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quinta-feira, 9 de junho de 2016

O CONSELHO DE GAMALIEL HOMEM DE DEUS...


                                 O CONSELHO DE GAMALIEL HOMEM DE DEUS...
“E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus”.  Atos 5:38-39.
O corpo de crentes na cidade de Jerusalém foi crescendo. Cerca de três mil entregaram suas vidas ao Senhor no dia de Pentecostes e Deus continuou a acrescentar dia-a-dia homens e mulheres que entregavam suas vidas. “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” – Atos 2:47. Em pouco tempo muitos “dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil” – Atos 4:4.
“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns” – Atos 4:32.
As pessoas eram surpreendidas com amor e unidade, bem como impressionadas com os sinais poderosos e maravilhas que ocorriam entre os crentes. “Porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-os em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” – Atos 5:13-14. Jerusalém foi sendo preenchida com o ensinamento de Jesus e a ressurreição, e os líderes religiosos judeus estavam cheios de inveja. “E, levantando-se o sumo sacerdote, e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja” – Atos 5:17. 
Portanto, eles prenderam os apóstolos e os jogou na prisão, mas um anjo do Senhor os libertou durante a noite. “E lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública. Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” – Atos 5:18-19. No dia seguinte, quando o Sinédrio se reuniu para examinar o caso, eles não se encontravam na prisão. 
Em vez disso, eles foram encontrados no templo ensinando as boas notícias sobre Jesus Cristo. Eles foram novamente levados perante os líderes e ordenado para que parassem com a proclamação de Jesus Cristo e novamente, eles se recusaram. Os líderes ficaram determinados a matá-los. “E, ouvindo eles isto, se enfureciam, e deliberaram matá-los” – Atos 5:33. Foi neste momento que um homem com o nome de Gamaliel se levantou e ofereceu um Conselho. 
No dicionário conselho é dar um parecer, juízo, opinião; Advertência que se emite; admoestação, aviso; Senso do que convém; tino, prudência, aviso. O conselho de Gamaliel mostra características da prática cristã.
Quais são as características da prática cristã?
1. Reconhecer publicamente o nome de Jesus
"Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome?" Atos 5:28a.
Não precisou dizer expressamente que nome era esse, mas todos entenderam que era o nome de Jesus, que haviam crucificado como malfeitor.
Declaravam os apóstolos que eram testemunhas de Jesus Cristo e dos fatos ocorridos. Em poucas palavras, anunciavam o Evangelho corajosamente diante de todos os líderes do povo de Israel e proclamavam o testemunho do Espírito Santo no meio deles. A Bíblia declara que: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus” – 1ª João 4:15.
Os apóstolos não estavam nas melhores circunstâncias, mas mantinham seus olhos no Senhor. As Escrituras Sagradas nos dizem que Satanás veio para roubar, matar e destruir (Jo.10:10). O diabo vive tentando roubar a saúde, o dinheiro e a família de cada vivente, pois ele não quer que ninguém seja feliz sob as bênçãos de Deus e professem o nome de Jesus.
Mas o fato é que o diabo não está tão preocupado com estas coisas, elas não são seu verdadeiro alvo. O que ele verdadeiramente quer é roubar nossa fé e relacionamento com Deus e que neguemos o nome de Jesus. Este é seu fim, seu grande objetivo, roubar a saúde, o dinheiro e a família, são os meios que ele usa para tentar conseguir chegar onde realmente quer.
Portanto, precisamos aprender a viver olhando para o alto, com nossos olhos fixos no Senhor Jesus em todo tempo, independentemente das circunstâncias à nossa volta.
Deus nos ensina a apegarmo-nos mais a Ele, vivendo acima das situações externas. A geração atual de crentes vive olhando somente para as coisas terrenas, não tem seus olhos em Jesus Cristo. Devemos levantar nossos olhos: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Colossenses 3:1-3.
Quais são as características da prática cristã?
2. Ensinar publicamente em nome de Jesus
"Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem." Atos 5:28.
Colocados os apóstolos diante do sinédrio, o sumo sacerdote os acusou de encher Jerusalém com a doutrina deles em desobediência à sua ordem expressa para que não ensinassem no nome de Jesus.
Os apóstolos repetiram que importava obedecer a Deus e não aos homens, que Deus suscitou a Jesus ao qual eles mataram, e o elevou a Príncipe e Salvador, para que Israel pudesse arrepender-se e obter remissão dos seus pecados. (Atos 3:26, 7:37, 13:33). Os membros do Sinédrio eram líderes do povo, mas a declaração dos apóstolos deixava claro que Deus havia colocado Jesus Cristo acima deles.
Ouvindo isto eles se enfureceram devido ao ódio que se apoderou deles. O Sinédrio, decerto incluía o sumo sacerdote e os saduceus, que não acreditavam numa vida além-túmulo. Sua fúria era tão grande, que queriam matá-los. Estavam conspirando entre eles para sentenciar os apóstolos à morte.
Mas nem a proximidade da morte e a fúria daqueles homens podiam impedi-los de olhar para o mestre Jesus.
Quais são as características da prática cristã?
3. Receber recompensa em nome de Jesus
"Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.." Atos 5:41.
Gamaliel que significa recompensa de Deus era fariseu e mestre da lei naquela época. Ele era um dos membros do Sinédrio, um mestre da lei acatado por todo o povo, se levantou para falar e mandou retirar os apóstolos provisoriamente.
Não sabemos que efeito as palavras dos apóstolos tiveram sobre ele, mas não demonstrou estar furioso com eles como os outros. Sabendo do perigo que corriam de fazer um julgamento rápido e uma condenação ilegal apressada e das conseqüências sérias que poderiam advir, Gamaliel exortou o Sinédrio a pensar bem no que estavam querendo fazer àqueles homens.
Prosseguindo, ele citou o exemplo de Teudas e Judas, o galileu, que haviam levantado muitos homens consigo em movimentos revolucionários anos atrás e depois da morte desses líderes seus seguidores se dispersaram e os movimentos não deram em nada.
A partir daí concluiu que se o que os apóstolos faziam era de origem humana, o seu movimento estava destinado a acabar devido à morte do seu fundador e líder. Mas levou também o Sinédrio a acompanhar de perto os apóstolos e discípulos de Jesus.
Os apóstolos foram novamente chamados ao sinédrio, e ali foram açoitados. Os seus inimigos precisavam castigá-los por terem sido desobedientes, e procurar intimidá-los para que se tornassem subservientes embora declarassem que ainda tinham um líder superior aos do sinédrio. Era uma humilhação e uma afronta, tal como haviam feito por ocasião do julgamento do Senhor Jesus.
Depois disso os soltaram, ordenando-lhes que não falassem no nome de Jesus. Com isso procuraram silenciá-los, pois era uma ordem que devia ser obedecida, sob pena de comparecerem novamente para um novo julgamento e condenação.
Ao se retirarem, os apóstolos se regozijaram não por terem sido soltos, como seria de esperar, mas por terem sido considerados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus.
A sua fé e a sua fidelidade ao Senhor lhes deram sustento através do sofrimento e vergonha da punição que passaram e ao invés de saírem envergonhados, eles se regozijaram com a honra que receberam de sofrer pelo nome do seu Senhor Jesus. Esses apóstolos pertenciam a Ele e O serviam e os seus sofrimentos iriam contribuir para o engrandecimento do Seu nome.
Conclusão
Sofrer assim era uma honra para eles e provavelmente nessa ocasião recordaram as palavras que Ele lhes havia dito no princípio do Seu ministério: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós” –Mateus 5:11-12.
Depois deste episódio não cessaram de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo, todos os dias no templo e de casa em casa. “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo”. – Atos 5:42...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


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