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segunda-feira, 25 de maio de 2020

DESMASCARANDO O MENTIROSO


                                                        DESMASCARANDO O MENTIROSO



Entre os vários hábitos, existe um tipo pouco percebido, que é o de mentir. A maioria não encara a mentira como hábito por não perceber quantas vezes ela pode acontecer num único dia

Isso porque tudo começa com as mentiras consideradas ‘pequenas’, que saltam da boca quase inconscientemente. Mas esse mau costume está intrinsecamente ligado ao caráter de uma pessoa. Por isso, desde a infância deve-se aprender que a mentira é sempre um erro.

Que atire a primeira pedra quem nunca contou uma mentira! Mentiras classificadas como “inofensivas”, formuladas para justificar situações cotidianas e aparentemente banais, como as frases do tipo: “perdi a hora”, “perdi seu telefone”, “liguei e ninguém atendeu”, “diz que eu não estou”…

O hábito de mentir começa muito cedo e pode tornar-se um pecado “de estimação”. Em geral, a primeira relação que as crianças têm com a mentira é conflituosa. Elas são ensinadas que a mentira é reprovável, e frequentemente são cobradas para que falem a verdade – e até castigadas se não o fizerem. O problema é que muitas vezes, por diversos motivos, os adultos adotam posturas contrárias aos valores que tentam passar para a criança em relação à mentira.

Mandar dizer que não está para evitar atender à porta ou ao telefone, ou então dizer que o doce acabou e depois a criança descobrir que ele foi apenas escondido são exemplos de situações que ela pode perceber como mentiras, constatando que os adultos fazem exatamente o que dizem que não se deve fazer. Essas pequenas mentiras que começam na infância podem progredir e prosseguir pela vida adulta. Se a criança não for corrigida, vai continuar mentindo até adotar isso como parte de sua vida – um comportamento “normal” para atingir rapidamente um objetivo.

De acordo com o pastor Abdiel Bibiano Neves, da Igreja Presbiteriana em Santana, Cariacica, os pais devem mostrar desde cedo para a criança que qualquer mentira sempre tem consequências. “É importante que eles sejam exemplo nisso para os filhos. O exemplo educa”.

Ainda segundo o pastor, as crianças mentem como uma brincadeira, não têm a noção de falsidade, como o adulto. “Uma fantasia ou o medo de um castigo as fazem mentir, por isso é importante que os pais afirmem que não deixarão de amar o filho se ele assumir que fez algo errado. Sem ameaças, a criança se sente segura para dizer sempre a verdade”, disse Abdiel.

Em sua opinião, o primeiro inimigo que o crente tem o desafio de vencer é a própria carne. “Há uma luta dentro de nós – o que sabemos ser certo não praticamos, e o que sabemos ser errado praticamos, como já disse Paulo (Rm 7,19). Deus perdoa nossos erros, mas temos que eliminá-los de nossa vida. Quem mente sofre e faz sofrer. O triste é que muitas pessoas não vêem uma mentira como pecado. A cultura do ‘jeitinho’ brasileiro nos mostra bem isso, assim como a máxima da ‘mentirinha inofensiva'”, considerou Abdiel.

Consequências
Em Gênesis 3, Eva foi enganada pela astúcia da serpente. Ela deu ouvidos ao diabo, que veio distorcendo a palavra de Deus. O fato de ter dado ouvidos a uma mentira foi o começo da queda humana. A desobediência a Deus tem alto preço.

Em Juízes 16, vê-se que Sansão mentiu três vezes para Dalila, de brincadeira. Mas quando o assunto é mentira, o diabo não brinca. Sansão revelou o seu segredo para Dalila, ou seja, abriu uma brecha para que satanás entrasse e o destruísse. O que começou com brincadeira terminou em tragédia: ele ficou cego espiritual e fisicamente. Importa obedecer a Deus e não aos homens (At 5:29).

Ananias e Safira, em Atos 5, mentiram ao Espírito Santo. Eles aceitaram a sugestão do diabo e não mentiram somente para Pedro, mas ao próprio Deus. Muitas vezes se pensa que uma mentira ficará oculta, mas Cristo lida com os homens hoje como ontem, e mostra nas escrituras as consequências desse ato.

Em Lucas 6:45 encontra-se uma frase célebre: “a boca fala do que está cheio o coração”. Se os seres humanos são o que pensam e o que pensam, falam, pode-se concluir que as palavras revelam o caráter. Pela linguagem, o homem expressa seus pensamentos e revela se o que o domina é a própria vontade ou a obediência à vontade de Deus (Pv 10:11).

Harmonia
A Palavra do servo de Deus deve ser agradável, temperada (Cl 4:6). Paulo aconselha aos de Colossos a proferirem palavras verdadeiras. Essa conduta vem da graça de Deus, só é possível desenvolvê-la quando o homem encontra-se cheio do Espírito Santo.

“De boas palavras transborda o meu coração (…) nos teus lábios se extravasou a graça; por isso Deus te abençoou para sempre” (Sl 45:1,2). Em I Timóteo, a orientação é de que os crentes devem-se tornar padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza (4:11-12).

“Poucas coisas desarmonizam tanto um ambiente quanto a mentira. A Bíblia diz que não devemos sentar na roda dos escarnecedores. Por isso, temos que nos concentrar nas coisas que contribuem para a harmonia e o crescimento de nossa comunhão (Rm 14:19). Precisamos manter o foco no que mais importa: aprender a amar uns aos outros, como Cristo nos amou – um mandamento de Deus”, destaca o pastor Abdiel Neves.

Na opinião do pastor Luiz dos Santos Filho, da Assembleia de Deus Tempo de Semear, em Vila Velha, valores perniciosos presentes no mundo têm feito muitas pessoas desconsiderarem a mentira como pecado. Para ele, as crianças e os jovens não têm sido orientados a rejeitar o erro, seja ele do tamanho que for.

“É triste vermos tantos crentes, considerados servos, sendo taxados como mentirosos. Nisso eu aponto como falha a atitude de muitos líderes cristãos, que fecham os olhos para os erros cometidos pelas ovelhas. O pastor tem que pastorear, orientar e confrontar. Vemos no livro de Daniel que aquele jovem não se contaminou com os manjares do rei. Hoje, não vemos jovens rejeitarem o pecado. Muito pelo contrário, estão mergulhados nele”, falou.

A falta de compromisso de pais, educadores, pastores e demais lideranças na vida da criança ou do jovem traz conseqüências graves para a sociedade, afirma o pastor Luiz. “Temos que pregar o Evangelho como nos tempos bíblicos, ensinar com sabedoria o que Jesus nos mostrou. Se tivermos uma igreja com atitude de compromisso com Deus, teremos uma sociedade mais justa, influenciada pelos princípios da Palavra, onde o mal não terá força”.

A Bíblia diz: “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4:3). É preciso empenho, esforço da parte de cada um para que algo mude. A vontade do Senhor é que todos sejam sábios: “seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5:37).

A mentira pode ser expressa:
• por palavras (Pv 6.19);
• pelo modo de vida e pensamento (Sl 62 : 3-4);
• para justificar um erro (II Ts 2.11 – o erro faz revelar a mentira);
• por falsa religião (Rm1: 24-25 – trocar a verdade de Deus).

A atitude de Deus para com o mentiroso:
• destrói quem mente (Sl 5.6; Pv: 12-15);
• não habitará em Sua casa (Sl 101: 6-7);
• Ele abomina (Pv 6: 16-19; Pv. 12:22);
• tapa a boca (Sl 63.11);
• não deixa impune (Pv 19: 5, 9).

As consequências que a mentira traz:
• obstáculo à oração (Is 59: 1-3);
• causa ruína (Pv 26.28);
• será descoberta (Pv 12.19; Jó 18.7);
• leva à perdição (Ap. 21.8; Ap.22.15).

A atitude do cristão diante da mentira:
• falar a verdade (Ef 4.25, Cl 3.9);
• qualidade do ímpio (Sl.7.14);
• verdade, fruto do Espírito (Ef 5.9).
• Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44);
• Jesus é a verdade (Jo 14.6);
• a mentira mostra as intenções do coração (Mc 7: 21-23);
• a boca fala do que está cheio o coração (Lc 6.45).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcan

domingo, 24 de maio de 2020

SEJA FORTE E CORAJOSO




                                                           SEJA FORTE E CORAJOSO 
Após a morte de Moisés, Josué foi encarregado com o trabalho de guiar os israelitas na próxima fase do desenvolvimento da nação. Sob sua liderança, o povo tomou posse da terra de Canaã e, desta maneira, Deus cumpriu mais uma parte da promessa feita a Abraão (Gênesis 12:3). A grande nação constituída na saída do Egito recebeu a herança prometida.
O homem destacado no livro de Josué servira como auxiliar de Moisés durante a jornada do povo no deserto e se destacou como guerreiro valente e homem de fé. Josué e Calebe foram os únicos dois dos doze homens enviados numa missão de reconhecimento que acreditavam na promessa de Deus, e foram os únicos daquela geração admitidos à terra.
Na leitura de Josué seguimos a história da conquista da terra de Canaã:
Capítulos 1 a 5 relatam o início do trabalho de Josué como líder e a entrada do povo na terra prometida. Quando chegaram a Canaã, os homens nascidos no deserto foram circuncidados, uma condição da posse da terra, e o povo celebrou a Páscoa, comemorando sua libertação do poder dos egípcios exatamente 40 anos antes.
Capítulo 6 registra a vitória dos israelitas sobre Jericó, uma cidade bem fortificada perto do rio Jordão. Esta primeira batalha na terra foi importante para mostrar ao povo o poder do Senhor e sua fidelidade em cumprir as promessas feitas a eles e aos seus antepassados.
Capítulos 7 a 12 falam da conquista do país, começando com o sul, passando para o norte e, depois, apresentando um resumo da campanha da conquista, incluindo as terras conquistadas na Transjordânia antes da morte de Moisés.
Capítulos 13 a 22 registram a divisão da terra entre as tribos de Israel, destacando o estabelecimento das cidades dos levitas e, entre elas, as cidades de refúgio.
Capítulos 23 e 24 encerram a história de Josué com seu resumo da história da fidelidade de Deus e os desafios finais apresentados ao povo antes da morte deste grande líder.
Há muitas lições importantes em Josué. Destacamos estas:
– Seja forte e corajoso. O primeiro capítulo nos impressiona com o refrão que chama Josué a ser forte e corajoso, sempre confiando no Senhor que prometeu acompanhá-lo: “Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1:7-8).
– Graça e fé. No relato da conquista de Jericó encontramos um excelente exemplo da necessidade da graça de Deus junto com a fé do homem: Deus deu, e o povo tomou. A graça divina é destacada nestas palavras: “Então, disse o SENHOR a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes” (Josué 6:2). Mais tarde, percebemos a importância da fé obediente do homem para receber a promessa (Josué 6:20).
– Escolha seu senhor. O apelo final de Josué chamou o povo para servir ao Senhor e nunca voltar aos ídolos impotentes que seus antepassados serviam: “Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Josué 24:15).
Hoje, precisamos ser fortes e corajosos, determinados a servir ao único e verdadeiro Senhor.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sábado, 23 de maio de 2020

LUCIFER DESTRONADO


                                                               LUCIFER DESTRONADO
Para que a profecia bíblica sobre o fim dos tempos faça sentido, é preciso entender primeiro o que aconteceu no princípio de tudo, a fim de saber para onde vamos e por que a história humana caminha nessa direção. Embora o ser humano esteja visceralmente envolvido no desdobramento da história, ninguém vai conseguir entender o propósito e o objetivo dela sem antes conhecer o que Deus revela acerca da esfera angelical. Tudo começou quando Satanás declarou a sua independência de Deus logo depois da criação.
Começa a Batalha Pelo Planeta Terra
Os textos de Ezequiel 28 e Isaías 14 são as duas principais passagens bíblicas que mostram a entrada do pecado no universo por ocasião da queda de Satanás. O capítulo 28 de Ezequiel inicia com um pronunciamento de juízo contra o príncipe de Tiro, que demonstra ser uma referência a Lúcifer, ou seja, Satanás, aquele que realmente atua por detrás desse rei humano (Ez 28.11-19). Os versículos 14 e 15 de Ezequiel 28 dizem: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”. Apesar de ter sido criado em beleza e perfeição, Satanás, o anjo de Deus mais elevado na hierarquia angelical, caiu em pecado e arrastou consigo um terço dos outros anjos (Ap 12.4,9).

“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Isaías 14.15).
O texto de Isaías 14 é a outra passagem bíblica fundamental para nos esclarecer acerca da queda de Satanás. O profeta registra a famosa declaração de Satanás em sua rebelião contra Deus: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv. 13-14). Deus respondeu a tal declaração da seguinte forma:“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15). Satanás se tornou o inimigo de Deus, um adversário que se levantou com o intuito de destronar Deus e impedir oplano divino para a história.
Depois que caiu em pecado, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua rebelião contra Deus. Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O grande conflito entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir daquele momento.
Satanás Difama a Deus
O livro de Jó é o primeiro livro da Bíblia revelado por Deus ao ser humano e, portanto, é o mais antigo livro do cânon das Escrituras. Eu creio que o livro funciona como uma espécie de prolegômeno* da Bíblia. Identificamos o tema geral da história na vida de Jó, um personagem bíblico que viveu antes de Abraão. Naquele contexto, percebe-se que Deus demonstrava alguma verdade ao conselho angelical** através dos acontecimentos na vida de Jó. Apesar das terríveis provações que Jó suportou, Deus abençoou esse homem no fim de sua vida muito mais do que o abençoara no começo, desbancando, desse modo, a falácia da acusação satânica fundamental de que Deus não sabe o que faz. O restante da Bíblia e a história comprovam essa tese com muito mais detalhes que envolvem não somente o povo de Israel , mas também a Igreja e outros grupos de pessoas redimidas.

No começo do relato da história de Jó, quando os anjos (tanto os caídos quanto os santos anjos) compareceram perante Deus, perguntou o Senhor a Satanás: “Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). À medida que acompanhamos o desenrolar do diálogo entre Deus e Satanás, descobrimos que, apesar de o diabo ter poder para investir contra a vida de seres humanos, isso não quer dizer, necessariamente, que ele possa fazê-lo quando bem entender. Satanás precisa da permissão de Deus para provocar calamidades na vida de um ser humano.
O Senhor iniciou sua conversa com Satanás perguntando o seguinte: “Observaste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Em seguida, Satanás solicitou a permissão do Senhor para causar danos a Jó. Satanás obviamente não pediria consentimento numa questão como essa, se não fosse necessário. O diabo admitiu que Deus fizera uma cerca viva (i.e., uma cerca de proteção) ao redor da vida de Jó e de sua família, proteção essa que o impedia de atacar sorrateiramente a Jó sem a permissão de Deus. Após conceder permissão a Satanás, o Senhor estabeleceu os limites de sofrimento que ele poderia infligir a Jó (cf. Jó 1.12; Jó 2.6).
Durante o diálogo entre Deus e Satanás, o diabo acusa o Senhor de não ser um Deus bom, de não saber o que faz e de ser Alguém que só obtém a lealdade do ser humano porque compra a pessoa com bens e benefícios. Percebe-se que o alvo de Satanás é obstruir o progresso do plano de Deus para que possa provar sua tese de que Deus não sabe governar o universo; na realidade, Satanás acredita que é capaz de governar melhor do que Deus. Essa é a razão pela qual a luta entre a descendência da serpente e o descendente da mulher se trava na história e chegará ao seu clímax nos últimos dias, durante o período de sete anos da Tribulação.
Satanás Ataca Israel
Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus.
O conflito entre o descendente da mulher e a descendência da serpente concentrou seu foco sobre Israel porque o Messias viria da nação eleita de Deus. Portanto, se Satanás em alguma ocasião conseguisse frustrar o plano de Deus e impedir sua concretização na história, teria atingido seu intento de obstruir o propósito de Deus e teria provado sua alegação inicial de que o Senhor não merece ser Deus, o Altíssimo.
Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus. O objetivo essencial de Satanás é impedir a Segunda Vinda de Cristo. Como ele poderia alcançar esse objetivo? Ele acredita que pode atingi-lo pela destruição dos judeus. A Segunda Vinda de Cristo acontecerá no momento em que a nação de Israel aceitar Jesuscomo seu Messias e invocar Seu nome para que Ele os salve no Armagedom. Se esse acontecimento milagroso não ocorresse, Israel seria aniquilado naquele momento da Grande Tribulação. Desse modo, o capítulo 12 de Apocalipse oferece uma compreensão clara desse conflito que vem sendo travado há milênios, desde o início deste mundo, e que perdura para se tornar uma questão de extrema importância no ponto culminante da história. O texto de Apocalipse 12 nos mostra que um terço dos anjos caiu em pecado e seguiu a Satanás por ocasião da sua revolta inicial. Entendemos esse fato ao constatarmos que as estrelas nessa passagem simbolizam os anjos (compare com Apocalipse 9.1; 12.7,9).“Essa foi uma guerra no céu que ocasionou a expulsão de Satanás e seus anjos para a terra antes do nascimento do filho da mulher, donde se conclui que tal acontecimento faz parte da história passada. Uma segunda guerra é mencionada em Apocalipse 12.7-9, que vem a ser a última tentativa satânica de conquistar o céu e exterminar o menino após o seu nascimento”.[1]
A segunda parte do versículo 4 é uma clara referência a Satanás (i.e., “o dragão”) que pára em frente da mulher que está para dar à luz (i.e., Israel ), numa tentativa de impedir o nascimento de Jesus, o Messias, o menino ao qual a mulher deu à luz no passado. Satanás não sabia o momento exato do nascimento do Messias, de forma que aguardou com muita expectativa pela vinda do descendente da mulher. A tentativa satânica de “devorar o filho[da mulher] quando nascesse” é vista no Novo Testamento naquela ocasião em que Satanás instigou o rei Herodes a tramar uma conspiração para achar o menino Jesus e matá-lo (Mt 2). Diante do fato de que os acontecimentos históricos envolvidos no nascimento de Jesus faziam parte do conflito angelical, o Senhor advertiu os magos do Oriente em sonho “para não voltarem à presença de Herodes”, pelo que eles, “regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). Satanás estava prestes a incitar Herodes para que este mandasse matar todos os nenês do sexo masculino da faixa etária de Jesus, porém, “tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Deus sempre está um passo à frente de Satanás.
Ao longo da história, fatos como os que acabamos de mencionar fazem parte do conflito angelical, da guerra entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Robert L. Thomas faz o seguinte resumo dos principais acontecimentos da história:
As más intenções do dragão para com o filho que estava para nascer à mulher ficam evidentes em toda a história do Antigo Testamento. Indícios da sua hostilidade vêm à tona no assassinato de Abel pelas mãos de Caim (Gn 4.8), na corrupção da linhagem de Sete (Gn 6.1-12), nas tentativas de violar sexualmente tanto Sara (Gn 12.10-20; 20.1-18) quanto Rebeca (Gn 26.1-18), no plano de Rebeca para tirar o direito de primogenitura de Esaú através de uma trapaça, ocasionando a inimizade de Esaú contra Jacó (Gn 27), no assassinato de todos os nenês hebreus do sexo masculino por ordem do Faraó no Egito (Êx 1.15-22), nas tentativas de assassinar Davi (por exemplo, 1 Sm 18.10-11), na tentativa da rainha Atalia de destruir toda a descendência real de Judá (2 Cr 22.10), na trama de Hamã para exterminar os judeus (Et 3-9), e nas constantes tentativas dos israelitas de matarem seus próprios filhos em atos de sacrifício com finalidade expiatória (cf. Lv 18.21; 2 Rs 16.3; 2 Cr 28.3; Sl 106.37-38; Ez 16.20).
A investida de Herodes para matar os nenês da região de Belém (Mt 2.16) e muitos outros incidentes durante a vida de Jesus neste mundo, inclusive Sua tentação, tipificam o contínuo esforço de Satanás para “devorar” o filho da mulher a partir do momento que o menino nasceu. Naturalmente a tentativa mais direta foi a crucificação de Cristo.[2]
A profecia é necessária para que, no decorrer da história, Deus demonstre por evidências que Jesus Cristo tem o direito de governar o planeta Terra e que Satanás não passa de um mentiroso em tudo o que fala, principalmente nas referências que ele faz a Deus. Essa é a razão pela qual Deus planejou acontecimentos proféticos que se cumprirão no futuro e que comprovarão que Jesus Cristo é o herói da história. Maranata!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edon Cavalcante.

O QUE TENS NO CORAÇÃO, JESUS OU O DINHEIRO


O QUE TENS NO CORAÇÃO, JESUS OU O DINHEIRO

Estamos vivendo uma época em que as pessoas são convidadas a consumir, a comprar. Propagandas bem elaboradas, programas de crédito facilitado, novidades nas vitrines, etc, são um verdadeiro apelo a gastar.

A fonte de muitos problemas enfrentados pelas famílias está no mau uso do dinheiro e no abuso do crediário.

Este estudo tem o objetivo de mostrar os males do amor ao dinheiro, e os benefícios que ele pode proporcionar, se usado com sabedoria e moderação.


I - O AMOR AO DINHEIRO E SEUS MALES:


Todos estamos cientes da importância do dinheiro para a sobrevivência da família. No entanto, o amor a ele é a raiz de todos os males:

"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (1 Timóteo 6:10)

Jesus já falara do perigo do dinheiro tornar-se um deus na vida do homem:

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Mateus 6:24)

Ele quis dizer que a busca das riquezas poderia exigir uma dedicação tão grande, quanto Deus exigia de seus servos. Seria, portanto, impossível servir aos dois, ao mesmo tempo.

Esse fato foi exemplificado por Jesus quando Ele encontrou-se com o jovem rico:

"E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.

Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.

E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades." (Mateus 19:16-22)

Não que a riqueza em si fosse de todo má, mas o coração pode estar tão preso por ela que isso se constitui num obstáculo para seguir a Jesus.


QUANDO O DINHEIRO SE TORNA UM DEUS NA VIDA DO HOMEM

Tal pessoa é capaz de usar até meios ilícitos para obtê-lo ou usá-lo. Veja como agem alguns:

Há pessoas que mentem e enganam com a finalidade de obter lucros e vantagens pessoais:

"Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte." (Provérbios 21:6)

Outros exploram os semelhantes em benefício próprio:

"Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho." (Jeremias 22:13)

"Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos." (Tiago 5:4)

Outros praticam o suborno:

"Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva." (Isaías 1:23)

"Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta." (Amós 5:12)

Isso além dos roubos, assassinatos, assaltos e tantos outros crimes que visam a subtrair bens ou dinheiro de pessoas ou instituições.

Essas práticas não resolvem o problema de ninguém porque o resultado desse lucro desonesto são:

As dificuldades no lar - "O que agir com avareza perturba a sua casa, mas o que odeia presentes (subornos) viverá." (Provérbios 15:27); O desapontamento - "Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade." (Eclesiastes 5:10); Insensatez - "Como a perdiz, que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim será um insensato." (Jeremias 17: 11); Miséria - "O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias." (Tiago 5:3) e Apostasia - "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína." (1 Timóteo 6:9)

II - O DINHEIRO PODE SER BÊNÇÃO:


Talvez a palavra DINHEIRO e o verbo COMPRAR sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção.

a) É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros.

É PRECISO FAZER DIFERENÇA ENTRE O QUE É NECESSÁRIO E O QUE É SUPÉRFULO

"Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes." (1 Timóteo 6:8)

DEVE-SE TER UMA ATITUDE EQUILIBRADA COM RELAÇÃO AO DINHEIRO

b) O dinheiro não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro.

c) Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.


III - AS FINANÇAS E A COMPLETA DEPENDÊNCIA DE DEUS:


No Salmos 73, está a experiência de um homem chamado Asafe. Ele começou a observar que os ímpios eram prósperos, sadios e aparentemente felizes:

"Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força. Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens. Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno. Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar. São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.

Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra. Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem. E eles dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas." (Salmo 73:3-12)

Enquanto que ele, que procurava servir a Deus, era afligido a cada manhã. Mas, chegou à conclusão de que o mais importante era estar junto de Deus - " Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras." (Salmos 73:28).

PERCEBEMOS A IMPORTÂNCIA DE DEPENDERMOS DE DEUS PARA O NOSSO EQUILÍBRIO FINANCEIRO

"SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta." (Salmos 127)

a) É Deus quem nos dá o trabalho e provê os meios necessários para suprirmos nossas necessidades -"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (Tiago 1:17)

OS FILHOS PRECISAM APRENDER A VALORIZAR O TRABALHO E AQUILO QUE É FRUTO DELE

b) É melhor o pouco, no temor do Senhor -"Melhor é o pouco com o temor do SENHOR, do que um grande tesouro onde há inquietação." (Provérbios 15:16).

HÁ PAIS QUE, NA INTENÇÃO DE GANHAR MAIS, SACRIFICAM SUA UNIÃO CONJUGAL

E isso causa graves prejuízos ao seu lar. Idolatram o emprego e deixam de lado até mesmo o tempo que seria para enriquecer o convívio familiar.

c) Há promessas de prosperidade àqueles que honram ao Senhor com suas finanças:

"Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares." (Provérbios 3:9-10)

"Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo." (Lucas 6:38)

A NOSSA CONTRIBUIÇÃO AO SENHOR É UMA EXPRESSÃO DE GRATIDÃO E ALEGRIA DE NOSSA PARTE

e) Devemos ter sabedoria para gastarmos os recursos que Deus nos dá - "Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura." (Isaías 55:2)

Precisamos da orientação divina sobre como, onde e quando gastar o nosso dinheiro.

Não podemos esbanjar as nossas finanças sem direção, aplicando-as em coisas desnecessárias.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante