Subscribe:

quarta-feira, 25 de abril de 2018

MINISTÉRIO MISSIONÁRIO...


                                                    MINISTÉRIO MISSIONÁRIO...
At 11.19-30; 12.25-13.3
1. Introdução – Concepções positivas e negativas acerca do ministério missionário.
A concepção de missionário na igreja brasileira tem mudado nos últimos anos, mas ainda não mudou o suficiente.
Positivamente falando, o ministério missionário é visto na igreja como um trabalho que envolve muita renúncia, e, conseqüentemente, o missionário é visto como alguém caracterizado por uma disposição incrível de renunciar. Na concepção de outros, o ministério missionário é exercido por pessoas que têm um amor a Deus um pouquinho acima da média. No entanto, como missionário, eu entendo que o nosso amor a Deus é tão falho e tão frágil quanto o amor da maioria dos crentes. No campo missionário, estamos simplesmente realizando a obra para a qual Deus nos “talhou”. De maneira que, o que fazemos não é o resultado de uma amor acima da média nem de uma capacidade extraordinária de renunciar.

Negativamente falando, devido à atitude de alguns “missionários”, esse termo e ministério evoca na mente de alguns o conceito de pedinte ou mendigo que passa pelas igrejas levantando fundos para suprir as suas necessidades e de sua família. Na mente de outros, o termo missionário evoca a idéia de alguém que vive pela “fé”, mas uma fé mendicante. Para outros, esse termo ou ministério está estritamente relacionado com sofrimento, de sorte que, missionário e “sofredor” não passam de termos sinônimos. Para alguns o termo missionário traz à sua mente a imagem de uma pessoa que vivencia experiências esdrúxulas. Podemos acrescentar ainda a tudo isso, a concepção que alguns têm de missionário como aquele que é menos preparado que o pastor da igreja. O lema desses é: Como ele não serve pra ser pastor, então, vamos enviá-lo como missionário.
No entanto, como deve ser encarado o ministério missionário? Qual deve ser a disposição da igreja em relação ao ministério missionário? O que o ministério missionário exige do missionário no campo transcultural?
2. Ministério missionário encarado como uma extensão do ministério da igreja.
No relato de Lucas em At 11.19-30 e 12.25-13.3 percebemos o forte vínculo que existia entre a igreja de Antioquia e os seus missionários. Em primeiro lugar, Barnabé e Saulo, antes de serem enviados ao campo missionário, prestaram um grandioso serviço na igreja de Antioquia. Eles investiram tempo na evangelização, instrução, discipulado e crescimento espiritual dos cristãos daquela igreja ( At 11.22-26).
Esse vínculo entre igreja e missionários pode ser visto também em 11.30. Eles foram enviados como representantes da igreja de Antioquia à igreja mãe de Jerusalém, com a missão de entregar uma oferta para suprir a necessidade dos cristãos da Judéia. Isso nos dá uma boa dica de que eles gozavam da confiança da igreja.
Em At 13.3, em obediência à direção do Espírito, a igreja de Antioquia não receia impôr as mãos sobre Barnabé e Saulo e enviá-los ao campo missionário. Com essa atitude ela estava se dispondo a ser conivente com os seus missionários e com a sua missão.

Dando uma olhada geral no livro de Atos, percebemos que esse vínculo entre a igreja e seus missionários não se rompeu com o envio e a partida dos mesmos ao campo. Pelo contrário, esse vínculo perdurou. Antioquia era o ponto de partida e o ponto de chegada de Barnabé e Saulo. Após terem concluído a primeira viagem missionária, eles retornaram para a sua igreja enviadora. Ali, deram um relatório do que Deus fizera por intermédio deles, e permaneceram um bom tempo na igreja (At 14.26-28). Após o concílio de Jerusalém, antes de darem início à segunda viagem missionária, Lucas registra que Paulo e Barnabé permaneceram algum tempo em Antioquia e ali ensinavam e pregavam a palavra do Senhor (At 15.35)
Quando lemos acerca dessa relação entre a Igreja de Antioquia e seus missionários a percepção que temos é que não havia uma dissociação entre o ministério missionário e o ministério da igreja; o ministério missionário era visto como uma extensão do ministério da igreja.
O ponto a ser ressaltado é exatamente este: o ministério missionário deve ser encarado como uma extensão do ministério da igreja, e não simplesmente como um trabalho ou uma obra que uma determinada igreja apóia e investe. Por não terem essa concepção do ministério missionário, alguns o vêem como uma “ameaça” às finanças de suas igrejas, e outros o encaram como um investimento que não traz nenhum retorno para as suas igrejas locais. Os que assim pensam, ainda que não tenham percebido, já absorveram completamente e já foram completamente absorvidos pelos valores de uma sociedade capitalista de tal maneira que querem fazer do Reino de Deus uma bolsa de valores.
É preciso que se tenha em mente que “investimento que traz retorno” na concepção de Deus, não é aquele que vai produzir um maior número de membros para as nossas igrejas locais, mas é aquele que vai arrebanhar um número maior de cidadãos para fazer parte do Reino de Deus. E, uma das maneiras de sanar essa concepção deturpada acerca do ministério missionário, é encará-lo como uma extensão do ministério da igreja e não como algo à parte dele.
3.O ministério missionário exige da igreja disposição para enviar ao campo o que ela tem de “melhor” em termos de recursos humanos.
De acordo com Lucas, a igreja de Antioquia estava muito bem servida em termos de material humano de qualidade (At 13.1). Ele diz que havia ali alguns profetas e mestres. Ele não especifica quem eram profetas nem quem eram os mestres. Ele apenas apresenta uma lista geral encabeçada por Barnabé e finalizada por Saulo. No versículo 2 está escrito que enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo orientou a igreja na escolha de obreiros específicos para uma obra missionária específica. Em 13.3 a orientação do Espírito é: Separem-me Barnabé e Saulo… A Bíblia Shedd traz o seguinte comentário acerca desse versículo:“É de notar que os homens chamados por Deus para a obra missionária eram os mais capazes da igreja”.
Por amor à obra missionária em outros locais, a igreja de Antioquia teve que se dispôr a abrir mão dos serviços de dois de seus mestres mais destacados. Ela teve que se dispôr a abrir mão do que ela tinha de “melhor” em termos de recursos humanos.
Separem-me a Barnabé e a Saulo… O Espírito estava requerendo da igreja a disposição de abrir mão daquele (Barnabé) que já era reconhecido como um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé (At 11.24), que era dotado da capacidade de exercer misericórdia, de encorajar e fortalecer os desanimados, e de acreditar no seu poder transformador (At 9.26-30); estava requendo também o envio daquele (Saulo) que era intrépido e ousado, cheio de amor por Cristo, e que não tinha a vida como preciosa para si mesmo (At 20.24; 21.13), daquele que era um profundo conhecedor das Escrituras e que era capaz de comunicar o evangelho de maneira relevante tanto para judeus como para gentios (At 13.13-32; 14.6-18; 17.15-31). Resumindo, o Espírito estava dizendo: separem-me o que vocês têm de “melhor” em termos de recursos humanos para que os envie para a obra missionária.
Contrariando a concepção de muitos acerca de missionário, o Espírito Santo escolheu e a igreja de Antioquia enviou aqueles que eram capazes. Aqueles que já haviam exercido um ministério abençoado e frutífero na igreja local, que gozavam da confiaça e do respeito por parte da igreja, que tinham uma boa reputação, que eram dotados de boas qualificações espirituais, morais, e, porque não acrescentar, intelectuais. Aqueles que dispunham de ferramentas mais apropriadas para exercer o ministério missionário transcultural.
Conclusão
Portanto, é necessário que haja na igreja e no seu líder uma concepção sadia acerca do ministério missionário; que o encarem como uma extensão do ministério da igreja; e que haja uma disposição de abrir mão e de enviar ao campo missionário aqueles que Deus escolhe e que eles (igreja e líderes) entendem que são os “melhores” recursos humanos de que dispõem. E se percebem que os seus candidatos ao campo missionário ainda não estão aptos, que incentivem e ofereçam as condições para que eles se aperfeiçoem e adquiram um melhor preparo.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 24 de abril de 2018

A IRÁ DE DEUS...


                                                                  A IRÁ DE DEUS...

Efésios 4.26-32


26- Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. 27- Não deis lugar ao diabo. 28- Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade. 29- Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para prover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. 30- E não entristeçais ao Espírito Santo de Deus, no qual estais selado para o dia da redenção.

Texto base:
31 – Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia seja tirada de entre vós. 32- Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

1. VISÃO GERAL DO ASSUNTO

A ira é um estado emocional caracterizado pelo acúmulo de irritação tal que leva o indivíduo a um descontrole emocional sem precedentes. Isso pode levá-lo a ações comprometedoras.

O rei Salomão comparou o homem que se apressa em irar-se ao tolo (Ec 7.9). Sabe-se que tolo é aquele incapaz de agir corretamente, com bom senso, em conseqüência de sua simplicidade em demasia. Tal comparação não é boa porque fere o amor próprio. Mas não é só ao tolo que o homem iracundo é comparado. É também chamado de insensato, isto é, aquele que é falto de razão, demente, louco (Pv 27.3).

É fato que todas as pessoas têm seus momentos de ira, de rancor, de raiva. Mas essa situação não deve perdurar por muito tempo. São situações momentâneas, passageiras (Ef 4.26), para não se tornar pecado.

A ira é fruto da carne. O apóstolo Paulo fez inúmeras recomendações às várias igrejas, através de suas cartas. Demonstrando seu extraordinário zelo pela vida espiritual dos crentes, advertiu-os a não praticarem as obras da carne porque são contrárias e desagradáveis ao Espírito Santo. O crente precisa ater-se a esses maravilhosos ensinos e ficar vigilante; evitando, assim, a prática de tais obras. Essas atitudes são incompatíveis com a vida de santidade e domínio próprio. O Espírito Santo é quem capacita o crente a fugir ou a controlar-se. Mas é necessário que haja boa vontade da parte de cada um, a fim de que o Espírito Santo encontre condições para atuar.

No texto básico da lição, estão algumas sugestões dadas, pelo pró­prio apóstolo, para o crente banir o nervosismo que provoca a ira:

Não dormir irado; antes do anoitecer reconciliar-se e perdoar os ofensores;
Não cultivar a ira para que ela não cresça e chegue a atitudes extremas.
Não usar palavras ofensivas ou agressivas que suscitem a ira de alguém;
Usar palavras que edifiquem, até mesmo em situações de discórdias;
Evitar entristecer o Espírito Santo, perdendo o controle da situação;
Evitar qualquer espécie de atitudes que despertem a ira.

A ira é proibida por Deus. O rei Salomão foi usado por Deus, em toda a sabedoria, para advertir acerca da ira. Ele diz que o homem que se ira facilmente fará coisas loucas e tam­bém aquele de maus pensamentos não será apreciado (Pv 14.17). O conselho bíblico é, pois, para que o homem esteja sempre retar­dando irar-se (SI 37.8; Pv 15.18; 16.32; Tg 1.19).

2. CONSEQÜÊNCIAS DA IRA HUMANA

Como todos os demais pecados, a ira traz conseqüências. Porque ela desenvolve outras tantas situações prejudiciais ao próximo.

A ira tem ligações negativas. Ela pode desencadear situações desastrosas que finalizam com a prática do mal, porque está ligada:

-Ao orgulho, sentimento que leva o homem a humilhar seus semelhantes (Pv 21.24);
-À crueldade, que torna o homem insensível, endure-cendo-lhe o coração para a prática do mal (Pv 27.3,4);
-A malícia e à blasfêmia (Ef 4.22), que são manifestações próprias do "velho homem", isto é, o homem sem Cristo.
-A desavença e à contenda (Pv21.19; 29.22; 30.33) que levam o homem a situações desagradáveis por pequeno que seja o motivo.
-A ira leva à prática do mal se não for controlada.

O apóstolo aconselha não dei­xar a ira se consumar, porque, des­sa forma, consumar-se-á o pecado (Gn 49.5-7; Nm 22.27; Mt 2.16).

A ira traz o juízo de Deus. Se o cristão age de modo a dar lugar à ira, essa desenvolve no seu coração o desejo de vingança, o que é muito desagradável a Deus, que fará juízo.

A ira frutos indesejáveis. Como já foi dito anteriormente, o excesso ou a constância da ira produz frutos indesejáveis, isto é, frutos carnais que prejudicam a vida espiritual. Muitas coisas desagradáveis poderão acontecer àquele que, por orgulho ou soberba, não se humi­lhar para mudar de atitude. Em lugar de alegria, paz e felicidade, brotarão a tristeza, as brigas, discussões, mágoa, amargura, guerra, desunião e o desejo ardente de vingança.

3. ARGUMENTOS ACERCA DA IRA DE DEUS

Alguém poderá questionar que, sendo a ira um estado condenado por Deus, como então o próprio Deus pode se irar? Entendamos porem, que a ira de Deus é completamente diferente da ira do homem em sua natureza.

A ira de Deus é entendida pela Sua indignação ao pecado (Rm 1.18; 2.8). A ira de Deus é suavizada por Sua misericórdia e Seu amor para levar o homem ao arrependimento (Rm 2.4; 5.9). No entanto, se este se torna um reincidente e rebelde ou rejeita o evangelho, certamente sofrerá a conseqüência do seu pecado (Hb. 3.18,19; Rm 2.5; 1 Ts. 2.16). Logo, não se trata de ira, mas sim de justiça a condenação daqueles que negarem a oportunidade de salvação concedida por Deus.

Como a ira de Deus se manifesta? A ira de Deus é reconhecida como indignação irritação contra toda desobediência e iniquidade humana, atitudes que são extremamente aborrecidas e condenadas por Deus.

A ira de Deus é levada a efeito tendo em vista duas finalidades: a) Manter a ordem legal da criação; b) Retribuir àqueles que impiamente transgridem os Seus preceitos.

Deus não pratica juízo sem nenhum propósito ou porque quer ver o sofrimento do homem. Deus é justo, e Sua justiça nunca deve ser questionada (Rm 9.18,20-22). Os atos de Deus são justos e sábios, manifestos quando a ira de Deus é provocada pelas atitudes humanas contrárias à Sua vontade.

A ira de Deus tem algumas características: a) Manifesta-se também por meio de julgamento e aflições (SI 78.43-51); b) Ninguém pode resisti-la (SI 76.7); c) Está reservada para os fins dos tempos, para o julgamento final (Mt5.41; Ap 6. 17).

Deus é longânimo e tardio em irar-se (SI 103.8; Nm 14.18). Mas Ele tem um tempo determinado para exercer as Suas misericórdias. No entanto, aqueles que abusam da bondade divina, sofrerão o castigo eterno.

CONCLUSÃO

Jesus é o escape para o homem. Para quem quiser livrar-se do juízo divino ainda existe tempo. O próprio Deus enviou Seu Filho para livrar o homem do castigo eterno, da ira vindoura (Rm 3.23-25). Ela é desviada de todo aquele que se arrepende e confessa seus pecados (Lc 15.18-20; Ef 4.32; Hb 10.16-18).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 23 de abril de 2018

ESPIRITUALMENTE POBRE...


                                                    ESPIRITUALMENTE POBRE...
 Gálatas 5,16-17
16 Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.
17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.
18 Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da Lei.
19 Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
20 idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções
21 e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
22 Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
24 Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. 25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.
26 Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.
Introdução
Pobreza é a falta do necessário à vida. Assim, as pessoas que vivem na pobreza são aquelas a quem falta o mínimo exigido para que tenham uma vida razoável.
Espiritualmente falando podemos dizer que existem pessoas que vivem em pobreza espiritual, ou seja, levam uma vida caracterizada pela falta do necessário para uma vida razoável de comunhão com Deus.
Veja que essas pessoas siquer levam uma vida razoável de comunhão com Deus. E a Bíblia nos ensina que Cristo nos oferece vida em abundância (grande quantidade). Dessa maneira, imagine a distância existente entre uma vida de pobreza espiritual e uma vida em abundância.
            Vamos analisar nesse estudo a vida de pobreza espiritual e como chegar a uma vida em abundância: 
Características da pobreza espiritual:
 Falta de salvação;
Falta de adoração;
Falta de oração;
Falta de conhecimento da Palavra;
Falta de serviço.
 Conseqüências:
 Fé instável;
Esperança falha;
Desanimo;
Falta de compromisso com Deus;
Vontade própria prevalecendo sobre as verdades Bíblicas;
 Resultado:
 O Resultado da pobreza espiritual é a pobreza de espírito. Característica das pessoas que levam uma vida carnal, ou seja, dão mais valor às coisas da terra do que às coisas de Deus.
 Veja suas características no versículos 19-21:
 imoralidade sexual,
impureza
libertinagem;
idolatria
feitiçaria;
ódio,
discórdia,
ciúmes,
ira,
egoísmo,
dissensões,
facções
inveja;
embriaguez,
orgias
e coisas semelhantes.
Solução:
16 Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.
 Abrir sua vida para que Deus verdadeiramente faça parte dela, pois ele por meio de Cristo “esta à porta e bate”;
Buscar o fruto de Espírito que é:
amor,
alegria,
paz,
paciência,
amabilidade,
bondade,
fidelidade,
mansidão
e domínio próprio.
Contra essas coisas não há lei.
 Conclusão
A Bíblia nos mostra que uma vida de pobreza espiritual é tem como resultado as obras da carne. Por outro lado, mostra também que uma vida em abundância tem como resultado o fruto do Espírito.
Por isso:
 Primeiro: não devemos ser pobres espirituais;
Segundo: não devemos nos contentar em ter uma vida de comunhão com Deus apenas razoável;
Terceiro: não devemos nos contentar com menos do que uma vida em abundância, pois Cristo a conquistou para nós na cruz do calvário.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 22 de abril de 2018

DEUS EM SILÊNCIO...


                                                            DEUS EM SILÊNCIO...
Mt 27.45 – E houve trevas sobre a Terra, do meio dia as três horas da tarde. V.46 – Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: "Eloí, Eloí, lamá sabactani?", que significa "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?"

Quando Deus se cala é porque está trabalhando em nosso favor; Quando Deus se cala Ele tem o objetivo de provar o nosso caráter; Quando Deus se cala é porque não estamos ouvindo a sua voz! E não podemos ser desprovido de humildade, porque, Deus estar agindo em nosso favor ELE TEM O OBJETIVO DE PROVAR O NOSSO CARÁTER – Quando Deus se cala Ele quer provar o nível do nosso caráter e da nossa fidelidade! (2 Cr.17.9). DEUS tem procurado pessoas que querem viver o nível de fidelidade com Ele! – Um legislador de Israel “Sansão” não teve firmeza de fidelidade com Deus! Talvez em algumas circunstâncias da vida você é igual ao povo de Israel lá no deserto! – Diga ao (a) irmão (ã): PARE DE MURMURAR! O SENHOR estar à procura de pessoas fiéis! QUANDO Deus se cala é porque Ele estar provando o nosso caráter, porque na nossa missão é que vai ser revelada a nossa intenção! Os dons chamam atenção dos homens e o caráter chama atenção de Deus!

- Por que Deus fica quieto quando mais chamamos por Ele? Já ouviu alguém fazer esta pergunta? Claro que sim. Você consegue se lembrar de quando fez esta pergunta?

Sentir-se abandonado traz um calafrio na alma, provoca insegurança. O que dizer da mãe aflita, orando, jejuando, clamando pelo filho desviado… e nenhuma resposta vinda do céu?

O que dizer do profeta que matou 850 profetas, que disse: segundo minha palavra, não chove mais… Agora, dentro de uma caverna, esperando um “carinho de Deus”, um “mimo de Deus”, esperando o Deus dos Milagres no barulho do trovão… e, de repente… nada, silêncio. Vem o vento que derruba o furacão… E, de repente… nada, silêncio. Aí vem uma brisa simples quase não balança os cabelos ondulados, caídos sobre os olhos… não move nem poeira mas, lá na brisa vem a resposta O que dizer de Jesus na cruz Seus nervos se contraindo, Seus olhos cobertos pelo sangue que descia pelas pontas dos espinhos na fronte, o tétano correndo-Lhe as veias, a falta de ar devida ao peso do corpo pendurado no madeiro?

Aonde está o Pai? Porventura subiu nas asas de um querubim e voou nas asas do vento, como fez em favor de Davi? Não. Veio pela brisa da caverna? Não.

O que aconteceu mesmo? Ah, Ele virou as costas, não foi? Sim, quem sabe virou as costas e tapou os ouvidos. Porque não amava Jesus? Não amava Seu Filho? Não tinha poder de libertá-Lo?

Sabemos que Ele amava Jesus, e que também tinha poder para livrá-Lo. Porque não o fez?

Na Bíblia encontramos vários exemplos de silêncio. A história de José do Egito, a história de Moisés, a história de Abraão e Sara, e o próprio Jesus veja:

1. Deus se calou diante do sofrimento de Jesus.

O julgamento de Jesus – Jesus é conduzido pelos líderes religiosos de Israel para ser julgado pelo governador Pilatos, o representante máximo do poder romano de ocupação em Jerusalém. Uma farsa? Conforme Mateus, Jesus já está julgado pelos sumos sacerdotes, pois estes já haviam decidido por sua morte. E Pilatos? Será ele como Mateus o apresenta a nós? Outros documentos nos informam que foi um governador sanguinário e sem escrúpulos. A cena toda é como se fosse um jogo de cartas marcadas. E os personagens envolvidos, terão consciência exata do que estão fazendo e decidindo?

Pilatos parece não se convencer das acusações que fazem a Jesus. Sua mulher inclusive o adverte para que não se envolva com “este justo”. Entretanto a pressão dos líderes de Israel e do próprio povo instigado por estes líderes não o deixa em paz. Pilatos aparece como um homem que procura preservar o seu poder e prestígio. Não tem qualquer preocupação com o direito e a justiça. Que lhe importa este Jesus que acusam de ser rei dos judeus?

A Bíblia chega a mencionar esta oração de Jesus por duas vezes sem, contudo obter nenhuma resposta. Quantas vezes você sentiu em sua vida que Deus esteve calado. Sim, meu amado/amada, há momentos em que Deus se cala. Jesus nunca tinha ficado sem resposta em nenhuma de suas orações ao Pai. Mas diante desta petição de seu filho Deus permaneceu imóvel. Nenhuma palavra ecoou do Céu em favor do filho amado.

Seus nervos se contraindo, Seus olhos cobertos pelo sangue que descia pelas pontas dos espinhos na fronte, o tétano correndo-Lhe as veias, a falta de ar devida ao peso do corpo pendurado no madeiro?

Um momento de devaneio, e Ele chama… por Quem mesmo? Por João? Não.

Pelos anjos? Não. Pela mãe? Não. Ele chama pelo Pai. AquEle que junto com Ele transformavam-se em UM. Aonde está o Pai? Porventura subiu nas asas de um querubim e voou nas asas do vento, como fez em favor de Davi? Não. Veio pela brisa da caverna? Não.

O que aconteceu mesmo? Ah, Ele virou as costas, não foi? Sim, quem sabe virou as costas e tapou os ouvidos. Porque não amava Jesus? Não amava Seu Filho? Não tinha poder de libertá-Lo?

Sabemos que Ele amava Jesus, e que também tinha poder para livrá-Lo. Porque não o fez?

Deus não ousou olhar para Jesus naquela hora, pois, se olhasse, Ele destruiria a Terra, destruiria os homens, arrancaria Seu filho da cruz.

E o resultado? Não seríamos salvos, estaríamos eternamente condenados. Deus calou-Se para que o sangue de Cristo falasse mais alto. E agora este sangue ecoa por toda a eternidade…

Deus não ousou olhar para Jesus naquela hora, pois, se olhasse, Ele destruiria a Terra, destruiria os homens, arrancaria Seu filho da cruz. E o resultado? Não seríamos salvos, estaríamos eternamente condenados. Deus calou-Se para que o sangue de Cristo falasse mais alto. E agora este sangue ecoa por toda a eternidade… Deus Se cala, e não responde, para não tirar a nossa bênção. Faz parte do projeto do Senhor, faz parte do sonho. Ele fica em silêncio para que nós falemos, oremos, clamemos. Enquanto isso, Ele está olhando, cuidando, guardando, mesmo um jota e um til. E, no momento certo, Ele vai gritar, vai bradar, o Seu alarido vai soar. No momento dEle. Está na agenda divina: dia tal EU vou falar com Meu filho(a), antes disso, se EU lhe falar, ele vai perder a bênção.

2. Deus se calou após prometer um filho a Abraão mediante a esterilidade de Sara.

Sara, esposa de Abraão, fez isso. Em Genesis 17:19 diz: “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele”. Sendo esta palavra confirmada em Romanos 9:9 “Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho”.

A Palavra de Deus foi dada a Abraão e Sara como uma maravilhosa promessa. Sara era estéril, e Deus havia prometido uma descendência tão numerosa quanto às estrelas do céu, e as areias do mar. E assim passaram-se dias, meses e anos e era a mesma frustração. Por fim, Sara decidi resolver a situação a sua maneira, e do ponto de vista limitado dela, um filho só seria possível através de outra mulher (uma prática comum naquela época). Ao lermos os acontecimentos que se seguiram acredito que Sara deve ter se arrependido por sua falta de fé e atitudes precipitadas (mais tarde o irmão de Isaque, Ismael – filho da escrava Agar, se tornaria o pai do povo árabe, hoje constituída quase que totalmente de muçulmanos (Gen.16).

Quando Deus fala com você através da Bíblia, de uma promessa, na oração, circunstancias, igreja ou de qualquer outra forma, é porque Deus tem um propósito em mente para a sua vida, mesmo que pareça estar calado, Deus cumpre o que fala e o momento em que Ele cumpre é o tempo certo dele. Demorou 25 anos para que Isaque, o filho da promessa, nascesse (Gen.12:4 / 21:5); Sara teve dificuldades em crer na promessa de Deus que era direta e especificamente para ela e seu esposo. Atitudes esta que muitas vezes é parecida com as que praticamos, tentamos fazer com que as promessas de Deus se cumpra através de esforços próprios que não estão alinhados na Palavra de Deus.

3. Deus silenciou diante do espinho na carne do apóstolo Paulo.

O apóstolo Paulo insistiu (três vezes!) para que Deus lhe tirasse o espinho da carne e Deus respondeu “NÃO, A minha graça te basta, pois o Meu poder se aperfeiçoa em sua fraqueza”

Aqui é um ponto decisivo: vamos viver com a graça de Deus ou vamos depender de nossos pedidos atendidos? Por outro lado, se apenas a graça de Deus é suficiente, para quê vamos continuar orando? Porque a oração deve ser contínua!

4. “E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão” Gn 39.20.

Dentre os personagens bíblicos que aprenderam a arte de esperar, sem dúvida está José. Na sua trajetória da cisterna em Israel ao trono no Egito o encontramos exercitando sua esperança em Deus. Ele deve ter padecido duramente nos anos que esperava o agir de Deus. Talvez a experiência mais difícil para José tenha sido entender a omissão do copeiro quando este foi reintegrado ao posto e não se lembrou dele (Gn 40.23). Muito tempo havia passado, estava na hora de Deus agir a seu favor e tudo parecia estar caminhando bem: o sonho dos amigos da prisão, a interpretação e seu rigoroso cumprimento assinalavam que seu tempo de angústia chegava ao fim. Era só o copeiro se lembrar do seu pedido e ele estaria livre.

Por que não aconteceu? Porque Deus ainda trabalhava nele e nos circunstantes para cumprir seus propósitos. Não havia ainda terminado o tempo de espera para José

Mesmo que Deus não responda, Ele está nos ouvindo! Ele está nos conduzindo para mais perto dEle. Se orarmos, se confiamos se cremos nas promessas de Deus, mas o silêncio dEle permanece, não há mais nada que possamos fazer a não ser obedecer. O primeiro passo da oração é já ter a consciência de que Ele sabe o que faz.

Dentre todas as manifestações humanas, o silêncio continua sendo a que, de maneira muito pura, melhor exprime a estrutura densa e compacta, sem ruído nem palavras, de nosso inconsciente próprio” Ou seja o silencio de alguém pode levar a outras pessoas a uma reflexão.

Mateus 27.12 nos diz que enquanto Jesus era acusado de coisas que não havia feito JESUS NADA RESPONDEU. O silencio de Deus era a forma Dele fazer seu povo refletir sobre sua ingratidão apesar de tudo o que Deus havia feito até então.

1) Segundo a psicologia também, o silencio é a melhor forma de repreender a uma criança mimada.Quando uma criança começa a fazer birras e exigir certos mimos, a melhor maneira de se tratar é ignorá-la.

Deus estava tratando através de seu silencio das birras e mimos de seu povo.

2) O silencio é um sinal de respeito já que geralmente nos calamos em velórios, audiências públicas, cultos religiosos, concertos musicais, vestibulares, ou durante a execução do Hino Nacional, o silêncio é sinal de respeito e sintonia espiritual. Deus respeitava a decisão de seu povo em decidir manter-se longe Dele, porem como Ele não poderia ficar sem fazer nada a respeito.

3) O silencio também pode ser a forma de alguém se preparar para alguma ação extraordinária. Quando nos calamos temos mais tempo para ouvir e analisar o que podemos absorver o que for útil para nós.

4) O silencio revela uma profunda sabedoria : Eclesiastes 9:17. Provérbios 11:12.

5) Mas a maior função do silencio de Deus com o povo judeu, foi sem duvidas gerar nesse povo uma fome intensa por Ele.

Desde Abraão até Malaquias, Deus sempre se manifestou de maneiras visíveis, quer seja com sinais, ou até mesmo falando aos seus profetas. Deus sempre esteve por perto. E ainda assim o povo sempre contrariava ou duvidava da vontade de Deus. O silencio de Deus termina quando envia seu único filho com o propósito de nos aproximar novamente a Ele. Deus se cala por 400 anos gerando em seu povo uma vontade ardente de se aproximar dele. O fato de Deus estar calado não significa que Ele não esta se movendo. É no silencio de Deus que ele prepara seus maiores e melhores feitos.

NÃO CONSEGUIMOS OUVIR A VOZ DE DEUS – Quando Deus se cala é porque não estamos ouvindo a sua voz! – Você tem ouvido a Deus? (Hb.4:7). Diga: Dureza de coração! Pessoas são difíceis de relacionar-se porque não ouvem a Deus! Aprendi que existem pessoas que não querem mudança para sua vida! Você tem certeza se é filho de Deus se você está sujeito às mudanças que Deus quer fazer na sua vida! Quando cheguei aqui perguntei: Você estar preparado para o que Deus quer fazer na sua vida? Uma coisa que nos impede de ouvir a voz de Deus é a desobediência! Nesses dias vocês terão grandes vitórias aqui, mas, o inferno vai se levantar! – internet entra vírus e pode danificar o computador! Não podemos permitir que venhamos ser desprovido de humildade! A igreja vai crescer, porque, é do SENHOR JESUS! Nenhum demônio vai entrar aqui se você não permitir! Quando Deus não responde é porque Ele está preparando “grande vitória para nossa vida!” Deus não te desampara, Deus não te deixa só …, ELE É MAIOR DO QUE TODOS OS TEUS PROBLEMAS! Aleluia! É sempre bom lembrar que o que Deus promete, Ele cumpre, mesmo que para você o tempo esperado seja grande demais, aprenda a enxergar que o tempo certo é de Deus e enquanto espera, o seu caráter está sendo moldado, sua fé sendo aperfeiçoada, só assim você poderá experimentar vitórias notáveis, uma firme fé em Deus não garante uma vida feliz e despreocupada, mas a certeza é que Deus manterá as suas promessas a seu favor, e se você crer verá a Gloria de Deus. Você percebe como as ações de Sara revelaram o que ela realmente cria a respeito de Deus? Ela não teve fé suficiente para acreditar que Deus era capaz de fazer o impossível, esse ato de incredulidade custou muito caro, Ismael trouxe muito sofrimento a Sara e Abraão. O que fazemos em resposta as promessas de Deus revela o que cremos a respeito Dele

Vejamos os três principais motivos porque Deus fica em silêncio.

-Quando o homem está na prova, Deus fica em silêncio para provar sua paciência. (Sobre Jó)
-Quando o homem está em desobediência. (Sobre Jonas)
-Quando o homem está em pecado. (Sobre Acã) Js 7.19-21

Deus está interessado a falar com você, você pode não estar interessado a ouvi-lo, mas se abrires os ouvidos e o coração para receber os seus ensinamentos serão bem-aventurados. Há quanto tempo você não fala com Deus? Nesse sentido não é simplesmente falar, é mais que isso, ter intimidade é imprescindível, pois assim como Deus falava os seus servos no passado, Ele quer falar conosco de forma particular.

Quando não ouvimos a sua voz (Sl 84.11,12) Nem sempre Deus nos atende no momento que entendemos ser o tempo ideal; às vezes Ele está nos observando e provando a nossa fé a exemplo dos discípulos no barco com a presença do próprio Jesus ;mas se Ele se encontra presente não temas! Porque a palavra de ordem será impetrada e tudo voltará ao seu estado normal. Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, Amém!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 21 de abril de 2018

GUERRA ESPIRITUAL...


                                                        GUERRA ESPIRITUAL...
Muitos não entendem o que vem a ser uma Batalha Espiritual trata -se de uma força sobrenatural do inimigo de nossa alma contra a nossa vida tanto no sentido espiritual como no físico também vemos em Apocalipse 12:9 vemos
O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.

E estão furiosos, pois querem fazer com que o ser humano perca o que lhe foi prometido e por isso O Diabo, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Como podemos ver em: 1 Pedro 5:8, Muitas vezes ele tem usado pessoas para fazer suas vontades na vida do Cristão .
Quantas vezes pessoas se levantam contra você sem nenhum motivo ou começam a fazer intrigas com seu nome as vezes ate pessoas que nós estamos a ajudar de alguma forma , ou pessoas no trabalho ou alguém que te fecha no transito quase causando um acidente.
E por muitas vezes isso nos deixa extremamente irritado, quase a ponto de perder a razão mas devemos estar cientes que embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.

Aqui estão algumas formas do seu agir:
a) Engano e mentiras;
b) Ódio e desânimo;
c) Orgulho e vaidade;
d) Violência e intrigas;
e) Articulação;
f) Manipulação;
g) Acusação;
h) Escravidão (sexo, drogas, poder e fama, etc.);
i) Heresias;
j) Opressão (ameaças e perseguição);
k) Possessão e outros…
O diabo não vem senão para matar, roubar e destruir. Ele odeia o homem porque este foi criado à imagem e semelhança de Deus. O Diabo não escolhe idade nem respeita ninguém. Portanto, o crente deve estar preparado para lutar contra os principados.

E Para vencer o diabo com todas suas artimanhas e estratégias malignas planejadas contra o povo de Deus, é preciso estar em vigilância constante e saber usar as armas que Deus nos deu conforme vemos em: Efésios 6:11-13
(As armaduras de Deus, a couraça da fé, estão a dispor, a fim de que, fortalecido no Senhor e na autoridade do seu poder, o crente se torne um autêntico vencedor”Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.)

A bíblia relata em Apocalipse 12:7-9 que houve uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas não foram suficientemente fortes, e perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.
Vemos que Satanás engana o mundo todo. Ele e os seus anjos que foram lançados à terra aqui vemos claramente que o inimigo engana quem ele quer para cumprir com seus propósitos .

Por isso dês de a antiguidade vêem tanta violência, cobiças, invejas, guerras que nunca terminam, brigas em nome da fé homens que matam e morrem por acharem estar fazendo a vontade do seu deus porem estão enganados pelo antigo dragão.
Facções criminosas, movimentos guys,corrupções brigas políticas desavenças familiares intolerâncias raciais ou religiosas são apenas algumas das setas que ele tem lançado para inflamar uns contra os outros,porem vemos em 1 João 5:4-5
O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.
Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.
Como esta escrito em:Tiago 4:7

Na verdade muitos de nós não fazem idéia do poder que temos recebido de Deus vamos ver isso em: Mateus 18:18-20 e Lucas 10:19
“Digo a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. “Também digo que, se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso será feito a vocês por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Mateus 18:18-20
Eu dei a vocês autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano. Lucas 10:19

Temos recebido a promessa de Deus a garantida a vitória a partir do momento em que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo e já não vivemos mais como servos do pecado,como vemos em: Romanos 6:20 e assim temos as promessas abaixo:
“O Senhor concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho e por sete fugirão.
Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado;

Conscientes desta graça redentora podem os prosseguir firmes em oração lembrando que nossa luta não é contra a carne ou o sangue como vemos em: Efésios 6,a fim de que possamos resistir firmemente no dia mau e, havendo batalhado até o final, permanecermos inabaláveis, sem retroceder.
E para tal se faz necessário uma vida cheia do Espírito o que deveria ser o normal em nossas vidas.
Mas isso nem sempre acontece, muitas vezes não temos tempo para buscar a Deus em oração

O mundo seria bem diferente se todos os crentes fossem cheios do Espírito Santo e buscasse a cada dia anular as obras da carne. Isso não é uma questão de escolha, é uma necessidade!
Parece ser difícil, mas não é basta Praticar os frutos do Espírito – Gl. 5: 22.Manter uma vida de oração – 1 Ts. 5: 17. Meditar sempre na Palavra de Deus – Sl. 1: 2; 119,Porque assim como o corpo não se pode sustentar sem alimento, assim também é nossa alma sem a oração por isso vamos estar alertas vigiando e orando.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS...


                                            O PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS...
Romanos 3.23

INTRODUÇÃO

Como foi a origem do mal? Teólogos e filósofos são unânimes em afirmar que esta é uma questão muito difícil de responder. A Bíblia não relata a época em que o mal aconteceu, mas infere-se que foi antes da criação do homem e mesmo antes da criação do universo material. Em João 8.44, Jesus refere-se a Satanás (o diabo) como existindo desde “o princípio”, palavra grega (archês) que significa uma existência anterior à criação (Jo 1.1). Em Judas 6, o escritor refere-se a anjos que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram a sua própria habitação, o céu. Portanto, o pecado não foi uma criação, mas teve a sua origem no coração de seres angelicais.

Se não sabemos como o mal se originou, não podemos contudo, negar a sua existência. O mal existe dentro de nós e ao nosso redor. Todos somos pecadores e praticamos o mal.

Este estudo tem como objetivo apresentar o ensino bíblico sobre o pecado na vida do homem.

O QUE É O PECADO?

Os teólogos de Westminster respondem; “Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus ou qualquer transgressão dessa lei”. Na minha opinião, este é o mais completo conceito de pecado pois se baseia no vocabulário bíblico.

Todo pecado é uma iniquidade que significa “transgressão da lei de Deus!” Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei( 1 Jo 3.4). Também toda iniquidade é pecado que quer dizer “injustiça”. “Toda injustiça é pecado” (1 Jo 5.17). Portanto, João nos ensina que tanto a transgressão quanto a não conformidade com a Lei de Deus são pecados. O pecado é uma oposição a Deus.

Em Romanos 3.23 lemos: “…pois todos pecaram e carecem da glória de Deus…”. Aparece a palavra “pecar” (hamartano) que significa “errar o alvo” ou “fracassar”. Indica tanto a disposição para pecado como o próprio ato de pecar.

Em Romanos 4.15, Paulo diz: “…porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão”. O termo “transgressão” (parabasia) traz a ideia de “passar do limite”, “desviar-se”, “transgredir ou violar”.

Em Efésios 1.7: “…no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça…”, aparece a palavra “pecado” (parap-toma), com sentido de “ofensa” ou “passo em falso que induz à queda”.

Conclui-se, pois, destas passagens, que o pecado é uma exaltação da vontade humana em oposição à vontade de Deus. É uma forma deliberada e ativa de viver em oposição ao Senhor e a sua Lei.

O PECADO ORIGINAL

Chama-se “pecado original” ou “primeiro pecado” aquela atitude de nossos primeiro pais quando tiveram de escolher entre as alternativas de obedecer a Deus e permanecer no estado de santidade em que foram criados ou desobedecer a Deus, cedendo à tentação e perdendo a sua natureza santa.

Berkhof define de forma tríplice “o pecado original”: primeiro, porque é derivado da raiz original da raça humana; segundo, porque está presente na vida de todo e qualquer indivíduo, desde a hora do seu nascimento e, portanto, não pode ser considerado como resultado de imitação; e, terceiro, porque é a raiz interna de todos os pecados concretizados que corrompem a vida do homem.

A santidade original do homem não era imutável. O homem, porém tinha o livre arbítrio de continuar ou não no seu estado de santidade. Mas porque Deus permitiu que ele caísse? Nenhuma resposta nos convence plenamente. O certo é que Deus colocara à prova o homem que Ele criou (Gn 2.8-17). O objetivo da prova era a transformação da santidade mutável do homem em santidade imutável e permanente da natureza em caráter santo. Se o homem tivesse resistido, suas virtudes teriam sido fortalecidas. Alguém já disse o seguinte: No Éden o homem não podia pecar; depois da queda, o homem não pode deixar de pecar; e após a ressurreição, o homem não poderá pecar jamais.

2.1. Os Passos da Tentação. Observando a narrativa bíblica que descreve a tentação e o pecado original, Gênesis capítulo 3, detectamos os seguintes passos da tentação. Satanás, utilizando toda a sua inteligência e sagacidade, toma a iniciativa:

Falsificando a Palavra. Negou a bondade de Deus dizendo: “…É assim que Deus disse: não comereis de toda a árvore do jardim?’ (3.1).

Adulterando a Ordem. Exagerou a severidade da ordem divina: “Não comereis de toda…” (3.1).

Contradizendo a Deus. Negou a veracidade da palavra de Deus: “…É certo que não morrereis” (3.4).

Inversão de Valores. Inverteu o valor do fruto proibido: Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal (3.5).

Inversão de Consequências. Inverteu as consequências da desobediência: “certamente não morrereis”, “se vos abrirão os olhos” e “como Deus sereis”.

2.2. As consequências do Pecado. As consequências do pecado, de forma extensiva, alcançaram a serpente (maldição), a Satanás (destruição), a mulher (sujeição e dores), ao homem (tristeza e trabalho árduo) e a terra (maldição) – Gn 3.14-19.

Para o homem, a natureza dessas consequências são: a depravação total, que consiste na corrupção de sua natureza moral, que o inclina totalmente para o mal; a culpabilidade, que o torna merecedor do castigo divino; a penalidade, que consiste no castigo que será aplicado por Deus. Essa pena consiste em morte, perdição, castigo eterno e condenação (Rm 7.18,23; Ef 2.1; Rm 5.12).

Na minha visão, a mais nefasta consequência do pecado foi a sua transmissão à toda a raça humana. O que a Bíblia ensina como a “universalidade do pecado” – S1143.2; Rm 3.10,12-23; 1 Jo 1.8.

CONCLUSÃO

O pecado é um dos fenômenos mais comuns da vida humana e faz parte da experiência comum da humanidade. Todos os homens são pecadores. Não há um justo sequer. O pecado é uma disposição interior para o mal, é uma oposição voluntária do homem para com Deus. 
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante