Filho de Davi”, enfatizando que Jesus é o nosso Rei. Todo soberano deve provar sua descendência real, e isto é feito em sua genealogia.

Carmesim
Cor de sangue e aponta para Jesus como “servo sofredor”. Marcos destaca esta condição em seu evangelho. Aqui não há genealogia, o destaque é para o “servo”.

Branco
Lembra a pureza e a santidade de Cristo, salientado pôr Lucas. Este é o evangelho do Filho do Homem. Jesus é mostrado como o “homem perfeito”, e seu caráter justo. Apresenta a genealogia do homem ilustre e nobre.

Azul
Aponta para o Céu, de onde veio e para onde retornou o Senhor Jesus Cristo. Tipifica sua “divindade” e está presente no livro de João. A genealogia não é apresentada, pois Deus não tem ascendência. Ele existe para sempre.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutorn em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

QUANDO DEUS FALA...


                                                    QUANDO DEUS FALA...
I Samuel 3,1,13
1E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; näo havia visäo manifesta.
2E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos começavam a escurecer, pois näo podia ver),
3E estando também Samuel já deitado, antes que a lámpada de Deus se apagasse no templo do SENHOR, onde estava a arca de Deus,
4O SENHOR chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui.
5E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Näo te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou.
6E o SENHOR tornou a chamar outra vez a Samuel, e Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Näo te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te.
7Porém Samuel ainda näo conhecia ao SENHOR, e ainda näo lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR.

SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Entäo entendeu Eli que o SENHOR chamava o jovem.
9Por isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. Entäo Samuel foi e se deitou no seu lugar.
10Entäo veio o SENHOR, e pós-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.
11E disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tiniräo ambos os ouvidos.
12Naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa, começarei e acabarei.
13Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, näo os repreendeu..

Introdução
Uma das coisas que, as pessoas mais precisam é ouvir a voz de Deus. Na época dos sacerdotes, Deus revelava ao seu povo por meio destes líderes, a sua vontade e desejo. Além dos sacerdotes, existiam profetas, que ouviam a voz de Deus etransmitiam aquilo que o pai lhes revelava.
Hoje, nós vamos falar sobre um tema chamado ouvindo a voz de Deus. Esperamos que você esteja preparado para ouvir aquilo que o pai tem para a sua vida.

1. Quando Deus deixa de falar com o seu povo. (I Samuel 3,1).
O texto nos diz, que naquela época, Deus falava raramente com o seu povo, e as visões eram poucas. Por que?
Porque o pecado dos sacerdotes daquela época, principalmente Eli e os seus filhos era grande diante dos olhos do Senhor.veja os textos de I Samuel2,12, I Samuel 2,13 e I Samuel 2,18.
A palavra nos diz em Isaías 59,2: Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
2. Para que possamos ouvir a voz de Deus, precisamos servi-lo de coração.(I Samuel 3,1).
A palavra nos diz que Samuel, mesmo ainda menino, ajudava na adoração ao Senhor. Ele foi conssagrado para o serviço do Senhor, desde sua infância. Naquela época, quando os pais desejavam que seus filhos servissem à Deus no templo, eles o consagravam desde a infância, para o serviço do Senhor(1 Samuel1,12).
Para que você possa ouvir a voz de Deus, você precisa servi-lo, e dedicar a sua vida inteiramente à ele
3. Precisamos estar atentos ao chamado de Deus(1 samuel 3,4).
Quando o Senhor chama Samuel, nos versos 4 e 6, vemos que, ele não conhecia a voz do Pai, pensando que Eli que o chamava.
Muitas vezes, na caminhada, as pessoas não conseguem discernir a voz de Deus a voz do seu coração, ou a voz dos seus próprios desejos, e acabam entrando em problemas sérios.Pessoas que, de uma hora para outra, montam ministérios de louvor, ou até mesmo igrejas, sem realmente discernirem se aquilo realmente foi a voz de Deus, ou do seu próprio coração.
3.1. Precisamos Conhecer à Deus. (1 samuel 3,7).
Uma das formas de discernirmos se a voz que ouvimos é de Deus, ou de nós mesmos, é conhecendo à ele.
Seguem alguns textos para a nossa meditação: Jeremias capítulo 2, verso 8:

8Os sacerdotes näo disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei näo me conheciam, e os pastores prevaricavam contra mim, e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito.
Nós vemos neste texto, que, não importa a sua posição ministerial, você precisa conhecer ao Senhor, à cada dia.
Texto: Ozéias 6,3):
3Entäo conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva seródia que rega a terra.
Nos versos 1 e 2 de Ozéias, o Senhor nos chama para nos voltarmos à ele. Muitos ministros de Deus, estão tão longe dele que, infelizmente, o ouvirão dizer naquele dia: “afaste-se de mim, pois não os conheço”
“Nem todo que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!
Portanto, meu amado, os nossos dons e talentos, não são nada diante do pai, se não os conhecermos, e o conhecimento de Deus, vem por meio da busca à sua presença, diariamente.
No livro de Jó, capítulo 42, versos 5 e 6, nos traz uma verdade impressionante:
Primeira verdade: Jô, mesmo sendo considerado o homem mais fiel à Deus daquela época, tendo todas as riquezas, e perdendo tudo, inclusive a saúde, no final do seu livro diz:
“Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem”.
Segunda verdade: Após entendermos que, conhecemos o Senhor, nos sentimos envergonhados de nós mesmos, e nos arrependemos de nossos atos. (jó42,6).

Portanto, meu amado, saiba que, a sua música não impressiona o seu Deus, os seus atos pirotécnicos, não o alegram, mas sabe o que o alegra?
Um coração quebrantado e contrito.(salmo51,17).
Davi era um homem segundo o coração de Deus, porque, ele sabia o que era isso, sabia o que significava se arrepender diante do pai. Era um homem ensinável.
Precisamos de ministros ensináveis nesta geração. Que o Senhor nos molde, para que cheguemos à sermos quebrados e moídos por ele.

4. Ouvindo a voz de Deus.
I Samuel 3,10.
Neste texto, vimos que ocorre algo interessante, diferente dos outros vercículos:
Então o Senhor veio e ficou ali.
Percebemos que o pai tinha um encontro marcado com Samuel naquela hora, e tinha decidido ficar ali, para ver qual seria a resposta de Samuel ao seu chamado.
Quando o Senhor fala com Samuel, ele logo responde: “fala, pois o teu servo ouve”.
Sabemos que existe uma diferença muito grande entre ouvir e escutar:
Quando ouvimos, obedecemos ao chamadoapocalipse3,20)
Aquele que ouve, é comparado às ovelhas: (João 10,16).
Uma vez, ouvimos uma palavra em uma ministração que recebemos, que falava sobre os bois e os levitas, e que Deus, desejava que os bois continuassem para que fossem tratados.
O Senhor tem nos chamado à ouvir a sua voz, seja em casa, no trabalho, no ônibus etc.
Mas para ouvi-lo, não devemos endurecer nosso coração.
Outra coisa interessante que, precisamos comprender é que, nem sempre o que Deus nos fala é o que gostaríamos de ouvir:
Veja os versos 11 à 13 do livro de I Samuel capítulo 3, onde o Senhor mostra à Samuel aquilo que iria fazer com a família de Eli.
Vivemos em dias, onde as pessoas têm profetizado aquilo que Deus nem se quer tem falado, muitas vezes, têm trazido apenas revelações de prosperidade, riquezas, bênçãos materiais, sendo que, a maioria dos textos onde Deus fala com o seu povo, são com o objetivo de concerto, restauração e arrependimento. Veja Joel 2,11,13.

Conclusão
Tenho tido experiências tremendas com Deus, às vezes, ele fala comigo no ônibus, no trabalho, em vários lugares. Precisamos estar censsíveis à voz de Deus, assim como Samuel esteve. Precisamos ouvir a sua voz, antes de ministrar, antes de compor uma canção, antes de tomarmos qualquer decisão, precisamos pedir a direção dele.(provérbios 1,5,6).
Que o Senhor abra os nossos ouvidos para ouvi-lo, e que venhamos conhecê-lo mais e mais.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ERA APENAS UMA CRUZ...


                                                     ERA APENAS UMA CRUZ...
Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz” 
Marcos 15.30

-Introdução: Esta foi uma das frases mais ouvidas por Jesus quando estava sobre a cruz. O que aconteceria se tivesse descido da cruz? Teria negado seu próprio ensinamento: “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á...”(Mateus 16.24,25). Se Jesus tivesse descido da cruz, não teria alcançado a ressurreição.
Todos os dias somos desafiados por ‘cruzes’ que carregamos. A cruz representa o evangelho. Negar a si mesmo e fazer a vontade de Deus. Por isso, a cada instante enfrentamos situações que nos colocam na cruz, no sentido de tomar uma postura cristã ao invés de fazer a vontade da carne. Neste momento o mundo começa a te provocar para descer da cruz. Isso significa abandonar o seu propósito numa tentativa de salvar-se, mas que coloca tudo a perder.
Tudo que machuca você, te ferindo o orgulho, serve para crucificar seu ego. São situações, problemas ou pessoas que te fazem sentir-se como Jesus, com as mãos e pés presos na cruz. Sua cabeça começa a sentir espetadas como espinhos só de pensar nisso.





1- MEDO:
Jesus estava sozinho ali naquela cruz ao ponto de clamar a Deus, dizendo “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46). Mas Jesus venceu o medo porque decidiu ser fiel e obedecer a Deus sabendo que ressuscitaria. Não foram aqueles pregos que prenderam Jesus na cruz e sim o seu amor pela humanidade.
O medo é ameaçador e baseia-se na incerteza. Por isso o inimigo sabe que colocando dúvida consegue fazer com que muitos desçam de sua cruz.
Para vencer o medo é preciso ser fortalecido no AMOR de Deus, porque “o verdadeiro amor, lança fora todo medo” (I João 4.18). Somente através do amor de Deus é que conseguimos levar a cruz sem deixar-se vencer pelo medo.
Se você está carregando sua cruz numa situação que te traz medo e insegurança, busque o amor de Deus que preenche seu coração e te fortalece para amar até mesmo quem te ofende. Quando algo te fazer medo, não desça da cruz, permaneça firme no amor.
Você está com medo de ficar sozinho na cruz?
O amor de Deus te fortalece para levar a sua cruz!


2 - RAIVA:
As afrontas dirigidas a Jesus eram tão injustas que o Mestre poderia ter cedido à ira Divina para sair da cruz. Mas sua misericórdia pelos pecadores foi mais forte. Ele permaneceu na cruz por seis horas de dor e sofrimento até o momento certo de entregar-se pela salvação da humanidade.
A raiva é cega. Este sentimento precede a maioria das desgraças que a humanidade comete. Por causa de alguns minutos de ira, muitos perdem o que construíram por toda sua vida.
Para vencer a raiva é preciso buscar a PACIÊNCIA que é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22). Somente Deus pode aplacar a ira de um coração ofendido. Por isso é importante acalmar a ira antes que o sol se ponha e o problema cresça mais ainda (Efésios 4.26).
Muitas pessoas carregam sua cruz, mas não tem paciência de esperar o tempo suficiente. Tudo nesta vida é passageiro e os problemas passam com o tempo. Mesmo que demore, um dia chega o fim do sofrimento.
Se você está carregando uma cruz em determinada situação, como um problema de saúde ou dificuldade no emprego, por exemplo, continue lutando, mas não desista. Não deixe a raiva tomar conta de você até virar uma “raiz de amargura” (Hebreus 12.15).
Você fica irado facilmente e desce da cruz?
Tenha paciência ao carregar sua cruz!

3- ORGULHO:

Jesus sendo o Deus encarnado viu uma multidão de criaturas pecadoras condenando-o e poderia talvez pensar que não merecesse aquilo. Se o Senhor Jesus tivesse deixado de ser humilde para assumir sua dignidade de Filho de Deus, certamente teria descido da cruz.
Jesus Cristo quis morrer pelos pecadores para perdoá-los, mesmo que para isso precisasse se humilhar (Filipenses 2.1-11). O único momento que Jesus se colocou sobre os homens foi quando ficou pendurado na cruz.
O orgulho muitas vezes se disfarça de auto piedade e falsa modéstia. Mas o sentimento de obstinação e arrogância é típico do próprio satanás que quis ser igual a Deus. Onde o diabo estiver sempre haverá vontade de aparecer e mostrar que é melhor que os outros.
Para vencer o orgulho é preciso do PERDÃO que não se importa com quem está a razão, sendo disposto a absolver da culpa quem errou. Através do perdão somos capazes de vencer situações que realmente não merecemos sofrer, mas somos capacitados a vencer.
Muitos falsos amigos tentam te dizer que você não merece passar pelo que está vivendo e te aconselham a deixar tudo. Isso significaria descer da cruz e abandonar sua missão de perdoar quem está te crucificando.
Você acha que não merece carregar essa cruz?
Perdoe quem te ofende e conseguirá levar sua cruz

Suporte sua cruz!

-CONCLUSÃO:
São muitas as situações que nos colocam na cruz. Certamente o mundo faz muitos convites fáceis para deixarmos nossa cruz. O inimigo tenta colocar medo, raiva e orgulho para nos convencer a negar nossa fé. Mas com amor, paciência e perdão, continuamos a viver o evangelho.
Assim como Jesus suportou sua cruz até o fim para alcançar a ressurreição, também devemos suportar tudo que nos crucifica sabendo “se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Romanos 6.8).
Você está sendo tentado a deixar sua cruz?
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

PROFETA DANIEL A NOBREZA A SERVIÇO DE DEUS...


                                    PROFETA DANIEL A NOBREZA A SERVIÇO DE DEUS...
Daniel era adolescente quando Nabucodonosor invadiu a sua terra natal e o levou para a Babilônia. Esse era só o começo do cativeiro babilônico e da devastação da nação judaica. Poucos anos depois, mais uma leva de cativos foi levada embora, estando Ezequiel entre ela. Logo após isso, o último ataque se deu, e a destruição do templo e de Jerusalém ficou quase completa.
Na Babilônia, pela providência de Deus, Daniel rapidamente ganhou fama e poder por causa de sua conduta impecável e de sua sabedoria (veja Ezequiel 14:14, 20; 28:3). Ele recebeu das autoridades babilônicas cargos de responsabilidade durante os 70 anos de domínio da nação, tendo recebido cargos também dos persas, que se seguiram aos babilônios.
Daniel sabia de que forma funcionavam os reinados da terra, e como eram frágeis e passageiros. O próprio Israel, sua nação, já tinha sido importante e próspera sob o domínio de Davi e de Salomão. Agora achava-se em ruínas. Ao longo da vida de Daniel, caiu a Assíria, levantou-se a Babilônia e depois veio também a cair. Então, parece adequado que Deus o tenha escolhido para profetizar com respeito ao "reino que não será jamais destruído" (Daniel 2:44).
Daniel relata dois sonhos importantes pertinentes ao reino de Deus. O primeiro foi o sonho de Nabucodonosor durante o segundo ano de seu reinado (Daniel 2). O segundo foi o sonho de Daniel no primeiro ano do reinado de Belsazar (cerca de 60 anos após o sonho de Nabucodonosor).
No sonho de Nabucodonosor, ele tinha visto uma grande figura com cabeça de ouro, peito e braços de bronze e pernas de ferro e barro. Depois que os sábios do reino já não conseguiam contar o sonho do rei e interpretá-lo, Daniel, pela revelação divina, assim fez.
A cabeça de ouro representava o Império Babilônico (606-536 a.C., ). A parte de prata representava o reino seguinte à Babilônia, o Império Medo-Persa (536-330 a.C.) S um reino inferior à Babilônia. A parte de bronze representava o reino seguinte, o qual reinaria sobre toda a terra S o Império Grego (330-146 a.C.). O quarto reino era o Império Romano (146 a.C.-476 d.C.). Seria nos dias desses reis, os romanos, que o Deus do céu estabeleceria um reino que jamais haveria de ser destruído (Daniel 2:44).
No sonho de Daniel, uns 60 anos mais tarde, ele viu quatro feras que se levantavam do mar. Uma como um leão, outra como um urso, outra como um leopardo e a quarta com dez chifres, descrita como "animal, terrível, espantoso e sobremodo forte". Essas feras representavam as mesmas quatro potências mundiais representadas pela imagem que Nabucodonosor viu (Daniel 7:15-27), sendo a quarta o Império Romano que foi por fim dividido, conforme a representação dos dez chifres. Depois Daniel vê "um como o Filho do Homem", que "dirigiu-se ao Ancião de dias" para receber "domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações, e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído" (Daniel 7:13-14).
Jesus nasceu no reinado do imperador romano César Augusto (Lucas 2:1). Após ser crucificado pelas autoridades romanas e após ressurgir dos mortos, imediatamente antes de subir ao céu, ele afirmou que toda autoridade lhe tinha sido dada no céu e na terra (Mateus 28:18). O escritor de Hebreus declara que, como cristãos, recebemos um reino que não pode ser abalado nem mudado (Hebreus 12:28). Paulo afirma que os que receberam a redenção e o perdão em Cristo foram transportados "para o reino do Filho do seu amor" (Colossenses 1:13-14).
Não resta dúvida sobre quando se estabeleceu o reino da profecia de Daniel. Foi quando Jesus ressurgiu dos mortos, subiu ao céu e sentou-se à direita do Pai, sendo feito assim Cristo e Senhor (Atos 2:30-36). O que se viu e ouviu no Dia de Pentecostes deram provas de que isso realmente aconteceu (Atos 2:33). Como disse Pedro, Cristo estava assentado à direita de Deus, tendo recebido "domínio, e glória, e o reino". Embora Pedro afirme que Jesus ressuscitou de entre os mortos para subir até a direita de Deus e se sentar no trono de Davi (recebendo, assim, um reino), Paulo diz que ele ressurgiu para subir até a direita de Deus para ser o cabeça da igreja e de todas as coisas: "O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à Igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:20-23).
Assim, o Deus do céu de fato estabeleceu seu reino nos dias do quarto reino S exatamente como Daniel o predisse. Esse reino (pedra cortada sem auxílio de mãos) encheu toda a terra (veja Colossenses 1:23 ) e ainda permanece S muito depois de "o vento os levou [as quatro potências mundiais] e deles não se viram mais vestígios" (Daniel 2:35).
Como Daniel sabia que tudo isso ia acontecer? Deixe que ele fale por si mesmo: "Mas há um Deus no céu, o qual revela mistérios" (Daniel 2:28). Na verdade, Daniel era o profeta de Deus que tratou do reino.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

JUSTIÇA DE DEUS...


                                                           JUSTIÇA DE DEUS...
"Justiça significa dar a cada um o que merece." A justiça de Deus é a retidão de sua natureza, aquilo pelo qual faz o que é reto e de igual medida. "E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?" (Pv 24.12). Deus é um juiz imparcial. Ele julga a causa. Os homens geralmente julgam a pessoa, mas não a causa. Isso não é justiça, mas malícia. "Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim" (Gn 18.21). Quando o Senhor está diante de um ato punitivo, pesa as coisas na balança, não pune de qualquer maneira; não age desordenadamente, mas de maneira lógica contra os ofensores. Em relação à justiça de Deus, devo apresentar as seis seguintes posições:

a.      A justiça de Deus é santa

Deus só pode ser justo. Sua santidade é a causa de sua justiça. A santidade não permitirá que faça outra coisa senão o que é justo.

b.      A justiça de Deus é o padrão de justiça
A vontade de Deus é a suprema regra de justiça; é o padrão de eqüidade. Sua vontade é sábia e boa. Deus deseja somente o que é justo e, portanto, é justo porque deseja ser.

c.       A justiça é natural ao ser de Deus
Deus faz justiça voluntariamente. A justiça flui de sua natureza. Os homens podem agir injustamente, pois são forçados ou subornados.

A vontade de Deus nunca será subornada, por causa de sua justiça. Não pode ser forçado, por causa de seu poder. Ele pratica a justiça por amor à justiça: "Amas a justiça" (SI 45.7).

d.      A justiça de Deus é perfeita
A justiça é a perfeição da natureza divina. Aristóteles disse: "A justiça engloba em si todas as virtudes". Dizer que Deus é justo é dizer que é tudo o que há de excelente: as perfeições se encontram nele como linhas convergem para um centro. Ele não é somente justo, mas a própria justiça.

e.       A justiça de Deus é exata

Deus nunca cometeu nem nunca cometerá o mínimo erro em relação às suas criaturas. A justiça de Deus já foi distorcida, mas nunca distorceu. Deus não segue de acordo com o rigor da lei, ele alivia sua severidade. Pode infligir penas mais pesadas do que impõe: "Xos tens castigado menos do que merecem as nossas iniquidades" (Ed 9.13). As misericórdias para conosco são mais do que merecemos, e nossas punições são menos do que merecemos.

A justiça de Deus é definitiva

A justiça de Deus é tal que não é apropriado para qualquer homem ou anjo censurá-lo ou exigir uma razão por suas ações. Deus não tem só a autoridade do seu lado, mas a eqüidade. "Farei do juízo a régua e da justiça, o prumo" (Is 28.17). E algo inferior a ele, dar razão para nós de seus procedimentos. Qual destes dois é mais apropriado prevalecer, a justiça de Deus ou a razão humana? "Quem és tu. ó homem, para discutires com Deus?!" (Rm 9.20). A linha de prumo de nossa razão é muito curta para compreender a profundidade da justiça de Deus. "Quão insondáveis são os seus juízos" (Rm 11.33). Devemos adorar a justiça de Deus mesmo onde não vemos razão para tal.

Onde identificamos a justiça de Deus?
A justiça de Deus corre em dois canais. Ela é vista em duas coisas: na distribuição de prêmios e de punições.

a. A justiça de Deus é vista na premiação dos justos

Deus premia o virtuoso. "Na verdade, há recompensa para o justo" (SI 58.11). Os santos não devem servi-lo sem recompensa, ele recompensará os clamores e as lágrimas: embora os justos possam ser derrotados por causa dele, não serão derrotados por ele. "Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome" (Hb 6.10). Ele nos dá um prêmio, não porque mereçamos, mas porque nos prometeu.

b. A justiça de Deus é vista na punição dos ímpios
Ele é justo em punir os ofensores. Por que Deus é justo em punir os pecadores?

i.       Porque Deus pune os pecadores baseado em uma lei. "Onde não
há lei, também não há transgressão" (Rm 4.15). Mas Deus deu uma lei aos
homens e eles a quebraram, portanto os pune justamente.

ii.      Porque Deus pune os pecadores fundamentado em provas
concretas. Ele é justo em punir os ímpios, pois nunca os pune senão depois
de obter prova e evidência. Que maior evidência há do que a própria
consciência de uma pessoa como testemunha contra si. Não há nada que
Deus lance sobre um pecador que a consciência não sele como verdade.

APLICAÇÕES

Primeira aplicação: veja aqui mais uma flor da coroa de Deus: ele é justo e reto. Ele é exemplo e padrão de justiça.

3. Deus é justo ao permitir que o ímpio prospere?

Como fica a prosperidade do ímpio neste mundo em relação à justiça de Deus? "Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?" (Jr 12.1).
Tal dúvida tem sido uma grande pedra de tropeço e tem levado muitos a questionar a justiça de Deus. Os que são mais pecaminosos são mais poderosos. Diógenes,52 quando viu o ladrão Harpalus prosperando, disse: "É certo que Deus jogou fora o governo do mundo e não se importa como as coisas acontecem aqui embaixo".
Deus se relaciona com a prosperidade do ímpio das seguintes maneiras:

a.      Usando-a como instrumento de sua vontade

Os ímpios, às vezes, podem ser instrumentos da obra de Deus. Embora não tenham em vista a glória de Deus, podem promovê-la. Ciro (Ed 1.7) foi um instrumento na construção do templo de Deus em Jerusalém. Deus permite que esses prosperem sob as asas de quem seu povo é protegido. Deus não fica em débito com homem algum. "Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar" (Ml 1.10).

b.      Usando-a para torná-los ainda mais indesculpáveis
Deus permite que os homens pequem e prosperem de maneira que fiquem ainda mais indesculpáveis. "Dei-lhe tempo para se arrependesse... da sua prostituição" (Ap 2.21). Deus adia o julgamento, estica suas misericórdias para com os pecadores e, se não se arrependem, sua paciência será testemunha contra eles e sua justiça será mais clara na condenação deles. "Serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar" (SI 51.4).

c.       Usando-a para destacar ainda mais sua justiça

Deus nem sempre deixa o ímpio prosperar em seu pecado. Alguns ímpios, Deus pune abertamente, para que sua justiça seja observada. "Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa" (SI 9.16), isto é, sua justiça faz homens caírem no ato do pecado. Assim fez com Zimri e Cozbi no ato da impureza.

d.      Usando-a para encher plenamente o cálice de sua ira

Quando Deus permite que os homens prosperem um pouco em seus pecados, o cálice de sua ira está sempre enchendo, sua espada está sempre afiada: e embora Deus possa evitar os homens por um pouco, a demora em agir não é perdão. Quanto mais Deus demorar em tomar uma atitude, mais pesado será no final. Enquanto existir a eternidade, Deus tem tempo o suficiente para lidar com seus inimigos.
A justiça pode ser como um leão adormecido, mas o leão acordará e rugirá sobre o pecador. Nero, Júlio e Caim já não se depararam com a justiça de Deus?

É tempo de todos os homens se aperceberem que é inevitável, e a justiça de Deus, por fim, os encontrará.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 1 de outubro de 2017

MORRRER POR AMOR A JESUS CRISTO...


                                          MORRRER POR AMOR A JESUS CRISTO...
O livro dos Atos dos Apóstolos narram os momentos difíceis que Paulo passou em Jerusalém, no anuncio do Cristo ressuscitado. Apenas recordamos esta passagem dos Atos 25,19-21, que apresentam como Pórcio, Festo, o rei Agripa e Berenice que pressionados pelos judeus tentam condená-lo a morte. Como sabemos Paulo se defende com o título de cidadão Romano, escapando da morte. Enviado para ser julgado a Roma no outono do ano 60 d.C, sob o governo de Festo. Nesta viagem por motivo de tempestade, permanece 90 dias na ilha de Malta. Até que é conduzido a Roma. Depois de um processo de 2 anos recebe a liberdade. Surge neste momento a figura de Nero que acusa os cristão de incendiarem Roma.
 Prisão, condenação e morte
 Em 67 d.C. retorna a Roma acompanhado por Lucas e reconstitui a Comunidade, dizimada pelas perseguições de Nero. Paulo passa a viver na margem esquerda do Rio Tibre, perto da ilha Tiberina. Neste local ergueu-se uma Capela dedicada a sua memória “San Paolo alla Regola”. Foi preso e acusado de chefiar a seita cristã. Neste segundo cativeiro, sua situação ficou complicada pelo fato de pesar sobre os cristãos a acusação de terem incendiado Roma e era tratado “como malfeitor”. (2 Tim 2,9).
 Circunstâncias da morte de Paulo:
 Alguns biógrafos de Paulo mencionam que Paulo foi decapitado fora da cidade de Roma, “adAquas Salvias”, e os seus discípulos o enterraram numa propriedade particular as margens da via que leva para Óstia.
A Igreja Católica venera o lugar e erigiu um grande Igreja chamada Basílica de São Paulo fora dos muros. Que lembra o fato e considera este local das três fontes o indicado na morte de Paulo.
Existe um grupo de estudiosos que negam a autenticidade das cartas Pastorais, concluindo que ele tenha sofrido o martírio durante a perseguição do Imperador Romano Nero em 64 d.C.
No entanto os últimos anos de Paulo só se consegue conhecer, fazendo uma combinação de datas e notas que foram escritas nas cartas Pastorais. Acreditamos que nesta forma de estudar a biografia de Paulo é a que se aproxima mais da verdade.
 Últimos julgamentos e morte de Paulo seguindo as cartas Pastorais Timóteo e Tito:
 Paulo por ser cidadão romano, devia ser julgado pelo Tribunal Imperial. No primeiro
Interrogatório permitiram ao Apóstolo fazer a sua própria defesa, da acusação de cumplicidade no incêndio de Roma. Mas ninguém o ajudou, senão DEUS. (2 Tim 4,16-17) Contudo, deve ter se saído bem, pois a audiência foi suspensa sem qualquer condenação. Este é um dos textos das cartas pastorais que nos ajudam a entender o final da vida de Paulo.
Na prisão escreveu a Timóteo (a Segunda Epístola a Timóteo), a quem cuidava e o tinha como filho espiritual nomeando-o como executor de seu testamento. Tinha esperança de vê-lo ainda uma vez, pede também uma velha capa que deixara em Trôade, a friagem do calabouço estava minando rapidamente a sua saúde.
 No outono do ano 67 na Segunda Sessão do Tribunal Paulo é condenado e só resta a ele a entrada no reino dos Céus, a segunda carta a Timóteo 4,7-8 muito bem descreve:

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que o SENHOR, justo juiz, me dará o Senhor naquele Dia, e não somente a mim mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição” (2 Tim 4,7-8) Bíblia de Jerusalém
No segundo Interrogatório Paulo é sentenciado a morte.
Levaram Paulo ao longo da Via Ostiense, seguindo pela Porta Trigemina, passaram pela Pirâmide de Céstio e pelo local onde hoje se encontra a Basílica de São Paulo Extramuros que foi o lugar da morte. A seguir o cortejo deixa a estrada e vão até o local onde ele foi executado. Hoje naquele lugar, existe a “Piazza Tre Fontane”. No local da execução, a cabeça do Apóstolo tombou por um golpe de espada.
De acordo com a opinião mais comum, Paulo sofreu o martírio no mesmo dia e no mesmo ano que o Apóstolo Pedro, mas em locais diferentes.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante