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sábado, 6 de junho de 2015

ESTUDO SOBRE A ESCOLHA...


                                                 ESTUDO SOBRE A  ESCOLHA...
Deuteronómio 30:15-20
"15 Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. 16 Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres. 17 Mas se o teu coração se desviar, e não quiseres ouvir, e fores seduzido para adorares outros deuses, e os servires, 18 declaro-te hoje que certamente perecerás; não prolongarás os dias na terra para entrar na qual estás passando o Jordão, a fim de a possuíres. 19 O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, 20 amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz, e te apegando a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; e para que habites na terra que o Senhor prometeu com juramento a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar".
1. A vida impõe não raramente "escolhas", decisões a tomar. Se não soubermos optar por decisões sábias corremos o risco de perder privilégios e suportaremos grandes desilusões. No mundo em que vivemos somos pressionados a assumir posição entre obedecer ou desobedecer, estudar ou não estudar, trabalhar ou não trabalhar, casar ou não casar, etc. Certamente tais decisões poderão trazer bênçãos sobre nossa vida, ou maldições. Daí a necessidade de fazermos a escolha certa para não vivermos de maneira frustrada, convivendo com fracassos!
2. O texto de Moisés já velho, em fim de carreira, prestes a passar a liderança do povo de Israel a Josué. A sua missão até ali, tinha sido um sucesso! Deus o abençoara profundamente à frente de seu povo! Agora, antes de transmitir a incumbência a Josué, Moisés, sob a inspiração divina, transmite princípios que se observados pelo povo, fariam deles uma nação poderosa para desbaratar os seus inimigos na conquista da terra da promessa. Porém a negligência em observar tais princípios, traria sobre eles a derrota e o fracasso.
3. Quais são, então, as escolhas propostas? Vejamos:
DEVERIAM ESCOLHER:
I – ENTRE A VIDA E A MORTE V. 15
"Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal..."
1. A questão de "vida" ou "morte" na forma como é colocada por Moisés envolvia uma avaliação séria do povo na tomada de decisão. A palavra "vida" vem do termo hebraico "yx – chay" que significa "vivente", "vivo", uma referência tanto à vida animal e vegetal, como também à vida humana. Considerando a palavra em termos humanos, a vida aqui é "longa" e "prospera". Já a palavra "morte", é o hebraico "twm - maveth", "morrer prematuramente". Podemos afirmar que diante da escolha proposta, o povo de Deus iria, ou prolongar a vida de maneira próspera, ou morrer na miséria prematuramente.
2. A Palavra de Deus nos mostra como a vida ou a morte podem determinar o nosso estilo de vida e consequentemente os nosso destino na terra.
a) Morte:
1) Veja como Jó em momento de estrema desgraça descreve a morte – "O meu rosto está todo afogueado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte", Jó 16.16. A sua desventura, fazia com que ele presumisse a morte prematura. A expressão "...sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte", descreve de maneira clara o estado de Jacó, que antevia a morte, caso a sua sorte não fosse mudada. A sua previsão é clara em 30.23:, "Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente".
2) Davi assusta-sofrente à morte, "Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me assaltam", Sal. 55.4. O seu sofrimento era tão intenso que David antevê o fracasso, que certamente o levaria à morte. Isto causava-lhe terror. Certamente a morte causa pavor àqueles que não tem vida eterna! Porém, quanto aos verdadeiros filhos de Deus, temos a promessa da Palavra de que somos libertos do pavor da morte: "...e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida", Hb 2.15.
3) Porém existem pessoas que fazem aliança com a morte, "A vossa aliança com a morte será anulada, e o vosso acordo com o além não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, sereis esmagados por ele", Is 28.18. Este texto refere-se aos acordos políticos de Israel com o Egipto e Samaria. Mais adiante estas nações seriam instrumentos de morte para o povo. Estes acordos eram abomináveis ao Senhor, tanto é, que Ele tomava a iniciativa para anulá-los. Certamente, temos aqui uma referência àqueles que não conhecem o real significado da morte, e caminham no limiar do perigo! Fazer aliança com a morte significa preparar-se para colher a calamidade, o infortúnio e desgraça.
b) Vida:
1) Jób reconhece que a vida está nas mãos de Deus, "Na sua mão está a vida de todo ser vivente, e o espírito de todo o género humano", Jób 12.10. Ver também Jób 33.4, "O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida". Quando morre uma pessoa prematuramente, é comum ouvirmos alguém dizer: "Esta pessoa tinha muito para viver". Ao pensarmos assim, esquecemo-nos que a vida está nas mãos de Deus. É Deus quem permite que alguém continue a viver ou morra. Há exemplos na Palavra de Deus de vidas que foram ceifadas prematuramente pela interferência direta do Todo-Poderoso. Um desses exemplos sobre a acção de Deus provocando uma morte antecipada, podemos ver em Atos 12.21-23, "21 Num dia designado, Herodes, vestido de trajes reais, sentou-se no trono e dirigia-lhes a palavra. 22 E o povo exclamava: É a voz de um deus, e não de um homem. 23 No mesmo instante o anjo do Senhor o feriu, porque não deu glória a Deus; e, comido de vermes, expirou".
2) O Temor a Deus é a fonte de Vida, "O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte", Pv 14.29. Quando alguém vive debaixo do cuidado e do temor do Senhor, a sua vida é prolongada na terra. Embora a expressão "...laços da morte", possa designar uma ação do nosso arqui-inimigo, ou dos seus demônios usando pessoas para nos atingir, é bem verdade que ela também descreve a morte iminente daqueles que não vivem debaixo do temor do Senhor. Não raramente, os demônios provocam acidentes, impulsionam guerras, devastações, etc., para destruir vidas humanas. Porém aquele que vive pelo temor de Deus, será certamente preservado de muitas situações de risco. A sua vida é guardada pelo Poderoso!
3) A vida está associada à prática da justiça e à bondade, "Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra", Pv 21.21. Neste texto podemos ver claramente que o servo de Deus que vive na prática da verdadeira justiça, e ao mesmo tempo é bondoso no trato com os seus semelhantes, encontrará a "vida, a justiça e a honra". Vale a pena viver em justiça, que a colheita é farta!
3. Pelas descrições acima acerca entre a morte e a vida, podemos dizer que uma escolha sábia não penderá pelo lado da morte.
II – ENTRE O BEM E O MAL
V. 15 "Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal..."
1. Da mesma forma, o homem precisa aprender a escolher entre o bem e o mal. A palavra "bem", vem do hebraico "bwj - towb" – Aquilo que é "bom", "agradável", "amável", "que traz benefício", etc.. E a palavra "mal", vem do hebraico "er - rá", significando "ruim", "desagradável", "infeliz", etc.
2. Desde o princípio, e isto podemos ver no livro de Gênesis, há uma descrição do homem como sendo mau na sua natureza: "Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente", Gên 6.5. Esta visão de Deus em relação ao homem é compatível com as ações deste após a queda no Éden e a sua consequente degradação. É certo, porém que a geração do início de Gênesis, foi engolida e dizimada pelas águas do dilúvio. Porém a semente do mal não foi totalmente erradicada, como podemos ver mais tarde no registo bíblico:
a) Sl 5.9, "Porque não há fidelidade na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua". Observe as expressões "suas entranhas são verdadeiras maldades" e "sua garganta é um sepulcro aberto". Estas expressões mostram claramente que o mal é residente no interior do homem. No dizer de Jesus ele vem de dentro, do coração e exterioriza ações destrutivas, "18 Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. 19 Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias", Mt 15.18-19.
b) Ec 9.3, "Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo. Também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; há desvarios no seu coração durante a sua vida, e depois se vão aos mortos". Novamente podemos observar como Salomão descreve o mal como sendo algo ligado ao "coração dos filhos" e há "desvarios no seu coração". Certamente é através do coração do homem que o mal é irradiado, provocando ações pecaminosas!
c) Rm 7.18-20, "18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. 19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. 20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim". Neste texto, Paulo nos apresenta o dilema de sua vida e consequentemente o dilema da vida de todo filho de Deus. Como filho de Deus, ele desejava praticar somente o bem, porém em razão de sua natureza pecaminosa propensa para o mal, se vias às voltas com atos contrários à sua vontade.
3. Com esta inclinação para o mal, a raça humana tem caminhado a passos largos para a destruição e a morte. Não há quem busque o bem! No dizer de Paulo aos romanos, "todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só", Rm 3.12.
4. Voltando nossos olhares para proposta divina em nosso texto básico, o homem precisa fazer uma escolha entre o bem e mal. É evidente que por si só, em razão de sua natureza pecaminosa, este homem não poderá chegar a lugar algum. Porém através de Cristo, uma nova possibilidade surgiu! Temos a garantia de que através dEle, podemos trilhar o caminho do bem. Veja nos textos abaixo como o retorno ao bem é possível:
a) Lc 6.45, "O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca". É verdade que não há qualquer homem bom na terra. Um só é bom (Mt 19.17), e este "um" é Deus. O "homem bom" nas palavras de Jesus é aquele que passou pela sua cruz. Através da cruz de Cristo, podemos agora nos tornar bons e praticar atos de bondade.
b) Jo 5.29, "...os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo". Observe a expressão: "os que tiverem feito o bem", que é uma expressão alusiva àqueles que foram salvos pela graça de Deus. Somente se levantarão na "ressurreição da vida", os redimidos, aqueles que tiveram suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro, "Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas", Ap 22.14.
5. De acordo com os textos acima, podemos ver que existe uma possibilidade do homem deixar o mal e praticar o bem. Esta possibilidade nos vem através do Senhor que derramou seu sangue como remissão de nossos pecados. Ao nos entregarmos a Cristo sem restrições, Ele criará em nós pelo seu Espírito, condições reais para praticarmos o bem e nos prepararmos para a "ressurreição da vida".
III – ENTRE A BÊNÇÃO E A MALDIÇÃO
V. 19 "O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição..."
1. Temos ainda o contraste entre duas palavras significativas: a bênção e a maldição. A palavra "bênção", vem do terno hebraico "hrkb - Barakah", e quer dizer "prosperidade", "presente", "dom"; a palavra "maldição", é o hebraico "hllq - qalalah", e significa "difamação".
2. A palavra maldição está sempre ligada à desgraça, miséria, ou a uma desventura, ou a um acontecimento funesto. Vejamos o uso desta palavra nas Escrituras:
b) Is 24.6, "6 Por isso a maldição devora a terra, e os que habitam nela sofrem por serem culpados; por isso são queimados os seus habitantes, e poucos homens restam". Temos aqui o cumprimento relativo ao texto anterior. Houve desobediência ao Senhor e a nação teve que amargar grandes maldições, como a invasão inimiga, queimando suas casas juntamente com seus habitantes.
c) Jr 23.10, "Pois a terra está cheia de adúlteros; por causa da maldição a terra chora, e os pastos do deserto se secam. A sua carreira é má, e a sua força não é reta". Aqui até mesmo os animais sofrem, pois as pastagens secaram deixando-os sem alimentos, fruto da maldição lançada sobre o povo.
3. Já a palavra bênção, descreve a bem-aventurança do justo, daquele que teme a Deus e anda em seus caminhos:
a) Gn 12.2, "Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção". Temos aqui uma descrição da chamada de Abraão, onde Deus promete abençoar-lhe, perpetuando seu nome na terra, transformando-o numa bênção para outras nações.
b) Gn 39.5, "Desde que o pôs como mordomo sobre a sua casa e sobre todos os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto na casa como no campo". José, um símbolo de Cristo, enfrentou o dissabor e a revolta de seus irmãos, que o venderam como escravo. No Egito, na casa de Potifar, que o comprara dos ismaelitas, começou a provar a bênção de Deus, bênção esta, também extensiva ao seu dono.
c) Is 44.3, "Porque derramarei água sobre o sedento, e correntes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre a tua descendência". Aqui, temos a promessa da bênção divina, não somente sobre nós, mas também sobre nossa posteridade. Quando caminhamos debaixo da bênção de Deus, nossos filhos e netos também serão abençoados. A promessa divina é que a sua misericórdia atingirá "...até mil gerações daqueles que me (o) amam e guardam os meus (seus) mandamentos", Êx 20.6.
4. Quando escolhemos a maldição em lugar de bênção, não precisamos dizer que fizemos uma escolha desastrosa!
CONCLUSÃO
1. Pudemos ver nesta noite o contraste entre "vida ou morte", "bem ou mal", "bênção ou maldição". Tais palavras e conceitos foram colocados ao povo de Israel como opção de escolha. Teriam eles liberdade para escolher entre viver ou morrer, praticar o bem ou o mal, serem abençoados ou amaldiçoados. Porém ao optarem pelo lado mal, iriam sofrer as consequências da funesta escolha.
2. Hoje também, como povo de Deus, a mesma opção nos é dada pelo Senhor. Muitos acabam a trilhar o caminho da morte, do mal e da maldição. Por esta razão, estão em constante sofrimento e dor. Que sejamos sábios para escolher a vida de Deus para gozarmos dos privilégios da sua Palavra...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

ESTUDO A VERDADEIRA BELEZA ESTÁ ONDE OS OLHOS NÃO CONSEGUEM VÊ...


ESTUDO A VERDADEIRA BELEZA ESTÁ ONDE OS OLHOS NÃO CONSEGUEM VÊ...

Sempre achei interessante observar como o Senhor nos faz atentar para alguns incidentes em Sua Palavra. Muitas vezes, lemos os versos das Escrituras e nos familiarizamos com eles, mas deixamos de observar as mensagens que contêm. Algo dessa natureza chamou minha atenção ao estudar o capítulo 29 do livro de Gênesis. Nesse capítulo, vemos que Jacó deixou a casa de seu pai após receber a bênção da primogenitura, que era do seu irmão. Rebeca, a mãe deles, conspirou com seu filho favorito Jacó para enganar a Isaque. Quando Esaú descobriu o que tinha acontecido, ameaçou matar o irmão. Rebeca soube do plano e, imediatamente, aconselhou Jacó a fugir para a casa do tio Labão, que vivia a mais de 600 km de distância dali, em um lugar chamado Padã-Arã. Jacó fez como sua mãe o aconselhou e, quando chegou ao lugar, a primeira pessoa que encontrou foi Raquel, filha de Labão. Vamos acompanhar a narrativa bíblica a partir do verso 16:

"E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o nome da menor Raquel. Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela. Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete."

Jacó estava obviamente fascinado pela beleza de Raquel e ficamos sabendo que Lia, a filha mais velha tinha olhos tenros. Acredito que isso seja um modo diplomático de dizer que ela era muito feia. De qualquer forma, o coração de Jacó está nas nuvens e ele próprio propõe a Labão trabalhar por sete longos anos pela mão da filha mais nova. Para que possamos compreender os incidentes que aconteceram em seguida, precisamos entender que Labão era um homem muito astuto e enganoso. Acrescente a isso que o nome Jacó significa "suplantador", aquele que engana — e temos todos os elementos para uma história em que um trapaceiro engana o outro.

Labão fez todos os preparativos para o banquete de casamento e tudo parecia estar como planejado, mas quando Jacó acordou na manhã seguinte — assustou-se ao descobrir que fora enganado e casado com a feiosa Lia! (Pessoal, realmente acredito que Deu tem senso de humor!) Aquele que enganou a seu pai e recebeu a bênção da primogenitura que estava reservada para seu irmão, agora é vítima de uma trapaça! Logicamente, ele foi imediatamente reclamar com Labão, mas ficou sabendo que a lei daquela terra proibia que uma filha mais nova casasse antes da mais velha. Vamos continuar com o texto bíblico a partir do verso 27, onde Labão diz:

"Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra; pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires. E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha. E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha. E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia e serviu com ele ainda outros sete anos. Vendo, pois, o SENHOR que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril."

Lia chamou seu filho primogênito Rúbem, que literalmente significa, "Veja, um filho!" e é triste observar no verso 32 como ela se sentia aflita e esperançosa de ser amada pelo seu marido. Com o passar do tempo, ela teve três outros filhos: Simeão ("Deus ouve"), Levi ("companheiro") e Judá ("louvor"). O nascimento desses quatro filhos somente tornou a situação familiar mais tensa, pois Raquel não conseguia engravidar. Naquela cultura oriental, a esterilidade era considerada uma desgraça. Assim, em uma tentativa desesperada de "igualar o marcador", Raquel entrega sua serva Bila a Jacó, para que conceba por ela. Devido às diferenças culturais, achamos isso muito estranho, para dizer o mínimo, mas naqueles tempos era uma prática comum. Bila então deu à luz a Dã ("julgou") e a Naftali ("lutei"). Vendo que cessara de ter filhos, Lia entrega sua serva Zilpa como mulher a Jacó e ela concebeu a Gade ("fortuna") e Aser ("feliz")! A família é abençoada com o nascimento de muitos meninos, mas a competição entre as duas irmãs é feroz. Lia torna-se então aflita por ter cessado de ter filhos e ora para que o Senhor lhe dê mais filhos. O verso 17 diz que Deus ouviu a Lia e ela teve mais dois filhos: Issacar ("alugado") e Zebulom ("habitação"), e depois uma filha, chamada Diná.

Em seguida, no verso 22 do capítulo 30, vemos que Deus "lembrou-se de Raquel":

"E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. E chamou-lhe José, dizendo, O SENHOR me acrescente outro filho."

A Bíblia não diz especificamente que os atritos entre as irmãs cessaram após o nascimento das crianças, mas parece que sim. Como diz o velho ditado: "O tempo cura todas as feridas". Jacó foi abençoado com sua grande família enquanto estava servindo a Labão, e agora o Senhor estava prestes a abençoá-lo com bens materiais. Após o nascimento de José, Jacó decidiu que era hora de voltar para o lugar de onde tinha vindo — para sua parentela. Quando abordou Labão e falou sobre esse desejo, Labão não ficou muito satisfeito com a possibilidade de perder seu excelente funcionário e fez uma proposta surpreendente nos versos 27 e 28 do capítulo 30:

"Então lhe disse: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti. E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei."

Labão não era um homem temente a Deus, como mostra o fato de praticar "adivinhação", tentando saber o futuro por meio de vários métodos ocultistas. No entanto, ele tinha bom senso suficiente para perceber que as bênçãos de Deus sobre Jacó estavam "transbordando" para ele também. Tentando manter Jacó satisfeito e conservá-lo a seu serviço, Labão lhe diz: "Diga quanto quer ganhar". Jacó o surpreendeu pedindo somente os animais que nascessem salpicados ou malhados. Os animais do rebanho de Labão eram predominantemente brancos ou pretos, e somente ocasionalmente nasciam animais salpicados ou malhados. Labão aceitou a proposta, mas fiel ao seu caráter de trapaceiro, rapidamente removeu todos os animais que não eram totalmente brancos ou pretos e entregou os animais que eram totalmente brancos e pretos para Jacó cuidar. No entanto, Jacó estava dependendo do Senhor para cuidar da situação e, ao longo de um período de tempo, os animais salpicados e malhados estavam nascendo com maior regularidade! Em pouco tempo, Jacó enriqueceu e formou seu próprio rebanho bem numeroso. Naturalmente, os filhos de Labão começaram a acusar Jacó de usar métodos desonestos, mas não podiam provar nada. Assim, sentindo a animosidade por parte da família de Labão, Jacó decide partir com sua família no meio de noite e voltar para sua parentela.

Somente ao chegar em casa Jacó saberá que sua mãe Rebeca faleceu durante o tempo da sua ausência. Ele era o filho favorito e ela planejou uma forma pouca ética de garantir a bênção da primogenitura para ele, porém pagou um alto preço, morrendo sem nunca mais rever seu filho favorito! Ele também fez as pazes com Esaú e ambos enterraram o pai Isaque, quando este faleceu. Em seguida, no capítulo 35, vemos que Deus aparece novamente a Jacó e lhe dá outra bênção. A partir do verso 9, lemos:

"E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel. Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos. E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra. E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele. E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite. E chamou Jacó aquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel. E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu) chamou-se Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém. E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até ao dia de hoje."

Acho muito interessante que a Bíblia não registre a tristeza de Jacó pela morte de sua esposa "favorita". A Bíblia apenas diz que ele a enterrou, erigiu um monumento para assinalar o local do túmulo e prosseguiu a viagem! Podíamos esperar uma grande lamentação e a observação de um período de luto — mas se isso aconteceu, não foi registrado no texto bíblico. Pode ser tentador supor que essas coisas aconteceram porque, com o passar do tempo, ela não manteve o mesmo lugar de afeição no coração de Jacó. No entanto, isso é improvável, pois no capítulo 33 — quando Jacó estava indo ao encontro de Esaú — vemos na divisão da família em grupos, que Raquel e seu filho foram favorecidos. Jacó temia que Esaú ainda estivesse com raiva e o atacasse na primeira oportunidade. Assim, colocou suas duas concubinas e os filhos delas na frente da caravana, Lia e seus filhos em seguida, e Raquel e seu filho na retaguarda. Se a caravana fosse atacada, as concubinas e seus filhos estariam em uma posição mais vulnerável, Lia e seus filhos em seguida, e Raquel e seu filho teriam as maiores chances de sobrevivência. Imagine a mensagem que essa formação passou para as outras esposas e filhos! Acredito que esse favoritismo desmedido contribuiu para que, anos mais tarde, os filhos mais velhos traíssem José, o filho da esposa favorita, e o vendessem como escravo aos midianitas. A própria infância de Jacó foi marcada pelo favoritismo dos pais — Isaque favorecia a Esaú e Raquel favorecia a Jacó — de modo que ele deveria saber por experiência própria o que era ser o "segundo melhor" aos olhos do pai.

No capítulo 35, muitas coisas acontecem em uma rápida sucessão com Jacó e sua família. Primeiro, Débora, a ama de sua mãe Rebeca, morreu. Provavelmente, essa mulher ajudou a criar Jacó e devia ser como uma segunda mãe para ele. O local onde ela foi sepultada foi chamado de Alom-Bacute, que significa "o carvalho do choro". Logo em seguida, Raquel morreu ao dar à luz, e Rúbem, o filho mais velho de Jacó, desonrou seu pai, deitando-se com Bila, uma das concubinas. Nos versos 27-29, lemos que Jacó reencontrou-se com seu pai Isaque, que veio a falecer logo em seguida. Sim, Jacó estava bem familiarizado com as lágrimas e com o pranto, mas mais haveria de vir. Lenta e seguramente, Deus estava trabalhando Sua vontade soberana na vida de Jacó, moldando-o e transformando-o no homem que Ele queria.

O próximo evento traumático que ocorreu com Jacó foi a perda de seu filho favorito, José. Todos nós conhecemos a história de como os irmãos mais velhos tinham ciúmes de José e se aproveitaram da primeira oportunidade que tiveram para se livrarem dele, vendendo-o como escravo. Eles disseram que José tinha sido devorado por um animal selvagem, e Jacó, já velho, teve de confiar na palavra deles. Como aprendemos na narrativa bíblica, os irmãos quiseram fazer o mal a José — mas Deus converteu aquele mal em bênção! A ação perversa dos irmãos no longo prazo foi a salvação de toda a família — bem como de todo o Egito — por meio dos esforços de José! Durante o curso dessa história, também houve um tempo em que Jacó ficou privado da companhia de Benjamim — o último de seus filhos favoritos. Um por um, Deus tirou de Jacó tudo o que ele amava, de forma a fazer dele um homem melhor. Precisamos "ler as entrelinhas", para ver tudo o que está acontecendo aqui, mas é bem óbvio que durante seus últimos dias, as circunstâncias forçaram Jacó a depender mais e mais de Lia, a esposa que, em minha opinião, era a mais favorecida por Deus. (Considere o fato que Lia foi a mãe de Judá e de Levi — as tribos que deram origem às linhagens messiânica e sacerdotal.) Lia amava a Jacó, mas o reconhecimento a esse amor demorou para vir. Não me considero um homem muito romântico (e provavelmente minha mulher concorda com isso), mas toca meu coração considerar que Jacó veio a amar Lia e acredito que temos a evidência clara disso no capítulo 49, onde lemos:

"Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção. Depois lhes ordenou, e disse-lhes: Eu me congrego ao meu povo; sepultai-me com meus pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu, na cova que está no campo de Macpela, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou com aquele campo de Efrom, o heteu, por herança de sepultura. Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali sepultei a Lia." [Gênesis 49:28-31].

A velha e feiosa Lia, a esposa fiel que por muito tempo não foi amada — colocada no lugar de honra ao lado do seu marido Jacó e ele mesmo foi responsável pela decisão! Por que não enterrou Raquel ali? Só ficaremos sabendo na eternidade, mas gosto de pensar que ao longo do tempo Deus lhe deu uma lição sobre o significado do verdadeiro amor.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá.

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


 

ESTUDO DE JOELHO AOS PÉS DA CRUZ...


                                          ESTUDO DE JOELHOS AOS PÉS DA CRUZ...
Lucas 23. 33-48 
Se você estivesse prestes a morrer, o que você falaria para os seus entes queridos, para as pessoas que estivessem à sua volta? Certamente não seriam palavras jogadas ao vento, seriam palavras cuidadosamente escolhidas.
Quem tem a oportunidade de presenciar os últimos momentos de vida de uma pessoa, inclusive de alguém que está agonizando antes de morrer, fica atento e impressionado pelas últimas palavras de tal pessoa.
A crucificação de Jesus Cristo e Sua ressurreição são os dois mais importantes eventos da história humana. Por quê? Por causa da morte de Cristo, a raça humana tem a oportunidade de obter salvação eterna.

Todos os quatro Evangelhos do Novo Testamento falam da crucificação de Cristo. Esses autores nos dão narrativas gráficas da prática da Roma antiga.
            Veja aqui alguns dos pontos principais da crucificação:
            1. Jesus foi preso no Jardim do Getsêmani (Marcos 14:43-52).
            2. Jesus passou por seis julgamentos – três por líderes judeus e três pelos romanos (João 18:12-14, Marcos 14:53-65, Marcos 15:1a, Marcos 15: 1b-5, Lucas 23:6-12, Marcos 15:6-15). Jesus sofreu espancamento, açoites dolorosos, assim como mangação (Marcos 15:16-20).
            3. Pilatos tentou entrar em um acordo com os líderes judeus ao permitir que espancassem Jesus, mas esse ato não lhes satisfez. Pilatos entregou Jesus para ser crucificado (Marcos 15:6-15).
            4.Jesus foi ridicularizado pelos soldados à medida que O vestiam com uma manta roxa e uma coroa de espinhos (João 19:1-3).
            5. Jesus foi crucificado no Gólgota, que significa Lugar da Caveira. (Marcos 15:22). O céu permaneceu escuro por três horas (Marcos 15:33).
            6. Jesus clamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou" (Lucas 23:46).
Ali Jesus enfrentou duras provas. Foi julgado e condenado de um modo injusto pelos homens, sofreu afrontas e foi pregado no madeiro. A declaração do autor aos Hebreus nos ajuda a entender a cruz ao afirmar que "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22). Na cruz Jesus, o Senhor, derramou o Seu sangue, a Sua vida a fim de que encontrássemos a redenção, a reconciliação do pecador com o Criador. Jesus, estando na cruz, proferiu algumas frases, as quais são grande ensino para a nossa vida. Convido-o a colocar-se sob a cruz, aos pés da cruz, e ouvirmos as palavras de Jesus.
            1. Aos pés da cruz ouvimos um brado de dor: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Houve um intenso sofrimento físico pelo qual Jesus passou. Açoite, coroa de espinhos, carregar o madeiro e as dores dos pregos cravados nos punhos e nos pés. Contudo, este não foi o maior sofrimento enfrentado pelo Salvador. A bíblia nos lembra das manifestações cósmicas naquele momento. A escuridão tomou conta da terra, lembrando-nos que o juízo de Deus caía sobre o Substituto dos homens na cruz. Sobre o Cordeiro de Deus caía o peso de todo o pecado, o peso de toda culpa da humanidade. Cumpriam-se as palavras de Isaías e Jesus foi "traspassado por nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades". O pecado faz separação entre nós e Deus (Is. 59.2) e naquele momento o Cristo sentiu a dor da separação. Certo pastor afirmou: "Amaldiçoado, Jesus precisava suportar a solidão do pecado e da condenação, suportando a angústia do inferno, separado de Deus". É impossível compreender esse sofrimento. Mas, para os que são salvos, só resta-nos louvá-Lo, pois jamais enfrentaremos tal dor. Ele o fez por nós!
            2. Aos pés da cruz ouvimos um brado de satisfação: Está consumado!
 Que maravilhosa declaração: Está consumado! Não é afirmação de alguém que foi derrotado, mas a declaração de satisfação por completar o que veio cumprir. Ela resume toda a obra de Cristo. Foi feito o que era preciso fazer! O preço foi pago! Este é o sentido. A Lei de Deus estava plenamente cumprida e a Sua justiça satisfeita. Aquele grito queria dizer que a dívida estava paga. Por isso Paulo declara que não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus e que o escrito de dívida foi cancelado! (Rm 8.1 e Col. 2.14). A dívida satisfeita foi a dívida do nosso pecado. Porque o salário do pecado é a morte (Rm 6.23a). Mas, o dom gratuito de Deus é a vida eterna! (Rm 6.23b). Aleluia! A dívida foi paga e o pecado dos que crêem foi cancelado!
            3. Aos pés da cruz ouvimos um brado de perdão: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o fazem.
Quando chegou ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.
A crucificação de Cristo somente ocorreu por causa do nosso pecado. Se não fosse por nosso pecado, Jesus não teria que morrer na cruz. Ele nos lembra deste propósito, ao perdoar aqueles que o crucificaram. Primeiramente, foram aqueles que cravaram os pregos em seu corpo. Foram também aqueles que o julgaram e condenaram injustamente. Mas, nenhum de nós escapa da responsabilidade que o nosso pecado teve e tem na morte de Jesus. A primeira palavra de Jesus é a palavra de Perdão.
Jesus dirige-se ao Pai e intercede pela multidão. Multidão que se aglomerava para ver o espetáculo da crucificação. Multidão que O seguia em busca de pão, de curas e milagres. Multidão que O aclamou na entrada de Jerusalém, a mesma que gritava: Crucifica-O! E, agora, multidão que assistia Sua morte na cruz. Em nenhum momento Jesus declarou ser a multidão inocente, mas clamou pelo perdão do Pai. Perdão que poderia ser aplicado com base no Seu sofrimento e na satisfação da justiça de Deus pelo Seu sacrifício.       
            4. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de Salvação.
Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
Embora estivesse agonizando na cruz, e podia deixar de atender a qualquer um, ele se preocupou em assegurar um pecador ao seu lado de que teria sim, salvação para ele devido ao reconhecimento do pecado dele e da sua fé em Jesus. A segunda palavra de Jesus na cruz é a palavra de Salvação
            5. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de Amor.
Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. Por que Jesus não deixou a sua mãe para os cuidados dos próprios irmãos?
            1. Os próprios irmãos e até a mãe não aceitaram a missão dele.
            2. Nenhum dos irmãos de Jesus o acompanhou até a cruz.
            3. Jesus deixou a mãe dele com o discípulo mais próximo – João.
Jesus valorizava família, mas, a família verdadeira é a de Cristo. A terceira palavra na cruz é a palavra de Amor
            6. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de angústia emocional.

Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Salmo 22)
Jesus, apesar de ser filho de Deus, passou por tudo que um ser humano passa, e do pior, para ser nosso Salvador. Para que não duvidássemos de quanto ele participou, fisicamente, emocionalmente, e de todas as formas em nosso estado físico e mental, temos dele aqui a palavra de angústia emocional.
O autor Arthur W. Pitt descreve a crucificação dessa forma: "Com as costas sangrentas, carregando Sua cruz sob o calor do meio-dia, Ele (Jesus) caminhou às alturas do Gólgota. Alcançando o lugar selecionado de execução, Suas mãos e pés foram pregados à Madeira. Por três horas, Ele ficou pendurado com fortes raios de sol sendo lançados à Sua cabeça machucada com uma coroa de espinhos. Depois disso, escuridão tomou conta pelas próximas três horas. Aquela noite e dia foi horas nas quais uma eternidade foi resumida.”.
O Salvador do mundo tinha emergido de três horas de escuridão, durante as quais Ele estava separado do Deus Pai. Por que Deus Pai tinha se afastado dEle? É contra o caráter de Deus encarar o pecado, então Deus se retirou de qualquer comunicação com Seu Filho enquanto Jesus carregava a culpa pelos pecados do mundo.
            7. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de sofrimento físico.
Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! (Salmo 22)
Uma das maiores heresias de todos os tempos sempre foi a de que Jesus não morreu fisicamente. Existem várias teorias, mas todos dão no mesmo – de que Jesus não sofreu como ser humano na cruz. A palavra de sofrimento físico nos lembra que ele sofreu sim, e sentiu as mesmas carências físicas que nós sentimos.
            8. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de Vitória.
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embebeu de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lhe chegaram à boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado!...
Embora Jesus agonizasse por pelo menos seis horas no processo de tortura chamada de crucificação, ele nunca esqueceu seu propósito. Ele nos lembra com esta palavra vitoriosa, de que a sua missão foi cumprida. Ele aguentou até o fim. Agora temos a palavra de Vitória.
            9. Aos pés da cruz ouvimos uma palavra de Fé.
Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos, entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
A morte física, e o que espera o ser humano do outro lado da morte é uma das dúvidas que mais atormenta a alma do ser humano. Puder enfrentar este momento com paz e convicção é sinal de grande fé. Quantos de nós hoje podemos dizer que estamos prontos a partir? Jesus sinalizou o tamanho da sua confiança no Pai, ao terminar a sua vida aqui com a palavra de Fé.
Que estas palavras de Jesus, e o seu significado eterno estejam sempre lembrados por todos que depositam a sua fé em Jesus, o nosso Senhor e Salvador.
 Apesar da nossa angústia emocional ou sofrimento físico, podemos encontrar conforto, esperança, e convicção nas palavras de Jesus de Perdão, Salvação, Amor, Vitória, e Fé. Que até as últimas palavras de Jesus na cruz sejam sempre lembradas e guardas por aqueles que nEle creem. Como é grande o amor que Jesus tem por nós!
            Conclusão
Precisamos de salvação, porque o pecado é um vírus replicaste que tem tomado conta da raça humana. O pecado destrói nossos relacionamentos com Deus, como os outros seres humanos e também a imagem que temos de nós mesmos. Precisamos de salvação, porque o pecado nos torna inaceitável na presença santa de Deus. Por isso, se não formos alcançados por essa salvação, nosso destino eterno é o inferno, a eterna separação do amor de Deus.

O plano de Deus para essa salvação encontrou seu ápice na Cruz de Cristo. Por isso não é possível compreender a Cruz sem antes compreender o estado lastimoso em que nos encontramos...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

O SUCESSO E A MISERICÓRDIA DE DEUS NA VIDA DO REI EZEQUIAS...


                  O SUCESSO E A MISERICÓRDIA DE DEUS NA VIDA DO REI EZEQUIAS...
II Reis 20.1-11
-Introdução: Você já imaginou uma casa de cabeça para baixo?Vivemos em tempos que a família perdeu sua referência de ser um lar. Tudo ficou ao contrário. As pessoas não gostam de ficar em casa. O casamento tem sido desvirtuado. A maternidade foi desvalorizada. Poucos sabem o que é uma família no sentido patriarcal com pai, mãe e filhos.
  Qual seria o modelo de família de acordo com a vontade de Deus? O Senhor criou um homem e uma mulher, Adão e Eva, e lhes ordenou “E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra.” (Gênesis 1.28).


O rei Ezequias recebeu esta ordem do Senhor por meio do profeta Isaías para colocar em ordem sua casa. Talvez este colocar em ordem poderia significar pagar as contas, nomear um sucessor para o trono, dividir a herança, pedir perdão alguém que tenha ofendido ou diversas outras coisas. Mas na hora que o rei Ezequias ouviu esta notícia do profeta ele não pensou em nada disso, mas virou-se para a parede e orou humildemente ao Senhor. Ele entendeu que precisava colocar sua vida em ordem espiritualmente.
Como devo fazer para organizar a minha casa...
Baseado na experiência de Ezequias no v.3 onde faz a pequena oração “Lembra-te SENHOR, peço-Te...” regada de lágrimas. Será que Deus se lembraria o que você tem feito em sua casa? Vamos refletir sobre como colocar nossa casa em ordem:

1ª ordem – VIDA ESPIRITUAL: v.3a “andei diante de Ti com fidelidade”
Ezequias pediu a Deus para se lembrar de que ele andou diante de Deus com fidelidade. Ele era fiel a Deus em sua casa. Dedicou sua vida à oração. Sua vida espiritual estava em ordem. Ele foi humilde virando-se para a parede para ter um momento a sós com Deus.
A vida espiritual norteia tudo em nossa vida. Se a família é uma prioridade então precisamos orar em família. A casa é um lugar de descansar, comer e fazer suas coisas pessoais, mas deve também ser um lugar de oração. Não podemos dedicar os melhores lugares da casa para a Tv, para a comida ou lazer e não ter um lugar ou um momento de oração e leitura da Bíblia.
Se Deus for se lembrar do que você faz em casa, Ele vai lembrar o quê?
Você tem lido sua Bíblia e orado na sua casa?
Coloque sua vida espiritual em ordem!
                        
2ª ordem - RELACIONAMENTOS: v.3b “com inteireza de coração”
Ezequias pediu ao Senhor para se lembrar também de que ele tinha um coração ‘inteiro’. Isso significa que seu coração não era dividido. Ele era íntegro para com Deus e para com as pessoas principalmente de sua família.
A Bíblia diz “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.13) e “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12.30). Precisamos amar a Deus e ao próximo de todo o coração.
Ter um coração inteiro significa não ser fingido, sem divisão. Por isso Tiago nos ensina a limpar nossas mãos e o coração “Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração” (Tiago 4.8).
Nossos relacionamentos mostram se amamos ao nosso próximo. Em casa é onde ficamos à vontade e mostramos quem realmente somos. Quem é você dentro das quatro paredes? Você tem amado seu próximo mais próximo? Seu coração está inteiro ou dividido? Para saber isso basta analisar as discussões, brigas e momentos de raiva. Se você tem falado palavras duras com quem você deveria amar lembre-se de que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34b). Para colocar os relacionamentos e o coração em ordem basta perdoar quem te ofendeu e exercitar mais o amor.
Você tem amado sua família de todo o coração?
Coloque seus relacionamentos em ordem!

3ª ordem - ATITUDES: v.3c “fiz o que era reto aos teus olhos”
As atitudes mostram quem realmente somos.
Ezequias era um homem que tinha ações que glorificavam a Deus. O templo estava fechado e a primeira coisa que fez quando se tornou rei foi mandar abrir o Templo de Deus (II Crônicas 29.3) e restabeleceu o culto ao Senhor (II Crônicas 29.20-36), celebrou a páscoa que a muitos anos estava esquecida (II Crônicas 30), ordenou a coleta de dízimo e ofertas para a casa de Deus e para o sustento dos sacerdotes e levitas (II Crônicas 31.2-21). Além disso, quando enfrentava os inimigos como Senaqueribe rei da Assíria, antes de tudo orava ao Senhor (II Reis 19.14-19).
Como Ezequias mesmo disse em sua oração, suas atitudes eram retas ‘aos olhos do Senhor’ e não fazia apenas o que era certo aos seus próprios olhos. Ele obedecia a vontade de Deus.
Muitas vezes somos assim, fazemos o que queremos e achamos correto, mas precisamos aprender a ter atitudes que sejam de acordo com a vontade do Senhor por que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15.3).
Às vezes a família está fora de ordem. Ninguém sabe quem é quem. é preciso definir os papéis. Muitas famílias são dividias por que cada um quer fazer sua própria vontade, os filhos ora desobedecem ao pai, outra hora à mãe e depois não obedece nenhum dos dois. É preciso haver união, pois um reino dividido não subsiste (Marcos 3.24) e não podemos servir a dois senhores (Lucas 16.13). Por isso o pai e a mãe devem entrar em acordo para não dividir os filhos confundindo-os. Para isso é preciso ter atitudes que sejam de acordo com a vontade do Senhor e não nossa.
Quando todos querem o que Deus manda, há união. Mas se cada um buscar seu próprio interesse há divisão.
Quais são as atitudes que você tem tido em sua casa?
Você tem feito sua própria vontade ou o que é “reto aos olhos do Senhor”?
Coloque suas atitudes em ordem com a vontade de Deus!

                             COLOQUE  A SUA VIDA EM ORDEM...
-CONCLUSÃO:
Quando colocamos nossa casa em ordem, mesmo que enfrentemos problemas como Ezequias que ficou doente e recebeu a triste notícia de que iria morrer, Deus manda seu profeta voltar e reverter a situação.
O Senhor disse para Ezequias: “Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do SENHOR” (v.5). Por isso Ezequias ainda viveu mais 15 anos livrando-o de seus inimigos (v.6) e Deus mandou o sol andar para trás 10 minutos com um sinal (v.11).
Quando colocamos nossa casa em ordem para com Deus, o Senhor nos ouve, vê nossas lágrimas, cura, dá vida em abundância e faz o impossível por nossas vidas.
Coloque em ordem:
sua vida espiritual
seus relacionamentos
suas atitudes

Deus move os céus e a terra para nos abençoar.

Quando você carrega uma Bíblia,
Satanás fica com dor de cabeça...
Quando você abre a Bíblia, ele desmorona...
Quando ele vê você lendo a Bíblia, ele desmaia...
Quando ele vê você vivendo o que você lê, ele foge... 

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante