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terça-feira, 6 de março de 2012

ONÉSIMO EM UMA NOVA VIDA...

Esta é uma carta do apóstolo Paulo ao irmão Filemon (provavel líder da igreja em Colossos). A igreja se reunia na sua casa e freqüentavam os irmãos Afia e Arquipo. A carta de Paulo, basicamente, era um clamor a Filemon para que recebesse a Onésimo de volta a sua casa (Filemon v. 12). Pode ser que Paulo tenha escrito esta carta na prisão ou ele iniciou a carta se chamando como “prisioneiro de Jesus Cristo”, como um anúncio do que viria adiante. A carta, primeiramente, faz uma longa saudação a Filemon, lembrando do papel que este desempenha na igreja e o amor que ele dispensa aos irmãos, pois os mesmos têm crescido através de sua vida. Após essa lembrança, Paulo faz questão de mencionar que em suas orações sempre lembra de Filemon (Filemon v.1-7). Após essa introdução, Paulo chega no assunto que era o propósito da carta: Onésimo.



Do versículo 8 ao 22 ele faz algumas considerações importantes:



- Paulo novamente retoma o termo prisioneiro (v.9) e logo diz que gerou a Onésimo nas suas prisões (v.10).

- Onésimo já havia estado com Filemon, era um servo e/ou escravo dele (v.15), isto é confirmado por Pauloquando ele se refere não querer permanecer com Onésimo sem a autorização de Filemon (v.13,14)

- Paulo realçou enfaticamente que, se Onésimo deu algum prejuízo para Filemon, que cobrasse esse prejuízo dele mesmo e não de Onésimo.



O que podemos compreender disso? Provavelmente, Onésimo era um escravo que fugiu da casa de seu senhor. Nas suas andanças pelo mundo encontrou a Paulo e recebeu a palavra com alegria em seu coração, transformando-se num irmão fiel em Cristo (Colossenses 4:9). Onésimo pode ter fugido por diversas razões, mas uma coisa é certa, ele fugiu porque o dono do seu coração não era Cristo. Entretanto, quando ele conheceu o Senhor Jesus através de Paulo, tudo começou a ser colocado em ordem na sua vida e um dos próximos passos era reconciliar-se com Filemon. Onésimo provavelmente havia conversado muito com Paulo sobre essa situação e estava disposto a voltar a Filemon. Paulo entendeu tão bem a situação ocorrida entre Filemon e Onésimo que sabia que havia grandes chances de Filemon ter ficado com algum prejuízo (tanto material, quanto emocional) quando seu escravo Onésimo fugiu.



Quando viemos para Cristo, nossas pendências antigas são perdoadas por Ele, mas suas conseqüências são inevitáveis, elas virão. Não sei quanto tempo levou para que Filemon e Onésimo se tornassem cristãos, coincidentemente da Igreja do Senhor Jesus, o que propiciou o encontro entre eles. Isso significa uma única coisa: o Senhor queria restaurar ambos. Onésimo era inútil antes de se converter, pois não servia como colaborador na edificação do corpo de Cristo, mas agora, transformado, seria um “escravo” de grande valor para Filemon, de tal forma que Paulo pede que não o receba como escravo, mas como mais do que isso, como a um irmão. Quando Paulo assim pede para que Filemon o recebesse, ele indicava que, da mesma forma, como ele sentia liberdade de expor o que Filemon deveria fazer, este poderia agir do mesmo modo com o agora irmão Onésimo. Paulo não se detém nas questões legais da época em como tratar um escravo fugido, mas na lei de Deus, que é o amor...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

segunda-feira, 5 de março de 2012

AS BOAS OBRAS DOS SANTOS...

AS BOAS OBRAS DOS SANTOS


“Aqui está à perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus. Então ouvi uma voz do céu dizendo: “Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante”. Diz o Espírito: “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão”.

Apocalipse 14:12-13



Esta semana tive noticia da morte de duas queridas irmãs. Ir Carla esposa do diácono Ariosto, era jovem, conhecida pela sua paixão em servir, sempre muito disposta, atuante na igreja local, em congressos, concílios e convenções, trabalhando e contribuindo com seu marido na obra de Deus. Uma verdadeira líder que não media esforços em colocar sua vida, tempo e talento para que o reino de Deus fosse engrandecido na terra. Morreu subitamente acometida de um câncer.

A outra irmã, Ruth Muniz, que já vinha convalescente de várias complicações, doenças que minavam suas forças impedindo-a de fazer o que ela mais gostava: adorar e servir a Deus no templo. Evangelista e intercessora de mão cheia, próximo aos seus 60 anos, resolveu fazer o seminário Ceforte em Manaus, para, segundo ela, está mais preparada para servir a Deus em missões. Perseverante como era concluiu até o final o seu curso.

De fato, ir Ruth ganhou muitas almas para Jesus, mas sua principal missão foi a de ser mãe. Esposa sofrida que perdeu seu marido, em plena mocidade, de forma repentina, não envidou esforços de criar seus oito filhos, (Ricardo/ Ruth Filha/ Viviane/ Iara Claudia/ Celina/Roberto e Roberval) ensinando-os a amar e a servir ao Deus que tanto amava.

Essas duas irmãs deixaram marcas em minha vida, sobretudo a irmã Ruth que como ela falava, além de tê-la pastoreado alguns anos, ela se dizia minha intercessora, e todas as vezes que ia Manaus, não a esquecia de visitá-la e compartilhar com ela do amor de Deus. E mesmo combalida, e acamada ela sempre demonstrava o desejo de sair daquele leito de enfermidade, ser curada, para que continuasse a pregar o amor de Deus.

O espectro da morte nos faz refletir em nossa vulnerabilidade, nossas fraquezas, e nossa transitoriedade nessa terra.

Ninguém nasceu para morte, nem pensamos nela, não a aceitamos, mas ela é inevitável mesmo para aqueles que não a aguardam.

Conta-se uma estória, que um homem muito ocupado, empresário de sucesso, estava em seu escritório, quando ouviu bater na porta, sem abri-la perguntou com voz potente: quem é? No que a voz de fora, respondeu: Sou um evangelista, e gostaria de falar do amor de Deus por sua vida. Ele prontamente respondeu: Estou muito ocupado, não tenho tempo pra isso e nem pra Deus.

No outro dia, o mesmo evangelista, voltou ao escritório desse eminente empresário, e recebeu a mesma resposta. “ Não tenho tempo, estou muito ocupado!” E assim o evangelista repetiu mais algumas visitas e desistiu.

Um dia o empresário, ouviu as batidas insistentes em sua porta, julgando ser o evangelista chato, respondeu com voz impaciente: “Já te falei que não tenho tempo para Deus, estou muito ocupado! ”Ouviu então uma voz rouca e macabra do lado de fora: “Amigo, para mim você arranjará tempo, eu sou a morte, e vim te buscar.” E pronto’, levou ele, mesmo não querendo.

O homem se prepara para muitas coisas, menos para a morte. Uma das principais preocupações de nossa vida seria a de encontramo-nos com Deus. “Portanto assim te farei, ó Israel, e porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” Amós 4:12

O JUÍZO DE DEUS ACONTECERÁ

O livro de apocalipse é pródigo em advertência sobre o juízo de Deus, sobre os maus feitos dos homens e suas obras perversas.

No início do cap 14 a visão profética é a do Cordeiro de Deus (Jesus) com os seus 144.000 que não se contaminaram com mulheres e com os pecados dessa vida e foram separados para servir eternamente com Cristo. Eles carregam em suas frontes a marca do nome de Cristo Jesus e de seu Pai.

Diferentemente dos escolhidos, nesse mesmo capítulo estão aqueles que negaram a Cristo com suas obras más, adorando e servindo o anticristo, recebendo a marca da besta, 666, o sinal do julgando eterno, no dia do juízo. “Um terceiro anjo os seguiu, dizendo em alta voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mão.” Ap 14:9

A cólera divina será contra todas as maldades cometidas pelos homens, nisso nada e ninguém deixará de receber o justo juízo de Deus. “…Também beberá do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no cálice da sua ira. Será ainda atormentado com enxofre ardente na presença dos santos anjos e do Cordeiro, e a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre. Para todos os que adoram a besta e a sua imagem, e para quem recebe a marca do seu nome, não há descanso, dia e noite”. Apocalipse 14:10-11

A morte será determinante para o início do juízo de nossa vida nessa terra. Nossas obras serão julgadas, sejam elas boas ou más, e o julgamento de Deus será exercido.

” Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo.”Hebreus 9:27

Todos os pecados serão julgados uns mais cedo, outros mais tarde, mas todos, sem distinção serão julgados. “Os pecados de alguns são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam. Da mesma sorte, as boas obras antecipadamente se evidenciam. E, quando assim não seja, não podem ocultar-se.” I Timóteo 5:24-25

Para recebermos o perdão de nossas faltas e não sermos julgados para a condenação, o caminho é crer em Jesus como Salvador. “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” João 3:17-18

AS BOAS OBRAS NOS LIVRARÃO DA CONDENAÇÃO ETERNA

No meio a muitas perseguições por causa da Palavra e da fé em Cristo Jesus, muitos se manterão fiés a Jesus e não o negarão, mesmo com a morte eminente.

No tempo de João o evangelista, o imperador Romano Domiciano, querendo adoração para si, entregou aos leões, ao fogo, e prisões milhares e milhares que confessavam a Cristo como seu único e suficiente salvador. Mesmo em face morte, milhares de cristãos mantiveram sua fé naquele que lhes daria a vitória final, na glória.

No mesmo texto do livro de apocalipse 14, aprendemos lições importantes para recebermos a salvação eterna de nossas almas.

Quatro atitudes são descritas como práticas dos que amam a Deus:

1. Temem a Deus. Vs 7

2. Adoram ao Todo Poderoso. Vs 7

3. Obedecem aos mandamentos de Deus. Vs 12

4. Permanecem fiés a Jesus. Vs 12



Três são as promessas de Deus aos que nele perseveram até a morte:

Significado de perseverança: Resistência paciente em tempo de adversidade. Não desiste na pressão do maligno, não sucumbe aos apelos da carne. Ap 13:10

1 – Serão felizes (bem aventurados) por morrer guardando a fé no salvador Jesus. Vs 13 “Felicidade espiritual. No presente contexto, a felicidade celestial está em foco, a concretização do bem-estar espiritual nos lugares celestes.” Dr R. Champlim

2 – Descansarão eternamente de suas fatigas. Vs 13

Ao contrário dos adoradores da besta, os que foram fiés até a morte descansarão de seu trabalho.

No livro de apocalipse há sete bem-aventuranças, essa é a segunda.

3 – Suas boas obras os acompanharão. Vs 13

As boas obras nunca podem salvar uma alma do inferno, mas é uma testificação de que um dia fomos salvos por Jesus. ” Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:8-10

As boas obras testificam nossa fé genuína em Deus. “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Tiago 2:14-19

As boas obras são motivadas por amor de Deus derramado em nossos corações. “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.” 1 João 3:16-18

“Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los. Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma prontidão até o fim, para que tenham a plena certeza da esperança, de modo que vocês não se tornem negligentes, mas imitem aqueles que, por meio da fé e da paciência, recebem a herança prometida.” Hebreus 6:10-12

No dia do julgamento todas as obras dos homens passarão pela prova do fogo do juízo de Deus. “Pois nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus. Conforme a graça de Deus que me foi concedida, eu, como sábio construtor, lancei o alicerce, e outro está construindo sobre ele. Contudo, veja cada um como constrói. Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre esse alicerce, usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.” I Coríntios 3:9-15

1. Ouro, prata ou pedras preciosas. 2. Madeira, feno ou palha.

Em que está fundamentado tua fé? O fogo provará as obras de cada um.



O espectro da morte nos ensina que somos mortais e que prestaremos conta a Deus de nossas obras no decorrer de nossas vidas na terra.

Para aqueles que um dia entregaram suas vidas a Cristo como seu Salvador, que viveram testificando através da prática da vida cristã, mesmo enfrentando perseguições, tribulações e tentações, foram fiés até o final. Serão contemplados com galardões, e descansarão de suas fadigas. Serão tidos como bem aventurados (felizes) para sempre com o Senhor.

A morte para os que temem a Deus, longe de ser tempo de tristeza, mas passagem para os braços do pastor dos pastores, Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Você está preparado para o encontro com Cristo?
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

domingo, 4 de março de 2012

COMO DOMAR A LÍNGUA...

DOMANDO A LÍNGUA

Tiago 1.19 “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.
Tiago 3.5,6 “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”
PV 18.21 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

INTRODUÇÃO
Uma grande necessidade está no cuidado que devemos ter com aquilo que falamos; pois como diz o Talmude: "a língua do homem é como abelha; tem mel e tem ferrão".


I - Deus conclama a cada crente que seja pronto para ouvir.

1-Prontos para ouvir (Tg 1.19b)
A Bíblia dá mais valor a quem sabe ouvir do que a quem sabe falar. O sábio Salomão nos aconselha: "inclina-te mais a ouvir" (Ec 5.1). Quando falamos sempre nos arriscamos a errar, e isto é natural. Mas quando ouvimos sempre podemos aprender com os nossos interlocutores, tanto o que é certo quanto o que é errado. A Bíblia ensina que todo crente seja pronto para ouvir. O profeta Isaías ratifica essa verdade "inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma vivera" (Is 55.3ª). O próprio Jesus advertiu aos crentes das sete igrejas da Ásia menor: "Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz às igrejas" (Ap. 2.17). "As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas" (Ec 9.17; Jó 42.4,5). Habacuque em sua oração disse: "ouvi, Senhor, a tua palavra e temi" (Hc 3.2). Deus advertiu o povo de Israel. "agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos" Ex 19.5; Dt 4.10; 5.1; Sl 49.1-4; Is 1.2-3; Ap 1.3. Em Eclesiastes 7.5, está escrito: "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção do tolo". Há um provérbio popular que diz: "Se alguém quer ser um bom juiz, ouve o que o outro diz".

2- Tardio para falar (Tg 1.19c)
Tiago recomenda que todo homem deve ser "tardio para falar". Salomão nos adverte: "Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estais sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras" (Ec 5. 2,3,6,7). O velho adágio popular diz: "Quem muito fala muito erra". E a Bíblia assevera solenemente em Provérbios 11.12: "O homem de entendimento cala-se". E mais: "Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que serra os seus lábios, por sábio" (Pv. 17.28). "O que possui o conhecimento, retém as suas palavras. Os que são sábios refreiam a língua e são cautelosos quanto àquilo que dizem. Não exageram a verdade, e nem lesam o próximo enquanto falam; pelo contrario, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo" (Sl 39.1,2). Em Provérbio 10.19 esta escrito: "na multidão de palavras não falta transgressão".

3 - Tardio para se irar (Tg 1.19c.)
Por causa da ira, amizades são perdidas, muitos ficam doentes e deprimidos, acidentes acontecem, crimes são praticados e tantos outros males. A Bíblia tem razão quando diz: "que todo homem seja tardio para se irar". Em Efésios 4.26-32 está escrito: "irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira..."
Por causa dessa tendência de pecar com a língua Tiago exorta a todo o ser humano a estar pronto para ouvir e tardio para falar, tardio para se irar. (Tg 1.19).

a) A ira priva o crente da graça de Deus
A ira, se não for controlada se transforma em cólera cega e incontrolavel (Hb 12.15). O salmista nos aconselha no salmo 37.8 "Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes, para fazer o mal" (Pv 14.17; 19.3,19;.25.23; 29.22; 30.33; Lv 19.17,18). "Não te apresses no teu Espirito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos" (Ec. 7.9)

b) A ira é fruto da carne (Gl 5.19-21).
Paulo nos ensina que todo crente deve ter vida santa, sem ira nem contenda (I Tm 2.8). Em Provérbios 15.1-2 está escrito: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama estultícia".
O nosso irmão Lucas inspirado pelo Espirito Santo nos ensina em Lc 17.3,4. "Olhai por vós mesmo. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe".
No tocante à declaração de Jesus a respeito do perdão ao próximo, observamos o que se segue:

a) Jesus deseja que o crente queira sempre perdoar e ajudar os que o ofende em vez de abrigar um espirito de vingança e ódio (Mt 5.44-48).
b) O ofendido deve estar disposto a continuar perdoando se o culpado se arrepender sinceramente. Quanto a perdoar "sete vezes no dia" Jesus não está justificando a prática do pecado habitual. Nem está Ele dizendo que o crente deve permitir que alguém o maltrate ou abuse dele indefinidamente. Seu ensino é que devemos estar sempre dispostos a ajudar e a perdoar o ofensor. O escritor aos Hebreus escreve: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb12.14)

4 - Cada crente deve saber refrear a sua língua (Tg 1.26)
Para alguém ser verdadeiro religioso precisa saber dominar a língua, do contrário "A religião desse é vã". É o tipo de religiosidade sem valor, sem vida, sem poder, sem salvação, visto que a pessoa é conhecida pelo que expressa com a língua, pois Jesus disse que: "da abundância do coração fala a boca" (Lc 6.45). Como crentes, nossas palavras, no dia a dia, tem causado mais benefícios ou malefícios a quem nos ouve? Cada crente deve se auto-examinar. Em Tiago 1.22 está escrito: "E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falso discursos". No salmo 141.3 o salmista na sua oração pediu a Deus. "põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios". Em Provérbios 13.3 está escrito: "O que guarda a sua boca conserva a sua alma". A conversa descuidada e a língua desenfreada podem estragar nossa motivação pela retidão, leva-nos a pecar (Ec 5.6) e afeta nosso relacionamento com Deus (Ec 5.7). Um crente com total maturidade deve controlar com cuidado as suas palavras (Pv 8.6-8). Devemos orar para que Deus nos ajude a controlar nossa língua (Pv. 10.14,19; 18.7; Tg 3.2-13; Sl 17.3-5; Sl 39.1-2,9; Jó 40.4; Pv.30.32,33). Não te precipites em falar desenfreadamente, "põe a mão na boca, guarda a tua língua do mal e teus lábios de falarem enganosamente" (Sl 34.11-16). Que Deus nos ajude a disciplinarmos a nossa língua para que sirva de instrumento à sua exaltação. "põe ò Senhor, um guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios (Sl.141.3).

II – Os males provenientes da língua (Tg 3.3-6)

1 - A língua é um fogo (v.6)
Tiago usa esta figura para mostrar que, assim, como um pequeno fogo podo incendiar um grande bosque (v.5), "a língua também é um fogo" (Pv 16.27). "Como um mundo de iniquidade, posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno". Realmente, na vida cotidiana, vemos que a língua serve de instrumento para propagação de mentiras, das falsas doutrinas, da intriga, da inveja, das agressões verbais, da fofoca, que tantos males têm causado às igrejas.
"A boca do tolo é a sua própria destruição, e seus lábios, um laço para a sua alma" (Pv. 18.7). A Bíblia diz que "a língua do ímpio intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos. Tu amas mais o mal do que o bem e mais a mentira do que o falar conforme a retidão. Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta" (Sl 52.2-4). Que Deus nos guarde de tal coisa.

2 - A dubiedade da língua ( Tg 3.9,10)
"A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios cuja boca está cheia de maldição e amargura" (Rm 3.13,14). Por isso é preciso muito cuidado no falar, pois com a mesma língua com que "bendizemos a Deus e pai" "amaldiçoamos os homens, feito a semelhança de Deus" (v.9). "Ainda que de uma mesma fonte não saia água doce e água amargosa" (Tg 3.11) ou "de uma figueira saia azeitona, ou da videira saia figos" (Tg 3.12). Infelizmente, da mesma língua pode sair a benção e a maldição. Não nos esqueçamos de que um dia cada um prestará conta a Deus, porque por suas palavras será justificado e por tuas palavras será condenado (Mt 12.36,37; Rm 14.12; II Co 5.10; Ec 12.14).
A mensagem final do livro de Eclesiastes faz-nos lembrar de uma verdade solene e inalterável: a prestação de contas do ser humano perante Deus, por todos os seus atos. O Senhor julgará a todos nós, crentes e incrédulos, isto é, todos os nossos atos, bons e maus. Jesus advertiu: "seja, porém o vosso falar sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna" (Mt 5.37;Tg 5.12).

3 - O justo aborrece a palavra de mentira (Pv 13.5)
Prefere sofrer por falar a verdade do que evitar o sofrimento usando de mentira (Dn 3.16-18). Tais pessoas sabem que mentir por hábitos é pecar contra o Senhor (Pv 12.22), que viver desse modo é excluir-se do Reino de Deus. No evangelho segundo São João 8.44 está escrito: "O diabo é mentiroso e pai da mentira e não se firmou na verdade". A mentira é uma destacada característica do diabo. Ele é a fonte geradora de toda a falsidade (At 5.3-5; II Ts 2.9-11; Pv 12.22; 14.5; 18.21; Sl 5.4-6; 109.2; 119.69; Jr 9..5-8; Sl 101.7; Ap 22.15 ). "Qualquer que ama e comete a mentira". Note como os dois últimos capítulos da Bíblia destacam o caso da mentira. Os praticantes da mentira são mencionados três vezes:
a. Todos os mentirosos, "a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 21.8)
b. Os que cometem mentira não entrarão na cidade eterna de Deus (Ap. 21.27)
c. Os que amam e comentem mentira estarão fora do Reino eterno de Deus
A mentira é o pecado final condenado na Bíblia, possivelmente porque foi uma mentira que levou à queda a raça humana (Gn 3.1-5). Estas palavras solenes devem servir de advertência a todos que, inclusive na igreja acham que Deus tolera a mentira e o engano.
Oremos ao Senhor para que o querido Espirito Santo santifique e controle a nossa língua, para abençoar os que nos ouvem (Gn 12.3).

4- A difamação. (Lv 19.16; Pv 16.28-30; Pv 25.18)
A difamação é crime contra a honra previsto no código penal brasileiro. É perigoso o tropeço na palavra, falar contra a honra de alguém. Se alguém fuma é cortado da comunhão. Fumar é pecado contra o corpo, mas será isto mais grave do que difamar alguém?
Uma jovem contou que seu pastor a excluiu da igreja porque um irmão disse que ela estava namorando com um incrédulo, quando isto não era verdade. Nem sequer teve oportunidade de defesa. Enquanto isso o difamador ficou normalmente nas atividades da congregação. A Bíblia diz: " Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?" (Tg 4.11,12). É desprezar a lei declinar do amor em relação a uma pessoa que está sendo acusada de algo:
1º - Não procurar conhecer os detalhes da situação;
2º - Não falar com a própria pessoa que está sendo acusada;
3º - Difamar essa pessoa.
O salmista nos adverte: "Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei." (Sl 101.4-8). E continua o mesmo salmista: "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração"; "É aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal a seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo" (Sl 15.1-3; Jo 15.5,6).
Em Provérbios (16.27-30) está escrito: "O homem vão cava o mal, e nos seus lábios se acha como que um fogo ardente. O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos. O homem violento persuade o seu companheiro e guia-o por caminho não bom, fecha os olhos para imaginar perversidade; mordendo os lábios, efetua o mal".
Jesus também nos advertiu no seu sermão da montanha: "Qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno" (Mt 5.22- 23, 44-48). E continua o nosso mestre: "Não julgueis..." (Mt 7.1-6). Jesus condena o hábito de criticar os outros, sendo nós mesmo faltosos. O crente deve primeiramente submeter-se ao justo padrão de Deus antes de pensar em examinar e influenciar a conduta de outros cristãos. Em muitas igrejas só são punidos aqueles que adulteram ou roubam, mais ficam totalmente impunes os caluniadores, os injuriadores e os difamadores. Alguém responderá pois no juízo de Deus!


III - Os crimes cometidos com a língua

1. A calúnia (Lv 19.11; Pv 30.10; II Tm 3.3)
A calúnia pode ser feita através da mentira, falsidade e invenção contra alguém. O código penal brasileiro prevê penas contra os caluniadores.
Não é de admirar que em muitas igrejas, quem calunia não sofre qualquer ação disciplinar, e por isso o mal se avoluma, pois o caluniador é assim estimulado na sua tarefa maligna e destruidora dos valores alheios. Outros da mesma índole têm prazer em relembrar, comentar e espalhar fraqueza, imperfeições e pecados a outros, servindo-se da língua.
A Bíblia condena a calúnia (Ex 20.16). "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". O novo mandamento protege o nome e a reputação do próximo. Ninguém deve fazer declarações falsas a respeito do caráter ou dos atos de outra pessoa. Devemos falar de modo justo e honesto a respeito de quem quer que seja (Ex 23.1-2,7). "A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentira perecerá" ( Pv 6.16-19;19.9).
Cada crente deve estar todo o dia vigiando e orando e pedindo ao Senhor a sua graça para ser instrumento de benção e não de maldição.

2. O boato
Originalmente boato vem do latim, significando "mugido ou berro de boi". Hoje significa "notícia anônima que corre publicamente sem confirmação; balela, rumor, zunzunzum". Há um demônio espalhando esse tipo de coisa em muitas igrejas.
É o "ouvi dizer", "o disse-me-disse" sinônimo de mexerico (Lv 19.16). Em Provérbios 24.28 está escrito: "não sejas testemunhas sem causa contra o teu próximo; porque enganarias com os teus lábios"? O salmista também condena este tipo de gente, quando disse: "porque não há retidão na boca deles; o seu intimo são verdadeiras maldades; a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua" (Sl 5.9). Já é conhecida a história do homem que espalhou boato contra outro. Este, abatido, ficou doente, depois, ficou provado que o fato não era verdade. O boateiro foi pedir perdão ao atingido pela má notícia. Este lhe disse: "Eu perdôo se você fizer duas coisas". O outro indagou: "O que?" "Primeiro que você pegue este saco de penas suba a um monte bem alto e deixe o vento levá-las". O boateiro disse: " Sim, isto é fácil. Faço logo". E o fez. Ao retornar a homem ofendido lhe disse. " Agora peço que faça a segunda coisa: vá e junte todas as penas que espalhou". O mentiroso disse: "Há! Isso é impossível!". A palavra de Deus condena este tipo de mal uso da língua (Ex 23.1). Tenhamos cuidado com esse mugido de boi. Paulo avisou os crentes de Corinto do seu receio a esta má conduta (II Co 12.20).
- Mexeriqueiros. A Bíblia condena os pecados da língua que prejudicam o próximo, como sendo ofensas graves contra a lei cristã do amor.
- Qualquer tipo de conversa que rebaixa o próximo ou que difama seu caráter deve ser reprovada. A conversa ou menção de delitos do próximo deve ser feitos somente com o motivo sincero de ajudar tal pessoa, ou de proteger os outros e o Reino de Deus. Pedro nos adverte desta má conduta (I Pe 2.1).

3. A murmuração (Ex 16.2,7-8; Nm 14.2; 10.33; 14.28-38)
Murmurar significa "Dizer em voz baixa, censurar disfarçadamente; conversar, difamando ou desacreditando".

a) O povo de Israel murmurou contra Moisés (Ex 16. 2,7,8; Nm 10.33;14.2)
Depois de apenas três dias de viagem o povo começou a murmurar e a queixar-se porque as condições não eram excelentes. Quão rapidamente se esqueceram do livramento do Egito e dos atos poderosos de Deus em seu favor. Não quiseram confiar em Deus e deixar com Ele sua vida e seu futuro.
b) A nação de Israel murmurou contra o próprio Deus (Nm 14.27).
"Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim" (Nm 14.27). Apesar de ter sido redimido e alvo da graça de Deus, o povo murmurou contra Ele (Nm 14.3,27); endureceu o coração (Hb. 3.8), rebelou-se contra o Senhor; desconsiderou o Senhor e recusou-se a ouvir a sua voz (Nm 14.11,23); tentou ao Senhor (Nm 14.22), deixou de obedecer aos seus mandamentos (Nm 14.24) e desviou-se de seguir o Senhor (Nm 14. 43).
c) Os murmuradores não vão entrar no céu (Nm 14:28-38)
Por conseqüência da desobediência dos israelitas, veio sobre eles a ira de Deus (I Co 10.5-10; Hb 3.10,17), a morte e a destruição (Nm 14.29,35); deixaram de entrar na terra de Canaã (Nm 14.22,23), perderam o direito ao repouso com Deus (Sl 95.7-11; Hb. 3.11,18).
O Novo Testamento declara explicitamente que Deus ordenou seu julgamento sobre Israel por sua desobediência e incredulidade, para que isso servisse de advertência a todos os crentes (I Co 10.11). Considerando o fracasso de Israel no deserto, temos para os crentes em Cristo a seguinte advertência: "vede irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel para se apartar do Deus vivo e verdadeiro" (Hb 3.12). Rogamos ao Senhor a sua graça e misericórdia sobre as nossas vidas, para que Satanás não venha corromper os nossos sentidos e nos apartar da simplicidade que há em Cristo (II Co 11.1-3; Rm 12.1,2; Fp 2.5-11).
d) Nunca se levante contra um líder constituído por Deus. Alguém pode até morrer se assim proceder (Nm 12.2,8-10; 21.4-9; 16.11,42,48-49; II Sm 1.5-16).
O pecado de Miriam e de Arão ao questionarem a autoridade de Moisés foi falta de temor de Deus e desacato à sua Palavra. Moisés foi o mediador do antigo concerto, assim como Jesus é o mediador do novo (Hb 3.2-6). Deus falava diretamente com Moisés (Nm 12. 8), e a palavra que Moisés transmitia ao povo era a palavra autêntica de Deus. Embora Miriam e Arão fossem líderes em Israel, não tinham o direito de contestar a autoridade de Moisés. Assim como Deus lhes mostrou que não tinham o mesmo grau de autoridade de Moisés.
Coré e aqueles demais homens Datã, Abirão e 250 homens maiorais dos filhos de Israel pensavam que poderiam escolher por conta própria os dirigentes do povo. Deus, porém, deixou claro que Ele estava no governo. Segundo o Novo Testamento, é Deus quem continua decidindo que tipo de pessoas devem pastorear a sua igreja (I Tm.3.1-12; Tt 1.5-9; At 13.1-3).
Quando os membros de uma igreja deixam de lado os padrões divinos para o ministério pastoral e procuram eles mesmos dirigir esse assunto, desprezando a Palavra de Deus, estão manifestando a atitude rebelde de Coré e dos demais que se ajustaram a ele. A direção da obra de Deus deve basear-se na sua vontade revelada à Igreja.


IV - A postura ideal de um verdadeiro cristão

1 - A sua palavra seja temperada com sal (Cl 4.6)
Paulo escrevendo aos nossos irmãos colosenses aconselhou-os: "a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4.6). A conversa do crente deve ser agradável, cativante, amável e graciosa. Deve ser uma linguagem originada na graça de Deus operando em nosso coração, que contém a verdade com amor (Ef 4.15), "temperada com sal" que significa conversa apropriada e marcada pela pureza. O salmista disse: "o meu coração ferve com palavras boas..." (Sl 45.1,2). Jesus disse a seus discípulos. "vós sois o sal da terra" (Mt 5.13-16) . Os cristãos são "o sal da terra"; Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção.

2 - O crente tem que ter cuidado com as suas palavras e comportamento (I Tm 4.11-13; Mt 4.14-16; II Rs 4.8).
Paulo advertiu os crentes de Corinto dizendo: "Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado" ( I Co 9.27). O crente precisa ter muito cuidado naquilo que vai se expressar tanto para os de dentro como para os de fora (I Tm 4.12; II. Rs 4. 8-9; Pv 24.25-27).

3 - O cristão maduro deve manter a sua língua sobre o controle do Espírito Santo (II Co 10.5)
Mediante a ajuda do Espírito Santo que leva cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (II Co 10.5). Cada cristão deve vigiar controlando a sua língua e pensamentos (Fp 4.8,9; II Ts 2.17). A boca do crente é para falar da justiça e louvar a Deus todo dia (Sl 35.28). "O cristão sábio retém as suas palavras, e o que possui o conhecimento é sábio" (Pv 17.27). Não exageram a verdade, nem lesam o próximo enquanto falam; pelo contrário, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo (Sl 39.1). Salomão inspirado pelo Espírito de Deus escreveu: "como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita no seu tempo certo" (Pv 25.11-13).
"A boca do justo é manancial de vida" (Pv 10.11ª ). "O justo profere a verdade, ama a justiça em todas as suas palavras" (Pv 8.6-14). O salmista Davi orou ao Senhor e com muita alegria disse: "E pois um novo cântico em minha boca, um hino em minha boca (Sl 40.3; 96.1; Cl 3.16). Devemos orar para que Deus nos ajude a controlar nossa língua. Que possamos dizer como o salmista Davi: "sonda-me ò Deus e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo o caminho eterno (Sl 139.23,24). O mesmo salmista continua a sua oração e pediu ao Senhor: "põe, ò Senhor, um guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (Sl 141.3). Que possamos dizer como disse Davi: "Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome" (Sl 103.1; Ec 12.13).

CONCLUSÃO – O crente só pode combater o tropeço na palavra lendo a Palavra de Deus (Sl 1.1,2; Js1.8). Deixando-se dominar pelo Espírito Santo, vigiando e disciplinando o falar. Usemos a língua para o bem (Fp 4.19) pois somos cidadãos dos Céus e não devemos descer a linguagem ao nível diabólico. Devemos usar a língua para encorajar outros, louvar a Deus (Cl 3.16) e levar a mensagem do evangelho aos perdidos. Se fizermos assim, dificilmente tropeçaremos em palavras. Que Deus nos ajude a manter a nossa língua no controle do Espírito Santo. "Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef 4.15)...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 3 de março de 2012

A DOR DO ABANDONO...

A DOR DO ABANDONO

“Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.”
II Timóteo 4:10
Nas várias viagens missionárias que empreendeu ao mundo gentio, o apóstolo Paulo enfrentou muitas dificuldades. Foi apedrejado, passou fome, frio, quase morreu.
Por um determinado tempo contou com a colaboração de Demas, que se fez amigo e irmão que o auxiliava e o acompanhava a todos os lugares.
Um dia o apóstolo Paulo foi preso e levado a Roma. Demas o acompanhou solidarizando-se com as lutas do apóstolo. Paulo gostava da companhia dos irmãos, sentia-se animado e fortalecido a continuar lutando na obra missionária, mesmo na prisão.
Com o passar dos dias, o apóstolo começou a perceber uma mudança de atitude em Demas, meio esquisito, triste e inquieto. Logo, perguntou a Demas, se ele estava com algum problema. Ele respondeu que não dava para continuar na companhia do apóstolo, pois tinha deixado em Tessalônica negócios pendentes, tinha família para sustentar, mãe, irmãos, e estava preocupado com seu futuro. Lamentava muito, mas iria voltar para sua terra.
O desabafo de Paulo é forte e exprime a dor do abandono: “Porque Demas tendo amado o presente século, me abandonou…” II Tm 4:10
A DOR DO ABANDONO
Segundo definição: Abandonar é deixar, desamparar, desprezar, renunciar, abrir mão de direitos, entregar-se.
Creio que como o apóstolo Paulo, muitos estão com esse grito de abandono preso na garganta e sofrem por terem experimentado alguma forma de abandono .
O abandono traz um sentimento de perda, de impotência, de solidão, de baixa-estima, de pessimismo, de aniquilamento pessoal.
JESUS SENTIU A DOR DO ABANDONO
Quando vários discípulos, não suportando a profundidade de sua doutrina, o abandonaram. João 6:66
Na cruz, no momento que mais precisava, os seus discípulos o abandonaram, inclusive o apóstolo Pedro o negou três vezes. Poucos ficaram ao pé da cruz. Jesus sentiu no coração a dor do abandono do Pai e gritou: “Deus meu, Deus meu, Por que me desamparaste?” Mt 27:46
QUEM SÃO OS ABANDONADOS, HOJE?
A dor dos filhos abandonados. (Pelo divórcio, separação e necessidades). A dor dos pais abandonados. (em suas próprias casas, asilos e instituições de amparo). A dor das esposas abandonadas . A dor dos parentes e famílias desamparadas. A dor dos irmãos desamparados. A dor dos amigos desamparados. A dor de Deus, quando o abandonamos.
“Porque dois males cometeram o meu povo: a mim me deixaram o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”.Jer 2:13
A dor dos que pensam que Deus os abandonou. Deus nunca abandona o homem; o homem é que o abandona. Deus não abandona, porque ama.
“Com amor eterno eu te amei; por isso com benignidade te atraí”. Jer 31:3
“Mas Sião diz:” O Senhor me desamparou, o Senhor se esqueceu de mim. Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” Isaías 49:14, 15.
Para aqueles que se sentem abandonados por seus pais, Deus fala através do Salmista Davi, Sl 27:10 “Porque se meu Pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá”.
O QUE SE DEVE ABANDONAR
O pecado. Pv 28:13; “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
As más companhias. Pv 13:20 “Quem anda com sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mal.”.
O amor que há a este século. II Tm 4:10 “Porque Demas tendo amado o presente século, me abandonou…”.
O QUE NÃO SE DEVE ABANDONAR
A confiança e a fé. Hb. 10:35 “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão”.
A congregação. (A igreja) Hb 10:25 “Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quando vedes que o dia se aproxima”.
O primeiro amor da vida cristã. Ap 2:4 “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o primeiro amor”.
O amigo. Pv 27:10 Os pais. Ef 6:1, 2 Os filhos. II Sm 21:9, 10 Rispa, um exemplo de mãe. Os cônjuges. (Esposas e esposos) A Vida. A Deus. Isaías 1:4 “Ai da nação pecaminosa, povo carregado de iniqüidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás”. (Muitos não têm mais prazer na vida).
O exemplo de Demas não pode ser seguido. Muitos como o Apóstolo Paulo estão se sentindo abandonados, sentem-se sozinhos no meio de muita gente.
Talvez você tenha sentido a dor do abandono, dos amigos, esposo, esposa, pai, mãe, irmãos, filhos, ou do próprio Deus. Quero te dizer: Deus nunca te abandonou! Ele espera que você se volte para Ele, confessando seus pecados, e o reconhecendo-o como Salvador...

sexta-feira, 2 de março de 2012

DEUS CUIDA DE NÓS...

DEUS CUIDA DE NÓS!
Sl. 121
Objetivo: Trazer à memória dos ouvintes a permanente proteção de Deus aos seus escolhidos.
Ideia Central do Texto (ICT):
O salmo 121 é um dos cânticos de romagens, entoados pela nação israelita durante as peregrinações para Jerusalém com o fim de adorar, bem como nas atividades diárias.
O propósito desses cânticos era fazer com que a nação não perdesse de vista os feitos de Deus pelo seu povo em toda a sua trajetória.
O salmista aqui desperta o povo a confiar na eterna vigilância e cuidado de Deus sobre seu povo em todas as circunstâncias.
Introdução:
Pessoalmente acho que deveríamos adotar a estratégia dos Cânticos de Romagens. Israel cantava para não esquecer os grandes feitos de Deus, sobretudo, a sua proteção permanente sobre seus filhos. Eles cantavam, nós deveríamos cantar também, falar sobre esses feitos ou escrever para registro na posteridade.

A insegurança tem cercado a nossa vida em todas as áreas. O medo tem sido uma grande estratégia do adversário para empanar a nossa confiança no Deus Todo Poderoso que nos tem sustentado sempre com a sua mão direita fiel.
Confiar em alguém demanda exercício de relacionamento contínuo com essa pessoa. Isto vale para os relacionamentos humanos e o nosso relacionamento espiritual com o Deus Vivo e Verdadeiro. Convivência determina a confiança.
Por que muitos não confiam no Senhor? Porque tem faltado intimidade, estreiteza no relacionamento.
A Vinda de Jesus ao mundo teve o propósito de nos salvar e salvação passa por relacionamento, que por sua vez passa por reconciliação. Jesus veio para implantar o minsiterio da reconciliação, para que o homem pudesse ter acesso ao Senhor.
Fomos comprados por alto preço: O SANGUE DE JESUS CRISTO derramado na cruz do calvário. Somos de Deus, ovelhas do seu pastoreio, temos o selo de Deus em nossa fronte e por isso Ele cuida de nós!
DE QUER MANEIRA DEUS CUIDA DE NÓS? DE ACORDO COM O SALMISTA, DEUS CUIDA DE NÓS PELO MENOS DE QUATRO MANEIRAS ABRANGENTES:
1. Ele cuida de nós constantemente e pessoalmente – v.3, 4: “Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormita, nem dorme o guarda de Israel. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel”
• O Senhor em nenhum momento se descuida de nós. Ele está em constante vigilância.
• Ele coloca anjos ao acampados ao redor dos que o temem e os livra. Sl.34.7
• O Senhor não é uma força impessoal, mas um Deus vivo e pessoal que interfere nas situações se necessário para que nossos pés não vacilem e interage conosco.
2. Ele cuida de nós fisicamente – v.6: “De dia não te molestará o sol, nem de noite a lua”
• A proteção de Deus é para seus filhos, mas essa proteção não nos dá o direito de tentá-lo com as nossas extravagâncias.
• Passar involuntariamente por um perigo que pode prejudicar a nossa integridade física é uma coisa. Outra completamente diferente é a irresponsabilidade de se expor ao perigo deliberadamente contando com a proteção de Deus.
3. Deus cuida de nós emocional e espiritualmente – VS. 5,7: “O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma”
• Aqui pressupomos as nossas lutas diárias tanto emocionais quanto espirituais.
• O nosso adversário é astuto e jamais nos dá trégua. Ele está sempre ao nosso derredor como um leão bramando para nos tragar. Mas temos a Sombra protetora do Onipotente nos cobrindo.
• O Senhor é o nosso lugar de descanso. À sua sombra estaremos seguros.
4. Ele cuida de nós por toda a eternidade – v.8: “O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre”.
• Essa proteção além de constante é perene porque a misericórdia do Senhor dura para sempre.
O QUE DÁ AO SALMISTA A CERTEZA DESSA PROTEÇÃO?
• Ele sabe em quem crê. Sabe que aqueles deuses estranhos entronizados nos montes não podem socorrê-lo em suas angustias.
• Por se relacionar intimamente com o seu Deus, ele tem a certeza da interferência Dele na situação porque já viu seus grandes feitos e diz nos VS. 1, 2: “Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra”
CONCLUSÃO: O que aprendemos aqui?
1. O nosso socorro vem de Deus porque ele é o criador do céu e da terra. Nada está fora de sua esfera de ação. Se confiarmos nele verdadeiramente a resposta virá.
2. Ele cuida de nós: constantemente e pessoalmente, fisicamente, emocional e espiritualmente, por toda a eternidade.
3. Que possamos trazer sempre à memória essa proteção em todas as circunstancias, para que nas horas difíceis não venhamos a nos desesperar.
Aleluia, Amém!
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

quinta-feira, 1 de março de 2012

ESTUDO SOBRE A ÉTICA PASTORAL...

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Ef 4.15-16).

Resumo
Apresenta considerações sobre ética na vivência pastoral, em busca de mais compreensão a respeito dos relacionamentos entre pastores e pastoras, bem comosobre a Igreja Assembléia de Deus e sua realidade contextualizada de forma saudável e salugênica. Considera o estabelecimento de relações harmoniosas por meio de maturidade espiritual e psicológica a partir de um eixo comum, a santidade resultante da integralidade do corpo pastoral. Trata da dimensão ética do sagrado e da liberdade individual com disciplina e amor.

Palavras-chave
Confidencialidade, conflito, ética, sagrado, sentimento.

Benedito Edson Cavalcante da Silva: Doutor em Ciências da Religião com PHD e Psicoterapeuta Eclesiástico , Bispo com formação em teologia, professor da Faculdade de Teologia em Alagoas desde 2007.
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Introdução
Ao abordamos o tema Ética na vivência pastoral, convidamos os pastores e as pastoras a refletirem sobre a realidade do nosso ministério em seu contexto atual, especificamente na Igreja Assembléia de Deus. Entendemos que qualquer discussão fora do contexto da Igreja como é e como está, não passa de discurso estéril, vazio e evasivo.
O tema, extremamente necessário e urgente, é fascinante; porém, complicado e sinuoso. Vale a pena discuti-lo e palmilhar por suas sendas. A proposta consiste em confrontarmos nossa realidade para podermos crescer em amor e graça.
Que Deus se faça presente em nós e entre nós, eis a oração que, com fervor, dirigimos ao Senhor Jesus Cristo.

A Igreja em que vivemos
Somos pastores e pastoras vivendo numa igreja muito interessante em razão de suas características; mas, por isso mesmo, apresenta aspectos que complicam e é um tanto dispersa. É concebida como uma igreja pluralista na qual, naturalmente, várias tendências teológicas e ideológicas coexistem. Essa coexistência deveria ser passiva e harmoniosa, embora conflitos estejam presentes. Daí a necessidade de vigoroso comportamento ético para uma convivência saudável e salugênica.
O enfrentamento desse estado de ser, nossa realidade histórica, implica obrigatoriamente na aceitação madura e consciente de nossas diferenças. E isso tornaria concreto o discurso de que somos um povo que experimenta a unidade na diversidade. Isso, muito bonito, é um sonho que pode se realizar. Mas, depende de um profundo e amplo amadurecimento de seu povo e, mais especialmente, do ministério pastoral.
A idéia de que somos um ministério doente não nos parece correta, embora, sob a visão da psicologia da saúde, entendamos que há aspectos doentios e distorções que precisam ser corrigidas. Também o nosso pluralismo traz, no seu bojo, conceitos que dificultam os relacionamentos e causam, muitas vezes, distúrbios emocionais por não definir o que está certo ou errado.
A nosso ver, isso não é um mal, mas algo que precisa ser compreendido e administrado com muita sabedoria pela liderança da Igreja. A tradição de que somos um “povo que pensa e deixa os outros pensarem” não pode significar que somos livres pensadores e que, por isso mesmo, podemos fazer prevalecer a nossa idéia individual.
Entendemos que essa Igreja pluralista está firmada em fundamentos doutrinários e princípios que devem nortear devidamente o comportamento ético de seus membros e que o ministério pastoral é o agente atualizador e realizador dessa proposta. Temos doutrinas e costumes que estão definidos em nossos documentos oficiais. É preciso ter-se muito cuidado com os pontos de vista individuais. O pensamento individual há de estar devidamente engajado no pensamento básico da instituição na qual se encontra a servir.
Outro elemento complicador é a acentuada variação da formação acadêmica e pastoral do corpo ministerial: de um lado, enriquece muito; de outro, cria dificuldades. No entanto, somos um corpo que precisa estar em harmonia, o que é possível pela graça de Deus mediante uma conduta ética madura.
Consideremos ainda a questão da itinerância. Entendemos que há dificuldades para administrar esta situação e que eliminá-la poderia sanar algumas distorções. Mas, é difícil avaliar, pois também poderia criar outras dificuldades. Importa que é assim que estamos e é assim que somos. Entretanto, dentro deste quadro, faz-se necessária muita compreensão, aceitação, sincera e honesto comportamento ético. Todos/as sabem, por experiência própria, as dificuldades enfrentadas nas mudanças pastorais. Porém, é muito difícil conceber-se uma igreja pluralista sem itinerância.
Entendemos que tudo isso faz parte da nossa realidade. Afinal, somos a Igreja Assembléia de Deus que é assim e, para servi-la, precisamos nos adequar ao que ela é.

O que buscamos
A proposta é a busca de um corpo ministerial mais harmônico, saudável, no cumprimento da missão, para atender ao imperativo da graça com maturidade espiritual e psicológica, e que seja capaz de cuidar adequadamente do seu rebanho, conduzindo-o pelas sendas do genuíno evangelho, com sabedoria, amor e fraternidade.
Temos buscado aperfeiçoar o relacionamento entre pastores e pastoras para que atinjamos um patamar ideal de saúde relacional. Vivemos num mundo extremamente competitivo e somos afetados/as pela mídia exacerbadamente individualista. Tornamo-nos, com freqüência, vítimas dessa ideologia, cuja sensibilidade fica comprometida e, conseqüentemente, gera dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Outro aspecto danoso do individualismo é a onipotência. Assim, muitas vezes sentimo-nos tão capazes que perdemos a dimensão do compartilhar adequadamente, com os/as colegas, os nossos sentimentos, perdendo o senso de autocrítica.
O que a psicologia nos indica é que tais influências vão solapando aos poucos nossa vida sem que o percebamos de forma clara. Aos poucos vamos assimilando as práticas comuns e assumindo certos costumes e comportamentos que podem comprometer seriamente as relações.
De outro lado, temos o espiritualismo desenfreado. Ele assola os costumes e conceitos religiosos, deturpando o verdadeiro sentido de uma fé saudável, comprometendo o crescimento espiritual genuíno. E também a tendência comum de menosprezar nossas tradições, reforçada pela igreja eletrônica, leva nossas comunidades a assimilarem modelos de práticas eclesiais que fogem frontalmente de nossas tradições. O que gera conflitos internos e põe em risco os valores que sustentam a nossa identidade. Precisamos retomar princípios que sejam comuns a todas as correntes ideológicas e teológicas dessa igreja tão interessante e rica, exatamente pelo seu pluralismo.

Como caminhar
A proposta é partirmos de um eixo comum – que é a santidade – por entendermos que tal direção é correta e que pode representar um núcleo promissor. É preciso conceituar melhor o que se pretende. Não entraremos em pormenores teológicos, exegéticos ou hermenêuticos. Pois não falamos aqui como Doutor em teologia ou biblista, mas como Bispo e psicoterapeuta Eclesiástico, cuja aplicação dos postulados acadêmicos nos inspiram a uma vivência efetivamente prática. Ela acontece sob a graça infinita de Deus, que tem nos concedido o privilégio de estarmos efetivamente ao lado dos/as que sofrem as agruras dos distúrbios emocionais e psicológicos que afetam sua fé e até a própria santificação. Partindo desses princípios, buscamos uma compreensão mais acurada do sentido da palavra santidade, para entender melhor o que é santidade bíblica.
Como é sabido, no conhecimento bíblico há duas vertentes básicas para a palavra santa. Portanto, temos que refletir um pouco mais sobre a questão da santidade bíblica. Santidade é qualidade de santo. A santidade de Deus é entendida como pureza absoluta. Somente Ele é absolutamente Santo. Porém, a santidade humana perpassa pela inquestionável limitação de nossa humanidade. Poderemos ser santos/as, porém impuros/as, limitados/as e falhos/as. É Deus quem nos santifica; entretanto, não nos torna puros/as.
Daí, entendemos que santidade como pureza é uma utopia, embora a pureza deva sempre ser buscada. Na busca de santidade, rumo à utopia, nunca seremos absolutamente santos/as, enquanto humanos aqui neste mundo, mas sempre, pela divina graça, seremos santificados. Crescendo em santificação, num processo de aperfeiçoamento, nunca seremos perfeitos/as; mas, pelo infinito amor de Deus em Jesus Cristo, seremos sempre aperfeiçoados/as. Há, na convivência com a graça, o aprimoramento do nosso ser.
Assim, pelos caminhos da santificação, do aperfeiçoamento, há o aprimoramento que é a reconstrução do ser pela bondade e misericórdia de Deus. Diante da pureza e santidade do Senhor, o ser se curva e reconhece suas limitações. Toma consciência de sua pequenez e se prostra humildemente perante a glória eterna. Então, entendemos nossa dependência, nossa própria incapacidade. É aí que descobrimos também o/a outro/a, o nosso semelhante, tão limitado quanto nós mesmos. Não é como eu gostaria que ele/ela fosse, mas como realmente ele/ela é. É meu semelhante, mas é diferente, tão diferente que precisamos de grande esforço para compreendê-lo/La.
Contudo, nem sempre as diferenças são compreendidas e aceitas. Na sociedade em que vivemos, o/a outro/a surge como um/uma competidor/a, como o oposto e, muitas vezes, como opositor/a. Não concordar comigo pode significar estar contra mim. O individualismo do mundo presente aponta o outro como um risco, muitas vezes interpretado como um inimigo.
O crescimento pessoal se processa no encontro com o outro. Somos seres gregários e carecemos da vivência em grupos. Precisamos do encontro com o outro, que só é possível a partir do encontro consigo mesmo/a.
É a harmonia interior que primeiramente deve ser buscada; é a integração de o seu próprio ser. Estar bem consigo mesmo/a, estar bem com a razão de seu ser – que é Deus – é estar bem com o outro. Essa tridimensionalidade estabelece a integralidade.
O evangelho aponta o caminho da integralidade que gera a paz. Quem assim está é uma testemunha incontestável do Senhor, é Cristo presente: “... Logo, já não sou quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus ...” (Gl 2.20).

A ética nas relações
A história da humanidade é uma história de relacionamentos. Relacionar-se implica na compreensão e aceitação do outro como meu semelhante–diferente. É igual por tratar-se de ser humano, mas é diferente por ser indivíduo. Isso complica a nossa vivência, mas a enriquece sobremaneira. Que seria de nós se fôssemos todos iguais?
O primeiro aspecto a ser considerado é a questão do respeito. O comportamento ético implica num profundo respeito pelo outro na sua individualidade. Aí, tanto as pessoas como as comunidades devem merecer todo o nosso respeito. Precisamos ter cuidado especial com as opiniões pessoais. Na nossa prática pastoral, precisamos evitar o fascínio pelo poder e o emprego do autoritarismo em detrimento das pessoas e comunidades. É preciso respeitar o direito que o outro tem de pensar diferente, de entender as coisas. O amor deve ser o parâmetro determinante de nossa conduta em relação ao outro.
Quem ama com amor sagrado respeita devidamente as opiniões e liberdade do outro. A grandeza e a transcendência do amor é que proporcionam a compreensão e a aceitação das limitações dos outros. Quem ama respeita!
Outro aspecto que deve nortear a nossa conduta pastoral é a confidencialidade. Quando alguém revela algo de si ou de outra pessoa, devemos manter completo sigilo, independentemente do pedido de quem está falando. No desempenho de nossa função pastoral devemos entender que qualquer revelação feita a nós, subentende-se que é sigilosa. Precisamos ter cuidado com as insinuações do púlpito. Experiências contadas devem ser completamente isentas de qualquer interpretação dúbia. Nas amizades, devemos cuidar da confidencialidade daqueles/as com os/as quais convivemos. Também o mesmo se aplica nas relações familiares. É de fundamental importância o desenvolvimento de um clima de profundo respeito e de confiabilidade entre nós, pastores e pastoras, em que a confidencialidade seja experimentada inteiramente dentro do ministério pastoral da Igreja Assembléia de Deus. Esse é o caminho que leva à conquista da credibilidade.

A ética e o sagrado
Entendemos que nossas relações não devem ser meramente regidas por alguns princípios religiosos e bíblicos. É bom e necessário que assim seja, mas o ministério pastoral está acima de nossos conceitos e preconceitos.
O chamado é sagrado e é preciso entender mais profundamente este significado. A sala pastoral é local sagrado e o espírito da graça infinita de Deus deve ser sentido quando alguém adentra esse local, que nunca deve ser profanado. É lugar de grandes acontecimentos que envolvem profundos sentimentos das pessoas. Aprendemos como psicoterapeutas, que o nosso consultório é sagrado e deve ser respeitado como tal, pois é o lugar de confidências singulares e de profundo significado para as pessoas que o visitam. Assim deve ser, e mais ainda, a sala pastoral. Não exageramos quando a sentimos como um altar onde Deus se atualiza mediante a ação pastoral.
No estudo mais detido das Escrituras observamos que a ética provém de Deus e que todo sagrado tem componente ético. Deus não constrange o ser humano a fazer a sua vontade, mas o convida veementemente a segui-lo.
O padrão ético estabelecido por Deus e apresentado pelas Escrituras sagradas é o amor, que deve prevalecer sobre todas as hipóteses. O respeito se concretiza em atos devidamente éticos.

A ética e a liberdade
“Ora o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade” (2Co 3.17).
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl 5.1).
O evangelho nos ensina que Deus nos criou livres. Os textos acima referidos assim nos afirmam. Mas, temos medo da liberdade por causa da fragilidade. A liberdade é a coisa mais sublime que o Evangelho anuncia. Contudo, a plenitude da liberdade implica em amplo e profundo senso de responsabilidade. É aí que a ética encontra o seu devido lugar. Chamamos a atenção para uma reflexão ética da liberdade. Somos libertados/as para quê? Não será a responsabilidade um elemento cerceador da liberdade? Podemos afirmar que a liberdade e a responsabilidade não caminham pelos corredores acadêmicos e nem pelas normas sociais, mas sim pelo sentimento.
Agostinho já afirmava “ama e faze o que quiseres”. Melhor entendendo, o amor não somente orienta para a liberdade de pensar e ser, como também indica, de forma divina, o comportamento ético. Respeita-se não porque é preciso respeitar, mas porque se ama. Onde reinar o amor genuíno não é preciso haver um código de ética. O cumprimento da lei é o amor (Rm 7.6). A lei existe por causa do pecado; sendo assim, ela é boa (Gl 3.19 e outros). Portanto, as leis e regulamentos existem para delinear comportamentos éticos. Já que as opiniões pessoais são variadas e, às vezes, conflitantes, tornam-se necessários os códigos disciplinares.

Liberdade e disciplina
A disciplina é o caminho mais adequado nos relacionamentos saudáveis, mas deve ser exercida com amor e justiça. Pois a impunidade é inimiga do amor e da boa saúde mental.
É lugar comum hoje, entre os/as psicoterapeutas, que a impunidade gera mais conflitos do que uma educação exageradamente dura. Se a repreensão for exercida com firmeza, amor e justiça, o resultado é saúde e liberdade. A indisciplina é imoral e destrutiva.
Outro aspecto é que a disciplina em amor implica em que a punição não deve ter caráter de castigo, mas de perdão e restauração. Quanto à submissão, ela é um elemento fundamental no ato disciplinar. A ética não permite castigo, mas sim restauração. A aplicação ética da disciplina deve ser um ato de amor sob a égide da razão para que o sentimentalismo ou as “lágrimas de crocodilo” não prevaleçam em detrimento do/da indisciplinado/a e da comunidade e a justiça pereça.
Também deve ser entendido que a disciplina precisa ser suficientemente rigorosa. Quando alguém comete um desatino, deve ser disciplinado com o devido rigor e na medida da intensidade do ato; porém, devemos cuidar para fazê-lo de forma sigilosa e familiar, sermos capazes de resolver a questão entre nós. Prevalece aqui o adágio popular: “roupa suja se lava em casa”. Roupa suja precisa ser lavada, senão ela contamina toda a família. Porém, a disciplina não pode ser exercida de forma aleatória, mas sempre dentro dos padrões éticos, e devidamente respeitados o direito de defesa e exercida pela autoridade competente e de forma educativa.
Todo/a educador/a sabe que a criança precisa ser corrigida, mas a correção deve ser exercida pelos responsáveis por ela – especialmente mãe e pai.

Conclusão
A realidade deve ser encarada com firmeza e determinação. A hipótese de mudá-la não passa de mera cogitação.
Levantamos alguns questionamentos para reflexão dos irmãos e das irmãs, mas fundamental é que sejamos capazes de manter uma convivência harmoniosa e saudável, na qual a franqueza, o respeito e a confidencialidade – sob a proteção da graça infinita de Deus em Jesus Cristo – prevaleçam efetivamente em nossos relacionamentos. Que o amor ao sagrado ministério, para o qual fomos chamados/as, seja o fio condutor de nossa vivência...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

ABIGAIL, UMA MULHER BELA, GENEROSA, SÁBIA E CHEIA DE VIRTUDES...

ABIGAIL – UMA MULHER BELA, GENEROSA, SÁBIA E CHEIA DE VIRTUDES



“Abigail... era a mulher de bom entendimento e formosa...” (1Sa 25:3).




Abigail era uma mulher formosa que amava o Senhor.
Ela estava sendo refinada como a prata mas, pacientemente, aceitava os ensinamentos de Deus. A cada dia, ela aprendia a conviver com um marido (Nabal) insensato, tolo e sem nenhuma sabedoria.
Apesar da Bíblia não relatar como era o seu trabalho no lar, supomos que ela era uma boa dona de casa e uma esposa exemplar. Além destas qualidades que agradavam a Deus, ela ainda era generosa, inteligente e uma mulher pacificadora.
Observando o seu marido, podemos ver que ele era um homem duro e muito mau. Por causa da dureza do seu coração, recusando ajudar com víveres a Davi e seus companheiros, ele pôs em risco a sua vida, a da sua família e servos.

Em 1 Samuel 25:14-17 a Bíblia nos diz que Abigail foi avisada deste procedimento insensato do seu marido. Veja como tudo aconteceu:
”Porém um dentre os moços o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; porém ele os destratou. Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravado por eles, e nada nos faltou em todos os dias que convivemos com eles quando estavam ao campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. Considera, pois, e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa, e ele é um homem vil, que não há quem lhe possa falar.”
Homem rico, porém tolo e insensato!
Observando estes versículos podemos ver que o relacionamento entre Abigail e seus servos era de pura confiança, enquanto o de Nabal com eles era de completa desconfiança.

Ao examinarmos o nosso caminhar diário podemos saber de que lado estamos:
*Será que sou parecida com Abigail, uma mulher equilibrada, sábia e dócil de coração?
*Ou será que sou mais parecida com Nabal, um homem duro nas decisões, autoritário e com um coração insensível?

Posso descobrir de que lado estou observando:
*Como trato meu marido;
*Como trato meus filhos;
*Como trato aquela (s) pessoa (s) que me ajuda (m) no trabalho de casa.

Você é uma mulher mansa, dócil, compreensiva assim como Abigail?
Ou você é uma mulher rixosa como a esposa de Jó?

Irmã, cabe a nós decidirmos se queremos estar no centro da vontade de Deus agradando-O, ou se queremos andar com nossos próprios pés fazendo o que agrada à nossa carne.

“Senhor, que eu decida Te agradar, andar no centro da Tua vontade, mesmo tendo que enfrentar inimigos, o inimigo das nossas almas, tribulações, privações...
Aceita, a minha oração e ‘cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.’
Fortalece, Senhor, o meu caráter e aumenta a minha fé!
Amém!”

Por causa da resposta insensata de Nabal, Abigail teve que agir com rapidez e sabedoria a fim de salvar a vida de seu marido, de toda a sua família e de seus servos.
Certamente, Abigail era uma mulher submissa a seu esposo, porém quando ela viu o grande erro que ele havia cometido, ela preferiu seguir o seu coração que era, na verdade, mais submisso a Deus.
Ela não mediu esforços para levar até Davi tudo que ele estava precisando e muito mais – “... duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco ovelhas guisadas, e cinco medidas de trigo tostado, e cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos passados...” (1Sa 25:18).

Abigail levou consigo não somente a comida para Davi e seus homens mas também levou um coração humilde. A Bíblia nos diz em 1 Samuel 25:23 que Abigail foi até Davi e “...se inclinou à terra. E lançou-se a seus pés e disse: Ah, Senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva.” E Abigail continuou pedindo a Davi que não matasse seu marido nem ninguém da sua casa. E Deus usou...

1- uma mulher fiel para por em prática o Seu plano na vida dela [“... e ela seguiu os mensageiros de Davi, e foi sua mulher” (1Sa 25:42)];

2- uma mulher dócil, com voz branda que falou na hora certa, palavras certas e inspiradas por Ele [“... tempo de estar calado, e tempo de falar” (Ecl 3:7)];

3- uma mulher que O temia [“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria...” (Pro 9:10];

4- uma mulher sábia que, rapidamente, decidiu como deveria salvar a sua família e seus servos [“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente...” (Tia 1:5)].

Você, amada irmã, quer ser uma mulher usada por Deus? Então comece, desde já, orando ao Senhor que a transforme numa mulher de voz mansa e suave fiel, dócil, temente a Ele e cheia de sabedoria.

A Bíblia nos diz que “... passados quase dez dias, feriu o Senhor a Nabal, e este morreu” (1Sa 25:38).
Com a morte de Nabal, Abigail começou uma nova vida. O Senhor pôs um ponto final nos problemas que perturbavam o seu dia-a-dia.
Quando Davi soube da morte do homem que o afrontou, mandou chamá-la para ser sua esposa. Que alegria! Sua vida, agora, iria mudar! Ela seria a esposa daquele que ela livrara de cometer um crime, daquele que era o amado do Senhor, daquele que era segundo o coração de Deus. Ela ia ser esposa de Davi.
Ela, com um coração alegre e submisso, seguiu os mensageiros de Davi que a recebeu por mulher.
O plano de Deus para a vida de Abigail tornou-se realidade. Ela não mais estava casada com um homem ímpio, tolo e beberrão mas Deus a presenteou...
1- com um marido que ouvia e obedecia a voz de Deus de todo o seu coração;
2- com um filho (o segundo de Davi) cujo nome, Quileade, significava “Deus é meu juiz” (2Sa 3:3).

Ao observarmos todo o desenrolar da vida de Abigail, podemos aproveitar as lições sábias de uma mulher que temia ao Senhor (portanto, uma mulher sábia, pois a Bíblia nos diz que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Sal 111:10)) e, por isso, era submissa a um marido tolo e ímpio.

E você, irmã, é submissa a seu marido como nos manda a Bíblia em Efésios 5:22?
Quando a Palavra de Deus me diz que devo ser submissa a meu marido, eu devo ser submissa independente dele ser crente ou não, dele ser bom para mim ou não, dele ser um beberrão ou não. No mandamento bíblico não existe a conjunção subordinada condicional SE. Lemos claramente o mandamento do Senhor sem nenhuma condição.
Irmã, não encaremos este mandamento como um castigo para a nossa vida. Não somos capachos de nossos maridos. Somos, sim, a rainha que se orgulha do seu rei , a vice-diretora que ama o seu diretor, a vice-presidente que admira o presidente. Podemos opinar, podemos conversar mas deixemos para ele a decisão final e (esta parte é a mais importante) acatemos a decisão dele como se fosse a nossa. Coloquemos no altar do Senhor o nosso coração e tudo na nossa vida tornar-se-á mais fácil de ser encarado. Façamos como Abigail que, provavelmente, tomou esta decisão e não se sentia humilhada mas, ao contrário, decidiu humildemente se humilhar diante de Davi para salvar a vida de todos aqueles que ela amava.
Sigamos cada passo desta mulher que teve o privilégio de receber do futuro rei de Israel uma bênção que saiu do coração de um homem que amava o Senhor e era amado por Ele – Davi, o homem segundo o coração de Deus.
“Então disse Davi a Abigail: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me impediste de derramar sangue, e de vingar-me pela minha própria mão” (1Sa 25:32-33).

Irmã, eleve o seu coração e a sua alma ao Senhor e peça sabedoria e discernimento no seu casamento. Ore por seu marido para que ele seja uma bênção nas mãos do Senhor. Esqueça de contar ao Senhor as mágoas que você tem dele e se volte apenas para as suas (do seu marido) necessidades.

“Senhor, recebe em Teu altar o meu casamento. Que eu e meu esposo possamos ter uma vida conjugal firmada em Ti.
Abençoa, Pai, o meu marido.
Dirige cada passo dele a fim de que ele possa andar por caminhos que Te agradam.
Orienta o seu dia- a- dia.
Abençoa o seu relacionamento com nossos filhos, pois, muitas vezes, não é fácil.
Abençoa o seu relacionamento comigo para que juntos possamos mostrar ao mundo que temos um Deus que amamos e que nos ama apesar dos nossos defeitos.
Abençoa, Senhor, principalmente o seu relacionamento conTigo. Que ele possa Te colocar em primeiro lugar em sua vida, não permitindo que nada nem ninguém interfira no plano perfeito que tens para a vida dele.
Amém!
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE