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sexta-feira, 24 de abril de 2020

ESPERAR EM DEUS É O MELHOR


                                                ESPERAR EM DEUS É O MELHOR
Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu [Salmo 42.5]
Um dos maiores transtornos do homem é não saber nem querer esperar. Assim como o feto gasta nove meses para se transformar em uma criança apta para sair do ventre materno e sobreviver fora dele, muitas de nossas carências não são nem podem ser satisfeitas imediatamente, ao toque de uma varinha de condão, como muitos querem.
A prática da espera é difícil por causa da impaciência, do imediatismo e da curiosidade. Um erro é não esperar nada, outro é não saber esperar.

1. Para entender o que a Bíblia fala

Segundo a Palavra de Deus, é preciso aprender a esperar:
a) O fim da tempestade, isto é, o fim da provação, o fim da tentação, o fim do período de vacas magras. O que Pedro aconselha aos cristãos que passavam por duras perseguições? (1 Pe 1.6, 7; 4.12, 13)
b) A hora de Deus. Ele enfeixou em suas mãos os tempos e as épocas e exerce autoridade sobre eles (At 1.7). Como Moisés compara o relógio de Deus com o relógio do homem? (Sl 90.4) O que essa verdade significou para ele próprio? (At 7.23, 25, 30-34)
c) A evolução dos acontecimentos. O que Pedro nos ensina? (2 Pe 3.8, 9)
d) A resposta à oração. Muitos personagens bíblicos e da história esperaram muito para terem suas orações atendidas. O que Jesus nos ensina a esse respeito? (Lc 18.1, 7, 8)
e) A direção do Senhor. Nem sempre a direção que parece lógica e certa é a direção de Deus. Paulo queria continuar na Ásia, mas para onde Deus o queria levar? (At 16.6-10)
f) Os acontecimentos futuros. Quais são eles? [Confira nos textos indicados abaixo]
> Rm 13.11
> Mt 24.42
> Rm 8.23
> Rm 8.18
> 2 Pe 3.13
> Mt 6.10 cf. Ap 11.15

Hora de avançar

A prática da espera é a arte de aguardar tranqüilamente a hora de Deus, sem deixar de fazer o que é de nossa competência e sem fazer o que é da competência de Deus, deixando de lado toda impaciência e todo esmorecimento.

2. Para Pensar

É preciso esperar numa atitude de confianca: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl 40.1). É preciso esperar numa atitude de paciência: “Depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa” (Hb 6.15). É preciso esperar numa atitude de tranqüilidade: “Vou esperar, tranqüilo, o dia em que Deus castigará aqueles que nos atacam” (Hc 3.16, BLH).
Existe o erro de esperar o que não é preciso, como aconteceu com a mulher samaritana que aguardava o Messias, sem saber que Ele próprio falava com ela (Jo 4.25). Assim, já não é preciso esperar a vinda do Messias, a efusão do Espírito — que se deu no dia de Pentecostes (At 2.1-4) —, algum acréscimo ao evangelho pregado pelos apóstolos (Gl 1.8, 9) e o tempo de proclamar o evangelho (Mt 28.19, 20).

O que disseram

“Na prática da espera, Deus pode produzir em nós confiança, paciência e quietude. Assim poderemos fazer frente às atitudes inversas de dúvida, ansiedade e ativismo. Uma tentação é deixar de esperar, abandonar a esperança, cansar-se de uma espera que parece longa demais. Outra é intrometer-se, resolver a questão de qualquer modo, assumir a responsabilidade de providenciar o que estava nas mãos de Deus.”

3. Para responder

a) Há algo em sua própria vida ou na vida de pessoas de seu relacionamento que você está quase desistindo de esperar?
b) Como as outras práticas estudadas podem ajudálo a não entregar os pontos e renovar a sua espera?

Você e Deus

1) Aguarde o desenrolar dos acontecimentos de sua própria vida, quando for o caso. Espere o fim da dificuldade, a hora de Deus, a resposta àquela antiga oração, a direção do Senhor, agarrando-se firmemente às promessas de Deus.
2) Não menospreze as esperas escatológicas, que nos parecem tão demoradas. Continue esperando!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 23 de abril de 2020

AS PESTILÊNCIAS E CORONAVÍRUS E A VOLTA DE JESUS CRISTO.


                        AS PESTILÊNCIAS E CORONAVÍRUS E A VOLTA DE JESUS CRISTO.

Depois de falar da tentação e queda do pecado do homem e suas implicações espirituais, físicas, emocionais, psicológicas e sociais no âmbito dos relacionamentos e convivência humana, também nos é dito no capítulo 3 de Gênesis, sobre a alteração no mundo, por mundo entenda: terra, natureza, animais, habitat; tudo isso contido no breve versículo que diz: “Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo” (Gn 3.18), houve então um desequilíbrio na harmonia do cosmos, e consequentemente, o homem passa a ter que lidar com as novas condições “climáticas” de um mundo “caído”.
O apóstolo Paulo corrobora declarando “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou” (Rm 8.20). Na queda a terra foi amaldiçoada (Gn 3.17-19), ampliando o contexto no Messias a terra será libertada (Rm 8.19-21).
Ainda no livro da criação temos a primeira aparição de pragas sendo enviadas pela divindade como juízo sobre o faraó do Egito “Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão” (Gn 12.17) devido ao incidente com Sarai, esposa de Abrão. Uma praga não identificada vem sobre o povo do Egito o que leva rapidamente o faraó a devolver a esposa de Abrão “agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te” (Gn 12.19b).
O tempo passa e vemos agora os filhos de Israel escravos no Egito esperando por um libertador enviado por Deus. Moisés vem de Midiã para libertar os hebreus. Deus através de seu servo, derrama dez pragas sobre a potência mundial que era o Egito naquela época. Na verdade, as pragas são para desbancar as falsas divindades dos egípcios.
Então vejamos:
a água transformada em sangue – o Nilo que era tido como um deus;
a praga das rãs – a rã era sagrada para os egípcios;
a praga dos piolhos – feriu a pele dos sacerdotes egípcios, impedindo-os de servirem nos templos de seus deuses;
as pragas das moscas – havia um deus chamado Belzebu, encarregado de afugentar as moscas (aquele mesmo que aparece no Novo Testamento – Mt 10.25);
as pestes nos animais – muitos animais eram considerados deuses no Egito;
Úlceras – Tifon era o deus encarregado de livrá-los da dor e da morte;
a praga das Saraivas – Serapis era a deusa protetora da lavoura (Êx 9.24-31);
a praga dos gafanhotos – Serapis falha novamente;
a praga das trevas – Rá era o deus sol que os livrava da escuridão; (
a praga da morte dos primogênitos (TONIGNI, 1983). Jetro, o sogro de Moisés reconhece “… O Senhor é maior que TODOS os deuses…” (Êx 18.10,11).
Contudo, o próprio povo de Israel sofreu sobre as pragas de Deus por sua rebelião, pecado, desobediência e murmuração no deserto. A alma do povo desejou comer carne em pleno deserto, menosprezando o maná que descia do céu, então, o Senhor trouxe codornizes do mar e o povo comeu por um mês inteiro, “Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor o povo com uma praga mui grande” (Nm 11.33).

Os murmuradores de vinte anos para cima morreram de praga no deserto (Nm 14.37); a praga de Baal-Peor ceifou a vida de vinte e quatro mil homens (Nm 25); também Moisés usou o incenso para expiar o pecado do povo e encerrar a praga de mortandade (Nm 16.46-50). Por fim para o antigo Israel as pragas sempre foram vistas como juízo divino (Dt 28.59).
O antídoto sempre esteve disponível ao povo de Deus através do arrependimento e da fé. As palavras do rei Salomão, o homem mais sábio do mundo, devem ecoar em nossos ouvidos e corações. Palavras ditas por ocasião da inauguração do grande Templo de Deus no monte Moriá, em Jerusalém, a cidade do grande rei “Quando houver fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de searas, ferrugem, gafanhotos ou pulgão, quando o seu inimigo o cercar na terra das suas portas, ou houver alguma praga ou doença, toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa” (1 Rs 8.37-39).
Seja como juízo sobre as nações pecadoras e idólatras, ou sobre o povo rebelde de Deus no deserto, as pragas cessam quando o incenso da oração dos santos é derramado no altar da misericórdia divina (Ap 5.8).
Um breve histórico sobre epidemias
É considerado epidemia qualquer doença de caráter infeccioso de rápida disseminação, que pode ser transitória, ou não, que ataca simultaneamente muitos indivíduos em uma determinada localidade, e ou região. Já uma pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como um ou mais continentes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma pandemia pode começar quando se reúnem estas três condições: o aparecimento de uma nova doença na população; o agente infecta humanos, causando uma doença séria; o agente espalha-se fácil e sustentavelmente entre humanos.
A chamada Peste do Egito (430 a.C.) – que ceifou, sem um golpe sequer de espada, um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade de Atenas durante a Guerra do Peloponeso (guerra entre Atenas e Esparta 431-421 a.C.). A doença exterminou seus hospedeiros a uma taxa mais rápida que a velocidade de transmissão, o que levou fim ao morticínio. A causa exata da peste só foi descoberta em janeiro de 2006 por pesquisadores da Universidade de Atenas que analisaram dentes recuperados de uma sepultura coletiva debaixo da cidade e confirmaram a presença de bactérias responsáveis pela febre tifoide.
A Peste de Justiniano (541 d.C.), foi a primeira contaminação registrada de peste bubônica. Começou no Egito e chegou à Constantinopla atingindo 40% dos habitantes da cidade, causando a extinção de até 1/4 da população do oriente médio. Oitocentos anos depois, a peste bubônica reaparece como a Peste Negra (1300 d.C.) começando a contaminação na Ásia. A doença chegou à Europa mediterrânea e ocidental em 1348 e matou vinte milhões de europeus em seis anos.
Já a primeira pandemia reconhecida, possivelmente de gripe, iniciou-se na Ásia em 1580, e em seis meses havia se espalhado para a África e Europa, em seguida para a América do Norte. Além da Gripe, outros tipos de pandemias têm sido registrados na história, como a pandemia de Tifo da época das cruzadas e as de Cólera que tem sido registradas desde 1816.
A famigerada gripe espanhola (1918–1919) – identificada no começo de março de 1918, coincidiu com o fim da Primeira Guerra Mundial. Em outubro de 1918 tinha se espalhado para se tornar uma pandemia mundial, atingindo todos os continentes. Extraordinariamente mortal e violenta, terminou quase tão depressa quanto começou e desapareceu completamente em 18 meses. Em seis meses, 25 milhões de pessoas estavam mortas.
O vírus foi reconstruído recentemente por cientistas do CDC (Centers for Diease Control and Prevention) que estudavam restos de cadáveres preservados pelo permafrost (gelo nos polos que não derrete ao longo do ano) no Alasca. Eles identificaram isto como um tipo de vírus H1N1.
Mas tivemos a gripe asiática (1957–1958) com o vírus H2N2 que causou aproximadamente 70.000 mortes nos Estados Unidos. O vírus da gripe suína causa uma doença respiratória altamente contagiosa entre os suínos, sem provocar, contudo, grande mortalidade. Habitualmente não afeta humanos; no entanto, existem casos esporádicos de contágio, laboratorialmente confirmados, em determinados grupos de risco.
O que sabemos é que existem outros vírus que são mais letais que o Corona (Covid-19). A contaminação e propagação do Corona acontece de forma rápida, por isso a grande demanda, resultando na insuficiência de UTIs preparadas com os equipamentos necessários. Situação que estamos vendo em todos os países, não só no Brasil.
Nas palavras de Jesus
Quando pensamos em pragas apocalípticas somos levados ao livro do Apocalipse e ou Mateus 24. Por hora vejamos as palavras do Mestre.

Jesus profetiza a destruição do Templo (Mt 24.1-2); reservadamente os discípulos interrogam ao Mestre acerca de suas palavras com três perguntas: (1) “quando serão essas coisas?”; (2) “e que sinal haverá da tua vinda?”; (3) “e do fim do mundo?” (Mt 24.3).
A resposta a primeira pergunta foi dada no versículo dois “Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”, seu cumprimento histórico se deu no ano 70 d.C., quando o general romano Tito sitiou Jerusalém em batalha terrível e sangrenta, a cidade foi incendiada, o fogo se espalhou, acidentalmente ou não, as flamas tomaram o templo de Herodes construído com enormes pedras, com acabamento de madeira de cedro e revestida com ouro.
Com o calor das chamas o ouro foi derretido, as pedras que formavam as paredes ruíram e foram removidas para que o ouro fosse retirado como despojo de guerra. Parte das pedras foram derribadas sobre a região do Ofel e do vale de Cedrom.
Assim, não ficou pedra sobre pedra que não fosse derribada. Nos dias atuais é possível ver algumas dessas “pedras do templo”, ou como dizem os guias israelenses ao visitante: ao passear nas muralhas pode-se estar andando sobre algumas das “pedras do templo” que foram reutilizadas para reconstruir a muralha de Jerusalém.
A resposta sobre como será a segunda vinda se encontra nos versículos 29 a 31 que fala sobre o fim da tribulação, quando “o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem (…) e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.
Nesse contexto o senhor Jesus usou parousia (grego, lit. “presença”), esse termo técnico serviu para falar da sua segunda vinda “e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3c).
Em Mateus 24.4-28 o Senhor Jesus começa a responder a última pergunta, a dos sinais que antecedem ao fim do mundo. Os falsos messias e falsos profetas surgirão para o engano e perdição (vs.4-5,11,23-26); aqui já começamos a observar alguns sinais precedentes à vinda de Cristo (vs.6-7); escândalos e perseguição (vs.10-11); aumento da iniquidade, esfriamento do amor (v.12); a manifestação do anticristo, perseguição a Israel (vs.15-22).
As pragas no mundo antigo por serem invisíveis ao olho humano eram consideradas como juízo divino, e quase sempre por algum desvio da humanidade. Hoje podemos vê-las claramente em microscópios nos laboratórios, mapeá-las, observar sua mutação, o que por mais comum que possa ser hoje não revela ainda o seu mistério.
Claras, também, são as palavras proféticas do Senhor Jesus “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24.7), em destaque para “pestes” junta-se ao texto paralelo em Lucas 21.11 e somamos ao vocábulo “pestilências” temos o termômetro profético que descortinará no Apocalipse do apóstolo João.
Embora essas predições podem ser tomadas literalmente como sinais do fim. O Senhor Jesus no versículo seis de Mateus 24 deixa uma brecha no tempo para orientar seus discípulos, então vejamos “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”, perceba a expressão “mas ainda não é o fim”, isso quer dizer que falsos profetas, guerras, e na sequência: fomes, pestes e terremotos apontam para a era atual como um todo, como “princípio de dores” (Mt 24.8b). Mas conforme o fim se aproxima elas se intensificarão ainda mais (2Tm 3.1-9).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que 1/3 da população mundial é bem alimentada, 1/3 da população é mal alimentada e 1/3 da população passa fome. Sismólogos registraram 5.750 grandes terremotos só no século XX. De 1901 a 2000 quase três milhões de pessoas morreram nestas tragédias.
A peste [epidemia] apesar de estar na tríade profética juntamente com as guerras e os terremotos, é um inimigo invisível, mas não menos letal. Como declarou o biólogo molecular e Prêmio Nobel Joshua Lederberg (1925-2008) “A maior ameaça ao domínio do homem neste planeta é o vírus”. Mais de 2/3 da humanidade será eliminada da terra por meio dos flagelos como registrados no livro do Apocalipse. Portanto, o que estamos vivendo nesses dias são parte dos planos proféticos do Senhor.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

MORADAS CELESTIAIS


                                                            MORADAS CELESTIAIS
"A casa do meu pai tem muitas moradas, se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês.'' João 14:2
Estamos diante de um versículo, que já levantou muita polemica , não somente entre os religiosos como também no meio da ciência e da filosofia, porque cada um tem a sua própria forma de interpretação. São muitas as hipóteses levantadas , na tentativa de explicar o inexplicável e no campo das teorias , surgem comentários , que na realidade , não chega a um denominador comum , portanto , nem as religiões , nem as ciências e nem as filosofias , possuem autoridade para explicar o que acontece , na dimensão espiritual.
O céu é essa dimensão infinita. Quando olhamos para cima,vislumbramos , uma abobada de cor azul etéreo que varia de nuance : Ora claro; ora escuro; de dia brilhante; escuro a noite e prateado quando enluarado. Uma outra mudança de aspecto é durante as estações do ano: No inverno , escuro e tenso; no verão cintilante; no outono cinzento e na primavera sereno , e a isso tudo que podemos ver com os nossos olhos carnais ,o que chamamos de Céus.
A Bíblia diz que : '' Os céus são os céus do Senhor , e a terra Ele deu aos filhos dos homens'' Sal. 115:16. Este versículo escrito no plural , já exibe o segredo da criação. Ao dividir céus e terra , já podemos contemplar as diferenças , do que é de Deus e do que é dos homens. Jesus disse que ia preparar uma morada nos céus e quando formos para lá vamos entender com a ''Mente de Cristo'' o segredo de todas as coisas, pois comentamos acima, do que podemos ver mas agora fica diferente , porque Jesus pode entrar e construir dentro do céu que vemos, na dimensão física.
Jesus pode entrar na dimensão Espiritual que é um outro plano. Antes de comentarmos sobre a parte literal das moradas celeste, temos que tecer um comentário sobre a criatura. O ser humano é composto de três partes: O físico, a alma e o espirito. Os três tem as mesmas necessidades, apesar de serem compostos de materiais diferentes. O corpo físico, nos conhecemos o material , mas a alma e o espirito , escapam da nossa compreensão, pois o segredo pertence a Deus. O corpo físico sente fome , sede, precisa de descanso, de conforto mas em contrapartida , a alma e o espirito também.
Chegará o dia que o corpo ''físico voltará a terra e o espirito voltará a Deus que o deu'' Eclesiastes 12:7 . Este comentário foi copiado do Site : Grupo de Discussão , Religião e Tecnologia. ''Para onde vamos? O corpo “Tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar-se em gás impalpável.” (Gênese). Ou seja, o Fluido que nos foi “emprestado” voltará para sua origem, o universo, em estado de eterização, e o Espírito retorna ao plano espiritual. “E o pó volte a terra, como o era, e o Espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12, 7).
'' E a Alma? Ela vai para onde escolher: Céu ou Inferno. De todas as formas , o Evangelho está sendo pregado, na Mídia, nas ruas, nas Escolas , nas Igrejas, no meio dos índios. Você que está lendo, e que não é evangélico tem todo direito de escolher mas fique certo , se não escolher aqui , será escolhido do outro lado , sem direito a mais nada. Não esqueça que você não é somente o que pode ver no espelho, você tem uma alma e um Espirito.
Todos os espíritos voltarão a Deus e toda carne que é pó voltara ao pó , mas a alma vai para onde se escolher: Ou Céu ou Inferno. Para a alma e o espirito não existe nem espaço e nem tempo e neste plano terrestre somos morada do Espirito Santo mas precisamos de um lar celestial. Na realidade Bíblica do futuro apocalíptico, somente creem , aqueles que servem a Deus e acreditam nas futuras moradas que Jesus foi construir para seus servos.
A Bíblia diz'' Passarão os céus e a terra mas a Palavra de Deus não passará''.Luc,21:33 Diz também que haverá mutabilidade porque (Haverá novos céus e nova terra) Isa.65:17. ''No Céu não haverá mais pranto'' e tudo que se conquistar nesta vida terrena, aqui vai ficar. A Bíblia diz em Mateus 6:20'' Não ajunteis tesouros na terra e sim no céu , onde a traça nem a ferrugem corroí e nem o ladrão rouba.'' Como Igreja constituída somos a casa em toda plenitude e como aqui tudo é finito, Jesus nos prometeu e foi preparar as moradas celestiais eternas e infinitas, mas estabeleceu critérios para quem queira residir , nestas moradas, após a morte física.
Para isso , o Senhor exigi duas coisas: Conversão e perseverança. A conversão é algo que JESUS não dispensa. A perseverança é na obediência , para entrar na nova realidade da ''Nova Aliança''. Jesus foi preparar uma cidade perfeita e deslumbrante, com novas moradas para uma nova humanidade. Parece uma utopia quando lemos o capitulo 22 do livro de Apocalipse, e lemos deslumbrados o que tem preparado . Precisamos citar o nome de três pessoas que chegaram a contemplar a cidade..
O primeiro foi Estevão , que foi apedrejo e pode ver os céus abertos. Atos 7:56 O segundo foi o apostolo Paulo que chegou a ir até o terceiro céu. 2º Cor, 12: 2-4. Este comentário , ai abaixo ,foi copia do Pr. João Soares da Fonseca. Terceiro céu? Onde fica? A resposta é que os judeus daqueles dias criam haver três níveis de céu: o primeiro, os céus atmosféricos, simbolizado pelas nuvens. O segundo, o céu infinito, lembrado pelas estrelas. O terceiro, o céu invisível, onde estão Deus e os anjos. Jesus se referiu a esse lugar como "seio de Abraão" (Lc 16.22), "paraíso" (Lc 23.43), "casa de meu pai" (Jo 14.1), entre outros.
O terceiro foi o de João na ilha de Patmos, que não encontrou palavras para descrever as belezas maravilhosas que viu, por isso usou símbolos e figuras ilustrativas para se fazer entender frente a magnitude de toda visão. Ele usou o sistema inicial que foram as medidas de covados mais perfeitas , a saber a muralha de muitos covados; as doze portas; os doze alicerces com o nome dos doze apóstolos; doze tribos. A cidade é quadrada , com o Santo dos Santos no templo.
Sua perfeição é inimaginável. Ela é uma cidade aberta para os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Possui ruas de ouro (Apo.11: 18-21),com brilho intenso, adornadas com pedras preciosas. Dentro dessa cidade, viverá uma humanidade plenamente realizada que terá recuperado a imagem e semelhança do Criador. Deus estará presente nesta humanidade. Não é mais necessário religião, nem ritual, nem sacerdócio.
Esta Nova Humanidade contemplará o Senhor, face a face e não existirá mais mediador pois a comunhão será total. Surge uma pergunta. Quem poderá habitar nesta cidade? Somente quem tem seus nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro. A cidade, por dentro é um verdadeiro Paraíso. Governado por Deus e por Jesus, em aliança com os homens. A Nova humanidade receberá a vida de Deus e o Espirito Santo (Rio da Vida). Todos terão acesso a ''Arvore da Vida'' porque acabou-se a maldição (Gen. 3: 22-24).
Doravante só existirá um só culto, a Deus e a Jesus, pois todos pertencem ao Todo Poderoso e com ele reinarão para sempre. Essa é a nova morada dos Salvos em Cristo Jesus. Esse foi o resumo do estudo que fiz , sobre as Novas Moradas Celestiais. Espero que o leitor (a) que ainda não tem seu nome escrito no Livro da Vida, medite nas verdades contidas nesta postagem para que possamos nos encontrar naquele grande dia e Nova Cidade.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 21 de abril de 2020

VOLTE A SONHAR


                                                              VOLTE A SONHAR
“… Ana se levantou aflita e, chorando muito, orou a Deus, o Senhor… Se tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a ti por toda a vida…” (1º Samuel 1.10a;11c, NTLH)
O sonho de ANA era ter um filho! Você tem sonhos? Qual é o seu sonho? Todos nós precisamos sonhar. Sonhar nos motiva; sonhar nos direciona; sonhar faz a vida ter sentido; faz a vida ter sabor; nos dá um senso de propósito; sonhar faz parte da nossa condição humana. Se isso tudo é verdade, por que você parou de sonhar?
Talvez alguns de seus sonhos tenham se perdido ao longo do caminho. Talvez outros sonhos tenham se transformado em pesadelos. Ou, quem sabe, você já sepultou na cova do esquecimento alguns dos seus melhores sonhos. Até mesmo já desistiu de alguns que durante muitos anos o mantiveram cheio de esperança.
Quero desafiá-lo hoje a resgatar aqueles sonhos que já estão no arquivo morto da sua história. Quero desafiá-lo a voltar a sonhar. Ana nos ensina princípios para alimentar os nossos sonhos enquanto estamos na sala de espera.
Volte a sonhar…
1. CONFIANDO no AGIR de Deus.
Ana orou vários anos pela sua enfermidade sem ver nenhuma evidência da sua cura. Ela sofreu todo tipo de pressão para desistir de sonhar. Contudo, nem os destruidores de sonhos, nem a aparente demora de Deus esvaziaram o seu coração de esperança. A Bíblia diz que Ana orava e chorava com amargura de alma, pois estava profundamente abalada, mas mesmo assim ela confiava que Deus poderia fazer um milagre em sua vida. Veja a atitude dela:
“… Ana se levantou aflita e, chorando muito, orou a Deus, o Senhor.” (1º Samuel 1.10, NTLH)
Não deixe a chama da esperança apagar-se no seu coração. Enquanto Ana orava Deus agia! Deus está agindo enquanto você o busca. Enquanto você ora, jejua, persiste… Enquanto você acredita Deus está trabalhando ao seu favor. Acredite que o impossível dos homens é possível para Deus. O Senhor é maior do que os nossos problemas. Para ele não há coisa demasiadamente difícil. Por isso, volte a sonhar!

“Viver é como andar de bicicleta, só cai quem para de pedalar.”
Com relação aos seus sonhos, não pare de pedalar! Continue pedalando através da oração, continue pedalando através do jejum, continue pedalando ao derramar a sua alma diante do Senhor. Continue pedalando crendo que ele pode intervir milagrosamente em sua vida.
“Confie no agir de Deus, mesmo quando todas as evidências parecerem estar contra você.”
2. Fazendo VOTOS a Deus.
“Votos não mudam a Deus, mas mudam aqueles que o fazem.”
Enquanto ela pedia por um filho, ela fez um voto com o Senhor. Veja o que ela disse:
“Ó Senhor Todo-Poderoso, olha para mim, tua serva! Vê a minha aflição e lembra de mim! Não esqueças a tua serva! Se tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a ti por toda a vida e que nunca ele cortará o cabelo.” (1° Samuel 1.11, NTLH)
Ana estava disposta a entregar a Deus aquilo que Ele iria lhe entregar. Perceba que este voto que Ana fez não era nada fácil. Ela consagraria seu filho a Deus todos os dias. Mas ela disse aquilo porque certamente Deus já estava colocando em seu coração um sonho de ter algo mais valioso que apenas um filho. Da mesma forma, quando passamos por grandes lutas, podemos ver Deus trabalhando em nosso coração, nos fazendo sonhar mais alto, e quanto maior for o preço que pagarmos pelos nossos sonhos, maior a recompensa de Deus!

“Se você quer viver o que nunca viveu, faça aquilo que nunca fez.”
3. ACOLHENDO em seu CORAÇÃO a palavra PROFÉTICA.
Ana revelou uma grande maturidade em relação ao sacerdote Eli. Enquanto Ana continuava no templo chorando na presença de Deus, a Bíblia diz que ela orava silenciosamente e movia apenas os lábios. Com isso, o sacerdote do templo chamado Eli, estava passando naquele local e a viu naquele estado. No mesmo instante ele a repreendeu, pois achava que ela estivesse embriagada. Ana, porém, o respondeu de uma forma muito calma:
“Senhor, eu não estou bêbada. Não bebi nem vinho e nem bebida muito forte. Estou desesperada e estava orando, contando a minha aflição ao Senhor… Não pense que sou uma mulher sem moral. Eu estava orando daquele jeito porque sou muito infeliz e sofredora.” (1º Samuel 1.15-16, NTLH)
Imediatamente, o mesmo sacerdote que acabara de falar uma bobagem agora se transforma em profeta de Deus e traz uma mensagem do céu para Ana:
“Então Eli disse: Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu.” (1º Samuel 1.17, NTLH)
Ana acolheu essa palavra como Palavra de Deus e como resposta às suas orações, e sua vida foi transformada. A Palavra profética foi um remédio para a sua alma. Após essa palavra aconteceram com Ana três fatos, que revelam o milagre em sua vida:
 Primeiro, ela voltou a comer; ela se preocupou com o seu corpo.
 Segundo, ela mudou o seu semblante, suas emoções foram curadas.
 Terceiro, ela se deitou com o seu marido, e Deus se lembrou dela.
Deus curou primeiro o coração de Ana, antes de curar-lhe o corpo. Deus curou primeiro as emoções de Ana, antes de curar-lhe o ventre. Só mais tarde, quando Ana coabitou com o marido, é que Deus se lembrou dela e, então ela concebeu e deu à luz a um filho, a quem deu o nome de Samuel.
Se você deseja ver os seus sonhos realizados, creia nas promessas da Palavra de Deus. Ela é que gera fé no seu coração. A Palavra de Deus é terapia para a sua alma. É remédio para o seu coração, combustível para alimentar os seus sonhos.

4. ACREDITANDO que o seu milagre é possível.
Depois de ter recebido essa palavra profética, Ana parou de chorar, voltou a sorrir, começou a respirar o oxigênio da vida e caminhou na direção do milagre. A partir daí, o quadro da vida de Ana mudou. Ela saiu do templo feliz e cheia de certeza no coração de que sua vida iria mudar. Ana creu que Deus havia ouvido sua oração e com isso seu semblante triste mudou. Ela ficou em paz, pois sabia que Deus daria a ela o filho que tanto sonhava. Então, Ana voltou para casa, coabitou com o seu marido e Deus abriu o seu ventre para conceber.
“Que o senhor sempre pense bem de mim! Respondeu ela. E saiu. Então comeu alguma coisa e já não estava tão triste… Na manhã seguinte Elcana e a sua família se levantaram cedo e adoraram a Deus, o Senhor. Aí voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com a sua esposa Ana, e o Senhor respondeu à oração dela.” (1º Samuel 1.18 -19, NTLH)
Deus respondeu a oração de Ana. Deus atendeu o seu clamor. Ana alcançou o milagre que buscava. Porém, Ana não apenas foi a mãe do maior profeta daquela geração, como também, gerou outros três filhos e duas filhas.
“E o Senhor abençoou Ana, e ela teve mais três filhos e duas filhas. E o menino Samuel crescia no serviço de Deus, o Senhor.” (1º Samuel 2.21,NTLH)
A bênção de Deus foi muito além da sua expectativa. Deus é especialista em abençoar seu povo além daquilo que foi pedido. Isso confirma uma palavra do Apóstolo Paulo quando diz:
“Aquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós.” (Efésios 3.20)
É hora de você sair da caverna da angústia. É hora de sacudir a poeira, é hora de parar de chorar e voltar a sonhar de novo. A vida é maravilhosa, é um presente de Deus, é um milagre diário do céu. Você tem valor. Não desanime, não jogue a toalha, não entregue os pontos, não arrie as armas. O choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã. Não desista dos seus sonhos. Volte a sonhar novamente. Volte a acreditar que o seu milagre é possível.

“A sua crise de hoje pode ser o início de um milagre amanhã. Por isso, não desista onde Deus esta apenas começando.”
Conclusão:
Volte a sonhar…
1. CONFIANDO no AGIR de Deus.
2. Fazendo VOTOS a Deus.
3. ACOLHENDO em seu CORAÇÃO a palavra PROFÉTICA.
4. ACREDITANDO que o seu milagre é possível.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante.

CONDENAÇÃO ETERNA


                                                               CONDENAÇÃO ETERNA

Aqui está um assunto que poucos evitam. Falar sobre a vida eterna com Deus e de todos os seus benefícios, parece ser mais encorajador do que falar sobre a condenação eterna, reservada para os que rejeitam a Cristo. Porém, pretendemos que ao ler este texto, se veja encorajado à seguir os passos de Jesus, pois somente Ele pode te reconciliar com o Pai e te livrar desta terrível condenação.
Antes de tudo, precisamos compreender que a natureza de Deus é perfeitamente justa e santa e que, por não tolerar o pecado pune os que vivem na sua prática. Seria imprudente obscurecermos esta verdade nas Escrituras.
1. A realidade. É certo que alguns tentam negar a realidade dessa futura condenação, argumentando à favor da virtude do amor de Deus, como se ele negasse qualquer ação contra o que lhe é ofensivo. Esses ensinam que um Deus amoroso nunca condenaria pessoas para um eterno tormento. Porém, o amor e a justiça estão unidos na Pessoa de Jesus, salvando os crentes e condenando os incrédulos (Mt 3:11-12, 25:46; 2 Pd 2:9). Deus é amor (1 Jo 4:8), mas o amor não é Deus. Ele condena os pecadores e tal juízo revela o perfeito caráter justo e santo do Seu ser (2 Ts 1:6-10).
2. O estado. As Escrituras indubitavelmente não apenas admitem a realidade dessa condenação, como também a descreve claramente, como um estado da existência humana, sob profundas e intermináveis angústias (ranger de dentes, Mt 25:30). Também, como banimento da presença de Deus (Mt 25:41), onde há densas trevas (Mt 25:30). A ideia transmitida por esta fria realidade tenebrosa, não é meramente de um lugar sem luz, mas de tristeza, de melancolia, de horrível opressão (2 Pd 2:17; Jd 13), semelhante a um confinamento. Não há qualquer sinal de bondade, de amor, de prazer ou de alegria, pois não existe qualquer relação com a fonte Divina.
3. O lugar. As Escrituras descrevem que os incrédulos são destinados para um lugar onde sofrem esses eternos flagelos da ira de Deus. A descrição mais conhecida é do inferno (tartaroó, 2 Pd 2:4), tendo referência a “morte” (seol, Sl 16:10; hades, At 2:27), como indicação de uma sepultura espiritual e profunda (Pv 5:5, 9:18, 15:26). O inferno é claramente um lugar para castigo (Sl 9:17), abismos de trevas (2 Pd 2:4), onde há tormentos eternos (Lc 16:23) e apodrecimento (Mt 10:28). Lugar de penalidade irrevogável (2 Ts 1:9), onde o choro é interminável (Mt 13:42 e 50), onde o fogo é inextinguível (Mc 9:43) e o verme não morre (Mc 9:44). Os crentes estão sujeitos ao sofrimento desta vida terrena, e este é o motivo do seu choro, mas Deus lhes enxugará toda lágrima na vinda de Jesus (Sl 30:5; Jr 31:16; Ap 7:17); porém, os incrédulos lamentarão por toda a eternidade. Mais terrível lugar que este é o que a Escritura chama “lago de fogo” (Ap 20:14), onde o próprio inferno e o diabo serão lançados, no dia em que Jesus voltar para julgar os incrédulos e rebeldes (Ap 20:15). As nossas palavras são incapazes para descreverem quão profundo sofrimento está reservado, para estes, neste lugar, onde o clamor não é ouvido e não é previsto perdão!
Como devemos lidar com estas verdades das Escrituras? Primeiramente, crendo em Jesus como o nosso único e suficiente Salvador (Sl 102:18-22; Lc 12:8-9; At 4:12) dessa terrível condenação, a qual justamente recebemos por nossos pecados (Rm 3:21-26). Em segundo lugar, advertindo esta geração, pregando a Cristo como Salvador, para que creia Nele e se arrependa dos seus pecados, a fim de que todos os que crerem, sejam salvos da condenação eterna.
Que Deus encha os nossos corações de temor, para nos convertermos dos nossos maus caminhos e vivermos uma vida dedicada à Sua vontade.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 20 de abril de 2020

A LEPRA DO ESPÍRITO


A LEPRA DO ESPÍRITO

Para que possamos entender o livro de leviticos, precisamos ter em mente sempre que nele temos tipos, sombras e figuras. De acordo com Hebreus, Cristo é a realidade de todas as figuras do Antigo Testamento. Este estudo está baseado no livro de Leviticos Cap. 13-14

O que causa a lepra? Certamente ela é causada por um bacilo que entra no organismo humano e o contamina de uma forma geral. Sim, a lepra é algo exterior, mas também podemos dizer que ela é interior, porque esse microorganismo precisa entrar no corpo para se tornar uma doença. Dessa forma, a lepra compreende fatores exteriores e efeitos internos, ou seja, a causa vem de fora mas os efeitos estão dentro do corpo.

A lepra aloja-se no corpo humano e pode demorar muito tempo para manifestar-se. É como o pecado que está em nosso interior, mas aparece ocasionalmente. As vezes ele se manifesta como orgulho, como rebelião contra Deus, como inveja dos outros, como ambição etc. Precisamos que o Senhor Jesus nos ilumine para vermos claramente nossa situação e nos dê um caminho para vencer a lepra (do pecado).

Casos de Lepra

O caso de Moisés
A Bíblia relata pelo menos três casos de pessoas que foram castigadas com lepra. Há ainda o caso de Moisés, em que a lepra foi um sinal mostrando-lhe como ele precisava depender de Deus. A historia de Moisés divide-se em três períodos de quarenta anos. No primeiro, ele foi instruído em toda a ciência do Egito tornando-se poderoso em palavras e obras assim como um grande líder. Mas Deus levantou uma situação que o forçou a fugir para a terra de Midiã, onde ficou apascentando o rebanho de seu sogro Jetro. No deserto Moisés não tinha a quem liderar nem como usar sua eloquência ou tudo que aprendera. Ele passava os dias pastoreando ovelhas. Deus permitiu isso para levar a morte toda sua capacidade natural, de tal maneira que aos 80 anos ele se julgava incapaz de fazer qualquer coisa para Deus. Foi nesse momento que Deus lhe apareceu, chamando-o para que tirasse seu povo do Egito. Antes , porém de se usado por Deus para executar tão grande tarefa, era necessário que Moisés conhecesse a si mesmo e o que havia no seu interior.

Por entre as chamas de uma sarça ardente, Deus ordenou-lhe que pusesse a mão no peito. Ao fazê-lo sua mão ficou leprosa. Depois, tornou a colocar a mão no peito conforme a ordem de Deus, e quando retirou estava limpa. Por meio desse sinal Moisés entendeu que o seu interior estava cheio de lepra. Sabendo disso, ele aprendeu a depender inteiramente só de Deus e a não confiar em si mesmo. Essa foi uma característica sua por toda a sua vida. Paulo também percebia isso. 'Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne, não habita bem nenhum' (Rom 7:18) Jesus também disse: ' Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios '(Mt. 15:19) Por isso precisamos conhecer bem quem somos para não confiar em nós mesmos.

O Caso de Miriã
O primeiro caso de lepra como castigo é o de Miriã , irmã de Moisés. Em Números 12 lemos que Moisés havia casado com uma mulher etíope, atitude contrária ao costume dos israelitas. Miriã e Arão repreenderam Moisés por isso, aproveitando essa oportunidade para calunia-lo visando abalar sua autoridade perante o povo. Esse fato manifestou a lepra de Arão de Miriã. Na verdade, a rebeldia manifestado contra Moisés devia estar oculta no interior deles há muito tempo e manifestou naquela ocasião. Disserem eles: 'Porventura tem falado o Senhor somente por Moisés? Não tem falado por nós'(v.2) e logo que ouviu isso o Senhor chamou aos três e disse: 'Se entre vós há profeta, eu o Senhor em visão a ele me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. Não é assim como o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente, e não pôr enigmas, pois ele vê a forma do Senhor como pois, não temeste falar contra o meu servo, contra Moisés. E a ira do Senhor contra eles se acendeu, e retirou-se... A nuvem afastou-se de sobre a tenda, e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como neve,(vs.6-10) Arão muito temeroso, clamou a Moisés que rogasse a Senhor para que a curasse e o Senhor misericordioso, ouviu sua oração. Com isso vemos que a lepra é resultado principalmente da rebelião e da desobediência. No caso de Miriã a lepra manifestou-se devido a sua rebelião contra a autoridade delegada por Deus. Essa rebelião oculta no coração de Miriã, e que por fim manifestou-se como lepra, também esta dentro de nós. Somos muitas vezes rebeldes com a tendência natural e insubmissão as autoridades.

O Caso de Geazi

O segundo livro de Reis, capitulo 5. Registra a historia da cura da lepra de Naamã, comandante do exército do rei da Síria, pelo profeta Eliseu. Naamã , segundo a ordem de Eliseu, lavou-se sete vezes no rio Jordão e ficou limpo de sua lepra. Depois de Ter sido curado, insistiu com Eliseu para que aceitasse um presente, mas ele recusou. Quando Naamã já havia se afastado certa distância, Geazi, servo de Eliseu movido pela ganância e cobiça, correu atras dele mentiu-lhe dizendo que o profeta resolvera aceita aos presentes. Naamã deu-lhe dois talentos de prata e duas vestes festivais,que ele guardou em casa. Quando entrou onde esta Eliseu, este perguntou-lhe: ? Donde vens, Geazi?? Respondeu ele: ?Teu servo não foi a parte alguma.?! Mas Eliseu disse que sabia de tudo o que ocorrera e que a lepra de Naamã se pegaria a ele a sua descendência para sempre. E Geazi saiu de diante dele, leproso, branco como a neve.

A primeira lição que podemos extrai dessa historia é que, na verdade, a ?lepra? está no interior do homem, aguardando uma oportunidade para manifestar-se. Precisamos evitar dar ocasião para que a cobiça, a inveja, e a mentira se manifestem, como ocorreu com Geazi. Também não devemos servir ao Senhor por avareza ou pôr qualquer beneficio próprio. Não o servimos por almejar respeitos das pessoas, ou para obter vantagem ou ganho pessoal. Mas constrangido por seu amor. O nosso coração deve estar limpo ao servimos a Deus.

Não creio que Geazi estivesse tranqüilo ao fazer aquilo. Certamente sua consciência acusava-o todo o tempo. Quando entrou na presença de Eliseu e ouvi. 'Donde vens, Geazi?' tal pergunta deve Ter feito seu coração palpitar mais rápido. Por que Eliseu teria feito esta pergunta, se já sabia o que ocorrera 'Graças a Deus por' Donde vens, Geazi?' Pois essa foi uma oportunidade par ele se arrepender. Imagine se tão logo entrasse na presença de Eliseu,Geazi recebesse a punição da lepra. Ele não teria qualquer chance de oportunidade de arrependimento, pois esta sempre pronto a perdoar-nos e purificar-nos.

O Caso do rei Uzias
A mais um caso que a Bíblia registra é a do rei Uzias. O segundo livro de Crônicas cap 26:16 diz: 'Mas, havendo-se fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do inceso.' Deus muito abençoou a Uzias enquanto seu coração permaneceu reto diante do Senhor. Havendo ele se tornado um rei poderoso, elevou-se o seu coração, assim dando lugar para que a lepra se manifestasse em sua vida. Assim sendo ele desobedeceu a ordem de Deus que o proibia de exercer a função de sacerdote. Por fim a lepra lhe saiu na testa.

irmão, precisamos Ter o sentimento de Cristo em nossas vidas, e diariamente policiar nossas intenções, emoções, devemos examinar a nós mesmo perguntando-nos qual é a nossa intenção ao servir ao Senhor? Ser respeitado pelos irmão? Obter algum beneficio? ou simplesmente servir ao Senhor pôr amor a sua obra? Se notarmos que há em nós orgulho ambição ou coisa parecida, em nome de Jesus corramos para nos limpar-nos, porque são sinais de lepra.

A Lepra na Pele
O capitulo 13 de Leviticos descreve a lepra que se manifesta na pele. Como podemos saber que alguém tem lepra? Quais são os primeiros sinais? Pois bem o versículo 2 diz: ? O homem que tiver na sua pele inchação ou pústula, ou mancha lustrosa, e isto nela se tornar como praga de lepra, será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seu filhos sacerdotes. Primeiramente aqui fala de inchação na pele, que representa o orgulho, soberba ou auto-exaltação. A lepra se eleva acima do resto da pele, indicando alguém que se considera superior aos outros. Paulo no entando, exorta-nos a considerar aos outros superiores a nós mesmos.(Fp.2:30).

A pústula é um tipo de úlcera que produz pus, e representa todo o tipo de más intenções que temos em nossa coração e que, por fim se manifestam. A mancha lustrosa, que é bastante visível, pode representar as pessoas que tem problemas em suas emoções. Por exemplo: amam ou odeiam de maneira desequilibrada, e que agem segundo esses sentimentos. Esses versículos diz ainda que uma pessoa com esses sintomas deveria ser levada ao sacerdote, e este determinaria se aquela praga era ou não lepra. De acordo com o Novo Testamento, Cristo é o nosso Sumo Sacerdote e nós, os que o servimos especialmente os irmão lideres, somos os sacerdotes que devem determinar se uma pessoa contraiu ou não a praga da lepra.

Para isso precisamos levar o irmão em oração diante do Senhor, para que Ele nos ilumine e revele-nos se há ou não lepra. Nunca devemos fazer ?diagnóstico? confiando em nós mesmo, mais depender inteiramente da luz do Senhor. Não devemos declarar precipitadamente que um irmão está leproso. Por outro lado, alguns podem até mesmo manifestar a lepra, mais depois serem curados, por isso precisamos, antes de tudo amar os irmão com um amor verdadeiro em Cristo Jesus.

Perdendo a Força
O versículo 3 diz: 'O sacerdote lhe examinará a praga na pele, se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, ,é praga de lepra, o sacerdote o examinará, e o declarará imundo.' O pelo brancos descrito aqui denota perde a força. Normalmente os pêlos são pretos, mas a medida que envelhecemos tornam-se brancos. Ainda que tenhamos idade avançada, não podemos de maneira nenhuma tornar-nos velhos espiritualmente, devemos sim, amadurecer, mais nunca envelhecer quem envelhece espiritualmente perde a força para servir ao Senhor.

Oportunidade de arrependimento
No caso em que a mancha lustrosa na pele fosse branca e não parecesse mais profunda do que a pele, e o pelo nela também não houvesse se tornado branco(v.4a), não se podia determinar ao certo se era lepra ou não, pôr isso, aquela pessoa deveria ser encerrado pôr sete dias para ser examinada(v.4b). Os versículos 5 e 6 dizem: ? Ao sétimo dia o sacerdote o examinará, se na sua opinião a praga tiver parado e não se estendeu na sua pele, então o sacerdote o encerrará por outros sete dias. O sacerdote ao sétimo dia o examinará outra vez, se a lepra se tornou baça e na pele se não estendeu, então o sacerdote o declarará limpo. Apostema é. E lavará seu vestidos, e será limpo.

Esse trecho da Bíblia nos exorta a sermos cuidadosos ao examinar cada caso. Não devemos declarar precipitadamente que um irmão está leproso. Por outro lado, alguns podem até mesmo serem curados. Por isso precisamos antes de tudo estarmos vinculados dentro do segundo mandamento como promessa, que o Senhor Jesus nos deixou.? Amar o teu próximo como a ti mesmo?. Mas não devemos ser omisso em casos que exijam isolamento para observação. Por isso os sacerdotes devem ser sóbrios para fazer diferença entre o puro e o contaminado.

Após Ter sido declarado limpo, se a pústula se estender muito na pele, outra vez se mostrará ao sacerdote, e se a doença continuar, então o sacerdote o declarará imundo: é lepra(vs.7,8). Mas uma vez o Senhor ordena que seja dada oportunidade ao doente antes de declarar que ele tem lepra. Precisamos agir da mesma maneira com os irmão que apresentam problemas. Nunca devemos agir precipitadamente e declarar o irmão imundo e expulsai-lo. Até mesmo no caso de constatar-se lepra, devemos dar-lhe oportunidade, esperando que a doença reverta. Se piorou, ele deve ser declarado leproso, mas se houve melhora, devemos dar-lhe oportunidade de mostrar os frutos do seu arrependimento.

Ainda os versículos 16 e 17 diz: ?tornando a carne viva, em mudando-se em carne branca, então virá o sacerdote, e o examinará e eis que, se a praga se tornou branca, então o sacerdote por limpo declarará o que tem mancha, limpo está. Se tal pessoa se arrepender genuinamente, ficando toda branca com sua pele natural, deve ser declarada limpa. Ela cometeu pecado, mas se arrependeu e foi limpa, e pode ser restaurada a comunhão da igreja.

Uma passagem que me vem na memória e a do filho pródigo, registrada no Evangelho de Lucas-15. Quando o pai recebeu o filho que tinha desperdiçado todos os seu bens, e fez uma festa pela sua volta a mais velho se indignou. E disse: ? Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos;vindo porém, este teu filho que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, matastes-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas: Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu: e tinha-se perdido e achou-se?. (Luc.15-29,32).

Portando nada mais justo do que aceita-la no seio da igreja, as manchas brancas tonam-se um sinal de que ela venceu a lepra. No passado foi leprosa como o filho pródigo mais pela misericórdia do Senhor se arrependeu, foi curada e purificada e, por isso seu corpo tornou-se branco. Aos nosso olhos essa pessoa é muito feia, mas para Deus é muito bela, pois traz o testemunho de que se arrependeu e venceu a lepra. Não devemos desprezá-la, antes respeita-la pois estava morta, mais o Senhor em sua infinita misericórdia o achou.

A Lepra na Cabeça e na Barba
Consideremos agora outro tipo de lepra: a lepra que se dá na cabeça e na barba. Na Bíblia, a cabeça representa nossa gloria. De acordo com primeira carta aos Corintios (cap.11). para compreendermos a praga da lepra na barba devemos primeiramente ver qual o significado da barba de acordo com a revelação da Palavra de Deus. A barba está relacionada a dignidade. Que é dignidade? A dignidade é uma honra dada por Deus para o exercício de determinado oficio na igreja. Por exemplo: digamos que você exerça um cargo de chefia numa grande empresa todas a pessoas a sua volta prestam-lhe honra, a qual é necessária para a função. O Senhor dá a cada cristão a honra necessária para que realizem as tarefas de que foram incumbidos. Entretanto, se por ambição ou por qualquer outra motivação impura vindicarmos honra, exigindo respeito e exaltação, isto é lepra na barba.

Assim, a praga na barba significa considerar-se a sim mesmo e buscar ser exaltado pêlos outros. Na vida da igreja, ao contrário, cada um deve considerar os outros superiores a si mesmo e preferir em honra uns aos outros. Quando Moisés estava liderando o povo de Israel, Deus deu-lhe muita dignidade. Se alguém quisesse conhecer a vontade de Deus, tinha de ouvir Moisés. Deus falava somente por intermédio dele. Isso é Ter dignidade dada por Deus. Mais adiante o Senhor levantou Josué para fazer o povo de Israel entra na terra de Canaã. Para isso, Deus recomendou a Moisés que dividisse sua dignidade com Josué( Dt 34:9), a fim de que o povo obedecesse. Pelo que eu entendo nesta passagem, os irmão que estão na frente das igrejas devem sempre repartir sua dignidade com outros irmãos. Mas alguns tomam-na toda para si, o que indica que eles tem algum problema de lepra na barba. Precisamos de dignidade, mas quem no-la dá é Deus.

Havendo praga na cabeça e na barba, o sacerdote a examinará. Se ela parecer mais funda do que a pele e houver pelo amarelo fino nela, o sacerdote declarará a pessoa imunda: é lepra da cabeça e da barba. Mas se a praga não parecer mais profunda que a pele e se nela não houver pelo preto, então o sacerdote encerrará a pessoa por sete dias para depois examinar novamente. Havendo praga na cabeça, raspar-se-a o cabelo, significando sê-lhe tirada a glória. Se for na barba, raspar-se-a a barba, significando ser-lhe tirada a dignidade.

Essa pessoa deve ser isolada pôr algum tempo, para que o sacerdote possa verificar se a lepra está se estendendo na pele ou sendo curada. Se o sacerdote a declarar limpa, ela lavará sua vestes e estará limpa. A pesar de a doença Ter sido curada, ela ainda precisa dar um testemunho por meio de sua conduta, representada pelas vestes são lavadas. Não basta arrepender-se e ser curada, ainda é necessário produzir frutos de arrependimento, visíveis em seus atos. Somente assim estará purificada. O versículo 38,39 fala de manchas na pele, que podem ser impigem* ou tinha*.( impigem designa uma serie de doenças de pele. Tinha, uma doença cutânea, atinge também a raiz do pelo, especialmente dos cabelos).

Mais uma vez vemos a importância do sacerdote Ter mente sóbria ao analisar cada caso, por causa da semelhança entre impigem e tinha. Do mesmo modo, numa igreja os irmão que estão na frente do trabalho que Deus lhe deu, devem Ter visão bastante aguda e espiritual: devem ser pessoas que estão sempre em oração exercitando o espirito, para Ter discernimento espiritual bem aguçado da parte de Deus.

As Vestes: A Conduta Humana
A vestes na Bíblia esta relacionada á conduta humana. Leviticos 13 menciona três tipos de veste: de lã, de linho e de couro. A lã é macia, por isso representa uma conduta, um comportamento manso. O linho por ser puro, indica nossa relacionamento com os outros em simplicidade e pureza. As vestes de couro, por serem as mais quentes, denotam fervor espiritual que devemos transmitir ao contatar as pessoas. Ao olhamos para essas figuras, vemos que o Senhor Jesus teve um viver manso, simples e cheio de amor para com os outros, e nós temos que Ter os mesmos sentimentos de Cristo.

Além dos três tipos de veste já mencionados, Levitico 13 fala da urdidura e da trama, em outra versão fala o fio urdido e o fio tecido que são os mesmos. A urdidura é o fio vertical que forma o tecido e a trama é o fio horizontal. Nosso relacionamento com Deus é representado pela urdidura que é o fio no sentido vertical. E a trama que é o fio horizontal esta representando nosso relacionamento, com os homens. Por isso para Ter uma comunhão bem estreita com o Senhor, precisamos que nossa vestes estejam totalmente limpas.

Vários versículos de Apocalipse mencionam as vestiduras brancas que os vencedores usarão ( Ap 7.9,13). Em 19.7 lemos ?Regozijemo-nos , e alegremo-nos demos-lhe glória: porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino , puro e resplandecente; por que o linho fino são as justiças dos santos. Quando fomos salvos recebemos Cristo como nossa justiça, e isso é um fato objetivo, a referência aos atos de justiça indica o aspecto subjetivo, o aspecto da experiência da justiça. Há uma boa ilustração disso no Salmo 45.

Ali a rainha possui duas vestes(vs.13,14) uma correspondente á justiça objetiva para nossa salvação, e a outra, as justiças subjetivas para nossa vitória. O versículo 13 diz: ?A filha do rei é toda ilustre no seu palácio; as suas vestes são de ouro tecido? a suas vestidura é recamada de ouro, essa se refere a primeira veste. Quando fomos lavados pelo sangue do Senhor, fomos introduzidos na igreja e, então vestidos de uma veste recamada de oura, o que implica que fomos regenerados, participando, assim da natureza divina( representada pelo ouro).

Há outra veste que a rainha deveria vestir para apresentar-se diante do rei: vestes bordada. Bordar é mais trabalhoso que tecer. Assim também, em nossa experiência, ser transformado exige mais tempo e trabalho que se salvo. No entanto, precisamos permitir ao Senhor que borde em nós essa vestes. Se nossas vestiduras não tiver sido totalmente bordada até a volta do Senhor, não estaremos qualificados a participar das bodas perante o rei.

Os Processos de Purificação
A Salvação Toda - Inclusiva de Deus Para Nós
Após Ter sido curado de sua lepra, a pessoa tinha que ainda de ser purificada, caso contrario não seria considerada limpa diante de Deus. Levitico 14:2,3 a diz: ?esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote, este sairá fora do arraial e o examinará,? o sacerdote que saia do arraial para examinar o leproso prefigura, o Senhor Jesus que, deixando a glória, humilhou-se para estar próximo do pecador, Mateus 8 ilustra isso nos versículos 1 a 3 dizem:?Senhor, se quiseres podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-llhe dizendo: quero, fica limpo. E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra. Um leproso devia habitar só fora do arraial (Lv. 13;46) o que implica estar fora do lugar de habitação do povo de Deus, no tempo de Jesus, os leprosos eram marginalizados e desprezados por todos, que evitavam aproximar-se deles e toca-los. O Senhor, no entanto é cheio de amor e compaixão, e desceu da glória para tocar e curar o leproso.

Se a praga da lepra estivesse curada, o sacerdote ordenava que se trouxesse par purificação do leproso duas aves vivas e limpas.(limpas aqui são aves que comem sementes, e não as aves que comem animais mortos),o outro material usado era o madeira de cedro, estofo carmesim, hissopo e um vaso de barro. A fim de entendermos o processo da purificação do leproso, descrito nos versículos 5 a 7 precisamos compreender o significado de todos os elementos envolvidos.

Essa purificação simboliza a salvação toda inclusiva que foi preparada e completada por Deus a nosso favor, Nessa purificação Cristo é bastante revelado, porque cada elemento indica um aspecto de Cristo e da sua obra. As aves vivas e limpas denotam a divindade de Cristo, que é cheio de vida e celestial. O cedro simboliza a humanidade elevada de Cristo. O cedro é uma árvore nobre muito alta e cresce nas montanhas do Líbano. O hissopo por outro lado, nada tem de nobre é um tipo de trepadeira bastante comum que nasce em brechas de muros.

Ele representa o Senhor que se humilhou para salvar o homem. Em 1 Reis 4:33 é dito que Salomão discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que esta no Líbano até o hissopo que brota do muros. Do cedro ao hissopo são dois extremos: da humanidade mais elevada a mais baixa. Cristo, por um lado, é tão elevado padrão da sua humanidade, por outro ele tornou-se tão lá em baixo a fim de se acessível a nós, glória a Deus por isso. É-nos encorajador saber que nosso processo de salvação Deus inclui todas as pessoas, sejam boas, nobres ou as mais desprezíveis. Não importa que tipo de humanidade possuamos, Cristo nos inclui no processo pelo qual Ele passou.

O elemento seguinte é o estofo carmesim, um vermelho bastante escuro e forte. O carmesim implica o derramamento de sangue para redenção e , também a realeza. O nosso Salvador é um Rei, todavia Ele não de tornou Rei por meio de lutas e guerras, mas sendo crucificado, derramando o seu sangue. Para se fazer a purificação, primeiramente uma das aves era imolada num vaso de barro, sobre águas correntes. O vaso de barro é um símbolo da humanidade do Senhor e a água viva, um símbolo de Espirito eterno vivo. Mediante a morte na carne, o Senhor se ofereceu a Deus pelo Espirito eterno e vivo(Hb.9,145) Tomará a ave viva, e o madeira de cedro, e o estofo carmesim e o hissopo, e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes.

E sobre aquele que há de purifica-se da lepra espargirá sete vezes, então o declarará limpo, e soltará a ave viva para o campo aberto (Lv 14:6,7). A ave viva, a madeira de cedro e o hissopo eram provavelmente amarrados juntos pelo estofo carmesim.(que era como um cordão) formando um feixe. Isso indica que por sua morte, Cristo ?atou? a divindade com a humanidade. Esse feixe era molhado no sangue da ave que havia sido imolada e, então,espargido sete vezes sobre o leproso que havia de purificar-se. Após isso, a pessoa era considerada limpa e a ave solta ao campo aberto. Esse é um quadro completo da redenção perfeita do Senhor.

Sua obra na cruz não apenas nos leva a purificação objetiva, como permite-nos experimentar subjetivamente, pelo Espirito Santo o sofrimento ao derramar o seu sangue, e a experimentar a sua morte, ressurreição, ascensão e glorificação. Cristo fez tudo isso por nós, e precisamos apenas experimentar e desfrutar sua obra.

Bom eu particularmente acho esta parte um pouco complicada, então vamos a uma breve revisão deste trecho. Vimos que para fazer a purificação há necessidade de cinco materiais diferentes: duas aves vivas e limpas( estas aves vivas são aves que comem semente, e não são aves que comem animais mortos, por isso são chamadas de aves limpas.*ler Leviticos capitulo-11*)

Pois bem o outro material era o cedro, o hissopo, estofo carmesim e um vaso de barro. Em cada um desses materiais e na utilização deles vemos um aspecto de Cristo e da sua obra. As duas aves vivas limpas representam o Deus Triúno que, antes da sua encarnação, possuía apenas a divindade, e não tinha a humanidade. Uma dessas aves era imolada num vaso de barro sobre águas correntes. O vaso de barro era uma indicação da humanidade do Senhor Jesus que se ofereceu a Deus pelo Espirito eterno e vivo (Hb 9:14) representado pelas águas correntes.

O cedro simboliza a humanidade nobre do Senhor, a qual teve um viver elevado e honrado na terra o hissopo é uma vegetação de baixa qualidade, e representa o viver humilde e humilhado do Senhor Jesus ( Fp 2:7,8). Esses três itens eram, então unidos por um estofo carmesim, formando assim uma espécie de feixe o estofo carmesim representa a morte de Cristo.

Isso revela-nos que a divindade de Cristo e a sua humanidade nobre e humilde foram unidas em sua morte, se o Senhor não passasse pela morte, a humanidade e a divindade não poderiam Ter sido mescladas. Já vimos antes que uma das aves era imolada e seu sangue derramado no vaso de barro, sobre águas correntes. A seguir, o feixe formado pela ave viva, o cedro e hissopo eram mergulhados nessa água contendo sangue que representa o processo de morte e sepultamento pelo qual passou o Senhor, e a ave era então solta em campo aberto. Esse quadro é um símbolo da ressurreição e ascensão do Senhor. E nós também fomos lavados e justificado no sangue do Cordeiro, mergulhados na água que é o Espirito Santo e fomos solto a campo aberto. Em outras palavras o Senhor Jesus nos deu liberdade, somos livres do poder das trevas. Glória a Deus.

Pois bem em sua ressurreição, o Senhor Jesus tornou-se o Espirito que dá vida, por isso hoje, no espirito, temos a realidade do Cristo todo inclusivo que é divino, e experimentou o viver humano perfeito na terra por trinta e três anos e meio,que foi crucificado, sepultado e ressuscitou ao céu, sendo exaltado a destra de Deus onde foi feito Senhor dos Senhores Reis dos reis. Tudo o que precisamos para viver uma vida cristã adequada é deixar que o Espirito Santo domine todas as áreas de nossa vida qual o mesmo está unido ao nosso espirito.

Habitamos em um mundo de imundices, mas por meio do Espirito do Senhor que dá vida que se uniu a nós, trazendo-nos a realidade do Deus Triúno, ganhamos libertação: fomos curados purificados e santificados no Senhor. Aleluia. Amém..

Processo da Purificação
A Preparação dos Materiais
Embora já tenhamos sido curados e purificados e resolvido o problema do nosso passado, ainda precisamos prosseguir a fim de termos um viver santo. A Segunda parte do processo da purificação consistia na apresentação de varias ofertas. Essas ofertas deviam ser apresentadas diante de Deus no oitavo dia.

O oitavo dia é o dia da ressurreição, em ressurreição estamos livres da velha criação e um novo viver está começando para nós. Leviticos 14:10 diz: ? No oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeitos, e um cordeira, sem defeito, de um ano, e três dizimas de um efa de flor de farinha para oferta de manjares, amassada com azeite, e separadamente um sextário de azeite.? Um dos cordeiros devia se oferecido como oferta pela transgressão, o outro como oferta pelo pecado, e a cordeira era para ao holocausto.

As três dizimas de um efa de flor de farinha e um sextário de azeite eram para a oferta de manjares. Em todas essas ofertas Cristo é-nos revelado. No Velho Testamento todos os animais oferecidos como sacrifico, bem como a flor de farinha, eram sombras da realidade que é o Senhor Jesus, o qual ofereceu-se por nós na cruz.. Preparados os materiais, o sacerdote que fazia a purificação apresentava aquele que havia de purificar-se e tudo o que ele preparou, para estar diante do Senhor, á porta da tenda da congregação.(v.11) o que havia de purificar-se não podia entrar na tenda da congregação.

Por isso o sacerdote tinha de ir apresenta-lo juntamente com os materiais fora da tenda. Isso indica-nos que os irmão que estão na liderança não devem colocar-se acima dos outros, mais precisam visitá-los, procurá-los com humildade e compaixão.

A Oferta pêlos Pecados
O versículo l2 diz: ?Tomará um dos cordeiros, e o oferecerá por oferta pela culpa, e o sextário de azeite, e os moverá pôr oferta movida perante o Senhor.? Na continuação do processo da purificação, o primeiro item a se resolvido, antes de se chegar á presença de Deus é a questão dos pecados. O Senhor Jesus ao ofertar-se a Deus resolveu o problema dos nosso pecados, e a sua ressurreição aplicada a nós pelo Espirito Santo(tipificada pelo azeite oferecido com oferta movida) nos liberta por que nós, tendo morrido para os pecados, vivamos para a justiça(1 Pe. 2:34b).

A Porção dos Sacerdotes
Leviticos 14:13b diz: ? Porque a oferta pela culpa como a oferta pelo pecado é para o sacerdote; e cousa santíssima .? O que serve e que leva os outros a tratar com os pecados, também desfruta Jesus Cristo como sua santa porção. Quando pregamos o evangelho as pessoas, ministrando-lhe Cristo e ajudando-as tratar com seu pecado, desfrutamos Jesus Cristo juntamente com elas. Não somente elas são salvas, como também nós desfrutamos Jesus Cristo. O próprio Senhor Jesus que se torna o Salvador delas também é a porção para nosso desfrute. Portanto, se quisermos desfrutar mais do Senhor Jesus, precisamos pregar mais o evangelho.

O Sangue
Depois que o cordeiro da oferta pela culpa era imolado, o sacerdote tomava do sangue e punha sobre a ponta da orelha direita, sobre o polegar direito, e sobre o polegar do pé direito do que havia de purificar-se, que significa isso? Significa que temos pecado. Primeiramente nossos ouvidos são impróprios por não ouvirem a Deus. Essa é a principal razão da lepra aparecer em nós. Se ouvirmos diligentemente a Palavra de Deus e a obedecermos jamais a lepra se manifestará. Não devemos esquecer-nos de que na questão de ouvir a Palavra de Deus está implícito o praticar.(Mt.7:24 / Tg. 1: 22,25) Segundo as nossas mão igualmente são impróprias por não fazerem as coisas de Deus, aspergir o sangue no polegar é um sinal de que fomos santificados e justificados e não devemos voltar a praticar pecados. Terceiro, nossos pés também são impróprios por não tomarem os caminhos de Deus.

Sendo assim, precisamos ser purificados com o sangue do Senhor Jesus afim de que tenhamos um andar santo. Assim quando estivermos prontos para entrar num lugar de pecado, veremos o sangue no nosso polegar e nos lembraremos: 'já fui purificado, não posso retornar a esse lugar.'

O Azeite
Depois de aspergir com o sangue a orelha direita, o polegar, da mão e do pé direito, o sacerdote tomava do sextário de azeite de derramava na palma da sua mão esquerda e punha-o sobre a orelha direita, o polegar da mão direita e sobre o polegar do pé direito daquele que havia da purifica-se, em cima do sangue da oferta pela transgressão (vs. 15,17). Havia portanto, duas camadas: a camada de sangue e a camada de azeite. O azeite indica que devemos ouvir a Palavra de Deus, fazer as coisas de Deus e tomar os caminhos de Deus no espirito, e isso tem como base a redenção no sangue do Senhor Jesus como nossa oferta pêlos pecados.

O versículo 18 diz: O restante do azeite que está não do sacerdote, Po-lo-á sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se: e assim o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor. ?Muitos problemas com o pecado e com e lepra começam em nossa mente, e para resolver isso precisa do Espirito Santo. Isso é representado pelo derramar do restante do azeite, que era na verdade, sua maior parte, sobre a cabeça de quem iria purificar-se. Freqüentemente abrigamos rebelião ou pensamentos impuros em nosso mente, e ela praticamente controla todos os nossos atos. Por trazer-nos inúmeros problemas, nossa mente necessita muito do Espirito Santo. Pois a Palavra de Deus manda-nos que tenhamos a mente de Cristo, tendo a mente de Cristo desfrutamos a vida de Deus, a qual ajusta nossos pensamentos e controla todo nosso ser de maneira adequada e, assim temos paz com o Senhor e com o nossos irmãos... Amém...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor Dr. Edson Cavalcante