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domingo, 3 de março de 2013

FIDELIDADE E CONFIANÇA...


FIDELIDADE E CONFIANÇA...
I Reis 17:10-14
INTRODUÇÃO
1. Durante algum tempo o profeta Elias permaneceu escondido nas montanhas junto ao ribeiro de Querite. Durante alguns meses Deus proveu o alimento enviando um corvo com pão e carne todos os dias. A água era tirada do ribeiro, entretanto, em dado momento o ribeiro secou devido à estiagem.
a) Deus ordenou que Seu servo se levantasse e procurasse refúgio entre os pagãos: “Levanta-te!” – foi a ordem divina – “... e vai a Serepta, que pertence Sidon, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida” (I Reis 17:9).
2. No texto em apreço, há duas personagens que demonstraram confiança e respeito às ordens divinas: Elias e a viúva.
a) Talvez fosse mais fácil para Elias exercitar sua fé, já que havia algum tempo vinha dependendo exclusivamente da bondade e misericórdia divina: ao lhe faltar água, encontra o ribeiro; na falta de comida, os corvos o sustentam pela manhã e à tarde com pão. Teria ele razão para ainda duvidar do que o ordenara que fizesse?
b) Quando passamos por dificuldades somos impulsionados a procurar os da própria família, mas a Elias fora dada a ordem de procurar ajuda entre os pagãos. Vamos tentar nos colocar no lugar de Elias. Como agiríamos se tivéssemos que pedir auxílio em um casebre onde só há pobreza e uma viúva sem aposentadoria que precisa alimentar um filho que não trabalha? Teríamos coragem de pedir pão a alguém que aparentemente não tem o próprio sustento?
c) Ellen White assim comenta a situação daquela casa: “Nesse lar afligido pela pobreza, a fome apertava excessivamente; e o alimento lastimosamente escasso parecia estar por acabar-se” (Profetas e Reis, pág. 130).

I. A FÉ EXERCIDA PELA VIÚVA
1. Após haver servido a Elias com uma vasilha de água, este lhe diz: “traz-me também um bocado de pão na tua mão.”
a) Em resposta ao pedido de Elias, a viúva diz: “Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos” (verso 12).
b) Em outras palavras, o que a viúva tentava dizer ao profeta era: Meu senhor, porventura pensas que eu deixaria de alimentar ao meu filho, com o pouco que me resta para dá-lo a ti?
c) A resposta de Elias se encontra nos versos 13 e 14: “Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno...”.
2. Qual o elemento mais necessário nesta missão? Fé ou coragem? Se analisássemos este evento pela ótica humanista, classificaríamos o profeta como um verdadeiro aproveitador. Mas Deus usa Sua própria ótica. O que Deus via era uma oportunidade de mostrar quem era o verdadeiro Deus em todo o mundo; que era possível manter-se vivo naquela crise se soubessem em quem confiar, e ela confiou. Talvez porque não faria muita diferença mesmo, era só uma questão de tempo e ela e seu filho estariam mortos. Mas ela creu.
a) De acordo com Ellen White: “Nenhuma prova de fé maior que essa poderia ter sido requerida. A viúva tinha até então tratado todos os estrangeiros com bondade e liberalidade. Agora, indiferente aos sofrimentos que poderiam resultar a ela e seu filho, e confiando no Deus de Israel para suprir cada uma de suas necessidades, ela enfrentou esta suprema prova de hospitalidade, fazendo conforme a palavra de Elias” (Profetas e Reis, págs. 130 e 131).
3. A forma maravilhosa como o profeta recebeu a hospitalidade desta mulher fenícia, resultou em grandes bênçãos. Diz a Bíblia que “... assim comeu ela, ele e sua casa muitos dias”.

II. CONFIANÇA E MORDOMIA
1. Uma grande relação existe entre este episódio e nossa vida como mordomos de Deus.
a) Ser um mordomo significa em termos gerais “o que cuida da casa”. Somos mordomos de Deus e nos compete a responsabilidade de cuidar da “casa de Deus”.
2. Em Malaquias 3:10 encontramos a ordem expressa de “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa; e provai-Me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida”.
a) No livro de Deuteronômio 16:17 lemos: “Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor lhe houver concedido.”
3. Assim como a viúva de Sarepta precisou de uma fé além do comum para cumprir o que o profeta lhe pedira, precisamos do poder do Espírito Santo para nos desprendermos do desejo de acumular riquezas terrenas. Ela entregou aquilo que era o último sustento para ela e seu filho e depois morreriam. O profeta lhe dera a oportunidade de presenciar um milagre em sua própria casa.

CONCLUSÃO
1. A dádiva dos dízimos e ofertas deve ser individual e voluntária. Individual porque tem caráter pessoal, e voluntário porque, referindo-me às ofertas, posso escolher em que proporção dar.
2. “Quando tivermos uma consagração plena, de todo coração, ao serviço de Cristo, Deus reconhecerá esse fato derramando Seu Espírito sem medida; mas isso não acontecerá enquanto a maior parte da igreja não se transformar em coobreiros de Deus”. Deus não pode derramar Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência própria são tão manifestos...

BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE


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