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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ESTUDO SOBRE A GRAÇA E O CONHECIMENTO...


                               ESTUDO SOBRE A GRAÇA E O CONHECIMENTO...
Oração: Pai, te louvamos e te exaltamos Senhor! Sabemos que só o Senhor é Deus e que a tua palavra é para nós como um tesouro de valor incalculável. Capacita-nos Senhor, para que possamos meditar e aprender da tua palavra, em nome de Jesus te pedimos e te agradecemos, amém!
Romanos capítulo 10
Dos versículos 1 ao 15 ... Os judeus rejeitam a justiça de Deus ___ 1- Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos.
2- Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
3- Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.
4- Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
5- Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça da lei viverá por ela.
6- Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo;
7- ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos.
8- Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
9- Se com a tua boca, confessar Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
10- Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
11- Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.
12- Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.
13- Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
14- Como, porém invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
15- E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!
( Paulo inicia o capítulo 10, falando da sua preocupação para com os judeus. Assim, como vimos no capítulo 9, Paulo orava à Deus pelos seus compatriotas israelitas. Era um desejo intenso em seu coração de que os israelitas fossem salvos.
Paulo reconhecia que eles eram um povo dedicado à Deus, mas sua dedicação não era baseada no verdadeiro conhecimento de Deus que é a doutrina de Cristo, pregada pelos apóstolos (2 Timóteo 1:13).
Eles não entendiam a justificação pela graça de Deus em Cristo, e como rejeitavam a doutrina da justificação (Romanos 5:1), buscaram o seu próprio meio de serem aceitos por Deus.
Mas Paulo afirma que a lei tinha chego ao fim em Cristo (Mateus 5:17-19). Pois em Cristo a lei tinha sido cumprida sobre aqueles que creram e foram justificados por Deus. Já não havia mais nenhuma condenação para aqueles que tinham crido na pregação de Cristo (Romanos 8:1-3).
Em Cristo, a lei ganhou um sentido real. E não mais era por obras de justiça, mas sim pelo Espírito de Deus que nos deu vida, pois crendo em Cristo já não andamos na carne, como sendo guiados pela carne, mas andamos no Espírito e vivemos no Espírito para termos comunhão com Deus que nos justificou pelo sangue de Cristo na cruz (Romanos 8:2-5 ; Romanos 5:1 ; Romanos 5:9).
Paulo recorda uma passagem das escrituras que se encontra em (Levítico 18:5), onde Deus fala através de Moisés ao povo, que se o povo cumprisse seus estatutos, suas leis, então viveria por cumpri-las.
Mas Paulo aqui queria fazer uma comparação entre aquele que vive debaixo da lei e aquele que vive pela fé. Em Levítico 18:5, era notório que se havia uma exigência sobre o cumprimento da lei, algo impossível aos esforços humanos, por suas fraquezas e falhas (Romanos 8:3).
Mas a justiça da fé era diferente e era isso que Paulo queria que eles entendessem. Paulo usou a passagem das escrituras que esta em (Deuteronômio 30:10-14), para explicar sobre isso.
Que eles não deveriam perguntar em seu coração quem subiria ao céu para trazer Cristo de lá, ou quem desceria ao abismo para trazer ele dentre os mortos. A justiça da fé era diferente pois não era algo impossível de se alcançar que estaria no céu ou no abismo, mas eram palavras vivas que estavam perto deles, na boca e no coração.
Ou seja, se tornar justo diante de Deus, era algo que estava perto deles, pois eram as palavras da fé que os apóstolos e discípulos e o próprio Paulo pregava.
Paulo explica que a justificação pela fé, era obtida por, com sua boca confessar a Jesus como Senhor, e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos para poder ser salvo.
Pois com o coração se crê para poder ser justo diante de Deus, e com a boca confessa para ser salvo.
Paulo diz que todo aquele que crer em Jesus, como Senhor e salvador, não será confundido, ou seja, aquele que confiasse na promessa de justificação pela fé, não seria desamparado por Deus.
E, o mais maravilhoso dessa doutrina oferecida por Deus através de Jesus Cristo é que, não se finda apenas ao povo judeu, mas é extensiva para todos os povos, tanto judeus como gregos. Pois ele se tornará Senhor de todos os que com fé suplicarem por sua salvação.
Mas como eles poderiam suplicar a Deus se ainda não tivesse crido? E como poderiam crer, se nunca tivessem ouvido sobre Cristo? E como poderiam ter ouvido se não tivesse quem pregasse a palavra de salvação à eles? Como poderiam ir pregar a palavra se ninguém os enviasse?
Paulo quis mostrar que para uma pessoa chegar ao pleno conhecimento da verdade, era preciso que vidas fossem preparadas para levar as palavras de Cristo, para que ao ouvir as palavras elas pudessem crer para que com fé suplicassem a salvação do Senhor.
Ele completa dizendo que os pés daqueles que anunciam coisas boas (as palavras de vida eterna), são belos, bonitos.) 
Dos versículos 16 ao 21 ... Israel não pode alegar falta de oportunidade ___ 16- Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?
17- E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.
18- Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, ate os confins do mundo.19- Pergunto mais: Porventura, não terá chegado isso ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: Eu vos porei em ciúmes com um povo que não é nação, com gente insensata eu vos provocarei à ira.
20- E Isaías a mais se atreve e diz: Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.
21- Quanto a Israel, porém diz: Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente.
(Paulo diz que nem todos que ouviram as palavras de salvação, acreditaram nessas palavras, e citou a passagem de (Isaías 53:1), para autenticar que já era algo previsto nas escrituras pelos profetas.
Ele explica que a fé é obtida quando se ouve a palavra de Cristo sendo pregada.
E por isso os judeus não poderiam se desculpar, pois tiveram a oportunidade de ouvir as palavras de Cristo, pois nas escrituras mesmo diz que por toda a terra seriam pregadas essas palavras de salvação (Mateus 24:14).
Paulo lembra uma profecia de Moisés através de um cântico, onde dizia que Deus colocaria Israel em ciúmes com um povo, que não fazia parte da nação escolhida de Israel, um povo que ate então eram loucos e isso seria como uma provocação que deixaria o povo de Israel irado (Deuteronômio 32:21).
Na profecia de (Isaías 65:1), Paulo completa que O Senhor tinha sido achado por aqueles que não haviam procurado a ele e ele tinha se revelado para aqueles que não tinham perguntado por ele. Essa é uma profecia de que as palavras de salvação alcançariam ate mesmo aqueles que dantes não era povo de Deus como Israel. Louvado seja a Deus pois suas promessas, pois graças a elas podemos estar hoje meditando e crendo em sua palavra de vida.
E sobre Israel o Senhor disse que, todo o dia ele estendia as mãos para um povo que era rebelde e contradize-te (Isaías 65:2), pois sempre andavam por caminhos ruins e seguiam seus próprios pensamentos.
Conclusão: Se ouvimos a palavra de Cristo, e cremos somos salvos... E se somos salvos, devemos viver esta palavra em nossas vidas e também devemos levar a palavra de Cristo para aqueles que ainda não ouviram e nem creram, pois a fé vem pelo ouvir da palavra de Cristo sendo pregado.
Aquele que crê, não será desamparado!)
Apóstolo.  Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

QUANDO O CRISTÃO ESTÁ MORTO ESPIRITUALMENTE...


                     QUANDO O CRISTÃO ESTÁ MORTO ESPIRITUALMENTE...
OS NOVE SINAIS DE MORTE  NA VIDA DO CRENTE
” Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos.”  Ezequiel 37:1-3
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:21
Viver para Cristo é ser fervoroso, ardente no fogo do Espírito.  Todo cristão declara estar vivendo para Cristo, mas sabemos que a maioria são frios, apáticos e indiferentes. O que está acontecendo com o povo de Deus?
O que está nos impedindo de sermos fervorosos?  São as tribulações e as privações que os crentes não estão suportando nas suas vidas? Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente.     2 Coríntios 4:17
Por outro lado, há também crentes que não passam por tanta tribulação, mas que também são frios! Mas afinal, o que esfria o crente?
Existe uma geração de crentes decaídos, enfraquecidos, sem fé, rebeldes, corações endurecidos, que não aceitam exortação e que se tornam tolerantes com o pecado. Não se preocupam com a sua condição espiritual e sentem o desejo de abraçar as coisas do mundo, junto com as coisas da igreja!  Crentes que costumam ir à igreja somente aos domingos, não participam de quase nada na igreja, não conseguem prestar culto com o coração inteiramente voltado para o Senhor. Estão morrendo lentamente! No sentido espiritual a morte representa estarmos afastados de Deus.
A morte espiritual sempre acontece de duas maneiras: Declarada ou sutil. Consciente ou Inconsciente. O Senhor nos ordena não se desviar “nem para a direita e nem para a esquerda, e ainda retirar o pé do mal” (Pv 4:27). Mas, por que?  Porque a ESQUERDA na Bíblia refere-se ao pecado, a algo ruim, perverso, nocivo e de má índole. Já desviar-se para a DIREITA, simboliza assumir sutilmente o Trono. Nesse lugar só Jesus tem o direito de estar. A bíblia diz que Jesus está à destra (direita) de Deus Pai, e somente a Ele foi reservado esta posição.  Precisamos entender bem esse significado. Reconhecer que Jesus é Soberano, e para isso devemos reverenciá-lo na sua excelsa glória, santidade, majestade e poder. Por isso a palavra de Deus nos diz que não devemos nos desviar para esquerda e muito menos para a direita!
Irmãos e irmãs – na igreja vemos crentes negligenciando a Palavra de Deus e abraçado com as coisas do mundo! Infelizmente são pessoas que já não lutam por uma vida espiritual avivada, nem tampouco se importam em melhorar o seu relacionamento com Deus. Falam mentiras, palavras torpes, não querem abandonar as vaidades, já não são mais misericordiosos e nem benignos, não se envolvem com o trabalho da igreja. Nem percebem que o tempo para se receber a salvação aqui tem limite, pois chegará o dia que o Senhor não será mais achado. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Isaías 55:6
A Bíblia nos fala de Nove Tipos de Sinais de Morte Espiritual. O homem só morre quando transgredi as normas estabelecidas por Deus. Vejamos então esses sinais para que não aconteça também na nossa vida.
OS NOVE SINAIS DA MORTE NA VIDA DO CRENTE
O PRIMEIRO SINAL – O SILÊNCIO Ap. 4:8.
No céu não há mais silêncio. Aquele que está vivo não deve se cansar de glorificar a Deus, pois no céu existe adoração constante dia e noite. Músicas do mundo só satisfazem a alma. Quando o crente para de ouvir e ler a Palavra, é um sinal que a morte entrou na vida espiritual dele. Crente que não lê a Bíblia, simplesmente não está alimentando o espírito, e por isso acaba deixando a morte entrar na sua vida.
O SEGUNDO SINAL – A FRIEZA  Rm.12:11 – Mateus 6:21
O crente que permitiu a morte começa a esfriar com as coisas do Reino: os cultos, a escola dominical e até os irmãos. Se a sua fome por Deus tem diminuído no decorrer dos dias, meses ou anos é um sinal que ela tem aumentado em outra direção. Onde está teu tesouro, lá está o teu coração, o teu fervor. Ninguém vive sem comer, então muito cuidado com o que está lhe alimentando. Comer é um princípio espiritual. Você se alimenta daquilo que você valoriza, investe e aplica o coração. O teu tesouro fala da tua fome, das tuas prioridades.
O TERCEIRO SINAL – A IMOBILIDADE
Tudo vira Mesmice. Um sinal que alguém morreu é ausência de movimentos. Passividade é sinônimo de morte. Aquilo que era prazer virou fardo porque a morte entrou. Todos os eventos da igreja não lhe despertam entusiasmo. Ficar parado nos leva a ausência de crescimento espiritual. A imobilidade sempre vem com a finalidade de paralisar o crente por completo, trazendo também enfraquecimento das forças morais, apatia, indiferença e estagnação.
O QUARTO SINAL – O ENDURECIMENTO
Quando uma pessoa morre espiritualmente, os seus membros se enrijecem. Não muda de opinião mesmo sabendo que está errado. Não aceita ser confrontado ou discipulado, pois prefere o isolamento. Não se abre com os irmãos, especialmente com sua liderança, é sinal de enrijecimento, dureza, e consequentemente a morte espiritual já tomou conta da sua vida.
O QUINTO SINAL – O ISOLAMENTO  Gn 3:9 -10
O pecado produz isolamento, mas a santidade produz comunhão. Uma pessoa morta deve ser enterrada, isto é, isolada daqueles que estão vivos. Quando um irmão se isola é sinal que a morte está avançando. O pecado tem a tendência de ser escondido, às escuras, mas a verdade é clara e não se esconde.  Quando Adão pecou, ele se escondeu tentando se isolar de Deus. Por que ele fez isso? Porque essa é a reação de todo crente quando a morte entra. Quando erramos não queremos ser vistos, não queremos conversar, muito menos ser confrontado. Quando fazemos isso à morte avança ainda mais.
O SEXTO SINAL – OLHOS FECHADOS

Quando um crente está morrendo ele vai perdendo a visão. Só fala de coisas naturais. Não tem revelação. Sua alma é vazia. Não tem mais a visão que quanto mais vida em Deus, mais Luz, mais Clareza, mais Revelação. Visão nos fala de enxergar o Senhor nas circunstâncias da vida. Aqueles que estão morrendo são naturais, só enxergam as circunstâncias e não Deus através das circunstâncias. Não enxergamos mais com benignidade e amor, mas com desconfiança. A igreja, os irmãos, os pastores são sinônimos de cobrança e fardo. Isso é sinal de morte.
O SÉTIMO SINAL – A TRISTEZA
Quando um crente é contaminado pela morte espiritual, perde a alegria, a fé, o ânimo, o vigor então começa a diminuir. Um dos sinais da morte na vida do crente é o cansaço da alma. O cansaço físico tem relação com o corpo e mente, mas o cansaço da alma é um sinal da morte espiritual. O desânimo para com tudo e a apatia são evidências que a morte está inundando a nossa alma.
O OITAVO SINAL – A DECOMPOSIÇÃO
A igreja, o discipulado começa a perder a importância. Um corpo entra em decomposição por falta de alimento. Não se alimenta da Palavra, da oração, da Ceia do Senhor. O crente em decomposição deixa as coisas e a sua vida espiritual morrer aos poucos: perde a liderança, perde seu ministério, perde o prazer de voltar para a casa, perde o governo do seu lar. Sua vida espiritual muda completamente. Embora possamos estar vivos as nossas virtudes estão corrompidas, apodrecidas, se decompondo.
O NONO SINAL – O SEPULTAMENTO  (Mt 25:24-25)
O sepultamento dos sonhos, dos projetos, do ministério, da igreja, da família, e por fim do chamado. A morte é inimiga de Deus( I Co. 15.26) – Um dos sinais de Deus é a vida. Quando um crente cultiva a morte em sua vida, em sua casa, no seu trabalho ele desperta a ira de Deus porque Deus é contra a morte.
O Senhor não irá remover a morte da sua vida a não ser que você se posicione em favor da vida. Vença a morte espiritual se posicionando em favor da vida, através do Sangue de Jesus.

CONCLUSÃO: 
Hoje o Senhor te pergunta: Como anda sua vida espiritual? Há algum sintoma de morte?
O que você precisa é do fogo de Deus. Seja ousado para pedir a Deus mais fogo em sua vida. A melhor maneira de não morrermos, é conhecer mais a Deus e gastar nosso tempo na sua presença. A Bíblia nos fala que quanto maior for o nosso interesse em aproximarmos D’Ele, mais Ele se aproximará de nós (Sl 9:10).
Todo aquele que se aproximar de Deus, com o coração sincero, será bem recebido e a morte espiritual vai passar longe dele. Portanto vença os nove sinais que querem matar a sua vida com Deus.  Supere a sua vontade natural, e para superar, é preciso uma certa força, para que através de ouvir a Palavra venha a fé, e através da fé o Senhor Jesus, e através D’Ele você possa conseguir sair vitorioso contra a morte espiritual.
Profetizando Nova Vida:  Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles. Eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes. Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR. Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso. Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito. Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso. Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados. Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR. EZEQUIEL 37:1-14
NECESSITAMOS DE RESTAURAÇÃO
1. “Nossos ossos estão secos”.  O tempo que o povo havia passado no cativeiro tinha destruído a esperança de que seriam restaurados.
2. “Nossa esperança desvaneceu”.  Mesmo no cativeiro, no começo o povo esperava um retorno em breve. Essa esperança foi dissipada pelos anos no exílio.
3. “Estamos de todo exterminados”.  O povo foi esparramado por todas as nações e foram isolados uns dos outros. A situação frustrou-lhes qualquer visão de ser uma “nação restaurada”. O povo não tinha mais esperança de um futuro melhor. “A esperança que se adia faz adoecer o coração” (Pv 13:12). Além do mais, a perda da esperança produz cada vez mais a separação de Deus. Por isso, o Senhor tomou a iniciativa e deu ao profeta Ezequiel uma visão maravilhosa – uma mensagem de esperança para o povo.
Deus perguntou a Ezequiel:  “Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos?”  Os incrédulos diriam: Jamais! No entanto, Ezequiel conhecia o incrível poder de Deus, de modo que respondeu, dizendo:  “Eu não sei, mas Tu o sabes”. O senso comum lhe dizia que era impossível; mas por reverência a Deus, respondeu:  “Senhor Deus, tu o sabes”.
Em primeiro lugar, ele sabia muito bem que Deus tem o poder da criação e que Ele pode fazer qualquer coisa a partir do nada. Aliás, Deus usa o “nada absoluto” como matéria-prima para fazer tudo. Deus tem o poder para fazer o que Ele quiser. É por esta razão que o profeta Jeremias disse: “Nada há que te seja demasiado difícil”  (Jr 32.17).
Em segundo lugar, os ossos secos podem reviver por causa das promessas de Deus. Todos nós sabemos que as promessas feitas por Deus nunca falharão. É por isso que Paulo disse: “Pois tantas quantas forem as promessas feitas por Deus, todas elas têm em Cristo o ‘sim’. Por isso, por meio dele, o ‘Amém’ é pronunciado por nós para a glória de Deus” (2 Co 1:20). Deus havia advertido aos israelitas de que seriam levados ao cativeiro séculos antes que isso acontecesse, mas também fez promessas de que os traria de volta das terras estrangeiras.
Em terceiro lugar, os ossos secos podem reviver por causa do plano e do propósito de Deus para Seu povo. A confortante mensagem para Ezequiel era que os ossos secos poderiam viver novamente, porque esse era o plano de Deus. Sobre isso, Deus falou por meio do profeta Jeremias: ” Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado por vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.  Jr 29:11-14O que Deus planejou pode tardar por causa das rebeliões humanas, mas os Seus planos jamais podem ser frustrados:  “Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2). Ele levará adiante os planos que tem para com o seu povo ao longo da história.
Deus demonstrou que o processo de reavivamento em Israel ocorreria respectivamente em duas etapas:
A primeira etapa consistiria na pregação da Palavra de Deus: “Então ele me disse: “Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos ouçam a palavra do Senhor!”  A palavra de Deus tem um tremendo poder.
A segunda etapa do reavivamento consistiria no enchimento do Espírito Santo. E ele me disse: Profetiza ao Espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao Espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó Espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o Espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. (v. 9,10)
“Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR”  (v. 14). Quando eles saíssem de suas sepulturas, ninguém poderia reivindicar reconhecimento para si mesmo:  Aquele seria um ato exclusivo de Deus!
O poderoso Espírito que reavivou a Israel ainda é capaz de avivar todos aqueles que estão mortos espiritualmente:  “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”  (Ef 5:14).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DEMÔNIOS QUE DOMINAM OS SERES HUMANOS...


                              DEMÔNIOS QUE DOMINAM OS SERES HUMANOS...
Antes de apresentar a ordem de forma aleatória (sem nenhum grau de importância ou nocividade), pediria aos “demonólogos” de plantão que não utilizassem o que aqui vai relatado, como fonte de referência em suas pregações: a matéria aqui não busca a exaltação à demonologia. A intenção é apenas informar, além de mostrar como existem similaridades nessas “mitologias” apesar de estarem separados por oceanos e eras de distância, entre uma crença e outra.
10. Abyzou
Origem: mitologia judaica
Também conhecido como: Abizou, Obizu, Obizuth, Obyzouth e Byzou
Acreditva-se que este demônio feminino era responsável por abortos espontâneos, nati-mortos, e a mortalidade infantil. As “Abyzou” eram tidas como inférteis, e por inveja, buscavam provocar esses atos. Ela é muitas vezes representado por serpentes e até mesmo como ser aquático.
09. Agares
Origem: demonologia cristã
Também conhecido como: Agreas
É dado a este demônio “masculino” o dom da paralisação, o que no caso de uma fuga (de uma tsunami ou um agressor) é extremamente nocivo. Também é dito ser um dos demônios controladores de terremotos. Agares possui o domínio dos idiomas, com foco na palavrões e insultos étnicos.
A ele também é creditado ser governante da zona oriental do Inferno, e ele diz-se ter 31 legiões de demônios sob seu comando. É dessa lista um dos, (se não a mais) bizarro em sua aparência: frequentemente retratado como um ancião pálido montando em um crocodilo, com um falcão atado a seus punhos.
08. Aka Manah
Origem: mitologia zoroastriana
Também conhecido como: Akem Manah, Akoman, Akvan
Seu nome significa "manah fez mal", neste caso, a palavra "manah" representa "a mente". Muitos se referem a ele como o demônio das "más intenções", "mente do mal", "o propósito do mal", ou "maus pensamentos". Seu trabalho: Evitar que pessoas cumpram suas obrigações morais (isto é:. Ser um bom pai, salvar uma vida, honestidade, etc)
07. Ala
Origem: mitologia pré-eslava, eslava e demonologia cristã
Também conhecido como: plural: Ale
Ale são alguns dos poucos demônios nesta lista que não só fazem maldades, mas podem ser persuadidos a fazer boas ações, ou mesmo auxiliar alguém. Estão ligados às condições de tempo (mais comum são granizo e trovoadas) sobre fazendas, pomares e vinhas, a fim de destruir as culturas(alguns “teólogos” das igrejas neopentecostais associam esses com os gafanhotos citados no livro do profeta Joel . Alimentar-se de crianças é outra atribuição a estes. Acreditava-se que os Ale, quando realmente famintos, eram capazes de comer parte da luz da lua, ou mesmo o sol, criando assim os eclipses. Tidos como grande ameaça ao estado "físico e mental, por serem capazes de incorporar em médiuns. No entanto, se você se aproxima de um Ala com confiança e respeito, este e os outros Ale serão capazes de salvar sua vida, sempre que necessário, e até torná-lo rico! Caso você não queira muita amizade com os Ale, saiba que eles tem pavor de águias (?). Pessoas que conseguiram vê-los relatam formas diversas; alguns dizem que parecem com os corvos, outros, como nuvens ou ventos escuros; muitos relatam semelhança com cobras ou dragões femininos. Acredita-se que vivem em lagos, nascentes, nuvens, montanhas inacessíveis, florestas, cavernas ou árvores gigantescas.
6. Asag
 Origem: mitologia sumeriana
Asag é um dos muitos demônios causadores de doença.
"E daí?", você diz, "o que difere de outros demônios que causam doenças?".
Bem, segundo a mitologia, ele manteve relações sexuais com todas as montanhas do mundo, tendo assim ninhadas de "diabos-rocha", descendência criada para defende-lo em qualquer batalha. A ele é creditado uma feiura incrivelmente profunda, que é capaz de ferver mares e rios, apenas por vê-lo a distância.
É importante ressaltar que os escritos sumerianos tem 20.000 anos, incluindo a Epopeia de Gigalmesh, que fala sobre o Dilúvio, bem antes da Bíblia começar a ser escrita, dez mil anos depois. Estudiosos defendem que Jó pertenceu a esse povo.
05. Belphegor
Origem: demonologia cristã e mitologia cabalística
Belphegor é absolutamente inacreditável: Começou sua carreira na Assíria há milênios. Era conhecido por Baal-Peor, e era associado a orgias, e outros tipos de perversões. Os israelitas adoravam na forma de um ídolo fálico(em formato de pênis). Mais tarde, na mitologia cabalística, era tido por tornar pessoas paranóicas, ou mesmo, usando da ganância nativa no ser humano, seduzia-os com dinheiro e riqueza patrimonial. Difícil dizer que é complicado achar matéria para invocar Baal-Peor, já que ele exige excremento humano como oferta (talvez daí surja a crença que sonhar com fezes significa dinheiro)! No século 16, ele mudou seu nome para Belphegor, e mudou - levemente - sua estratégia. Ele abandonou a ideia de causar desconfiança mútua nas pessoas, e ao invés disso, concentrou-se nas invenções. Ele "sugeriria" aos inventores criações absurdas (ainda que plausíveis), e então usar sua capacidade de estimular a ganância a sua habilidade de gerar a cobiça pelo sucesso.
Segundo a lenda, Belphegor foi enviado do Inferno para espalhar justificativas contra e desmentir os rumores de que o casamento poderia resultar em felicidade, mostrando que não há condições de ser feliz dentro de um matrimonio. Foi quando ele optou em permanecer na Terra. Seus atributos mais bizarros: Conta-se ser física, mental e estrategicamente mais forte no mês de Abril, e no inferno é embaixador de Satanás para a França. Belphegor também desempenhou um papel no livro de Milton, "Paradise Lost".
É comumente retratado como um ser de hedionda barba com chifres e garras, ou uma bela jovem.
4. Jikininki
Origem: mitologia japonesa budista
Jikininki são espíritos de pessoas egoístas, gananciosas ou maldosas, já falecidas. Diz-se estarem amaldiçoados a praticar a necrofagia (alimentar-se de cadáveres humanos). Também é dito que levam objetos de valor dos cadáveres, a fim de subornar vigilantes ou funcionários locais, para não serem incomodados. Diferentemente da maioria dos demônios, eles realmente odeiam o que se tornaram, e estão em um estado constante de auto rejeição e auto aversão. Alguns relatos afirmam que eles são tão aterrorizantes, e que os que os veem, ficam paralisados de medo. Outros indicam que os Jikininki podem assumir a forma de seres humanos normais, e até mesmo levar uma vida aparentemente normal de dia. Eles são notáveis ​​na medida em que, ao contrário de outras gaki ou rakshasa ("fantasmas famintos"), e os fantasmas de um modo geral, eles são uma espécie rara, se é que se pode usar tal termo nesse contexto.
3. Pontianak
Origem: mitologia indonésia
Também conhecido como: Kuntilanak, Matianak, ou Boentianak
Os Pontianak são espíritos de mulheres que morreram durante o parto, tornando-se mortos-vivos. Pontianak buscam assustar as pessoas (principalmente homens), e depois arrancar seus órgãos internos para a alimentação com as suas garras. No caso dos homens que os Pontianak descubram que quando eram vivos abusaram sexualmente ou traíram seus cônjuges, removem a genitália do homem com as mãos nuas. São muito parecidas com vampiros, no entanto, agem mais por vingança, em vez de necessidade ou sustento.
Também é difícil julgar qual distância estão já que um grito alto significa que o Pontianak está longe, enquanto um grito suave significa que o Pontianak fica nas proximidades. Diz-se também que uma fragrância floral leve é ​​detectada a primeira vista, no entanto, as mudanças de odor mudam para algo podre depois de um curto período de tempo. Acredita-se que vivem em bananeiras.
2. Senhora do meio-dia.
Origem: mitologia eslavaTambém conhecido como: Pscipolnista, Poludnica, Polednice
"Dama do meio-dia" é, certamente, um demônio exclusivamente fêmea. Com perguntas complicadas, feitas com vocabulário rebuscado, procurava trabalhadores nos campos e lugares ermos e abertos, geralmente nos dias quentes de verão, ao meio-dia, horário mais quente do dia. Qualquer resposta incorreta resultava em sumária execução por decapitação, seja com uma foice, ou um par de tesouras. A "Senhora" é também a personificação da insolação, além de enlouquecer as pessoas como causa do calor, em vez de decapitação. Sua descrição varia entre uma menina de 12 anos de idade, uma mulher velha, ou uma mulher bonita em geral.
1. Lamashtu
Origem: Sumeriana e da mitologia mesopotâmica
Também conhecido como: Dimme
Lamashtu é um hediondo e aterrorizante demônio. Diz-se que ameaça mulheres durante e após a gravidez. Ameaças de sequestros de crianças enquanto estão amamentando, para beber seu sangue, e mastigar seus ossos.
Acrescente a isso o fato de que seus hobbies incluem: infestar rios e lagos, matando plantas e outras formas de vida, sugando o sangue dos homens, criando distúrbios de sono, espalhando doenças e enfermidades, e provocando pesadelos.
Diferentemente da maioria dos demônios da mitologia mesopotâmica, ela não obedece a hierárquias, ou a qualquer deus ou homem, ou mesmo qualquer um da hierarquia celestial. Assim, Lamashtu era a personificação do mal, fazendo que as mulheres grávidas e seus entes queridos rotineiramente invocavam outro demônio, Pazuzu, para protegê-los. Para os não iniciados, Pazuzu era o demônio que ficou famoso pelo filme "O Exorcista". Conta-se que Pazuzu e Lamashtu foram ferozes rivais, que se atacam sistematicamente na primeira oportunidade. Mesmo Pazuzu sendo conhecido por trazer fomes e secas, em grávidas tinham tanto medo de Lamashtu, que preferiam correr o risco! Isso significa que, sim, o desempenho Linda Blair em "O Exorcista" não foi nada, se comparado à ira de Lamashtu! Lamashtu é geralmente descrito como um "híbrido mitológico", com a cabeça de uma leoa, os dentes e as orelhas de um burro, a pé de um pássaro (completo com garras afiadas), bem como um corpo peludo, e dedos longos e afiados e unhas. Ela é geralmente representada por uma combinação de um cão e um porco segurando cobras, de pé ou ajoelhado sobre um burro; sutil.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O DIA DO SENHOR...


                                                     O DIA DO SENHOR...
Sofonias foi um profeta que viveu no mesmo período de Jeremias, e talvez tenha sido um membro da corte governamental, pois provavelmente era descendente do rei Ezequias. Na introdução (1:1) ao livro são citadas quatro gerações de sua família, talvez para ratificar o conhecimento que tinha sobre os pecados de Judá e dar credibilidade à sua pregação, uma vez que era descendente de um dos grandes reis de Jerusalém.
O século VII a.C. foi um período conturbado, pois a Babilônia estava em plena ascensão mundial com a derrocada do Império Assírio. O trabalho de Sofonias e Jeremias era testemunhar a favor de Deus na iminência da destruição do Templo e de Jerusalém pela Babilônia.
Do ponto de vista cronológico Sofonias se situa entre o fim do ministério de Isaías, no século VIII a.C., e o início de Jeremias. Sofonias quebrou o período de cinquenta anos de silêncio profético do reinado agressivo de Manassés e, junto com Jeremias, ajudou a fundamentar a reforma religiosa promovida por Josias (628-622 a.C. – 2 Cr. 34). Sofonias usou os principais temas teológicos dos profetas do século VIII para aplicá-los ao cenário turbulento do século VII.
Manassés reinou por cinquenta e cinco anos. Seu reinado reinstituiu o sincretismo religioso com a religião baalista, e embora tenha se arrependido no cativeiro babilônico, Judá não se recuperou mais deste reinado catastrófico. Uma geração inteira de hebreus só havia conhecido apenas um rei, e em condições, social e religiosa, completamente desfavoráveis. A tímida tentativa de reforma por Manassés (2 Cr. 33:12-19) não foi suficiente para apagar as manchas deixadas pela apostasia de cinco décadas e influenciou negativamente seu filho Amon, que herdou a apostasia do pai, arrematando o julgamento de Judá.
Josias, filho de Amon, começou a reinar aos oito anos de idade, e, entre seu 12º e 18º ano de reinado Josias instituiu a maior reforma religiosa até então. As práticas cúlticas e litúrgicas foram mudadas e eliminaram-se os elementos estrangeiros, contudo o coração do povo pareceu não ter mudado. Por esta razão os profetas Sofonias e Jeremias, após ele, denunciaram o pecado e anunciaram o juízo que já estava às portas de Judá.
Sofonias, tal qual Oséias e Amós, estava atento aos movimentos da política internacional; ao enfraquecimento da Assíria como potência mundial e à ascensão da Babilônia no Antigo Oriente Próximo. Alguns anos após a profecia de Sofonias, Nínive, capital do Império Assírio, foi destruída; Josias foi morto em Megido (2 Rs. 23:29); Nabucodonosor derrotou o Egito na batalha de Carquemis e tomou o controle da Palestina e da Síria das mãos da Assíria. Judá foi então destruída e o grande dia do sacrifício do Senhor havia chegado (Sf. 1:8).
Estrutura de Sofonias
O livro de Sofonias pode ser dividido da seguinte maneira:
O Julgamento
Aviso do julgamento universal (1:1-3)
O julgamento de Judá e Jerusalém (1:4-13)
O julgamento das nações (1:14 – 2:15)
A acusação de Judá e Jerusalém (3:1-7)
Aviso do julgamento universal (3:8)
A Restauração (3:9-20)
Além de Amós, Sofonias é o único profeta menor que proclama oráculos contra as nações além de Judá. Portanto, esses julgamentos não devem ser vistos isoladamente, mas parte de um programa de Javé para punir os crimes contra a humanidade que essas nações cometiam.
Sofonias é o profeta que mais mencionou o “Dia do Senhor”. Sua ênfase no julgamento divino dá a tônica do livro tanto em termos do julgamento manifestado na história de cada nação como parte da completude escatológica na preservação do remanescente (3:13).
A expressão “Naquele dia” evoca uma ideia de terror e angústia onde Judá e todas as nações ao seu redor seriam julgadas. Esse julgamento é descrito em termos universais e ecológicos (1:2-3), quando a humanidade seria julgada por seus pecados. Mais uma vez a natureza sofre as consequências pela transgressão da humanidade.
Em virtude do sincretismo religioso com seus sacrifícios humanos, idolatria e astrologia Judá seria julgada. Esse julgamento alcançaria todas as camadas da sociedade, que estavam contaminadas pelo pecado (1:4-13). Embora Sofonias fizesse parte da família real, isso não o impediu de denunciar o uso de roupas estrangeiras (1:8) pelos príncipes de Judá, isto é, a aceitação dos valores éticos, morais e espirituais dos pagãos.
Depois de alistar as razões do castigo, Sofonias descreve as características terríveis do julgamento do Senhor, com cataclismos e angústia sem precedentes (1:14-18).Não obstante, este julgamento seria apenas um vislumbre do grande julgamento dos fins dos tempos que ainda há de vir.
Os próximos trechos dos oráculos de Sofonias (2:4 – 3:8) atingem as nações ao redor de Judá. O julgamento em geral acontece em razão do orgulho e arrogância dessas nações que desprezaram Israel (2:8-11).
A parte final do livro trata sobre a restauração de Deus após seu julgamento e enfatiza o amor por seu povo. Os gentios também serão renovados e haverá a possibilidade de servirem ao Senhor com harmonia (3:9-10). Israel será purificado e reunido (3:11) assim que buscar ao Senhor e fugir do pecado (3:12-13). Jerusalém receberá o perdão de Deus e terá a presença do Senhor em seu meio (3:14-17).
Israel, por fim, será restaurado de acordo com as bênçãos da Aliança em Deuteronômio (Dt. 26:18-19).
Propósito e conteúdo
Sofonias aborda os seguintes temas:
O dia do Senhor vem aí
O juízo por vir será universal
Os humildes devem buscar o Senhor
Sofonias pretendeu causar mudanças profundas em Judá quando declarou seus oráculos, pois o anúncio do juízo divino tinha a intenção de restaurar o povo da Aliança. O teor de sua mensagem era o Dia do Senhor, que se aproximava rapidamente, e incluía a denúncia contra os líderes religiosos e os oficiais corruptos. Portanto, o julgamento não seria punitivo, mas corretivo.
Embora o julgamento tenha sido claramente exposto, Sofonias não mencionou a forma que teria. A corrupção político-espiritual traria consequências permanentes. Ao mesmo tempo, Sofonias insiste para que os justos busquem ao Senhor, a fim de que fossem poupados pela misericórdia no dia da ira de Deus.
A restauração mencionada em 3:9-20 foi de caráter religioso-espiritual, onde o remanescente disporia da paz e segurança do Senhor (3:15).
O dia do Senhor
O termo “dia do Senhor” foi usado pelos profetas para indicar o dia quando Deus instalasse sua própria ordem no mundo e quase todas as profecias que se utilizam deste termo apontam para movimentos rumo a essa condição ideal. Entretanto, antes da concretização final, que será realizada diretamente pelo Senhor, cumpre-se o processo de acabar com a iniquidade.
Logo, antes do dia do Senhor escatológico, isto é, o dia que inaugurará a ordem estabelecida pelo próprio Deus, existem diversos “dia do Senhor”. Por isso, a queda de Nínive, da Babilônia e a própria derrocada de Jerusalém são consideradas como “dia do Senhor”. Neste caso, o julgamento divino não é final, embora fosse bastante drástico. O resultado deste dia do Senhor permitiria o surgimento de um remanescente purificado.
O dia do Senhor é um momento onde a justiça é feita e geralmente é retratado com a inversão da ordem atual. Um exemplo é que o dia do Senhor é descrito como um dia de trevas e não de luz; os pobres são exaltados acima dos ricos e os senhores servirão os servos. Esta é uma característica da literatura profética que se utiliza do conceito de Dia do Senhor.
O povo hebreu sempre imaginou um dia do Senhor como um dia de alegria onde Javé destruiria para sempre seus inimigos e eles triunfariam. Mas jamais esperaram que também fossem julgados nesse dia. Desde Amós, os profetas desmistificaram essa ideia, dizendo que os israelitas também estariam entre os inimigos de Deus, maduros para o dia do juízo (Am. 5:18-20).
Javé não podia tolerar o orgulho, que impedia que o povo confiasse no Senhor para sua salvação. O orgulho era o mal enraizado no coração do ser humano; Judá (2:3), Moabe (2:10) e Nínive (2:15) não estavam isentos dessa doença. A declaração de independência de Deus era o terrível pecado. Os únicos aptos a escapar da fúria da ira do Senhor era o humilde que confiaria em seu nome (3:12).
No Novo Testamento, o próprio Deus, encarnado em Jesus aprofundaria ainda mais todos esses conceitos, e daria ele mesmo o exemplo em sua própria vida.
Apóstolo, Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

QUAL O MAU QUE EU TE FIZ...


                                              QUAL O MAU QUE EU TE FIZ...
Quantos de nós já questionamos as leis do Velho Testamento? Como achamos rígidas e antiquadas aquelas leis que regiam o povo hebreu! Mas a lei do olho por olho e dente por dente foi introduzida para restringir um mal maior, existia para impedir a retaliação ilimitada. “Mas se houver morte, então darás vida por vida. Olho por Olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” Êxodo 21:23-25. A pessoa só podia ir até o limite do acontecido, não mais. Jesus, porém, penetrou além dessa lei de retaliação igual ou controlada, e repudiou toda ideia de vingança. Quando iniciou seu ministério, apareceu com algo completamente novo; desejava algo melhor para a humanidade… por isso o cristianismo sempre revolucionou os corações.
Ler Mateus-5.38:41
I- Vencer o mal com o bem é não resistir ao homem mau
Jesus é o maior exemplo de resistência ao mal e esse é o dever de todo crente. Não podemos nos deixar vencer pelo mal, e não devemos resistir o homem mau. Paulo, o apóstolo disse: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” Rom. 12:21. Poucos crentes hoje em dia sofrem um golpe físico na face, mas o principio é dar a outra face. Isso pode ser aplicado diariamente em termos de auto-exposição aos insultos, mal entendidos, e outras ofensas, as quais somos expostos. O cristianismo realmente é diferente, é uma nova filosofia de vida. Esta é a pratica bem sucedida do evangelho. Não poucas vezes presenciamos a resistência com o homem mau através de um bate boca sem fruto, que não leva a nada, a não ser escandalizar o evangelho de Cristo. Isso é resistir o mal com o mal, resultando muitas vezes em ressentimentos prejudiciais à vida espiritual e até física. Aquele que ainda não aprendeu vencer o mal com o bem, ainda não conhece a essência do evangelho de Cristo. Tenho presenciado alguns bate boca que me deixam envergonhado. Mostra o quanto as pessoas estão longe de Deus.
II- Vencer o mal com o bem é entregar a capa
Na lei Judaica, uma pessoa podia processar outra pessoa por causa da túnica, vestimenta de baixo, com mangas; mas não podia processar ninguém por causa da capa, veste exterior que servia aos pobres como cobertor durante a noite. “Se tomares em penhor o vestido do teu próximo lho restituirás antes do pôr do sol porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitará ele?” Ex. 22:26,27. Cristianismo não é só questão de não fazer isso ou aquilo, mas é acima de tudo, sentir-se bem praticando-o. Fazer o bem aqueles que nos maltratam, orar pelos que nos perseguem, esse é o cristianismo de Jesus. O amor vence todas as coisas. “…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
III- Vencer o mal com o bem é caminhar a segunda milha
Essa é uma questão interessante, pois se permitia aos soldados e oficiais Romanos que forçassem os nativos a carregar os seus suprimentos ou bagagens por uma milha. Ai pode entender o que aconteceu com Simão Cireneu, que foi obrigado a carregar a cruz de Jesus por um oficial romano. Ele vinha do campo, da roça, nada tinha a ver com o que estava acontecendo, mas carregou a cruz. Ninguém podia exigir que se caminhasse a segunda milha, mas Jesus ensina que deve ser espontânea na experiência cristã. “Se alguém te obrigar a andar uma milha, ande com ele duas”. É certo que há cristãos que estão muito aquém da primeira milha. Mas o que Jesus ensina é extraordinário. Quantas vezes devemos perdoar? Até sete? Não! Mas até 70 vezes 7. Se alguém nos humilha devemos fazer o que pudermos e as vezes mais. Pois o cristianismo da segunda milha é o cristianismo do amor sem reservas. È o cristianismo de não oferecer a Deus oferta de tiver ódio, mágoa ou ressentimento no coração. O comportamento de José no Egito. O trato para com seus irmãos foi o de andar a segunda milha. O amor vence todas as coisas. Entramos na Igreja de Jesus para caminhar a segunda milha ou sermos crentes sem nenhuma expressão. As religiões são sempre influenciadas por vidas, homens e mulheres que souberam honrar a Deus, glorificar o seu nome. Quando não aprendemos a vencer o mal com o bem, as pessoas dizem: “A ser cristão como você, é melhor ficar onde estou”. Falta a compreensão da segunda milha.
Conclusão
É verdade que andar a segunda milha, a entrega da capa, e o não resistir o mal, são coisas duras. Mas é neste comportamento que experimentamos o calor da presença de Jesus. Andar nessa direção é renunciar o programa próprio e aceitar o programa de Deus. Este é o caminho do amor. O amor aos amigos, mas também aos inimigos. Não é dar porque recebemos, mas é dar sem esperar nada em troca. E toda vez que damos sem a pretensão de receber, Deus nos dá muito mais. Quando vencemos o mal com o bem servimos ao próximo; somos ponte para grandes realizações no cristianismo e no mundo. É o começo de uma vida abençoada. É andar com Jesus e fazer a vontade de Deus. Milha romana – 1000 passos; milha Brasil 1000 braças = a 2.200 metros; Inglesa e Americana 1.609 metros.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

domingo, 22 de janeiro de 2017

COMO NASCE UMA SEITA, REINO DIVIDIDO...


                                 COMO NASCE UMA SEITA, REINO DIVIDIDO...
O QUE É UMA SEITA?
Os diversos ramos do conhecimento buscaram dar uma definição padrão de como se caracteriza uma seita, porém não chegaram a um consenso. Para a psicologia, seita seria um grupo que altera o comportamento de uma pessoa e sua perspectiva psicológica de vida. Na sociologia o termo é usado para definir um grupo que não se ajusta às normas de determinada sociedade. Em partes conseguiram alcançar seus objetivos, porém, falharam em tratar o que é essencial a todas as seitas: sua teologia.
A palavra seita, em sua origem, não tinha o sentido desagradável que adquiriu como passar do tempo, tanto que o cristianismo foi chamado de seita: “Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam de seita, assim eu sirvo ao Deus de meus pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (At. 24:14). Em seu sentido etimológico, as palavras seita e heresia procedem da palavra grega “háiresis”, que tem como significado “escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc.”. A palavra “heresia” é adaptação de “háiresis”, quando passada para o latim, “háiresis” tornou-se “secta” donde surgiu o termo seita.
Diferentemente do que significa no original, devido as várias características que o termo foi agregado, podemos dizer que seita seria um grupo de pessoas cujos ensinos repousam sobre a autoridade isolada de um líder espiritual, cujas palavras e escritos são vistos de igual valor ou superior à Bíblia Sagrada e sempre negam as doutrinas centrais do cristianismo histórico.
O líder é visto como “profeta”. Uma vez que esse profeta é visto como canal de comunicação entre Deus e os homens, seus ensinos são de autoridade inquestionável. São dogmas! A questão fundamental quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é seu porta-voz. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta.
CARACTERÍSTICAS DE UMA SEITA
Não é difícil para um cristão sincero identificar uma seita. Existem várias características doutrinárias que, de pronto, com um conhecimento mediano da Bíblia, podem ser refutadas. Tipicamente as seitas dão ênfase a novas revelações “recebidas de Deus”, negam a autoridade única da Bíblia, negam a Trindade Santa, possuem uma visão desvirtuada de Deus e de Jesus Cristo, ou ainda rejeitam a salvação pela graça. Outro fator determinante para a identificação de uma seita, além das características doutrinárias, são seus indícios sociológicos, que incluem autoritarismo, o dogmatismo, as mentes fechadas, as susceptibilidades, o isolamento e até mesmo o antagonismo. É comum nas seitas o legalismo (conjunto de regras obrigatórias para seus devotos), a perversão sexual, a intolerância, etc., entretanto é salutar dizer que para identificar uma seita não é preciso que ela apresente todas essas características, porém elas se combinam em suas mais diversas formas.
Em relação à Bíblia:
Têm outras fontes doutrinárias além das Escrituras
Aceitam apenas algumas partes.
Usam uma edição "especial" adaptada às suas convicções
Distorcem as doutrinas fundamentais, desprezando os princípios auxiliares de Hermenêutica.
Dizem que receberam uma nova revelação de Deus anulando ou mudando mandamentos e/ou preceitos existentes na Palavra de Deus.
Em relação à Jesus Cristo:
Não aceitam que ele seja o Filho Unigênito de Deus.
Não aceitam Sua natureza divina-humana.
Não aceitam Seu nascimento virginal.
Existe outra possibilidade de salvação além da realizada por Cristo, pois cabe ao homem realiza-la.
Quase sempre tem um líder, vivo ou morto, que possui autoridade igual ou superior a Cristo.
Além destes aspectos, as seitas negam a realidade ou a individualidade do pecado, sendo também proselitistas.
PLURALIDADE RELIGIOSA
As seitas podem ser subdividas em pequenos grupos com características comuns, ou ainda pelo critério de sua origem. Dessa forma podemos classificá-las em:
a) Proféticas – originaram-se de líderes que se denominaram profetas;
b) Secretas – originaram-se de alguma revelação à qual somente os iniciados teriam acesso;
c) Espíritas – surgiram da busca de comunicação com o mundo sobrenatural;
d) Afro-brasileiras - se originaram das práticas africanas trazidas ao Brasil pelos escravos;
e) Orientais – fundamentaram-se em princípios, religiosidade e filosofia japonesa, hindu e iraniana;
f) Unicistas – não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade divina; qualquer referência à ideia de Trindade é interpretada como várias manifestações de Deus ou de Jesus.
De acordo com esta classificação podemos agrupar as seitas em evidência no Brasil da seguinte forma:
1) Proféticas: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus), etc.
2) Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão, etc.
3) Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional, etc.
4) Ocidentais: Seicho-no-ie, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare-Krishna, Meditação Transcendental, Unificação (Rev. Moon), Perfeita Liberdade, etc.
5) Unicistas: Igreja Local(Árvore da Vida), Igreja Evangélica Voz da Verdade, Só Jesus, Tabernáculo da Fé.
6) Secretas: Maçonaria, Teosofia, Rosa-crucianismo, Esoterismo, etc.
REFUTAÇÂO DE ALGUMAS DOUTRINAS DAS SEITAS
Elas pregam a salvação pelas obras
A Bíblia deixa bem claro que a salvação é pela graça por meio da fé, independentemente das obras, como disse o apóstolo Paulo aos efésios: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Somos também justificados diante de Deus pela fé, à parte das obras. De modo que a graça que salva por meio da fé, que por sua vez produz obras que dão testemunho sobre a eficácia da fé salvadora (Tiago 2).
Dizem que só 144 mil, irão habitar com Cristo.
Na Bíblia está afirmado que os salvos iram morar com Cristo sim! Paulo escreve assim aos irmãos de Tessalônica: “Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre (I Ts 4.16-17).
O trecho acima também deixa claro que Jesus virá para buscar a sua Igreja, portanto a afirmação de que Jesus está na terra já à alguns anos e em segredo, não tem base bíblica.
Dizem que não existe Trindade
Entretanto, por meio da revelação progressiva, o único Deus se revela como uma unidade composta de três pessoas distintas, que nós chamamos de Trindade. Por meio de comparação podemos concluir que existe uma unidade composta nas escrituras para a Divindade.
Há várias citações na Bíblia que declaram a unicidade de Deus (2 reis 19.15; Neemias 9.6; Salmos 83.18; 86.10; Isaías 43.11; I Coríntios 8.6; Gálatas 3.20; Efésios 4.6,

- Onipresença do Pai: Jeremias 23.24:
- Onipresença do Filho: Efésios 1.20-23;
- Onipresença do Espírito Santo: Salmos 139.7.
- Onipotência: do Pai: Gênesis 17.1;
- Onipotência do Filho: Apocalipse 1.8;
- Onipotência do Espírito Santo: Romanos 15.19
- Onisciência: do Pai: Atos 15.18;
- Onisciência do Filho: João 21.17;
- Onisciência do Espírito Santo: I Coríntios 2.10.
Pregam que Jesus não é Deus
A Bíblia afirma em vários trechos que Jesus é Deus: vamos citar só um deles “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1.1-3).
Dizem que o Espírito Santo não é uma pessoa
Quando falamos que o Espírito Santo é uma pessoa, alguns de forma errônea interpretam que se Ele fosse uma pessoa teria necessariamente que possuir uma forma corpórea. Entenda, é consenso entre os cristãos que Deus Pai seja uma pessoa, mesmo que nunca tenha sido visto, logo uma pessoa não precisa necessariamente possuir um corpo, mas sim que possua atributos de uma pessoa. Da mesma forma, o Espírito Santo possui todos os atributos de uma pessoa, apesar de não ser visível, logo é uma pessoa.
Vejamos as provas bíblicas de que o Espírito Santo é uma pessoa, pelas atribuições que Palavra de Deus faz a Ele, que só podem ser praticadas por uma pessoa:
a) Ele fala: “... pois não são vocês que estarão falando, mas O Espírito do Pai de Vocês falará por intermédio de vocês” (Mateus 10.20; Atos 8.39; 10.19-20; 13.2; Apocalipse 2.7);
b) Ele ensina: “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante de governadores e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou como dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que deverão dizer” (Lucas 12.12; João 14.26; I Coríntios 2.13);
c) Ele conduz e guia: “Mas quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará a toda verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir” (João 16.13; Romanos 8.14)
Dizem que Cristo não ressuscitou corporalmente
A morte de Cristo tem uma grande importância para os cristãos, mas a ressurreição é a essência do cristianismo, pois se Jesus não tivesse ressuscitado, o Evangelho seria uma mentira, uma grande farsa. A verdade é que Jesus ressuscitou, e não só isso, seus discípulos registraram sua ressurreição, bem como a veracidade dos fatos em seus escritos. Lucas é preciso em seus pormenores, ao relatar a aparição de Jesus com os seguintes detalhes:
"Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. E eles contaram o que lhes aconteceu no caminho, E como deles foi conhecido no partir do pão. E, falando ele dessas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos ao vosso coração? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou Eu mesmo: tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles" (Lucas 24.34-43)
Dizem que Jesus assumiu um corpo que não era dele
A prova de que Jesus estava com seu próprio corpo é inegável e também comprova os detalhes de sua morte. O apóstolo Paulo nos fala que a ressurreição literal de Cristo é a nossa maior esperança, pois se Deus pode ressuscitar a Jesus em corpo físico e imortal, também poderá ressuscitar o nosso. Assim concluiu o apóstolo: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também vã a nossa fé” (I Coríntios 15.14). A ressurreição é uma prova da divindade de Cristo, do triunfo sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás. Negar esta verdade é pregar outro Evangelho.
Costumam “profetizar” o dia da vinda de Jesus
Qualquer profecia que contenha a data da vinda de Jesus é mentirosa, é trabalho de falso profeta.
A Palavra de Deus diz que “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai... (Mateus 24.36, 42).
Reencarnar (nascer em uma outra pessoa, com outra aparência física)
Pregam que a pessoa deve morrer e reencarnar várias vezes até chegar a ser alguém que mereça a salvação.
Se isso fosse verdade o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário estaria invalidado, Jesus teria morrido em vão. Mas não é verdade, só quem pode mudar o homem de pecador para uma nova criatura é Jesus, não existe outra maneira, não adianta inventar teorias absurdas, que não tem sustentação bíblica. A Bíblia deixa bem claro que: “E, que aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27).
Consultar aos mortos, adivinhar, prognosticar (vidência), praticar mágica, ser agoureiro, feiticeiro.
Deus proibiu estas coisas no meio do seu povo, quer dizer, quem segue os ensinamentos de Deus não pratica, nem procura pessoas que praticam tais coisas: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti” (Dt 18.10-12).
A PERIGOSA INVASÃO DAS SEITAS
À medida que se aproxima o final dos tempos, uma explosão de seitas e movimentos religiosos surgem por todo o mundo, dividindo famílias, igrejas e levando almas preciosas para a perdição eterna. A cada dia que passa a situação fica pior.
As igrejas precisam preparar seus membros para esse confronto com as seitas, porque onde as igrejas forem evangelizar precisam ter consciência que as seitas estarão lá, tentando enganar e desviar os novos convertidos e até os já considerados maduros, prejudicando a causa do Evangelho. É urgente que as igrejas tenham crentes que saibam fazer apologia da fé cristã, ou seja, que sejam capazes de fazer a verdadeira defesa das doutrinas bíblicas, para que as falsas interpretações dessas pessoas sejam confrontadas e vencidas. Por isso é urgente que as igrejas que se preocupam com a causa do Evangelho, fortaleçam suas Escolas Bíblicas, incentivem aos seus congregados na leitura da Bíblia, criem grupos de estudos bíblicos. Enfim, precisamos de armas para combater os falsos ensinos. Não é fechando à porta da casa ou tratando deseducamente as pessoas que batem à nossa porta com intuito de ensinar suas heresias que vamos nos defender deles. Devemos combatê-las com a verdade. Afinal essas pessoas também são almas preciosas para o Reino de Deus.
O QUE É TOLERÂNCIA RELIGIOSA?
É o respeito que devemos ter pelas pessoas que fizeram uma opção religiosa diferente da nossa. Entretanto essa postura tolerante não concorda com a ideia de que todas as religiões levam a Deus.
É CERTO QUESTIONAR A EXPRESSÃO RELIGIOSA DE UMA PESSOA?
Sim. Desde que a confrontação seja no campo das ideias e não vise denegrir ou ofender a pessoa que crê de maneira diferente da nossa. Devemos sempre confrontar a maneira como os indivíduos interpretam a verdade e o seu modo de vida religiosa, nunca agredir as pessoas.
NÃO SE DEIXE ENGANAR POR UMA SEITA
Talvez isso tenha acontecido à porta de sua casa, quando algum vendedor treinado para persuadir e usando de artimanhas o fez comprar algo inútil. O engano é geral! Há engano em todas as áreas da vida, e especialmente no setor religioso! Vivemos numa época em que muitas seitas se propagam em velocidade inacreditável. Os representantes das seitas sabem muito bem como podem vender suas heresias a pessoas de boa-fé por meio de palavras convincentes. Muitas vezes as seitas apelam para a Palavra de Deus e usam o nome de Jesus Cristo.
Em um primeiro momento, frequentemente, suas palavras parecem convincentes e verdadeiras. Mas, cuidado é engano! A Bíblia nos adverte seriamente a respeito: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo a fora" (1 Jo 4.1).
Em que consiste a diferença entre uma seita e a verdadeira fé bíblica em Jesus Cristo? Como se reconhece uma seita? Faça a prova com três perguntas:
1. Quem é Jesus Cristo?
As seitas negam a pessoa do Senhor Jesus - elas falam de um "Cristo cósmico" ou negam a sua soberania divina. Nelas não é Jesus que está no centro, mas a pessoa do seu "guia", "profeta", "apóstolo” ou "guru". Entretanto, a Bíblia declara que Jesus Cristo é Deus verdadeiro. Ele se tornou homem para morrer na cruz por todos os homens. Ele ressuscitou corporalmente e vive por toda a eternidade (1 Jo 5.20; Cl 2.9; Mc 10.45 e 1 Co 15.3).
2. O que é a Bíblia?
Muitas vezes as seitas usam, de fato, partes da Bíblia, mas além dela ainda têm as suas doutrinas especiais, "novas revelações" e "visões", que colocam no mesmo nível da Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, a própria Bíblia legitima-se como a Palavra de Deus inspirada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus Cristo e seu grandioso plano para este mundo e para nossa vida é revelado exclusivamente pela Sagrada Escritura (2 Tm 3.16). Deus nos adverte para não irmos além do que está escrito na Bíblia (Ap 22.18-19; 1 Co 4.6).
3. Como posso encontrar a Deus? Como alcanço a vida eterna?
As seitas condicionam a salvação à filiação a sua organização. Seus membros devem treinar certas práticas de meditação ou cumprir outras normas de conduta. A Bíblia, pelo contrário, ensina: você é salvo e recebe a vida eterna de Deus única e exclusivamente pela fé pessoal em Jesus Cristo e por Sua graça (Jo 3.16; 14.6; 1 Tm 2.5; At 4.12).
CONCLUSÃO
Qual tem sido a principal conduta das igrejas evangélicas? Não podemos demonstrar apatia e desinteresse. Precisamos de um engajamento verdadeiro e responsável na obra de evangelização. Ter uma consciência religiosa esclarecida e iluminada pelo poder do Espírito Santo.
Não devemos “brigar” por coisas secundárias, tais como: modo de batismo (aspersão ou imersão); interpretações apocalípticas (Pré tribulacionismo, Pós-tribulacionismo; etc.); usos e costumes (vestuário, acessórios, cabelo); etc. Essas questões, por mais importantes e relevantes que sejam para algumas igrejas, não interferem na nossa salvação, que é exclusivamente pela fé em Jesus Cristo. Do ponto de vista teológico, você pode, e deve ter uma definição que julgue ser a melhor com respeito a cada uma dessas questões, entendendo que as opções divergentes existem. Nossa luta deve ser pela Fé que nos foi entregue (Judas 3).
Cuidado para não cair nas armadilhas de qualquer seita. Por isso, informe-se, leia a Bíblia, conheça a Jesus Cristo e confie nEle! Ele quer trazer luz às trevas de sua vida. Jesus Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida" (Jo 8.12).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante