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quarta-feira, 25 de julho de 2012

ESTUDO PROFUNDO SOBRE O LIVROS AOS HEBREUS...







              ESTUDO PROFUNDO SOBRE O LIVRO AOS HEBREUS

Introdução e Capítulo Um

Autor: Eu acho que o apóstolo Paulo escreveu esse livro
Data: Durante o ministério do apóstolo Paulo
À quem foi escrita: Aos Hebreus (as pessoas que falaram a língua hebraica)
Tema: “Prossigamos até a perfeição“ (6:1)
Palavras Chaves: Melhor e Mais excelente
1. Jesus é melhor que os profetas – 1:1-3
2. Jesus é melhor que os anjos – 1:4 , 2:18
3. Jesus é melhor que Moisés e Josué – 3:1 , 4:13
4. Jesus é melhor que Arão – 4:14 , 7:28
5. Jesus presta um melhor serviço – 9:1-12
6. Jesus oferece um melhor sacrifício – 9:13 , 10:18
7. Jesus proporcionou um motivo melhor de fé – 10:19 , 12:3
Em Cristo nós temos :
1. Uma melhor revelação – 1:1-4
2. Uma melhor esperança – 7:19
3. Um melhor sacerdócio – 7:20-28
4. Um melhor concerto – 8:6
5. Uma melhor promessa – 8:6
6. Um melhor sacrifício – 9:23
7. Uma melhor possessão – 10:34
8. Um melhor país – 11:16
9. Uma melhor ressurreição – 11:35
ESBOÇO DO LIVRO DE HEBREUS
O crente fará progresso espiritual quando ele entender que tem:
I. Uma pessoa superior – Cristo – cap. 1-6
1. Melhor que os profetas – 1:1-3
2. Melhor que os anjos – 1:4 , 2:18
• Exortação – deixando a palavra – 2:1-4
3. Melhor que Moisés – 3:1 , 4:13
• Exortação – duvidando a palavra –0 3:7 , 4:13
4. Melhor que Arão – 4:14 , 6:20
• Exortação – dureza à palavra – 5:11 , 6:20
II. Um sacerdócio superior – Melquesedeque – cap. 7-10
1. Ordem melhor – de Melquesedeque e não de Arão – cap. 7
2. Concerto melhor – novo, e não velho – cap. 8
3. Santuário melhor – do céu e não da terra – cap. 9
4. Sacrifício melhor – o Cordeiro de Deus e não animais – cap. 10
• Exortação – desprezando a palavra – 10:26-29
III. Um princípio superior – Fé – cap. 11:13
1. Os exemplos de fé – cap. 11
2. A perseverança de fé – cap. 12
• Exortação – desobediência a palavra – 12:14-19
3. As evidências de fé – cap. 13
Nota-se em particular as exortações mostrando a destruição da vida cristã no crente infiel.
1. Deixando a palavra pela negligência.
2. Duvidando a palavra pela dureza do coração.
3. Dureza a palavra pela desobediência.
4. Desprezando a palavra pela má vontade.
5. Desobedecendo a palavra pela falta de ouvir.
Lembra que Deus sempre castiga o Seu povo quando estas coisas acima: 2:2, 3:15-19, 6:8, 12:25. Estas advertências estão somente ao crente, e não significa que ele vai perder a sua salvação, mas que ele vai perder seu galardão no tribunal de Cristo e vai sofrer castigo aqui no mundo.
Sabemos que a pessoa, uma vez salva, não pode perder uma coisa eterna (salvação) e nem pode negar a sua decisão, porque ele fez esta decisão com ajuda de Deus (Ef. 2:8-9) e Deus nunca vai perder nenhuma ovelha (João 10:27-30).
No livro de Hebreus encontramos algumas novidades: o livro começa com um sermão e termina como uma carta (13:22-25); Não encontramos neste livro o nome do autor nem a quem foi escrita; Alguns trechos neste livro tem sido usados para desanimar os crentes e na sua verdade estes trechos foram escritos para animar e exortar o povo de Deus. É necessário estudar Hebreus na luz de toda a Bíblia, mas isso é verdade para o estudo de qualquer livro da Bíblia.
A mensagem de Hebreus
Como já dissemos no esboço, a mensagem principal de Hebreus está em 6:1, “Prossigamos até a perfeição.” O povo que recebeu esta carta não estava crescendo espiritualmente (5:11-14). Deus tinha falado na Sua Palavra mas o povo não aceitou Sua Palavra. Eles, negligenciando o estudo da Bíblia, não foram recebendo as bençãos de Deus. O autor dá conselhos para que eles possam avançar na sua vida cristã e Ter as bençãos “melhores”. Eles só podem alcançar estas bençãos em Cristo porque Ele é o “autor e consumador da fé”. Este livro apresenta a fé e a vida cristã como superior à lei dos judeus ou qualquer outra religião. Cristo é uma pessoa superior (caps. 1-6); o sacerdócio dEle é superior ao de Arão (caps. 7-10); e o princípio da fé é superior a lei. (caps. 11-13)
O autor de Hebreus
Sendo que o nome deste livro não está escrito, existem mais idéias de quem escreveu Hebreus. Há muita evidência para mostrar o apóstolo Paulo como autor. Outras opiniões dizem Apolo, Lucas, Filipe, Marcos e Áquila e Priscila.
É claro que o autor é judeu porque ele identifica-se com os leitores judeus (1:2, 2:1-3, 3:1, 4:1). Ele também identifica-se com Timóteo (13:23).
A benção apostólica que fala de graça é típico de Paulo (veja II Tess. 3:17-18). O autor já foi preso (10:34, 13:19).
A evidência mais forte acha-se em II Pedro 3:15-18 quando Pedro nos informa que Paulo já escreveu aos judeus dispersos (I Ped. 1:1, II Ped. 3:1). Pedro também chama a carta de Paulo Escritura (II Ped. 3:16).
Então sabemos que Paulo escreveu uma carta inspirada de Deus e esta carta existe hoje porque parte da Palavra de Deus está perdida. A única carta nas escrituras que está escrita aos judeus e que não tem o nome do autor é Hebreus. A conclusão lógica é que Paulo escreveu o livro de Hebreus. Alguns dizem que o estilo é exatamente como o de Paulo nas outras cartas. A resposta é que qualquer autor está livre a adaptar seu estilo e vocabulário às necessidades dos leitores.
As advertências
Pedro nos disse que algumas pessoas “torcem os pontos difíceis de entender”. Que pena! Aqui neste livro temos grandes verdades que podem abençoar todos os leitores, mas juntos com as bençãos temos também as advertências em palavras como, “Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação.” (2:3)
Pense neste princípio com relação aos leitores aos quais a Epistola foi dirigida . Porque precisavam eles de receber tão especial advertência? Eles estavam negligenciando o Evangelho do seguinte modo: depreciando o seu valor, deixando enfraquecer a firmeza deles nas grandes realidades do Evangelho, procurando voltar o judaísmo. O autor da Epistola levanta a bandeira vermelha do perigo: “Cuidado! Se negligenciarmos o Evangelho, se retirardes o vosso apoio ao Cristianismo, como escapareis ao juízo, a esse julgamento mais certo e terrível do que caiu sobre os que negligenciaram a Lei?”
Capítulo 1
Tema: Deus fala pelo Filho
“Deus tem falado!” é a mensagem de Hebreus. “Deus tem falado, cuidado como resposta a Sua Palavra.” A nossa resposta à Palavra é a nossa resposta ao Filho de Deus, porque é a Palavra Viva. Neste primeiro cap. nós vamos ver que Cristo é superior aos profetas aos anjos, aqueles que entregaram a Palavra de Deus no Velho testamento.
I. Cristo é melhor que os profetas – 1:1-3
1. Em Sua pessoa – Cristo é o Filho de Deus; os profetas eram simplesmente chamados de Deus. Cristo criou o mundo e é Ele que sustenta o mundo. A Sua Palavra tem grande poder! Cristo falou e o mundo aprendeu; e agora a Sua Palavra controle e sustenta o mundo. “Todo foi criado por Ele e para Ele.” (Col. 1:16).
Cristo é herdeiro de todas as coisas; Cristo é o sacrifício pelo pecado; Cristo é nosso sumo-sacerdote; Cristo está sentado a destra do Pai porque o seu trabalho está completo.
2. Em Sua mensagem – A revelação de Deus nos tempos antigos falada de muitas maneiras e por muitos profetas. Ninguém teve a revelação completa. Deus falou até em visões, sonhos, tipos e acontecimentos no Velho Testamento. Todas estas revelações mostraram Cristo que é a última e completa revelação de Deus.
Podemos dizer que Cristo é a Palavra Final de Deus para o mundo. Qualquer homem, hoje em dia, que diz que tem uma nova revelação de Deus está ou enganado ou querendo enganar outros. Deus não está revelando mais verdade hoje em dia mas está iluminando aquela revelação que foi dada uma vez para sempre em Jesus Cristo.
II. Cristo é melhor que os anjos – 1:4-14
Nós sempre encontramos anjos na religião dos judeus. A lei foi dada pelos anjos (Gal. 3:9, Atos 7:53, Deut. 33:2 - “santos” significa seres ou anjos). Quem prestou atenção à lei pelos anjos deve prestar atenção ainda à mensagem de Cristo, que é melhor que os anjos. Agoira Paulo cita sete trechos do Velho Testamento para mostrar que Cristo é superior aos anjos:
1. Vs. 4-5 referem-se a Salm. 2:7 e II Sam. 7:14. Como Herdeiros de todas as coisas Cristo tem uma herança maior que todos e assim tem um nome maior que todos.
Em Salm. 2:7 Deus diz, “Tu és meu Filho”, palavras que Deus nuca falou acerca de qualquer anjo. Este vs. Refere-se à ressurreição de Cristo e não Seu nascimento (Atos 13:22). Em Col. 1:18 achamos que Cristo foi o “primogênito dentre os mortos”.
Em II Sam. 7:14 Deus diz, “Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho.” Deus fala aqui de Salomão mas é uma profecia de Cristo que é “mais do que Salomão”, (Mat. 12:42)
2. Vs. 6 refere-se a Salm. 97:7. Aqui está falando da vinda de Cristo. Os anjos adoraram Jesus no dia do Seu nascimento e vão adorá-lo também no dia da Sua volta. Esta adoração prova que Jesus é melhor que os anjos.
3. Vs. 7 refere-se a Salm. 104:4. Anjos são espíritos criados por Deus para ser servos. Cristo não é servo mas é Soberano.
4. Vs. 8-9 referem-se a Salm. 45:6-7. Alguém que senta num trono e é chamado “Deus” pelo Pai sem dúvidas é igual ao Pai. Jesus é Deus (João 10:30)
5. Vs. 10-12 referem-se a Salm. 102:25-27. Mais uma vez Jesus está chamado Senhor. Toda a criação vai ficar velho e sem valor mas Cristo é o mesmo ontem, hoje, e para sempre.
6. Vs. 13 refere-se a Salm. 110:1. Este trecho em Salm. 110 é muito importante porque fala da ordem de Melquesedeque. Cristo está sentado ao lado do Pai como sacerdote – Rei. Os inimigos de Cristo ainda não ajoelharam diante dele mas logo tem que fazer isto.
Vs. 14 não refere-se ao Velho testamento mas é uma boa conclusão ao cap. e diz, “Cristo é melhor que os anjos.” Os anjos vieram de Deus somente para ministrar a Cristo e todos os Seus santos, e nunca para tomar o lugar de honra e poder somente Jesus merece.
Outros fatos:
1. As palavras, “expressa imagem” no grego (vs. 3) são a base para nossa palavra “letra”. Significa também “imprimir” ou “carimbar”. Cristo é a imagem absoluta, na carne, do Seu Pai. É a mesma palavra que achamos em Mat. 22:20 (efígie) que refere-se à imagem de César na moeda. Quando olharmos para Jesus vimos Deus.
2. Paulo estudo de cap. 1 já sabemos que o livro de Hebreus está ligado ao Velho Testamento. Neste cap. estudamos principalmente no livro de Salmos. Antes de terminar o nosso estudo de Hebreus nós vamos referir a muitos outros livros do Velho Testamento. Nenhum outro na Bíblia faz aquela importante ligação do Velho e Novo Testamento como faz o livro de Hebreus.

Capítulo Dois

Tema: Nossa grande salvação
Neste capítulo Paulo continue o estudo do capítulo 1, que Cristo é melhor que os anjos, mas primeiramente ele nos dá uma exortação que é a primeira de cindo neste capítulo.
I. Uma exortação – 2:1-4
A palavra falada pelos anjos permaneceu firme (vs. 2) e sem dúvidas a Palavra falada por Jesus permanecerá firme. Deus castigou as pessoas que desobedeceram a Sua palavra no tempo do Velho Testamento e sem dúvidas castigará as pessoas hoje em dia que desobedecem ou rejeitam a Palavra de Deus.
Na minha opinião este trecho principalmente com crentes que “atentam” (vs. 3) para uma tão grande salvação que achamos nas palavras da Bíblia. Lendo também Heb. 10:19-25 parece que os crentes judeus não atentaram nem para a Palavra, nem para a oração, e nem para a comunhão uns com os outros..
A palavra “desobediência” significa “sem vontade para ouvir”. Crentes que não ouvem e prestam atenção à palavra de Deus estão desobedientes e não escaparão o castigo de Deus.
II. Uma explicação – 2:5-8
Em capítulo 1, Paulo disse que Jesus é melhor que os anjos. Mas alguém pode perguntar, “Como é que Jesus é melhor que os anjos quando Ele tem um corpo humano ?” Parece que um corpo humano seria algo que faria Jesus menor que os anjos porque os anjos não estão limitados com as fraquezas do corpo humano. Agoira Paulo vai explicar porque Jesus habitou entre nós um só corpo humano.
1. Para ser o segundo Adão (vs. 5-13)
A Bíblia não promete que os anjos reinarão no futuro. No livro de Gênesis o Adão reinou no mundo (Ge. 1:26-31). Nos vs. 6-8 Paulo refere-se a Salm. 8:4-7 onde estão repetidas as bençãos de Deus faladas em Gênesis. Deus fez um pouco menor do que os anjos para seu próprio bem, mas o homem quis sua glória antes do tempo que Deus tinha planejado. Assim o homem pecou e não mais reinou no mundo. Ele não era mais rei, mas sim um escrevo (Gen. 3:19). Heb. 2:8 diz, “Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas.” Nós não reinamos sobre “todas as coisas” simplesmente porque Adão pecou.
Jesus, pela sua morte e ressurreição, desfez o que Adão fez com seu pecado. Por algum tempo Cristo estava “menor que os anjos” para mais tarde ser glorificado (Fil. 2:6-11). Foi necessário para Cristo assumir a forma humana porque só assim foi possível morrer pelos pecados dos homens. O mundo coroou Jesus com espinhos, mas agora Ele está coroado com Glória e honra ( II Ped. 1:17).
Agoira há nova família no mundo. Cristo está dando muitas pessoas uma vida nova. Adão, pelo seu pecado, trouxe morte e pecado a sua família; mas Cristo traz justiça e vida para a Sua. Todos nós que somos crentes somos irmãos dEle já fazemos parte da Sua família e da sua natureza divina.
2. Para vencer o diabo (vs. 14-16)
Junto com o pecado de Adão vieram a morte e o medo da morte. A arma mais forte do diabo é o medo da morte. O diabo tem absolutamente o “poder da morte”, porque temos o exemplo de Jó quando o diabo foi proibido matá-lo. O diabo tem o “poder das trevas” (Lc. 22:53) para assustar o povo do mundo, mas os crentes estão livres deste poder porque somos filhos de Deus (Col. 1:12-13).
Quando Cristo morreu e ressuscitou dos mortos Ele destruiu o poder do diabo e assim nós não estamos mais escravos por causa do medo da morte.
Cristo tomou sobre si mesmo um corpo humano para morrer e vencer o diabo (I João 3:8). Vs. 16 de Hebr. 2 explica que Cristo não escolheu a natureza dos anjos mas a de Abraão e assim não morreu pelos anjos mas pelos pecadores. Anjos não podem ser salvos, nem aqueles que caíram com o diabo, mas qualquer homem pode ser salvo pela fé em Jesus.
3. Para ser um Sacerdote misericordioso (vs. 17-18)
Deus, sabendo que o homem precisaria de um sacerdote misericordioso por causa das suas fraquezas, permitiu Seu filho sofrer a morte da cruz e assim Jesus preparado para ser nosso sacerdote (Heb. 2:10).
A pessoa de Cristo não precisava nenhuma aperfeiçoação, mas como Deus-homem Ele sofreu para conhecer melhor as nossas necessidades.
Jesus foi feito carne em Belém (João 1:14), foi feito semelhante aos seus irmãos no Seu ministério de sofrimento aqui no mundo, e foi feito pecador na cruz (II Cor. 5:21). Agoira, depois de sofrer tantas coisas, Cristo é o nosso compassivo e fiel Sumo Sacerdote, e podemos confiar complemente nEle, porque Ele pode socorrer aos que são tentados” (Heb. 2:18). A palavra “socorrer” é a mesma que está usado da ajuda que o médico dá. Cristo pode curar qualquer problema.
Assim Paulo completa o ensino que Cristo é melhor que os anjos. Cristo é superior na sua pessoa, na Sua obra, e no Seu nome. A conclusão é que Cristo é superior e assim nós devemos prestar atenção a Sua palavra e obedecê-la.

Capítulo Três


Tema: Cristo é melhor que Moisés
Paulo em primeiro lugar nos mostrou que Cristo é melhor que os profetas. Depois disso nos mostrou que Cristo é melhor que os anjos. Agoira vai provar que Cristo é melhor que Moisés.
Moisés era o grande herói dos judeus, e para Paulo provar que Cristo é melhor que Moisés ele tem que provar que Cristianismo é melhor que o judaísmo. Lembra-se que estes crentes judeus eram fiéis, mas tinham caído novamente em alguns erros do Judaísmo.
I. Cristo é melhor no Seu cargo – 3:1-2
Moisés era principalmente um profeta (Deut. 18:15-19 , Atos 3:22). Também fez alguns serviços de sacerdote (Salm. 99:6) e até de rei (Deut. 33:4-7). Mas ainda Moisés foi somente CHAMADO por Deus enquanto Cristo foi ENVIADO por Deus.
Cristo era também o SUMO Sacerdote e Moisés nunca ocupou este cargo. O ministério de Moisés era terra mas o de Cristo era (e é) do céu. Moisés era profeta da lei e Cristo é o Apóstolo da Graça (João 1:17).
Sem dúvidas devemos “considerar” Jesus (vs. 1) maior que Moisés.
II. Cristo é melhor no seu ministério – 3:3-6
Deus declara claramente que Moisés foi fiel (Num. 12:7) como foi Cristo (3:2). Mas os ministérios são bem diferentes. Moisés era um servo; Cristo é o Filho. Moisés serviu casa, enquanto Cristo é SOBRE a casa. “A casa”, é claro, quer dizer a família de Deus, e não o templo ou tabernáculo. Outro lugar onde a palavra “casa” significa “povo” está em II Sam. 7:13 onde Deus prometeu a Davi “edificar uma casa”, quer dizer, estabelecer sua família e seu trono para sempre.
Lembra-se que a família de Deus é sempre marcado pela FÉ. Os crentes no Velho Testamento foram salvos pela fé exatamente como nós hoje. Os crentes embaixo de ambos os concertos são ligados pela FÉ. É por isso que Gal.3 fala dos verdadeiros crentes como filhos de Abraão, porque “os que são da fé são filhos de Abraão” (Gal. 3:7)
Há mais duas comparações entre Moisés e Cristo:
1. Moisés era servo enquanto Cristo é o Filho. O ministério do Velho Testamento era o de escravidão e servitude, mas o ministério de Cristo no Velho Testamento era o de liberdade e alegria. A lei do Velho Testamento está chamada o “jugo da servidão” (Gal. 5:1). Ninguém no Velho testamento gozou os privilégios que os filhos de Deus tem hoje em dia.
2. O ministério de Moisés era o de tipos e sombras, mas Cristo cumpriu todos estes tipos e iluminou as sombras. (Heb. 3:5) Qualquer Judeu que volta para o Judaísmo está voltando para as sombras e lugares escuros.
III. Cristo é melhor no repouso que Ele dá – 3:7-19
Encontramos a palavra “repouso” doze vezes nos capítulos 3 e 4 de Hebreus, e nem sempre com o mesmo sentido. Paulo está usando a nação de Israel como uma verdadeira ilustração de verdades espirituais. Os judeus estavam na escravidão no Egito como pecadores estão na escravidão do pecado hoje em dia. Deus redimiu Israel pelo sangue dum cordeiro como hoje em dia estamos redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus. (João 1:29). Deus prometeu uma terra especial aos judeus e Jesus prometeu uma terra melhor para o Seu povo hoje em dia. (João 14:1-3). Os judeus desobedeceram Deus e Deus castigou esse povo com mais quarenta anos no deserto antes de entrar na terra prometida.
Paulo está visando estes Hebreus que o castigo poderia cair também sobre eles se continuassem nesse caminho desviado que eles estavam seguindo. Como Israel eles foram tentados a voltar às coisas velhas e não entrar mais na vida de bençãos que Deus tinha prometida a todos os crentes. A exortação aqui é para o povo de Deus confiar em Deus complemente apesar das dificuldades e chegar aos descanso prometidos.
Há três repousos em cap. 3 e 4 de Hebreus:
1. O repouso da salvação,
2. O repouso da vitória,
3. O futuro repouso ou o repouso no céu.
Canaã não é necessariamente um tipo do céu, mas é mais um tipo da nossa vida Cristã com Bençãos, problemas, vitórias e lutas.
A advertência de vr. 12 é para o crente. È uma coisa aceitar Cristo como Salvador, mas é outra coisa render a Ele as nossas vontades e deixar Cristo dirigir as nossas vidas diariamente. Há muitos crentes ainda no deserto de incredulidade; eles estão salvos do Egito mas ainda não passaram pelo Jordão até o outro lado. Os judeus foram salvos pelo sangue e ainda a maioria deles morreram no deserto por causa da incredulidade. Para o crente não é possível perder a sua salvação mas é possível perder as bençãos e a alegria da salvação. O que causa “um coração mau e infiel” no crente? (1) Não ouvindo a voz do Senhor ou Sua palavra (vs. 7,3,15), (2) sendo enganados pelo pecado (vs. 13). Não há nada mais importante na vida dum crente do que ouvir a ler a palavra de Deus. Quem não conhece a palavra logo vai “desviar” dela (Heb. 2:1)e depois vai duvidar dela (Heb. 3:18-19), e logo vai negligenciá-la complemente (Heb. 5:11).
O pecado engana o crente. Começa como uma coisa nada aumenta todos os dias até chegar á incredulidade na palavra de Deus. Uma prova da nossa salvação é fieldade na palavra de Deus. Incredulidade é coisa grave e, como no caso dos Israelitas pode provocar até a morte.

Capítulo Quatro


Tema: Um repouso para o povo de Deus
A palavra “repouso” está usada com cinco sentidos diferentes:
1. Em Gen. 2:2 e Heb. 4:4 e 10 é o repouso do sábado ou sétimo dia,
2. Em Heb. 3:11 está referindo-se a Canaã,
3. Heb. 4:3 e 10 falam da salvação dos crentes,
4. Heb. 4:11 refere-se ao descanso da vitória,
5. Heb. 4:9 refere-se ao futuro descanso do crente ou o céu.
Há quatro exortações neste cap. relacionado à vida de repouso.
I. Temamos – 4:1-8
Deus prometeu um repouso para o Seu povo Israel mas o povo não entrou naquele repouso porque duvidaram e desobedeceram. Deus tem prometido um repouso para os crentes hoje em dia, descanso e paz no meio de muitas tribulações e problemas. Estas “vidas de repouso” é a nossa Canaã espiritual e está chamado em Heb. 6:1 “prosseguindo até a perfeição” e em Heb. 6:11 “completa certeza da esperança” e me Heb. 6:12 “herdando as promessas”.
Não esquece que os crentes Hebreus estavam passando por um período de provas (Heb. 10:32-39 , 12:3-14, 13:13) e alguns deles já voltaram às coisas velhas da lei e das ordenanças. Deus prometeu um repouso de vitória mas estavam em perigo de não alcançá-lo. Deus deu a Sua Palavra mas, nos Hebreus, a palavra não “estavam misturada com a fé” (Heb. 4:2)
Os pensamentos de Paulo estão nesta maneira em cap. 4:
1. Deus prometeu um repouso ao seu povo – 4:1
2. Israel não entrou naquele repouso – 4:6
3. Josué não deu ao povo repouso espiritual – 4:8
4. Há ainda um repouso para o povo de Deus – 4:9
II. Procuremos (Trabalhamos) – 4:9-12
Procurar em vs. 11 significa “dar diligência”. Isto é o contrário de ser preguiçoso. Ninguém nunca chegou a ser um crente maduro pela negligência ou preguiça.
O apóstolo Pedro exorta três vezes os crentes para que sejam diligentes vai repetir o pecado de Israel quando não entrou naquele repouso prometido. Eles entraram na terra mas nunca entraram no repouso espiritual de salvação e até hoje não entraram.
O segredo no entrar neste repouso é a palavra de Deus (Heb. 4:12). Israel não recebeu a Palavra de Deus e ficou 40 anos no deserto e depois de entrar na terra ainda rejeitaram o Messias que foi revelado na Palavra de Deus.
III. Retenhamos – 4:14
NÃO diz aqui, “Retenhamos firmemente a nossa salvação!” A palavra é confissão “falar a mesma coisa”, e é usada em Heb. 3:1, 10:23, e 11:13 também. Confissão quer dizer o testemunho do crente da sua fé em Cristo e a sua fieldade em viver para Cristo. Leia 10:34-35. Os judeus no deserto perderam sua confissão ainda que ainda estavam embaixo da nuvem e redimido do Egito. Eles eram um pobre exemplo de poder de Deus. A incredulidade roubou deles a bençãos de Deus.
Isso explica porque Paulo nos faz lembrar dos “gigantes da Fé” em Heb. 11. Todos eles enfrentaram dificuldade e provas, mas ainda venceram e reteram uma boa confissão. Heb. 11:13 diz que todos estes “confessaram” (a mesma palavra que usou em 4:14) que eram “estrangeiros e peregrinos na terra.”
Antes que Enoque foi para o céu ele teve bom testemunho (Heb. 11:5). Sempre onde há fé, há bom testemunho, e onde há incredulidade não há bom testemunho. De onde veio a fé? Rom. 10:17 nos diz que “fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” No Velho Testamento Israel não escutou a palavra de Deus teve fé. O conselho da Bíblia é “ouvir Sua voz hoje” (Heb. 4:7). O crente que ouve a voz de Deus na Sua palavra sempre terá um bom testemunho.
IV. Cheguemos – 4:15-16
Estes versos provam que não podemos perder a nossa salvação. Nós temos um Sumo Sacerdote que conhece as nossas tentações e fraquezas. Ele as sofreu e as venceu. Quando chegar a hora de tentação podemos chegar ao trono da graça e achar e misericórdia. A palavra “trono” em vs. 16 refere-se a Ex. 25:17-22 onde encontramos o propiciatório de ouro puro que foi colocado em cima da arca. Era aquele lugar o sumo sacerdote aspergiu sangue uma vez por ano e era aquele onde ficou a presença de Deus, ou podemos dizer que era o Seu trono. Não era o trono de graça porque a graça veio por Jesus Cristo (João 1:17). Jesus é o nosso propiciatório e quando chegamos a Ele não chegamos a um trono de julgamento mas a um trono de graça.

Capítulo Cinco


Tema: Nosso Sumo Sacerdote
Nos cap. 1-2, Paulo nos mostrou que Cristo é melhor que os profetas e os anjos. Nos cap. 3-4, Paulo nos mostrou que Cristo é melhor que Moisés. Agoira Paulo vai nos mostrar que Cristo é melhor que Arão que era o primeiro Sumo Sacerdote de Israel. Algum judeu (Hebreu) que volta para a lei tem que trocar um grande Sumo Sacerdote para um de menos poder e glória. Paulo vai mostrar Cristo melhor que Arão em três maneiras.
I. Cristo tem uma consagração – 5:1,4-6
Arão foi escolhido entre os homens e exaltado até a posição de sumo sacerdote. Depois de algum tempo Arão morreu e seu filho mais velho continuou no cargo de sumo sacerdote, e assim em diante. Arão nasceu na tribo de Levi e todos os sumos sacerdotes vieram desta tribo.
A consagração de Cristo é maior. Em primeiro lugar Ele não é somente homem, mas Deus na carne, o Filho de Deus e o Filho do homem. Cristo não tomou este cargo mas foi lhe dado pelo Pai.
Vs. 5 refere-se ao Salm. 2:7 e vs. 6 ao Salm. 110:4. Lembre-se que vs. 5 está falando da ressurreição de Cristo porque Seu sacerdócio depende da Sua ressurreição. Se Cristo estivesse morto não seria possível fazer o cargo de sumo sacerdote.
Seria bom ler Gen. 14:17-20 que fala de Melquesedeque. Nós vamos encontrar a comparação entre o sacerdócio de Cristo e o de Melquesedeque. Cristo é maior sumo sacerdote porque Ele é da ordem de Melquesedeque e não da ordem de Arão. O nome Melquesedeque significa “rei da justiça”; ele também era rei de Salem que significa “rei da paz”. Arão nunca era Sacerdote - Rei, mas Cristo é Sumo Sacerdote e Rei. È um sacerdote sentado num trono.
O ministério de Cristo é o de paz e repouso (cap. 3-4). Cristo é da tribo de Judá é a tribo dos reis. Arão era da tribo de Levi. No livro de Gênesis aparece e desaparece o Melquesedeque, e o livro não fala nada sobre o princípio nem o fim dele. É um retrato do eterno Cristo. Arão morreu e alguém ficou no lugar dele mas Cristo nunca mais morrerá. Seu sacerdócio é para sempre. Arão era sacerdote dum povo da terra, mas Cristo é sacerdote dum povo do céu.
II. Cristo tem maior compaixão – 5:2-3 , 7-8
Para ser sumo sacerdote não basta ser só escolhido de Deus, mas também é necessário Ter compaixão e entender o sofrimento e a tentação do povo. Vs. 7-8 nos diz que Cristo sofreu muitas coisas e aprendeu através de Seu sofrimento como socorrer o Seu povo. Cristo, como Deus, não precisa melhorar em nada, mas como Filho do Homem necessário padecer e agüentar aflições (Heb. 2:10-11)
Os judeus desprezaram o Senhor Jesus e duvidaram Sua divindade por causa de Seu Sofrimento, mas na verdade este sofrimento é prova da Sua divindade (Isa. 53:1-12). Vs. 7 refere-se às orações de Jesus em Getsêmani (Mt. 26:36-46).
Alguém pode perguntar, “É possível para o Filho de Deus conhecer nossas tentações melhor que um homem como Arão?” A resposta é SIM, porque Cristo é perfeito e sofreu cada tentação perfeitamente. Cristo foi provado muito além da capacidade de qualquer outro homem, porque agüentou muito mais aflição e tentação do que nós podemos agüentar. Uma ponte que já agüentou um peso de 50 toneladas está muito provada do que uma que já agüentou só 2 toneladas. Da minha parte, eu prefiro confiar naquela coisa mais provada, porque assim eu tenho certeza que não vai falhar.
III. Cristo ofereceu um sacrifício melhor – 5:3 , 9-14
A parte principal do ministério de Arão era a de oferecer sacrifício pela nação de Israel, e especialmente no Dia da Expiação (Lev. 16). Durante o ano os sacerdotes e Levitas fizeram o trabalho, mas no Dia da Expiação somente o Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo com o sangue. Antes de entrar, ele sempre ofereceu um sacrifício para si mesmo.
Jesus, sendo sem pecado, não precisa oferecer sacrifício para si mesmo, mas ao contrário ofereceu si mesmo pelo povo. Cristo não repetiu este sacrifício porque um só sacrifício do Cordeiro de Deus é suficiente para todo o sempre. Cristo é melhor que Arão porque o Seu sacrifício comprou a salvação eterna e o sacrifício de Arão cobriu o pecado do povo para mais um ano.
Paulo agora quer entrar num estudo mais profundo do sacerdócio de Cristo, mas ele encontra um problema. O problema não é que ele tem dificuldades para ensinar, mas é que os seus ouvintes não querem ouvir (vs. 11). Paulo quer progredir do leite da palavra de Deus (6:1-2) até a carne da palavra, mas isto é impossível se os ouvintes não querem acordar do seu sono espiritual. Parece que Paulo está fazendo uma comparação entre leite e o ministério de Cristo na terra. (Arrependimento, Fé, Batismo, Ressurreição, Juízo, etc...). A carne representa o ministério de Cristo no céu como nosso Sumo Sacerdote. Muitos tem Cristo como Salvador mas não entendem nada do que Cristo está fazendo para nós agora.
Estes Hebreus deviam ser crentes maduros e ensinando outros crentes novos, mas estavam ainda crianças na fé, e foi necessário para alguém ensinar-lhes outra vez as coisas que eles já esqueceram. Os Hebreus faltaram experiência na Palavra pela falta de estudo. Achamos mais uma vez aqui a verdade que a madureza do crente depende muito da sua afinidade com a palavra de Deus. Achamos as seguintes características dos crentes que não estudam a palavra:
1. Eles deixaram a palavra – 2:1-3
2. Eles duvidaram da palavra – 3-4
3. Eles estão duros a palavra – 5:11 , 6:20
4. Eles não misturaram a palavra com fé – 4:2
5. Eles não praticaram a palavra – 5:14
6. Eles regressaram na palavra – 6:1
Crescimento na fé depende do crescimento no entendimento da Palavra (II Ped. 3:18). Quem conhece mais acerca de Cristo vai crescer mais na sua vida cristã.

Capítulo Seis


Tema: Renovando para arrependimento
O cap. 6 de Hebreus, é um cap. que o crente deve estudar com cuidado, porque há pessoas que insistem que estes versos ensinam que o crente pode perder a sua salvação. Realmente o cap. 6 está ensinando o contrário; está ensinando que é impossível para o crente, uma vez salvo, perder a sua salvação, e que seria impossível salvar aquela alma outra vez se fosse possível perder a vida eterna.
I. Um apelo – 6:1-3
O apóstolo Paulo está reclamando porque os hebreus eram negligentes nos “primeiros rudimentos das palavras de Deus” (Heb. 5:11-14). Paulo diz que os hebreus devem prosseguir até a perfeição que é realmente o tema deste livro. A palavra “prosseguir “ significa “ser carregados ou levados” na língua original, e quer dizer que devemos nos submeter completamente a Deus a ao Seu poder e assim Ele vai nos levar até a perfeição. Perfeição completa não existe no homem na terra mas seremos separados quando chegarmos no céu.
Em vez de prosseguir na fé e na palavra de Deus, estes hebreus “lançaram de novo o fundamento” (6:1) que quer dizer voltaram para as coisas que eles aprenderam logo no princípio da sua vida cristã.
1. Arrependimento de obras mortas – Deus mandou o gentio arrepender-se de seu pecado (Atos 8:22) mas o povo da lei Deus mandou arrepender das obras da lei que só trazem morte e não vida e que ninguém pode suportar (Atos 15:10).
2. Fé em Deus – O povo judeu sempre aceitou o fato de Deus ser seu Deus, mas muitos não confiaram com a fé salvadora no Seu Filho Jesus. Um dos rudimentos da doutrina de Cristo era fé em Deus e Seu Filho.
3. Batismo – Os judeus aprenderam dois batismos, o de João o Batista (Lc. 7:29-30), e mais tarde, o da igreja (Atos 2:41). Foi muito difícil para os judeus submeter-se ao batismo porque assim ele dizia “eu sou pecador” e já morri ao pecado, estou sepultado com Jesus, e vou ressuscitar na semelhança da Sua ressurreição.
4. Imposição de mãos – Muitos receberam o Espírito Santo pela imposição de mãos (Atos 8:17-18), outros foram consagrados (Atos 13:3) e outros foram curados (Atos 5:12 , 28:8)
5. Ressurreição dos mortos – Todos os judeus exceto os saduceus acreditavam na ressurreição dos mortos (Isa. 26:19) mas para ser salvos foi também necessário acreditar na ressurreição de Jesus, porque esta doutrina faz parte do evangelho (I Cor. 15:1-4).
6. Juízo eterno – Quem não acredita no juízo não vai arrepender dos seus pecados porque não tem medo do futuro (Atos 17:31 , 24:25)
Agora no vs. 4-9 encontramos a parte que dá problema de interpretação. Na minha opinião este trecho está falando de judeus que aprenderam muitas coisas acerca de Jesus e fizeram uma profissão de fé e foram batizados mas sem salvação. Estes judeus, depois de ser conhecidos como crentes, voltaram para o judaísmo. O sinal da caída deles foi a falta de crescimento espiritual. Eles aprenderam algumas verdades com a sua mente mas nunca aprenderam pela experiência nos seus corações.
Agora vamos examinar as razões porque acreditamos assim. Em vs. 4:
1. A palavra “iluminado” em vs. 4 não necessariamente significa “salvos”. Há uma iluminação em geral dos pecadores pelo Espírito Santo que não é para a salvação mas sim para a condenação. Em João 16:8-9 o Espírito Santo opera no pecador não para salvar mas para convencer porque Ele usa base desta condenação a falta de fé “porque não crêem em mim”.
2. A palavra “provaram” no grego é a palavra “GEUO” que significa “saborear”. Jesus disse à mulher samaritana que “aquele que beber da água nunca terá sede”. A palavra “beber” no grego é a palavra “PINO” que significa “receber por dentro”. Quem recebe Jesus dentro do seu coração é crente mas não aquela pessoa que só saboreia.
3. A palavra “participantes” no grego é a palavra “METOCHOS” que significa “parceiros”. Para falar duma pessoa salva a Bíblia usa uma palavra como “SPHRAGIZO” que significa “selado” (Ef. 4:30) e “propriedade” (Apoc. 7:3-5)
Em vs. 5 encontramos mais uma vez a palavra “provaram” que ainda significa “saborear” e não necessariamente “receber”. Os judeus incrédulos eram iguais aos ouvintes em Lc. 8:13 que “apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam”.
Em vs. 6 a palavra “recaíram” está muito importante. Esta palavra é a palavra grega “PARAPIPTO” que significa “cair fora” ou “desligar”. Nós sabemos que o crente nunca pode perder a sua salvação e assim temos que dizer que estas pessoas nunca foram crentes. O crente pode cair no erro ou na doutrina falsa mas a palavra grega para este ato é “APOSTASIA”.
Em vs. 9 Paulo não está mais falando aos que caíram fora (PARAPIPTO) mas agora está falando com os “amados “ (AGAPETOI) que á mesma palavra que Deus usou quando falou do Seu Filho ( II Ped. Lc. 17) e é a mesma usada para falar com os santos (Gentios – Rom. 1:7) e os santos (Judeus – Rom. 11:28). Esta palavra está sempre usada para falar de crentes verdadeiros.
Destes crentes verdadeiros Paulo espera coisas melhores ou as coisas que acompanham a salvação. Note bem que em vs. 1-8 nós não encontramos a palavra “salvação” mas aqui Paulo está falando com um outro grupo, o grupo dos salvos.
Agora em vs. 10-20 Paulo trata o assunto “a perseverança dos santos” ou a certeza da eterna salvação para todo aquele que crê.
Em primeiro ligar Paulo diz em vs. 10-12 que as vidas destes irmãos mostram evidências de salvação. Achamos fé, esperança, e amor neste vs. e estas são as características dos verdadeiros crentes ( I Tess. 1:3, Rom. 5:1-5)
Paulo usa Abraão como ilustração da fé paciente. Abraão pecou e ainda Deus cumpriu a promessa que fez a Abraão. A promessa de Deus não depende na fieldade do homem mas depende da fieldade de Deus (Gen. 22:16-17). Abraão passou por muitas tentações e provas, como os Hebreus, mas Deus deu a coragem para ele vencer todas estas coisas.
Em vs. 17 diz que Deus fez tudo isso para Abraão para demonstrar Sua imutabilidade aos herdeiros da promessa do que nós somos (vs. 18). Temos certeza da promessa de Deus porque Deus prometeu (e não pode mentir) e jurou.
Nossa esperança é uma âncora da nossa alma porque nossa esperança é Cristo (I Tim. 1:1).

Capitulo Sete

Tema: “ Cristo e Melquesedeque”
Agora começa a Segunda parte de Hebreus (cap. 7-10) UM SACERDÓCIO SUPERIOR. O propósito de Paulo é de mostrar que o sacerdócio de Cristo é melhor que o de Arão (cujos descendentes estavam ministrados na terra naquela época Heb. 8:4), porque o sacerdócio dEle é de uma melhor ordem (cap. 7); é ministrado sob um melhor concerto (cap. 8), num tabernáculo melhor (cap. 9), por causa dum melhor sacrifício (cap. 10)
A grande personagem neste cap. é aquele misterioso sacerdócio-rei, Melquesedeque, que aparece apenas duas vezes no Velho Testamento (Gen. 14,17-20 ; Salm. 110:4). Paulo apresenta três argumentos para provar que Melquesedeque é superior a Arão.
I. O argumento histórico – Melquesedeque e Arão – 7:1-10
Primeiro, ele prova que Melquesedeque é um tipo simbólico de Cristo (vs. 3,15). Ele era um rei-sacerdote, e Cristo é também. Nenhum sacerdote num trono, nunca! De fato, os sacerdotes da ordem de Arão não sentaram (espiritualmente falando) pois o trabalho deles nunca terminara! Veja Heb. 10:11-14. Além disso, Melquesedeque era rei de Salem, que quer dizer “rei de paz”; Jesus é nosso Rei de Paz, Príncipe da Paz. O nome “Melquesedeque” significa “Rei de Justiça” que certamente podemos dizer de Cristo. Então, no seu nome e seus ministérios, Melquesedeque é um lindo retrato de Cristo.
Mas também ele retrata Cristo na sua origem. A Bíblia não menciona seu nascimento ou sua morte. Isso não quer dizer que Melquesedeque não tinha pais, ou que ele nunca morreu. Simplesmente significa que o Velho Testamento está silente neste assunto. Assim Melquesedeque (como Cristo) não teve “princípios de dias nem fim de vida” . Seu sacerdócio é eternal! Seu sacerdócio não dependia na descendência natural, enquanto o sacerdote da ordem de Arão precisava defender seu sacerdócio pelo registro da sua família. (Veja Neemias 7:64) Cada sumo sacerdote que descendeu de Arão morreu, mas Cristo, como Melquesedeque “tem um sacerdócio perpétuo” (vs. 8,16,24-25)
Tendo identificado Cristo com a ordem de Melquesedeque ele agora explica que Melquesedeque é superior a Arão, pois Arão pagou dízimo a Melquesedeque quando ainda estava nos lombos de Abraão! E quando Melquesedeque abençoou Abraão, ele estava abençoando Levi também; e “o inferior é abençoado pelo melhor”. Na terra, lá no templo judeu, os sacerdotes receberam os dízimos; mas antes disso, em Gên. 14, os sacerdotes pagaram dízimos a Melquesedeque através de Abraão. Isso claramente mostra a sua inferioridade.
Num sentido, os crentes hoje imitam Abraão quando trazem seus dízimos ao Sumo
acerdote, Cristo.
II. O argumento doutrinal – Cristo e Arão – 7:11-25
Agora Paulo mostra que Melquesedeque também é superior de um ponto de vista doutrinal. Aqui ele usa Salm 110:4 como base para o argumento, e apresenta 3 fatos:
1. Arão foi substituído por Melquesedeque – 11-19
Quando Deus disse a Cristo em Salm. 110:4, “Tu és meu sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquesedeque!”, Ele realmente pôs de lado o sacerdócio Levítico fundado por Arão. È impossível que dois sacerdócios operam ombro a ombro. O fato que Deus estabeleceu a nova ordem prova que a velha ordem Arão foi fraca e ineficaz; e significava também que a lei, embaixo do qual Arão operava, foi igualmente posto ao lado. “A lei nenhuma coisa aperfeiçoou” (vs. 19); e, consequentemente, o sacerdócio nada aperfeiçoou (vs. 11), e os sacrifícios oferecidos por eles nada aperfeiçoaram (Heb. 10:1). “Perfeito” em hebraico significa “tendo uma posição perfeita de Deus” e não tem nada a ver com uma pessoa sendo sem pecado. Arão tornou-se em sacerdote por um mandamento carnal; mas o sacerdócio de Cristo funciona “segundo a virtude da vida incorruptível” (vs. 16) porque Cristo (ao contrário a Arão) nunca morrerá.
2. Arão não foi consagrado por um juramento - 20-22
Embora Deus reconheceu Arão e seus sucessores nas cerimônias de Ex. 28-30, não temos um registro de um juramento divino que selou seu sacerdócio. Para dizer a verdade, Deus não selaria sai ordem com um juramento porque sabia que um dia o trabalho deles terminaria. Mas quando Deus consagrou Cristo ao sacerdócio, Ele o confirmou com um juramento imutável; e isso prova que Cristo é superior a Arão.
3. Arão e seus sucessores morreram; Cristo vive para sempre – 23-24
A lei foi santa e boa; mas foi limitada pelas fraquezas da carne. Arão morreu; seus filhos depois dele também morreram. O sacerdócio foi tão bom quanto o homem, e o homem não durou para sempre. Mas Cristo vive pelo poder da vida infindável (sem fim). Ele vive sempre para interceder pelo povo de Deus, e então pode salvá-lo (o povo de Deus) perfeitamente.
III. O argumento prático – Cristo e o crente – 7:26-28
“Nos convinha tal sumo sacerdote” , isto é, fica bem para nós, satisfaz as nossas necessidades. Nenhum descendente de Arão pode ser descrito como Cristo é descrito aqui neste vs. Eles não foram “santos, inocentes, imaculados...” Arão mesmo fez um bezerro de ouro e levou Israel á idolatria! E os filhos de Eli foram culpados de imoralidades! Mas nós temos uma sumo sacerdote perfeito: Ele é mais santo que qualquer sacerdote na terra, e Ele é mais sublime que todos no tabernáculo celestial na presença de Deus.
Arão e seus filhos necessitavam oferecer sacrifícios cada dia, primeiro por eles mesmos, e depois para o povo. Cristo é sem pecado; Ele não precisa de sacrifício algum para pagar por seus pecados. E o único sacrifício que Ele ofereceu decidiu o problema de pecado por toda a eternidade. Não somente isso, mas Ele ofereceu-se a Si Próprio, e não o sangue de animais. Arão e seus filhos tinham fraquezas de um tipo ou outro; mas Cristo está livre de todo o pecado e fraqueza.
É fácil ver, então, que a ordem de Melquesedeque é superior à ordem de Arão. Foi provado históricamente, pois Abraão honrou Melquesedeque acima de Arão. Foi provado doutrinamente, pois Salm. 110:4 declara que Deus fez uma mudança no sacerdócio e na lei. E foi provado praticamente, pois nenhum homem poderia qualificar-se para a posição de Sumo Sacerdote exceto Cristo Jesus. Não há necessidade olhar para um outro! Temos Cristo, Ele é tudo o que precisamos.



Capitulo Oito


Tema: Cristo é melhor que Arão
Tendo provado que o sacerdócio de Cristo é melhor do que o dos outros sacerdotes, agora Paulo quer mostrar que Cristo é o mediador dum maior concerto (8:6). Tudo que os sacerdotes fizeram no Velho Testamento foi de acordo com o velho feito no monte Sinai. O fato que Deus o chamou o velho concerto e introduziu um novo conserto prova que sacerdócio velho foi abolido quando Cristo morreu na cruz. Quem volta para o sacerdócio de Arão volta também para o velho concerto.
O NOVO CONCERTO ESTÁ MELHOR DO QUE O VELHO PORQUE:
I. Está oficiado por um melhor sacerdote – 8:1
Vs. 1 é um relatório dos fatos de cap. 7 que provam Cristo superior a Arão. Cristo, nosso sumo sacerdote, assentou-se porque terminou Seu trabalho de redenção. Os outros sacerdotes nunca terminaram o seu trabalho e assim sempre os achamos em pé diante de Deus. Certamente nunca os achamos sentados num trono como rei.
II. Está oficiado dum melhor lugar – 8:2-5
Na terra Cristo não tem direito de oficiar como sacerdote porque é da tribo de Judá e não de Levi. Cristo entrou muitas vezes no pátio do templo durante Seu ministério aqui no mundo, mas nunca entrou no lugar santíssimo. Agoira do céu Cristo é o sacerdote do novo concerto.
Em vs. 5 Paulo nos mostra que o tabernáculo celestial é o original e que o tabernáculo e templo aqui no mundo eram somente exemplos e cópias do original. Moisés copiou o tabernáculo do plano que Deus revelou no monte Sinai (Ex. 25:9,40). Os judeus reverenciavam seu templo e suas cerimônias, mas estas coisas somente foram sombras (8:5); a realidade está no céu. Quem volta para o velho concerto está substituindo as coisas reais pelas cópias. É muito melhor Ter um sumo sacerdote celestial do que um da terra. Infelizmente, muitos hoje em dia querem misturar o velho e o novo usando coisas na igreja como velas, incenso, manto, altar, sacerdotes, etc.
III. Está fundado numa melhor promessa – 8:6-13
Agoira chegamos a prova principal deste cap. : as promessas do novo concerto são melhores que as do velho. Algumas destas promessas são:
1. A promessa da graça – 6-9
Cinco vezes neste vs. Deus promete fazer alguma coisa sem nenhuma ação na parte dos leitores (Estabelecerei um novo concerto, escreverei em seu coração, lhes serei por Deus, porei as minhas leis no seu entendimento, e serei misericordioso.). O novo concerto é o que Deus fará para seu povo e não o que Seu povo deve fazer. Deus não acha culpa com o velho concerto., mas com o povo do velho concerto. A lei é espiritual mas o homem é carnal (Rom. 7:14, 8:3). Israel não falhou porque a lei foi fraca, mas falhou por causa da fraqueza da natureza humana. Aqui precisa da graça; o que a lei não pode fazer por causa das fraquezas dos homens, Deus fez pelo sacrifício do Seu Filho na cruz.
2. A promessa de uma mudança interna – 10
Jer. 31:31-34 fala do novo concerto que Deus prometeu. É uma mudança não só das coisas exteriores mas também das coisas internas. O velho concerto foi escrito na pedra pelo dedo de Deus, mas o novo concerto está escrito no coração e na mente do homem. Uma lei externa não pede transformar um homem porque o homem se transforma pela mudança interna.
3. A promessa da benção sem limite – 11
O dia vem quando ninguém terá que testificar mais do Senhor porque todo mundo o conhecerá. Esta promessa será cumprida no futuro reino do Senhor aqui na terra.
4. A promessa do pecado perdoado – 12
Heb. 10:3 nos mostra que no velho concerto foi necessário fazer os sacrifícios cada ano porque não há remissão de pecados no sangue de animais. Somente o sangue do Cordeiro de Deus pode tirar o pecado do mundo (João 1:29). Os pecados do pecador que aceita Jesus serão perdoados e esquecidos.
5. A promessa da bençãos eternais – 13
O velho concerto passou mais rápido do que Paulo pensou. Paulo escreveu este livro de Hebreus em 70 A.D., mais ou menos, e justamente neste período o império romano destruiu o templo complemente para nunca ser construído de novo. Cessou todas as atividades dos sacerdotes e acabou (vs. 13) o velho concerto. Graças a Deus que o novo concerto não pode ser destruído pelos exércitos deste mundo mas durará para todo o sempre.
O novo concerto começou quando Cristo derramou sangue na cruz (Lc. 22:20, I Cor. 11:23-26), e hoje Cristo é o mediador deste novo concerto (Heb. 12:24).
Os crentes de hoje em dia fazem parte desse novo concerto porque os judeus rejeitavam Jesus e Seu concerto e Deus colocou os crentes gentios no lugar do Seu povo Israel. No futuro Israel vai gozar as bençãos do novo concerto mas por enquanto está longe de Deus.


Capitulo Nove


Tema: O sacrifício de Cristo é melhor do que os outros sacrifícios
Em cap. 7 vimos que o sacerdócio de Cristo é melhor que o de Arão porque é suma ordem melhor, a de Melquesedeque. Cap. 8 nos mostra que o novo concerto, que tem com seu sacerdote Cristo, é melhor que o velho concerto. Agoira em cap. 9 veremos que o sacerdócio de Cristo é superior porque está sendo administrado dum melhor santuário.
I. O santuário inferior do velho concerto – 9:1-10
Paulo nos dá 5 razões porque o velho santuário era inferior:
1. Estava no mundo – vs. 1
Deus deu dos céus os planos para construir o tabernáculo e o templo, mas os dois foram construídos aqui no mundo de materiais mundanos.
2. Foi uma sombra de futuras coisas – vs. 2-5
Todos esses móveis do tabernáculo e até a construção foram tipos, ou símbolos, de Cristo e Seu futuro santuário no céu.
3. O povo foi proibido de entrar – vs. 6-7
Somente os sacerdotes entraram no lugar santo e só o sumo sacerdote entrou no santo dos santos .
4. Foi temporário – vs. 8
Com toda a sua riqueza e glória, o templo foi temporário, esperando o santuário feito por Cristo.
5. Nenhum coração foi transformado neste santuário – vs. 9-10
Dia após dia os sacerdotes ofereceram os mesmos sacrifícios. Estes sacrifícios cobriram o pecado mas não lavaram o pecado.
II. O santuário superior do novo concerto – 9:11-28
“Mas vindo Cristo” Estas palavras indicam uma mudança e Paulo vai explicar porque o santuário do novo concerto é melhor, e assim porque o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão.
1. É um sacerdócio dos céus – vs. 11
Cristo é o sumo sacerdote dos bens futuros e o seu santuário celestial é maior e mais perfeito porque não foi feito por mãos, e não é desta criação porque é da nova criação. O tabernáculo da terra pertencia ao velho concerto mas o santuário de Cristo pertence ao novo concerto, ou a nova criação. (Veja vs. 24).
2. Este santuário pode transformar vidas – vs. 12-23
Que diferença! O sumo sacerdote ofereceu muitas vezes o sangue de animais no lugar santíssimo, mas Jesus ofereceu seu próprio sangue na presença de Deus uma vez só.
Os sacrifícios do Velho Testamento fizera uma limpeza ou lavagem cerimonial (vs. 13), mas nunca penetraram até o coração do pecador. O sangue de Jesus uma vez para sempre lava o negro coração do pecador e deixa o pecador justificado para sempre diante de Deus. Todos os sacrifícios dos judeus eram “obras mortas” em comparação à relação viva com Deus debaixo do Novo Concerto.
Vs. 15-23 usam a ilustração do testamento. O homem faz seu testamento para determinar a distribuição dos seus bens. Ninguém recebe nada até a morte do homem. Cristo teve uma herança eternal para a Sua igreja e achamos sob bens e as bençãos no “testemunho” de Cristo. Foi necessário a morte de Cristo para a Sua igreja receber sua herança. A coisa mais incrível é que Cristo morreu para nos dar Sua vida herança mas ressuscitou dos mortos para administrar pessoalmente este testamento. Vs. 23 nos ensina que a morte de Cristo também purificou as coisas celestiais. A presença de satanás no céu no princípio fez necessário uma limpeza do santuário celestial pelo sangue de Jesus.
3. Este santuário é verdadeiro e não somente uma sombra – vs. 24
Os sacerdotes do Velho Testamento ministraram num tabernáculo temporariamente porque ele mostrou a futura vinda de Cristo. Cristo não está ministrando um tabernáculo feito por homens e cheio de tipos e sombras; Ele está ministrando num tabernáculo celestial onde já foram cumpridos todos os tipos e sombras. Que pena que muitas pessoas aceitam uma forma de religião que agrada a carne mas não sabe nada do ministério celestial de Cristo.
4. Este santuário está baseado no sacrifício completo de Cristo – vs. 25-28
Realmente o sacrifício superior de Cristo é tema de cap. 10, mas Paulo vai introduzir o assunto aqui. O ministério do sacerdote nunca terminou porque os sacrifícios que ele fez nunca completaram nada para salvar o homem espiritual. Cristo morreu uma vez só na “consumação dos séculos” para “aniquilar” o pecado, não só para cobri-lo. Agoira nós que somos crentes temos “entrada pela fé” a Deus (Rom. 5:2). O judeu nunca teve este privilégio porque foi proibido entrar atrás do véu.

Capitulo Dez


Tema: O sacrifício perfeito de Cristo
Este cap. vai terminar a parte de Hebreus que ensina o Sacerdócio Superior (cap. 7-10) mostrando eu o sacerdócio de Cristo está baseado num sacrifício superior (o sacrifício de Cristo mesmo). Paulo nos dá três razões porque o sacrifício de Cristo é melhor que os sacrifícios do Velho Testamento:
I. O sacrifício de Cristo perdoa pecados – 10:1-10
1. O sacrifício do Velho Testamento não perdoa pecado – vs. 1-4
Em primeiro lugar, os sacrifícios do Velho Testamento pertenceram á época de tipos e sombras e assim nunca transformaram o coração. Estes sacrifícios foram feitos cada ano (vs.1) e sim cada dia (vs. 11), que é uma prova que não acabaram com o pecado. Se tivesse acabado com o pecado não teria sido necessário faze-los de novo cada dia e cada ano. Cap. 10:10-14, explicou que estes sacrifícios trataram só a carne mas nuca penetraram até ao coração. Estes produziram uma “lembrança do pecado” mas não uma “remissão do pecado” (cap. 9:22).
Hoje em dia na Ceia do Senhor nós lembramos Cristo e não os nossos pecados porque Ele já nos perdoou de todos nosso pecados.
2. O sacrifício de Cristo tem poder para perdoar o pecador – vs. 5-10
Paulo refere-se aos Salmos 40:6-8 e Êxodo 21:1-6. Podemos comparar a dedicação de Jesus à vontade do Pai à dedicação do servo que, para provar sua dedicação e amor, deixou o mestre furar sua ovelha. Cristo entregou seu corpo à cruz para fazer a vontade do Seu Pai e não para sofrer pelos seus próprios pecados.
A Bíblia nos ensina que Deus nunca aceitou o sacrifício de animais como uma obra completa (Salm. 51:10,16 ; I Sam. 15:22 ; Isa. 1:11). Em vs. 8-9 Paulo usa palavra de Cristo para mostrar que Deus, pelo sacrifício de Cristo, tirou o primeiro concerto com o sacrifício de animais, e estabeleceu o novo concerto baseado no sangue de Jesus. Pelo sacrifício de Cristo estamos santificados para sempre a Deus.
II. O sacrifício de Cristo não tem que ser repetido – 10:11-18
Note a diferença entre o sacrifício de Cristo e o dos sacerdotes do Velho Testamento:
1. O sacerdote está em pé – Cristo está sentado.
2. O sacerdote ofereceu o mesmo sacrifício muitas vezes – Cristo ofereceu seu próprio corpo uma vez só.
3. Os sacrifícios do Velho Testamento fez lembrança do pecado – o sacrifício de Cristo fez remissão do pecado.
Remissão significa “mandar embora”. No grande dia da expiação do Velho Testamento (Lev. 16), o sumo sacerdote confessou o pecado da nação de Israel sobre a cabeça do bode emissário (expiatório) e depois o mandou embora ao deserto. Foi assim que Cristo fez com os nossos pecados. Não há mais sacrifícios pelo pecado porque não há mais lembrança do pecado. Cristo mandou embora todos os nossos pecados e já os esqueceu complemente (vs. 14-17)
III. O sacrifício de Cristo abriu o caminho a Deus – 10:19-39
1. Explicação – 19-21
Paulo dá agora um relatório das bençãos que o crente tem por causa da morte de Cristo. “Ou sadia” aqui quer dizer que podemos falar sem medo diretamente com Deus. Não há véu entre nós e Deus agora. O véu do tabernáculo era um tipo do corpo de Jesus porque cobriu a glória de Deus (João 1:14). Quando Cristo ofereceu Seu corpo na cruz o véu rasgou. Agoira temos um caminho e vivo a Deus porque temos um sumo sacerdote vivo (Heb. 7:25)
2. Apelo – 22-25
Três vezes Paulo convida os hebreus a fazerem o que ele está fazendo:
a. vs. 22 – Cheguemo-nos – Quer dizer, “Vamos nos aproximar mais perto de Deus”.
b. vs. 23 – Retenhamos firmes – Paulo está dizendo aos hebreus, “Fique firme na doutrina e na esperança.”
c. vs. 24 – Consideremo-nos – Aqui Paulo fala dos outros irmãos em Cristo. Por nosso exemplo devemos animar nossos irmãos às boas obras.
Parece que os crentes hebreus negligenciaram a comunhão com seus irmãos em Cristo e a freqüência na igreja. Freqüência na igreja faz uma parte muito importante na vida de qualquer crente. Os judeus do Velho Testamento não tiveram o privilégio de entrar no tabernáculo, mas agora todos os crentes podem entrar na casa de Deus em qualquer lugar ou qualquer hora. É um privilégio que devemos no aproveitar.
3. Exortação – 26-39
Esta exortação dá advertência aos hebreus que pecaram voluntariamente depois de ouvir a verdade. A idéia aqui é a de continuar no pecado e não a de pecar uma vez só. O verbo “pecar” é o mesmo que achamos em I João 3:9 onde é mais claro ainda que refere-se ao crente que tem costume de pecar e peca de propósito.
No Velho Testamento não existia sacrifícios para este tipo de pecado (Ex. 21:14, Num. 15:30). Houve um sacrifício para pecado de ignorância e o de paixão, mas o pecado intencional mereceu só o castigo.
Vs. 29 nos ensina que Deus dá muito valor á salvação e ao sangue do Seu Filho Jesus. Quem peca intencionalmente peca contra o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Paulo refere-se a Deut. 32:35-36 para mostrar que Deus sempre julgou o Seu povo desobediente. Deus ainda julga o Seu povo desobediente , (Rom. 2:16, I Cor. 11:31-32 , I Ped. 1:17). Este juízo não é eterno mas é um castigo aqui neste mundo e a perda de galardão no mundo que vem (vs. 34-35) (I Cor. 3:14-15 , 5:5 , 9:27 , 11:30)
Paulo encerra o cap. 10 com as promessas e bençãos de Deus para os fiéis. Ele está certo que este s fiéis não fariam as coisas que outros já fizeram (I João 2:19). O destino destes fiéis é o céu e não a perdição (vs. 39)


Capitulo Onze


Tema: Heróis da fé.
O cap. 11 é uma ilustração do cap. 10:32-39, e especialmente do vs. 38 que diz, “Mas o justo viverá da fé”. Aqui achamos provas absolutas que a fé pode vencer qualquer circunstância .
I. A descrição da fé – 11:1-3
A fé bíblica não é somente uma emoção ou esperança mas é uma convicção e uma certeza baseada na Palavra de Deus (Rom. 10:17). A palavra “fundamento” significa certeza e a palavra “prova” significa “evidência indisputável”. Quando o Espírito Santo dá a um homem a fé salvadora, ele já tem todas as provas e evidências de que precisa. Pela fé nós vimos o futuro como o presente e o invisível como visível. Pela fé nós vimos o que o incrédulo não pode ver (vs. 1,3,7,13 e 27). Pela fé Noé viu o castigo, Abraão viu uma cidade futura, José viu a saída do Egito, Moisés viu Deus, etc...
Fé não é somente ver, mas também para fazer (vs. 3). Fé faz muitas coisas porque há poder na Palavra de Deus. Na criação de todas as coisas Deus falou e apareceu tudo. Deus ainda fala e quando nós aceitamos a palavra de Deus ainda é possível fazer qualquer coisa. A mesma palavra que fez a primeira criação faz a nova criação.
II. A demonstração da fé – 11:4-40
1. Abel – vs. 4 (Gen. 4:3)
Deus exigiu um sacrifício de sangue e pela fé Abel o fez. Caim o fez e o sacrifício dele foi rejeitado por Deus. Deus aceitou o sacrifício de fé que Abel ofereceu e assim Abel ainda fala aos homens em dia em cap. 11 de Hebreus.
2. Enoque – vs. 5-6 (Gen. 5:21-24)
Numa época de muito pecado Enoque viveu uma vida dedicada a Deus pela fé em Deus. (Jud. 24). Como recompensa da sua fé levou Enoque ao céu sem sofrer a morte. A recompensa da fé não é tudo, mas é importante no livro de Hebreus (10:35 , 11:26 , 12:11)
3. Noé – vs. 7 (Gen. 6)
Ninguém viu o castigo do mundo pela chuva e água, mas pela fé Noé viu. Fé produz obras e Noé e sua família se salvaram na arca.
4. Abraão – vs. 8-19 (Gen. 12)
Abraão, o “Pai daqueles que crêem”, é um dos maiores exemplos de fé no Velho Testamento. Abraão creu em Deus quando não sabia onde (vs. 8-10), quando não sabia como (vs. 11-12), quando não sabia quando (vs. 13-16), e quando não sabia porque (vs. 17-19). Pela fé Abraão saiu do seu lar, viveu como peregrino, e seguiu somente as ordens de Deus. Pela fé Abraão e Sara tiveram um filho com cem anos de idade. Abraão não voltou para as coisas velhas como muitos dos seus descendentes, mas avançou até conseguir a vitória (vs. 13-16, cap. 10:38-39).
5. Isaque – vs. 20 (Gen. 27)
Isaque recebeu a palavra de Deus pela fé dos lábios do seu pai e assim entregou a mesma benção a Jacó.
6. Jacó – vs. 21 (Gen. 48)
Apesar das suas fraquezas, Jacó teve fé na palavra de Deus e abençoou Efraim e Manassés antes da sua morte.
7. José – vs. 22 (Gen. 50:24 / Ex. 13:19 / Josué 24:32)
É milagre que José teve fé depois de ficar no Egito quase toda a sua vida, mas ainda ele acreditou em Deus e na sua promessa de um dia libertar o povo de Israel da terra dos egípcios (Gen. 15:13-16)
8. Moisés – vs. 23-29 (Ex. 1-15)
Deus revelou aos pais de Moisés que ele foi um filho especial, pela fé os pais esconderam Moisés três meses (Atos 7:20) até a filha de Faraó o achou.
Pela fé Moisés não aceitou uma vida na casa do rei mas escolheu ser identificado com seu povo de Israel. Pela fé Moisés escolheu as maiores riquezas de Deus (11:26) em vez das riquezas do Egito. Pela fé Moisés e o povo de Deus colocaram sangue nas suas portas e escaparam da ira de Deus. Pela fé Moisés levantou sua vara e Deus partiu o Mar Vermelho para o povo de Deus passar na terra seca.
9. Josué – vs. 30 (Josué 1-6)
Deus prometeu entregar a cidade de Jericó nas mãos de Josué e pela fé Josué alcançou a vitória. Ás vezes a fé do crente parece bobagem ao mundo (como marchar sete dias ao redor da cidade) mas ainda devemos fazer a vontade de Deus pela fé.
10. Raabe – vs. 31 (Josué 2 e 6:22-27)
Achamos a declaração da fé de Raabe em Josué. 2:11. Esta fé produziu obras (Tia. 2:25) e ela escondeu os espiões. Apesar de ser prostituta, ela foi salva pela fé e está incluída na linhagem de Cristo (Mat. 1:5). Pela fé Raabe também ganhou sua família a Cristo (Josué. 6:23)
11. Outros – vs. 32-40
Alguns estão chamados pelo nome, outros não; mas todos estes homens e mulheres estão incluídos entre os gigantes da fé. O Velho testamento inteiro pode estar chamado um registro das vitórias de fé. Algumas vitórias foram milagrosas, como resgate da morte; quando outras foram mais comuns, como “da fraqueza tiraram forças... praticaram justiça...” Alguns foram libertos pela fé; outros não escaparam, mas pela foram dado graça para agüentar o sofrimento. O mundo viu estes crentes como “lixo”, esquisitos”, e “pestes”, mas Deus diz que o mundo não era digno deles! Todos estes receberam testemunho pela fé que Deus aprovou as suas vidas apesar da condenação dos homens maus.
Ainda que esses receberam “promessas” (plural) eles não receberam “a promessa” (vs. 39), mas agora em Cristo aquela promessa está cumprida (vs. 13 / I Ped. 1:11-12). Crentes hoje em dia são herdeiros “da promessa” (6:17-18) pela fé em Jesus porque todas as nossas bençãos são resultados das promessas de Deus a Abraão e Davi (Rom. 11:13-24). Estas promessas estão cumpridas espiritualmente em Cristo (Gal. 3), mas serão cumpridas literalmente em Israel no milênio (2:5-9)
Algumas coisas que aprendemos neste capítulo são:
1. Somente pela fé podemos agradar a Deus e receber as Suas bençãos.
2. Fé é um Dom de Deus através da palavra e do Espírito Santo. Não é alguma coisa que nós produzimos dentro nós.
3. A fé está sempre provada. Ás vezes parece bobagem seguir os planos de Deus, mas no fim a fé está sempre vitoriosa.
4. Incredulidade está sempre julgado. Nota que entre vs. 29-30 nada está escrita dos 40 anos no deserto.
5. Os tempos mudam, mas o princípio da fé é o mesmo, seja Velho Testamento, seja no Novo Testamento.

Capitulo Doze

Capítulo 12
Tema: A nuvem de testemunhas
A palavra chave deste cap. é “suportar” que está traduzida “paciência” em vs. 1. Achamos esta frase em vs. 1,2,3,7 e 20. A palavra significa “agüentar a prova” ou “tolerar” ou “resistir”.
Os crentes Hebreus sofreram um período de prova (10:32-39) e foram tentados a desistirem e renderem-se. Deus não exigiu a morte de nenhum destes crentes (vs. 4), mas coisas eram difíceis. Para fortificar sua fé, Paulo dá três exortações:
I. O exemplo do Filho de Deus 12:1-4
Em cap. 11 os hebreus viram os grandes heróis do Velho Testamento. Agoira em vs. 2 eles devem olhar para Jesus. Cristo agüentou muitas tribulações e provas aqui na terra. Qual foi o segredo da Sua vitória? Eu acho que o segredo foi que sempre olhou para o Pai e sempre fez a sua vontade. Assim nós devemos sempre olhar Jesus porque isso é o segredo da vitória.
A luta de Jesus para aniquilar o pecado custou a Sua vida. A maioria de nós terá que viver para Cristo e não morrer como Ele morreu; e para correr nesta corrida da vida temos que olhar continuamente para Jesus, o autor e consumidor da nossa fé.
II. A garantia do Amor de Deus – 12:5-13
Como está escrito em Cap. 5:12 de Hebreus, este povo já esqueceu as verdades básicas da Palavra de Deus. Aqui em vs. 5 Paulo acha que eles já esqueceram também o que a palavra diz de sofrimento. Aqui Paulo refere-se á Prov. 3:11 para faze-lo lembrarem que o sofrimento na vida dum crente muitas vezes não é condenação, mas é correção. Esta palavra “correção” significa “treinar uma criança”. Os hebreus eram ainda crianças na fé e Deus provou a sua fé um pouco para fortificá-la. Condenação é o trabalho dum juiz; correção é o trabalho dum pai. Condenação é para sustentar a lei; correção é uma prova de amor que faz a criança melhorar. Satanás diz ao crente que a correção de Deus é prova que Deus não nos ama, mas realmente é o contrário (vs. 6). Deus só corrige a pessoa que Ele ama.
Quando o sofrimento entra na vida dum crente há várias maneiras para reagir:
1. Pode resistir a correção de Deus e criar uma atitude dura para com as coisas de Deus, dizendo a si mesmo, “Deus não mais me ama”, “Por que isso aconteceu na minha vida e não na vida de outra pessoa?”, “Não vale a pena ser um crente”. Uma atitude assim só produzirá tristeza.
2. Pode desistir e cair fora da igreja e do trabalho do Senhor. Esta atitude também está errada (vs. 12-13)
3. Pode aceitar a correção de Deus e usa-la para o seu próprio bem.
III. O poder da graça de Deus – 12:14-29
Aqui o pensamento principal é a graça do Senhor (vs. 15 e 28). Aqui também encontramos uma comparação entre Moisés e Cristo, e entre Sinai e Sião, e entre o velho e o novo concerto.
Debaixo da lei houve temor e tremor, ao lado do monte coberto com fumaça e fogo. Quando Deus falou o povo tremeu. Hoje em dia nós temos uma experiência espiritual que é a de Israel no monte Sinai porque nós temos um sacerdote celestial (Cristo), um lar celestial (o céu), uma comunhão celestial (com o Pai), e uma voz celestial ( a Bíblia) que nos traz uma mensagem de graça e amor.
Nos vs. 22-24 achamos o tipo das bençãos do Novo Testamento. Sião é a cidade celestial (Heb. 13:14 , Gal. 4:26) em comparação a Jerusalém, que foi destruída em 70 D. C. Há três grupos de pessoas nesta cidade:
1. Os anjos que ministram aos santos,
2. A “assembléia” dos primogênitos,
3. Os santos do Velho Testamento
A palavra “aperfeiçoados” não significa que estes santos tem seus corpos glorificados, mas significa que estes santos do Velho Testamento estão aperfeiçoados pela morte e ressurreição de Jesus (10:14 , 11:40). Jesus está nesta cidade também, porque ele é o Mediador do Novo Concerto.
Que pena que alguns hebreus voltaram para uma cidade terrestial que foi logo destruída, e para um templo terrestial que também foi destruído, e para sacerdotes e sacrifícios da terra. O sangue de Jesus já resolveu todos os problemas e só ficou para o judeu aceitar Cristo como Salvador. O sangue de Abel pediu vingança (Gen. 4:10); o sangue de Jesus providenciou perdão e salvação. Isso é GRAÇA. O novo Concerto é um concerto de GRAÇA. A GRAÇA de Deus não falha, mas nós falhamos muito (12:15)
Nos últimos versos deste capítulo achamos que Deus está movendo a terra. Todos nós gostamos de coisas seguras mas Deus já estava preparando a destruição do Templo e da cidade santa, Jerusalém. Foi necessário destruir as coisas materiais para substituí-las com as coisas espirituais. Paulo refere a Ageu 2:6 para mostrar que um dia Deus vai destruir até a terra e os céus e assim nós vamos receber todas as coisas novas.
Vs. 28 mostra a aplicação prática, “retenhamos a graça”. Como é que nós recebemos graça? Nós recebemos somente diante do trono de graça onde nosso Sumo Sacerdote Esterno intercede por nós. Temos que servir o Deus vivo, e não as velhas leis e práticas. Nós fazemos parte dum reino que nunca vai mudar, e estamos construindo as nossas vidas sobre as verdades eternas que temos em Cristo.
Vamos lembrar a advertência em vs. 25. Nós nunca podemos perder nossa salvação, mas podemos sofrer o castigo e Deus aqui nesta vida.

Capítulo Treze


Tema: Algumas coisas práticas
Agora depois de explicar as grandes verdades doutrinais, Paulo fecha esta carta com admoestações práticas. Os inimigos diziam aos hebreus, “Como crente você vai perder tudo; amigos, coisas materiais, sacrifícios, sacerdotes, etc.” Mas aqui Paulo vai mostrar que o crente NÃO PERDE NADA DE VALOR. As bençãos espirituais valem muito mais que qualquer coisa que o mundo oferece. As bençãos espirituais são:
I. A comunhão do Amor – 13:1-4
O amor pelos irmãos em Cristo é uma prova da salvação verdadeira (João 13:35, I João 3:16, I Tess. 4:9, etc). Crentes são odiados pelo mundo (João 15:17-27) e precisam do amor mútuo dos outros irmãos. Este amor está mostrado em maneiras práticas, como compadecer-se com os aflitos (vs. 3 , veja I Cor. 12:26) e Ter hospitalidade. Paulo refere-se às visitas dos anjos a Abraão (Gen. 18), Gideão (Juiz. 6:11), e Manoá (Juiz. 13). O amor conjugal é uma expressão de verdadeiro amor, mas Deus julgará a prostituição, ou entre crentes, ou entre incrédulos.
II. Tesouros – 13:5-6
No primeiro século custou muito ser um crente. Os crentes hebreus já perderam muitos bens (10:34) e pagaram um preço alto para seu testemunho. É muito fácil para o crente desejar as coisas do mundo ( I Tim. 6:6 , Lc. 12:15)
“Sejam contentes com o que tendes” é fácil ler, mas difícil obedecer. Não achamos verdadeira paz na quantidade de coisas que temos, mas numa vida complemente submissa a Deus. Paulo usa Deut. 31:6-8 e Josué 1:5 para mostrar que quando temos Cristo tudo que precisamos. Podemos sempre confiar em Jesus para todas as coisas materiais (Fil. 4:19), e nunca devemos temer nenhum homem (Salm. 118:6). O crente que ama e O obedece nunca faltará alguma coisa na sua vida, e ninguém pode o ferir porque Deus está vigiando aquele crente.
III. Alimentação na palavra de Deus – 13:7-10
Há três s. neste cap. que refere-se a igreja e o lugar dos pastores e membros:
1. vs. 7 – “LEMBRAI-VOS DOS VOSSOS PASTORES QUE VOS FALARAM A PALAVRA DE DEUS”. O pastor da igreja é o líder espiritual do rebanho porque é ele quem alimenta o povo coma palavra de Deus. A fé do pastor deve ser imitada, mas além de tudo, nós devemos imitar aquela pessoa que o pastor sempre exalta – Jesus.
2. vs. 17 – “OBEDECEI A VOSSOS PASTORES E SUJEITAI-VOS S ELES”. Crentes devem obedecer seu pastores porque as decisões dele estão baseadas na Bíblia, e também ele está cuidando da sua alma enquanto você é membro duma igreja onde ele é pastor. Quando obedecemos nossos pastores estamos realmente obedecendo a Palavra de deus.
3. Vs. 24 – “SAUDAI A TODOS OS VOSSOS CHEFES”. Deve existir uma boa comunicação entre o pastor e seus membros. Assim o crente pode alimentar-se bem na palavra de Deus. Quem não alimenta-se bem vai ficar doente do espírito e não vai crescer na fé e não vai ser estabelecido na fé (Ef. 4:14 ; Heb. 5:11-14)
V. Sacrifícios – 13:11-16
Depois de aceitar Cristo estes crentes hebreus perderam o tempo, o sacerdócio, e os sacrifícios, mas em Cristo eles ganharam muito mais. Jesus rejeitou o templo e o chamou “covil de ladrões”. Jesus também rejeitou a cidade de Jerusalém porque foi crucificado “fora da porta” (João 19:20). Paulo faz comparação entre a morte de Cristo e os sacrifícios no dia da expiação porque tudo aconteceu fora da porta de Jerusalém. Paulo exorta os leitores a saírem “fora do arraial” e sofrerem com Cristo e não voltar para o judaísmo.
Todos os crentes são sacerdotes e devem oferecer sacrifícios espirituais a Cristo (I Ped. 2:5). Um sacrifício espiritual é uma coisa feita ou dada no nome de Jesus e para a Sua glória. Vs. 15 nos diz que louvor dos nossos lábios é um sacrifício aceitável (Ef. 5:18-198 , Salm. 27:6 , Salm. 69:30-31). Boas obras são sacrifícios espirituais (vs. 16). Outros sacrifícios espirituais são: O nosso corpo (Rom. 12:1-2), ofertas (Fil. 4:18), oração (Salm. 141:2), coração quebrado (Salm. 51:17), e almas que nós ganhamos (Rom. 15:16).
VI. O poder – 13:17-24
Vs. 20-21 nos mostram como nós podemos viver uma vida Cristã neste mundo tão cheio de pecado: CRISTO OPERA EM NÓS. Há três títulos dados a Cristo, nosso Pastor:
1. O BOM PASTOR – que morre pelo Seu rebanho – João 10:11 , Salm. 22
2. O GRANDE PASTOR – que aperfeiçoa o seu rebanho – Heb.13:20-21 , Salm. 23
3. O SUMO PASTOR – que voltará por Seu rebanho – I Ped. 5:4 , Salm. 24
O tema de Hebreus é “melhor” ou “prossigamos até a perfeição”. Perfeição não vem só por desejo mas vem ao crente dedicado que permite Cristo operar dentro dele (Fil. 2:12-16 , Ef. 20:21).
O último verso identifica Paulo como o autor desta carta ( II Tess. 3:17-18) ...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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