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domingo, 22 de julho de 2012

ESTUDO: PÚLPITO LUGAR SANTO E NÃO POLÍTICO...


ESTUDO: PÚLPITO LUGAR SANTO E NÃO POLÍTICO...

 Vemos muitos pastores/líderes preocupados em levantar homens na política para "defenderem os interesses da igreja", quando na verdade isto é tudo engano, pois eles sabem que quem cuida da igreja é Deus, que o seu intercessor é Jesus e o seu provedor é o Espírito Santo, o que eles têm que fazer é devolver a direção da igreja para a trindade e colocar em prática a sua palavra.
Tem um hino cuja letra diz: nossa esperança é sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar, nós aguardamos Jesus ainda... Mas infelizmente muitos já perderam esta esperança e estão confiando e colocando a esperança na corrupta política, chegam até mesmo a insensatez de promoverem congressos para discutirem a participação dos evangélicos na política, visando incitar o apoio aos seus candidatos, quando não, eles mesmos abandonam os seus afazeres ministeriais para divulgarem suas próprias candidaturas, perdem e jogam fora o tempo em que ambos deveriam usar para elaborarem um encontro evangelístico de impacto (que há muitos anos não vemos em nossa nação) e/ou projetos de  assistência social para alcançar os menos favorecidos de suas respectivas igrejas e que eles mesmos ignoram, projetos como construções de colégios profissionalizantes, centros de recuperação de drogados e viciados, hospitais evangélicos e etc.
Eles alegam que a motivação para se candidatarem é a defesa da igreja de Deus. Na verdade, a política é o meio pelo qual eles buscam defender os seus próprios interesses e camuflar as suas injustiças morais e sociais; pois a política jamais defenderá a Eklésia, a Universal Assembléia dos Santos, a Igreja Viva, o Organismo Santo, mas a organização, a denominação, a instituição "filantrópica" com seus interesses puramente individuais e facciosos.
Inclusive, os pastores aqui no Brasil têm mania de perseguição, quando na verdade eles mesmos a incitam. Um determinado pastor político aqui no Rio de Janeiro vem incessantemente perseguindo os homossexuais, elaborando projetos de leis que são contrários as suas práticas, como suspensão de pensões pagas pelo Previ-Rio a homossexuais que viveram "união estável" com servidores municipais, chegando, até mesmo, ao absurdo de propor que se pague salário àqueles que se dispuserem a largar as práticas homossexuais. Com isto muitos grupos ativistas gays já estão se levantando e falando barbaridades da igreja. Segundo o presidente de um destes grupos, este pastor se posiciona como um inimigo dos homossexuais: "Ele quer fama e não respeita o direito de todos serem tratados iguais". O deputado será repudiado na parada gay do Rio, em junho, em Copacabana - Fonte: Jornal O Dia de 30 de Abril de 2005, Pág.23.
Sabe o que acontecerá mais tarde com este pastor? Ele sairá por aí divulgando que está sendo perseguido. Mas tomara que ele não se esqueça que antes de ser perseguido ele foi perseguidor e que militou com as armas erradas. Quando você, irmão, encontrar um homossexual, trate-o com respeito, como ser humano, conquiste a sua confiança e milite com as armas espirituais, ou seja, fale de Jesus para ele, porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição de fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo, e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência - II Co 10.4-6.
Existem muitos homossexuais espalhados por este mundo afora e que se organizam em grupos e se encontram em lugares determinados; e nós evangélicos poderíamos, ao invés de votarmos em alguém que anda por aí elaborando leis tolas, sairmos estrategicamente para evangelizá-los, pois a política nunca dará jeito neles e quem é homem espiritual discerne bem isto e sai para o campo de batalha: Toda quarta-feira à noite, missionários da Assembléia de Deus pregam na travessa Almerinda Freitas em Madureira. Citam Sodoma e Gomorra e advertem sobre o fim dos tempos. "O público não nos ouve. Já encontramos pastores e obreiros desgarrados aqui", adverte o persistente diácono Vitor de Jesus, 32 anos da Igreja da Taquara. Num ponto, porém os freqüentadores do pedaço, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e simpatizantes concordam com os evangélicos: A quarta gay é mesmo uma noite endiabrada, o lugar ferve de gente e há um frenético vai e vem às ruas - (Fonte: Jornal O Dia, pág.13 de 22 de maio de 2005).
Com relação aos homossexuais a Bíblia diz que Deus os entregou - Rm 1.24,28 e um dia irá julgá-los pelas terríveis abominações que cometem - I Co 6.9,10. Agora nós evangélicos, que achamos correto perseguí-los e julgá-los, precisamos deixar de hipocrisia e pararmos de dar audiência às novelas que promovem o homossexualismo e a prostituição, pois assistí-las é o mesmo que participar de suas terríveis abominações; é formar um elo, uma aliança de fidelidade em não se perder um só capítulo, é consentir com aqueles que as fazem e quem consente que esta porcaria entre em sua casa e contamine os seus filhos é digno de morte - Rm 1.32, e a novela é uma realidade em muitos lares evangélicos, temos irmãs dirigentes de circulo de oração, ministros de louvores, pastores, professores de escola dominical, obreiros com suas esposas e filhos que são idolatras, não perdem um só capítulo desta promiscuidade televisiva inspirada pelo diabo e que uma determinada igreja evangélica, com dinheiro arrecadado do povo em campanhas e correntes, vem investindo valores absurdos para promovê-la em sua rede de televisão, contratando até mesmo atores de renome, pagando-lhes altos salários ao invés de investir este dinheiro no povo de Deus necessitado da igreja. Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu que julgas, fazes o mesmo. E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? - Rm 2.1-3.
Nosso país é maravilhoso para se pregar o evangelho, na realidade, nós evangélicos, aqui no Brasil não sabemos o que significa ser perseguido, existe sim preconceito religioso, quanto a perseguição, nós a inventamos e a fantasiamos.
A verdadeira perseguição é cruel, deixa um rastro de sangue e desespero, não é esta balela que ouvimos nos dias de hoje. Em 1562, Roberto Ogier, de Ryssel, em Flandes, sofreu o martírio, em companhia de seu filho mais velho. Este, que ainda era muito jovem, exclamou quando já estava nas chamas: "ô Deus, Pai eterno, aceita o sacrifício das nossas vidas em nome de teu amado Filho". Um monge que se achava perto retorquiu encolerizado: "Tu mentes, maroto, Deus não é teu Pai; vós sois filhos do demônio". Um momento depois o mancebo exclamou: "olha, meu pai, o céu está se abrindo, e eu vejo um milhão de anjos que se regozijam em nós! Estejamos contentes porque estamos morrendo pela verdade". "Mentes! Mentes!" Gritou o padre, "o inferno é que se está abrindo, e vem mais de um milhão de demônios que vão os lançar no fogo eterno". A mulher de Roberto Ogir e outro filho que lhe ficou sofreram igual sorte alguns dias depois, e assim se reuniu toda a família no céu - Fonte: História do cristianismo de A.Knight e W.Anglin, CPAD, Pág.268, 2ª Edição/ 1984.
Quando um pastor/líder evangélico em época de campanha para eleição política coloca no púlpito de Deus um suposto candidato e o apresenta à igreja como aquele que a mesma deva apoiar para defender e brigar por ela, esta liderança está com a sua habitação no meio do engano e demonstra que está fora da Bíblia e da direção do Senhor. Porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus, por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação – Rm 13.1,2.
Antes de virarmos uma igreja política, Deus quer que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos que estão em eminência, para que tenhamos uma vida sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é agradável diante de Deus nosso Salvador que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade – I Tm 2.1-3.
Muitas das vezes as alegações para o apoio aos políticos evangélicos são espúrias e baseadas em rumores inverídicos de ameaças, como a promulgação de leis que forcem a igreja a celebrar casamentos de homossexuais, eles mesmos sabem que baseado em nossa legislação isto é impossível de acontecer, mas mesmo assim não instruem a igreja com verdade, os nossos direitos de culto e liturgia são invioláveis, segundo o artigo 5º; parágrafo VI da Constituição federal que diz: É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e as liturgias. E casamento de homossexuais não faz parte de nossa liturgia.
Mas na busca de seus próprios interesses, vemos pastores colocando nos púlpitos das igrejas até mesmo homens iníquos e abomináveis (tenho em meu poder algumas fotos recortadas de jornais que confirmam este fato) e no meio do culto à Deus interrompem o sagrado e dão o microfone nas mãos deles para falarem do profano e prometerem mentira.
Com esta prática eles profanam o templo, assassinam e destroem as nossas raízes de identidade cultual e se igualam com as suas contaminações ao inimigo grego dos judeus Antioco Epífanes IV que mandava imolar porcos no altar de Deus e construir um altar ao deus grego júpiter dentro do templo de Jerusalém. Este sincretismo religioso que é um pecado litúrgico também nos faz lembrar dos reis de Israel que com medo do inimigo, recorriam a alianças malditas que muita das vezes os faziam apartar da confiança em Deus e se apegarem ao braço de carne, tornando-se malditos -Jr 17.5.
 Nós evangélicos devemos votar como cidadãos brasileiros que somos, para defender interesses públicos, humanos e nacionais e não interesses espirituais. Interesses espirituais se conquista com o joelho no chão e a cara no pó.
O ato de votar é cívico e social e não espiritual, é pessoal e intransferível, deve buscar mais o interesse coletivo (da nação) do que partidário e/ou individual. E a igreja já passa por tanta divergência doutrinária e agora vemos cada denominação buscando o seu próprio interesse e brigando entre si pela disputa dos votos dos eleitores cristãos em busca do apoio aos seus candidatos que em alguns casos nem tementes a Deus são, conforme está escrito na matéria do Jornal “O Globo” de 19 de fevereiro de 2006; Pág.10 sob o título: Eleição divide as igrejas evangélicas do país.
A cada eleição que passa um bando (literalmente falando) de pastores se levantam como solução política para a igreja. Nesta parte o pastor/líder deve orientar a igreja que o próprio Senhor Jesus rejeitou ser na sua época em carne, o político que o seu povo tanto almejava. Sabendo, pois Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só para o monte - Jo 6.15.
Jesus se retirou para orar, Ele não queria se aclamado rei terreno, demonstrando com isto e com a sua pregação que o seu reino não é deste mundo, e que a solução para a humanidade não é a política, mas sim a aceitação da sua palavra, em suma, o mundo só será mudado quando começarmos a fazer o nosso papel que está na ordem que Jesus nos deixou: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" - Mc 16.15, pois está escrito: Feliz é a nação cujo político é cristão ou um ímpio apoiado pela igreja, não, feliz é a nação cujo Deus é o Senhor - Sl 33.12. Vem do Senhor a salvação dos justos; Ele é a sua fortaleza no dia da tribulação. O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refugio - Sl 37.39,40. Aprendeu pastor? O seminário corrupto dos homens sábios e intelectuais, com anéis nos dedos e canudo na mão não lhe ensinou isto?
A união da Igreja com o Estado nem sempre trouxe bons dividendos para a causa de Cristo. Um dos exemplos mais claros foi o de Constantino, Imperador  Romano, que no ano 313 fez do cristianismo a religião oficial do Império Romano, Moriarty traz um alerta à Igreja atual ao comentar o que aconteceu naquela época:
A igreja foi investida com poder político, e investiu o imperador com poder religioso (...) A igreja entrou num período de corrupção e desintegração e perdeu muito da sua autoridade moral e dinâmica espiritual. A igreja deixou de ser uma comunidade zelosa de “ganhadores de almas” e “discipuladores” a fim de levar o Evangelho a um mundo espiritualmente empobrecido para ser uma instituição perseguidora que marcharia sobre o mundo árabe nas cruzadas dos séculos 11 e 12. a igreja, que uma vez fora uma vítima injusta de perseguição, havia se tornado corrupta pelo poder  e corrupção (...) A igreja seduzida pelo poder político e aspirações utópicas, falhou em não entender que tais alianças antibíblicas (unindo Igreja e Estado) subverteriam o Evangelho, trazendo sofrimento e morte para muitos.
Triste e chocante. Por esta razão, é necessário dar ouvido a tal advertência para que a igreja não venha repetir os mesmos erros – Fonte: Evangélicos em Crise. Decadência Doutrinária na Igreja Brasileira, de Paulo Romeiro; Pág.165 e 166 – Editora Mundo Cristão.
Deus quer ensinar o seu povo a confiar Nele, somente Nele e a rejeitar estas patuscadas que invadem as igrejas e ministérios que se recusam a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas - II Tm 4.4, mas quanto a estas coisas Paulo nos deixa uma recomendação: Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós, pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e agora vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas, pois a nossa pátria esta nos céus, de onde também aguardamos o salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que Ele tem de até subordinar a si todas as coisas - Fl 3.17-21.
A constituição de nosso país diz que todo poder emana do povo, poder político é poder humano, cuida das causas dos homens e Deus jamais livrará ou entregará a sua atribuição de cuidar da igreja ao poder humano, cuja justiça é como trapo de imundícia – Is 64.6, o nosso socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra...O Senhor é quem te guarda...O Senhor te guardará de todo mal - Sl 121.
Não fique preocupado se os políticos evangélicos querem te persuadir a votar neles com pretexto de se barrar uma “iminente perseguição”, pois o salmista diz: Se não fora o Senhor que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel. Se não fora o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; então, as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; então, as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma. Bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes. A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se e nós escapamos. O nosso socorro está em o nome do Senhor, que fez o céu e a terra - Sl 124.1-8. Portanto declare com toda a sua força: Se Deus é por nós quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós – Rm 8.31-34.
Quando o homem intentar nos perseguir ou nos engolir vivos, por mais poderoso que ele seja, que possamos confiar em Deus, pois se esta perseguição não for do consentimento dele, Ele nos livrará, o laço se quebrará e nós escaparemos, pois o perseguidor pode até mesmo se converter – At 9.1-16, e se for preciso Deus mata até mesmo aquele que se levantar contra nós. Sendo necessário para proteger o seu povo Ele move céus e terra, Ele derruba avião, helicóptero e faz o carro do perseguidor virar sanfona num acidente automobilístico, horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo - Hb 10.31. Assim diz o Senhor: Vede, agora, que Eu, Eu Sou, e mais nenhum deus comigo; Eu mato e Eu faço viver; Eu firo e Eu saro; e ninguém há que escape da minha mão - Dt 32.39. Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força, os que contendem com o Senhor serão quebrantados; desde os céus, trovejará sobre eles; o Senhor julgará as extremidades da terra, e dará força ao seu rei, e exaltará o poder de seu ungido - I Sm 2.9,11.
A Igreja de Cristo não tem nada a ver com a política, segundo o Apóstolo Pedro a nossa atribuição neste mundo é outra: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz – I Pe 2.9. Muitos pastores que insistem em fazer aliança com a política o fazem porque estão andando na carne e não mais pelo Espírito, rejeitaram o propósito de Deus para suas vidas e para a igreja.
Se estivermos confiando no homem para nos proteger e nos livrar, está na hora de revermos os nossos conceitos, nos enquadrarmos e voltarmos para a Bíblia e para Deus, pois se precisamos do homem estamos afirmando que Deus não está conosco, e esta tem sido uma realidade em muitas igrejas, elas expulsaram Deus da direção com seus abomináveis pecados e corrupções.
O único homem que pode fazer alguma coisa pela igreja já foi eleito por Deus, seu nome é Jesus, o nome que está sobre todo nome, e Ele é o que cuida da igreja, não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos - Zc 4.6. Político no púlpito é profanação do culto, é o mesmo que sacrificar um porco sobre o altar no tempo da lei, não devemos aceitar isto e a igreja não precisa deles, pois o Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio - Sl 46.
Mais uma vez digo: Se alguém se levantar contra a igreja que confia no Senhor, saiba que o coração mais duro Ele quebra em favor do seu povo e o mais quebrantado Ele endurece para corrigí-lo. Porquanto, quem resiste à sua vontade? - Rm 9.17-19; Ap 17.13,17. Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto, que está na sua mão a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana? - Jó 12.9-10.
Quando Pilatos lavou as mãos consentindo com a morte de Jesus, Ele lhe disse: Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado - Jo 19.11. O poder vem de cima, de Deus, não importando quem esteja governando o país Ele tem o controle de tudo, pois é Ele quem diz: Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder e com o meu braço estendido, e os dou a quem eu quero - Jr 27.5.
O nosso Deus é um Deus poderosíssimo, Ele jamais perde batalhas, mas alheios a tudo isto muitos pastores evangélicos corruptos de coração insistem, com as suas candidaturas, em rebaixar Deus a um nível de Deus perdedor, quando dizem que foram levantados por Deus para a política e perdem as eleições. Que Deus é este que levanta um homem para perder? Se não se elegem é porque Deus não está neste negócio, e se Deus não está neste negócio, então é a hora de se arrepender e se voltar para Ele, pois pastor na política é sinal visível de nossa iminente apostasia, portanto, levantai-vos e andai, porque não é aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente – Mq 2.10.
Com relação a sermos perseguidos e prejudicados politicamente, a igreja de Deus pode ter uma certeza: O dia em que se levantar um político em nosso país para afligir a igreja, esta aflição será e virá de cima, da parte do próprio Deus, para nos corrigir de nossas multidões de pecados, como se deu em várias invasões sofridas por Israel registradas nas sagradas escrituras, pois como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor a tudo quanto quer inclina - Pv 21.1.
            É o Senhor quem as "suscita". Ele mesmo traz o flagelo da invasão inimiga sobre o seu povo. Em Jeremias 25.9, o invasor caldeu Nabucodonozor é chamado por Deus de "meu servo". Em Isaías 10.1-4 Deus faz um levantamento da situação social em Israel, o reino do norte. Ele vê uma justiça corrupta como Habacuque estava a ver em Judá, o reino do sul. Tendo visto a iniqüidade social em Israel, o Senhor diz que vai usar a Assíria como "vara da minha ira" - Is 10.5. Reflitamos sobre estes fatos históricos, porque eles trazem uma lição que não podemos esquecer. Israel e Judá foram punidos não apenas por pecados litúrgicos, alusivos ao culto e a doutrina, muito mais, porém, por causa da desordem social e moral, da exploração do pobre e pela ganância sem medida dos poderosos. A justiça tendenciosa é abominação ao Senhor. E o instrumento para justiçá-los foram os pagãos. Deus levantou pagãos contra o seu próprio povo - Fonte: Habacuque nosso contemporâneo; de Isaltino Gomes C. Filho; 2ª edição; JUERP; Pág. 28.
            “Quem entregou Jacó por despojo e Israel aos roubadores? Acaso não foi o Senhor, aquele contra quem pecaram e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei? Pelo que derramou sobre eles o furor da sua ira e violência de guerra, isto lhes ateou fogo ao redor, contudo, não o entenderam; e os queimou, mas não fizeram caso” – Is 42.24,25.
“Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se tornou em inimigo e Ele mesmo pelejou contra eles” - Is 63.10.
E foi por pregar uma mensagem como esta que Jeremias sofreu tanto, a ponto de se juntarem todo o povo contra ele na Casa do Senhor - Jr 26.9, uma mensagem que para muitos pode parecer pessimista e arrogante, dado o fato de serem dirigidas aos ministros da Casa de Deus. Os falsos profetas e os sacerdotes da época achavam a cidade e o templo mais importante do que a mensagem de Deus e ignoravam que Ele seria capaz de levantar inimigos para destruí-los - Vs. 11, mas Ele anteriormente o dissera ao profeta: Põe-te no átrio da casa do Senhor e dize a todas as cidades de Judá que vêm adorar à Casa do Senhor todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não esqueças nem uma palavra. Bem pode ser que ouçam e se convertam cada um do seu mau caminho, e eu me arrependa do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações - Jr 26.2,3.
O profeta sabia que sua profecia ofendia o povo e lhe causava hostilidade e oposição (não devemos ficar preocupados se alguém se acha ofendido por nossa mensagem, pois importa mais agradar a Deus do que aos homens Iª Ts 2.4). Talvez ele houvesse sido tentado a omitir algumas palavras, sobretudo severas, da mensagem divina, porém o Senhor lhe disse para não omitir uma única palavra. Deve-se pregar a mensagem integral de Deus. Obreiros fiéis não devem suprimir, nas suas mensagens, as palavras dos mandamentos e advertências de Deus, embora saibam que certas pessoas as rejeitarão. É um ministro indigno aquele que deixa de lado certas partes da Palavra de Deus, para assim dissimular pecados da congregação - Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal de 1998; Pág.1115.  .
O rei Acaz quando começou a reinar  em Jerusalém fez o que era mal aos olhos do Senhor, porque andou no caminho dos reis de Israel e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de todo o arvoredo - II Re 16.3,4.
Estas abominações lhe custaram muito caro. Pelo que o Senhor, seu Deus, o entregou nas mãos do rei dos Sírios, os quais feriram e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de presos, que trouxeram a Damasco, também foi entregue nas mãos do rei de Israel, o qual o feriu com grande ferida. Porque Peca, filho de Remalias, matou num dia em Judá cento e vinte mil, todos homens belicosos, porquanto deixaram o Senhor Deus de seus pais - II Cr 28.5,6.
O que fez  o rei Acaz diante de tudo isto? Ao invés de reconhecer os seus próprios pecados e se humilhar diante do Senhor Deus, ele faz aliança com o rei da Síria (aliança política), confiando que ele o livraria de seus inimigos. E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei e mandou um presente ao rei da Assíria - II Re 16.8.
O ouro e a prata da casa de Deus são os servos do Senhor, quantos pastores não estão se mancomunando politicamente e fazendo negócios com os crentes que eles têm sob suas responsabilidade, induzindo-os a votarem nos seus candidatos. Com isto copiam o modelo do "altar de Damasco" - Vs. 10-16 e o introduzem na casa de Deus. Este altar que é introduzido na casa de Deus é um verdadeiro comitê político, digo com tristeza que em época de eleição, existem igrejas que são entregues literalmente a campanhas políticas em seus púlpitos, derrubando assim o altar de Deus, não havendo nos cultos um intuito espiritual e religioso.
Neste período de erro e apostasia dos reis de Israel, Deus levanta vários profetas para protestar contra estas iniqüidades. E o Senhor protestou a Israel e Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda lei que ordenei a vossos pais  e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos os profetas. Porém não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no Senhor, seu Deus. E rejeitaram os estatutos e o concerto  que fizera com seus pais, como também os testemunhos com que protestara contra eles; e andaram após a vaidade e ficaram vãos, como também após as nações que estavam em roda deles, das quais o Senhor lhes tinha dito que não fizessem como elas - II Re 17.13-15.
Como as autoridades "eclesiásticas" da época rejeitaram as palavras dos profetas, continuaram a sofrer nas mãos de seus inimigos, que prevaleceram por muito tempo até surgir o rei Ezequias, que se revoltou contra o sistema corrompido e a submissão do povo aos opressores e não os serviu como os reis que houvera antes dele. Levantou-se então Senaqueribe, rei da Assíria, para zombar de Deus e enviando mensageiro para lhe afrontar. Contudo enviou o rei da Assíria a Tartã, e a Rabe-Saris, e a Rabsaqué, de Laquis, com um grande exercito, ao rei Ezequias, a Jerusalém; e subiram e vieram a Jerusalém; e subindo e vindo eles pararam  ao pé do aqueduto da piscina superior que está junto ao caminho do campo do lavandeiro. E chamaram o rei e saiu a eles Eliaquim, filho de Hilquias o mordomo, Sebna o escrivão e Joá,  filho de Asafe o chanceler. E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta em que confias? ... Em que pois, agora, confias, que contra mim se revoltas? ...  Se porém, me disserdes: No Senhor nosso Deus confiamos, porventura, não é este aquele cujos altares Ezequias tirou dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis em Jerusalém? ... Rabsaqué, pois, se pôs em pé e clamou em alta voz em judaico e falou e disse: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria. Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão; nem tampouco vos faça Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue na mão do rei da Assíria - II Re 18.13-37.
Hoje em nosso meio é considerado ridículo dizer que Deus nos livra de todo mal, quantos Senaqueribes não riem de nós, na nossa cara, quando declaramos que depositamos a nossa confiança somente em Deus para nos livrar? Judas disse: Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos –Jd 3. Devemos batalhar para defendermos aquilo que cremos segundo a Bíblia diz acerca de Deus, pois se deixarmos ou esmorecermos, os pervertidos espirituais infiltram em nosso meio convicções que nos fazem crer que Deus não é mais que suficiente para suprir as nossas expectativas e necessidades.
Dizem os apóstatas que nós temos que fazer a nossa parte, mas eu digo que o que temos de fazer é confiar nele de todo o nosso coração e buscá-lo em espírito e em verdade, tirarmos a iniqüidade de nossa tenda e nos convertemos a Ele, a nossa parte é agirmos pela fé, porque a boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles, mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam – Es 8.21-23.
Muitas outras palavras de afrontas foram ditas contra Deus e o seu povo, um rei se dizendo grande tentando subjugar o povo de Deus ao seu domínio.
Diante de tudo isto o que faz o rei Ezequias, como exemplo para os nossos líderes hoje? Ele entra na casa do Senhor, reúne o seu "ministério" e os envia ao profeta Isaías, filho de Amoz e lhe relatam todo o ocorrido. E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o Senhor: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram. Eis que meterei nele um espírito e ele ouvirá um ruído e voltará para a sua terra; a espada o farei cair na sua terra - II Re 19.6,7.
Neste ínterim Senaqueribe manda mensageiros novamente a Ezequias e os instrui dizendo: Assim falareis a Ezequias, rei de Judá, dizendo: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria ... Recebendo, pois, as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à Casa do Senhor; e Ezequias as estendeu perante o Senhor. E orou Ezequias perante o Senhor e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. Inclina, Senhor, o teu ouvido e ouve; abre, Senhor, os teus olhos e olha e ouve as palavras de Senaqueribe, que ele enviou para afrontar o Deus vivo ... Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, sê servido de nos livrar da sua mão; e assim, saberão todos os reinos da terra que só tu és o Senhor Deus - Vs.10-19.
Depois desta oração feita por Ezequias, Deus levanta o profeta Isaías para lhe responder as suas orações. Então Isaías filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria,eu o ouvi ... A quem afrontaste e blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e ergueste os teu olhos ao alto? Contra o Santo de Israel? Por meio de mensageiros, afrontaste o Senhor ... Portanto assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; nem tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela tranqueira alguma. Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará diz o Senhor. Porque Eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor do meu servo Davi. Sucedeu, pois, que naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e foi; e voltou e ficou em Nínive. E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar  - Vs.20-37.
Nós somos cidade de Deus e meninas de seus olhos, ninguém pode nos afrontar dizendo que vai casar homossexual dentro da igreja de Cristo e ficar impune. Carregamos dentro de nós o Espírito Santo e temos o bom perfume de Cristo e a marca de seu sangue, então por que muitos líderes evangélicos não fazem como Ezequias, ao invés de recorrer ao braço de carne não oram ao Senhor Todo-Poderoso pedindo livramento e justiça? Porque sabem que Deus não compactua com a iniqüidade. Deus não os ouvirá, Ele não pode operar e defender uma igreja toda errada e que vive na apostasia.
Josafá também viveu na apostasia, chegando até mesmo a fazer aliança política com o iníquo rei Acabe. Logo após a morte de Acabe Josafá volta para sua casa em Jerusalém e Jeú o profeta foi ao seu encontro e o repreendeu dizendo: Devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do Senhor ... E sucedeu que depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá. Então vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é Em-Gedi. Então, Josafá temeu e pôs a buscar ao Senhor;  e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor. E pôs-se Josafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do Senhor, diante do pátio novo. E disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir ... Ah! Deus nosso, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti ... Então, veio o Espírito do Senhor sobre Jeaziel, filho de Zacarias ... e Jeaziel disse: Daí ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu ó rei Josafá. Assim o Senhor voz diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão de Deus. Nesta peleja não tereis que pelejar, parai, estai de pé e vede a salvação do Senhor para convosco ... E, no tempo em que começaram com júbilo e louvor, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os da montanha de Seir, que vieram contra Judá e foram desbaratados ... E veio temor de Deus sobre todos os reinos daquelas terras, ouvindo eles que o Senhor havia pelejado contra os inimigos de Israel. E o reino de Josafá ficou quieto e o seu Deus lhe deu repouso em redor - II Cr 19 - 20.30.
O Senhor é o que nos defende e peleja por nós contra os nossos inimigos, não temos motivos para recorrer a política corrupta de nossos tempos tendo um Deus mais que suficiente do nosso lado. O apoio de alguns pastores à política, no entanto, se dá também pelos rumores da taxação da igreja pela Receita Federal. Eles estão preocupados com o rio de dinheiro que corre pelas instituições e templos evangélicos, cuja grande parte desemboca em seus bolsos, por este motivo fazem de seus púlpitos, palanques para comícios políticos, desconsiderando com isto a Deus, ao culto e a sua forma. Ao meu ver, não existiria nada mais correto do que a igreja prestar contas à Receita Federal e pagar seus impostos. Jesus disse: Daí a César o que é de César e a Deus O que é de Deus – Mt 22.21, César representa o Estado e Ele mesmo deu exemplo pagando aquilo que lhe era devido para evitar escândalos – Mt 17.27.
A igreja que em nossos dias se transformou numa falsa instituição filantrópica, movimenta uma grande quantia em dinheiro e este dinheiro tem que ser movimentado com transparência, ordem e decência, para que não aconteça o mesmo que os R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) não contabilizados apreendidos pela Policia Federal, que um pastor e também Deputado Federal de uma determinada denominação evangélica (o mesmo que foi destaque nos noticiários, envolvido juntamente com outros políticos evangélicos com a máfia das ambulâncias superfaturadas, quadrilha esta que a Policia Federal denominou de Sanguessugas) transportava em um jato particular, sem um comprovante legal de sua origem que abonasse a conduta de seus portadores e com os $ 56.000,00 (cinqüenta e seis mil dólares) que dirigentes de outra denominação no Brasil tentaram esconder dentro de Bíblias  ao entrar nos EUA.
Ainda que o dinheiro seja legal, a Igreja de Cristo não pode transportar dinheiro cuja origem não possa ser 100% comprovada, para que a sua credibilidade não fique comprometida  e manchada diante da sociedade. Se for para o bem moral da igreja, é preferível pagar imposto sobre este valor a transportar e ter a consciência tranqüila do que não pagar  e pairar dúvidas quanto a sua origem, portanto, quanto às autoridades, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo , mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: A quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra – Rm 13.5-7.
Também muitos pastores e líderes evangélicos, que deveriam atentar mais para a obra social, praticam a injustiça contra os órfãos, viúvas e necessitados da igreja que são ignorados por eles e não têm assistência e se favorecem cuidando de si mesmos e de seus familiares. Com as ofertas e dízimos que são levados à casa do tesouro enviam até mesmo os seus filhos para estudarem nos Estados Unidos da América e buscam na política o apoio para continuarem a injustiça e com isto ignoram que até mesmo Israel em muitas situações ficou subjugado aos tributos às outras nações por causa de seus próprios pecados litúrgicos e de omissão social.
Vejamos algumas sentenças de Deus proferidas ao seu povo que se rebelou e passou a seguir aos seus próprios instintos e desejos:
Porque eis que enviarei entre vós serpentes e basilísticos, contra os quais não há encantamento, e vos morderão diz o Senhor - Jr 8.17. a tua fazenda e os teus tesouros entregarei sem preço ao saque; e isto por todos os teus pecados, mesmo em todos os seus limites – Jr 15.13. E agora, Eu entregarei todas estas terras nas mãos de Nabucodonozor, rei da Babilônia, meu servo, e até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam - Jr 27.6. Contaminaram-se com as suas obras e se corromperam com os seus feitos, pelo que se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança e os entregou nas mãos das nações; e aqueles que os aborreciam se assenhorearam deles. E os seus inimigos os oprimiram, humilhando-os debaixo das suas mãos. Muitas vezes os livrou, mas eles provocaram-no com o seu conselho e foram abatidos pela sua iniqüidade - Sl 106.39-43. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça - Rm 1.18. Portanto o Senhor Jeová diz assim: Um inimigo surgirá e cercará a tua terra e derribará a tua fortaleza, e os teus palácios serão saqueados - Am 3.11. Palácio no contexto de hoje pode ser igreja.
Deus tem uma demanda muito grande com os pastores infiéis de hoje, como teve com os pastores de Israel, pois eles curam a ferida do meu povo levianamente, dizendo: paz, paz; quando não há paz. Porventura, envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto, cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo em que Eu os visitar, diz o Senhor - Jr 8.12.
            É um erro os pastores de hoje pensarem que as palavras de Deus proferidas pelos profetas foram e serviram somente para aquela época e que Ele os deixará sem punição por tanta corrupção e imoralidade que têm introduzido no meio evangélico.
Como que alheios a tudo isto, alguns, para defenderem as suas inovações, ainda têm a ousadia e petulância de se intitularem Apóstolos, quando na verdade eles mesmos deveriam atentar para o fundamento do cristianismo deixado pelos únicos Apóstolos de Cristo e perseverar na sua doutrina - At 2.42, porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo - I Co 3.11.
            Quero aproveitar para deixar uma palavra para todos os pastores que não aceitam esta prática abominável dentro da casa de Deus, que tenho a certeza de serem muitos: "É melhor morrer do que trair a Deus e as nossas próprias convicções acerca do seu poder, que sujeita a si todas as coisas, entregando-se e confiando que a política corrupta de nossos tempos (que inclusive políticos cristãos viraram manchetes de jornais e foram vergonhosa e escandalosamente cassados ao se envolverem com ela) resolverá todos os nossos problemas e nos livrará".
Quando Jesus iniciou o seu ministério, havia entre os judeus diversos tipos de grupos, todos com objetivos próprios. Mas nenhum deles admitia abrir espaço para ele exercitar ali a sua liderança. Fortemente resistentes a mudanças, sentiam-se ameaçados por um forasteiro que afirmava possuir um reino, e ter vindo de Deus.
A estrutura política e religiosa dos judeus haviam-se tornado muito rígida, como uma forma de proteger-se de ameaças externas. Eles estavam constantemente sofrendo perseguições e sendo mortos, e de modo geral os primeiros a ser executados eram os líderes. Assim, não iriam aceitar facilmente alguém que quisesse intrometer-se no meio deles e estabelecer o caos.
Os que buscavam o poder o faziam por diversas razões. Alguns eram corruptos e só desejavam a segurança e prosperidade inerentes ao cargo, ou então o domínio e o prestígio que ele conferia. Por vezes ambicionavam ambas as coisas.
Mas alguns judeus agarravam-se obstinadamente à sua posição política por desejarem com sinceridade prestar benefícios a seu povo. Pensavam até estar servindo a Deus dessa maneira. Contudo a visão deles tinha-se estreitado tanto que não conseguiram enxergar em Jesus o Messias. Querendo o que era bom, rejeitaram o que era melhor.
Para os judeus, o grande problema de Jesus era ele ser diferente. Se ele tivesse "dentro dos padrões", poderia ser aceito entre eles. Como podia ter sido enviado por Deus, se não se identificava com as causas por que lutavam? Eles tinham pagado um preço muito elevado para conseguir a posição que agora detinham, e não iriam largar mão dela para seguir um outro qualquer - Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos; Editora Betânia, de William L. Coleman, Pág.243.
Do mesmo modo, hoje, Cristo não se identifica com a causa pelo qual os políticos lutam, pois Ele luta por uma causa espiritual e celestial e eles por uma causa carnal e terrena, a igreja de Cristo não é deste mundo como o seu dono também não é, quando Pilatos o interrogava Ele mesmo respondeu: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora, o meu Reino não é daqui - Jo 18.36.
No tocante à natureza verdadeira do Reino e Governo de Cristo e do seu propósito redentor atual, três considerações cabem aqui:
(1) O que o Reino de Jesus não é. Ele "não é deste mundo". Sua origem não está no mundo, nem visa dominar o sistema deste mundo. Jesus não veio estabelecer nenhuma teocracia político-religiosa, nem exercer o domínio do mundo. Ele declarou se tivesse vindo para estabelecer um reino político na terra, seus servos pelejariam. Mas não se trata disso. Daí, seus seguidores não se servirem de meios terrenos para estabelecer seu Reino. Não recorrem à guerra (cf. Mt 26.51,52), nem a revoltas, para promoverem os princípios de Cristo na terra. Não se aliam a partidos políticos, grupos de pressão social, ou organizações seculares, para estabelecer o Reino de Deus. Eles recusam-se a fazer da cruz uma plataforma de poder para controlar a sociedade. Suas armas não são carnais (II Co 10.4). o Reino de Deus não será imposto pela espada nem pela força. Seus seguidores estarão armados somente com armas espirituais (Ef 6.10-18). Isso não significa, porém, que os discípulos de Jesus são diferentes aos postulados divinos por um governo pautado na justiça e paz e que penalize os malfeitores. Os cristãos devem levar uma "palavra profética" ao estado, no tocante às suas responsabilidades morais diante de Deus.
(2) o que o Reino de Jesus é: O Reino de Cristo é o seu senhorio nas vidas e nos corações de todos aqueles que ouvem a verdade e lhe obedecem (v.37). "O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). ele enfrenta as forças espirituais de satanás  com armas espirituais ( ver Mt 12.28; Lc 11.20; At 26.18; Ef 6.12). o papel da igreja é o de um servo de Jesus Cristo, não o de um governante do mundo atual. A força da igreja não procede do mundo, mas da cruz; seu sofrimento e rejeição pelo mundo é a sua glória ( II Co 3.7-18). Somente quando a igreja renuncia ao poder do mundo, recebe o poder de Deus.
A igreja enfrenta hoje a mesma escolha: Só quando ela perde sua própria vida neste mundo, ela achar-se-á em Deus (ver o estudo O REINO DE DEUS, pág.1412).
(3) O que o Reino de Jesus será: No futuro, o Reino e o Governo de Cristo serão o novo céu e a nova terra. Isto ocorrerá depois da sua vinda a este mundo para julgar  as nações, para aniquilar o Anticristo, governar a terra por mil anos e a seguir confinar satanás  no seu destino, no lago de fogo (Ap 19.11- 20.15) - Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal; Edição de 1995; Pág.1609.
Apesar da Bíblia dizer que todo o homem deva estar sujeito à autoridade, porque não há autoridade (ela chama de autoridade o cargo e não a pessoa) que não proceda de Deus e que as autoridades que existem foram por ele instituídas - Rm 13.1, Jesus não está nem aí para o sistema político do mundo, depois que Ele estabeleceu o seu Reino Espiritual, o reino terreno não lhe importa como solução para a igreja, nem é o seu objetivo levantar seus servos para a candidatura política, quem o fizer, o faz por sua conta e risco, não o façam em nome de Deus, Ele não precisa mais levantar homens como levantou Davi, José e etc, mesmo porque Ele sabe que por mais esforços que se faça para se levantar políticos cristãos, será perda de tempo, pois o anticristo e as duas bestas virão, a que subirá do mar (governo político) - Ap 13.1-10 e a que subirá da terra (governo religioso) - Ap 13.13.11-18, me agüentem mais um pouco para dizer que uma das bestas sairá de uma grande potência religiosa, que pode ser até mesmo evangélica, não há como impedir que isto aconteça.
Sabedor de tudo isto pela sua presciência e onisciência Jesus está preocupado é em preparar a sua igreja para subir e com o seu rebanho que está como ovelhas que não têm pastor. Vocês acham que Deus vai perder tempo de colocar homens fiéis e sinceros na imunda e incorrigível política estando a sua igreja carente deles? Ele iria aproveitá-los é no ministério do seu Reino. E assim diz o Senhor meu Deus para todo aquele que tem o verdadeiro perfil do pastor aprovado por Deus: Apascenta as ovelhas da matança, cujos possuidores as matam e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido e os seus pastores não têm piedade delas. Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor, mas eis que entregarei os homens cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei; eles ferirão a terra e eu não os livrarei da sua mão. E eu apascentarei as ovelhas da matança, as pobres ovelhas do rebanho...E o Senhor me disse: Toma ainda para ti o instrumento de um "pastor insensato". Porque eis que levantarei um pastor na terra, que não visitará as que estão perecendo, não buscará a desgarrada e não sarará a doente, nem apascentará a sã, mas comerá a carne da gorda e lhe despedaçará as unhas. Ai do pastor inútil que abandona o rebanho; a espada cairá sobre o seu braço e sobre o seu olho direito; o seu braço completamente se secará, e o seu olho direito completamente se escurecerá - Zc 11.4-7; 15-17, portanto pastor: Procura conhecer o estado das suas ovelhas e preste atenção em teus rebanhos, porque a riqueza não dura para sempre, nem fortuna passa de geração a geração - Pv 27.23,24.
Antes do exílio, os governantes de Israel (pastores) não se incomodaram com a miséria e opressão exercida pelas grandes potências contra o povo (ovelhas vendidas e levadas para a matança). Ao contrário, tiraram proveito disso (fiquei rico). A conseqüência foi a invasão do país e a destruição de Jerusalém e do templo, o exílio e a dominação babilônica. E o que tem acontecido hoje é isto, no desespero do povo pela crise financeira do país, causada por uma potência espiritual maligna mundial (que se apresentará mais tarde como solução), muitos pastores com base em promessas sem fundamentos, tiram proveito da situação e enriquecem, pelo que não tarda o julgamento e a sentença de Deus.  Foi por este motivo que Deus levantou Miquéias para profetizar o seu juízo: Mas disse eu: ouvi agora vós chefes de Jacó e vós príncipes da casa de Israel, não é a vós que pertence saber o direito? A vós que aborreceis o bem e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles e a sua carne de cima de seus ossos, e que comeis a carne do meu povo (esta expressão vívida descreve a opressão e a exploração sofrida pelo povo comum) e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne do meio do caldeirão. Então, clamarão ao Senhor, mas não os ouvirá, antes esconderá deles a sua face naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras - Mq 3.1-4.
Miquéias é conhecido como o profeta do povo comum (pobre). Tendo ele mesmo vindo de berço humilde, conhecia as más condições dos pobres e tomou para si sua causa contra os vorazes líderes da nação que visavam a seus próprios interesses (3.1-3). Em todo o livro, Miquéias denuncia a opressão do fraco, o suborno entre os líderes, o ato de expulsar mulheres dos seus lares e prática de toda espécie de roubo, grande parte dele em nome da religião (2.1,2,8-11; 3.1-3,9-11; 6.10-12; 7.1-6) - Fonte: Conheça Melhor o Antigo Testamento de Stanley A. Ellisen, Editora Vida, Pág.311.
Os nossos líderes querem se fortalecer politicamente com o intuito de exercerem maior opressão sobre o  ingênuo e humilde povo de Deus. Uma vez eles se fortalecendo, maior domínio terão do povo através de suas injustiças sociais. Na verdade, nós crentes em Cristo Jesus, que congregamos em igrejas que se voltaram para a política, somos nas mãos do Senhor, instrumentos para barrar esta abominação secularista na Casa de Deus e purificar o templo. De que modo? Não compactuando com estes pastores políticos apóstatas e nos recusando a apoiá-los. Se todos os membros da igreja, no momento que se entregasse o púlpito para qualquer candidato político, pegasse a sua Bíblia e fosse embora, com certeza afastaríamos da casa de oração estes que a converteram em um covil de ladrões - Mt 21.13 e por que não dizer de Sanguessugas?
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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