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segunda-feira, 30 de julho de 2012

ESTUDO SOBRE O SALMO 139...


ESTUDO SOBRE O SALMO 139

Um dos mais notáveis dos hinos sacros, canta da onisciência e onipresença de Deus, pressupondo a derrubada dos poderes do mal, visto que aquele que vê e ouve os atos e palavras abomináveis dos rebeldes certamente tratará com eles conforme a sua justiça. O brilho deste salmo é como uma pedra de safira, ou como o "reluzente berilo" de Ezequiel; inflama-se de tal luz que pode transformar a noite em dia. Como um farol [o primeiro farol], este canto sagrado lança uma luz clara sobre as regiões mais longínquas do mar, e avisa as pessoas daquele ateísmo prático que ignora a presença de Deus, e assim faz naufragar a alma.

TÍTULO
Para o mestre da música. A primeira vez que esse título ocorreu foi no Sl 109.1-31. Este canto sacro é digno do mais excelente dos cantores, e é sabiamente dedicado ao líder da salmodia do templo, para que ele lhe coloque a música, e cuide de que seja cantado com devoção no culto solene do Altíssimo. Um salmo de Davi. Leva a imagem e sobrescrito do rei Davi, não poderia ter vindo de outra mão senão a do filho de Jessé. Naturalmente os críticos negam a Davi esta composição, devido a certas expressões aramaicas que contém. Cremos que, de acordo com os princípios da crítica de nossos dias, seria extremamente fácil provar que John Milton não escreveu o Paradise Lost (Paraíso Perdido). Ainda fica por se descobrir se Davi não poderia ter usado expressões pertencentes à "língua da casa ancestral patriarcal". Quem sabe quanto da fala antiga poderia ser retido propositadamente entre aqueles de mente mais nobre que se alegravam em lembrar as origens de sua raça? Sabendo a que inferências loucas os críticos têm acorrido em outras questões, temos quase perdido qualquer fé neles, e preferimos crer que Davi foi o autor deste salmo, pelas evidências internas de estilo e matéria, em vez de aceitar a determinação de homens cujos modos de julgar não são confiáveis.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1, 23. Um fato é feito assunto de oração.

VERS. 1.
1. Um pensamento animador para pecadores. Se Deus não os conhecesse perfeitamente, como poderia ele ter preparado uma salvação perfeita para eles?
2. Um pensamento confortável para santos. "O Pai celestial sabe que vocês precisam dessas coisas" (Mt 6.12, 32) (G. R.).

VERS. 1-5. Nestes versos, temos a onisciência de Deus:
1. Descrita:
(a) Ao observar ações mínimas e comparativamente sem importância: "quando me sento e quando me levanto".
(b) Ao notar nossos pensamentos e as motivações por trás deles: "percebes os meus pensamentos".
(c) Ao investigar todos os nossos caminhos: "Todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti", isto é, minhas atividades e o meu descanso.
(d) Ao avaliar corretamente cada palavra no instante em que é pronun-ciada: "antes mesmo que a palavra chegue à língua".
(e) Ao estar "por trás" das pessoas, lembrando seu passado, e o que está à frente delas, conhecendo seu futuro: "Tu me cercas".
(f) Em todo instante, mantendo os homens observados: "E pões a mão".
2. Pessoalmente percebido e ponderado: "Tu me sondas". A mim e meu passar pelo conjunto todo de afirmações. Assim sentido e usado, o fato da onisciência de Deus:
(a) Gera reverência.
(b) Inspira confiança.
(c) Produz cautela de conduta (J. F.).

VERS. 2-4. O conhecimento de Deus se estende:
1. Aos nossos movimentos, "nosso sentar e levantar" - quando nos sentamos para ler, escrever, ou conversar e quando nos levantamos para servir ativamente.
2. A nossos pensamentos: "De longe percebes os meus pensamentos". O que foram, o que são agora, o que serão, o que teriam sido sob todas as circunstâncias. Ele que fez as mentes sabe o que seus pensamentos serão em todos os tempos, ou ele não poderia predizer eventos futuros ou governar o mundo. Ele pode saber nossos pensamentos sem ser o Autor deles.
3. As nossas ações: Sl 139.3. Cada passo que tomamos no dia-a-dia, e tudo que pretendemos fazer nas horas acordadas da noite; todos os nossos modos particulares, sociais e públicos, são incluídos ou penei-rados por ele, para distinguir o bom do ruim, como trigo do joio.
4. As nossas palavras: Sl 139.4. Já foi dito que as palavras de todos os homens, e desde o começo do tempo são registrados na atmosfera, podendo ser fielmente chamados de volta. Quer seja ou não verdade, estão gravados na mente de Deus (G. R.).

VERS. 2 (primeira cláusula). A importância dos atos mais comuns da vida.
VERS. 2 (segunda cláusula). A natureza séria dos pensamentos. Conhecidos de Deus; penetrados, e percebida a direção em que levam; atenção dada a eles quando ainda estão à distância.

VERS. 3. A presença circundante, em nossas atividades, meditação, sigilos e movimentos.

VERS. 4.
1. Palavras na língua, primeiro dentro dela, e já nesse estágio conhecidas de Deus.
2. Palavras na língua muito numerosas, contudo todas conhecidas.
3. Palavras na língua têm sentido amplo, contudo são conhecidas "inteiramente". Lição: Tome cuidado com suas palavras ainda não faladas.

VERS. 5. Uma alma capturada. Parada, ultrapassada, presa. O que ela fez? O que fará?

VERS. 6. Tema: os fatos de nossa religião, maravilhosos demais para entender, são justamente aqueles nos quais temos mais motivo de nos alegrar.
1. Prove-o.
(a) Os atributos incompreensíveis de Deus dão valor indizível a suas promessas.
(b) A encarnação é ao mesmo tempo a manifestação mais completa e mais amável de Deus que possuímos, contudo a mais inexplicável.
(c) Redenção pela morte de Cristo é a mais alta garantia da salvação que podemos conceber; mas quem pode explicá-la?
(d) Inspiração torna a Bíblia a palavra de Deus, embora ninguém possa dar um relato do modo em que opera nas mentes daqueles que são "tocados pelo Espírito Santo".
(e) A ressurreição do corpo, e sua glorificação, satisfazem o mais profundo anseio de nossa alma (Ro 8.23, 2Co 5.2-4); mas ninguém pode conceber como.
2. Aplique as lições disso.
(a) Não tropecemos diante das doutrinas simplesmente porque são mistérios.
(b) Sejamos agradecidos por Deus não nos negar os grandes mistérios de nossa religião simplesmente porque alguns se ofenderiam com eles.
(c) Recebamos prontamente toda a alegria que os mistérios trazem, e aguardemos calmamente a luz do céu para torná-las mais bem entendidas (J. F.).

VERS. 7-10.
1. Deus está onde quer que eu esteja. Eu preencho apenas uma pequena parte do espaço; ele preenche todo o espaço.
2. Ele está onde quer que eu estiver. Ele não se move comigo, mas eu me movo nele. "Nele vivemos, nos movemos e existimos" (At 17.28).
3. Deus está onde quer que eu possa estar. "Se eu subir aos céus". "Se eu fizer a minha cama na sepultura". Se eu viajar com os raios do sol à parte mais distante da terra, ou céus, ou mar, estarei na tua mão. Nenhuma menção é feita aqui de aniquilamento, como se isso fosse possível, o que seria o único escape da Divina Presença; pois ele não é o Deus dos mortos, dos aniquilados, no sentido saduceu da palavra, e sim dos vivos. O homem está sempre em algum lugar, e Deus sempre está em toda parte (G. R.).

VERS. 8. A glória do céu e o terror do inferno: "Tu".

VERS. 9-10.
1. A maior segurança e encorajamento para um pecador é suposto.
(a) O lugar - a mais remota parte do oceano; pelo qual se deve entender o canto mais obscuro da criação.
(b) Seu vôo veloz depois de cometer o pecado, a este suposto refúgio e santuário: "Se eu subir com as asas da alvorada".
2. Esta suposta segurança com encorajamento é completamente destruída (Sl 139.10).

VERS. 11-12. O escuro e a luz são ambos iguais para Deus.
1. Naturalmente: "Eu formo a luz e crio as trevas" (Is 45.7).
2. Providencialmente. Dispensações providenciais que são escuras para nós são luz para ele. Nós mudamos em relação a ele, não ele a nós.
3. Espiritualmente. "O povo que andava em trevas". "Ainda que eu andasse". Ele foi adiante deles numa coluna de nuvem para guiá-los de dia, e num pilar de fogo para guiá-los à noite. Era o mesmo Deus na nuvem diurna e na luz noturna (G. R.).

VERS. 14. Porque me fizeste de modo especial e admirável. Isso é verdade sobre o homem em seu estado quádruplo.
1. Em sua primitiva integridade.
2. Em sua deplorável depravação.
3. Em sua regeneração.
4. Em seu estado fixado no inferno ou no céu (W. W.).

VERS. 17-18. O salmo estende-se sobre a onisciência de Deus. Não de maneira pesarosa, mas ao contrário.
1. Os pensamentos de Deus sobre nós.
(a) Quão certos.
(b) Quão numerosos.
(c) Quão condescendentes.
(d) Quão ternos.
(e) Quão sábios.
(f) Que práticos.
(g) Quão constantes.
2. Nossos pensamentos sobre os pensamentos dele.
(a) Quão tardios e contudo tão devidos ao assunto.
(b) Quão deleitosos.
(c) Quão consoladores.
(d) Quão fortalecedores da fé.
(e) Quão despertadores do amor.
3. Nossos pensamentos sobre o próprio Deus.
(a) Colocam-nos perto de Deus.
(b) Conservam-nos perto de Deus.
(c) Restauram-nos a ele. Estamos com Deus quando acordamos do sono, da letargia, da morte.
VERS. 17-18
1. O santo é precioso para Deus. Ele pensa nele com ternura; de incontáveis modos; perpetuamente.
2. Deus é precioso para os santos. Notam as bondades amorosas de Deus, enumeram-nas, acordando para elas.
3. A combinação desses amores: "Ainda estou contigo" (W. B. H.).

VERS. 18. Quando eu acordo, eu ainda estou contigo.
1. Acordar é mais comum ser entendido no sentido natural, como recuperar-se do sono corporal.
2. Moralmente, é recuperar-se do pecado.
3. Misticamente: "quando eu acordarei", isto é, do sono da morte (T. Horton).
VERS. 18. Um cristão na Terra ainda no céu.
VERS. 18. Eu ainda estarei contigo. Ainda estou contigo.
1. Via meditação.
2. Em respeito à comunhão.
3. No que diz respeito à ação, e aos trabalhos que são feitos por nós (T.Horton).

VERS. 19.
1. A doutrina de castigo é o resultado necessário da onisciência.
2. O juízo inevitável é argumento para separar-se dos pecadores (W. B. H.).

VERS. 20. Duas ofensas escandalosas contra Deus.
1. Falar difamando-o ou caluniando-o.
2. Falar dele irreverentemente. Estas são cometidas apenas pelos seus inimigos.

VERS. 21-22.
1. De tal ódio não é preciso ter vergonha.
2. Tal ódio deve-se poder definir como: "angustiado".
3. Tal ódio é preciso esforçar-se para conservar certo. "Ódio perfeito" é uma forma de ódio coerente com todas as virtudes.

VERS. 23-24. A linguagem:
1. De auto-exame. "Prova-me".
(a) Como na vista de Deus.
(b) Com o desejo do auxílio de Deus: Sl 139.23. Sonde, olhe através de mim, e diga-me o que acha de mim.
2. De renúncia de si, de abnegação: "Veja se", Sl 139.24; qualquer pecado não perdoado, qualquer disposição má não subjugada, não reprimida, qualquer mau hábito não dominado, que eu possa renunciá-lo.
3. De dedicação própria: "Conduz-me": uma submissão inteira para ser guiado divinamente no futuro (G. R.).

VERS. 24.
1. O caminho ruim. "Se em minha conduta algo te ofende". É natural em nós; pode ser de espécies diferentes; precisa ser removido; a remoção exige auxílio Divino.
2. O caminho eterno. Há só um, e precisamos ser dirigidos nele. É o velho caminho bom, não termina, leva para uma bem-aventurança sem fim.
VERS. 24 (última cláusula). "O caminho eterno"...
         BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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