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domingo, 20 de julho de 2014

QUE HAJA PAZ EM ISRAEL...


                                                     QUE HAJA PAZ EM ISRAEL...
Paz é alguma coisa importante na igreja. Quem procurar o melhor para a igreja, quer que ela viva em paz. Nós sabemos que muitas vezes a igreja não vive em paz. Pode haver coisas que destroem a paz na igreja. Pode haver brigas na igreja. Pode haver perseguição para a igreja.
Por isto é importante que oremos pela paz da igreja. Há um salmo, salmo 122, que faz isso. O poeta do salmo ora pela paz da igreja do Antigo Testamento. Ele diz: Que a paz esteja em você, Jerusalém. E ele quer também que outros orem pela paz da igreja: “Orem para que haja paz em Jerusalém.” Ele sabe que a igreja, Jerusalém, a cidade santa onde há o templo, a casa de Deus, precisa de paz. Sabe que só Deus pode dar a verdadeira paz. Por isso ora pela paz.
Então, não sempre há paz na igreja. Mas a Bíblia fala também de situações, nas quais a paz está na igreja. Aconteceu na época do nosso texto. O nosso texto é uma descrição da situação da igreja naquela época. Uma situação que havia durante certo tempo. O livro de Atos dá em vários lugares uma caraterística da igreja naquele tempo. Em 2: 43-47 por exemplo Lucas, que escreveu este livro, diz como era a situação na igreja imediatamente após Pentecostes, quando o Espírito foi derramado. Ele escreve que havia unidade na igreja. Em 4: 32-35 ele dá mais uma caraterística da igreja: A igreja era uma igreja diaconal. As pessoas da igreja ajudavam umas às outras. E também o nosso texto dá umas caraterísticas da primeira igreja. Ou seja, dá caraterísticas de todas as igrejas numa certa região: A igreja estava em paz em toda a região da Judéia, Galileia e Samaria.
Não era sempre assim. Sabemos do livro de Atos também de situações, que colocaram a paz em perigo. A igreja daquela época não era uma igreja perfeita. Há pessoas que pensam isso às vezes. Elas querem copiar a primeira igreja. Mas isto não precisa nem deve. Não devemos copiar uma igreja, mas seguir as regras do Senhor. Uma igreja perfeita não há neste mundo. Não havia naquela época e hoje também não. Só vai ter quando Jesus voltar. Que não sempre houve paz na primeira igreja, Lucas mostra claramente: Ele conta de um casal que pôs a paz da igreja em perigo. Mentiram contra o Espírito Santo (Atos 5). Lemos também de discussões entre grupos na igreja a respeito da obra diaconal da igreja (Atos 6). E mais tarde Pedro foi atacado porque ele anunciou o evangelho a pessoas que não pertenciam ao povo judeu. E houve uma briga feia entre Paulo e Barnabé por causa de Marcos. E Paulo devia uma vez repreender Pedro, porque ele voltou atrás a respeito do lugar dos não judeus na igreja. Ele deixou se influenciar por judeus.
Então, não houve sempre paz na igreja. A harmonia às vezes faltou.
Por isso é uma coisa tão bonita que podemos ler em nosso texto. Em certo momento houve paz nas igrejas da Judéia, Galileia e Samaria. Podemos dizer: Houve paz em todas as igrejas na região de Israel.
Quando foi isto? Atos 9 fala sobre a conversão de Paulo. Jesus lhe apareceu numa visão. Ele pegou Paulo à força. Paulo era um adversário da igreja. Ele perseguia a igreja quanto puder. Com todas as suas forças. Prendeu e matou homens, mulheres e crianças. Fez tudo para acabar com a paz na igreja. Amedrontou os cristãos. Fez que eles fugissem. Mas Deus quer usar este homem no seu serviço. Para pregar o evangelho. O evangelho foi anunciado em Judéia, Galiléia e Samaria. Mas Deus não se contentou só com isso. Ele quer que também os não-judeus, os gentios ouçam o evangelho de Jesus Cristo. Atos 10 marca como o evangelho atravessa a fronteira de Israel. Também gentios se convertem a Deus. O evangelho atravessou mais uma barreira. e Paulo será o instrumento na mão de Deus para anuncias o Evangelho a eles.
Fronteira de Israel, a Bíblia nos diz: Havia paz em todas as igrejas de Israel. A igrejas está madura para começar a obra missionária nas regiões gentis. Paz. Não devemos esquecer que era igreja que sofreram muito. Quem lê os primeiros oito capítulos de Atos pode descobrir que Satanás tentou em qualquer maneira destruir a igreja. Ele atacou de fora e de dentro. Houve muita perseguição. Mas Deus venceu: Ele dominou o inimigo número 1: Paulo. A perseguição diminuiu. Chegou a paz. Houve também problemas dentro da igreja. Já apontei uns. Mas Deus venceu. Houve falsos profetas. Deus tirou a máscara deles. Ele guardou a igreja em todas as tribulações. O Espírito Santo mostrou realmente o seu poder. Jesus Cristo provou que Ele é o verdadeiro Rei, que governa do céu a sua igreja. Em toda a região de Israel houve só um Vencedor: o Deus triuno. E dá para ver na igreja: Paz. Em Judéia, onde foi crucificado Jesus Cristo. Em Samaria, onde sempre dominava a inimizade contra os judeus. A paz: é a obra de Cristo. Ele venceu muitos corações.

Em resumo: a paz na igreja tinha a ver com duas coisas: De fora não houve mais tanta inimizade: Paulo parou de perseguir a igreja. E dentro da igreja não houve problemas, que havia antes. Havia união e harmonia. É a obra de Cristo, esta paz. Devemos ver isso bem. A paz não é alguma coisa que nós podemos conseguir. O nosso texto fala do Espírito Santo. Foi Ele quem deu a paz às igrejas em Israel.
E porque houve paz as igrejas podiam ser edificadas. A nossa tradução diz que a igreja ficava cada vez mais forte. Na língua original está escrita uma palavra que significa: construir, edificar. É uma palavra que a Bíblia usa muitas vezes, quando fala sobre a edificação espiritual da igreja.
A igreja tem um começo. Atos 2. Depois surgiram muitas igrejas em Judéia, Galiléia, Samaria. Pessoas, que moravam em Jerusalém deviam fugir (8: 1) e foram espalhadas por Judéia e Samaria. Mas elas não esqueceram em falar sobre Jesus, o Rei. Elas anunciavam a Boa-Notícia do Evangelho (8: 4). Cresceram outras igrejas. Mas uma igreja não pode somente crescer em número. Deve crescer também espiritualmente. Isso a Bíblia chama “edificar a igreja”. Aqui há uns anos começou uma Igreja Mas tudo não pode ser mais como era no começo. Nós devemos crescer na fé. Uma igreja deve ser edificada. É como uma casa. Alguém vai construir uma casa e faz um começo. Mas no começo ele faz outras coisas do que quando está terminando a casa. A obra continua. E não pode parar no meio do caminho. Isso deve acontecer na igreja. No começo a comida espiritual que comemos era muito leve. A Bíblia fala sobre leite para crianças na fé. Mas quem já há anos participa da igreja, deve ter comida mais forte: feijão e arroz. Um adulto não cresce, quando só toma leite. Por isso estudamos a Palavra de Deus. Para edificar a igreja. Para que nós cresçamos espiritualmente. Para que nós não paremos no meio do caminho. Outra coisa: no começo o pastor fez tudo sozinho na igreja. Mas edificar a igreja tem a ver com a vontade de deixar se usar como pedras vivas na edificação. Quer dizer: o pastor não é o único que é responsável para a edificação da igreja. Somos todos nós. Nós devemos querer usar os nossos dons para edificar a igreja. Uma pessoa dirige uma escola dominical, outra pessoa ajuda com o Boletim, terceira pessoa convida pessoas. E ninguém pode dizer que ele não tem uma tarefa na igreja. Que ele não precisa ajudar na construção da igreja. Na época do nosso texto as pessoas deixaram se usar nesta obra. Porque a igreja não pode ser demolida. Há forças que querem isso: a falsa doutrina. Ou forças de dentro. Uma fofoca. Os apóstolos e mestres ensinaram e os membros construíram. Assim houve crescimento na igreja. Crescimento espiritual. Edificação. Crescimento na fé, nas boas obras, em conhecimento.

Como é hoje na igreja? Em nossa igreja? Em nossa comunidade? Vocês deixam se usar como pedras vivas? Vocês querem crescer na fé e nas boas obras e no conhecimento? As suas vidas mostram um crescimento? Ou será que você ainda está no mesmo ponto quando começou? Há frutos da fé na sua vida? Podemos dizer da comunidade toda e de cada um de nós, que estamos sendo edificado? Que há crescimento espiritual? Vocês ficam, cada vez mais fortes na fé?
Devemos sempre cuidar desta edificação da igreja. Comparando com o passado, para descobrir se há crescimento espiritual. Você deve fazer isso na sua própria vida. Há pessoas dentro da igreja, que, creio, não mostram este progresso na vida espiritual. Continuam a mesma pessoa. Não são tocadas pelo Espírito Santo. Não querem se dar à comunidade. Não crescem na fé, nem nas obras da fé. Felizmente há também outras pessoas. Elas se dão à igreja. Querem lutar para fortalecer a igreja. Usam os seus dons para o bem dos outros. Isto é a obra de Deus. Novamente. Nunca podemos nos orgulhar de nós mesmos.
Uma igreja que é edificada. Sempre mais. Onde há unidade. E paz. É bom viver em tal igreja.
Em nosso texto lemos de mais uma caraterística das igrejas em Israel naquela época: os membros da igreja mostravam grande respeito pelo Senhor. Lucas usa aqui palavras que não encontramos muito no Novo Testamento, mas mais no Antigo Testamento. Ele usa a expressão: caminhar no temor do Senhor. Temor: isto não significa que as pessoas das igrejas daquela época tinham medo de Deus: uma criança não tem medo do pai. É mais algo como respeito. Por isso eles guardavam os mandamentos de Deus. Tinham medo de desobedecer a Deus. Uma criança que ama ao Pai quer
Fazer o que Ele pede. Lucas diz que as igrejas caminhavam assim. Quer dizer: assim era o estilo de viver na igreja: respeitando Deus. Sabendo que Deus é santo. Amando a Ele. Guardando a Palavra de Deus, o ensino dos apóstolos. Se entregando totalmente a Deus.
Também aqui devemos dizer que não era a sua própria obra. O Espírito Santo fez isso na vida dos membros das igrejas. O temor do Senhor, o respeito por Deus, era um fruto do Espírito Santo.
E qual era o efeito de tudo isto? A igreja crescia em numero, diz o nosso texto. O mundo vê a igreja. Vê quando há paz na igreja ou não. Vê como os membros da igreja estão vivendo. Se eles estão destruindo a igreja ou edificando. Se eles estão vivendo no temor do Senhor ou se eles só procuram se mesmo. A igreja naquela época crescia. O mundo viu que era bom pertencer a esta igreja de Cristo.
Mas não devemos esquecer uma coisa: que também crescimento em número é a obra do Espírito Santo. Todo o mundo dentro da igreja quer que ela cresça em número. Que outras pessoas vão seguir a Palavra de Deus. Mas não devemos esquecer que nós não podemos fazer que a igreja cresça. Nós temos a nossa responsabilidade, como já mostrei: viver em paz. Ajudar a edificar. Temer em Deus. Atrair outras pessoas, as convidando. É possível que uma igreja viva de tal maneira que outros não queiram se juntar a esta igreja. Essa é a nossa responsabilidade. Mas quando a igreja crescer, isso é a obra do Espírito Santo. O nosso texto diz isso muito claramente. A nossa tradução fala da ajuda do Espírito, mas isso é muito fraco. Lucas usa uma palavra que tem a ver com a pregação da Palavra. Podemos traduzir: a igreja crescia em número pela pregação do Espírito Santo. Houve na igreja uma pregação missionária: convidando os visitantes a se juntar à igreja. Uma pregação cheia do Espírito. Foi o Espírito que deu isso.
Então, como a igreja cresceu? Devemos dizer duas coisas: 1. Aconteceu pelo Espírito Santo: Ele deu o crescimento. Pessoas podem inventar tanta coisa, se Ele não der, a igreja não cresce. 2. O Espírito usava a mensagem da Palavra de Deus. Hoje em dia muitos pensam que o crescimento da igreja depende de fazer milagres e curas, mas a Bíblia ensina qual é o instrumento do Espírito: a pregação: a fé vem pelo ouvir da mensagem. A mensagem da Bíblia deve ser anunciada. Uma igreja que quer crescer deve em primeiro lugar pregar o Evangelho de Cristo. Isto o Espírito Santo quer usar para dar crescimento.
Irmãos e irmãs, A Bíblia dá um bom testemunho das igrejas em nosso texto. Ou seja: o texto mostra o poder de Cristo, o poder do Espírito. Havia adversidade, sim. Mas Deus é muito mais forte do que Satanás. Ele venceu os inimigos: um Paulo. Ele deu unidade à igreja. Paz. Ele trabalhou na vida dos cristãos. Deus para ver: vidas respeitando o único Deus. Pode ser que fiquemos um pouco com ciúmes desta igreja. Mas não esqueçam: Deus é o mesmo. O Espírito é o mesmo. O que Ele fez, ele pode fazer ainda hoje. Ele trabalha na igreja. Ele quer lhes dar o temor em Deus. Ele quer dar a paz na igreja. O que nós devemos fazer é ver a nossa responsabilidade. Lutar pela paz. Deixar se edificar. Estudar a palavra. Atrair outras pessoas. É bom viver na igreja de Cristo...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

sábado, 19 de julho de 2014

E DEPOIS DA MORTE?


                                                             E DEPOIS DA MORTE?


2 Coríntios- 5: 1,2 – PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;
Porque sabemos que, se nossa casa se desfizer, for queimada, apedrejada, serrada aos pedaços, apodrecida pela doença e desfigurada… Paulo usa essa expressão condicional: nossa casa terrestre se desfizer, tornar-se pó, morrer. Porque sabia que Cristo o faria ressuscitar, porque não experimentaria a morte, pelo contrário, seu corpo seria transformado.
A morte ou a transformação existe para todos os seres humanos, todos irão ressuscitar após a morte, para a vida com Deus ou para eterno sofrimento.
Jesus mesmo declara que não sabemos nem o dia e nem a hora, mas todos os justos serão transformados.( Mateus-24:36)
1Coríntio- 15:52 – Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
A morte ou a transformação existe para os homens e mulheres de Deus hoje. Alegrem-se, regozijem-se na tribulação. Portanto, sempre estejamos motivados para uma vida de santidade. (Mateus- 24:42). Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.
1João-3:2,3 – Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
A expressão “casa terrestre”- refere-se ao corpo terreno ou à sua vida terrena.
Lembremo-nos que Deus é espírito. E precisou de um corpo para realizar sua obra redentora na terra. E Jesus deixou o exemplo para os seus discípulos fazerem as mesmas obras até sua volta, prometendo vir buscá-los para ficarem com Ele eternamente.
Temos de Deus um edifício, uma casa ou corpo . Jesus disse: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (João-14: 2,3)
Isto provavelmente estava animando os discípulos quanto a morte física, do tempo terreno, passageiro, temporário e que Jesus estava preparando uma  morada eterna e voltaria para buscá-los, para estar juntamente com Ele.
Alguns entendem que esse trecho é um ensinamento difícil de se compreender , que, os fiéis depois da morte, enquanto aguardam a ressurreição, existem como espíritos desencarnados, como sombra sem corpo.
Notamos, no  entanto, que Moises e Elias, no monte da transfiguração, aparecem de corpo espiritual resplandecentes..
Apocalipse- 6:11- E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram (Ap.7:9) em corpos celestiais para morar nos céu com o Senhor. A morte dos justos leva-os imediatamente à presença de Cristo.
1Coríntio- 13:12- Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Enigma: Adivinhação, que só pode ser decifrada com muito esforço. (Juízes-  14:12). Jesus falava por meio de “Parábolas”, segredo de Deus, encoberto, e, que somente o Espírito Santo revelará aos fiéis.
João- 16:25 – Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai.
Logo, a morte é lucro. (Filipenses- 1: 21,22) – Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Agora  a obra do Espírito Santo é transmitir aos fiéis a presença de Deus nesta vida terrena pela fé em Jesus Cristo.
Por isso, testemunhe Jesus Cristo, enquanto viver neste corpo físico, sorrindo ou chorando, glorifique o Seu Nome em toda sua vida...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 18 de julho de 2014

SAÚDE ESPIRITUAL...


                                                              SAÚDE ESPIRITUAL...
Há um terrível surto em processo na igreja evangélica brasileira. Fatos inimagináveis têm se multiplicado na prática de muitas comunidades locais. Parece um tipo de esquizofrenia evangelical. Crentes que se auto exorcizam, rosas místicas, sal purificador, varinhas e cruzes energizadas entregues aos fiéis, etc. Onde vamos parar com esta paranoia?
Em outra vertente, reerguer-se com vitalidade um conservadorismo "neopuritanístico" como reação a todas estas coisas. Discussões do tempo dos meus avós voltaram aos ambientes dos concílios. Tais como: o bater palmas, o uso de determinados instrumentos no culto, a sacralização dos espaços de celebração, a oportunidade ou não para mulheres ministrarem na igreja, a liberdade da expressão corporal no culto, etc.
Assim, alguns graves perigos à verdadeira espiritualidade tomam força e ameaçam a vitalidade da comunhão do povo de Deus com o seu Senhor. Destacaria quatro grandes perigos:
1. O Tradicionalismo - Alguém já escreveu: "Tradição é a fé viva dos antigos. Tradicionalismo é a fé morta dos vivos." O grande perigo do tradicionalismo é que ele se apresenta de modo sutil como uma interpretação inequívoca da Escritura e do mundo. Assim, de modo disfarçado, o tradicionalismo se impõe como dogma, anulando a autoridade única da Palavra de Deus. Isto engessa historicamente a Igreja, destruindo a contemporaneidade de sua mensagem.
2. O Legalismo - Tal fenômeno conduz à ideia de uma relação de mérito com Deus, menosprezando a graça de Jesus. Leva as pessoas a serem escravas de regras e ritos, ao invés de crescerem na idoneidade como cristãos capazes de aplicar princípios as diversas realidades da vida. É uma boa opção para aqueles que não desejam crescer através da reflexão e do bom senso, haja vista que no legalismo alguém já pensou e definiu por todo mundo.
3. O Sincretismo Religioso - Um tempo atrás um irmão me mostrou a embalagem de um sabonete de arruda recebido num culto evangélico. Ora, o que levaria um líder evangélico a aconselhar seus irmãos a banharem-se com arruda para espantar "mal olhado"? Sabemos que isto não provém da fé cristã. Nada mais é do que um elemento da religião não cristã absorvido por uma corrente que se proclama genuinamente evangélica. Esta mistura religiosa é perniciosa à verdadeira espiritualidade.
4. O Relativismo Moral - O pecado não pode ser definido por minha opinião pessoal ou pela conveniência das situações que me cercam. Iniquidade é tudo aquilo que o próprio Deus definiu como contrário à sua vontade e impuro aos seus olhos. A relativização do certo e do errado tem custado a saúde espiritual de muitas pessoas e igrejas locais.
Em Marcos 7 Jesus têm um confronto direto com os fariseus em detrimento do entendimento da verdadeira espiritualidade. O ponto de partida é uma controvérsia sobre o que contamina o homem. O que para nós é apenas um problema de natureza sanitária, para os fariseus era um problema de ordem espiritual: O comer com as mãos impuras! Diante deste embate, Jesus denuncia como a tradição dos líderes religiosos levava as pessoas a uma falsa compreensão da relação espiritual delas com Deus e com o mundo.
Assim, quero destacar três princípios que Jesus ensina nesta passagem, que podem equilibrar nossa comunhão com Deus, preservando-nos dos perigos à nossa espiritualidade:
1. Precisamos nos manter cativos à Palavra de Deus (v. 6-8) - A tradição dos líderes religiosos, que se propunha a ser uma interpretação da Lei, havia se sobreposto sutilmente como uma oposição à própria Lei. Nosso compromisso maior precisar ser com a Escritura. Nos submetemos aos líderes até que estes sejam fiéis à Palavra. Não podemos trocá-la por tradições, conjunto de leis, ou misturá-la com outras práticas religiosas. Não podemos relativizá-la por nenhum tipo de conveniência pessoal.
2. Precisamos mensurar nossa espiritualidade a partir da saúde de nossos relacionamentos (v. 11-13) - Os fariseus ofereciam uma oferta a Deus para se sentirem desobrigados em honrar seus pais. Pensavam que era possível manter a saúde da relação vertical sem cuidarem da horizontalidade de seus relacionamentos. Nosso Senhor resumiu a Lei e os Profetas em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O diagnóstico e a cura de nossa espiritualidade está no cuidado e na saúde de nossos relacionamentos.
3. Precisamos cuidar do mundo interior para termos verdadeira espiritualidade (v. 18-23) - Para os fariseus, a saúde espiritual dependia do trato com elementos externos. Nosso Senhor, porém, se a paz a tal compreensão demonstrando que nossa impureza encontra-se no mundo interior. É de lá que brotam as imundícies. Deus deseja tratar-nos de dentro para fora. É necessária a coragem de expor esta realidade interna e negra que nos assola se desejamos saúde espiritual. Não devemos fugir, mas nos apresentar como somos para sermos purificados.
Tradicionalismo, legalismo, sincretismo religioso e relativismo moral podem destruir nossa comunhão com Deus e nos afastar da verdadeira espiritualidade. O caminho da real busca deve nos levar de volta para a Palavra de Deus, em sua singularidade e simplicidade. É o caminho que propõe tratar-nos os vários níveis de relacionamento para que nossas orações e buscas não sejam interrompidas. É o caminho de olharmos para dentro, onde está o verdadeiro mal e a fonte de nossa impureza. Somente este caminho irá nos conduzir à verdadeira espiritualidade...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CRENTES ESCOLHIDOS POR DEUS...


                                        CRENTES ESCOLHIDOS POR DEUS...
A Bíblia ensina que, em Cristo, fomos escolhidos e chamados por Deus para servi-Lo. E como fruto desse chamado e escolha, Deus nos abençoa com bênçãos maravilhosas. Também ensina que Deus chama muitos, mas escolhe poucos (Mateus 24. 14).
Em Efésios 1. 4 está escrito que Deus “nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo”. Em Romanos 8. 29-30 Paulo nos mostra a sequência da eleição: Deus conhece, predestina (escolhe), chama, justifica e glorifica. Deus nos escolhe primeiro e depois nos chama!
O amor de Deus pelos seus escolhidos é tão grande que no Dia do Juízo Deus enviará os seus anjos para reunir os seus escolhidos dos quatro cantos da terra, de uma a outra extremidade dos céus (Mateus 24. 31).
Sua escolha é por amor e misericórdia somente!
A Bíblia diz que estamos unidos a Cristo de forma pessoal e orgânica. Pessoal porque temos um relacionamento individual com Cristo. Orgânico porque fazemos parte da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo.
Deus nos dá uma nova vida (renovada pelo Seu Espírito Santo). Deus nos inclui em uma nova comunidade e nos torna membros de Sua família.
Como isso acontece? Quais são os sinais de que eu sou escolhido e chamado por Deus? O que eu preciso fazer para ter a certeza de que Deus me escolheu e me chamou?
1. Precisamos nos arrepender de nossos pecados
Em Atos 2. 37 diz que após ouvirem a pregação de Pedro, as pessoas se quebrantaram e perguntaram: “Que faremos, irmãos ?”.
A resposta de Pedro foi imediata: “Arrependei-vos!” (At 2. 38 a).
Pedro estava falando do arrependimento verdadeiro. A palavra arrependimento é usada na Bíblia para descrever o começo de uma mudança espiritual genuína. A partir desse instante, Deus perdoa todos os nossos pecados e nos comprometemos com Ele e com Sua Obra.
A palavra grega para arrependimento (metanoia) significa “mudança de mente”. É uma palavra composta. “Meta” significa “transformação” e “Noia” significa “consciência interior”: a área entre o raciocínio e a emoção. Em Romanos 12. 2 Paulo disse: “Transformai-vos pela renovação de vossa mente”. O arrependimento acontece no coração e produz uma diferença visível em nossas ações. Não nos leva ao desespero, nem a auto piedade. Mas faz-nos enxergar nossa verdadeira condição Faz-nos ver o que somos de dentro pra fora. Move-nos a uma mudança diária. O arrependimento é um sinal interno. Mas existe um sinal externo: o batismo.
2. Precisamos ser batizados
Pedro diz em seu sermão: “cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados” (Atos 2. 38 b).
Nós temos dois sacramentos: A Santa Ceia e o Batismo. Ambos trazem a idéia de morte.
A Santa Ceia representa a morte de Cristo por nós, e o batismo representa a nossa morte por Cristo.
Logo após a criação, Adão pecou e toda a raça humana ficou debaixo da condenação divina. Agora o pecado governa o coração de cada pessoa ainda não regenerada.
Mas Deus nos livra do pecado e nos une a Ele por intermédio da morte e ressurreição de Jesus. E essa união com Deus é publicamente dramatizada pelo batismo.
Em Romanos 6. 5-6 diz que “fomos sepultados com Cristo na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Leia-se: “nova vida”; “ressurreição espiritual”!).
O verso 6 diz: “Sabendo isto: que foi crucificado com ele nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”.
O batismo representa nossa natureza revestida da natureza de Cristo. Nossa natureza imperfeita se une a natureza perfeita de Jesus, tornando-se completa. O batismo é um símbolo da nossa conversão a Cristo.
Por esta razão o apóstolo Paulo diz em Gálatas 3. 27: “Todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”.
A conversão é um fenômeno sobrenatural na causa e natural nos efeitos. A conversão não mata a nossa natureza humana, apenas a complementa!
A conversão facilita o nosso relacionamento com Deus. Ajuda-nos a responder as perguntas básicas como “Quem sou eu?”…
… Com uma simples resposta: “Em Cristo eu sou um filho de Deus”.
Em Cristo eu estou unido a todo o povo de Deus do passado, do presente e do futuro. Em Cristo eu descubro a minha identidade.
Em Cristo eu não piso em falso! Em Cristo eu volto pra casa!
Não sou mais um estranho ninho! Eu tenho um lar!
Em Cristo eu estou livre da escravidão do velho homem, da vida antiga! Estou livre do medo e da culpa! Estou livre do meu ego e dos poderes do mal! Não sou mais um escravo!
Meu batismo representa minha morte para o pecado! Estou ligado a Cristo pela fé… porque eu morri com ele…
Sua morte se tornou a minha morte… minha dívida foi paga!
Cada um de nós tem uma história de vida. Nossa biografia é escrita em dois volumes:
Volume um: É a história do velho homem; do velho ser; é a nossa história antes da conversão. Éramos dominados pelo pecado. Merecíamos morrer!
Volume dois: É a história do novo homem; do novo ser; é a nossa história depois da conversão; depois que nos tornamos novas criaturas em Cristo.
O Volume um da nossa biografia terminou com a morte do velho homem; do velho ser.
O Volume dois da nossa biografia começou com a nossa ressurreição. Nossa vida antiga foi encerrada, dando lugar a uma nova vida em Cristo.
Nós morremos e nos unimos a Cristo tornando-nos um com ele em sua morte! Mas ressuscitamos unidos com Cristo e nos tornamos um com ele em sua vida!
Em Atos 2, versos 39 e 41, está escrito: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe… para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”… “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”.
O que é a promessa? O que é o batismo?
A promessa é a salvação em Cristo oferecida aos judeus, aos gentios e seus filhos. O batismo é o símbolo; é a representação visível da salvação. É o sinal de entrada na comunidade dos salvos.
O batismo é um sinal de que fomos escolhidos e chamados por Deus!
O batismo é o símbolo de entrada no novo pacto, assim como a circuncisão era o símbolo de entrada no antigo pacto.
Mas há uma diferença entre circuncisão e batismo!
A circuncisão era um ritual sujo, doloroso e sangrento, que antevia o sacrifício de Jesus.
O batismo, ao contrário, é um ritual limpo – é o derramar da água que lava e purifica os filhos de Deus liberando-os do sacrifício.
O batismo não é a salvação! É um símbolo da salvação!
Se for um símbolo por que não batizarmos nossas crianças?
Nossos filhos são apresentados a Deus pelo batismo ainda crianças porque cremos que eles são herdeiros dessa promessa!
“Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos...”

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 16 de julho de 2014

JESUS CRISTO A REDENÇÃO DO GÊNERO HUMANO...


                                     JESUS CRISTO A REDENÇÃO DO GÊNERO HUMANO...
Introdução
Na nossa última mensagem da série “Anseios da Alma” vamos falar do anseio que acompanha o ser humano desde a queda: o anseio de redenção. Mas o que é redenção?
Busquei em alguns dicionários seculares e encontrei definições que expressam muito bem esse anseio, essa necessidade da alma humana. Veja:
 Re.den.ção - 1 Ato ou efeito de remir. 2 Indulgência, misericórdia. 3 Expiação, perdão. 4 Dir. Perdão, liberação graciosa de uma dívida. 5 Auxílio que livra alguém de transe aflitivo. 6 Libertação, proteção, salvação, socorro. 7 Resgate
 Mesmo que você não saiba ou tente se enganar, você quer, precisa, anseia, tem fome de redenção. Quer misericórdia. Deseja auxílio divino. Precisa de libertação. Espera por resgate. Almeja proteção, socorro, libertação. A busca do ser humano pelo espiritual, pelo divino, mesmo que em lugares e formas erradas é produto desse anseio por redenção. A consciência do pecado faz com que o homem queira redenção.
 1. Quando é que o ser humano começou a ansiar por redenção?
Antes de pecar, o homem não precisa de redenção. Mas depois que o pecado entrou no mundo o desejo de resgatar aquele relacionamento perdido com Deus começou a perturbar o homem. E isso é muito importante. Veja como Paulo resume isso: “...Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram...”  Rm 5.1-2. Todos nós pecamos juntos co o primeiro homem que pecou. Somos tão culpados quando Adão, em resumo. É por isso que precisamos de redenção, ansiamos por redenção.
2. Como é que o ser humano tem buscado por redenção?
* Por obediência à Lei ou por mera religiosidade.
Isso funcionou por algum tempo, mas apenas para apaziguar a consciência do pecador. Isso não funciona junto a Deus. O salmista sabia disso:
“Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51:16-17
* Por auto justificação.
As pessoas tentar se redimir sendo justas por si mesmas. Fazem coisas que façam com que elas sejam consideradas justas. São as boas obras. Mas a Bíblia afirma que a Salvação é pela graça, não por obras: é presente de Deus. Veja: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;  Efésios 2:8-9
* Negação
As pessoas simplesmente resolvem o problema do anseio por redenção negando o tenha. Simples assim! Isso não resolve. Cedo ou tarde essa necessidade aflora e a crise aparece de uma forma ou de outra.
 3. Como é que o ser humano pode alcançar redenção?
O anseio, a necessidade de redenção é um fato. Mas como resolver isso? Essa é a maior questão da existência humana. Nada é mais importante do que isso. Essa é a resposta que selará o destino da sua alma e você não quer pensar nisso? A Bíblia tem a resposta.
A redenção e alcançada pela fé em Jesus Cristo. Veja o que a Bíblia diz:
“Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos”.  Ef 1:7-10
 Foi naquela cruz, quando Jesus Cristo derramava o seu sangue que ele redimia os pecadores, resgatava o perdido e isso inclui você!
 Conclusão
De todos os anseios que vimos nessa série de mensagens, esse é o principal. Se este não for resolvido, não fará diferença suprir os outros anseios vistos nas mensagens anteriores, pois a alma do indivíduo estará perdida.
Um último texto bíblico resume bem esta mensagem de esperança:
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”.  Colossenses 1:13-14
Creia no senhor Jesus Cristo para a sua redenção. Amém...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 15 de julho de 2014

ESTUDO OS 24 ANCIÕES EXTRAVASARÃO E DEPOSITARAM AS SUAS COROAS EM GLÓRIA A DEUS...


ESTUDO OS 24 ANCIÕES EXTRAVASARÃO  E DEPOSITAM AS SUAS COROAS EM GLÓRIA A DEUS...
A Visão do Trono de Deus (Apocalipse 4:1-11)
Depois de terminar as cartas aos anjos das sete igrejas, João passa para uma nova parte da revelação. Os capítulos 4 e 5 mostram a glória de Deus, apresentando primeiro o Pai no seu trono e, depois, o Filho glorificado ao lado dele. A cena nestes dois capítulos pode ser comparada especialmente com a de Daniel 7:9-14.
4:1 – Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.
Depois destas coisas, olhei: Chegamos a uma transição na mensagem do Apocalipse. Jesus já ditou as suas cartas a cada uma das sete igrejas. O resto do livro pertence a todas elas e, obviamente, serve para a instrução de outros discípulos em outros lugares e em outras épocas.
João olhou e viu, frisando novamente a natureza desta revelação. Deus continuou mostrando visões ao apóstolo.
Uma porta aberta no céu: Que privilégio! João viu uma porta aberta dando-lhe acesso ao céu! Aqui a ênfase não está no acesso ao céu em termos da salvação final e eterna dele, nem no sentido de entrar em comunhão com Deus (sentidos encontrados em trechos como João 1:51; Atos 7:55-56; veja também Efésios 2:6; Filipenses 3:20). João viu o céu aberto porque Deus queria lhe mostrar as coisas que estavam acontecendo lá (compare Ezequiel 1:1). Jesus já falou, transmitindo-lhe mensagens importantes para as igrejas. Agora, João subirá ao céu, nestas visões, para buscar outras mensagens para os servos do Senhor na terra.
A primeira voz que ouvi, como de trombeta: A mesma voz de 1:10. Naquele trecho, João virou para ver quem falava e viu Jesus no meio dos candeeiros.
Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas: O Filho de Deus convida João para ver, no céu, as coisas que iam acontecer. Em 1:19, ele falou para João escrever o que ele viu, o que estava acontecendo naquele momento, e o que ia acontecer depois. Tudo isso ainda está dentro dos limites de tempo de “em breve” e “próximo” (veja comentários na segunda lição sobre limites de tempo). Jesus já falou sobre o estado das igrejas naquele momento (capítulos 2 e 3), e agora começa a falar sobre as coisas que estes discípulos ainda teriam de enfrentar. Interpretações que procuram inserir milhares de anos entre os capítulos 3 e 4 não têm nenhuma base aqui. “Depois” simplesmente sugere uma seqüência de transição entre o que já passou e o que ia acontecer.
4:2 – Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado;
Imediatamente, eu me achei em espírito: A mesma expressão que João usou em 1:10, frisando seu estado de receber revelações por meio de visões.
Armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado: Um trono no céu. Muitos vizinhos dos cristãos da Ásia achavam que o trono principal do universo estivesse em Roma, e que o imperador sentado nele fosse o deus supremo. Outros vizinhos adoravam outros diversos deuses e deusas. Mas João convida todos os seus leitores a enxergarem, por meio desta visão, o trono no céu e o verdadeiro Deus sentado nele. O trono de Deus é mencionado 38 vezes no Apocalipse, repetidamente frisando o tema da soberania de Deus e do seu domínio sobre os reinos da terra. A descrição da pessoa sentada no trono e do seu ambiente no céu vem nos versículos seguintes.
4:3 – e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda.
Esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto: João jamais acharia palavras adequadas para descrever perfeitamente a aparência de Deus. Ele começa a explicar, usando comparações com coisas conhecidas, a visão que ele teve do Soberano no seu trono celestial.
Pedra de jaspe e de sardônio...arco-íris semelhante...a esmeralda: Duas pedras brilhantes refletem sua luz e produzem o efeito de um arco-iris ao redor do trono. Como é o caso de muitas pedras precisosas, as cores de jaspe e sardônio não são únicas e absolutas. Alguns comentaristas sugerem jaspe branco (veja 21:11, que fala de “jaspe cristalina”) e sardônio vermelho (possivelmente sárdonix), assim sugerindo, respectivamente, a santidade e a justiça de Deus. O salmista disse que “justiça e juízo” ou “justiça e direito são o fundamento” do trono de Deus (Salmo 89:14; 97:2). Outros sugerem que o jaspe fosse verde, a cor mais comum desta pedra, uma explicação que combina com a cor de esmeralda do arco-íris. Independente das cores refletidas, certamente a luz da glória de Deus e o fogo de seu poder saem do seu trono (veja Isaías 60:1-2; Daniel 7:9-10; Ezequiel 1:26-28; 10:1; Salmo 97:2-3). Esta luz mostra seu poder para julgar e castigar. O arco-íris nos lembra, também, da benevolência de um Deus que faz aliança com as suas criaturas (Gênesis 9:12-13; Ezequiel 1:28).
4:4 – Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.
Ao redor do trono: João começa com a figura central, aquele sentado no trono, e começa a olhar ao redor. Tudo começa com Deus.
Vinte e quatro tronos ... vinte e quatro anciãos: Vinte e quatro tronos representam aqueles que reinam com Deus, uma descrição da igreja, dos vencedores vestidos de branco que recebem suas coroas e reinam com o Senhor (2:10,26-27; 3:4-5,11,21). Qual o significado do número 24? Duas explicações diferentes chegam à mesma conclusão. Alguns entendem 12 tribos, representando o povo de Deus no Velho Testamento, mais 12 apóstolos, representando o povo dele no Novo Testamento, dando um total de 24. Outros sugerem 24 como o número de turnos de sacerdotes no Velho Testamento (veja 1 Crônicas 24:1,7-19). Assim entendemos o reino de sacerdotes (1:6) ou sacerdócio real (1 Pedro 2:9) composto de pessoas que entram “na Casa do Senhor” (1 Crônicas 24:19). No final, estas duas interpretações do significado dos 24 anciãos chegam ao mesmo entendimento prático – representam o povo de Deus. São nobres nos seus tronos sujeitos ao Soberano Rei no trono principal.
Vestidos de branco: A santidade e a pureza dos servos fiéis. As únicas vestimentas adequadas aos vencedores.
Coroas de ouro: Coroa, aqui, vem da palavra grega stephanos, usada no Apocalipse para identificar as coroas dos vencedores (2:10; 3:11; 4:4; 4:10; 6:2; 12:1; 14:14). Encontraremos uma outra palavra, diadema, usada tanto para falar dos falsos líderes (12:3; 13:1) como para descrever o verdadeiro Rei (19:12). Uma vez, stephanos se encontra na descrição dos inimigos de Deus, mas o próprio versículo sugere a falsidade da nobreza deles: “havendo como que coroas parecendo de ouro” (9:7). Os anciãos sentados nos 24 tronos têm todo direito de usar coroas verdadeiras.
4:5 – Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.
Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões: Sai do trono de Deus o poder para falar, julgar e castigar (veja Salmo 18:13-14; 144:6; Êxodo 19:16-19). Estas manifestações do poder de Deus são características da última fase das séries de sete selos (8:5), sete trombetas (11:19) e sete taças (16:18).
Sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus: As tochas diante do trono são identificadas como os sete Espíritos de Deus, o Espírito Santo (veja 1:4). Ele ilumina ao homem e vai para onde Deus o envia. As sete tochas mostram a onisciência e a onipresença de Deus (5:6).
4:6 – Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás.
Mar de vidro, semelhante ao cristal: O Deus imortal “habita em luz inacessível” (1 Timóteo 6:16), separado dos outros por um mar de vidro. No Velho Testamento, os sacerdotes tinham de se lavar no mar de fundição antes de chegar perto de Deus com os sacrifícios (2 Crônicas 4:1-6), assim sugerindo a importância da santificação. Deus é santo, separado de suas criaturas. Mas, na imagem de comunhão perfeita com os vitoriosos no final do livro, “o mar já não existe” (21:1).
Quatro seres viventes cheios de olhos: Veremos melhor as características dos quatro seres viventes nos versículos 7 e 8. Aqui observamos o fato de estarem cheios de olhos, novamente enfatizando a capacidade de ver tudo. Ao redor de Deus estão servos capazes de ver tudo o que acontece. Nada escapa ao conhecimento do Soberano Deus.
4:7-8a – O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando.
E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro;...
Os quatro seres viventes nos lembram de outras passagens que descrevem a presença do Deus glorioso. As visões de Ezequiel são especialmente relevantes, pois falam de quatro seres viventes com quatro rostos diferentes, rostos que correspondem às quatro criaturas vistas aqui (Ezequiel 1:5-14). Ele chama os seres viventes de querubins (Ezequiel 10:9-17) e mostra o papel deles em defender e levar o trono de Deus conforme a vontade do Soberano. Entendendo que os seres viventes são os querubins , lembramos também dos querubins que ficavam acima da arca da aliança. Na visão de João, os seres viventes são semelhantes a quatro criaturas:
Leão: O forte predador, o símbolo de realeza.
Novilho: Em Ezequiel, o boi. Animais conhecidos por sua força.
Homem: A figura do homem acrescenta uma outra característica, juntando à força a inteligência.
Águia: Um predador rápido, capaz de localizar e atacar a sua vítima.
João continua sua descrição de outras características dos seres viventes:
Seis asas: Capazes de se locomover, e de transportar o trono de Deus (Ezequiel 1:20). Também usavam as asas para cobrir a arca da aliança (1 Crônicas 28:18). Os serafins de Isaías 6:2-3, como os seres viventes do Apocalipse, tinham seis asas, enquanto os querubins de Ezequiel tinham quatro. Devemos evitar a tendência de forçar os textos para achar alguma igualdade perfeita nos símbolos destas visões proféticas. Independente de pequenas diferenças, todas mostram servos de alta posição servindo a Deus, fazendo tudo que ele manda.
Estão cheios de olhos: Como as rodas que acompanhavam os querubins em Ezequiel, estes seres estavam cheios de olhos e capazes de ver em todas as direções.
4:8b - não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.
Não tem descanso: Servem e adoram a Deus em todo momento. Deus descansou, no sétimo dia, de seu trabalho da criação, mas continuou agindo para manter o universo que ele domina. Os judeus descansavam, no sábado, de seus trabalhos, mas se dedicavam naquele dia ao serviço de Deus. Nós aguardamos o descanso eterno no céu (Hebreus 4:1,11), mas entendemos que serviremos e adoraremos a Deus eternamente. Não nos surpreende, então, achar estes seres viventes servindo constantemente, sem descansar.
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus: Esta expressão de louvor se encontra somente aqui e em Isaías 6:3. A mesma palavra repetida três vezes dá grande ênfase, especialmente no hebraico (Velho Testamento). Ele está acima, e separado, de todas as suas criaturas.
O Todo-Poderoso: Deus recebe louvor, também, como o Onipotente. A descrição “Todo-Poderoso” se encontra em quase 60 versículos na Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse. Ele dá vida (Jó 33:4) e sabedoria (Jó 32:8). Ele abençoa os homens (Gênesis 48:3; 49:25). Nos profetas e nos evangelhos, esta descrição de Deus aparece freqüentemente em passagens que falam do castigo divino (veja Isaías 13:6; Joel 1:5; Marcos 14:62). Para os fiéis, é uma garantia confortante de proteção (2 Coríntios 6:18). Os exércitos humanos podem mostrar algum poder, mas Deus tem poder absoluto. Este fato traz grande conforto aos fiéis que são protegidos por ele, e aterroriza os seus inimigos.
Aquele que era, que é e que há de vir: Deus eterno (1:4).
4:9-11 – Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:
Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.
Glória, honra e ações de graças...: Os seres viventes adoram a Deus, pois ele merece toda a honra e glória.
Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão: Os 24 anciãos, representando o povo de Deus, participam entusiasticamente do louvor a Deus.
Depositaram as suas coroas diante do trono: Mesmo as coroas que receberam de Deus servem para a glória do Criador, não das criaturas. Eles livremente entregam toda a sua glória a Deus. Sem Deus, eles seriam nada. Sem Deus, nós seríamos nada!
Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber...: Deus merece:
A glória: Esplendor, majestade, exaltação.
A honra: Reverência devida à posição.
O poder: Força, habilidade. Obviamente, Deus é o Todo-Poderoso, mas os seus servos voluntariamente lhe cedem poder sobre as suas vidas.
Porque todas as coisas tu criaste...: Neste capítulo, que focaliza a posição de Deus Pai, o principal motivo de louvor é a criação. É o motivo citado muitas vezes no Antigo Testamento.
Conclusão
Não pode haver dúvida. Deus está no controle. Ele é a personagem principal no céu, e é o Soberano absoluto que criou e domina o universo. Ele merece a adoração e a obediência absoluta de todas as suas criaturas, até dos mais exaltados seres viventes no céu. É o Deus Santo e Todo-Poderoso. Sem dúvida alguma, ele é eterno. Da presença dele saem trovões, vozes, relâmpagos, e a luz resplandecente que reflete no mar de sua santidade. Que privilégio Deus concedeu a João quando o convidou ao céu numa visão! Que privilégio ele nos deu quando relatou toda a cena aos seus servos!

Perguntas
1.  Quem convidou João a subir ao céu numa visão?
2. As visões no céu foram de coisas passadas ou futuras (do ponto de vista de João)?
3. Quem é a personagem central da visão do capítulo 4?
4. Os 24 anciãos, ao redor do trono de Deus, representam quem?
5. O que sai do trono de Deus?
6. As tochas diante do trono representam o que (ou quem)?
7. Os quatro seres viventes são semelhantes a quais figuras do Antigo Testamento?
8. Qual descrição de Deus é repetida três vezes somente aqui e no livro de Isaías?
9. O que os 24 anciãos fizeram com suas coroas? Por quê?
10. Qual o principal motivo, citado no capítulo 4, para a adoração dada a Deus...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 14 de julho de 2014

PREPARE O SEU CULTO DE AÇÃO DE GRAÇA...


                                       PREPARE O SEU CULTO DE AÇÃO DE GRAÇA...
Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?(Sl 116:12).
Introdução
Ao pensar nesta ocasião em que nos encontramos aqui reunidos, Deus me conduziu a falar acerca de gratidão.
Gratidão é o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou algum benefício, um auxílio, um favor etc… A gratidão envolve um sentimento de dívida para com outra pessoa que é frequentemente acompanhado por um desejo de agradecê-la. Quando temos um coração grato não dependemos de circunstâncias para agradecer.
A Bíblia da ênfase a gratidão.
Vejamos por exemplo a história de Lucas 17:11. Nesta passagem, Jesus estava a caminho de Jerusalém, com a data da crucificação se aproximando. Ao passar entre a Samaria e a Galiléia, se aproxima de uma aldeia cujo nome não se registra. E fora desta aldeia, dez leprosos acampados em tremendo abandono e vergonha.
Claramente nove destes leprosos eram judeus, e um era samaritano. Ora, os judeus daquele tempo nem encostavam nos samaritanos, muito menos viviam com eles. Mas aparentemente, o sofrimento em comum destes dez os juntara na dor que compartilhavam.
Se você já estudou sobre a lepra, então consegue imaginar em que condições sórdidas eles viviam. Eram obrigados a viverem num acampamento longe da cidade. A lei exigia que os leprosos ficassem à distância de pelo menos 100 metros dos não enfermos. Quando passava alguma pessoa, os doentes tinham de gritar: “Impuro impuro!”
Dependendo da duração da lepra, uns tinham perdido dedos das mãos, dos pés, orelhas, dentes, braços, nariz. A pele possuía lesões e estava podre – e o mau cheiro e o aspecto eram insuportáveis. Estes homens mendigavam, pediam, e ingeriam comida que os outros nem iriam querer olhar. Provavelmente viviam do lixo.
Porém, o que mais atormentava estes leprosos, era a lembrança dos queridos que tiveram de abandonar quando o sacerdote os declarou imundos. Eles perderam esposas que os amavam, filhos adoráveis que brincavam com eles. Perderam lares, carreiras, o respeito, e qualquer esperança de serem úteis. Alguns deles provavelmente haviam sido judeus fiéis, enraizados na tradição da igreja. Contudo agora estavam acampados fora de uma aldeia sem nome, expostos, num viver de vergonha e sofrimento inexprimíveis.
E ali fora da cidade, aqueles homens encontram JESUS, e começam a implorar por ajuda. Jesus ordena que eles fossem para Jerusalém com a finalidade de se apresentar ao sacerdote, pois só o sacerdote poderia declará-los puros.
No caminho eles, observam que um milagre havia acontecido. Entre eles havia um samaritano. Quando este samaritano percebe que tinha sido curado resolve voltar ao encontro de Jesus, louvando a Deus em voz alta.
Ao encontrar-se com Cristo, este lhe pergunta: Não foram dez os que foram curados, onde estão os nove?
Esta pergunta de Cristo nos revela uma forma errada de muitas pessoas se relacionarem com Deus.
Hoje, muitos agem como os nove que não voltaram para agradecer.
Isto me faz perguntar por que é que, em cada geração, há um remanescente que corre atrás de Jesus cheio de ações de graças? Por que Deus sempre tem um, em meio a dez, que deixa tudo e volta só para adorar e louvar a Cristo – enquanto os outros noventa por cento continuam na rotina?
Ele voltou porque queria mais do que a cura, queria mais do que os benefícios físicos ou materiais. Ele voltou porque tinha sede de Deus. Seu corpo estava curado, mas sua alma tinha um grande vazio de Deus, e certamente ele sabia que Jesus, era a fonte de água da vida.
Ao ser curado, aquele samaritano compreendeu que Jesus não era um homem comum, era o filho de Deus. Ele percebeu que era mais importante ir novamente ao encontro de Cristo do que ao encontro de um sacerdote Judeu que provavelmente o receberia com preconceito.
E por isso, ele volta para adora-lo, agradece-lo e suprir sua alma com alimento espiritual e salvação eterna.
Julgamos a estes nove porque erraram em não voltar, mas nossa tendência é parecida em muitos momentos com o comportamento deles. Procuramos a Deus para obter dEle suas bênçãos, e muitas vezes não o procuramos para exercitar relacionamento com Ele por meio da oração, e do conhecimento da sua palavra. As vezes, erramos porque procuramos a Deus por aquilo que Ele tem para nos dar, e não por Aquilo que Ele é.
A gratidão foi o sentimento que moveu aquele samaritano a voltar e adorar a Jesus por aquilo que Ele é.
No salmo lido, o salmista pergunta: Que Darei eu ao Senhor, por todos os benefícios para comigo?
O salmista aqui, esta pensando numa forma de retribuir a Deus, por tudo aquilo que Deus lhe fez. Sua atitude é semelhante a do samaritano que volta para retribuir a Cristo o bem que havia recebido com Gratidão e louvor. E não há outra forma melhor de pagar o bem recebido do que com gratidão.
É movido por gratidão que o salmista pergunta: Que posso dar ao Senhor como forma de expressar minha gratidão?
Certamente esta pergunta poderia também ser feita por cada um de nós: Que posso dar ao Senhor, que gesto posso ter, ou que comportamento como forma de expressar minha gratidão por tudo que tenho recebido dEle?
Eu te pergunto: o que eu e você podemos fazer mais para Deus, como forma de expressar gratidão? Será que nossas atitudes realmente revelam que há em nós um coração grato? Será que temos agido com compromisso na obra de Deus, como uma forma de demonstrar coração grato? Será que temos orado e meditado mais na palavra do Senhor como forma de evidenciar gratidão?
Conclusão
Se desejarmos ser gratos, devemos ver que há algo especial em tudo o que é colocado em nossas mãos. Seja a Igreja, o emprego, a pessoa com a qual nos casamos a casa em que moramos, a família que temos o ministério que realizamos na Igreja, enfim, em cada coisa que o Senhor nos tem dado.
Devemos nos lembrar de que Deus é a fonte de todas as coisas boas que recebemos e que existe um princípio espiritual:  quando há gratidão, há multiplicação e há prosperidade em todas as coisas.
 Somos gratos a Deus independente das circunstâncias?
Pense, neste momento, em alguns motivos pelos quais deve agradecer mais ao Senhor.
Pense também em como poderá retribuir o Senhor por tudo que Ele tem feito. Em quais pontos você poderia melhorar para se tornar mais grato? Vamos ter um momento de gratidão a Deus por tudo que temos recebido. Cada irmão deve falar ao Senhor um motivo de gratidão agora, através da oração...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante