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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

CASAMENTO PROJETO DE DEUS


                                                  CASAMENTO PROJETO DE DEUS
 Malaquias 2.12-16
Versículo-chave: Malaquias 2.15
“…Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”.

Alvo da lição:
Ao estudar esta lição, você se dedicará de modo sábio e cristão à manutenção de um casamento saudável.

A lição de hoje trata de alguns princípios sobre a manutenção do casamento:

1. Casamentos são realizados com a previsão de durarem a vida toda.
2. Os casamentos não duram a vida toda naturalmente, sem algum esforço e cuidado.
3. Devemos descobrir e tomar atitudes claras e eficazes para que o casamento seja durável.
O estudo da lição não tem a intenção de acusar ou trazer um peso ainda maior aos que experimentaram o divórcio. O fato é que mesmo as pessoas que passaram por divórcio entendem que o casamento é feito para durar toda a vida. Também não teremos segredos garantidos e fáceis para as pessoas permanecerem casadas, mas alguns princípios que tenham fundamento na palavra de Deus, e que poderão ajudar na construção de casamentos mais saudáveis e mais duráveis.
Quando alguém assume um grande compromisso, geralmente, espera que logo acabe. Do outro lado, quando alguém aceita um compromisso de longa duração, espera que o valor do compromisso esteja diluído de tal maneira que se torne bastante pequeno, aceitável. No casamento, as duas dimensões estão presentes: trata-se de um compromisso intenso e, ao mesmo tempo, um compromisso extenso, para toda a vida. Nossa lição evitará o trabalho de defesa da durabilidade do casamento, e se dedicará a oferecer orientações básicas que ajudem as pessoas “na arte de permanecerem casadas”.

I. Casamentos duráveis demonstram presença equilibrada de amor e compromisso (Mc 10.7-8)

Aqueles que são casados há muitos anos, geralmente, testemunham que “só o amor não sustenta uma relação”. Aqueles que se separaram um dia demonstram na prática que “só o compromisso não sustenta uma relação”. Ainda assim, ambos concordarão que uma relação duradoura depende tanto de amor como de compromisso – muito amor, e compromisso firme!
A maneira bíblica de descrever compromisso no casamento está na célebre frase proferida em Gênesis (2.24-25) e pelo próprio Senhor Jesus: “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” (Mc 10.7-8). Duas expressões são especialmente contundentes ao ensinarem a intensidade do compromisso: “unir-se” e “uma só carne”. Segundo os estudiosos, “unir-se” tem o significado de um elo forte que não será jamais quebrado, envolvendo duas características: lealdade inabalável e amor ativo, permanente, que não desiste. Do outro lado, tornar-se uma só carne (que inclui relação sexual e todas as dimensões adicionais afetivas e físicas) significa uma natureza de união tão forte que seria impossível desunir (separar, cortar, dividir) sem que marcas profundas sejam manifestas. Para se ter uma ideia da natureza desse modelo de união, a Bíblia o chama de mistério e declara ser essa a representação mais completa do relacionamento entre Cristo e Sua igreja (Ef 5.31-32).
Um compromisso de tamanha magnitude e com tamanhas implicações não é assumido com facilidade. Por isso, alguns chegam a temer o casamento. A base do comprometimento tem que ser o amor, pois ele expulsa o medo (1Jo 4.18 NVI). Desse modo, enquanto o compromisso dá sustentação para o sentimento de amor, o amor torna possível a manutenção do compromisso.

II. Casamentos duráveis pedem manutenção sistemática

A atitude própria de todas as pessoas que adquirem um bem durável é programar-se para o natural cuidado de sua manutenção. Assim fazemos quando adquirimos uma casa, um carro ou mesmo algum eletrodoméstico. Na verdade, até mesmo a garantia da maioria dos bens depende de sua manutenção adequada. O mesmo acontece quando se deseja construir um casamento durável. Sem manutenção adequada, os casamentos se tornam vulneráveis e frágeis.
Entre as diversas formas de se cuidar da manutenção de um casamento, duas serão destacadas aqui.

1. Disposição e capacidade de lidar com conflitos

Podemos evitar muitos dos conflitos que surgem no casamento bastando para isso uma atitude mais cuidadosa por parte de cada um de nós. A disposição para aceitar as diferenças, por exemplo, diminui de modo decisivo o potencial de um casal para se envolver em conflito – homens são diferentes de mulheres (que bom!), pessoas criadas na família “A” são diferentes de pessoas criadas na família “B”, e assim por diante. Nossas diferenças se manifestam na maneira como reagimos aos problemas, na escala de valores da família, no gosto por alimentos, ambientes, humor e de tantas outras maneiras. Há casais que não conseguem conviver porque um dos cônjuges deseja mudar o outro e fazê-lo ser exatamente igual a ele. Há casos em que a disposição para “implicar” com o outro e com a maneira de ele ser e perceber as coisas acaba por tornar insustentável a vida comum.
O texto de 1Pedro 3.1-7 (NVI) oferece exemplo de postura favorável para lidarmos com as diferenças quando orienta as mulheres cristãs a tratarem até mesmo com um marido que não obedece à Palavra: “Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês” (v.1-2). O ensino alcança diversas áreas da vida familiar, e orienta também os homens a serem sábios no convívio com a própria esposa… “e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida…” (v.7).

2. Habilidade de lidar com mudanças necessárias e inevitáveis

Além das questões que podem ser vistas como “diferenças”, o casamento inclui enganos, erros e pecados por parte dos membros da família. O fato é que somos pecadores! A maneira como lidamos com os nossos próprios erros e com os erros do cônjuge será fundamental para definir a continuidade saudável do casamento. Isso significa aprender a pedir perdão (embora os exemplos bíblicos sejam tantos, temos a tendência de achar que é humilhante pedir perdão, e acabamos optando por atitudes prejudiciais ao casamento, como negar, “deixar o tempo passar”, ficar irritado quando confrontado, culpar o outro, etc.), ter capacidade para entrar em acordo com o outro e disposição para perdoar. A Bíblia nos ensina que devemos ser “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32). Do outro lado, se existe um lugar em que deve ser aplicado o ensinamento de Jesus a Pedro segundo o qual devemos perdoar nossos irmãos até “setenta vezes sete”, esse lugar é no casamento.
A atitude de perdão, segundo a Bíblia, é antecedida por uma cuidadosa advertência contra os pecados relacionais que nos dividem e fazem nascer conflito. Em Efésios 4.25-31, somos exortados a ser cuidadosos para “não mentir uns aos outros (v.25), não nos entregar à raiva de uns para com os outros (v.26-27), não roubar uns dos outros (v.28), não dizer palavras que machuquem uns aos outros (v.29), e viver (inclusive em casa) de maneira que permaneça “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31).

III. Casamentos duráveis recebem investimentos constantes

Um casamento saudável não se sustenta “naturalmente”, sem investimento.

1. De natureza física

Resumidamente, o investimento no casamento inclui o cuidado com o corpo (higiene, saúde, aparência…) e o uso de todas as potencialidades do corpo, incluindo as expressões físicas de carinho (de caráter sexual ou não).

 2. De natureza emocional

Podemos investir no casamento também por meio do uso adequado das emoções, especialmente quando oferecemos ao outro a segurança de que é importante, especial, alvo de amor. O livro de Cantares tem sido usado como um verdadeiro manual de investimento físico e emocional no casamento.

3. De natureza espiritual

Felizes são os casais que oram um pelo outro e juntos, que leem a Bíblia e cultuam juntos e que, especialmente, são capazes de aplicar os ensinamentos da palavra de Deus nas atitudes diárias e em todas as dimensões do relacionamento conjugal (veja Tg 1.22).
A Bíblia trata bastante desse tipo de relacionamento de cumplicidade e proximidade.
  • Eclesiastes 4.9-12 registra que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
  • Provérbios 31 apresenta uma mulher chamada de virtuosa e diz que a vida em família é muito agradável, entre outras razões, porque o marido confia na mulher (v.11), e “ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (v.12).
  • 1Coríntios 13 lembra-nos ainda que, havendo amor, há paciência nos momentos de sofrimento, confiança, e disposição para esperar e suportar as eventuais lutas da vida (v.7).
a. Nada é tão essencial qual a saúde de seu casamento e o desenvolvimento de união entre vocês.
b. Concentrar-se no conhecimento mútuo e em construir um relacionamento íntimo agrada ao Senhor.
c. É necessário tempos juntos para lançar adequadamente os alicerces do casamento.
d. É essencial que o marido aprenda a satisfazer às necessidades da esposa.
e. O conhecimento do cônjuge é necessário a fim de ver segundo os padrões bíblicos. Você deve conhecê-lo em profundidade se quiser amá-lo, compreendê-lo e encorajá lo.
f. Os conjunges devem ser companheiros de equipe unidos para servirem a Deus eficazmente. Para vocês se tornarem uma equipe, é preciso tempo e colaboração numa atmosfera tão livre de distrações quanto é possível.
g. De acordo com a sabedoria de Criador, o primeiro ano é crucial em todo casamento, devendo ser vivido com cuidado e prudência.

Conclusão

Nesta lição estudamos sobre a arte de permanecer casados – um casamento durável, para a vida toda. Dois lembretes são importantes. Primeiro, que a vida é curta, e devemos gozá-la com discernimento e alegria, sempre que possível, na companhia da pessoa com quem nos casamos. Segundo, que não basta ter um casamento duradouro. É preciso viver bem, com alegria e felicidade. Mais do que aparências e convenções sociais, é preciso construir relacionamento saudável e feliz, de modo que permanecer casados seja um privilégio, uma alegria, e não um dever enfadonho e sofrido.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

FRAQUEZA ESPIRITUAL


                                                         FRAQUEZA ESPIRITUAL
O Senhor quer nos ensinar a vencer nossas fraquezas para avançarmos e alcançarmos novas posições de vitória
Precisamos da sabedoria e da graça de Deus para vencer cada uma das nossas fraquezas. As fraquezas fazem parte da nossa caminhada. Deus não as tira do nosso caminho, mas Ele nos faz maior do que elas. Ele quer nos ensinar a vencê-las. Para isso, vamos ver alguns princípios que precisamos seguir para vencer as fraquezas que tentam nos limitar e parar as nossas vidas.
1. As fraquezas que não destruímos, acabarão nos destruindo
Existem coisas em nossas vidas que se não a resolvermos, se deixarmos para trás, depois elas se tornarão problemas, verdadeiros laços do diabo. O inimigo que Saul não executou de maneira completa veio destruir sua vida depois (1Sm 15.3; 2Sm 1.8). Precisamos ter uma postura radical com tudo que nos prende em nossas fraquezas, com aquilo que nos leva a desviar do propósito de Deus (Mt 5.29-30). Precisamos lidar com nossas fraquezas do passado para que elas não nos prendam no futuro: fraquezas com pecados, fraquezas de relacionamentos, de dívidas financeiras, de temperamento e diversas outras que tínhamos antes de nascer de novo e que agora precisamos vencer. Precisamos cortar pela raiz tudo o que era fraqueza em nosso passado. Precisamos ser radicais! Se preciso for, mudar o número do telefone, romper amizades, parar de frequentar lugares, deixar de assistir alguns programas televisivos etc.
2. As coisas das quais queremos nos distanciar determina o que Deus trará até nós
Rute era moradora de Moabe e lá estavam seus bens, seus familiares e conhecidos. Mas ela tomou a decisão de deixar sua cidade e seguir sua sogra. Se Rute não tivesse tomado essa decisão, ela não teria conhecido o seu marido Boaz, não seria bisavó de Davi e nem estaria na descendência de Jesus (Mt 1.5). A decisão de Rute fez com que ela ficasse na posição da bênção de Deus em sua vida. Nossa decisão de nos distanciarmos daquilo que nos leva a nossas fraquezas permite que Deus nos leve a novas posições, a posições de vitórias. Afastar-se do que produz em nós fraqueza envolve tomar uma decisão de vencer, nos distanciando daquilo que nos enfraquece. Se formos fiéis e obedecermos ao Senhor ao abrirmos mãos das coisas de que gostamos, porque sabemos que não agradam a ele, moveremos o braço de Deus e as bênçãos dele nos alcançarão.
3. Todos caem, mas os grandes se levantam novamente
No caminho da vitória existem as quedas. Não me refiro à queda do pecado, mas quedas como as que Jesus teve no caminho até a cruz, que aconteceram porque Ele estava machucado e fraco, mas que não O impediram de completar o caminho. Todos nós caímos em nossa disposição e em nossa perseverança. Em alguns momentos, desanimamos, esmorecemos e ficamos incrédulos achando que as coisas não irão acontecer. Nesses momentos, o diabo começa a acusar-nos e a mentir dizendo que não seremos bem-sucedidos. Se as coisas não aconteceram, se as frustrações e a prostração vieram, precisamos nos levantar e crer no Deus da segunda chance. Os planos do Senhor não podem ser frustrados. Precisamos crer nessa verdade e nos posicionar como valentes, rejeitando toda acusação e toda autopiedade. O Senhor nos dá forças e Ele não desiste de nós.
4. A luta é a prova de que não fomos derrotados
Se estamos lutando é porque não fomos vencidos, é um sinal de que ainda estamos na guerra. Muitos irmãos acreditam que são derrotados porque estão passando por muitas lutas. Mas a vida é formada por lutas. Precisamos passar por elas para crescer e ter realidade espiritual. O diabo muitas vezes tenta nos abater e nos acusar mostrando nossas guerras. Ficamos procurando uma brecha ou uma maldição que as expliquem. O que nos abate não são as guerras, mas a acusação do diabo no meio delas. Muitas vezes as guerras que temos são as batalhas naturais para os soldados de Cristo que estão saqueando vidas do inferno. Ser canal de Deus para mudar o destino eterno das pessoas exige uma batalha. Enquanto estivermos nesse mundo, enquanto nossa carne existir e o diabo estiver solto, haverá guerra. Mas o Espírito Santo é conosco e nos dá vitória. Se está havendo guerra, é porque estamos incomodando o diabo, é porque ele está perdendo e quer nos amedrontar. O que aparenta ser uma derrota e uma vergonha para nós é, muitas vezes, uma circunstância que nos leva a ver quem realmente somos e humilhar-nos diante do Senhor. Precisamos ver nossas aparentes derrotas com a ótica de Deus.
5. Não devemos olhar para onde estamos, mas para onde estamos indo
O diabo tenta nos parar levando-nos a olhar para as circunstâncias e para nós mesmos, e isso é uma fraqueza. Mas não somos como galinhas que ciscam olhando para o chão; prosseguimos olhando para o alvo (Fp 3.13). A verdade não é o que vemos, o que sentimos e nem o que nos disseram; a verdade é o que está escrito na Palavra de Deus (2Co 5.7). Não devemos ficar focados no problema. Devemos olhar para o único que pode resolver o nosso problema, o Senhor Jesus (Hb 12.2)
6. Não podemos corrigir o que não estamos dispostos a enfrentar
Deus não trabalha com robôs e nem com Marionetes. Ele age com o homem e não no lugar do homem. O Senhor não age com pessoas passivas, mas com pessoas que dão respostas. Por isso, Ele cria situações específicas em que precisamos encarar e enfrentar nossos medos e fraquezas. Para enfrentar nossas fraquezas, devemos reconhecer quem somos. Somente quando reconhecemos nossas fraquezas diante de Deus, é que podemos vencê-las.
7. A crise sempre acontece quando estamos na curva da mudança
Quando saímos da nossa zona de segurança, nossas fraquezas aparecem. Em Mateus 7.14, vemos que “estreita é a porta e apertado o caminho”. Porta na Bíblia significa crise, porque representa a mudança, a saída de um lugar e a entrada em outro. A porta é estreita e para passar por ela é preciso deixar algumas coisas para trás. Uma vez que deixamos o que nos impede de passar e vencemos a porta, entramos em um novo caminho, um novo tempo em Deus. Quando o Senhor nos leva a novos níveis, descobrimos fraquezas que nem sabíamos que existiam. Precisamos admitir essas fraquezas a Deus para sermos usados por Ele.
8. A indignação é o lugar do nascimento das soluções
Temos que odiar a fraqueza, desprezá-la e canalizar essa raiva e indignação em Deus. Ninguém pode vencer o pecado se não for movido por uma santa indignação para orar, jejuar e buscar no Senhor a mudança da sua realidade. É a indignação que não nos deixa parar e nem retroceder, que nos move para não desistirmos enquanto Deus não agir.
9. Não podemos mudar o que toleramos
Deus não nos chamou para uma vida apenas; ele nos chamou para uma vida abundante (Jo 10.10). Não podemos ser medíocres nos conformando com pequenas situações de derrotas. As mudanças não são instantâneas. Precisamos perseverar. Se nos conformamos e desistimos de tentar vencer nossas fraquezas, ficaremos presos a elas.
10. Todo relacionamento alimenta uma fraqueza ou força dentro de nós
Devemos tomar cuidado com quem andamos. Existem pessoas que nos desanimam, nos colocam para baixo, falam o tempo todo que não somos capazes, que nos prendem em nossas fraquezas. Precisamos andar com pessoas que nos dão palavra de ânimo, homens e mulheres de Deus que declaram a Palavra do Senhor em nossas vidas e nos levam a olhar para ela, que nos ajudam a vencer as nossas fraquezas.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 10 de fevereiro de 2019

AGRADEÇA A DEUS PELAS PORTAS FECHADAS


                                   AGRADEÇA A DEUS PELAS PORTAS FECHADAS
Existe um adágio popular que diz “que quando o mundo nos fecha uma porta, Deus abre-nos uma janela para que vejamos algo novo.” Mas existem portas que são fechadas por Deus e estas nenhum homem abre, como a porta da arca de Noé. Recentemente assistimos na igreja ao filme “Quarto de Guerra” que conta a história de batalhas ganhas em oração. E como cristãos conhecemos histórias que são ganhas de fato em oração, e oração silenciosa, daquelas em que o crente se fecha em seu quarto e ali ele batalha com Deus.
A Bíblia mostra uma série de acontecimentos que tiveram seu lugar entre portas fechadas, e é atrás destas portas fechadas que a vaidade não encontra guarida.  Quando a porta se fecha para que possamos falar com Deus, sem aquela preocupação com o mundo (sem celular, sem internet, sem perturbação de qualquer espécie) as bases do inferno sofrem abalos estruturais, e o inimigo fica furioso. Concluímos, portanto que existem qualidades de portas fechadas.  Portas podem ser  fechadas para uma trama maligna, mas portas podem ser fechadas para o bem. Para guardar o bem ou para impedir de entrar o bem. Portas podem ser fechadas para o evangelho, mas podem ser fechadas para o pecado em definitivo.
Vejamos exemplos de portas fechadas para momentos de intimidade com Deus:
1)      A  salvação de Noé foi encontrada atrás de uma porta fechada.

“Eram Macho e fêmea os que entraram de toda carne, como Deus lhe havia ordenado; e o Senhor fechou a porta após ele.” (Gênesis 7.16)
O quadro sombrio que se desenhava com a chuva que destruiu o mundo, tornou-se bonança e segurança quando Deus fechou a porta.  A humanidade (exceto a família de Noé)  fechou a porta para a Graça oferecida por Deus.  Noé creu e foi salvo. Quando o Senhor fechou a porta, todos na arca ficaram abrigados. Esta benção de Noé foi uma benção da obediência. Obediência que trouxe paz no meio das procelosas ondas e das tormentas ruidosas.

2)      O morto despertado por Eliseu? Foi atrás de uma porta fechada.
“Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor.” (2 Reis 4.33)
Geazi, o servo de Eliseu, apressou e passou na frente do profeta, mas não tinha intimidade suficiente para despertar o menino. Assim ocorre muitas vezes quando passamos na frente dos dirigentes da igreja para resolver algum problema, sem que tenhamos autoridade para tal . Ou aqueles que por pressa “inauguram seu ministério”. A vitória de Eliseu aconteceu na intimidade entre ele e Deus.
3)      Atrás de uma porta fechada a viúva teve o azeite aumentado.
Quando a viúva enfrentou seus credores, e recorreu ao Homem de Deus (Eliseu), ela obedeceu e obedeceu ao profeta atrás da porta fechada. “ Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe a parte a que estiver cheia. Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.” (2 Reis 4.4-5)
Hoje a crise ainda continua sendo de vaso, porque o azeite só parou de encher as vasilhas porque estas acabaram.  Crise de vaso e crise de portas fechadas. Crises que somente se encerraram com o fechamento das portas sobre e atrás de nós para que as orações se tornem íntimas de Deus.
4)      Isaías e a segurança da porta fechada.
No capítulo 26 do livro de Isaías, temos o “Cântico de confiança na proteção divina”. O ato de fechar a porta atrás de si e entrar em oração é uma forma de demonstração desta confiança. “Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” (Isaías 26.20) A porta deve ser fechada só por um momento. O crente deve entrar na seara de imediato tão logo saia do culto ou do quarto de oração.  Vejam que não falamos de um quarto, mas de vários quartos que interligam a igreja invisível (união de todos os crentes), conjunto de igrejas locais e de congregações. Intercessões e súplicas devem ser feitas diariamente pelos crentes, pela Igreja que sofre.   
5)      Recompensas que são recebidas de Deus quando fechamos a porta.
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está sem secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6.6) A melhor comunhão com o Pai das Luzes é conseguida no quartinho de oração. Este privilégio do crente e somente dos crentes, quando realizado em portas fechadas (obediência) tem como resultado as ricas bênçãos.  Não é proibido orar em público, mas alguns líderes religiosos da época de Jesus queriam fazer disto um espetáculo, queriam ser vistos como santos, queriam ser notados. Quando queremos orar onde seremos notados não estamos dirigindo a oração a Deus, mas sim, largando palavras ao vento. Não confundam isto com as oportunidades (tão costumeira) dadas aos irmãos na igreja. Esta oportunidade dada a um irmão ou irmã para que ore no altar é uma deferência para com aqueles que estão em comunhão. 
6)      Atrás de uma porta fechada o Senhor se revela.
Quando a igreja primitiva se trancou por medo dos Judeus, após a crucificação de Jesus, orava atrás das portas fechadas, e Jesus se revelou, vejamos: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!” (João 20.19) Jesus entrou pela porta fechada! Isto não é um jogo de palavras. Quando nós abrimos o nosso coração para Jesus e fechamos a porta para o pecado (em consequência fechamos Jesus dentro de nosso coração), e quando em oração fechamos a porta, Ele se revela para nós. Fechar a porta é sinal de fé em Cristo. Ajoelhar é sinal de submissão ao Rei. Este ajoelhar é simbólico para aqueles que tem problemas de saúde, o importante é orar com confiança em Cristo Jesus.
7)      O incrédulo está diante de uma porta fechada.
Lembre-se que falamos de fechar a porta atrás de si, ou, de abrigar atrás da porta. O incrédulo encontra-se diante de uma porta fechada. “Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes a estar de fora e a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois, então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas.” (Lucas 13. 25-26) Hoje as Boas Novas do Evangelho estão mais acessíveis e estão sendo pregadas. Internet, televisão, rádio, jornais, folhetos. O Brasil, por exemplo, tem uma Constituição que permite a liberdade de culto. Inobstante a isto, os incrédulos estarão diante de uma porta fechada e esta não se abrirá.
Esta porta da Graça que está aberta hoje poderá fechar sem que vários homens estejam dentro dela. Mas isto não deve nos preocupar, a missão dada por Cristo foi de anunciar e não de convencer. Convencer é papel do Espírito Santo.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 9 de fevereiro de 2019

OS CEIFEIROS


                                                                  OS CEIFEIROS
(Mateus 9:35-38)
 
E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.   E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.
 
   INTRODUÇÃO
 
No exercício do Seu ministério terreno, Jesus deparou com alguns extremos enquanto percorria às cidades com Seus discípulos. De um lado, Ele encontrou um povo sofrendo com várias moléstias, desgarrado e errante, como ovelhas que não têm pastor. Do outro lado, Ele foi confrontado com os fariseus incomplacentes que tinham esse povo como uma escória desprezível. Diante disto, Ele pode constatar que os líderes religiosos do judaísmo não estavam cumprindo com suas responsabilidades como pastores do povo.
 
A COMPAIXÃO DO SENHOR
 
Tomado de grande compaixão diante da necessidade do povo e sentindo como que se fosse dele todo aquele sofrimento, não somente curou os doentes como libertou os oprimidos pela possessão demoníaca. Os olhos compassivos do Mestre viram a multidão como um grande campo pronto para a colheita.
 
OS FARISEUS CONFUNDIRAM O DEMONÍACO COM O DIVINO
 
Com isso, os fariseus possivelmente endemoninhados também, disseram que Jesus estava expulsando os demônios por meio do príncipe deles mesmos (34). Esta era uma perversão moral por parte daqueles líderes religiosos, confundindo o demoníaco com o Divino. Em outra passagem vemos Jesus lidando firmemente com essa atitude deles. Legalistas, mas, sem compaixão nenhuma. Na verdade, esses fariseus aplicavam a lei, para punir os transgressores por culpas sob as quais eles mesmos viviam as infringindo. Prova disso temos quando eles, ainda que de forma ilegal (Lv 20:10; Dt 22:22), levaram a Jesus a pecadora conforme consta em João 8:1-8.
 
A FALTA DE CEIFEIROS
 
Outro agravante que foi constatado por Jesus foi a falta de ceifeiros diante da magnitude da seara. Os que estavam prontos não seriam suficientes para atender ao clamor Divinal. Assim, Ele disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros (37). Jesus era sempre acompanhado por grande número de pessoas interessadas em muitas coisas, menos em trabalhar. Assim, Ele disse aos seus discípulos: Rogai, pois, ao Senhor da seara para que mande ceifeiros para sua seara (38).
 
CONCLUSÃO
 
Ainda hoje, em pleno século XXI, esta oração é necessária. Pois embora os ceifeiros estejam em maior número, eles não são suficientes diante do crescimento da seara. Se os ceifeiros atuais fizessem jus ao título, sem dúvida, dariam contas, correspondendo às necessidades do trabalho. Mas, como nos dias de Jesus cada um buscam seus próprios interesses. Os púlpitos das Igrejas ficam lotados nos domingos à noite, sendo que poucos ou quase ninguém pratica um só ato de evangelismo durante a semana. Pouquíssimos são os que distribui pelo menos um folheto evangelístico durante o ano, mas, o lugar no púlpito tem que está garantido. Pensam erroneamente que a pregação tem que ser feita no púlpito. Um dos piores desafios que Igreja enfrenta neste início de século é a falta de ceifeiros preparados para a ceifa. A busca dos necessitados de Deus, lá fora, onde eles estão, dificilmente faz parte da prioridade dos obreiros destes tempos pós-moderno. Continuemos empenhados na oração recomendada por Jesus para não falte obreiros santos neste tempo do fim.
 Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante