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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O CRENTE E O CARNAVAL...

                                                       O CRENTE E O CARNAVAL...
Origem e significado da palavra CARNAVAL e suas implicações para o mundo em que vivemos. Muitos caem na folia sem saber na realidade as origens doCARNAVAL.
VOCÊ SABIA…
Que a etimologia do termo CARNAVAL, vem do latim, carnem levare, ou carne levare, que significa: ADEUS A CARNE, ABANDONO OU ABSTINÊNCIA DE CARNE por um período denominado QUARESMA, que são 40 dias antes da Páscoa?
Trata-se de uma festa cujo período abrange os dias entre o dia de Reis (6 de janeiro – epifania) e a quaresma. Particularmente os 3 dias que precedem a 4ª feira de cinzas.
VOCÊ SABIA…
Que quanto à origem do CARNAVAL também é objeto de controvérsia?
Freqüentemente tem sido atribuído à evolução e a sobrevivência do culto de ISIS (deusa babilônica, lupercais e saturnais romanas)
Dos festejos em honra de Dionísio, na Grécia e até mesmo as festas dos inocentes e dos doidos na Idade Média. Um historiador assim definiu o Carnaval:
“Desde as mais antigas eras, os povos dos mais bárbaros aos mais civilizados, sempre dedicaram um certo período do ano a manifestações de efêmera mas desenfreada loucura. Disso surgiu o Carnaval”.
Uma vez por ano, os homens experimentam a curiosa necessidade de abolir a própria personalidade para assumir outra, fictícia, praticar as mais extravagantes atividades, e dizer gracejando e rindo impunemente de tudo e de todos, tudo quanto não lhe é permitido comentar seriamente. Desse humano desejo de expansão e libertinagem teve origem as bacanais gregas e as saturnais romanas, das quais em linha reta, descende o carnaval.
AS BACANAIS vêm do deus Baco, o deus do vinho, das orgias e bebedeiras da Mitologia Grega.
AS SATURNAIS as antigas festas em honra de Saturno, originalmente duravam um dia, mas o Imperador Augusto elevou-as para 3 dias e Calígula a 4 dias. Sucessivamente foi estendida por uma semana. Naqueles dias todas as diferenças sociais eram esquecidas e o povo olvidava suas mágoas na folia, que culminava no dia dedicado à deusa OPS, mulher da Saturna, deusa da abundância. Nesse período o povo não impunha freio as suas próprias intemperanças.
É evidente que o CARNAVAL, nunca teve a aprovação de Deus, pois é uma festa essencialmente pagã e idolátrica, onde impera a imoralidade, a nudez, bebedeiras, orgias, brigas e mortes; onde muitos pais de famílias gastam seu pouco dinheiro por um prazer efêmero; muitas vezes trazendo conseqüências maléficas para o ano todo. Em Gálatas 5:19-21 diz que os que se dão as obras da carne, tais como: bebedeiras, orgias, prostituições e impurezas, não herdarão o Reino de Deus.
A verdadeira alegria não se encontra nas orgias, nem é motivada por prazeres carnais, mas em Deus a fonte da verdadeira alegria e do prazer. Filipenses 4:4“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos.”
“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” Romanos. 13:11-14...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A ORAÇÃO DE HABACUQUE...



                                                   A ORAÇÃO DE HABACUQUE ...
Oração pela Inadvertência dos Povos
O terceiro capítulo do livro de Habacuque apresenta uma notável diferença de estilo literário em relação aos capítulos anteriores. Percebe-se claramente que se trata de um salmo, um “cântico de advertência em tom de lamento” (v. 1). A majestade de Deus e sua soberania são aqui maravilhosamente apresentadas, o Eterno Todo-Poderoso, Juiz de Toda a Terra, causa pânico nos seus adversários e temor nos seus seguidores.

I. Um Cântico, Uma Confissão.
1.            Lamento sobre “Sigionote” = Transgredir pelo erro, pecar (v. 1).
TEB – “Oração do profeta Habacuque. No tom das lamentações.”
Referem-se a um senso moral de transgressão, que conseqüentemente traz a lume os pecados dos transgressores, judeus e caldeus. Essa transgressão sofre, então, uma advertência em forma de canto.
2.            Ouvi Senhor, e temi. “Senhor, eu ouvi a tua fama e temi” (v. 2a).
“Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor”.
Tratam da fama do Senhor, ou das notícias que fizeram com que o profeta tivesse medo, notícias do juízo de Deus sobre Judá por meio dos caldeus e sobre os próprios caldeus. Obviamente não podemos afirmar que o temor do profeta se restringe ao juízo sobre os transgressores, mas ao temor à onipotência e soberania de Deus, que indica não só reverência, mas também fé na atuação do Juiz do Universo.

II. Um Testemunho, Uma Esperança.
1.            No meio dos anos, reaviva e realiza (v. 2b).
O testemunho dos feitos do Senhor suscita em Habacuque o desejo de ver o grande Iahweh completando sua obra na história. Deus reavivaria sua atividade visível em Israel e a concluiria no meio dos anos (na plenitude dos tempos Gl 4.4), por meio de Jesus Cristo, nosso redentor.
2.            Mesmo na ira, sê misericordioso (v. 2c).
Habacuque sabia que seu povo, Judá, precisava ser disciplinado, o que aconteceria pela mão dos babilônios. Ainda sim, conhecendo bem o seu Deus, pede que mesmo na disciplina o Senhor use de misericórdia, pois ele sabe que “horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31). Deus pode nos livrar das mãos dos homens, porém, quem nos livrará das mãos de Deus?

III. Um Justo Juiz, Uma Sentença.
1.            Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo (v. 3a).
O monte Parã se localiza no deserto de Tema, uma zona montanhosa ao norte do Sinai, onde acamparam os israelitas na sua marcha para a terra prometida (Nm 10.11-12) O Senhor vem da região do Sinai, isto é, do lugar onde ele se revelou ao seu povo e lhe deu a conhecer a sua lei. Do solo do pacto vem um Deus justo, O Santo, aplicar a sentença sobre os culpados. Deus avança pelo sudoeste da Palestina, região donde vêm também as tempestades. Sua aproximação é descrita sob o aspecto de uma nuvem de tempestade
2.            A sua glória e o seu louvor enchem a terra (v. 3b).
Quando o Santo se põe em marcha, a sua glória cobre os céus e, em paralelismo, sua majestade enche a terra.
3.            Deus resplandecente, detentor de todo o poder (v. 4, 5a)
A glória de Deus é como o brilho do sol, Ele tem em si mesmo um brilho inacessível que subjuga as trevas, removendo qualquer dúvida de que ele é o Senhor, Todo-Poderoso, inigualável. Esse brilho é o seu poder, poder que está detido em suas mãos; de seus punhos procede a sua força e somente ele pode utilizá-lo.
4.            Peste e pestilência o acompanham, é hora do juízo (v. 5)
Peste e pestilência procedentes de Deus personificam e representam seu juízo. A dor, o pranto, o ranger de dentes, são conseqüências da desobediência a um Deus puro e santo. Após passar e aplicar seu juízo a terra ainda sofre a febre da passagem do Senhor.
5.            Parou e mediu a terra, os montes são abatidos (v. 6)
Um lance de seu olhar medindo os méritos humanos mostra que são todos faltosos diante de si, comprova seu direito soberano de julgar e atribuir juízo aos homens. Nem os grandes montes que povoam a terra por milhares de anos resistem à eternidade de Deus, toda sua obra se dobra e se despedaça ante sua grandiosidade, ante sua majestade. Seus caminhos é que são eternos.
6.            Cusã e Midiã tremem (v. 7)
Depois de serem medidas por Deus, depois de receberem o veredicto de culpadas, Cusã e Mídia são tomadas de pavor, pois nada poderá livrá-las das mãos do Altíssimo.

Deus disciplina Israel, mas tem misericórdia de seu povo escolhido, porém, a disciplina para os que estão longe da sua graça nunca termina. Os povos que oprimiram Israel desde o princípio da sua jornada pagarão um alto preço por tocarem no povo “ungido do Senhor”, da mesma forma pagarão alto preço os que se mantiverem afastados de sua verdade, zombando e blasfemando contra o criador. Com mão forte Iahweh executará sua sentença, com pavor e poder aterrorizará os seus inimigos levando-os à plena destruição.

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (GL 6:7).

Deus abençoa a todos...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A NOITE EM QUE JESUS ME RESTAUROU



A NOITE EM QUE JESUS ME RESTAUROU...


João - 21 - 15: 19
INTRODUÇÃO

1. 7 dos discípulos estavam pescando no mar de Tiberíades. Era uma pesca infrutífera (v.3).
2. Jesus se apresenta aos seus discípulos e sob o seu comando eles lançam novamente as redes e agora com grande sucesso.
3. Todavia, a pessoa que Jesus este mais interessado em encontrar é Pedro:
• Pedro o havia negado por 3 vezes na noite em que Jesus foi interrogado
• Pedro era parte importante no plano de Jesus para a divulgação do evangelho após a sua partida
• Pedro teria que passar pelo processo da restauração
4. Aprendamos junto com Pedro o processo de restauração.

I. JESUS RESTAURA O NOSSO AMOR
1. Pedro estava com os seus sentimentos confusos e provavelmente muito envergonhados por ter traído o seu amigo, principalmente depois de ter afirmado que por Jesus ele daria a própria vida (Jo 13:27).
2. Este assunto teria que ser resolvido antes da partida de Jesus e esta foram a ocasião encontrada por Jesus.
3. Por 3 vezes Jesus pergunta a Pedro sobre o seu amor por ele: Simão, tu me amas?
• As atitudes anteriores de Pedro deixaram marcas profundas em seu coração
• Jesus não tem duvidas de que Pedro o ama, mas será que Pedro estava consciente desta verdade?
4. Com medo de encarar a situação Pedro é rapido na sua resposta: Sim, Senhor tu sabes que eu te amo. Isto se repete segunda vez.
5. Na terceira tentativa Jesus consegue a atenção de Pedro e agora a resposta sincera do coração é dada: “Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo”. Cristologia = quando Jesus disse que Pedro o trairia, provavelmente ele não deve ter acreditado.
6. Aprendemos aqui que Jesus não permite que um dos nossos fracassos venha a manchar o amor que ele tem por nós e amor que nós temos por ele.
• Muitas vezes uma atitude impensada que praticamos
• Muitas vezes uma frase sem sentido
7. O verdadeiro amor vence todas as barreiras.

II. JESUS RESTAURA A NOSSA VOCAÇÃO
1. Pedro era ousado nas suas afirmações para com Jesus. Era um dos primeiros a se manifestar seja em dar a sua opinião, seja em proteger o Mestre.
2. Depois da traição, é certo que Pedro já não tem mais a mesma iniciativa, já não tem mais a mesma certeza de que a sua vida será usada por Deus para o ministério da colheita de vidas para o Reino.
3. O pecado tem a finalidade de nos afastar das mãos de Deus e produzir estragos em nosso ministério, em trazer duvidas quanto à nossa vocação.
4. Pedro pastoreia, apascenta as minhas ovelhas. Estas palavras trazem de volta a esperança de que ele ainda poderia ser útil nas mãos de Jesus.
• O amor de Jesus não permite que ele descarte um de seus amigos, mesmo que este o tenha traído.
• O reino de Deus é diferente dos reinos deste mundo que vê as pessoas como produtos descartáveis e que ao menor erro são dispensadas.
• O reino de Deus é uma fábrica de esperanças
5. Quantos que andam perambulando pelas igrejas ou mesmo quantos estão afastados da igreja porque um dia erraram e agora julgam que não são mais importantes para Deus.
6. Renova a minha vocação, deve o nosso querer diante de Jesus. A qualificação básica para o serviço é o amor.

III. JESUS RESTAURA O MEUS VALORES
1. Jesus havia ensinado muito dos valores do reino para os seus discípulos:
• O maior é o que vos serve
• Quem quiser ganhar a sua vida terá que perdê-la
• Quem não se tornar como uma criança não pode entrar no reino de Deus
2. É possível que muitas destas lições passassem despercebidas pelos discípulos.
3. Jesus tem agora a oportunidade derradeira de ensinar a Pedro sobre os custos do verdadeiro discipulado. Jesus coloca em perspectiva os valores do reino de Deus.
4. Jesus contrasta duas condições da humanidade: a juventude e a velhice. Jesus mostra a vida finita que esta destinada a todos os seres humanos: em última análise, Jesus esta dizendo a Pedro que ele morrerá também.
• Tertuliano afirma que Pedro foi crucificado em Roma sob as ordens de Nero.
• Eusébio reporta que Pedro solicitou ser crucificado de cabeça para baixo.
5. O que tem importância para Jesus é que tipo de vida a pessoa está levando, e esta vida tem que culminar numa morte que glorifique a Deus, como foi a própria vida de Jesus na terra.
6. A grande tragédia de muitos crentes é que nem mesmo quando morre, Deus é glorificado.
7. A vida tem que ser vivida para glorificar a Deus e isto somente acontece quando eu sei quem eu sou e eu sei quem Deus é e o que ele requer de mim.

IV. JESUS RESTAURA A NOSSA AMIZADE
1. Finalmente, depois de ter o seu amor, a sua vocação e os seus valores restaurados, Jesus renova com Pedro a sua amizade e a sua disposição de ter Pedro ao seu lado.
2. “Segue-me” significa uma profunda amizade que não leva em conta os pecados de outrora. Todos foram perdoados por causa da graça infinda do Senhor.
3. Existe um significado no uso do verbo no tempo presente. “Continue a me seguir”
4. Pedro havia seguido o Mestre no passado, mas em muitas oportunidades ele não foi persistente. Agora, Jesus espera que este novo seguir adquira maturidade.
5. Jesus restaura hoje a quem desejar segui-lo mais de perto.

CONCLUSÃO
1. Pedro escrevendo na sua primeira carta afirma que nós devemos desejar o genuíno leite espiritual para crescimento da nossa salvação, “se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (I Pd 2:3).
2. Jesus é bondoso. Pedro experimentou isto em sua vida. Experimentemos também nós...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A IGREJA E A FALSIDADE...

                                                    A IGREJA E A FALSIDADE...
A mentira é outro dos pecados mais generalizados de nossa sociedade, a tal ponto que a consciência de muitos cristãos têm se tornado insensível e debilitada com relação ao pecado da mentira. Existem muitas pessoas crentes que crêem "que não se pode viver sem uma mentirinha".
A mentira é covardia para não enfrentar a realidade. O homem se justifica ao mentir; considera que as mentiras são "piedosas" ou "por necessidade" ou ainda para evitar problemas maiores. São justificativas ilusórias e sem fundamentos, pois a falsidade e mentira são imorais e contrárias à conduta que Deus requer do homem.
Que é a Mentira?
Mentira: É uma manifestação contrária à verdade, cuja essência é o engano, e cuja gravidade se mede segundo o egoísmo ou a maldade que encerra. Está proibida pelo decálogo (10 mandamentos) divino (Ex 20:16), e um dos efeitos da conversão ao cristianismo é deixar de mentir (Ef 4:25).
A mentira direta, como a de Ananias e Safira (At 5:4), não é a única forma de mentira. Em algumas ocasiões se trata de meias verdades (que é uma "mentira inteira"), como Abraão disse de sua esposa Sara a Abimeleque: "É minha irmã." (Gn 20:2,12). O propósito é sempre enganar.
Pode ser também uma resposta evasiva, como a que Caim disse a Deus (Gn 4:9); um silêncio como o de Judas quando o Senhor o acusou indiretamente na última ceia (Jo 13:21-30), ou toda uma vida enganosa. "Se dissermos que mantemos comunhão com Ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade" (I Jo 1:6).
A mentira não é um "pecadinho", isto não existe: Os mentirosos irão para o lago de fogo (Ap 21:8).
Hipocrisia: Pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités", que significa ator ou protagonista no teatro grego. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam.
É daí que o termo hipócrita chegou a designar a pessoa que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
Deus proíbe e condena a mentira e a falsidade
Cristo é o nosso exemplo de verdade
Cristo, o Senhor, nos ordena a ser absolutamente verazes; "seja a tua palavra sim, sim e não, não" (Mt 5:37). Está preparando para si uma igreja sem mancha e sem ruga ( Ef 5:27), e como discípulos seus e parte do seu corpo, devemos ser absolutamente verazes, francos, sinceros, honestos, honrados; ainda quando tenhamos de sofrer por Sua vontade (1Pe 4:15-19; 3:17; Pv 19:22).
O povo de Deus aborrece a mentira (Sl 119:104, 128,163; Pv 30:8) e rejeita os que a praticam (Sl 40:4; 101:7; 144:11; Ef 5:11), orando para ser guardado da mentira (Sl 119:29; Pv 13:5).
O dano que faz a mentira e o engano.
A mentira anestesia a consciência do mentiroso; torna-o insensível à verdade; a verdade não penetra para uma transformação. A mentira vicia com mais facilidade, já que uma mentira conduz a outra.
A falsidade e a mentira são muito prejudiciais ao relacionamento entre os discípulos de Cristo. Cria a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita. Destrói o ambiente de fé, de amor, de compreensão e estimula o ciúme. O senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: falso testemunho, engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas de nossa vida: lar, trabalho, comércio, igreja, autoridades, colégio, amizades, etc.
A sociedade assentada sobre a mentira e a falsidade está destinada a desmoronar. É preciso edificar uma estrutura moral de veracidade em todas as ordens e escalas da vida: nos governantes e nos governados, nos pais e nos filhos, nos patrões e empregados, nos mestres e nos alunos, nos comerciantes, nos profissionais, nos clientes.
Como se libertar e corrigir-se.
Arrepender-se: mudar de atitude e de mentalidade em relação à mentira e à falsidade. Rejeitar a mentira, eliminá-la da vida. Determinar obedecer a Deus em tudo e viver sempre na verdade. Disciplinar-se até cultivar uma nova atitude baseada na veracidade.
Confessar o pecado: (Pv 28:13-14; 1 Jo 1:9; 2:1) toda a mentira é pecado e deve ser completamente confessada, esclarecendo-se a verdade com Deus e com a pessoa enganada. Quando a mentira constitui um vício arraigado à maneira de viver, deve ser confessada a um irmão maduro, responsável, procurando uma ampla orientação (Tg 5:16).
Exortação (Tg 5:19-20: Gl 6:1-2; Ef4:25) como este pecado afeta as relações entre os irmãos, somos responsáveis uns diante dos outros para corrigir, admoestar, ensinar, etc...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A MOEDA PERDIDA...

                                                                  A MOEDA PERDIDA...


Lucas - 15 - 8 : 10
Esta parábola está inserida dentro de duas outras também conhecidas: a da ovelha perdida e a do filho pródigo.
Eram 100 ovelhas e uma se desgarra do rebanho e se perde. O pastor não se apercebe imediatamente, mas ao contá-las e notando a falta volta pelo caminho em busca da que se extraviou. O filho pródigo não foi perdido, mas se perdeu por não ter a noção exata da força do pecado.
Ler o texto: “... Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende." (Lucas15: 8-10)
Que moeda era essa? Possuía algum valor?
A dracma era a moeda grega, e também utilizada como medida de peso. Seu valor era o de um oitavo de uma onça de ouro, ou três gramas e quinhentos e oitenta e seis miligramas. Aproximadamente R$60,00.
Dracma é o nome da moeda na Grécia (agora se usa o Euro)
Era uma moeda de prata. Semelhante a moeda de prata dada pelo bom samaritano ao hospedeiro para tomar conta do que havia sido ferido (ele deu duas) e as trinta moedas pagas a Judas para trair Jesus, que hoje atualizado esse valor seria de R$. 1.800,00 (mil e oitocentos reais), o preço que JESUS foi vendido.
Notemos os detalhes da parábola:
1. Diferentemente das outras perdas, esta moeda foi perdida. Estava de posse da mulher e foi perdida dentro da própria casa, ou seja: estava na casa, mas estava perdida.
2. A mulher possuía 10 moedas e perdeu apenas uma, retendo ainda nove.
3. A mulher deu falta da moeda.
4. Ao dar pela falta, imediatamente colocou em ação um plano para encontrar a moeda:
• Acende a candeia – Iluminar todos os aposentos e ter a luz perto dos olhos para enxergar bem.
• Varre a casa – Imagino que depois de procurar, ela percebe que somente varrendo cada canto da casa será possível achar essa moeda. Vasculhar em todos os lugares.
• Busca com diligência até a achar - Buscar diligentemente é usado mais uma vez no NT. Em Mt 2.8 quando os magos são instruídos por Herodes para buscar diligentemente o menino, pois também ele queria adorá-lo (averiguar com exatidão).
5. Quando encontra a moeda ela faz isso notório:
• Convoca as amigas e vizinhas,
• Compartilha seu contentamento, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
 Alegrar é a mesma expressão usada pelo pastor no verso seis. A expressão correta aqui é regozijar.
 O que representa a dracma?   A moeda representa a perda da verdade, dignidade, amor, oração, jejum, evangelismo e prazer espiritual e muitas outras coisas.
Como podemos então aplicar essa parábola? Creio que precisamos olhar dentro do contexto das três parábolas.
1. Tudo o que se perdeu era coisa semelhante. Não creio que as parábolas representem os perdidos que estão no mundo.                                                                                                • A ovelha se perdeu das outras ovelhas
• O filho abandonou seu pai e irmão
• A moeda foi perdida das outras moedas
2. O lugar de onde foi perdido ou desgarrado representa um lugar seguro. No caso das ovelhas é um aprisco construído no deserto e no caso do filho é a casa do pai. Em relação à moeda, ela foi perdida de sua proprietária. Se usarmos a parábola da ovelha e a do filho pródigo simbolizando a igreja (ou o céu), porque não também em relação à moeda?
3. Há muitos tipos de perdas representados aqui:
• Perde-se no caminho ou a caminho atraído por outras luzes coloridas que exercem grande atração sobre os cristãos;
• Perde-se por causa da insatisfação e da curiosidade em saber o que está do outro lado da porta;
• Perde-se em decorrência da falta de uso. Um talento que se perde porque não foi colocado para trabalhar e gerar mais benefícios.
4. Nosso tema é a perda da moeda.
• Perdeu-se dentro da própria igreja (lugar seguro)
• Perdeu-se por inércia, por morosidade
• Perdeu-se por causa de algum pecado
• Perdeu-se por falta de compreensão do seu valor e do que representa para a comunidade
• Perdeu-se por não compreender seu papel na missão de Deus
5. As igrejas estão repletas de pessoas perdidas (não no sentido de não salvas). São nossos irmãos e irmãs cujas vidas cristãs não foram desenvolvidas e cujos talentos foram enferrujados.
A grande lição da parábola, qual é?
1. Toda seja o mesmo de Cristo: buscar o perdido e se alegrar com seu retorno. Perda deveria produzir algum tipo de dor. A ausência e a desvalorização do outro devem causar em nós estranheza. O outro quando não está com os outros deveria ser notado.
2. O nosso olhar comunitário deve ser igual ao da mulher. Alguém não está aqui.
3. A nossa ação comunitária deve também ser a mesma. Fazer todos os esforços para encontrar o perdido. Segundo o Ap. Paulo quem busca os perdidos são os espirituais (Gl 6). Obs. Na igreja temos somente dois tipos de pessoas: os espirituais e os perdidos.
Não podemos duvidar da possibilidade do retorno do perdido. O comentário que originou as três parábolas foi este: “[Jesus] recebe pecadores e come com eles”.
Esta a missão de CRISTO e este é o gatilho que dispara os fogos de artifícios para dar inicio a festa. Nas três parábolas houve festa. Infelizmente para os publicanos evangélicos essas parábolas são boas novas para os perdidos. Elas avisam que a misericórdia de Deus ainda está valendo...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A MISERICÓRDIA DE DEUS...



                                                    A MISERICÓRDIA DE DEUS...

2º Samuel - 9 - :
Introdução:
A História da mãe que pediu misericórdia para seu filho a Napoleão.
• Lamentações 3:22-23 – “Graças ao grande amor do SENHOR é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!”
• Nossa mensagem de hoje fala de um personagem que é bastante desconhecido pela maioria das pessoas. Mas que tem muito a nos ensinar.

1 – O QUE VOCÊ MERECE?
• Você já parou para pensar no fato de Deus te recompensa-se pelos teus merecimentos? O que ele te daria?
• A história do taxista que achou que merecia o céu.
• Mefibosete não merecia nada. Na verdade, pela lei ele merecia era a morte. Mas Davi fez o que fez por amor a Jônatas.
• Davi foi movido pelo amor – assim como Deus em relação a você.
• Isaías reconheceu seu pecado e o pecado de seu povo (Isa. 6:5).

2 – O QUE VOCÊ VAI FAZER?
• Mefibosete estava preocupado que o que ele iria fazer, ele não podia fazer nada. Era um inválido.
• Talvez você esteja pensando assim: O que eu vou fazer?
• Moisés disse: “Não sei falar...”
• Jeremias disse: “Sou uma criança...”
• Gideão disse: “Sou o menor na casa de meu pai...”
• Isaías disse: “Sou pecador...”
• Josué teve medo...
• Jonas tentou fugir...
• E você? O que está fazendo?
Ilustração:
• A história do pregador no trem e da Bíblia jogada pela janela.

3 – COMENDO NA MESA DO REI.
• Não era qualquer um que podia comer na mesa do Rei (v. 17b).
• Davi passou a tratá-lo como se fosse seu filho.
• O que Deus fez conosco?
• “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. (Rom 8:15)
• “Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo. Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gal 4:3-5).
Ilustração:
• A história do avião (senhor branca com o negro).

CONCLUSÃO

O Mefibosete por ser você. Talvez você não tenha nenhum valor para as outras pessoas, ou você mesmo se considera uma pessoa sem valor. Mas Deus sabe o teu valor. Você custou o preço do sangue de Cristo...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A LOUCURA DE UM HOMEM...




A LOUCURA DE UM HOMEM...

Lucas - 12 - 13 : 21
Introdução
a) Profunda tristeza deve existir em cada um de nós, crentes em Jesus Cristo, pelo fato de almas serem lançadas no inferno sem terem se quebrantado, se arrependido de seus pecados e, reconhecido em Cristo Jesus, o único Caminho para o perdão e a vida eterna.
b) Nesta Parábola de Lucas 12.13-21 o nosso Senhor nos mostra como uma pessoa se torna louca pelo simples fato de ter confiado nos seus bens e não na graça poderosa do nosso Deus.
"PORQUE ERA LOUCO ESTE HOMEM?"


I - ESTE HOMEM ERA LOUCO PORQUE FOI UM INGRATO PARA COM DEUS.
"O campo de um homem rico produziu com abundância." (12.16)
a) Este homem, conforme nos mostra o Senhor Jesus, era uma pessoa muito abençoada.
a) Tornou-se rico pelo fato de ser uma pessoa trabalhadora e um excelente administrador.
b) Não adquiriu os seus bens de qualquer maneira, mas, do labor do dia a dia. Deus esteve com ele abençoando o seu solo fazendo-o produzir de maneira espetacular.
b) No entanto, como veremos em seguida, ele foi ingrato para com Deus não reconhecendo que é o Seu Espírito Santo quem renova a terra, conforme nos diz o Salmista. Que é Deus quem faz produzir a terra.


II - ESTE HOMEM ERA LOUCO PORQUE CONFIOU NOS SEUS BENS.
"Arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos e disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens." (12.17,18)
a) A abundância da colheita era tal que ele precisou de destruir os velhos celeiros e construir outros uma vez que os que tinha eram pequenos demais para o que colhera.
b) Vemos como a confiança desse homem está centralizada naquilo que os seus celeiros guardavam. A colheita seria a garantia futura. O seu "pé-de-meia", a sua aposentadoria, a sua poupança.


III - ESTE HOMEM ERA LOUCO PORQUE ESTAVA ENGANANDO A SUA ALMA. "Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te." (12.19)
Observe quatro características de alguém que engana a sua alma dando-lhe ordens que não podem satisfazer-lhe as necessidades espirituais:
a) "Alma: descansa." Este homem chegou às raias da loucura pensando que os bens materiais poderiam, descansar, dar repouso à sua alma. Notem que ele tinha tudo, mas não tinha descanso de alma.
b) "Alma: come." O seu materialismo era de tal maneira que ele pensava que poderia alimentar a alma com aquilo que o corpo necessitava diariamente.
c) "Alma: bebe." Pensava ainda que poderia dessedentar a sua alma. O Salmista mostra o quão errado estava este homem quando escreveu: "A minha alma tem sede do Deus vivo.
d) "Alma: regala-te" A única e verdadeira regalia que temos é a herança na eternidade, recebidas das mãos do nosso Salvador. Os bens não fazem bem! A alma não pode alimentar-se de milho! (Nem de trigo, arroz, feijão, etc.). O regozijo não pode entrar num coração atacado pelo remorso e toldado pelos protestos de uma consciência má. "


IV - ESTE HOMEM ERA LOUCO PORQUE NÃO SE PREPAROU PARA A VIDA ETERNA.
“ Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus."
Duas coisas inevitáveis estão à frente dessa pessoa louca:
a) Prestação de Contas. "Esta noite te pedirão a tua alma." - Ninguém sabe o dia e a hora da sua morte, só Deus. No entanto, no momento em que Deus chama não há poder e nem ciência que retenha o ser humano neste mundo. Aquele rico fazendeiro fora chamado naquela noite, conforme nos relata Jesus.
b) Perda de todos os bens materiais. Os bens não acompanharão o ser humanos além-túmulo. "Tudo o que eu tenho levo diariamente comigo", disse um filósofo. E poderemos parafrasear dizendo que só o que sou levarei comigo. Diante disso notamos que, "quando atravessarmos o rio, não poderá levar conosco nossas posses. Poderemos levar apenas nosso caráter - nossos bens passam para outras mãos."


Conclusão: Concluímos com as palavras do Senhor Jesus que nos alerta dizendo que: "a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" Nosso único bem, nossa única possessão, como disse o Salmista é o Senhor nosso Deus...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE