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quarta-feira, 3 de maio de 2017

CRISTÃOS MARTIRIZADOS POR AMOR A JESUS CRISTO, SIM, QUAL É MESMO O SEU PROBLEMA...


CRISTÃOS MARTIRIZADOS POR AMOR A JESUS CRISTO, SIM, QUAL É MESMO O SEU PROBLEMA...
Meus amados e queridos irmăos em Cristo Jesus a Paz do Senhor!
Esta é mais uma matéria sobre a história dos mártires da Igreja.
As primeiras perseguiçőes aos cristăos partiram de autoridades judias na palestina. O primeiro mártir registrado nas Escrituras foi o diácono Estevăo (At 6 — 7), apedrejado por uma multidăo, possivelmente em 36 d.C. O próximo foi Tiago — filho de Zebedeu e um dos doze apóstolos — morto por Herodes Agripa I em 44 (At 12).
De acordo com Josefo e Eusébio, Tiago, o irmăo de Jesus e líder da igreja de Jerusalém foi apedrejado como resultado da instigaçăo do sumo sacerdote em 62, logo depois da morte do governador Festo.
A expulsăo dos judeus de Roma ordenada por Cláudio e registrada por Suetônio pode ter sido resultado de um tumulto causado por cristăos judeus que estavam pregando sobre Cristo nas sinagogas.
Nero queria fazer dos cristăos os bodes expiatórios do incęndio na capital em 64 d.C. Suetônio declarou laconicamente: “O castigo foi infligido sobre os cristăos, uma classe de homens dados a superstiçőes maldosas”. A descriçăo vívida feita por Tácito da brutalidade de Nero vem há séculos mexendo com a imaginaçăo:
Conseqüentemente, para livrar-se da delaçăo, Nero colocou a culpa e infligiu as mais terríveis torturas sobre uma classe odiada por suas abominaçőes, chamada pelo populacho de cristăos. Christus, do qual o nome é originado, sofreu a pena capital durante o reinado de Pôncio Pilatos... Além de sua morte, houve zombarias de todo o tipo.
Cobertos por peles de animais, eles foram rasgados por căes e pereceram, ou pregados a cruzes, ou condenados pelo fogo e queimados, para servir de iluminaçăo noturna quando a luz do dia havia expirado. Nero ofereceu seus jardins para o espetáculo.
Uma fonte cristă mais recente (Sulpício Severo) relata: “Naquele tempo, Paulo e Pedro foram condenados a morte, sendo o primeiro decapitado com a espada enquanto Pedro sofreu a crucificaçăo”.
Algumas tradiçőes populares, porém, năo tem fundamento histórico. Uma delas é de que Pedro estava fugindo de Roma para evitar a perseguiçăo de Nero e encontrou Jesus na Via Ápia. Ele disse: “Aonde vais, Senhor?” (Quo vadis domine?) Jesus respondeu: “Vou a Roma para ser crucificado novamente”. Foi entăo que o apóstolo voltou ŕ capital para encontrar-se com seu destino.
Outra lenda afirma que Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo.
         Vejamos os martírios mais marcantes da história:
OS APÓSTOLOS E DISCIPULOS PRIMITIVOS
1)        ESTEVĂO
Foi o primeiro mártir da igreja cristă, e de acordo com a Bíblia ele foi apedrejado (At 7.54-60). Ele morreu orando e suas últimas palavras foram "Senhor Jesus, recebe o meu espírito". Joăo Calvino, reformador do século XVI, comenta essa oraçăo de Estevăo dizendo: "A nós convém, juntamente com Davi (Sl 31.1), entregar as nossas almas nas măos de Deus diariamente, enquanto estivermos nesse mundo, visto que somos cercados por um milhar de mortes, a fim de que Deus possa livra-nos de todos os perigos; porém, quando tivermos realmente de morrer, e formos chamados para o outro lado da existęncia, entăo teremos que voar apoiados nessa oraçăo - Que Cristo receba o nosso espírito.
Pois ele entregou o seu próprio nas măos do Pai, com esse propósito, o de guardar-nos para sempre. Isso serve de consolo inestimável. Essa esperança deve encorajar-nos a sofrer a morte com paciência".
2)        TIAGO O MAIOR, IRMĂO DE JOĂO
Tiago, irmăo de Joăo, foi o primeiro dos apóstolos a ser morto por causa da Palavra de Deus. Ato 12.2 nos informa que ele foi decapitado, a mando do rei Herodes Agripa I. Clemente de Alexandria, um dos pais apostólicos, conta-nos detalhes de sua morte.
Diz ele que ao ser conduzido ao local de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento e, caindo aos pés de Tiago, pediu-lhe perdăo. Logo após, confessou-se cristăo e foi morto juntamente com aquele que antes o havia acusado. Juntos foram decapitados.
3) TIAGO IRMĂO DO SENHOR E BISPO DE JERUSALÉM
Tiago, irmăo do Senhor e autor da carta que leva o seu nome, com 99 anos foi espancado e apedrejado pelos judeus até a morte. Isso se deu no ano de 63 d.C. Os judeus lhe ordenaram que de uma das galerias do templo clamasse que Jesus de Nazaré năo era o Messias.
Mas em vez de falar assim, ele anunciou ŕ multidăo que Cristo era o Filho de Deus, e juiz do mundo. Entăo os seus inimigos enraivecidos o lançaram ao chăo, e o moeram com pancadas. Năo estando ainda completamente morto, acabaram de matá-lo com pedradas, enquanto ele orava pelos seus inimigos.
3)        SIMĂO PEDRO
Pedro foi condenado em Roma a ser crucificado. Hegésipo, um escritor primitivo, conta que o povo, ao perceber que Nero procurava razőes contra Pedro para matá-lo, rogou insistentemente ao apóstolo que fugisse da cidade. Persuadido pela insistência deles, ele dispôs-se a fugir.
Ao chegar, porém, ŕ porta, viu o Senhor Jesus Cristo que vinha ao seu encontro. Adorando-o, Pedro indagou: "Senhor, aonde vais? Ao que ele respondeu: "Vou ser crucificado de novo". Pedro, ao dar-se conta de que era de seu sofrimento que o Senhor falava, voltou a cidade.
Jerônimo afirma que ele foi crucificado de cabeça para baixo, por petiçăo própria, por julgar-se indigno de ser crucificado da mesma maneira que o seu Senhor.
5) PAULO DE TARSO
O apóstolo Paulo também foi martirizado em Roma.
Abidias, um historiador primitivo, conta-nos que quando foi dada a ordem de execuçăo de Paulo, o imperador enviou dois soldados para dar-lhe a notícia que ele seria morto. Diz esse historiador que o nome desses soldados eram Ferege e Partemio.
Ao chegarem a Paulo pediram oraçăo para que também cressem. Paulo garantiu-lhes que em breve creriam e seriam batizados diante de seu túmulo.
De acordo com a maioria dos historiadores cristăos, Paulo foi retirado de um calabouço em Roma para a execuçăo. 2 Tm 4.13, nos mostra que o apóstolo Paulo estava em um lugar úmido e sentia muito frio, por isso Pediu que lhe enviassem sua capa de inverno.
6) ANDRÉ, IRMĂO DE SIMĂO PEDRO
André, irmăo de Simăo Pedro, pregou o evangelho a muitas naçőes da Ásia.

Em Édesa foi crucificado de forma transversal. As extremidades de sua cruz foram fixadas transversalmente no solo. Daí o nome de cruz de santo André.
7) BARTOLOMEU
Era natural de Caná da Galiléia, homem de bom caráter, recebendo por isso o elogio de Jesus Cristo.
Foi um pregador que viajou para vários países e por último, foi cruelmente açoitado e crucificado pelos idólatras da Armęnia.
8) APÓSTOLO JOĂO
Por ordem do imperador Tirano, foi lançado numa caldeira de azeite fervendo e por um milagre saiu ileso. Depois disso foi desterrado para a ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas de carvăo.
Em Patmos lhe foi revelado as profecias dos últimos dias: o Apocalipse. Depois da morte do imperador, Joăo foi solto e voltou para Éfeso de onde escreveu o evangelho que leva o seu nome e as três cartas que também levam o seu nome. Morreu de forma natural em avançada idade.
9) TIMÓTEO
Segundo a tradiçăo eclesiástica Timóteo foi o primeiro bispo de Éfeso e diz que ele morreu ali martirizado quando Joăo estava exilado na ilha de Patmos. Ele foi morto a pauladas por uma turba de idolatras que se encaminhavam para o templo para oferecerem sacrifícios aos deuses.
Você sabe qual era o crime ou o erro dos cristăos primitivos?
Uma carta do governador Plínio ao imperador Trajano, nos primórdios do Cristianismo, mostrando o crime dos cristăos, responde a essa pergunta:
"Todo o crime ou erro dos cristăos se resume nisto: tęm por costume reunirem-se num certo dia, antes do romper da aurora, e cantarem juntos, um hino a Cristo, como se fosse um Deus, e se ligarem por um juramento de năo cometerem qualquer iniqüidade, de năo serem culpados de roubo ou adultério, de nunca desmentirem a sua palavra, nem negarem qualquer penhor que lhes fosse confiado, quando fossem chamados a restituí-los.
Depois disso feito, costumavam-se separar-se e em seguida reunirem-se de novo, sem a menor deserdem. Depois dessas informaçőes julguei muito necessário examinar, mesmo por meio de tortura, duas diaconisas, mas nada descobri a năo ser uma superstiçăo má e excessiva."
10) INÁCIO DE ANTIOQUIA
A tradiçăo diz que ele conheceu Pedro e foi ordenado bispo de Antioquia pelo apóstolo Joăo. Foi condenado pelo imperador Trajano a ser lançado as feras em Roma. Enquanto atravessava a Síria a caminho de Roma, ele escreveu várias cartas. Em uma delas ele diz: "Desde a Síria até Roma estou lutando com feras por terra e por mar, de noite e de dia sendo levado preso por dez soldados cuja ferocidade iguala a dos leopardos, e os quais, mesmo quando tratados com brandura, só mostram crueldade.
Mas no meio destas iniqüidades, estou aprendendo... Coisa alguma, quer seja visível ou invisível, desperta a minha ambiçăo, a năo ser a esperança de ganhar a Cristo.
Se o ganhar, pouco me importará que todas as torturas do demônio me acometam, quer seja por meio do fogo ou da cruz, ou pelo assalto das feras ou que os meus ossos sejam separados uns dos outros e meus membros dilacerados, ou todo o meu corpo esmagado.".
Quando chegou em Roma o lançaram na arena com os leőes, e ele disse: "Sou, como o trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído pelos dentes das feras antes de se tornar em păo.".
Depois disso foi comido pelos leőes e recebido na glória pelo leăo da tribo de Judá.
11) POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA
Policarpo foi o discípulo pessoal do apostolo Joăo, era homem muito consagrado e foi o principal pastor da Igreja de Esmirna.
Nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Escreveu Duas cartas á igreja de Filipos conservadas até o dia de hoje.
Diz a história que ele ao entrar na arena para ser morto ouviu uma voz do céu que dizia: "Sę forte Policarpo! Se homem".
Ele foi condenado ŕ fogueira e quando o fogo acendeu năo teve poder de queimá-lo, por fim o mataram a golpes de espada.
Depois de preso por pregar o evangelho, foi inquirido a amaldiçoar ŕ Cristo no que ele respondeu: "Por 86 anos tenho sido servo de Cristo, e ele nunca me fez mal algum. Como posso blasfemar de meu Rei, que me salvou?".
12) FELICIDADE E SEUS FILHOS
Marco Aurélio assumiu o trono em 161 d.C. e no ano 180 começou de novo as perseguiçőes. Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi à de Felicidade e seus sete filhos.
Ela foi acusada de ser cristă e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse: "Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais.".
Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte. Dois foram golpeados por clavas.
O quarto foi jogado do despenhadeiro. Tręs foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.
13) PERPÉTUA, A JOVEM
No reinado de Severo foi martirizada Perpétua, uma senhora casada, de 22 anos, de boa família e măe de uma criança, era nova convertida, saída do paganismo. Nem com as suplicas de seu pai, ela negou a cristo.
Nesse dia conduziram-na para fora com o irmăo, e outra mulher chamada felicidade e as duas foram atadas em redes, e lançadas a uma vaca brava.
Os ferimentos de Perpétua năo foram mortais, e a populaçăo farta, mas năo saciada pela vista do sangue, disse ao algoz (carrasco, indivíduo cruel) que aplicasse o golpe da morte.
Como que despertando de um sonho agradável, Perpétua chegou a túnica mais a si, levantou o cabelo que lhe caíra pelas costas abaixo, e depois de ter dirigido com voz fraca algumas palavras de animaçăo a seu irmăo, guiou ela mesma a espada do gladiador para o coraçăo, e assim expirou."
14) BISPO BASÍLIO
O bispo Basílio foi um dos que pereceram nas măos de Juliăo. Foi encarcerado e ameaçado de morte.
Juliăo o interrogou pessoalmente. Basílio nesse interrogatório predisse a morte do imperador e disse-lhe ainda do tormento que lhe sobreviria na outra vida. Encolerizado Juliăo ordenou que o corpo desse seguidor de Cristo fosse descarnado a cada dia, em sete diferentes partes, até que sua pele e carne ficassem totalmente destroçadas.
15) ARTĘMIO, COMANDANTE ROMANO
Artęmio, comandante das forças romanas no Egito, foi privado de seu mandato por ser cristăo; logo teve seus bens confiscados e foi decapitado.
Na palestina muitos foram queimados vivos; outros arrastados pelos pés através das ruas, despidos, até expirar.
Alguns foram feridos até morrer; apedrejados e outros sofreram espancamento na cabeça, até perder os miolos. Em Alexandria, foram muitos os cristăos que morreram pela espada, pelo fogo, pela crucificaçăo e pela decapitaçăo.
16) HERMENEGILDO
Em 586, o rei Leovigildo mandou matar o próprio filho, o príncipe Hermenegildo, por renunciar a fé ariana e converter-se ao genuíno evangelho. Ele foi decapitado por ordem do próprio pai por năo receber a eucaristia das măos de um bispo ariano em 13 de abril de 586 d.C.
17) JUAN
Foi bispo de Bérgamo, em Lombardia. Era erudito e bom cristăo. Empenhou todos os esforços possíveis para retirar da igreja os erros do arianismo. Teve grande ęxito contra os hereges e por isso foi assassinado no dia 11 de julho de 683 d.C.
18) KILLIAN
Nasceu na Irlanda e recebeu de seus pais uma educaçăo piedosa e cristă. Obteve a licença da igreja de Roma para pregar aos pagăos da Alemanha. Em Wurtburg converteu o governador Gozberto, cujo exemplo foi seguido pela maior parte do povo durante os anos seguintes.
Quando, porém Killian persuadiu o governador Gozberto de que seu matrimônio com a viúva de seu irmăo era pecaminoso, este ficou irritado e mandou matá-lo. Era o ano de 689 d.C. Em 854, quarenta e duas pessoas, na alta Frigia, foram martirizadas pelos sarracenos.
19) JOHN HUSS
De origem camponesa e humilde, Huss nasceu na Boęmia em 1373 e só aos 13 anos entrou para a escola elementar.
Cinco anos mais tarde entrou para a universidade de Praga e em 1398 alcançou o grau de Bacharel em Divindade, sendo consagrado pastor da igreja de Belém, em Praga. A partir desse púlpito católico, Huss começou a pregar a genuína palavra de Deus, o que lhe gerou muitas perseguiçőes.
Foi convocado pelo papa a comparecer em Roma. Recusou-se e foi excomungado.
A semelhança de Wycliffe, Huss atacou várias doutrinas erradas da igreja romana como; a venda de indulgęncias, a veneraçăo de imagens, o vício do papa, dos cardeais, e do clero.
Suas ideias provocaram a ira do papa que o convocou a comparecer ao Concílio de Constância com um salvo-conduto do imperador.
O salvo-conduto, porém, năo foi cumprido e suas ideias foram condenadas. Foi-lhe dada ŕ oportunidade de se retratar, năo negando, porém a sua fé.
Foi queimado na fogueira com uma coroa de papel decorada com diabinhos com a seguinte frase: "Coroa de Hereges".
Finalmente aplicaram o fogo ŕ lenha, e entăo o nosso mártir cantou um hino com voz tăo forte e alegre que foi ouvido através do crepitar da lenha e do estrondo da multidăo. Finalmente a sua voz foi calada pela força das chamas, que logo puseram fim ŕ sua existência na terra.
20) JERÔNIMO SAVONAROLA
Nasceu em Florença, Itália e pregava como um dos antigos profetas da Bíblia para vastas multidőes que enchiam sua catedral.
Seus sermőes eram contra a sensualidade e o pecado da cidade e também contra os vícios do papa. A cidade se arrependeu e se reformou, mas o papa Alexandre VI procurou, de todos os modos, silenciar o virtuoso pregador.
Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença. Isso aconteceu dezenove anos antes das 95 teses de Lutero ser colocadas na catedral de Wittenberg. Esse homem de Deus nos deixou o exemplo de como ser fervoroso mesmo em meio uma sociedade totalmente corrompida. Todos esses homens anteciparam o espírito e a obra dos reformadores.
21) JERÔNIMO DE PRAGA
Foi conterrâneo de Huss e nasceu na cidade de Praga.
Teve acesso ás obras de Wycliffe e ao ver o progresso que a obra de Huss teve na Boęmia, foi ajudá-lo. Chegou na Boęmia, três meses antes de Huss ser morto.
Foi preso pelo duque Sultsbach, que o levou com correntes pelo pescoço sendo lançado em uma masmorra imunda onde ficou por 340 dias, sem luz e quase morto de fome.
As acusaçőes que pesavam contra ele eram:
1ş Ridicularizar a autoridade papal;
2ş fazer oposiçăo ao papa;
3ş Ser inimigo dos cardeais;
4ş Ser perseguidor dos prelados;
5ş Foi acusado de aborrecedor da religiăo cristă.
Como Huss, sua condenaçăo foi ser queimado em praça pública.
Prepararam-lhe umas coroas de papel, pintada com demônios na cor vermelha, o que vendo disse: "O Nosso Senhor, quando sofreu a morte por mim, que sou o mais miserável dos pecadores, levou sobre a sua cabeça uma coroa de espinhos; por amor a ele, levarei esta coroa também.
" Quando atearam fogo, cantou um hino e suas últimas palavras foram: "A ti, Cristo, ofereço esta alma em chamas".
22) JOHN BROWN
Em 1517 foi acusado de heresia.
Sua condenaçăo foi ser queimado vivo. Antes de queimá-lo, os arcebispos de Rohester, fizeram com que seus pés fossem queimados até que toda a carne se desprendesse, e os ossos ficassem expostos.
Fizeram isso para forçá-lo a retratar-se; porém ele persistiu em sua fé e devido a isso, foi preso ŕ estaca e queimado.
23) THOMAS MANN
Era um cristăo bem quisto pela comunidade. Foi acusado de fazer declaraçőes contrárias ao culto das imagens e as peregrinaçőes católicas sendo queimado em Londres em 1519.
24) THOMAS HARDING
Foi acusado junto com sua esposa de praticar heresia, somente por năo aceitar a doutrina da transubstanciaçăo.
Foi condenaçăo a ser queimado. Ao ser levado ao local do suplicio, um dos espectadores rompeu o seu crânio com um porrete.
Os sacerdotes premiaram a todos os que traziam madeira para a fogueira, com uma indulgência para pecar por 40 dias.
25) JONH HOOPER
Foi um dos reformadores ingleses e era bispo de Gloucester.
Era fervoroso em seu ensino, eloquente em sua palavra, perfeito na citaçăo dos textos Bíblicos, infatigável na sua tarefa, exemplar em sua vida pessoal. No dia 29 de janeiro de 1555, foi condenado por ensinar heresia.
Sendo condenado á fogueira suas últimas palavras foram: "Senhor Jesus, tenha misericórdia de mim. Senhor Jesus recebe o meu espírito".
26) WILLIAM TYNDALE
Foi conterrâneo e amigo de Lutero. Muitos o colocam como pré-reformador, mas é inegável que ele teve uma grande participaçăo de maneira direta na reforma protestante.
Tyndale foi um fiel ministro do Senhor que nasceu em um local próximo ŕ fronteira do país de Gales.
Foi criado desde sua infância na universidade de Oxford, onde, por sua longa permanência, cresceu tanto no conhecimento dos idiomas e das outras artes liberais, como na prática das Escrituras, ŕs quais a sua mente estava muito apegada.
Aos 30 anos fez uma promessa que haveria de traduzir a Bíblia diretamente dos originais para o inglęs, com o objetivo de que, todo povo desde o camponês até a corte real pudessem ler e compreender as Escrituras em sua própria língua. Em 1525, a traduçăo do Novo Testamento estava completa.
Em pouco tempo mais de seis mil cópias estavam nas măos do povo.
Isso gerou uma grande perseguiçăo da igreja Romana sobre a sua vida, até que em maio de 1535 foi preso.
Um ano depois saiu a sua condenaçăo. No dia seis de outubro de 1536, foi levado ao lugar da execuçăo. Foi amarrado ŕ estaca, estrangulado pelo carrasco e, em seguida consumido pelo fogo. Na estaca, orou com fervor dizendo: "Senhor, abra os olhos do rei da Inglaterra".
27) ALGUNS MÁRTIRES DO SÉCULO XIX
Entre os anos de 1814 a 1820, os protestantes do sul da França, sofreram terríveis perseguiçőes por parte dos Católicos Romanos. Só o fato da pessoa se confessar protestante, era motivo para perder a vida. Vejamos alguns casos:
a) Um jovem chamado Pierre foi questionado pelos católicos a respeito de sua fé. Perguntaram-lhe: "Você é católico ou protestante?".
Ele prontamente respondeu: "Sou protestante". Essa declaraçăo lhe custou a vida, pois um dos inquiridores lhe deu um tiro a queima roupa.
b) Blacher, um senhor de 70 anos, também foi argumentado com respeito a sua fé. Ao declarar-se protestante, teve todo o seu corpo despedaçado por uma foice.
c) Um Senhor de idade chamado Ddet foi parado na rua e lhe perguntaram: "Vocę é protestante?". Ao que ele respondeu: "Sou". Imediatamente descarregaram nele um mosquete, porém ele năo morreu.
Mas, para consumar a sua obra, os monstros acenderam uma fogueira com palha e tabuas. Lançaram o Ancião nela, ainda vivo, causando-lhe sofrimentos terríveis até a morte.
28) MÁRTIRES DO SÉCULO XX
a)        DIETRICH BONHOEFFER (1906 -1943)
Teólogo Alemăo que se opôs fortemente ao governo de Adolf Hitler, Bonhoeffer pregou duramente contra o anti-semitismo, condenou a cooperaçăo da igreja com o terceiro Rich (sistema comandado por Hitler), e tornou-se parte da resistęncia ao regime nazista juntamente com outros lideres de sua época.
Em 1936, o governo Alemăo cassou o título de livre-docente de Bonhoeffer em Berlim. Um ano depois, fechou o seminário em Finkenwalde, no qual era professor.
Foi proibido de ensinar e de publicar livros. No dia cinco de abril de 1943 foi preso e lavado ao campo de concentraçăo de Buchenwald.
Em 8 de abril do mesmo ano, num domingo, como de costume, Bonhoeffer pregou um sermăo que tocou profundamente no coraçăo dos colegas de prisăo, ao falar sobre a vontade de Deus para a vida de cada ser humano.
Depois de orar, a porta da cela se abriu.
Dois guardas do Terceiro Reich disseram: "Prisioneiro Bonhoeffer, prepare-se para vir conosco".
Os presos sabiam que estas palavras eram sinônimas de morte.
Deduzindo o que lhe aconteceria, se dirigiu aos demais, dizendo: "Para mim, isto é o fim, mas também o início", numa referência direta ao fato de que, para o cristăo a morte é uma passagem para o céu.
No dia seguinte, foi enforcado, aos 30 anos de idade.
Três semanas depois, Adolf Hitler suicidou-se e, menos de um męs após o assassinato de Bonhoeffer, as vítimas do nazismo que sobreviveu, foram libertadas com o fim do domínio insano do regime Hitlerista.
b)        IVAM MOISEYEV
Ivan foi um soldado cristăo do exercito vermelho, da antiga Uniăo Soviética.
Era um jovem diferente, cristăo genuíno, que năo se deixava amedrontar pelas ameaças dos oficiais e nem pelo escárnio dos colegas de farda.
A fé e o relacionamento intimo com Cristo eram mais importantes do que sua própria segurança pessoal ou aprovaçăo dos companheiros. Seu caráter foi provado até o sangue, no exercito vermelho.
Muitas vezes proibido de pregar aos colegas, Ivan tinha um princípio Bíblico em sua vida: "Mais vale obedecer a Deus do que aos homens".
Apesar de ser um soldado exemplar, năo se calava com relaçăo a sua experiência de salvaçăo.
Muitas vezes foi inquirido a negar sua fé, mas nada o fazia calar. Foi preso e lançado em uma cela cheia de poças de água.
Depois de muitas tentativas de fazê-lo desistir de sua fé, a única maneira que conseguiram fechar a sua boca, foi matá-lo dentro da prisăo.
Sua família, quando viu o corpo, năo o reconheceu de tăo deformado que estava seu rosto, com marcas de botas no rosto, boca quebrada, a testa e as têmporas cheias de hematomas.
Um dia antes de morrer, em 15 de julho de 1972, escreveu uma carta a seu irmăo dizendo: "Querido irmăo, recebi sua carta e demorei responder, porque houve uma grande tormenta.
Quando Sergei (amigo de farda de Ivan e também cristăo) chegou, ele também sofreu, e seus livros e até postais foram confiscados.
Năo conte tudo a papai e mamăe. Diga apenas: Ivan escreveu, e disse que Jesus vai partir para a peleja.
Esta luta é de Cristo, e Ivan năo sabe se voltará dela com vida. Desejo que todos os amigos, jovens e velhos, se lembrem deste verso de Apocalipse 2.10: ‘Sę fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida‘. “Receba esta última carta, na terra, do menor dos irmăos, Ivan Moiseyev”.
c) STANLEY ALBERT DALE (1910 - 1968)
Missionário aos índios canibais YALIS, no vale do Seng, em Nova Guiné Holandesa, Stanley foi martirizado pelos índios juntamente com seu amigo Philip com mais de 60 flechadas cada um, e depois tiveram os corpos esquartejados.
Próximo ao local onde Stanley e Philip foram feridos e mortos, há uma pequena placa de aço inoxidável na qual estăo gravadas as seguintes palavras:
Stanley Albert Dale
Amado esposo de Patrícia
Morto por causa de sua fé, no vale de Seng
25 de setembro de 1968
Apocalipse 2.10
Muitos outros irmăos foram mortos nesse século por causa do seu testemunho cristăo Os mencionados acima, săo apenas alguns dos milhares e milhares que foram fies ao Senhor até a morte e conquistaram a coros da vida.
c)        PASTOR QUE FOI MORTO COM A FAMÍLIA
O pastor David Yonggi Cho conta em um de seus livros a história de um pastor que foi preso pelos soldados comunistas na cidade de Inchon, na época da invasão comunista na Coréia do Sul.
Os soldados o prenderam e ameaçaram matá-lo caso não negasse a Jesus.
Com bravura, o pastor reafirmou sua fidelidade a Jesus a despeito das ameaças. Os soldados, irados, ameaçaram sepultá-lo vivo com a sua família, caso ele não renegasse a sua fé. O pastor e sua família preferiram o martírio em vez da apostasia.
Foi aberta, então, uma grande cova e jogaram lá dentro o pastor e sua família.
Começaram a jogar terra e a soterrar a família piedosa. Quando a terra já estava sufocando a todos, um filho gritou desesperado: "Papai, pense em nós. Pense em nós papai".
O pai aflito começou a chorar, mas sua esposa, cheia de fervor, gritou para os filhos: "Coragem, meus filhos, vocês não sabem que hoje ŕ noite nós vamos jantar com Jesus, o Rei dos Reis e Senhor dos senhores?"
Depois de encorajá-los a ser fiéis até a morte, começou a cantar um hino sobre o céu que dizia:
"Eu avisto uma terra feliz, uma terra de glória e fulgor Avistamos o lindo país, pela fé na Palavra de Deus.
No doce porvir, viveremos no lindo país.
Sim no doce porvir, viveremos no lindo país “
Cantaram com entusiasmo até que suas vozes foram silenciadas debaixo dos escombros. A obediência daquela família levou-os ao caminho estreito do martírio, mas no fim dessa estrada estava a glória excelsa de Deus.
A multidão que assistiu a esse doloroso martírio ficou profundamente comovida e dezenas de pessoas se converteram e foram salvas por esse testemunho.
d. A crueldade praticada na Coréia do Norte
A igreja evangélica coreana cresceu num solo regado pelo sangue dos mártires.
Milhares de crentes foram castigados até a morte, com requintes de crueldade, na época da ocupação japonesa.
Centenas de pastores foram decapitados ás margens do rio Ran. Mais tarde, na terrível guerra contra a Coréia do Norte, outras centenas de crentes morreram por sua fidelidade a Cristo.
Nesse museu, vimos numa enorme sala quadros singelamente emoldurados com as fotografias de centenas de mártires. Em cada quadro havia um breve histórico com o relato da vida, das obras, do ministério e, sobretudo da maneira cruel com que cada pessoa foi torturada e morta pela sua fé.
Ali naquela sala chorei ao ver que muitos daqueles mártires morreram sem ver o grande avivamento que Deus enviou sobre a Coréia do Sul.
Deus honra o sangue dos mártires.
O sangue dos mártires como dizia Tertuliano, é o adubo para a sementeira do Evangelho.
Depois de observar atentamente todos aqueles quadros, já na saída da sala, aproximei-me do último quadro.
A moldura era a mesma, mas não havia fotografia. Quando fiquei de frente para ele, havia no lugar da fotografia, um espelho.
Vi meu próprio rosto e, embaixo, uma frase lapidar: "Você pode ser o próximo mártir".
Lagrimas rolaram em meu rosto. “Reconheci que precisava ser revestido com o poder do Espírito para ser um mártir de Jesus”.
Que estes belos exemplos nos sirva como modelo para sermos fiéis a Deus até a morte quando mediante o aparecimento do filho de homem receberemos a coroa da Vida, em nome de Jesus, amém.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


terça-feira, 2 de maio de 2017

IGREJA X HIPOCRISIA, QUE MASCARA DEVO USAR...


                            IGREJA X HIPOCRISIA, QUE MASCARA DEVO USAR...
Antes de ler este estudo, ore pedindo que o Espírito Santo ministre a Palavra de Deus ao seu coração, e dê a Ele a liberdade para agir em sua vida. Deixe o seu coração como um solo fértil para que o Espírito Santo o convença do pecado, da justiça e do juízo, pois esse é um trabalho constante Dele em nossas vidas.
Vamos meditar em um texto bíblico que está em João 8:3-11.
João 8:3-11
"E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando.
E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto dizia eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.
Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.
E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais."
O texto narra uma história muito conhecida por cristãos e não-cristãos, o caso da mulher adúltera, ou o caso de atirar a primeira pedra, mas existem detalhes importantes em que devemos prestar atenção.
O primeiro detalhe importante é que a mulher foi pega em flagrante no ato de adultério, ou seja, ela foi pega na cama com um homem que não era seu marido.
Outro detalhe importante é que, possivelmente, os escribas e fariseus que a apanharam já sabiam que ela era adúltera e talvez estivessem apenas esperando uma oportunidade para flagrá-la, já que se importavam tanto em seguir a lei de Moisés e conheciam a sentença para aquela mulher: a morte por apedrejamento.
Mais um detalhe importante é que eles chamaram Jesus de "Mestre". Mas pense um pouco mais... os fariseus e escribas não viam Jesus como Mestre porque não concordavam com Jesus. Observe que eles foram até Jesus com a intenção de acusá-lo, caso contrariasse a lei de Moisés, o que seria uma blasfêmia.
Eles cercaram a mulher adúltera como se estivessem preparados para apedrejá-la. Então, eles perguntaram qual o veredicto de Jesus para aquela mulher. E o Senhor respondeu com toda sabedoria: "Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela".
Aqueles homens foram surpreendidos com a resposta do Mestre e, um a um, saíram daquele lugar.
Jesus então pergunta à mulher onde estavam os acusadores e ela responde que nenhum a condenou. Então, o Senhor agiu com toda sua misericórdia e disse: "Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais". Que momento maravilhoso de misericórdia, amor e perdão!
Aqueles homens haviam preparado um tribunal para acusação levando a mulher até Jesus, mas o Senhor transformou aquele lugar em um lugar de perdão.
É essa a vontade do Senhor para a igreja.
Medite nesta frase durante toda a leitura: "A igreja é um lugar de perdão e não um tribunal para acusação".
Vou fazer uma afirmação que talvez você ache pesada: a hipocrisia está no meio da igreja e isso tem afastado as pessoas.
Quer um exemplo? Você já presenciou algo semelhante à seguinte situação?
Dois irmãos conversando sobre uma pessoa...
"Irmão, fulano de tal está pecando e é um pecado feio mesmo. Pior que ele é líder de ministério. Mas não foi ninguém que me falou, ele mesmo me confessou. Que absurdo!". E o outro irmão ainda concorda que é absurdo.
Convenhamos, é um absurdo. É um absurdo um irmão achar um absurdo a confissão dos pecados feita por outro irmão. Como se confessar fosse errado. Mas o erro não é a confissão, o erro é o pecado. A confissão é o caminho para acertar, pois a confissão é um resultado do arrependimento.
Como você se comportaria se um irmão confessasse um pecado "pesado" a você? Acharia um absurdo? ("pesado" entre as aspas porque pecado não tem peso nem tamanho).
Mas a Palavra de Deus diz que devemos confessar uns aos outros (Tiago 5:15-16).
Tiago 5:15,16
"E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos."
Observe no texto de Tiago 5 que a confissão gera cura.
A igreja tem que ser um ambiente em que as pessoas se sintam confortáveis para confessarem suas culpas. Se isso não acontece, as pessoas vão escondendo seus pecados e isso vai gerando uma aparência de crente, e aí está a hipocrisia.
Frases como "na igreja não pode fazer isso", "na igreja eu não devo me comportar assim", "o pessoal da igreja vai achar um escândalo isso"... São frases resultantes da hipocrisia.
Hipocrisia é fingir os verdadeiros sentimentos e pensamentos, hipocrisia é falsificar os verdadeiros sentimentos e pensamentos.
Parece que a igreja se tornou um lugar rigorosamente intolerante aos pecadores, enquanto deveria ser intolerante aos pecados. É como se estar na igreja garantisse que nunca mais iremos pecar, tornando-nos infalíveis. A regra geralmente é: Quem falha está fora!
Mas a Palavra de Deus diz que iremos pecar (1 João 1:8-9).
1 João 1:8-9
"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça."
Pecar é um grande problema, mas esse problema se agrava quando encobrimos os nossos pecados. Esses versículos de 1 João dão uma notícia para você e para mim: na igreja, você vai pecar, você vai errar. Porém, saiba que, se você pecar, há um advogado diante do Pai, o Senhor Jesus, e isso nos dá o direito de sermos perdoados, se confessarmos nossos pecados.
Lembre-se: a igreja é um lugar de perdão e não um tribunal para acusação.
Responda esta pergunta: na igreja em que você participa, existe alguma pessoa para quem você confessaria seus pecados?
Se sua resposta é sim, glória a Deus! Se sua resposta for "não", então há hipocrisia no meio da igreja.
E como mudar isso na igreja?
Deixe de ser hipócrita!
Na situação com a mulher adúltera, Jesus eliminou a hipocrisia. Aqueles homens fariseus que a acusavam também tinham pecados, mas talvez eles pensassem: negociar no templo é pecado mas não é como adultério; cobrar das outras pessoas o que nem nós conseguimos cumprir, tudo bem, não é como adultério; fazer orações nas esquinas para que as pessoas nos vejam, sem problemas, não é adultério. Quando comparamos os pecados caminhamos para a hipocrisia.
Mas não foi só aquela situação em que Jesus combateu a hipocrisia.
Em outra ocasião, Jesus falou diretamente aos fariseus (Mateus 15:7-8).
Mateus 15:7-8
"Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim."
E Jesus deu um conselho que nos orienta a eliminar a hipocrisia (Mateus 7:3-5).
Mateus 7:3-5
"E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão."
Ele ainda comparou os hipócritas a sepulcros caiados (Mateus 23:27-28).
Mateus 23:27-28
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade."
A mensagem de Jesus para os hipócritas era "O que vocês estão fazendo também é pecado!".
Pare de comparar pecados. Pare de dizer pra si mesmo: "não, mas isso que eu faço não é como o pecado de tal pessoa". A gente fica comparando pecado.
Pare de justificar o seu pecado, porque também é PE-CA-DO!
O que você faz escondido para que ninguém saiba? PE-CA-DO
Os seus pensamentos que não podem ser expostos de jeito nenhum? PE-CA-DO
Suas conversas maliciosas? PE-CA-DO
Suas mentirinhas? PE-CA-DO
Jesus espera que nós confessemos os nossos pecados, porque só assim Ele pode nos perdoar. Mas nós não confessamos nossos pecados com medo de causar escândalo ou por causa do orgulho, imaginando "O que as pessoas vão dizer?".
Aí mantemos uma aparência de crente. As pessoas olham para você e pensam que você é um santo exemplo, só que Deus conhece tudo o que você faz tudo o que você pensa.
Mas responda esta pergunta:
O que é mais importante: a impressão que as pessoas têm de você ou a sua comunhão com Deus?
Porque quando você escolhe esconder seus pecados você está priorizando a sua comunhão com as pessoas, a impressão que elas têm de você. Mas quando você expõe e confessa seus pecados você está priorizando a sua comunhão com Deus.
Jesus tem uma resposta para essa pergunta (Mateus 10:28).
Mateus 10:28
"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo."
Ele disse para não temermos as pessoas, que podem matar nosso corpo com suas sentenças de morte, mas devemos temer a Deus, pois Ele pode lançar a nossa alma e nosso corpo no inferno. A escolha é nossa.
Por maior que seja o prejuízo causado pela má impressão das pessoas ao saberem dos nossos pecados, nada é mais terrível que a morte eterna.
Preste atenção: não há nada mais importante que a sua comunhão com Deus. Nem o seu ministério, nem seus liderados, nem sua família, nem seus líderes, nem seus amigos, nada, absolutamente nada.
As pessoas podem ter uma boa impressão sobre você e, em contrapartida, Deus conhece toda a imundícia dentro desse sepulcro caiado. Ou as pessoas podem até ter uma má impressão sobre você pela confissão dos seus pecados, mas Deus vê a verdade libertando a sua vida.
Vamos eliminar a hipocrisia!
Já passou da hora de você confessar todos os nossos pecados e experimentarmos tudo o que Deus tem para nós. Confissão de pecados não é condenação mas sim uma necessidade para salvação.
Quando alguém confessar os pecados a você, não acuse, faça o que Jesus fez. Ele disse para a mulher adúltera: "Nem eu também te condeno".
Confesse, se entregue, receba as palavras do Senhor: "Nem eu também te condeno". Ele é fiel e justo para nos perdoar de todos os pecados.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 1 de maio de 2017

NO CÉU NÃO HÁ DIVISÓRIA...


                                               NO CÉU NÃO HÁ DIVISÓRIA...
1 Coríntios 1.10 – “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”.
Em Dezembro de 1912, um grande navio partiu da Inglaterra, rumo aos Estados Unidos. No meio do oceano um iceberg pôs fim à viagem. O grande Titanic foi para o fundo do mar. Sua tripulação era de 2.227 pessoas das quais apenas 705 foram salvas. Observando esse naufrágio, percebemos que centenas de pessoas poderiam ter salvo suas vidas se o navio não se dividisse ao meio. Com o casco furado, a água invadiu o navio e as partes inundadas foram fechadas para que a água não atingisse os locais onde estavam a tripulação. Mesmo com tanta água dentro do navio ele não teria afundado tão depressa. O que causou a morte de tanta gente foi a divisão do navio em duas partes. Uma delas afundou primeiro e a outra foi, logo à seguir, puxada também para baixo. Se não houvesse essa divisão toda a tripulação teria sobrevivido, posto que pouco tempo depois de o Titanic naufragar um outro navio chegou ao local e socorreu os sobreviventes. A divisão do navio foi a sua ruína.
O assunto desse estudo é a divisão. Dividir é partir algo no meio ou em várias partes. É quebrar a unidade. É fracionar algo. Um pão pode ser dividido e com isso matar a fome de duas pessoas. Isto é bom! Mas um vaso não poderá transportar água para matar a sede de duas pessoas se for dividido ao meio. Os dois continuarão com sede. Existem certas coisas que a divisão propicia vantagens; já em certos casos, a divisão pode destruir a coisa dividida.
Em Mateus 12.25,26, Jesus mostra o prejuízo que causa a divisão para algo que não foi criado para ser dividido: “Jesus, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não substituirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?”. O que Jesus nos ensina nesse texto é que um reino se enfraquece quando se divide. As pessoas o estavam acusando de expelir demônios em nome de demônios, então ele mostra que até Satanás não entraria nessa empreitada, pois seria como embarcar num barco furado – se se dividisse ele mesmo se destruiria.
A igreja de Jesus não foi criada para ser dividida. A igreja de Cristo é una. É um só corpo e o corpo quando se divide fica aleijado e apenas uma das partes tem a possibilidade de sobreviver.
No início da história da igreja, os cristãos eram conhecidos como “os da seita do caminho” (Atos 9.2 e 19.23). Foi na cidade de Antioquia que, pela primeira vez, o grupo de discípulos de Cristo foi chamado de cristãos (At 11.26). Era um grupo perseguido pelo Império Romano, pelos Judeus e por gentios de várias etnias. Com o fim da perseguição em 313, na época do Imperador Constantino, e a oficialização do Cristianismo, como igreja oficial do Império, em 386 na época do Imperador Teodózio, a igreja passou a ser denominada: Católica, que quer dizer universal. A religião cristã deveria ser formada por uma Igreja única que envolvesse todo o mundo numa única missão. Mas a igreja fracassou.
O fim da perseguição fez o ânimo do povo se esfriar. Os mártires acabaram. Ninguém necessitava mais morrer por Cristo. A igreja passou a dominar a política e deter todo poder terreno. Com isso tirou os seus olhos dos céus e os fixou na terra. A Igreja nunca ficou sem as manifestações particulares de fidelidade a Deus, pois muitos cristãos verdadeiros levantaram sua voz, clamando por fidelidade aos preceitos de Deus. O pior é que a igreja, que devia fidelidade a Deus, matou os seus membros fiéis, que lutavam pelo retorno à Palavra de Deus. O povo foi impedido de ler a Bíblia; homens e mulheres foram homenageados sendo colocados no posto de “santos”; os líderes da igreja buscavam a tudo, menos ter vida íntima com Deus; o povo deixou de crer no Senhor e passou a buscar os ídolos; até a salvação passou a ser vendida por dinheiro. A Igreja deixou de ser o farol que Deus colocou no mundo para iluminar o caminho dos homens e os guiar até os céus. A Igreja deixou de ser Igreja.
Em  1517 um monge Agostiniano chamado Martinho Lutero, com muitas dificuldades e perseguições, deu um passo importante rumo ao retorno da igreja do Senhor ao Seu caminho. A igreja reiniciou os passos nos trilhos certos. Outros homens também se empenharam na Reforma Protestante e deram suas vidas para que a igreja não voltasse aos níveis deprimentes que tinha chegado. A igreja do Senhor voltou a brilhar. O mundo voltou a ver a ação do cristianismo que transforma vidas, cidades, estados e nações. O povo redescobriu o valor da oração e a possibilidade de falar diretamente com Deus. Novamente puderam ter nas mãos a Palavra do Senhor, antes proibida de ser lida pela própria igreja que tinha a missão de propagá-la; o povo redescobriu o prazer de ter comunhão com Deus.
A igreja reformada começou a dar os seus primeiros passos. Deveria continuar sendo una, sem divisão, mas os seguidores da doutrina de Lutero, deram o nome de sua igreja de Luterana. Os seguidores de Calvino se tornaram Presbiterianos, depois vieram os Anabatistas, Menonitas, Batistas, Assembleianos, e as muitas outras denominações que existem hoje. Todas as denominações criadas são fruto de uma divisão. Todas elas nasceram porque um líder divergiu de outro e não tiveram humildade e nem amor à causa maior – O REINO DE DEUS.
Preferindo seguir o seu próprio caminho humano, não dando atenção à unidade exigida por Deus, os homens transformaram a Igreja, corpo de Cristo, num corpo com muitos membros deformados e divididos. Um corpo que se difere em muitos pontos e luta contra si mesmo. Igrejas que lutam pela conquista da membresia de outra denominação e deixa os não cristãos continuarem perdidos. Deformaram o corpo de Cristo e por isso prejudicaram o andamento do Reino de Deus no mundo. Fizeram da Igreja um corpo com uma mente perfeita, mas com membros que não obedecem aos seus comandos. Com toda a certeza, Deus pedirá conta de cada líder arrogante que um dia arrastou e continua a arrastar membros atrás de si, por pura manifestação de orgulho pessoal. Tais líderes não podem pregar os ensinamentos de Jesus, pois se os aplicassem em suas próprias vidas, não teriam tomado as atitudes que tomaram.
A igreja do Senhor continua sendo una. Os salvos fazem parte de um povo especial. Um povo que recebeu a graça de Deus, e depois de tomar posse da graça passou a manifestar em suas vidas os efeitos dessa graça divina. Os salvos se unem, não em denominações, mas no propósito único de fazer o nome de Jesus e Sua salvação conhecida por todos, em todo o mundo. Não podemos nos dividir. Não podemos fazer como a igreja do passado que morreu porque passou a olhar para o mundo e deixou de olhar para o céu. Perdeu a esperança da glória. Não podemos nos dividir, pois o nosso Senhor não se agrada em ver divisão do seu próprio corpo.
Esse é o tema desse estudo: AS DIVISÕES DA IGREJA  NÃO AGRADAM A DEUS.
Para evitar as divisões Paulo toma algumas atitudes em relação aos crentes da Igreja de Corinto. A primeira delas foi: APELAR PARA O BOM SENSO DOS CORÍNTIOS.
Para dar início à sua argumentação, Paulo usa um termo que lhe é peculiar. Ele diz: “Rogo-vos, irmãos”. Rogar é pedir com instância ou suplicar. Na busca por uma igreja unificada Paulo chega a suplicar aos membros da igreja de Corinto que atentem ao que ele irá dizer logo à seguir. Paulo mostra que o seu desejo, e o desejo do Senhor da igreja devem ser priorizados. O grande evangelista e apóstolo do Senhor Jesus se rebaixa e se humilha diante de uma igreja formada por pessoas que eram perdidas e condenadas, mas que com o seu empenho e sua pregação creram no Senhor Jesus e agora faziam parte do Corpo de Cristo. Ele se humilhou para que a igreja, vendo a sua humilhação, pudesse despertar o seu bom senso e se aperceber da importância da união da Igreja.
Somos acostumados a líderes que impõe regras e obrigam os seus liderados a o obedecerem incondicionalmente. Se não o obedecem, ele os expulsa. Sou adepto do estilo de Paulo. Há muitas coisas na igreja que ao perceber o desvio e a desobediência, não chego logo batendo, como seria o costume da maioria. Procuro fazer como Paulo. Procuro fazer com que as pessoas entendam a importância da ação correta e uma vez tendo entendido, tomem atitude positiva rumo ao afastamento daquelas atitudes que não são muito apropriadas para a vida de um crente.
Entendo que o crente não pode viver pela cabeça do pastor. Ele tem de aprender a tomar as atitudes corretas por consciência própria do que é bom e faz bem à igreja e à sua vida particular. Também creio que não há mérito algum se todas as suas ações corretas forem executadas sob o olhar fiscalizador do pastor. O prazer da obediência nasce no coração do homem que por se sentir servo do Senhor escolhe o caminho que contraria a si mesmo, mas que é o caminho marcado pelo Senhor para que caminhe nele.
Paulo “Roga” aos irmãos corintios. Ele suplica a eles que tomem a atitude correta. Paulo os incita a pensar. Ele deseja que os corintios tenham consciência da ação correta que devem tomar e a tomem. Essa escolha particular é prazerosa e gera proximidade do servo com o Senhor. O servo obediente desejará a presença do Senhor. Ele não fugirá do Senhor com medo por ter agido contrário à Sua vontade. O obediência particular do servo, ou seja, sua obediência meu irmão, o aproximará de Deus.
Paulo fez um apelo ao bom senso dos Coríntios. Use o seu bom senso e responda a essas perguntas: Você acha que é certo ou vantajoso que haja divisão da Igreja do Senhor? Usando o seu bom senso você consegue perceber vantagens na divisão de algo que não foi criado para ser dividido? Eu penso que não há vantagem alguma em divisões e luto pela união de todos os membros do Corpo de Cristo. Mas eu não me iludo, pois sei que uma união total de todas as igrejas evangélicas num único lugar é impossível, pois para isso acontecer líderes e membros de igrejas teriam de abrir mão de muitos interesses pessoais e denominacionais que não estão prontos a abandonar. O corpo de Cristo vai continuar dividido por culpa daqueles que deveriam ser os primeiros a lutar pela união. Eles não usarão o bom senso que Paulo desejou que usassem. Mas creio que pelo menos dentro das igrejas locais é possível os membros lutarem para se manterem unidos.
Para evitar as divisões Paulo tomou a atitude de implorar para que os crentes tivessem bom senso e evitassem divisões. Outra atitude de Paulo foi: APELAR PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ DE CADA UM DELES. Ele disse: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Todos nós temos consciência de nosso papel na sociedade. Sabemos nossos direitos e deveres como membros de uma família. Sabemos nos portar em diferentes postos de trabalho. Sabemos como nos portar em festas. Esse saber se portar corretamente em diferentes locais é possível porque temos consciência de como devemos agir nos diferentes locais e situações. Essa é nossa consciência social.
O que nos interessa, nesse momento do estudo, é ressaltar a consciência cristã que devemos ter ao tomar atitudes diversas em nossa vida. A igreja cristã nasceu a cerca de 2000 anos atrás. Como disse, na cidade de Antioquia os discípulos de Jesus foram chamados “Cristãos”. Desde então, onde estiver um discípulo de Cristo, ali estará alguém que (se espera) agirá como o Mestre Jesus Cristo.
O cristão deve despertar a sua consciência Cristã para passar a agir conforme essa consciência. Deve saber que nasceu de novo e como um membro da família deve defender os interesses dela. Tudo o que o cristão pensa, fala ou age é tomado como atitudes que nascem do coração puro e é fruto de uma transformação de vida que ocorreu quando se converteu e passou a ser um cristão. O cristão deve passar a agir como sendo um representante de Jesus em todos os lugares onde estiver.
É nessa consciência cristã que Paulo se firma para despertar a igreja rumo à unidade da igreja. Ele insta a igreja a se ver como representantes de Cristo e como seguidores dos ensinos do nosso Mestre Jesus e diz: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele leva a igreja a confrontar os interesses pessoais com os ensinamentos do Mestre Jesus na hora em que estiver motivado a promover separações internas. Paulo leva os crentes a pesar a vontade de Jesus na hora de se dividirem. Será que Jesus Cristo gostaria que sua igreja passasse por mais divisões? Será que o fato de cada irmão estar indo por caminhos próprios agradam ao Senhor Jesus? Será que Jesus ficaria feliz de ver que irmãos estão criando partidos dentro de Sua Igreja e com isso fazendo com que cada um fique afastado do outro? Será que Jesus gostaria de ver a disposição de desistir que muitos irmãos tem nutrido em seus corações? Essa foi a atitude de Paulo: Apelar pela consciência Cristã de cada um dos membros da igreja de Corinto. Paulo queria que os crentes agissem como Cristo gostaria que agissem.
Muitas são as situações que nos fazem pensar em divisões. As feridas feitas por irmãos; as palavras duras; as ofensas que nos humilham; as palavras de desestímulo em momentos que desejamos nos empenhar no trabalho; os olhares preconceituosos e atitudes separatistas de irmão em relação a nós…   Se continuamos a escrever todas as situações que nos levam a pensar em desistir e nos separar do grupo, escreveríamos muitas páginas. Essas situações nos induzem à separação. O nosso desejo nessa hora é fugir da presença dos irmãos e nos refugiar em outro redil. Se a vontade do homem for obedecida nesses momentos não haverá ninguém disposto a enfrentar as dificuldade. Obedecendo à natureza caída todos fugirão para lugares onde julgue fora do alcance dos problemas. Fogem procurando novas igrejas como sendo elas “ilhas da fantasia”, e é com isso que o novo grupo se parece. Mas o tempo revela tudo e a ilha da fantasia se revela tão pernicioso como aquele lugar de onde fugimos. Os problemas devem ser enfrentados e tratados, para assim serem curados. Não existem igrejas perfeitas. Cabe a nós fazer com que nossa igreja seja o melhor lugar para se viver em comunhão com Deus e com os irmãos. Fugir não adianta nada.
É isso que Paulo deseja ao apelar para a consciência Cristã. A Bíblia diz que “enganoso é o coração do homem. Desesperadamente corrupto”. Quando agimos baseado em nossa própria consciência humana incorremos no risco de sermos guiados por um coração corrupto. O desejo de Paulo é que nessas horas sejamos sábios e analisemos a situação conforme nossa consciência cristã e não segundo o nosso coração corrupto. Ele deseja que hajamos em obediência aos preceitos de Cristo e não seguindo os impulsos do nosso próprio coração. Se somos cristãos, a melhor opção é agir com bom senso e principalmente usar a nossa Consciência Cristã, para que façamos a melhor escolha: PERMANECER UNIDOS.
O próximo passo de Paulo é incitar os cristãos de Corinto A USAR SUA CONSCIÊNCIA DE GRUPO para evitar as divisões.
Assistindo a um documentário sobre peixes eu fiquei muito admirado com o comportamento de uma espécie de peixes de pequeno porte. O cardume de pequenos peixes se junta para facilitar sua alimentação e sua proteção contra os predadores. Quando estão juntos, os alimentos não escapam na correnteza e todos tem a possibilidade de se alimentar. Mas a atitude mais importante que eu notei neles é que quando se veem em perigo eles se juntam. Ficam bem próximos uns dos outros e a imagem que se tem é de um grande peixe. A figura enorme, formada pela união de todos os peixinhos juntos, faz com que os predadores fujam de medo, pensando que estão diante de um peixe maior.
Essa é a consciência de grupo que as pessoas devem ter para permanecerem juntas. O homem não foi criado para viver isolado. Ao ver Adão  sozinho, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Quando o homem fica só ele se torna alvo fácil. Imagine-se sozinho numa grande cidade. Você não conhece ninguém e está desempregado e faminto. Imagine agora que em vez de estar só, você continua desempregado, mas cercado de amigos. Tudo o que cada um consegue de alimento é dividido com os outros. Dessa forma ninguém padece de fome. O homem precisa da companhia do próximo. Ele não pode perder a consciência de grupo. No dia em que ele perder essa consciência ele se isola, endurece o coração e morre.
Apelando para a consciência de grupo, Paulo apela aos coríntios “Que falem todos a mesma coisa”. Falar a mesma coisa não é ficar repetindo a mesma frase o tempo todo. Falar a mesma coisa é todos usarem a mesma informação correta na defesa de um ponto doutrinário, por exemplo. Estamos próximos de um referendo sobre o desarmamento do Brasil. Nessa luta um grupo foi criticado porque usou três números estatísticos diferentes em relação a quantidade de armas disponíveis nas mãos de civis. Esse erro de informação foi usado pelo partido contrário para denegrir a imagem do concorrente. Se todos falassem a mesma coisa o grupo unido não cairia na boca do povo e suas informações continuariam com crédito para a população. A informação tríplice levou a uma desconfiança quanto a credibilidade que se pode dar às informações oferecidas pelo grupo político.
A razão de existirem tantas denominações é porque a igreja não “fala a mesma coisa”. Cada denominação pega um pedaço da doutrina e a defende como sendo ela o centro. Não percebem que se todas as informações estivessem unidas elas se encaixariam como um grande quebra-cabeças, formando um peça única. Mostra como é que funciona essa divisão de informações: Três cegos foram colocados em frente a um elefante. Um pegou na tromba, outro na barriga e outro no rabo. Passado um tempo de observação foi-lhes perguntado o que era um elefante. O cego que pegara na tromba disse: o elefante é uma mangueira grossa e cascuda com movimentos; O cego que colocou suas mãos na barriga do elefante disse: o elefante se parece com uma tábua, larga e coberta com coro duro; o último cego disse que o elefante tinha a aparência de um espanador, pois sua tarefa foi manusear o rabo do elefante.
A pergunta é: Os cegos tinham razão? Tinham! Só que a informação que possuíam não estava completa. Eles estavam certos quanto ao pedaço do elefante que analisaram, mas havia mais do elefante para analisar. Do mesmo modo, discussões doutrinárias seriam mais proveitosas se todos nos uníssemos e cada um desse sua colaboração humilde, para se chegar ao consenso e a verdade absoluta. Como cada um fica com sua verdade e não fala a mesma coisa que outros, a divisão acontece.
Se a consciência de grupo fosse levada em conta, a Igreja procuraria falar a mesma coisa para não cair em descrédito diante do mundo. Quando um incrédulo vê a discussão desrespeitosa entre denominações ele foge da presença da igreja por perceber um ambiente hostil onde deveria reinar a paz. A consciência de grupo, sendo levada em conta, faria com que os líderes e membros de igrejas procurassem se unir no propósito de salvar vidas e defenderem o evangelho do mesmo salvador de todos; e, a buscar a verdade única oferecida por Deus.
Ainda apelando para a consciência de grupo, Paulo pede aos Corintios “Que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”.
Em Deuteronômio 6.4,5 está registrado a cobrança de um amor incondicional a Deus – Primeiro diz: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor”. e, depois – “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”. Primeiramente o texto mostra que somente existe um único Deus. Orações e louvores devem ser dirigidos somente a ele e qualquer manifestação diferente disso é pecado, pois estará aventando a existência de outro ser com poder para responder aos pedidos feitos. Depois é mostrado a forma que o servo de Deus deve amar a Deus: Com uma disposição geral voltada ao serviço do Senhor. Nessa disposição não fica de fora a motivação do coração, nem da alma e muito menos do corpo. Todo o ser do homem deve amar a Deus e somente servir a ele. Se houver qualquer parte do homem voltada para outra direção, o amor a Deus não será completo e por isso a manifestação de amor do homem não será aceita por Deus.
Jesus chamou doze homens para formar o colégio apostólico. Eles deveriam ouvir e aprender todos os ensinamentos do Mestre; deveriam também ser  testemunhas de todos os sinais e maravilhas realizados por Jesus. No final, eles deveriam estar prontos para dar continuidade a obra proposta por Jesus para sua igreja. Mas entre os doze tinha um homem que não tinha a consciência de grupo. Ele pensava apenas em si e nos seus projetos. Ele roubava o dinheiro do seu grupo. No final ele expôs todo o grupo ao perigo de morte e ao próprio Mestre ele entregou aos inimigos. Com certeza Judas não ouviria a recomendação de Paulo: “Que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”. Os males das ações de judas e o seu fim são conhecidos. A consciência de grupo foi desrespeitada por Judas e por isso prejudicou a todos.
Quem tem consciência de grupo procura estar em sintonia com o grupo. Não haverá uma única pessoa que seja totalmente igual a outra. Por mais próxima da outra que seja, numa ou noutra situação a diferença existente surgirá. Se somos diferentes como é que podemos nos unir? Somente nos uniremos se estivermos defendendo um único projeto.
Alunos de diferentes classes vão ao mesmo colégio, vestido com o mesmo uniforme. O objetivo deles é estudar. O conhecimento é repassado a eles no colégio. O objetivo dos alunos é o conhecimento que o colégio oferece. O aluno que não deseja estudar e promove confusões, é expulso, pois não tem a “mesma disposição mental e o mesmo parecer” do grupo.
Irmãos, o título desse estudo é AS DIVISÕES NA IGREJA NÃO AGRADAM A DEUS.  Como líder em minha igreja eu busco a união entre os irmãos. Sei o quanto as divisões fazem mal ao indivíduo e ao grupo. Detesto divisões e por isso busco conscientizar os irmãos da necessidade de colocarem em prática em suas vidas a mansidão, domínio próprio… ou seja, todos devem estar prontos a se humilhar para que a unidade da Igreja de Jesus seja mantida.
Paulo tomou atitudes quanto a igreja de Corinto para que ela não se dividisse e essas atitudes de Paulo também são cobradas de você, como cristão:
– PAULO APELOU PARA O BOM SENSO DOS CORINTIOS. Usando o bom senso ninguém procurará divisões, pois tem consciência de que ela somente traz prejuízos. Até Satanás e seus demônios não são bobos para dividirem-se. Satanás e seus demônios mostram ter o bom senso que falta em muitos líderes e membros de igrejas cristãs.
– PAULO APELOU PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ DOS CORÍNTIOS. Usando a consciência cristã o crente busca fazer a vontade de Deus. Fazendo a vontade de Deus o crente nunca se permitirá cair no desejo de afastar-se dos irmãos, pelo contrário, ele manterá unido aos irmãos, como igreja do Senhor, obedecendo assim a vontade de Cristo.
– PAULO APELOU PARA A CONSCIÊNCIA DE GRUPO DOS CORINTIOS. Pensando no bem do grupo a pessoa deixa de ser egoísta e busca fazer aquilo que faz bem a todos, mesmo que tenha de passar por cima de alguns sentimentos. O grupo é importante para a proteção contra o mal que vem de fora e contra o mal que vem de dentro de nós mesmos.
Iniciei esse estudo falando a respeito do acidente do Titanic. Da mesma forma que a água que invadiu alguns compartimentos do navio não o afundaria, os maus comportamentos de alguns irmãos não farão você afundar e se afastar da igreja. Faça como o comandante do navio: feche os compartimentos inundados e os deixe sem comunicação para que ele não destrua a sua vida.
O que não pode acontecer é você optar pela divisão. A divisão matou centenas de tripulantes do Titanic e a divisão pode matar a comunhão que você tem com Deus e com os irmãos, e por fim matará a sua igreja também. Se você optar pela divisão por ter algo contra outro irmão você estará sendo derrotado pelo inimigo que incita a ira. Se optar pela consciência cristã você se disporá a perdoar e assim será tratado por Deus naquilo que mais mata o ser humano – a natureza caída.
Assim como outro navio veio socorrer os tripulantes do Titanic, tenha certeza que Deus o socorrerá. O Seu socorro te trará paz e você verá que as intempéries que enfrentou foram provas de Deus para o seu crescimento espiritual.
Seja um Titanic inteiro. Se os compartimentos inundados insistem em te fazer afundar procure ajuda dos outros irmãos e salve-se. Não se divida. Nem o diabo faz isso por que ele não quer ser derrotado. Você quer ser derrotado? Eu espero que não.
Apele ao seu bom senso, apele à sua consciência cristã, apele a sua consciência de grupo e você terá a certeza de que manter-se junto dos irmãos, como corpo de Cristo, é a melhor opção.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante