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terça-feira, 12 de novembro de 2013

SENHOR ME AJOELHO DIANTE DE TI


                                              SENHOR ME AJOELHO DIANTE DE TI...
Isaías 40.31
 “... aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam”.
INTRODUÇÃO
Deus está falando sobre como esperar.
Você gosta de esperar para ser atendido pelo médico, dentista?
Você gosta de esperar a chegada de uma encomenda, uma carta?
Você gosta de esperar pagar uma conta no banco (esperar para receber já é ruim, imagine esperar para pagar)?
Ninguém gosta de esperar. Mas no texto, o que devemos fazer é exatamente isto.
Mas muita gente espera:
O dia do casamento (como Áquila e Jean);
O ônibus passar no ponto;
O próximo capítulo da novela;
O culto acabar...
Agora, tem é pouca gente esperando no Senhor.
A Bíblia diz que esta é uma das mais importantes coisas que podemos fazer.
O Problema em esperar é que muitas pessoas confundem esperar com preguiça
Já viu aquelas pessoas sentadas na beira-rio, horas e horas... Você passa e pergunta o que elas estão fazendo? Elas dizem: “Estou aqui apenas esperando”. O certo é que deveriam dizer: “sou muito preguiçoso para fazer alguma coisa a uma hora dessas!”
Este não é o tipo de esperar que Deus está falando.
Mas a Palavra de Deus diz que devemos esperar no Senhor.
Qual o propósito de esperar?
A palavra "esperar", como Deus usou, significa muitas coisas, como :
1. Significa um amarrar entrelaçado
Um barbante é fácil de ser partido... mas quando está entrelaçado, ela fica mais forte.
É exatamente isso o que acontece quando esperamos no Senhor (nossas vidas ficam entrelaçadas com a vida do Senhor e, assim, ficamos fortalecidos ao ponto de dizermos: “Posso todas as coisas através dAquele que me fortalece”.
Vamos ver exemplo disto em At 16.20-25:
Paulo e Silas foram humilhados por causa da pregação do Evangelho (tiveram as roupas rasgadas, foram severamente açoitados (v.22) e lançados na prisão (v23)).
Mas estes dois homens eram homens que estavam firmes (entrelaçados) no Senhor (não reagiram como outras pessoas).
V.25 mostra a reação deles à injustiça: Diz que por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam (...as algemas? ...os açoites? ...as grades?)! Não importava se estavam passando por bons ou maus momentos, eles CANTAVAM louvores a Deus.
É quando nossas vidas estão totalmente amarradas (entrelaçadas) com Deus que poderemos enfrentar provações com cânticos!
Portanto, esperar no Senhor, significa estar junto dEle, estar entrelaçado, unido com Ele. Você está assim hoje?
2. Esperar no Senhor também significa ter a expectativa de que alguma coisa vai acontecer.
Os casados sabem o que acontece quando eles têm que ir para algum lugar com as esposas: Normalmente os maridos ficam prontos primeiro, mas a esposa ainda está se preparando... a melhor coisa a fazer nessa situação é esperar sentado na sala, ouvindo música, vendo televisão, ou olhando pela janela...
A razão para a ESPERA é a expectativa de que algo vai acontecer.
Portanto, esperar é a expectativa de que algo vai acontecer – e eu creio que algo vai acontecer nesta noite! (quantos dizem “amém”?).
Agora que falar sobre as Promessas para Aqueles que Esperam no Senhor
Diz o texto: Quatro coisas ocorrerão se você esperar no Senhor (se não esperar no Senhor, essas coisas não irão acontecer).
Quais são essas promessas?
RENOVARÃO AS SUAS FORÇAS
Atletas fazem exercícios físicos para se fortalecerem. Talvez você malhe, faz academia...
Mas a maior necessidade é que homens e mulheres se tornem fortes espiritualmente!
Vivemos época de muitos crentes fracos (não vou ao culto porque está frio... não vou ficar em pé pra cantar porque estou cansado... não vou à reunião de grupo porque já fui semana passada...).
E a razão porque estão fracos é que não esperam no Senhor.
Muitas pessoas na igreja são apelidadas de “crentes cês ora”: Cês ora por mim porque estou tão desanimado hoje... cês ora por mim porque estou tão cansado... cês ora por mim porque estou tão fraco...
Como estas pessoas terão FORÇAS novamente? – esperando no Senhor (terão que parar para escutar a voz de Deus, aí receberão instrução, encorajamento, refrigério espiritual, FORÇAS RENOVADAS!
O NT fala de duas irmãs, Marta e Maria. Marta tinha muita coisa a fazer (assim como muitos de vocês hoje), que não teve tempo para ficar assentada aos pés de Jesus, como Maria fez.
Marta chegou a reclamar... Jesus não repreendeu Maria, ao contrário, elogiou sua atitude: “Maria escolheu a boa parte”, assentando-se aos pés do Mestre.
Amado: Nunca estaremos desperdiçando nosso tempo quando estamos juntos de Jesus.
Deus promete que aqueles que esperam no Senhor, terão suas forças renovadas!
Jesus disse: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.
A segunda promessa:
OS QUE ESPERAM NO SENHOR SOBEM COM ASAS COMO ÁGUIAS.
Já percebeu que Deus compara a vida cristã à águia?
Deus faz isso porque a águia sabe como usar o vento a seu favor (ela não luta contra o vento como um obstáculo, ela usa o vento para se elevar acima das nuvens).
Se você aprende a esperar no Senhor, Deus ensinará você como usar os obstáculos da vida para subir mais alto. Amém?!
A terceira promessa é:
CORRER E NÃO SE CANSAR
As pessoas de mais idade lembram bem dos tempos em que se podia correr o dia inteiro; não apenas corriam, mas corriam facilmente.
Hoje, se correrem uns 50 metros já ficam cansados (é que à medida que envelhecemos, não conseguimos correr como no passado).
Mas na vida espiritual, amados: na medida em que ficamos aos pés do Senhor (esperando), descobrimos que podemos correr sem se cansar, e correr mais veloz do que um coelho!
A quarta promessa é esta:
CAMINHAM E NÃO SE FATIGAM
Certa ocasião um pastor visitava uma igreja e pregou no culto uma mensagem de despertamento para os irmãos. Ele disse: “Irmãos, esta igreja precisa caminhar”!
Um dos irmãos da liderança logo disse “amém!” O pastor de novo falou: “Irmãos, esta igreja precisa correr”. O mesmo irmão gritou: “aleluia!”. E novamente o pastor disse: “Irmãos, esta igreja precisa voar”. O irmão levantou a voz e disse: “amém e aleluia!”. E concluindo o pastor disse: “Meus irmãos, vai custar um preço muito caro para esta igreja voar”. E aquele irmão respondeu: “então deixa ela caminhar pastor, deixa ela caminhar...”
Temos a tendência de acomodar ao mais fácil, ao mais leve ao invés do que é puxado, exigente! Você é assim?
Mas este versículo diz que podemos ANDAR E NÃO FATIGAR!
Muitas pessoas que começaram servindo a Cristo, deixaram por que caíram na caminhada (se você perguntar o motivo, vão dizer muitas coisas: àquela gente não me entende, o pastor não me visita, ninguém me deu importância...)...
Mas a verdade é que caíram PORQUE DEIXARAM DE ESPERAR NO SENHOR, separando tempo para estar aos Seus pés.
Conclusão
Amado: Aqueles que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Serão como a águia.
A águia voa sem fazer esforço; voa alto sem gastar energia.
É um pássaro que pode olhar diretamente para o sol sem danificar os seus olhos.
A águia faz o seu ninho em lugares inacessíveis. A águia habita nos rochedos.
Prov. 30:19 diz que o seu caminho é o céu.
Deus quer que sejamos como águias.
Ele quer que esperemos nos lugares inacessíveis.
Ele quer que nos escondamos com ele. Ele quer que coloquemos os nossos olhos em Jesus.
Assim, Ele fará com que subamos. E voaremos sem nenhum esforço, acima das provações e das dificuldades...

BISPO/JUIZ.MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

SENHOR A LUTA É GRANDE VEM AO ME SOCORRO...


                                 SENHOR A LUTA É GRANDE VEM AO MEU SOCORRO...
Introdução
1. Uma das coisas mais desesperadoras da vida é quando precisamos de ajuda e buscamos freneticamente alguém que possa estender-nos as mãos, que possa tirar-nos daquela situação de calamidade, e ninguém se apresenta para nos ajudar.
2. Muito pior ainda, é quando recebemos promessas de que tal e tal coisa será feita em breve, e a gente espera com o coração apertado o dia prometido chegar, e quando chega aquilo que seria a nossa salvação não é cumprido.
1. A Bíblia que é a palavra de Deus, é um livro sábio e cheio de conselhos quando se trata de buscar socorro e livramento para os nossos problemas. No Salmo 60:11 nós lemos: “Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.”
2. Em outro lugar nós lemos quando o próprio Deus lamenta porque Israel busca auxílio em outras fontes: “Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro, e se estribam em cavalos; que confiam em carros, porque são muitos, e em cavaleiros porque são mui fortes, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor” (Isaías 31:1).
O que devemos fazer então em tempos de angústia, de grandes necessidades?
A. Esperar em Deus.
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa: dele vem a minha salvação” (Sl 62:1).
1. Não é fácil aquietar o coração no meio de tantas tribulações e esperar uma direção divina.
2. É mais fácil ficar desesperado: “Como isto pode estar acontecendo comigo?”
3. Lemos no v. 2: “Não serei muito abalado” ou em outra versão: “Não serei grandemente abalado”. Deus nunca prometeu que não passaríamos pelas tribulações. Foi o contrário: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, disse Jesus (Jo 16:33).
4. A atitude correta não é a de desespero, portanto, mas de uma espera confiante em Deus que tudo sabe e tudo pode.
5. Esperar em silêncio pela libertação do Senhor (62:5).
B. Ter certeza de que Deus age.
1. Deus é a nossa esperança (62:5).
2. Deus é a nossa rocha (firma os meus pés) e o alto refúgio (guarda a minha mente) (62:6).
3. “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Sl 121:2).
- Deus vai agir com o seu braço forte. O salmista nos ensina que este Deus do qual estamos esperando o livramento tem grande poder, pois ele já criou do nada o céu e a terra. Se ele fez isto, não poderá também realizar o socorro que buscamos?
4. “Ainda que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos: agindo eu, quem o impedirá?” (Is. 43:13).
C. Agir no tempo certo de Deus.
1. Esperar em Deus e ter a certeza de que ele vai agir não significa permanecer em atitude de passividade, pois esta atitude pode se transformar em pecado por omissão.
2. “Em Deus faremos proezas” (Sl 60:12) nos ensina a Bíblia. Deus nos orienta e capacita para trabalharmos o livramento.
3. Lembremos que é em Deus. O poder pertence a Deus (62:11).
4. Evitemos a tentação (62:10):
a. realizar por nossas próprias forças e depois dizer que foi orientado por Deus.
b. não confiar nas coisas que nós possuíamos: riquezas, poder, sabedoria.
D. Louve a Deus pela vitória que é certa.
1. “Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade” (Sl 89:1).
2. Deus é fiel em todas as promessas
a. devemos nos preparar para o louvor, para cumprir os nossos votos que fizemos durante a tribulação.
b. devemos proclamar aos outros que foi Deus quem nos livrou de todas as tribulações.
3. Ler Salmo 57:7-11
Conclusão:
Confiemos, portanto, em Deus que firmou conosco uma aliança de amor e ele estabelecerá a nossa posteridade...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

domingo, 10 de novembro de 2013

APRENDENDO COM AS DEZ VIRGENS...


                                              APRENDENDO COM AS DEZ VIRGENS...
Sofonias 2:1-3
1 - Quando o relógio profético assinalar a meia-noite da história terrestre, surgirá então o glorioso alvorecer.
2 - Em Amós 8:9 o profeta descreve esse assombroso, acontecimento: O sol se porá ao meio-dia... os rios deixarão de correr... a terra tremerá... os homens desmaiarão de terror...
3 - Estás preparado para aquele dia? (Mateus 19:20). Embora tenha sido criado na igreja, que me falta?
a) Ao moço rico faltava uma coisa.
b) A Marta, fiel seguidora de Cristo, também faltava alguma coisa. "Marta, Marta, uma coisa te é necessário."
c) Que te falta a ti e a mim, caro irmão?
4 - Prepara-te enquanto é tempo: "à meia-noite ouviu-se um clamor: aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro."
Então será tarde demais para os que não estão preparados.
I - Um Cortejo Nupcial à Espera do Noivo
1 - Era uma terça-feira ao entardecer, quando o sol já havia declinado no horizonte. Surge então o cortejo nupcial.
No oriente era costume realizar-se o casamento à noite. O noivo vinha ao encontro da noiva. À luz de tachas, um grupo de virgens aguardava a chegada do noivo, para serem levadas por ele, para a festa nupcial.
2 - Jesus, vendo esta cena, contou então aos discípulos a parábola das dez virgens
(S. Mal. 25:1-13).
Significado espiritual:
a) Bodas significa o encontro da Igreja com Cristo. Dia feliz, festivo.
b) A parábola aplica-se à experiência da igreja. Uma parte fiel e outra infiel. Estarão juntas até aquele dia. Os anjos farão a separação.
c) Virgem significa aquele que professa a religião pura, verdadeira.
Só professar a religião verdadeira não significa salvação. É preciso estar pronto.
II - As Virgens Prudentes e as Néscias
1 - Cinco eram prudentes e cinco eram néscias (ignorantes).
a) Assim na igreja: uns são fiéis, sábios, estudiosos. Outros são: ignorantes (não lêem, não estudam). São imprudentes.
b) Todas tinham lâmpadas (Sal. 119:105).
Hoje todos têm a Bíblia.
2 - Naqueles dias, para a lâmpada queimar era preciso azeite. Que azeite usavam? Oliva.
Que significa o azeite espiritual, que faz iluminar nossa lâmpada? (Zac. 4:2-6).
Espírito Santo.
Lâmpada apagada não tem valor.
Temos a Bíblia, mas onde está o Espírito Santo?
3 - Que aconteceu. com a tardança do esposo?
Todas dormiram ou tosquenejaram.
Qual era a diferença entre elas?
As néscias não tinham reserva.
As prudentes tinham uma vasilha ao lado, de reserva.
III - O Azeite e a Vasilha de Reserva
1 - Que significa essa vasilha?
"O caráter é a única coisa que levamos da Terra para o Céu." Temos de transformá-lo hoje. Não é adquirido de um dia para o outro.
2 - Esse caráter chama-se experiência pessoal com Deus.
a) Coisa que ninguém poderá fazer por ti.
b) Essa experiência será a nossa vasilha. Cada um terá a sua.
3 - O Espírito Santo vai colocando cada dia as gotinhas de óleo sagrado na nossa experiência pessoal.
4 - Satanás não quer que tenhamos essa experiência. Impediu Pedro no Getsêmani. Pedro dormiu. Não se preparou.
O diabo quer enfraquecer nossa comunhão com Deus, azedar nosso caráter e fazer-nos perder a fé.
5 - Hoje é tempo de desenvolvermos nossa experiência espiritual. Quando vierem as perseguições, então nossa experiência anterior nos dará condoções para permanecermos fiéis.
a) Embora tentados, lembremo-nos da experiência de que Deus nos libertou e nos salvou no passado.
b) Essa experiência nos manterá na hora da prova. Temos de formá-la hoje.
6 - Que fizeram as virgens loucas? Não se aperceberam da hora.
"Quando estas coisas começarem a acontecer..." (S. Luc. 21 :28).
7 - Só ler a Bíblia não nos salva.
Ir à igreja não basta.
8 - E preciso buscar a Deus com diligência e fervor. Em contrição e arrependimento
(Joel 2: 12, 13, 16 e 17).
Lutando com Deus como Jacó.
Conclusão
1 - Qual o objetivo das lanternas?
Iluminar o caminho e enaltecer o Noivo. Ter a luz e ser luz.
2 - O que precisamos fazer para nossa luz brilhar?
Temos de ser espevitados.
Às vezes Deus nos espevita com sofrimento: doenças, morte de um querido, fracasso financeiro.
Como está a lâmpada?
3 - Faça sua reserva agora... Estude e ore.
Estamos à meia-noite.
Breves ouvirão: "Aí vem o Noivo, sai-Lhe ao encontro." E iremos então para as bodas...
BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADE DR.EDSON CAVALCANTE


sábado, 9 de novembro de 2013

A LÍNGUA QUE ABENÇOA, MAS TAMBÉM DESTRÓI VIDAS...



                           A LÍNGUA QUE ABENÇOA, MAS TAMBÉM DESTRÓI VIDAS...
Tiago 1.19 “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.
Tiago 3.5,6 “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”
PV 18.21 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.
INTRODUÇÃO
Uma grande necessidade está no cuidado que devemos ter com aquilo que falamos; pois como diz o Talmude: "a língua do homem é como abelha; tem mel e tem ferrão".
I - Deus conclama a cada crente que seja pronto para ouvir.
1-Prontos para ouvir (Tg 1.19b)
A Bíblia dá mais valor a quem sabe ouvir do que a quem sabe falar. O sábio Salomão nos aconselha: "inclina-te mais a ouvir" (Ec 5.1). Quando falamos sempre nos arriscamos a errar, e isto é natural. Mas quando ouvimos sempre podemos aprender com os nossos interlocutores, tanto o que é certo quanto o que é errado. A Bíblia ensina que todo crente seja pronto para ouvir. O profeta Isaías ratifica essa verdade "inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma vivera" (Is 55.3ª). O próprio Jesus advertiu aos crentes das sete igrejas da Ásia menor: "Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz às igrejas" (Ap. 2.17). "As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas" (Ec 9.17; Jó 42.4,5). Habacuque em sua oração disse: "ouvi, Senhor, a tua palavra e temi" (Hc 3.2). Deus advertiu o povo de Israel. "agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos" Ex 19.5; Dt 4.10; 5.1; Sl 49.1-4; Is 1.2-3; Ap 1.3. Em Eclesiastes 7.5, está escrito: "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção do tolo". Há um provérbio popular que diz: "Se alguém quer ser um bom juiz, ouve o que o outro diz".
2- Tardio para falar (Tg 1.19c)
Tiago recomenda que todo homem deve ser "tardio para falar". Salomão nos adverte: "Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estais sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras" (Ec 5. 2,3,6,7). O velho adágio popular diz: "Quem muito fala muito erra". E a Bíblia assevera solenemente em Provérbios 11.12: "O homem de entendimento cala-se". E mais: "Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que serra os seus lábios, por sábio" (Pv. 17.28). "O que possui o conhecimento, retém as suas palavras. Os que são sábios refreiam a língua e são cautelosos quanto àquilo que dizem. Não exageram a verdade, e nem lesam o próximo enquanto falam; pelo contrario, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo" (Sl 39.1,2). Em Provérbio 10.19 esta escrito: "na multidão de palavras não falta transgressão".
3 - Tardio para se irar (Tg 1.19c.)
Por causa da ira, amizades são perdidas, muitos ficam doentes e deprimidos, acidentes acontecem, crimes são praticados e tantos outros males. A Bíblia tem razão quando diz: "que todo homem seja tardio para se irar". Em Efésios 4.26-32 está escrito: "irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira..."
Por causa dessa tendência de pecar com a língua Tiago exorta a todo o ser humano a estar pronto para ouvir e tardio para falar, tardio para se irar. (Tg 1.19).
a) A ira priva o crente da graça de Deus
A ira, se não for controlada se transforma em cólera cega e incontrolável (Hb 12.15). O salmista nos aconselha no salmo 37.8 "Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes, para fazer o mal" (Pv 14.17; 19.3,19;.25.23; 29.22; 30.33; Lv 19.17,18). "Não te apresses no teu Espirito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos" (Ec. 7.9)
b) A ira é fruto da carne (Gl 5.19-21).
Paulo nos ensina que todo crente deve ter vida santa, sem ira nem contenda (I Tm 2.8). Em Provérbios 15.1-2 está escrito: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama estultícia".
O nosso irmão Lucas inspirado pelo Espirito Santo nos ensina em Lc 17.3,4. "Olhai por vós mesmo. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe".
No tocante à declaração de Jesus a respeito do perdão ao próximo, observamos o que se segue:
a) Jesus deseja que o crente queira sempre perdoar e ajudar os que o ofende em vez de abrigar um espirito de vingança e ódio (Mt 5.44-48).
b)  O ofendido deve estar disposto a continuar perdoando se o culpado se arrepender sinceramente. Quanto a perdoar "sete vezes no dia"  Jesus não está justificando a prática do pecado habitual. Nem está Ele dizendo que o crente deve permitir que alguém o maltrate ou abuse dele indefinidamente. Seu ensino é que devemos estar sempre dispostos a ajudar e a perdoar o ofensor. O escritor aos Hebreus escreve: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb12.14)
4 - Cada crente deve saber refrear a sua língua (Tg 1.26)
Para alguém ser verdadeiro religioso precisa saber dominar a língua, do contrário "A religião desse é vã". É o tipo de religiosidade sem valor, sem vida, sem poder, sem salvação, visto que a pessoa é conhecida pelo que expressa com a língua, pois Jesus disse que: "da abundância do coração fala a boca" (Lc 6.45). Como crentes, nossas palavras, no dia a dia, tem causado mais benefícios ou malefícios a quem nos ouve? Cada crente deve se auto-examinar. Em Tiago 1.22 está escrito: "E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falso discursos". No salmo 141.3 o salmista na sua oração pediu a Deus. "põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios". Em Provérbios 13.3 está escrito: "O que guarda a sua boca conserva a sua alma". A conversa descuidada e a língua desenfreada podem estragar nossa motivação pela retidão, leva-nos a pecar (Ec 5.6) e afeta nosso relacionamento com Deus (Ec 5.7). Um crente com total maturidade deve controlar com cuidado as suas palavras (Pv 8.6-8). Devemos orar para que Deus nos ajude a controlar nossa língua (Pv. 10.14,19; 18.7; Tg 3.2-13; Sl 17.3-5; Sl 39.1-2,9; Jó 40.4; Pv.30.32,33). Não te precipites em falar desenfreadamente, "põe a mão na boca, guarda a tua língua do mal e teus lábios de falarem enganosamente" (Sl 34.11-16). Que Deus nos ajude a disciplinarmos a nossa língua para que sirva de instrumento à sua exaltação. "põe ò Senhor, um guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios (Sl.141.3).
II – Os males provenientes da língua (Tg 3.3-6)
1 - A língua é um fogo (v.6)
Tiago usa esta figura para mostrar que, assim, como um pequeno fogo podo incendiar um grande bosque (v.5), "a língua também é um fogo" (Pv 16.27). "Como um mundo de iniquidade, posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno". Realmente, na vida cotidiana, vemos que a língua serve de instrumento para propagação de mentiras, das falsas doutrinas, da intriga, da inveja, das agressões verbais, da fofoca, que tantos males têm causado às igrejas.
"A boca do tolo é a sua própria destruição, e seus lábios, um laço para a sua alma" (Pv. 18.7). A Bíblia diz que "a língua do ímpio intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos. Tu amas mais o mal do que o bem e mais a mentira do que o falar conforme a retidão. Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta" (Sl 52.2-4). Que Deus nos guarde de tal coisa.
2 - A dubiedade da língua ( Tg 3.9,10)
"A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios cuja boca está cheia de maldição e amargura" (Rm 3.13,14). Por isso é preciso muito cuidado no falar, pois com a mesma língua com que "bendizemos a Deus e pai" "amaldiçoamos os homens, feito a semelhança de Deus" (v.9). "Ainda que de uma mesma fonte não saia água doce e água amargosa" (Tg 3.11) ou "de uma figueira saia azeitona, ou da videira saia figos" (Tg 3.12). Infelizmente, da mesma língua pode sair a benção e a maldição. Não nos esqueçamos de que um dia cada um prestará conta a Deus, porque por suas palavras será justificado e por tuas palavras será condenado (Mt 12.36,37; Rm 14.12; II Co 5.10; Ec 12.14).
A mensagem final do livro de Eclesiastes faz-nos lembrar de uma verdade solene e inalterável: a prestação de contas do ser humano perante Deus, por todos os seus atos. O Senhor julgará a todos nós, crentes e incrédulos, isto é, todos os nossos atos, bons e maus. Jesus advertiu: "seja, porém o vosso falar sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna" (Mt 5.37;Tg 5.12).
3 - O justo aborrece a palavra de mentira (Pv 13.5)
Prefere sofrer por falar a verdade do que evitar o sofrimento usando de mentira (Dn 3.16-18). Tais pessoas sabem que mentir por hábitos é pecar contra o Senhor (Pv 12.22), que viver desse modo é excluir-se do Reino de Deus. No evangelho segundo São João 8.44 está escrito: "O diabo é mentiroso e pai da mentira e não se firmou na verdade". A mentira é uma destacada característica do diabo. Ele é a fonte geradora de toda a falsidade (At 5.3-5; II Ts 2.9-11; Pv 12.22; 14.5; 18.21; Sl 5.4-6; 109.2; 119.69; Jr 9..5-8; Sl 101.7; Ap 22.15 ). "Qualquer que ama e comete a mentira". Note como os dois últimos capítulos da Bíblia destacam o caso da mentira. Os praticantes da mentira são mencionados três vezes:
a. Todos os mentirosos, "a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 21.8)
b. Os que cometem mentira não entrarão na cidade eterna de Deus (Ap. 21.27)
c. Os que amam e comentem mentira estarão fora do Reino eterno de Deus
A mentira é o pecado final condenado na Bíblia, possivelmente porque foi uma mentira que levou à queda a raça humana (Gn 3.1-5). Estas palavras solenes devem servir de advertência a todos que, inclusive na igreja acham que Deus tolera a mentira e o engano.
Oremos ao Senhor para que o querido Espirito Santo santifique e controle a nossa língua, para abençoar os que nos ouvem (Gn 12.3).
4- A difamação. (Lv 19.16; Pv 16.28-30; Pv 25.18)
A difamação é crime contra a honra previsto no código penal brasileiro. É perigoso o tropeço na palavra, falar contra a honra de alguém. Se alguém fuma é cortado da comunhão. Fumar é pecado contra o corpo, mas será isto mais grave do que difamar alguém?
Uma jovem contou que seu pastor a excluiu da igreja porque um irmão disse que ela estava namorando com um incrédulo, quando isto não era verdade. Nem sequer teve oportunidade de defesa. Enquanto isso o difamador ficou normalmente nas atividades da congregação. A Bíblia diz: " Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?" (Tg 4.11,12). É desprezar a lei declinar do amor em relação a uma pessoa que está sendo acusada de algo:
1º - Não procurar conhecer os detalhes da situação;
2º - Não falar com a própria pessoa que está sendo acusada;
3º - Difamar essa pessoa.
O salmista nos adverte: "Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei." (Sl 101.4-8). E continua o mesmo salmista: "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração"; "É aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal a seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo" (Sl 15.1-3; Jo 15.5,6).
Em Provérbios (16.27-30) está escrito: "O homem vão cava o mal, e nos seus lábios se acha como que um fogo ardente. O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos. O homem violento persuade o seu companheiro e guia-o por caminho não bom, fecha os olhos para imaginar perversidade; mordendo os lábios, efetua o mal".
Jesus também nos advertiu no seu sermão da montanha: "Qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno" (Mt 5.22- 23, 44-48). E continua o nosso mestre: "Não julgueis..." (Mt 7.1-6). Jesus condena o hábito de criticar os outros, sendo nós mesmo faltosos. O crente deve primeiramente submeter-se ao justo padrão de Deus antes de pensar em examinar e influenciar a conduta de outros cristãos. Em muitas igrejas só são punidos aqueles que adulteram ou roubam, mais ficam totalmente impunes os caluniadores, os injuriadores e os difamadores. Alguém responderá pois no juízo de Deus!
III - Os crimes cometidos com a língua
1. A calúnia (Lv 19.11; Pv 30.10; II Tm 3.3)
A calúnia pode ser feita através da mentira, falsidade e invenção contra alguém. O código penal brasileiro prevê penas contra os caluniadores.
Não é de admirar que em muitas igrejas, quem calunia não sofre qualquer ação disciplinar, e por isso o mal se avoluma, pois o caluniador é assim estimulado na sua tarefa maligna e destruidora dos valores alheios. Outros da mesma índole têm prazer em relembrar, comentar e espalhar fraqueza, imperfeições e pecados a outros, servindo-se da língua.
A Bíblia condena a calúnia (Ex 20.16). "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". O novo mandamento protege o nome e a reputação do próximo. Ninguém deve fazer declarações falsas a respeito do caráter ou dos atos de outra pessoa. Devemos falar de modo justo e honesto a respeito de quem quer que seja (Ex 23.1-2,7). "A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentira perecerá" ( Pv 6.16-19;19.9).
Cada crente deve estar todo o dia vigiando e orando e pedindo ao Senhor a sua graça para ser instrumento de benção e não de maldição.
2. O boato
Originalmente boato vem do latim, significando "mugido ou berro de boi". Hoje significa "notícia anônima que corre publicamente sem confirmação; balela, rumor, zunzunzum". Há um demônio espalhando esse tipo de coisa em muitas igrejas.
É o "ouvi dizer", "o disse-me-disse" sinônimo de mexerico (Lv 19.16). Em Provérbios 24.28 está escrito: "não sejas testemunhas sem causa contra o teu próximo; porque enganarias com os teus lábios"? O salmista também condena este tipo de gente, quando disse: "porque não há retidão na boca deles; o seu intimo são verdadeiras maldades; a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua" (Sl 5.9). Já é conhecida a história do homem que espalhou boato contra outro. Este, abatido, ficou doente, depois, ficou provado que o fato não era verdade. O boateiro foi pedir perdão ao atingido pela má notícia. Este lhe disse: "Eu perdôo se você fizer duas coisas". O outro indagou: "O que?" "Primeiro que você pegue este saco de penas suba a um monte bem alto e deixe o vento levá-las". O boateiro disse: " Sim, isto é fácil. Faço logo". E o fez. Ao retornar a homem ofendido lhe disse. " Agora peço que faça a segunda coisa: vá e junte todas as penas que espalhou". O mentiroso disse: "Há! Isso é impossível!". A palavra de Deus condena este tipo de mal uso da língua (Ex 23.1). Tenhamos cuidado com esse mugido de boi. Paulo avisou os crentes de Corinto do seu receio a esta má conduta (II Co 12.20).
- Mexeriqueiros. A Bíblia condena os pecados da língua que prejudicam o próximo, como sendo ofensas graves contra a lei cristã do amor.
- Qualquer tipo de conversa que rebaixa o próximo ou que difama seu caráter deve ser reprovada. A conversa ou menção de delitos do próximo deve ser feitos somente com o motivo sincero de ajudar tal pessoa, ou de proteger os outros e o Reino de Deus. Pedro nos adverte desta má conduta (I Pe 2.1).
3. A murmuração (Ex 16.2,7-8; Nm 14.2; 10.33; 14.28-38)
Murmurar significa "Dizer em voz baixa, censurar disfarçadamente; conversar, difamando ou desacreditando".
a) O povo de Israel murmurou contra Moisés (Ex 16. 2,7,8; Nm 10.33;14.2)
Depois de apenas três dias de viagem o povo começou a murmurar e a queixar-se porque as condições não eram excelentes. Quão rapidamente se esqueceram do livramento do Egito e dos atos poderosos de Deus em seu favor. Não quiseram confiar em Deus e deixar com Ele sua vida e seu futuro.
b) A nação de Israel murmurou contra o próprio Deus (Nm 14.27).
"Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim" (Nm 14.27). Apesar de ter sido redimido e alvo da graça de Deus, o povo murmurou contra Ele (Nm 14.3,27); endureceu o coração (Hb. 3.8), rebelou-se contra o Senhor; desconsiderou o Senhor e recusou-se a ouvir a sua voz (Nm 14.11,23); tentou ao Senhor (Nm 14.22), deixou de obedecer aos seus mandamentos (Nm 14.24) e desviou-se de seguir o Senhor (Nm 14. 43).
c) Os murmuradores não vão entrar no céu (Nm 14:28-38)
Por conseqüência da desobediência dos israelitas, veio sobre eles a ira de Deus (I Co 10.5-10; Hb 3.10,17), a morte e a destruição (Nm 14.29,35); deixaram de entrar na terra de Canaã (Nm 14.22,23), perderam o direito ao repouso com Deus (Sl 95.7-11; Hb. 3.11,18).
O Novo Testamento declara explicitamente que Deus ordenou seu julgamento sobre Israel por sua desobediência e incredulidade, para que isso servisse de advertência a todos os crentes (I Co 10.11). Considerando o fracasso de Israel no deserto, temos para os crentes em Cristo a seguinte advertência: "vede irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel para se apartar do Deus vivo e verdadeiro" (Hb 3.12). Rogamos ao Senhor a sua graça e misericórdia sobre as nossas vidas, para que Satanás não venha corromper os nossos sentidos e nos apartar da simplicidade que há em Cristo (II Co 11.1-3; Rm 12.1,2; Fp 2.5-11).
d) Nunca se levante contra um líder constituído por Deus. Alguém pode até morrer se assim proceder (Nm 12.2,8-10; 21.4-9; 16.11,42,48-49; II Sm 1.5-16).
O pecado de Miriam e de Arão ao questionarem a autoridade de Moisés foi falta de temor de Deus e desacato à sua Palavra. Moisés foi o mediador do antigo concerto, assim como Jesus é o mediador do novo (Hb 3.2-6). Deus falava diretamente com Moisés (Nm 12. 8), e a palavra que Moisés transmitia ao povo era a palavra autêntica de Deus. Embora Miriam e Arão fossem líderes em Israel, não tinham o direito de contestar a autoridade de Moisés. Assim como Deus lhes mostrou que não tinham o mesmo grau de autoridade de Moisés.
Coré e aqueles demais homens Datã, Abirão e 250 homens maiorais dos filhos de Israel pensavam que poderiam escolher por conta própria os dirigentes do povo. Deus, porém, deixou claro que Ele estava no governo. Segundo o Novo Testamento, é Deus quem continua decidindo que tipo de pessoas devem pastorear a sua igreja (I Tm.3.1-12; Tt 1.5-9; At 13.1-3).
Quando os membros de uma igreja deixam de lado os padrões divinos para o ministério pastoral e procuram eles mesmos dirigir esse assunto, desprezando a Palavra de Deus, estão manifestando a atitude rebelde de Coré e dos demais que se ajustaram a ele. A direção da obra de Deus deve basear-se na sua vontade revelada à Igreja.
IV - A postura ideal de um verdadeiro cristão
1 - A sua palavra seja temperada com sal (Cl 4.6)
Paulo escrevendo aos nossos irmãos colosenses aconselhou-os: "a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4.6). A conversa do crente deve ser agradável, cativante, amável e graciosa. Deve ser uma linguagem originada na graça de Deus operando em nosso coração, que contém a verdade com amor (Ef 4.15), "temperada com sal" que significa conversa apropriada e marcada pela pureza. O salmista disse: "o meu coração ferve com palavras boas..." (Sl 45.1,2). Jesus disse a seus discípulos. "vós sois o sal da terra" (Mt 5.13-16) . Os cristãos são "o sal da terra"; Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção.
2 - O crente tem que ter cuidado com as suas palavras e comportamento (I Tm 4.11-13; Mt 4.14-16; II Rs 4.8).
Paulo advertiu os crentes de Corinto dizendo: "Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado" ( I Co 9.27). O crente precisa ter muito cuidado naquilo que vai se expressar tanto para os de dentro como para os de fora (I Tm 4.12; II. Rs 4. 8-9; Pv 24.25-27).
3 - O cristão maduro deve manter a sua língua sobre o controle do Espírito Santo (II Co 10.5)Mediante a ajuda do Espírito Santo que leva cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (II Co 10.5). Cada cristão deve vigiar controlando a sua língua e pensamentos (Fp 4.8,9; II Ts 2.17). A boca do crente é para falar da justiça e louvar a Deus todo dia (Sl 35.28). "O cristão sábio retém as suas palavras, e o que possui o conhecimento é sábio" (Pv 17.27). Não exageram a verdade, nem lesam o próximo enquanto falam; pelo contrário, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo (Sl 39.1). Salomão inspirado pelo Espírito de Deus escreveu: "como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita no seu tempo certo" (Pv 25.11-13).
"A boca do justo é manancial de vida" (Pv 10.11ª ). "O justo profere a verdade, ama a justiça em todas as suas palavras" (Pv 8.6-14). O salmista Davi orou ao Senhor e com muita alegria disse: "E pois um novo cântico em minha boca, um hino em minha boca (Sl 40.3; 96.1; Cl 3.16). Devemos orar para que Deus nos ajude a controlar nossa língua. Que possamos dizer como o salmista Davi: "sonda-me  ò Deus e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo o caminho eterno (Sl 139.23,24). O mesmo salmista continua a sua oração e pediu ao Senhor: "põe, ò Senhor, um guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (Sl 141.3). Que possamos dizer como disse Davi: "Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome" (Sl 103.1; Ec 12.13).
CONCLUSÃO – O crente só pode combater o tropeço na palavra lendo a Palavra de Deus (Sl 1.1,2; Js1.8). Deixando-se dominar pelo Espírito Santo, vigiando e disciplinando o falar. Usemos a língua para o bem (Fp 4.19) pois somos cidadãos dos Céus e não devemos descer a linguagem ao nível diabólico. Devemos usar a língua para encorajar outros, louvar a Deus (Cl 3.16) e levar a mensagem do evangelho aos perdidos. Se fizermos assim, dificilmente tropeçaremos em palavras. Que Deus nos ajude a manter a nossa língua no controle do Espírito Santo. "Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef 4.15)...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

VASTI UMA RAINHA REVOLTADA...



                                                 VASTI UMA RAINHA REVOLTADA...
Ester 1
O livro de Ester ("Estrela") é um livro histórico, em que o nome de Deus não é mencionado, no entanto ele conta como Deus operou de maneira circunstancial para proteger o povo israelita dos seus inimigos através do rei mais poderoso da Pérsia.
O rei chamado Assuero neste livro é identificado na história profana como sendo o rei Xerxes. Assuero significa "rei venerável" não sendo um nome, mas um título. Temos outros assim, como faraó dos egípcios e abimeleque dos filisteus.
Xerxes assumiu o trono da Pérsia em 486 a.C. ou seja, trinta anos depois da inauguração do templo em Jerusalém. Ele era filho de Dario, que havia confirmado a ordem de Ciro para a reconstrução do templo. O seu reino era vasto, abrangendo o Oriente Médio desde as fronteiras da Índia até a Etiópia, incluindo os reinos da Pérsia, Média e Babilônia. Ele reinou por 21 anos, até 465 a.C..
A Pérsia havia chegado ao ápice do seu domínio territorial, e Xerxes tinha grandes ambições de invadir a Europa através da Grécia.
Todos os príncipes e administradores principais na Pérsia e na Média e os maiores senhores das províncias estavam perante ele. No terceiro ano do seu reinado, ele os convidou para verem durante seis meses as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza.
Deve ter sido um período de muitas viagens e excursões através do seu território, bem como de visitas aos seus palácios, templos e tesouros, provavelmente em grupos obedecendo a roteiros próprios, não todos necessariamente de uma vez ou sem interrupção, mas de forma que ao final do período todos tivessem tido oportunidade de ver o que ele lhes queria mostrar.
A Pérsia era um dos países mais poderosos do mundo, e o rei que detinha aquele poder, era um dos homens mais ricos do mundo. Os reis persas gostavam de exibir a sua riqueza, e até usavam pedras preciosas em suas barbas. Na Pérsia os homens usavam jóias para indicar a sua posição social. Mesmo os soldados levavam jóias com eles para as batalhas.
Terminados os seis meses, em seu encerramento, Xerxes fez um convite a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, para festejos durante sete dias no pátio do jardim do palácio real.
Susã (Lírio) era uma cidade magnífica, ao oriente do rio Tigre, e cerca de 230 quilômetros ao norte da cabeceira do golfo Pérsico. Entre suas ruínas têm sido encontradas muitas relíquias, os alicerces do esplêndido palácio de Susã que era uma das residências do rei, e muitas obras de arte que ilustram o que a Bíblia fala dela (Daniel 8:2). Ali Daniel teve uma das suas visões (Daniel 8), Neemias iniciou sua vida em público (Neemias 1) e foi onde tiveram lugar a maioria dos acontecimentos relatados no livro de Ester.
No versículo 6 temos a descrição das decorações no pátio do jardim do palácio. Havia muito vinho real, servido em vasos de ouro, todos diferentes, mas o rei havia determinado que ninguém se sentisse obrigado a beber - que estivessem todos à vontade quanto a isso, bem como que bebessem o quanto quisessem.
A rainha Vasti, por sua vez, deu também um banquete para as mulheres da casa real.
No último dia, o coração do rei estava alegre do vinho ou seja, ele estava sob a influência do álcool, e ocorreu-lhe exibir a todos os presentes a beleza da sua rainha, Vastí, que era muito formosa e o rei ordenou que ela viesse nua a sua presença para que todos os seus príncipes visse a nudez e a beleza de vasti.
Xerxes não pensou com suficiente cuidado sobre as repercussões que tal exibição teria, nem como isso seria humilhante para a rainha. As mulheres costumavam se cobrir bem, como ainda fazem na maioria dos países do Oriente Médio, e a rainha perderia a sua dignidade se fosse apresentada como um objeto atraente aos olhos do público. Sem dúvida a ordem dada por Xerxes aos eunucos para trazerem Vasti foi devido ao enfraquecimento da sua razão e domínio próprio pelo álcool.
Quando as pessoas não conseguem pensar direito elas podem tomar más decisões. É preciso pensar com clareza, não impulsionadas pelas emoções do momento, que podem conduzir a sérias complicações.
A rainha teve que optar entre desobedecer às convenções e humilhar-se diante dos convidados do rei, ou manter a sua dignidade e arriscar-se ao desagrado do rei. Alguns sugerem que Vasti se encontrava também visivelmente grávida com seu filho Artaxerxes naquela época, pois ele nasceu pouco depois, naquele mesmo ano, 483 a.C.
Vasti decidiu não se expor aos olhos daquela audiência, e recusou a comparecer nu perante o público, muitos pregadores (as) por falta de conhecimento teológico tem vasti como uma rainha negligente. Criou-se então um sério impasse:
O rei considerava natural para a mulher obedecer aos desejos do seu marido.
Ele era rei e estava acostumado a ser obedecido por todos, sem exceção.
Qualquer desobediência era um desafio à sua soberania.
Uma vez dada uma ordem como rei dos persas ele não podia revogá-la.
Os convidados, que eram as pessoas mais importantes do seu reino, estavam assistindo e esperando a sua reação. Se mostrasse fraqueza, ele poderia perder alguma confiança deles, como líder militar que era.
Foi por isso que ele muito se enfureceu, e ardeu em ira, pois estava num beco sem saída.
Então Xerxes perguntou ao seu conselho (sete doutores em lei e direito e sete príncipes dos persas e dos medos) o que a lei determinava que se fizesse da rainha Vasti, por não haver cumprido o seu mandado através dos eunucos.
Um deles, chamado Memucã, declarou que a rainha havia cometido falta grave não só contra o rei, mas também contra todos os príncipes e contra todos os povos em todas as províncias do rei Assuero.
Explicou que o que ela havia feito viria a ser conhecido por todas as mulheres, e elas usariam o exemplo da rainha para desprezar os seus maridos também. Pior ainda, nesse mesmo dia as princesas da Pérsia e da Média, ouvindo o feito da rainha, fariam o mesmo com os seus maridos, dando origem a grande desprezo e indignação.
Recomendou então que o rei emitisse um edito real, irrevogável, que fosse incluído nas leis dos persas e dos medos, proibindo Vasti de entrar mais na presença do rei Assuero, e determinando que o rei desse a posição que ela ocupava a uma pessoa melhor do que ela.
Esse decreto teria por efeito fazer com que todas as mulheres dessem honra aos seus maridos.
O rei e os príncipes aprovaram a ideia e o decreto foi escrito, assinado e publicado. Foram, também, enviadas cartas a todas as províncias em seu próprio alfabeto e idioma, determinando que cada homem fosse senhor em sua casa; e que isso se publicasse em todos os povos conforme a língua de cada um.
Vasti foi afastada da presença do rei e destituída do seu poder como rainha. Segundo documentos gregos da antiguidade, que chamam Vasti de Amestris, provavelmente o equivalente do seu nome em grego, ela foi deposta em 484/483 a.C., mas aparece outra vez como a rainha mãe durante o reinado do filho Artaxerxes, que sucedeu a Xerxes. Se isso realmente aconteceu, é provável que ela tenha voltado a ter a influência que tinha depois da morte de Ester, quando seu filho estava no trono. Mas é a história profana, que não tem a mesma garantia de veracidade que tem a Bíblia...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LÁGRIMAS DE CRENTE...



                                                      LÁGRIMAS DE CRENTE...
“Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre: não estão elas inscritas no teu livro?” Salmos 56:8
A alma está abatida, o mundo se fechou, não consigo enxergar nada a minha volta. Lágrimas quentes saem dos meus olhos. Elas que insistem em não me obedecer e caem. Não tem como segurar. É mais forte que eu. Estou sufocada em meio a tantos sentimentos, meu coração sente-se apertado. Só me resta deixar a lagrima rolar para aliviar minha dor e lavar minha alma.
As lágrimas verdadeiras expressam o mais puro sentimento e dor. Elas expõem meu interior ferido e abatido. Nelas também encontro alivio e retorno a ver uma luz ao fim do túnel.
Choramos de vergonha, alegria e tristeza. Não importa o motivo, precisamos chorar para sermos consolados. O Rei e Salmista Davi disse que sofreu e por isso chorou, mas suas lágrimas não caíram ao chão simplesmente, Deus as recolheu e trouxe a solução. Ele inicia o texto pedindo misericórdia a Deus, ele havia experimentado o melhor de Deus e sabia que Ele o ajudaria neste momento.
Suas lágrimas vieram do fato que o salmista sabia em quem confiava, sabia que Deus estava atento a sua vida.  Assim como está atento a nós hoje. Ele não descansa e nem dormi.
A vida só pode vivida se envolver sentimento e possibilidade de sofrimento. Aquele que não enfrenta a possibilidade de perda não sabe o que é ganhar.  Deus vê e Deus guarda e recolhe cada uma de nossas lágrimas. Elas demonstram nossa fragilidade em meio a uma situação. Faz com que reconheçamos que não somos tão independentes do criador como imaginamos.
O que não chora é covarde consigo mesmo, não é feliz, pois não conhece o que é sentimento real, íntimo. Muitos choram escondido para que ninguém saiba que fracassou. Acovardam-se em meio às lutas e não conseguem pedir ajuda. O que chora é aquele que reconhece sua fragilidade de alma. Depende de Deus vir ao seu auxilio.
Lágrimas sem valor, são aquelas egoístas, pelas perdas somente pessoais, que não leva em conta o outro. Perdas por ambição é choro sem consolo. Não há quem ajude. Devemos sim chorar de arrependimento, que evoca consolo divino, aquele que sai da alma, do mais íntimo do seu ser. Só você e Deus sabem o quanto dói.
Quando choramos descobrimos a mansidão, a bondade de Deus “mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso.” Deus vê, Deus sabe, Deus te conhece. “A Mansidão é uma atitude interna de quem é rico de espírito e de quem chora”
Ao chorarmos crescemos nos conhecemos e deixamos Deus agir por nós. Somente os que choram serão consolados. ”Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mateus 5:4) O choro nos aquieta nos faz pensar e entender boa parte dos nossos dramas. Sentimos-nos renovados após as lágrimas.
“Olharei o mundo através das lágrimas. Talvez eu veja coisas que eu não veria secos.”(Nicholas Wolterstorff). As lágrimas nos fazem entender o perdão, mesmo que leve tempo para isso.
Qual o valor das lágrimas? Está no valor que você da à vida, no sentido em que deixa sua vida caminhar. Se você deixar seu coração quebrantado deixará lágrimas valiosas rolarem, mas se endurecer seu coração colherá lágrimas de amargura e sofrimento. Deus resiste aos soberbos, mas aos mansos concebe graça e sabedoria.
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“Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.” (Salmos 30:5)
Não deixe de chorar, que seja de raiva, para alivio, que seja de alegria para expressar sentimentos, que seja de vergonha para que transpareça seu desagrado. NÃO VIVA CHORANDO, mas chore quando for necessário. Diga sempre a Deus porque está chorando, só Ele pode recolher suas lágrimas e trazer alegria pela manhã. Que Deus em Cristo Jesus possa a cada manhã renovar suas forças e enxugar suas lágrimas...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE