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sábado, 4 de julho de 2020

SOLIDÃO VAZIO NA ALMA


                                                           SOLIDÃO VAZIO NA ALMA
Muitos animais vivem sozinhos sem que isso signifique um problema para eles. Unem-se ao parceiro somente para o acasalamento. Os tigres, por exemplo, não vivem em grupos. São bastante independentes. O ser humano, porém, tem uma natureza gregária. O homem precisa da companhia do seu semelhante. Logo no princípio, Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn.2.18). Adão vivia no paraíso, com toda abundância e beleza. Estava cercado por um cenário maravilhoso, que incluía todo tipo de vegetação e animais. Porém, a plenitude da sua felicidade dependia ainda da presença de alguém que lhe fosse semelhante e pudesse atendê-lo em suas carências físicas e emocionais.
A natureza humana continua assim. Temos necessidade de companhia. Precisamos ajudar e ser ajudados. Precisamos dar e receber, compartilhar. A parceria e o grupo nos ajudam na conquista de objetivos que, sozinhos, não alcançaríamos. Além disso, precisamos nos sentir participantes, pertencentes, aceitos, compreendidos, importantes, enfim, amados.
Entretanto, contra esta necessidade natural operam fatores diversos. O egoísmo muitas vezes nos empurra para o isolamento. Vivemos em um sistema social e econômico onde cada pessoa é incentivada a construir seu próprio mundo, ter suas próprias coisas, fazer apenas sua própria vontade, buscar somente seu prazer pessoal, ser totalmente independente.
A competição também contribui para que cada pessoa se isole e veja os outros como adversários. As concorrências são naturais em algumas situações. Porém, não podemos perder o controle. Por exemplo, quando as disputas acontecem dentro da família, isto pode se tornar motivo de isolamento.
Em nossos dias, as separações familiares são cada vez mais comuns. Assim, o número de pessoas que vivem sozinhas é cada vez maior. Quantos estão sozinhos, apesar de viverem em grandes cidades, entre milhões de habitantes! Muitas vezes, tentam amenizar o problema assumindo muitos compromissos, muito trabalho. Às vezes, os solitários procuram festas ou grandes multidões, mas isto se torna apenas um tipo de "solidão acompanhada". As aventuras sexuais e os vícios também são procurados como refúgio, mas o problema essencial continua: falta o amor e o compromisso acolhedor que ele proporciona. Em muitos casos, o solitário torna-se deprimido e pode chegar ao suicídio.
Isolar-se por alguns momentos para refletir pode ser benéfico (Lm.3.27-28), mas escolher o isolamento como modo de vida demonstra falta de sabedoria (Pv.18.1).
Quantas pessoas vivem em riqueza e conforto, mas sentem-se esmagadas pelo peso da solidão. Seu paraíso não tem graça nem valor. O pior de tudo isso é a solidão espiritual. É quando o solitário se sente distante de Deus.
A Bíblia nos mostra diversas situações de solidão (Ec.4.8-11; Lm.3.28; Os.8.9; Salmos 102.7). Algumas vezes como conseqüência do pecado, próprio ou alheio (Is.5.8; Lv.13.46; Jr.50.12; Lv.16.22). Em outros casos, como resultado do abandono, da rejeição (Is.27.10) ou da viuvez (Lm.1.1). Menciona-se também a solidão do profeta, em meio aos que rejeitam sua mensagem (I Rs.19.14; Jr.17.15; Dn.10.7-8), a solidão do poder (Êx.18.14) e a solidão do réu (II Tm.4.16). Ela ocorre pelos mais variados motivos, até mesmo alheios à nossa vontade. A doença e a velhice, algumas vezes, vêm acompanhadas pela solidão. Hospitais, asilos e presídios são seus ambientes mais comuns. O seu gosto amargo pode ser ainda pior quando se mistura à culpa, à saudade e ao ressentimento.
A maior parte das referências bíblicas a respeito da solidão encontram-se no Velho Testamento. No Novo Testamento, a pior experiência desse tipo foi vivida pelo Senhor Jesus. Ele, que sempre contava com a presença do Pai (Jo.8.29; 16.32), experimentou, na cruz, o abandono. Naquele momento de dor, o Mestre clamou: "Eloí, Eloí, lama sabactani?", que significa "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" (Mc.15.34). Como nosso autêntico representante, ele levou sobre si, além dos nossos pecados e dores, também nossa solidão. Ele sentiu a dor do órfão, da viúva, do asilado, do condenado, do exilado, dos excluídos e esquecidos. Sentiu, acima de tudo, o peso de ser abandonado pelo próprio Deus.
Jesus viveu tudo isso para que não sejamos mais solitários. Deus enviou seu filho ao mundo para que não ficássemos sozinhos. "O Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo.1.14). O seu nome é Emanuel, que significa "Deus conosco" (Mt.1.23).
Pouco antes de subir aos céus, ele afirmou: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". (Mt.28.20). Aqueles que recebem o Senhor Jesus em seus corações sabem que ele não os abandonará jamais. "Se o meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá" (Salmos 27.10). "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós" (Jo.14.18). "Não te deixarei nem te desampararei" (Js.1.5; Dt.31.6).
Quando cremos em Jesus, temos com quem contar em todos os momentos da vida. Não somos solitários, pois o Senhor está conosco. Mas ele deseja que tenhamos também outras pessoas como amigos e companheiros. Por isso, ele criou a igreja, que é a família de Deus na terra (Ef.2.19). Na igreja, o solitário encontra acolhimento (Salmos 68.6).
Deus é o auxílio dos órfãos e das viúvas (Salmos 10.14; 68.5; 113.9). O Senhor acolhe aqueles que o buscam, faz com que sua solidão termine e sua vida se transforme de modo glorioso (Ez.36.35; Dt.32.10).
"Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz. Sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei e o multipliquei. O Senhor certamente consolará a Sião, e consolará a todos os seus lugares assolados; ele fará o seu deserto como o Éden, e os seus ermos como o jardim do Senhor. Gozo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de cânticos." (Is.51.2-3).
Apóstolo. Capelão/Juiz mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

PASTOR QUE É PASTOR DISCIPLINAR PASTORES


                                        PASTOR QUE É PASTOR DISCIPLINAR PASTORES
A igreja local tem a autoridade para declarar às nações quem pertence a Jesus e é um cidadão do céu, e o Pastor Presidente de um Ministério tem Autoridade Eclesiástica e Moral para Disciplinar seus Pastores, Obreiros e Memblesias em caso de Pecado, caso não faça isso, não é Digno Para Conduzir o Rebanho de Jesus Cristo é se torna pior que os infiéis. A igreja não pode fabricar cristãos, mas nós podemos declarar quem os cristãos são. Uma vez que a confissão correta tenha sido feita, batizamos as pessoas e as convidamos para a mesa do Senhor. Em outras palavras, nós não somos apenas um edifício ou uma organização voluntária. Somos o povo de Deus na terra. Nós estamos representando o reino do céu na terra. Isso significa que temos mais autoridade do que qualquer outro poder sobre a terra. É, nós representamos o Rei aqui em nosso pedaço de terra.
Isso significa que nós, como cristãos individuais, não dizemos se a nossa conversão é ou não é genuína. A igreja local que diz isso. Tornar-se um membro de uma igreja local é dizer, portanto, que você é um seguidor bona fide de Jesus. O cristão, então, se submete àquele corpo local. Mas o que, exatamente, isso significa? Certamente, significa mais do que apenas fazer o que os presbíteros dizem. Significa submeter-se um ao outro, importar-se um com o outro, cuidar um do outro, compartilhar a vida juntos. Nós vemos isso claramente em Atos 2.44-45, onde todos os crentes estavam juntos e tinham tudo em comum. Eles vendiam propriedades e bens para dar a qualquer um que tivesse necessidade. Eles se submetiam a igreja e viviam juntos. É assim que a igreja deveria funcionar.
A pergunta permanece: A disciplina eclesiástica é realmente necessária? Ela não é um pouco exagerada e dura demais?
O problema com a disciplina eclesiástica é como o problema de lavar os pratos. Podemos concordar que pratos sujos precisam ser lavados, mas não gostamos de ser aquele que tem de fazê-lo. Aqui está o problema. Todos nós somos pecadores e todos sabemos disso. Assim, todos nós nos sentimos um pouco desconfortáveis ao expor o pecado de outra pessoa diante da igreja – e deveríamos mesmo, isso é correto. Na verdade, a maior parte da disciplina da igreja deveria terminar na conversa pessoal entre crentes. Pecado confrontado, pecado confessado e perdão concedido. A reconciliação restaura o problema e nós seguimos em frente. A disciplina eclesiástica, neste caso, é um irmão caído ajudando outro irmão caído a voltar para o caminho do discipulado cristão após o desvio. A disciplina da igreja em seu nível mais básico é ajudarmos uns aos outros quando nos desviamos para o pecado.
6 razões para que a igreja pratique disciplina eclesiástica
A disciplina eclesiástica é bíblica.
A disciplina eclesiástica é uma implicação do evangelho.
A disciplina eclesiástica promove a saúde da igreja.
A disciplina eclesiástica esclarece e exibe o testemunho da igreja perante as nações.
A disciplina eclesiástica alerta os pecadores sobre um julgamento ainda maior.
O mais importante, a disciplina eclesiástica protege o nome e a reputação de Jesus Cristo na terra.
4 formas da disciplina eclesiástica demonstrar amor.

A disciplina eclesiástica mostra amor pelo indivíduo a fim de que ele ou ela sejam alertados e trazidos ao arrependimento.
A disciplina eclesiástica mostra amor pela igreja a fim de que a ovelha mais fraca possa ser protegida.
A disciplina eclesiástica mostra amor pelo mundo que nos observa a fim de que ele possa ver o poder transformador de Cristo.
A disciplina eclesiástica mostra amor por Cristo a fim de que igrejas possam preservar o seu santo nome e obedecê-lo.
5 propósitos da disciplina eclesiástica de 1 Coríntios 5

A disciplina tem como objetivo expor: O pecado, assim como o câncer, ama se esconder. A disciplina expõe o câncer para que possa ser retirado rapidamente (veja 1Coríntios 5.2).
A disciplina tem como objetivo alertar: Uma igreja não decreta a retribuição de Deus através da disciplina. Pelo contrário, ela encena uma pequena peça que retrata o grande julgamento que está por vir (v. 5). A disciplina é um alerta compassivo.
A disciplina tem como objetivo salvar: As igrejas aplicam a disciplina quando elas veem um membro tomando o caminho em direção a morte e nenhuma de suas súplicas e acenos fazem com que a pessoa retorne. É o dispositivo de último recurso para trazer um indivíduo ao arrependimento (v. 5).
A disciplina tem como objetivo proteger: Assim como o câncer se espalha de uma célula para outra, o pecado se espalha rapidamente de uma pessoa para a outra (vv. 6 e 7). A levedura é um pequeno pedaço de massa do pão deixado em uma fornada após a assadura. Foi deixada fermentar para que pudesse ser usada na próxima fornada e ajudasse o pão a crescer. Basicamente, o processo de fermentação é o processo de apodrecimento. É um processo perigoso e pode dar errado. Se apodrecer demais, pode estragar a próxima fornada. A igreja precisava se livrar do fermento espiritual que infectava a sua igreja. Não só do homem, mas do seu próprio orgulho e arrogância pecaminosos. É isso que ele está dizendo no verso 7. O orgulho e a arrogância da igreja era tão pecado quanto o pecado sexual. Todos nós conhecemos o ditado de que uma maçã podre pode estragar todo o cesto. Isso é verdade para a igreja. Nós precisamos ser rápidos para condenar o pecado e contestá-lo porque ele contamina o corpo. 1Coríntios 15.33 diz: “Não se deixe enganar: as más conversações corrompem os bons costumes”. A igreja é o novo remanescente que precisa seguir em direção a pureza. Se nós não tirarmos as ervas daninhas do nosso jardim, o que acontece? Mais cedo ou mais tarde, as ervas daninhas vão tomá-lo. Ficará uma bagunça. Você foi feito novo por Jesus, então se certifique que você tem se livrado de tudo que possa contaminá-lo e corrompê-lo como igreja. Não podemos tolerar pecado entre nós, não podemos tolerar o orgulho e a arrogância espiritual.
A disciplina tem como objetivo apresentar um bom testemunho de Cristo: É estranho dizer isso, mas a disciplina eclesiástica é, na verdade, boa para os não cristãos, uma vez que ela ajuda a preservar o caráter distintivo atrativo do povo de Deus (veja v. 1). As igrejas, lembre, devem ser sal e luz: “ora, se o sal vier a ser insípido…”, Jesus disse, “para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mateus 5.13).
Qual o propósito final da disciplina eclesiástica? A restauração espiritual e a salvação. O ponto da punição é para tentar e trazer o homem de volta ao seu juízo. Quando o homem cede, ele volta a si mesmo e é salvo. O pródigo voltou a si no chiqueiro. A gangrena é uma doença agressiva que precisa ser tratada agressiva e decisivamente. O pecado espiritual tem que ser tratado do mesmo jeito.

Então devemos confrontar uns aos outros toda vez que cairmos em pecado?
Sim. Quando vemos uma lacuna entre a confissão de Cristo de uma pessoa e o seu comportamento, nós devemos confrontar isso primeiramente em particular. Aqui está o primeiro conceito equivocado a respeito da disciplina eclesiástica. Não é verdade que sempre se trata de “grandes” problemas e é feita em público. Muitos problemas não se tornariam “grandes” e não acabariam aos pés dos presbíteros se nós praticássemos Mateus 18 mais frequentemente. Muitos de nós nos contentamos com amizades superficiais onde não confrontamos o pecado impenitente na vida uns dos outros. Fazemos isso porque nos falta coragem ou nos falta convicção. Quando alguém está fofocando, por exemplo, e sabemos que isso é errado, nós deixamos passar ou colocamos mais fogo na fogueira ao invés de exortá-lo.
A disciplina eclesiástica somente deveria ser tornar pública quando o pecado se torna tão consistente, habitual e público que somos deixados sem outra opção a não ser confrontá-lo publicamente. É só então que a igreja remove a pessoa e nega o seu testemunho de fé. “Eles estão dizendo que são cristãos, mas nós, como a igreja neste lugar estamos dizendo que o seu comportamento nega essa afirmação”.
Qual é a diferença entre um cristão em pecado e uma pessoa cujos pecados indicam que ela não é cristã?
Então, quais pecados nós esperamos ver como “normais” na vida cristã? Vamos pegar uma mentira. Às vezes ela simplesmente sai de nós. Talvez seja para aumentar uma história ou, convenientemente, esquecer algum detalhe de uma conversa. Você se sente culpado no momento que ela sai da sua boca e você a afirma. Mas o que dizer se você mente frequentemente para continuar recebendo uma bolsa do governo que você não deveria receber, por exemplo? Você fez uma reivindicação falsa para o governo e, descoberto por algum irmão, você foi confrontado a esse respeito, mas mesmo assim você continua dando justificativas e não vê razão para mudar o seu comportamento. Aquele é um pecado normal, mas este último comportamento indicaria que você não é um cristão ou que certamente não está vivendo como um cristão deveria viver.
Um está em uma luta constante entre o velho homem e o novo, e o outro é apenas o velho homem tendo o melhor dos dois mundos. Não existe nenhum problema real na sua mente e mesmo que tenha, você não sente necessidade de mudar. Se alguém foi verdadeiramente nascido de novo, ele não consegue se contentar com o seu pecado. O Espírito Santo simplesmente não permite isso. Ele instiga, ele condena e ele faz isso de tal maneira que é impossível até mesmo dormir ou ter qualquer paz até que o assunto esteja resolvido. Nós somos impulsionados a fazer a coisa certa, custe o que custar.
Assim, a disciplina eclesiástica pública tem que acontecer se um membro da igreja continua a viver de uma forma abertamente pecaminosa sem nenhum sinal de arrependimento e mudança. Não há nenhuma evidência do convencimento do Espírito Santo. Ele pode se sentir culpado ou envergonhado por ter caído, mas isso nada mais é do que a tristeza segundo o mundo. Ele se sente mal por um pouco, mas isso logo passa. No caso, um padrão contínuo de desobediência constante faria com que a igreja deixasse de acreditar na confissão de fé dessa pessoa. A vida dela contradiz sua profissão. Este é um local muito perigoso para estar. Neste ponto, nós retiramos o passaporte espiritual dela e declaramos que ela não é mais uma representante confiável do reino de Deus.
Agora, isso tudo parece bom no papel. Nós temos todos os nossos princípios bíblicos alinhados. Aí nos deparamos com a bagunça da vida real e com o caos do nosso mundo caído. Nós precisamos ser cuidadosos e sensíveis com as diferentes necessidades pastorais e contextos dos nossos membros. Como assim? Veja o exemplo a seguir.
Descobre-se que dois membros da igreja estão tomando metadona#1. Um é motivo de celebração e evidência da obra do Espírito Santo em sua vida. O outro é motivo para a disciplina eclesiástica. Por quê?
Nós temos que ter cuidado com as nossas expectativas como crentes. Algumas pessoas são novas convertidas. Algumas são maduras. Algumas tem problemas de saúde mental. Nós esperamos que elas estejam em uma batalha constante entre o velho homem e o novo homem quando se trata de pecado recorrente em nossas vidas. Então, em alguns casos, uma mentira de um crente maduro é um motivo de maior preocupação do que a toxicodependência de heroína de um crente mais novo. Portanto, não podemos ter a disciplina eclesiástica baseada somente em uma lista de pecados menos graves a pecados mais graves. Há uma série de outros fatores que entram em jogo.
É por isso que há passos para a disciplina eclesiástica na Bíblia. Eles foram confrontados individualmente, na frente de uma testemunha, ou chegou aos presbíteros e à igreja? Estas etapas providenciam controle e equilíbrio e garantem justiça a melhor das nossas habilidades. Não somos perfeitos. No momento em que uma questão de disciplina eclesiástica chega à congregação em Niddrie, isso simplesmente significa que nós esgotamos todas as outras medidas.
Então como discernimos quando intervir e confrontar uma pessoa e quando não o fazer?
Algumas considerações:
Há quanto tempo são cristãos?
Quanto da Bíblia eles compreendem?
Eles admitem o pecado?
Eles parecem contristados pelo pecado ou apenas incomodados de você ter levantado isso?
Eles confessaram o pecado ou foram descobertos?
Eles parecem ensináveis?
Eles são abertos a correção?
Eles estão defendendo ou justificando as suas ações ou eles estão vendo as coisas como elas são?
Há antecedentes que tornam o pecado atual mais provável de acontecer?
Eles foram levados a pecar por outros ou eles levaram outros a pecar?
Independentemente de qualquer contexto devemos confrontar o pecado grave

1Coríntios 5.12–6.5 deixa claro que devemos julgar os conflitos de uns com os outros. Às vezes, pecados públicos acontecem e temos que dispensar os primeiros passos. Um membro ser preso é um exemplo, ou embriaguez pública ou um filho fora do casamento. Não há muito que fazer a respeito quando isso acontece de repente e inesperadamente. Nós temos que agir rápido como uma congregação por causa do nosso testemunho público. No entanto, temos que ter cuidado caso o pecado tenha sido confessado. Não podemos excluir pessoas arrependidas por pecarem. O critério para a membresia da igreja é arrependimento e fé e não arrependimento, fé e não cometer pecados.
A disciplina deve ser aplicada quando o pecado é público, grave e impenitente. Não disciplinamos as pessoas por serem orgulhosas ou gananciosas. Nós precisamos ver ou ouvir o pecado. Não podemos disciplinar as pessoas por pensarem coisas erradas, mas se tais pensamentos se tornarem visíveis, então precisaremos lidar com eles. O amor cobre, sim, uma multidão de pecados, mas ele não cobre pecado impenitente. Não podemos sair por aí disciplinando uns aos outros de forma indiscriminada. Isso nos traria problemas. Em caso de dúvida, então, você deve sempre perguntar a um cristão maduro ou a um dos presbíteros. Se as pessoas não respondem a confrontação ou se recusam a se arrepender e mudar, então estamos no caminho da exclusão.
O arrependimento é a chave
O arrependimento é a chave para quão rápido passar pela disciplina. A pessoa está lutando contra seu pecado atual ou não? 1Tessalonissenses 5.14 entra em jogo aqui, assim como Mateus 18.9 em diante. As pessoas arrependidas são zelosas sobre se afastar do seu pecado. Elas estão dispostas a fazer o que for necessário. Terminar relacionamentos, entregar suas finanças, prestar contas publicamente. Elas veem a todas as reuniões que você marca, elas se transformam e estudam a Bíblia. Elas não ficam adiando as coisas ou inventando desculpas.
Mantenha as coisas em particular pelo maior tempo possível
A disciplina eclesiástica deve ser mantida o mais particular possível. Só deve ir à igreja como último recurso. Por quê? Para proteger o nome de Cristo e os indivíduos em questão ou qualquer outra parte inocente. Deve sempre ser dado às pessoas o benefício da dúvida. Às vezes, as pessoas são acusadas injustamente. Isso acontece com frequência em Niddrie. Não podemos disciplinar as pessoas sem evidência e por intuição. Lidere com perguntas ao invés de acusações. Não presuma conhecer as profundezas do coração (Tiago 1.19). Os líderes devem liderar o processo e instruir a congregação. O pecado é enganoso e complexo. Em Gálatas 6 os espirituais são chamados a restaurá-los com brandura. As ovelhas mais novas podem ser facilmente enganadas seja para o pecado ou para aceitá-lo como não sendo tão mal. Nós precisamos ensinar as ovelhas sobre o perigo do pecado para o corpo em geral.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante
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RESPEITO É BOM E EU GOSTO


                                                             RESPEITO É BOM E EU GOSTO
Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, nem privar o justo do seu direito. Provérbios 18:5

Em nossa sociedade, também em nossas igrejas somos orientados a respeitar as autoridades civil, militar e eclesiásticas. Porém O que é respeito? Em que consiste esse respeito? Quem deve ser respeitado? São esses pontos que entenderemos melhor.
O que é respeito?
Respeito não é medo, temor ou imposição; ele denota, de acordo com a raiz da palavra (respicere = olhar para), a capacidade de ver uma pessoa tal como é, ter conhecimento da pessoa.

Desta forma quando alguém exige respeito, na pratica esta pedindo para ser reconhecido, ser valorizado e posto em situação de destaque e importância, só que essas coisas não podem ser impostas, têm de ser conquistadas, como diz o ditado popular: Respeito não se impõe, se conquista.
Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso. II Reis 5:1
Assim a pessoa pode até ter um cargo elevado, porém o respeito vem pelo que a pessoa é e faz, é este o caso de Naamã, que adquiriu isso através de suas ações e caráter.
Em que consiste esse respeito?
Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça preparava a minha cadeira, os moços me viam e se escondiam, e os idosos se levantavam e se punham em pé; os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca; a voz dos nobres emudecia, e a língua se lhes pegava ao paladar.

Pois, ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; e vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; porque eu livrava o miserável que clamava, e o órfão que não tinha quem o socorresse. Jó 29: 7 – 12
O respeito consiste em ser bom e não compactuar com o mal, veja no relato de Jó; todos reconheciam a sua idoneidade, sabendo que ele não se agradaria de qualquer ato ilícito, ou imoral, calando-se e tendo uma postura mais moral ante a sua pessoa. Hoje é raro alguém interromper uma conversa profana, só em respeito a presença de algum religioso, inclusive existem até proximidades de bares a igreja e até bordeis. Isto denota que o respeito a fé representada pela igreja não esta mais impondo tanto respeito.
Quem deve ser respeitado?
Até quando julgareis injustamente, e tereis respeito às pessoas dos ímpios? Salmo 82: 2
A pergunta do sub-titulo foi mal colocada, haja visto que respeito é uma conquista, automaticamente todos conheceram que é respeitável. Falando em linguagem atual: Se a pessoa é “O cara” todos saberão, não é preciso anunciar, e se for preciso anunciar é porque ele não é “O cara”.
O problema é que tem se confundido respeito com posição social, hierárquica e com um cerimonialismo de bajulação. Tem se dado valor demasiado ao status em detrimento a pessoa, vendo-se frequentemente lideres religiosos sendo bajulados constantemente só pelo cargo ocupado (Pastores, bispos, apóstolos, etc). diferentemente de Cristo que ensinou a humildade.
Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.

Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.
Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. João 13: 13-15

O respeito segundo a Bíblia é conseguido pelo serviço e não por ser servido ou posição de destaque.
O exemplo de Jesus.
No período que Jesus estava na Terra, não era diferente de hoje a natureza humana, muitos buscavam prestígio e status social, através de bens e posições de autoridade, mudamos só para a modernidade pois a busca desenfreada por bens de consumo, riquezas e prosperidade econômica é a mesma.

A forma mais rápida de se ter estes benefícios sociais e políticos, é estar justo com pessoas de poder, sendo a maneira mais fácil, a bajulação às autoridade. Sendo assim é criado um circulo vicioso, quem é importante é bajulado. Se a pessoa é bajulada é importante.
Jesus não seguiu este padrão, Ele contrariou as autoridades da época, tanto políticas, como religiosas e até mesmo o popularismo que Ele desfrutou no inicio de seu ministério. Veja:

Naquela mesma hora chegaram alguns fariseus que lhe disseram: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te.

Respondeu-lhes Jesus: Ide e dizei a essa raposa: Eis que vou expulsando demônios e fazendo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia serei consumado. Lucas 13: 31-32
Jesus não considerou a autoridade mundana de Herodes, equivalendo-se hoje a políticos e autoridades corruptas que se usam de sua posição para cometer o ilícito, tendo o poder como cobertura para não serem recriminados. Jesus igualmente a João Batista denuncia os erros dos poderosos.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós. Mateus 23:15
Os religiosos da época tem a mesma postura dos de hoje, claro que não são todos, mas não se engane, muda-se o tempo, mas a natureza das coisas permanece a mesma. O questionamento da época era o mesmo, não se deve falar mal das autoridades religiosas, “respeitar o ungido”, obedecer cegamente. Porém não é o que Jesus demonstra, Ele é duro, e até mais duro com os religiosos, pois eles estão usando o nome de Deus em vão. Não foi a toa que Jesus se encoleriza ao ver vendedores no templo.
Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás e não andaram mais com ele.

Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? João 6: 66-67
A necessidade de alguns em serem populares, lotarem igrejas, etc, faz com que o caráter e a moral pessoal se afrouxe, essas pessoas se tornam como artistas, demonstrando e falando o que as pessoas querem ouvir. Mas vemos que Jesus em nome da Verdade recusa esse popularismo. A verdade é inegociável. Mesmos em um período onde uma multidão O seguindo seria uma boa segurança e prestigio.
Conclusão
Quem, Senhor, habitará na tua tenda? Quem morará no teu santo monte?

aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda. Salmo 15: 1, 4
Com as pregações de submissão e obediência total as autoridades, principalmente as eclesiásticas, temos perdido muito o nosso senso de distinção entre o certo e errado, apoiamos tal líder, simplesmente por que ele é líder, e não pelas ações dele. Agimos partidariamente como torcedores de time de futebol, que não importa o quanto o time esteja mau ou bom, nosso time é sempre o melhor. Mas na vida não é assim, Deus é justo e não considera a aparência, Ele julga pela verdade.

Assim precisamos diferenciar entre honrar uma pessoa, e respeitá-la. Pois honra é obrigação, mas respeito é conquista.
Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. Romanos 13:7
Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai ao rei. I Pedro 2: 17

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

AS DUAS TESTEMUNHAS


                                                           AS DUAS TESTEMUNHAS
A profecia que Jesus entregou ao Teólogo Divino, faço-me esta pergunta: "Quem são as Duas Testemunhas do Apocalipse". E, afligido pelo texto sagrado, refugio-me num contexto hermenêutico remoto e improvável: “Será que o apóstolo, a fim de poupar-me dessa angústia, não poderia simplesmente ter declarado o nome desta testemunha e o epíteto daquela?”.

João, porém, inspirado pelo Espírito Santo, foi dirigido a velar, na revelação destes últimos dias, a identidade de ambas. Como se vê, a literatura profética tem as suas sutilezas; declara o essencial, mas não aclara os acessórios. Por essa razão, levantam-se as hipóteses, erguem-se as suposições e erigem-se as teses. Mas não nos incomodemos com essas dificuldades; são apenas aparentes; fazem parte da pedagogia divina.
Todavia, precisamos voltar ao assunto. Afinal, quem são as Duas Testemunhas?
Uns elegem o Antigo Testamento e o Testamento Novo. Outros apontam Enoque e Elias. Outros ainda sugerem Moisés e Enoque. Ainda outros delimitam classicamente dois nomes: Elias e Moisés. A essas alturas, a ordem pouco importa.
Ontem à tarde, um amigo bastante chegado sugeriu-me Zorobabel e o sumo sacerdote Josué. Para justificar a sua opinião, fez ele uma pausa doutoral, e, franzindo a testa, lembrou o fato de que ambos estão relacionados às oliveiras vistas por Zacarias e evocadas por João, em seu exílio na distante, mas bem-aventurada Patmos. Pelo tom de sua voz, esse meu companheiro de jornadas teológicas estava convicto. Entretanto, não me convenci de todo.
Afinal, que alternativa adotar? Foquemos cada possibilidade.
Já de início, descartarei a primeira. Não acredito que as Duas Testemunhas sejam o Antigo e o Novo Testamentos. A razão é bastante simples. As Escrituras não são as Testemunhas; são elas o inspirado, inerrante e completo Testemunho de Deus à humanidade. Logo, a Bíblia Sagrada constituirá o conteúdo e a forma da proclamação desses varões, que, como arautos de Jesus, opor-se-ão ostensiva e audaciosamente ao império do Anticristo.
Restam, agora, as outras possibilidades. Mas, antes de as examinarmos, esbocemos o perfil desses corajosos obreiros.
Vejamo-los, antes de tudo, como profetas virtuosos e irresistíveis, que atuarão, aqui na terra, na pior fase da História Sagrada e da Humana – os três anos e meio subsequentes ao Arrebatamento da Igreja de Cristo (Ap 11.3). Se levarmos em conta o ano lunar observado pelos judeus, computaremos 1260 dias. Logo, depreende-se que eles terão de estar devidamente preparados, a fim de deflagrar sua ação profética universal, tão logo os santos de Cristo sejam retirados do mundo.
Em segundo lugar, os dois profetas necessitarão de um firme e provado fundamento bíblico, teológico e histórico. Doutra forma, como poderão interpretar os sinais que marcarão a parte inaugural da Septuagésima Semana de Daniel? (Dn 9.27) Sem esse estamento, o seu ministério não terá qualquer efeito redentor. Infere-se, então, que estamos a falar de dois varões extraordinários, poderosos e sapientíssimos nas coisas de Deus e dos homens. A quem os compararemos? A Enoque? A Moisés e a Elias? Ou ainda a Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué?
Outrossim, consideremos que, no exercício de seu ministério, eles atuarão no poder do Espírito Santo. E, na virtude do Espírito, farão tantos sinais como Moisés e tantos milagres quanto Elias. Não estou dizendo que serão estes. Além disso, não sabemos se Enoque, em seu ministério de três séculos, realizou algum portento ou obra sobrenatural.
Eis como João descreve-lhes o ministério: “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem” (Ap 11.5,6).
Se o ministério de Moisés e Elias foram locais, o das Duas Testemunhas será universal. Proclamando os juízos divinos, percorrerão a Terra. E, a todos, desmascararão o Anticristo e o Falso Profeta. Arriscando a própria vida, opor-se-ão ao Dragão e ao próprio Inferno.
A essas alturas, meu teológico leitor, você já deve estar sem muita paciência para ler-me os derradeiros argumentos. Mas, por favor, dê-me outros cinco minutos de seu raríssimo tempo.
Voltemos ao assunto.
Quanto à identidade das Duas Testemunhas, temos apenas esta pista: “São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra” (Ap 11.4). O autor do Apocalipse cita indiretamente a Zacarias, que, ao referir-se a Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué, identifica-os como “os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra” (Zc 4.14). Isso não significa, porém, que as Duas Testemunhas sejam os personagens citados pelo profeta pós-exílico. Se não são estes, quem são? Para responder a esta pergunta, recorramos à lógica e à História.
Tenhamos, em mente, que o Espírito Santo entregou a Zacarias uma profecia de referência dupla. Na primeira instância, o profeta referiu-se, de fato, ao governador Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué. Já, na instância apocalíptica, refere-se às Duas Testemunhas, que atuarão na Septuagésima Semana.
Os personagens da primeira referência preencheram, na verdade, as demandas da instância inicial: o soerguimento da assembleia do Senhor, naquele período tão adverso das crônicas judaicas. Após haverem cumprido o seu ministério, morreram e foram sepultados; agora, congregados ao seu povo, aguardam a ressurreição ao lado dos que descansam na esperança de Jesus Cristo.
Em sua presciência, portanto, o Senhor reservou dois profetas extraordinários para este tempo do fim: um do período antediluviano e o outro da era pós-diluviana.
Sim, querido e amável leitor, refiro-me a Enoque e a Elias, os dois únicos seres humanos que deixaram este mundo sem experimentar a morte (Gn 5.24; 2 Rs 2;1-12). Não estou dizendo que eles terão de voltar à Terra, porque aos homens está ordenado morrer uma única vez. A proposição do autor da Epístola aos Hebreus não se aplica a este caso em particular, mas à responsabilidade do ser humano diante da morte (Hb 9.27). Caso contrário, não poderíamos aceitar a verdade concernente ao arrebatamento dos crentes que estiverem vivos, por ocasião da volta de Jesus. O que eu quero dizer é que Deus, em sua multiforme sabedoria, entesourou Enoque e Elias para atuarem na primeira metade da Septuagésima Semana de Daniel. Eis por que os poupou da morte física.
Desde então, vêm eles acompanhando, junto ao Senhor, tanto a História Sagrada, no Céu, quanto a História Humana, na Terra. Divinamente instruídos, já se encontram santificados e ungidos a entrar em ação a qualquer momento. O seu ministério será singular e virtuoso, pois terão de enfrentar quem instrumentou a Faraó, a Herodes, o Grande, a Hitler, a Stalin, a Mao Tse-tung e aos que resistem ao Santo Evangelho. Sim, eles terão de enfrentar o próprio Diabo. E, nessa luta, apesar de caírem no epílogo de seu ministério, serão vitoriosos: deixarão bem claro que Deus está no controle absoluto de cada evento temporal ou eterno.
No remate de sua tarefa, serão assassinados pela Besta e pelo Falso Profeta. Mas, passados três dias e meio, o Espírito Santo os trará novamente à vida (Ap 11.11). Ato contínuo, serão trasladados ao Céu.
Talvez eu esteja errado quanto à identidade das Duas Testemunhas. Mas, de uma coisa, tenho absoluta certeza: tão logo a Igreja de Cristo seja arrebatada, dois extraordinários obreiros de Deus inaugurarão o ministério profético mais poderoso da História Sagrada.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

ADORAÇÃO A DEUS


                                                                 ADORAÇÃO A DEUS
Se não professam a Cristo segundo o que diz a Bíblia, não há adoração verdadeira, antes, estas reuniões constitui-se em deleite segundo uma concepção carnal.
Introdução
Em nossos dias tem-se multiplicado nos templos ‘evangélicos/protestantes’ o número de espetáculos e cantores “cristãos” que embriagam os espectadores de emoções. Seriam estes ‘cultos/espetáculos’ a verdadeira adoração? O que a Bíblia ensina acerca da adoração?
Cânticos
Conteúdo do artigo
Cânticos
O que é adoração?
Cânticos e Salmos
A concepção de que Lúcifer foi regente do coral celestial propagou-se em meio ao cristianismo e tornou-se consenso. As pessoas não questionam as ideias consensuais e acabam incorrendo e divulgando erros grosseiros. Por causa da ideia equivoca de que Satanás era o regente das hostes angelicais, surgiram às concepções de que Satanás era um exímio músico, um conhecedor do poder da música e, que por meio da música leva muitos à perdição.

A Bíblia não ensina que Satanás era regente do um coral celestial, e nem que ele era versado em música. Observe:
Lúcifer nunca regeu o ‘coral celestial’ – A Bíblia demonstra que Satanás exercia especificamente a função de vigia (guarda) do monte santo de Deus “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; estavas no monte santo de Deus, andavas entre as pedras afogueadas” ( Ez 28:14 ). Ora, o querubim foi ungido para a função de vigia do monte santo de Deus, e o lugar que ele montava guarda era o Éden, o jardim de Deus, e não os céus “Estavas no Éden, jardim de Deus…” ( Ez 28:13 ). Como Lúcifer poderia reger o coral celestial se ele foi criado e ungido para guardar o monte santo de Deus que ficava nas bandas do norte do jardim do Éden?
Não é Satanás que conduz os homens à perdição – A Bíblia demonstra que todos os homens entram por uma porta larga (Adão) ao serem gerados segundo a semente corruptível de Adão e seguem por um caminho que conduz à perdição. Ora, é o caminho no qual os homens estão que os leva à perdição, e não Satanás. Satanás não tem a atribuição de conduzir os homens à perdição. A perdição é resultante da queda de Adão, onde todos os homens foram julgados e condenados.
A função de Satanás é promover a mentira, fazendo o homem permanecer na ignorância. Os homens sem Deus permanecem na condição de perdição por causa da ignorância e dureza de coração, e da ignorância dos homens surgem inúmeras mentiras. A mentira é algo nato do homem sem a revelação de Deus em Cristo.

“… separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza de coração…” ( Ef 4:18 );
“Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras” (Sl 58:3).
Cristo é salvação poderosa para todos os homens, e basta crer na mensagem do evangelho que o homem entrará por Cristo (porta estreita), nascendo de novo (último Adão). Porém, a ação de Satanás é semear o joio, arrebatar a palavra semeada, estabelecer falsos mestres e falsos profetas para que os homens creiam na mentira, permanecendo no engodo do pecado “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” ( 2Ts 2:10 ).
Um consenso acerca das atribuições de Satanás antes da queda levou muitos cristãos ao engano de que ele era responsável pela regência do coral celestial; que há um poder indescritível na música e que Satanás sabe usá-la para arregimentar os homens para o inferno; Se esta estória acerca da música virou consenso e ludibriou muitos, qual será o consenso acerca da adoração?
O que é adoração?
Um leproso prostrou-se diante de Cristo dizendo que somente Ele poderia curá-lo e O adorou dizendo: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo” (Mt 8:2) Ou seja, o simples fato de reconhecer que somente Jesus poderia curá-lo constitui-se adoração.

“E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo” ( Mt 8:2 ).
Uma mulher suplicou o auxilio de Jesus, e este fato constitui-se adoração:
“Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!” ( Mt 15:25 ).
Por que pedir auxílio a Cristo constitui-se adoração? Qual o elemento comum a todos os pedidos? O Cristo-homem!
Cristo é a fé que se manifestou aos homem, por meio do qual o justo viverá (Gl 3:23). Cristo é o firme fundamento pelo qual os homens alcançam as firmes beneficências prometidas a Davi (Is 53:3). Cristo é o elemento essencial à adoração, pois todas as promessas de Deus tem n’Ele o sim, e por Ele o amém! (2Co 1:20)
Em ambos os casos temos um pedido, uma oração, a expressa da confiança do homem necessitado. Ao rogar a Cristo que resolva problemas impossíveis aos homens de resolver, temos a fé (crença) em exercício, um descasar na esperança proposta. Somente roga a Cristo quem crê que, por Ele Deus é propício as suas criaturas.
“Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou” ( Jo 9:38 ).
O elemento essencial a adoração é Cristo, pois sem Cristo é impossível agradar a Deus! A crença do homem só é aceita por Deus quando depositada em Cristo, constituindo assim adoração. Reconhecer que o homem de Nazaré é capaz de realizar o que é impossível aos homens é uma forma de reconhecer que Cristo é o Filho Unigênito de Deus “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja feito para contigo como tu desejas” ( Mt 15:28 ).
Através de várias passagens bíblicas é possível abstrair que o simples fato de o cristão dirigir a Deus um pedido, uma oração, já está adorando a Deus, visto que, somente ora ao Pai quem crê que será atendido “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” ( Hb 11:6 ).
A adoração também pode ser um ato de reconhecimento, o que se depreende do texto a seguir:
“E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes” ( Mc 5:6 -7).
Os demônios adoraram a Jesus quando o reconheceram como o Cristo de Deus, porém, ao intentar revelar Cristo aos homens, pretendiam fazer o que é próprio as Escrituras. Os homens tem que reconhecer que Jesus é o Cristo pelo testemunho de Deus exarado nas Escrituras, e não por palavra de demônios, por isso a ordem para que se calassem “E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam” ( Mc 1:34 ).
Que relação tem a Luz com as trevas? Jesus proibia os demônios de anunciar que Ele era o Cristo porque o reino dos céus não depende do testemunho de demônio para ser estabelecido. Muitos pretensos adoradores em nossos dias dão mais credito ao que os possessos por demônios dizem, do que na verdade do evangelho. Observe a atitude de Paulo com a advinha que o seguia:
“Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu” ( At 16:17 -18).
A adoração a Deus é um reconhecimento somente?
A verdadeira adoração só ocorrer quando o homem é gerado de novo da semente incorruptível, ou seja, em espírito e em verdade, como lemos:
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” ( Jo 4:23 ).
Somente aqueles que são nascidos do Espírito, ou seja, que nasceram de novo são espirituais e adoram a Deus verdadeiramente ( Jo 3:6 ), o que só é possível através da crença em Cristo ( Jo 1:12 -13; Ef 4:24 ; Rm 1:16 ).
Todos os descendentes de Adão são carnais e precisam nascer de novo da palavra de Deus para serem contados como filhos de Deus. Somente através da obediência a palavra do evangelho, a semente incorruptível, ou seja, o poder de Deus, que o homem é de novo gerado, e passa a adorar a Deus em espírito e em verdade.
Fazer odes, músicas, poesias, gravuras, quadros, etc., em reconhecimento a existência de Deus não e adorar em espírito e verdade. Outros, como é o caso dos judeus, tem zelo de Deus, porém, sem entendimento, pois não deixaram se iluminar pela luz do evangelho, e por isso, também não adoram a Deus ( Rm 10:2 ).
“Não terão conhecimento os que praticam a iniquidade, os quais comem o meu povo, como se comessem pão, e não invocam ao SENHOR?” (Sl 14:4).
Vários artistas, religiosos ou não, compõem canções, mas nem por isso adoram a Deus em verdade. A mentira faz parte da natureza que herdaram de Adão. A separação de Deus fez surgir uma nova natureza segundo a mentira. Deus é luz, e os que não são nascidos de Deus, são trevas. Deus é verdade, e os que estão separados d’Ele, são ‘mentira’. As trevas ou a mentira só é dissipada através do novo nascimento ( Rm 3:7 ).
Fica a pergunta: será que os espetáculos e cultos que são realizados constituem-se em verdadeira adoração a Deus? Não são modismos e uma imitação barata dos cultos que são dedicados aos ídolos?
Se nestas reuniões estiverem falando a verdade do evangelho, ou seja, professando a Cristo segundo diz as escrituras, é certo que estariam adorando a Deus em espírito e em verdade. Porém, se não professam a Cristo segundo o que diz a Bíblia, não há adoração verdadeira, antes, estas reuniões constitui-se em deleite segundo uma concepção carnal, ou seja, são reuniões cheias de emocionalismo, mas desprovida do Espírito de Deus.
As pessoas que fazem shows bendizem a Deus, porém, o bendizer por si só não é a verdadeira adoração, pois não procede de lábios de verdadeiros adoradores (homens nascidos de novo). Acaso monges, padres e sacerdotes que reverenciam a Deus em suas reuniões adoram a Deus simplesmente por bendizê-lo? Dizer “Senhor, Senhor” não se constitui em adoração, antes, para ser ‘conhecido’ do Senhor é necessário crer conforme diz as Escrituras.
“E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:23)
Os salmos 103 e 104 são exemplos típicos de adoração a Deus, pois o salmista Davi era um verdadeiro adorador, visto que recebeu um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ). Davi bendiz ao Senhor por tudo que Ele faz pelos homens que N’Ele esperam ( Sl 103:1 ), e em seguida bendiz a Deus pela sua magnificência ( Sl 104:1 ).
Não se esqueça que o salmo 51 também é adoração, pois se constitui em oração a Deus, onde temos o salmista esperando em Deus que venha conceder um novo coração e um novo espírito (novo nascimento).
Adoração em espírito e em verdade
Somente adora a Deus em espírito e em verdade aqueles que são agradáveis a Deus. Apesar de ser bonito ver uma pessoa que, quando diz o nome de Deus tira o chapéu de sobre a cabeça em sinal de reverência, não é este o modo pelo qual os homens se submetem ao Senhorio de Deus, antes só é possível tomar o jugo da justiça obedecendo à palavra de Deus, que é: Crede naquele que Ele enviou. Gesto e sinais de reverência não tornam os homens agradáveis a Deus. Entrar nos templos descalço não é reverência ao Altíssimo. Falar baixinho não se constitui em reverencia a Deus. Entrar em um templo não é o mesmo que se apresentar ante o trono da graça. Somente por meio da verdade do evangelho (a fé que foi dada aos santos) o homem tem acesso à presença de Deus.
Quando a adoração de certos seguimentos evangélico/protestante foca-se na ritualística, na forma, na legalidade, na moral, em costumes, na tradição, e outros quesitos, simplesmente seguem o curso natural de outros seguimentos religiosos pagãos. Todas as religiões baseiam-se em conceitos, cerimônias, liturgia, rito padronizado, organização, liderança e experiência emocional ou mística.
O evangelho de Cristo não segue padrões humanos, visto que é pela fé e por fé somente. A fé (evangelho) que uma vez foi dada aos santos é a ancora da alma, segura e firme, que penetra além do véu, onde os que creem se refugiam e descansam (fé) na esperança proposta ( Hb 6:13 -20; Jd 1:3 ; Fl 1:27 ).
Para muitos a adoração vincula-se aos templos, sacrifícios, campanhas, peregrinações e cânticos e por um determinado espaço de tempo. Este modelo de culto segue a concepção carnal dos cultos das religiões em geral, visto que acabou por fomentar a ideia de que a adoração depende do comprometimento do homem com a instituição que frequenta, com a contribuição, com sacrifícios, meditação, êxtase, transe, orações repetitivas, etc.
Mas, o que Jesus anunciou acerca da verdadeira adoração? Que ela não está atrelada a templos (igrejas, mesquitas ou sinagogas), lugares (Jerusalém, Samaria, Gilgal), tempo (dias de festas e sábados), nação (judeus ou gentios), antes se vincula a nova natureza concedida na regeneração (novo nascimento).
O que o Pai procura nos verdadeiros adoradores? A conversa de Jesus com a mulher samaritana trás um escopo geral do que é essencial à adoração.
Qual o lugar de adoração dos verdadeiros adoradores? Ora, sabemos que Deus é Espírito, e que os seus adoradores o adoram em espírito e em verdade. Onde o espírito de Deus está ai há liberdade, ou seja, não importa o lugar, ou antes, em todos os lugares há liberdade para o homem estar na presença de Deus.
Como? Ora, não é necessário templos feitos por mãos humanas, pois todos os que creem foram edificados templos e casas espirituais, são templos e morada do Espírito “No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” ( Ef 2:22 ). Não é necessário sacerdotes, pois todos que creram foram comissionados a sacerdócio real ( 2Pe 2:9 ). Aonde quer que o cristão vá, ali ele é templo e habitação do Altíssimo. Os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade, para que de fato sejam livres.
Qualquer sistema religioso que aponta um determinado templo, cidade ou monte como sendo o lugar da manifestação da graça divina é um engodo. Você já ouviu do seu pastor que você é o templo onde Deus habita? Que você é a casa do Deus vivo? Que você adora o Pai em espírito e em verdade? Que não são as instituições e nem os homens que lhe conduziu a glória de Deus?
Se você é templo; Se você é sacerdote do Rei; Se você é o próprio sacrifício VIVO; se você é o ofertante, o que mais lhe falta para prestar o culto racional a Deus, onde, quando e com quem você estiver? Você é adorador em todos os momentos da sua nova vida em Cristo, e são estes adoradores que o Pai procura através da mensagem do evangelho. Se você crê em Cristo conforme as escrituras, você é um dos adoradores que o Pai ‘encontrou’ “E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida” ( Lc 15:6 ).
Em nossos dias muitas pessoas creem em promessas de prosperidade, em bênçãos materiais, em visões provenientes de mentes carnais, em profecias de homens corruptos de entendimento, porém, estas mesmas pessoas crédulas, diante da mensagem do evangelho que diz que todos os cristãos são pedras vivas, e que foram edificados casa espiritual sobre a Pedra Viva que foi rejeitada pelos homens, não creem. Rejeitam a palavra que diz que os cristãos são sacerdotes santos; rejeitam que os que creem oferecem sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus ( 1Pe 2:4 -5).
Não será cânticos gregorianos que fará os filhos da ira e da desobediência verdadeiros adoradores; cânticos e poesias sussurrados na penumbra de templos suntuosos não farão do homem natural um verdadeiro adorador. Não são os espetáculos de luzes e vozes em coro, acompanhado de instrumentos musicais, que servem somente para emocionar a platéia, que dará ao homem a alegria da salvação. Antes, necessário é nascer de novo, adquirindo um novo coração e um novo espírito.
Muitas pessoas pensam que o cântico é um modo do homem se aproximar de Deus e agradá-lo. Acham que nos hinos está o verdadeiro louvor. Enganoso é o coração dos homens. O povo de Israel em uma determinada guerra pensou deste modo, e a derrota na batalha foi maior! Pensaram que a vitória estaria na arca e cantaram com grande júbilo, que acabou por perturbar os inimigos. Porém, Deus não se sensibilizou com o espetáculo, com os cânticos e com as danças. O povo foi à guerra, foram derrotados e voltaram sem a arca da aliança, o ícone que elegeram para conduzi-los a vitória “E sucedeu que, vindo a arca da aliança do SENHOR ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu” ( 1Sm 4:5 ).
Na emoção não há vitória, antes a vitória está na obediência à palavra de Deus. Mas, como obedecer sem descansar (fé) naquele que prometeu? Não era melhor obedecer a Deus e não levar a arca da aliança para a guerra.
Davi deixou a emoção guiá-lo e trouxe sobre si o peso do Senhor:
“Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o Senhor, com todo tipo de instrumento…” ( 2Sm 6:5 ).
Deus não exige cânticos, júbilos, músicas, poesias e danças, antes quer que O obedeçam segundo a sua palavra ( Dt 10:12 -13). O temor é o princípio da sabedoria, e ao temer, Davi foi à fonte da sabedoria para inteirar-se da vontade de Deus: “Temeu Davi ao Senhor naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do Senhor” ( 2Sm 6:9 ).
Muitos deixam de perguntar à sabedoria qual a verdadeira adoração e se deixam levar pelos grandes espetáculos e show de luzes, que na essência é um culto a Mamon. Tal ajuntamento simplesmente serve a interesses do capital. Tais cultos sevem aos interesses de homens movidos pela ganância e que busca o prêmio de Balaão ( Jd 1:11 ).
Porém, parece que nestes últimos dias o aviso solene que ecoa pela escrituras não sensibiliza as massas, e temos na Bíblia dois motivos como causa desta realidade:
Em nossos dias proliferaram os pastores que apascentam a si mesmos, que andam segundo a concupiscência dos olhos e consideram que o evangelho é fonte de lucro “Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências…” ( Jd 1:12 -16);
O público que atraem não é outro, a não ser àqueles que têm comichão nos ouvidos e que não querem receber a sã doutrina do evangelho “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” ( 2Tm 4:3 ).
Observe que a concupiscência é algo comum aos ‘pastores’ que apascentam a si mesmo e as ‘ovelhas’ que sofrem de comichão nos ouvidos e que buscam amontoar estes ‘pastores’.

Não sou contra o ajuntamento solene, pois a Bíblia demonstra que é imprescindível que os cristãos congreguem e se exercitem no amor; é nas reuniões que as escrituras são lidas, analisada e entoadas para que haja o consolo mútuo entre os cristãos através do que lhes é comum: a verdade do evangelho.
Cânticos e Salmos
Qual a função dos cânticos e salmos? Adoração? Ora, é de conhecimento geral que a maioria do povo não sabia ler. À época os livros eram caríssimos, e poucas pessoas possuíam um exemplar de algum livros das escrituras. Por causa desta carência de livros e de pessoas que soubessem ler os cânticos, os provérbios e os salmos foram instituídos para auxiliar o povo a gravar na memória o que aprenderam acerca da vontade de Deus.

Este era um dos motivos das escrituras ser lida nas sinagogas todos os sábados em voz alta. Tal rotina não constituía um ritual de per si, antes tina em vista uma carência do povo. Ora, a adoração não estava atrelada aos cânticos, salmos e provérbios, visto que a adoração verdadeira é proveniente do novo espírito e do novo coração concedidos por Deus ( Ez 18:31 ; Sl 51:10 ).
O objeto manipulado nas reuniões dos primeiros cristãos eram os salmos e cânticos espirituais, pois fixava na memória dos irmãos a verdade do evangelho “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração” ( Cl 3:16 ); “Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” ( Ef 5:19 ).
Perceba que ensinar, ou admoestar e falar uns com os outros não se constitui em adoração como muitos entendem em nossos dias. Ou seja, cânticos, hinos e salmos eram utilizados no processo de ensino, admoestação e comentários à palavra do evangelho, o que é diferente da ideia de adoração, que só é possível em espírito e em verdade.
Ou seja, os cristãos devem reunir-se periodicamente (congregar), porém, as reuniões não se constituíram adoração ou culto ao Senhor. As reuniões têm como objetivo o ensino da palavra, visto que o culto é racional e a adoração perene (nunca cessa).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre de Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.