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sexta-feira, 25 de julho de 2014

A MINHA FÉ SERÁ QUE ESTÁ NA ROCHA?


                                          A MINHA FÉ SERÁ QUE ESTÁ NA ROCHA?
“Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.
Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.” Lucas: 6: 47-49
Após Jesus ter escolhido seus doze discípulos e dar algumas instruções, em um certo momento ele para, e dá essa advertência a eles. Eu pergunto, temos sendo ouvintes e praticante da palavra de Deus, ou apenas ouvintes. Jesus comparou aquele que pratica a sua palavra a um homem que edificou sua casa sobre a rocha. Deixamos bem claro que a casa aqui em questão é a nossa fé. Mas como ele edificou? De qualquer jeito? Não! Vamos ver agora como é essa edificação.
Cave! Ore! Leia a palavra
“É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou…” Não basta dizer apenas que se tem fé em Jesus e que cremos nele, antes de edificar sua casa na rocha você deve cavar, imagine que cavar numa rocha não dever ser muito fácil, bom quem é a rocha para colocar nossa fé? Isaías 26 :4 “Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma rocha eterna” Jesus não uma rocha qualquer, ele é a rocha eterna, mas cavar o que nessa rocha?
Quanto mais fundo você cavar na rocha mais forte será o seu alicerce. Quanto mais buscarmos conhecer as profundezas de Deus seus mistério, através da palavra oração e jejum, mais forte será a nossa fé, sendo assim o inimigo não conseguirá nos derrubar. Mas cavar em uma rocha não é fácil, há muitas pedras, chão duro, precisa-se de vontade determinação. Precisamos conhecer a palavra o que implica muita oração, jejum, e nadar a cada dia o nosso Eu. E aí como está sua escavação para construir sua casa?

Mas porque cavar tão fundo? Porque não edificamos a casa assim mesmo ou vamos cavar só um pouquinho pra que ir tão fundo? Bom continuemos o versículo “…cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.”
Vala é uma escavação longa e larga para receber a água e escoar para algum lugar determinado, bom então já cavamos bem fundo para colocar os alicerces, pois quanto mais fundo for feito um alicerce mais resistente será a casa, e junto foi construída uma profunda vala, para que quando vier muitas águas ela já tenha um curso determinado assim diminuindo o efeito sobre a casa. No momento que você lê a palavra, ora, jejua e busca ao Senhor, você começa a criar valas ao seu redor, e assim quando água a vier já tem um lugar certo pra escoar, bem longe da sua vida, assim essa casa pode receber o temporal que for vento, chuva, ela não vai cair porque está bem alicerçada na rocha.
E sua vida está bem alicerçada em Deus, ou esta construída de qualquer maneira até esta sobre a rocha porem não esta alicerçada, assim qualquer temporal te derruba, muitos cristão não querem passar por esse esforço de construir algo solido, até tem fé em Jesus, vai na igreja canta, mas só isso, cavar fundo, ler a bíblia meditando nela, orando e jejuando, isso não. Não é fácil, dizer não a carne, mas só com um alicerce muito firme você irá suportar os temporais da vida, assim pode vir perseguição, crise desastres, a sua fé não ira ser abalada, porque você não depositou sua fé de qualquer jeito no Senhor Jesus, mas sim ouviu e praticou tudo o que Senhor Jesus nos ensinou. Não existe coisa melhor do que saber que o Senhor é nosso refugio e nossa fortaleza. Veja que lindo versículo esse de Isaias 26: 3-4 “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma rocha eterna”.
Confie no senhor sempre, faça alicerce firmes que você irá superar as adversidades da vida e ser chamado mais que vencedor em Cristo jesus. E ele conduzirá sua vida em paz.
Fé na areia
“Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a areia sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.” Lucas 6: 49
Jesus também falou que existem aqueles que edificam sua fé sobre a areia,
Quando se constrói uma casa em um solo muito arenoso e ainda sem alicerces, o que se espera? Aparentemente ela talvez tenha um lugar de destaque, lugar alto, pareça um lugar muito lindo, a principio não tem problema algum, mas espere chegar a primeira tempestade, espere o a primeira correnteza de o rio chegar, ela vai varrer aquela linda duna de areia, e com ela tudo o que tiver presa. Mas no mundo de hoje o que seria a areia? Existe duas coisa que exemplificam bem quem é a areia, as duas estão la em Jeremias, a primeira esta no capitulo 17 vs 5 “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”. Não são poucas as pessoas que estão depositando sua fé mais no homem que é falho, do que em Deus, não estou falando de confiança no sentido de amizade, alguém que você confia um segredo, etc. Não é este sentido de confiança, a confiança que falo, é que pessoas, por muitas vazes, depositam toda sua esperança no pastor, no pai, no patrão no amigo, como por exemplo, o crente tem um sonho de pregar cantar ou de ter outro ministério na igreja, e é todo do pastor, porque acha que é o pastor que vai dar o cargo, ou que ele é o exemplo de pessoa ai de quem falar mal dele, é o homem perfeito, aí num belo dia o querido pastor cai, falha como todo ser humano, e o crente que tinha toda sua fé depositada no pastor vai por água abaixo, pra ele agora já não existe mais ministério, acabou seus sonhos caiu na fé já até saiu da igreja, porque o homem que ele tinha como modelo caiu, e ele foi junto, assim como aquela casa que falamos antes, isso não se aplica só na igreja, mas no trabalho , achando que o patrão é que vai dar a grande promoção, ou grande salário, e também em muitas outras áreas da vida que achamos que é o homem que vai resolver nosso problema, é bem verdade que todas essas pessoas tem papel fundamental e são elas que lhe dirão, você foi promovido, você agora vai ter um grande cargo aqui dentro, mas quem age quem planeja tudo, e de quem vem a resposta certa é do Senhor, ele vai usar quem lhe der na telha pra te abençoar até muitas vazes aquele ímpio que tanto de importuna. Tenha sua fé sempre firme em Jesus, porque este não falha, este não nos decepciona, se sua fé estiver firmada na rocha Jesus, pode cair o mundo o pastor que for, pode estar dando tudo errado, mas você permanece firme e confiante que a bênção vai chegar.
Porém outra areia que muitas vezes construímos nossa casa é em nós mesmo, esta lá em Jeremias também no capitulo 17: porém no vs 9 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”, é isso mesmo muitas vazes seguimos mais o nosso coração, nossa emoção, nosso extinto, do que nossa fé e a voz do Espírito Santo, confiamos em nosso extinto, mas a palavra de Deus é bem
clara nosso coração é enganoso, pior ainda também perverso, vai seguindo todo o seu extinto pra ver onde você vai parar, nosso coração nos leva para ciladas pois ele é movido pela perversidade da carne, por isso que Paulo alertou lá em Romanos 7 vs 18-20 “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem, Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”. Em seu coração, em sua carne não habita bem algum, não confie nela, siga a direção de Jesus somente. No versículo seguinte de Jeremias Deus da a reposta “…Quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”. Se você seguir seu coração suas obras serão perversas e Deus lhe dará o fruto disso. Deixe o senhor sondar e provar seus pensamentos, para que veja onde tem que ser mudado e como deve agir, ore como o salmista Davi orou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” Salmo 139: 23-24. “Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos” Provérbios: 16: 3. Peça para o Senhor sondar os seus desejos para que ele verifique o que há de errado e lhe dê o caminhou certo. No momento que você confiar no Senhor, mas somente nele, se você depositar sua fé na rocha e não em outros homens e muito menos em seu “extinto”, os seus caminho, seus pensamentos serão estabelecidos pelo Senhor. Caso contrário quando vir às tempestades da vida você não vai conseguir resistir.
Como se percebe a tempestade os ventos, os rios vêm sobre todos, mas depois que tudo passar vai ver quem realmente estava com sua fé bem alicerçada na rocha, porque os outros vão estar desabados, mas aqueles que construíram sua casa na rocha e fizeram alicerces fundos, estes não cairão, souberam edificar sua casa. Que agora você reflita e analise onde esta construindo sua casa, se notar que esta construindo em algo errado e de modo errado, é tempo de parar tudo mudar seu projeto de construção, comece a se firma em Deus, “cave” fundo em sua palavra, procure conhecer cada vez mais esse Deus maravilhoso que se entregou em seu lugar. E viva uma vida triunfante sobrevivendo a todas as tempestades...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESTUDO SOBRE O APOSTOLO JOÃO EVANGELISTA NA ILHA DE PATMOS...


                     ESTUDO SOBRE O APOSTOLO JOÃO EVANGELISTA NA ILHA DE PATMOS...
João Evangelista foi um dos doze apóstolos de Jesus, o mais novo deles. Na época do chamado do Messias ele tinha por volta de vinte e quatro anos. Pertencente à família de Zebedeu e de Maria Salomé, ele era possivelmente solteiro, provavelmente um pescador, uma vez que seu pai tinha a posse de alguns barcos e admitia vários servidores para auxiliá-lo na pesca. Antes de seguir o Nazareno, ele e seu irmão Tiago eram adeptos de João Batista, batizados por ele, se preparando assim para o encontro com o Messias. Quando o Batista os apresentou a Jesus, confirmando seu papel redentor, eles imediatamente o seguiram. Logo depois, o futuro Mestre os escolheu, sugerindo-lhes que abandonassem a profissão e suas posses, para constituir seu grupo mais próximo de seguidores, mais tarde conhecidos como os doze apóstolos.
João era repleto de sonhos e ideais, até mesmo por ser ainda muito jovem. Seu temperamento dominado pela paixão e enérgico lhe valeu, como também a seu irmão, o apelido de ‘filhos do trovão’, conferido pelo Mestre, em referência ao uso que fariam dos raios se os tivessem em mãos. Ao lado de Tiago e de Pedro, forma o trio mais íntimo de Jesus, marcando sua presença em momentos de destaque na jornada do Nazareno pelo Planeta. Ele é o único apóstolo presente, ao lado da mãe de Cristo e de Maria Madalena, na crucificação do Messias.
São João Evangelista escreveu não só o Evangelho Segundo João, mas também as três epístolas de João e o Livro do Apocalipse. Percebe-se, na análise de seus escritos, a existência de um ser excepcional, criativo, rico em imaginação, meditativo e voltado para sua essência interior no seu estilo expositivo, mais introvertido e observador enquanto seguidor de Jesus. Sua fé se desenvolve singularmente ao longo de seu aprendizado e de sua transposição dos ensinamentos de Jesus para a forma escrita.
João sonhava com o apostolado, alimentava o desejo profundo de levar a mensagem de Jesus para vários recantos do mundo, apresentando para tal tarefa uma disposição ímpar. Seu Evangelho apresenta muitas diferenças dos de seus companheiros de jornada evangélica. Enquanto os outros parecem sempre estar repetindo os mesmos episódios, apenas com palavras distintas, os textos de João testemunham momentos não narrados por seus companheiros, como se ele realmente estivesse presente nas etapas mais importantes da caminhada de Jesus, que traduzem ensinamentos fundamentais do legado deixado pelo Mestre.
Sabe-se que João acompanhou corajosamente o Messias até a Cruz, e foi entregue por Ele aos cuidados de Maria, com a missão de protegê-la e de ser amparado por ela como se realmente fosse seu filho. Posteriormente, na edificação da Igreja por Pedro, ele foi seu braço direito, bem como no Dia de Pentecostes.
Após a tortura e a morte de seu irmão Tiago, João começou a realizar seu sonho, dirigindo-se para Éfeso, na Ásia Menor, para iniciar suas pregações. Ele tornou-se responsável pelo grupo cristão formado por Paulo anteriormente. Foi diversas vezes preso, martirizado, até ser exilado na Ilha de Patmos, ao longo de aproximadamente quatro anos. Durante esse tempo, diz-se que ele teria criado o Apocalipse, do qual apenas uma pequena parte foi preservada. Quando o contexto político se modificou em Roma, ele retornou. Dos seguidores de Jesus, ele foi o que mais se destacou no pensamento teológico.
Contrariando todas as expectativas da época, ele morreu naturalmente, na cidade de Éfeso, em 103 d.C., aos 94 anos. Conta uma lenda que ele teria se deitado em sua própria sepultura, mas que esta foi encontrada sem nenhum vestígio de corpo quando foi aberta pelo Imperador Constantino, que tinha como meta levantar uma Igreja em sua honra...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A GANÂNCIA...


                                                                A GANÂNCIA...
A igreja primitiva em Jerusalém se mostrou generosa. Encontrou-se, no meio da igreja, um bom número de irmãos necessitados. Para suprir as necessidades desses santos, os irmãos fizeram grandes sacrifícios e ofereceram seu próprio dinheiro. Alguns, como Barnabé, venderam propriedades e doaram o dinheiro recebido (Atos 4:36-37).
A atitude louvável de discípulos como Barnabé apresentou uma tentação para irmãos carnais, como o casal Ananias e Safira. Eles também venderam uma propriedade para fazer uma contribuição à igreja. Mas no dia em que levaram sua oferta aos apóstolos, foram condenados e caíram mortos. Hoje, alguns líderes religiosos citam esse caso para exigir o dízimo, sugerindo que Ananias e sua mulher foram castigados por não dar o dízimo. Foi esse o motivo da morte deles?
Perguntas bíblicas merecem respostas bíblicas. Devemos primeiro ler o texto (Atos 5:1-11) para entender o pecado desse casal. Estes versículos nem mencionam o dízimo! Pregadores modernos que querem obrigar as pessoas a dar o dízimo não encontram nenhum apoio neste trecho.
Se Deus não exigiu o dízimo dos cristãos primitivos, qual foi o motivo de sua ira contra Ananias e Safira? A resposta se encontra nos versículos 3 e 4 – mentiram ao Senhor! Eles venderam um terreno e afirmaram que ofertaram o valor total da venda para ajudar os irmãos pobres. Eles queriam parecer pessoas generosas, mas, ao mesmo tempo, queriam ficar com uma parte do dinheiro. Decidiram mentir, dizendo que sua oferta foi o valor integral da venda do terreno.
Deus não obrigou ninguém a vender terras ou a dar o valor total de suas propriedades. Pedro reconheceu o direito de Ananias e Safira de ficar com o seu terreno: “Conservando-o, porventura, não seria teu?” (5:4). Uma vez que decidiram vender, não foram obrigados a doar o valor total. Pedro acrescentou: “E, vendido, não estaria em teu poder?” (5:4).
Ananias e Safira queriam o “crédito” por uma doação generosa, sem o sacrifício de perder todo o valor do terreno. Mentiram aos homens, e Deus cobrou!
O Novo Testamento, a aliança que governa os homens nos dias atuais, não exige que todos doem 100% de suas posses, e nem estipula 10% (o dízimo) como oferta obrigatória. Devemos contribuir ao trabalho do reino de Deus conforme a nossa prosperidade (1 Coríntios 16:2), com alegria e sinceridade (2 Coríntios 8:8; 9:7), segundo proposto no coração (2 Coríntios 9:7), com generosidade (2 Coríntios 9:11) e com um espírito de sacrifício (2 Coríntios 8:5; Filipenses 4:18).
Seguindo esses princípios, muitos discípulos de Cristo darão até mais de 10% de sua renda, mas farão as suas ofertas com alegria e por livre vontade, não pela imposição de exigências humanas. Cristãos verdadeiros que fazem parte de igrejas dedicadas ao Senhor terão prazer em participar do trabalho de Deus...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante


terça-feira, 22 de julho de 2014

ESTUDO SOBRE MARIA MADALENA...


                                               ESTUDO SOBRE  MARIA MADALENA...
“e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades:  Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete  demônios”. Lc 8:2
A História de Maria Madalena, a mulher que o Senhor expulsara sete demônios, é muito interessante, sua primeira aparição bíblica é em Lucas 8:2, quando o médico amado faz referência a um grupo de mulheres e cita seu nome, e depois Mateus, Marcos e João dão testemunho dela.
O autor do Dicionário Bíblico, John Davis, garante que ela é de Magdala, cidade situada na costa sudoeste do mar da Galileia. (p.380, 5ª Ed, 1977 Casa Publicadora Batista). Sem dar muitas explicações ela aparece apenas como a mulher que Jesus expulsou demônios, e com uma observação: Sete.  Quando foi que isso aconteceu não nos é dado o direito de saber, o que conhecemos e que ela recebera de Jesus uma grande libertação, e daí sua eterna gratidão.
Quem era ela antes de ter um encontro com Jesus. Uma sofredora, mulher fácil, talvez!  Não há registros de uma vida sórdida, mas com tantos demônios lhe atrapalhando a vida com certeza ela era dada a luxuria e ao pecado sem medida, John Davis explica que a velha crença de que esta mulher havia sido mau caráter e cujo nome tem servido para designar mulheres mundanas, baseia-se unicamente na primeira vez em que Lucas fala dela, e logo depois tem se notícias de que uma mulher pecadora na cidade ungira os pés de Jesus.
Maria Madalena entregou-se ao ministério de Jesus, e começou a acompanhá-lo em todos os lugares.  Foi testemunha ocular de milagres realizado pelo mestre, seu sofrimento, sua morte e ressurreição sendo a primeira a ver o Jesus ressurreto.
Diferente de muitos pregadores, o mestre, é sustentado por um grupo de mulheres devotas que o “o serviam com suas fazendas”, um ministério no limite da necessidade, sem muita gastança, mas com medidas de economia bem delimitadas e que garantia a expansão do reino de Deus. Em algumas igrejas, vemos esta distinção insolente, o rico é bem tratado porque de vez em quando faz uma “caridade” e dá um bom dízimo, uma boa oferta, por exemplo: a compra de um ar condicionado e outras futilidades, ás viúvas, os assalariados que é a sua maioria, são muitas vezes
ignorados, mal recebem a oração do seu líder, ás vezes passa dias internado em hospitais públicos e o pastor só toma conhecimento disto quando ele volta ao convívio da igreja, ele ao ver esta ovelha não diz que sentiu a sua falta, mas logo pergunta por onde ela andava, num tom jocoso. Maria Madalena me dá uma grande lição, com ela eu aprendo que ao ser livre por Jesus não posso  deixá-lo jamais, tenho que me dedicar a ele com todas as forças da minha alma, corpo e espírito.
Em segundo ela me ensina que a minha mão de obra pode tornar o ministério sustentável. A fidelidade no pouco depositado aos pés de Jesus garante o desenvolvimento da obra de Deus.
Não preciso ser o homem mais rico do mundo para pregar o evangelho, mas com estas duas lições básicas dá para agradar ao Senhor, devoção e fidelidade.
Seu espírito perseverante deu lhe alguns privilégios, sempre mencionada pelos evangelistas como a mulher que Jesus expulsara sete demônios. Ela está firme com Jesus na hora da crucificação, mesmo que, “de longe’’, cumpre o seu papel e acompanha cada passo do seu sofrimento. Monta campana na porta do sepulcro, compra aromas para embalsamar o corpo do seu adorado mestre, não desiste nunca, exemplo de perseverança. O mestre não está lá, ela volta e avisa a Pedro e aos discípulos.
No domingo pela manhã é hora de encontrar o mestre novamente, recebe de Deus a dádiva de ser a primeira a ver o Cristo ressurreto. O encontro com Jesus é glorioso, se anima e sai a dizer aos discípulos, eles não creem, mas que importa, ela viu Jesus e, isto basta. E depois disso, sai de cena e não se ouve mais falar nesta mulher maravilhosa que com gestos tão pequenos e insignificantes, do ponto de vista da sociedade, causou uma boa impressão no mestre e serve de ensino para as gerações futuras.
Sua lição de perseverança, doação, presença, coragem para estar perto na hora da dor, da morte, e ainda para dar a notícia da sua ressurreição nos ensina que ela é um grande exemplo a ser seguido.
Mateus 27:55,56 “E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para o servir, ”Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”.
Marcos 15: 40, 41 “E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé, as quais também o seguiam de o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém”.
Marcos 16:1 “E, passado ao sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo”.
Lucas 23:55,56 “E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia seguiram também e viram o sepulcro e como foi posto o seu corpo”. “E, voltando melas, prepararam especiarias e unguentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento”.
Lucas 8:2 “e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete  demônios...”

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 21 de julho de 2014

CAIM É IGUAL A MUITOS CRENTES, POIS O MAL BATE A SUA PORTA E ELES NÃO PERCEBEM...


CAIM É IGUAL A MUITOS CRENTES, POIS O MAL BATE A SUA PORTA E ELES NÃO PERCEBEM...
Genesis 4:1-16
1  Introdução
a. Porque duas pessoas criadas de maneira igual, com o mesmo amor, o mesmo cuidado e o mesmo ensino religioso, se transformam mais tarde em pessoas completamente diferentes?
b. Vejamos o exemplo de Caim e Abel, que nasceram como fruto do amor de seus pais. O nascimento de Caim foi motivo de alegria para sua mãe, que assim falou: “com o auxilio do Senhor tive um homem”. O nascimento de Abel também foi recebido com alegria.
c. Certamente Adão criou aos dois filhos com o mesmo carinho e amor. Fico imaginando que Adão tenha contado aos dois filhos as histórias de suas vidas no Éden, sobre os encontros pessoais que eles tinham com Deus.  Eram filhos amados que tiveram as mesmas oportunidades.
c.1. Imagino que Caim recebera a mesma formação familiar que Abel, eles aprenderam sobre a justiça de Deus, sobre o seu amor, haviam escutado de seus pais sobre a misericórdia e a graça experimentada por eles pelos seus próprios pais.
c.2. Max Lucado, faz um retrato muito interessante sobre a maneira que esses filhos eram tratados por seus pais: “…pareciam iguais. Compatíveis. Criados na mesma cultura, brincando nas mesmas colinas. Brincando com os mesmos animais, falavam com o mesmo sotaque. Adoravam o mesmo Deus”.
c.3. Mas, porque um filho que tem as mesmas oportunidades e recebe o mesmo amor que outro, mata transformando-se num assassino? Quem poderia imaginar que o filho mais velho assassinaria o filho mais novo?
d. Caim e Abel tornam-se diferentes, mesmo sendo criados nas mesmas circunstâncias. Em um deles vemos a humildade em outro soberba. Em um, amor incondicional, no outra vingança gratuita. Um torna-se filho obediente, devoto a Deus, que honra seus pais, enquanto o outro simplesmente escolhe ser a ovelha negra. Um transforma-se no orgulho do pai, o outro no motivo de insônia da mãe. Um torna-se cristão dedicado, o outro um descompromissado com Deus. A bondade era a definição de um, o egoísmo a marca do outro.
e. Filhos criados da mesma maneira podem se tornam totalmente diferentes. É possível numa mesma casa um filho ser bom e outro matar seus pais de forma cruel, ou ainda roubar as economias da família. Foi assim com Caim e Abel. Mesma família, mesma devoção, mesma educação no lar, mesmo carinho, as mesmas oportunidades. Todavia, duas pessoas diferentes.
f. Observamos que no dia a dia, diante dos mesmos problemas e circunstâncias há pessoas que tiram de letra todas as crises que a vida lhes apresenta, vencendo mágoas, enquanto outros que enfrentam as mesmas coisas, deixam-se levar pela derrota, tornando-se pessoas fracassadas e ressentidas. Vemos casais que mantem a qualidade do casamento, e outros, que apesar de terem o mesmo amor, simplesmente se rendem a intrigas, ofensas, agressões e vivem apenas suportando um ao outro. Enquanto alguns aproveitam ao máximo o casamento, outros mal conseguem permanecer juntos.
f.1. O que é que justifica situações como estas? Falta de amor, falta de sorte? São pessoas que possuem boa experiência, boa formação, mas reagem de formas diferentes em situações idênticas pelas quais outros passam com dignidade e retidão. Há indivíduos que embora provados em tudo, mantêm uma vida de devoção e agrado a Deus, e outros expostos as mesmas provações e dificuldades entregam-se a vícios e a tantos outros pecados, e finalmente a derrota.
g. Como podemos perseverar na Tonica da vitória, com o nosso maior inimigo batendo a porta?
g.1. Há uma resposta para esta pergunta. Vejamos Genesis 4:7.: “Se  você fizer o bem, não será aceito? Mas, se não fizer, saiba que o pecado ameaça a sua porta, ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo”. Caim não procedeu de forma adequada permitindo que o pecado o dominasse. É isto que chamamos de “Síndrome de Caim”. Ele não teve a atitude certa de dominar o pecado, deixando-se conduzir pelo erro.
2 - A origem da Síndrome de Caim
a. Quando temos um problema, uma situação difícil em nossas vidas ou um momento indesejável, se tivéssemos o poder de mudar tais situações, com certeza absoluta o faríamos. Se nós pudéssemos acabar instantaneamente com todos os nossos problemas, se pudéssemos mudar uma situação que nos causa desagrado, acho que sem hesitar, assim nós faríamos.
a.1. “…A chave para uma amizade com Deus não é mudar o que fazemos, mas mudar a atitude em relação ao que fazemos…”.
a.2. De fato, mudar a nossa atitude em relação a uma situação é muito importante. A vida é feita de escolhas, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir a ela. Pertence a mim e a você, a escolha de como iremos reagir aos problemas e circunstâncias da vida.  As nossas reações e escolhas diante dos diversos momentos desta vida, determinam nosso sucesso ou fracasso.
a.3. Quando um jovem tem um problema em seu emprego, ele pode ver neste problema, um obstáculo ou uma oportunidade para seu crescimento. Tudo depende da escolha de fazemos nestas horas. Diante das maiores contrariedades da vida, somos responsáveis por aquilo que nos tornamos.
b. É nossa escolha desistir ou prosseguir, amar ou odiar, optar pelo animo ou desânimo, esperar ou desesperar-se, viver contente em toda e qualquer situação ou escolher a murmuração, suportar tudo e acomodar-se ou reagir em busca de melhora e mudanças positivas. As nossas escolhas determinam o sucesso ou fracasso. Tanto a derrota como a vitória de um cristão começam com o tipo de escolha que este faz.
b.1. Veja o que diz Jeremias 7:24.: “Mas, eles não me deram ouvidos nem deram atenção. Antes, seguiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus. Andaram para trás e não para frente.” O povo de Israel serve de exemplo. As escolhas erradas do povo, os fizeram regredir e andar para trás. Por causa de escolhas erradas, estabeleceu-se a derrota e não a vitória, castigo em vez de alivio, maldição em lugar de benção.
b.2. As nossas escolhas determinam resultados bons ou ruins. Se nossas escolhas forem coerentes com os propósitos de Deus, elas podem transformar maldição em benção, tristezas em alegrias, noites em dias, vale de trevas e morte em céu, problemas em soluções, capacitando-nos a celebrar a vida, mesmo vestida de dor.
c. Deus nos deixa livre para escolhermos. Porém, uma vez que a nossa é efetuada, não temos mais como controlar as consequências, porque acionamos a lei das consequências não planejadas. Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos vamos continuar recebendo o que sempre recebemos. Em outras palavras, se queremos evitar os mesmos resultados de sempre, precisamos mudar os mesmos comportamentos de sempre.
c.1. Assim, por exemplo, se uma pessoa peca contra Deus, adulterando. A partir desse momento, ela não controla mais as consequências desta escolha. Escolha tem consequência. Portanto, antes de tomar alguma decisão importante, é bom pensarmos nas consequências.
c.2. Apesar de o pecado ter perdão. Lembre-se que temos que enfrentar as consequências do pecado. David adulterou com Betseba, e desse adultério nasceu um filho. Mas, o profeta Natã repreende David, e o filho nascido de uma união adultera mais tarde morre.  Pecado tem consequência.
d. Há algumas coisas que nós não podemos controlar:
d.1. Não controlamos o passado, mas podemos impedir que as lembranças do passado nos atrapalhem no presente. Há muita gente vivendo do passado, sendo perturbada por ele, e por isso precisa de libertação.
3 - O problema de Caim:
Escolha influenciada pelo mal
a. É a falta de boas escolhas que tem destruído a vida de muitas pessoas. Os insucessos na vida espiritual, emocional ou física, começam com a realização de más escolhas. Uma escolha divorciada da vontade de Deus pode levar uma pessoa a ruína. Esse foi o problema de Caim. Por isso, sua oferta não foi aceita, uma vez que suas atitudes a estragaram.
b. Mas, quanto a Abel, Deus aceita sua oferta. A aceitação de Abel não estava relacionada com sua simpatia pelo que ele era fisicamente. Deus tampouco tinha preferências por Abel e rejeição por Caim. A razão da aceitação de um e rejeição de outro começa no coração.
b.1. Veja o que diz  Genesis 4: 4,5.: “….o Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta“.
b.2. Neste versículo, Deus atenta para duas coisas: para a vida e a oferta. Primeiro Deus olha para a vida de Abel – para o seu coração – e o aceita, para depois aprovar a sua oferta.  O mesmo acontece com Caim – Deus olha para a atitude em seu coração – rejeita-o e, consequentemente a sua oferta também.
b.3. Vejamos um pouco da atitude de Abel:
“Quando um animal dos rebanhos de Abel dava cria pela primeira vez, o recém nascido era marcado. “Este pertence ao Senhor”. Era o que pensava Abel. “É o mais perfeito, merece ser premiado”.
Por outro lado, como um homem que procura uns trocados no bolso para atirar na bandeja de oferta, Caim apresentou apenas uma porção “do fruto da terra”. “Isso será suficiente”, raciocinou Caim. Sua intenção era guardar para si mesmo o melhor da sua colheita.
b.4. A diferença entre Abel e Caim era clara. Abel escolhia sempre fazer e dar o melhor para Deus. Caim escolhia não dar e fazer o melhor por Deus. As escolhas fizeram com que um fosse aprovado e outro rejeitado. As intenções nos corações de um e outro geraram aprovação e rejeição da parte de Deus.
c. A atitude interior de Caim estragou a oferta, pois ela tornou-se a expressão da maldade que havia dentro de um coração divorciado de Deus. Acerca disso a palavra do Senhor diz: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala. Não sejamos como Caim, que pertencia ao maligno e matou o seu irmão. E porque matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas.”
c.1. O âmago do problema de Caim estava na má atitude do seu coração. Ele resistia em proceder de forma aparentemente justa, mas Deus viu que suas obras eram más, e sua oferta portanto, não tinha o mesmo valor que a de Abel.
d. Pense em seus pensamentos como sementes. Alguns tornam-se flores. Outros ervas daninhas espinhosas. Plante sementes da esperança e desfrute o otimismo. Plante sementes de dúvida e espere insegurança.  Lembre-se do que diz a palavra: “tudo aquilo que o homem semear, isto também colherá”.
d.1. Deveríamos escolher melhor os pensamentos que entram em nossas mentes. Deveríamos colocar uma sentinela, para que não entrem em nossos corações as sementes ruins.  Lembremos do que diz a palavra: “…sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”
4 - Um exemplo de vitória nas escolhas – Daniel
a. A história de Daniel merece atenção. Daniel não pode evitar ser preso e levado cativo para a Babilônia (leia nisso: as circunstâncias contrárias). Na condição de prisioneiro, recebeu a determinação de morar no palácio (Veja nisso as limitações de Daniel), a fim de ser instruído em toda a sabedoria dos caldeus, com o propósito de servir ao rei (Leia nisso: outras pessoas contra o desejo de servir a Deus). Seu nome foi mudado, seus alimentos determinados e até sua bebida foi escolhida (Veja nisso uma formação pagã).
a.1. Mas, a atitude de Daniel fez diferença nesta situação para ele, para Deus, para seus opressores e também para aqueles que viveriam a seu lado. Daniel não alimentou o ódio, sentimentos de fracasso, não se acomodou com aquela situação. Daniel escolheu nutrir a atitude correta em seu coração. Ele plantou a semente de boa qualidade, a fim de produzir frutos bons.
b. Daniel optou pela atitude de não pecar contra Deus; por isso, propôs, em seu coração, não se contaminar com a comida do rei, nem com o vinho que ele bebia. A vitória de Daniel começou com a escolha que ele fez em seu coração. Antecipadamente, decidiu qual seria seu comportamento, qual seria sua ação: “Daniel propôs no seu coração não se contaminar”.
b.1. Foi neste ponto que Daniel venceu, e exatamente neste aspecto que Caim se destruiu. Daniel venceu por causa das atitudes existentes em seu coração para com Deus.  Somos o produto das atitudes que estabelecemos no coração. Manter uma boa atitude é o que nos diferencia como pessoas neste mundo, pois “nossas escolhas não apenas direcionam o nosso futuro como também afetam o que nós somos hoje”.
c. Ao falarmos de atitudes e escolhas, lembremos de que Paulo nos ensina a ter a atitude vitoriosa  de Cristo Jesus. Vejamos Filipenses2: 5.: “Tendes em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo”.  Jesus, quando neste mundo em forma humana, viveu movido pela atitude de glorificar a Deus, alcançando o homem perdido em seus pecados. Foi essa escolha que levou Jesus, mesmo sendo em forma de Deus, a esvaziar-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. Foi essa escolha que gerou a sua vitória, foi essa escolha que o fez ser exaltado.
c.1. A atitude de glorificar o pai fez toda a diferença quando Jesus enfrentou a agonia, a angústia no Getsêmani e a humilhação da cruz. Foi essa escolha que o fez dizer: “Que não seja a minha vontade e sim a tua. Por estar com um coração rendido ao pai Jesus, fez a escolha certa, e mais tarde foi exaltado, passando a ter um nome que está acima de todo nome.
c.2. Quando rendemos nosso coração a Deus, recebemos também o coração dEle em nós, e quanto mais próximo estamos do seu coração e  do conhecimento de sua vontade, mais fácil se torna obedecer-lhe. É isso que nos mantêm no caminho da vitória. É isso o essencial para a vida!
c.2.1. Mas, para nos rendermos a vontade de Deus precisamos praticar as palavras de Jesus conforme estão Lucas 9:23-25.: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.   Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.   Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?”
c.2.2. interpretando estas palavras de Jesus da seguinte maneira:  “Qualquer um que deseja estar comigo tem que me deixar liderar: Você não está no lugar do motorista – eu estou.”
c.2.3. Mas, qual tem sido a sua escolha? Você tem agido como o motorista da sua vida, de suas decisões, de suas atitudes? Então, você está num carro completamente desgovernado, que a qualquer momento pode sair da pista e bater contra uma árvore. Mas, se sua escolha é colocar Jesus como este motorista, então, pode ter plena certeza de que este carro vai chegar ao seu destino!
5 - As atitudes da Síndrome de Caim
a. Pegue um pote de barro e pinte com uma tinta qualquer. Aquela fina camada de tinta será capaz de esconder o barro. Talvez ninguém perceba que o pote seja de barro, por causa de uma fina camada de tinta. Mas, se o pote quebrar todos verão que ele é feito de barro.
a.1. Veja o que diz Provérbios 28:14.: “como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau”.
a.2. Alguém já disse que as aparências enganam. Ao examinarmos a vida de Caim constatamos essa realidade. Ele tinha a aparência de alguém correto, interessado ofertar a Deus, mas a aparência de Caim escondia suas reais intenções e atitudes.
b. Existem atitudes na vida de um homem, que podem até parecer boas e corretas, porém podem impedir este de avançar, fazendo-o cair em ruína.
5.1. Incapacidade de assumir responsabilidades
a. A oferta de Caim não era adequada. Deveria conter sangue. Afinal, todo sacrifício animal continha sangue. Mas, Caim apresenta a Deus um produto próprio de suas mãos, desconsiderando as regras estabelecidas para a realização de um sacrifício, e dessa forma, ignorando, os princípios da expiação vicária, que mais tarde teria cumprimento total na crucificação.
b. Na oferta oferecida a Deus, Caim revela sua indisposição para assumir responsabilidades. Sua responsabilidade era oferecer uma oferta segundo os princípios estabelecidos, mas não o faz. Ele erra ao agir assim, mas erra mais ainda ao não reconhecer que errou. Deveria ter agido com responsabilidade, reconhecendo que sua oferta estava aquém das expectativas divinas, e, portanto, ter corrigido seu erro. Mas, em vez de agir, reage!
b.1. Veja sua reação: “Mas (Deus) não aceitou Caim nem a sua oferta. Por isso, Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou.” Eis aqui, uma reação de caráter negativo.
b.2. Caim deveria ter reagido de outro modo, admitindo que agira de forma incorreta e então voltar a apresentar novamente a sua oferta do jeito certo. Mas, sua atitude de não admitir erros e não assumir responsabilidades por seus atos, o lança-o no rumo da sua própria destruição.
c. A incapacidade de assumir responsabilidades é um problema presente em nossos dias. Quantos resistem a idéia de que precisam admitir sua culpa, reconhecer seus erros e responsabilidades pelos infortúnios e fracassos pessoais. Alguns não poupam sequer seus antepassados. Dominados pela síndrome de Caim, culpamos pais, avós,  etc… Outros, estão prontos para culpar igreja, amigos, pastor, pelos seus fracassos e crises pessoais. Como é difícil para muitos admitirem: “Eu sou o culpado e responsável por essa ou tal situação.”
d. A síndrome de Caim transforma-nos em pessoas muito mais inclinadas para reagir do que agir. Pessoas que estão concentradas em reações, podem ser tentadas a se deixar levar pelas piores e mais negativas atitudes.
5.2. Viver como se a vida fosse uma competição
a. Ao invés de ficar alegre com as conquistas de Abel, Caim se amargura, fica desgostoso. Caim vê a vida como uma competição. Ao ver assim, não se alegra com o crescimento, conquistas pessoais dos outros. Caim era o tipo de pessoa que precisava empatar com os outros que viviam ao seu lado. Caim ansiava pela igualdade. Ele não admitira que sua oferta fosse recusada enquanto a do outro fosse aceita.
b. Em quantas famílias as pessoas são destruídas por essa atitude errada. Patrões, empregados, cônjuges, pais, filhos, amigos que se arrebentam por enxergar a vida dessa forma – uma verdadeira e continua competição! Um lugar onde se deve sempre ter um  vencedor e um derrotado. Não consideram a possibilidade de que poderiam se alegrar com o sucesso daqueles que convivem a seu lado, apenas adorando a Deus de todo coração. São dominados pela Síndrome de Caim!
5.3. Valorização exagerada de si mesmo
a. O orgulho impediu Caim de tentar ofertar novamente, de modo a procurar ser aceito por Deus. A soberba é a maior parceira das desgraças na vida de um homem. Tentar de novo? Reconhecer o erro? Isso é uma vergonha! É assim com Caim. Ele permite que o orgulho domine seu coração por inteiro.
b. O orgulho de Caim o faz pensar que sua vontade era mais importante que a vontade de Deus. O jeito de Caim de ser, era a seu ver, a única maneira de viver a vida.
b.1. Veja o que faz Caim em Gênesis 4:16-17: “Então Caim afastou-se da presença do Senhor e foi viver na terra de Node, a leste do Éden. Caim teve relações com uma mulher, e ela engravidou e deu a luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque.”
b.2. Preste atenção as palavras do texto acima: …foi viver… teve relações… fundou uma cidade… Qual foi o nome da cidade? Enoque, o nome de seu filho! Caim no controle de tudo, vivendo a vida do seu jeito, conforme sua vontade, auto suficiente, determinado em fazer as
coisas a seu modo, baseado em sua própria força, rejeita a direção e soberania de Deus sobre sua vida.
c. Caim age a seu jeito, à sua maneira, como um orgulhoso convicto.  A filosofia de Caim era: “Já que Deus não me aceitou, vou fazer do meu jeito. Nada de clamar pela bondade e misericórdia de Deus. Nada de buscar direção e harmonia com Deus...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

domingo, 20 de julho de 2014

QUE HAJA PAZ EM ISRAEL...


                                                     QUE HAJA PAZ EM ISRAEL...
Paz é alguma coisa importante na igreja. Quem procurar o melhor para a igreja, quer que ela viva em paz. Nós sabemos que muitas vezes a igreja não vive em paz. Pode haver coisas que destroem a paz na igreja. Pode haver brigas na igreja. Pode haver perseguição para a igreja.
Por isto é importante que oremos pela paz da igreja. Há um salmo, salmo 122, que faz isso. O poeta do salmo ora pela paz da igreja do Antigo Testamento. Ele diz: Que a paz esteja em você, Jerusalém. E ele quer também que outros orem pela paz da igreja: “Orem para que haja paz em Jerusalém.” Ele sabe que a igreja, Jerusalém, a cidade santa onde há o templo, a casa de Deus, precisa de paz. Sabe que só Deus pode dar a verdadeira paz. Por isso ora pela paz.
Então, não sempre há paz na igreja. Mas a Bíblia fala também de situações, nas quais a paz está na igreja. Aconteceu na época do nosso texto. O nosso texto é uma descrição da situação da igreja naquela época. Uma situação que havia durante certo tempo. O livro de Atos dá em vários lugares uma caraterística da igreja naquele tempo. Em 2: 43-47 por exemplo Lucas, que escreveu este livro, diz como era a situação na igreja imediatamente após Pentecostes, quando o Espírito foi derramado. Ele escreve que havia unidade na igreja. Em 4: 32-35 ele dá mais uma caraterística da igreja: A igreja era uma igreja diaconal. As pessoas da igreja ajudavam umas às outras. E também o nosso texto dá umas caraterísticas da primeira igreja. Ou seja, dá caraterísticas de todas as igrejas numa certa região: A igreja estava em paz em toda a região da Judéia, Galileia e Samaria.
Não era sempre assim. Sabemos do livro de Atos também de situações, que colocaram a paz em perigo. A igreja daquela época não era uma igreja perfeita. Há pessoas que pensam isso às vezes. Elas querem copiar a primeira igreja. Mas isto não precisa nem deve. Não devemos copiar uma igreja, mas seguir as regras do Senhor. Uma igreja perfeita não há neste mundo. Não havia naquela época e hoje também não. Só vai ter quando Jesus voltar. Que não sempre houve paz na primeira igreja, Lucas mostra claramente: Ele conta de um casal que pôs a paz da igreja em perigo. Mentiram contra o Espírito Santo (Atos 5). Lemos também de discussões entre grupos na igreja a respeito da obra diaconal da igreja (Atos 6). E mais tarde Pedro foi atacado porque ele anunciou o evangelho a pessoas que não pertenciam ao povo judeu. E houve uma briga feia entre Paulo e Barnabé por causa de Marcos. E Paulo devia uma vez repreender Pedro, porque ele voltou atrás a respeito do lugar dos não judeus na igreja. Ele deixou se influenciar por judeus.
Então, não houve sempre paz na igreja. A harmonia às vezes faltou.
Por isso é uma coisa tão bonita que podemos ler em nosso texto. Em certo momento houve paz nas igrejas da Judéia, Galileia e Samaria. Podemos dizer: Houve paz em todas as igrejas na região de Israel.
Quando foi isto? Atos 9 fala sobre a conversão de Paulo. Jesus lhe apareceu numa visão. Ele pegou Paulo à força. Paulo era um adversário da igreja. Ele perseguia a igreja quanto puder. Com todas as suas forças. Prendeu e matou homens, mulheres e crianças. Fez tudo para acabar com a paz na igreja. Amedrontou os cristãos. Fez que eles fugissem. Mas Deus quer usar este homem no seu serviço. Para pregar o evangelho. O evangelho foi anunciado em Judéia, Galiléia e Samaria. Mas Deus não se contentou só com isso. Ele quer que também os não-judeus, os gentios ouçam o evangelho de Jesus Cristo. Atos 10 marca como o evangelho atravessa a fronteira de Israel. Também gentios se convertem a Deus. O evangelho atravessou mais uma barreira. e Paulo será o instrumento na mão de Deus para anuncias o Evangelho a eles.
Fronteira de Israel, a Bíblia nos diz: Havia paz em todas as igrejas de Israel. A igrejas está madura para começar a obra missionária nas regiões gentis. Paz. Não devemos esquecer que era igreja que sofreram muito. Quem lê os primeiros oito capítulos de Atos pode descobrir que Satanás tentou em qualquer maneira destruir a igreja. Ele atacou de fora e de dentro. Houve muita perseguição. Mas Deus venceu: Ele dominou o inimigo número 1: Paulo. A perseguição diminuiu. Chegou a paz. Houve também problemas dentro da igreja. Já apontei uns. Mas Deus venceu. Houve falsos profetas. Deus tirou a máscara deles. Ele guardou a igreja em todas as tribulações. O Espírito Santo mostrou realmente o seu poder. Jesus Cristo provou que Ele é o verdadeiro Rei, que governa do céu a sua igreja. Em toda a região de Israel houve só um Vencedor: o Deus triuno. E dá para ver na igreja: Paz. Em Judéia, onde foi crucificado Jesus Cristo. Em Samaria, onde sempre dominava a inimizade contra os judeus. A paz: é a obra de Cristo. Ele venceu muitos corações.

Em resumo: a paz na igreja tinha a ver com duas coisas: De fora não houve mais tanta inimizade: Paulo parou de perseguir a igreja. E dentro da igreja não houve problemas, que havia antes. Havia união e harmonia. É a obra de Cristo, esta paz. Devemos ver isso bem. A paz não é alguma coisa que nós podemos conseguir. O nosso texto fala do Espírito Santo. Foi Ele quem deu a paz às igrejas em Israel.
E porque houve paz as igrejas podiam ser edificadas. A nossa tradução diz que a igreja ficava cada vez mais forte. Na língua original está escrita uma palavra que significa: construir, edificar. É uma palavra que a Bíblia usa muitas vezes, quando fala sobre a edificação espiritual da igreja.
A igreja tem um começo. Atos 2. Depois surgiram muitas igrejas em Judéia, Galiléia, Samaria. Pessoas, que moravam em Jerusalém deviam fugir (8: 1) e foram espalhadas por Judéia e Samaria. Mas elas não esqueceram em falar sobre Jesus, o Rei. Elas anunciavam a Boa-Notícia do Evangelho (8: 4). Cresceram outras igrejas. Mas uma igreja não pode somente crescer em número. Deve crescer também espiritualmente. Isso a Bíblia chama “edificar a igreja”. Aqui há uns anos começou uma Igreja Mas tudo não pode ser mais como era no começo. Nós devemos crescer na fé. Uma igreja deve ser edificada. É como uma casa. Alguém vai construir uma casa e faz um começo. Mas no começo ele faz outras coisas do que quando está terminando a casa. A obra continua. E não pode parar no meio do caminho. Isso deve acontecer na igreja. No começo a comida espiritual que comemos era muito leve. A Bíblia fala sobre leite para crianças na fé. Mas quem já há anos participa da igreja, deve ter comida mais forte: feijão e arroz. Um adulto não cresce, quando só toma leite. Por isso estudamos a Palavra de Deus. Para edificar a igreja. Para que nós cresçamos espiritualmente. Para que nós não paremos no meio do caminho. Outra coisa: no começo o pastor fez tudo sozinho na igreja. Mas edificar a igreja tem a ver com a vontade de deixar se usar como pedras vivas na edificação. Quer dizer: o pastor não é o único que é responsável para a edificação da igreja. Somos todos nós. Nós devemos querer usar os nossos dons para edificar a igreja. Uma pessoa dirige uma escola dominical, outra pessoa ajuda com o Boletim, terceira pessoa convida pessoas. E ninguém pode dizer que ele não tem uma tarefa na igreja. Que ele não precisa ajudar na construção da igreja. Na época do nosso texto as pessoas deixaram se usar nesta obra. Porque a igreja não pode ser demolida. Há forças que querem isso: a falsa doutrina. Ou forças de dentro. Uma fofoca. Os apóstolos e mestres ensinaram e os membros construíram. Assim houve crescimento na igreja. Crescimento espiritual. Edificação. Crescimento na fé, nas boas obras, em conhecimento.

Como é hoje na igreja? Em nossa igreja? Em nossa comunidade? Vocês deixam se usar como pedras vivas? Vocês querem crescer na fé e nas boas obras e no conhecimento? As suas vidas mostram um crescimento? Ou será que você ainda está no mesmo ponto quando começou? Há frutos da fé na sua vida? Podemos dizer da comunidade toda e de cada um de nós, que estamos sendo edificado? Que há crescimento espiritual? Vocês ficam, cada vez mais fortes na fé?
Devemos sempre cuidar desta edificação da igreja. Comparando com o passado, para descobrir se há crescimento espiritual. Você deve fazer isso na sua própria vida. Há pessoas dentro da igreja, que, creio, não mostram este progresso na vida espiritual. Continuam a mesma pessoa. Não são tocadas pelo Espírito Santo. Não querem se dar à comunidade. Não crescem na fé, nem nas obras da fé. Felizmente há também outras pessoas. Elas se dão à igreja. Querem lutar para fortalecer a igreja. Usam os seus dons para o bem dos outros. Isto é a obra de Deus. Novamente. Nunca podemos nos orgulhar de nós mesmos.
Uma igreja que é edificada. Sempre mais. Onde há unidade. E paz. É bom viver em tal igreja.
Em nosso texto lemos de mais uma caraterística das igrejas em Israel naquela época: os membros da igreja mostravam grande respeito pelo Senhor. Lucas usa aqui palavras que não encontramos muito no Novo Testamento, mas mais no Antigo Testamento. Ele usa a expressão: caminhar no temor do Senhor. Temor: isto não significa que as pessoas das igrejas daquela época tinham medo de Deus: uma criança não tem medo do pai. É mais algo como respeito. Por isso eles guardavam os mandamentos de Deus. Tinham medo de desobedecer a Deus. Uma criança que ama ao Pai quer
Fazer o que Ele pede. Lucas diz que as igrejas caminhavam assim. Quer dizer: assim era o estilo de viver na igreja: respeitando Deus. Sabendo que Deus é santo. Amando a Ele. Guardando a Palavra de Deus, o ensino dos apóstolos. Se entregando totalmente a Deus.
Também aqui devemos dizer que não era a sua própria obra. O Espírito Santo fez isso na vida dos membros das igrejas. O temor do Senhor, o respeito por Deus, era um fruto do Espírito Santo.
E qual era o efeito de tudo isto? A igreja crescia em numero, diz o nosso texto. O mundo vê a igreja. Vê quando há paz na igreja ou não. Vê como os membros da igreja estão vivendo. Se eles estão destruindo a igreja ou edificando. Se eles estão vivendo no temor do Senhor ou se eles só procuram se mesmo. A igreja naquela época crescia. O mundo viu que era bom pertencer a esta igreja de Cristo.
Mas não devemos esquecer uma coisa: que também crescimento em número é a obra do Espírito Santo. Todo o mundo dentro da igreja quer que ela cresça em número. Que outras pessoas vão seguir a Palavra de Deus. Mas não devemos esquecer que nós não podemos fazer que a igreja cresça. Nós temos a nossa responsabilidade, como já mostrei: viver em paz. Ajudar a edificar. Temer em Deus. Atrair outras pessoas, as convidando. É possível que uma igreja viva de tal maneira que outros não queiram se juntar a esta igreja. Essa é a nossa responsabilidade. Mas quando a igreja crescer, isso é a obra do Espírito Santo. O nosso texto diz isso muito claramente. A nossa tradução fala da ajuda do Espírito, mas isso é muito fraco. Lucas usa uma palavra que tem a ver com a pregação da Palavra. Podemos traduzir: a igreja crescia em número pela pregação do Espírito Santo. Houve na igreja uma pregação missionária: convidando os visitantes a se juntar à igreja. Uma pregação cheia do Espírito. Foi o Espírito que deu isso.
Então, como a igreja cresceu? Devemos dizer duas coisas: 1. Aconteceu pelo Espírito Santo: Ele deu o crescimento. Pessoas podem inventar tanta coisa, se Ele não der, a igreja não cresce. 2. O Espírito usava a mensagem da Palavra de Deus. Hoje em dia muitos pensam que o crescimento da igreja depende de fazer milagres e curas, mas a Bíblia ensina qual é o instrumento do Espírito: a pregação: a fé vem pelo ouvir da mensagem. A mensagem da Bíblia deve ser anunciada. Uma igreja que quer crescer deve em primeiro lugar pregar o Evangelho de Cristo. Isto o Espírito Santo quer usar para dar crescimento.
Irmãos e irmãs, A Bíblia dá um bom testemunho das igrejas em nosso texto. Ou seja: o texto mostra o poder de Cristo, o poder do Espírito. Havia adversidade, sim. Mas Deus é muito mais forte do que Satanás. Ele venceu os inimigos: um Paulo. Ele deu unidade à igreja. Paz. Ele trabalhou na vida dos cristãos. Deus para ver: vidas respeitando o único Deus. Pode ser que fiquemos um pouco com ciúmes desta igreja. Mas não esqueçam: Deus é o mesmo. O Espírito é o mesmo. O que Ele fez, ele pode fazer ainda hoje. Ele trabalha na igreja. Ele quer lhes dar o temor em Deus. Ele quer dar a paz na igreja. O que nós devemos fazer é ver a nossa responsabilidade. Lutar pela paz. Deixar se edificar. Estudar a palavra. Atrair outras pessoas. É bom viver na igreja de Cristo...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

sábado, 19 de julho de 2014

E DEPOIS DA MORTE?


                                                             E DEPOIS DA MORTE?


2 Coríntios- 5: 1,2 – PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;
Porque sabemos que, se nossa casa se desfizer, for queimada, apedrejada, serrada aos pedaços, apodrecida pela doença e desfigurada… Paulo usa essa expressão condicional: nossa casa terrestre se desfizer, tornar-se pó, morrer. Porque sabia que Cristo o faria ressuscitar, porque não experimentaria a morte, pelo contrário, seu corpo seria transformado.
A morte ou a transformação existe para todos os seres humanos, todos irão ressuscitar após a morte, para a vida com Deus ou para eterno sofrimento.
Jesus mesmo declara que não sabemos nem o dia e nem a hora, mas todos os justos serão transformados.( Mateus-24:36)
1Coríntio- 15:52 – Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
A morte ou a transformação existe para os homens e mulheres de Deus hoje. Alegrem-se, regozijem-se na tribulação. Portanto, sempre estejamos motivados para uma vida de santidade. (Mateus- 24:42). Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.
1João-3:2,3 – Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
A expressão “casa terrestre”- refere-se ao corpo terreno ou à sua vida terrena.
Lembremo-nos que Deus é espírito. E precisou de um corpo para realizar sua obra redentora na terra. E Jesus deixou o exemplo para os seus discípulos fazerem as mesmas obras até sua volta, prometendo vir buscá-los para ficarem com Ele eternamente.
Temos de Deus um edifício, uma casa ou corpo . Jesus disse: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (João-14: 2,3)
Isto provavelmente estava animando os discípulos quanto a morte física, do tempo terreno, passageiro, temporário e que Jesus estava preparando uma  morada eterna e voltaria para buscá-los, para estar juntamente com Ele.
Alguns entendem que esse trecho é um ensinamento difícil de se compreender , que, os fiéis depois da morte, enquanto aguardam a ressurreição, existem como espíritos desencarnados, como sombra sem corpo.
Notamos, no  entanto, que Moises e Elias, no monte da transfiguração, aparecem de corpo espiritual resplandecentes..
Apocalipse- 6:11- E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram (Ap.7:9) em corpos celestiais para morar nos céu com o Senhor. A morte dos justos leva-os imediatamente à presença de Cristo.
1Coríntio- 13:12- Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Enigma: Adivinhação, que só pode ser decifrada com muito esforço. (Juízes-  14:12). Jesus falava por meio de “Parábolas”, segredo de Deus, encoberto, e, que somente o Espírito Santo revelará aos fiéis.
João- 16:25 – Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai.
Logo, a morte é lucro. (Filipenses- 1: 21,22) – Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Agora  a obra do Espírito Santo é transmitir aos fiéis a presença de Deus nesta vida terrena pela fé em Jesus Cristo.
Por isso, testemunhe Jesus Cristo, enquanto viver neste corpo físico, sorrindo ou chorando, glorifique o Seu Nome em toda sua vida...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante