Subscribe:

quarta-feira, 8 de julho de 2020

TAMBÉM ESTÁ ESCRITO: NÃO TENTARÁS AO SENHOR TEU DEUS


                         TAMBÉM ESTÁ ESCRITO: NÃO TENTARÁS AO SENHOR TEU DEUS

A guerra de Satanás contra o povo de Deus―inclusive contra Jesus Cristo, contra os descendentes naturais da antiga Israel e contra todos os verdadeiros cristãos―é o principal assunto de Apocalipse 12 e 13. Estes capítulos explicam a motivação do diabo e introduz os poderes do mundo que ele emprega em sua batalha final contra Cristo e Seus servos.
João começa assim: “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. E estava grávida e com dores de parto e gritava com ânsias de dar à luz” (Apocalipse 12:1-2). Esta mulher simboliza o povo de Deus, escolhido para ser a luz do mundo―em contraste com a mulher de Apocalipse 17, que é a mãe das meretrizes.
Estas imagens lembram a história ancestral da antiga Israel. O patriarca José descreveu um de seus sonhos reveladores para sua família: “E disse … Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. E, contando-o a seu pai [Jacó, ou Israel] e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?” (Gênesis 37:9-10).
No entanto, depois que José tornou-se vice-governador de Faraó no Egito, sua família curvou-se diante dele. Seu sonho provou ser uma revelação de Deus.
Jacó, pai de José, rapidamente captou o simbolismo do sonho de José. O sol representava a Jacó, a lua a sua esposa e as estrelas os seus filhos―doze ao todo, incluindo José. Em outras palavras, o simbolismo do sonho de José referia-se à família de Jacó, da qual se originou a antiga nação de Israel. A mulher, em Apocalipse 12, vestida com esses mesmos símbolos, também representa a família de Jacó, que depois tornou-se uma nação―o povo de Israel escolhido por Deus.
Muitas centenas de anos depois da época de José, os judeus (descendentes das tribos de Judá, Benjamin e Levi) e alguns remanescentes das outras tribos foram os únicos descendentes da antiga Israel que permaneceram na Palestina. O poderoso Império Romano dominava-os quando chegou o tempo de Jesus, o Messias, nascer na nação judaica. “E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono” (Apocalipse 12:5).
Mas note o que aconteceu imediatamente após o nascimento de Cristo. Satanás, simbolizado pelo dragão, “parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho” (versículo 4). Os Evangelhos registram como Satanás influenciou a Herodes, o rei romano dos judeus, para matar todas as crianças do sexo masculino de dois anos para baixo ao redor de Belém, numa tentativa de eliminar a potencial ameaça ao seu trono (Mateus 2:16). O rei não sabia que Deus já havia livrado Jesus porque seus pais humanos apressadamente O levaram para o Egito até que Herodes morresse (versículos 13-14).
Por causa desse cuidado amoroso de Deus, Satanás foi impedido de destruir a mulher estimada (Apocalipse 12:6). No entanto, Satanás, de novo, perseguirá e matará implacavelmente o povo de Deus no tempo do fim.
A guerra total de Satanás
Observe o próximo evento. “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (versículos 7-9).

Este evento ocorre pouco antes de Cristo retornar para trazer “a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus” (versículo 10). Então o anjo de Deus anuncia: “Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (versículo 12).
Quando Satanás perde sua batalha com os anjos de Deus, ele dirige a sua fúria contra o povo de Deus, simbolicamente representado pela mulher anteriormente mencionada (versículos 13). É evidente que a espiritual “Israel de Deus” agora são os membros de Sua Igreja (ver Gálatas 6:16; 3:7, 29; Romanos 2:25-29). Deus promete a esta mulher favorecida um lugar “onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo [três anos e meio], fora da vista da serpente” (versículo 14). Deus vai intervir para ajudar a mulher a sobreviver durante este tempo de aflição inacreditável (versículos 15-16).
A guerra de Satanás será dirigida não apenas contra os descendentes naturais, físicos, de Israel, como quando do nascimento de Cristo, mas ainda mais específicamente contra o “resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo” (versículo 17).
Observe que Satanás se enfurecerá especialmente contra os santos que guardam os mandamentos e que seguem, hoje em dia, os ensinamentos de Cristo. Todos eles estão destinados a serem odiados. Embora esteja profetizado que alguns vão sobreviver ao furioso ataque instigado por Satanás, as Escrituras revelam que muitos serão martirizados. Como Cristo já havia advertido: “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome” (Mateus 24:9).
O império perseguidor
O poder geopolítico mais ativamente envolvido nesta perseguição ao povo de Deus―que é uma revivificação do Império Romano do fim dos tempos, como veremos―é introduzido em Apocalipse 13 como “uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia” (versículo 1). Esta “besta” recebe “seu poder, e o seu trono, e grande poderio” do dragão, Satanás (versículo 2; compare 12:3). Suas características são como as de um leopardo, de um urso e de um leão (Apocalipse 13:2).

Daniel escreveu séculos antes sobres essas mesmas bestas como símbolos dos sucessivos impérios da Babilônia, da Pérsia e da Grécia (Daniel 7:4-6; comparar com Daniel 8:19-22), cada um governaria a Terra Santa. Mais tarde, esse território seria conquistado e controlado por Roma, sinônimo da terrível quarta besta descrita por Daniel. João escreve sobre o renascimento desse antigo sistema: “E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta” (Apocalipse 13:3).
No tempo do fim todos esses impérios antigos parecerão, de uma perspectiva histórica, ter sido destruídos definitivamente. Mas grande parte de sua antiga herança cultural e religiosa foi cuidadosamente preservada. Esta herança do Império Romano será restabelecida no fim dos tempos, uma poderosa aliança de dez “reis” ou governantes―atualmente intitulados como presidentes, primeiro-ministros ou chanceleres―surgirá pouco antes da volta de Cristo.
Em Daniel 2 a herança deste poderoso reino ou império do tempo do fim é representada por uma estátua de uma figura humana composta de quatro metais (versículos 31-33). Sua cabeça representa o império neo-babilônico de Nabucodonosor (versículos 37-38), que conquistou e destruiu Jerusalém em 586 a.C. Os poderes dominantes depois da Babilônia, representados por outras partes da imagem, foram o império Medo-persa, império Greco-macedônio estabelecido por Alexandre, o Grande, e o Império Romano (versículos 39-40).
A manifestação final deste sistema é representada pelos pés da estátua: “Assim como os dedos eram em parte de ferro e em parte de barro, também esse reino será em parte forte e em parte frágil. E, como viste, o ferro estava misturado com o barro. Isso significa que se buscarão fazer alianças políticas por meio de casamentos, mas a união decorrente dessas alianças não se firmará, assim como o ferro não se mistura com o barro. Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído …” (versículos 42-44, NVI). Em outras palavras, os dez dedos desta imagem vai existir no tempo do fim e serão esmagados ao voltar Jesus Cristo (versículos 34, 44-45).
Os dez dedos na estátua de Daniel 2, aparentemente correspondem aos dez chifres da besta de Apocalipse 17. Então, o que significam esses dez chifres?
“Os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá …” (Apocalipse 17:12-14).
A “besta”, formada por todos esses chifres, será um império do tempo do fim governado por Satanás, a qual terá vida curta. Como veremos mais adiante, será uma entidade política, religiosa e militar economicamente guiada como o império governado pela antiga Babilônia.
A besta que aparece a João em Apocalipse 13 é composta dos impérios representados pela imagem descrita em Daniel 2 e pelas quatro bestas de Daniel 7. O quarto animal de Daniel 7 foi o Império Romano, descrito como diferente daqueles que o precederam. A besta composta de Apocalipse 13 é uma ressurreição desse Império Romano, incorporando as características dos três impérios anteriores.
João refere-se claramente aos outros impérios quando diz: “E a besta que vi era semelhante ao leopardo [o império grego], e os seus pés, como os de urso [o império persa], e a sua boca, como a de leão [antiga Babilônia]; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio” (versículo 2).
Veja como essa besta, possuindo muitas características chaves dos impérios perseguidores precedentes, será poderosa ao se manifestar no tempo do fim: “E toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?”
“E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação” (Apocalipse 13:3-7).
O livro de Apocalipse revela, em mais de uma perspectiva, o surgimento deste vasto império do fim dos tempos governado a partir de uma grande cidade, classificada por Deus como “A GRANDE BABILÔNIA” (Apocalipse 17:5, 18), referindo-se aqui a Roma. Esta ressurreição final do Império Romano, centrado na Europa, está destinada a se tornar a superpotência dominante do mundo. Satanás a usará como sua principal arma contra Cristo e Seu povo no final da era.
Satanás fará com que o ditador humano do fim dos tempos do império bestial―que também é referido como “a besta”―seja adorado em todo o mundo. Satanás dará a este ditador o poder de transformar seus objetivos políticos e militares (assim como os de Satanás) em uma cruzada religiosa mundial.
João explica: “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).
O fator religioso
Depois João diz: “Então vi outra besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão. Exercia toda a autoridade da primeira besta, em nome dela, e fazia a terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado” (Apocalipse 13:11-12, NVI).

Quem é a segunda besta? Ela é um instrumento de Satanás usada por sua posição e autoridade para influenciar a humanidade a adorar a primeira besta.
Como ele convencerá as massas a aceitar tamanha arrogância? Ele será um enganador habilidoso e capacitado manipulado diretamente por Satanás. “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (versículos 13-15).
Depois disso João descreve o poderoso líder religioso como “o falso profeta que havia realizado os sinais milagrosos em nome dela [da Besta]” (Apocalipse 19:20, NVI). O Falso Profeta é, evidentemente, o líder satânico de um falso sistema religioso representado pela mulher imoral montada na besta de Apocalipse 17 (ver “As Duas Mulheres de Apocalipse” que começam na página 58).
Paulo também predisse a vinda de um enganador super-poderoso: “E, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (2 Tessalonicenses 2:8-10). Tragicamente, a maioria das pessoas será enganada ao acreditar nele.
Haverá novamente adoração ao imperador?
Para a maioria de nós o cenário profetizado do culto mundial à Besta―muito parecido com o culto aos antigos imperadores romanos―pode parecer quase impossível de se repetir nesta era moderna. Mas tão recentemente como durante a Segunda Guerra Mundial os japoneses eram obrigados a adorar o imperador do Japão. Seus soldados travavam a guerra entusiasmadamente em seu nome.

Devemos lembrar também que durante a nossa vida muitos líderes religiosos têm surgido dizendo representar seres divinos na carne. Alguns tem obtido sucesso e seduzem milhares de seguidores em todas as esferas sociais. Às vezes, esses discípulos iludidos têm entregue prontamente suas vidas aos caprichos de tais líderes.
A ideia de que humanidade moderna não pode ser enganada por um líder fanático—especialmente um com uma personalidade poderosamente carismática—absolutamente não é verdade. A história prova que sempre é possível.
A segunda besta descrita em Apocalipse 13 se apresenta como um cordeiro (como Cristo), mas fala como um dragão (o diabo). Ele vai persuadir o mundo a adorar a primeira besta (versículo 12). Ele até influenciará e convencerá os negociantes do comércio internacional, a ponto de que “ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome” (versículo 17). 
Vencedores e perdedores
O resultado inevitável da guerra de Satanás contra os servos de Deus é o assunto do capítulo 14 e dos quatro primeiros versículos do capítulo 15. Aqui os verdadeiros vencedores e perdedores são claramente descritos nas mensagens divinas entregues pelos anjos.

Cristo, representado como um cordeiro, é retratado no meio dos cento e quarenta e quatro mil “que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai” (Apocalipse 14:1). Estes são descritos como aqueles que seguiram fielmente a Cristo, o Cordeiro, em vez da besta mesmo durante este tempo de grande tribulação (versículo 4).
João descreve esses servos honrados e leais de Cristo como “irrepreensíveis diante do trono de Deus” (versículos 4-5). E continua: “E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro …” (Apocalipse 15:2-3, NVI; compare a 14:3).
João está vendo-os, em sua visão, cantando e se alegrando, enfim, como os verdadeiros vencedores deste grande conflito espiritual.
João também vê que antes desta guerra acabar “toda a nação, e tribo, e língua, e povo” terá a mensagem deste “evangelho eterno” proclamado a eles: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra …” (Apocalipse 14:6-7, NVI). Durante esse tempo, a iminente queda e destruição dessa grande cidade, a Grande Babilônia, é anunciada por um outro anjo (versículo 8).
João também identifica claramente os perdedores na guerra pelo controle espiritual da humanidade: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira “ (versículos 9-10). O julgamento das pessoas que seguem os caminhos de Satanás, julgamento há muito esperado pelos servos de Deus, está à mão.
Os santos têm toda a razão para estarem confiantes no resultado. Mas, por enquanto, as provas do povo de Deus ainda não acabaram: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem” (versículos 12-13, NVI). Aparentemente, Satanás enviará até o fim os seus instrumentos humanos enganados para perseguir e matar aqueles que realmente tentam obedecer e servir a Deus.
Então segue-se uma descrição de Cristo e de um anjo removendo os maus e sua maldade da terra como um fazendeiro removeria os grãos de um campo com uma foice ou “ajunta os cachos de uva da videira da terra” (versículos 14-18, NVI). E aqueles colhidos são lançados “no grande lagar da ira de Deus” (versículos 19-20, NVI). Deus vai manifestar a Sua ira através das “sete últimas pragas, pois com elas se completa a ira de Deus” (Apocalipse 15:1, NVI).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 7 de julho de 2020

SENHOR ENVIA-ME UM ANJO


                                                        SENHOR ENVIA-ME UM ANJO
Quem são os anjos? Quantos anjos existem? São os anjos superiores aos seres humanos? Os anjos podem aparecer em forma de seres humanos? Quem é o líder encarregado dos anjos? De onde vêm os anjos maus? Estas e outras perguntas são respondidas neste artigo.
Quem são os anjos? A Bíblia diz em Hebreus 1:14: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?”
Quantos anjos existem? A Bíblia diz em Apocalipse 5:11: “E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares.”
São os anjos superiores aos seres humanos? A Bíblia diz em Salmos 8:4-5: “Que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco abaixo dos seres celestiais o fizeste; de glória e de honra o coroaste.”
Os anjos podem aparecer em forma de seres humanos. A Bíblia diz em Hebreus 13:2: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.”
Quem é o líder encarregado dos anjos? A Bíblia diz em 1 Pedro 3:22: “Cristo está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades.”
Os anjos são guardiões especiais. A Bíblia diz em Mateus 18:10: “Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.”
Os anjos proveem proteção. A Bíblia diz em Salmos 91:10-11: “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.”
Os anjos salvam os seres humanos do perigo. A Bíblia diz em Salmos 34:7: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.”
Os anjos cumprem as ordens de Deus. A Bíblia diz em Salmos 103:20-21: “Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade!”
Os anjos transmitem as mensagens de Deus. A Bíblia diz em Lucas 2:9-10: “E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo.”
Que papel desempenharão os anjos quando Jesus voltar pela segunda vez? A Bíblia diz em Mateus 16:27: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” A Bíblia diz em Mateus 24:31: “E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.”
De onde vêm os anjos maus? Eram anjos bons que decidiram rebelar-se. A Bíblia diz em Apocalipse 12:9: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.”
Que influência têm os anjos maus? Eles lutam contra os justos. A Bíblia diz em Efésios 6:12: “Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.”
Qual será o destino final de Satanás e os seus anjos maus? A Bíblia diz em Mateus 25:41: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA


                                                         PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA
Não diferente das perseguições que nós cristãos sofremos no passado, hoje passamos por essa mesma situação, pois o STF esta para proibir que os Evangelicos sejam candidatos a cargos politicos, Alguns Ministro dizem que é o abuso de poder Religioso, ora a Constituição Federal diz que todos somos iguais perante a Leí, se proibi adorar a DEUS é uma intolerância Religiosa, já tiraram DEUS das Escolas Públicas, Predios Públicos e agora querem tirar da Politica, até quando vamos ser castigado e ameaçados por esses "guardiões da constituição" que em até o direito de ir e vim foi tirado, sem falar das redes sociais, que brevemente abrira falencia, pois até o direito de expressarmos nossos pensamentos o STF já tirou leia esse ESTUDO abaixo.
A perseguição tem acompanhado a história da igreja, intercalada por períodos de tolerância que eram seguidos por novos ataques, tanto por forças de fora quanto de dentro da igreja

Desde o triste dia em que Caim se levantou contra seu irmão e o matou, a perseguição tem se espalhado sobre a Terra. Do ponto de vista espiritual, os ataques são ainda anteriores aos eventos do Jardim do Éden, remontando ao tempo em que o orgulho de Satanás o fez desejar ser igual a Deus.
Nos dias de hoje, a batalha histórica entre o bem e o mal continua de maneira incessante e a injustiça se acumula, muitas vezes chocando qualquer observador da perseguição ao cristianismo.¹
DEZENOVE SÉCULOS DE PERSEGUIÇÃO
Para antever nosso futuro, primeiro é necessário compreender nosso passado. A perseguição, como temos visto, nunca se afastou da igreja. Certamente, para os que viveram durante as primeiras ondas de perseguição que varreram a história eclesiástica, ser perseguido parecia fazer parte normal da vida cristã.

De fato, a perseguição tem acompanhado a história da igreja, mas ela vem e vai como o movimento das ondas do mar. Os períodos de “tolerância” foram conseguidos a duras penas, seguidos inevitavelmente por novos ataques, tanto por forças de fora da igreja ou, tragicamente, de dentro dela própria. Nós, no Ocidente, no início do terceiro milênio, temos desfrutado de um longo período de liberdade religiosa. A história, no entanto, nos ensina que não há garantia de que essa liberdade continue. Acompanhe a história por capítulos:
A ONDA ROMANA
Durante 300 anos, a igreja no Império Romano sofreu inúmeras ondas de perseguição e opressão, até o imperador Constantino decidir adotar o cristianismo como religião oficial no ano de 313 d.C.

Os primeiros dias de sofrimento foram esporádicos e localizados, mas, depois do incêndio de Roma no ano 64 d.C., o imperador Nero fez dos cristãos o bode expiatório para a tragédia, e a opressão se espalhou. Aqueles que professavam o cristianismo eram torturados e queimados. Era o começo da perseguição por todo o Império, que acabou por alcançar a igreja em todos os cantos. Como consequência, grande parte do Novo Testamento foi escrito na prisão.
No século 2, o autor anônimo da Carta a Diogneto² mostrava a perseguição como parte integral da experiência cristã. Ele escreveu, referindo-se aos cristãos, que eles “amam a todos, mas são perseguidos por todos. São desconhecidos e condenados, recebem a pena de morte e ganham a vida”.
A igreja primitiva teve um rápido crescimento e sofreu repetidos períodos de perseguição. “Se o rio Tigre chega às paredes, se o rio Nilo não cobre os campos, se o céu não se move ou se a terra o faz, se há fome, se há praga, o brado é rápido: ‘Os cristãos aos leões!’”, escreveu Tertuliano³ a respeito dos cristãos, pois eram apontados como culpados por tudo o que acontecia de errado no Império Romano.
Em 250 d.C., durante a mais violenta perseguição que a igreja já enfrentara, o imperador determinou que todos os cidadãos fizessem sacrifícios aos deuses romanos. Eram entregues certificados aos que obedeciam; os que não o faziam, eram presos ou executados.
Já em 303 d.C., o imperador romano Diocleciano ordenou a destruição de todas as igrejas, o confisco dos livros cristãos, a demissão de todos os cristãos do exército e do governo e a prisão do clero. Durante esse mesmo período, Eusébio relatou casos de muitas cidades cristãs que foram arrasadas na Ásia Menor. Essa é considerada a última e “Grande Perseguição”, talvez a mais sangrenta aos cristãos no Império Romano.
Não só a perseguição era considerada um elemento comum da vida cristã, como também aqueles que davam suas vidas por amor a Cristo eram tidos em alta estima. Finalmente, a liberdade foi obtida pelo derramamento do sangue dos mártires. Constantino reverteu o quadro, colocando a igreja no centro do Império.
Uma paz incerta reinou no período que se seguiu. Durante quase 200 anos, a ordem do dia era constituída de certa tolerância, pelo menos dentro das fronteiras da “civilização”. Os fiéis missionários que se atreveram a levar o evangelho às tribos bárbaras fora do mundo “civilizado” – isto é, fora do Império Romano –, os principais povos germânicos, como os hunos, vândalos, visigodos, ostrogodos, francos, lombardos e anglo-saxões, continuaram a enfrentar perseguições.
OS BÁRBAROS E O ISLAMISMO
O historiador norte-americano Kenneth Latourette (1884-1968) chamou o período entre 500 d.C. e 1500 d.C. de “os mil anos de incerteza”. Durante esses dez séculos, o cristianismo enfrentou dois inimigos poderosos e ameaçadores que trariam dor e sofrimento a muitos. A luta era contra os bárbaros e o islamismo.

O primeiro inimigo, os bárbaros, seria finalmente superado com dor e sofrimento, alcançando-se o triunfo do evangelho.
Já a perseguição islâmica foi diferente. Em poucos anos, a igreja seria destruída no Norte da África e subjugada no Oriente Médio, vendo sua própria existência ser ameaçada.
Durante o período chamado pelos historiadores de Idade das Trevas, tribos bárbaras varreram o continente eurasiano em direção ao oeste, vindas dos campos e desertos da Ásia Central, região conhecida como o “berço” das nações. Os bárbaros enterraram todos os vestígios do Império Romano e expulsaram os moradores nativos para as montanhas. A parte estimulante e inspiradora dessa história é que a igreja despertou para o desafio e enviou missionários, como Columba de Iona (521-597, monge irlandês que reintroduziu o cristianismo entre os pictos, na Escócia) e Bonifácio (672-754 ou 755, conhecido como Apóstolo dos Germanos), para ganharem os bárbaros para Cristo.
Foi um trabalho difícil e demorado, e a perseguição nunca esteve ausente. “Cada rebelião do povo era acompanhada pelo ressurgimento do paganismo, e a longa história de martírio e de massacres lança um brilho fúnebre ao processo pelo qual os saxões foram finalmente convertidos”, comenta o historiador Stephen Neil (1900-1984).
Enquanto o sofrimento e a morte eram parte do “preço” para se alcançar os pagãos com o evangelho, a perseguição era o preço da própria sobrevivência da igreja sob o domínio islâmico. Nos cem anos que se seguiram à morte de Maomé, seus seguidores levaram suas crenças até o coração da cristandade, alcançando Jerusalém (638 d.C.), Cesareia (640 d.C.) e Cartago (697 d.C.). Por volta de 715 d.C., a maior parte da Espanha havia caído perante os muçulmanos, que só conheceriam a derrota no ano de 732 d.C., quando foram batidos por Carlos Martel em Tours, na França.
Para as igrejas que sobreviveram, as consequências das conquistas muçulmanas foram treze séculos de escravidão, a redução dos cristãos à condição de cidadãos de segunda categoria, a humilhação e a perseguição institucionalizada. Ser cristão e viver sob domínio islâmico naquela época significava ter de pagar uma taxa per capita e ver os filhos serem levados pelo imperador árabe.
A IGREJA INSTITUCIONALIZADA
O cristianismo havia acabado de alcançar os limites da Europa, no final do primeiro milênio, quando algo novo começou a agitar aquilo em que se havia transformado a igreja institucionalizada, com sede em Roma. Em vários lugares, pessoas insatisfeitas com a religião oficialmente estabelecida começaram a buscar uma nova espiritualidade.

Esses movimentos acabariam levando à Reforma e a uma nova onda de perseguição que, nascida dentro da própria igreja, duraria quase 500 anos. Era o começo de uma luta que tornaria a perseguição parte da experiência cristã, como nos primeiros 300 anos de existência da igreja.
A reação do papado em relação a todos os novos movimentos foi rigorosa e inevitável. No século 12, os valdenses4foram perseguidos e excomungados. Em 1415, o reformador religioso John Huss (1369-1415) foi morto na fogueira. Em 1498, Giralamo Savonarola (1452-1498) foi martirizado, um padre dominicano que pedia reformas na igreja católica. No início do século 16, a reforma de Lutero começou um movimento de renovação espiritual que tornaria novamente a perseguição e o martírio uma parte comum do preço do compromisso espiritual.
Quarenta anos após Lutero ter fixado suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, John Foxe publicou O livro dos mártires, uma das publicações mais influentes a aparecer na Inglaterra ao longo de um período de 200 anos. Na era elizabetana (período entre 1558 a 1603), toda casa tinha a Versão Autorizada da Bíblia e um exemplar da obra de Foxe.
Foxe documentou a vida dos que haviam sido perseguidos e morrido por sua crença ao longo dos anos, como precursores da Reforma Protestante: Wycliffe e Huss, Jerônimo de Praga, Tyndale e John Hooper, Ridley, Latimer e Cranmer. A popularidade do livro é uma prova de que a perseguição era parte do preço que muitos cristãos esperavam pagar por sua fé naqueles tempos tumultuados.
A história ainda apresenta a nós vários outros exemplos de intolerância à religião cristã. Na Europa continental, os anabatistas – que desenvolveram ideias tidas radicais tanto de ordem religiosa quanto social – tiveram seus próprios mártires e sofreram 25 anos de amarga perseguição. Na Inglaterra, os cristãos puritanos5tiveram de deixar o país no século 17 em busca de liberdade religiosa nas colônias norte-americanas. Na França, dez mil protestantes franceses foram massacrados na noite de São Bartolomeu e, mesmo após o Edito de Nantes – decreto promulgado em 1598 pelo rei Henrique 4 que concedia liberdade religiosa aos protestantes –, os huguenotes6continuariam a ser perseguidos. Jean Crespin (1520-1572), um advogado, registrou a realidade enfrentada pelos protestantes franceses em seu livro The Martyrologe, um testemunho do sofrimento dos huguenotes e dos valdenses, assim como da condenação de centenas de cristãos às galés, navios movidos a remos.
UMA NOVA TOLERÂNCIA
Durante cerca de 300 anos, os cristãos reformados (e, em certo grau, os católicos em países protestantes) sofreram violenta perseguição. Uma nova tolerância finalmente se instalou na Inglaterra e na Holanda no final do século 18, enquanto no restante da Europa isso aconteceu no final do século 17. Cansada das sangrentas guerras religiosas e inspirada pelo pensamento “iluminista”, de que a religião deveria ser separada da vida cotidiana, a perseguição aberta acabou no Oeste da Europa e na América do Norte (apesar de continuar havendo uma certa discriminação contra os protestantes nos países católicos).

No final do século 19, impérios “cristãos” europeus encontravam-se espalhados pelo mundo. Sob o manto protetor dos poderes coloniais, aquele havia sido o século da grande missão, e igrejas haviam sido plantadas nas nações recém-colonizadas. A igreja acreditava que podia alcançar o mundo antes do início do século 20. A perseguição era esporádica, e os que sofriam eram os nativos convertidos. Até Samuel Zwemer (1867-1952), um importante missionário norte-americano que atuava no mundo muçulmano, acreditava que era apenas uma questão de tempo para que os muçulmanos fossem alcançados para Cristo. De alguma forma, a igreja ocidental esqueceu que a perseguição existia.
O SÉCULO 20: COMUNISMO E NACIONALISMO
Cem anos de relativa paz acabaram de repente para a igreja nos primórdios do século 20. Apesar da alegação de alguns, não há certeza de que esse tenha sido o século em que os cristãos mais sofreram perseguições, mas dois fatores foram responsáveis pela grande onda de perseguição que ocorreu nele.

O primeiro foi o nascimento de uma nova doutrina ateísta – o comunismo – parecida com o cristianismo e o islamismo em sua visão de alcançar o mundo. Desde a Revolução Bolchevista de São Petersburgo, em 1917, a igreja foi a primeira a ser perseguida onde quer que o comunismo fincasse o pé. A rapidez de suas conquistas e o grau de opressão da igreja tornou sua violência comparável à atuação dos exércitos árabes do século 7.
Durante os 70 anos em que viveram sob a influência de Moscou – e ainda hoje em países “comunistas” como a China, a Coreia do Norte, o Vietnã e Cuba –, os cristãos têm sofrido discriminação, tortura, violência, prisão e assassinato por causa de sua fé.
O segundo fator foi o novo “nacionalismo” e o fim dos impérios coloniais a partir do término da Segunda Guerra Mundial. Quando as nações se libertaram da opressão colonial, colocaram uma nova ênfase em sua cultura e religião originais. As nações recém-libertas primeiro se voltaram para o marxismo como modelo econômico, o que provou ser um terrível erro. O imenso fracasso do socialismo em dar-lhes o crescimento econômico e a independência pela qual ansiavam e de que precisavam foi, por sua vez, campo propício para o surgimento do extremismo religioso. O cristianismo era visto como uma importação do Ocidente, e as igrejas implantadas pelos missionários eram consideradas herança indesejável do colonialismo. Acompanhe a história nos capítulos seguintes:
O ESTRANHO SILÊNCIO DA IGREJA OCIDENTAL
A tragédia do século 20 é que, enquanto a igreja fora dos Estados Unidos e da Europa Ocidental começa a experimentar essa nova contenda, que resulta em violência e derramamento de sangue, os cristãos ocidentais permanecem estranhamente silenciosos. A perseguição da igreja foi, quando muito, reconhecida superficialmente, e pouco foi feito para levantar a voz pelos que estavam na prisão e sofrendo em razão de sua fé.

Em 1975, dois cristãos ortodoxos soviéticos, Gleb Yakunin e Lev Regelson, escreveram para o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que organizava sua 5ªAssembleia em Nairóbi, lamentando que “o assunto da perseguição religiosa deixava de ocupar o lugar que merecia”. O CMI, incoerentemente, se recusava a discutir a perseguição da igreja nos países comunistas, enquanto levantava a voz para falar sobre os direitos humanos em outras partes do mundo. Muitos cristãos no mundo comunista também se sentiram traídos quando outros evangélicos se recusaram a defender sua causa quando visitavam seus países.
Houve poucas vozes que defenderam a Igreja Perseguida, como o Irmão André, Richard Wurmbrand, Michael Bordeaux e outros. No entanto, eles foram vozes no deserto.
No entanto, por que o silêncio? O que poderia explicar a desatenção e a despreocupação da igreja ocidental?
Em primeiro lugar, havia uma simpatia intelectual pelo socialismo entre muitos clérigos, o que facilitou erros de informação e permitiu que agentes influentes corressem soltos dentro das denominações. O mesmo é válido para o islamismo. Jacques Ellul (1912-1994), teólogo e um dos líderes da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, mostrou como muitos intelectuais franceses tiveram a tendência de considerar os muçulmanos como um “povo oprimido”, colocando a cultura islâmica e a tolerância em um pedestal, encarando com descrédito as alegações de crueldade contra mulheres e não seguidores da religião muçulmana.
Em segundo lugar, a perseguição contrariava os princípios dos que acreditavam em um evangelho triunfante, que prometia cura e saúde como parte do pacote da mensagem evangelística aqui na Terra. O chamado “evangelho da prosperidade” não podia soar verdadeiro se alguém falasse sobre cristãos na prisão ou sobre pessoas que sofriam com a pobreza e a discriminação por colocarem Jesus em primeiro lugar em suas vidas.
Em terceiro lugar, havia uma reação contra a Guerra Fria e uma suspeita de que os missionários ocidentais eram manipulados pela CIA – a agência de inteligência civil dos Estados Unidos. Da mesma forma, também havia resistência por parte da igreja livre em acreditar que membros da KGB – a principal organização de serviços secretos da ex-União Soviética – se infiltrassem na Igreja Perseguida. Excesso de simplicidade e, talvez, exagero de algumas missões e de cristãos “não registrados” (membros da igreja não oficial, sem apoio do governo) somente alimentaram o clima de desconfiança.
Finalmente, a desinformação e a bem-sucedida divisão das igrejas dos países comunistas em “registradas” e “não registradas” garantiram um fluxo constante de visitantes ocidentais para contemplar a “liberdade” das igrejas na ex-União Soviética. A tática de “dividir para controlar” foi aplicada com sucesso à igreja ocidental pelos governos comunistas. Missões e organizações ocidentais que quisessem ter um ministério “oficial” nos países comunistas eram obrigadas a recitar a propaganda oficial.
É estranho que a “redescoberta” da Igreja Perseguida tanto pelas principais denominações evangélicas como pelas igrejas tradicionais aconteceu quase em seguida à abertura das fronteiras do Leste Europeu depois da queda do Muro de Berlim. Ondas de visitantes ocidentais na Romênia e na Rússia, em 1989 e 1990, ouviram, pela primeira vez, a realidade da perseguição da boca dos cristãos que estavam visitando. Eles tiveram sua própria perestroika (palavra russa para reestruturação) ao reorganizar suas concepções e admitir a realidade do que vinha acontecendo lá durante anos.
É uma triste acusação o fato de que boa parte da cristandade ocidental tenha precisado ver a queda do comunismo para finalmente reconhecer a realidade da perseguição na esfera dos países dominados por essa ideologia. Isso significou um atraso de 70 anos no serviço à Igreja Perseguida.
A DÉCADA DE 1990
Muitos analistas acreditam que durante a década de 1990 houve uma mudança de postura. A Associação Evangélica Mundial passou a considerar o problema da perseguição religiosa como uma prioridade, e a entrega do Prêmio da Liberdade Religiosa dessa organização ao Irmão André em 1997 é um testemunho disso.

Organizações, como o serviço de informações da Portas Abertas, têm contribuído para despertar a consciência geral para a realidade da Igreja Perseguida ao redor do mundo. As missões têm dado ênfase especial em alcançar países da chamada janela 10/40 – região que se estende desde o oeste da África até o leste da Ásia, entre os paralelos 10 e 40, ao norte do Equador. Pelo fato de a igreja nessa região ser a mais perseguida do mundo, a condição dos cristãos oprimidos tem sido bastante divulgada.
O PERIGO É IMINENTE
Durante quase 200 anos, o cristianismo ocidental levou uma vida protegida, livre de perseguição. Em lugares onde tem havido opressão – no Bloco Oriental e em países subdesenvolvidos economicamente –, os ocidentais têm sido pouco mais que espectadores interessados. Seria ingênuo, no entanto, esperar que as coisas continuem assim enquanto o Ocidente entra em uma nova era, na qual a cultura que garante a liberdade tem sido continuamente atingida.

As nações ocidentais estão tentando lidar com a multirreligiosidade e o multiculturalismo. Como resultado, o conceito de “tolerância” tem sido valorizado, mas seu significado vem sendo sutilmente alterado. Tolerância, agora, exige negar que qualquer um tenha fé absoluta.
O medo da expansão de seitas extremistas, especialmente na Europa continental, tem provocado uma reação contra todas as religiões minoritárias, que são vistas como seitas. Comissões parlamentares na Bélgica e na França rotularam as igrejas evangélicas de seitas em meados da década de 1990. É interessante notar que, enquanto a Corte Europeia de Direitos Humanos sustenta o direito do indivíduo de manter ou mudar de credo, o direito de “exercer proselitismo” é deixado aberto à interpretação dos diferentes países.
O desafio para a igreja ocidental, no século 21, será não apenas continuar acordada para fortalecer a igreja ao redor do mundo – enquanto esta enfrenta novas ondas de perseguição –, mas também ficar atenta ao que está acontecendo em seu próprio quintal. Isso será uma tarefa de valor inestimável.
Os cristãos ocidentais não podem mais esperar desfrutar impunemente os privilégios da liberdade como no passado. Nos anos vindouros, a liberdade religiosa será, sem dúvida, um desafio.
A VIAGEM AO NOVO MILÊNIO
No fim do século passado, o comunismo russo entrou em colapso e o Muro de Berlim caiu. Muitos dos antigos desafios da Igreja Perseguida foram conquistados e muitos de seus objetivos impossíveis, alcançados. Mas agora, de longe, o nosso maior desafio está à frente de nós: o islamismo.
Hoje em dia, o islamismo é a religião que cresce mais rapidamente do que qualquer outra em diferentes partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos.7

Segundo o Irmão André, há uma explicação para isso, pois há muito o que admirar no islã: parte de seu sucesso é o apoio oferecido à comunidade, que afirma ser a resposta para os problemas econômicos e sociais; o islã promove uma vida saudável, com comunidades livres de drogas e álcool e centradas na oração, o que segura pais e chefes de família em casa. Irmão André alerta que dos milhões de muçulmanos em todo o mundo, a grande maioria não é de terroristas, mas é pacífica, com homens e mulheres focando em famílias trabalhadoras.
A dificuldade em relação ao islamismo, segundo o Irmão André, está no segmento extremista do islã, com a demanda de seus líderes por obediência total. Nesse ponto, o islamismo tem muito em comum com o comunismo. Nas repúblicas da Ásia Central – que faziam parte da antiga União Soviética –, Turcomenistão, Uzbequistão, Cazaquistão, Tadjiquistão, Quirguistão, formas fundamentalistas do islã estão lutando pelo controle sobre a sociedade. No Afeganistão, elas já dominam. O efeito sobre a vida das pessoas dessas ditaduras teológicas que reivindicam o corpo, a alma e o espírito do indivíduo é o mesmo que no comunismo. Por isso, à medida que os fundamentalistas ganham poder, imediatamente começam a atacar os cristãos. O totalitarismo é mais completo se combinado à religião.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

domingo, 5 de julho de 2020

PASTORES ENTRE O ORGULHO E A SOBERBA


PASTORES ENTRE O ORGULHO E A SOBERBA

A soberba é uma das atitudes mais perniciosas e tem o poder de derrubar o ser humano, independente de quem seja. Possuir um padrão elevado de vida ou não, receber alguma promoção ou reconhecimento no campo profissional ou ser rebaixado de cargo, ser elogiado por conquistas ou criticado por elas, tudo isso pode revelar a arrogância ou a humildade existente no coração do homem. A soberba é uma ponte para a destruição, sem atalhos.

Pela longa história da vida humana, vimos consequências na vida daqueles que se deixaram levar pela presunção em seus projetos e modelo de vida. É certo que muitos dos fracassos que o homem já enfrentou e ainda enfrenta, foram frutos de sua própria falta de habilidade e competência. Mas outros, deram-se pela presença da soberba, orgulho e altivez. Neste caso, consequências também são esperadas. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Provérbios 16:18).
Toda pessoa soberba alimenta um excesso de confiança em si mesmo, considerando-se imbatível e invencível. Podemos comparar a soberba ao mau hálito: geralmente quem o tem não percebe, mas sim aqueles que estão a sua volta.

Na Bíblia, há várias histórias e citações de versículos que nos alertam contra a altivez. Uzias, rei de Judá, é um exemplo (2 Crônicas 26:1-23). Seu reinado em Jerusalém durou 52 anos, e teve um começo exemplar, mas ao longo dos anos, foi derrotado pelo orgulho e altivez. Ao lermos a referência acima citada, chegamos à conclusão de que Uzias, também chamado Amazias, realmente foi um grande conquistador, um líder por excelência, um estrategista que comandou um poderio militar.

Sob suas ordens havia um exército guerreiro de 307500 homens, com um detalhe: “…faziam a guerra com grande poder” (v.13). Uzias ficou muito famoso. Porém, no ápice de suas conquistas aconteceu justamente o que não deveria: “Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso” (v. 16).

Como consequência disso, Uzias teve lepra na testa de forma pública, foi excluído da Casa de Deus e morreu aproximadamente em 740 a. C. de forma isolada, sem visitas. Trágico, não? Para quem acompanhou a luta do brasileiro Anderson Silva, conhecido como “Spider”, no Ultimate Fighting Championship (UFC), contra o norte-americano Chris Weidman, em Julho de 2013, ficou mais que evidente que a causa da derrota de Anderson foi o excesso de confiança em si mesmo durante a luta.

Neste contexto, é oportuno lembrar o registro de Lc 18:14 “…todo o que se exalta será humilhado…”. O versículos anteriores a este (Lc 18:9-13) narram a famosa parábola do fariseu e o publicano. O fariseu orava da seguinte forma: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano.” Já o publicano foi sensato: “…estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”. O fariseu se viu acima do publicano. Pensava ter uma espiritualidade “acima da média”, de modo que considerou-se superior ao publicano.

Mas Jesus reprovou sua atitude, mencionando que o publicano desceu justificado para sua casa e não o fariseu. Comumente o orgulho pode nos levar à autossuficiência e justiça própria. Uma pessoa orgulhosa geralmente tem dificuldades em receber favor de terceiros. Qualquer ajuda pode ferir seu orgulho. Outra marca importante que estava impregnada no coração do fariseu era seu desprezo e desdenho pelo seu semelhante.

Quanto a isto, Paulo enfatizou: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” (Filipenses 2:3). Quantas vezes caímos nesta mesma armadilha, desprezando e ridicularizando nosso próximo porque ele não pensa, não se veste, não vive como nós. Como crentes, quantas vezes depreciamos nosso próximo só porque ele faz parte de uma denominação diferente da nossa!

Foi Charles Swindoll quem disse: “O orgulho se vence considerando os outros superiores a si mesmo”. Todo cuidado é pouco, principalmente para quem está em uma situação de evidência e crescimento. A bíblia NVI, diz em 1 Coríntios 10:12 o seguinte: “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!”. John C. Maxwuell diz que “O que leva anos para ser construído pode ser destruído do dia para a noite.
Apóstolo. Capelão/Juiz Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

EM MEIO AS TEMPESTADES


                                                          EM MEIO AS TEMPESTADES
UM ESTUDO EM MC 4.35-41
INTRODUÇÃO: As tempestades que enfrentamos na vida não anulam a bondade de Deus. O texto que vamos estudar fala de tempestade não esperada e nos ensina muito sobre a bondade e a intervenção de Deus.Jesus passara todo o dia ensinando à beira-mar sobre o Reino de Deus. Ao final da tarde, ele deu uma ordem para os discípulos para entrarem no barco e passarem para a outra margem, para a região de Gadara, onde havia um homem possesso. Enquanto atravessam o mar, Jesus dormiu e uma tempestade terrível os surpreendeu, enchendo de água o barco. Os discípulos apavorados clamaram a Jesus. Ele repreendeu o vento, o mar e os discípulos. Aqueles homens apavorados com a fúria dos ventos ficaram maravilhados diante do seu milagre.
. I. AS TEMPESTADES DA VIDA
a)Elas são inesperadas: um acidente, uma enfermidade, uma crise no casamento, um desemprego. As tempestades não mandam telegrama. Elas chegam em nossa vida sem mandar recado e sem pedir licença. As tempestades, algumas vezes nos colhem de surpresa e nos deixam profundamente abalados. Como seguidores de Cristo devemos estar preparados para as tempestades que certamente virão, pois fazem parte da jornada de todo cristão.
b)São perigosas. O barco era varrido pelas ondas (Mt 8:24) e o mesmo já estava se enchendo de água (Mc 4:37). Sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar (Lc 8:23). As tempestades da vida também são ameaçadoras.
c)Chegam de forma tão intensa que deixam as estruturas da nossa vida abaladas. De repente uma doença incurável abala a família, um acidente trágico ceifa uma vida cheia de vigor, um divórcio traumático deixa o cônjuge ferido e os filhos amargurados. Uma amizade de longos anos acaba por causa de traição e falsidade.
d)Fogem do nosso controle. São maiores do que nossas forças. Os discípulos se esforçaram para contornar o problema, para saírem ilesos da tempestade. Mas eles nada puderam fazer para enfrentar a fúria do vento. Seus esforços não puderam vencer o problema. Eles precisaram clamar a Jesus. Quando o problema é maior do que a nossa força, quando não temos capacidade nem estratégia, precisamos olhar para Deus e depender dele, pois quando a tempestade está fora do nosso controle, certamente não está fora do controle de Deus.
e)São surpreendentes. Elas podem transformar cenários domésticos em lugares ameaçadores. O Mar da Galiléia era um lugar muito conhecido daqueles discípulos. Muitas vezes, as piores tempestades que enfrentamos na vida acontecem nos lugares e situações quando nós nos sentimos mais seguros.
II. OS CONFLITOS QUE ENFRENTAMOS NAS TEMPESTADES DA VIDA
a) Como conciliar a obediência a Cristo com a tempestade (4:35)? Os discípulos entraram no barco por ordem expressa de Jesus e mesmo assim, enfrentaram a tempestade. Eles estavam no centro da vontade de Deus e ainda enfrentaram ventos contrários. Você tem enfrentado tempestade pelo fato de andar com Deus, de obedecer aos mandamentos de Jesus? Você tem sofrido oposição e perseguição por ser fiel a Deus? Tem perdido oportunidade de negócios por não transigir? Tem perdido concorrências em seus negócios por não dar propina? Tem sido considerado um estorvo no seu ambiente de trabalho por não se envolver no esquema de corrupção? Há momentos que sofremos, não por estarmos na contramão, mas por andarmos pelo caminho direito. O mundo odiou a Cristo e também vai nos odiar. Seremos perseguidos por vivermos na luz.
b)Como conciliar a tempestade com a presença de Jesus (4:35, 36)? O fato de Jesus estar conosco não nos poupa de certas tempestades. Ser cristão não é viver numa redoma de vidro, numa estufa espiritual. A tempestade ajudou os discípulos a entenderem que podemos confiar em Jesus nas tempestades da vida.
c)Como conciliar a tempestade com o sono de Jesus? Talvez o maior drama dos discípulos não tenha sido a tempestade, mas o fato de Jesus estar dormindo durante a tempestade. Na hora do maior aperto dos discípulos, Jesus estava dormindo. Às vezes, temos a sensação de que Deus está dormindo e isso gera uma grande angústia em nossa alma.
III. AS GRANDES PERGUNTAS FEITAS NAS TEMPESTADES DA VIDA
a)Mestre, não te importa que pereçamos (4.38)?A tempestade provoca medo em nós, porque ela é maior do que nós. É mais fácil reclamar de Deus do que depositar nossa ansiedade aos seus pés e descansar na sua providência. A causa do desespero não era a tempestade, mas a falta de fé. O perigo maior que enfrentavam não era a fúria do vento ao redor deles, mas a incredulidade dentro deles.Jesus já havia provado para eles que ele se importava com eles. Um dos sentimentos que nos assaltam na hora da tempestade é que Deus não se importa conosco. Mas quando julgamos que ele está longe ou indiferente, ele sabe o que está fazendo.
b)Por que sois assim tímidos. Por que não tendes fé (4.40)?Os discípulos falharam no teste prático e revelaram medo e não fé. Onde o medo prevalece, a fé desaparece. Ficamos com medo porque duvidamos que Deus está no controle. Enchemos nossa alma de pavor porque pensamos que as coisas estão fora de controle. Pensamos que estamos abandonados à nossa própria sorte. Aqueles discípulos deviam ter fé e não medo, e isso por quatro razões:
1.a promessa de Jesus (4:35). Jesus havia empenhado sua palavra a eles: “passemos para a outra margem”. O destino deles não era o naufrágio, mas a outra margem. O Senhor vela pela sua palavra em a cumprir. Quando ele fala, ele cumpre. Promessa e realidade são a mesma coisa. A Palavra de Jesus, as promessas de Jesus não podem ser frustradas. São planos são perfeitos;
2.a presença de Jesus (4:36). É a presença de Jesus que nos livra do temor, Sl 23:4. A presença de Deus nas tempestades é nossa âncora e nosso porto seguro, Is 43:1-3, (Mt 28:20);
3.a paz de Jesus (4:38). Enquanto a tempestade rugia com toda fúria, Jesus estava dormindo. Ele dormiu por duas razões: dormiu porque descansava totalmente na providência do Pai e dormiu porque sabia a tempestade seria pedagógica na vida dos seus discípulos. O fato de Jesus estar descansando na tempestade já deveria ter acalmado e encorajado os discípulos. Jesus estava descansando na vontade do Pai e sabia que o Pai podia cuidar dele enquanto dormia. As tempestades da vida podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor. Elas podem ficar fora do nosso controle, mas não fora do controle de Jesus.
4.o poder de Jesus (4:39). Aquele que estava no barco com os discípulos é o criador da natureza. As leis da natureza estão nas suas mãos. Ele controla o universo. A natureza ouve a sua voz e o obedece. Seguimos ao Senhor que tem todo poder e autoridade no céu e na terra. Jesus repreendeu o vento e o mar e eles se aquietaram e se emudeceram.
· Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem (4.41)?As tempestades são pedagógicas. Elas são a escola de Deus para nos ensinar as maiores lições da vida. Aprendemos mais na tempestade do que nos tempos de bonança. Foi através do livramento da tempestade que eles tiveram uma visão mais clara da grandeza singular de Jesus. Os discípulos que estavam com medo da tempestade estão agora cheios de temor diante da majestade de Jesus. Seu medo e a falta de fé vêm à tona por um único motivo: eles não sabem quem é Jesus. Quando passa o medo da tempestade e da morte, eles são acometidos por um outro tipo de temor; uma sensação de assombro, porque Deus estava bem ali. Eles passaram a ter uma fé real e experimental e não uma fé de segunda-mão. A pergunta deles é respondida pelo próprio texto em apreço.
1.Jesus é o mestre supremo que veio estabelecer o Reino de Deus (34,38). Jesus ensinou através das parábolas do Reino e também através da tempestade. Seus métodos são variados, seu ensino eficaz. Ele é o grande Mestre que nos ensina pela Escritura e também pelas circunstâncias da vida. Devemos aprender com ele e sobre ele. O Reino chegou com o Rei. Ele é o Rei. O Reino já foi inaugurado. O Reino já está entre nós e dentro de nós.
2.Jesus é perfeitamente homem (4:38). O sono de Jesus mostra-nos sua perfeitamente humanidade. O verbo se fez carne. Deus se fez homem. O infinito entrou no tempo. Aquele que nem o céu dos céus pode conter foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura. Aquele é criador e dono do universo se fez pobre e não tinha onde reclinar a cabeça. Esse é um grande mistério. Quem pode crer na encarnação de Jesus não deveria mais duvidar de nenhum de seus gloriosos milagres.
3.Jesus é perfeitamente Deus (4:39). Ele é o criador, sustentador e o interventor na natureza.
4.Jesus é aquele que tem toda autoridade para libertar o aflito (4:39, 41). O A intervenção soberana de Jesus, às vezes, acontece quando todos os recursos humanos acabam. Nossa extremidade é a oportunidade de Deus.
Conclusão: As tempestades fazem parte do currículo de Jesus para nos fortalecer na fé. As provas não vêm para nos destruir, mas para nos fortalecer. O fogo não vem para nos destruir, mas para nos purificar. Jesus está no controle das tempestades que nos ameaçam. Ele pode fazê-las cessar a qualquer momento!A quem você teme: as circunstâncias ou o Senhor das circunstâncias?
Apóstolo, Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante da Silva