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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A IGREJA PERSEGUIDA ELA SE DESENVOLVE RAPIDAMENTE...


                                 A IGREJA PERSEGUIDA ELA SE DESENVOLVE RAPIDAMENTE...

 Atos 8.1-8
1 - E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersas pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 - E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3 - E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os I encerrava na prisão. 4 - Mas os que andavam dispersas iam por toda parte anunciando a palavra. 5 - E, descendo Filipe à cidade de Samaria, Lhes pregava a CRISTO. 6 - E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, 7 - pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. 8 - E havia grande alegria naquela cidade.

UMA GRANDE PERSEGUIÇÃO. Parece que Saulo foi o líder da primeira perseguição em grande escala contra a igreja (vv. 1-3; 9.1), perseguição essa intensa e severa. Homens e mulheres eram encerrados na prisão (v. 3) e açoitados (22.19), e muitos foram mortos (22.20; 26.10,11). DEUS, porém, transformou essa perseguição em início da grande obra missionária da igreja (v. 4).
8.5-24 DESCENDO FILIPE À ... SAMARIA. Note a seqüência de eventos nesse registro do derramamento do ESPÍRITO SANTO nos crentes samaritanos.
(1) Filipe pregou o evangelho do reino, e DEUS confirmou a Palavra com sinais e prodígios (vv. 5-7).
(2) Muitos samaritanos receberam a Palavra de DEUS (v. 14), creram em JESUS (v. 12), foram curados e libertos de espíritos imundos (v. 7), e batizados nas águas (vv. 12,13). Assim, experimentaram a salvação, a obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO e o poder do reino de DEUS (ver v. 12).
(3) O ESPÍRITO SANTO, porém, não tinha descido sobre nenhum deles depois da sua conversão a CRISTO e batismo em água (v. 16).
(4) Alguns dias depois da conversão dos samaritanos, Pedro e João chegaram a Samaria e oraram para os novos crentes receberem o ESPÍRITO SANTO (vv. 14,15). Houve um definido intervalo entre a conversão deles e o recebimento do batismo no ESPÍRITO SANTO (vv. 16,17; cf. 2.4). Este caso dos samaritanos segue o padrão da experiência idêntica dos discípulos no dia de Pentecoste.
(5) Sem dúvida houve manifestação externa neste caso de recebimento do ESPÍRITO SANTO, a saber: línguas e profecia (ver v. 18)
8.6 OS SINAIS QUE ELE FAZIA. A promessa de CRISTO no sentido de operar sinais e milagres para confirmar a pregação da Palavra não se limitava aos apóstolos (Mc 16.15-18). Ele prometeu que os convertidos por seus discípulos (os que crerem na palavra deles) operarão milagres em nome de JESUS, tais como expulsar demônios (Mc 16.17) e curar os enfermos (Mc 16.18). Foi exatamente o que Filipe fez (vv. 6,7)
 

Estêvão se entregou ao JESUS a quem vira na visão. É um exemplo marcante de uma fórmula de palavras aplicáveis originalmente ao Pai, sendo endereçadas ao Filho, e demonstra como os cristãos primitivos colocavam JESUS no mesmo nível que o Pai. Depois, Estêvão orou, pedindo perdão por seus algozes, ecoando, mais uma vez, as palavras de JESUS (Lc 23:34), suas palavras se contrastam, de modo marcante, com a sua atitude de denúncia no discurso, e ilustram como o cristão, embora denunciasse o pecado e a desobediência a DEUS a fim de levar ao arrependimento os seus ouvintes, deve ter por eles preocupação pastoral, e orar no sentido de serem eles perdoados. Dizendo assim, adormeceu (cf. 1 Ts 4:14-15), o primeiro cristão a morrer por amor a JESUS.
Ainda assim, pelo menos um homem ficou sem comover-se, e não ficou triste ao vê-lo morrer. Não fica claro neste ponto se Saulo era membro do Sinédrio, mas 26:10 é melhor interpretado neste sentido. Não seria tarefa fácil converter semelhante homem; Lucas está dando uma indicação prévia do caráter extraordinário da transformação subseqüente de Saulo.
 
e. A seqüela à morte de Estêvão (8:1b-3).
 
Este breve parágrafo termina. a história de Estêvão ao mencionar o seu enterro, mas, sobretudo, prepara o caminho para o desenvolvimento da narrativa ao indicar como a morte de Estêvão levou à dispersão dos cristãos e à conseqüente divulgação do evangelho "(8:4-40; 11 :19-30); e, também, ao sublinhar o nome de Saulo, o perseguidor da igreja, prepara os leitores para a maravilha de sua reviravolta (9 :1-31). As várias lições vinculam-se de modo não muito estreito: os eventos no v. 2 provavelmente antecederam os do v. 1', e o v. 3 é realmente uma expansão do v. 1, talvez deliberadamente retido para fazer forte contraste com o v. 2. 
 O ataque bem-sucedido contra Estêvão ficou sendo o sinal para um ataque, escala maior como da igreja em Jerusalém, sem dúvida instigado pelo mesmo grupo que atacara àquele. Esta é a primeira ocorrência da palavra perseguição em Atos (excetuando-se o emprego do verbo em 7 :52). Conforme seu emprego aqui, significa oprimir alguém a fim de persuadi-lo ou forçá-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos. Os cristãos mantiveram a sua fé e preservaram a sua vida ao fugirem para lugares onde os perseguidores não se dariam o trabalho de alcançar. Bastou-lhes fugir para a zona campestre da Judeia e da Samaria a fim de escaparem às opressões. É de significância que alguns cristãos se dispuseram a permanecer na Samaria e que ali não passaram por perseguições. Pode-se supor que a oposição em Jerusalém adviesse principalmente dos opositores de Estêvão e que se dirigisse principalmente contra os associados dele dentro da igreja. Supõe-se que os apóstolos fossem deixados em paz; o fato de poderem continuar em Jerusalém (sem dúvida em companhia dalguns outros cristã"os) confirma a ideia que fora mormente o grupo de Estêvão que estava sendo perseguido.
2. A despeito do perigo que havia nisto (e é esta a razão de colocar o v. 2 depois do v. 1), havia homens piedosos na igreja que estavam dispostos a dar a Estêvão um sepultamento apropriado. Era normal sepultar criminosos executados,82 mas a codificação posterior da lei feita pelos judeus proibiu o pranto público por eles; se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estêvão, e assim se exporiam a riscos consideráveis. A palavra piedoso se emprega noutros lugares para judeus piedosos (2:5; Lc 2:25), mas mais tarde se emprega para descrever Ananias, reconhecidamente como "piedoso conforme a lei" (22:12), embora fosse um cristão. Pode-se supor que aqui há alusão a cristãos.
3. Tipo diferente de zelo religioso foi aquele demonstrado por Saulo que assumiu um papel de liderança na perseguição da igreja. Ia de casa em casa entre os cristãos e os arrastou para o cárcere, nem sequer poupando as mulheres. A atividade de Saulo é plenamente confirmada em termos gerais pelo seu próprio testemunho insuspeito (1" Co 159; Gl 1 :13, 22-23, Fp 3:6; 1 Tm 1:13).83 Sem dúvida, as autoridades romanas eram coniventes com o que acontecia; de qualquer forma, não é necessário que o ataque tenha durado muito tempo (períodos longos de perseguição tendem a ser raros), e é possível que muitos cristãos tivessem voltado quietamente a Jerusalém uma vez arrefecido o primeiro calor dos ataques.
 
f. O evangelho avança até Samaria (8:4-25).
 
A dispersão dos cristãos levou ao mais significativo avanço na missão.
As descobertas arqueológicas em Giv'at ha-Mivtar demonstraram este fato.
 À luz destas claras referências nos seus próprios escritos a atividade que somente podem ter sido realizadas em Jerusalém e nos seus arrabaldes, a declaração de Paulo em GI 1 :22 de que "não era conhecido de vista das igrejas da Judeia  que estavam em CRISTO" cerca de três anos após a sua conversão, não pode significar que estas últimas nunca o viram da igreja. Pode-se dizer que ficou sendo necessária a perseguição para levá-los a cumprir o mandamento implícito em 1 :8. Na medida em que os cristãos avançavam para novas áreas, descobriram que havia uma resposta imediata ao evangelho, conforme exemplifica a resposta dada pelo povo da Samaria. A pregação de Filipe foi acompanhada pelos mesmos tipos de sinais que já tinham sido vistos no ministério de JESUS e dos apóstolos, e havia uma reposta poderosa à chamada ao batismo. Esta resposta era tanto mais notável porque as pessoas às quais Filipe pregava já tinham estado sob o fascínio de um charlatão religioso de nome Simão. A missão bem sucedida levou a uma visita por Pedro e João que descobriram que os convertidos não tinham recebido o ESPÍRITO e que impuseram sobre eles as mãos a fim de que O recebessem. Até mesmo Simão quis obter alguma coisa - não meramente o dom do ESPÍRITO, mas, sim, o dom de outorgar aos outros o dom do ESPÍRITO; foi, porém, necessário adverti-Io fortemente contra a atitude pecaminosa e sem arrependimento que revelou no modo de fazer este pedido.
A história é significativa de dois modos. Em primeiro lugar, registra o recebimento do evangelho pelos samaritanos, um povo ao qual os judeus odiavam intensamente e consideravam como sendo herético; o sentimento de hostilidade, porém, era mútuo. Embora possamos ser tentados a ver na missão à Samaria a primeira tentativa da igreja rio sentido de evangelizar aos gentios, esta seria uma interpretação errônea. Para os judeus, os samaritanos não eram gentios, mas, sim, cismáticos; parte das "ovelhas perdidas da casa de Israel". Para Lucas, eram pessoas que observavam a lei e que demonstravam mais piedade do que muitos judeus (Lc 10:33-,37; 17:11-19), embora também pudessem mostrar hostilidade aos discípulos de JESUS (Le 9:52-56). Por detrás da narrativa, portanto, podemos muito bem perceber que a hostilidade entre os judeus e os samaritanos foi vencida pela fé que os dois grupos tinham em JESUS CRISTO, e é neste sentido que se pode encarar esta história como um passo na direção da solução do problema maior de reunir os judeus e os gentios. Se for correta esta ideia  talvez ofereça a chave ao problema inegável apresentado pelo fato de que os crentes samaritanos n[o receberam o ESPÍRITO até que os apóstolos impusessem sobre eles as mãos. Destarte, foram levados à comunhão com a igreja inteira, e n[o meramente com a seção helenística dela. Esta explicação é preferível ao ponto de vista de que os samaritanos n[o corresponderam plenamente à pregação do evangelho. Outros pontos de vista, como, por exemplo, aquele que declara que o ESPÍRITO n[o poderia ser recebido sendo pela imposição das mãos apostólicas, são contrários à tendência geral do quadro que Lucas nos dá em Atos (cf. 9 :17).
Em segundo lugar, a história dá destaque a Simão, o mago, que mais tarde ficou sendo de má fama corno herege gnóstico. Há grande incerteza quanto a Simão realmente ter sido um gnóstico que sustentava pelo menos alguns dos conceitos heréticos atribuídos a ele por escritores posteriores, ou se foi meramente um mágico e charlatão a cujo nome crenças gnósticas vieram a ser posteriormente atribuídas.84 Certamente, é curioso que alguns dos estudiosos mais radicais do Novo Testamento , que teriam muita cautela em atribuir ao próprio JESUS qualquer parte da cristologia da igreja, estejam tão dispostos a acreditar que crenças gnósticas do século 11 já eram sustentadas por Simão na primeira metade do século I. Parece mais provável que certas reivindicações do Simão histórico tenham capacitado seus seguidores posteriores a considerá-lo um gnóstico, embora ele mesmo não tenha chegado àquela etapa. 
 A história começa a mostrar corno a perseguição da igreja em Jerusalém acabou surtindo um efeito favorável. Aqueles que foram expulsos dos seus lares ou que acharam melhor deixá-los regavam a Palavra corno boas novas enquanto iam de lugar em lugar. interessante que este movimento específico não é atribuído a qualquer orientação precisa da parte do ESPÍRITO, tal qual ocorria noutras etapas cruciais na expansão da igreja. Pelo contrário, parece que era considerado coisa natural para os cristãos viajantes espalharem o evangelho; talvez surgissem naturalmente oportunidades para assim fazer, à medida em que as pessoas entre as quais vieram viver perguntavam a eles por que tinham deixado seus lares.
Uma das pessoas que foram para a Samaria (8:1-5) foi Filipe que é claramente aquele membro dos Sete mencionado em 6:5. A sua pregação acerca do Messias certamente teria despertado o interesse, no mínimo, dos ouvintes, visto que a expectativa da vinda de um libertador futuro (conhecido como o "restaurador") fazia parte firme das promessas proféticas da Bíblia.
Samaria -  "à cidade de Samaria" (ARA), que  parafraseia como sendo "a cidade principal da Samaria". Se o último texto é o certo, a fraseologia é um pouco estranha, e a tradução de GNB não é totalmente satisfatória como tentativa para tratar do problema. As cidades possivelmente em mira são Sebaste (o novo nome que Herodes Magno deu à Samaria do Antigo Testamento), Siquém, ou possivelmente Gita, onde Simão nasceu. Seja qual for a identificação, não influencia a história propriamente dita. Na
teologia samaritana (Jo 4:25); esta expectativa se baseava em Deuteronômio 18:15 e segs., e a pessoa esperada tinha mais o caráter de um Ensinador e legislador do que de um soberano.
Havia um movimento em massa entre o povo na medida em que escutava atentamente à mensagem de Filipe. Sua atenção foi despertada por aquilo que ouviram e viram. Filipe tinha a mesma capacidade dos apóstolos para operar sinais que serviam como confirmação da sua mensagem. Como Pedro (5 :16), podia expulsar espíritos maus, e o povo podia escutar os gritos que saíam das vítimas possessas quando os poderes demoníacos as deixavam (cf. Lc 4:33; Mc 1 :26).86 Além disto, o povo podia ver por si mesmo como as pessoas que tinham sido paralíticas e coxas agora conseguiam andar; mais uma vez, a atividade de Filipe tem correspondência com a de Pedro (3:1-10) e de JESUS. Estes milagres de cura trouxeram júbilo ao povo. Por enquanto, porém, nada se diz acerca de o povo passar a realmente crer no evangelho.. e, embora houvesse alusão a uma situação em que JESUS não podia curar onde não havia fé (Mc 6:5-6), sabemos que podia existir a cura sem a resposta apropriada da fé e da gratidão a DEUS (Lc 17:17-19). 
 Antes, porém, de registrar a conversão do povo, Lucas volta a atenção dos leitores àquilo que estava acontecendo antes da chegada de Filipe. Havia na cidade um homem chamado Simão, que alegava ser pessoa de grande importância, e obteve crédito mediante os seus poderes milagrosos. O povo foi enganado por ele ao ponto de dizer que era o poder de DEUS, chamado o Grande Poder. Os fatos acerca de Simão dificilmente se desentranham das lendas posteriores. Temos informações fidedignas da parte de Justino Mártir, ele mesmo nativo da Samaria, de que Simão ali vivia e de que mais tarde mudou para Roma, onde continuou seus atos enganosos. Mais tarde, Irineu registra que viajou juntamente com uma certa Helena, escrava, a qual dizia ser uma encarnação do "Pensamento" (um poder gnóstico). Hipólito, outro escritor que tratava das heresias, conta uma história acerca de como Simão foi derrotado numa disputa com Pedro. Finalmente Simão disse "que se fosse enterrado vivo, ressuscitaria no terceiro dia. Mandando cavar uma sepultura, ordenou que seus discípulos empilhassem terra sobre ele. Fizeram como mandara, mas ele permanece ali até hoje. Isto porque não era o CRISTO". É difícil aquilatar a quantidade de veracidade nestas histórias, e noutras tantas. Certamente, Lucas
 
 
Com o martírio de Estêvão findou a primeira etapa da Igreja Primitiva, a de pregar o Evangelho em Jerusalém, cap. 1.8. Foi somente com a "grande perseguição contra a Igreja (8.1) que obedeceram à ordem divina de proclamar a Mensagem "em toda a Judéia e Samaria..."Ainda havia grande número dos habitantes de Jerusalém não evangelizados, a obra crescia cada vez mais e havia grande gozo do ESPÍRITO em todos os membros da Igreja. Qual a razão de alguém sair de Jerusalém em demanda de outro campo? Contudo foi a Vontade divina que assim fizessem, e os que não fizeram primeiramente de livre vontade, depois foram obrigados a fazer.
 
I. OS DISCÍPULOS EM JERUSALÉM DISPERSOS, 8.1-3.
8.1 "E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava
em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 "E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3"E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.
E também Saulo consentia (v.l): Saulo não presenciou o martírio de Estêvão, penalizado pelo horror de ver um homem justo assim sofrer. Ao contrário, a palavra traduzida "consentia" dá a entender que não apenas apoiava o ato mas se regozijava em ver um membro da desprezada "seita" morrer.
Fez-se naquele dia uma grande perseguição (v.l): Seria natural supor que, com o derramamento do sangue de Estêvão, as autoridades sentissem remorso e resolvessem adotar outros planos. Mas sentiram sede se sangue - sede que podiam estancar só derramando o sangue de outros discípulos. (v.3; cap. 26.10). Ficaram determinados a matar até acabar com a "seita".
Contra a igreja em Jerusalém (v. 1 ): Compare com as palavras que CRISTO predisse acerca desta cidade, Mt 23.37-39.
Todos foram dispersas (v.l): Muito grande foi a multidão que, abandonando seus lares e o lugar onde se converteram, fugiu de Jerusalém para toda a parte. Depois de mencionar "três mil" membros (2.41), e "cinco mil" (4.4), diz que o número "crescia cada vez mais" (5.14); e, por fim, que "se multiplicava muito o número" (6.7).
Com essa perseguição a Igreja perdeu, mais ou menos, a visão de Jerusalém terrestre e começou a olhar mais para a Jerusalém celestial, Hb 12.22. Quando a Igreja está governada de Jerusalém, de Roma, ou de qualquer outro ponto da terra, ela sempre fica embaraçada e limitada na sua visão celestial.
Uns varões Piedosas foram enterrar a Estêvão (v.2): Estes homens foram membros da Igreja que, mais fervorosos do que os demais, levantaram, com ternura, o corpo esmagado do amado Estêvão, para enterrá-lo? Ou, lembrados de José de Arimatéia e de Nicodemos,julgamos que fossem judeus piedosos, que desejavam honrar um homem tão nobre como Estêvão? Não sabemos quem foram, mas é certo que não se envergonharam da causa pela qual Estêvão sofrera e nem temiam a ira dos inimigos dela.
Fizeram sobre ele grande pranto (v.2): Estêvão era um homem bom, uma bênção para a Igreja e membro poderoso na obra. Quando foi arrebatado, pelos inimigos. do meio dos irmãos, sentiram grande falta dele e o prantearam.
Saulo assolava a igreja, arrastando homens e mulheres (v.3): Saulo julgava que nisto fazia serviço a DEUS, Atos 26.9-11; Fp 3.4-6. Mas o que lhe dava grande prazer (v. 1), depois se tornou motivo de grande remorso, 1 Co 15.9; 1 Tm 1.12,13.
 
II- O EVANGELHO É LEVADO A SAMARIA, 8.4-25.
 
O grande vento de perseguição em Jerusalém dispersou, por toda a parte, a boa semente do Reino de DEUS, a qual nasceu produzindo uma nova e gloriosa colheita de almas. "O sangue dos mártires é a semente da Igreja."
Com o martírio de Estêvão, as autoridades determinaram acabar de uma vez com o cristianismo, caçando e matando a todos, tanto mulheres como homens, que criam em CRISTO. Mas se enganavam, pensando que matar os que crêem no Evangelho é acabar com o Evangelho. O cristianismo é CRISTO e ninguém pode destruir a CRISTO. Os discípulos foram mortos, mas CRISTO continuava a viver, e continuava a suscitar outros discípulos.
Iam por toda a parte, anunciando a palavra (v.4): Obedeciam à ordem do seu Mestre: "Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra", Mt 10.23.
Muitos crentes pensam foram os apóstolos que foram dispersos e que iam por toda parte proclamando a Palavra. Mas os apóstolos não foram dispersos, v.1. Foram, portanto, todos os discípulos, os leigos, que anunciaram a Mensagem em toda parte. Qualquer crente, por mais humilde que seja, pode pregar, isso é, anunciar a Mensagem de JESUS. O ministério da Palavra não é privativo ao púlpito. Naturalmente os membros da Igreja Primitiva, tinham de sofrer muito desprezo em todo lugar onde chegassem, pela razão de terem sido expulsos de Jerusalém. Mas, os fiéis, com o coração ardendo, testificam em qualquer situação. O maravilhoso crescimento da Igreja Primitiva não foi fruto da obra de grandes pregadores, mas de fidelidade de todos os membros em testificarem, cheios do ESPÍRITO SANTO, para todas as pessoas a seu alcance.
Descendo Filipe à cidade de Samaria (v.5): Este não era Filipe, o apóstolo (cap. 1.13), mas Filipe, diácono, escolhido ao lado de Estêvão, cap. 6.5. Filipe, naturalmente, tinha de fugir para escapar com a vida, quando Estêvão foi morto. Filipe foi conhecido depois como "Filipe, o evangelista" (cap. 21.8), servindo como boa ilustração das palavras de Paulo: "Os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há em cristo JESUS", 1 Tm 3.13.
À cidade de Samaria (v.5): A antiga capital das doze tribos, mas reformada e adornada por Herodes, o Grande.
Filipe... lhes pregava a CRISTO (v.5): Qual é o assunto principal do púlpito moderno? É ciência, filosofia, história, boas obras? Exaltamos cristo, como Filipe, ou a nós mesmos, como Simão? Salientamos aquilo que CRISTO faz ou o que nós fazemos? Proclamar a Sua morte e ressurreição, ou pregamos um legalismo - o que devemos e não devemos fazer? (Lede 1 Co 2.1-5). A pregação que é de lei é só negativa (contra), e mata. Mas a pregação positiva, no poder do ESPÍRITO, produz vida. (Vede verso 5 a 8). Se colocarmos CRISTO no Seu próprio lugar, toda a doutrina e toda a obra sempre se endireita mesmo como os planetas, todos continuam na sua própria posição, pela influência do sol. E enquanto existe o sol, os planetas não se podem desviar de suas próprias órbitas. Um sistema de doutrinas mortas não evita o desvio dos membros da igreja. Filipe não discutia com Simão, mas pregava a CRISTO.
Os judeus não se comunicavam com os samaritanos (João 4.9), mas os membros da Igreja Primitiva amavam, em vez de desprezar, as pessoas de outras raças ou de outras nações.
E as multidões unanimemente... (vv.6-8): A narrativa faz lembrar tanto o ministério de JESUS como o que Ele predissera: "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai - João 14.12.
Lembremo-nos, também, que o maravilhoso êxito de Filipe foi em um campo dificílimo. Simão, o mago, ganhara os ouvidos de todo o povo; "ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até o maior dizendo: Este é a grande virtude de DEUS", v.10. Havia grande alegria naquela cidade (v.8): Se pudéssemos entrar em todas as casas de nossa cidade onde há um pai subjugado pela embriaguez, um filho tomado pelo vício, uma filha mundana, uma mãe chorando e inconsolável e levar a todos a conhecerem e amarem a JESUS como Salvador, quão grande seria o gozo da cidade! A Mensagem de CRISTO é a mais alegre e produz mais felicidade que todas as religiões do mundo. Quanto mais estamos cheios de CRISTO, tanto mais alegres estamos.
 

 Os crentes da Igreja Primitiva enfrentaram forte oposição por parte das autoridades, todavia, aqueles irmãos não deixaram de testemunhar e proclamar o evangelho de CRISTO. Eles não tinham suas vidas por preciosas, por isso, não temiam testemunhar de JESUS. Os crentes demonstravam, por intermédio do testemunho pessoal, o que JESUS havia feito em suas vidas. Não podemos nos esquecer de que fomos chamados para sermos testemunhas de CRISTO. Muitas são as oportunidades que o Senhor tem nos dado para proclamarmos sua Palavra. Que não venhamos a ficar intimidados, deixando de testemunhar de CRISTO, mesmo diante das críticas, maus exemplos de alguns ou qualquer tipo de perseguição. Sigamos de perto a postura dos primeiros crentes...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE
 

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