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domingo, 2 de setembro de 2012

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE


OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação”. [Apocalipse 5: 9]

O capítulo 5 de Apocalipse é a descrição comovente do Filho de Deus tomando a responsabilidade de deixar cair sobre si o castigo que o homem merecia por sua transcrição. Ninguém no céu ou na terra era digno, ou seja, ninguém era capaz de abrir o livro, se não somente o Filho de Deus. Após, no meio do circulo formado por Deus sentado em seu trono rodeado pelos quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos, aparece o cordeiro “como imolado”, aparece ali porque triunfou. É um lugar de honra. O texto grego não o chama “cordeiro” mas sim “cordeirinho” (amion = cordeiro pequeno, ou cordeirinho). João Batista o identifica como o cordeiro de Deus, mas em Apocalipse 5 é mencionado dessa forma carinhosa. Jesus Cristo é apresentado como vencedor, e os louros, penso eu, fazem o Pai Altíssimo sentir-se orgulhoso de seu filho e do louvor de vitória que os 4 seres viventes, anjos e anciãos lhe cantam. Por sua vitória sobre a morte e o mundo é declarado digno de tomar o livro e desatar seus selos. Cada um desses selos descobre o véu dos acontecimentos anunciados no livro e havendo-o tomado, começa a descrever a João sete visões proféticas sobre acontecimentos repletos de ruínas e pesares que hão de enlutar aos moradores de toda a terra.

O primeiro selo (Apocalipse 6: 1, 2)

“E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer”.

Havendo sido declarado vencedor, o cordeiro de Deus estava em posição de romper os selos do livro para revelar o conteúdo, por isso João é chamado por um dos quatro seres, o chamou para que visse cenas misteriosas e intrigantes; episódios esses que ao começarmos a ler nos movem a curiosidade por conhecer o seu significado.

Quatro cavalos com os seus cavaleiros que nada de bom pressageiam, quando o primeiro aparece vestido de branco e é apresentado como vencedor. É interessante notar que cada cavalo e seu cavaleiro possuem o mesmo propósito, não são independentes. Estes cavalos e os que os montam são quatro situações que tem vindo sobre a humanidade, que foram anunciadas no sermão profético (Mateus 24) de nosso Senhor Jesus Cristo. Em outras palavras, João teve a visão do que algumas décadas atrás havia escutado dos lábios do Senhor Jesus Cristo no que popularmente é chamado de sermão profético.

O primeiro cavalo: paz instável

“E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer”.

O primeiro cavalo é apresentado como tendo a cor branca, segundo entendo, neste texto a cor branca não significa pureza, mas sim paz. Observe que não diz que o cavaleiro está vestido de branco, mas sim que esta é a cor do cavalo. Este cavalo é um movimento que não define sua posição, porque cavalga no meio da humanidade em convulsão, às vezes estável e às vezes instável, mas, “saiu vitorioso e para vencer”, quer dizer, sempre alcança seu propósito porque saiu para batalhar até alcançar a vitória. Dentro das escrituras, o cavalo é símbolo da força, rapidez, e quase sempre ligado a batalhas. O arco aqui mencionado não é como o arco íris que rodeia ao Altíssimo (Apocalipse 4: 3), mas sim um arco para lançar flechas, assim, tanto o cavalo como o arco significa propensão para a guerra e para paz, e leva o arco em mãos para ser usado sempre que seja necessário, sem importar contra quem.

A cor branca do cavalo tem confundido alguns comentaristas da Bíblia, pois pensam que por ser branco o cavalo, o cavaleiro que o monta seja o Senhor Jesus Cristo, o que é um horrível erro de interpretação porque a cor da roupa do cavaleiro não é mencionada.

Notadamente, nem o rosto do cavaleiro e nem a cor de suas vestes são descritos, além do que, nosso Salvador, não toma parte de nenhum grupo de cavaleiros portadores de maus presságios. Ao Senhor se apresenta mais adiante em Apocalipse 11: 9-16, em um cavalo branco, e suas vestimentas são brancas, e seu rosto é descrito claramente, por outro lado, esse cavaleiro, que estamos estudando, é misterioso e não é dada nenhuma descrição de sua fisionomia, porque juntamente com o seu cavalo é um movimento que se impõe sobre a Terra, de fato, o cavalo branco e seu cavaleiro não representam a alguém, mas sim a algo, são fenômenos que não se vê, porem seus efeitos são sentidos.

O texto diz: “e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa”.

Arco, coroa e triunfo são características do cavaleiro, sem engano, essas três não representam as características da justiça do Cordeiro vitorioso, mas sim ações próprias dos alcances deste movimento. O conjunto, cavalo branco e cavaleiro significa, paz, tranqüilidade, sossego, enquanto que arco significa armas de guerra, e a coroa significa triunfo alcançado por meio da guerra.

Na visão aparece que lhe foi dado uma coroa, ou seja, que se lhe há concedido o triunfo. O cavaleiro não foi coroado, isto é diferente de Jesus Cristo, que por seu triunfo, quando homem, não se lhe deu nenhuma coroa, mas sim foi coroado com muitas coroas na eternidade, e está assentado em seu trono (Apocalipse 19: 12).

Se buscarmos esse acontecimento na história, na época cristã, esse cavalo e seu cavaleiro, primeiramente personificam o império Romano, que se sustentou pela força de seu poder. Todas as nações debaixo de seu domínio estavam obrigadas a obedecer, e seus habitantes viviam sob suas regras, sob sua autoridade. Ninguém em seus domínios devia temer, enquanto estivesse regido por sua autoridade, e os que se rebelavam, como fizeram os judeus, eram castigados de várias maneiras, inclusive com a morte. Era uma paz imposta aos povos por meio da guerra e da intimidação.

Falando de Roma, a história disse: “A paz romana (em latim, pax romana), chamada também Pax augusta, constituiu-se um longo período de paz imposto pelo império romano aos povos por ele submetidos”. A expressão provém do fato de que a administração e o sistema legal romanos pacificaram as regiões que anteriormente haviam sofrido disputas entre chefes, tribos, reis ou cidades rivais (por exemplo os intermináveis conflitos entre cidades gregas e as da Gália). O estado de paz se referia somente ao interior das fronteiras do império, enquanto seguia combatendo contra os povos da periferia (germanos, partos, etc). Foi um período de relativa calma, durante o qual não teve que fazer frente nem a guerras civis do calibre das do século 1 a. C., nem a grandes conflitos com potencias estrangeiras, como nas Guerras Púnicas durante os séculos 3 e 2 a. C.

César Augusto fechou as portas do templo de Jano, que permaneciam abertas em períodos de guerra, quando creu ter vencido a cantaros e astures no ano 24 a. C. Realmente essa guerra se prolongaria até 19 a. C., porém se pode aceitar como data do inicio da paz romana 29 a. C., quando Augusto declara o fim das guerras civis, e sua duração até a morte de Marco Aurélio (ano 180). Pax romana, período de ordem e prosperidade que começou o império romano sob a dinastia dos Antoninos (96-192) e, em mesmo tamanho, sob a dos Severos (193-235). Marcou a idade de ouro do ocidente e o despertar do Oriente.

Depois de Roma, este cavalo branco personifica ao poder eclesiástico que lhe sucedeu. A história descreve esse poder algumas vezes utilizando os exércitos dos povos para castigar aqueles que se rebelavam contra sua autoridade, dessa maneira, em nome do “cristianismo” a religião romana tem massacrado povos, tem tirado reis e colocado outros em seu lugar, e se tem valido dos exércitos para apresentar-se como portador da paz. Sendo que este cavalo e seu cavaleiro representam paz instável, repressão, convulsão e o império da imposição e ansiedade, alguém pode ficar maravilhado como o Senhor Jesus Cristo o menciona da seguinte maneira: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras...”. [Mateus 24: 6-7]

Os governantes e reis procuram que suas nações vivam em paz, mas a instabilidade está sempre presente porque não depende dos homens alcançar tão ansiada situação, porque as hostes espirituais da maldade estão presentes por todo o mundo e se encarregam de dar vida ao cavalo branco e ao seu cavaleiro.

Sempre, desde que o homem optou por dominar a humanidade, tem havido guerras e rumores de guerra, o Senhor não ignorava isso, de maneira que suas palavras terão significado tomando-as a partir da pregação do evangelho, porque as guerras e rumores de guerras marcam o principio e eventualmente o fim, do tempo em que o evangelho há de ser pregado. Maravilhosamente as palavras proféticas do Senhor Jesus Cristo começaram a cumprir-se quando Roma invadiu Jerusalém e a destruiu por volta do ano 70 d. C., impondo a paz em seus domínios, e terão o seu total cumprimento com outra guerra que o dragão (o diabo) e a besta (Roma) que sai do abismo prepararão para voltar contra Jerusalém. Curioso não é? A primeira guerra e a última ocorrerão em Jerusalém. Disto falaremos mais adiante.

O segundo selo (Apocalipse 6: 3)

“E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê”.

A abertura do segundo de maneira alguma quer dizer que os efeitos do primeiro selo tenham passado, pelo contrario, ambos em nossos dias continuam, e seguem pelo futuro, significando que o cavalo branco e seu cavaleiro com o arco estão ativos entre as nações, e a este se une o segundo cavalo.

O segundo cavalo: Guerras e massacres

O segundo ser chama João para contemplar outra cena na qual aparece outro cavalo, apesar deste segundo ser diferente em alguns aspectos, mantém certa semelhança com o primeiro.

Antes de comentar, quero dizer que as visões dadas ao apóstolo não lhe foram explicadas, e isso tem promovido em muitos a idéia de que Apocalipse é um livro misterioso e impenetrável. Mesmo que isso pudesse ser assim, nem todas as visões estão emolduradas dentro dessa possibilidade, várias delas, ou quem sabe, a maioria, podem ser entendidas se estivermos familiarizados com algumas profecias do Antigo Pacto e com as Escrituras Gregas do Novo Pacto, pois ambas fontes proporcionam informação abundante que ajudam a descobrir o véu que as cobre, e esse é o caso dos quatro cavalos em consideração, cujo significado foi explicado por nosso Senhor em Mateus 24.

“E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”. [Apocalipse 6: 4]

É interessante observar que os dois primeiros cavalos (o branco e o vermelho) se relacionam com a política mundial, com a estabilidade e instabilidade dos povos, enquanto que os outros se relacionam com a instabilidade econômica mundial, e com calamidades, pestes e enfermidades incuráveis. Mesmo quando o primeiro cavalo se relaciona a rumores de guerra, a paz imposta se mantém, além do que, a cor do cavalo e a descrição de seu cavaleiro assinalam paz instável.

O segundo cavalo e seu cavaleiro nada tem a ver com a paz, seu propósito é destruição, desolação, sofrimento, órfãos, mutilação e morte. Sua missão é enfiar sua grande espada no coração dos povos para sangra-los e destruí-los. Historicamente, o cavalo vermelho e seu cavaleiro se têm manifestado na formação das nações que tem tido como recurso principal à revolta dos núcleos sociais em desvantagem, a luta dos pobres contra os poderosos, o sonho de liberdade e prosperidade de uns contra a opressão de outros, isso tudo tem feito com que o sangue corra pelas ruas das cidades, povos e aldeias em grandes quantidades.

A religião, principalmente a cristã (não me refiro ao povo de Deus, mas sim a religião), e o Islamismo, tem tido como recurso principal à espada. Ambas proclamam ter a Deus como o centro da adoração, e em seu nome, em séculos passados, foram travadas batalhas onde milhões morreram.

Os conquistadores (Napoleão e Hitler) que sonharam em governar o mundo, enviaram suas tropas a conquistar nações sem importar os milhares de inocentes que sofreram as atrocidades da guerra. E o que se pode dizer das duas guerras mundiais nas quais se estima, que na primeira morreram aproximadamente 10 milhões e na segunda algo entre 50 e 70 milhões morreram em uma batalha da qual nada obtiveram a não ser luto e dor para as famílias.

Mas, o que podemos dizer da atividade deste segundo cavalo com o seu cavaleiro a partir do século 20 em diante, em cujo tempo essas milícias espirituais vêm cavalgando aceleradamente deixando em seu rastro rios de sangue em vários paises do mundo, o que nós que estamos vivos testemunhamos?

No Sermão profético, Mateus 24: 7, o Senhor se referiu a esse trabalho dessa maneira: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino...”.

Como se disse acima, guerras sempre têm existido, dede que o homem idealizou assenhorar-se do homem, mas não deve haver confusão com respeito às palavras do Senhor, pois as guerras e rumores de guerras que ele menciona devem ser demarcadas dentro da época da pregação do evangelho.

O cumprimento das palavras do Senhor, ditas em Mateus, e repetidas a João em Apocalipse, claramente dizem que o tempo da Segunda Vinda cada dia está mais próximo. Ninguém possuía capacidade de olhar estas milícias espirituais porque aos humanos não nos é permitido, porém todos sentimos o efeito de seu galopar.

O terceiro selo (Apocalipse 6: 5)

“E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê...”.

Dois selos já removeu o Cordeiro e a situação mundial não promete paz, gozo nem bem estar aos moradores da Terra, ao contrário, os efeitos dos cavalos, branco e vermelho, em sua cavalgada mundial, vão deixando atrás deles: O primeiro, sujeição dos povos fracos aos fortes. Isto significa que sempre que os povos fortes se propõem a romper a paz dos povos pequenos para impor seu poder é isso feito por meio de forte armamento. Por sua parte, o segundo vem trilhando as diferentes regiões do mundo sangrando a humanidade.

O cavalo negro: Fome e instabilidade do comércio

“E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão”.

E ouvi uma voz no meio dos quatro seres viventes que dizia: “Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho...”. [Apocalipse 6: 5-7]

Escassez, carestia e fome, são alguns dos efeitos deste cavalo e seu cavaleiro, o qual se converte em pobre produção da terra. Pragas nos cultivos são outras manifestações. A terra não pode produzir em algumas regiões devido à seca e à exploração incessante a que está submetida.

A economia doméstica é incapaz de proporcionar oportunidade de sustentar um orçamento familiar balanceado, porque a carestia dos alimentos facilmente ultrapassa o poder aquisitivo dos ganhos da maior parte das famílias.

Parece que a menção de um denário da a entender quão difícil terá vindo a ser para as massas trabalhadoras alcançar um salário suficiente com o qual proporcionar alguma comodidade às suas famílias, como consequência, alcançar adequada alimentação é privilegio dos ricos, enquanto que as famílias de escassos recursos econômicos apenas conseguem adquirir alimento, ficando sem acesso a outros produtos da cesta básica. O desequilíbrio mundial por causa do alto custo de vida não foi problema somente para nações do passado, é muito claro. inclusive em nossos tempos, mesmo quando alguns países ricos, doam comida às nações pobres, tal ajuda é apenas insignificante, e centenas de pessoas morrem a cada dia por não ter sequer um pedaço de pão.

A seca em regiões densamente povoadas impede a produção de alimentos e castiga severamente homens, mulheres e crianças, vindo a concluir-se que ninguém escapa de ser pisoteado por esse cavalo, em seu galopar.

Os governos estão mais preocupados em fabricar armamentos altamente destrutivos, do que em alimentar a sua população. No sermão profético, o Senhor assim o disse: “e haverá fomes, e pestes, ..., em vários lugares”. [Mateus 24: 7]

A balança na mão do cavaleiro significa clara referencia ao comércio, e a menção do trigo, cevada, azeite e o vinho apontam a dieta familiar. Milhões todos os dias vão dormir com o estomago vazio, sem esperança que ao despertar disporão ao menos de um pouco de água para beber, e os corpos dos adultos e das crianças vão sendo lentamente consumidos, totalmente vulneráveis às intempéries da vida.

Com certeza milhões de pessoas lêem as palavras do Senhor em Mateus 24, porém muitos poucos, ou quem sabe ninguém, vê que suas palavras se convertem em uma visão mostrada a João na Revelação (Apocalipse).

O quarto selo (Apocalipse 6: 7)

“E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê”.

Enfatizo aquilo que já havia mencionado acima, quero dizer, os rostos dos cavaleiros não são descritos, o que poderia sugerir que a João não foram mostrados, isso tem dado a pintores e a produtores de filmes imaginar qualquer figura para tirar proveito econômico de milhões de pessoas que em meio a sua indiferença ao evangelho olham com temor coisas que hão de vir sobre o mundo.

O quarto cavalo: Enfermidades, pestes, morte..., “olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”. [Apocalipse 6: 8]

Não devemos pensar desta cor amarela como sendo um amarelo fresco ou recente, agradável à vista, mas a palavra Grega Kjlorós identifica uma cor amarela esverdeada. Em outras palavras, esta cor é amarelada, quem sabe como um corpo em decomposição. 

O único cavaleiro que recebe nome é este, e por certo não soa agradável ao ouvido. O sepulcro (inferno) ia atrás dele, seguindo-o de perto, e o cavaleiro recebeu poder para matar por todos os meios disponíveis: armas, fome, pestes e até com feras selvagens. Mas isto é apenas uma breve descrição de tudo aquilo que trás sofrimento, morte e desolação.

Desta maneira, as guerras, a fome, as enfermidades incuráveis, e muitos outros males mais que agonizam a humanidade é seguida pela morte como resultado. Parece que a frase “e com as feras da terra”, faz referencia aos espetáculos que ocorreram no circo romano, onde muitos da igreja, ganha por Cristo, padeceram horrivelmente devorados pelas feras.

Com relação e este cavalo e ao seu cavaleiro, nosso Senhor, no sermão profético, disse: “e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores”. [Mateus 24: 7, 8]

Desta maneira, o sermão profético de nosso Senhor Jesus Cristo é uma fonte excelente de informação sobre a qual entender o significado dos quatro cavalos e seus cavaleiros que temos considerado aqui, e penso que a partir deste estudo o amável leitor tem recebido a chave para abrir as portas do conhecimento com respeito a esses enigmáticos cavalos cujo propósito é impor seu domínio sobre os humanos através da coerção, e semear o caos, fome, enfermidades, dor e morte.

O quinto selo (Apocalipse 6: 9-11)

“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”.

A abertura do quinto selo permitiu a João ver aquilo que escapa aos ouvidos e olhos humanos, quer dizer, um grito, um clamor percebido somente na eternidade. “Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”

Milhares de milhares tem sido mortos pelo testemunho de Jesus Cristo e pedem vingança contra quem os matou. Ante esse clamor, aquelas roupas velhas, manchadas por seu próprio sangue, lhes foi removida e lhes foi dada uma nova, limpa, branca, uma cuja cor é sinal claro de sua justificação alcançada.

Uma voz foi escutada dizendo-lhes que deviam esperar (repousar = permanecer na morte) um pouco mais porque ainda não era a hora da vingança, pois ainda outros mais que deviam alcançar o reino padecendo sofrimentos como eles. Em séculos passados muitos morreram, e mesmo esse número não sendo completado, o será desde quando a besta se levantou contra o povo dos santos e com suas garras de ferro passou a destruir a quem não a obedecem. Mais adiante, em Apocalipse 19: 2, uma grande multidão louva a Deus, pela vingança, pois chegou para a grande prostituta, montada sobre essa besta, seu tempo.

Para entender esta visão deve-se evitar ver a alma do ponto de vista que Platão a imaginava, porque para ele, a alma vinha sendo encerrada em uma prisão, que é o corpo humano, que quando o corpo morre, pensava ele, a alma fica livre, como que havendo escapado dessa prisão. Essa , por certo, é a concepção teológica de grande parte da cristandade, onde se pensa que quando a pessoa morre, sua alma vai para o céu, o que, por certo, nada tem a ver com a Palavra de Deus.

Na Sagrada Escritura, alma é aplicada em vários sentidos: Pessoa, sangue, e as faculdades sensitivas do homem. Por exemplo, no texto hebreu, em Êxodo 1: 5, diz que o número de almas que entraram no Egito foi de 70, em algumas versões da Bíblia a palavra alma é interpretada corretamente como pessoas. Tomando esse exemplo se entende que ao dizer João que viu as almas dos mártires debaixo do altar, ele viu o sangue dos mártires. Por razões que não entendemos, o sangue dos mártires possui a virtude de comunicar-se com Deus, Gênesis 4: 10 diz:: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra”.

A alma não é um ser branco ou transparente, imaterial, que quando a pessoa morre, a alma parte diretamente para cima, para o céu. As concepções pagãs nada tem a ver com as verdades da Palavra de Deus.

Assim sendo, devemos levar em conta que esta é uma visão, somente por uma visão é que podemos entender como que o altar estando no céu, tenha sido manchado com o sangue dos justos.

No tempo em que a Lei governava a Israel, havia um altar no qual se sacrificava animais para honrar a Deus. Era um móvel sobre o qual eram colocados os animais para degola-los, o sangue do animal degolado corria pelos lados do altar. Esse derramamento de sangue é importante para entender o que estamos considerando agora, no livro de Apocalipse, porque mesmo que os assassinos tenham matado ao povo de Deus através dos séculos, isso é tomado pelo Altíssimo como um sacrifício sobre seu altar, pois aquelas pessoas ofereceram suas vidas para honrá-lo.

Todos os santos, sem exceção, jazem nos sepulcros, mas João viu em visão, o sangue deles, e escutou o que lhes foi dito. No tempo marcado, todos os santos, que jazem nos sepulcros, serão despertados para receber a vida eterna, e seus algozes vão comparecer perante o Grande Juiz, para serem declarados malditos e serem lançados no lago de fogo e enxofre.

O sexto selo (Apocalipse 6: 12-17)

“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”.

Chegamos ao sexto selo, o penúltimo, e contém cenas de tirar o fôlego, espantosas, que nada bom pressagiam aos habitantes da Terra, porque essa visão é clara demonstração de que Deus se tem levantado para mostrar sua ira contra os que menosprezam o evangelho. Enquanto que o conteúdo dos selos anteriores, tem estado presentes na humanidade desde o primeiro século da era comum, o conteúdo do sexto está por vir, foi projetado pelo Altíssimo para tempos futuros aos nossos.

Com esse selo as coisas começam a ser diferentes, porque no tempo em que vier seu cumprimento, a balança da justiça de Deus já terá começado a medir e a pesar a maldade da humanidade em seus aspectos secular e religioso, apesar das políticas doutrinais e litúrgicas , daqueles que não querem aceitar a Palavra de Deus como está escrita, mas que a tomam de acordo com as suas próprias perspectivas e interpretações, para acomoda-las aos seus pensamentos e anseios.

O tempo para as nações do mundo virá, para que comecem a ver o erro de haver tomado com indiferença o chamado de Deus a obedece-lo, porque para esses, os presidentes, reis, ministros e todos os governantes juntamente com os habitantes das nações, estarão no meio de um terrível caos no qual o sorriso, de tempos passados, haverá desaparecido de seus rostos porque o tempo de retribuição haverá chego, e as dores angustiantes serão o prato do qual todos os reprovados por Deus comerão.

Quando o sexto selo for aberto, o ardor da ira de Deus já terá começado a ser sentido no mundo, e nada nem ninguém será capaz de convencer ao Altíssimo para que detenha sua mão, ao contrário, será o momento em que o que lemos na Escritura se cumpra: “o que é sujo suje-se mais ainda...”, porque Deus não é Deus de hipócritas que só quando virem o mal se aproximarão a chamá-lo.

Os tempos de guerra das nações contra nações já terá passado. O que virá será o tempo quando a altivez dos chefes de poderosas nações será abatida no solo pelas pragas que virão sobre eles, e também por esse horroroso tempo de convulsão nas virtudes dos céus. Nesse momento perceberão que a religião não salva, porque o que salva é a obediência estrita a Palavra de Deus. Então será percebido que o freqüentar capelas, igrejas e demais lugares de reunião, onde as multidões se reúnem para fazer serviços (cultos) serão incapazes de proporcionar a resposta que acalme a terrível angustia, que como sombra escura, estará pairando sobre o mundo inteiro. Quando vier o conteúdo deste selo, virá junto uma parte das sete últimas pragas, que já estarão caindo sobre a humanidade, por isso digo que as nações estarão no meio de um terrível caos.

Como sempre digo, o conteúdo da Revelação (Apocalipse) não está em ordem cronológica, e sim que o leitor tem que buscar qual episódio é primeiro e qual o segue, e essa visão, é para um tempo, quando o pagamento das nações já haverá começado, para um tempo quando as pragas já estejam sendo derramadas.

Apocalipse 6: 12, 13 diz: “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte”.

Apocalipse fala de três terremotos o que serve para entender que a violência da atividade sismológica do tempo porvir causará muito mais dano que o causado pelos terremotos de hoje em dia, isso trará como resultado dor ao mundo pagão, que estará vivendo sem Deus e sem esperança porque a grande oportunidade de escapar já haverá terminado e os anos de dor haverão chego.

Isto foi dito por nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 24: 7: “... e terremotos, em vários lugares...”. Então chegará o momento de ser ver o horrível espetáculo, dos fenômenos siderais nunca dantes vistos, e os cientistas emudecerão por sua incapacidade de dar explicações razoáveis para acalmar o medo que sobrevirá aos ímpios.

No momento em que este selo for desatado o evangelho haverá deixado de ser pregado no mundo porque a oportunidade de salvação já terá chego a seu fim, dessa maneira não existirá refúgio contra as emergências, que possa abrigar aos que pensem em se livrar das angustias que lhes sobrevirá.

Apocalipse diz que o sol ficará negro, enquanto que em Mateus 24: 29 diz que ficará obscuro, ambos os textos significam a mesma coisa, quer dizer, que a força do sol vai minguar. Nisto há um fenômeno curioso, pois durante o derramamento das pragas o sol vai esquentar mais do que o normal, pois lhe será concedido queimar a humanidade como lemos em Apocalipse 16: 8, depois disso vemos que o sol irá baixar sua força, o como foi dito na declaração de Cristo: “ficará obscuro”, mesmo que não saibamos por quanto tempo.

Também a lua não brilhará como hoje, mas sim, os efeitos do sol virão sobre ela, até converte-la a um aspecto avermelhado escuro, como a cor do sangue.

Em Mateus 24: 29: “... e as estrelas cairão do céu... “, na visão dada a João isso se repete: “...E as estrelas do céu caíram sobre a terra...”

A pergunta a ser feita é: Referiu-se o Senhor em Mateus 24: 29, às estrelas que vemos no firmamento, cujo tamanho, segundo a astronomia, são muitas milhares de vezes maiores que nosso planeta? Porque se na questão de tamanhos a situação for dessa maneira, as palavras do Senhor nunca poderiam ser explicadas. Pode ser que Ele se refira, não as estrelas que vemos no firmamento, mas sim a outro tipo de estrelas?

Se tivermos que entender suas palavras literalmente, então o significado tem que ser buscado na própria Palavra de Deus, e encontramos a resposta em Apocalipse 8: 10, 11: “E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas”.

Em Apocalipse 9: 1 temos mais uma informação: “E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo”.

Essas estrelas são literais, mas não se referem a esses enormes corpos que durante as noites claras contemplamos. As palavras de Jesus Cristo registradas em Mateus 24 e em Apocalipse 6 possuem o mesmo significado, e não nos levam ou requerem que pensemos sobre a possibilidade de que corpos celestes, muitas vezes maiores que nosso planeta caiam, se considerarmos o tamanho é simplesmente impossível que tais estrelas possam cair sobre a terra. Entretanto Apocalipse demonstra claramente que essas estrelas vão cair. Mas não são corpos celestes, mas sim corpos que tem sido preparados por Deus, cujos efeitos semearão padecimento sobre a humanidade.

Somando-se à visão em análise, Jesus Cristo disse que “as potencias dos céus serão abaladas”, isso é também declarado de forma mais detalhada em 2Pedro 3: 10: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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