Subscribe:

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

DUAS TESTEMUNHAS


                                                          DUAS TESTEMUNHAS
"E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por 1.260 dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor de a terra. Se alguém tentar prejudicá-los, o fogo vem da sua boca e devora os seus inimigos. " Apocalipse 11:3-5. Ler todo capitulo
Para identificar corretamente as duas testemunhas de Apocalipse 11, é preciso deixarmos a música do Velho Testamento tocar como pano de fundo em nossas mentes. Não devemos tentar traçar paralelos exatos entre a imagens apocalípticas e suas referências do Antigo Testamento, nem tentar pressionar o sistema de linguagem do Apocalipse em um labirinto literal.
As duas testemunhas são uma referência metafórica a Moisés e Elias. No Antigo Testamento era necessário pelo menos duas testemunhas para condenação por crime (Deuteronômio 19:15), e, neste caso, as duas testemunhas acusam Israel de apostasia. As imagens também remontam a uma passagem do Antigo Testamento em que Zacarias vê duas oliveiras à direita e à esquerda de um candelabro que simbolizam "os dois que são ungidos para servir ao Senhor de toda a terra" (Zacarias 4:14). Ler todo capitulo





Além disso, a missão das duas testemunhas pode ser corretamente identificada com a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Jerusalém é a mesma cidade em que o Senhor foi crucificado. A cidade é chamada de Sodoma na medida em que simboliza a maldade humana e a ira divina, e Egito, em que é emblemático da escravidão de que só Jesus Cristo pode libertar. A ressurreição de Jesus depois de três dias e meio e seu ministério de três anos e meio como Messias o identificam claramente como uma das testemunhas.
A descrição destas testemunhas como "vestidas de saco" (Apocalipse 11:03) identifica-os com a tradição de profetas hebreus de Elias a João Batista, que usavam sacos de luto sobre a apostasia de Israel (por exemplo, 2 Reis 1:08; Isaías 20:02, Mateus 03:04). Como tal, as duas testemunhas formam uma imagem composta da Lei e dos Profetas, Antiga e nova Aliança culminando com a vida, morte, ressurreição e ascensão de um Profeta e Sacerdote, que é o penhor de todos os que são suas testemunhas e que reinarão com Ele em um Nova Jerusalém onde habita a justiça.
As duas testemunhas são reveladas não como duas pessoas literais, futura reencarnação de Moisés e Elias (Deus condena essa crença), mas sim como personagens literários na narrativa apocalíptica de João representando toda a linha de profetas hebreus (até João Batista) em testemunho contra o pecado e abandono da fé e obediência a Deus.
Maranata Senhor Jesus!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 25 de setembro de 2018

NA CASA DE MAQUIR


                                                         NA CASA DE MAQUIR

Sm. 9.1-13, Sl. 113.5-7


QUEM FOI MEFIBOSETE?

Mefibosete era neto do rei Saul. Era filho de Jônatas. Era membro da família real. Nasceu em berço de ouro. Cercado de riqueza, pompa e glória. Mefibosete tinha apenas 5 anos, quando começou a sua vida de fuga, medo, dor e humilhação (2 Sm 4:4). Mefibosete é um retrato do homem ferido, em fuga, caído em seu pecado.

UM HOMEM QUE TEVE A VIDA MARCADA PELA DOR

- Perdeu a Graça Divina
- Aos 5 anos a tragédia bate na sua porta 2Sm.4.4
- Sem pai, sem herança, fugitivo, seus dois pés quebrados.
- Sem reino, sem ortopedista, sem anestésico, sem futuro.
- Um homem sem esperança, havia perdido tudo. 

1 DEUS SEMPRE QUER ABENÇOAR ALGUÉM.

2Sm. 9.1 E disse Davi: Há ainda alguém que ficasse da casa de Saul, para que lhe faça bem por amor de Jônatas?

2. ZIBA, EXPÔES OS DEFEITOS DE MEFIBOSETE.

2Sm. 9.2,3 - E havia um servo na casa de Saul cujo nome era Ziba; e o chamaram que viesse a Davi, e disse-lhe o rei: És tu Ziba? E ele disse: Servo teu. 3- E disse o rei: Não há ainda algum da casa de Saul para que use com ele de beneficência de Deus? Então, disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés.

- Claro que sim, rei Davi, mas é um aleijado, é um coxo, é alguém indigno, imprestável. 
- Ele não tem nenhuma importância nem aparência real.
- Aleijado de ambos os pés, mendigo, Moribundo, Analfabeto, Maltrapido.
- Ele não é digno de receber essa benção.
- Ele tem uma grave deficiência. Ele não tem competência Rei.

3. ONDE ESTAR ESTE HOMEM DISSE O REI.

2Sm. 9.4 E disse-lhe o rei: Onde está? E disse Ziba ao rei: Eis que está em casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar.

- Lo-Debar é um lugar de fome. Um lugar de abandono.
- Morava na casa de Maquir, que significa “vendido”.
- Lo-Debar, Terra do Esquecimento, você já se sentiu assim.
- Lo-Debar, terra Arida sem produtividade.
- Completamente esquecido pelas pessoas que deveria amar.
- Mefibosete é muito pobre, não tem uma casa boa, carro novo, 
- Lo-Debar é muito longe ele não consegue vir disse Ziba.
- Mefibosete esta muito doente, enfermo, Ele não conseguira vir.
- Um homem sem esperança, sem perspectiva do futuro.

4. DISSE O REI MANDA CHAMAR ESTE HOMEM.

2Sm.9.5,6 -  Então, mandou o rei Davi e o tomou da casa de Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar. 6- E, vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a Davi, se prostrou com o rosto por terra e se inclinou; e disse Davi: Mefibosete! E ele disse: Eis aqui teu servo.

- Mefibosete estava com medo quando foi encontrado. Pensou que iria morrer. Mas Davi ministra não medo, não morte, mas graça. Davi não queria humilhá-lo, mas exaltá-lo.

- Jesus veio não para esmagar, julgar, condenar, humilhar. Ele veio de braços abertos para salvar, para perdoar, para curar, para libertar.

5. A RESTITUIÇÃO DAS TERRAS

2Sm.9.7 E disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de beneficência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu de contínuo comerás pão à minha mesa.

1. Restituirei as Terras de te pai
2. De Continuo Comeras Pão a Mesa do Rei.

- Mefibosete reconhece que nada merece – “Sou como um cão morto” (9:8).
- Ele recebe as terras, a herança de seu pai (9:9).
- Ele recebe provisão com fartura (9:10).
- Ele recebe a bênção de sentar-se sempre à mesa do rei com o rei (9:7.10,11,13).
- Ele é tratado como um filho (9:11).
- Veja os filhos de Davi assentados ao redor da mesa: Amnon, Tamar, Salomão, Absalão e o comandante Joabe. Ouvem-se as batidas surdas das muletas...
- Ele agora ira vestir-se como o rei
- Ele agora estará sentado na mesa do rei
- Ele agora é considerado filho do rei
- Ele agora morara em Jerusalém

6. COMERAS CONTINUAMENTE NA MESA DO REI

2Sm.9.9,10 -  Então, chamou Davi a Ziba, moço de Saul, e disse-lhe: Tudo o que pertencia a Saul e de toda a sua casa tenho dado ao filho de teu senhor. 10- Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu, e teus filhos, e teus servos, e recolherás os frutos, para que o filho de teu senhor tenha pão que coma; e Mefibosete, filho de teu senhor, de contínuo comerá pão à minha mesa. E tinha Ziba quinze filhos e vinte servos.

7. MEFIBOSETE SERÁ TRATADO COMO FILHO DO REI

2Sm.9.11 E disse Ziba ao rei: Conforme tudo quanto meu senhor, o rei, manda a seu servo, assim fará teu servo; porém Mefibosete comerá à minha mesa como um dos filhos do rei.

8. O REI PREPAROU UMA CASA EM JESUZALEM PARA MEFIBOSETE

2Sm.9.13 Morava, pois, Mefibosete em Jerusalém, porquanto de contínuo comia à mesa do rei; e era coxo de ambos os pés.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

O PODER DA INTERCESSÃO


                                                   O PODER DA INTERCESSÃO
"Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra." (Isaías 62:6)

"Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a Salvação, e a sua própria justiça o susteve." (Isaías 59:16)

"Olhei, e não havia quem me ajudasse, e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que meu próprio braço me trouxe a salvação..." (Isaías 63:5)

"Já não há ninguém que invoque o teu nome, que se desperte, e te detenha..." (Isaías 64:7)

"Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruisse, mas a ninguém achei." (Ezequiel 22:30)

Os textos deixam claro que Deus não age na terra a não ser como resultado da intercessão. Qual a razão?

"Os céus são do Senhor, mas a terra Ele a deu aos filhos dos homens." (Salmos 115:16)

DEUS NÃO VIOLA JAMAIS A SUA PALAVRA

Ele respeita a criatura que fez, e as escolhas que o homem faz. Deus fez o homem semelhante a Ele, com capacidade de escolha, e o respeita como tal.

DEUS interfere na vida do homem a seu próprio pedido. Ele tem falado pela boca dos que estão em aliança com Ele, revelando qual é o seu desejo para a vida dos homens.

O Espírito em nós também revela o que está em Seu coração em relação à igreja e ao mundo.

Mas como Ele deu a terra aos homens, para que a governasse em perfeita harmonia com seus propósitos e Palavra.
ELE ESPERA O AMÉM DOS HOMENS À PALAVRA REVELADA E O PEDIDO DE INTERVENÇÃO
A Palavra profética revela sua vontade, mas é nossa intercessão que gera a manifestação da promessa.

Deus limitou sua ação na vida dos homens quando lhe deu o livre arbítrio e lhe entregou a terra, para que tivesse domínio sobre ela.

Qual o limite?

O LIMITE DA VONTADE DO HOMEM

Teremos tanto dos tesouros de sua graça quanto quisermos. Em Cristo o céu nos está escancarado. Por quê? Porque Jesus se tornou filho do homem e colocou-se na brecha a favor dos homens.

A intercessão de um homem só, pode afetar uma nação!

"E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho lhes recaísse sobre a cabeça, diz o Senhor Deus." (Ezequiel 22:30-31)
Se não fora a intercessão de Moisés, e Israel teria sido totalmente destruído. Se não fora a intercessão de Daniel, o povo não teria regressado da Babilônia.
Nascemos como filhos de Deus pela intercessão e crescemos por meio dela. Tudo quanto alcançamos no reino do Espírito é pela intercessão feita por nós ou por outros.

A revelação de Deus desce do céu como resultado da súplica do homem à Deus. Daniel se entregou à oração e , como resultado pôde ouvir a confissão de que no principio de sua súplicas o anjo foi enviado para trazer-lhe a revelação:

"No princípio de tuas súplicas, a resposta foi dada, e eu vim para declará-la para ti; porque es muito estimado..." (Daniel 9:23)
"... Porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim." (Daniel 10:12)

Para anunciar o que haveria de ser em dias que estavam por vir e dos quais estamos bem pertos.

As profecias se cumprem como resultado da intercessão. Até a vinda do Messias aconteceu no meio das intercessões. Disso se ocupava Ana por muitos anos, até que seus olhos viram a manifestação da promessa dos dias antigos e seus olhos contemplaram a redenção de Israel:

"Havia uma profetiza, Ana... Nunca deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. Chegando ali naquela mesma hora, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém." (Lucas 2:36-38)

O intercessor vê o cumprimento da promessa.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

CRISTÃO X SUICÍDIO

                                                           
                                                          CRISTÃO X SUICÍDIO

Infelizmente, as pessoas têm difundido alguns mitos sobre o suicídio que carecem de base bíblica e que têm trazido tortura a diversas famílias. Muitos afirmam que “o suicida está perdido”. Porém, não podem basear afirmação tão infeliz nas Escrituras. Sansão se encontra na “Galeria dos Herois da Fé” (Hb 11:32), mesmo tendo tirado a própria vida quando matou aos filisteus:
“E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida” (Jz 16:30).
Isso demonstra que nem todos os casos de suicídio levarão a pessoa à perdição eterna. Imagine alguém que amou a Jesus durante toda a vida e teve um desequilíbrio químico-cerebral, que o (a) levou ao suicídio por causa de uma depressão grave, ou até mesmo devido a um efeito colateral da medicação (que, na boa intenção do médico, estava sendo ministrada para ajudar a pessoa deprimida!)
Agora imagine Deus, o amoroso (1Jo 4:8, 16) e “justo juiz” (Gn 18:25), desconsiderando toda uma vida de amizade com esse filho (ou filha) que adoeceu, e decidindo condená-lo (a) à perdição eterna por causa do suicídio. Isso negaria Seu amor eterno (Jr 31:3); Sua graça, que é maior que o homicídio (Rm 5:20) e o ensino bíblico de que o juízo é pelas obraS, no plural (Mt 16:27; Ap 22:12), e não por obrA, no singular. Nos dois textos supracitados, a Bíblia ensina que Deus não julga o ser humano por atos isolados, mas sim que Ele considera a vida como um todo.
Com segurança podemos afirmar que, se Deus perdoou a Davi por seus muitos (1Cr 22:8; 28:3) e  mesmo assim o perdoou, considerando-o um homem “segundo seu coração” (At 13:22); se fez questão de colocar a Sansão entre os “Herois da Fé”, Ele pode perdoar ao suicida que amou a Jesus e que adoeceu por circunstâncias de um mundo de pecado.Nenhum de nós está livre disso…
Porém, a presente resposta não tem o objetivo de considerar aqueles casos em que a pessoa tira a própria vida pela falta de fé em Deus diante de um problema aparentemente sem solução. Esse é um caso completamente diferente, e não me atrevo nem mesmo a conjecturar a respeito (cf. Dt 29:29).
Além disso, como podemos ter a certeza de que alguém realmente tirou a própria vida porque lhe faltou a confiança em Deus no momento de desespero? Não sejamos “juízes” (Mt 7:1, 2). Somos muito falhos, limitados (e falsos) para exercermos tal função. Somente Deus, que sabe todas as coisas (Is 46:10), tem condições de avaliar plenamente o que se passa na mente de um suicida porque “o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (1Sm 16:7).
Sejamos misericordiosos e bondosos em nossas palavras. Levemos esperança às famílias que perderam parentes por causa do suicídio, e jamais deixemos pairar qualquer sombra de dúvidas na mente daqueles que ficaram, fazendo-os pensar que “nunca mais verão” aqueles que tanto amam:
“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” (Ef 4:29, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)
“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4:6).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 23 de setembro de 2018

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA


                                                    A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA
“Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada em vossos olhos, comparada com aquela?” (Ageu 2:3)
Ciro rei da Pérsia, havia permitido que 50.000 judeus voltassem a Jerusalém sob a liderança do governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué. Durante o segundo ano de seu retorno, foram lançadas os alicerces do templo. A oposição dos samaritanos, porém, fez cessar a obra. Esta tarefa ficou paralisada por dezesseis anos. E, os judeus se tornaram espiritualmente fracos. Foi quando Deus enviou os profetas Ageu e Zacarias para encorajá-los.
1 – A casa do Senhor estava deserta:
“Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?” (Ageu 1:4)
  • Os judeus que voltaram do cativeiro estavam tão ocupados, com os próprios interesses, que passaram negligenciar a construção da casa de Deus.
  • As suas casas estavam revestidas de madeira de cedro, enquanto o templo permanecia em ruínas.
  • Ageu mostra-lhes que a obra de Deus tem que ter primazia.
  • O Reino de Deus e as causas do Mestre precisam ter prioridade em nossa vida:“Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas   estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
  • Jesus era zeloso pela casa e obra de Deus: "Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará." (João 2:17); -"Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra." (João 4:34); - "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (João 6:38)
  • O que estabelecemos como prioridade, indica o amor que devotamos ao nosso Senhor.
2 – Semeastes muito e recolhestes pouco:
“Tendes semeado muito, e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado. Assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos. Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me deleitarei, e serei glorificado, diz o Senhor.
Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? diz o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada um de vós, à sua própria casa.
Por isso o céu não vos dá o orvalho, e a terra não dá seus frutos. E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre as colinas, sobre o trigo e o mosto e o azeite, e sobre tudo o que a terra produz; como também sobre os homens e os animais, e sobre todo o seu trabalho.” (Ageu 1:6-11)
  • O povo de Deus perdera a sua bênção, pois estava vivendo apenas em função das próprias vantagens.
  • Revelavam um mínimo interesse pelos alvos e propósitos divinos.
  • Podemos esperar um declínio das bênçãos e da ajuda de Deus em nossa vida, se não estivermos envolvidos pela sua obra, tanto no lar quanto entre as nações.
3 – Ouviu a voz do Senhor:
“Então Zorobabel, filho de Sealtiel, e o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, juntamente com todo o resto do povo, obedeceram a voz do Senhor seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o Senhor seu Deus o tinha enviado; e temeu o povo diante do Senhor.” (Ageu 1:12)
  • Os líderes e o povo reagiram positivamente à mensagem de Ageu.
  • Obedeceram e temeram ao Senhor.
  • Levaram a sério a Palavra de Deus.
  • Recomeçaram de imediato a construção da casa do Senhor.
4 – Eu sou convosco:
Então Ageu, o mensageiro do Senhor, falou ao povo, conforme a mensagem do Senhor, dizendo: Eu sou convosco, e diz o Senhor.” (Ageu 1:13)
  • Deus responde a obediência do seu povo, prometendo-lhe que estaria de seu lado.
  • Fortaleceu-lhes a decisão, ajudou-os a levar adiante a obra“Então ele me respondeu e disse para mim: Esta é a palavra do Senhor para Zorobabel dizendo: Não é por força, não é pelo poder, mas pelo meu espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)
  • Estar “Contigo” é a mais grandiosa promessa que o Senhor pode nos fazer: “E o Senhor lhe apareceu naquela noite, e disse: Eu sou o Deus de teu pai Abraão; não temas, porque estou contigo, e eu te abençoarei e multiplicarei tua descendência por causa de meu servo.” (Gênesis 26:24)
“E eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra; porque não te deixarei até que esteja cumprido aquilo de que te falei.” (Gênesis 28:15)

“E Ele disse: Eu estarei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito meu povo, servireis a Deus neste monte.” ( Êxodo 3:12)

“Ensinando-os a obedecer tudo o que eu vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mateus 28:20)

5 – A glória da segunda casa:
“Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada em vossos olhos, comparada com aquela?” (Ageu 2:3)
Deus encoraja o povo com três promessas:
a. O próprio Deus estará com eles para garantir o cumprimento de todas as promessas (verso 4).
b. O espírito de Deus permanecerá entre o povo (verso 5).
c. A glória do último templo seria maior do que a do primeiro por causa da demonstração do poder de Deus que nele haverá (verso 9).
  • O ministério de Jesus e dos apóstolos aconteceu no segundo templo.
  • Não é a beleza da estrutura que dá frutos no Reino de Deus.
  • O que mais importa é a presença dos dons, ministérios e presença do poder do Espírito Santo em nosso meio.
  • O Espírito Santo tem se manifestado em nosso meio, com poder?
6 – Perguntai, agora, aos sacerdotes:
“Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Ageu, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Pergunta agora aos sacerdotes, acerca da lei, dizendo:
Se alguém levar na aba de suas vestes carne santa, e com a sua aba tocar no pão, ou no guisado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará este santificado? E os sacerdotes responderam: Não.
Então perguntou Ageu: Se alguém, que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: Ficará imunda. Ao que respondeu Ageu, dizendo: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor; assim é toda a obra das suas mãos; e tudo o que ali oferecem imundo é.” (Ageu 2:10-14)
  • A influência corruptiva do pecado é contagiosa
  • Morar na terra santa não torna ninguém santo.
  • O pecado profana tudo o que povo faz, inclusive a adoração.
7 – Aplicai o vosso coração a isso, desde este dia em diante:
“Agora considerai o que acontece desde aquele dia. Antes que se lançasse pedra sobre pedra no templo do Senhor, quando alguém vinha a um montão de trigo de vinte medidas, havia somente dez; quando vinha ao lagar para tirar cinqüenta, havia somente vinte.
Eu vos feri com vento causticante, e com ferrugem, e com granizo, em todo o trabalho de vossas mãos; contudo não houve entre vós quem me desse atenção, diz o Senhor. Sede cautelosos de hoje em diante, fazei uma reflexão até o vigésimo quarto dia do mês nono, em que foi colocado o fundamento do templo do Senhor; considerai bem.
Está ainda semente no celeiro? A videira, a figueira, a romeira, e a oliveira ainda não dão os seus frutos? Desde este dia hei de vos abençoar.”  (Ageu 2:15-19)
  • Deus ordena ao povo que considere por que não fora ainda abençoado.
  • A causa era a desobediência (Ageu 1:9-11).
  • Agora as bençãos vinham a partir da decisão de edificar o templo (a obra).
  • Deus faz com que tudo que empreendam tenha êxito.
  • O favor de Deus, amor, e comunhão, vêm a medida que continuamos a buscá-lo e observar os seus mandamentos.
“Quem tem os meus mandamentos e os obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele. Disse então Judas (não o Iscariotes): Senhor, por que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo? Jesus respondeu: Se alguém me ama,guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada.” (João 14:21-23)
O Templo foi reiniciado no ano de 520 a.C e terminado no ano 516 a.C.
Concluímos que quando amamos a obra do Senhor e investimos os nossos recursos e trabalho, seremos ricamente abençoados.
As promessas de nosso Deus não falham. Deus é fiel!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 22 de setembro de 2018

FELIZ EM MEIO AS PROVAÇÕES


                                               FELIZ EM MEIO AS  PROVAÇÕES
“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1.2).
INTRODUÇÃO
As fontes que promovem as provações são muitas e variadas. As provações podem vir diretamente de Deus, a exemplo do que ocorreu com Abraão em Gênesis 22; de Satanás, no caso de Jó (Jó 1.6-12); do nosso semelhante, como no episódio em que os irmãos de José lhe intentaram o mal (Gn37.14-28; 50.20); e das mais diversas circunstâncias desencadeadas nos planos religiosos, políticos, sociais e econômicos, dentre tantos outros. Não obstante, uma coisa é absolutamente certa, Deus está monitorando cada uma delas visando nossa edificação.
A seguir, apresentaremos três itens relacionados ao ensino de Tiago que dizem respeito ao valor das provações às quais, necessariamente, temos que responder.
I – O imperativo nas provações (Tg 1.5)
Até o presente momento, ainda não me chegou nenhum irmão pulando de contentamento e em brados de alegria, confessando: “Pastor, estou muito feliz porque a minha vida está cheia de provações!” Imagine alguém chegando a você e dizendo: “À medida que os meus problemas aumentam, a minha alegria transborda.” Talvez ficássemos assustados; acharíamos estranho, por uma razão muito simples: não estamos observando nem obedecendo o imperativo do “tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1.2). Pulamos, sim, de contentamento quando recebemos as “bênçãos”. Entenda-se por “bênçãos” tudo aquilo que sacia o nosso desejo de ter e possuir, além do que proporciona bem-estar. As bênçãos de Deus na nossa vida incluem tanto aquelas que produzem prazer, como aquelas que causam dor. Quando Paulo recebeu o “espinho na carne”, este causava-lhe dor e sofrimento, mas era bênção de Deus na vida do apóstolo. Sem a bênção do espinho ele poderia se ensoberbecer e, consequentemente, envergonhar o evangelho. O desafio de encarar com alegria as provações foi vivenciado por alguns personagens da Bíblia. Destes, destacaremos três exemplos.
1. Habacuque
A disposição do coração do profeta era louvar ao Senhor a todo custo (Hc 3.17-19). Ainda que a esterilidade prevalecesse, paralisando toda a fonte produtiva, Habacuque louvaria o Deus da sua salvação. Especialmente o versículo 18 nos revela o segredo do profeta: o motivo da sua alegria estava fixado em Deus. Quando a fonte da nossa alegria consiste nas bênçãos que Deus oferece e não no Deus que oferece as bênçãos, a nossa alegria está fadada à instabilidade; a nossa fé, à fraqueza; e o nosso relacionamento com Deus à confusão. Infelizmente, em nossos dias, muitas pessoas vão aos templos com um único objetivo: receber bênçãos de Deus.
Desejam a cura de uma enfermidade, um emprego, a restauração da empresa que está às portas da falência, um livramento, enfim, a solução de problemas que atingem a todos os mortais. Não constitui pecado buscar as bênçãos de Deus. Jesus mesmo nos incitou a pedir. Porém erramos o alvo quando fazemos da dádiva divina o nosso deus. Erramos, também, quando a busca da bênção é o fator que motiva nossa ida aos cultos. Deus deve ser a razão do nosso culto, a finalidade exclusiva do nosso serviço, o motivo supremo da nossa alegria.
2. Paulo
Paulo, que entusiasticamente fez a seguinte confissão: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para conseguir Cristo” (Fp 3.8), demonstrou em seu ministério que realizava a missão para a qual foi chamado com muita alegria, como um presente que recebera do Senhor, e não como um fardo a ser suportado, apesar das provações que lhe sobrevinham. Ainda em Filipenses, encontramos a razão por que Paulo transmite tanto entusiasmo e contentamento: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Tiago nos deixa o mandamento da alegria diante das provações e Paulo nos ensina o caminho para vivermos este princípio. O caminho é o aprendizado. Paulo aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Este deve ser o nosso alvo, o nosso desafio em meio às provações.
3. Jesus
“Homem de dores e que sabe o que é padecer”, assim era Jesus de Nazaré. Sofreu rejeição. Padeceu por fazer a vontade de Deus. Foi perseguido e desprezado. Mas não perdeu a doçura em meio às lutas. As provações não deixaram Jesus amargurado. Continuava sereno. Mesmo tendo uma “agenda apertada”, atraía as crianças e lhes dispensava atenção. Apesar das dificuldades, contemplava e ensinou os Seus discípulos a contemplar os lírios do campo e as aves do céu. Instruiu-os a cultivar a arte da contemplação. Ensinou-lhes a vencer as inquietações do cotidiano tirando lições da natureza. Jesus tinha motivos para a amargura, para o ódio. Foi traído pelo preço de um escravo, trocado por um homicida e crucificado como um malfeitor. Senhor das Suas emoções e fiel guerreiro contra o ódio e a amargura, Jesus optou pelo amor. Mesmo crucificado, sofrendo as mais terríveis dores, não Lhe faltou ternura para transmitir graça e perdão àqueles que só lhe causaram males. Seguimos os passos do nosso Mestre quando temos alegria, serenidade e ternura nas provações.
II – O PROPÓSITO DAS PROVAÇÕES (Tg 1.3-4)
É muito comum, quando estão em meio às aflições, as pessoas dizerem que não sabem o porquê de tudo isso que lhes está acontecendo. É verdade que nem sempre sabemos o motivo das experiências desagradáveis pelas quais passamos. A dor e o sofrimento quase sempre nos tiram a capacidade de perceber a razão dos fatos. Não sabermos o porquê da provação não a invalida. Ela continua sendo genuína e tem propósito. Às vezes, eu não sei a razão, mas Deus sabe. Isso basta. Jó não tinha a menor ideia por que estava passando por tamanho sofrimento; por que ele estava sendo tão provado. Não obstante, Deus sabia. E Jó, no devido tempo, saberia também. A palavra de Deus, a nossa experiência com Ele e o futuro se encarregarão de nos confirmar que as provações na vida do cristão têm propósitos definidos. Nada acontece por acaso. Não estamos à mercê da História. Somos servos do Todo-Poderoso, Aquele que age em todas as coisas parao bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito (cf. Rm 8.28). As provações visam produzir dois resultados, como veremos a seguir.
1. Fé aprovada
Abraão é considerado o pai dos que têm fé. Para que ele recebesse esse honroso título, sua fé foi provada até as últimas consequências. Quando chamado, obedeceu (Hb 11.8); quando posto à prova, ofereceu Isaque (Hb 11.17). Sua fé esteve sobre o altar da provação.
Fé aprovada é aquela que produz perseverança. A fé genuína, resultado direto dos testes de que Deus faz uso para promovê-la, induz o crente a continuar caminhando mesmo quando as circunstâncias não lhe são favoráveis. Ela induz o crente a continuar crendo em Deus e em Sua Palavra mesmo quando a dor não passa, quando a doença prevalece sobre a saúde, quando o emprego não vem; embora haja perdas e danos, sua fé permanece inabalável.
2. Caráter aprovado
A nossa experiência vai comprovar que a maioria das grandes mudanças que ocorreram em nosso caráter se deram em meio às provações. O sofrimento, muitas vezes, age como um verdadeiro instrumento da graça para reduzir a nada o orgulho do soberbo e a autossuficiência do arrogante. Quanta gente que se achava o dono da situação, supremo e intocável, só se aproximou da cruz devido ao rigor das provações a que foi submetido? As provações têm como objetivo, também, polir o caráter, ainda que seja a ferro e fogo. Evidentemente o poder transformador não está na dureza das tribulações, mas no Espírito Santo que age. Este, sabiamente, faz uso das circunstâncias e dos acontecimentos para nos instruir e nos moldar.
Devido ao estado caído em que o homem se encontra e a dureza de coração provocada pelo pecado após a queda, nem sempre nos é fácil ouvir a voz de Deus em situações normais. Às vezes, o leito de enfermidade, o luto pela perda de alguém que nos era importantíssimo, a dor e o sofrimento de uma crise existencial, entre outras, constituem oportunidades onde a voz de Deus é ouvida com mais clareza e os nossos valores e conceitos são mais bem avaliados. Não devemos subestimar o valor que as provações exercem na vida do crente no que diz respeito à construção de um caráter aprovado por Deus.
III – O ESSENCIAL NAS PROVAÇÕES (Tg 1.5-8)
Todos os frutos que as provações visam produzir podem se tornar nulos se nos faltar o essencial – a sabedoria  para passar por elas. A sabedoria é o ingrediente que, quando não nos faz compreender o porquê da dor, por exemplo, nos ensina a aceitá-la com paciência. A sabedoria nos faz perceber que, apesar da provação, Deus é nosso aliado.
A falta de sabedoria, que seria a falta de compreensão das realidades eternas e do governo de Deus em todas as coisas, nos impele a não aceitar a provação e a duvidar da bondade de Deus. A instrução é clara: aquele que tem sabedoria deve aplicá-la; e quem não tem deve pedir com fé, resistindo a toda dúvida.
E quanto a você, cuja fé está sendo severamente provada, pergunto-lhe: como está sendo sua reação? Como você está se comportando enquanto sua fé está sendo testada? Em meio às suas lágrimas é possível perceber alegria, ou apenas murmuração? Atos 16.19-26 relata um  interessante episódio. Paulo e Silas já estavam presos, depois de terem sido açoitados, com os pés no tronco. Por volta da meianoite, começaram a orar e cantar louvores a Deus. Orar em uma ocasião como essa não é tão difícil; cantar louvores, sim, soa estranho ao nosso entendimento. Numa situação semelhante normalmente choramos. Paulo e Silas cantaram. Aí eu vejo sabedoria. Deus, para eles, era tão real quanto o sofrimento. Eles tinham o sofrimento como razão para murmurar e abandonar a fé. Em contrapartida, tinham Deus para render louvores. Deus é maior que o sofrimento. É assim que a sabedoria faz seus cálculos. Se Deus é maior que o sofrimento, então rendamos a Ele o que Lhe é devido, e quanto ao sofrimento, paciência.
Veja três momentos na vida de Jesus, onde Ele age com profunda sabedoria ao ser provado.
1. Diante do príncipe das trevas
Depois de jejuar 40 dias, Jesus teve fome. Foi tentado pelo Diabo, e em todas as três investidas registradas em Mateus 4.1-11, Jesus rebateu com “está escrito”. O Mestre poderia ter usado os mais impressionantes discursos para combater o príncipe das trevas, no entanto, recorreu às Sagradas Escrituras. Desta forma, demonstrou que contra o Diabo, nossa arma mais eficaz é a espada do Espírito, a Bíblia. Contra o mal, age sabiamente quem age baseado na palavra de Deus.
2. Diante das autoridades judaicas
Os principais sacerdotes e os anciãos do povo, movidos pela inveja, não tardaram a perguntar com que autoridade Jesus estava a realizar o Seu trabalho, além de ensinar. Jesus Cristo os calou com a pergunta: donde era o batismo de João, do céu ou dos homens (Mt 21.23-27)? Quanta sabedoria! Evidentemente eles tinham uma resposta. Em momento algum deram crédito ao ministério de João. Mas, devido ao ambiente composto por uma multidão que acreditava ser João Batista um profeta, foram obrigados a se calar.
3. Diante das autoridades romanas
Em virtude da fama de Jesus, Herodes desejava vê-Lo. Queria ver milagres. Nada viu e desprezou o Rei dos reis. Em relação a Antipas, Jesus manteve silêncio absoluto (Lc 23.8-12) . Não quis lançar pérola aos porcos. A sabedoria se manifestou sem palavras. Pilatos ficou grandemente admirado pelo fato de Jesus não responder às acusações dirigidas contra Ele pelos principais sacerdotes e pelos anciãos. O silêncio de Jesus impressionou o governador da Judeia (Mt 27.12-14). Não devemos esquecer que o silêncio de Jesus também aconteceu para cumprir as escrituras do AT quando dizem que não proferiu palavra quando levado ao matadouro.
CONCLUSÃO
Uma vez que as provações estão no plano que Deus arquitetou para o nosso benefício e crescimento espiritual, só nos resta encontrar o caminho da alegria, da sabedoria e da confiança de que Ele está usando todas as circunstâncias para imprimir na nossa vida, no nosso caráter, as indeléveis marcas de Cristo. Aceitemo-las com alegria!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante