PASTORES,
LÍDERES ECLESIÁSTICOS E EVANGÉLICOS ARROGANTES, DEUS NÃO ESTÁ NESSE NEGÓCIO...
"O que a Bíblia diz sobre o
orgulho?"
Há uma diferença entre o tipo de orgulho que Deus odeia (Pv 8:13) e o tipo de
orgulho que sentimos por fazer algo bem feito. O tipo de orgulho que surge de
sermos justos aos nossos próprios olhos é pecado e Deus odeia isso porque
atrapalha a nossa aproximação dEle. Salmo 10:4 explica que os orgulhosos estão
tão cheios de si que seus pensamentos estão longe de Deus: “Pela altivez do seu
rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus”.
Esse tipo de orgulho arrogante é o contrário do espírito de humildade que Deus
procura: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos
céus” (Mateus 5:3).
Os “pobres de espírito” são aqueles que reconhecem sua falência espiritual e
sua falta de habilidade de se aproximar de Deus se não fosse por Sua divina
graça. Os orgulhosos, por outro lado, são tão cegos por causa de seu orgulho
que acham que não precisam de Deus ou pior, que Deus deve aceitá-los do jeito
que são porque eles merecem a Sua aceitação.
Por todas as Escrituras, podemos ler sobre as consequências do orgulho. Pv
16:18-19 nos diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a
queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o
despojo com os soberbos.” Satanás foi expulso do céu por causa de seu orgulho
(Is 14:12-15).
Ele teve a audácia egoísta de tentar tomar o lugar de Deus como o que reina o
universo. No entanto, Satanás será lançado no inferno no julgamento final de
Deus. Para aqueles que se erguem em rebelião a Deus, há nada mais em seu futuro
a não ser desastre: “Porque me levantarei contra eles, diz o SENHOR dos
Exércitos, e extirparei de babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o
neto, diz o SENHOR” (Is 14:22).
Orgulho já impediu que muitas pessoas aceitassem a Jesus como seu Salvador
pessoal. Recusar a admitir o próprio pecado e que não podemos fazer nada com
nossos próprios esforços para merecer a vida eterna tem sido uma pedra de
tropeço para muitas pessoas. Não devemos ter orgulho de nós mesmos, mas se
queremos nos gloriar, então devemos proclamar as glórias de Deus. O que dizemos
sobre nós mesmos não significa nada no trabalho de Deus. É o que Deus diz sobre
nós que faz a diferença (2 Co 10.13).
Por que orgulho é um pecado? Orgulho é dar a nós mesmos o crédito por algo que
Deus realizou. Orgulho é dar a nós mesmos a glória que pertence só a Deus.
Orgulho é, em essência, louvor próprio. Nada que realizamos nesse mundo seria
possível se não fosse Deus nos capacitando e sustendo. Por isso é que devemos
dar a Deus a glória – por que só Ele é digno de recebê-la.
1. O orgulho conduziu a Lúcifer do céu ao inferno.
Na Bíblia, Deus nos mostra que toda reação de orgulho tem sua punição. A maior
demonstração de orgulho e a maior queda de todas é a do anjo Lúcifer, uma
palavra do Latim (lucem ferre) que quer dizer "portador de luz". Da
ordem dos querubins, Lúcifer era um anjo poderoso. Seu poder e sua beleza,
entretanto, levaram-no a se achar igual ou melhor que Deus. Em Ezequiel,
capítulo 28, versos de 1 a 19, o orgulho do rei de Tiro é comparado ao de
Lúcifer. Diz o texto:
“Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estava
no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura Tu eras
querubim ungido para proteger, e te estabeleci. Perfeito eras nos teus
caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.
Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria
por causa do teu resplendor; por terra te lancei.”
Em Isaías, cap. 14.12- 20, a queda de Nabucodonosor também é comparada à queda
de Lúcifer:
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por
terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao
céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono Subirei acima das
mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”
2. O orgulho levou ao rei Ezequias mostrar as riquezas, ouro e armas aos
inimigos babilônicos
A profecia que vamos estudar neste programa está registrada em 2 Re 20: 17-18
“Eis que vêm dias em que tudo quanto houver em tua casa, e o que entesouraram
teus pais até ao dia de hoje, será levado a Babilônia; não ficará coisa alguma,
disse o Senhor. E ainda até de teus filhos, que procederem de ti, e que tu
gerares, tomará, para que sejam eunucos no paço do rei de babilônia”.
Esta profecia foi feita por Isaías, nos dias que Ezequias era rei de Judá, mais
ou menos no ano de 713 AC. Ezequias reinou em Jerusalém de 716 a 687 AC. Para
entendermos o porquê desta profecia, devemos voltar um pouco na história. O rei
Ezequias estivera doente. Chorou e pediu a Deus para viver um pouco mais e
acabou ganhando mais quinze anos de vida. Ezequias pediu um sinal da parte de
Deus, como confirmação, de que sararia, e este sinal envolvia o recuo da sombra
do relógio de Acaz em dez graus. Em Babilônia, sábios que estudavam os astros,
notaram este fenômeno na natureza e descobriram que isto era fruto de um sinal
favorável de Deus a Ezequias.
Uma comissão foi enviada para cumprimentar o rei de Judá pela cura e oferecer
presentes. Os Babilônicos não estavam em evidência no mundo nessa época, mas
sim os Assírios. Muitos comentaristas dizem que os presentes tinham
provavelmente a intenção de encorajar Ezequias a também se revoltar contra os
Assírios.
Merodaque-Baladã, que era o rei de Babilônia, ao enviar os mensageiros esperava
entregar presentes e buscar apoio político para as suas novas conquistas. Os
embaixadores, porém, foram surpreendidos com a postura do rei de Judá. (2 Re
20.13) conta que “Ezequias recebeu os mensageiros e lhes mostrou toda a casa de
seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, e os melhores ungüentos, a sua
casa das armas, e tudo o que havia nos seus tesouros; coisa alguma houve que
não lhe mostrasse, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio”.
Sem dúvida um dos objetivos de Merodaque-Baladã era buscar mais informação
sobre o Deus com poder de fazer a sombra de o sol regredir dez graus. Ezequias
perdeu a grande chance de mostrar a grandeza do seu Deus. A oportunidade estava
ali, diante de seus olhos, para mostrar aos viajantes do outro lado do Jordão
as maravilhas do Deus do céu. Mas o orgulho e a vaidade tomaram posse do
coração de Ezequias e esqueceu por completo o milagre recebido.
Ah! Amigo ouvinte, como é fácil, após sermos grandemente beneficiados,
esquecermos do nosso benfeitor. Muitos já estiveram à beira da morte e ali, no
desespero, fizeram muitos propósitos, muitos votos, muitas promessas. Só que,
após a recuperação, foram esquecendo aos poucos da bênção recebida.
Para Ezequias era mais fácil e interessante falar das conquistas, dos
armamentos, dos tesouros e de sua corte. Como é fácil para o ser humano
destacar seus feitos, suas riquezas, seu poder, sua inteligência. Em resumo:
falar de si mesmo e esquecer-se de Deus.
O profeta Isaías, que viveu em Jerusalém nos dias dos reis Uzias, Jotão, Acaz e
Ezequias, profetizou que esse mesmo povo voltaria, não para trazer presentes,
mas para levar toda a riqueza que foi mostrada, inclusive os filhos do próprio
Ezequias que seriam levados como escravos. Esta profecia demorou mais de um
século para ser cumprida. Tanto Ezequias, como Isaías, não presenciaram o
cumprimento. Mas no ano de 605 AC, Nabucodonosor, rei de Babilônia invadiu
Judá. 2 Re 24:1,13 e 14 relata: “Nos dias de Jeoaquim subiu Nabucodonosor…e
invadiu a terra…Tirou dali todos os tesouros da casa do rei e despedaçou a
todos os vasos de ouro, que fizera Salomão, rei de Israel…Deportou de toda a
Jerusalém, como também todos os príncipes, todos os homens valentes, dez mil
presos, e todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão o povo pobre da
terra”. Todo o relato está nos capítulos 24 e 25 de II Reis.
Perceba que cerca de cem anos antes o profeta Isaías tinha profetizado sobre
este momento. A primeira invasão dos babilônicos ocorreu em 605 AC. Em 589
Nabucodonosor voltou e cercou Jerusalém. O sitio começou no nono ano de
Zedequias e só terminou no décimo primeiro ano, no quarto mês. Pelos números,
foi um longo período de cerco. A fome foi apertando e, então, numa noite, o
muro foi arrombado e os homens de guerra de Judá fugiram, inclusive o rei. Mas
não tiveram sucesso na fuga, o exército inimigo os alcançou e o que aconteceu
foi de uma verdadeira chacina. 2 Re 25:6-7 diz: “Então prenderam o rei e o
fizeram subir ao rei de Babilônia, a Ribla, onde foi pronunciada a sentença
contra ele. Aos filhos de Zedequias degolaram na presença dele, e a ele lhe
furaram os olhos, e o ataram com duas cadeias de bronze, e o levaram para
Babilônia”.
O que chama a minha atenção foi o que motivou esta profecia. Na minha maneira de
ver foi o orgulho. O rei Ezequias, após ter uma das maiores bênçãos de Deus, a
da saúde, não aproveitou para testemunhar do Deus do céu para os seus
visitantes. O rei orgulhoso apenas se preocupou em mostrar riquezas, ouro e
armas.
3. Nabucodonosor virou um animal irracional por causa do orgulho
Nabucodonosor era um homem, orgulhoso, vaidoso, arrogante e prepotente, ao
ponto de olhar para as construções magníficas em Babilônia, dentre elas os
jardins suspensos, e achar que tudo aquilo foi feito através do seu poder. E
que aquilo tudo era para sua glória. Que coisa terrível! O homem exaltando-se a
si mesmo e querendo usurpar o lugar de Deus. Mas como o Deus Vivo não divide a
Sua Glória com homem algum, declarou a Sua sentença a Nabucodonosor.
Primeiro Deus o alertou dando-lhe um sonho. Daniel o interpretou através do
ministério que recebera de Deus. Daniel revelou ao rei, que a sentença dele,
dada por Deus, seria viver como um animal. Mas Nabucodonosor fez pouco caso da
Palavra de Deus e pagou muito caro por isso.
Hoje, quantos faz pouco caso da Palavra de Deus!
Deus os avisa em sonhos, como fez com Nabucodonosor; usa profetas, e eles não
acreditam. Dizem até que o profeta não é de Deus. Preferem ter as suas vidas
fundamentadas na mentira. Enchem-se de orgulho e vaidade, exaltando seus nomes
e a si mesmos e deixando de lado o Nome que é sobre todos os nomes - JESUS.
Quantos, por causa de seus títulos são orgulhosos! Abrem a boca, e vaidosos
dizem: Sou Bacharel em Teologia, Doutor em Divindade, Apóstolo Primaz, PHD em
Teologia, e tantos outros títulos ridículos e inúteis, ao quais os homens
inventaram para se destacar dentre os outros.
Eu nunca vi Jesus se preocupando com títulos e nem dando títulos a ninguém. O
maior título que um homem pode ter é o de SERVO, e esse é o maior de todos. Ele
disse: “Basta ao servo ser igual ao seu Senhor”. Se você é um servo, deixa que
Ele apareça. João Batista disse: “Importa que Ele cresça e eu diminua”. Quantos
estão se exaltando a si mesmos a ponto de querer aparecer mais do que Deus!
Observe que quando Deus decreta a sentença de Nabucodonosor, Ele lhe dá um
tempo para se arrepender. Deus lhe deu um ano para que se arrependesse e ele
não se arrependeu. Deus jamais pune um inocente, mas ao culpado Ele não tem por
inocente. E logo foi cumprida a sentença de Nabucodonosor. Essa sentença não
foi como muitos afirmam: Que ele ficou louco, e pensava que era um animal.
Assim está registrado na Bíblia: “No mesmo instante, se cumpriu à Palavra sobre
Nabucodonosor; e foi expulso de entre os homens e passou a comer erva como os
bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os
cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves.” (Dn 4:33).
Está claro que Nabucodonosor virou um animal durante sete anos. Até que
reconheceu a soberania de Deus. E entendeu que nesse mundo nada temos e nada
somos, se o Senhor dos senhores não estiver no controle das nossas vidas.
Deus falou para Nabucodonosor: “Passou de ti o teu reino” (v. 31). E na mesma
hora ele foi tirado dentre os homens, e foi humilhado, zombado e escarnecido
por todos. Quem diria, o “grande” rei Nabucodonosor virou um bicho! Teve que
engolir seu orgulho, vaidade, arrogância, prepotência e ao invés de estar
comendo as mais finas iguarias do palácio, foi comer capim.
É assim que Deus faz: abate os soberbos de tal maneira que causa espanto aos
que estão ao seu redor.
Deus mostrou através da vida de Nabucodonosor o que Ele faz com os homens
arrogantes, prepotentes, soberbos, vaidosos e orgulhosos. Ele faz com que comam
esterco, até que aprendam a humilhar-se diante da Sua face.
Hoje, através desse estudo, Deus fala para ti: se não te arrependeres, passará
de ti o teu reino, passará de ti o ministério que um dia Eu te dei; pois Eu dou
e Eu tiro. Passará de ti a vida e morrerás e não viverás.
Se não te arrepender Deus te humilhará, te abaterá e te transformará em um
bicho. Pois é nisso que o homem se transforma se não tiver a presença de Deus
em sua vida. Será como um animal que não tem espírito, e não tendo espírito
perderá a comunhão com Deus. “Pois o Espírito Santo testifica com o nosso
espírito, que somos filhos de Deus.”
Arrepende-te! Dê a Deus toda a Glória que Lhe é devida. Pois o teu orgulho já
chegou até aos céus, já subiu até as narinas de Deus, e se não reconheceres e
confessares o teu pecado, tua sentença será decretada e executada.
Muitos se mascaram de uma falsa humildade. Mas quando o assunto é dinheiro,
posição e justiça colocam-se em um pedestal e pisam em todos os que estão em
sua frente.
Quantos estão na posição de liderança, usufruindo do bom e do melhor, e os
membros de sua igreja estão, muitas das vezes, passando necessidades. O
dinheiro dos dízimos e das ofertas é somente para cumprir o capricho da esposa,
e dos filhos e os seus próprios caprichos. Mas cuidado, o teu reino será tirado
de ti, se não te arrependeres!
O Deus da Bíblia não dorme e não tosqueneja, pois Ele é o Fiel Guarda de
Israel. Ele age na hora certa e no tempo certo. Ele abate os soberbos e dá
graça aos humildes.
Como está o teu coração? Está cheio de orgulho, inveja, soberba, arrogância?
Você bate no peito e diz: Eu sou eu tenho, eu faço! Cuidado, Nabucodonosor
também agia assim! E olha qual foi a sua sentença!
Você acha que tudo o que tem acontecido na sua igreja é por mérito seu?
Cuidado, Esse foi o grande pecado de Nabucodonosor! Ele quis uma glória que não
era dele.
Você acha que só você está certo, que todos têm que se curvar a você? Cuidado,
você será abatido e humilhado!
Quantos estão atrás dos púlpitos, cheios de orgulho, vaidade, se acham
estrelas, cobram para pregar, cobram para cantar. Enquanto Jesus disse: “De
graça recebei de graça daí”.
O que rege as suas igrejas não é mais a Bíblia, mas sim os seus próprios
conceitos e interesses. Fazem amizades com políticos para usufruírem dos “bens”
que esses podem trazer para suas “igrejas”. Os tais que assim pensam e agem são
miseráveis e hipócritas, pois Cristo Jesus nunca fez e nem ordenou que os seus
discípulos fizessem alianças com nenhum político. Ele disse: “O meu reino não é
desse mundo”.
O Senhor está te dando à chance de se humilhar debaixo da sua potente mão.
Deixe de lado o orgulho, e reconheça que tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada
do que foi feito se fez. O que você “é” hoje é por misericórdia de Deus.
Depois que Nabucodonosor reconheceu que Deus é o único Senhor, Ele fez várias
declarações a respeito de Deus, uma delas foi: “Deus pode humilhar aos que
andam na soberba” (v. 37b). Não se esqueça de que Ele não mudou, Ele ainda é o
mesmo, e resiste aos soberbos.
4. O orgulho causou a lepra em Naamã
A história de Naamã começa com o seu heroísmo. Era herói de guerra. Um homem
com muitas condecorações.
No entanto, em sua própria casa, para os que o conheciam na intimidade, sabiam
que por baixo daquela roupagem de aparências, havia uma deficiência grave -
lepra. Era um herói lá fora, mas para os íntimos um leproso. Para os de fora um
homem conceituado, para os seus, um homem derrotado na intimidade.
Quantos que conhecemos que não estão na mesma situação?
Ostentam uma aparência de espirituais, mas interiormente estão imundos. São
heróis por fora, mas interiormente deficientes, e por isso derrotados. A lepra
aqui simboliza o pecado.
Dizem que Naamã sofria de duas enfermidades, uma no corpo e outra na alma – a
lepra e o orgulho.
O Senhor Deus tratou destas enfermidades curando a principal – o orgulho.
Quando chegou na casa de Eliseu, pensava o comandante que seria saudado com
pompa, todavia o profeta apenas mandou um recado dizendo a ele que se banhasse
sete vezes no rio Jordão. O tratamento recebido feriu o orgulho do velho
comandante que se negava a descer humildemente de sua carruagem e obedecer a
direção dada pelo homem de Deus.
Depois de ser convencido pelos seus companheiros, por fim aceitou. Seu processo
de cura começou:
Desceu de sua carruagem de orgulho, despiu-se da roupagem da falsa aparência,
acatou a orientação do homem de Deus, submergindo no rio Jordão, saiu de lá com
uma pele nova, mais principalmente com um coração novo.
5. O orgulho do rei Uzias o conduziu à morte física e espiritual
O rei Uzias não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu
conhecimento, e quando isso acontece o individuo termina sendo ofuscado pela
insensatez. “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os
animais, que perecem. ... .” (Sl 49:12).
Enquanto ele foi fiel a Deus, ele foi vitorioso em várias praticamente todo o
seu reinado
Diz A Palavra que ele:
- venceu várias guerras
- o povo recolhia os impostos fielmente
- edificou torres em Jerusalém
- edificou torres no deserto
- cavou muitos poços
- tinha muitos gados
- tinha muitos lavradores
- investia na agricultura
- possuía um exército numeroso e de homens capacitados que sabiam usar bem as
armas
- eram 397.500 homens, todos com escudos, lanças, couraças, capacete, arco e
flechas
- mandou inventar e fabricar máquinas para atirar flechas
- era um rei que investia em seu reinado
Deus o prosperou, o progrediu tanto, que o rei Uzias se tornou muito poderoso e
sua fama correu muito longe – diz A Palavra.
E essa história verídica que tinha tudo para ter um final feliz, teve um final
desastroso.
Diz A Palavra (versículo 16 ), que depois de se tornar poderoso, o orgulho
tomou conta do seu coração e veio a sua queda ( Ler v 16-20)
Quando Deus nos prospera, seja em que área for de nossa vida ( secular,
ministerial, afetiva), devemos vigiar de todas as formas, porque é justamente
quando estamos no auge de nossa carreira, no topo da nossa felicidade e
realizando os nossos maiores sonhos, que o diabo vai fazer de tudo para tentar
nos destruir.
Quando você está levando uma vida de “meio-crente”, sem compromisso com a obra
de Deus, sem dar oportunidade a Deus de te prosperar, você não incomoda tanto o
diabo, mas quando você começa a buscar ao Senhor, a se santificar, começa a ar
frutos, aí o diabo vem com determinação para de derrubar. É nessa hora que
nossa vigilância deve ser redobrada.
Temos visto muitos homens de Deus, que são empresários, políticos,
profissionais liberais, que chegaram ao topo como chegou o rei Uzias, deixando
o orgulho tomar conta de seu coração e inevitavelmente vem a queda.
O rei Uzias ficou marcado pela lepra e terminou seus dias sozinhos, isolado,
separado de sua família.
Muitos tem ficado marcado pela vergonha, pela corrupção, pelo escândalo e
terminam seus dias esquecidos, pobres, cativos aos diabos.
O orgulho tem sido a causa da derrota de muitos servos de Deus. Porque o
orgulho é um sentimento que muitas vezes não percebemos, mas o alimentamos em
nossa alma com nossas atitudes e pensamentos altivos, e se não o arrancamos de
nós, ele nos destrói.
Deus não tem condescendência com aqueles que ferem seus princípios e tenta
usurpar o lugar o outro, principalmente se o lugar é o lugar do sacerdote.
O rei Uzias tentou usurpar as funções sacerdotais e Deus o feriu e não o poupou
Muitos tem sido feridos por deus e acham que o diabo é que os tem atingido, mas
em muitos casos é o próprio Deus quem nos fere.
6. O orgulho do Rei Davi causou uma grande destruição em Israel.
A história de Davi proporciona um dos mais impressionantes testemunhos que já
foram dados quanto aos perigos que ameaçam a alma, provenientes do poderio, das
riquezas e da honra do mundo – coisas estas que são as mais avidamente desejadas
entre os homens. Poucos já têm passado por uma experiência mais bem adaptada a
prepará-los para suportarem tal prova.
A primeira parte da vida de Davi, como pastor, com suas lições de humildade,
trabalho paciente e terno cuidado pelos seus rebanhos; a comunhão com a
natureza na solidão das colinas, desenvolvendo o seu gênio para a música e
poesia, e dirigindo seus pensamentos ao Criador; a longa disciplina de sua vida
no deserto, pondo em exercício a coragem, constância, paciência e fé em Deus,
foi designada pelo Senhor como preparo para o trono de Israel.
Davi desfrutara experiências preciosas do amor de Deus, e fora ricamente
dotadas do Seu Espírito; na história de Saul vira a completa inutilidade da
mera sabedoria humana. E, todavia, o êxito e a honra mundanos de tal maneira
enfraqueceram o caráter de Davi que ele foi repetidos vezes vencidas pelo
tentador.
Relações com os povos pagãos determinaram o desejo de seguir seus costumes
nacionais, e despertaram a ambição das grandezas mundanas. Como o povo de
Jeová, Israel deveria ser honrado; mas, aumentando o orgulho e a confiança em
si mesmos, os israelitas não estavam satisfeitos com essa distinção.
Preocupavam-se de preferência com sua posição entre as outras nações. Tal
espírito não poderia deixar de convidar à tentação. Com o objetivo de estender
suas conquistas entre as nações estrangeiras, Davi resolveu aumentar seu
exército, exigindo trabalho militar de todos os que estivessem em idade
conveniente.
Para levar isto a efeito, tornou-se
necessário fazer o censo da população. Foram o orgulho e a ambição que
motivaram esse ato do rei. A contagem do povo mostraria o contraste entre a
fraqueza do reino quando Davi subiu ao trono, e sua força e prosperidade sob
seu governo. Isso teria a tendência de fomentar ainda mais a confiança em si
mesmo, que já era grande, tanto do rei como do povo.
As Escrituras dizem: "Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou
Davi a numerar Israel."( 1 Cr 21). A prosperidade de Israel sob o governo
de Davi fora devida à bênção de Deus, em vez de atribuível à habilidade do rei
ou à força de seus exércitos. Mas o aumento dos recursos militares do reino
daria às nações circunvizinhas a impressão de que a confiança de Israel estava
em seus exércitos, e não no poder de Jeová.
Embora o povo de Israel tivesse orgulho de sua grandeza nacional, não olhavam
com aprovação o plano de Davi, de estender tão grandemente o serviço militar. O
alistamento proposto causou muito descontentamento; consequentemente, julgou-se
necessário empregarem-se os oficiais militares em lugar dos sacerdotes e
magistrados, que haviam anteriormente levantado o censo. O objetivo deste
empreendimento era diretamente contrário aos princípios de uma teocracia. Mesmo
Joabe objetou, embora sem escrúpulos como até ali se houvesse mostrado.
Ele disse: "O Senhor acrescente ao Seu povo cem vezes tanto como é;
porventura, ó rei meu senhor, não são todos servos do meu senhor? Por que
procura isto o meu senhor? Por que seria isso causa de delito para com Israel?
Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe; pelo que saiu Joabe, e passou
por todo o Israel; então voltou para Jerusalém." A contagem não estava
terminada quando Davi se convenceu de seu pecado. Condenando-se a si mesmo,
"Davi disse a Deus: Gravemente pequei em fazer tal coisa; porém agora sê
servido tirar a iniquidade de Teu servo, porque obrei mui loucamente". (1
Cr 21:1-8)
.Na manhã seguinte uma mensagem foi levada a Davi pelo profeta Gade:
"Assim diz o Senhor: Escolhe para ti, ou três anos de fome, ou que três
meses te consumas diante de teus adversários, e a espada de teus inimigos te
alcance, ou que três dias a espada do Senhor, isto é, a peste na terra, e o
anjo do Senhor destruam todos os termos de Israel: vê, pois, agora", disse
o profeta, "que resposta hei de levar a quem me enviou."( 1 Cr
21:10-12). A resposta do rei foi: "Estou em grande angústia; porém caiamos
nas mãos do Senhor, porque muitas são as Suas misericórdias; mas nas mãos dos
homens não caia eu." 2 Sam. 24:14.
A terra foi ferida com pestilência, que destruiu setenta mil em Israel. O
açoite ainda não havia entrado na Capital, quando "levantando Davi os seus
olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, com a espada
desembainhada na sua mão estendida contra Jerusalém. Então Davi e os anciãos,
cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos". O rei pleiteou com
Deus a favor de Israel: "Não sou eu o que disse que se contasse o povo? E
eu mesmo sou o que pequei, e fiz muito mal; mas estas ovelhas que fizeram? Ah!
Senhor, meu Deus, seja a Tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai, e não
para castigo de Teu povo."
O levantamento do censo causara descontentamento entre o povo; todavia eles
próprios tinham acariciado os mesmos pecados que determinaram a ação de Davi.
Assim como o Senhor pelo pecado de Absalão trouxe juízos sobre Davi, assim pelo
erro de Davi Ele puniu os pecados de Israel.
O anjo destruidor detivera-se em seu caminho fora de Jerusalém. Ele ficou sobre
o Monte Moriá, "na eira de Ornã, jebuseu". Por indicação do profeta,
Davi foi ao monte, e ali construiu um altar ao Senhor, "e ofereceu nele
holocaustos e sacrifícios pacíficos; e invocou o Senhor, o qual lhe respondeu
com fogo do céu sobre o altar do holocausto". 1 Cr 21.16-26. "Assim o
Senhor Se aplacou para com a terra, cessou aquele castigo de sobre
Israel." 2 Sm 24.25. [1]
7. O orgulho causou a destruição do exército de Faraó.
Faraó Mas Faraó respondeu: Quem é o Senhor para que eu ouça sua voz, e deixe ir
à Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei Israel partir ( Ex 5.2).
O Senhor sabia, de antemão, que o coração do Faraó era extremamente duro,
resistente, insensível, orgulhoso, arrogante e prepotente. Deus quis que Moisés
soubesse previamente o que, ou quem, enfrentaria no Egito, mas fê-lo saber
também que o coração do Faraó estava em Suas mãos soberanas. A resistência do
Faraó seria tão intensa quanto Deus permitisse e cessaria quando Deus dissesse:
"Agora basta!". Deus permitiria a intensidade e a duração da
resistência do Faraó para mostrar o Seu poder e a Sua glória.
Na história do Êxodo, dez vezes se diz "Faraó endureceu o seu
coração" e dez vezes se diz que "o Senhor endureceu o coração do
Faraó".
Deus endureceu o coração do Faraó:
Êx 4:21 - 7:3 - 9:12 - 10:1 - 10:20 - 10:27 - 11:10 - 14:4 - 14:8.
Faraó endureceu o seu coração:
Êx 7:13 - 7:14 - 7:22 - 8:15 - 8:19 - 8:32 - 9:7 - 9:35 - 13:15.
Algumas pragas realmente assustaram o Faraó. Repetidas vezes ele prometeu
deixar sair os hebreus e pediu a Moisés para que orasse ao Senhor pedindo-lhe o
fim daquelas calamidades. Porém, cessada a praga, o Faraó endurecia o seu
coração e voltava atrás na sua palavra (Êx 8:8-15; 8:29-32; 9:27-35; 10:16-20).
Gósen, o distrito dos hebreus, foi atingido pelas três primeiras pragas, mas a
partir da quarta foi separado e protegido por Deus.
O Faraó só deixou o povo partir quando, à meia-noite, o anjo destruidor ceifou
a vida de todos os primogênitos do Egito. Apenas aqueles que estavam no
interior das casas com a marca do sangue do cordeiro foram poupados. Deus,
assim, aplacou o coração do Faraó; o seu próprio filho morreu e o seu coração
ficou destroçado pela dor. Então, ele finalmente deixou Israel partir.
Os egípcios tinham centenas, talvez milhares de deuses: a terra, o rio, o
touro, a rã, o gato e, inclusive, o próprio Faraó... Quanta ignorância! Com as
dez pragas, Deus destruiu os seus deuses mostrando, assim, que só o Senhor é
Deus!
8. O orgulho deixou o fariseu de fora do Reino de Deus.
O fariseu, posto em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou
porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem
ainda como este cobrador de impostos (Lc 18.11).
A vida de um fariseu normal era caracterizada pela altivez e soberba,
principalmente no que tangia à religião. Estudiosos acreditam que os rabinos se
instruíam a agradecer a Deus por não terem sido criados como um gentio, um
plebeu ou uma mulher. Eles eram gratos a Deus por pertencerem à uma classe
"superior" de pessoas. Uma das parábolas do livro de Lucas torna esta
idéia mais evidente:
O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou
como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este
publicano. (Lc 18.11)
Indubitavelmente, a falta de modéstia ou insuficiência de coragem dos fariseus
para assumir seus pecados publicamente, fazia deles falsos adoradores. No texto
acima vimos que o fariseu simulou qualidades de personalidade, julgando a si
mesmo alguém de elevado nível espiritual. É muito provável que os fariseus se
autodenominavam seres quase perfeitos, intocáveis e superiores aos demais.
Os cristãos de hoje devem cuidar para não perpetrar tal transgressão. Confesso
que em muitas ocasiões já senti orgulho e vergonha de declarar diante das
pessoas que sou pecador e de reconhecer que também erro. Ser dirigente de
louvor e servir em cima de uma plataforma por alguns anos me fez esquecer que
sou imperfeito, cheio de falhas. Em quase todas as igrejas, existem pastores e
líderes que têm caído com freqüência nesta armadilha. Eles não querem ferir sua
reputação e passam a imagem de homens perfeitos aos seus discípulos, com o medo
de que suas fachadas espirituais sejam desgastadas.
Chegam ao cúmulo de não reconhecer perante o povo que são totalmente
dependentes de Deus, devido ao seu horrendo orgulho e soberba.
Segundo os nossos dicionários bíblicos, a hipocrisia consiste em fingir alguém
ser aquilo que não é como se estivesse representando ser melhor do que, na
realidade, o é. Essa é a base do falso orgulho.
Alguém gostaria de ser algo significativo. Não sendo isso, o indivíduo
apresenta ao público uma fachada de bondade que é falsa ou exagerada. Os
sinônimos são a dissimulação, o farisaísmo, o fingimento e a falsa pretensão. O
ludíbrio sempre faz parte da vida ou dos atos hipócritas.
Como vimos acima, o orgulho está sutilmente ligado à hipocrisia. Os
"fariseus" de hoje se acham superiores aos outros e não querem ser
humilhados, devido a sua altivez. A propósito, o vocábulo fariseus significa
separado. Na época de Cristo, eles não somente se separavam dos outros povos,
como também dos outros israelitas, afinal de contas, eles tinham uma imagem a
zelar. Mas mesmo sustentando aquela imagem de santos e sábios não conseguiram
enganar a Jesus. Como já esclareci anteriormente, não há possibilidade alguma
de conseguirmos enganar a Deus. Ele sonda os nossos corações e conhece o nosso
íntimo. Não há como se esquivar de Deus. Nenhum tipo de orgulho, hipocrisia e
engano, prevalecerão em sua presença
9.O pastor da Igreja de Laodicéia foi severamente censurado por Jesus
E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a
testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera fora frio ou
quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes
que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e
roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e
que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quanto amo; sê, pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu
venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Ap 3.14-22)
Em 62 dC. a cidade de Laodicéia foi totalmente arrasada por um terremoto, e
logo foi reconstruída pelos esforços do seu próprio povo, rejeitando,
orgulhosamente a qualquer ajuda de Roma. Portanto, Simboliza a Igreja atual,
dos nossos dias, A Igreja Orgulhosa.
A última das sete cartas é dirigida a Laodicéia na qual Jesus Cristo se
apresenta como o Amém e testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de
Deus. O Amém, Assim Seja uma palavra inalterável e imutável, descreve o caráter
de Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente. Hebreus 13:8.
Cristo através desta carta repreende a mornidão espiritual da igreja de
Laodicéia dividida entre a carnalidade e a espiritualidade buscando contato com
Deus, mas em conexão com o mundanismo, se contaminando com as pecaminosidades
carnais do mundo. Ainda repreende o orgulho e a vida de aparência, mostrando
estar rico quando na verdade é pobre, miserável, cego e nu.
O Período histórico profético desta carta corresponde a “Era da Apostasia” ano
1900 d.C até os dias atuais, a igreja dos últimos dias, a atualidade, a época
do formalismo e da mornidão espiritual. Uma época que a igreja se desviou das
verdades bíblicas se entregando as falsas interpretações e sofrendo com os
falsos mestres e falsos profetas. A igreja de Filadélfia –
Este período irá até o arrebatamento da igreja, quando os mornos (Falsos servos
de Deus) ficarão na face da terra, pois serão vomitados por Cristo, mas aquele
que abrir a porta do coração, Cristo entrará e ceará com ele. A ceia é uma
janta, ou seja, ocorre à noite, isto significa que quando tudo estiver escuro
sobre a face da terra Cristo arrebatará sua igreja para a grande ceia no reino
celestial.
A dura repreensão de Cristo ao anjo da Igreja de Laodicéia continua, ainda
destaca a cegueira, sugerindo o uso de colírio para os olhos a fim de
restabelecer a visão espiritual através da palavra de Deus. Cristo ainda
Aconselha a compra de ouro provado no fogo para o enriquecimento e roupas
brancas para que não apareça a nudez. A “compra” é sem dinheiro, sendo
realizada através da renúncia ao mundanismo, a si mesmo e ao pecado. As roupas
brancas significam viver uma nova vida, uma nova natureza em Cristo, com vestes
espirituais de justiça.
10. Por causa do orgulho Pedro negou a Jesus.
Pedro não era somente orgulhoso, ele não tinha domínio próprio, era impulsivo e
imaturo. Quando Pedro declara que jamais trairá Jesus, ele acredita em si
mesmo. Ele acredita que, diferentemente dos demais, é bom o suficiente para
permanecer fiel a Cristo mesmo diante de toda a pressão política e religiosa
que os discípulos de Jesus estavam sofrendo
. O que curou Pedro? Como Jesus curou Pedro de seu orgulho, para poder usá-lo?
Jesus fez Pedro reconhecer seu orgulho e seu amor por Cristo. Quando Pedro
disse: “Senhor, estou pronto para ir contigo até à prisão e à morte” (Lc
22:33), ele estava centrando suas palavras e seus sentimentos sobre si mesmo e
acreditando em suas próprias forças. Isso é orgulho. Por que Jesus perguntou a
Pedro: “Simão, filho de Jonas, tu me amas?” Essa era a cura do orgulho de
Pedro.
O orgulho de Pedro, centrado na ilusão de sua própria auto-suficiência, levou-o
a afirmar que jamais negaria Cristo e a negá-lo pouco tempo depois. Não tenho
dúvidas de que Pedro, realmente, acreditava em si mesmo quando afirmava que
jamais negaria a Cristo. Um dos problemas do orgulho é que ele leva as pessoas
a acreditarem em si mesmas, negando a Deus o seu lugar em suas vidas.
Ele deixava de centrar seu discurso em si mesmo e passava a colocar Cristo no
centro de suas palavras: “Sim, Senhor; tu sabes que te amo”. Entre “estou
pronto” e “tu sabes” existe uma grande diferença: na primeira frase, o “eu”
assume papel central. Na segunda, o “tu” [que é Jesus] é que é relevante.
A humildade é Fundamental para nossa comunhão com Deus
Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas
palavras iniciais foram diretas ao coração: "Bem aventurados os humildes
de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3). Ele continuou
a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque
nunca passaram da linha de partida. Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do
evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem
mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor.
Mas Jesus não reduziu os padrões. Ele não abriu uma porta extra para entrarem
os arrogantes ou os "quase" humildes. Ele manteve intacto o seu
requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus. Deus nunca
aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio
modo. Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir
poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes.
Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a idéia
quando ele citou as palavras de Deus: "Ele te declarou, ó homem, o que é
bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a
misericórdia, e Andes humildemente com o teu Deus" (Mq 6.8). As Escrituras
deixam perfeitamente claro que não há outra maneira de caminhar com Deus. Ou
andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele!
Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio. Como
poderia ele capturar seus corações para moldá-los como os servos humildes que o
Pai quer? Não foi uma tarefa fácil. Ele falava freqüentemente de humildade, e
mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós
mesmos. Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o
próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer
pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Fp
2:3-8).
Dois exemplos mostram claramente como Jesus ressaltava a humildade para seus
apóstolos. O primeiro está em Mt 18:1-4. Os apóstolos freqüentemente disputavam
entre si sobre a grandeza. Dois deles uma vez foram tão ousados a ponto de
pedir que fossem colocados acima de seus colegas no reino. Jesus respondeu à
atitude deles chamando uma criança. Enquanto estes homens crescidos olhavam,
Jesus começou a pregar um sermão memorável: "Em verdade vos digo que, se
não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis
no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o
maior no reino dos céus" (Mateus 18:3-4).
O segundo exemplo, ainda mais tocante, é registrado em Jo 13:1-17. Quando se
preparavam para partilhar a refeição da Páscoa, Jesus aproveitou o momento para
ensinar uma lição necessária. Os apóstolos jamais esqueceriam esta noite, e
Jesus não perdeu a oportunidade para ensinar. Ele tomou uma toalha e água e
foi, de discípulo em discípulo, lavando seus pés. Isto era, por costume, serviço
dos servos mais humildes, mas aqui o Criador do universo estava se humilhando
diante de simples galileus. Quando terminou, ele voltou-se para os apóstolos e
perguntou? "Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor
e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei
os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o
exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade
vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que
aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as
praticardes" (Jo 13:12-17).
Não é de se admirar que outros homens inspirados falassem da importância da
humildade. Tiago disse: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos
humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de
vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg
4:6-10).
Como a arrogância impede a salvação
Podemos tirar algumas conclusões claras e importantes do ensinamento da Bíblia,
mostrando o porquê a falta de humildade impede a salvação. Considere como o
orgulho é absolutamente oposto às qualidades e comportamentos que Deus quer que
demonstremos.
Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são
arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.
Sem humildade, não seremos seguidores. Os orgulhosos querem ser chefes e
cobiçam a posição e a influência de outros. Este foi o problema que Arão e
Miriã tiveram em Números 12, e o mesmo pecado que custaram as vidas de quase
15.000 pessoas, em Números 16.
Sem humildade não buscaremos realmente a verdade. O homem orgulhoso pensa que
já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo
do próprio Deus. A arrogância também impede nosso entendimento da verdade. Se
não queremos admitir a necessidade de mudança, ou não queremos aceitar o fato
que alguma outra pessoa sabe mais do que nós, nosso orgulho será um bloqueio
fatal para o estudo eficaz da Bíblia.
Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos. Somos até capazes
de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado. Saul
fez isto quando defendeu sua desobediência na batalha contra os amalequitas.
Ele argumentou que tinha obedecido o Senhor e que o povo tinha errado (1
Sm15:20-21). Deus não aceitou esta desculpa esfarrapada, e não aceita a nossa.
Outro problema relacionado com a arrogância é a dificuldade em aceitar a
correção. Pv 15:31-33 mostra a conseqüência de tal orgulho: "Os ouvidos
que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada. O que
rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão
adquire entendimento. O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a
humildade precede a honra." Pv 12:1 é mais direto: "Quem ama a
disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é
estúpido."
O outro lado deste problema é que a pessoa arrogante também não perdoa o erro
dos outros. O orgulho é inerentemente egoísta, e nos torna facilmente ofendidos
e lentos a perdoar. Isto cria uma tremenda barreira para a salvação. Jesus
ensinou claramente que a pessoa que não perdoa não será perdoada por Deus (Mt
6:12,14-15).
A última linha é muito clara. Se não aprendemos como ser humildes, não
entraremos no céu. Deus rejeita os orgulhosos e exalta os humildes (Tg 4.6,10).
Como desenvolver a humildade
Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos
estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas. Aqui estão umas
poucas sugestões simples que nos ajudarão:
Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez
(Rm 12.10; Ef 4.2-3; Fp 2.3-4).
Não devemos pensar que somos importantes (Lc 17.10). Cada um deve usar sua
capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Rm
12:3-8).
"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10)...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor
em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.