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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

COOPERADORES DO APÓSTOLO PAULO HOMENS PARA QUEM CRISTO ERA TUDO...


COOPERADORES DO APÓSTOLO PAULO HOMENS PARA QUEM CRISTO ERA TUDO...
COLOSSENSES 4.10-13
 10 Cumprimentam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé (a respeito de quem recebestes instruções; se ele for até vós, recebei-o),
11 e Jesus, chamado Justo. Dentre a circuncisão, são só esses os meus cooperadores no reino de Deus, os quais me têm sido consolo.
12 Cumprimenta-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, que sempre luta por vós em suas orações, para que permaneçais amadurecidos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus.
13 Sou testemunha de que ele tem grande cuidado por vós, como também pelos de Laodiceia e de Hierápolis.
 Grande Ideia: A vida daquele para quem Cristo é tudo, marca a vida de seus amigos.
INTRODUÇÃO:
Afirmamos no sermão anterior que no final desta carta, Paulo deixou bem evidente que, no exercício do seu ministério, ele não trabalhou sozinho. Apesar das suas lutas e dificuldades para que o evangelho puro de Cristo fosse anunciado, ele foi acompanhado de homens que Deus levantou para assisti-lo em todas as suas necessidades. Como é bom saber que, ainda que poucos Deus levantem pessoas especiais, idôneas, para cumprir seu propósito.
Hoje veremos mais quatro outros nomes citados por Paulo, de irmãos em Cristo que deixaram marcas na vida deste apóstolo. A Biografia destes homens tem muito a nos ensinar como Cristãos. Quero imaginá-los aqui, levantando uma bandeira referente às marcas que suas vidas deixaram:
 1.       ARISTARCO - AMIZADE NA TRIBULAÇÃO (4.10).
Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo...” (4.10a). Aristarco era de Tessalônica (At 20.4). Foi companheiro de prisão e de trabalho de Paulo (4.10). Era companheiro de Paulo em suas viagens (At 19.29). Arriscou sua vida voluntariamente na conspiração contra Paulo em Éfeso (At 19.28-41). Acompanhou Paulo na viagem de navio para Roma (At 27.2), o que significa que também passou pela tempestade e naufrágio que Lucas descreve de maneira tão vivida em Atos 27.48 Ele estava ao lado de Paulo, não importava qual fosse a situação: na revolta em Éfeso, na tempestade para Roma e, agora, na prisão em Roma. Ele era daquele tipo de amigo que não foge quando as coisas ficam difíceis.
Como você e o que você faz quando algum amigo está passando por aperto? Está em lugar difícil e precisa da sua companhia?
 Quando estive pastoreando em São Fidélis, Deus levantou um pastor novato para caminhar comigo. Orávamos e intercedíamos um pelo outro, para que não desanimássemos na obra que realizamos.
 Você pode ser um amigo assim para muitas pessoas. Deixe Deus te usar.
2.       MARCOS - TODA REPUTAÇÃO PODE SER RESTAURADA (4.10).
“... e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o)” (4.10b).
João Marcos foi o escritor do segundo evangelho. Era judeu, originário de Jerusalém, onde sua mãe, Maria, havia aberto a casa para os cristãos (At 12.12). Era primo de Barnabé e filho na fé de Pedro (lPe 5.13). Marcos foi uma espécie de auxiliar de Barnabé e Paulo na segunda viagem missionária (At 13.5), mas, quando surgiram dificuldades, abandonou os dois evangelistas no meio do caminho e voltou para casa (At 13.5-13). Paulo se recusou a viajar com ele na segunda viagem missionária (Atos 13-36-41), mas Barnabé investiu em sua vida (Atos 15.37-­40). Agora, preso em Roma, Paulo reconhece que Marcos lhe é útil (2Tm 4.11). A vida de Marcos nos ensina que uma pessoa pode superar os seus fracassos. Seu exemplo encoraja aqueles que fracassaram em suas primeiras tentativas. Marcos é um monumento vivo de alguém que superou suas fraquezas e resgatou sua reputação. João Marcos é um incentivo a todos os que falharam na primeira tentativa de servir a Deus.
Quantas vezes damos início a alguma coisa, mas não conseguimos continuar. Marcos é um exemplo de que precisa persistir. Tentar de novo. Colocar nosso coração em Cristo e sua obra.
 3.       JESUS JUSTO – ALÍVIO PARA A VIDA DOS OUTROS (4.11).
 “E Jesus, conhecido por Justo, os quais são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus. Eles têm sido o meu lenitivo” (4.11).          Jesus, chamado Justo, foi um cristão que deixou as fileiras do judaísmo para abraçar o cristianismo. As cerimônias e os ritos judeus não conseguiram preencher os anseios da sua alma. Ele não apenas se tornou um cristão, mas também veio a ser um dos colaboradores da obra missionária. Nada sabemos sobre esse cristão além deste texto. Ele é símbolo de uma multidão de cristãos fiéis que servem a Deus no anonimato. Porém, duas coisas sabemos a seu respeito:
Ele foi um cooperador de Paulo (4.11). Esse judeu convertido cooperou pessoalmente com Paulo, mesmo sabendo que o apóstolo estava preso por causa do seu ministério destinado aos gentios. Como judeu, deve ter recebido resistência e até hostilidade por dar suporte a Paulo em seu trabalho missionário junto aos gentios. Ele não mediu as consequências nem regateou esforços para cooperar pessoalmente com Paulo.
Ele foi um aliviador de tensões (4.11). Esse judeu convertido, com Aristarco e Marcos, foi um lenitivo (alívio, calmante) para o apóstolo Paulo nos anos turbulentos da sua prisão em Roma. Jesus, chamado Justo, era um amigo consolador, um bálsamo de Deus na vida do apóstolo Paulo. Era o tipo de homem que tornava a vida das pessoas mais amena nas horas da dor. Jesus Justo representa os cristãos fiéis que servem ao Senhor, mas cujas obras não é anunciadas pelo mundo afora. Todavia, o Senhor tem um registro preciso da vida desse homem e o recompensará apropriadamente.
 4.       EPAFRAS – ORAÇÃO QUE LEVA A AÇÃO (CL 4.12,13).
 Vejamos o relato de Paulo a seu respeito: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodicéia e pelos de Hierápolis”. (4.12,13).
 Epafras foi o fundador da igreja de Colossos (1.7,8), bem como das igrejas de Laodicéia e Hierápolis (4.13). Ele viajou para Roma para estar com Paulo, mas não cessava de orar pela igreja. Dos colaboradores de Paulo mencionados nesta lista, é o único elogiado por seu ministério de oração. Quais eram as marcas de sua oração?
 Ele orou constantemente (4.12). Epafras não pôde ministrar à igreja, mas pôde orar pela igreja e o fez sem cessar. Muitos começam a orar, mas não permanecem.
Ele orou intensamente (4.12). A palavra usada “sobre­maneira” é agonia. E a mesma palavra usada para descrever a oração de Jesus no Getsêmani. Essa palavra grega era usa­da para descrever atletas empenhando-se ao máximo em sua modalidade.
Ele orou especificamente (4.12). Seu propósito era que as igrejas (Colossos, Laodicéia e Hierápolis) fossem maduras espiritualmente, conhecendo e vivendo dentro da vontade de Deus.
 Ele orou sacrificialmente (4.13). Epafras muito se preocupava com as igrejas. Havia um fardo em seu coração e ele levava essa causa diante de Deus em oração.
 APLICAÇÕES:
1.       Não fuja das situações difíceis que seus amigos passam. Mas mostrem-se amigos neste momento. Um bom amigo é motivador, encorajador, mas também pode usar de disciplina e correção. Um bom amigo ajudará na correção e na retomada do caminho em direção a ficarmos parecidos com Jesus.
 2.       Não importa seus erros no passado, você pode recuperar sua reputação, arrependendo-se de pecados e agindo de forma bíblica.
 3.       Seja um balsamo na vida dos outros. Seja um cooperador, alguém que possa aliviar tensões.
 4.       Ore! Ore constantemente, intensamente, especificamente e sacrificialmente. Mas também comece a agir biblicamente no cumprimento da vontade de Deus...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

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