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domingo, 4 de dezembro de 2011

O JULGAMENTO DIANTE DE PILATOS...


O Julgamento Diante de Pilatos


POUCO depois das seis horas dessa manhã de sexta-feira, 7 de abril, do ano 30 d.C., Jesus foi levado perante Pilatos, então procurador romano do governo da Judéia, Samaria e Iduméia, sob a supervisão imediata do emissário da Síria. Amarrado, o Mestre foi levado à presença do governador romano pelos guardas do templo; e estava acompanhado de cerca de cinqüenta dos seus acusadores, incluindo o tribunal sinedrista (principalmente os saduceus), Judas Iscariotes, o sumo sacerdote, Caifás, e o apóstolo João. Anás não apareceu diante de Pilatos.
Pilatos estava de pé e pronto para receber esse grupo de visitantes madrugadores, pois havia sido informado, por aqueles que na noite anterior haviam assegurado o seu consentimento para empregar os soldados romanos na detenção do Filho do Homem, de que Jesus seria trazido perante ele bem cedo. Havia sido arranjado que esse julgamento tivesse lugar em frente ao pretório, uma construção feita em complemento à fortaleza de Antônia, onde Pilatos e a sua esposa possuíam o seu quartel-general, para quando permanecessem em Jerusalém.
Embora Pilatos tenha conduzido grande parte do interrogatório de Jesus, dentro das salas do pretório, o julgamento público foi realizado do lado de fora, nos degraus que levavam à entrada principal. Era uma concessão aos judeus, que se recusaram a entrar em qualquer edifício gentio onde o fermento pudesse ser usado nesse Dia da Preparação para a Páscoa. Essa conduta não apenas os tornava impuros para os cerimoniais, privando-os, portanto, de compartilhar da festa vespertina de ação de graças, como também faria com que fosse necessário que eles se sujeitassem às cerimônias de purificação depois do pôr-do-sol, antes de poderem participar da ceia de Páscoa.
Conquanto esses judeus não tivessem, de nenhum modo, tido a sua consciência perturbada ao fazerem intrigas para efetivar o assassinato judicial de Jesus, eles enchiam-se de escrúpulos no que dizia respeito a todas essas questões de limpeza cerimonial e de regularidade do cumprimento das tradições. E esses judeus não foram os únicos a deixar de reconhecer as obrigações elevadas e santas de natureza divina, ao darem uma atenção mais meticulosa a coisas de somenos importância para o bem-estar humano, tanto no tempo quanto na eternidade.

1. Pôncio Pilatos

Se Pôncio Pilatos não tivesse sido um governador razoavelmente bom das províncias menores, Tibério não o teria suportado como procurador da Judéia por dez anos. Embora fosse um administrador bastante bom, era moralmente covarde. Não era um homem de grandeza suficiente para compreender a natureza da sua tarefa como governador dos judeus. Ele nunca divisou o fato de que esses hebreus possuíam uma religião verdadeira, uma fé pela qual estavam dispostos a morrer; além de haverem milhões e milhões deles, espalhados aqui e ali por todo o império, que encaravam Jerusalém como o santuário da sua fé e tinham um respeito pelo sinédrio como sendo o mais alto tribunal na Terra.
Pilatos não gostava dos judeus, e esse ódio profundo cedo começou a manifestar- se. De todas as províncias romanas, não havia nenhuma mais difícil de governar do que a Judéia. Pilatos nunca compreendeu realmente os problemas que a administração dos judeus abrangia e, assim, muito cedo na sua experiência de governador, ele cometeu uma série de grandes erros quase fatais e praticamente suicidas. E foram tais erros que deram aos judeus um tal poder sobre ele. Quando eles queriam influenciar as suas decisões, tudo o que tinham a fazer era ameaçar com uma revolta, e Pilatos capitulava rapidamente. E essa aparente vacilação, ou falta de coragem moral do procurador, era devida principalmente à memória de um certo número de controvérsias que ele havia mantido com os judeus e porque em todos os casos, categoricamente, eles haviam levado a melhor. Os judeus sabiam que Pilatos sentia medo deles, que ele temia pela própria posição perante Tibério; e eles usaram a consciência disso como desvantagem, contra o governador, em inúmeras ocasiões.
O desagrado que os judeus mantinham para com Pilatos surgiu depois de muitos conflitos infelizes. Primeiro, ele não levou a sério o profundo preconceito deles contra todas as imagens, considerando-as símbolos de adoração idólatra. E, assim, permitiu que os soldados entrassem em Jerusalém sem remover as imagens de César das suas bandeiras, como havia sido a prática dos soldados romanos sob o comando do seu predecessor. Uma grande delegação de judeus aguardou por Pilatos durante cinco dias, implorando-lhe que tirasse essas imagens dos estandartes militares. Ele recusou-se completamente a aceder ao pedido deles e ameaçou-os com a morte imediata. Pilatos, sendo ele próprio um cético, não compreendia que homens com fortes sentimentos religiosos não hesitassem em morrer pelas próprias convicções religiosas; e, pois, ficou consternado quando esses judeus alinharam-se, desafiantes, diante do seu palácio, colocando as suas faces no chão, dizendo que estavam prontos para morrer. Pilatos, só então, compreendeu que havia feito uma ameaça que não estava disposto a cumprir. Ele recuou, ordenou que as imagens fossem removidas dos estandartes dos seus soldados em Jerusalém, e viu-se, daquele dia em diante, sujeito grandemente aos caprichos dos líderes judeus, que desse modo haviam descoberto a sua fraqueza ao fazer ameaças que temia cumprir.
Posteriormente Pilatos determinou reconquistar esse prestígio perdido e assim ele fez os escudos do imperador, tais como eram usados comumente para a adoração de César, serem colocados nas paredes do palácio de Herodes em Jerusalém. Quando os judeus protestaram, ele foi inflexível. Recusou-se a escutar os protestos, e eles, prontamente, apelaram para Roma, e o imperador também prontamente ordenou que os escudos ofensivos fossem removidos. E então Pilatos passou a ser tido com menos apreço ainda do que antes.
Uma outra coisa que o colocou em grande desprestígio, junto aos judeus, foi ele ter ousado retirar dinheiro do tesouro do templo para pagar a construção de um novo aqueduto que daria maior suprimento de água aos milhões de visitantes de Jerusalém na época das grandes festas religiosas. Os judeus sustentaram que apenas o sinédrio poderia desembolsar os fundos do templo, e nunca cessaram de censurar Pilatos por essa ordem abusiva. Nada menos do que vinte tumultos e muito derramamento de sangue resultaram dessa decisão. A última dessas revoltas sérias teve a ver com a matança de um grande grupo de galileus, quando estavam no seu culto no altar.
É significativo que, conquanto esse vacilante dirigente romano haja sacrificado Jesus por causa do seu medo dos judeus, para salvaguardar a sua posição pessoal, ele finalmente tenha sido deposto em conseqüência de um massacre desnecessário de samaritanos a propósito das pretensões de um falso Messias que liderou tropas até o monte Gerizim, onde pretendia predizer que os vasos do templo estivessem enterrados; e motins ferozes aconteceram quando ele não conseguiu revelar o local onde estava escondido o vasilhame sagrado, como havia prometido. Em conseqüência desse episódio, o embaixador da Síria mandou Pilatos de volta para Roma. Tibério morreu enquanto Pilatos estava a caminho de Roma, e não mais ele foi apontado como procurador da Judéia. Nunca de fato ele recuperou-se completamente da condenação ao pesar, por ter consentido na crucificação de Jesus. Não encontrando prestígio aos olhos do novo imperador, ele afastou-se, indo para a província de Lausane, onde posteriormente cometeu o suicídio.
Cláudia Prócula, esposa de Pilatos, havia ouvido falar de Jesus por meio de informações da sua camareira, que era uma crente fenícia do evangelho do Reino. Após a morte de Pilatos, Cláudia passou a identificar-se de modo proeminente com a difusão das boas-novas.
E tudo isso explica muito do que aconteceu nessa trágica sexta-feira pela manhã. É fácil compreender por que os judeus tiveram a presunção de dar ordens a Pilatos — fazendo-o levantar-se às seis horas para julgar Jesus — e também por que eles não hesitaram em ameaçar entregá-lo ao imperador, por traição, caso ele ousasse recusar-se a cumprir as exigências deles quanto à morte de Jesus.
Um governador romano condigno, que não se houvesse envolvido de modo desvantajoso com os dirigentes dos judeus, jamais teria permitido a esses fanáticos religiosos, sedentos de sangue, que causassem a morte de um homem que havia declarado, ele próprio, não haver cometido nenhuma falta e ser inocente de falsas acusações. Roma cometeu um erro grave, um erro de conseqüências profundas, nos assuntos da Terra, quando enviou a mediocridade de um Pilatos para governar a Palestina. Tibério teria feito melhor se tivesse enviado aos judeus o melhor administrador de províncias do império.

2. Jesus Apresenta-se diante de Pilatos

Quando Jesus e os seus acusadores haviam-se reunido na frente da sala de julgamento de Pilatos, o governador romano saiu e, dirigindo-se a todos ali reunidos, perguntou: “Que acusação trazeis contra este homem?” Os saduceus e os conselheiros, havendo tomado a si a tarefa de colocar Jesus fora do seu caminho, tinham decidido ir perante Pilatos e pedir a confirmação da sentença de morte pronunciada contra Jesus, evitando querer fazer acusações definidas. E por isso o porta-voz do tribunal sinedrista respondeu a Pilatos: “Se este homem não fosse um malfeitor, nós não o estaríamos entregando a ti”.
Quando Pilatos observou que eles estavam relutantes em afirmar as suas acusações contra Jesus, embora ele soubesse que haviam estado toda a noite deliberando quanto à sua culpa, ele respondeu-lhes: “Já que decidistes por não fazer nenhuma acusação definida, por que não levais este homem para julgá-lo de acordo com as vossas próprias leis?”
O escriturário do tribunal do sinédrio, então, disse a Pilatos: “Não é legal que nós coloquemos qualquer homem sob a pena de morte, e esse perturbador da nossa nação é digno de morrer pelas coisas que ele disse e fez. E por isso viemos diante de ti buscar a confirmação desse decreto”.
Comparecer perante o governador romano com essa tentativa de escapatória revelava, não apenas a malevolência e o mau humor dos sinedristas para com Jesus, mas também a sua falta de respeito pela eqüidade, a honra e a dignidade de Pilatos. Que afronta a desses cidadãos súditos, a de comparecer diante do seu governador provincial pedindo um decreto de execução contra um homem, antes de assegurar a ele um julgamento justo e sem apresentar sequer acusações criminais definidas contra ele!
Pilatos sabia alguma coisa do trabalho de Jesus entre os judeus, e conjecturava que as acusações possíveis contra ele tivessem a ver com violações das leis eclesiásticas dos judeus; e por isso ele tentou reenviar o caso de volta ao tribunal deles próprios. Novamente, Pilatos deleitou-se de fazer com que eles confessassem publicamente que eram impotentes para pronunciar e executar a sentença de morte, ainda que fosse a um da sua própria raça e a quem eles passaram a desprezar com ódio amargo e invejoso.
Há apenas algumas poucas horas, um pouco antes da meia-noite e após ele ter concedido a permissão de usarem os soldados romanos para efetuar a prisão secreta de Jesus, Pilatos havia ouvido, da sua mulher, Cláudia, mais coisas a respeito de Jesus e dos seus ensinamentos. Cláudia, então quase convertida ao judaísmo, tornou-se mais tarde uma crente convicta do evangelho de Jesus.
Pilatos gostaria de ter adiado essa audiência, mas percebeu que os líderes judeus se encontravam determinados a levar o caso até o fim. Ele sabia que essa manhã não apenas era a de preparação da Páscoa, mas que esse dia, sendo sexta-feira, era também o Dia da Preparação para o sábado judeu, dia de oração e de descanso.
Pilatos, sendo extremamente sensível ao modo desrespeitoso pelo qual esses judeus o haviam abordado, não estava inclinado a aceder às suas demandas para que Jesus fosse sentenciado à morte, sem um julgamento. Depois, portanto, de ter esperado uns momentos para que eles apresentassem as suas acusações contra o prisioneiro, voltou-se para eles e disse: “Eu não sentenciarei este homem à morte sem um julgamento; nem consentirei em interrogá-lo até terdes apresentado as vossas acusações contra ele, por escrito”.
Quando o sumo sacerdote e os outros ouviram Pilatos dizer isso, eles deram um sinal para o escrivão do tribunal, que por sua vez passou às mãos de Pilatos as acusações escritas contra Jesus. E essas acusações eram:
“O tribunal sinedrista considera este homem um malfeitor e um perturbador da nossa nação, sendo, pois, culpado de:
“1. Subverter a nossa nação e incitar nosso povo à rebelião.
“2. Proibir o povo de pagar o tributo a César.
“3. Chamar a si próprio de rei dos judeus e de pregar a fundação de um novo reino”.
Jesus não havia sido julgado de maneira regulamentar, nem fora legalmente considerado culpado por nenhuma dessas acusações. Ele nem pudera ouvir tais incriminações quando pela primeira vez foram feitas, mas Pilatos o havia trazido do pretório, onde estivera sob a custódia dos guardas, e insistia que essas acusações fossem repetidas diante de Jesus.
Ao ouvir essas acusações, Jesus bem sabia que não havia sido interrogado sobre tais questões perante o tribunal judaico. E tampouco João Zebedeu e os próprios acusadores nada sabiam de tudo isso. Mas Jesus não respondeu a essas denúncias falsas. Mesmo quando Pilatos ordenou que ele respondesse aos seus acusadores, ele não abriu a boca. Pilatos estava tão atônito com a injustiça de todo o procedimento, e tão impressionado com o comportamento silencioso e magistral de Jesus, que decidiu levar o prisioneiro para dentro da sala e interrogá-lo em privacidade.
Pilatos estava com a mente confundida, no seu coração estava receoso dos judeus e poderosamente incitado, no seu espírito, com o espetáculo da presença de Jesus ali, majestosamente de pé, perante os seus acusadores sedentos de sangue e contemplando-os de cima, não com desprezo silencioso, mas com uma expressão de piedade genuína e de afeição pesarosa.

3. O Interrogatório Privado Feito por Pilatos

Pilatos levou Jesus e João Zebedeu até uma sala privada, deixando os guardas do lado de fora, na ante-sala; e, uma vez ali, pediu ao prisioneiro para sentar-se e, sentando-se ao seu lado, fez várias perguntas. Começou a sua conversa com Jesus, assegurando-lhe que não acreditava na primeira acusação contra ele: a de ser um pervertedor da nação e um incitador de rebeliões. Então Pilatos perguntou: “Tu ensinaste, alguma vez, que se deveria recusar a pagar os tributos a César?” Jesus, apontando João, disse: “Pergunta a ele ou a qualquer homem que tenha ouvido aos meus ensinamentos”. Então, Pilatos perguntou a João sobre essa questão do tributo; e João testificou a respeito do ensinamento do seu Mestre e explicou que Jesus e os seus apóstolos pagavam os impostos tanto a César quanto ao templo. Pilatos, após fazer a João aquela pergunta, disse: “Trata de não contar a nenhum homem que eu te dirigi a palavra”. E João nunca revelou nada sobre essa questão.
Pilatos, então, voltou-se para fazer a Jesus outras perguntas: “E agora sobre a terceira acusação contra ti: de que és o rei dos judeus?” Já que havia um tom, na voz de Pilatos, de que essa fosse uma pergunta possivelmente sincera, Jesus sorriu para o procurador e disse: “Pilatos, perguntas isso por ti mesmo, ou trazes essa pergunta dos outros, dos meus acusadores?” Depois disso, em um tom meio indignado, o governador respondeu: “Acaso sou judeu? O teu próprio povo e os sacerdotes principais entregaram-te e me pediram para sentenciar-te à morte. Eu questiono a validade das acusações deles; e estou apenas tentando saber por mim mesmo o que fizeste. Dize-me, tu afirmaste que és o rei dos judeus e tentaste fundar um novo reino?”
Nisso disse Jesus a Pilatos: “Não percebes que o meu Reino não é deste mundo? Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus discípulos certamente lutariam para que eu não fosse entregue nas mãos dos judeus. A minha presença aqui diante de ti, de mãos atadas, é suficiente para mostrar a todos os homens que o meu Reino é um domínio espiritual, como a fraternidade dos homens que se tornaram filhos de Deus, pela fé e pelo amor. E essa salvação é para os gentios, tanto quanto para os judeus”.
“Então, afinal, és um rei?” Perguntou Pilatos. E Jesus respondeu: “Sim, eu sou tal rei, e o meu Reino é a família, pela fé, dos filhos do meu Pai que está no céu. Com esse propósito eu nasci neste mundo, para que pudesse mostrar o Pai a todos os homens e dar o testemunho da verdade de Deus. E, ainda agora, eu declaro a ti que todo aquele que ama a verdade ouve a minha voz”.
Nesse momento Pilatos, como que meio ridicularizando e meio com sinceridade, disse: “Verdade? O que é a verdade — quem sabe?”
Pilatos não foi capaz de penetrar nas palavras de Jesus, nem foi capaz de compreender a natureza do seu Reino espiritual, mas agora ele estava certo de que o prisioneiro nada tinha feito para ser merecedor da sentença de morte. Um olhar sobre Jesus, face a face, era suficiente para convencer, até mesmo a um Pilatos, de que aquele homem brando e cansado, entretanto majestoso e justo, não era nenhum revolucionário indômito e perigoso, aspirando estabelecer-se no trono temporal de Israel. Pilatos pensou haver compreendido alguma coisa daquilo que Jesus quis dizer quando chamou a si próprio de rei, pois estava familiarizado com os ensinamentos dos estóicos, os quais afirmavam que “o homem sábio é um rei”. Pilatos estava profundamente convencido de que, em vez de ser um perigoso instigador de sedições, Jesus era, nada mais e nada aquém de um visionário inofensivo, um inocente fanático.
Após interrogar o Mestre, Pilatos voltou até os sacerdotes principais e acusadores de Jesus e disse: “Já interroguei este homem, e não encontro nenhum erro nele. Não o julgo culpado das acusações que fizestes contra ele; penso que deveria ser liberado”. E quando os judeus ouviram isso, eles encolerizaram-se enormemente, tanto que gritaram ferozmente que Jesus deveria morrer; e um dos sinedristas, em afronta, subiu ao lado de Pilatos, para dizer: “Este homem incita o povo; começou pela Galiléia e continuará por toda a Judéia. Ele é um promotor de desordens e um malfeitor. Tu lamentarás muito se deixares este homem perverso sair livre”.
Pilatos viu-se em apuros, sem saber o que fazer com Jesus; por isso, quando os ouviu dizendo que ele começara a sua obra na Galiléia, pensou, para evitar a responsabilidade de decidir sobre o caso, ou ao menos para ganhar tempo e pensar, em enviar Jesus para comparecer perante Herodes, que então se encontrava na cidade para a Páscoa. Pilatos também pensou que esse gesto poderia ajudar, como um antídoto para o rancor que existia há algum tempo entre ele próprio e Herodes, devido aos numerosos mal-entendidos sobre questões de jurisdição.
Pilatos chamou os guardas e disse: “Este homem é galileu. Levai-o imediatamente a Herodes e, depois que ele o houver interrogado, informai-me sobre as suas conclusões”. E eles levaram Jesus a Herodes.

4. Jesus diante de Herodes

Permanecendo em Jerusalém, Herodes Antipas ocupava o velho palácio Macabeu de Herodes, o Grande; e, para essa casa do antigo rei, Jesus estava agora sendo levado pelos guardas do templo. Ele foi seguido pelos seus acusadores e por uma multidão que crescia. Herodes há muito havia ouvido falar de Jesus, e estava bastante curioso a respeito dele. Quando o Filho do Homem foi posto diante dele, nessa sexta-feira pela manhã, o perverso idumeu não se lembrou, sequer por um instante, do jovem de anos anteriores que comparecera perante ele, em Séforis, pleiteando uma decisão justa a respeito do dinheiro devido ao seu pai, acidentalmente morto durante o trabalho em um dos prédios públicos. Ao que sabia, Herodes nunca havia visto Jesus, embora tivesse estado muito preocupado, por causa dele, quando a sua obra esteve centrada na Galiléia. Agora que se encontrava sob a custódia de Pilatos e dos judeianos, Herodes estava desejoso de vê-lo, sentindo-se seguro contra qualquer problema com ele, no futuro. Herodes tinha ouvido muita coisa sobre os milagres operados por Jesus, e realmente esperava vê-lo fazer alguma coisa prodigiosa.
Quando trouxeram Jesus diante de Herodes, o tetrarca ficou assombrado com a sua aparência imponente e com a serenidade do seu semblante. Durante uns quinze minutos Herodes fez perguntas a Jesus, mas o Mestre não respondeu. Herodes escarneceu dele, desafiando-o a fazer um milagre, mas Jesus nada responderia às suas muitas inquirições, nem reagiria aos seus sarcasmos.
Então, Herodes voltou-se para os sacerdotes principais e para os saduceus e, escutando as acusações deles, ouviu a tudo o que Pilatos havia escutado e mais, a respeito das supostas maldades feitas pelo Filho do Homem. Finalmente, estando convencido de que Jesus não iria falar com ele, nem operar nenhum prodígio, Herodes, após tentar ridicularizá-lo por um certo tempo, colocou sobre ele um antigo manto real de cor púrpura e enviou-o de volta a Pilatos. Herodes sabia que a jurisdição, sobre Jesus na Judéia, não era dele. Embora estivesse contente de crer que, finalmente, se veria livre de Jesus na Galiléia, estava grato pelo fato de que seria Pilatos quem teria a responsabilidade de enviá-lo à morte. Herodes nunca se tinha recuperado completamente do medo que o amaldiçoava, em conseqüência de haver matado João Batista. Algumas vezes, Herodes havia até mesmo temido que Jesus pudesse ser João ressuscitado dos mortos. Agora, ele sentia-se aliviado desse medo, pois pôde observar que Jesus era um tipo de pessoa bem diferente do profeta feroz e franco que ousou denunciar e expor a sua vida privada.

5. Jesus de Volta diante de Pilatos

Quando os guardas trouxeram Jesus de volta a ele, Pilatos saiu para os degraus da frente do pretório, onde o seu assento de julgamento havia sido colocado e, reunindo os sacerdotes principais e sinedristas, disse-lhes: “Vós trouxestes este homem a mim sob acusações de que ele subverte o povo, proíbe o pagamento de impostos, e pretende ser o rei dos judeus. Eu interroguei-o e não o considerei culpado dessas acusações. De fato, não vejo transgressões nele. Depois, eu o enviei a Herodes, e o tetrarca deve haver chegado à mesma conclusão, pois o enviou de volta para nós. Certamente, nada merecedor da sentença de morte foi cometido por este homem. Se ainda pensais que ele necessita ser castigado, estou disposto a puni-lo antes de libertá-lo”.
No exato momento em que os judeus estavam prontos para começar a gritar em protesto contra a libertação de Jesus, uma vasta multidão veio aproximando- se do pretório com o propósito de pedir a Pilatos a libertação de um prisioneiro, em honra da comemoração da Páscoa. Durante algum tempo fora costume do governador romano permitir aos populares escolher algum homem prisioneiro ou condenado para receber o perdão na ocasião da Páscoa. E agora que essa multidão tinha vindo diante dele para pedir-lhe a libertação de um prisioneiro, e já que Jesus havia estado tão recentemente nas boas graças das multidões, ocorreu a Pilatos que certamente poderia livrar-se da sua difícil situação, com Jesus, agora como prisioneiro diante do seu assento de julgamento, propondo a essa multidão libertar para eles este homem da Galiléia, em sinal de boa vontade Pascal.
Enquanto a multidão lançava-se para subir a escada do edifício, Pilatos ouvia-a chamando o nome de um tal de Barrabás. Notório agitador político, ladrão e assassino, Barrabás era filho de um sacerdote e, recentemente, havia sido preso em flagrante no ato de roubo e assassinato na estrada de Jericó. Esse homem estaria sob a sentença de morte, tão logo terminassem as festividades da Páscoa.
Pilatos levantou-se e explicou à multidão que Jesus havia sido trazido a ele pelos sacerdotes principais, que procuravam condena-lo à morte sob algumas acusações; mas que ele não achava que o homem merecia morrer. Disse Pilatos: “E, portanto, a quem preferiríeis que eu liberte para vós, esse Barrabás, o assassino, ou esse Jesus da Galiléia?” Depois de Pilatos haver dito isso, os sacerdotes principais e os conselheiros sinedristas, todos gritaram com o máximo das suas vozes: “Barrabás, Barrabás!” E, quando o povo viu que os sacerdotes principais estavam decididos a conseguir levar Jesus à morte, rapidamente uniu-se ao pedido da execução dele e todos gritaram bem alto pela libertação de Barrabás.
Há poucos dias, essa mesma multidão havia contemplado Jesus com um respeito temeroso; no entanto a multidão não via com respeito a alguém que, tendo alegado ser o Filho de Deus, se encontrava agora sob a custódia dos sacerdotes e dirigentes principais e, perante Pilatos, sendo julgado com risco de perder a vida. Jesus podia ser um herói aos olhos do povo quando estivera expulsando os cambistas e os comerciantes do templo, mas não ao ser um prisioneiro que não resistia nas mãos dos seus inimigos e em um julgamento sob sentença de morte.
Pilatos ficou indignado ao ver os sacerdotes principais clamando perdão para um assassino notório e ao mesmo tempo gritando para conseguir o sangue de Jesus. Ele viu a malícia e o ódio, percebendo o preconceito e a inveja deles. E por isso disse-lhes: “Como pudestes escolher a vida de um assassino em lugar da vida deste homem cujo pior crime é chamar-se a si próprio, em sentido simbólico, de rei dos judeus?” Essa afirmação de Pilatos, porém, não foi muito sábia. Os judeus eram um povo orgulhoso, por ora sujeito ao jugo político romano, mas esperando pela vinda de um Messias que os libertasse da escravidão gentia, por meio de uma grande demonstração de poder e de glória. Eles ressentiram-se, mais do que Pilatos poderia avaliar, com a insinuação de que este instrutor de maneiras suaves e de estranhas doutrinas, ora sob prisão e acusado de crimes dignos de pena de morte, fosse mencionado como “o rei dos judeus”. Consideravam essa observação como um insulto a tudo o que possuíam como sagrado e honrado na sua existência nacional, e, por isso, todos eles soltaram forte o grito pela libertação de Barrabás e pela morte de Jesus.
Pilatos sabia que Jesus era inocente das acusações apresentadas contra ele e, houvesse ele sido um juiz justo e corajoso, o teria absolvido e libertado. Mas ele estava com medo de desafiar esses judeus furiosos. Enquanto hesitava em cumprir o seu dever, um mensageiro chegou e apresentou a ele uma mensagem selada da sua esposa, Cláudia.
Aos que estavam reunidos diante dele, Pilatos indicou que gostaria de ler uma comunicação, recebida naquele momento, antes de continuar com a questão que tinha diante de si. Ao abrir a carta da sua esposa, Pilatos leu: “Oro para que nada tenhas a ver com este homem inocente e justo a quem eles chamam de Jesus. Eu sofri muito essa noite, em sonho, por causa dele”. Essa nota de Cláudia não apenas perturbou bastante a Pilatos, que por causa disso retardou o julgamento dessa questão, mas, infelizmente, também proporcionou um tempo considerável aos dirigentes judeus para que circulassem livremente pela multidão, incitando o povo a pedir a libertação de Barrabás e clamar pela crucificação de Jesus.
Finalmente, Pilatos voltou a tratar da solução do problema que tinha pela frente, indagando à assembléia mista de dirigentes judeus e à multidão em busca do perdão: “O que devo fazer com aquele que é chamado de rei dos judeus?” E todos gritaram em um só acorde: “Crucifica-o! Crucifica-o!” A unanimidade desse pedido feito por uma multidão com gente de todo tipo espantou o alarmado Pilatos, um juiz injusto e assaltado pelo medo.
Então, uma vez mais Pilatos disse: “Por que crucificaríeis este homem? Que mal ele fez? Quem virá até aqui para testemunhar contra ele?” Mas quando ouviram Pilatos falar em defesa de Jesus, apenas gritaram ainda mais e mais alto: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Então, Pilatos apelou ainda uma outra vez, perguntando sobre a libertação de um prisioneiro na Páscoa, dizendo: “Uma vez, eu ainda vos pergunto, qual desses prisioneiros devo libertar para vós, nesta época da vossa Páscoa?” E de novo a multidão berrou: “Dá-nos Barrabás!”
Então Pilatos disse: “Se eu libertar Barrabás, o assassino, o que farei com Jesus?” E, uma vez mais, a multidão esgoelou em uníssono: “Crucifica-o! Crucificao!”
Pilatos estava aterrorizado com a insistência do clamor da multidão, agindo sob a liderança direta dos sacerdotes principais e dos conselheiros do sinédrio; e decidiu, contudo, uma vez mais, ao menos, tentar apaziguar a multidão e salvar Jesus.

6. O Último Apelo de Pilatos

Apenas os inimigos de Jesus participavam de tudo o que acontecia, nessa manhã de sexta-feira, diante de Pilatos. Os seus amigos, muitos, ainda não sabiam da sua prisão noturna e do julgamento bem cedo pela manhã, ou estavam escondidos para não serem também presos e julgados merecedores da morte por acreditarem nos ensinamentos de Jesus. Na multidão, que agora clamava pela morte do Mestre, estavam apenas os seus inimigos jurados e o povo que não pensa e se deixa levar facilmente.
Pilatos faria ainda um último apelo à piedade de todos. Estando temeroso de desafiar o clamor dessa multidão desguiada que gritava pelo sangue de Jesus, ele ordenou aos guardas judeus e aos soldados romanos que levassem Jesus e que o açoitassem. Esse foi, em si mesmo, um procedimento injusto e ilegal, pois a lei romana estipulava que apenas os condenados à morte por crucificação ficassem sujeitos a tal flagelo. Os guardas levaram Jesus ao pátio aberto do pretório para esse suplício. Ainda que os seus inimigos não houvessem testemunhado esse açoitamento, Pilatos o fez e, antes que houvessem terminado com esse abuso perverso, mandou aos açoitadores que parassem e indicou que Jesus deveria ser trazido a ele. Depois de atarem Jesus ao poste de flagelo e antes de golpearem-no com os seus chicotes cheios de nódulos, os açoitadores de novo colocaram nele o manto purpúreo e trançaram uma coroa de espinhos para colocá-la sobre a sua fronte. E, depois de pôr na sua mão um talo de cana, simulando um cetro, eles ajoelharam- se diante dele e zombaram, dizendo: “Salve, rei dos judeus!” E cuspiram nele e bateram-lhe no rosto com as próprias mãos. E um deles, antes de voltarem com ele a Pilatos, tomou da mão de Jesus o talo e com ele bateu-lhe na cabeça.
Então Pilatos conduziu para o lado de fora este prisioneiro sangrando e dilacerado e, apresentando-o perante a multidão variegada, disse: “Eis o homem! De novo eu declaro a vós que não vejo nenhum crime nele e, tendo açoitado-o, eu gostaria de libertá-lo”.
E ali estava Jesus de Nazaré, vestido em um velho manto real purpúreo, com uma coroa de espinhos que feria a sua bondosa fronte. O seu rosto estava manchado de sangue e o seu corpo encontrava-se curvado pelo sofrimento e a tristeza. Mas nada pode comover os corações insensíveis daqueles que são vítimas de um ódio emocional intenso e que são escravos do preconceito religioso. A visão dessa cena causou um forte estremecimento nos reinos de um vasto universo, mas não tocou os corações daqueles que tinham as mentes fixas na destruição de Jesus.
Quando se recuperaram do primeiro choque de ver o estado do Mestre, apenas gritaram ainda mais alto e mais prolongadamente: “Crucifica-o! Crucifica-o! Crucifica-o!”
E agora Pilatos compreendeu que era inútil apelar para os supostos sentimentos de piedade deles. E, dando um passo adiante, disse: “Percebo que vós estais mesmo decididos que este homem deva morrer, mas o que foi que ele fez para merecer a morte? Quem irá declarar o seu crime?”
Então o próprio sumo sacerdote deu um passo adiante e, subindo até Pilatos, declarou irado: “Temos uma lei sagrada, e por essa lei este homem deve morrer, porque ele se fez passar pelo Filho de Deus”. Quando Pilatos ouviu isso, ficou ainda mais amedrontado, não apenas com os judeus, mas, relembrando-se do bilhete da sua esposa e da mitologia grega, sobre os deuses descendo à Terra, ele temia agora com o pensamento de que Jesus talvez pudesse ser um personagem divino. Acenou para a multidão acalmar-se, enquanto tomava Jesus pelo braço e de novo conduzia-o para dentro do edifício a fim de interrogá-lo outra vez. Pilatos agora estava confundido pelo medo, desnorteado pela superstição e fustigado pela atitude obstinada do povaréu.

7. A Última Entrevista com Pilatos

Quando, tremendo de emoção atemorizada, assentou-se ao lado de Jesus, Pilatos inquiriu: “De onde vens? Realmente, quem és tu? O que é isso que estão dizendo, que tu és o Filho de Deus?”
Mas Jesus dificilmente podia responder a tais perguntas, pois elas eram feitas por um juiz hesitante, fraco, com medo dos homens e que era injusto a ponto de sujeitá-lo ao açoite, mesmo depois de declarar que ele era inocente de qualquer crime, e antes mesmo de que tivesse sido ele devidamente sentenciado à morte. Jesus olhou para Pilatos bem de frente, mas nada lhe respondeu. Então Pilatos disse: “Tu te recusas a falar comigo? Não consegues perceber que eu ainda tenho o poder de libertar-te ou de crucificar-te?” Então Jesus disse: “Tu não poderias ter nenhum poder sobre mim se isso não fosse permitido de cima. Nenhuma autoridade tu poderias exercer sobre o Filho do Homem, a menos que o Pai no céu o permitisse. Mas não tens tanta culpa, já que ignoras o evangelho. Aquele que me traiu e aquele que me entregou a ti, eles sim cometeram o maior pecado”.
Essa última conversa com Jesus amedrontou profundamente a Pilatos. Esse covarde moral e esse juiz débil agora lidava com o duplo fardo do medo supersticioso de Jesus e do temor mortal dos líderes judeus.
De novo Pilatos apareceu diante da multidão, dizendo: “Estou certo de que esse homem é apenas um transgressor religioso. Devíeis levá-lo e julgá-lo segundo a vossa lei. Por que devíeis esperar que eu consentisse na sua morte por ter ele entrado em choque com as vossas tradições?”
Pilatos estava como que pronto para libertar Jesus quando Caifás, o sumo sacerdote, aproximou-se do covarde juiz romano e, agitando um dedo vingativo no rosto de Pilatos, disse, com palavras iradas, as quais toda a multidão pôde ouvir: “Se libertares esse homem, não és amigo de César; e eu farei com que o imperador saiba de tudo”. Essa ameaça pública era demais para Pilatos. O medo pela sua situação pessoal agora eclipsava quaisquer outras considerações, e o covarde governador ordenou que Jesus fosse trazido diante do assento de julgamento. E enquanto o Mestre permanecia lá diante deles, Pilatos apontou para ele e disse em escárnio, “Aqui está o vosso rei”. E os judeus responderam: “Fora com ele. Crucifica-o!” E então, com muita ironia e sarcasmo, Pilatos disse: “Devo crucificar o vosso rei?” E os judeus responderam: “Sim, crucifica-o! Não temos outro rei além de César”. E foi então que Pilatos compreendeu que não havia esperança de salvar Jesus, já que ele não queria desafiar os judeus.

8. A Trágica Capitulação de Pilatos

Ali estava o Filho de Deus encarnado como o Filho do Homem. Ele fora preso sem acusação de culpa; acusado sem evidências; julgado sem testemunhas; punido sem um veredicto, e, agora, estava para ser, em breve, condenado a morrer por um juiz injusto que confessava não haver encontrado nenhum erro nele. Se Pilatos pensara em apelar para o patriotismo deles referindo-se a Jesus como o “rei dos judeus”, equivocara-se redondamente. Os judeus não estavam esperando por nenhum rei como esse. A declaração dos sacerdotes principais e dos saduceus: “Não temos nenhum rei a não ser César”, foi um choque até para o povo irrefletido; mas agora, ainda que a multidão ousasse abraçar a causa do Mestre, era tarde demais para salvar Jesus.
Pilatos temia um tumulto ou um motim. Ele não ousaria arriscar-se a ter uma tal perturbação durante a época da Páscoa em Jerusalém. Recentemente havia recebido uma reprimenda de César, e não se arriscaria a receber outra. A multidão aplaudiu quando ele ordenou a libertação de Barrabás. Então, ele ordenou que lhe trouxessem uma bacia e um pouco de água para que, ali mesmo, perante a multidão, ele lavasse as próprias mãos, dizendo: “Sou inocente do sangue deste homem. Estais decididos que ele deve morrer, mas eu não encontrei nenhuma culpa nele. E, pois, cuidai vós disso. Os soldados o levarão”. E então a multidão aplaudiu e replicou: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos”...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 3 de dezembro de 2011

CONHEÇA UM POUCO DE CADA APOSTOLOS DE JESUS CRISTO...


OS APÓSTOLOS

No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influenciar a igreja muito depois de haverem morrido.
Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade.  "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo"  (Lc 6.12-13).
A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Carfanaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno"  (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus.
Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjeturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.

Os doze apóstolos foram:

1) André;
2) Bartolomeu (Natanael);
3) Tiago (Filho de Alfeu);
4) Tiago (Filho de Zebedeu);
5) João;
6) Judas (não o iscariotes);
7) Judas Iscariotes;
8) Mateus;
9) Filipe;
10) Simão Pedro;
11) Simão Zelote;
12) Tomé;
13) Matias (Substituindo a Judas)


                                  Resumo sobre a vida dos Apóstolos:


1) André 
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o ES descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André   (Jo 1.38-40).  André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.

2) Bartolomeu (Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.
Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.

3) Tiago - Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14).  Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos  prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem   (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído.  (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48).  Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.

4) Tiago - Filho de Zebedeu 
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes"  (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor  crescia e se multiplicava" (At 12.24).
As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.

5) João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus   (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido  do sumo sacerdote".  Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.
Diz a tradição que ele cuidou da mãe  de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento

6) Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).
Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia.  Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

7) Judas Iscariotes 

Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros            (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão."
Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer,  faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo 13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)

8) Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai,  que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O  Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.
O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).
Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.
Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.
Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC.  Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança. 

9) Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para  receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia.  Nada de concreto portanto.

10) Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.
Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia        (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42)
Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: "...eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo..."
Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o  líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).
O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.
Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja  e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.
A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.

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11) Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o  Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah,  que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).
Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

12) Tomé
O Evangelho  de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo    (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.
Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.
Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".

13) Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.
O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

Cinco característica na vida de Ana, que precisamos colocar em prática diariamente...


Cinco característica na vida de Ana, que precisamos colocar em prática diariamente...

BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

Texto (ISm 1:1-28)
Introdução
Na mensagem de hoje, quero falar de uma mulher chamada Ana. Seu nome significa: Graça e compaixão. Ana viveu no período dos juizes. Está mulher, ela foi privada da alegria e da felicidade de ser mãe. Para ela, Deus havia vedado o privilégio e o direito de gerar filhos. Mas Ana, mesmo passando por momentos extremamente difícil, ela se mostrou, forte, corajosa, ela demostrou ser uma mulher guerreira, Uma mulher de uma fé fantástica uma fé extraordinária.
Veremos algumas característica na vida dessa mulher, que precisamos colocar em prática diariamente, se quisermos ter uma vida de vitória.
Quais são estas característica?
Primeira - característica
ENFRENTA O QUE FOR, MAS NUNCA SE ENTREGA DIANTE DOS PROBLEMAS DA VIDA.
(Pv. 24:10) “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”. Isto é uma realidade, se o inimigo perceber que você está com medo, ele fará de tudo para destruir com a sua vida, você não deve deixar transparecer quando está passando por momentos ruins em sua vida, mas você deve fazer como o apóstola Paulo nos ensinou: “Quando eu peso que estou fraco, ai é que estou forte”. Se o inimigo, ele perceber esta brecha, ele vai aproveitar esta oportunidade para te colocar mais para baixo do que você já está. Então, feche esta brecha e não de gosto e nem motivos, para o inimigo não usar isto contra você. Ana, ela era uma mulher com problemas, mais ele não se entregou diante dos problemas. E quais eram os problemas de Ana? - Primeiro: Ela era insultada e humilhada por sua rival Penina “A sua rival a provocava excessivamente para a irritar”. (vs. 6a) Segundo: Ela não podia ter filhos “Porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre”. (vs. 6b) Terceiro: Ela era atribulada de espírito ” Porém Ana respondeu: Não senhor meu, eu sou mulher atribulada de espírito”. (vs. 15a) Quarto: Ela era cheia de ansiedade e vivia aflita “Porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora”. (vs. 16b) Ana era uma mulher cheia de problemas como vocês mesmo puderam ver. Mais ela não se entregou, ela lutou e não desistiu do seu sonho. Você que está passando por situações difíceis, por momentos ruins, você olha em sua volta e não sabe o quer fazer, quem sabe você está desorientado. Eu quero te dizer, que existe um Deus, existe alguém que se preocupa com você, que se preocupa com o seus problemas, com as sua dor, alguém que quer te ajudar, basta você dar um passo para ele, e entregar a sua vida, os seus problemas, as suas dificuldades e deixar que ele, o Senhor Jesus dirija os sus passos, pois só Deus pode te ajudar. Deixa de ser ansioso, não se preocupe com o dia de amanha, você tem um Deus que está cuidando de você, portanto, levanta a sua cabeça fique firme o Senhor é a tua força. Este problema pode estar te consumindo, pode estar acabando com você aos poucos, mais faça como Ana, ela não se entregou. Ela lutou e com isto e venceu. Esta é a primeira lição que podemos extrair da vida de Ana. Não se entregue diante dos problemas da vida, creia no Deus que você serve, Ele é poderoso para te socorrer no dia da tua angústia. Por isso eu te digo: Não temas
Segunda – Característica
A HUMILDADE E O QUEBRANTAMENTO DE CORAÇÃO, FAZ TODA A DIFERENÇA NA VIDA DE UM SERVO FIEL
(Sl. 51:17) “Um coração quebrantado e contrito não desprezarás ó Deus”. Não é fácil, nos dia de hoje, aguentar o que Ana aguentou, foram tantas humilhações, tontas afrontas. Penina, ela provocava, zombava e a irritava, mais isto não foi apenas um dia, mais foram vários anos, e os anos foram se passando e Penina, era uma pedra de tropeço na vida de Ana. As provocações foram tantas, que Ana chegou no seu limite, mais mesmo assim, ela não revidou as provocações de Penina. Mais Ana teve uma atitude louvável que muito agradou a Deus. Ana, ela rascou o seu coração diante de Deus, ouve um quebrantamento profundo de coração, e quando uma pessoa se humilha diante de Deus e não aceita as provocações, não revida as afrontas, mais ao contrário, e ela busca em Deus a solução e vai chorar aos pés do Senhor, Deus se alegra desta postura, deste gesto de humilhação e ouvirá e responderá a todos quantos chegarei a sua presença com seu coração contrito e humilde. No versículo dez do capítulo primeiro de Samuel, Ana Chorou. “Levantou-se Ana e, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente“. Esta atitude de Ana de chora, nos revela algo muito extraordinário: As lágrimas nos faz lembrar do nosso quebrantamento diante de Deus, e isto é muito importante para Deus, porque, para uma coração quebrantado e contrito Deus não desprezarás. Não sei que atitudes você tem tomado diante das perseguições, das afrontas, das humilhações, ou das zombaria, mais não aceite as provocações, quando eu digo para você não aceitar, não estou dizendo que você deve revidar, o que eu quero te dizer é que em vez de você revidar, você deve procurar solução aonde você sabe que vai encontrar, e a solução para os seus problemas, você somente encontrará no Senhor e salvador Jesus Cristo. Ana foi vitoriosa, porque buscou em Deus a solução para o seu problema. Creia a vitória virá.
Terceira – característica
AQUELE QUE TEM PROPÓSITO, ATINGE OS SEUS OBJETIVOS
Ana foi uma mulher de propósito. Mais o que é ter propósito? “Ter propósito é Ter idéias e intenção de querer fazer alguma coisa”. Ana, ela teve uma idéia, uma atitude louvável a sua intenção foi querer fazer alguma coisa para mudar a sua situação. Deus te pergunta: O que você está fazendo para mudar a sua situação? Qual é o seu propósito diante de Deus? Ana foi uma mulher de propósitos, e por isso Deus lhe abençoou. Veremos quais foram os propósito de Ana diante do Senhor. Primeiro: Ela pediu um filho para Deus e prometeu oferecer ao Senhor o seu filho.(V.11) “E fez um voto: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a afliçãoda tua serva, e de mim te lembrares, e da tua seva não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”. Ana, ela teve uma atitude que dificilmente alguém teria nos dias de hoje. Ela não podia gerar, ou seja, não podia ter filhos porque ela era estéril. Nas suas orações ela fala ao Senhor, se Deus se lembrar das suas necessidades e desse uma filho varão para ela, por todos os dias da sua vida ela o consagraria para o Senhor. Neste voto, ela teve a idéia e a intenção de fazer alguma coisa, e ela fez, colocou em seu coração este propósito e todas as vezes que eles subiam para adorar ao Senhor. Ela apresentava este propósito diante de Deus. Segundo: Depois que Deus lhe concedeu a vitória, ela cumpriu com o seu voto (vs. 28) “Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor; por todos os dias que viver; pois do Senhor o pedi. E eles adoraram ali ao Senhor”. Qual difícil foi para Ana, Ela foi humilhada, zombaram dela, ela foi afrontada, tudo porque ela não podia ter filhos, sempre as pessoas jogavam isto em sua cara, virava e mexia, lá estava Penina a dizer: “Você não pode gerar filhos”. Os anos foram se passando e nada mudava e sempre Penina voltava a lhe dizer: “Você não pode gerar filhos”. Mais veja o propósito desta mulher. Agora que Deus havia lhe dado o direito de ser mãe, o direito de poder amamentar, o direito de poder sentir o seu filho nos seus braços, dar carinho, dar amor, cuidar do seu filho, tê-lo por perto, vê-lo crescer ao seu lado, dentro da sua casa . Agora chegou a hora de cumprir com o voto. E nos diz a palavra de Deus, que depois que passou o tempo dela amamentar a criança, ela foi cumprir com o seu voto e levou o menino para oferecer ao Senhor. Ana ficou com o seu filho por três anos, e agora teve que separa-lo do seu carinho fraternal, do seu carinho diário, como foi difícil para Ana, mais ela era uma mulher de propósito. Aqui nos vemos claramente que o cristão tem que ter uma vida de propósito,de atitudes, tanto no meio da sociedade, na igreja e principalmente diante de Deus. Deus nos quer com propósito, principalmente como verdadeiros cristãos. Quais são os seus objetivos os seus desejos o seus alvos? Qual é o teu propósito diante de Deus? Quem insiste com Deus, chegará no destino final.
Quarta – característica
A VISÃO ESPIRITUAL É ESENCIAL, PARA VER O MILAGRE ACONTECER
Ana, ela teve visão, ela lutou com todas as suas forças e insistiu com Deus, não desistiu, foi até ao fim. Se ela tivesse olhado para os obstáculos, provavelmente ela não teria alcançado a vitória. Mais Ana, não se deixou ser abatida ao ponto de ficar cega e não enxergar a grandeza de Deus, ele é o Todo Poderoso, aquele que tudo pode e nenhum dos seu planos podem ser frustrados. Deus tinha um plano na vida de Ana. Da mesma forma, ele tem um plano na sua vida. Seja um cristão de visão, mais não, a visão terrena, mais a visão espiritual. Tem pessoas que só conseguem enxergar os problemas, as dificuldades, os obstáculos e param diante das a diversidade. Você tem que aprender com está mulher guerreira. Ana, ela enxergou os problemas, ela viu as barreiras, ela sabia que não seria fácil enfrentar aquela situação, mais ela enfrentou, ela creu no poder de Deus. Ana, enxergou, ela teve visão espiritual, pois ela viu que o único que podia lhe ajudar e socorrer, era o Senhor o Deus Poderoso. Tenha visão neste momento, faça a diferença, não enxergue somente as dificuldade, mais veja a providencia de Deus, e as mãos do Senhor trabalhando em sua vida, para fazer um milagre.     O cristão de visão, enxerga muito além do nosso entendimento.
Quinta – característica
A ORAÇÃO É A CHAVE, QUE ABRIRÁ, A PORTA DA SUA VITÓRIA
Ana, só conseguiu vencer, porque teve uma vida de oração. Primeiro: Ela orou com amargura de alma (vs.10.) “Levantou Ana e, com amargura de alma orou ao Senhor”. Segundo: Ela orou com intensidade, ou seja, não teve pressa. (vs.12) “Demorando-se ela no orar perante o Senhor”. Terceiro: Ela orou com o coração (vs.13) “Portanto Ana só no coração falava”. Quarto : Ela derramou seu espírito e sua alma diante do Senhor (vs.15) “Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou mulher atribulada de espírito”. Quinto: Ela orou conversando com Deus (vs.16b) “Porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora”. Deus manda te dizer, que ele está pronto para te ouvir, pronto para te socorrer, pronto para agir, mais é necessário que você busque a sua presença, ele deseja que você ore e clame por ele. Se você está com a alma amargurada, está sentindo uma dor profunda no seu ser, ou quem sabe, você recebeu uma notícia ruim, está com uma enfermidade que não tem cura, seja expressivo na sua oração, ore com intensidade, não tenha pressa, demore, fala com Deus, abra o seu coração, conta tudo para o teu Senhor, Jesus, ela quer ouvir a sua voz. Deus, ele tem prazer em te abençoar e ele quer fazer isto, mais é necessário que você converse com ele. Mesmo que a sua dor for tão grande, mesmo que você não consiga falar nada, e a única coisa que sai da sua boca, são sussurros, gemidos inexprimíveis, devido o tamanho da aflição e da angústia que você está sentindo, não tem problema, então chore, mais chore muito aos pés do teu Senhor, porque nesta hora o Espírito Santo. Ele vai interceder por você com gemidos inexprimível. Se você não orar, não tem vitória, só terá vitória se você tiver uma vida de oração. A oração é a chave, que Deus coloca nas tuas mãos, para você abrir a porta da providencia. O crente que ora, a vitória é certa.
Conclusão
Na mensagem aprendemos , cinco característica na vida de Ana, que precisamos por em prática. Quais foram estas características: Enfrenta o que for, mais nunca se entrega diante dos problemas da vida, a humildade e o quebrantamento de coração, faz toda a diferença na vida de uma servo fiel, aquele que tem propósito, atinge os seus objetivos, a oração é a chave, que abrirá a porta da sua vitória.

JOSÉ NO EGITO...

Leitura: Gênesis 38; Atos 7:9-18.
Texto: Gênesis 45:4-8.


Amados irmãos no Senhor Jesus Cristo,

Há alguns anos atrás aconteceu um fato real no nosso Brasil. Um jovem com a idade de mais ou menos 17 anos descobriu que aqueles a quem sempre chamou de “pais” na verdade não eram seus pais. Imagine como ficou a cabeça daquele jovem. As pessoas com quem ele viveu até então não eram seus pais verdadeiros. E o pior, ele descobriu que quem o criou o havia roubado do hospital quando ele era uma criança. Ele ficou chateado querendo saber quais eram realmente seus pais biológicos, descobriu quais os seus pais verdadeiros, e foi morar com eles.


Na Bíblia encontramos uma história parecida com essa. É a história de José. Só que ele já tinha dezessete anos. Ele foi levado de sua terra. Sabia quem era seu pai, mas não podia voltar para junto dele. Por mais que tentasse, não podia voltar. Porque ele era escravo em um país estranho. Não podia correr para junto de seu pai. Mas como isso aconteceu? E por que Deus não interferiu para que José não sofresse? Qual a explicação para Deus não interferir? Será que podemos encontrar a resposta na Bíblia?

Eu vos proclamo a palavra de Deus no seguinte tema:

JOSÉ: ROUBADO, PORÉM ENVIADO.
1. ROUBADO DE SUA TERRA.
2. PORÉM, ENVIADO POR DEUS.

JOSÉ: ROUBADO, PORÉM ENVIADO.
1. ROUBADO DE SUA TERRA.

Irmãos, José era o filho que Jacó mais amava. Ele amava mais a José por ser filho de sua velhice. Jacó já era idoso e Deus já tinha mudado o nome dele. Ele agora se chamava Israel. José era filho de sua mulher Raquel, a qual Jacó trabalhou quatorze anos para se casar com ela. Ele amava muito a José. Ele deu um presente muito bonito a José. José era mais favorecido do que os seus irmãos. Porque era filho da velhice de Israel.

Os irmãos de José estavam com ciúme dele. Eles não gostavam de José, que era o mais amado, o mais privilegiado. Isso não significa que Israel não amava os outros filhos. Mas simplesmente que ele tinha um afeto maior por José. Eles ficaram com ainda mais ódio por causa dos sonhos de José. Nos sonhos seus irmãos se prostravam perante ele, como se ele fosse um rei. Eles já não conseguiam falar pacificamente com José. O ódio estava tomando conta. Eles tinham muita inveja por José ser tratado daquele modo por seu pai. Eles odiavam José, e já o tinha matado nos seus corações. A prova disso é que quando estão apascentando ovelhas e José vai até lá, eles tramam a morte do próprio irmão. Eles deixaram o ódio tomar conta do seu coração. O pecado já estava alojado no coração de cada um deles.

Quando deixamos o pecado tomar conta de nossa vida, não só pecaremos no pensamento, mas também por ato. Porque por natureza somos todos corruptos. Não existe bem algum em nós. Somos todos muito maus. Todos nós por natureza somos inclinados a odiar a Deus e ao nosso próximo.

Eles pegaram José, mas, graças a seu irmão mais velho, não o mataram, porém lançaram-no numa cisterna para morrer. Depois de um tempo vem uma caravana de ismaelitas. Eles o vendem para aqueles ismaelitas. Pobre José! Ele é vendido como escravo pelos seus próprios irmãos. Ele é roubado de sua própria terra. Ele é arrancado à força de sua terra. Ele é roubado. Porque ele não sai por vontade própria. Mas eles o tiram da terra à força. Ele é roubado de seu pai. Ele tinha apenas dezessete anos de idade. Ele não pode mais ver seu pai nem sua terra, pois foi vendido para o Egito.

Ele deixa os braços amorosos de seu pai. Deixa também o conforto de sua casa e agora é um escravo que não tem direito algum. A vida dele não lhe pertence mais, mas pertence a quem o comprou. Ele sofre por ser roubado de sua terra e de seu pai. Ele é lançado na cadeia. Passa muitos anos lá. Era escravo e agora é prisioneiro no Egito. Seu pai não o pode visitar, porque acha que ele está morto. Ele não tem mais liberdade. Ele não tem ninguém conhecido por perto para visitá-lo.

Mas apesar de ser roubado de sua terra, ele continua com esperança. Mas que esperança é essa? No capítulo 39 encontramos a resposta. Enquanto a situação vai se agravando, ouvimos a Escritura Sagrada ecoando: “E O SENHOR ERA COMO JOSÉ”. José tinha esperança no SENHOR. Ele permaneceu firme no SENHOR. Ele não começa a viver como o mundo. Ele permanece crente no SENHOR. Essa era a esperança e conforto de José. Esperança de que o SENHOR vai libertá-lo. Mesmo que morra, ele sabe que vai estar com o seu SENHOR.  Ele tinha muita esperança nisso. Ele sabe que a sua vida pertence ao SENHOR. Os seus irmãos intentaram o mal contra ele (Gn. 50.20), tentaram se livrar dele para sempre, mas José sabe que o seu Deus está no controle de tudo. Ele foi roubado, passou de mal a pior, sofreu muito mesmo. Um sofrimento solitário porque não tinha nenhum parente ao seu lado para o confortar. Ninguém conhecido. A única coisa que poderia fazer para satisfazer suas necessidades era fazer a vontade de sua carne. Ele teve chance de adulterar, mas não fez isso, porque ele era crente.

Ele tinha um Deus que estava com ele. Ele reconheceu isso no seu sofrimento. Quando lemos o capítulo 37, vemos que O SENHOR ERA COM ELE. Isso era o seu conforto. Ele sabia que tinha alguém para ele falar. Ele buscou durante toda a sua vida o conselho de Deus. Ele, mesmo sofrendo sem a presença do pai, confiou no seu Deus. Ele colocou Deus acima de qualquer coisa. Ele não reclamou com Deus por estar sofrendo. Mas humildemente reconheceu que Deus estava no comando de sua vida. Ele pode ter sido arrancado à força de junto de seu pai, mas aprendeu a confiar no SENHOR.

Isso é uma fé que deve ser seguida. Uma fé que apesar das dificuldades, confia no SENHOR. Uma fé que se conforta no SENHOR até mesmo no sofrimento. Não confia no SENHOR apenas quando está feliz. Quando vai tudo bem. Mas uma fé que age quando está sofrendo. Que busca o SENHOR em meio à tempestade. Em meio às tormentas do mar. Em meio à provação do fogo. Através de todos esses sofrimentos vamos nos fortalecer se buscarmos o SENHOR com todo o nosso coração. Porque o SENHOR SEMPRE ESTÁ AO LADO DOS SEUS FILHOS.

JOSÉ: ROUBADO, PORÉM ENVIADO.
1. ROUBADO DE SUA TERRA.
2. PORÉM, ENVIADO POR DEUS.

Irmãos, José foi roubado da sua terra por seus irmãos. Mas ele agora é o governador de todo o Egito. Um homem poderoso. No tempo que ele está como governador, está em meio a uma grandiosa fome em todo mundo então conhecido. É nesse tempo que os irmãos de José descem até o Egito para comprar comida para eles e seu pai. José poderia ter pago na mesma moeda, mas ele não fez isto. Por que não? Por que não lançou seus irmãos na prisão? Ele não tinha poder para isto?

Sim, ele tinha poder para fazer isto e muito mais. Mas ele não fez. No verso 5 José dá a resposta: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós”. José já tinha entendido a sua missão. Ele sabia agora que era o plano de Deus que ele fosse para o Egito, a fim de preservar a vida de seu povo. Ele estava lá porque foi Deus que o enviou. Eles intentaram o mal contra José, mas o próprio José diz que foi Deus quem o enviou. Os seus irmãos pecaram contra José. Fizeram o mal. Mas José diz que foi Deus que o enviou. O que isso quer dizer?

Quer dizer que Deus está no comando de tudo. É a doutrina da providência de Deus. E o que é a providência de Deus? É a força toda-poderosa e presente de Deus com que Ele sustenta e governa todas as coisas. Tudo está na mão de Deus. Ele governa tudo mesmo. Todas as criaturas estão no seu controle de tal maneira que sem a vontade dEle não podem agir nem se mover. Nada do que acontece nesse mundo acontece por acaso. Mas, tudo está debaixo do controle soberano de Deus. Ele reina sobre tudo. Deus dirige e governa todas as coisas conforme sua santa vontade, de tal maneira que neste mundo nada acontece sem sua determinação. Jesus diz que pardais são baratíssimos: “dois por um asse”. Mas tal passarinho não cai em terra sem o consentimento de Deus. “Até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mt. 10.29-30). Quer dizer: a providência de Deus se manifesta até nas coisas pequenas.

Mas, os irmãos de José não fizeram o mal? Por que José diz que foi Deus que o enviou? Não foram seus irmãos que o venderam? Isso aconteceu porque Deus o quis. Deus permitiu que os irmãos de José o vendessem para o Egito. Às vezes Deus deixa algo acontecer, mas não é porque está fora do seu controle. Pelo contrário, Deus está agindo mesmo assim. José mesmo disse que o mal que seus irmãos fizeram, Deus transformou em bem (Gn. 50.20). O mal que acontece nesse mundo é por causa da inimizade contra Deus. Os demônios e os ímpios agem injustamente. Essa inimizade é contra o governo de Deus, mas mesmo eles praticando o mal, Deus está no controle de tudo. Eles só conseguem fazer alguma coisa porque Deus permite.

Por exemplo, o rei Roboão, um mau governador, causou a separação entre as tribos de Israel. A culpa foi mesmo dele, mas aconteceu porque Deus o queria (1 Rs. 12.15). Mais um exemplo: os egípcios começaram a odiar os israelitas que estavam morando no Egito. A maldade foi deles. Mas o Salmo 105.25 diz que Deus “mudou-lhes o coração para que o odiassem o seu povo”. Fica claro que a providência se cristaliza até nos piores crimes. Por isso surge a pergunta: quem, afinal de contas, é responsável por todas as coisas más?

Deus não é o autor do mal. Ele governa tudo conforme sua santa vontade. Deus não é o autor do pecado. Mas o próprio homem é o autor do pecado. Porque o pecado não é uma criação de Deus. Deus criou tudo bom e sem pecado. Mas o homem estragou tudo. Com a sua desobediência, o pecado entrou no mundo. Deus poderia ter impedido o pecado de entrar no mundo. Mas ele não o fez. Por quê? A resposta que a Bíblia dá, Romanos 11.33-35, é a seguinte: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?”. O que o apóstolo Paulo quer dizer é que não devemos nos preocupar com coisas que estão fora do nosso conhecimento. Se Deus não nos revelou, então não devemos fazer especulações. Mas devemos aceitar com muita humildade. Tudo o que Ele queria que nós soubéssemos, Ele já revelou em sua palavra. Por isso não devemos tentar saber o que se passa na mente de Deus para não blasfemarmos contra Ele.

Deus enviou José para o Egito porque Ele tinha um propósito. Deus queria salvar o seu povo por um grande livramento. O povo de Deus estava em perigo. Prestes a desaparecer da face da terra. Mas Deus está no comando de tudo. Ele transforma o mal feito pelos irmãos de José em bem. Ele fez com que José deixasse de ser escravo para ser governador do Egito. Deus colocou seu servo no governo para assim mostrar a seu povo que Ele faz qualquer coisa. E assim o seu povo ficaria sabendo que o SENHOR é soberano e que governa tudo. E nada sai do seu controle.

Deus queria salvar as gerações futuras de Israel, o remanescente. Ele estava pensando nos seus eleitos que viriam da descendência de Israel. Israel é herdeiro da promessa de seus pais Abraão e Isaque. Deus fará com que seu plano se cumpra. O mundo e o diabo fazem de tudo para estragar os plano de Deus. Mas mesmo o que eles fazem Deus está controlando-os e usando para que se cumpra seu plano.

Não era só a fome que estava ameaçando o povo do SENHOR de morte. Existia algo mais atrapalhando o futuro do povo. Os capítulo 37 a 50 falam da vida de José. Com exceção do capítulo 38, que fala de Judá e Tamar. Por que a história de José é interrompida por esse assunto de Judá e Tamar? Naquele capítulo fala que Judá, um dos filhos de Israel, se afastou de junto de seus irmãos. Ele se afastou e se casou com uma cananéia. Um casamento proibido por Deus. Ele teve três filhos. Seu filho mais velho se casou com uma cananéia também. O filho dele fazia o que era mau perante o SENHOR, e o SENHOR o matou. O segundo fez o que era mau e morreu também. Depois da morte de seus dois filhos, Judá não dá seu filho mais novo para se casar com sua nora viúva. Então, ela se veste como uma prostituta. E ele comete adultério com ela e ela fica grávida. Então, o que está acontecendo com o povo do SENHOR? Os filhos de Israel estão começando a se desviar do caminho do SENHOR. Já estão se casando com os descrentes. Estão desobedecendo ao seu Deus.

Entenderam por que este capítulo está no meio do relato da história de José? Deus quer mostrar que Ele está preservando a vida do seu povo. O homem pode fazer o mal, mas Deus transforma o mal em bem. Ele faz com que o mal sirva para seu propósito. O filho que nasceu desse adultério, Deus o usou para o seu propósito. Deus estava preservando o remanescente nos dois relatos. De que filho de Israel Jesus Cristo nasceu? Da casa de Judá. Na genealogia de Jesus, em Mateus capítulo 1, vemos o nome de Judá e de seu filho que nasceu do adultério com Tamar.

Deus salvou o seu povo por um grande livramento. Ele salvou da fome seu povo. Não deixou seu povo perecer. Ele salvou sua igreja da morte. Ele fez Israel se transformar em uma grande nação no Egito. José foi o homem por meio de quem Deus salvou seu povo.

Deus salvou seu povo para o Cristo nascesse da casa de Israel. Ele era o descendente da casa de Israel prometido por Deus. Deus salvou seu povo para que assim seu filho nascesse para salvar seu povo da escravidão do pecado. Do modo como Deus salvou o seu povo por um grande livramento no Egito. Salvando seu povo da fome. Assim Cristo salvou por um grande livramento. Ele verteu seu sangue lá na cruz. Salvando seu povo da morte eterna. Deus age de maneira que nós muitas vezes não vemos. Às vezes vemos apenas catástrofes. E pensamos que Deus não está no comando.

Mas na verdade Deus está governando tudo para o nosso bem. Ele está fazendo o que ele predeterminou desde a fundação do mundo. Isso é nosso consolo. É consolador saber da providência de Deus. Saber que no céu existe um Deus que está guiando nossos passos. Quando muitas vezes nos desviamos, Ele vai lá e nos trás de volta. Ele deixa as cicatrizes da nossa rebeldia na nossa alma para que sempre nos lembremos disso. Para aprendermos a confiar nEle. Que possamos fazer da providência de Deus nossa esperança de que criatura alguma poderá nos separar do amor que está em Cristo Jesus.

Amém...

BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ÁGUA DA ROCHA...

Água da rocha

Tema: FÉ
Números 20.2-11
-Introdução: Após uma longa caminhada fugindo do faraó, “não havia água para o povo” (v.2). Este fato fez todos se desesperarem pensando que morreriam ali.
Mesmo depois de ver tantos milagres e livramentos do Senhor para seu povo desde o Egito até a abertura do mar vermelho, a presença de Deus na nuvem e na coluna de fogo, a chuva de maná do céu e a glória do Senhor sobre o monte Sinai, o povo parecia não se acostumar com a provisão Divina e sempre duvidava e se rebelava contra Moisés (Êxodo 17 narra a mesma história).
O deserto significa a solidão, secura e falta de vida. A sede significa nossas carências emocionais, físicas e espirituais. Nós também muitas vezes somos como este povo. Estamos num deserto e passamos às vezes por secas demoradas. A diferença está em nossa atitude diante do problema.

O que fazer quando estiver com sede?

Vamos refletir sobre as reações do povo, de Moisés e Arão e do Senhor Deus neste fato e entender o que fazer quando passamos por desertos e sede.

1- O povo MURMUROU: v.3-5
A reação imediata do povo foi reclamar e fazer contenda contra Moisés e Arão que eram os líderes do povo. Todos sabiam que não adiantava murmurar. Fazendo isso estariam apenas se cansando mais e gastando a energia que faltava.
Esta é uma reação muito comum quando passamos por problemas. Reclamar é algo quase natural do ser humano. MAS NÃO RESOLVE O PROBLEMA!
Ás vezes nos sentimos como Moisés e Arão, parece que todo mundo está vindo sobre nós para exigir algo. Na verdade isso acontece por que estas pessoas estão sedentas. Por isso as pessoas reclamam, por que têm sede. Necessidades de atenção,carinho, amor, paz e principalmente a necessidade maior do ser humano que é de Deus para salvá-los dessa secura dos desertos da vida.
Jesus passou por um deserto e lá suportou sede por quarenta dias e não murmurou em momento algum (Mateus 4.1-11). Se até Cristo enfrentou desertos, por que não devemos nós enfrentar também? A palavra de Deus diz que o justo “passando pelo vale árido faz dele um manancial” (Salmos 84.6).
 Quando passar pelos desertos desta vida aprenda uma coisa: NÃO RECLAME. “Bom é aguardar a salvação do Senhor e isso em silêncio” (Lamentações 3.26) há momentos que é “tempo de estar calado” (Eclesiastes 3.7). Ore mais. Passe mais tempo com Senhor. Você não está sozinho. Está com Deus. Apenas CREIA que Deus irá intervir e espere a provisão do Senhor.
                        
2- Moisés e Arão oraram: v.6
Moisés e Arão não apenas oraram como saíram da presença do povo para se retirar daquela situação de conflito, foram para a tenda de oração e se humilharam diante de Deus quando “se lançaram sobre o seu rosto”.
Há momentos que para orar é preciso se retirar um pouco e se humilhar diante de Deus. Eles se jogaram no chão diante de Deus para implorar sua solução para o problema.
Em situações em que não sabemos o que fazer a melhor reação é essa: “põe a tua boca no pó, talvez ainda haja esperança” (Lamentações 3.29).
O resultado foi que “a glória do Senhor lhes apareceu” (v.6). A SHEKINAH é a própria presença de Deus esteve com eles. Se eles ficassem chorando e se achando coitados, isso não aconteceria. O inimigo muitas vezes quer que nos sintamos como coitados, cheios de auto-piedade por que sabe que isso nos provoca revolta e não nos permite orar.
Quando estiver passando por desertos e sentir sede, se lance aos pés do Senhor que ele te mostrará a Sua Glória! Deus só mostra sua Glória para quem se rende aos seus pés.

3- Deu mandou tocar na rocha: v.7-8
Ali não havia água, mas tinha uma grande pedra.
Mais uma vez o Senhor surpreendeu o povo com sua misericórdia. Ele mandou Moisés pegar a mesma vara que se transformou em cobra, transformou água em sangue no Egito e abriu o mar vermelho e agora devia tocar na rocha. Da rocha saiu água!
O que representa essa rocha? A pedra significa as situações rígidas da vida, pessoas enrijecidas em sua fé, ‘cabeças dura’ e corações de pedra. Mesmo que for a situação mais dura ou pessoa mais difícil que seja, lembre-se: Deus faz brotar água da rocha!
Jesus disse: “aquele que crê em mim, do seu interior fluirão rios de águas vivas” (João 7.38). Isso significa que você não terá sede. Toda vez que algo te faltar você sempre terá a água viva que é Jesus.

Deus faz fluir água da rocha!

-CONCLUSÃO: Lamentações 3.21-29
O texto de Lamentações ensina justamente o que devemos fazer em situações de sede nos desertos da vida. Não reclamar (v.26, 27 e 29), lembrar das bênçãos recebidas do Senhor (v.21, 22) e se humilhar diante do Senhor em oração (v.29).
Creia que o Senhor pode fazer fluir em sua vida água para saciar sua sede mesmo em meio aos desertos da vida e que as situações rígidas serão oportunidades para vencer. 
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE