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domingo, 27 de novembro de 2016

A NOVA JERUSALÉM CELESTIAL...


                                            A NOVA JERUSALÉM CELESTIAL...
II Pe. 3.7-14
II Pe. 3.14, “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que.
“Dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.”
O Novo Céu e A Nova Terra – Ap. 21.1-27
Logo após o milênio veio o último julgamento, o do Grande Trono Branco. Naquela ocasião da presença de Cristo “fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.” (Ap. 20.11). A menção dessa conflagração junto com o último julgamento mostra a proximidade desses dois eventos. Todavia o tempo exato que a terra e o céu fugiram da presença da majestade e da glória de Cristo é aberto para comentários. Alguns dizem que acontece logo depois deste julgamento e outros sustentam que foi durante a Tribulação (Ap. 16.20).
Em todo caso João viu “um novo céu, e uma nova terra”. Como foram criados na primeira vez, não serão no futuro, mas novos e diferentes, Gn. 1.1, “No princípio criou Deus os céus e a terra.” A palavra “novo” é de uma palavra grega que significa quanto forma: não usado, recente, ou como substância: um espécie novo, incomum (#2537, Strong’s).
Alguns creem que os primeiros céus e a primeira terra literalmente serão queimados, aniquilados, eliminados e desfeitos pelo fogo e tudo será uma nova criação (II Pe. 3.10-12). Pode ser isso a realidade que a profecia está apontando. Todavia convém pensar nessas duas considerações:
1. A Bíblia diz que a terra é para sempre - Sl 78.69, “E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre.”; Sl 104.5, “Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.”; Ec 1.4, “Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.”; Is 51.6, “Levantai os vossos olhos para os céus, e olhai para a terra em baixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como roupa, e os seus moradores morrerão semelhantemente; porém a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será abolida.” Se a terra permanecerá, como pode ter um fim?
2. Para fazer tudo novo, não é necessário eliminar completamente o velho. Tome como referência o homem velho na hora de regeneração. O homem velho não é destituído, eliminado, mesmo que “tudo se fez novo” (II Co. 5.17, “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”) Deus cria o homem novo e o velho homem é suplantado, feito submisso à nova natureza. Também pense nos que perecem no lago de fogo. Perecem, mas permanecem. Não serão eliminados mas castigados numa condenação eterna. Podemos considerar a destruição da terra pela água no dilúvio. Deus disse a Noé: “... porque a terra está cheia de violência; eis que os desfarei com a terra.” Gn. 6.13; 7.4 (Am. 9.5). Todavia, sendo desfeita não foi eliminada completamente. Se uma vez aconteceu assim será que o novo céu e a nova terra são ‘novos’ da mesma maneira?
Tudo Novo - Mesmo que os céus e a terra não serão eliminados ou reduzidos a nada, serão purgados, ou seja, serão desfeitos e limpos pelo fogo (II Pe. 3.7, 10-12). O importante é entender que todas as obras pecaminosas do homem na terra serão eliminadas pelo fogo purificador de Deus. O resultado é um novo céu e uma nova terra, sem nenhum mar. Que lugar será! A terra será sem nenhum resquício da maldição do pecado e sem o abominável sangue do homem inocente que foi derramada nela. Purificada, cristalina, tudo novo!
Nova Terra Sem Mar - Alguns simbolizam que a ausência do mar ensina que não haverá mais separação entre os salvos e os seus entes queridos salvos, ou nenhuma separação das raças e nações. Desde que o mar controla o clima da terra podemos entender que o mar é usado por Deus para regar a terra; para que todo animal, homem e planta vivem. Porém, naquela nova terra não haverá morte e não necessitará o homem de cultivar a terra para sobreviver (Ap. 21.27). Na eternidade o homem salvo tem vida eterno e pode comer da árvore da vida livremente (Ap. 22.2). Portanto o mar não existirá mais.
Novo Céu - A Bíblia fala de três céus (II Co. 12.2-4, “foi arrebatado ao terceiro céu... ao paraíso). O primeiro céu é para as aves (atmosfera perto da terra), o segundo é para as estrelas e planetas (o espaço, o firmamento), e o terceiro céu (o paraíso, o lugar do Seu trono - Sl. 11.4, “o céu dos céus” - I Rs. 8.27). João viu um novo céu. Este novo céu pode ser aquele onde Deus habita. Os céus das aves e das estelas ou foram eliminados ou foram ajuntados com aquele aonde permanece o trono de Deus. Este pode ser o céu onde Deus tem Seu trono e onde “estaremos sempre com o Senhor” será eliminado? (I Ts. 4.17)
Apesar do que se pode opinar destes acontecimentos é fato comprovado que cada ser humano terá corpo, alma e espírito na eternidade. Essa eternidade será de tormento no lago de fogo ou será na nova terra ou no novo céu onde Deus habita. Estar em Cristo faz a grande diferença. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” Jo. 3.36. Arrependei-vos dos seus pecados e creia em Jesus pela fé!
Aplicações: Entendendo que tudo aqui na terra atual será fundido e feito novo, como devemos ser sábios! Nenhum servo do Senhor deve ser tão estúpido de perder o sono com a preocupação de adquirir bens que não vão com ele para essa cidade e nem vão sobreviver à purificação dessa terra. Aquela preocupação ou prazer que rouba a sua comunhão para com Deus, a igreja ou com a sua família vale tanto? Por mais que determine que posses são importantes, tudo é passageiro. Seja sábio! Buscai primeiramente o Reino de Deus e a Sua justiça! Assim, não gastará o seu tempo, sua saúde e o fruto do seu suor naquilo que será queimado (II Pe. 3.10).
Entendendo que tudo aqui na terra atual será fundido e feito novo, como devemos ser santos! Foi a água que limpou o mundo a primeira vez. Dessa vez será pelo fogo. Portanto aquele tempo desperdiçado por priorizar diversões que roubam a sua presença dos cultos de adoração a Deus; aquelas meditações que só trazem vergonhas em vez de edificação; os investimentos que redundam somente para a grandeza do homem e não animam a causa do Senhor, e as amizades que promovam vanglória em vez de crescimento na obediência da Palavra de Deus serão todos desfeitos. Serão destruídos nessa hora. Sabendo que virá tal fogo purificador como devemos procurar a ser santos como nosso Salvador é Santo! (II Pe. 3.11-14; I Jo. 3.1-3)
A Nova Jerusalém – A Esposa do Cordeiro – Ap. 21.2-27
Apesar de todas as desobediências dos cristãos e das suas participações em igrejas não verdadeiras, ninguém estará lá no céu sem estar vestido com as justiças de Cristo - Ap. 19.8: “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” (Jo. 14.6; II Co. 5.21) As bodas do Cordeiro acontece quando Jesus está com os Seus logo no fim da Tribulação (Ap. 19.7-9). Quando João viu o novo céu e a nova terra a esposa, a mulher do Cordeiro, foi manifestada logo depois (Ap. 21.2, 9-10).
A esperada cidade dos justos do Velho Testamento (Hb. 11.10, “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.”) junto com os em Cristo desde o período do Novo Testamento (Hb. 13.14, “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.”) é revelada agora. A cidade chamada “Nova Jerusalém” é a esposa do Cordeiro. É o tabernáculo de Deus com os homens (Ap. 21.4). João a descreve com detalhes gloriosos em Ap. 21.9-27. A esposa é a cidade ou existem a esposa e a cidade? Podem ser termos para ensinar: “Como esposa, vemos a intimidade da sua comunhão com o Cordeiro e a sua união com Ele; como cidade, mostra-nos a habitação de Deus e a vida conjunta e organizada dos salvos.” (pg. 148, Watterson). Essa cidade é o alvo dos santos, ou seja, nela é manifestada aquela assembléia universal, a igreja de todos os primogênitos que estão inscritos nos céus (Hb. 12.22-23). Como sempre, essa ‘ecclesia’ é uma assembleia local e visível.
Essa igreja constará de todos os salvos num só lugar. Mesmo que seja dito que essa cidade é quadrada alguns creem que tenham razão opinar que a forma da Nova Jerusalém é uma pirâmide, outros uma esfera, e outros um cubo. De qualquer maneira ela é grande e gloriosa. Doze mil ‘estádios’ medem dois mil quilômetros. A cidade mede dois mil quilômetros no seu comprimento, na sua largura e na sua altura (Ap. 21.16).
Mesmo com as características da grandeza da glória dessa cidade relatadas por João, esse lugar que Jesus está preparando está além da capacidade do homem imaginar perfeitamente. O Apóstolo Paulo nos ensina: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” I Co 2.9; Is. 64.4. Jesus está preparando uma cidade para Seu povo (Jo. 14.1-3). Ele também está preparando um povo para a Sua cidade: Ef. 5.25-27, “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”; Tt. 2.14, “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.”
Aplicações: Todo o desprezo, a inconveniência, o custo financeiro e o custo da nossa saúde serão recompensados. Na verdade tudo expendido no serviço ao Senhor será naquele momento mais do que recompensado. Nenhum sacrifício será esquecido mas tudo será recompensado múltiplas vezes. A glória de estar com o Salvador vivenciando uma paz completa em tanta beleza para todo o sempre valerá todo sacrificado aqui. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” I Co. 15.58
Você lá estará? O Caminho é Cristo!
Santifique-se mais e mais para estar pronto e experimentado para gozar as bênçãos desta cidade.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


sábado, 26 de novembro de 2016

O CRISTÃO E O NATAL...


                                                    O CRISTÃO E O NATAL...
Lucas 1:26-33
Introdução
     1.       Natal é sinônimo de boas-novas e esperança de salvação.
  a)       “Natal” do latim: natalis significa nascimento, ou dia do aniversário de nascimento. Para o mundo cristão é o dia do aniversário do nascimento de Cristo. É o feriado mais importante da cristandade.
 I.          A data do nascimento de Cristo
1.       Não há base bíblica nem fonte segura que defenda o 25 de dezembro como o dia do nascimento de Cristo. Então, por que esse dia é o Natal?a)       Manual Bíblico de Halley, pág. 435: “Atualmente, celebra-se o Natal em 25 de dezembro. Não há na Bíblia, nada que indique essa data. Apareceu no quarto século, primeiro no Ocidente, como o dia do nascimento de Jesus. [...] O fato de se agasalharem os pastores com os seus rebanhos no campo, ao ar livre, da primavera ao outono, e não no inverno, sugere que Jesus não pode ter nascido nessa estação fria.”
b)       Se o dia do nascimento de Cristo é ignorado, a realidade do Seu nascimento é um fato histórico de profundo significado. A fixação do dia 25 de dezembro pode ter surgido por uma questão de conveniência.
c)       A História confirma que Constantino, em 313, adotou o cristianismo como sua religião e dos seus súditos. Esse fato levou os dirigentes da Igreja a considerar uma boa política transformar as festas mais populares dos pagãos convertidos em festas cristãs. Entre os romanos havia o carnaval, do dia 17 a 24 de dezembro; e, no dia seguinte, o 25, era o maior dia religioso deles, e dia do culto ao deus Sol. Essa data foi escolhida com o objetivo de cristianizar grandes festas pagãs.
II.        Curiosidades e tradições do Natal
1.     Estrela – Mat. 2:2: “Porque vimos a Sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo.” O que era essa estrela? As interpretações são muitas:
a)       Um corpo luminoso, criado a propósito por Deus para servir de guia aos magos, como eram as colunas de nuvem e de fogo na peregrinação de Israel no deserto (ver Núm. 24:17).
b)       Algum astro ou conjunto de astros que se revelaram de acordo com os planos divinos, mas sem saírem de suas funções ou manifestações naturais.
c)       O astrônomo Kepler e outros afirmam ter sido uma conjunção de planetas.
d)       Deus criou nessa época uma verdadeira estrela no firmamento.
2.     A origem da árvore de natal é controvertida. Ela tornou-se um símbolo de paz, alegria e esperança de uma vida melhor.
a)       Alguns dizem que Lutero, em uma noite de Natal, caminhando por uma floresta de pinheiros, contemplou milhares de estrelas brilhando por entre os galhos cobertos de neve. A sublimidade daquele quadro o levou a pegar um daqueles galhos e levá-lo para casa. Após enfeitá-lo com velas acesas, mostrou aos filhos a fim de que eles também desfrutassem de sua beleza.
b)       Para outros, esse costume vem do século 19. Originou-se nos países nórdicos e daí se espalhou para o mundo. Ellen White aconselha os pais a ensinar os filhos a colocarem na árvore de Natal presentes para Cristo.
3.     A origem dos cartões de Natal
a)       Tiveram sua origem na Inglaterra, por volta de 1843, quando o Sr. Henry Cole enviou aos amigos um cartão alusivo ao Natal.
4.       A origem do Papai Noel.
a)       Noel quer dizer natal em Francês.
b)       Fontes históricas dizem que nasceu com São Nicolau, que os holandeses levaram para a América do Norte. Esse personagem fictício que viajava de trenó, entrava pela chaminé da lareira e colocava presentes nos sapatos vazios das crianças. Essa ficção foi se transformando até adquirir as características que hoje conhecemos.
5.       A lenda dos três reis magos.
a)       A Bíblia (Mat. 2:1 e 2) não relata que eram três e muito menos reis.
b)       A palavra grega magoi designava na Medo-Pérsia os que se ocupavam com os segredos da natureza, astronomia e medicina. Deviam ser vários, mas a tradição fala em três, por trazerem três espécies de dádivas: ouro, incenso e mirra. A tradição também lhes atribui os nomes de Gaspar, Belquior e Baltasar.
c)       Os presentes eram simbólicos para a pessoa de Cristo: “ouro” para o Rei; “incenso” para o Sumo Sacerdote; e “mirra” para o Grande Médico.
6.       O hino “Noite Feliz”.
a)       “Noite de Paz”, Hinário Adventista, nº 42.
b)       O padre Joseph Möhr, de uma pequena igreja austríaca, em 1918, certa vez estava triste pelo fato de não haver música de órgão naquele Natal, porque os ratos haviam roído os foles do órgão. Com esse estado de espírito, foi dar um passeio pelas imediações de sua paróquia. A Lua e as estrelas cintilando tornavam a noite amena, tranquila e inspiradora. Aquela cena o fez imaginar como teria sido aquela noite em Belém, e a letra da canção “Noite Feliz” brotou espontaneamente. De volta à igreja, passou-as para o papel, apresentando-as a seguir a Franz Gruber, mestre do coro, com o pedido de que fizesse a música. Na próxima noite de Natal, os membros da igreja cantaram o hino “Noite Feliz”. A esposa do regente, após ouvi-lo, declarou: “Morreremos, mas “Noite Feliz” viverá por muito tempo”. Não existe hoje nenhum lugar no mundo onde se esse hino não seja cantado na noite de Natal.
Conclusão
1.       Embora não haja nenhuma confirmação de que Jesus nasceu em 25 de dezembro. Não há problema em celebrarmos a data, pois somos beneficiados espiritualmente ao meditar no significado de o Salvador ter nascido neste mundo.
a)       Infelizmente, essa festa religiosa está desvirtuada de suas elevadas finalidades. Hoje, só se fala em comércio, comidas e bebidas; e Jesus mal é lembrado.
b)       Mais importante do que o dia e o lugar em que Cristo nasceu, é o fato de Ele ter nascido para ser o nosso Salvador, e agora Ele também pode nascer em nosso coração.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

SE JESUS CRISTO FOI TENTADO PELO DIABO QUANDO MAIS NÓS...


            SE JESUS CRISTO FOI TENTADO PELO DIABO QUANDO MAIS NÓS...
Como Jesus Venceu a Tentação
Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.
Embora Jesus foi tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus 4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.
Primeira Tentação
A afirmação do diabo: "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.
As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há  aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.
A resposta de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.
Lições: 1. O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 2. A tentação parece razoável. O errado frequentemente parece certo. Um homem "tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.
Segunda Tentação
A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.
As questões: A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
A resposta de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.
Lições: 1. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas frequentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. 2. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). 3. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.
Terceira Tentação
A afirmação do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou- lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.
As questões: A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?
A resposta de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto"(4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.
Lições: 1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.
Conclusão
Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

LÁGRIMAS DE UM PASTOR...


                                                LÁGRIMAS DE UM PASTOR...
Todos nós já choramos na vida pelo menos quando nascemos choramos. Alias este é o enigma da vida: “nascemos chorando ou pelo menos alguém chora por nós”. O incômodo da vida é que quando começamos a gostar dela aí já está na hora de ir embora.
Mas sem dúvidas que todos nós passamos por momentos de lágrimas, lágrimas de emoção, a alegria de uma formatura. Também choramos de sofrimento, alguém querido que vai embora, a perda de mãe, aqueles que tiveram o dissabor de perder um filho, um parente chegado. Chora-se também quando se sofre uma calúnia e se vê enlameado na sua reputação e na sua dignidade.
Enfim chora-se por vários motivos, mas um dado curioso é que as lágrimas se secam com o lenço, com a mão ou com o ar. Ninguém guarda lágrima, ninguém carrega um vidrinho e vai guardando as suas lágrimas. ... Vamos voltar ao texto lido: “…recolhe as minhas lágrimas em teu odre…”. DAVI esta dizendo que Deus guarda as nossas lágrimas: “… recolhe as minhas lágrimas..”.
Naquele tempo não havia vidro e os recipientes para líquido eram de couro e então se guardava água, vinho e leite dentro de um vasilhame de couro. “Recolhe as minhas lágrimas em teu odre”.
O que DAVI está dizendo é que ele passou um momento muito difícil na sua vida e vem contando isso no seu salmo, mas quando chorou, as lágrimas que deveriam ser secadas com a mão por ele foram guardadas por Deus. É uma figura poética. As lágrimas do fiel são guardadas num frasco. Ele descobriu isso na sua experiência. O seu sofrimento e o seu choro não foram despercebidos por Deus.
E podemos dizer que o primeiro significado desta expressão para as nossas vidas é que Deus vê as nossas lágrimas. “recolhe as minhas lágrimas”. A ideia é que ele passou por um momento sombrio, vinha passando titubeante e Deus estava contando os passos dele. DEUS estava vigilante no momento da sua crise.
A declaração do salmista é muito simples: Deus está atento ao que se passa conosco, ele vê. Para o Salmista DEUS não é um ídolo qualquer, muito pelo contrário, o salmista ironiza os ídolos: Abra sua Bíblia no Salmo 115:4-7 e veja o que ele diz:
“Os ídolos dele, de prata e outro, são feitos por mãos humanas. Tem boca, mas não podem falar olhos, mas não podem ver; tem ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; tem mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar”
Ou seja o Salmista fica admirado com as pessoas que confiam em ídolos e depois finaliza no v. 8: “Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam”. – Porque eles não podem ver, não fazem nada, são ídolos, são mortos, são inúteis, …… mas ele diz que o seu Deus contou as suas lágrimas. Com Deus é diferente.
Eu li a história de um homem que perdeu o seu filho num acidente e então, profundamente magoado, foi procurar o pastor da Igreja e disse: eu só tenho uma pergunta para fazer, quando meu filho morreu onde é que Deus estava? Quando meu filho morreu o que Deus estava fazendo? Respeitando a dor do homem o pastor não disse nada, mas no dia seguinte foi procurá-lo e disse: Eu vim responder a sua pergunta, quando o seu filho morreu Deus estava no mesmo lugar em que estava quando o filho dele morreu. Quando seu filho morreu Deus estava fazendo a mesma coisa que estava fazendo quando o filho dele morreu.
Ou seja, sofrimento não é algo que Deus ignore porque o Deus da Bíblia é também o Deus que sofreu, que tem o conhecimento do sofrimento e da dor não por onisciência mas por experiência. Vivenciou o medo, irritou-se, afligiu-se, experimentou a angústia, chorou por sua própria vida, passou por uma ansiedade enorme. Será que Deus não vê a tempestade em que eu estou? Sim, vê. O salmista diz que ele vê e conta as lágrimas, Ele sabe o que é sofrimento e Ele guarda.
Em Mateus 6 quando JESUS esta falando sobre as preocupações da vida, nós encontramos uma declaração que cada um de nós deveria guardar e carregar consigo a cada momento. A declaração de Jesus foi esta: “pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas, mas o Pai Celestial sabe que vocês precisam delas.”
Quero chamar a atenção para a palavra que está traduzida aqui por sabe: “… O Pai Celestial SABE…” – não é a palavra costumeira para o conhecimento que se adquire por estudo, por formação, porque alguém disse, …….. é um conhecimento profundo, estabelecido, que nunca pode ser mudado, que a pessoa tem, está nela e nunca vai esquecer. Deus sabe, o pai sabe, diz Jesus.
Por isso o salmista diz, “recolhe as minhas lágrimas no teu odre”. – Ele vê o nosso sofrimento. Se você está passando por aflição ou por alguma necessidade não deve pensar: Deus me esqueceu, ou Deus Não está vendo, ou Deus não se importa. Porque Deus nos vê, se importa, Deus sabe, ele conta.
No v. 8, do Capítulo 56, que é o nosso texto base diz ainda o Salmista: “acaso não estão anotadas em teu livro?”. – Ele vê, ele guarda, ele anota. Segunda lição: ele vê as lágrimas, ele recolhe as lágrimas, põe num odre, num frasco, põe para recordar, elas estão ali. Cada vez que olha vê aquilo ali. É significativo o que o salmista está dizendo. As lágrimas do fiel têm valor. Não estão no teu livro? Não estão inscritas no teu livro?
Alguns de nós fazemos uma agenda dos nossos grandes eventos. Marcamos alguma coisa que nos aconteceu. Registramos o nascimento de um filho, uma formatura, alguma coisa que nos diz valor e que não queremos esquecer. As minhas lágrimas estão inscritas no teu livro. Tu anotaste. É o que o salmista está dizendo. Ele não ignora.
Tanto é que no salmo 139:16 o salmista faz outra observação: “Os teus olhos viram o meu embrião, todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”.
Ou seja, quando eu ainda estava no ventre da minha mãe, quando era um embrião, um feto, os olhos do Senhor já me viam. A vida não é sem sentido, sem nexo, ela tem um sentido. É por isso que entendemos o que Paulo diz mais tarde: “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”. Quando ele está no controle não há absurdos.
De vez em quando ouvimos alguém dizer: “Deus escreve certo por linhas tortas.” – Entretanto para Deus não há linhas tortas, as linhas são sempre retas, mesmo que em um determinado momento alguma coisa não possa ser explicada, ele viu, ele sabe, ele não perdeu o controle e por vezes o que estraga tudo não é problema em si, mas a nossa reação diante do problema.
Não é a crise em si porque elas vêm sobre todos, mas é a maneira como nos posicionamos diante desta crise, esquecemos que ele vê, que ele anota, que ele participa, e quando nos esquecemos que Deus está presente nestes momentos e que Deus conduz estes momentos, participa dele, aí nos desestruturamos.
Ele recolhe e ele guarda, ele não ignora. Por fim, podemos dizer, ele vê, ele guarda, ele enxuga as lágrimas. Porque se só visse e dissesse,olha ele está chorando, isso não adiantaria muito, mas ele enxuga as lágrimas.
No livro do Apocalipse 21:4 encontramos esta expressão: “ELE enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” – E alguém poderá dizer assim: espere um pouco, pulamos de salmos onde ele está narrando um problema agora para o Apocalipse onde ele diz que ele enxugará todas as lágrimas, mas só no céu? Eu vou ficar chorando aqui este tempo todo? Só no céu é que minhas lágrimas serão enxutas? Será que tudo que o evangelho tem para me oferecer é uma esperança do lado de lá, é um par e muletas? Eu gostaria de encontrar um pouco de resposta aqui e agora.
Houve um homem que chorou muito no Antigo Testamento, ele era um adolescente e os irmãos não gostavam dele, pensaram primeiro em matá-lo, depois acharam que não valia nem a pena matar e o venderam como escravo. Ele tinha alguns valores morais e resolveu se pautar por eles e quando rejeitou o assédio sexual de uma mulher (isso já havia naquele tempo), ele foi parar na cadeia e lá fez amizade com algumas pessoas. Pediu que elas se lembrassem dele e um sujeito que ele ajudou se esqueceu dele e o tempo se passou.
Não parece, porque a coisa está ruim, mas o Senhor estava com José e este homem acaba saindo da masmorra para ocupar o segundo posto do país, ele sai para o exercício do vice-reinado. Agora não mais como um adolescente rejeitado, ele será o salvador dos irmãos e do pai, não mais como alguém na masmorra, mas como alguém com toda a autoridade de mando este homem tem as suas lágrimas enxugadas.
E em Gênesis 41:51-52 fala-se que quando nasceu seu primeiro filho, José o chamou de Manasses, pois disse: “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos, e de toda a casa de meu pai.” – Ao segundo chamou-lhe Efraim, pois disse: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição.”
Dois filhos com duas mensagens: Deus me fez esquecer e Deus me fez próspero. – Seria muito fácil prosperar na terra do pai porque ele era rico, o avô já fora rico e presume-se que filho de rico e neto de rico prosperem. A menos que seja de uma incompetência cavalar, caso contrário vai prosperar.
Mas agora estar como escravo, parar numa prisão e sair de lá para ser o segundo homem do país é preciso realmente muito a graça de Deus. Não estava Deus vendo o que estava acontecendo com ele? O Senhor era com José. E depois esta declaração sua: Deus me fez esquecer.
As recompensas que Deus tem para dar àqueles que nele confiam são muito maiores do que os dissabores que enfrentamos. Deus me fez prosperar. O caminho que Deus tem para avançarmos, progredirmos é muito maior do que o que nos amarrou atrás. O que está sendo dito é isto: Deus tem muito mais para dar do que o mundo tem para nos afligir de dores.
Deus me fez esquecer, Deus me fez prosperar. … Você pode imaginar quantas lágrimas José derramou? Podemos imaginar um adolescente com saudade do pai, porque quando ele encontra os irmãos, anos depois, os irmão não o reconhecem, ele faz uma pergunta, vosso pai vive? Saudade do irmão caçula. Não tendes um irmão menor? Como está ele? Mas Deus viu, Deus guardou e Deus enxugou.
Uma das lições mais ricas que podemos aprender na Bíblia é que Deus não é uma força, uma energia cósmica, um olho dentro de um triângulo, não é uma pirâmide, mas é um Deus pessoal que ama os homens, entra nas suas vidas, deseja participar delas, pode enxugar as suas lágrimas, pode transformar, modificar a sua vida. A sua vida pode ser mudada e mudada para sempre.
Voltemos ao Salmo. Embora esta passagem seja muito bonita “… recolhe as minhas lágrimas no teu odre, acaso não estão anotadas em teu livro?” a ideia mais forte do Salmo aparece nos versículos 4,10 e 11. Veja comigo:
V. 4 – “Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?”
V. 10/11 – “Confio em Deus, cuja palavra louvo, no Senhor cuja louvo, em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o homem?”
É como se ele estivesse dizendo, me fizeram chorar, chorei muito, tive muitas lágrimas mas eu confio neste Deus, louvo este Deus, ponho a minha confiança nele, o que os mortais podem me fazer? E repete: “neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei, que me pode fazer o homem?”.
Eu quero terminar a nossa reflexão fazendo a você algumas perguntas: Você tem lágrimas? Talvez visíveis, escorrendo pela face, dentro, no coração. – Você tem a face sombria, tem vontade de chorar, sente que a vida está uma bagunça, desorganizada, precisando ser mudada?
O Salmo 27 diz assim: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio, de quem terei medo?” –
E no versículo 14 ele diz assim: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor.” – Se você chora DEUS quer secar as suas lágrimas, Ele vem notando, vem fazendo anotação de cada sofrimento, de cada crise e de cada sofrimento, mas Ele quer enxugar e parar com isto.
Você não vai encontrar alívio espiritual, conforto e nem poder para mudar a sua vida fora do evangelho, os ídolos não podem nada, diz o texto que já lemos, mas Deus pode, ele vê, ele seca, e ele deseja participar da sua vida.
Nesta noite eu quero pedir que você deixe DEUS secar as suas lágrimas, entrar na sua vida, transformá-la. Quero convida-lo a confiar nele de todo o coração, a entender que a sua vida pode mudar e que sem ele a vida não vale a pena.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

LÁGRIMAS DE UM PASTOR...


                                               LÁGRIMAS DE UM PASTOR...
Todos nós já choramos na vida pelo menos quando nascemos choramos. Alias este é o enigma da vida: “nascemos chorando ou pelo menos alguém chora por nós”. O incômodo da vida é que quando começamos a gostar dela aí já está na hora de ir embora.
Mas sem dúvidas que todos nós passamos por momentos de lágrimas, lágrimas de emoção, a alegria de uma formatura. Também choramos de sofrimento, alguém querido que vai embora, a perda de mãe, aqueles que tiveram o dissabor de perder um filho, um parente chegado. Chora-se também quando se sofre uma calúnia e se vê enlameado na sua reputação e na sua dignidade.
Enfim chora-se por vários motivos, mas um dado curioso é que as lágrimas se secam com o lenço, com a mão ou com o ar. Ninguém guarda lágrima, ninguém carrega um vidrinho e vai guardando as suas lágrimas. ... Vamos voltar ao texto lido: “…recolhe as minhas lágrimas em teu odre…”. DAVI esta dizendo que Deus guarda as nossas lágrimas: “… recolhe as minhas lágrimas..”.
Naquele tempo não havia vidro e os recipientes para líquido eram de couro e então se guardava água, vinho e leite dentro de um vasilhame de couro. “Recolhe as minhas lágrimas em teu odre”.
O que DAVI está dizendo é que ele passou um momento muito difícil na sua vida e vem contando isso no seu salmo, mas quando chorou, as lágrimas que deveriam ser secadas com a mão por ele foram guardadas por Deus. É uma figura poética. As lágrimas do fiel são guardadas num frasco. Ele descobriu isso na sua experiência. O seu sofrimento e o seu choro não foram despercebidos por Deus.
E podemos dizer que o primeiro significado desta expressão para as nossas vidas é que Deus vê as nossas lágrimas. “recolhe as minhas lágrimas”. A ideia é que ele passou por um momento sombrio, vinha passando titubeante e Deus estava contando os passos dele. DEUS estava vigilante no momento da sua crise.
A declaração do salmista é muito simples: Deus está atento ao que se passa conosco, ele vê. Para o Salmista DEUS não é um ídolo qualquer, muito pelo contrário, o salmista ironiza os ídolos: Abra sua Bíblia no Salmo 115:4-7 e veja o que ele diz:
“Os ídolos dele, de prata e outro, são feitos por mãos humanas. Tem boca, mas não podem falar olhos, mas não podem ver; tem ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; tem mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar”
Ou seja o Salmista fica admirado com as pessoas que confiam em ídolos e depois finaliza no v. 8: “Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam”. – Porque eles não podem ver, não fazem nada, são ídolos, são mortos, são inúteis, …… mas ele diz que o seu Deus contou as suas lágrimas. Com Deus é diferente.
Eu li a história de um homem que perdeu o seu filho num acidente e então, profundamente magoado, foi procurar o pastor da Igreja e disse: eu só tenho uma pergunta para fazer, quando meu filho morreu onde é que Deus estava? Quando meu filho morreu o que Deus estava fazendo? Respeitando a dor do homem o pastor não disse nada, mas no dia seguinte foi procurá-lo e disse: Eu vim responder a sua pergunta, quando o seu filho morreu Deus estava no mesmo lugar em que estava quando o filho dele morreu. Quando seu filho morreu Deus estava fazendo a mesma coisa que estava fazendo quando o filho dele morreu.
Ou seja, sofrimento não é algo que Deus ignore porque o Deus da Bíblia é também o Deus que sofreu, que tem o conhecimento do sofrimento e da dor não por onisciência mas por experiência. Vivenciou o medo, irritou-se, afligiu-se, experimentou a angústia, chorou por sua própria vida, passou por uma ansiedade enorme. Será que Deus não vê a tempestade em que eu estou? Sim, vê. O salmista diz que ele vê e conta as lágrimas, Ele sabe o que é sofrimento e Ele guarda.
Em Mateus 6 quando JESUS esta falando sobre as preocupações da vida, nós encontramos uma declaração que cada um de nós deveria guardar e carregar consigo a cada momento. A declaração de Jesus foi esta: “pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas, mas o Pai Celestial sabe que vocês precisam delas.”
Quero chamar a atenção para a palavra que está traduzida aqui por sabe: “… O Pai Celestial SABE…” – não é a palavra costumeira para o conhecimento que se adquire por estudo, por formação, porque alguém disse, …….. é um conhecimento profundo, estabelecido, que nunca pode ser mudado, que a pessoa tem, está nela e nunca vai esquecer. Deus sabe, o pai sabe, diz Jesus.
Por isso o salmista diz, “recolhe as minhas lágrimas no teu odre”. – Ele vê o nosso sofrimento. Se você está passando por aflição ou por alguma necessidade não deve pensar: Deus me esqueceu, ou Deus Não está vendo, ou Deus não se importa. Porque Deus nos vê, se importa, Deus sabe, ele conta.
No v. 8, do Capítulo 56, que é o nosso texto base diz ainda o Salmista: “acaso não estão anotadas em teu livro?”. – Ele vê, ele guarda, ele anota. Segunda lição: ele vê as lágrimas, ele recolhe as lágrimas, põe num odre, num frasco, põe para recordar, elas estão ali. Cada vez que olha vê aquilo ali. É significativo o que o salmista está dizendo. As lágrimas do fiel têm valor. Não estão no teu livro? Não estão inscritas no teu livro?
Alguns de nós fazemos uma agenda dos nossos grandes eventos. Marcamos alguma coisa que nos aconteceu. Registramos o nascimento de um filho, uma formatura, alguma coisa que nos diz valor e que não queremos esquecer. As minhas lágrimas estão inscritas no teu livro. Tu anotaste. É o que o salmista está dizendo. Ele não ignora.
Tanto é que no salmo 139:16 o salmista faz outra observação: “Os teus olhos viram o meu embrião, todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”.
Ou seja, quando eu ainda estava no ventre da minha mãe, quando era um embrião, um feto, os olhos do Senhor já me viam. A vida não é sem sentido, sem nexo, ela tem um sentido. É por isso que entendemos o que Paulo diz mais tarde: “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”. Quando ele está no controle não há absurdos.
De vez em quando ouvimos alguém dizer: “Deus escreve certo por linhas tortas.” – Entretanto para Deus não há linhas tortas, as linhas são sempre retas, mesmo que em um determinado momento alguma coisa não possa ser explicada, ele viu, ele sabe, ele não perdeu o controle e por vezes o que estraga tudo não é problema em si, mas a nossa reação diante do problema.
Não é a crise em si porque elas vêm sobre todos, mas é a maneira como nos posicionamos diante desta crise, esquecemos que ele vê, que ele anota, que ele participa, e quando nos esquecemos que Deus está presente nestes momentos e que Deus conduz estes momentos, participa dele, aí nos desestruturamos.
Ele recolhe e ele guarda, ele não ignora. Por fim, podemos dizer, ele vê, ele guarda, ele enxuga as lágrimas. Porque se só visse e dissesse,olha ele está chorando, isso não adiantaria muito, mas ele enxuga as lágrimas.
No livro do Apocalipse 21:4 encontramos esta expressão: “ELE enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” – E alguém poderá dizer assim: espere um pouco, pulamos de salmos onde ele está narrando um problema agora para o Apocalipse onde ele diz que ele enxugará todas as lágrimas, mas só no céu? Eu vou ficar chorando aqui este tempo todo? Só no céu é que minhas lágrimas serão enxutas? Será que tudo que o evangelho tem para me oferecer é uma esperança do lado de lá, é um par e muletas? Eu gostaria de encontrar um pouco de resposta aqui e agora.
Houve um homem que chorou muito no Antigo Testamento, ele era um adolescente e os irmãos não gostavam dele, pensaram primeiro em matá-lo, depois acharam que não valia nem a pena matar e o venderam como escravo. Ele tinha alguns valores morais e resolveu se pautar por eles e quando rejeitou o assédio sexual de uma mulher (isso já havia naquele tempo), ele foi parar na cadeia e lá fez amizade com algumas pessoas. Pediu que elas se lembrassem dele e um sujeito que ele ajudou se esqueceu dele e o tempo se passou.
Não parece, porque a coisa está ruim, mas o Senhor estava com José e este homem acaba saindo da masmorra para ocupar o segundo posto do país, ele sai para o exercício do vice-reinado. Agora não mais como um adolescente rejeitado, ele será o salvador dos irmãos e do pai, não mais como alguém na masmorra, mas como alguém com toda a autoridade de mando este homem tem as suas lágrimas enxugadas.
E em Gênesis 41:51-52 fala-se que quando nasceu seu primeiro filho, José o chamou de Manasses, pois disse: “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos, e de toda a casa de meu pai.” – Ao segundo chamou-lhe Efraim, pois disse: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição.”
Dois filhos com duas mensagens: Deus me fez esquecer e Deus me fez próspero. – Seria muito fácil prosperar na terra do pai porque ele era rico, o avô já fora rico e presume-se que filho de rico e neto de rico prosperem. A menos que seja de uma incompetência cavalar, caso contrário vai prosperar.
Mas agora estar como escravo, parar numa prisão e sair de lá para ser o segundo homem do país é preciso realmente muito a graça de Deus. Não estava Deus vendo o que estava acontecendo com ele? O Senhor era com José. E depois esta declaração sua: Deus me fez esquecer.
As recompensas que Deus tem para dar àqueles que nele confiam são muito maiores do que os dissabores que enfrentamos. Deus me fez prosperar. O caminho que Deus tem para avançarmos, progredirmos é muito maior do que o que nos amarrou atrás. O que está sendo dito é isto: Deus tem muito mais para dar do que o mundo tem para nos afligir de dores.
Deus me fez esquecer, Deus me fez prosperar. … Você pode imaginar quantas lágrimas José derramou? Podemos imaginar um adolescente com saudade do pai, porque quando ele encontra os irmãos, anos depois, os irmão não o reconhecem, ele faz uma pergunta, vosso pai vive? Saudade do irmão caçula. Não tendes um irmão menor? Como está ele? Mas Deus viu, Deus guardou e Deus enxugou.
Uma das lições mais ricas que podemos aprender na Bíblia é que Deus não é uma força, uma energia cósmica, um olho dentro de um triângulo, não é uma pirâmide, mas é um Deus pessoal que ama os homens, entra nas suas vidas, deseja participar delas, pode enxugar as suas lágrimas, pode transformar, modificar a sua vida. A sua vida pode ser mudada e mudada para sempre.
Voltemos ao Salmo. Embora esta passagem seja muito bonita “… recolhe as minhas lágrimas no teu odre, acaso não estão anotadas em teu livro?” a ideia mais forte do Salmo aparece nos versículos 4,10 e 11. Veja comigo:
V. 4 – “Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?”
V. 10/11 – “Confio em Deus, cuja palavra louvo, no Senhor cuja louvo, em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o homem?”
É como se ele estivesse dizendo, me fizeram chorar, chorei muito, tive muitas lágrimas mas eu confio neste Deus, louvo este Deus, ponho a minha confiança nele, o que os mortais podem me fazer? E repete: “neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei, que me pode fazer o homem?”.
Eu quero terminar a nossa reflexão fazendo a você algumas perguntas: Você tem lágrimas? Talvez visíveis, escorrendo pela face, dentro, no coração. – Você tem a face sombria, tem vontade de chorar, sente que a vida está uma bagunça, desorganizada, precisando ser mudada?
O Salmo 27 diz assim: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio, de quem terei medo?” –
E no versículo 14 ele diz assim: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor.” – Se você chora DEUS quer secar as suas lágrimas, Ele vem notando, vem fazendo anotação de cada sofrimento, de cada crise e de cada sofrimento, mas Ele quer enxugar e parar com isto.
Você não vai encontrar alívio espiritual, conforto e nem poder para mudar a sua vida fora do evangelho, os ídolos não podem nada, diz o texto que já lemos, mas Deus pode, ele vê, ele seca, e ele deseja participar da sua vida.
Nesta noite eu quero pedir que você deixe DEUS secar as suas lágrimas, entrar na sua vida, transformá-la. Quero convida-lo a confiar nele de todo o coração, a entender que a sua vida pode mudar e que sem ele a vida não vale a pena.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

TIRANDO FORÇAS DA FRAQUEZA...


                                         TIRANDO FORÇAS DA FRAQUEZA...
Precisamos da sabedoria e da graça de Deus para vencer cada uma das nossas fraquezas. As fraquezas fazem parte da nossa caminhada. Deus não as tira do nosso caminho, mas Ele nos faz maior do que elas. Ele quer nos ensinar a vencê-las. Para isso, vamos ver alguns princípios que precisamos seguir para vencer as fraquezas que tenta nos limitar e parar as nossas vidas.
1. AS FRAQUEZAS QUE NÃO DESTRUÍMOS, ACABARÃO NOS DESTRUINDO.
Existem coisas em nossas vidas que se não a resolvermos, se deixarmos para trás, depois elas se tornarão problemas, verdadeiros laços do diabo. O inimigo que Saul não executou de maneira completa veio destruir sua vida depois (1Sm 15.3; 2Sm 1.8). Precisamos ter uma postura radical com tudo que nos prende em nossas fraquezas, com aquilo que nos leva a desviar do propósito de Deus (Mt 5.29-30). Precisamos lidar com nossas fraquezas do passado para que elas não nos prendam no futuro: fraquezas com pecados, fraquezas de relacionamentos, de dívidas financeiras, de temperamento e diversas outras que tínhamos antes de nascer de novo e que agora precisamos vencer. Precisamos cortar pela raiz tudo o que era fraqueza em nosso passado. Precisamos ser radicais! Se preciso for, mudar o número do telefone, romper amizades, parar de frequentar lugares, deixar de assistir alguns programas televisivos etc.
2. AS COISAS DAS QUAIS QUEREMOS NOS DISTANCIAR DETERMINA O QUE DEUS TRARÁ ATÉ NÓS
Rute era moradora de Moabe e lá estavam seus bens, seus familiares e conhecidos. Mas ela tomou a decisão de deixar sua cidade e seguir sua sogra. Se Rute não tivesse tomado essa decisão, ela não teria conhecido o seu marido Boaz, não seria bisavó de Davi e nem estaria na descendência de Jesus (Mt 1.5). A decisão de Rute fez com que ela ficasse na posição da bênção de Deus em sua vida. Nossa decisão de nos distanciarmos daquilo que nos leva a nossas fraquezas permite que Deus nos leve a novas posições, a posições de vitórias. Afastar-se do que produz em nós fraqueza envolve tomar uma decisão de vencer, nos distanciando daquilo que nos enfraquece. Se formos fiéis e obedecermos ao Senhor ao abrirmos mãos das coisas de que gostamos, porque sabemos que não agradam a ele, moveremos o braço de Deus e as bênçãos dele nos alcançarão.
3. TODOS CAEM, MAS OS GRANDES SE LEVANTAM NOVAMENTE
No caminho da vitória existem as quedas. Não me refiro à queda do pecado, mas quedas como as que Jesus teve no caminho até a cruz, que aconteceram porque Ele estava machucado e fraco, mas que não O impediram de completar o caminho. Todos nós caímos em nossa disposição e em nossa perseverança. Em alguns momentos, desanimamos, esmorecemos e ficamos incrédulos achando que as coisas não irão acontecer. Nesses momentos, o diabo começa a acusar-nos e a mentir dizendo que não seremos bem-sucedidos. Se as coisas não aconteceram, se as frustrações e a prostração vieram, precisamos nos levantar e crer no Deus da segunda chance. Os planos do Senhor não podem ser frustrados. Precisamos crer nessa verdade e nos posicionar como valentes, rejeitando toda acusação e toda auto piedade. O Senhor nos dá forças e Ele não desiste de nós.
4. A LUTA É A PROVA DE QUE NÃO FOMOS DERROTADOS
Se estivermos lutando é porque não fomos vencidos, é um sinal de que ainda estamos na guerra. Muitos irmãos acreditam que são derrotados porque estão passando por muitas lutas. Mas a vida é formada por lutas. Precisamos passar por elas para crescer e ter realidade espiritual. O diabo muitas vezes tenta nos abater e nos acusar mostrando nossas guerras. Ficamos procurando uma brecha ou uma maldição que as expliquem. O que nos abate não são as guerras, mas a acusação do diabo no meio delas. Muitas vezes as guerras que temos são as batalhas naturais para os soldados de Cristo que estão saqueando vidas do inferno. Ser canal de Deus para mudar o destino eterno das pessoas exige uma batalha. Enquanto estivermos nesse mundo, enquanto nossa carne existir e o diabo estiver solto, haverá guerra. Mas o Espírito Santo é conosco e nos dá vitória. Se está havendo guerra, é porque estamos incomodando o diabo, é porque ele está perdendo e quer nos amedrontar. O que aparenta ser uma derrota e uma vergonha para nós é, muitas vezes, uma circunstância que nos leva a ver quem realmente somos e humilhar-nos diante do Senhor. Precisamos ver nossas aparentes derrotas com a ótica de Deus.
5. NÃO DEVEMOS OLHAR PARA ONDE ESTAMOS, MAS PARA ONDE ESTAMOS INDO.
O diabo tenta nos parar levando-nos a olhar para as circunstâncias e para nós mesmos, e isso é uma fraqueza. Mas não somos como galinhas que ciscam olhando para o chão; prosseguimos olhando para o alvo (Fp 3.13). A verdade não é o que vemos, o que sentimos e nem o que nos disseram; a verdade é o que está escrito na Palavra de Deus (2Co 5.7). Não devemos ficar focados no problema. Devemos olhar para o único que pode resolver o nosso problema, o Senhor Jesus (Hb 12.2)
6. NÃO PODEMOS CORRIGIR O QUE NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A ENFRENTAR
Deus não trabalha com robôs e nem com Marionetes. Ele age com o homem e não no lugar do homem. O Senhor não age com pessoas passivas, mas com pessoas que dão respostas. Por isso, Ele cria situações específicas em que precisamos encarar e enfrentar nossos medos e fraquezas. Para enfrentar nossas fraquezas, devemos reconhecer quem somos. Somente quando reconhecemos nossas fraquezas diante de Deus, é que podemos vencê-las.
7. A CRISE SEMPRE ACONTECE QUANDO ESTAMOS NA CURVA DA MUDANÇA
Quando saímos da nossa zona de segurança, nossas fraquezas aparecem. Em Mateus 7.14, vemos que “estreita é a porta e apertado o caminho”. Porta na Bíblia significa crise, porque representa a mudança, a saída de um lugar e a entrada em outro. A porta é estreita e para passar por ela é preciso deixar algumas coisas para trás. Uma vez que deixamos o que nos impede de passar e vencemos a porta, entramos em um novo caminho, um novo tempo em Deus. Quando o Senhor nos leva a novos níveis, descobrimos fraquezas que nem sabíamos que existiam. Precisamos admitir essas fraquezas a Deus para sermos usados por Ele.
8. A INDIGNAÇÃO É O LUGAR DO NASCIMENTO DAS SOLUÇÕES
Temos que odiar a fraqueza, desprezá-la e canalizar essa raiva e indignação em Deus. Ninguém pode vencer o pecado se não for movido por uma santa indignação para orar, jejuar e buscar no Senhor a mudança da sua realidade. É a indignação que não nos deixa parar e nem retroceder, que nos move para não desistirmos enquanto Deus não agir.
9. NÃO PODEMOS MUDAR O QUE TOLERAMOS
Deus não nos chamou para uma vida apenas; ele nos chamou para uma vida abundante (Jo 10.10). Não podemos ser medíocres nos conformando com pequenas situações de derrotas. As mudanças não são instantâneas. Precisamos perseverar. Se nos conformamos e desistimos de tentar vencer nossas fraquezas, ficaremos presos a elas.
10. TODO RELACIONAMENTO ALIMENTA UMA FRAQUEZA OU FORÇA DENTRO DE NÓS
Devemos tomar cuidado com quem andamos. Existem pessoas que nos desanimam, nos colocam para baixo, falam o tempo todo que não somos capazes, que nos prendem em nossas fraquezas. Precisamos andar com pessoas que nos dão palavra de ânimo, homens e mulheres de Deus que declaram a Palavra do Senhor em nossas vidas e nos levam a olhar para ela, que nos ajudam a vencer as nossas fraquezas.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.