NEM TUDO QUE É
DOCE É MEL, PODE SER CARNIÇA...
Sansão foi levantado por Deus num
tempo de opressão. Seu nascimento foi um milagre. Foi consagrado a Deus como
nazireu desde o ventre. Tornou-se um portento. Sua força era colossal. Era um
jovem prodígio, um verdadeiro gigante, homem imbatível. Seu único problema é
que não conseguia dominar seus impulsos. Um dia viu uma jovem filisteia e disse
a seu pai: “Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; tomai-ma, pois
por esposa [...] porque só desta me agrado” (Jz 14.2,3). Seu pai tentou
demovê-lo, mas Sansão não o ouviu.
Certa feita, caminhando pelas vinhas
de Timna, um leão novo, bramando, saiu ao seu encontro, mas Sansão rasgou esse
leão como se rasga um cabrito. Depois de alguns dias passou pelo mesmo local e
foi dar uma olhada no corpo do leão morto. Estava ali, na caveira do leão, um
enxame de abelhas. Sansão pegou um favo de mel nas mãos e se foi andando e
comendo dele (Jz 14.8,9). Sansão era nazireu e não podia tocar em cadáver. Ele
quebrou, ali, o primeiro voto de sua consagração a Deus. Ele procurou doçura na
podridão. Ele comeu mel da caveira de um leão morto. Muitos ainda hoje buscam
prazer no pecado e procuram doçura naquilo que é impuro. Por isso, perdem a
unção, a paz e a intimidade com Deus.
A Bíblia diz que um abismo chama
outro abismo. Porque Sansão quebrou o primeiro voto do nazireado, abriu a porta
para outras quedas. Na festa de casamento, com vergonha de assumir sua posição
de nazireu, Sansão fez ali um banquete; porque assim o costumavam fazer os
moços (Jz 14.10). Sansão preferiu imitar os moços de sua época a posicionar-se
como um ungido de Deus. Além de não tocar em cadáver, um nazireu não podia beber
vinho. Mas, Sansão quebrou mais esse voto de consagração por não ter peito para
ser diferente e fazer diferença. Daí para frente, sua vida foi de queda em
queda. Coabitou com uma prostituta em Gaza (Jz 14.1) e afeiçoou-se a Dalila (Jz
14.4). Essa mulher astuta o seduziu e arrancou dele a confissão acerca da
origem de sua força. Um nazireu não podia cortar o cabelo, mas a cabeça de
Sansão foi raspada. Esse jovem prodígio perdeu sua força. O Espírito Santo
retirou-se dele. Caiu nas mãos dos filisteus. Estes, lhe vazaram os olhos e
escarneceram dele num templo pagão.
Sansão brincou com o pecado e o
pecado o arruinou. Sansão não escutou conselhos e fez manobras erradas na vida.
Sansão fez pouco caso de seus votos de consagração e perdeu o vigor de seu
testemunho. Perdeu sua força e sua visão. Perdeu sua dignidade e sua própria
vida. Vocacionado para ser o libertador do seu povo, tornou
se cativo. Porque desprezou os
princípios de Deus, o nome de Deus foi insultado num templo pagão por sua
causa.
A vida de Sansão é um brado de alerta
para a nossa geração. Há muitos jovens, que à semelhança de Sansão, não escutam
seus pais. Muitos jovens, mesmo sendo consagrados a Deus, filhos da promessa,
vivem flertando com o mundo, amando o mundo, sendo amigos do mundo e conformando-se
com o mundo, procurando mel na caveira de leão morto. Muitos crentes têm
perdido a coragem de ser diferentes. Imitam o mundo em vez de ser luz nas
trevas. Fazem suas festas como o costumam fazer aqueles que não conhecem a
Deus. Transigem com os absolutos de Deus e entregam-se às aventuras, buscando
uma satisfação imediata de seus desejos. Esse caminho, embora cheio de
aventuras e prazeres, é um caminho de escuridão, escravidão e morte. O pecado é
um embuste. Promete prazer e traz tormento. Promete liberdade e escraviza.
Promete vida e mata. O pecado levará você mais longe do que gostaria de ir;
reterá você mais tempo do que gostaria de ficar e, custará a você um preço mais
do alto do que gostaria de pagar...
BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE
E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE
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