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quinta-feira, 25 de abril de 2019

OS DOIS MOMENTOS MAIS PERIGOSOS NA VIDA DE UM CRISTÃO. TELEFONES PARA CONTATO: 55-82-98733-6354 OI/WHATSSAP E 55-82-99629-3602 TIM


OS DOIS MOMENTOS MAIS PERIGOSOS NA VIDA DE UM CRISTÃO.
TELEFONES PARA CONTATO: 55-82-98733-6354 OI/WHATSSAP E 55-82-99629-3602 TIM
Daniel 6.4,5

Há dois momentos na vida que são perigosos, principalmente quando não há profundidade de caráter e nem vida espiritual consistente. O primeiro é quando se está no topo da montanha do sucesso; quando tudo o que se faz dá certo, quando as coisas acontecem melhor do que planejamos; quando tudo é motivo para celebração ou quando se alcançou uma posição de relevância e respeitabilidade. Você já ouviu dizer que o “sucesso é um terreno minado?”


Vamos usar, como ilustração, a “pirâmide do sucesso”. Enquanto você está na parte baixa da pirâmide, o espaço para os seus movimentos é grande. Poucos o conhecem, ninguém presta muita atenção em você e suas ações não representam perigo ou ameaça... Esse é um tempo relativamente tranqüilo.


Enquanto o profeta Daniel era apenas mais um escravo na Babilônia, ninguém prestava atenção nele. Porém, na medida em que ele foi “subindo de posto”, sendo reconhecido como alguém que estava fazendo toda a diferença no reino de Nabucodonozor, o espaço para os seus movimentos foi diminuindo. Cada degrau que ele subia, se expunha mais e era mais observado, analisado, notado, vigiado e perseguido. Chegaram ao ponto de vasculhar a sua vida para ver se achavam algo que comprometesse a sua integridade de caráter: “Então os presidentes e os sátrapas procuravam achar alguma prova contra Daniel, a respeito do reino, mas não conseguiam localizar nada que pudesse incriminá-lo ou culpá-lo por alguma coisa, porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa. Então esses homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”(Dn 6.4,5; grifo do autor).


O sucesso é muito perigoso, porque a tendência de quem está “no topo” é a de relaxar, de “baixar a guarda” e acreditar naquilo que não é verdade, ou seja, pensar possuir aquilo que, na verdade, não possui.


Diz a Bíblia que Daniel, como integrante do governo da Babilônia, conseguiu superar todas essas tentações; e se manteve íntegro e fiel a Deus, apesar de ter chegado ao “topo da pirâmide” do sucesso.


Alguém disse: “Dê poder a um homem, e conhecerás o seu verdadeiro caráter”. Disse J. Blanchard: “Se o diabo não puder usar o fracasso para derrubar você, ele usará o sucesso”. Os homens que têm sua vida construída segundo os princípios das Escrituras Sagradas não se perdem quando conquistam posições elevadas ou assumem qualquer tipo de poder. Pelo contrário, eles glorificam a Deus através de suas vidas.


Se este é o seu melhor momento, se você está experimentando sucesso em muitas áreas da vida, viva de forma criteriosa e disciplinada. Desenvolva sua comunhão com Deus, não tire os olhos de Jesus, vença a tentação de se relaxar, “baixando a guarda” e se tornando uma presa fácil do Inimigo. É no topo, no degrau mais alto, que o homem deve reconhecer que foi Deus quem o colocou ali. E esse reconhecimento é a sensação mais maravilhosa que pode ocorrer aos nossos olhos!


Os homens verdadeiramente grandes são aqueles que reconhecem a sua pequenez diante da grandeza do Criador Eterno, o Senhor Deus Todo-Poderoso. João Batista, aquele que veio preparar o caminho do Senhor, disse: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).


O segundo momento mais perigoso na vida é o tempo das perdas. O apóstolo Paulo chama esse tempo de dia mal: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir ao dia mal e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6.13). Jesus começa a parábola falando de um pai que experimenta esse tempo. De repente, o filho caçula, aquele que todo pai sempre tem um cuidado especial, se rebela, manifestando algo extremamente maligno, destrutivo e inadmissível. Ele diz: “Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence”. Ele pede a sua parte da herança (Lc 15.12), porque deseja ir embora de casa.


Naquele tempo, a herança só era dividida após a morte do pai. A atitude desse filho estava sendo uma afronta, um desrespeito, uma agressão. Nas entrelinhas, ele estava dizendo: “Você não faz mais sentido na minha vida... Cansei. Para mim, se você morresse seria melhor”. Se coloque no lugar de um pai que passou por isso e tente dimensionar a dor em sua alma.


Quanto vale um filho? Só quem gera, educa, protege, cura, sustenta e investe sabe qual é a intensidade da dor da perda de um filho.


Jó também experimentou a dor da perda, pois em um único dia, ele presenciou o sepultamento de seus dez filhos. Toda perda de grande valor gera crise, e o grande desafio nesse tempo é: o que fazer para não se perder com as perdas?


Quantas pessoas, ao perder alguém ou algo de valor significativo, acabam se perdendo?

Esposas que se perdem ao perder o marido; moças que se perdem ao perder um namorado; filhos que se perdem ao perder os pais; empresários que se perdem ao perder sua empresa!

Para os chineses, crise pode significar duas coisas: “perigo” ou “oportunidade de crescimento”. Tudo depende da leitura que cada um faz.


O pai do “filho pródigo” fez uma leitura positiva da crise. É só observar a maneira como ele se comporta. Ele não desistiu dos seus projetos, dizendo: “Arrependo-me de ter gerado filhos”. Pelo contrário, ele continuou acreditando nos filhos como herança do Senhor (Sl 127.3). Não desistiu deles. A maneira como você responde aos desafios em tempo de crise revela o tipo de leitura que você está fazendo do próprio Deus.


Há dois homens na Bíblia, cuja biografia serve de inspiração para todos nós. Os dois passaram por caminhos de aflições e souberam fazer uma leitura muito positiva das perdas que enfrentaram.


O primeiro é José, filho de Jacó com Raquel (Gn 30.22-24). Ele perdeu tudo ao ser vendido, como escravo, pelos próprios irmãos. O impressionante da história de José é que ele chegou ao Egito como escravo (Gn 37.36) e terminou como príncipe (Gn 41.41). O nome que ele colocou em um dos seus filhos resume como ele encarou as adversidades que enfrentou: “Ao segundo (José) chamou Efraim, e disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição” (Gn 41.52).


O segundo homem que soube fazer uma leitura positiva das adversidades foi o apóstolo Paulo. No capítulo 11 da sua primeira carta aos coríntios, ele descreve o quanto foi difícil esse tempo de provações.


“...em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites, menos um.

Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens, muitas vezes em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convier gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.

O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto.

Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem. E fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos” (2 Co 11.23-33).


O apóstolo Paulo nunca se deixou amargurar com as experiências amargas que teve; muito pelo contrário, ele enfrentava as adversidades sem perder a doçura. As cartas que ele escreveu na prisão estão carregadas de expressões que revelam sua saúde interior. Só quem é capaz de fazer uma leitura positiva da crise pode declarar:

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão...” (Rm 5.3-5; grifo do autor).


É interessante que o apóstolo Paulo diz que a “crise” produz caráter. Quem consegue ter está percepção nunca se perde em meio às tribulações da vida. Pelo contrário, cresce. Este é o propósito de Deus em nos levar ao deserto: lugar de crescimento. Leighton disse: “A adversidade é a poeira do diamante com que os céus costumam polir as suas jóias”. Você já parou para observar como a borboleta sofre para chegar a ser o que é?


Certo dia, uma pequena abertura apareceu no casulo. Um homem sentou-se e, por várias horas, ficou observando a borboleta e a forma de como ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela já havia avançado o mais que podia, e não conseguiria ir mais longe. O homem decidiu ajudar a borboleta: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem e fossem, então, capazes de suportar o corpo que iria se firmar com o tempo. Mas nada disso aconteceu. A borboleta passou o resto da sua vida rastejando, com um corpo murcho e com as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, com sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia, era que o casulo apertado, e o esforço necessário para a borboleta passar através da pequena abertura, eram o modo com que Deus fazia para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas tornando-a pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo.


Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Nós não seríamos tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar. É por esta razão que:


Quando pedimos Força, Deus nos dá Dificuldades para nos fazer forte.

Quando pedimos Sabedoria, Deus nos dá Problemas para resolver.

Quando pedimos Coragem, Deus nos dá Perigo para superar.

Quando pedimos Amor, Deus nos dá pessoas com Problemas para ajudar.

Quando pedimos Favores, Deus nos dá Oportunidades.

Na maioria das vezes, não recebemos nada do que pedimos, mas recebemos tudo o que precisávamos.


Aqueles que olham para a crise com as lentes do pessimismo, quase sempre são destruídos por ela. Só os otimistas conseguem enxergar oportunidades onde os pessimistas só vêem dificuldades. Se você deseja vencer em tempo de crise, aprenda a fazer uma leitura positiva e otimista das adversidades da vida.


O pai do “filho pródigo” perde, mas não se perde. Ele vence o absurdo da vida, protegendo a sua alma, guardando o seu coração e se enchendo de esperança. Sei que a maioria já passou ou está passando por um momento de crise. Em um tempo como esse, é necessário compreender que “Deus está no controle de todas as coisas”. Ainda que se perca um filho, continue acreditando que filhos são herança do Senhor. Ainda que se perca o cônjuge, continue acreditando que o casamento é um projeto de Deus, ainda que você perca a família, continue acreditando que a família é uma instituição divina. Ainda que se perca todos os bens materiais, continue acreditando que nada acontece por acaso na vida de quem é dirigido pelo Senhor Deus.

William Penn disse: “Sem dor, não há vitória; sem espinhos, não há trono; sem fel, não há glória; sem cruz, não há corôa”.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

SENTIMENTOS OPOSTOS


                                                        SENTIMENTOS OPOSTOS

1 Samuel 19: 1-17. 

Falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os servos sobre matar Davi. Jônatas, filho de Saul, mui afeiçoado a Davi, o fez saber a este, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; acautela-te, pois, pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te. Eu sairei e estarei ao lado de meu pai no campo onde estás; falarei a teu respeito a meu pai, e verei o que houver, e te farei saber. Então, Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e os seus feitos para contigo têm sido mui importantes. Arriscando ele a vida, feriu os filisteus e efetuou o SENHOR grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste e te alegraste; por que, pois, pecarias contra sangue inocente, matando Davi sem causa? Saul atendeu à voz de Jônatas e jurou: Tão certo como vive o SENHOR, ele não morrerá. Jônatas chamou a Davi, contou-lhe todas estas palavras e o levou a Saul; e esteve Davi perante este como dantes. Tornou a haver guerra, e, quando Davi pelejou contra os filisteus e os feriu com grande derrota, e fugiram diante dele, o espírito maligno, da parte do SENHOR, tornou sobre Saul; estava este assentado em sua casa e tinha na mão a sua lança, enquanto Davi dedilhava o seu instrumento músico. Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe, indo a lança ferir a parede; então, fugiu Davi e escapou. Porém Saul, naquela mesma noite, mandou mensageiros à casa de Davi, que o vigiassem, para ele o matar pela manhã; disto soube Davi por Mical, sua mulher, que lhe disse: Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã serás morto. Então, Mical desceu Davi por uma janela; e ele se foi, fugiu e escapou.   Mical tomou um ídolo do lar, e o deitou na cama, e pôs-lhe à cabeça um tecido de pêlos de cabra, e o cobriu com um manto. Tendo Saul enviado mensageiros que trouxessem Davi, ela disse: Está doente. Então, Saul mandou mensageiros que vissem Davi, ordenando-lhes: Trazei-mo mesmo na cama, para que o mate. Vindo, pois, os mensageiros, eis que estava na cama o ídolo do lar, e o tecido de pêlos de cabra, ao redor de sua cabeça. Então, disse Saul a Mical: Por que assim me enganaste e deixaste ir e escapar o meu inimigo? Respondeu-lhe Mical: Porque ele me disse: Deixa-me ir; se não, eu te mato. (1 Samuel 19:1-17 RA). 

Amados, o texto de hoje nos mostra sentimentos opostos: Amor X Inveja, Amizade X Inimizade, Bem X Mal. É esse o contexto que a Bíblia nos apresenta a antiga luta entre o bem e o mal.

A Bíblia nos fala desses sentimentos. O primeiro sentimento é o Amor. 

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3: 16 RA)

Nós amamos porque ele nos amou primeiro. (1 João 4: 19 RA). 

O Amor é o mais antigo dos sentimentos e a sua fonte é Divina. Esse é um amor incomparável, sem limites. Conhecido antes da fundação do mundo. 

Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. (João 17: 24 RA)

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor (Efésios 1:3-4 RA)

sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,  conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós (1 Pedro 1:18-20 RA). 

O outro sentimento, também muito antigo não provém de Deus, mas de satanás, este sentimento é a Inveja e sua fonte vem do Maligno. 

Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta.  Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. (Isaías 14: 11-15 RA)

Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti.  Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás. (Ezequiel 28: 14-19 RA). 

Esses são sentimentos que podem conduzir a Vida ou a Morte. Infelizmente em Adão fomos inoculados pelo sentimento da Inveja e por causa disso a morte foi introduzida.

Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. (Genesis 3:4-5 RA). 

Desde então a Inveja tomou conta do homem e aí tem origem os homicídios, pois esse sentimento gera outros sentimentos tais como o ódio, poder e o desejo de matar o alvo dessa inveja. 

Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.  Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta;  ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.   Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?  Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. (Genesis 4:3-7 RA). 

Essa tem sido a causa dos grandes conflitos humanos.

A inveja está ligada as emoções, são difíceis de ser aceita por quem a possui e de ser diagnosticada pela pessoa que dela é vítima.

Ela leva ao seu portador a julgar-se acima do bem e do mal: os outros sempre responsabilizados pelos seus fracassos e sobre eles são lançados toda uma carga de desqualificações. O invejoso procura controlar todos os movimentos e ações de sua vítima. Procura se informar de tudo através de outras pessoas, pois não tem simpatia para se aproximar dela. Jamais aprecia suas qualidades e sempre destaca os seus defeitos e sempre acaba envolvendo outras pessoas em suas investidas, pois necessita expor seus sentimentos e necessidade de apoio.

Movido pela inveja, Saul preparou armadilhas contra Davi, desconsiderando o sentimento de Jônatas e Mical, seus filhos, sentiam por ele. Investiu contra o escolhido do Senhor para sucedê-lo no trono, ignorando que com esse ato estava confrontando o próprio Deus, assim como ocorreu com Arão e Miriam e com o rebelde Coré que invejaram Moisés. (Números 12 e 16).

 Aqui no texto de hoje vemos a integridade de Jônatas, pois ele se portou como um bom filho e como um amigo leal a Davi. A amizade entre ele e Davi é uma das coisas mais maravilhosas e durou até o fim de suas vidas.

O amor de Davi e o temor ao Senhor fez com que Davi poupasse a vida de Saul nas vezes que teve a oportunidade de matá-lo, porque reconhecia nele um ungido do Senhor e pai de seu maior amigo. Davi cumpriu os preceitos de Deus e não pagou o mal com o mal. Por isso é conhecido como “um homem segundo o coração de Deus”. 

Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; (Mateus 5: 44 RA).

abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. (Romanos 12: 14 RA).

O Amor e o temor a Deus são as armas mais eficazes para combater a Inveja.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 24 de abril de 2019

AS DORES DO CRENTE


                                                        AS DORES DO CRENTE
Romanos 8.18-25
Introdução
Por que o cristão sofre? Se ele é amado por Deus desde antes da fundação do mundo, salvo de sua ira certa e preser­vado para viver a eternidade no paraíso, qual seria a necessidade de ele sofrer aqui? Essa pergunta ganha mais peso principalmente se considerarmos o tipo de teologia que ensina vitórias sobre os males, curas de doenças e prosperidade financeira. Qual seria a razão de o crente sofrer? Nós não temos todas as respostas, mas as Escrituras nos dão claras indica­ções de algumas. 

I. Sofrimento do cristão

Um dos pontos que talvez cause mais tristeza para alguns crentes é que eles sofrem tanto ou até mesmo mais do que alguns ímpios. Esse não é um problema novo. Tanto o rei Davi (Sl 37) quanto Asafe (Sl 73) expressaram a agonia do servo de Deus que contempla a prosperi­dade daqueles que não servem ao Senhor: “Não te indignes por causa dos malfeito­res, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade” (Sl 37.1); “… pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl 73.2-3). O salmista relata que para os ímpios não há preocupações, pois seus corpos são sa­dios; além de eles não se cansarem como os outros mortais (Sl 73.4-5).
Já aqui nós vemos um problema comum aos que sofrem: inveja. Quando os cristãos desviam os seus olhos da providência de Deus, e do futuro que aguarda tanto a eles como aos ímpios, se estes não se arrepen­derem, nasce um desejo pecaminoso em seu coração. Como veremos mais à frente, o cristão deve manter os seus olhos fitos nas promessas de Deus, para não ceder à pressão, principalmente em relação às promessas que se referem à eternidade.
O cristão também pode sofrer por causa da disciplina de Deus. Esse sofrimento só está reservado aos seus filhos, porque ele deseja que estes vivam em santidade, conforme declara Hebreus 12.4-6: “… na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais es­quecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menos­prezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”.
Vemos repetidas vezes Deus disciplinar o povo de Israel por considerá-lo filho: “Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus” (Dt 8.5; cf. 2Rs 19.3; Jó 5.17; Pv 3.11; Jr 5.3; 6.8). Nem todos os de Israel eram de fato israelitas (Rm 9.6), ou seja, nem todos os indivíduos da nação de Israel eram verdadeiramente filhos de Deus, mas a disciplina atingia a todos indis­criminadamente. Deus agia para que os seus filhos pudessem ser quebrantados e se voltassem para ele em arrependimento. O objetivo de Deus na administração de disciplina aos seus filhos é sempre o bem; ele “… nos disciplina para aproveitamen­to, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10b).
Também podemos colocar nesse bojo o sofrimento que todo cristão passa por sua fidelidade a Deus. Escrevendo ao seu discípulo Timóteo, o experiente Paulo diz: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho do nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus” (2Tm 1.8; 2.3). Mais à frente, o apóstolo nos dá certeza de que uma vida compro­metida com os valores do reino de Deus nos reservará problemas: “… todos quan­tos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).
Jesus Cristo foi também enfático na relação que há entre segui-lo e sofrer as consequências dessa decisão: “Lembrai­-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também persegui­rão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa” (Jo 15.20). Enquanto vivenciamos uma realidade de pregações que prometem todos os prazeres desta vida aos que se entregarem a Cristo Jesus, as promessas de sua palavra seguem na direção oposta. 

II. Sofrimento e glória

Quando deixam de olhar as Escrituras para encontrar o consolo que vem de Deus, os cristãos sofrem ainda mais em meio a seus padecimentos. As promessas que Deus faz com respeito aos sofrimen­tos dos seus filhos são fortalecedoras. Vejamos algumas delas. 
A. O sofrimento na vida do crente é passageiro
Escrevendo aos nossos irmãos, o apóstolo Pedro afirma que eles deveriam exultar por causa do plano de salvação que Deus concedeu, “… embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais con­tristados por várias provações” (1Pe 1.6b); e ainda “sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5.9).
Com certeza, os sofrimentos do crente estão condicionados, no máximo, a esta vida. Talvez julguemos que anos a fio de aflições seja muito tempo para aqueles que passam por elas, mas o que são 70 ou 80 anos compa­rados com a eternidade? Por isso o apóstolo Pedro descreve que essas amarguras são “no presente” e “por breve tempo”.
Uma das confianças mais maravilhosas que o evangelho proporciona àquele que crê é que toda agonia limita-se somente a esta vida. Nos novos céus e na nova terra não teremos motivos para sofrer: “… lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).
Pedro ainda usa outra condicional, “se necessário”. Com certeza, nós podemos afirmar que nem tudo na vida do crente é sofrimento. Deus tem proporcionado momentos bons e de alegria, concedendo­-nos graciosamente muito mais do que pedimos ou pensamos (Ef 3.20). Além disso, nós ainda temos o consolo de saber que não sofremos sozinhos (cf. 1Pe 5.9). Isso significa que em suas lutas qualquer cristão pode contar com o apoio irrestrito de seus irmãos, e a igreja pode se regozijar na verdade de que sempre haverá compre­ensão e ajuda por parte daqueles que têm sido trabalhados pelo mesmo Espírito de Deus. Por essas razões, o apóstolo Pedro pôde concluir: “… o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna gló­ria, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pe 5.10). 
B. O sofrimento na vida do crente revela a glória futura
O binômio sofrimento / glória é claro nas Escrituras, porque o que aconteceu a Cristo Jesus é um paradigma daquilo que também acontecerá conosco. Assim, temos registrado, através dos profetas do Antigo Testamento, “… qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão teste­munho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os segui­riam” (1Pe 1.11). Jesus Cristo padeceu tudo aquilo que era necessário tendo a certeza de que seria glorificado depois de sua obra e, próximo à sua crucifica­ção, ele “… levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti” (Jo 17.1).
Da mesma forma, podemos viver nesta terra conscientes e esperançosos de que “… os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18). Veja como é interessante perceber que a Palavra de Deus redireciona nossos pensamentos às certezas do futuro enquanto passamos por sofrimentos nesta vida. Isso não é escapismo e nem fuga da realidade, pelo contrário, é a própria realidade futura que, filtrando nossa visão do presente, faz-nos esperançosos e jubilosos aguardando o que está reservado para nós.
Nós não somos chamados à inércia no tempo presente, ao contrário, devemos trabalhar e nos esforçar tendo convicção do que nos aguarda. Por isso o apóstolo Paulo termina o capítulo 15, no qual trata da ressurreição, assim: “… meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.58). Enquanto estivermos nesta vida, não devemos ansiar o porvir chateados ou tristes; Pedro nos inspira: “… alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação da sua glória, vos alegreis exultando” (1Pe 4.13, minha ênfase). 

III. Soberania, sofrimento e confiança

Nestes roteiros de estudo, procuramos enfatizar as verdades apresentadas nas Escrituras a respeito da soberania de Deus e como ela se relaciona com toda a sua criação, especialmente com os seres humanos. Procuramos também, à me­dida que estudávamos, fazer aplicações práticas para compreender como essas doutrinas têm a ver com a nossa vida.
Esta seção continua mantendo esse cará­ter prático. Esperamos em Deus que tudo aquilo que vimos tenha servido para a edi­ficação do povo de Deus e para conduzir a igreja a uma vida mais santa e piedosa.
Como temos afirmado, Deus tem diri­gido a história do universo conforme os seus santos propósitos, e isso diz respeito não apenas aos homens do passado, mas à nossa própria história. Tudo o que pas­samos, todas as coisas que vivenciamos, as experiências boas e ruins, procedem da poderosa mão do Pai.
Provavelmente, para chegar aonde chegou, você já tenha passado pelo vale da sombra da morte (Sl 23.4), e a reali­dade que o cerca pode estar minando a sua confiança no amor e no cuidado de Deus por você. Perdas dolorosas, angús­tias nos relacionamentos, depressões ou consequências produzidas pelo medo e pela ansiedade podem estar corroendo o seu relacionamento com o Senhor, e com aqueles que estão próximos a você. Nós desejamos que você seja encorajado pelas Escrituras somente. Não há nada que o homem diga ou faça, e não há nada fora da Bíblia, que possa ajudá-lo. Se você não concorda, saiba que em um período razoavelmente curto os sintomas só vão piorar, porque esses conselhos ou indicações dos seres humanos serão meros paliativos para a dor da alma, que só encontra descanso em Deus.
Destacamos duas promessas muito preciosas que recebemos de Deus. A primeira é: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados se­gundo o seu propósito” (Rm 8.28) – essa promessa tem a ver com o nosso sofri­mento. Deus está garantindo que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Ele não está garantindo que compreen­deremos tudo por que passamos, nem que nos alegraremos com tudo, mas que tudo está cooperando para o nosso bem. Se essa promessa estiver firme e bem arraigada em seu coração, você terá êxito em levar a vida de maneira mais piedosa e temente a Deus.
A outra promessa diz respeito ao futuro glorioso: “ a vontade do meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.40). Essa promessa é maravilhosa, pois nos apresenta a garantia de que não permaneceremos na morte. Mais do que isso, à semelhança do nosso Senhor, ressuscitaremos para viver plena e eternamente com ele e com todos aque­les que creram em seu nome. Por isso, não devemos temer aqueles que podem matar o corpo ou nos fazer mal porque isso é o máximo que eles podem fazer (Lc 12.4). Como pertencemos a Deus, e estamos assegurados nas suas mãos, o futuro de glória é certo e verdadeiro.
As coisas que padecemos servem para preparar o nosso caráter e fortalecer a nos­sa fé, transformando-nos à semelhança de nosso Senhor Jesus Cristo. Não deixemos que os sofrimentos desta vida retirem de nós a esperança de um futuro glorioso.

Conclusão

Os sofrimentos que os crentes enfrentam são reais e têm vários motivos; eles demonstram a glória futura e devem despertar em nós uma confiança inabalável na providência e no amor que Deus tem por nós, concedendo-nos condições de viver no tempo presente sensata, justa e piedosamente (cf. Tt 2.12).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante