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sábado, 4 de abril de 2015

A PÁSCOA VISTA POR NOS EVANGÉLICOS...


                                       A PASCOA VISTA POR NOS EVANGÉLICOS...

Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα)
Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus!
PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?
O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios 11:26).

Tradições pagãs na Páscoa
Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara. --187.59.123.154 (discussão) 18h38min de 23 de março de 2010 (UTC)Carlos
Como que por unanimidade, muitos fazem essa declaração...
Infelizmente poucos sabem a verdadeira origem dessa festa. Pois, nem é preciso dizer que por parte dos incrédulos, a ignorância os fazem pensar que a Páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor. É uma ignorância alimentada pela tradição.
Mas que dirão daqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, no sangue precioso que Ele derramou na cruz pelos nossos pecados, e que, portanto se entregaram as suas vidas à Ele?
São a esses a quem este trabalho se destina.
A ORIGEM...
Se fôssemos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira páscoa, que é bíblica, ela se encontra no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E o significado desta festa se encontra no versículo 12, onde se diz o seguinte:
"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor".
Tem-se aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. E em outras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:
"Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos perguntarem:
Que quereis dizer com este culto?
Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriram os Egípcios, e livrou as nossas casas." (Êxodo 12:26,27).
O significado da páscoa também é a da libertação do jugo dos egípcios (Êxodo 12:42): "Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito...". Como se vê, o seu significado é bem diverso daquele que o mundo vê: a ressurreição do Senhor Jesus; pois, não existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma conseqüência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, a plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; nem no Velho, quanto mais no Novo Testamento.
Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que estivesse torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos apresentados.
E uma das evidências dessa distorção é pelo fato de que a páscoa católica - hoje oficialmente adotada no mundo, inclusive no meio evangélico - jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem sempre acontece, pois: "O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach," (a páscoa judaica)..."o que entretanto vez por outra ainda ocorria" (1). Se apelou inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e prática no cálculo da data da páscoa, visto que todas as festas móveis católicas, dependiam do dia da páscoa (2).
A razão de tudo isso é pelo fato de que o calendário hebraico é lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto que o calendário dos católicos - o gregoriano - é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de datas, visto que a páscoa judaica "moveria" dentro do calendário gregoriano, podendo coincidir dessa forma, com a páscoa dos católicos. Principalmente levando em conta de que a páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois, senão, de outra forma, não teria justificativa, visto que é mais fácil adotar a páscoa dos judeus. Isto é, aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da páscoa, pois, teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que é bem diferente a da tradição católica, onde a páscoa é a ressurreição, e não a morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egito).
Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica, permitiu a matança dos judeus, nas festas das páscoas, sob uma falsa acusação de que estes usavam o sangue das crianças "cristãs" para a confecção dos pães ázimos (3).
Os pães ázimos - isto é, pães sem fermentos - fazem parte do preceito bíblico para a comemoração da verdadeira páscoa, que é judaica.
Para esse caso, reparamos um odioso anti-semitismo, bem evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas doutrinas.
O anti-semitismo pode perfeitamente bem explicar todas essa distorções.
PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?
O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios 11:26).
Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer pelos nossos pecados - a de ser crucificado. Por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.
Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última páscoa - a válida - e estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.
Ora, se o irmão pretende celebrar a páscoa, ele deverá seguir à risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!
Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente (geralmente mês a mês), pois, a páscoa só se dá por volta dos meses de março/abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de abibe, no dia 14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e ervas amargas...(Êxodo 12:2-8-15).
Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!
Mas acontece que a páscoa é um mandamento somente para o povo de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este povo.
É uma celebração exclusiva do povo de israel, pois nós temos em Êxodo 12:3 o seguinte:
"Falai a toda a congregação de Israel..."
É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel (Êxodo 12:47).
E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por acaso, um estrangeiro, um gentil, quiser participar da páscoa, deve ser circuncidado (Êxodo 12:43).
Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da páscoa?
É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo fato de estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; em outras palavras, executado (Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós fossemos comemorar a páscoa, nos colocaríamos ao mesmo pé de igualdade com os adventistas do sétimo dia.
A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL
A páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem um pouco com a páscoa bíblica, e que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés, e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa páscoa que conhecemos é completamente estranha aos preceitos bíblicos, e que se reveste de outros valores sob o disfarce do cristianismo nominal.
Acima de tudo, o seu paganismo que se demonstra em duas evidências:
O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos antigos povos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses as usavam nas festas de renovação da natureza (4). E como peças decorativas pagãs, chegaram a nós, proveniente de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas (5).
É rica as simbologias pagãs relacionadas com os ovos. Segundo Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também é usado como escrita hieroglíficas dos egípcios, considerado como o que é potencial, o princípio da geração, o mistério da vida; sendo usado pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas (6).
Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro - Hiranyagarbha - e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P'an Ku, nasceu de um ovo cósmico (7).
Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso (8).
Na mitologia grega, os gêmeos Castor e Pólux, nasceram de ovos "botados" (pasmem!) por uma mortal, Leda, quando fora seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! (9) O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos (10).
Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eastra, uma deusa germânica da primavera (11).
Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que em outras regiões, como na Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela "raposa da páscoa"; ou, na Macedônia (Grécia), por "Paschalia" o espírito do dia (12).
Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E, em várias regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa lunar Hécate na Grécia; e, além da Eastra, tem-se o equivalente que é a deusa Harek dos germanos, que era acompanhada por lebres (13), consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir, e, segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à Primavera(14).
É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerado como um animal imundo (Deuteronômio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa está sendo comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel, (ligada portanto, com os ritos da fertilidade) (15). Isto é, já se tem uma contaminação pagã na páscoa judaica, e que outrora era considerada bíblica. E com muita razão:
A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa - o Senhor Jesus - já foi consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar.
Tendo isso em conta: de que a própria páscoa, instituída por Deus, deixou de ser válida; quanto mais não seria anti-bíblica a comemoração da páscoa do mundo, cuja procedência é claramente pagã?

CONCLUSÃO
A páscoa que se comemora atualmente faz parte das chamadas festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas, dias, meses, etc. E para esse caso, é bom nos lembrarmos da advertência data pelo apóstolo Paulo:
..."agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"... (Gálatas 4:9-10).
A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.
O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso, até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.

1 - Usurpar-se da glória de Deus é a luta constante do diabo e, para tal, usa dos mais diversos meios. Em relação ao mover libertador de Deus (páscoa), o inimigo apresentou à igreja uma série de costumes e práticas pagãs, que imediatamente foram cristianizadas e incorporadas. Para comemorar a Páscoa, Coelhos e ovos de chocolate! Muitos desconhecem ou desconsideram a simbologia que os sustentam; são várias lendas, todas apontam para o fato de serem instituídos para louvor de determinada divindade; isto é o suficiente para que sejam eliminadas do arraial dos santos. O diabo chegou ao extremo de colocar um coelho (animal listado entre os impuros, lado a lado com os porcos e outros. Ver: Lv 11.6 e Dt 14.7,8), como representação do Senhor Jesus (o cordeiro). E todos concordam! É lamentável ver esta tradição extremamente viva no meio de muitas denominações.
Igreja do Senhor Jesus Cristo é tempo de acordar para a voz do Espírito Santo e permitir a sua ação, limpando o acampamento, destruindo os “deuses do lar” (Is 31.7) e objetos amaldiçoados; para que haja paz no meio do arraial. Fechar as porta para o diabo e suas estratégia é uma ordem do Senhor Deus.
Como comemorar a Páscoa do Senhor?
“Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Ex 12.14
A igreja na qual sirvo o Senhor, foi instruída por Ele a comer à páscoa nos termos descritos por Moisés em Êxodo 12. Amado, você que é um líder do Senhor nesta terra é tempo de tirar os fardos da sabedoria de sobre os ombros e colocar-se em exclusiva sintonia com o Espírito de Deus, ouvindo a Sua vontade, materializando-a. Prepare o cordeiro, assado com ervas amargas e reunidos na presença do Senhor, coma para a honra e glória de nosso Deus.
“O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito... naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão... Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas... Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.” Ex 12.5,8,19 e 20
E assim é feito em nosso meio. Um cordeiro é preparado, assado no fogo e comido com pães asmos e ervas. Oh graças! É a exteriorização de nossa alegria, de nosso amor pelo Senhor Jesus Cristo. Que nos amou primeiro e deu-Se em sacrifício por nós.
Alguns aspectos que devem ser observados na celebração desta páscoa:
a) Purificação:
“Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; pelo que os levitas estavam encarregados de imolar os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao SENHOR.” 2Cr 30.17 (veja também: Jo 11.55):
A santificação e purificação da vida é uma ordem, que deve ser observada por todos. Seja sacerdotes (pastores e autoridades da igreja) ou a congregação. Era preciso estar limpo para participar da celebração e comer do cordeiro pascal. O Impuro jamais participava da mesa. A preparação requerida era muito séria, incluía: orações, jejuns e outras formas de purificação. Santificação é uma palavra quase em desuso no meio cristão. Notadamente, a igreja tem andado de mãos dadas com o mundo, afinal tudo é natural e normal, costumes e práticas são adaptadas e inserida. Infelizmente, a Palavra de Deus é encaixada nas muitas doutrinas, moldada segundo o interesse de casa denominação. Quando, a ordem correta, seria, encaixar-se na Palavra santa.
“Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.” Lv 20:7
“Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pd 1:16
b) Excluíam o fermento:
“...não comerás levedado; sete dias, nela, comerás pães asmos... Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território...” Dt 16.3,4 (veja também: Ex 12.19,20)
Nesta fase preparatória, de purificação, o fermento era totalmente excluído da alimentação, devido a sua significação (pecado). É perfeitamente válida esta palavra e na semana que antecede a esta tão importante celebração, todos os produtos que levam fermento em sua composição são excluídos da dieta diária. É provável que você questione tal posicionamento, talvez até evocando o fato de não mais estarmos sujeitos à lei. Não o julgo, de forma alguma. Eu aprendi do Senhor que a fé é primordial. Se você crer que Deus fala em tua igreja, não há porque questionar a vontade dEle. E assim tenho agido e nestas coisas, tenho visto o poder do Eterno.
c) Ofertar:
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote.” Lv 23.10,14
Quando os israelitas iam comer a páscoa, era costume trazer uma oferta ao Senhor, naquela época geralmente produtos da terra. Trazer oferta voluntária ao Senhor ainda precisa ser praticado. Mas, além da oferta material, seja você uma oferta viva ao Senhor, entregando-se como instrumento, santo, puro e cheio do Espírito Santo nas mãos do Senhor, para que Ele o use segundo o seu querer.
O diabo ao longo dos séculos vem travando uma luta extremamente violenta contra o reino dos céus, faz uso de todas as suas armas para implantar o seu reino, e tem conseguido êxito. Em algumas oportunidades a sua forma de agir é explícita, todos olham e vêem; outras, as estratégias estão camufladas, e apenas os que “têm olhos” (espirituais) podem ver a ação devastadora do maligno. Em relação à páscoa a estratégia é camuflar o mal, desvirtuar o objetivo principal tomando para si a glória do Senhor Deus. Para alcançar este fim usa de meios “inofensivos” e com grande apelo visual e emocional (ovos e coelhos). Somente aqueles que tem os “olhos abertos” conseguem ficar isentos, não se deixam envolver pela artimanha maligna.
Feliz Páscoa do Senhor Jesus!
A impressão uniforme transmitida pelos evangelhos sinóticos é que a crucificação aconteceu na sexta-feira da semana santa. Se não fosse João 19.14, esse ponto jamais seria discutido. Mas esta passagem afirma: “E era a parasceve [paraskeuë] pascal, cerca da hora sexta; e [Pilatos] disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei”. A NVI sugere um texto em que a dificuldade é menor, quanto à aparente discrepância: “Era o dia da preparação da semana da páscoa, cerca da hora sexta”. Essa última tradução observa duas questões muito importantes quanto a costumes. Primeiro, a palavra paraskeuë já havia adquirido no século I de nossa era a qualificação de termo técnico com o sentido de “sexta-feira”, visto que era o dia de preparação para o sábado, isto é, o de descanso. No grego moderno paraskeuê quer dizer “sexta-feira”.

Segunda observação: o termo grego tou pascha (lit., “da páscoa”) é equivalente a semana da páscoa. E referência à festa dos pães asmos, de sete dias (heb. massôt) que se seguia imediatamente à morte do cordeiro pascal, que era comido a seguir, na noite do décimo quarto dia do mês de abibe. Pelo modo de contar o tempo dos judeus, seria o início do décimo quinto dia, Logo após o pôr-do-sol. A semana do massôt, vinda após a páscoa (na qual o massôt era comido, com o cordeiro, ervas amargas, etc.) de modo natural tornou-se conhecida como semana da páscoa (cf. Encylopaedia Britânica, 14a. ed., 12:1041), es¬tendendo-se de quinze a vinte de abibe, inclusive. (Arndt e Gingrich [Greek-English lexicon, p. 638-9] declaram: “Esta [a páscoa] era segui¬da imediatamente por urna festa, a dos pães asmos... no décimo quinto até o vigésimo primeiro dia, O costume do povo produziu a união das duas festas, que eram tratadas como uma só, para propósitos práticos”.) Era desnecessário inserir um termo específico para ‘semana’ (como sâ¬bûa’) para que isso fosse entendido. Portanto, aquela expressão, que poderia ser traduzida literalmente como “preparação da páscoa”, nesse contexto deve ser traduzida assim: “sexta-feira da semana da páscoa”.

O resultado, portanto, é que João afirma com clareza, à semelhança dos sinóticos, que Cristo foi crucificado na sexta-feira, e sua morte sacrifical representava o cumprimento antitípico da própria páscoa, que havia sido instituída por Deus, nos dias do êxodo, como meio de fazer com que o Calvário estivesse disponível pela fé, aos israelitas, antes mesmo da vinda de Cristo.

Observemos que em l Coríntios 5.7, Paulo se refere a Jesus como o cordeiro pascal dos cristãos: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”. A declaração de E. C. Hoskyns a respeito de João 19.14 é muito apropriada: “Está chegando a hora do duplo sacrifício. É meio dia. O cordeiro pascal está sendo preparado para o sacrifício, e o Cordeiro de Deus também já foi sentenciado à morte” (The fourth gospel [London,Farber and Farber, 1940]). E necessário esclarecer que os cordeiros sob referência aqui não são os que eram mortos e comidos nos lares dos israelitas, rito judaico que Jesus e seus discípulos haviam observado na noite anterior (“no lava-pés da quinta-feira”), mas os cordeiros que deveriam ser oferecido no altar do Senhor em prol de toda a nação de Israel. (Quanto à observância doméstica, na noite do décimo quarto dia de abibe, cf. Êxodo 12.6; quanto ao sacrifício público no altar, cf Êxodo 12.16,17; Levítico 23.4-8; 2Crônicas 30. 15-19; 35.11-16. Esses sacrifícios eram conhecidos como próprios da Páscoa, pois eram feitos durante a semana pascal)

Portanto, chegamos à conclusão de que houve um mal entendido a respeito da frase paraskeuë tou pascha que ocasionou essa perplexidade; até mesmo Guthrie (New Bible commentary, p. 964) achou que era um erro para o qual não havia solução. As várias explicações engenhosas que outros estudiosos ofereceram, que Cristo celebrou sua Páscoa na véspera, sabendo que ele seria crucificado antes da noite do décimo quarto dia; que Cristo e suas ações dizem respeito a uma data diferente, segundo a qual o décimo quarto dia era um dia antes do calendário oficial do sacerdócio judaico em Jerusalém; ou que o Senhor estaria seguindo um outro qualquer, observado pelos essênios de Qumran — nenhuma dessas teorias é provável, possível ou necessária. Não há contradição entre João e os sinóticos quanto ao dia em que Cristo morreu — o Senhor morreu na sexta-feira.


O Dia da Ressurreição de Cristo

O texto bíblico de Marcos é muito claro quanto ao dia da ressurreição do Senhor: “Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana...”, ou seja, o Domingo é o dia da Ressurreição – isso é um fato.

Alguns contestam que Jesus não poderia ter morrido na sexta e ressuscitado no domingo, sendo que o espaço de tempo não comportaria os três dias completos. O Dr. Halley explica da seguinte maneira esse texto de Mt. 27:64: “No terceiro dia, v. 64, usa-se aqui como sendo idêntico a depois de três dias, v. 63. Conforme o costume dos Judeus, parte de um dia, no começo e no fim de um período, era contada como um dia, Et. 4:16; 5:1. Três dias e três noites, Mt.12:40 (modo extenso de dizer três dias, I Sm. 30:12-13); depois de três dias, Mc. 8:31; 10:34; Jo. 2:19; e no terceiro dia, Mt. 16:21; 17:23; 20:19; Lc. 9:22; 24:7,21,46; são frases que se usam uma pela outra para significar o período de tempo que Jesus passou no sepulcro, desde a tarde da sexta feira à manhã de Domingo”.

Quanto a aparente confusão de Lc. 23:56 e Mc. 16:1 (Quando as mulheres compraram as especiarias – antes ou depois do sábado?) o Dr. Macnair acredita que poderia ter havido dois grupos de mulheres que se incumbiram de preparar as especiarias para o sepultamento de Cristo. Desse modo, subentendesse, que uma equipe comprou as especiarias durante o dia de sexta-feira e a outra no início do domingo. Isso pode ser aceito perfeitamente sem nenhum problema! Além disso, Lc. 23:56 corrobora que Cristo foi crucificado no dia de sexta-feira, pois as mulheres descansaram no shabatt e a véspera desse dia só pode ser a sexta...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

PARA SER PASTOR É NECESSÁRIO FALAR EM LÍNGUAS?


                               PARA SER PASTOR É NECESSÁRIO FALAR EM LÍNGUAS?
Esta questão de falar em línguas ou do dom de línguas, como uma obrigatoriedade para se exercer o pastorado é muito usada e ensinada em certos grupos e igrejas cristãs, e está vinculada a outras questões (como batismo com Espírito Santo e contemporaneidade dos dons espirituais), mas estas demais questões não serão trabalhadas neste artigo e procurarei me restringir especificamente a questão ora posta no título do artigo e se ela encontra respaldo e apoio nas Escrituras Sagradas.
Analisemos então biblicamente esta questão e normas utilizadas por muitos.
Para iniciar nossa análise verificamos que o apóstolo ensina categoricamente em 1 Coríntios que o dom de "línguas" é somente um entre muitos dons, que não é concedido a todos os cristãos. Parece que não há bases sólidas para a distinção que algumas pessoas tentaram fazer entre as referências a "línguas" em Atos e em 1 Coríntios 12 e 14, no sentido de que a primeira se refira ao "sinal" de línguas, que todos devem apresentar, e as outras o "dom" de línguas, que somente alguns recebem. Na verdade, alguns líderes de igrejas pentecostais e do movimento carismático estão aceitando agora que "línguas" não são um sinal indispensável do dom do Espírito e concordo com eles, pois a conversão de uma pessoa não é confirmada pelo dom de línguas mas, segundo a Palavra, pelos frutos que ela revela durante sua vida cristã, portanto, dom de línguas como evidência de conversão é facilmente descartado quando submetemos este conceito ao crivo bíblico.
Mas, a questão que desejo trabalhar aqui é se o dom de línguas é critério bíblico para se exercer o pastorado. Vamos lá então.

O argumento usado pelos que defendem o dom de línguas obrigatório para um pastor é de que este cristão precisa estar “cheio do Espírito” ou usando outro termo, estar na “plenitude do Espírito” para exercer seu ministério com poder dos Céus e então, a evidência de ser cheio do Espírito ou desta plenitude do Espírito é o falar noutras línguas.
Será?
Analisemos isso.



1. Analisando biblicamente, a questão da plenitude do Espírito ou do enchimento do Espírito? 
Como é possível conseguir esta plenitude e este enchimento? Para podermos responder à estas perguntas, vamos primeiro analisar o "mandamento para sermos cheios" do Novo Testamento. 

         O  Mandamento  para  Sermos  Cheios
O mandamento "Enchei-vos do Espírito".
Preste atenção a quatro aspectos deste verbo.

Em primeiro lugar, ele está no modo imperativo. 
"Enchei-vos" não é uma sugestão que pode ser tentada, uma recomendação branda, uma advertência educada. É uma ordem que Cristo nos dá, com toda a autoridade de um dos apóstolos que Ele escolheu. Não temos nem um pouco mais de liberdade para escapar desta obrigação do que temos das obrigações éticas que formam o contexto, isto é, falar a verdade, trabalhar honestamente, ser gentil e perdoar uns aos outros, ou viver em pureza e amor. A plenitude do Espírito Santo não é opcional, mas obrigatória para o cristão.

Em segundo lugar, ele está na forma plural. 
O mesmo ocorre com o verbo anterior, "não vos embriagueis com vinho". Os dois imperativos de Efésios 5:18, tanto a proibição como a ordem, são escritos para toda a comunidade cristã. Eles têm aplicação universal. Nenhum de nós deve embriagar-se; todos devemos ser cheios do Espírito. Enfaticamente, a plenitude do Espírito Santo não é um privilégio reservado para alguns, mas uma obrigação de todos. Assim como a exigência de sobriedade e domínio próprio, a ordem de buscar a plenitude do Espírito é dirigida a todo o povo de Deus, sem exceção.

Em terceiro lugar, o verbo está na voz passiva: "Sede enchidos". 
Uma outra tradução seria: "Deixai-vos encher pelo Espírito". Uma condição importante para gozar da sua plenitude é entregar-se a Ele sem receios. Mesmo assim, não devemos pensar que somos apenas agentes passivos ao recebermos a plenitude do Espírito, assim como quando alguém fica bêbado. Torna-se bêbado bebendo; ficamos cheios do Espírito também bebendo, como no ensino do nosso Senhor em João 7:37.

Em quarto lugar, o verbo está no tempo presente. 
É bem sabido que, na língua grega, se o imperativo está no aoristo, ele se refere a uma ação única; se está no presente, a uma ação contínua. Assim, quando em Caná, Jesus disse: "Enchei d'água as talhas" (João 2:7), o imperativo aoristo mostra que ele queria que o fizessem somente uma vez. O imperativo presente "sede enchidos com o Espírito", por sua vez, não indica alguma experiência dramática ou determinante, que resolve o problema para o bem, porém uma apropriação continua.
Isto é reforçado na Carta aos Efésios pelo contraste entre o "selo" e a "plenitude" do Espírito. Duas vezes o apóstolo escreve que seus leitores foram "selados" com o Espírito Santo (Efés. 1:13; 4:30). Os aoristos são idênticos e aplicam-se a todo crente arrependido. Deus o aceitou e colocou nele o selo do Espírito, autenticando-o, marcando-o e garantindo-o como Seu. Todos os crentes são "selados", mas nem todos permanecem "cheios", porque o selo foi colocado uma vez, no passado, enquanto a plenitude é (ou deveria ser) presente e contínua.
Talvez aqui uma ilustração ajude a mostrar que a plenitude de Espírito não deve ser uma experiência estática, mas progressiva. Comparemos duas pessoas. Uma é um bebê, recém-nascido e pesando três quilos, que começou a respirar há pouco. A outra é um homem feito, com 1,80m de altura e 75 quilos de peso. Ambos são aptos e saudáveis; ambos estão respirando normalmente; pode-se dizer dos dois que estão "cheios de ar". Então, qual é a diferença entre eles? A diferença está na capacidade dos seus pulmões. Ambos estão "cheios", porém uns estão mais cheios que os outros porque sua capacidade é muito maior.
O mesmo vale para vida e crescimento espirituais. Quem pode negar que um bebê recém-nascido em Cristo está cheio do Espírito? O corpo de qualquer crente é o templo do Espírito Santo (1 Cor. 6:19); podemos dizer que o Espírito, ao entrar em seu templo, não o preenche? Um cristão maduro e piedoso, perseverando há muitos anos, também está cheio do Espírito. A diferença entre os dois está no que pode ser chamado de seus pulmões espirituais, ou seja, a medida da sua compreensão com fé do propósito que Deus tem para eles.
Isto se torna evidente na primeira oração do apóstolo pelos cristãos de Éfeso. Ele diz:
"Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito [ou, talvez, "Espírito"] de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos, e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos ... "(Efés. 1:17-19).
Este texto bíblico desenvolve os estágios do crescimento espiritual. Os que "crêem" experimentam a plenitude do poder de Deus. Porém primeiro precisamos "conhecer" sua grandeza, e para isso, carecemos que o Espírito Santo ilumine os olhos dos nossos corações.
Portanto, a seqüência é esta: iluminação, conhecimento, fé, experiência. Conhecemos com a iluminação, e pela fé passamos a gozar o que conhecemos. Nossa experiência de fé, portanto, está amplamente condicionada pelo nosso conhecimento de coração. 
Além disto, quanto mais sabemos, maior se torna nossa capacidade espiritual, bem como nossa responsabilidade de exigir pela fé a nossa herança. Por isso, quando alguém acaba de nascer do Espírito, sua compreensão do plano de Deus para si geralmente é muito limitada, e sua experiência é proporcionalmente limitada. Todavia, à medida que o Espírito Santo ilumina os olhos do seu coração, diante dele abrem-se horizontes com os quais antes ele dificilmente sonhara. Ele começa a ver e compreender a esperança do chamamento de Deus, as riquezas da herança de Deus e a grandiosidade do poder de Deus. Ele é desafiado a abraçar pela fé a plenitude do propósito que Deus tem para ele.
A tragédia é que, muitas vezes, nossa fé não acompanha o ritmo do nosso conhecimento. Nossos olhos são abertos para verem cada vez mais os aspectos maravilhosos do propósito que Deus tem conosco em Cristo, porém nos abstemos de tomar posse dele pela fé. Este é um dos meios de perdermos a plenitude do Espírito, não necessariamente por desobediência, mas por fala de fé. Nossos pulmões se desenvolvem, mas não os usamos. Precisamos estar sempre nos arrependendo da nossa descrença e clamar a Deus para que ele aumente a nossa fé, de maneira que, à medida que nosso conhecimento cresce, nossa fé possa crescer com ele e possamos estar sempre tomando posse de maiores partes da grandeza do propósito e do poder de Deus.

         2. Quais são, então, as evidências  da  Plenitude  ou Enchimento do  Espírito?

Uma segunda passagem do Novo Testamento dá ênfase à evidência da plenitude do Espírito, apesar de também incluir uma ordem de ser cheio, que precisamos estudar com cuidado. 
Quais são as características de uma pessoa cheia do Espírito de Deus hoje?

Não pode haver dúvidas de que a principal evidência é moral, não miraculosa, e reside no Fruto do Espírito, não nos dons do Espírito. Já tivemos oportunidade de constatar que os coríntios, que tinham sido batizados com o Espírito e ricamente dotados dos dons do Espírito, mesmo assim provaram ser cristãos "não espirituais", porque lhes faltava a qualidade moral do amor (1 Cor. 3:1-4).
Eles se vangloriavam de uma certa plenitude, o que fez Paulo escrever-lhes com um toque de sarcasmo: "Já estais fartos" (cheios, 4:8)! Mas não era a plenitude do Espírito Santo. Se eles estivessem cheios do Espírito, obviamente teriam estado cheios de amor, o primeiro fruto do Espírito. O amor é o poderoso elo de união entre o fruto e os dons do Espírito. Isto não ocorre somente porque sem amor os dons são sem valor (1 Cor. 13), mas também porque o amor requer os dons como equipamento necessário para poder servir outros.
No único trecho em suas cartas onde o apóstolo Paulo descreve as conseqüências da plenitude do Espírito, elas são todas qualidades morais. Esta passagem é Efésios 5:18-21:
"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo."
No texto grego este trecho tem dois verbos na forma imperativa ("não vos embriagueis com vinho"; "enchei-vos do Espírito"), dos quais dependem quatro verbos que são particípios presentes (literalmente: "falando", "cantando e fazendo melodias", "agradecendo" e "submetendo"). Em outras palavras, a ordem única de ser cheio do Espírito é seguida de quatro conseqüências descritivas da plenitude do Espírito Santo.
A ordem de ser cheio é contrastada diretamente com a outra ordem de não se embriagar. A partir daí, algumas pessoas deduziram rapidamente que embriaguez e a plenitude do Espírito podem ser comparadas. Elas dizem que a plenitude do Espírito é um tipo de ebriedade espiritual; o apóstolo está contrapondo dois estados de embriaguez: física, através do vinho; e espiritual, pela plenitude do Espírito. Não é este o caso. 
É verdade que um bêbado está "sob a influência do álcool" e que, de maneira semelhante, pode-se dizer que um crente cheio do Espírito esteja sob o controle do Espírito. Também é verdade que no dia de Pentecostes, quando o Espírito concedeu aos 120 que falassem publicamente em outras línguas, alguns da multidão comentaram: "Estão embriagados" (Atos 2:13). 
Porém os que disseram isto evidentemente eram uma minoria; eles acharam que os discípulos estivessem bêbados porque não conseguiam entender nenhuma das línguas faladas; a maioria reagiu com surpresa, ao ouvir os galileus falarem de maneira inteligível idiomas nativos da Ásia e da África que a multidão podia entender.
Portanto, é um erro crasso supor que estes primeiros crentes cheios do Espírito estavam em um tipo de transe alcoólico, ou que este estado devesse ser um padrão das experiências da plenitude do Espírito. Paulo tem exatamente o oposto em mente. Há uma implicação clara em Efésios 5:18 de que a embriaguez e a plenitude do Espírito não podem ser comparadas assim, porque a embriaguez é vista como "dissolução" ou "perdição" (BLH). A palavra grega asotia, que em suas duas outras menções no Novo Testamento é traduzida também por "devassidão" (Tito 1:6, 1 Ped. 4:4), literalmente descreve uma situação em que a pessoa não consegue mais "salvar-se" ou controlar-se. Paulo escreve que a embriaguez envolve uma perda de controle, e por isso deve ser evitada. No outro extremo, é dito claramente em Gál. 5:23 que parte do fruto do Espírito é domínio próprio (enkrateia)! As conseqüências da plenitude do Espírito, que o apóstolo passa a descrever, devem se manifestar em um relacionamento inteligente, controlado e saudável com Deus e com as outras pessoas.
É verdade que podemos concordar que tanto na embriaguez como na plenitude do Espírito há duas grandes forças nos influenciando interiormente, o álcool em nossa corrente sanguínea e o Espírito Santo em nosso coração. Todavia, o álcool em excesso conduz a um comportamento incontrolado e irracional, que transforma o bêbado num animal; a plenitude do Espírito, por sua vez, leva a um comportamento moral controlado e racional, que transforma o cristão na imagem de Cristo. Portanto, os resultados de estar sob a influência de emanações alcoólicas, por um lado, e do Espírito Santo de Deus, por outro, são total e completamente diferentes. Um nos transforma em animais, o outro em Cristo.
Agora temos condições para analisar os quatro resultados benéficos, e, com isso, evidências objetivas sólidas, da plenitude do Espírito. Estes resultados tornam-se visíveis no relacionamento. A plenitude do Espírito não é tanto uma experiência mística particular, quanto um relacionamento moral com Deus e as pessoas ao nosso redor.

O primeiro resultado é "falando". 
A tradução "entre vós" não deve ser entendida como se as pessoas cheias do Espírito começassem a falar consigo mesmas, como se sua mente estivesse anuviada! A tradução "uns aos outros" (BLH, BJ) transmite melhor o sentido. Na passagem paralela em Colossenses (3:16) o apóstolo incentiva seus leitores a deixarem a Palavra de Cristo habitar ricamente neles, para que possam "instruir e aconselhar-se mutuamente em toda a sabedoria".
É bastante interessante o fato de que a primeira evidência de ser cheio do Espírito é falarmos uns aos outros. Mas isto não deve nos surpreender, já que o primeiro aspecto do Fruto do Espírito é o amor. Por mais profunda e íntima que nossa comunhão com Deus possa parecer, não podemos dizer que estamos cheios do Espírito se, porventura, não conseguimos falar com algum irmão.

O primeiro sinal da plenitude é a comunhão. 
Mais anda, é comunhão espiritual, porque falamos uns aos outros não com "tagarelice mundana", mas "com salmos, ... hinos e cânticos espirituais".
É óbvio que isto não pode significar que o meio de comunicação normal entre crentes cheios do Espírito seja a música! Antes, significa que a verdadeira comunhão se expressa no culto conjunto. Um bom exemplo é o Ven te (Sal. 95), que os anglicanos cantam muitas vezes no culto público aos domingos pela manhã. Falando especificamente, o Salmo não é de adoração, porque não é dirigido a Deus, mas à congregação: "Vinde, cantemos ao Senhor." Esta é uma ocasião em que pessoas pertencentes a Deus falam umas às outras com um Salmo, incentivando-se mutuamente a adorarem seu Senhor.

Isto nos conduz ao segundo resultado da plenitude do Espírito, que é "cantando e fazendo melodias" para o Senhor. 

O Espírito Santo adora glorificar o Senhor Jesus, manifestando-o ao seu povo de uma maneira em que eles se regozijem em cantar louvores a Ele. Pessoas sem aptidão musical, às vezes, recebem conforto pela versão Revista e Corrigida desta exortação, que é cantar ao Senhor "no vosso coração". Esta terminologia dá a impressão de que seu júbilo pode ser integralmente interior, dirigido somente "aos ouvidos do Senhor". Porém a tradução "de (todo o) coração" provavelmente é mais correta. O coração não é o lugar, mas a maneira como estamos cantando. O apóstolo nos exorta a não ficarmos em silêncio, mas a adorarmos sem preconceitos.

Em terceiro lugar, devemos dar "sempre graças por tudo". 

Muitos cristãos dão graças às vezes, por algumas coisas; crentes cheios do Espírito agradecem sempre, por todas as coisas. Não existe hora nem circunstância pelas quais eles não agradecem. Eles o fazem "em nome de nosso Senhor Jesus Cristo", isto é, porque são um com Cristo, e "a nosso Deus e Pai", porque o Espírito Santo testemunha a seu espírito que eles são filhos de Deus e que seu Pai é integralmente bom e sábio. A murmuração, um dos pecados costumeiros de Israel, é um pecado grave cerque é um sintoma de descrença. Sempre que começarmos a reclamar e a nos queixar, isto é um sinal claro de que não estamos cheios do Espírito. Sempre que o Espírito Santo domina os crentes, eles agradecem ao seu Pai celestial a toda hora, por tudo.
Vimos que os segundo e terceiro sinais da plenitude do Espírito são relacionados a Deus, ou seja, cantando ao Senhor e dando graças ao Pai. O Espírito Santo nos coloca em um relacionamento correto de louvor com o Pai e o Filho. O crente cheio do Espírito não tem dificuldades práticas com a doutrina da Trindade. 

Os terceiro e quarto sinais, entretanto, têm a ver com nosso relacionamento com as outras pessoas: falando uns aos outros, e agora sujeitando-se uns aos outros.

O apóstolo continua mostrando que a submissão é a obrigação específica de uma esposa diante de seu marido, de filhos diante de seus pais e de empregados diante de seus empregadores, mas ele começa dizendo que ela é a obrigação geral de todos os cristãos uns diante dos outros (o que inclui maridos, pais e empregadores). A submissão humilde é uma parte tão importante do comportamento cristão que o verbo aparece trinta e duas vezes no Novo Testamento. A marca registrada no cristão cheio do Espírito não é a auto-afirmação, mas a auto-submissão.
É verdade que às vezes, quando um princípio teológico ou moral fundamental está em jogo, não podemos ceder. Paulo deu um exemplo destacado desta necessidade de firmeza quando se opôs a Pedro, numa confrontação direta e pública, em Antioquia (Gál. 2:11-14). Porém precisamos sempre tomar cuidado para que nossa firmeza aparente em um principio não seja uma exibição desagradável de orgulho. É sábio desconfiar de nossa indignação justa; geralmente há nela mais que alguns traços de vaidade injusta. O teste está nas últimas palavras da frase: "No temor de Cristo". Nossa obrigação primordial é submissão reverente e humilde ao Senhor Jesus. Devemos nos submeter aos outros somente até ao ponto exato em que nossa submissão a eles implicar em deslealdade a Cristo.
Assim, expus quais são os resultados venturosos da plenitude do Espírito.


As duas principais áreas em que esta plenitude se manifesta são culto e comunhão. Se estivermos cheios do Espírito, estaremos louvando a Cristo e agradecendo a nosso Pai, e estaremos falando e submetendo-nos uns aos outros. 

       O Espírito Santo nos coloca em um relacionamento correto com Deus e as pessoas. Devemos procurar a principal evidência da plenitude e enchimento do Espírito Santo nestas qualidades e atividades espirituais, e não em fenômenos sobrenaturais como o falar noutras línguas. Esta é a ênfase do apóstolo quando ele trata deste assunto em suas cartas aos efésios e coríntios, bem como quando ele especifica o "Fruto do Espírito" em sua carta aos gálatas. 
E quando tratamos com o pastorado, existe biblicamente ainda outros critérios a se levar em alta consideração, que estão largamente descritas e reveladas nas cartas pastorais (I e II Timóteo e Tito).

Sendo assim e respondendo a questão origem deste artigo, não é necessário, muito menos obrigatório que um pastor, presbítero, diácono ou obreiro de uma forma geral possua o dom de línguas, mas sim que ele evidencie o Fruto do Espírito e aquelas virtudes e características que mencionei e a que as Escrituras exigem para este ministério. 
Esta é a verdade bíblica, o que passar disso é criação e norma humana que deve ser respeitada como tal, mas jamais posta ao mesmo nível das Escrituras...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

É NA SOLIDÃO QUE ESCUTO A VOZ DE DEUS...


                              É NA SOLIDÃO QUE ESCUTO A VOZ DE DEUS...
Quem nunca passou por momentos de solidão? Chega um determinado momento na vida da gente em que nos encontramos vazios e sozinhos. Experimentamos a multidão e ainda assim a sensação de estar só é cada vez mais forte.
Esse é um momento de avaliar, consertar, ver os prós e os contras, momento de ver onde temos errado os comportamentos que necessitam ser modificados, as atitudes e decisões que precisam ser tomadas. Avaliar quem são os verdadeiros amigos, as pessoas que realmente nos amam, avaliar quem nós amamos e qual o real valor que temos dado a essas pessoas.
Nesse momento descobrimos o que é estar próximo e o que é estar junto… Ás vezes estamos próximos, mas não estamos juntos, e as vezes estamos tão longe, mas ao mesmo tempo tão perto, tão junto.
É na solidão que descobrimos nossas fraquezas, nossos defeitos, nossas limitações..
E às vezes nesse vazio descobrimos coisas que não nos agradam… Descobrimos que nossas fraquezas muitas vezes são quem amamos. Mas como pode isso?
Nesse momento é hora de avaliar, rever os conceitos, retomar o caminho. A solidão não é algo ruim, depende do ponto de vista de como a encaramos. Às vezes a solidão se torna a melhor amiga. O próprio Jesus se ausentava. Ele também teve seus momentos de solidão, e estar na solidão é aproveitar para estar mais próximo de Deus.
Tenho descoberto que a solidão muitas vezes é um remédio, um remédio contra mim, contra minhas atitudes… Na solidão me conserto, enxergo o que não enxergo na multidão. Na solidão descubro que amigos não são amigos, que aqueles que estão longe fazem falta, descubro que a vida é passageira… Que me apego a coisas e pessoas que não valem a pena. Descubro que nem tudo é como parece.
Bob Davies e Lori Rentzel em seu livro “Restaurando a Identidade” afirmam que para aprendermos a construir sólidas amizades, precisamos cultivar nossa capacidade de encontrar paz e sustento quando ficamos a sós com o Senhor e com nós mesmos, que desenvolver capacidade para a solidão envolve mais que criar uma forte vida de oração ou um tempo regular de leitura bíblica. Envolve aprender a relaxar e desfrutar da presença de Deus e desfrutar de nós mesmos quando estivermos com Ele, Aprender a pôr de lado o esforço e assimilar a beleza da vida cotidiana e o mundo que nos rodeia. Na solidão, se cultiva a sensibilidade e uma verdadeira apreciação dos outros.
Henri Nouwen autor do livro Reaching Out (Buscando), vê a importância da solidão como fundamento para relacionamentos: “Sem a solidão do coração, a intimidade da amizade, do casamento e da comunidade, a vida não pode ser criativa. Sem isso nossos relacionamentos com os outros seriam mesquinhos e avarentos, pegajosos e colantes, dependentes e sentimentais, exploradores e parasitários. Sem que o coração fique só, não podemos experimentar os outros como seres diferentes de nós mesmos, mas apenas como pessoas que podem ser usadas para solução de nossas próprias necessidades, frequentemente ocultas.”
Ele prossegue descrevendo a força dos relacionamentos edificados e sobre a segurança interior e a solidão: “Nesta solidão podemos fortalecer uns aos outros através do respeito mútuo, através da consideração atenciosa da individualidade de cada um, através de uma distancia submissa da privacidade de cada um, e uma reverente compreensão da sacramentalidade do coração humano”.
Para a pessoa independente a solidão fornece um lugar para respirar e refazer-se antes de voltar ao envolvimento com outros. Para a pessoa que luta com dependência emocional, o momento a sós oferece uma oportunidade de experimentar diretamente a cura e o conforto do Senhor e aprender a apreciar a companhia de alguém. Quando os momentos a sós são bem-vindos, e não temidos, os impulsos ansiosos para a dependência perdem grande parte de seu poder.
Acredite estar na companhia de pessoas que amamos é muito bom e também muito importante, mas não rejeite o momento de estar só consigo mesmo, com Jesus e com O consolador, Espírito Santo.
Nesses momentos aproveite para se auto avaliar, para se consertar, chorar, rir e experimentar o consolo e os braços do Amado de nossas almas, pois Ele nos fala até mesmo com seu silêncio...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

ESTUDO GUERREIROS DE DAVI...


                                                 ESTUDO GUERREIROS DE DAVI...

“Depois dele, Eleazar..., entre os três valentes que estavam com Davi..., ele se levantou e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada...” (II Samuel 23:9,10)

Davi foi um homem segundo o coração de Deus. Como guerreiro, conquistou territórios e não experimentou derrota – “... E o senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (II Sm.8:6). Mas, ao seu lado, teve homens que lhe apoiavam o tempo todo. Outrora foram homens sem perfil algum. Quando fugia de Saul, Davi os encontrou na caverna de Adulão: “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; eram com ele uns quatrocentos homens”. (I Sm.22:2). Davi se tornou chefe deles e os formou. Tornaram-se valentes debaixo de uma liderança forte. 

Eles se sobressaíam, eram homens valorosos – “Tinham por arma o arco e usavam tanto da mão direita como da esquerda em arremessar pedras com fundas e em atirar flechas com o arco... Dos gaditas passaram-se para Davi à fortaleza no deserto, homens valentes, homens de guerra para pelejar, armados de escudo e lança; seu rosto era como de leões, e eram ligeiros como gazelas sobre os montes... Estes, dos filhos de Gade, foram capitães do exército; o menor valia por cem homens, e o maior, por mil” (I Cr.12:2, 8, 14). 


Todo valente é reconhecido e tem uma marca. Todos aqueles que se destacam têm um sinal em sua vida. Os valentes são chamados para conquistar e nunca se intimidam.

Davi tinha uma equipe que se sobressaía como guerreira. A respeito de alguns foi registrado o que fizeram. Eleazar foi um deles e a seu respeito se registrou: “Feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada” (II Sm.23:10). Eleazar tinha algumas características, pelas quais ficou conhecido como um dos três maiores valentes de Davi.
Fidelidade

“... Entre os três valentes que estavam com Davi...” (v.9). Eleazar não era um problema, mas uma solução. Antes de se encontrar com Davi, sua situação era crítica, mas depois se tornou uma bênção. Isto é ser discípulo. Ele estava com Davi. Um dos segredos para a vitória e que destaca um valente é a fidelidade ao seu líder. Muitos são ingratos, desprezam o que receberam, e cedo se esquecem de quem eram. Alguns dizem: “Eu te amo, mas não quero mais andar com você”, como se isso tivesse algum cabimento. Eleazar tinha uma aliança com Davi e uma gratidão por ter sido Davi um instrumento de Deus para resgatá-lo da situação que vivia. Fidelidade é característica de alguém fiel, digno de fé. Ele era confiável. A pior insegurança para um líder é a infidelidade ou deslealdade. Quando temos uma aliança com Deus, honramos nossos líderes e passamos estar com eles. A conquista de Davi se deu por ter se cercado de homens valentes, não apenas fortes, mas fiéis.
Disposição para se cansar

Eleazar cansou a mão – “... Até lhe cansar a mão...”. Não existe guerra que não canse. Alguns ainda pensam que podem se tornar guerreiros e vencedores sem qualquer cansaço. O cansaço físico é natural naqueles que se esmeram, se envolvem e se dedicam ao trabalho. O valente não tem preguiça, não se esconde, não foge, não escapa quando vê algo por fazer. O valente não fica preso dentro de sua casa preocupado com suas próprias coisas. Paulo diz a Timóteo: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (I Tm.2:4). Ele dá tudo de si, não tem “tempo ruim”. Tem uma mente excelente, uma visão de conquista; sabe qual é a sua função e não se desvia nem para a direita nem para a esquerda. 

Fomos chamados para uma conquista. Davi é uma figura de Jesus. Os que se acham em aperto, endividados, amargurados de espírito... são chamados à restauração para uma conquista. Quando Davi entendeu que fora Deus quem o tirou de detrás das malhadas e o colocou como príncipe sobre Israel, deu o melhor de si (II Sm.7:8). Seus discípulos seguiram seu exemplo, porque era modelo de valente.  Cansaço físico não é nada de mais. Noites mal dormidas e outras renúncias são comuns aos valentes. Mas a recompensa sempre vem, e estes colherão seus frutos.
Perseverança

“... Até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada”. Eleazar não parou. Lutou tanto que a espada se tornou a sua própria mão. Que tremendo! Não desistir é outra característica do valente. Ele persevera, não pára, vai até o fim, custe o que custar. De vez em quando ouço alguns dizerem que querem “dar um tempo”. Dizem que estão cansados, pretendem descansar um pouco para retornar mais tarde. Este é um dos maiores enganos de Satanás! Jesus nunca parou, por mais difícil que fossem as circunstâncias. Um atleta não pode parar de correr, pois perderá o ritmo e não chegará ao final. Diminuir a marcha é possível, mas parar, nunca! Paulo diz: “... Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (I Co.15:58). A constância na guerra é um desafio para todos nós, mas é o que nos garante a vitória.
Apega-se à espada

Sua mão não se separou mais da espada. Paulo nos ensina que devemos tomar a espada do Espírito nessa guerra espiritual. É a palavra de Deus (Ef.6:17). Ele se apegou à espada, de tanto lutar! Ler e meditar na palavra, simplesmente, não surte efeito e não nos faz valentes. Valente é aquele que vive a palavra e a usa contra o inimigo. Ele profetiza, evangeliza, ensina, fala em tempo e fora de tempo. A espada derrota o inimigo sempre. De tanto usá-la, fica pegada à mão. A mão fala de nossas ações e atitudes. O valente tem a palavra de Deus como estilo de vida. Ele considera os princípios e tem temor de Deus. Eleazar não conseguia mais abrir a mão e soltar a espada. Sua mão ficou pegada à espada. 

Todo valente tem a espada, que é a palavra de Deus, pegada a sua mão e sua mão pegada à palavra. Dela não se desvia nem para direita nem para a esquerda. Pela palavra profética as trevas se dissipam, os demônios fogem, as maldições são quebradas, a salvação brota, a vida se estabelece... Paulo diz: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm.2:15). Manejar bem é ser adestrado na espada, saber responder com sabedoria e usar a palavra com autoridade.
Toma a causa de todos

Eleazar, o valente de Davi, guerreou como se tudo dependesse dele. Essa é a postura de um guerreiro. Ele sabe que cada um tem sua parte, que somos uma equipe; tem consciência de que somos um corpo e que a conquista é sempre coletiva, porém não descuida de sua parte. Eleazar lutou como se tudo dependesse dele e, ao mesmo tempo, tudo dependesse de Deus. Assim pensa e age um valente. Ele não espera pelos outros, mas age, tem iniciativa, assume sua responsabilidade, independente da atitude dos outros. 

“... E o povo voltou para onde Eleazar estava somente para tomar os despojos” (v.10). O valente disponibiliza os recursos, dá alimento, pensa na coletividade e não em si mesmo. Todos puderam usufruir do despojo, pois o valente é altruísta e não egoísta. 

Aquele foi um dia de grande livramento do Senhor. O Senhor honrou a atitude de Eleazar. Ele fez a sua parte, Deus fez a dEle. Foi porque Eleazar não desistiu, não parou, perseverou até o fim, que o livramento se manifestou. Muitos querem livramento sem guerra, sem esforço, sem dedicação. Livramento é a resposta de Deus a um coração cheio de fé, convicto de que vale a pena lutar.
Só os libertos são valentes e alcançam o livramento. Libertação acontece no interior, livramento é exterior. Os libertos já alcançaram, pela fé, a vitória; tomam a causa da coletividade e combatem até alcançar o livramento! 
Conclusão
Deus levantou Davi para tomar o lugar de Saul. Saul havia falhado como rei e por isso foi rejeitado. Era preciso retomar o propósito da conquista. Davi foi chamado para conquistar. Por ser valente, sua equipe era valente. Só valentes conquistam. A escolha é nossa.  Permaneceremos em nossas limitações e mediocridade, ou avançaremos para novas conquistas? Como Igreja, vamos continuar sendo apenas evangélicos, ou vamos transformar uma nação? Tudo depende da visão que temos do reino – “... O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt.11:12). É tempo de renunciar o medo, a covardia, a passividade, a letargia... 

O Senhor está selecionando os Seus valentes. Jesus escolheu doze valentes; estes revolucionaram o mundo. Agora é nossa vez. Está tudo em nossas mãos. Nossa postura determinará o que seremos como cidade e nação nos próximos anos.
Que registro ficará da sua existência? Qual feito extraordinário marcará sua trajetória de vida aqui na terra? Os valentes estão sendo gerados. É a sua vez. Valentes nasceram para vencer, conquistar e fazer história. Amém...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.



terça-feira, 31 de março de 2015

AS FLECHAS DO PROFETA ELISEU PARA DÁ LIVRAMENTO AO SEU POVO...


              AS FLECHAS DO PROFETA ELISEU PARA DÁ LIVRAMENTO AO SEU POVO...
IIReis 13: 15-19 E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas. Então disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as do rei. E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios; em Afeque, até os consumir. Disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes, e cessou. Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sírios.

INTRODUÇÃO

Temos que viver em constante luta contra o reino das trevas: Mas, "Qual lado vencerá?" A resposta e obvia: "O lado que avançar." A nossa vida, atualmente, tem se tornado uma grande batalha. Lutamos contra o pecado, contra as crises, contra a indiferença humana, contra a mentira, contra os enganos deste mundo. E quem vencerá? De que lado estamos? Muitas vezes cremos que a melhor maneira de sermos vitoriosos neste caos generalizado é adaptarmos nossas vidas a tudo que acontece ao nosso redor. Se a mentira poderá nos conduzir ao sucesso, vamos dar-lhe o braço. Se a desonestidade abre portas para algumas conquistas, que mal haverá em caminhar ao seu lado? Se as trevas têm se alastrado por todos os lugares, facilmente me adaptarei a elas. Mas será que agindo assim conseguiremos, realmente, vencer? Assim como quase tudo neste mundo, a vitória por ele oferecida também é ilusória. Ela é falsa, mentirosa, e, em vez de alegria pelas conquistas, provavelmente choraremos amargamente por termos caído na armadilha de uma vitória fraudulenta. Só existe uma vitória que conduz a felicidade. É a vitória garantida pelo nosso Senhor Jesus Cristo. "Vós sois mais do que vencedores". Essa é a vitória que eu quero. A vitória da verdade, do amor, da humildade, da honestidade, da compaixão, do deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Essa vitória não nos poderá ser tirada nunca. Ela nos acompanhará aqui neste mundo e por toda a eternidade. Se quisermos vencer, avancemos! Avancemos em direção ao centro da vontade do nosso Deus. Só Ele tem a vitória e, em Sua presença, com certeza venceremos. Pois, ELE coloca em nossas mãos, as flechas do livramento do Senhor.

PENSAMENTO DA MENSAGEM: "Quanto à batalha espiritual, a perda da vitória, está sempre relacionada ao mundo dos que só pensam como proceder nas batalhas. Porém, nunca praticam o que pensaram". 

MENSAGEM DE TRANSIÇÃO: Este texto em estudo, nós mostra que se quisermos triunfar na luta contra a carne, o mundo, e o diabo. Temos que fazer uso de todas as armas espirituais que Deus deixou a disposição da igreja.

O último ato profético de Eliseu ensina uma lição interessante. Procurado pelo rei Jeoás, que tinha nos síros sua pedra no sapato, Eliseu mandou que ele tomasse arco e flechas e atirasse na direção do Oriente. O homem de Deus chamou aquela flecha de "flecha da vitória do Senhor" e disse que ela representava a conquista sobre os síros. Depois, mandou que Jeoás ferisse a terra com as flechas. Ele o fez por três vezes. Então o profeta se indignou, dizendo ? "cinco ou seis vezes a deverias ter ferido, então, feririas os siros até os consumir, porém, agora só três vezes ferirás os siros". O que aconteceu, Jeoás não entendeu a linguagem profética, ou, se entendeu, não teve fé para assumi-la. Deus estava querendo que ele estabelecesse alvos ousados, mas ele foi tímido. Por isso, ao invés de exterminar o inimigo, apenas o enfraqueceu. Nesses dias, o Senhor está colocando flechas de vitória em nossas mãos. Não, para fazermos como o Rei Jeoás, que não usou todas as flechas e só enfraqueceu o inimigo, Mas Deus almeja que usemos todas as flechas, para exterminar por completo, os inimigos que atacam nossas vidas. Inimigo tais como: O desanimo, (Conta-se uma história que o diabo resolveu vender as ferramentas que usava: ÓDIO, MALÍCIA, INVEJA, ENFERMIDADE, e muitos outros usados para ENFRAQUECER e DESVIAR as pessoas de DEUS. Num canto estava um chamado "DESÂNIMO". Parecia bem gasto, era o mais caro de todos. Porque aquele instrumento custava tanto? "Bem, é porque esse é o mais fácil de usar, pois ninguém sabe que pertence a mim. Com este instrumento eu posso arrebentar a porta do coração com mais facilidade do que qualquer outro. O desânimo faz com que as pessoas desistam e deixem o caminho de Deus". Esta história ilustra uma verdade pouco reconhecida. Não se ganha nenhuma batalha com desânimo. Desânimo é sinônimo de fracasso), a falta de amor, a desunião no lar, a divisão na igreja, a perseguição no emprego, a incredulidade, a infidelidade tanto a Deus como ao próximo, a mentira,a preguiça, o preconceito,a ansiedade, o adultério, a porfia, a inimizade, o amor ao dinheiro, a cobiça, a idolatria, as novelas com suas cenas picantes, filmes pornográfico, a desonestidade, a mentira, a indiferença, acepção de pessoas, o egoísmo, a auto valorização, a omissão, o pessimismo, o exclusivismo, as piadas de cunho erótico, a inversão de valores, o julgar o próximo, a hipocrisia, a lascívia e tantos outros inimigo, que tem como principal fonte o diabo. Cujo seu objetivo e nós tirar da presença de Deus. Você crê comigo? E vai usar todas as flechas? Que Deus colocou na tua mão! Para você poder vencer esses perversos inimigos. Você esta em perigo de perde a comunhão com Deus! Que você esta esperando? Use as flechas! Que flechas são essas? ORA! São as flechas que podemos chamá-las de oração, estudo da palavra de Deus, vigilância, pratica do amor, jejum, verdade, fidelidade, perdão, compreensão, cumplicidade, compaixão, paciência, humildade, misericórdia, respeito, renuncia, simplicidade, prudência, esforço, dependência de Deus, ser testemunha de Cristo, fé. Que e um escudo, para combater contra todos os dados inflamados do diabo. E outras tantas flechas, que você encontra a tua disposição na palavra de Deus. Observe o que a palavra de Deus nos revela, para podermos permanecer firmes diante de nossos conflitos interiores: Você diz: "Isso e impossível", Deus diz: "Tudo e possível" (Lucas 18:27). Você diz: "Já estou cansado", Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30). Você diz: "Ninguém me ama de verdade", Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34). você diz: "Não tenho condições", Deus diz: "Minha graça e suficiente" (II Coríntios 12:9). você diz: "não vejo nada" Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6). você diz: "Eu não posso fazer", Deus diz: "você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13). você diz: "Dói", Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15 ). você diz: "não vale a pena", Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28). você diz: "Eu não mereço perdão" Deus diz: "Eu te perdôo" (Epístola de João1:19 e Romanos 8:1). você diz: "não vou conseguir", Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19). Você diz: "Estou com medo", Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II Timóteo 1:7). Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado", Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7). Você diz: "Eu não tenho talento suficiente", Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Coríntios 1:30). Você diz: "Não tenho fé", Deus diz: "Eu dei a cada um medida de fé" (Romanos 12:3). Você diz: "Eu me sinto desamparado", Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desamparei" (Hebreus 13:5). A tua vitoria, depende de você. Creia na palavra. Seja um cristão vencedor, usando todas as flechas. Para exterminar todos esses inimigos do povo de Deus. 

Conclusão

"Verbo", assim traduzido em português, no grego (língua original do NT) é "logos", que significa verbo ou palavra. As pessoas se revelam por meio de palavras. Por suas palavras expressam seus pensamentos, sentimentos e caráter. Assim, Deus se expressou por meio do "logos", Palavra. Sabemos que Jesus simplesmente falou e as ondas se aquietaram (Mc 4.39), a febre retirou-se (Lc 4.39), demônios foram expulsos (Mc 1.25), pecados foram perdoados (Mc 2.10), cegos recuperaram sua visão (Lc 18.42) e mortos foram ressuscitados (Lc 7.14). Deus agiu por intermédio de sua Palavra! Creia na palavra. Pois, ela e a arma poderosa que temos que usar como se usa uma flecha, para derrotar o inimigo...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante