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domingo, 17 de fevereiro de 2013

DAVI E ABSALÃO, SER PAI NÃO É DÁ UM PRATO DE COMIDA E SIM AMOR...




DAVI E ABSALÃO, SER PAI NÃO É DÁ UM PRATO DE COMIDA E SIM AMOR...


2º Samuel - 18 - 33 : 33
INTRODUÇÃO
ILUSTRAÇÃO: Em uma Reportagem, afirma que o Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo. E ele aponta que a pobreza não é o grande responsável por este quadro caótico e vergonhoso. Mas um dos grandes problemas é a desagregação familiar. A desestruturação familiar tem contribuído muito para este caos. A família deixou de ser há muito tempo o ambiente gerador de valores, formador de estruturas emocionais, psíquicas, afetivas etc, saudáveis, equilibradas etc.

EXPLICAÇÃO
Eu não tenho dúvida que precisamos cuidar mais de nossas casas, de nossas famílias, de nossos filhos.
As famílias evangélicas estão se desmoronando. Os lares dos líderes estão se fragmentando. Portanto, é preciso olhar para casa, para dentro, para o interior de nossas relações.
Não tenho dúvida de que estamos necessitando de pais convertidos aos filhos e de filhos convertidos aos pais, conforme nos ensina o profeta Malaquias 4.6: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição”.
Olhem aqui para mim: Nós pais precisamos olhar mais para nossos filhos.
Quero que vejamos, ainda que laconicamente, a história de Davi. Davi era um pai muito bem intencionado. O grande problema é que boas intenções não são suficientes para evitar tragédias em nossa família.
Vejamos as boas intenções de Davi. Por exemplo, a começar pelos nomes que ele dá aos filhos. No tempo de Davi, os nomes pessoais revelavam muito as intenções e as expectativas que os pais tinham em relação aos filhos. Logo, Davi espera muita coisa boa de seus filhos.
ADONIAS – Aquele que pertence a Adonai, ao Senhor. Davi diz: “Este é de Deus”;
SALOMÃO – Significa ‘pacífico’;
ABSALÃO ou ABSHALOM – Que significa ‘o pai da paz’.
Dá para imaginarmos o que Davi tinha em mente ao colocar tais nomes em seus filhos? Havia muita esperança no coração de Davi. Davi jamais pensou que Absalão um dia viria a traí-lo, gerando assim um golpe de estado, a fim de destronar o próprio pai do poder.
Preste atenção numa triste realidade: “conquanto Davi fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto, não era capaz de transformar suas boas intenções em investimento de vida na existência dos filhos”. Não foi capaz de investir vida na vida dos seus filhos.
Por que isso aconteceu? Quem sabe por que estivesse ocupado demais. Era rei, muitas reuniões, muitas decisões, muitos compromissos etc.
Davi teve muitos filhos, mais de 20 filhos (II Samuel 3.2-5; 5.13-16).
Por que isso aconteceu? Quem sabe por que estivesse ausente demais.
Preste atenção em mais um detalhe: Absalão tinha tudo: dinheiro, castelo, casas, prestígio, posição social, status, era bonito (a Bíblia diz que ele era o homem mais bonito daquela geração (II Samuel 14.25), mas não tinha pai. Tinha tudo, mas não tinha família. Absalão não queria um rei, mas um pai.
Os grandes problemas de Davi eram na área familiar. Davi se caracteriza por ser um pai omisso e será a omissão a porta de entrada da desgraça na vida deste grande homem e de seu filho Absalão.
Tudo começa quando Davi adultera com Beteseba. A Bíblia diz, por boca do profeta Natã, que a espada não se apartaria da casa de Davi.
As coisas começam a ganhar vulto quando Amnom, um dos filhos de Davi e seu primogênito, apaixonado por uma de suas irmãs (II Samuel 13.1-14), irmã por parte de pai, a qual era irmã de Absalão, filho de Davi com Maaca (II Samuel 3.3), que era uma estrangeira procedente de Gesur.
Tamar era o nome da moça. A Bíblia diz que ela era linda e maravilhosa, graciosa, formosa, encantadora, um avião (II Samuel 13.1). Amnom, seu meio irmão, se apaixona por ela (II Samuel 13.2,3). Ele então armou um plano para coabitar com sua irmã (II Samuel 13.5).
O capítulo treze de II Samuel nos conta toda a história em detalhes. Todo mundo ficou sabendo, inclusive a corte. O rei ficou sabendo do escândalo, mas não fez nada.

Absalão esperava que seu pai fizesse alguma. O tempo passou e nada. Então, Absalão a chamou para morar com ele (II Samuel 13.20).
Depois de 2 anos, Absalão não agüentou mais esperar. Absalão se encheu de ira e ódio. Ele começou a planejar a morte do irmão (II Samuel 13.23-27).
Absalão mata Amnom. O rei se enfurece, fica cheio de ódio. Absalão foge, indo morar na casa de Talmai, seu avô (II Samuel 13.37). Permanece por lá durante 3 anos (II Samuel 13.38). Durante todo esse tempo nada foi feito. Davi não chama o filho, não conversa etc.
Mais tarde Davi chama o filho para morar nas imediações de Jerusalém (II Samuel 14.21-24). Há 2 km de Jerusalém. Dois anos se passaram e Davi não faz nada.
Davi, depois de Absalão não agüentar mais, mandou chamá-lo à sua presença. O texto de II Samuel 14.33 diz que Davi apenas o beijou. Vejamos bem: Um estupro, uma morte, ódio, amargura, crise e Davi pensa que pode resolver isso tudo com um beijinho.
O capítulo 15 de II Samuel informa que, daquele dia em diante, Absalão vai para a porta da cidade e começa a conspirar contra seu próprio pai (Vs. 1-6). Absalão prepara uma revolta armada (Vs. 10-13).
Davi foge de medo do próprio filho.
Joabe não agüenta mais aquela situação, até que um dia mata o filho do rei, que ficara preso por entre os galhos de uma árvore (II Samuel 18.9,14).
Assim, chegamos ao texto central que lemos. O tempo de dizer: “meu filho” havia acabado. Absalão estava morto e a tragédia consumada.
Para mim esta é a cena paternal mais dramática da Bíblia. Esta palavra que trago hoje trago-a com temor e tremor diante de Deus e de todos vocês. Até porque tenho dois pequenos filhos.
O que eu e você podemos aprender com a história de Davi e Absalão?


1) NOSSOS FILHOS PODEM TER TUDO, MAS NÃO PODEM FICAR SEM OS PAIS
Preste atenção numa triste realidade: “conquanto Davi fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto, não era capaz de transformar suas boas intenções em investimento de vida na existência dos filhos”. Não foi capaz de investir vida na vida dos seus filhos.
Por que isso aconteceu? Quem sabe porque estivesse ocupado demais. Era rei, muitas reuniões, muitas decisões, muitos compromissos etc.
Davi teve muitos filhos, mais de 20 filhos (II Samuel 3.2-5; 5.13-16).
Por que isso aconteceu? Quem sabe porque estivesse ausente demais.
Preste atenção em mais um detalhe: Absalão tinha tudo: dinheiro, castelo, casas, prestígio, posição social, status, era bonito (a Bíblia diz que ele era o homem mais bonito daquela geração (II Samuel 14.25), mas não tinha pai. Tinha tudo, mas não tinha família. Absalão não queria um rei, mas um pai.
Seja rei e seja pai ao mesmo tempo.

2) NÃO PODEMOS TRANSFERIR RESPONSABILIDADES INTRANSFERÍVEIS
“Homens e mulheres muito ocupados do lado de fora de casa acabam, sutilmente, transferindo responsabilidades intransferíveis para outros, dentro de casa”.
Davi transferiu sua responsabilidade para o avô de Absalão. Lá ele fica 3 anos.
Interessante que Davi perseguia Absalão (II Samuel 13.39), sem, no entanto, querer encontrá-lo, pois se assim o quisesse, não haveria dificuldades para fazer isso. Davi sabia onde encontrá-lo.
A pergunta que fazemos é a seguinte: para quem você está transferindo a responsabilidade de administrar a alma de seus filhos? Para o avô? Para o assessor? Para os filhos mais velhos? Para a Xuxa? Etc.
Uma das marcas de pais convertidos aos filhos é a capacidade de não transferirem responsabilidades; outra grande marca é não minimizarem o poder das amarguras familiares. Pais convertidos aos seus filhos brincam com o ódio existente entre os filhos e não acham que isso é algo sem importância.

3) NÃO PODEMOS DEIXAR DE CONFRONTAR NOSSOS FILHOS COM A VERDADE
Davi era um homem capaz de vencer gigantes, mas incapaz de confrontar seus filhos. Não havia diálogo com os filhos.
Lembram do caso do sacerdote Eli (I Samuel 3.13).

4) FAÇA DA SUA CASA SEU PRIMEIRO CAMPO MISSIONÁRIO
Leiamos Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”.
Faça de sua casa seu maior campo missionário. Que ainda ganharmos o mundo inteiro e perdermos nossa alma? Perdermos nossos filhos?

CONCLUSÃO
Olhem aqui para mim: Há muitos pais em nossa igreja negligenciando a educação cristã dos seus filhos. Como isso acontece? Na falta do culto doméstico; na ausência dos filhos na casa de Deus pela falta de tempo, pela omissão ou até mesmo, infelizmente, pela irresponsabilidade;
“Não choremos tarde demais: “Então, o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta e chorou; e, andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!”...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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