Subscribe:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

ENTRE A LUZ E AS TREVAS...


                                                ENTRE A LUZ E AS TREVAS...
Ef 5:5-14
Neste estudo compreenderemos a distinção que o apóstolo faz entre os filhos da luz e os filhos das trevas.  Vale ressaltar que conforme o ensino apostólico, há uma total distinção entre ambos e isto é muito claro em I Co 6:14ss – o jugo é diferente, totalmente diferente.
Os filhos das trevas:  Eles não têm herança no Reino de Cristo (v. 5), visto que permanecem debaixo da ira de Deus.  Entenda: somente há duas situações para escolhermos – ou debaixo da graça de Deus ou debaixo da ira de Deus. A única forma de sair da ira e desfrutar da graça é apontada em João 3:36.  Toda palavra humana que contradiga estas verdades é chamada por Paulo de palavras tolas (Ninguém os engane com palavras tolas... v. 6).  Observe: conforme o apóstolo, todos nós fomos filhos das trevas! Somente deixamos de sê-lo porque aceitamos a salvação através de Cristo (v. 8).
Até hoje me lembro da história que um pastor amigo contou num dos acampamentos que realizamos há anos, sobre a rã que vivia no fundo de um poço fundo e escuro. Um dia uma outra rã entrou naquele poço e transmitiu uma grande novidade à primeira: “há uma vida incomparavelmente melhor para você no lugar onde vivo!”.  Ele descreveu a lagoa, suas águas, vegetação, a luz do sol e tudo mais que compõe o cenário da vida de uma rã de lagoa. Foi difícil convencer aquela criaturinha do poço de que havia algo melhor. Para ela a vida era o poço. Porém, ao sair dali e chegar à lagoa, nunca mais desejou voltar. Para quem nasceu em trevas o poço é o melhor lugar até saber da lagoa.
As obras das trevas: Ao referir-se aos filhos das trevas o apóstolo Paulo alista pecados e garante que nenhum dos praticantes destes pecados pode entrar no Reino de Cristo e de Deus. No trecho anterior, versos 3 e 4, Paulo já alistou diversas práticas pecaminosas que não podem existir em nosso meio. Agora, no verso 5, ele aponta: nenhum imoral, impuro, nem ganancioso (porque é idolatria). Se você quiser uma lista paulina mais abrangente das obras das trevas, busque em Gl 5:19-21.
Ainda sobre as obras das trevas, o apóstolo recomendou que não participasse das “obras infrutíferas das trevas” (v. 11).  Ao nos envolvermos nas tais “obras das trevas” ficamos impedidos de produzir os frutos que um filho da Luz deve produzir.  O Salmo 1:1 nos ajuda a entender como que uma pessoa que vive debaixo da graça acaba se envolvendo com as trevas e, consequentemente, perde a capacidade de frutificar: a) Dando ouvidos a conselheiros ímpios e não à Palavra de Deus; b) Deixando de prosseguir no Caminho e imitando a conduta dos pecadores; c) Assentando-se na roda de zombadores. Os filhos que resistem têm a promessa neste mesmo Salmo de produzir muitos frutos (v. 3).
Os filhos da Luz:  São os que seguem a Luz do Mundo (João 8:12 Eu Sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.).  O mandamento do apóstolo para nós é este: Vivam como filhos da Luz (v. 8). Jesus nos ensinou que a maneira de sabermos se um servo dele é autêntico ou falso é pelos frutos que este produz (Mt 7:16-17). Em consonância ao ensino do Senhor, Paulo relaciona o que ele intitula como o fruto da luz (v. 9): pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade.  Em resumo, o fruto que um autêntico filho da Luz deve produzir está descrito no verso 10: a preocupação de discernir o que agrada a Deus.
Como filho da Luz que você é, já deve saber qual a forma infalível de tocar o coração de Deus! Então lembre seus discípulos que a maneira de tocar o coração de Deus e agrada-lo é amando as vidas que Ele ama e levando a estas o conhecimento do Evangelho do Reino do Filho Amado.  Quer agradar a Deus?  Pois, então, trate de ganhar e cuidar das vidas que Ele tanto ama e deseja salvar!
Filhos da Luz refletem luz!  O final do verso 11 recomenda: exponham-nas à luz.  Isto tem tudo a ver com o mandamento de Jesus de sermos Luz para o mundo (Mt 5:14).  Desta maneira, teremos o privilégio de servir como instrumentos para que muitos filhos das trevas (que são como mortos – conforme o verso 14 e 2:1) sejam despertados e levantados para servir a Cristo.
Agora ore com seus discípulos e leve-os a declararem que são filhos da Luz e que vivem debaixo da graça manifestada em Jesus Cristo. Ajude-os a declarar que rejeitam as obras das trevas em suas vidas e que desejam produzir todo o fruto da luz. Leve-os também a declarar com muita ênfase que o maior desejo deles é agradar o coração do Pai e que para tanto almejam amar e alcançar muitas vidas com o Evangelho.
 Que o Senhor faça a Luz brilhar mais e mais na vida de cada um de seus discípulos...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

               

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LASCÍVIA O PECADO QUE TEM TOMADO CONTA DAS IGREJAS...


               LASCÍVIA O PECADO QUE TEM TOMADO CONTA DAS IGREJAS...
O pecado de lascívia é algo que no momento atual da igreja tem passado por despercebido, mas afinal o que é o ato em si?
A lascívia é um pecado meio... Transparente, apertado, curto, mostrado, olhado, chamado a atenção de pessoas que não são libertas dentro de templos (igrejas) ou qualquer local.
Parece que não faz mal, mas é um abismo terrível para nossas vidas, estamos vivendo dias em que satanás tem se infiltrado em algumas mentes fracas, que não vigiam e dão lugar mesmo ao inimigo de nossa alma, a verdade é essa.
Vamos começar pela parte que mais tem afetado os irmãos.
Há um desfile de moda em várias igrejas por aí, chega ao domingo é salto alto pra lá, desfile de saías novas bem justinhas, blusas mostrando degotes de seios firmes, para chamar a atenção mesmo, olhares para todos os lados da igreja, reparando se tem alguém novo ou se não vê um irmão bonitinho….
E poucos dobram seus joelhos para orarem quando chegam na igreja, a maioria ficam zanzando, para todos os lados.
Eu me a trevo a perguntar para você irmã solteira e casada, quantas vezes você reparou em um rapaz, ou passou perto e deu uma olhadinha que fêz ele tremer? Teve vezes que você até roçou seu corpo no dele, ou vice e versa, sentiu o calor do seu corpo?
Qual o jogo de sedução você tem feito na igreja? E no seu trabalho idem, não foge da regra quem faz na igreja, no trabalho é pior.
Conheço casos de casais que, na intimidade de seu lar, fantasiam estar com outra pessoa. É chato tocar neste assunto mas preciso, tem casais fazendo fetiche na sua cama. Geralmente os dois sabem quem eles estão imaginando até falam um para o outro, digo isso porque sei de casos pois já escutei de pessoas aflitas pois tinham, quase destruído seu casamento com essa brincadeira em seus leitos. Isso é muito sério mas ocorre.
Por que usar uma roupa que vai perturbar o seu irmão ou você gosta de perturbar os homens? Tem muitos que não são libertos ainda.
Isso é pecado de lascívia, provocar o outro fazer o próximo ti desejar.
Qual o teu caso?
Não tem mais vontade com seu marido ou esposa? Não será isso um claro sinal de que você está longe da vontade de Deus ou isso não é mais importante para você. As coisas espirituais são do passado, hoje vê as novelas que tem sexo, adultério, traição, tem também o big brother, ver tudo e muito mais.
Eu nem vou colocar versículo bíblico aqui, pois é muito claro, mas procure em Eclesiastes cap. 6 e 7, leia com atenção tudo que ali está relatado.
Se há um desejo incontrolável em seu coração de pecar corra… fuja… deste que causa este desejo em teu coração.
O pecado da provocação é a porta de entrada para outros que te levaram a perdição espiritual.
Tem irmãs (Os) que gostam do jogo da sedução, mas e o preço?
Tem mulheres casadas que seduzem jovens, para eles se masturbarem em casa, usadas pelo diabo. Já vi irmãs sentadas no coral que abriam as pernas mostrando as calcinhas para provocarem os homens.
Quero dizer que somos homens e as mulheres atraem os homens, somente com muita oração para nós livrar deste terrível engano de satanás.
Quantos irmãos preso no pecado da masturbação e não conseguem largar, são casados tem filhos, mas continuam a se masturbar, há uma razão para isto.
A masturbação começa aos poucos depois vai aumentando até, não satisfazer mais e começa a ver filmes pornôs, revistas, até que sai de carro e toma umas cervejas, e pega uma prostituta, primeiro para fazer sexo oral pois o diabo diz que sexo oral não é sexo … e aí vai, mas tudo começou dentro do templo onde foi adorar ao Senhor.
Mulheres e homens brincam com algo que deixa cicatrizes profundas.
Nunca mais tu serás o mesmo, não pense que hoje vai pecar um pouco e depois volta e fica tudo bem, engana-se que pensa desta forma.
Vai demorar em restabelecer teu ministério, não pense que é fácil … pare com isso agora mesmo enquanto tu lê este estudo.
Não é só as irmãs que provocam, os irmãos também, se vestem bem colocam perfumes caros, chegam à igreja com seus carrões, para chamar atenção etc. Tudo isso gera morte espiritual.
Por isso vemos hoje na igreja, tanto marasmo pessoas que entram doentes saem doentes, entram com conflitos de almas saem piores.
Líderes usem o cajado, para levar suas ovelhas para o aprisco. Mensagens de sabedoria humana e nada mais adulam o pecado nos púlpitos.
A única solução é ver onde tens errado procurar com Jesus esquecer o que tem te levado a se perder, negar-se a si mesmo, orar e fazer o que você acha que ninguém vai fazer na igreja, seja humilde, procure irmãos que tem uma vida de oração e jejum, procure estar sempre que puder em cultos de libertação, mas importante é VOCÊ QUERER largar todo esse lixo pornográfico de sua vida.
Quantos tem tv a cabo pirata e com tv sexo aberta dentro de sua casa e na calada da noite, os dois vêm juntos os filmes de sujeira diabólicos.
Larga isso!
Quer fazer parte do povo que vai subir para o céu?
Santifique-se mais ainda, ou suje-se mais ainda.
Deus vem buscar uma igreja ou um povo zeloso e de boas obras, peça libertação se esse for seu caso...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ESTUDO JOSUÉ DE AUXILIAR A LÍDER HEBREU...


                                ESTUDO JOSUÉ DE AUXILIAR A LÍDER HEBREU...
O livro de Josué está colocado logo depois de Deuteronômio nas Escrituras Hebraicas, porque é a continuação da história depois da morte de Moisés, último acontecimento relatado nesse livro. Relaciona-se mais intimamente com o Pentateuco do que com os livros posteriores a ele. Com esse livro começa a segunda divisão dos livros de Antigo Testamento, compreendendo todos os livros entre Josué e 2 Reis, inclusive o livro de Rute.
AUTOR
O autor do Livro de Josué é desconhecido e o que sabemos da época em que foi escrito depende da interpretação de determinadas pistas encontradas dentro do livro. As teorias vão desde a opinião de que o livro foi composto em grande parte pelo próprio Josué (Afirmação do Talmude), até a hipótese de que tenha sido escrito por alguém muito depois do retorno dos judeus do exílio na Babilônia.
Com certeza algumas passagens desse livro não poderiam ter sido escritas por Josué. Sua morte é registrada no capítulo final (24.29-32), bem como vários outros acontecimentos que ocorreram após sua morte são mencionados:
- A conquista de Hebrom por Calebe (14.6-15);
- A vitória de Otniel (15.13-17);
- E a migração para Dã (19.47).
 Passagens paralelas em Juízes 1.10-16 e Juízes 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram após a morte de Josué. Portanto, o mais provável é que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior, mas foi baseado em documentos escritos por Josué.
DIVISÃO DO LIVRO
Este livro pode ser dividido  em três partes.1 - Conquista de Canaã (Caps. 1 a 12), incluindo os trabalhos preparatórios e a passagem do Jordão, (caps 1 a 4.18), o estabelecimento do campo e a celebração da Páscoa (4.19 até 5.12); a tomada de Jericó, e de Ai, a confirmação do pacto no monte Hebal e o tratado com os gibeonitas (5.13 até cap. 9), as campanhas ao norte e ao sul (cap. 12).
2 - Distribuição da terra de Canaã (caps. 13 a 22), inclusive uma descrição das terras ainda não repartidas; distribuição das cidades de refúgio e das cidades destinadas aos levitas (caps. 24 a 31;.
3 - Josué faz sua despedida e morre (Cap. 24).
 DATA
Na opinião de muitos estudiosos, Josué não foi escrito antes do fim do período dos reis, uns 800 anos após os acontecimentos descritos no livro. A data exata em que Josué foi escrito não é clara. Determinadas observações dentro do próprio livro, tais como as referências de que algo é verdadeiro “até o dia de hoje,” sugerem que muitas das suas fontes recuam alguma data entre a morte de Josué (24.29-31) e a época de Samuel (1500 a.C.).
 Vários elementos no livro de Josué sugerem uma data mais antiga de composição. Dentre os mais convincentes está em 16.10, diz que os cananeus não foram expulsos de Gezer e “até hoje vivem no meio do povo de Efraim”. 1 Reis 9.16 relata que o faraó conquistou Gezer e assassinou os cananeus que viviam ali, o que sugere que Josué foi escrito antes da época de Salomão. Outros exemplos incluem Josué 15.63 que registra que os jebuseus ainda habitavam em Jerusalém.
 Por outro lado, uma vez que Josué 8.32 indica a atividade de escribas entre os israelitas naquela época, não há motivo para eliminar a possibilidade desse registro haver sido feito por esse servo de Deus.
 QUEM ERA JOSUÉ
O nome significa “O Senhor é minha salvação"; também "o Senhor salva”. Filho de Num, da tribo de Efraim, era chamado inicialmente de Oseias. Foi uma das pessoas mais destacadas do Antigo Testamento. Um dedicado cooperador de Moisés, era geralmente chamado de “servo de Moisés”. A primeira aparição de Josué no Êxodo é na batalha dos israelitas contra os amalequitas em Refidim, sendo ele o comandante dos guerreiros de Israel (Êx 17.90). Foi um dos 12 espias (Nm 14) e General bem sucedido (Êx 17).
 Moisés recebeu ordens de Deus para eleger Josué seu sucessor e foi ele que entrou com o povo na Terra Prometida. Josué revelou ser não somente um estrategista militar nas batalhas que se seguiram na conquista de Canaã, mas também um estadista na maneira de governar as tribos. Acima de tudo era o servo escolhido de Deus para dar prosseguimento à obra de Moisés e para assentar Israel em Canaã.
 A vida de Josué foi repleta de emoção, diversidade, sucesso e honra. Era conhecido pela profunda confiança em Deus. Na juventude viveu a realidade da escravidão no Egito, mas viu também as pragas sobrenaturais enviadas por Deus ao Egito e o milagre das águas do mar Vermelho se abrirem diante do povo de Israel. Somente ele teve permissão de subir o monte Sinai com Moisés, onde foram outorgadas as tábuas da Lei (Êx 24.13-14).
 Josué foi eleito para representar sua tribo, Efraim, quando os 12 espias foram enviados para conhecer a região de Canaã. Somente ele e seu amigo Calebe estavam dispostos a obedecer a vontade de Deus e tomar posse da terra (Nm 14.26-34).
 Morreu com 110 anos e foi sepultado em Timnate-Sera, no monte de Efraim (24.29-30).
 ESFERA DE AÇÃO
O livro cobre um período de aproximadamente 24 anos, que vai desde a morte de Moisés até a morte de Josué.
 CONTEXTO DA ÉPOCA
As datas do Êxodo e da conquista de Canaã são questões de debate contínuo e que não serão solucionadas nesse estudo. Todavia os relatos de Josué acontecem no final do século XV ou por volta do século XII a.C, eles teriam ocorrido após a expulsão dos hicsos do Egito, em meados do século XVI.
 Nesse período Palestina e Síria eram repletas de cidades-estado independentes ou confederadas, cada uma ansiosa para se beneficiar das oportunidades econômicas oferecidas por sua localização. Cartas encontradas na antiga capital egípcia de Tell el-Amarna, escrita por reis cananeus subordinados a corte egípcia no século XIV a.C., concedem informações confiáveis sobre essa situação. O século XIV testemunhou o declínio do poder do Egito durante a Dinastia XVIII, até o fim dos gloriosos dias da Dinastia XIX. Os reis das cidades-estado que escreveram as cartas, pediam auxílio militar dos egípcios que já não tinham o poderio de antes. Com base nessas correspondências, fica patente que o controle egípcio da Palestina diminuíra e que os reis cananeus lutavam por poder político.
 ANTECEDENTES HISTÓRICOS E ARQUEOLOGIA
As potencias do Antigo Oriente Médio eram relativamente fracas. Os heteus tinham desaparecido de cena. Nem a Babilônia, nem o Egito conseguiam manter uma presença militar constante em Canaã e os assírios só enviaram seus exércitos para lá séculos mais tarde.
 A Medida que as tribos de Israel iam viajando em semicírculo a leste do mar Morto, somente o povo de Edom oferecia alguma resistência. Moabe foi obrigado a deixar Israel passar por suas terras e até acampar em suas planícies. Quando Ogue e Seom, reis regionais amorreus da Transjordânia, tentaram impedir o avanço dos israelitas, foram facilmente derrotados, tendo suas terras ocupadas.
 Os arqueólogos bíblicos chamam esse período de Alta Idade do Bronze (1500-1200 a.C.). Hoje, milhares de produtos feitos pelas mãos do homem dão testemunho da cultura material dos cananeus, em muitos aspectos superior à dos israelitas. Quando as ruínas do reino antigo de Ugaribe foram descobertas no local hoje chamado de Ras Shamra, no litoral norte da Síria, veio à tona a fartura de novas informações concernentes a vida doméstica, comercial e religiosa dos cananeus. Além de um idioma semelhante ao hebraico, havia história de reis e deuses da antiguidade. Além disso, foram descobertos templos, altares, túmulos e vasos de rituais pagãos que lançaram luz sobre a cultura e os costumes dos povos ao redor de Israel.
 Escavações nos sítios arqueológicos antigos de Megido, Bete-Seã e Gezer demonstram que essas cidades eram verdadeiras fortalezas, razões que podem explicar os motivos de não terem sido dominadas por Josué e seus soldados. No entanto muitas outras cidades fortificadas foram tomadas por Israel, que se tornou assim potência dominante na região.
 Segundo relato bíblico, Josué incendiou depois de Jericó e de Ai, somente Hazor (11.31), dificultando assim o trabalho de datação desses acontecimentos com base nos níveis de destruição em antigas cidades de Canaã. Qualquer tentativa nesse sentido pode ser facilmente questionada, por haver pouco material disponível.
 Muitos dados da arqueologia parecem apoiar algo em torno de 1250 a.C como provável data da invasão de Josué em Canaã. Essa data encaixa-se bem com um êxodo que nesse caso teria acontecido 40 anos antes, no reinado do famoso Ramessés II, o qual reinava entronizado no delta do Nilo, numa cidade de mesmo nome (Êx 1.11). Ao mesmo tempo, situa José no Egito numa situação favorável. Quatrocentos anos antes de Ramessés II, os faraós eram hicsos semitas, que também reinavam entronizados no delta, perto da terra de Gósen.
 Existem bons argumentos, porém a favor da opinião tradicional de que a invasão tenha ocorrido por volta de 1406 a.C. A opressão teria sido realizada no reinado de Amenotepe II, depois da morte do pai, Tutmés III, que segundo se sabe, empregava mão de obra escrava em seus empreendimentos arquitetônicos.
 TEMA CENTRAL
A conquista da Terra Prometida. Após a morte de Moisés, Deus comissionou Josué para continuar sua promessa que havia feito aos patriarcas, ou seja, a conquista e ocupação da Terra Prometida. Esse aspecto específico da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (Gn 12.1-3) é o tema dominante desde Gênesis até Deuteronômio.
 Quando Deuteronômio chega ao fim, e começa o livro de Josué as tribos de Israel ainda estavam acampadas a leste do rio Jordão. A narrativa começa quando Deus manda que o povo avance e atravessem o Jordão a pés enxutos, como havia acontecido no mar Vermelho. Em seguida vem a narrativa de várias vitórias no centro, sul e norte de Canaã, as quais deram ao povo de Israel o controle de toda a região montanhosa e do Neguebe. O livro apresenta detalhes sobre a herança de cada tribo e chega ao fim com os últimos discursos de Josué ao povo. O tema do livro, portanto, é o assentamento de Israel na Terra Prometida.
 PROPÓSITO E MENSAGEM
Há duas concepções errôneas com relação ao livro de Josué. Uma delas é ele ser apenas a história de um homem destemido e temente a Deus; a outra é ser tão somente o registro militar da conquista de Canaã. Ambas devem ser superadas para descobrir porque o livro foi escrito. Considerando a primeira, a falta de detalhes biográficos e as escassez de expressões de aprovação ou reprovação das ações de Josué sugerem que ele não é o foco do conteúdo, embora desempenhe um papel importante nos acontecimentos do livro. Quanto a segunda, a pesquisa minuciosa revela que na verdade, são apresentados poucos detalhes da estratégia e da conquista militar. Além disso, nem biografias nem histórias militares explicam a parte da divisão das terras (capítulos 13 a 19).
 Descartadas as concepções errôneas, vemos que as estratégias militares descritas no texto são de Deus e não de Josué. Em cada narrativa de batalha, dá-se o mínimo de informação para transmitir a ideia de que Deus arquitetou a vitória e suas instruções foram executadas conforme suas orientações a Josué.
 Com fundamento nessa inclinação ao papel de Deus, na inclusão de todas as partes do livro e dos acontecimentos feitos pelo narrador, fica claro que o propósito da obra é demonstrar como Deus cumpriu sua promessa de levar os israelitas à terra mostrada a Abraão. É importante afirmar a fidelidade divina em realizar sua parte na aliança. Isso mostra as referências frequentes à entrega da terra ao povo e por que seu papel recebe tanta atenção.
 A mensagem é que Deus cumpre suas promessas por mais impossíveis que pareçam. Ele levava sua aliança com Abraão a sério e pretendia cumpri-la.
 INTERVENÇÃO SOBERANA DE DEUS
Parece evidente que o elemento milagroso não pode ser removido do livro de Josué sem danificar severamente o propósito teológico. O livro insiste que o Senhor intervém de forma soberana na história para executar seu plano e cumprir sua promessa. Isso não é descrito como intervenção fortuita como a encontrada na teologia politeísta do Antigo Oriente Médio. Pelo contrário, faz parte do plano contínuo e coerente de Deus traçado pela literatura histórica, previsto pela literatura profética e culminando no nascimento, vida e morte de Jesus Cristo.
 ESBOÇO DE JOSUÉ
I. Preparação da herança 1.1-5.15
Mediante a escolha do líder do exército 1.1-18
1) Josué ouve o chamado 1.1-9
2) Josué dá o mandamento 1.10-15
3) Josué recebe estímulo 1.16-18
Mediante o preparo do exército para a batalha 2.1-5.15
1) Procurando a moral do inimigo 2.1-24
2) Posicionando o povo para a batalha 3.1-5.1
3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.2-12
4) Convencendo um líder a servir 5.13-15
II. Possuindo a herança 6.1-12.24
O território central 6.1-8.35
1) A obediência traz a conquista - Jericó 6.1-27
2) O pecado traz a derrota - Acã 7.1-26
3) O arrependimento traz a vitória - Ai 8.1-29
4) A lei traz a bênção - Monte Ebal e monte Gerizim 8.30-35
O território do Sul 9.1-10.43
1) O engano traz o cativeiro - Gibeonitas 9.1-27
2) Os milagres trazem a liberação - Amorreus 10.1-43
O território do Norte 11.1-15
Revisando os territórios conquistados 11.16—12.24
1) Os territórios 11.16-23
2) Os reis 12.1-24
III. Compartilhando a herança 13.1-22.34
Distribuindo a herança 13.1-21.45
1) Partes ainda não conquistadas 13.1-7
2) Partes para Ruben, Gade e Manassés 13.8-33
3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-5
4) Uma parte para Calebe 14.6-15
5) Uma parte para Judá 15.1-63
6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-17.18
7) Partes para as tribos restantes 18.1-19.48
8) Uma parte para Josué 19.49-51
9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-6.21.42
10) Epílogo 22.1-34.
Discutindo o futuro 22.1-34
1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-9
2) Uma explicação para o altar 22.10-34
IV. O discurso final de Josué e sua morte 23.1—24.33
Josué aconselha os líderes 23.1-16
Josué desafia o povo 24.1-28
Josué morre 24.29-33...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

DRACMA PERDIDO, REGATANDO VALORES...


                                  DRACMA PERDIDO, REGATANDO VALORES...
Lucas 15: 8-10: “Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la?  9 E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.  10 Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”
1)   Introdução
Alguém já disse que “a beleza de uma casa não está na cor das paredes, no arranjo sobre as mesas, na disposição dos móveis. A beleza de uma casa está nas pessoas que moram nela.”
Os maiores tesouros que temos estão dentro da nossa própria casa. As maiores alegrias que temos estão dentro da nossa casa. Às vezes, inúmeras pessoas buscam a felicidade em tantas outras coisas (trabalho, dinheiro, títulos, etc.) e negligenciam o convívio familiar. Entretanto, aquele que não é feliz em casa não poderá ser feliz em lugar nenhum.
Definitivamente, as maiores alegrias que alguém pode experimentar estão dentro do seu próprio lar. Isso se deve porque os maiores tesouros que temos estão dentro de casa – nossa família.
Não só grandes alegrias podem ser experimentadas dentro, como também as dores mais agudas. Os maiores sofrimentos que temos podem ocorrer no seio familiar. Exemplos disso são as perdas que sofremos em nossa família. A perda de um filho, a perda do marido, a perda do pai ou mãe e mesmo a perda de um ente familiar querido. Não há nada que produza mais sofrimento à alma humana do que dores que tem sua origem na família.
O texto em questão fala sobre uma perda. Jesus conta uma parábola cuja protagonista é uma mulher. A trama que envolve a história gira em torno de uma dracma perdida. O texto afirma que ela tinha dez dracmas e, por descuido, perdeu um deles. A dracma era uma moeda muito preciosa nos dias de Jesus. Entretanto, o dracma tinha mais que um valor monetário. Alguns comentaristas afirmam que o conjunto de dez dracmas formavam um colar que simbolizava o compromisso da mulher com seu cônjuge. Assim, dez dracmas eram o símbolo visível de uma aliança invisível e eterna. Portanto, havia um valor sentimental, espiritual e familiar. Por isso, o texto discorre a preocupação da mulher ao perder uma única dracma, mesmo ainda tendo outras nove.
Outro fato importantíssimo a ser destacado diz respeito ao local onde aconteceu a perda. A Bíblia afirma que a mulher perdeu a dracma dentro de sua própria casa. Não foi na rua nem nos arredores. Trata-se de uma perda dentro de casa. Alguns psicólogos ensinam que algumas perdas tem a forte tendência de nos paralisar. Muitas pessoas ficam simplesmente estáticas. Não sabem o que fazer. Não vêem saídas. Entretanto, o texto afirma que essa mulher teve outra postura. Ela não ficou paralisada e nem mesmo deu lugar ao desespero. Essa mulher torna-se um paradigma para nós que desejamos achar tesouros perdidos dentro de nossas próprias casas.
2)   Esta parábola chama a nossa atenção para a necessidade de procurarmos os dracmas que estão perdidos em nossas casas. Meu irmão, qual tesouro você perdeu dentro da sua casa?
O respeito dos filhos, o carinho do cônjuge, a fidelidade conjugal, Fidelidade ao SENHOR, o diálogo, a vida devocional, o prazer pela casa de Deus, o prazer pela oração e leitura da Palavra, ou  o fervor espiritual são alguns exemplos de dracmas que podem estar perdidos em nossas casas.
Certa vez uma irmã testemunhou: “Eu ganhei muitas pessoas para Jesus, mas me  sinto frustrada porque não ganhei meus próprios filhos”. Talvez você se sinta assim também. Já ganhou muitas pessoas, menos a sua própria família. Talvez você já tenha orado muito por ela, e agora já se sente desanimado, perdeu a dracma do animo e da determinação de lutar pela salvação de sua família.
Ilustração. Em certa família os pais trabalhavam fora. Durante todo o dia os dois filhos deste casal ficavam em uma creche. No fim do dia, pais e filhos voltavam para casa. A noite, o pai gostava de assistir TV, a mãe ficava envolvida com a organização da casa e do jantar, o filho mais velho ia jogar vídeo game, o outro, usar a internet. Eu pergunto: Qual o tempo que esta família tinha para a comunhão e o diálogo? Nenhum. Em muitas famílias, esse dracma precisa ser reencontrado.
3)   Na parábola que lemos, aprendemos com a  mulher que precisamos de três atitudes para recuperar os dracmas que estão perdidos em nossas famílias:
3.1      Buscar direção
O texto afirma que a primeira atitude dessa mulher quando notou a ausência de uma dracma foi acender uma candeia. As casas na Palestina eram escuras, sem luz e quase sem janelas. Ela, então, chega à conclusão de que é impossível encontrar algo no escuro.
Se há algo perdido, precisamos buscar direção em:
a) Jesus. O próprio Cristo afirmou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12). Jesus é a luz que precisamos para recuperar aquilo que foi perdido. Apenas a presença iluminadora de Jesus poderá nos dar uma direção clara. Acenda uma luz na sua casa! Essa luz é Jesus. Peça o SENHOR para trazer luz onde há escuridão.
b) Palavra de Deus. O salmista percebeu que a Palavra de Deus é poderosa para guiar nossos passos em segurança. Caminhar no escuro é difícil. Por isso precisamos de luz, para que possamos pisar em lugares seguros. Assim, ele conclui: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz, para os meus caminhos” (Sl 119:105). Nestes dias difíceis, teremos força e direção para prosseguir através da palavra de Deus.
3.2      Esforço
O texto afirma que após acender uma candeia, a mulher logo providenciou uma vassoura e passou a varrer a casa. Sua atitude desencadeou num grande esforço. Levantou a poeira que estava posta sobre sua residência. Tirou os móveis do lugar. Agachou-se para procurar.
É possível perceber que essa mulher realizou uma verdadeira faxina em sua casa. Isso nos ensina que devemos nos esforçar grandemente na busca daquilo que foi perdido. Thomas Edson disse que “a fórmula do sucesso é 90% de transpiração e apenas 10% de inspiração”. Se você deseja vencer, deve estar disposto a suar a camisa.
Há uma tendência humana em fugir de problemas. Constantemente evitamos tratar de determinados assuntos, porque para elucidá-los será necessário lançar mão de grandes esforços. Contudo, não podemos empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Devemos nos esforçar grandemente com o intuito de resgatar as perdas que sofremos.
3.3      Busca diligente
O evangelista Lucas diz que a mulher “procurou diligentemente até encontrar” o dracma.
É possível destacar três fatores que a influenciaram para que ela fosse bem sucedida na sua busca:
a) Busca incansável. Ela não descansou enquanto não achou a dracma. Ela não mediu esforços para alcançar o seu objetivo. Lançou mão de todos os meios e recursos que estavam à sua disposição.
b) Busca meticulosa. Ela buscou em todos os cômodos da casa, observando cuidadosamente cada parte.
c) Busca perseverante. Ela só parou quando encontrou aquilo que procurava. Só uma coisa parou essa mulher: a vitória. Ela não desistiu enquanto não a alcançou. A palavra perseverança pode ser definida assim: “continuar sempre e nunca desistir”.
Precisamos ser incansáveis, meticulosos e perseverantes em encontrar os dracmas que foram perdidos em nossa família.
4)   Conclusão
Essa parábola está inserida num contexto muito particular do discurso de Jesus. Neste contexto, Jesus conta três parábolas: a parábola da ovelha perdida, a da dracma, e a do filho pródigo, cujo objetivo é o mesmo: destacar o amor de Deus pelo pecador perdido. Na primeira parábola uma ovelha está perdida. Na segunda parábola uma dracma está perdida. Na terceira parábola um filho está perdido. Em todas as parábolas acontece o reencontro. O pastor deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da única ovelha que havia se perdido. A mulher não leva em conta que ainda tinha nove dracmas, mas busca incansavelmente a única dracma que havia se perdido. E o pai, embora ainda tivesse o filho primogênito dentro de casa, não descansou enquanto seu outro filho voltasse para casa.
Nos três histórias acontece uma grande festa. Há uma festa porque algo precioso foi encontrado. Estas parábolas nos mostram que Deus em seu amor não mede esforços para ir ao encontro do pecador perdido.
Nesse sentido, o próprio Deus tornou-se modelo para nós.  Se desejamos reencontrar tesouros perdidos dentro da nossa própria família, então, devemos buscar direção, esforçar-nos e buscar diligentemente, porque é assim que Deus faz em relação ao pecador.
Qual tesouro você perdeu dentro da sua casa? Comunhão dialoga, paz,
Você precisa identificar qual dracma você perdeu. E, assim que identificar, iniciar a busca por ele. Nada é mais urgente do que restaurar as bases da nossa casa.
Sua família é o maior patrimônio que você possui. Bens, diplomas e sucesso  profissional perdem o significado para você sem a felicidade de sua família.
Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso da sua família. Não podemos construir nossa felicidade sobre os escombros da nossa família.
Há pessoas que querem alcançar o sucesso por meio de voos solitários, fazendo carreira solo, deixando para trás a família, Igreja, e amigos. É por este motivo que há muitas famílias doentes e feridas. Há muitas famílias precisando de cura e restauração, porque foram colocadas em segundo plano.
Mas, lembremos que Deus ama a família, pois a instituiu. Deus não abre mão da família, pois esta é uma agência do seu Reino na terra. Josué, o grande líder que substituiu Moisés e introduziu o povo de Israel na terra da promessa, deu testemunho diante de toda a nação que ele e sua casa serviriam ao Senhor (Js 24.15). A essas alturas, Josué tinha prestígio e bens, sucesso e fama, mas nenhuma conquista pessoal diminuiu seu propósito de consagrar sua família a Deus.
Sei que muitos aqui estão em busca de sucesso na vida profissional. Outros tem feito um grande Investimento na formação intelectual dos seus filhos, para que sejam vencedores. Todos nós neste mundo, precisamos batalhar muito para ter uma vida material mais tranquila no futuro.
Embora, essas iniciativas sejam legítimas, nada disso nos aproveitará se descuidarmos do principal, que é colocar nossa família no altar de Deus para o servirmos com alegria e fervor, nos esforçando diligentemente para encontrar os dracmas que estão perdidos em nossas casas...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

ESTUDO SOBRE LUCAS CAPÍTULO 15 ACHADOS E PERDIDOS...


           ESTUDO SOBRE LUCAS CAPÍTULO 15 ACHADOS E PERDIDOS...
Jesus foi criticado frequentemente pelos chefes religiosos de seu tempo, de modo que a queixa deles em Lucas 15:1-2 não era novidade: “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvi-lo. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.” Jesus respondeu com uma série de três parábolas.
A parábola da ovelha perdida (15:3-7)
Os pastores são usados frequentemente na Bíblia para descrever aqueles que cuidam do povo do Senhor. Um bom pastor está constantemente alerta para as necessidades de suas ovelhas e pronto a arriscar-se para preservá-las. Na parábola, o pastor percebe que uma de suas 100 ovelhas está perdida. Ele deixa as 99 e vai procurar a perdida. Quando a encontra, volta para casa e chama seus vizinhos para participar da comemoração. A aplicação: há uma comemoração no céu quando um pecador perdido retorna ao Senhor.
A parábola da moeda perdida (15:8-10)
Uma mulher tinha dez moedas, o equivalente aproximado ao salário de meio mês. Ela perdeu uma das moedas e não podia descansar enquanto não a encontrasse. Ficou acordada até tarde procurando por toda a casa até que recuperou o dinheiro perdido. Que alívio! Ela chamou suas amigas e as convidou para partilhar com ela o seu regozijo. A aplicação: os anjos de Deus se regozijam quando um pecador perdido retorna ao Senhor.
A parábola dos filhos perdidos (15:11-32)
Na terceira parábola, Jesus não está preocupado com animais e objetos perdidos. Ele agora evoca toda a emoção da vida real, falando de um pai amoroso e de seus dois filhos. Um dia, o mais novo desafia seu pai com um desrespeito quase inimaginável. Especialmente na cultura dos dias de Jesus, um filho recebia sua herança quando o pai morria. O pedido que este filho fez era um insulto indizível ao pai. Não era um mero pedido de dinheiro. Ele estava rejeitando seu pai e toda a bondade que ele lhe tinha mostrado através dos anos. Ele abandonou sua família, pegou suas malas e viajou para outro país.
Com seus bolsos cheios de dinheiro para gastar, o jovem fez uma desordem em sua vida. Gastou rapidamente o dinheiro levando uma vida despreocupada e pecaminosa. A irresponsabilidade levou-o a necessidade e sofrimento, e esse filho logo ficou sem recursos e faminto. O filho privilegiado de um homem rico e generoso estava agora reduzido a procurar um trabalho humilde. Encontrou trabalho para tomar conta de porcos. Podemos considerar este serviço como sujo e mal cheiroso, mas era muito mais ofensivo para a sensibilidade dos ouvintes judeus de Jesus. De acordo com a lei de Moisés, que governava os judeus até a morte de Jesus, porcos eram animais imundos. Certamente alguns dos ouvintes de Jesus começaram a imaginar seus filhos rebaixados a alimentar estes asquerosos suínos.
Mas o sofrimento do rapaz não terminou aqui. Ele estava faminto. Olhava ansioso para os restos que estava dando aos suínos. Ali ele começou a perceber quanto tinha perdido. Estava humilhado, esfomeado, longe de casa. Ninguém percebia isso. Ninguém se preocupava. Ninguém o ajudava.
No meio daqueles porcos asquerosos, o jovem caiu em si . Ele se lembrava como as coisas tinham sido melhores antes dele ter desprezado a bondade de seu pai. Até os mais humildes servos de seu pai tinham vida melhor do que esta. Ele sabia que tinha perdido todo o direito de filho, mas talvez pudesse trabalhar para seu pai. O filho arrependido decidiu voltar e pedir misericórdia e perdão. Enquanto ia, ensaiava o pedido que faria ao seu pai. Será que seu pai seria tão bom que o empregasse para alguma tarefa humilde?
Apesar de todo o sofrimento que tinha suportado por causa da rebeldia de seu filho, o pai não tinha perdido a esperança. Ele olhou para a estrada e viu, ainda ao longe, a figura de seu filho perdido voltando ao lar. Ele correu para abraçá-lo e beijá-lo. O filho, humilhado pelas consequências de seus graves erros, começou sua confissão: “Pequei contra ti e contra Deus. Não mereço mais ser chamado teu filho.” Suas palavras foram interrompidas pela voz de seu pai dando ordens aos seus servos: “Tragam-lhe as melhores roupas que temos e preparem a melhor comida para festejarmos!” A explicação do pai mostra a profundidade de seu entendimento da situação difícil de seu filho, e o amor ilimitado que ele sentia pelo rebelde: (15:24).
O filho mais velho voltou do seu trabalho no campo, onde servia fielmente seu pai, ouviu a festança e ficou sabendo do motivo. O irmão ficou furioso e ressentido e se recusou a participar das festividades. Quando seu pai tentou acalmá-lo, o irmão mais velho mostrou seu egoísmo: “Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado” (15:29-30). Note o desdém na voz do irmão mais velho. Ele nem mesmo se referiu ao retornado como seu irmão. “Ele é teu filho”, ele disse a seu pai.
A resposta de seu pai pôs as coisas no seu devido lugar. Ele lembrou o ciumento irmão mais velho de que ele tinha sempre gozado a grande bênção que o filho pródigo estava buscando recuperar: o privilégio de estar novamente na presença de seu pai. Ele defendeu sua decisão de comemorar, porque o morto estava vivo e o perdido foi achado.
Aplicações aos ouvintes originais
Jesus estava dizendo o que seus ouvintes originais desesperadamente necessitavam ouvir. Lembre-se do cenário destas parábolas (15:1-2). Em todas estas parábolas, os festeiros nos lembram que Deus e seus servos fiéis ficam emocionados quando um pecador vem ao Senhor. A terceira parábola mostra a consequência de darmos as costas a um pai amoroso (os apuros do pecador). Contudo, sua afirmação principal não é dirigida aos pecadores, mas aos presunçosos fariseus e escribas. O desprezo arrogante do irmão mais velho retrata perfeitamente a atitude destes chefes religiosos para com seus irmãos em erro. Sua queixa contra o pai reflete a murmuração deles contra o filho de Deus, que veio buscar e salvar os perdidos (veja Marcos 2:17).
Aplicações aos nossos dias
É fácil imitar os presunçosos fariseus, e muito difícil imitar o amoroso Pai celestial. Como vemos aqueles enredados no pecado? O assunto não é a feiura do ato (todos os pecados parecem terríveis a Deus), mas a beleza da criatura de Deus que está presa na armadilha do diabo. Será que vemos tal pessoa como um amado de Deus necessitando ouvir a mensagem de salvação do Senhor e Salvador? Ou olhamos com desprezo para aquele que merece as consequências de sua rebeldia? A diferença entre essas duas atitudes é o que separava Jesus dos fariseus.
Como olhamos para aqueles que buscam o Senhor? Estamos relembrando constantemente quão desgraçados eles eram? Duvidamos de que Deus perdoaria realmente tão corrupto pecador, ou nos maravilhamos com a profundidade de seu amor e grandeza de sua graça? Precisamos nos lembrar de que o mesmo sangue de Jesus que nos salva também salva o mais vil dos pecadores. Se pensamos que Deus não pode perdoar alguns pecadores, estamos subestimando enormemente seu poder. O diabo e suas obras não são empecilho para o Senhor e seu amor redentor, e meus pecados não são menos danosos do que os pecados dos outros. Pensar de outro modo é seguir os presunçosos fariseus à condenação (veja Lucas 18:9-14).
Poderia ter havido um fim diferente?
Jesus escolheu a parábola dos filhos perdidos para mostrar a diferença entre o pecador que se arrependeu e o presunçoso que desprezou seu irmão. O propósito da parábola é corretivo. Mas, e se os judeus religiosos tivessem mostrado uma atitude correta? Poderia ter havido um fim diferente? Tentemos aprender a lição de Lucas 15 de modo que Jesus pudesse descrever nossa atitude com uma versão diferente da parábola. Esta versão descreve a atitude do verdadeiro discípulo de Cristo:
Um homem tinha dois filhos. Um exigiu sua herança e partiu para esbanjá-la numa vida pecaminosa. O homem ficou triste e esperou ansiosamente que seu filho retornasse. Então, um dia, seu outro filho partiu de viagem. Dias, depois semanas, passaram. A única notícia que o pai recebeu era uma carta ocasional de seu filho mais velho: “Ainda procuro, mas não o encontrei ainda.” Mais dias passaram, e o pai ficou cada vez mais preocupado. Será que ele jamais veria novamente um dos seus filhos vivo?
Um dia, o pai preocupado viu alguém na estrada, ainda bem longe, aproximando-se de sua casa. Poderiam ser seus filhos? Ele apurou a vista e começou a correr na direção deles, e seu coração se confrangeu um pouco quando viu somente duas pernas S uma pessoa S subindo a estrada. Quando se apressava na direção da figura que se aproximava, ele percebeu que seu filho mais velho estava lutando sob o peso de uma carga. Ele se apressou na direção do filho e viu que, nos seus ombros, estava a forma flácida de seu filho mais novo. Quando o pai chegou ao salvador cansado, ouviu estas palavras: “Ele está doente, quase morto. Mas levemo-lo para casa e tentemos tratá-lo para que recupere a saúde. Encontrei meu irmão. Eu trouxe teu filho de volta.”
Jesus não contou esta parábola porque os fariseus não tinham aprendido o amor do Senhor pelos perdidos. Eles não entenderam o amor e a graça demonstrados por Jesus e mais tarde explicado tão eloquentemente por Paulo (veja Romanos 1:16; 2:9-11; 3:10,23; 5:6-8; Efésios 2:8-9; 3:18-19). Façamos tudo o que pudermos para compreender a magnitude deste amor por nós, por todas as outras pessoas. Sigamos o exemplo de Jesus e não o dos escribas e fariseus. Todos necessitamos da graça de Deus...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

domingo, 21 de agosto de 2016

UM NOVO NASCIMENTO...


                                                  UM NOVO NASCIMENTO...
João 3:3-7
Introdução:
- A Bíblia ensina que o homem nasce e morre uma só vez (Hebreus 9:27), depois disso é esperar o dia que seremos julgados por Deus, mas em João 3: 3-7 Jesus diz que é preciso nascer de novo?
- O que Jesus queria dizer?
- Quando Jesus diz que é necessário nascer de novo, Ele está explicando a experiência que vivemos quando recebemos a Jesus como Senhor e Salvador.
- Quando sinceramente nos arrependemos de nossos pecados e o recebemos como Senhor de nossas vidas, recebemos também o Espírito Santo de Deus, essa experiência de recebimento do Espírito Santo que Jesus chama nascer de novo.
- Ele ensina que todos que desejam serem salvos tem que passar por essa experiência, mas o que precisamos fazer se quisermos receber o Espírito Santo?
Se quisermos nascer de novo?
1) Precisamos estar arrependidos de nossos pecados e querer viver em novidade de vida.
- Você quer mudar?
- Quer ter um estilo de vida que agrada a Deus?
- Está arrependido dos seus pecados?
- Se a resposta for sim, você já está dando um grande passo para o recebimento do Espírito Santo e para nascer de novo.
2) Precisamos crer em Jesus e obedecê-lo.
- A Bíblia fala em Atos 5:32 que Deus dá o Espírito Santo aqueles que lhe obedecem.
- Você está disposto a obedecer a Deus em qualquer situação?
- Mesmo em situações que Deus fale uma coisa e você queira outra?
- Se estiver disposto, Deus te ajudará e te dará o Espírito Santo para auxiliá-lo.
3) Precisamos querer viver para Deus e pedir a Ele que nos dê o Espírito Santo.
- Quer viver para Deus?
- Então peça a Ele que te dê o Espírito Santo. Peça com fé e espere, Ele te dará com certeza.
Conclusão:
- Precisamos nascer de novo, do Espírito de Deus, o Espírito Santo, mas o Espírito Santo só faz a vontade de Deus.
- Só vale a pena receber o Espírito Santo se decidimos viver para Deus, para obedecê-lo e honrá-lo. Ele não faz o que nós queremos, mas nos guia para fazermos a vontade de Deus.
- Você quer viver para fazer a vontade de Deus?
- Quer nascer de novo?
- Quer receber o Espírito Santo?
Levante a mão, vamos orar...

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.