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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CHUVAS NO TEMPO DE DEUS...


CHUVAS NO TEMPO DE DEUS...

Atos 2.47; 5.14; 6.7


Introdução

       O crescimento da igreja é algo anelado por todos nós. Ver a sua igreja crescer é um profundo desejo dos seus membros.
       Mas, surge a pergunta: O que fazer para que a igreja cresça? Onde eu me enquadro para ser participante ativo desse crescimento? Qual a minha função no corpo de Cristo?
       Quais são as marcas de uma igreja que cresce?

I. UMA IGREJA QUE CRESCE É UMA IGREJA QUE ORA.

       A oração é a chave para o crescimento da igreja.
  • Esta igreja ora quando vem a perseguição (At 4.23,24).

"Uma vez soltos (Pedro e João), procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo que neles há."  Atos 4.23-24

  • Esta igreja ora para que Deus conceda ousadia para pregar o evangelho (At 4.29).

"Agora, Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra."  Atos 4.29

  • Esta igreja ora no poder do Espírito Santo (At 4.31).

"Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus."  Atos 4.31

II. UMA IGREJA QUE CRESCE É AQUELA QUE TEM UMA LIDERANÇA MADURA E EFICIENTE

  • Tem uma liderança escolhida por Deus. (At 6.6; 13.2-4)
  • Tem uma liderança que sabe o que fazer e para onde vai (At 5.1-11).
  • Tem uma liderança cheia do Espírito ((At 6.3).

"Escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria..."  Atos 6.3
 

III. UMA IGREJA QUE CRESCE É UMA IGREJA VISIONÁRIA

  • Visão missionária (At 8.4,14,25).
       Tem preocupação em alcançar os não-alcançados (Rm 15.20).
  • Visão social (At 4.34-37).
       A igreja primitiva era uma igreja profundamente sensibilizada com as necessidades de seus membros.
  • Visão orgânica (1 Co 12.12-27).
       Eles viviam como um corpo. Sabiam suas funções nesse corpo e as desempenhavam em sujeição e submissão uns aos outros.

IV. UMA IGREJA QUE CRESCE É AQUELA ONDE OS DONS ESPIRITUAIS SÃO EXERCIDOS LIVREMENTE

       Existem oito listas de dons espirituais no Novo Testamento, com um total de cerca de 27 dons. A Bíblia não diz que estes são todos. Com certeza existem muito mais dons do Espírito. Eis alguns: Palavra da Sabedoria, Palavra do conhecimento, Discernimento de Espírito, Fé, Curas, Milagres, Exorcismo, Línguas, Profecia, Interpretação, Ensino, Exortação, Serviço, Hospitalidade, Contribuição, Misericórdia, Pastor, Administração, Liderança, Socorro, e muitos outros.
       Vemos todos estes dons sendo manifestados na igreja primitiva (At 4.30; 3.2-9; 2.4; 4.36,37; 6.4).

CONCLUSÃO

       Esta igreja é uma igreja que ora? É uma igreja que tem uma liderança madura e cheia do Espírito? É uma igreja que tem visão? É uma igreja onde os dons espirituais são livremente exercidos para sua edificação?
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr.Edson Cavalcante

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O BOM SOLDADO DE CRISTO...


                                                   O BOM SOLDADO DE CRISTO...
Guerra espiritual é hoje uma linguagem universal, todos os crentes já ouviram pelo menos uma vez este termo, não é modismo de evangelização e missões, absolutamente é uma luta que travamos constantemente contra satanás.

* Nós somos soldados alistados para esta grande batalha espiritual, um soldado é um combatente, um campeão, portanto um vencedor (2 Tm 2.3) “Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus.” Um soldado é parte integrante de um corpo que pode ser chamado de guarnição, destacamento, batalhão ou regimento.

Em (Jl 2.2b e 5b) “um povo grande e poderoso, qual nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração: ...como um povo poderoso, posto em ordem de batalha.” Aqui encontramos duas características marcantes do exército de Deus. Pois maior é aquele que está em nós (1 Jo 4.4) “Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” Nunca digas estou só, pois o Senhor Jesus afirma categoricamente: (Mt 28.20) “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Nunca mais digas: não posso, pois está escrito (Fl 4.13) “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

Vejamos objetivamente, as diversas posições a serem ocupadas no exército de Deus:

1 – INFANTARIA.

São aqueles que estão na linha de frente, basicamente no corpo a corpo com o inimigo: destituindo potestades, expulsando demônios, invadindo pessoalmente o território do inimigo, pisando neste território e tomando posse em nome do grande general – Jeová Shabaot ( Senhor dos exércitos). Exemplo: Davi colocou Urias na infantaria. Como também os missionários.

2 – ARTILHARIA.

É composto pelo grupo que utiliza armas de longo alcance, como: Intercessão, combate espiritual em grande escala, Fé sobrenatural e palavras de autoridade. Exemplo: Elizeu (2 Rs 6.18) “Quando os sírios desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere de cegueira esta gente, peço-te. E o Senhor os feriu de cegueira, conforme o pedido de Eliseu.” Jesus (Mt 8.8b) “...mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.” O objetivo principal da artilharia é enfraquecer as forças inimigas, atingindo alvos selecionados como: Principados, Potestades, Dominadores deste mundo tenebroso. (2 Co 10.4,5; Ef 6.12) “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas;” Bombardeando as fortalezas inimigas, o trabalho é facilitado para os infantes que estão na linha de frente, os quais, despojarão o inimigo, tomando-lhe as vidas preciosas e transportando-as para o reino da luz. (Is 49.25) “...Certamente os cativos serão tirados ao valente, e a presa do tirano será libertada; porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu salvarei.”

3 – REGIMENTO MOTORIZADO.

São agrupamentos que utilizam os grandes equipamentos de guerra para atingir as grandes massas. Exemplo: O rádio, a televisão, os grandes seminários, seu objetivo principal é lançar de uma só vez toneladas de sementes da palavra de Deus. (Is 40.9) “Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe a um monte alto. Tu, anunciador de boas-novas a Jerusalém, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus.”

4 – ENGENHARIA.

É o grupo dotado de uma capacidade especial de engendrar, arquitetar, planejar meios através dos quais é aumentado, facilitando e ampliando o poder de fogo do exército de Deus. São as técnicas e táticas especiais do Espírito Santo (O grande Ensinador), que nos leva a resultados surpreendentes. Deus sempre levantou e treinou os seus engenheiros de guerra, exemplo: Moisés (Ex 17.11) “E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.” , Josué (Js 10.12b) “...e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeão, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom.” Josafá (2 Cr 20.22ª) “Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir,...” e Paulo e Silas (At 16.25,26). Utilizando-se de artifícios, humanamente loucos, estes homens venceram batalhas e situações humanamente impossíveis.

5 – COMUNICAÇÕES.

O elemento deste agrupamento tem como missão promover o apoio de comunicações necessária àqueles que o recorrem ou dele dependem. Existem tanto as comunicações ativas, que dão diretrizes de ataque; quanto a passiva, que visam preservar do perigo eminente. Em ambos os casos, Deus utiliza com freqüência os seus profetas, conforme (Am 3.7) “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” E não com menos freqüência a sua palavra (Hb 1.1) “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,” exemplo: a estratégia através de Jaaziel (2 Cr 20.14-17); aviso através de Elizeu (2 Rs 6.6).

6 – SUPRIMENTO.

Visa promover o suprimento regular e extraordinário, tanto da necessidade básica de sobrevivência e bem estar do soldado, quanto, dos equipamentos e munições por ele utilizados. Exemplo: Davi, antes de se tornar rei, assistia seus irmãos, na batalha, com mantimentos (1 Sm 17.15,17,18). Mas Deus queria Davi era no meio da batalha como um soldado.

7 – DEPARTAMENTO MÉDICO.

Este grupo de forma especial cuida do tratamento e recuperação dos feridos e doentes. Cuida também da saúde preventiva da tropa. Num combate há sempre aqueles que por um ou outro motivo são feridos e necessitam de cuidados especiais. Exemplo: Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.34-37).

CONCLUSÃO:

Esta luta contra as trevas envolve todos os crentes, seja qual for seu dom ou vocação. Fazer evangelismo é fazer guerra contra as trevas, é tirar da cegueira espiritual os cativos de satanás. (2 Co 4.4).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

VÍRUS DA PROSTITUIÇÃO...


                                                       VÍRUS DA PROSTITUIÇÃO...
Tiago usou a expressão “adultério” ao referir-se ao cristão que dá as costas a Deus e envolve-se com o mundo. A Bíblia usa repetidas vezes expressões que indicam uma prostituição espiritual ao referir-se à corrupção do amor ao Senhor. Esaú é um exemplo negativo disto nas Escrituras. Ele tinha direito à herança de Abraão e Isaque por nascimento, mas desprezou-a e ficou conhecido como alguém que se prostituiu:
“E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou” (Hebreus 12.16,17 – ARC).
As Escrituras o chamam de “fornicador” e “profano”. De acordo com a Concordância de Strong, a palavra traduzida por “fornicador” é “pornos”, e significa: 1) homem que prostitui seu corpo à luxúria de outro por pagamento; 2) prostituto; 3) homem que se entrega à relação sexual ilícita, fornicador.
A Palavra de Deus emprega este mesmo exemplo de prostituição com relação a Israel, que deixou de amar e seguir ao Senhor:
“A mim me veio a palavra do Senhor, dizendo: Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti, da tua afeição quando eras jovem, e do teu amor quando noiva, e de como me seguias no deserto, numa terra em que se não semeia” (Jeremias 2.1,2).
Deus compara o Seu povo a uma noiva e enfatiza que Ele Se lembrava do amor deles, antes que se corrompessem. E Ele continua empregando exemplos de prostituição na mensagem dada ao profeta:
“A tua malícia te castigará, e as tuas infidelidades te repreenderão; sabe, pois, e vê que mau e quão amargo é deixares o Senhor, teu Deus, e não teres temor de mim, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos. Ainda que há muito quebrava eu o teu jugo e rompia as tuas ataduras, dizias tu: Não quero servir-te. Pois, em todo outeiro alto e debaixo de toda árvore frondosa, te deitavas e te prostituías” (Jeremias 2.19,20).
Novamente vemos os termos “infidelidade” e “prostituição” sendo usados. Quando permitimos que o nosso amor se corrompa e nos afastamos do Senhor, estamos praticando um “adultério espiritual”.
A Bíblia está repleta de pessoas que se corromperam em seu relacionamento com Deus: Esaú, Sansão, Saul, Uzias, Judas, e muitos outros. No entanto, quando olhamos somente para esses exemplos, associamos a corrupção do nosso amor ao Senhor somente aos casos mais graves, como o caso dos que se desviam totalmente. Pelo fato de não termos nos desviado, deduzimos que o nosso amor ao Senhor não está correndo o risco de corrupção, e, assim sendo, sentimo-nos confortáveis! Contudo, de acordo com o ensino do Senhor Jesus, há diferentes níveis de adultério:
“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5.27,28).
Há um adultério “físico” e um adultério “do coração”. É lógico que o adultério “físico”, com o envolvimento sexual, tem consequências bem mais graves. Contudo, o adultério “do coração” não deixa de ser pecado e pode ser um passo para o outro nível de adultério. Alguém que esteja praticando o adultério “do coração” não pode gloriar-se de que está bem, ainda que a sua situação não seja visível, como a de quem cometeu um adultério “físico”. Semelhantemente, não adianta nos justificarmos, alegando que não estamos desviados! Se o nosso amor ao Senhor está se enfraquecendo, isto se deve ao fato de que, em algum nível, estamos nos corrompendo! Estamos adulterando!
A falta de amor ao Senhor é um pecado, é uma desobediência que será seguida de maldição! Portanto, precisamos nos arrepender e buscar ao Senhor, permitindo que Ele nos restaure. Na mensagem do profeta Jeremias, Deus revelou o Seu profundo amor pelo Seu povo, dispondo-Se a perdoá-los e a recebê-los novamente, ainda que eles tivessem se prostituído:
“Se um homem repudiar sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura, aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o Senhor” (Jeremias 3.1).
Assim como o Senhor chamou o Seu povo de volta, perdoando-lhe a prostituição espiritual, Ele também está nos chamando de volta, independentemente do nível de corrupção que tenhamos permitido em nossas vidas! Ele quer nos restaurar! No entanto, mais do que sermos restaurados da corrupção do nosso amor ao Senhor, precisamos aprender a caminharmos de um modo tal a evitarmos que isto aconteça novamente!
Se aprendermos a amar a Cristo com um amor incorruptível, caminharemos de acordo com uma expressão maior da graça de Deus:
“A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor incorruptível” (Efésios 6.24).
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

PORQUE SATANÁS QUERIA O CORPO DE MOISÉS?


                                PORQUE SATANÁS QUERIA O CORPO DE MOISÉS?

"Por que estavam Miguel e Satanás disputando pelo corpo de Moisés (Judas 9)?"
Judas versículo 9 refere-se a um evento que não é encontrado em nenhum outro lugar nas Escrituras. Miguel teve de lutar ou disputar com Satanás pelo corpo de Moisés, mas o que isso implicava não é descrito. Uma outra luta angelical é relatada por Daniel, o qual descreve um anjo vindo a ele em uma visão. Este anjo, chamado Gabriel em Daniel 8:16 e 9:21, diz a Daniel que ele foi "resistido" por um demônio chamado "príncipe da Pérsia" até o arcanjo Miguel vir em seu auxílio (Daniel 10:13). Assim, podemos aprender com Daniel que os anjos e demônios lutam batalhas espirituais pelas nações e almas dos homens, e que os demônios resistem aos anjos e tentam impedi-los de fazer a vontade de Deus. Judas nos diz que Miguel foi enviado por Deus para lidar de alguma forma com o corpo de Moisés, o qual o próprio Deus havia enterrado depois da sua morte (Deuteronômio 34:5-6).

Várias teorias têm sido formuladas quanto ao que esta luta sobre o corpo de Moisés era. Uma delas é que Satanás, o acusador do povo de Deus (Apocalipse 12:10), pode ter tentado evitar que Moisés tivesse a vida eterna devido ao pecado de Moisés em Meribá (Deuteronômio 32:51) e ao seu assassinato do egípcio (Êxodo 2:12).

Alguns supõem que a referência em Judas seja a mesma que a passagem em Zacarias 3:1-2: "Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás." Entretanto, as objeções a essa hipótese são óbvias: (1) A única semelhança entre as duas passagens é a expressão: 'O Senhor te repreenda, ó Satanás!' (2) o nome "Miguel" não é mencionado na passagem em Zacarias. (3) Não há qualquer menção ou alusão feita do "corpo de Moisés" em Zacarias.

Também tem sido suposto que Judas esteja citando um livro apócrifo que continha esta narrativa e que isso serve para confirmar que a narrativa é verdadeira. Orígenes (c. 185-254), um estudioso e teólogo cristão primitivo, menciona o livro "A Assunção de Moisés" como existente em seu tempo, contendo essa mesma narrativa sobre a disputa entre Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés. Esse livro, agora perdido, era um livro judeu grego e Orígenes supôs que esta era a fonte da narrativa em Judas.

A questão essencial é, então, se a história é "verdadeira". Qualquer que seja a origem da narrativa, Judas de fato aparenta referir-se à disputa entre Miguel e o diabo como verdadeira. Ele fala dela da mesma forma em que teria feito se tivesse falado da morte de Moisés ou de quando ele feriu a rocha. E quem pode provar que não é verdade? Qual a evidência de que não é? Há muitas alusões aos anjos na Bíblia. Sabemos que o arcanjo Miguel é real, há menção frequente do diabo e há inúmeras afirmações de que os anjos bons e maus fazem parte de transações importantes na terra. Como a natureza dessa disputa particular sobre o corpo de Moisés é totalmente desconhecida, a conjetura é inútil. Não sabemos se houve uma discussão sobre a posse do corpo, o enterro do corpo ou qualquer outra coisa.

No entanto, há duas coisas que sabemos com certeza: primeiro, a Escritura é inerrante. A inerrância das Escrituras é um dos pilares da fé cristã. Como cristãos, temos o objetivo de nos aproximar das Escrituras com reverência e oração, e quando encontramos algo que não entendemos, oramos mais, estudamos mais e, se a resposta ainda nos escapa, humildemente reconhecemos nossas próprias limitações em face da perfeita palavra de Deus.

Segundo, Judas 9 é a suprema ilustração de como os cristãos devem lidar com Satanás e seus demônios. O exemplo de Miguel se recusando a pronunciar uma maldição sobre Satanás deve ser uma lição para os cristãos em como se relacionar com as forças demoníacas. Os crentes não devem enfrentá-los, mas sim buscar o poder de intervenção do Senhor contra eles. Se um ser tão poderoso quanto Miguel deixou que o próprio Deus lidasse com Satanás, quem somos nós para tentar censurar, expulsar ou comandar os demônios?

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 18 de fevereiro de 2018

COMO DEVO CRIAR MEUS FILHOS


                                               COMO DEVO CRIAR MEUS FILHOS...
Como se formam os filhos? Qual é a responsabilidade específica dos pais? Uma vez que os objetivos estejam definidos, como agir para estar seguros de alcançar estas metas importantes?

Há três áreas específicas da responsabilidade dos pais: amar, instruir e disciplinar.

1. Amar.

"Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre seu galardão." (Salmo 127:3)

Parece que o natural é amar nossos filhos, no entanto, em alguns lares são cometidos as mais terríveis agressões, brutalidades e crimes contra os filhos. Amá-los significa uma completa aceitação de suas pessoas, como dádivas recebidas das mãos de Deus. Isto inclui a disposição de nos sacrificar para o seu bem. Implica um compromisso constante com Deus a fim de criá-los para a glória do Senhor. Precisamos de mais virtudes e recursos do que temos para poder cumprir fielmente esta tarefa digna. Portanto, temos que depender de Deus constantemente. Esta dependência dele nos levará a exercer fé e fará possível sua participação com graça na vida de nossos filhos, o que contribuirá para sua formação.

Devemos aceitar os filhos tal como são, com seu próprio sexo, defeitos, cor de cabelo, pele, personalidade, etc. Os filhos percebem desde cedo na vida se são aceitos ou recusados por seus pais.

É muito importante que a mãe tenha seu filho nos braços constantemente, e que além disso, tenha o costume de cantar e falar com ele, mesmo antes que possa entender completamente suas palavras. O pai também deve ser afetuoso e dedicar tempo a seus filhos pequenos. O contato físico é uma expressão muito importante de amor e carinho.

Os filhos devem se sentir confortáveis e felizes no lar. É dever dos pais prover um ambiente que conduza a sua adequada formação (isto não significa luxo, mas atenção, esmero e constância).

2. Instruir.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo velho não se desviará dele." (Pv. 22:6)

Instruir significa ensinar, doutrinar, capacitar, comunicar. Da mesma forma que o amor provê o ponto de partida para a formação da vida dos filhos, a instrução articula e mostra como deve ser essa formação. Os filhos não aprendem apenas por absorção ou imitação. É necessário instruí-los.

A instrução deve servir especialmente para formar um caráter moral no filho: honestidade, justiça, perdão, generosidade, respeito pelos outros, critérios, pudor, modéstia, operosidade, diligência, etc. Devemos aproveitar todas as circunstâncias para reafirmar e reforçar estes valores morais, éticos e espirituais.

Também é tarefa dos pais, incentivar os filhos a desenvolver sensibilidade espiritual, docilidade e boa disposição diante de Deus. As crianças devem chegar aos 6 anos pensando em Deus de uma maneira natural, como parte integrante de sua vida cotidiana. Para conseguir isso, os pais devem falar das coisas de Deus com naturalidade, levar seus filhos a ter fé e confiança no Senhor orar com eles regularmente, contar-lhes histórias bíblicas e relatos contemporâneos que destaquem o valor de um caráter nobre e da confiança no Senhor.

Devemos tomar as particularidades de cada filho como algo positivo e ajudá-lo em seu desenvolvimento, respeitando sua própria personalidade. Cada filho tem sua própria modalidade e é dever dos pais descobri-la para poder encaminhá-lo de modo adequado.

Ao instruir, os pais devem prestar atenção especial àquelas áreas que são fundamentais, tais como:

- Realizar trabalhos e cumprir ordens (primeiro nas tarefas domésticas).
- Ajudar os outros.
- Concentrar-se em seus estudos.
- Resolver problemas e discordâncias sociais.
- Formar amizades.
- Vencer a tentação e desenvolver um sentido de dignidade moral.
- Administrar o dinheiro e o tempo.
- Encontrar e conservar um emprego.
- Desenvolver uma boa relação com o sexo oposto.
- Descobrir sua vocação.

É importante elogiar os filhos quando cumprem bem com um trabalho ou levam a bom termo um projeto. A aprovação dos pais ajuda a firmar os valores positivos do caráter; faz com que os filhos se sintam reconhecidos e apreciados, e reforça sua auto-estima. Este é um elemento essencial para que alcancem sucesso posteriormente na vida.

Os filhos precisam conhecer os limites de sua liberdade. Por isso é necessário estabelecer algumas regras para o bom funcionamento e ordem na casa. Estas devem ser poucas e razoáveis, e seu cumprimento deve ser exigido. À medida que os filhos vão crescendo é necessário determinar regras claras e justas no que diz respeito a diversões e vida social. Enquanto são pequenos, é aconselhável manter as "rédeas" bem curtas, e ir afrouxando-as gradativamente à medida que forem crescendo. Tenhamos em mente que é melhor enfatizar princípios do que estabelecer regras rígidas. É necessário explicar bem as coisas aos adolescentes; isso também é melhor do que adotar uma atitude impositiva. Isto os ajuda a desenvolver critério e bom juízo, mesmo que resistam às normas estabelecidas.

Em relação à instrução, nada é mais importante que o bom exemplo dos pais. Muitos descuidam disso, e "borram com o braço o que escreveram com a mão".

3. Disciplinar.

"Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados." (Colossenses 3:20,21)

"Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho." (Provérbios 3:12)

"O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama cedo o disciplina." (Provérbios 13:24)

"Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te exceda ao ponto de matá-lo." (Pv.19:18)

"A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara a afastará dela." (Provérbios 22:15)

"Não retires da criança a disciplina; Porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás sua alma do inferno." (Provérbios 23:13,14)

"A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem envergonhar sua mãe." (Provérbios 29:15)

(Ver também Provérbios 4:20-23; 6:20-22; 20:30 Deuteronômio 6:6-7; Salmo 78: 5-7)

A relação de uma criança com Cristo, prospera em proporção direta à sua obediência aos pais. Jesus Cristo vive e trabalha na vida de um filho obediente.

A obediência não é opcional, nem se limita ao que se considera justo. Em relação à sua conduta, os filhos precisam saber até onde podem chegar. Deus dotou os pais com autoridade para formar e disciplinar seus filhos e contam com seu respaldo para exercê-la de maneira satisfatória.

Em algumas ocasiões, os pais se enganam. Quando isso acontecer, devem admitir seus erros e, ao fazer isso, demonstram ser a classe de pessoas que Deus pode respaldar. Sua autoridade não deriva de estar sempre certos, mas provêm de Deus que a delegou a eles.

O uso da vara.

Nas passagens citadas, repetidamente é mencionado o uso da vara na disciplina. A vara, diferentemente da mão ou do cinturão do pai, é um instrumento impessoal que arde e dói sem fazer dano a criança. Uma varinha qualquer que seja flexível servirá de forma admirável. A área carnuda das nádegas constituem o ponto mais adequado para aplicá-la.

A vara é utilizada quando a criança não acata uma ordem, por rebelião, ou outra ofensa séria. Não se usa para corrigir faltas menores ou falhas próprias da criança (como deixar cair coisas, por descuido). Deve ser aplicada de maneira sóbria e sem ira. De outra forma, os pais transmitiriam seus sentimentos negativos aos filhos. Se estão alterados, é importante acalmar-se antes de aplicar a disciplina.

Os filhos não devem receber um único golpe violento, mas duas ou três varadas bem aplicadas. Quando a falta é mais grave, podem ser acrescentadas uma ou duas a mais. O pai deve usá-la nas nádegas da criança e não em qualquer lugar. A vara, de modo diferente da correia, permite medir a intensidade do golpe, que vai variar de acordo com a idade. Lembremos que procuramos infundir respeito e não temor.

Os filhos precisam aprender a obedecer a palavra de seus pais; e a palavra de Deus para eles. Os pequenos sofrem pela falta da disciplina paterna. A correção justa alivia seu sofrimento, já que os libera da culpa ou do peso na consciência.

A rebelião contra a autoridade legítima é um terrível pecado aos olhos de Deus. Os pais não devem permitir a rebelião no lar. Leiamos com cuidado a passagem de Deuteronômio 21:18-21, e observemos o que ela diz a respeito do filho rebelde. É responsabilidade dos pais livrar seus filhos de atitudes semelhantes.

Normas importantes na disciplina.

Deus estabeleceu os pais como responsáveis diretos da conduta de seus filhos (ver Provérbios 4:1-9; I Samuel 3:13-14). A figura principal na disciplina é a do pai. Ainda que ela seja aplicada pela mãe, o filho deve saber que a mãe conta com o apoio de seu marido. Isso facilita a tarefa da mãe.

Os pais tem que mostrar unanimidade em relação à disciplina. A mulher deve ter o cuidado de não contradizer seu marido, e o homem deve dar respaldo a esposa, principalmente na presença dos filhos.

Os pais não devem dizer ameaças nem expressões de desagrado. Uma vez que advertiram os filhos sobre as conseqüências de certa conduta, a disciplina deve ser aplicada imediatamente se desobedecerem (ver Eclesiastes 8:11). A disciplina deve ser aplicada:

- Com firmeza e decisão.
- De acordo com critérios estabelecidos (não deve variar segundo as emoções do momento).
- De maneira proporcional à ofensa.
- Sem ira ou amargura; do contrário, esse sentimento será transmitido à criança e se reproduzirá nela (ver Colossenses 3:21).

Reconciliação.

É importante o processo de reconciliação. Lembremos do lugar transcendente que tem a oração e o perdão; não prolonguemos excessivamente na correção. A ordem correta da disciplina é a seguinte.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O PODER DO NOME DE JESUS...


                                                     O PODER DO NOME DE JESUS...

...E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo e vós, anciãos de Israel, visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo e do modo como foi curado, seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós; Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina; E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos; Então, eles, vendo a ousadia de Pedro e João e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus...; (At.4:7-13)


Que capitalista é o Nome de Jesus Cristo! Os impedimentos que o pecado trouxe para o ser humano não podem ser eliminados pelos esforços físicos do homem. Somente o poder milagroso de Jesus Cristo pode restaurar e transformar a quem sofre do corpo e da alma. Nem a ciência médica no físico, como tampouco as religiões no espiritual puderam fazer para o homem o que tem feito o Nome de Jesus Cristo. Bem disse o apóstolo Pedro em seu segundo sermão. ;E em nenhum outro há salvação; porque não há outro nome baixo o céu dado aos homens, em que possamos ser salvos; (At. 4:12).

1. O Nome em Operação (At.3:1-11)
Ninguém que leia o Livro de Atos com sinceridade poderá negar a grande importância e o valor do nome de Jesus Cristo para a Igreja Primitiva. Os homens que Deus selecionou para guiar ao povo entenderam o poder do nome e dedicaram tempo ensinando aos irmãos como fazer bom uso do mesmo. Eles entenderam que Deus lhes tinha dado um direito exclusivo para usá-lo.
O milagre em Atos 3 é o primeiro de muitos milagres físicos que se efetuaram no Nome de Jesus Cristo. Os primeiros 11 versículos descrevem o milagre do paralítico que não era para Pedro e João um desconhecido. Mas esse dia especial, enquanto entravam em templo a orar, o homem necessitado lhes pediu esmolas e por inspiração divina, eles enfocaram toda sua atenção para ele. Imediatamente ele deixou de ser um caritativo casual e se converteu em uma alma necessitada por quem Cristo morreu e ressuscitou. Como acontece em muitos casos, ele pedia uma coisa e Deus lhe deu o que menos esperava. Pedro lhe suplicou que os olhasse e logo lhe disse, ;Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou; em nome de Jesus Cristo de Nazaré, te levante e anda; (At. 3:6).

Embora, eles não tinham ouro nem prata, mas sim tinham o poder do Espírito Santo em suas vidas, a Fé e a Unção para repartir a bênção, e sobre tudo, tinham o mais necessário para que se efetuasse o milagre, quer dizer, o Nome de Jesus Cristo.

Porque o paralítico aparentemente não tinha força para levantar-se, Pedro lhe deu a mão direita e o levantou. Quando ele pela primeira vez em sua vida sentiu forças em seus pés e tornozelos, começou a andar e a saltar. Ali se cumpriu literalmente a profecia do Isaías 35:6 que diz:;...Então o coxo saltará como um cervo...; Quando entendemos que este homem tinha mais de 40 anos de estar paralítico, e agora de repente era um homem normal, podemos entender sua emocionante demonstração de alegria (At.4:40).

Por que se encontra esta historia na Bíblia? Porque é um quadro representativo da cura espiritual que todos recebemos do Senhor. Ele nos levantou dos ;...pobres e débeis rudimentos...; que nos tinham escravizados (Gl. 4:9). E o mais precioso disto é que a Igreja não perdeu o privilégio e o direito de fazer uso do poder que há no Nome de Jesus. Ouro e prata não temos em abundância, mas se tivermos o Nome de Jesus!!

2. O Nome Produz Ressentimento E Perseguição (At.4:1-31)
O Nome de Jesus Cristo sempre produziu consternação e confusão a quem com um coração duro rechaçou a simplicidade do poder que há no nome de Jesus. Foi o que lhes aconteceu em Jerusalém imediatamente depois do milagre do paralítico. Os religiosos insistiam em saber com que nome tinha efetuado o milagre do paralítico.
Versículo 2-4 ¨;ressentidos de que ensinassem ao povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição de entre os mortos. E lhes jogaram mão, e os puseram no cárcere até o dia seguinte, porque era já tarde¨;
Deus não permitiu que Pedro e João fossem jogados no cárcere até que Pedro terminou sua mensagem de salvação a quem se tinha aproximado para saber mais a respeito da cura do paralítico. Diz as Escrituras que como 5.000 dos que escutaram a mensagem do Pedro acreditaram e o aceitaram (At. 4:4). Logo entendeu os perseguidores que seria impossível parar a obra do Espírito Santo. Ao ver que a gente aceitava e se convertia ao evangelho, eles estavam dispostos a sofrer perseguição.

Quantos ministros e irmãos tiveram que sofrer perseguição por causa do " ;Nome."; Em um tempo de liberdade religiosa em que a justiça, a liberdade e o bem-estar humano são cuidadosamente protegidos -; quando até os ofensores das leis são levados a morte da maneira mais tranqüila possível ficamos surpreendidos da maneira em que alguns de nossos irmãos tiveram que sofrer por sua fé no Nome do Jesus. Em seu livro titulado ";Livro dos Mártires Cristãos"; Juan Fox trabalha sobre a morte de homens inocentes como os Apóstolos e outros cristãos do início da Igreja até os últimos anos da reforma. Ele fala de como foram queimados, pendurados, torturados, despedaçados por animais, jogados aos rios com uma pedra atada ao pescoço, etc. Tudo por não querer renunciar no Nome de Jesus Cristo.

3. O Nome de Jesus, Nosso Poder para Ministrar
";...E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai..."; (Cl. 3:17).

Por aproximadamente 2.000 anos o Nome de Jesus foi o fator que manteve viva nossa Fé Apostólica. Desde seu início esta se lançou proclamando a verdade do nome de Jesus Cristo. A mensagem e a maneira em que o fizeram foi tal que em pouco tempo trocaram radicalmente o mundo de então. Mesmo que a mensagem era contraditória para muitos, a Igreja a proclamou com denodo, e Deus fez o resto.

Que privilégio conhecer seu Nome! Agora mais que nunca o Nome de Jesus Cristo pode e deve ser nossa “grande arma de batalha”. Esse nome não perdeu sua autoridade nem seu poder. A Palavra de Deus claramente nos ensina que toda a autoridade e poder investidos nesse Nome foram jogo de dados à Igreja para que glorifiquemos ao Nome nas mãos dos Apóstolos e nas nossas é o que foi a vara nas mãos de Moisés. Se os Egípcios tivessem podido lhe roubar a vara, tivessem deixado a Moisés sem arma. Se o inimigo pudesse privar à Igreja de usar o Nome de Jesus nos deixaria sem arma. Mas não existe evidência que o Nome foi roubado!! Tudo o que Jesus Cristo obteve em seu ministério terrestre, segue-o fazendo através de sua Igreja hoje!! “De certo, de certo lhes digo: que em mim crie, as obras que eu faço, ele as fará também; e até majores fará, porque eu vou ao Pai” (Jô. 14:12).

Nós temos descoberto que o sacramento mais importante em toda a Bíblia é o Batismo, e, além disso, sabemos que sempre deve efetuar-se no Nome de Jesus Cristo. Nesse Nome há salvação e cura. É o Nome que anjos adoram, e ante esse Nome os demônios tremem!! Com muita razão disse o escritor de Cantares, ";Seu nome é como ungüento derramado"; (Ct. 1:3).

Conclusão
Não podemos negar que a "chave"; que a Igreja usou para abrir as portas da bênção foi a oração. A prática da oração trouxe muitos resultados positivos à Igreja Primitiva e iguais a estes está fazendo em nossos dias.
Há um tempo atrás se despertou um grande interesse em nossas Igrejas por nos envolver mais na pratica da oração pelas manhãs. Se sua congregação não começou esta prática de abrir o templo cedo para procurar Deus em oração, prove-o e verá que a oração produz poder.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante

ESTUDO ADORAÇÃO A BAAL...


                                                   ESTUDO ADORAÇÃO A BAAL...
O Israel antigo e a adoração de Baal

Pode uma forma degradante de adoração engodar alguém? Que motivos induziram um povo a contaminar a adoração pura com a falsa? A resposta a estas perguntas pode ser vista no que aconteceu ao antigo Israel. Os israelitas foram avisados de antemão sobre isso: “[Os] deuses [cananeus] servirão de laço para vós.” — Juí. 2:3.

Mas, por que se deu isso? Para descobrirmos isso, temos de examinar primeiro a natureza do baalismo, a religião de Canaã.

A NATUREZA DO BAALISMO

O mais destacado dos deuses cananeus era Baal. Cada localidade em Canaã e em outras terras onde existia o baalismo tinha seu próprio Baal, ou, segundo o significado do nome “Baal”, seu próprio “senhor”, “amo” ou “dono”. O Baal local muitas vezes recebia um nome que indicava que se relacionava com determinada localidade. Um exemplo disso é o “Baal de Peor”. Esta divindade derivava seu nome do Monte Peor. Embora houvesse muitos de tais baalins, os cananeus e povos vizinhos entendiam que os baalins locais eram todos apenas manifestações do único deus Baal.

Textos antigos descobertos em Ras Shamra, na costa da Síria, revelaram que o baalismo era um culto de fertilidade em torno da agricultura. Os baalitas atribuíam as mudanças das estações e seus efeitos às guerras dos deuses. Acreditavam que o fim da estação chuvosa e a morte da vegetação assinalava o triunfo do deus Mot sobre Baal, obrigando Baal a se retirar para as profundezas da terra. Mas, quando começava a estação das chuvas, os baalitas tomavam isso como significando que Baal estava novamente vivo, tendo sua irmã Anate derrotado a Mot. Pensavam que o acasalamento de Baal com sua esposa Astorete, nesta época, garantia a fertilidade das colheitas, dos rebanhos e das manadas durante o ano vindouro.

Os adoradores de Baal acreditavam que, empenharem-se em certos ritos prescritos nas suas festividades religiosas, servia para estimular os deuses a seguir o mesmo modelo. Por isso, para celebrar o despertar de Baal à vida, para se acasalar com Astorete, entregavam-se a orgias sexuais de irrestrita devassidão. Era uma espécie de magia simpática, realizada na esperança de que os deuses imitassem seus adoradores e assim garantissem um ano agrícola fértil e próspero.

Em todo o Canaã podiam ser encontrados santuários em honra de Baal, onde serviam homens e mulheres quais prostitutas e oficiavam sacerdotes. Perto dos altares fora dos santuários havia colunas de pedra, postes sagrados (representando a deusa Aserá) e pedestais-insensários. Tanto as colunas sagradas como os postes sagrados eram símbolos sexuais.

As referências nos textos de Ras Shamra e nas descobertas arqueológicas mostram que o baalismo era uma forma muito degradada de adoração. As deusas Astorete, Anate e Aserá simbolizavam tanto a lascívia como a violência sadística e a guerra. Estatuetas de Astorete, encontradas no Oriente Médio, representam-na como mulher nua com órgãos sexuais grosseiramente exagerados. Num dos textos de Ras Shamra, quando o pai de Anate lhe recusa um pedido, Anate é retratada como respondendo com as palavras: ‘Vou mesmo rachar-lhe a cachola, fazer seu cabelo grisalho gotejar sangue, o cabelo grisalho de sua barba, com sangue derramado.’ Lemos sobre sua avidez de sangue: ‘Ela trava e contempla muitas batalhas; Anate contempla sua luta: Seu fígado incha com o riso, seu coração se enche de alegria, o fígado de Anate exulta; pois mergulha até os joelhos no sangue de cavaleiros, até a cintura no sangue de heróis.’ Ora, que quadro repugnante!

É compreensível que Deus, como Pai amoroso, quisesse proteger seu povo, os israelitas, contra a abominável adoração de Baal. Sua Lei dada mediante Moisés tornava a idolatria uma violação que merecia a morte. (Deu. 13:6-10) Yehowah ordenou que os israelitas destruíssem todos os vestígios da adoração falsa e se mantivessem livres das alianças com idólatras. (Deu. 7:2-5) Mandou que os israelitas nem mesmo ‘mencionassem o nome de outros deuses’, quer dizer, que não os mencionassem com respeito venerável ou de modo tal, que lhes atribuíssem existência. — Êxo. 23:13.

Mas os israelitas desobedeceram e foram engodados pela adoração de Baal, Astorete e Aserá. Por quê?

POR QUE ENGODADOS

Igual a todas as outras formas de idolatria, o baalismo era obra da “carne”. (Gál. 5:19-21) Como tal, apelava para as inclinações pecaminosas dos homens imperfeitos. Os israelitas não eram imunes aos engodos da idolatria e das outras obras da carne associadas com ela.

Uma vez estabelecidos na Terra da Promessa, os israelitas talvez observassem que seus vizinhos cananeus costumavam ter bom êxito com a sua terra, talvez produzindo as melhores colheitas. Visto que os israelitas não tinham muita experiência com a lavoura do solo, não seria incomum que um israelita perguntasse a um cananeu algo sobre agricultura. No que se referia ao cananeu, Baal tinha de ser apaziguado para haver um próspero ano agrícola. Se o israelita ficasse perturbado com a sugestão de que devia também apaziguar o Baal local, o cananeu podia acalmar os temores de seu vizinho por dizer que não havia objeção a que o israelita continuasse a adorar Yehowah. Era apenas uma questão de reconhecer e agradar também o Baal local.

Não reconhecendo que a experiência e o conhecimento da terra eram os motivos reais de qualquer êxito que os cananeus tinham, o israelita talvez permitisse que seu desejo de lucro material se tornasse um laço para ele. Querendo obter a melhor produção de sua terra, talvez se sentisse justificado em erigir um altar a Baal no seu campo e a colocar uma coluna sagrada ou um poste sagrado ao lado dele. Talvez raciocinasse: ‘Ora, ainda estou adorando a Yehowah.’

Outro fator responsável pelo envolvimento com os deuses falsos era o casamento com pessoas que não adoravam a Yehowah. Até mesmo o sábio Rei Salomão se desviou da adoração verdadeira por se casar com mulheres que serviam a falsos deuses e deusas. (1 Reis 11:1-8) Não há indicação de que Salomão abandonasse inteiramente a adoração de Yehowah e os sacrifícios no templo, no monte Moriá. Evidentemente praticava uma espécie de ecumenismo para agradar a suas esposas estrangeiras, mas isto desagradava a Deus.

Ainda outros foram enlaçados pela desenfreada luxúria sexual associada com a adoração falsa. Em Sitim, nas planícies de Moabe, milhares de israelitas cederam a esta tentação e se empenharam na adoração falsa. A Bíblia relata: “O povo principiou então a ter relações imorais com as filhas de Moabe. E as mulheres vieram chamar o povo aos sacrifícios dos seus deuses, e o povo começou a comer e a curvar-se diante dos seus deuses.” — Núm. 25:1, 2.

Depois, as festividades religiosas, com seus grandes banquetes e bebedeiras, também agradavam aos amantes dos prazeres. Lemos em Amós 2:8: “Estenderam-se sobre vestes tomadas em penhor, ao lado de todo altar; e na casa de seus deuses bebem o vinho dos que foram multados.” A Bíblia nos diz sobre uma festividade religiosa em Siquém: “Saíram ao campo, como de costume, e se empenharam em colher as uvas dos seus vinhedos e em pisá-las, e se entregaram a uma exultação festiva, entrando depois na casa de seu deus, e comeram e beberam.” — Juí. 9:27.

Além disso, a incerteza quanto ao futuro (por causa da falta de fé ou duma consciência culpada perante Yehowah) induziu muitos a procurar a ajuda da religião falsa, esperando que talvez recebessem alguma garantia de que as coisas lhes iriam bem. Um caso disso foi o rei israelita Acazias, filho de Acabe e Jezabel. Ferido num acidente, enviou mensageiros para indagar de Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se se restabeleceria. — 2 Reis 1:2, 3.

UMA LIÇÃO A SER ACATADA

Quando consideramos o que tem acontecido na igrejas cristãs apostatas, não nos deve surpreender que Israel foi enlaçado pela idolatria. Hoje em dia, na cristandade, pessoas educadas consultam adivinhos, metem-se no ocultismo, usam amuletos, e, em algumas partes do mundo, recorrem até mesmo a curandeiros na esperança de obter alívio duma doença. Ao mesmo tempo, iguais aos israelitas da antiguidade, afirmam servir o Deus da Bíblia. Além disso, abundam na cristandade a imoralidade sexual, o excesso no comer e beber, a desonestidade e outras obras da carne.

Esta situação torna certo que os aderentes desordenados das igrejas da cristandade não escaparão da execução do julgamento de Deus. Deus não poupou o Israel infiel, e, sendo o Imutável, Ele se tornará novamente “testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que agem fraudulentamente com o salário do assalariado, com a viúva e com o menino órfão de pai, e os que repelem o residente forasteiro, ao passo que não [o] temeram”. — Mal. 3:5, 6.

Portanto, é urgente que todos os que buscam a aprovação de Deus evitem ser enlaçados pela idolatria ou por qualquer outra obra da carne pecaminosa. Se este for seu desejo, cultive ódio intenso ao que Deus condena, não deixando que sua mente pense muito nos desejos carnais. Fazendo isso, poderá escapar dos engodos mortíferos deste mundo. Conforme escreveu o apóstolo João: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:15-17.

“Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas. . . . e o Deus de paz estará convosco.” — Fil. 4:8, 9.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciências da Religião Dr. Edson Cavalcante