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segunda-feira, 20 de junho de 2016

O CRISTÃO E A SAÚDE...


                                                O CRISTÃO E A SAÚDE...
Gênesis 2
16 – E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,
17 – mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Gênesis 6
3 – Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sem­pre com o homem, porque ele tam­bém é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.
Salmo 90
10 – A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.
INTRODUÇÃO
O mundo pós-moderno é contraditório em relação à saúde física, mental e emocional. Apesar da gran­de quantidade de métodos tera­pêuticos, remédios, hospitais e clí­nicas especializadas, nunca houve tantas pessoas enfermas no corpo e na alma, como nos últimos tempos. Nós, que conhecemos a Palavra de Deus, sabemos que esse quadro é consequência do pecado transmiti­do a todos os homens (Rm 5.12).
I. A ORIGEM DAS DOENÇAS
1. O pecado no Éden.
As do­enças originaram-se da queda do homem no Éden. Antes do pecado, não havia enfermidades, desgastes, envelhecimento e morte, mas a de­sobediência de nossos primeiros pais trouxe medo, moléstias, dete­rioração e morte (Gn 3.10,17-19).
A primeira enfermidade foi de ordem emocional. A Bíblia sustenta que Adão e Eva, ao pecarem, senti­ram medo (Gn 3.8-1 0). Depois, cer­tamente sobrevieram-lhes as demais seqüelas emocionais, psicológicas e físicas.É do pecado, como estado e como ato, que procedem todas as doenças.
2. A corrupção do gênero humano.
À medida que o pecado crescia no mundo, diminuía a dura­ção da vida humana na terra. No iní­cio da criação, o homem vivia cente­nas de anos (Gn 5.1-27), mas com a multiplicação da iniqüidade, Deus li­mitou-lhe a vida a 120 anos (Gn 6.3,5-7;11,12). Mais tarde, na dispensação da Lei, a média da vida humana de­cresceu para 70 anos (Sl 90.10).
3. A desobediência ao Senhor.
Deus prometeu ao povo de Israel abençoá-lo grandemente, caso obede­cessem à sua voz (Dt 28. 1-13). Em con­trapartida, se desobedecessem, levari­am sobre si as maldições proferidas no Monte Ebal (Dt 27.11 -26), entre as quais todos os tipos de enfermidades.
II. A PROLIFERAÇÃO DAS DOENÇAS FÍSICAS
Vivemos em um mundo bastan­te enfermo. Há doenças que são ori­ginárias exclusivamente da obstina­da desobediência:
“Porque o que se­meia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Es­pírito do Espírito ceifará a vida eter­na” (Gl 6.8).
Apesar do notável avan­ço da ciência, há determinados tipos de doenças que continuam ceifando milhares de vidas. Vejamos:
1. Infarto.
O infarto do miocárdio mata cerca de 350.000 pes­soas por ano no Brasil. Dentre as causas que provocam este mal des­tacam-se o estresse e os maus hábi­tos alimentares.
2. Câncer.
Continua sendo uma das enfermidades mais temidas e devastadoras do mundo. Atinge a qualquer pessoa indistintamente, inclusive os crentes. É preciso orar e ensinar, com base na Palavra de Deus, sobre a cura divina, mudança de hábitos e estilo de vida.
3. Acidente Vascular Cerebral (AVC).
É a terceira causa de mortes no mundo, de acordo com a Organi­zação Mundial de Saúde (OMS). Infe­lizmente, muitos servos de Deus têm sido vítimas desse terrível mal.
REFLEXÃO
“O sofrimento humano é consequência da queda de Adão, não da vontade de Deus. O desejo de Deus é certamente abençoar a sua criação, e não prejudicá-la.”
III. DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
1. Tudo começa na mente.
Se a mente não estiver sã, o corpo tam­bém não estará. De acordo com a Medicina e a Psicologia, muitas do­enças são causadas por problemas emocionais, tais como medo, inve­ja, ira, mágoa, ódio.
A Bíblia adver­te que não devemos estar inquietos por coisa alguma e que precisamos ter paz interior (Fp 4.6-8), está escrito:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.“
Filipenses 4:6-8
Por isso, amar e perdoar são sentimentos pre­ventivos contra as doenças mentais e emocionais (Jo 13.34,35; Cl 3.1 3; SI 18.1a; Rm 12.10).
2. Doenças causadas por ten­são emocional.
Há inúmeras doen­ças que têm origem nesse terrível inimigo da saúde. Por isso, a Bíblia ensina:
“O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abati­do virá a secar os ossos” (Pv 17.22). Ler Pv 14.30; 15.13; Ne 8.10. 3. Fatores que contribuem para doenças psicossomáticas.
a) Competitividade excessiva.
O mundo moderno é extremamente competitivo, razão pela qual gran­de parte das pessoas é ansiosa. A Bíblia nos recomenda “descansar no Senhor” (Sl 37 5,7; Mt 6.30-34).
b) Luta pelo sucesso profissional.
A falta de preparo profissional, o de­semprego e a obtenção de um bom desempenho profissional, levam mui­tos a ficarem frustrados. O crente em Jesus não se desespera, mas confia no Senhor (Sl 55.22; l Pe 5.7).
c) Insucesso na vida afetiva.
Há muitos que sofrem porque não con­seguem se casar e constituir uma família. Isso também ocorre no meio evangélico. O remédio? Confiar em Deus. Ele é a solução para todos os lossos problemas.
d) Estresse.
O estresse ocasio­nal não causa neuroses ou outro tipo de doença da mente. Entretanto, o estresse constante tende a desen­volver enfermidades mais graves. Por isso, a Bíblia ensina que não devemos andar ansiosos (Mt 6.25), e que nossas ansiedades devem ser lançadas sobre o Senhor (l Pe 5.5-7).
Nesse sentido, a igreja deve ser instruída à luz da Palavra e da ciên­cia social, pois, conforme nos ensi­na a Bíblia, devemos entregar o nos­so caminho ao Senhor; confiar nele, e Ele tudo fará (Sl 37.5; Mt 6.33).
IV. OS SALVOS PODEM ADOECER
1. A “Teologia da Prosperi­dade”.
Os proponentes dessa falsa teologia ensinam que o crente fiel não pode adoecer, pois a doença é do Diabo. Propalam que todo cristão deve viver uma vida plena, isen­ta de doenças; e que, na idade avan­çada, devem viver sem dor ou sofrimento.
Segundo esses “teólogos”, quem fica doente não está reivindi­cando seus direitos como filho de Deus ou não tem fé. O ensino bíbli­co, porém, é claro ao ensinar que muitas são as aflições do justo.
2. O corpo ainda não está ple­namente salvo.
Na cruz, Jesus garantiu a salvação de nosso espíri­to, alma e corpo, dando-nos direito à vida eterna e à cura das enfermida­des, em seu nome (Is 53.4,5; Mc 1 6.1 8).
Entretanto, quanto ao corpo, o efeito da obra salvífica ainda não se manifestou plenamente. Isso por­que, enquanto o espírito e a alma (o homem interior – 2 Co 4.16) são sal­vos no momento da conversão a Cris­to, o corpo ainda aguarda a completa redenção (Rm 8.23; l Co 15.42-45, 53,54). Todavia, isto não significa que não podemos ter uma vida saudável.
V. PLANO DIVINO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL (Ex 15.26)
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o Senhor é apresentado como aquEle que sara as enfermida­des do seu povo (Ex 15.26; Mt 8.14-17; l Pe 2.21; Sl 103.3).
No Antigo Tes­tamento, a condição para experimen­tar a cura divina era a obediência à Lei (Dt 7.11 -15), mas no Novo, ela está disponível a todos quantos se conver­tem a Deus mediante a fé em Jesus.
Êxodo 15.26, apresenta algumas condições para que o homem viva uma vida abençoada e saudável. Vejamos:
1. Obedecer à voz do Senhor.
Deus fez promessas maravilhosas ao seu povo como resultado da obe­diência (Dt 28.1,2). A obediência irrestrita a Deus põe o homem em comunhão com o Espírito Santo. Essa sujeição à vontade do Senhor, por meio do relacionamento do cren­te com o Espírito de Cristo, é fundamental para o equilíbrio emocional.
2. Fazer o que é reto diante de Deus.
Mesmo sofrendo oposição dos que praticam o erro, o crente ín­tegro, sente paz com Deus e dorme com a consciência tranqüila, sob as bênçãos do Senhor. A integridade e a obediência a Deus produzem paz in­terior e equilíbrio emocional (Sl 55.22).
3. Guardar os estatutos do Senhor.
Os estatutos são como uma regulamentação dos mandamentos de Deus. É a “lei do Senhor” tão mencionada na Bíblia, principalmente nos Salmos. Esse “plano de saúde” divino tem sua explicitação em ou­tros textos, como por exemplo, Deuteronômio 7.15a: “E o SENHOR de ti desviará toda enfermidade…”.
4. Jesus Cristo é o Médico Divino.
Ele curou a muitos de enfer­midades físicas (Mt 8.16); expulsou demônios (Mc 1 .34); e concedeu, em seu nome, autoridade aos seus ser­vos para também curar e expulsar demônios (Mc 16.1 7.18). Jesus não mudou; Ele é o mesmo (Hb 13.8). Em o nome de Jesus somos atendidos em nossas orações (Jo 14.13), mas é necessário estarmos em comunhão com Ele e com sua Palavra (Jo 15.7).
CONCLUSÃO
Um dia não haverá mais doenças nem morte (Ap 21.4). Porém, en­quanto estamos aqui, devemos zelar pela nossa saúde física, mental e emocional. Precisamos lembrar que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, por isso, temos de cuidar de nossa saúde por meio de uma alimen­tação correta, repouso adequado, exercícios físicos, jejum e oração...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

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